Coletiva - Governo de SP garante custeio de 2 mil leitos de UTI para tratamento da COVID-19 no SUS 20201112

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo de SP garante custeio de 2 mil leitos de UTI para tratamento da COVID-19 no SUS 20201112

Local: Capital - Data: Dezembro 11/12/2020

Soundcloud

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, estamos hoje na 152ª coletiva de imprensa, hoje diretamente do Instituto Butantan, uma vez que essa coletiva, ela se dispõe a trazer informações importantes sobre a área da saúde, e é exatamente isso que vamos trazer juntamente com Dr. Gabardo, coordenador executivo do centro de contingência do coronavírus, Dr. Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, também médico, Dra. Cristina Megid, médica e diretora do centro de vigilância sanitária do serviço e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, assim como o Dr. Carlos Carvalho, que é membro do centro de contingência e diretor da divisão de pneumologia do Incoor da faculdade de Medicina da USP. Lembrando que o Dr. Carlos Carvalho está aqui em substituição ao professor Dr. José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência, em decorrência de uma viagem. Lembro ainda que estarão presentes o Dr. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan e, em instantes, nós receberemos também a presença, aliás, acabou de chegar, muito bem, da secretária do desenvolvimento econômico, Patrícia Ellen. Estamos na 50ª semana epidemiológica do Plano São Paulo, lembramos que os números da Covid recrudesceram em todo país, e não foi diferente no nosso estado. Nas últimas semanas tivemos elevação do número de óbitos, internações e de casos e, dessa maneira, medidas precisam ser tomadas, estamos garantindo o aporte de mais de 100 milhões de reais por mês para o funcionamento de dois mil leitos de unidades de terapia intensiva, que seriam direcionados a outras doenças, pra que, dessa maneira, nós possamos continuar dar uma assistência adequada a todos os pacientes, como assim o fizemos até o momento. Serão 8.500 leitos, todos integralmente voltados para assistência ao Covid-19, porém, aliado a isso, ao preparado das instituições, dos hospitais, nós entendemos a necessidade de se promover uma maior restrição dentro do faseamento do Plano São Paulo, são pequenos ajustes, mas que impedem que práticas de disseminação da pandemia ocorram, fazendo, dessa maneira, alguma restrição em atividades que são bastante significativas, no que tange a disseminação do vírus na nossa população. Visando, dessa maneira, a diminuição das aglomerações e, com ela, a própria transmissão do vírus, nós tomamos essas medidas em concomitância com o centro de contingência do Covid, uma das partes muito mais peculiares é exatamente o que se entende como lazer noturno, lazer noturno acaba sendo um ponto que promove as aglomerações das pessoas e, infelizmente, sem o seguimento das regras sanitárias, colocando em risco não só a ele ou a ela, mas também todos aqueles que ficaram em casa respeitando a quarentena. Dessa maneira, trazer essas normativas, contando com a ajuda dos prefeitos e as suas vigilâncias locais, pra que promovam a modificação de horários, atendimentos em bares e restaurantes, bem como em lojas e conveniência. Esses ajustes também terão um ponto sensível, que é a comercialização de bebidas alcoólicas, são essas medidas, que vão ser apresentadas, todas elas foram chanceladas em reunião, ontem, com o comitê de crise da saúde do Ministério Público. O estado ainda promoverá apoio quanto a ampliação da fiscalização, com mais de mil agentes, especialmente nas mais de 100 municipalidades em que tem uma densidade demográfica superior a 70 mil habitantes, são essas medidas que tomadas, iniciadas a partir da zero hora do dia 12/12, portanto, a partir de amanhã, e terão a duração de 30 dias, prorrogáveis, seguindo os índices da pandemia. Próximo slide, por favor. Aqui nós podemos observar e é algo bastante importante, o que vem apresentando, não é só o Brasil, não é só São Paulo que apresentou a recrudescência do número de casos, mas nós temos que entender que as medidas sanitárias que foram tomadas no Estado de São Paulo foram essas, de forma bastante antecipada, de forma a que nós não tivéssemos nem o colapso da saúde, nem a desassistência aos nossos pacientes. Dessa maneira, o que podemos entender, que as medidas que foram tomadas, especialmente nos meses de outubro e novembro, seja na Europa, seja nos Estados Unidos, elas ocorreram quando o pico da pandemia, ela já mostrava um topo, um número bastante acentuado, diferente daquilo que nós temos observado nesse momento. Dessa maneira, se antecipar é garantir uma assistência qualificada a proposição de tomarmos ainda medidas para o controle da pandemia, antes que vejamos aquilo que tem sido apresentado em outros países. Próximo. O que observamos, na média diária dos novos casos, observamos que a partir da 47ª semana, em comparação com o período, então, da 47ª com a 49ª nós tivemos um incremento de 23,6% de novos casos. Próximo. Em termos de internação, o comparativo no mesmo período epidemiológico, portanto, entre a 47ª e a 49ª, um incremento de novas internações em 15,5%. Próximo. E 30,3% de óbitos também no mesmo período. Próximo, por favor. O que é importante, a gente sempre veio falando que o grupo etário que mais nos preocupava acabavam sendo a faixa etária dos idosos, a gente sabe que eles representam 77% daqueles que evoluem de forma grave, e compõe as estatísticas de mortalidade por Covid-19, mas nós temos que entender que o jovem, ele não é imune ao vírus, ele também pode adoecer, e ele também pode morrer em decorrência desse vírus, mas em outro aspecto, que é fundamental, é lembrar o quanto ele é capaz de transmitir, tanto pra sociedade, quanto pra sua própria casa, como disse, levando pros pais, pros avós, pra aquelas pessoas que respeitam a quarentena, que estão em casa e incorrem o maior risco de evoluir de forma grave e fatal. O que nós temos observado, uma mudança nesse perfil etário da pandemia, de março a novembro, a faixa etária que nos trazia uma maior demanda se concentrava na faixa de 55 a 75 anos, essa era a nossa demanda, baseada exatamente no CROSS, que é a nossa central de regulação e oferta de serviços de saúde, que disponibiliza leitos, sejam de UTI, sejam leitos de enfermaria. O que nós temos observado nas últimas três semanas? Um aumento da faixa etária de 30 a 50 anos, que passa a ser maior, são exatamente esses que continuam circulando, que continuam festejando, que continuam saindo pra bares e que, dessa forma, se contaminam e levam pras suas casas. Observem que na faixa etária de 20 a 29 anos também não foram poupados, concentrando 40% dos casos, com 3,6% de óbitos. Portanto, jovens também podem morrer em decorrência da Covid. Próximo, por favor. Analisando as taxas de ocupação em unidade de terapia intensiva no estado, tivemos 58,4% e observem aquilo que nós havíamos dito, em junho tínhamos 69% de ocupação em todo estado, e na grande São Paulo temos, hoje, 64,4%, porém em maio nós tínhamos 92%, era o ápice de ocupação de leitos na grande São Paulo, nós não estamos aguardando índices alarmantes pra tomar estratégias, estamos agindo de uma forma preventiva, de uma forma racional, baseado nas necessidades que encontramos. Próximo, por favor. Dessa maneira, temos a necessidade não só de reforçar o sistema de saúde, garantindo leitos de Covid para nossa população, mas também adotando medidas emergenciais e tendo a possibilidade de ter uma vigilância, como vocês verão a seguir, que nos permita que essas medidas garantam a segurança da nossa população. Eu vou passar agora para a primeira fala, do Dr. Gabardo, Dr. Gabardo, que é membro executivo do centro de contingência, desculpa, só fazer uma, a Patrícia Ellen será a primeira, então, a falar, a secretária de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo. Por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Jean, boa tarde a todos e a todas, eu queria ressaltar que desde o início da pandemia nós estamos aqui trabalhando com total transparência e compromisso do diálogo e da integração entre a saúde e a economia, em nenhum momento as decisões que foram tomadas aqui, foram decisões que não focaram na vida, mas a boa notícia é que essas também são as melhores decisões pro longo prazo e pra economia, a melhor forma de protegermos a economia e a retomada econômica sustentável no longo prazo é protegendo as pessoas, e nós tivemos um recrudescimento da pandemia, então, a equipe de saúde está aqui relatando os dados, os esforços que estão sendo realizados, mas com mensagens claras a todos nós, nos últimos dias nós trabalhamos em diálogos também com o comércio, com todos os representantes de diversas associações também de grandes empregadores, e foi unânime uma discussão com relação ao horário de funcionamento e o compromisso de todos pra evitar aglomerações neste fim de ano. Pra isso, também com base em recomendações técnicas da saúde e da ciência, nós vimos que era muito importante realizar um justo na fase amarela, pra expansão do funcionamento do comércio de dez para 12 horas, mantendo a capacidade de 40%. Então, foi uma discussão técnica entre saúde, comércio, pra que possamos atender a necessidade de um maior espaçamento entre as pessoas, evitar aglomerações, pra que todos possam ter suas necessidades agora do fim do ano atendidas, mas com responsabilidade, com segurança, então, o que tá permitido, a partir de agora, é a manutenção do horário de funcionamento até as 22 horas, mas com o limite de até 12 horas de funcionamento e 40% de ocupação. Essa é uma regra bastante importante pra todos nós, que de um lado o comércio se compromete em poder atender aqui as necessidades de segurança, e de outro atendemos uma necessidade da saúde também, de evitarmos aglomerações, nós não podemos perder todo esforço que foi feito, a conquista que temos aqui, de controle da pandemia, o secretário Jean passou rapidamente o primeiro slide, mas ele compara o número de casos a cada 100 mil habitantes do Estado de São Paulo, com países como a Alemanha, Reino Unidos, Estados Unidos, e nós vemos que nós ainda estamos num patamar diferente e ainda mais confortável que o deles, então nós temos que ter responsabilidade nesse momento de recrudescimento e, por isso, essa é a nova regra para o comércio. Fica novamente a mensagem, o agradecimento a todos os setores que estão fazendo seu trabalho de protocolos, uso de máscaras, distanciamento, aplicação de álcool gel, temperatura, medição de temperatura na entrada, todos os protocolos estão detalhados no site do governo, em toda parte do Plano São Paulo, mas eu reforço o pedido pra quem não está cumprindo os protocolos também, porque o descumprimento de poucos coloca em risco o trabalho e esforço que muitos estão fazendo nesse momento, todos nós queremos fazer as nossas compras de fim de ano, todos nós sabemos que o comércio também precisa desse impulso de fim de ano, mas isso só será possível com muita responsabilidade, colaboração e compromisso de todos nós. Muito obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Agora eu convido a falar, doutor Eduardo Ribeiro, que é médico, e também secretário executivo da Secretaria de Saúde de São Paulo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETÁRIA DE SAÚDE: Obrigado, secretário Jean. Boa tarde, a todas e a todos. Então o importante, como já foi destacado aqui, salientar que estamos em um momento de recrudescimento importante da pandemia, e que vem refletindo já de forma bastante significativa na demanda por leitos de internação para pacientes COVID-19. Então uma notícia importante que o governo do estado de São Paulo e a Secretaria de Saúde tem para informar hoje, é a manutenção, a garantia de 2 mil leitos de UTI do SUS/SP para esse enfrentamento. Lembrando que no momento pré-pandemia, o governo do estado de São Paulo, a Secretaria de Saúde, contava com 3.500 leitos de UTI, este número foi ampliado de forma bastante robusta, para 8.500 leitos de UTI, mais 140% de aumento, sendo que desses 8.500 leitos, 2 mil leitos, até este momento, não estão habilitados pelo Ministério da Saúde. Então o anúncio do governo do estado de São Paulo hoje é que ele garantirá o funcionamento, a continuidade de funcionamento desses 2 mil leitos para atendimento dos pacientes COVID-19. Adicionalmente a isso, é importante destacar o nosso esforço, não só junto às unidades, diretamente vinculadas à gestão do governo do estado de São Paulo, mas também para todas as unidades municipais, o esforço de direcionar toda a capacidade de atendimento de leitos neste momento para a pandemia. O que nós observamos nos últimos meses é, que com a redução da pressão por leitos, observamos uma tentativa de retomada de procedimentos que não os pacientes COVID-19, o que é também necessário para a rede, mas nesse momento o esforço prioritário é destinação de força total para atendimento dos casos COVID-19. Adicionalmente a isso, o governo do estado de São Paulo também autoriza a prorrogação de cerca de 70 convênios que venceriam em 31 de dezembro, e que dão suporte financeiro para as Santas Casas e municípios, para a manutenção dos leitos para atendimento dos pacientes COVID-19. Com tudo isso, importante então destacar que nós mantemos um intenso monitoramento regional da disponibilidade de leitos, adotando de forma antecipada todas as medidas necessárias para que possamos continuar oferecendo todos os cuidados necessários à assistência dos pacientes COVID-19. Obrigado, secretário.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Eduardo Ribeiro. E agora gostaria de convidar para a sua intervenção, João Gabbardo, que é coordenador executivo do centro de contingência do Coronavírus de São Paulo, por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, secretário Jean. Boa tarde, a todos que acompanham essa coletiva. O centro de contingência apresentou ao governo de São Paulo as suas sugestões, essas sugestões foram baseadas em evidências e um consenso que existe em mais de 500 epidemiologistas do mundo, que consideram alguns locais, exploram o grau de risco, por local, e consideram que os bares noturnos, que os eventos noturnos são os locais mais propícios para a transmissão do vírus. Então nessa questão do lazer noturno que envolve bares e restaurantes, casas noturnas, festas, apresentações de shows, baladas, que o centro de contingência detectou uma necessidade de medidas mais duras, para que a gente possa reduzir a transmissibilidade da doença. O secretário Jean mostrou a todos uma mudança no perfil dos pacientes que tem apresentado a doença, inclusive daqueles que tem buscado a internação hospitalar, procurado leitos. Tem sido nas últimas semanas, nós temos encontrado uma redução na faixa etária dessas pessoas, o que caracteriza muito o que todos nós percebemos, que a população mais jovem está se expondo mais, em consequência disso está transmitindo entre essa participação mais jovem, o vírus, e que depois, em casa, no domicílio, terminam transmitindo aos mais velhos, aos idosos, e por consequência nós temos essa pressão sobre o sistema de saúde. Então uma das recomendações que o centro de contingência fez, e que foi acolhida pelo governo do estado de São Paulo, é a redução do horário de funcionamento dos bares, os bares a partir de agora podem funcionar até às 20h, e isso dentro deste horário atendendo ainda a obrigatoriedade do cumprimento dos demais protocolos sanitários, aferição de temperatura, disponibilidade de disponibilização de álcool em gel, distanciamento mínimo entre as mesmas. Manter a capacidade de 40%, o serviço deve ser feito de forma sentada, mesas com no máximo seis pessoas, e o consumo e o fechamento deve ocorrer até o horário das 20h. Próximo. Em relação aos restaurantes, os restaurantes então podem funcionar até às 22h, mantendo todas as obrigatoriedades de protocolo sanitário, como foi falado anteriormente em relação aos bares. Mantenha a sua capacidade de 40%, serviço exclusivamente sentado, mesas com até seis pessoas. E a venda de bebida alcoólica fica restrita até às 20h, mesmo o restaurante podendo funcionar até às 22h, ele só vai poder vender bebida alcoólica até o horário das 20h, em isonomia com o que acontece com os bares, a partir daí a pessoa que estiver no restaurante ela poderá continuar fazendo a sua alimentação, seu jantar, mas não poderá mais fazer a solicitação de bebida alcoólica. Próximo. Em função de um fenômeno que todos nós sabemos que ocorre, que quando os bares estão fechados, a população mais jovem tem a tendência a utilizar o serviço das lojas de conveniência, dos postos de combustível, para se abastecer com bebida alcoólica, e dessa maneira promover aglomerações em outros locais, ficará a partir desta data, a partir de amanhã, todas essas recomendações elas já devem valer a partir de amanhã, sábado, as lojas de conveniência, que funciona em perímetros urbanos, obviamente, elas poderão atender com a capacidade máxima prevista de 40%, e a venda de bebida alcoólica até às 20h. Então a partir das 20h, da mesma forma que os bares, da mesma forma que os restaurantes, as lojas de conveniência não poderão mais comercializar, seja para consumo local, seja para consumir em outro local. Ela pode funcionar até às 22h com todo o comércio, e também como é o horário dos restaurantes. Então o importante é que a partir das 20h o consumo de bebida alcoólica, e a venda de bebida alcoólica não será mais permitida. Com isso nós estamos trabalhando com dois objetivos aqui bem distintos, em relação à população idosa, que é essa população que exerce pressão sobre o sistema de saúde, necessariamente de leitos, necessidade de leitos de UTI, e que termina tendo indicadores com maior mortalidade, a solução que o plano São Paulo prevê é exatamente a prevenção através da imunidade decorrente da vacinação. Então para essa população idosa a solução que a gente está neste momento, apresentando para curto e médio prazo, é a imunização. Para essa população jovem, que não será contemplada em um primeiro momento, com imunização, o que nós queremos focar é a redução da possibilidade da transmissão da doença. Com essas medidas que são aquelas que no entendimento dos pesquisadores, no entendimento dos epidemiologistas, é a forma mais frequente, mais usual da transmissão da doença. E é exatamente esse lazer noturno, que acontece nos bares, nas baladas, nas festas, e isso vale para qualquer tipo de outra aglomeração que possa ser pensada para o final de ano, isso envolve as festas, isso envolve as reuniões de empresas, todas elas vão estar obedecendo esses mesmos critérios. Próximo, por favor. Agora a questão da fiscalização, então eu retorno para o secretário Jean para fazer a sua apresentação.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Gabbardo. Quero convidar agora a doutora Cristina Megid, que é diretora do centro de vigilância sanitária da Secretaria de Saúde da saúde de São Paulo. Por favor.

CRISTINA MEGID, DIRETORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA DA SECRETARIA DE SAÚDE: Obrigada, secretário. Boa tarde, a todos e todas. A fiscalização sanitária, com certeza ela vai estar intensificando a partir de amanhã. Por quê? Nós como fiscais, estamos observando também o deslocamento grande da população, e como já foi colocado, essa população mais jovem que circula muito, 60% dela, a transmissão geralmente se dá com 60% dessas pessoas assintomáticas, então nós temos que ter uma fiscalização muito mais intensa. O estado de São Paulo ampliou para cerca de mil agentes sanitários do estado, em associação com os municípios, e a gente vai estar atuando nas aglomerações, nos bares, em comércio, restaurantes, conveniências, baladas, festas clandestinas, quando ela não for mais clandestina, porque a gente tem que saber também onde elas se realizam. E o que a gente tem feito? É um esforço bastante grande, nós vamos estar atuando agora mais intensamente nesses horários para ver o cumprimento dessas regras, que salvam vidas. Então é por isso que a vigilância sanitária, junto com todos os municípios do estado de São Paulo, fazendo uma força tarefa, trazendo também a população para que entenda, acho que é o momento de solidariedade, o momento de compreensão da população. Nós, a população acho que tem que perceber que isso não é nenhuma punição, nenhum processo de cerceamento, muito pelo contrário, acho que a própria população tem que sentir fazendo parte da solução dessa pandemia. Eu acho que está na mão de todos. Por isso que a fiscalização, com certeza, ela vai estar agindo, mas ela precisa também que a população entenda o seu papel. Como o próprio doutor Gabbardo colocou, você está bem, vai para uma festa, para uma balada, quando você volta, você está trazendo a decisão da vida de uma pessoa da sua família, ou a sua própria. Então eu acho que é superimportante esse papel que a vigilância tem, que é de promover a saúde da população, trabalhar nesse sentido, da promoção da saúde, e da fiscalização das regras que preservam a saúde da população. Então o nosso papel realmente é de estar junto com a população. Nós somos os parceiros e esperamos que a população também entenda esse nosso papel. Até agora nós fizemos cerca de 110 mil inspeções no estado de São Paulo, com 1.200 autuações. Essas autuações são devidas à aglomeração, e a permissão de cliente sem máscara dentro dos estabelecimentos. E agora, com certeza, a gente vai estar com um aporte maior de técnicos, intensificando estando nas ruas a partir de amanhã, estamos já desde maio, mas a partir de amanhã com essa nova regra sanitária. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO Obrigado, doutora Cristiana Megid. Lembro que tanto o doutor Carlos Carvalho, quanto o nosso anfitrião, doutor Dimas Covas, estarão aqui no púlpito para eventual, ou eventuais questionamentos. Vamos dar então ao segmento à nossa coletiva, temos hoje Gabriel Vendramini, da TV Globo, Globo News; Online, Ana Botalo, da Folha de São Paulo; Gilvandro Oliveira, da Rede Brasil; Vitória Abel, da CBN; Wesley Galso, do Portal IG; Maria Manso, da TV Cultura; Online estará Natália Duarte, da Revista Crescer; E também presencial, Nani Cox, da Jovem Pan. Então iniciaremos agora o Fórum de perguntas. Por favor, Gabriel Vendramini, acredito que ele esteja ao vivo, e eu vou pular agora para a Folha de São Paulo. Por favor, em tela.

REPÓRTER: Boa tarde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Ana. Como vai? Por favor, a sua pergunta. Só deixa, antes de você começar, eu pediria para que todos os jornalistas que estiverem inscritos possam fazer somente uma pergunta, para que nós possamos realmente agilizar de uma forma bastante coerente a nossa coletiva.

REPÓRTER: Certo. Boa tarde--

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olá, tudo bem, Ana?

REPÓRTER: A minha pergunta é a seguinte: Eu acredito que as medidas que os senhores apresentaram já são medidas preventivas. Porém, a gente poderia pensar que, nesse momento, existe a possibilidade de um recuo da fase amarela para a fase laranja no Estado de São Paulo? Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ana, eu vou dividir essa sua pergunta com o Dr. João Gabbardo e também com a secretária Patrícia Ellen. Por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O que nós estamos anunciando hoje não altera em nada o que está previsto e o planejamento de acompanhamento do Plano São Paulo. Fica ainda agendado para início do mês de janeiro a nova reclassificação, mas a qualquer momento, se os indicadores apontarem para alguma região que esteja com risco de desassistência ou um aumento da transmissibilidade do vírus, conforme os indicadores que estão já estabelecidos no plano, a qualquer momento, a região pode regredir para a fase vermelha. Então, isto vai ocorrer a qualquer momento. Se nenhuma das regiões apresentar indicadores que sejam suficientes para essa reclassificação na fase vermelha, elas serão reclassificadas no início de janeiro, conforme o planejamento já feito há duas semanas atrás.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, João Gabardo. Pra dar sequência à sua pergunta, secretária Patrícia Ellen, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Acho que o Gabardo já explicou bem. Eu só queria reforçar que o Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia. Nós temos gatilhos para aumentar as medidas restritivas. Na última classificação, todo o estado apresentou indicadores de fase amarela. Nós temos acompanhado as regiões e apresentamos, naquela data, a lista de 62 municípios que já tinham indicadores equivalentes à fase laranja ou vermelha. Então, nós estamos trabalhando em três frentes: a primeira é a classificação do Plano São Paulo. Hoje, não há nenhuma região com dados para a fase vermelha, e por isso não fizemos uma classificação nesta semana. Essas medidas adicionais, que estão sendo tomadas na fase amarela, são exatamente para termos o maior controle da pandemia e tentarmos evitar a necessidade de uma classificação mais dura. Mas se isso ocorrer, se as medidas não forem suficientes, teremos, sim, a classificação mais restritiva. E por isso que fica o pedido novamente: É muito importante que esses protocolos sejam seguidos e por todos, para que possamos, de fato, ter um avanço para fases menos restritivas e não para fases mais restritivas. Mas estaremos preparados, se for necessário, e a última frente está sendo trabalhada com o secretário Marco Vinholi também, com os municípios e prefeitos que estão em maiores dificuldades. O secretário Jean anunciou aqui também uma força-tarefa mais voltada à necessidade de cada região, de cada microrregião e de cada município.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Próxima pergunta, Gabriel Vendramini, da TV Globo, GloboNews. Por favor, Gabriel.

REPÓRTER: Tudo bem, secretário? Bom dia, bom dia a todos os participantes. Secretário, eu queria falar um pouquinho sobre as aglomerações que a gente tem visto aí no comércio, durante a madrugada, no começo da manhã. Esses mil agentes, quantos serão direcionados aqui para a capital e Grande São Paulo, e também com relação às festas clandestinas? Como fazer uma fiscalização de fato que ela seja positiva e consiga fazer essa fiscalização de forma satisfatória? Com relação também a esses leitos, eu fiquei meio em dúvida: São 2.000 leitos a mais de UTI ou é uma verba destinada para manutenção de 2.000 leitos já existentes? Fica essas duas dúvidas aí.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A gente fez o combinado só de uma pergunta, mas delicadamente a gente vai te responder as duas. Eu vou dividir essas perguntas, a primeira para a Dra. Cristina Megid, com relação às aglomerações durante o comércio na madrugada, e a segunda questão para o Dr. Eduardo Ribeiro, que é secretário executivo da Secretaria de Estado da Saúde. Por favor, Megid.

CRISTINA MEGID, DIRETORA TÉCNICA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Gabriel, acho que assim, todos, não dá pra negar o que a gente tem visto todos os dias, principalmente na área de comércio popular e nos lugares de grande concentração de pessoas. O que nós temos feito? Na rua, é extremamente complicado a Vigilância Sanitária, você desativar, desarticular uma aglomeração. Mas, em aglomerações, por exemplo, em bares, em restaurantes, em baladas, a gente tem atuado. Se eu estou na frente de um bar que tem pessoas em pé, que estão servindo, existe uma fiscalização e uma autuação, por conta de não estar cumprindo o regramento. O comércio, a gente está dividindo muito com o município, a questão de comércio popular, essas coisas, fica sob a gestão municipal. E as festas clandestinas, também estamos... Ontem mesmo estávamos com o Ministério Público, com a Segurança Pública, para a gente identificar onde acontecem, né? Como a gente, vocês devem ter conhecimento, as festas são anunciadas muito, assim, meia hora antes, para quem comprou o ingresso, vai ser dito qual é o local. Já conseguimos alguns lugares, já desativamos algumas festas, mas a gente precisa também desse apoio, até apoio de todos. Quem tiver o endereço, faça a denúncia para a Vigilância Sanitária, para o canal de... Não vamos falar uma denúncia, faça a comunicação, ou para a Segurança Pública, ou... Estou falando em nome do Coronel Gasparian, que me autorizou, e também para a Vigilância, que a gente, com certeza, vi ter as ações em cima disso. Estamos trabalhando intensamente para identificar essas irregularidades.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Megid. Pra segunda pergunta, eu convido o Dr. Eduardo Ribeiro para respondê-la.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SAUDE: Gabriel, obrigado pela pergunta. Então, só pra deixar bem claro: o Governo do Estado de São Paulo, num esforço junto com os municípios, fez uma expansão importante de 3.500 para 8.500 leitos. Destes 8.500 leitos, cerca de 2.000 leitos, nenhum momento foram habilitados pelo Ministério da Saúde, o que significa que eles estão funcionando até hoje, graças ao esforço do Governo do Estado de São Paulo e dos municípios, a um custo de cerca de R$ 100 milhões por mês. Então, o que nós estamos garantindo é que esses leitos, que poderiam parte ser fechados, parte ser destinados a outras doenças, eles serão mantidos em funcionamento para atendimento do Covid, ao custo de cerca de R$ 100 milhões, e a nossa expectativa é que o Ministério, em atendimento a uma solicitação, não só do Governo do Estado de São Paulo, mas de todos os governos estaduais, proceda com a habilitação desses leitos, e cumprir aí então o papel interfederativo que cabe ao Ministério.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo, obrigado, Gabriel. E a próxima pergunta, Gilvandro Oliveira, da Rede Brasil.

REPÓRTER: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos. Secretário, é uma pergunta em uma, e peço na sequência um apelo dos colegas aqui de imprensa. A Anvisa liberou a vacina para o uso emergencial. Com essa autorização, a vacina pode ser antecipada, já que janeiro sinalizou? E se existe os insumos suficientes para atender a população. Agora a outra é o seguinte: A gente, como imprensa, eu peço aqui em nome dos colegas, a gente está preocupado, porque não existe nenhuma programação para que nós, imprensa, a gente está também em situação de risco, trabalhamos com aglomeração, e voltamos pra casa, que nós temos família. Eu peço encarecidamente, até em nome de Jesus, que nos vacinem, porque nós todos estamos preocupados. Desculpem os meus colegas, mas a gente estava aqui preocupado nessa retranca. Por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Gilvandro. Eu, para... Vou direcionar essa pergunta para o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Por favor.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Gilvandro, a possibilidade de ter a solicitação de uso emergencial já completa duas semanas. O que aconteceu essa semana foi simplesmente a homologação de um procedimento. A diretoria colegiada homologou o procedimento que havia sido comunicado na semana anterior. De qualquer maneira, o pedido de uso emergencial utiliza dados, e ele só difere do pedido habitual no rito interno da Anvisa. Por isso que nós vamos submeter os dois tipos de procedimentos. Tão logo que nós tenhamos todos os documentos que são necessários, eles serão submetidos.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A vacinação dos jornalistas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, a vacinação dos jornalistas, de acordo com o plano divulgado, tanto pelo nosso Ministério, o Plano Nacional de Imunização, para esse setor, e o plano estadual, que é simplesmente a antecipação desse plano, com a inclusão de indígenas e quilombolas, não faz destaque aos jornalistas, da mesma forma como não faz destaque a outros grupos de risco, de pessoas idosas. Quer dizer, além das pessoas idosas. Não faz nenhum destaque para uma categoria específica, a não ser os trabalhadores da saúde, num primeiro momento, e lá no final trabalhadores da segurança pública, trabalhadores do ensino, de uma forma geral. Então, nós estamos obedecendo o Plano Nacional.

REPÓRTER: Mas há essa possibilidade? Pelo menos o Governo de São Paulo, ser esse exemplo? Porque desculpa, secretário, [ininteligível] a gente está realmente temeroso.

REPÓRTER: Secretário, por favor. Já que essa é uma questão [ininteligível] colegas, eu não quero ser incluído em nenhum grupo prioritário [ininteligível] jornalista do SBT, não quero a vacina na frente [ininteligível].

REPÓRTER: Não, a gente não quer a vacina na frente de ninguém, a gente quer ser vacinado, porque a gente está no dia a dia da rua. [ininteligível] a gente está aqui.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gilvandro, Gilvandro, eu te agradeço, muito obrigado. Muito obrigado pelas colocações de todos. Vamos agora dar sequência à nossa coletiva e a próxima a ter a palavra, Vitória Abreu, da CBN Brasil.

REPÓRTER: Olá, doutor, boa tarde, boa tarde a todos. Uma dúvida: como que vocês vão diferenciar bares de restaurantes? Porque os locais acabam tendo registros parecidos, enfim, pode ser uma desculpa, tanto para um comerciante quanto para outro. Como que essa diferenciação poderia acontecer no momento da fiscalização? E só um detalhe, para o Dr. Dimas Covas, perdão, Dr. Jean. É se houve novos estados interessados na Coronavac. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Vitória, muito obrigado. Primeira pergunta, eu vou estar direcionando ao Dr. João Gabardo, e a segunda para o Dr. Dimas Covas.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa diferenciação, num momento em que se estabelece que o horário de funcionamento dos restaurantes vai até as 22h, mas fica limitado o comércio, a venda de bebida alcoólica até as 20h, independente da natureza do estabelecimento. Então, um bar que tem como característica a venda predominante de bebidas, e não de alimentos, e é isso que diferencia de um restaurante, essa discussão, ela passa a não ser mais significativa, uma vez que o bar, mesmo que ele quisesse funcionar depois das 20h, ele só poderia vender comida, e não bebida. Então, não teria sentido um bar ficar funcionando depois das 20h, uma vez que ele não vai poder mais ter a venda da bebida alcoólica. Então, essa diferenciação, no nosso entendimento, ela está ultrapassada, por conta da recomendação que é extensiva às duas categorias, tanto aos bares quanto aos restaurantes, da proibição da venda de bebida alcoólica a partir das 20h.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Gabardo. Segunda questão, voltada agora para o Dr. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Além dos estados mencionados ontem, hoje pela manhã nós tivemos já o contato do governador de Santa Catarina, e com isso aumentamos, naquela lista, mais um estado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, muito obrigado, Dr. Dimas. Próxima pergunta, Wesley Gauzo (F), do Portal IG. Por favor, Wesley.

REPÓRTER: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos. O bairro do Brás, aqui na região central de São Paulo, tem a segunda maior taxa de mortes por 100 mil habitantes da cidade. São 277 mortes a cada 100 mil habitantes. E eu queria saber: Além de estender o horário de funcionamento dos bares, do comércio, quais outras medidas o Governo do Estado pode adotar, em parceria com a prefeitura de São Paulo, para coibir aglomerações e também pensar se não seria o caso de adotar medidas mais incisivas, como a do Governo do Rio de Janeiro, que permitiu que os shoppings funcionassem durante 24 horas, para evitar aglomerações nesse período de final de ano. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Wesley. Essa pergunta eu vou dividir tanto com a Dra. Cristina Megid quanto com o Dr. Gabardo. E se a secretária Patrícia Ellen quiser, ela também pode fazer algum comentário.

CRISTINA MEGID, DIRETORA TÉCNICA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Ok, Wesley. Eu acho que assim, as cenas que a gente tem visto, como eu coloquei, assustam todo mundo, né? Agora, a contenção do comércio de rua, eu acho que é superimportante, a contenção dos ambulantes não regularizados pela prefeitura. Eu acho que a gente tem que ter um movimento muito grande mesmo, além do mais, de conscientização da população, né? Eu acho que aí que a população tem que perceber que ela é parte disso. Então, a gente vai, fiscaliza, não queremos ter uma guerra com a população, não é esse o nosso objetivo. O que a gente... O nosso objetivo é que a população perceba que ela não deve estar lá, naquelas filas gigantes de metrô, para poder entrar no comércio popular, então o que a gente tem solicitado é que as pessoas realmente tomem a consciência de que deixem suas compras para depois, porque não há fiscalização, acho que de nenhum órgão público, que consiga dar conta daquela massa da população. Eu acho que tem que ter uma conscientização muito maior da população, porque não há fiscalização que segure aquela situação.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dra. Megid. Dr. Gabbardo. Patrícia?

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, em relação então a novas medidas, o Plano São Paulo prevê exatamente a tomada de medidas, na proporção e com os cenários epidemiológicos. Então, neste momento, as medidas que nós achamos e o Centro de Contingência sugeriu ao Governo foram essas, e o Governo acolheu as sugestões do Centro de Contingência, no sentido de aprimorar o nosso controle sobre esses eventos que ocorrem à noite, esses eventos que acontecem nos bares, nos restaurantes. E nas festas, baladas e outros eventos que ocorrem durante o período noturno. Se houver necessidade de novas recomendações, se o Centro de Contingência apresentar novas recomendações, serão analisadas pelo Governo. Isso, como nós falamos inicialmente, tanto eu como a Patrícia, não significa que as regiões não possam sofrer regressões, aumento das suas restrições, de acordo com a classificação nas fases do Plano São Paulo. Isso acontecendo, as medidas serão tomadas imediatamente.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Gabbardo, muito obrigado, Wesley, pela pergunta, e a próxima pergunta, Maria Manso, da TV Cultura.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu sei que isso é da incumbência da prefeitura, mas o estado estuda algum tipo de apoio para a cidade de Ibiúna, onde os enfermeiros que estão trabalhando no combate à pandemia estão sem receber salário há três meses, pelo que se divulga? E só para uma prestação de serviços, eu acho que a gente poderia divulgar o telefone para as comunicações de festas clandestinas, por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou passar, apesar de ser uma situação absolutamente específica e, como você mesmo falou, da prefeitura, posso passar para o nosso secretário executivo, para falar sobre a região em si. Por favor.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Bom, é importante destacar, é uma situação específica, mas que, em chegando até o conhecimento da Secretaria de Estado da Saúde, e isso se dá via de regra pelo Conselho dos Secretários Municipais, do qual o Dr. Geraldo Reple é presidente, nós temos total abertura para discutir quais medidas podemos adotar a fim de minimizar, porque nunca podemos esquecer que hoje, se outrora os equipamentos eram o nosso gargalo e o nosso ativo mais difícil de se conseguir e manter, hoje a realidade é outra, hoje recursos humanos são a nossa prioridade. Hoje, nós temos camas, temos equipamentos, temos mobiliário, sabemos cada vez atender melhor o paciente. O que nós temos é um esgotamento da força de trabalho, e inclusive a questão não é puramente financeira, a questão é a escassez de condições das pessoas fazerem esta retomada. Então, eu me coloco à disposição para tratarmos especificamente disso, mas agradecer mais uma vez e pedir um empenho redobrado de cada um, profissional de Saúde, que nesse fim de ano, tradicionalmente, já entraria em época de festejo, uma época de desaceleração, e se preparar para o próximo ano, que a gente persista, todos na linha de frente, para esse enfrentamento. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Muito obrigado [ininteligível], muito obrigado, Maria Manso, pela pergunta. A próxima pergunta online é de--

CRISTINA MEGID, DIRETORA TÉCNICA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Secretário, acho que ela solicitou o telefone.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, desculpa. Perdão.

CRISTINA MEGID, DIRETORA TÉCNICA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Maria, eu acho... A gente tem um 0800 7713541, 24 horas por dia, sete dias por semana, e também tem o 3065 4666, e também um endereço de e-mail, que é secretarias@cvs.saude.sp.gov.br, de Centro de Vigilância Sanitária.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO Muito bem, novamente, obrigado Megid, obrigado, Maria Manso. E agora online, Natália Duarte, da Revista Crescer.

REPÓRTER: Olá pessoal, boa tarde a todos. Eu vou insistir na questão que o Dr. Dimas já comentou, sobre se existe alguma data, algum prazo definido para o pedido de uso emergencial da Coronavac junto à Anvisa. E caso não tenha essa data específica, eu queria entender em que pé está o levantamento dessa documentação que o Sr. Dimas mencionou e o que falta então para que esse pedido possa ser feito efetivamente.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Natália Duarte, da Revista Crescer, obrigado pela sua pergunta. Eu direciono agora para a resposta o Dr. Dimas Covas, para respondê-la.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, faltam, como eu mencionei, basicamente, completar o dossiê com os resultados de estudo clínico, de eficácia, que nós aguardamos para brevemente, e também o relatório de inspeção da Anvisa na fábrica da Sinovac, na China, que está programado para acontecer, esse relatório, até o fim desse mês. Do ponto de vista da produção, eu anuncio que nós já produzimos, nesses dois dias de funcionamento, 630 mil vacinas. Hoje, produzimos mais 300 mil, e estamos já com todos os lotes, chamados lotes de validação, em acompanhamento. Então, a vacina já está sendo produzida de forma efetiva, já temos todos os parâmetros, e agora aguardamos essa complementação do dossiê para poder fazer o registro. Volto a dizer, faremos as duas submissões, pedido de uso emergencial e no mesmo momento encaminharemos o pedido de registro.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas, obrigado também a você, Natália, pela pergunta. E agora a última pergunta desta coletiva, Nanny Cox, da Rádio Jovem Pan.

REPÓRTER: Boa tarde, secretário, boa tarde pra todo mundo. Eu queria saber em relação ao fim do ano, na virada, se vai ter algum tipo de restrição ou algum tipo de fiscalização específica para o litoral, porque tem muita gente que acaba passando aquela semana lá, e também para o dia da virada, que o pessoal acaba indo para a praia, para comemorar a virada do ano. Queria saber isso. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Nanny, obrigado pela pergunta. Vou direcionar essa pergunta para a secretária Patrícia Ellen e também para a Dra. Cristina Megid.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: A recomendação para o fim do ano, com relação às celebrações, é a mesma regra vigente da fase amarela, então esse cuidado, o horário de funcionamento até as 22h... Obrigada, Megid. Com até 12 horas de funcionamento para o comércio, para bares e restaurantes é exatamente o regramento que foi descrito pelo Dr. Gabardo. Com relação às praias, o ambiente da praia, ele é definido pelos prefeitos. Alguns, estão aplicando medidas mais restritivas, de acordo com a pandemia, outros estão mantendo a circulação nas praias. Alguns prefeitos foram muito corajosos aqui, pela necessidade, como por exemplo de restringir a circulação somente para práticas de esporte nas praias. Qual é o papel do Governo do Estado? É respeitar a autonomia dos municípios e apoiar, de acordo com as medidas que são tomadas. Então, nós sempre apoiamos os prefeitos, com as suas medidas. O secretário Marco Vinholi, inclusive, agendou para agora na primeira semana de janeiro, nós teremos uma reunião com todos os prefeitos eleitos, tanto os que estão no segundo mandato, como os novos prefeitos, mas principalmente os novos prefeitos, para falarmos exatamente do Plano São Paulo e de como nós vamos fazer esse controle. Mas eu queria fazer uma menção que não foi feita aqui até agora: Além do trabalho que nós fazemos com os prefeitos, os órgãos de controle, em especial Ministério Público, têm feito um papel muito importante na gestão desses padrões e regras com os prefeitos. Então, nós temos feito reuniões, atualizando a equipe de especialistas, nós tivemos acesso, por exemplo, a um núcleo de especialistas nos órgãos de controle, em especial no Ministério Público, que acompanha o Plano São Paulo diariamente, que tem informações, que consegue inclusive prever conosco ali as classificações. Eles montaram por conta própria e têm feito um papel muito importante. Então, não é um trabalho só do Governo do Estado, não é um trabalho só dos municípios. Os órgãos de controle têm um papel fundamental, além, obviamente, da colaboração da população.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Pedir um comentário adicional da Dra. Cristina Megid.

CRISTINA MEGID, DIRETORA TÉCNICA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Olha, nós temos, já estamos em contato com os municípios, tanto do litoral norte como do litoral sul. Já estamos, já temos equipes trabalhando nas orientações, do regramento de prevenção. Todos... Já está programada uma intensificação de fiscais, inclusive fiscais daqui de São Paulo, fortalecendo a fiscalização também no litoral. Então, a gente está trabalhando muito junto com esses municípios do litoral, e já estamos tendo algumas respostas muito interessantes de fiscalização. Eu acho que é esta a nossa proposta mesmo, a união de forças.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Megid, muito obrigado, Nanny, obrigado, Patrícia. Se encerra agora nossa coletiva. Nós precisamos lembrar que ainda estamos em quarentena. Todas as regras de distanciamento, evitar aglomeração... E a gente hoje fez uma colocação de alguns serviços específicos, mas nós temos que procurar ao máximo ficar em casa. Se sairmos, temos que ter responsabilidade, evitar as aglomerações, fazer uso adequado da máscara, promover higienização das mãos. Nós vamos passar um ano, mas especialmente um final de ano muito diferente daquele que nós passamos em todos os últimos anos das nossas vidas, mas isso vai valer a pena, porque muito em breve teremos a vacina, e só a vacina vai ser capaz de fazermos ter a possibilidade de voltar ao normal, de podermos abraçar, de expressar o nosso amor e carinho pelas pessoas. Hoje, expressar amor e carinho é o distanciamento, principalmente para aqueles que são mais vulneráveis. Muito obrigado a todos e procurem seguir todas as regras. Muito obrigado.