Coletiva - Governo de SP firma parceria com bancos para produção de 1 milhão de máscaras sociais 20200904

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Coletiva - Governo de SP firma parceria com bancos para produção de 1 milhão de máscaras sociais

Local: Capital - Data: Abril 09/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Hoje, quinta-feira, 9 de abril, aqui do Palácio dos Bandeirantes estamos começando mais uma coletiva de imprensa, com a participação do prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, do secretário da Saúde do estado de São Paulo, integrante do comitê de saúde, do COVI D-19, José Henrique Germann. A Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Da Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social. E David Uip, coordenador do comitê de saúde, o centro de contingência do COVID-19. Também aqui acompanhando essa coletiva, presencialmente, General Campos, secretário de Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo. Edson Aparecido, secretário de Saúde da cidade de São Paulo. Aline Cardoso, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, aqui da capital de São Paulo. Helena Sato, a nossa diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, e também integrante do comitê de saúde. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã. Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo. E Cleber Mata, secretári o de Comunicação. Começando com as mensagens de hoje, hoje é quinta-feira Santa, véspera da sexta-feira Santa, período de Páscoa, momento que reforçamos que a união e a solidariedade é fundamental, em um momento como esse de dificuldade, de uma pandemia que afeta a vida, o movimento, e o comportamento de milhões de pessoas, aqui em São Paulo nós pregamos união e solidariedade. E também o momento de paz, reflexão e orações. Como católico que sou, assim como Bruno Covas, mas isso é válido para qualquer profissão de fé, agora é um momento de paz, de equilíbrio, de aproveitar a Páscoa para fazer uma reflexão sobre essa pandemia, e orar por aqueles que estão doentes, orar também pelos que perderam da vida, e nos solidarizarmos com aqueles que são os mais desprotegidos, os m ais pobres, os mais desfavorecidos, e que precisam de apoio e precisam de solidariedade. Repito, o momento é de paz e reflexão. Os anúncios de hoje do governo do estado de São Paulo são os seguintes, serão sucedidos também por anúncio da prefeitura da capital de São Paulo. Primeiro, o lançamento do Programa denominado Sistema de Monitoramento Inteligente, o SIMI/SP. Ontem já fizemos o primeiro teste, e até o Jornal Nacional da Rede Globo de televisão, e também da Globo News, reproduziu com muita precisão o funcionamento deste sistema. O governo do estado de São Paulo fechou um acordo com as quatro operadoras de telefonia celular no Brasil, a Vivo, a Claro, a Oi e a Tim, e as quatro operadoras vão passar a monitorar o isolamento aqui no estado de São Paulo durante a quarentena. Quero transmitir aos presidentes das quatro operadoras, com os quais nos re unimos virtualmente, e os seus diretores, o nosso agradecimento pelo apoio, pela solidariedade, pela disposição de realizar esse trabalho, esse serviço de alta tecnologia em São Paulo, sem nenhum custo, sem nenhum ônus para o governo do estado de São Paulo. Um gesto de profunda solidariedade da Vivo, da Claro, da Oi, e da Tim, a quem mais uma vez eu agradeço. Com informações geradas a partir dos dados dos aparelhos dos seus usuários, portanto, 100% de todos os usuários de telefonia celular em São Paulo, nós poderemos identificar os locais aonde essas pessoas estarão, e aonde existir concentração para analisar também o percentual de isolamento, e ações de orientação e adolescência, se necessário, aonde este mapeamento apresentar concentração de pessoas. Na sequência, Patrícia Ellen vai explica r e oferecer mais detalhes a respeito. Vamos dar aqui um exemplo, ontem, dia 8 de abril, nós tivemos 49% de isolamento, muito abaixo do necessário, que é 70%, a nossa meta em São Paulo é atingir 70% de isolamento. Já chegamos a 59% nesta semana, no domingo, mas nós temos que ter como objetivo alcançar 70% de isolamento. Essa é a orientação da medicina, essa é a orientação da ciência, dos profissionais que assessoram ao governo do estado de São Paulo, para limitar os efeitos da pandemia, termos menos pessoas infectadas e menos pessoas sob risco de morte. Por isso a campanha de disparo de SMS com as operadoras vai alertar localmente, regionalmente e separadamente aquelas pessoas que estão em regiões ou áreas do estado de São Paulo, no campo ou nos núcleos urbanos, para que fiquem alertas, e esses alertas serem emitidos por SMS, preve nindo e orientando essas pessoas para retornarem às suas casas, para aumentarem os seus cuidados, e para terem atenção com as recomendações do governo do estado de São Paulo para ficarem em casa. Detalhes deste novo programa denominado Sistema de Monitoramento Inteligente, o SIMI, será apresentado na sequência pela secretária Patrícia Ellen. O segundo anúncio de hoje é a produção e a distribuição de 2 milhões de máscaras, as máscaras serão produzidas em comunidades carentes aqui da capital de São Paulo, essa é uma ação conjunta do governo do estado de São Paulo e da prefeitura da capital de São Paulo. A produção foi iniciada nesta segunda-feira, dia 6, na ETEC de Heliópolis, com 14 costureiras, será ampliada na próxima segunda-feira, 13 de abril, em mais 19 unida des das ETECs, que são administradas pelo Centro Paula Souza, do governo do estado de São Paulo. A previsão é para a produção de 2 milhões de máscaras até o dia 30 de maio, a produção à medida que ela for ocorrendo as máscaras serão distribuídas, principalmente nas comunidades, Heliópolis, Paraisópolis, e outras comunidades aqui da capital de São Paulo, e na sequência, na região metropolitana de São Paulo. O financiamento para esta operação é de R$ 2,5 milhões, e os recursos foram integralmente doados por três instituições financeiras, três bancos privados, a quem agradecemos respectivamente o Itaú, Bradesco e Santander. A confecção será realizada por 740 costureiras mulheres, destas comunidades carentes, que vão receber R$ 2 por máscara produzida, e a remuneração pode ultrapassar R$ 80 por dia. Portanto, uma medida que atende uma necessidade de saúde pública, atende também uma necessidade de geração de renda e proteção social. E repito, uma ação articulada do governo do estado de São Paulo com a prefeitura da capital de São Paulo. E as máscaras serão distribuídas à medida em que forem sendo produzidas, e destinadas principalmente às comunidades da capital, de Ferraz de Vasconcelos, de Guarulhos, de Cerquilho, de Ibitinga, São José do Rio Preto e Peruíbe. Sobre isso, também as duas secretárias Patrícia Ellen e Célia Parnes, estarão à disposição, e vão explicar a esse respeito, assim como a secretária Aline Cardoso, que aqui está representando a Prefeitura de São Paulo nesta &aacut e;rea. Terceiro informe, parceria também tecnológica com o Whatsapp, vamos criar mais um canal de informação para os brasileiros de São Paulo, o governo formalizou uma parceria com o Whatsapp a quem agradecemos também pelo apoio, pela solidariedade, sem nenhum custo. E a partir de hoje começa a funcionar o sistema São Paulo Pergunta. Este programa São Paulo Pergunta será um canal de informação para a população, gratuito evidentemente para tirar dúvidas e aumentar a prevenção contra o Coronavírus. É a tecnologia a favor das pessoas de salvar vidas e integrar as pessoas na sua proteção e na proteção das suas comunidades. Para ter acesso ao sistema bastará adicionar o número, código 11, o número 9 5220- 2923. Repito: 11 o código, o número 9 5220- 2923, à lista dos seus co ntatos no seu telefone celular. E mandar uma mensagem com a palavra "oi", "oi". E já estará, a conexão já estará feita. Nós estamos usando todas as conexões e ferramentas possíveis de tecnologia, por isso a nossa Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, sobre a direção da Patrícia Ellen tem feito esses entendimentos com as empresas de tecnologia e comunicação. E Bruno Covas, mais uma vez agradeço em meu nome, em seu nome a essas empresas pelo apoio, pela cooperação e pela solidariedade. Quarto e último informe. Neste feriado de Páscoa, da mesma maneira que fizemos já ontem nesta coletiva de imprensa, a nossa recomendação é por favor, evite viajar. Se puder não viaje. Isso vai ajudar a proteger a sua vida e a vida da sua família. Só viaje se voc&ecirc ; tiver extrema necessidade, fora disso permaneça em casa, na capital, ou no interior, ou na região metropolitana, ou no litoral, mas não viaje. E uma observação de grande importância: evite viajar para o litoral de São Paulo. De qualquer maneira evite. Só em casos de absoluta necessidade. Os prefeitos e prefeitas dos municípios do litoral norte, Baixada Santista e litoral sul pedem as pessoas que não se dirijam ao litoral, as praias estão todas fechadas, estão todas limitadas, interditadas ao acesso. Não é o momento de se dirigir à praia, não é o momento de fazer lazer, nem férias de verão ou férias de feriado. As praias, todas elas do litoral de São Paulo estão interditadas, este é um pedido que eu aqui nesse momento me torno porta-voz de prefeitas e prefeitos de todas as cidades do litoral de São Paulo. E se você puder considerar esta recomendação, não viaje. Exceto se tiver necessidade extrema, fora disso permaneça na sua casa, ao lado dos seus familiares e protegendo principalmente as pessoas com mais de 60 anos, as pessoas com morbidades, as pessoas com deficiência, as pessoas portadoras de deficiência e aqueles que você tem carinho, sejam seus parentes, sejam seus amigos, sejam seus vizinhos. Passo a palavra agora a Patrícia Ellen e na sequência a Célia Parnes para que possam explicar de forma precisa e rápida o Sistema de Monitoramento Inteligente, o SIMI, que vai utilizar o serviço das quatro operadoras, o serviço já começou, já está em operação, assim como a produção, a distribuição dos 2 milhões de máscaras e a nossa parceria com o WhatsApp. Vou sugerir, Patrícia, que você na tecnolo gia comece pelo Sistema de Monitoramento Inteligente, depois WhatsApp, e na sequência a Célia Parnes com você e a Aline Cardoso podem falar sobre os 2 milhões de máscaras que já começaram a ser produzidos nas comunidades aqui em São Paulo remunerando 740 senhoras dessas comunidades. Patrícia.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito bom. Muito obrigada, governador. Então hoje é um dia muito importante pra todos nós porque estamos colocando a tecnologia e inovação a serviço da população pra que possamos controlar essa pandemia, enfrentá-la juntos. Nós temos aqui na tela a visualização dos painéis do Sistema de Monitoramento Inteligente, foi formado o Núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação reunindo esses dados que nos permitiram visualizar as curvas de progressão da doen&c cedil;a. Esse é um mapa de calor sobre distanciamento social. O que está em vermelho aqui são as áreas que estão menos isoladas, ou seja, que a população está se movimentando mais. E a gente tem acompanhado isso diariamente. Aqui com um olhar mais detalhado da grande São Paulo que é a região com maior concentração de casos. Novamente o que está em vermelho aqui são as regiões com menos distanciamento social, então nós vemos, por exemplo, ali na região da Lapa há uma movimentação grande. Então cada uma delas mostra facilmente aqui de uma forma visual onde temos regiões para o prefeito Bruno Covas também poder monitorar na cidade de São Paulo. E os prefeitos receberão, nós tivemos autorização ontem pra divulgar informação por município, para todos os municípios acima de 30 mil habitantes. Então são os mesmos painéis que nós temos acesso, os habitantes da cidade e os prefeitos também terão. Será utilizado o canal criado aqui pelo Governo do Estado de São Paulo pra disponibilizar essa informação. Um ponto importante é que essa informação ela é trazida de uma forma completamente anonimizada, o Governo não tem acesso aos dados individualizados, nós temos acesso aos dados agrupados que é o suficiente para conseguirmos entender o comportamento em cada região, em cada cidade, em cada bairro. Na próxima página, nós trazemos uma aplicação prática disso que é começar a cruzar essas informações com os nossos dados da saúde com relação a casos confirmados e suspeitos. Nós sabemos que a região metro politana de São Paulo, hoje, concentra 80% dos casos de Coronavírus, e nós vamos passar a acompanhar essa informação de uma forma cada vez mais granular sempre respeitando, aqui nesse caso a gente tem informação caso a caso e cruzar isso com a informação de distanciamento social, respeitando a privacidade das pessoas. Então estamos buscando aqui um equilíbrio entre transparência e respeito à privacidade para que todos tenham acesso à informação e uma aplicação prática, que é o exemplo que vem na próxima página que é informar as pessoas. E já agradecemos as operadoras de telefonia celular do estado, todas ao pedido do governador entenderam a urgência de sensibilizar a população porque nós atingimos ontem a menor taxa de distanciamento social desde que iniciamos a quarentena. Ent&atilde ;o nós estamos aqui entre 49% e 50% da população isolada, menos da metade, nós chegamos a alcançar taxas de 60%, e agora estamos com taxas que nos preocupam muito porque todas as estimativas com relação aos leitos, ao combate da pandemia estão sendo feitas assumindo o nível de distanciamento que nos dá uma taxa aqui de isolamento em média entre 60% e 70%, e nós não estamos alcançando esse indicador. Então agora, a partir do meio-dia, as operadoras iniciaram essa força-tarefa, aproveitando que nós temos o momento da Páscoa, momento de solidariedade, que temos a sexta, o sábado e domingo pra que possamos ficar em casa, né? O prefeito tem nos dito muito isso, que é um ato de solidariedade, então temos a chance de fazê-lo agora. Então estamos recebendo essas duas mensagens, eu estava verificando aqui, eu recebi a m inha meio-dia e cinco, um SMS que diz exatamente o que está ali na tela, a grande São Paulo é o local com mais caso de Coronavírus, pro meu caso, né, que a gente mora aqui. Reforce as medidas de higienização e fique em casa. As pessoas que não estiverem na área de maior incidência vão receber uma mensagem um pouco diferente, mas a divisão das mensagens foi por DDD e não por dado individual, então todos os DDDs relacionados à grande São Paulo estão recebendo um tipo de mensagem e os demais DDDs vão receber outro tipo de mensagem. E que essa mensagem seja uma mensagem que nos toque para que a gente possa fazer esse trabalho como cidadãos também. Tem uma série de outras iniciativas sendo trabalhadas nesse núcleo, né? Nosso Sistema de Monitoramento Inteligente só está começando agora, nós vamos acompanhar e suportar a saúde, Dr. David Uip e doutor... secretário Guermann, nós temos reuniões diárias pra cruzar informações de transporte, de saúde pública, defesa civil, segurança. Estão todos trabalhando com a equipe mais multidisciplinar de dados que já tivemos no Governo do Estado. E vamos trazer essas informações pra vocês com bastante frequência. Então isso é o que temos agora sobre o Sistema de Monitoramento Inteligente. E agradecemos o trabalho de todos, temos a equipe do IPT, inclusive do Governo Federal, Exército, temos membros de diversas áreas, todos unidos pra que tenhamos os melhores dados. O último ponto é sobre a segunda parte do anúncio, nós estamos produzindo 2 milhões de máscaras no Estado de São Paulo, pra que a população tenha acesso a essas más caras de tecido, um milhão pelo estado, um milhão pela prefeitura e numa iniciativa completamente integrada e coordenada entre a prefeitura de São Paulo e o Estado de São Paulo, para que nós possamos gerar emprego pra quem precisa e dar acesso gratuito a essas máscaras a quem mais precisa também. A primeira operação já está no ar na comunidade de Heliópolis, queria agradecer a professora Laura e toda a equipe do Centro Paula Souza, que fizeram uma adaptação das carretas do Centro Paula Souza pra que as costureiras pudessem trabalhar, inclusive com as devidas medidas de segurança, e essa de Heliópolis começou a produzir na segunda-feira, temos uma parceria com o Instituto Bei e o Instituto Rede Mulher Empreendedora, que faz a seleção e a remuneração das costureiras também, mas todas as outras etapas e, principalmente, na cid ade de São Paulo, estão sendo articuladas com a secretária Aline, com o prefeito Bruno, pra que a priorização das comunidades e das parcerias seja feita de uma forma coordenada. Nós temos um vídeo aqui, que mostra como esse processo está sendo feito. Vamos mostrar esse vídeo e passo a palavra de volta pro governador.

(VÍDEO)

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patricia. Eu vou pedir também agora uma intervenção da Célia Parnes, nossa secretária de desenvolvimento social, nós temos feito um esforço muito grande, sempre cooperadamente com as prefeituras e, principalmente, com a prefeitura da capital de São Paulo, de buscar alternativas que melhorem a proteção de saúde e a proteção social das pessoas, e esta é uma iniciativa que atende os dois campos, ela atende uma necessidade premente, que é de máscaras, e de larga escala, e gera renda, gera proteção social, principalmente nas comunidades, e complementa o esforço que nós lançamos ontem, vocês estavam aqui e assistiram, da cesta do alimento solidário, que começa a ser entregue nesta próxima semana, para quatro milhões de pessoas. São um milhão de famílias, a cesta atende quatro pessoas por famílias, são quatro milhões de pessoas, no Estado de São Paulo, que receberão alimentação completa, e isso foi feito com uma equipe de nutricionistas do Hospital Albert Einstein, para garantir durante 30 dias o seu sustento. E na semana que vem anunciaremos aqui, provavelmente na terça-feira, uma outra cesta complementar de produtos de higiene e produtos de higiene pessoal, e higiene pra casa também. Mas sobre a proteção social, eu peço a palavra agora da secret&aacute ;ria Célia Parnes, e depois vamos ao Bruno Covas e a saúde. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Pois não, boa tarde a todos, só reforçando o tema a que nos referimos, do georreferenciamento, fazendo link exatamente com a proteção social, o grande plano de proteção social do governador João Dória, no caso desse georreferenciamento, nós estamos especialmente preocupados e olhando as comunidades e as regiões de grande adensamento. Nesse sentido é possível colocarmos estações de rádio base nesses locais, isso já está sendo solicita do a essas companhias telefônicas, pra que a gente consiga monitorar mais proximamente as regiões de grande adensamento, nós sabemos que nessas regiões o vetor do coronavírus é mais veloz. E, justamente, tentando aí fazer o cruzamento não só do índice de deslocamento das pessoas, mas também um cruzamento com o índice de incidência de contágio. Lembrando também que além dos disparos que temos recebido das operadoras, estamos recebendo também constantemente um trabalho muito importante, feito pela nossa Defesa Civil, a Defesa Civil também enviando a todos os celular, usando aí também a tecnologia, enviando disparos de orientação sanitária, de proteção, e pra que as pessoas fiquem em casa também. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes, fazendo uma pequena inversão, nós vamos agora a saúde, e na sequência ao prefeito Bruno Covas, Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo, para os números atualizados de hoje, aqui em São Paulo e, na sequência o Dr. David Uip fará o uso da palavra. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Boa tarde a todos. Nós temos do dia de ontem pra você 15.927 casos confirmados no Brasil, com 800 óbitos, isso equivale a 5%. Em São Paulo 6.708, 428 óbitos, o que equivale a 6%. Internados são 1.648 pessoas, metade em regime de terapia intensiva e metade em regime de enfermaria. Próximo slide, estou mostrando pra vocês aqui um comportamento da epidemia em diversas partes do mundo, aqui tem as datas, embaixo, aqui significa do início do gráfico o dia 15/03, que é quand o nós tivemos aqui o centésimo caso, São Paulo é esta linha branca, mostra ali 6.708 casos e o Brasil 15 mil na linha laranja, os demais vocês vejam o Estados Unidos lá em cima, em vermelho, Espanha, Itália, a China e a Coreia do Sul, em azul, numa reta, praticamente, um pouco acima do Estado de São Paulo, e o Brasil já ultrapassou esta reta da Coreia do Sul, nós vamos provavelmente ultrapassa-la nos próximos dias, abaixo ainda tem Singapura, Japão, Hong Kong, são outras cidades e outros países que fizeram, que a gente monitora juntamente conosco. O próprio Reino Unido, como vocês podem ver, está ali, a França e tal, bom, o que eu quero dizer é que a curva nossa tem duas maneiras de se enxergar, um, nós estamos abaixo da Coreia, o que é uma coisa importante, e segundo é que ela está, ela fez uma curva pra direita e ago ra está embicando mais para cima, o que significa que nós precisamos tomar alguma providência pra ver se nós trazemos de novo a curva para uma curvatura pra direita. Que providência é essa? É o isolamento social, enquanto nós tivemos um isolamento social em 50%, nós não vamos conseguir dobrar esta curva. Próximo, por favor. Então, nós vínhamos com este número de casos, e depois chegamos a este número final aqui, de 1.200 por dia, em um dia, então, isso significa que se nós não tivéssemos feito nada, hoje nós teríamos dez vezes mais pacientes portadores da virose do que temos hoje, então, este é o significado da própria curva, né, do próprio isolamento social. Seguinte. Aqui nós temos a curva, que foi mostrada também pela secretária Patricia Ellen, e mostra o iníci o do isolamento, seu anúncio, o início e a previsão e o comportamento dele até agora, nós precisamos elevar esta curva para 70%, então, por isso o fique em casa precisa ter mais pessoas que estejam aderidas, para que isso possa ir mudando gradativamente, ou o mais rapidamente possível a sua incidência, pra que a gente possa ter um efetivo enfrentamento do vírus numa situação, que todo o sistema de saúde no Estado de São Paulo possa atender os pacientes que estiverem acometidos da virose. Acho que acabou, né?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Tem ainda alguma complementação? Dr. David Uip, por favor. Ok, Dr. David ficará a disposição para responder perguntas, vamos agora ao prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, prefeitura também queria anunciar, da mesma forma que o estado vem fazendo, o programa Costurando pela Vida, que é um programa desenvolvido da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, o edital foi publicado hoje no Diário Oficial do município. Trata-se de um investimento com recursos da Prefeitura de R$ 2 milhões pra contratação de mil costureiras e artesãos que serão contratados pelo prazo de dois meses pra confecção de um milhão de máscaras, 500 mil pro tetores faciais e 500 mil aventais. A expectativa da Prefeitura é que esse material comece a ser entregue a partir do dia 20 de abril. A forma pela qual as empresas, as cooperativas, as pessoas jurídicas vão ser contratadas pela Prefeitura é da forma elencada a partir do maior valor que essa empresa for pagar pra costureira. Então quanto maior o valor que ela disser que ela vai repassar as costureiras isso vai pontuar pra que essa empresa seja escolhida nesse edital que foi lançado no dia de hoje. Da mesma forma, vamos lançar um edital amanhã no Diário Oficial do município do programa Cozinhando pela Vida. Também se trata de um programa desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, nesse caso de um investimento com recursos da Prefeitura de R$ 1,7 milhão, pra contratação de 300 cozinheiras que vão utilizar as cozinhas nos CEUs munic ipais em outros equipamentos também da Prefeitura pra produzir 3 mil refeições por dia, um total de 180 mil refeições por um período de dois meses. A expectativa é que as primeiras refeições passem a ser entregue a partir do dia 30 de abril. Esses dois programas, programa Costurando pela Vida e o programa Cozinhando pela Vida, é um programa... são programas de duplo benefício. Em primeiro lugar, ajudamos a população que mais precisa e que mais é afetada num momento de pandemia e de crise econômica e social. E segundo, são programas de transferência de renda em especial para as mulheres. As mulheres já correspondem aqui na região metropolitana de São Paulo a 40% das famílias, são responsáveis por 40% das famílias nas regiões metropolitanas de São Paulo. Então são dois programas que ao total preveem um investimento com recursos da Prefeitura de mais de R$ 3,5 milhões e a contratação de 1.300, especialmente mulheres, cozinheiras, costureiras e também artesãos. Na terça-feira, dia 7, nós lançamos o programa Cidade Solidária, programa pra receber doações de pessoas físicas e jurídicas, tanto de recursos quanto de bens para a distribuição de cestas básicas e kits de higiene nas comunidades mais carentes da cidade de São Paulo. Nós já recebemos doações que passam de R$ 8,1 milhões, continuamos a receber em especial pelo... nossa central do 156, pela conta bancária que foi aberta para as pessoas depositarem. E eu queria aqui dizer que nós vamos ter também oito drive thrus pras pessoas poderem levar alimentos que vão ser recolhidos para a nossa central depois pra poder formar e stas cestas básicas. Esses drive thrus de doação de alimentos vão funcionar nos equipamentos culturais que estão fechados. Na Biblioteca Mário de Andrade, no Centro Cultural São Paulo, no Teatro Arthur Azevedo, no Centro Cultural da Diversidade, no Itaim Bibi, no Tendal da Lapa, na Casa de Cultura da Vila Guilherme, na Casa de Cultura do Butantã e no Centro Cultural Santo Amaro. A partir de hoje, das 10h da manhã às 17h, as pessoas podem utilizar esses espaços também como espaços de doação de alimentos que vão compor estas cestas básicas. Queria também anunciar que na segunda-feira a Prefeitura de São Paulo vai ter uma reunião comandada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, pela Secretaria Municipal de Governo, com vários representantes do setor de comércio e de serviços aqui na cidade de São Paulo, e que nós vamos discutir a pauta dessa reunião vai ser a possibilidade desses serviços que são essenciais e que continuam abertos aqui na cidade fazerem horário de funcionamento escalonado pra evitar pico de aglomeração, em especial, no transporte público aqui da cidade de São Paulo. Então a gente espera contar com a colaboração do setor privado, isso não vai ser feito pela Prefeitura através de um decreto, através de uma normatiza de cima pra baixo. Vamos construir com o setor privado pra ver de que forma eles conseguem adaptar o seu horário de funcionamento pra que a gente possa ter lojas abertas das 7h da manhã às 4h da tarde, outras das 11h da manhã até as 7h da noite, pra evitar os dois picos que nós temos na cidade de São Paulo, o pico da manhã e o pico do fim de tarde pra que a gent e não tenha transporte público muito congestionado e muito superlotado aqui na cidade de São Paulo. E finalmente, queria também anunciar que a Secretaria Municipal de Saúde introduziu no seu protocolo de tratamento contra a Covid-19 a cloroquina, desde que haja prescrição médica, desde que haja consentimento do paciente ou da família a Secretaria Municipal de Saúde, nos nossos hospitais municipais que tratam pacientes com o Coronavírus vão passar a administrar também a cloroquina. De forma que já determinei a Secretaria Municipal de Saúde que possa adquirir mais desse material. Nós temos hoje seis mil cápsulas à disposição, como cada paciente precisa de seis, a gente já tem, portanto, medicamento pra tratar mil pessoas internadas hoje nos hospitais municipais. Então já determinei a Secretaria Municipal de Saúd e, tá aqui o secretário Edson Aparecido, que possa fazer aquisição de mais dessas cápsulas pra que sejam uma alternativa de tratamento. Ainda não é possível ser uma política pública porque nós não temos ainda pesquisas concluídas, mas havendo prescrição do médico e havendo concordância do paciente a Secretaria Municipal de Saúde passou a integrar esse medicamento no protocolo de tratamento da Covid-19. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Vamos agora às perguntas. Presencialmente, a primeira pergunta será da TV Record, jornalista Daniela Salerno. Daniela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, TV RECORD: Boa tarde a todos. Eu queria entender, não falando de datas porque eu sei que isso está sendo avaliado a cada dia, mas se o Governo de São Paulo trabalha já com algum plano de relaxamento da quarentena. Pensando em como isso pode ser dado. Quais seriam os critérios utilizados? Eu trago aqui até a informação com base em pesquisadores de Israel que já propõem um isolamento intermitente: cinco dias de trabalho, dois dias em casa. Se isso realmente poderia ser viável pra nossa realidade aqui em São Paulo. obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado. Vou dividir a resposta à sua pergunta com o Dr. David Uip que comanda o Comitê de Saúde do Covid-19. A resposta nesse momento é não. Nós não faremos nenhum relaxamento nesse momento, não há nenhum programa nesse sentido e não há nenhuma justificativa de ordem de ciência e de ordem médica para promover isto. Num momento oportuno poderemos avaliar, neste momento não está sequer em avaliação. Nós não alcançamos o pic o desta doença, nós precisamos ser sinceros e claros para a opinião pública de São Paulo. Nós estamos vivendo o pior mês, o pior período do Coronavírus desta pandemia. Ela infelizmente ainda vai atingir milhares de pessoas no nosso estado e, lamentavelmente, vai produzir muitos óbitos. Então não faz sentido algum analisar relaxamento de medidas quando nós estamos num pico ascendente, no pior período, no mais grave, no mais trágico e no mais triste da história desta pandemia em São Paulo. E agora, passo a palavra para aqueles que nos orientam que são médicos, especialistas e cientistas. Dr. David Uip.

DAVI UIP, MÉDICO INFECTOLOGISTA: Bom dia. Boa tarde. O Centro de Contingenciamento não discutiu esse assunto por não achar oportuno e nem pertinente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Daniela, muito obrigado pela sua pergunta e pela sua presença aqui. Vamos agora on-line com a Priscila Kesh, que é da TV Brasil, a Priscila já está aqui em tela. Priscila, boa tarde, obrigado por participar, e a sua pergunta, por favor.

PRISCILA KESH, TV BRASIL: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Gilson Rodrigues, o líder comunitário de Paraisópolis, informa que lá existem 15 casos confirmados de moradores infectados pelo Novo Coronavírus, além de oito mortes suspeitas. A comunidade contrato três ambulâncias particulares, sendo uma com UTI para atender os moradores, e os casos foram confirmados no atendimento feito por essas ambulâncias. O líder Henrique Delort da Brasilândia fala em 20 mortes suspeitas por lá. Matéria do Estadão de hoje também traz números da doença em outras comunidades de São Paulo. A Secretaria de Saúde tem conhecimento desses dados? Eu acompanhei o lançamento da iniciativa das máscaras, mas de que outras formas o estado, tanto governo estadual, quanto municipal, tem atuado nessas comunidades, em que as orientações para diminuição do contato são mais difíceis de serem adotadas, inclusive pela quantidade de pessoas que dividem a mesma casa, do espaço pequeno, uma situação de questão social mesmo, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Priscila. Vou dividir a resposta com o secretário de Saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann. E com a Prefeitura de São Paulo, e o Bruno decide se ele mesmo responde, ou o secretário Edson Aparecido que aqui está. Quero mencionar que nós estamos apoiando todas as prefeituras do estado de São Paulo, Priscila, são 645 municípios, porém a responsabilidade e a função no atendimento às comunidades, bairros, é sempre do município. Com o apoio do estado, o estado de São Paulo não deixará de apoiar e estar presente, seja financeiramente, seja através da sua estrutura de saúde, de proteção social e de segurança pública. Mas é evidentemente que é uma responsabilidade que cabe a cada prefeito e prefeita que atende as cidades e as suas comunidades. Então, doutor José Henrique Germann, e depois a Prefeitura de São Paulo. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, Priscila. Nós estamos em constante entendimento com o secretário Edson Aparecido, da Prefeitura de São Paulo, e neste momento nós estamos planejando algumas ações relativas às comunidades, elas são para nós uma área de trabalho como todas as outras qualquer, porém a gente entende que a aglomeração que existe nos traz uma situação diferente do ponto de vista do risco. Em função disso nós estamos trabalhando, acho que at&eac ute; citei há uns dias atrás, que a gente tentou estabelecer uma forma de prevenção a respeito da aglomeração, e seria muito pouco efetivo. Então nós temos que partir já para a questão da assistência propriamente dita. E isso nós estamos fazendo junto com o Edson Aparecido.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Eu queria acrescentar que além de toda a campanha de conscientização que a prefeitura vem fazendo em rádio, TV, jornal, nessas comunidades a gente tem feito campanha de conscientização utilizando carros de som que vão se deslocando dentro dessas comunidades. Além de toda a estratégia na área da saúde para toda a cidade de São Paulo, para essas regiões específicas a gente tem o apoio das equipes do Programa Saúde da Família, que visita casa a casa e também está fazen do essa ação de prevenção. Na área da assistência o foco é exatamente essas comunidades, que em todo o momento de crise econômica e social, são as primeiras a serem afetadas, é aonde aumenta rapidamente o número de desemprego, aonde aumenta rapidamente o número de pais e mães desempregadas. E, portanto, toda a ação quem a gente tem feito de distribuição de cestas básicas, distribuição de alimentação, distribuição de kit de higiene, são nesses locais. Agora é claro que também nessas comunidades impossível falar de uma ação sem lembrar da necessidade de programas habitacionais e de saneamento. E é por isso que a prefeitura enviou nessa semana um projeto à Câmara Municipal de São Paulo, autorizando que a gente possa utilizar o recurso excedente da operação urbana Faria Lima em Paraisópolis, nós estamos falando de um recurso de R$ 1 bilhão, que seria destinado exclusivamente à área da Faria Lima, e que agora a gente quer colocar e investir na área de Paraisópolis, seja para programa habitacional, seja para programa de saneamento, inclusive com a canalização do Córrego Antonico, que é uma reivindicação antiga ali daquela comunidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Obrigado, Bruno Covas. Vamos agora presencialmente, a Rádio Jovem Pan, jornalista Vitor Moraes. Vitor, mais uma vez, boa tarde, e a sua pergunta, por favor.

VITOR MORAES, RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Um levantamento do DATASUS, prefeito, de fevereiro, apontou que 60% dos leitos na capital estão localizados ou no centro ou em bairros ricos da capital paulista. A prefeitura pensa na construção de mais um hospital de campanha nessa zona menos favorecida, além do hospital que vai ser entregue em maio na Vila Brasilândia? E a segunda pergunta vai para o governador, e também para a Patrícia. Se as informações do SIMI, se elas vão estar disponíveis para a população? Obrigado.< /span>

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, primeiro lembrar que nós estamos falando de dois tipos de leitos que nós estamos criando aqui na cidade de São Paulo, é um total de 3 mil leitos, dos quais, em números arredondados, leitos de UTI, e 2.100 leitos de baixa e média complexidade nos dois hospitais municipais de campanha, o do Pacaembu, na zona Central, do Anhembi na zona Norte, e da ampliação do hospital do M'Boi Mirim na zona Sul. Esses hospitais municipais de campanha não são hospitais de porta aberta, são hospitais de porta fechada, ou sej a, não são hospitais para comunidade do entorno procurar, a porta aberta continua sendo a UBS, o pronto-socorro, o hospital municipal local, e aí o sistema de regulação leva para esses três hospitais municipais de campanha. Então não se trata aqui de diferenciar fica na região A ou na região B, porque não é para atender a comunidade do entorno, é para atender o sistema de regulação do município, do qual a população dispõe para poder ter acesso ao sistema municipal, das várias UBSs, dos vários prontos-socorros espalhados por toda a cidade. Já os leitos de UTI, eles são majoritariamente na periferia de São Paulo, grande parte deles, como você mencionou, no hospital municipal da Brasilândia, no hospital municipal de Parelheiros, e na ampliação de vários hospitais municipais j&aacut e; existentes, que agora contam com novos leitos de UTI. A gente tem 19 hospitais municipais, dos quais nove são referência do tratamento à COVID-19. A expectativa é que a gente possa utilizar esses leitos, e poder manter os atuais leitos, ou os pré-existentes para as questões que já estavam programadas aqui na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Vamos então à segunda parte da pergunta do Vitor Moraes, da Rádio Jovem Pan. A Patrícia Ellen fará a resposta sobre o sistema de monitoramento inteligente.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Bom, nós estamos trabalhando com o modelo de transparência total, nós temos aqui, a sala fica no mezanino, uma série de jornalistas já estiveram aqui nos visitando para conhecer os painéis, e no modelo inédito, que a gente mostra os painéis conforme eles estão sendo construídos. Então ontem mesmo houve divulgação no Jornal Nacional. O que nós estamos negociando com quatro operadoras de telefonia, empresas de georeferenciamento, como a In Loco, que também tem já di vulgado suas informações publicamente para a população. Estamos fechando uma parceria com as cinco principais empresas de tecnologia, para que possamos todos trabalhar juntos e divulgar esses dados para a população. Um segundo ponto relacionado a isso, que sempre tem sido uma preocupação, é a questão de privacidade, estamos respeitando a privacidade totalmente, diferente de alguns casos que foram discutidos de países, quando você pega a informação do indivíduo e cruza com a localização dos casos suspeitos, nós não estamos fazendo isso aqui, nós estamos olhando município a município, bairro a bairro, sempre que as aglomerações sejam acima de 30 mil pessoas, exatamente para preservar a informação. E os dados sempre serão publicados no canal do governo, totalmente voltado ao Coronavírus , para que a população tenha acesso completo. Eu também mencionei que os municípios vão ter acesso à visão de distanciamento à medida de isolamento social por município, todos os municípios que tenham mais do que 30 mil habitantes. Então os cidadãos e os prefeitos vão ter acesso à essa informação no mesmo momento que a gente tiver acesso também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Vitor. Agora vamos para uma pergunta online, do Jornal A Tribuna, de Santos, da Baixada Santista, jornalista Mateus Muller, que deve estar aqui em tela, eu suponho, ou se puder estar. Agora sim, Mateus, boa tarde, e a sua pergunta, por favor.

MATEUS MULLER, JORNAL A TRIBUNA: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. O Governo do estado tem reforçado que toma decisões com base na ciência e nas informações médicas, o objetivo é proteger vidas no momento que o pico da doença se aproxima. Ao mesmo tempo, micro e pequenos empresários profissionais autônomos protestam e pedem mais flexibilidade do governo, eles querem abrir as portas, temem o fechamento dos negócios e demissões, entre outros motivos. Quais ações que serão tomadas ou serão tomadas pelo governo nesse sentido e há uma previsão sobre o agravamento da crise no setor?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mateus, eu vou dividir a resposta da sua pergunta com o Dr. David Uip, coordenador do centro de contingência do Covid-19, mas sendo claro com a última parte da sua pergunta não há nenhum abrandamento nas medidas que o governo do estado de São Paulo adotou e continuará mantendo, volto a repetir, nós apenas iniciamos o período mais crítico, mais difícil, mais dramático e mais triste dessa crise que vai produzir centenas de óbitos e lamentavelmente milhares de pessoas que serão infe ctadas, portanto não há nenhum sentido em imaginar qualquer flexibilização num momento como esse, essa é a orientação científica da medicina e dos especialistas, porém, quero mencionar aos micro e pequenos empresários, da Baixada Santista, do estado de São Paulo, que destinamos R$ 650 milhões, isso já tem 22 dias para o financiamento de micro e pequenas empresas, através do Banco do Povo e também da Desenvolve São Paulo. E solicitamos também que o Governo Federal abrissem novas linhas de crédito pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, para atender os micro e pequenos empreendedores, ainda não houve uma posição definitiva publicamente anunciada pelo Governo Federal, mas tenho certeza de que terão sensibilidade para destinação de recursos de forma rápida não burocratizada para at ender e financiar o micro e pequeno empreendedor. E também uma recomendação. Assim como vários micro e pequenos empreendedores aqui da capital de São Paulo, estão se reunindo virtualmente e estabelecendo plataformas de venda online dos seus serviços e de seus produtos, uma forma criativa, diferenciada de manterem as suas atividades, evidentemente não no mesmo patamar do que tinham presencialmente mas é uma reação positiva e criativa para a crise do Coronavírus e nós queremos exaltar esses microempresários que juntos estão procurando alternativas e nós estamos criando também fontes de financiamento. E antes de passar ao Dr. David Uip eu quero agradecer o SEBRAE, o SEBRAE São Paulo, com apoio do SEBRAE nacional também tem ajudado construir boas parcerias e também criado fontes de financiamento para micro empreendedores aqui no estado de S& atilde;o Paulo e do ponto de visto da saúde que é por onde balizamos todas as nossas ações nesse momento, peço a palavra do Dr. David Uip.

DAVID UIP, MÉDICO INFECTOLOGISTA: As características clínicas da epidemia continuam as mesmas, 80% dos casos assintomáticos ou pouco sintomáticos, 20% dos indivíduos apresentam doença necessitando do atendimento público privado, desses 5% necessitam ser internados em ambiente de UTI, especificamente na Baixada Santista nos últimos anos teve um grande melhora do ponto de vista assistencial hospitalar, novos hospitais em registro, hospital reformado em Itanhaém, Irmã Dulce na Praia Grande os hospitais de Santos, agora o secretário inaugurou e começou a f uncionar o novo hospital de Caraguatatuba, então, teve uma melhora muito substancial na parte hospitalar e leitos de UTI, entendendo que o sistema, o SUS funciona com referência e contra referência a maioria dos doentes deve procurar onde tem manifestação clínica, atenção primária e a atenção primária faz encaminhamento para mediar alta complexidade a partir da manifestação clínica do paciente, esse é o sistema SUS muito bem organizado no estado de São Paulo e no Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip, obrigado Mateus pela sua pergunta, continue acompanhando aqui a nossa coletiva, antes de passar a palavra ao Pablo Ribeiro da TV Band News que pode já, por favor, próprio se dirigir ao microfone, quero voltar a dizer que não é hora de relaxar, é hora de salvar, salvar vidas e esse é o nosso papel e essa é a nossa responsabilidade, é aquilo que eu tenho cumprido como governador de São Paulo, assim como Bruno Covas tem cumprido a frente da prefeitura de São Paulo, haver&aacute ; sim um momento, a crise não é eterna, a crise passa, mas nesse momento nós estamos na fase ascendente mais crítica dessa crise, portanto repito não é hora de relaxar, é hora de salvar, de salvar vidas. E agora sim vamos à pergunta do Pablo Ribeiro da TV Band News, que está ao vivo, aqui do Palácio dos Bandeirantes, Pablo, obrigado pela presença, sua pergunta. Por favor.

PABLO RIBEIRO, JORNALISTA BAND NEWS TV: Boa tarde governador, boa tarde a todos, estamos ao vivo no Band News TV, existe uma diferença quando a gente fala informação e como essa informação chega aos moradores, especialmente das periferias, especialmente das comunidades de São Paulo, a colega falou sobre profissionais de saúde que estão sendo contratados em Paraisópolis, como garantir através de um protocolo que não haja por exemplo, uma subnotificação de casos nessas comunidades, quando a gente fala de higiene, por exemplo a gente está falando d e higiene para o resto da cidade de São Paulo mas para esses moradores é um pouco diferente, muita gente não tem acesso à água como o senhor falou de saneamento, falar em isolamento social também, muita gente tem que trabalhar, como garantir que haja um protocolo para essas pessoas para que não haja também uma subnotificação. E aí eu gostaria de uma segunda pergunta dirigida ao prefeito se haverá a prescrição da cloroquina para essas comunidades para o que médico dessas comunidades possam receitar para os seus pacientes. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pablo, obrigado pelas duas pergunta já que a segunda é ao Bruno, o Bruno responde a segunda e pode responder parte da primeira também, depois vamos ao Dr. David Uip ou ao Dr. Germann para a complementação da sua primeira pergunta, Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: O sistema de saúde do município não faz distinção de classe social, o atendimento feito nos hospitais municipais é para qualquer independente um de onde quer que ele venha, a cloroquina, no caso do município, é os pacientes dos hospitais municipais, não é medicamento para ser distribuído em rua, seja rua dos Jardins, seja rua do Paraisópolis.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Dr. Germann, ou Dr. David Uip, a primeira pergunta feita pelo jornalista Pablo Ribeiro da TV Band News.

DAVID UIP, MÉDICO INFECTOLOGISTA: Ok, essas contratações que estão sendo feitas pela prefeitura, nós damos todo o apoio da forma como eles estão trabalhando e estão fazendo esse, essa atitude, essa ação junto à comunidade junto de Paraisópolis, temos ao nível do estado outras ações como, por exemplo, a de uma Ong, eu não vou falar o nome da pessoa e nem da Ong que está fazendo um sistema de isolamento para casos com o Covid positivo. Por favor, o Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SÁUDE DE SÃO PAULO: Só para complementar, governador, prefeito, no caso Paraisópolis, o município tem três equipamentos de saúde nós temos uma Ama e duas UBS que fazem em média mensalmente 24 mil atendimentos de saúde naqueles três equipamentos, além disso, a menos de 2 quilômetros nós temos o hospital do Campo Limpo, um hospital importante nosso na estrutura hospitalar município e que nesse caso específico agora, da pandemia, nós temos uma UPA na frente do hospital que inclusive, nós separamos só para tratamento de síndromes respiratórias, então há um perfeito entrosamento dessas unidades de saúde com a população, então a possibilidade de haver subnotificação nessa região é muito pequena porque realmente nós temos um conjunto de profissionais grandes, três equipamentos da atenção básica e um hospital que é um dos maiores hospitais nossos que é Hospital do Campo Limpo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário Edson Aparecido, Pablo Ribeiro, obrigado pela sua pergunta e participação, e também a Band News está transmitindo ao vivo essa coletiva de imprensa. Vamos agora mais uma pergunta online é da jornalista Sílvia Amorim do Jornal o Globo, Sílvia, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

SÍLVIA AMORIM, O GLOBO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, queria começar esclarecendo uma dúvida, essa taxa de isolamento social mencionada de 49% ela é para o estado e qual é então a taxa de isolamento social na cidade de São Paulo que onde a gente sabe que estão a maioria dos casos. Dois, eu queria um palavra do senhor sobre a que o governo do estado atribui esse relaxamento no isolamento social por parte da população de São Paulo já que o senhor pede diariamente o cumprimento da quarentena. E uma última questão, o senhor m encionou a questão aí de ajuda financeira do Governo Federal, eu queria saber se o estado já pode dimensionar para a gente quanto em ajuda financeira do Governo Federal o governo do estado e prefeito, a prefeitura recebeu até agora desde o início da pandemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sílvia. Sílvia três perguntas, você vai pedir gol no Fantástico, mas nós vamos suspender essas três perguntas eu em relação à taxas eu vou pedir a ajuda da Patrícia Ellen que tem o monitoramento disso, obviamente com a equipe da saúde, se necessário com a cooperação do Bruno Covas também. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Ótimo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Depois eu respondo as outras duas. Tá?

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Bom, sobre a primeira, Sílvia, a nossa taxa do estado eu mencionei que hoje caiu para 49%, a da cidade caiu de 53 para 51, quando eu falo hoje é o dado de ontem que ao meio dia a gente sempre recebe do dia anterior, então a cidade de São Paulo, está em 51%. Esse ponto sobre o reforço positivo do cumprimento do isolamento, nós temos hoje uma quarentena considerada no mundo leve, porque São Paulo, nunca parou, e aí eu falo com o meu chapé u de desenvolvimento econômico, nós temos a indústria funcionando, serviços essenciais, toda parte de material de construção, logística segurança, alimentação e mesmo nos serviços não essenciais, os modelos de delivery e drive thru estão completamente permitidos inclusive incentivos para que as pessoas continuem tocando seus negócios. Em países que tiveram que fazer um controle forte da pandemia, eles fizeram esse modelo que é chamado de ‘lockdown’, que aí é o fechamento e as pessoas têm um controle do fluxo das pessoas na rua, então a gente está no modelo diferente que inclusive o olhar econômico muito cuidadoso, a gente está tentando encontrar equilíbrio entre os dois, mas aí eu com o meu chapéu de tecnologia na compor ação de isolamento social as nossas taxas estã o bem abaixo da média dos países que aplicaram quarentena, todos chegam entre 70, 80% em algum momento, a gente não passou de 60%. Posso só fazer um comentário sobre econômico, governador? Hoje de manhã, nós inclusive, nós participamos os quatro estados do sudeste em uma conferência telefônica com o Governo Federal, que é feita semanalmente com o gabinete de crise, diretamente com a secretaria da Casa Civil no, a Casa Civil no Governo Federal e o nosso pedido, inclusive, específico foi as datas para que a gente possa saber exatamente sobre os recursos, quando e como eles vão chegar para a população e em desenvolvimento econômico há um pleito específico do setor econômico paulista que é sobre as operações de microcrédito para que a gente possa fazer, chegar o governador anunciou aqui os R$ 650 milhões que n&o acute;s colocamos do estado diretamente disponível para a população para micro e pequenos empreendedores mas a nossa demanda cresceu cinco vezes e a gente colocou em recursos nessas última duas semanas em virtude do Coronavírus, mais recursos do que a gente já tinha colocado na história inteira do Banco do Povo em 22 anos, então nós temos sim o desafio de fazer esse recurso chegar rápido porque a população está precisando dele agora, né? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, então a primeira pergunta, Sílvia, quando eu falei gol no Fantástico, é música no Fantástico eu vou pedir aos demais jornalistas aqui que por favor mantenha uma pergunta que nós o compromisso com as emissoras de televisão de respeitar o horário que hoje já avançou além do limite, por isso eu peço que mantenham uma pergunta apenas a cada intervenção. Ainda as duas perguntas complementares, Síl via, o relaxamento, infelizmente há informações e estímulos pelas redes sociais de pessoas que são absolutamente irresponsáveis propondo estimulando o relaxamento das medidas de isolamento, então volto a pedir a você que está na sua casa, não dá consideração é recomendável para relaxar, não saia da casa, você tem estima e amor pela sua vida a vida dos seus pais, da sua esposa, dos seus maridos dos seus filhos dos demais parentes, dos seus vizinhos das pessoas que você considera não saia da casa, sempre que você sair da casa por um não essencialidade você está colocando em risco a sua vida a sua saúde e também de outras pessoas, então é preciso que nós façamos mais campanhas como temos feito aqui em São Paulo, assim como veículos de comunicação, todos el es sem exceção de maneira muito séria, sobretudo as emissoras de televisão mas não estou excluindo as emissoras de rádio e veículos de média impressa e as páginas eletrônicas que têm recomendado a orientação da Organização Mundial da Saúde e dos profissionais da medicina para que as pessoas respeitem o isolamento, o isolamento é a melhor forma de salvar vidas nesse momento. Sobre ajuda financeira, o que foi prometido pelo Ministro Mandetta, Luís Henrique Mandetta, Ministro da Saúde ele cumpriu os o compromisso e recurso chegaram até o estado de São Paulo, naquela coletiva de imprensa que ele participou aqui conosco tem três semanas, mas nenhum outro recurso de nenhuma outra natureza chegou a São Paulo, zero. Vamos agora é penúltima pergunta que é do jornalista Júnior Berillo, da Super R&aacut e;dio, Júnior obrigado por estar aqui e sua pergunta, por favor.

JÚNIOR BERILLO, SUPER RÁDIO: Boa tarde, governador, boa tarde, prefeito, a todos, eu tenho observado que os municípios estão aderindo a quarentena, estão colaborando com a quarentena, inclusive tem dois casos que eu quero destacar aqui, Guarulhos, por favor, o determinou, através de um decreto que quem vai os idosos que saírem de casa, eles não estão proibidos de sair, podem sair, mas se forem a supermercados, farmácias tem que estar com a máscara, sem máscara não podem entrar e em Guarulhos também, duas pessoas da mesma família só, podem entrar no supermercado não pode entrar a família com todo mundo e entrar no supermercado. Barueri, na grande São Paulo, o prefeito havia lacrado as quadras de esportes dos bairros, mas os adolescentes, os jovens iam lá e quebravam cadeado e corrente e continuavam jogando. O prefeito determinou que as traves, as redes foram todos recolhidos com galpão e só quando passar isso vai ser tomadas as providências. A minha pergunta é para o prefeito Bruno Covas é se em São Paulo, no município de São Paulo, alguma ação vai ser feita em relação às quadras, às praças, para evitar aglomerações, se a GCM vai fazer algum tipo de patrulhamento e se o estado, o Marcos Vinholi, ou o governador recebeu de algum prefeito alguma dificuldade que eles possam estar tendo em cumprir a de terminação do decreto ou para estar para implementando esse decreto.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, a todo momento estamos fazendo, ontem mesmo começou a gente começou a cercar a Praça Pôr do Sol na zona oeste de São Paulo, que durante esse de semana a gente teve inúmeras algumas fotos uma grande de pessoas próprio gradeamento foi solicitado pela comunidade que mora em torno da praça, então vamos testar isso para ver se é o caso, depois a gente ampliar esse tipo de ação para outra praça na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O Marco Vinholi, não sei se está aqui presente conosco, Vinholi, se quiser fazer uso, eu te peço só não passar em frente da Câmara de libras não, por aqui, não, não, por aqui. Agora já foi, duas vezes. Vem, não tem problema, se puder vir um pouco mais pra cá é porque nós temos a tradução de libras e você, sem querer passou duas vezes na frente.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perdão, perdão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mas, por favor.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vi a Câmara aqui e fui desviar, perdão, perdão, bom, os prefeitos, a imensa maioria tem feito um grande esforço, uma grande rede aqui no estado de São Paulo, sendo muito duros nas medida e conseguindo fazer a quarentena de forma muito competente nessa grande mobilização eu acho que fica hoje o grande desafio aqui para chegarmos juntos nesse 70% de metas de isolamento social colocado pelo governador João Doria.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi, Júnior Berillo, completando a sua penúltima pergunta, quero registrar aqui, prefeitos e prefeitas do interior de São Paulo têm mantido posição de muita dignidade, de muito respeito é orientação do governo do estado e alguns até de forma criativa e orientativa colocando as suas guardas municipais e até outras áreas das prefeituras para orientação da população. Por exemplo, c arros de som, cidades menores tem funcionado muito bem e eu queria aproveitar e para cumprimentar prefeitos e prefeitas do interior de São Paulo, por estarem solidários nessa missão que nós temos de salvar vidas e proteger as pessoas. Vamos agora é última pergunta de hoje do jornalista Willian Cury da TV Globo e Globo News, Will, obrigado, e obrigado pela paciência também, sua pergunta, por favor.

WILLIAN CURY, TV GLOBO E GLOBO NEWS: Tudo bem, boa tarde a todos. Eu tenho uma pergunta, vai parecer que são duas, mas é um só, tá? Uma ? complementação a do colega anterior, o governo fez a quarentena, prefeitura também, fecharam estabelecimentos, tem uma campanha maciça, coletiva diária para consciente usar as pessoas, mais ou menos nós temos 49% de adesão ao isolamento segundo os dados de ontem, e o objetivo ? chegar a 70, o que pode ser feito a mais pelo governo para conseguir chegar aos 70%, o comple mento dessa pergunta é sobre a fila de testes, havia previsão de que até amanhã o número de testes processados diariamente chegassem a 8 mil vai ser possível. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, gostei dessa técnica do jornalista Willian Cury, é uma única pergunta, mas que se tornaram duas perguntas, mas eu gostei da habilidade, Will, vou responder a primeira e a segunda eu vou pedir ajuda do Dr. David Uip e do Dr. Germann, em relação é quarentena nós já chegamos 59%, isso já foi mencionado aqui, houve um relaxamento circunstancial, o que nos obriga a voltar a pedir, a solicitar, a recomendar que as pessoas tenham respeito pela qua rentena, a quarentena ajuda a salvar vidas, ninguém gosta de fazer quarentena e ninguém gosta de fazer quarentena e ninguém gosta de solicitar a quarentena, ela é necessária para preservar a saúde e a vida das pessoas, vocês viram os gráficos aqui que foram observados, onde nós temos a quarentena sendo obedecida, menos, menos mortes, essa é a orientação correta, se já tivermos 59 nós podemos voltar a ter 59, 60 e caminhar para 70%, é insistir, perseverar fazer campanha, buscar orientação médica, orientação científica, agradecer o apoio dos meios de comunicação que de maneira séria e consistente tem demonstrado isso e que as experiências internacionais têm reproduzido adequadamente resultados onde há o isolamento social. Portanto, é manter, perseverar para que tenhamos essa medida prese rvada e atendida pela população. Vamos agora a complementação sobre os testes com o Dr. Germann e ou o Dr. David Uip.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, boa tarde, boa tarde. Nós tivemos hoje uma reunião com a rede de testes, de testagem que é coordenada pelo Dr. Dimas Covas, ela é constituída pelo Adolfo Lutz e suas regionais, os hospitais universitários e serviços privados do estado de São Paulo. Nós temos uma produção hoje de 1.900 testes por dia e entram 1.300 testes por dia para serem processados. Nós devemos chegar a semana que vem a 5 mil e 8 mil até o final ou perto do dia 27 de abril. O que fez ocorrer esse atraso foi a importação de testes, de kits de matéria-prima para a realização dos testes, nós fizemos uma compra de R$ 1 milhão e 300 mil kits da Coreia no sentido de fazer esse processamento, estamos esperando para a segunda-feira a entrega de 725 mil que aí então coloca tanto o Lutz quanto os universitários numa situação de estoque de kits para a realização de exame normal e aí então podemos acelerar esse processo. Esse kit, ele tem duas partes, um que é para a própria realização do exame e a outra que ? o preparo dos exames. Para esses kits nós também, eles são do modelo, vamos chamar assim, de preparo automático para a realização desses exames. O que também aumenta a velocidade da operação de real ização dos testes. Então essa é a nossa posição hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann, obrigado Willian Cury da TV Globo, Globo News, quero agradecer a Record News e a TV Cultura que mantiveram a transmissão integral dessa coletiva, são 13h42, mas agradecer também a CNN, a Band News, a Rede TV, a TV Bandeirantes e a própria Globo News pelos flashs ao vivo feitos aqui no Palácio dos Bandeirantes nessa tarde. Não teremos coletiva amanhã, Sexta-feira Santa, nem sábado e domingo, vamos após a Páscoa, volt aremos aqui na próxima segunda-feira às 12h30 e com uma nova coletiva, quero desejar aos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, os jornalistas que estão em casa, online participando, acompanhando e a você que está nos assistindo nos ouvindo e nos ler? em seguida desejar que possam ter uma feliz Páscoa mesmo num momento difícil como esse e em momentos de paz reflexão, e orações e volto a repetir, não é hora de extremismo, é hora de bom senso, equilíbrio, união, sobriedade e capacidade de juntos vencermos essa dificuldade vencermos essa crise. Muito obrigado, paz no coração. Boa Páscoa a todos.