Coletiva - Governo de SP garante fornecimento de gás e água durante pandemia 20200306

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Coletiva - Governo de SP garante fornecimento de gás e água durante pandemia

Local: Capital - Data: Junho 03/06/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Obrigado a todos pela presença na coletiva de hoje, quarta-feira, 3 de junho, aqui no Palácio dos Bandeirantes, renovo o agradecimento aos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos e os que também estão remotamente acompanhando e participando de sta coletiva de imprensa. Registro que participarão da coletiva de hoje, Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo. Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. José Henrique Germann, secretário de Saúde e integrante do comitê de saúde do estado. Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente. Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde da cidade de São Paulo. Carlos Carvalho, coordenador do comitê de saúde do estado de São Paulo. E João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde do estado de São Paulo. Agradecer também os demais secretários municipais e estaduais que se encontram aqui, e que também estão à di sposição dos jornalistas, se necessário, para respostas. Na mensagem de hoje comecemos com o tema da saúde, desde o início da pandemia nós dissemos aqui que trataríamos essa mais grave crise de saúde da história de São Paulo, do Brasil, com o mesmo compromisso que adotamos desde o primeiro dia de governo, com transparência, e é exatamente o que estamos fazendo. O que justifica também todas as coletivas de imprensa que temos feito aqui no Palácio dos Bandeirantes, às segundas, quartas e sextas-feiras, com integrantes do governo estadual e municipal, e às sextas e quintas, exclusivamente com os integrantes do comitê de saúde do estado de São Paulo. Lembrando também, às segundas, quartas e sextas, obviamente os representantes da saúde também participam, em respeito aos jornalistas e à opinião pública do estado de São Paulo, que agimos desta maneira. Utilizamos dados técnicos e seguimos recomendações objetivas, para informar com absoluta clareza. Aqui não tratamos da doença e os falecimentos como algo inevitável, em São Paulo todos nós fazemos um esforço diário e coletivo para salvar vidas, aqui nós não queremos apenas lamentar, nós queremos salvar, salvar vidas. Temos respeito por todas as pessoas, independentemente de credo, sexo, idade, cor ou origem. E neste momento, Bruno Covas e eu dirigimos nossa solidariedade à comunidade negra, e à comunidade judaica, pelas discriminações que vem sofrendo no Brasil e no exterior. São Paulo, seja a capital ou estado, somos um espelho de uma região que abriga imigrantes de todas as origens ao longo de tantas décadas, todos ajudaram a formar São Paulo e a construir aqui uma comunid ade pacífica e harmoniosa. Por isso o sentimento de solidariedade a aqueles que no Brasil, e neste momento, principalmente nos Estados Unidos, sofrem com a discriminação. São Paulo não discrimina e não tolera discriminação. O nosso maior objetivo, voltando à saúde, é salvar vidas, e é o que temos feito desde o primeiro caso de COVID-19 em 26 de fevereiro deste ano. São Paulo evitou que 1 milhão de pessoas ficassem doentes, o que representa cerca de 70 mil vidas poupadas. Os dados são da ciência, não são dados da política. Repito, 1 milhão de pessoas salvas da doença, da contaminação, e 70 mil óbitos evitados em São Paulo. E não são números, são pessoas, são vidas salvas, porque adotamos as medidas certas na hora certa. Mas também somos solidários, Bruno Co vas e eu, aos familiares daqueles que perderam as suas vidas ao longo desses últimos dois meses, e aqueles que ainda estão em tratamento, e temos convicção e pedimos a Deus que sejam salvos e voltem às suas casas. É importante, muito importante, aliás, desfazer opiniões equivocadas sobre o plano São Paulo que nós apresentamos aqui desde a semana passada, São Paulo não liberou geral, a retomada da economia será feita de forma gradual, sensível, segura e amparada na ciência, nenhuma medida aqui será precipitada, e nenhuma será tomada por pressão de quem quer que seja, não há pressão de prefeitos, não há pressão de parlamentares, não pressão de empresários, não há pressão do Governo Federal. Nenhuma pressão aqui será adotada como princípio para a tomad a das nossas decisões. Aliás, os que me conhecem ao longo da minha trajetória de vida, e os que conhecem a trajetória de vida do Bruno Covas, sabem que o pior caminho é tentar conquistar algo conosco é na base da pressão. O Bruno Covas tem uma história de vida que começou com o seu avô, Mário Covas, a quem eu tive o privilégio de servir como secretário, com 21 anos de idade. E a minha vida começou inspirada no meu pai e na minha mãe. Portanto, não pensem que pressões nos farão mudar destino e conduta, não mudarão. Mais da metade da população do nosso estado continua sob o mesmo padrão de restrições adotadas até agora, e essa realidade será mantida no mínimo até o próximo dia 15 de junho, na atual quarentena. A mesma quarentena que nos ajudou, ajuda e continuará a ajudar a fortalecer o sistema de saúde do estado de São Paulo. Em apenas dois meses, e eu quero ressaltar isso, especialmente aos que estão nos assistindo, ouvindo, e aos jornalistas que aqui estão, em apenas dois meses abriu sete hospitais de campanha, aumentamos em 60% o número de leitos totais, e dobramos as vagas em UTIs, contratamos profissionais de saúde, capacitamos equipes, compramos equipamentos e testes para diagnóstico. Recebemos também doações significativas importantes do setor privado, nacional e multinacional, e também o compromisso do Ministério da Saúde na entrega de respiradores e equipamentos para o atendimento à saúde pública em São Paulo. Se não tivéssemos adotado esse planejamento, certamente hoje teríamos hospitais em colapso, hoje não há hospitais públicos em colapso em São Paulo. &Eac ute; importante, para finalizar, dois pontos fundamentais no plano São Paulo. Primeiro, o plano é de longo prazo, com planejamento em cinco fases graduado, faseado, para termos uma posição correta e uma avaliação permanente diária e semanal. Repito, de forma serena, gradual e segura. Da mesma forma que o plano São Paulo oferece regras para a progressão da retomada, e também apresenta indicadores para a revisão imediata das medidas, e se necessário, o retorno à situação anterior. Bruno Covas e eu não temos compromisso com o erro, o nosso compromisso é com o acerto, compromisso com a vida, se tivermos que dar um passo atrás para salvar vidas não teremos nenhuma hesitação em fazê-lo. Segundo ponto, ele permite, no plano São Paulo aos prefeitos, com as suas equipes de saúde, sob a supervisão direta do govern o de São Paulo, que as medidas sejam pontuais e progressivas, e conscientes para o setor de serviços e o setor de comércio, sempre com base em indicadores de saúde. Nenhum dos 644 prefeitos e prefeitas de São Paulo, além, evidentemente, do Bruno Covas que está aqui ao meu lado, vai transformar a sua cidade em uma festa de abertura. Não é hora de celebração, nem de festa, é hora de atenção, concentração e respeito pela saúde, e nós saberemos exigir isso de todos os prefeitos e prefeitas de São Paulo. Mas estamos seguros também de que essa é a linha que todos estão obedecendo e seguirão. O sucesso do plano depende desse esforço coletivo e da conscientização permanente, e a colaboração de todos, principalmente da população. Você que está em casa nos acompanha ndo direto, ou acompanhará informações na sequência pelos veículos de comunicação, a quem também agradecemos, porque informações corretas, bem fundamentadas, bem pesquisadas e bem apresentadas ajudam a salvar vidas, e evitam que fake news, notícias mentirosas, falsas, ou deliberadamente equivocadas, levem as pessoas à conduta errada, e consequentemente ao risco das suas saúdes e das suas vidas. Dois meses atrás São Paulo era o epicentro da pandemia, agora não é mais, São Paulo é o nono estado do Brasil na proporção de óbitos por milhão de habitantes. E continuamos aqui solidários a todos os estados brasileiros e os seus governadores que fazem um enorme esforço para salvarem vidas nas suas respectivas regiões. Espanha, França ou Itália, que já iniciaram a reabertura das suas ec onomias, e até mesmo abrindo praias, museus, escolas, tem taxa de óbitos por milhão de habitantes de duas vezes e meia, até três vezes e meia maiores do que a do estado de São Paulo. Isso é fato, esses números são reais, não são projeções. Por fim, aos médicos, paramédicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, agentes comunitários, fisioterapeutas, farmacêuticos, biomédicos e demais profissionais que atuam na medicina para proteger a saúde dos brasileiros em São Paulo, a todos vocês. Repito, a todos, indistintamente, o nosso reconhecimento. Muito obrigado. Vocês estão salvando milhares de vidas em São Paulo. A gratidão não é apenas do governo, é a gratidão de 46 milhões de brasileiros. As informações de hoje, são duas, a primeira, o governo de S&a tilde;o Paulo garante a não interrupção no fornecimento de água, gás e luz até 31 de julho, das comunidades, das pessoas de baixa renda, que circunstancialmente não tenham a oportunidade de pagarem as suas contas. Elas estarão protegidas pelo entendimento, pela negociação do governo do estado de São Paulo, com os concessionários destes serviços. Não há imposição, há entendimento, há razão, compaixão e compreensão, que é a forma que o governo do estado de São Paulo tem adotado com um dos princípios da sua conduta nesta pandemia. O governo negociou, por exemplo, com a Sabesp e as empresas fornecedoras de gás natural, Comgás, GasBrasiliano, e [Ininteligível], o compromisso de não interromperem esses serviços essenciais para clientes inadimplentes até 31 de julho de ste ano. A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, representada aqui pelo Marcos Penido, seu secretário, seu titular, já solicitou também a prorrogação da suspenção do corte do fornecimento de energia elétrica até 31 de julho, para a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL. E a lei exige essa aprovação, mas quero lembrar que a Aneel tem sido parceira e muito correta na conduta das solicitações feitas por São Paulo até o presente momento. A suspensão do corte desses serviços essenciais beneficia mais de dois milhões de brasileiros em São Paulo, já está em vigor desde março, e seguirá, repito, até 31 de julho, beneficiando segmentos comerciais e residenciais da população de baixa renda no estado. Esta é uma informação importante, principalmente no campo de proteção social aos mais pobres e aos mais humildes. Segunda informação, começa hoje a nova campanha do Governo do Estado de São Paulo e da prefeitura de São Paulo, sobre a importância do uso de máscaras, Bruno Covas e eu tínhamos prometido, na semana passada, que a partir desta semana, especificamente a partir de hoje, quarta-feira, teríamos uma campanha reforçando a determinação, lembrando que é lei, portanto, é obrigatório o uso de máscaras em qualquer tipo de deslocamento ou presença física de mais de duas pessoas em qualquer área pública ou privada no Estado de São Paulo. Essa campanha começa a ser veiculada a partir de hoje nos principais canais de televisão e portais de internet de todo o Estado de São Paulo. Segundo a Organização Mundial de Saúde e o Ministér io da Saúde do Brasil, o uso de máscaras, comprovadamente, reduz a transmissão do coronavírus e salva vidas. Pelas ruas e praças de São Paulo e também no transporte coletivo, já é, felizmente, perceptível que a população aderiu maciçamente ao uso de máscaras, sejam máscaras de pano ou máscaras descartáveis, uma atitude responsável e correta da população de São Paulo pra protegerem as suas vidas e as vidas das demais pessoas. Volto a lembrar, em São Paulo a obrigatoriedade do uso de máscara é lei, e lei é feita para ser cumprida, e a população de São Paulo, majoritariamente, repito, tem assumido essa responsabilidade e atendido esta determinação. O uso de máscaras tem diminuído e amparado a redução de transmissibilidade da doença, port anto, fica a recomendação para que os poucos, muito poucos que ainda teimam em não usar máscaras, pra que sigam o exemplo da maioria e usem máscaras, sigam o bom exemplo, o bom exemplo é esse, é o uso da máscara e não a não utilização de máscaras, protejam-se, protejam suas famílias, protejam seus amigos, as pessoas das quais vocês gostam e com as quais convivem. A vida vale mais do que a política, a vida vale mais do que a ideologia, a vida é a existência. Vamos agora mostrar a vocês o comercial de 30 segundos que começa a ser veiculado hoje.

COMERCIAL: No começo era estranho, mas agora usar máscara já virou hábito, virou até moda, cada um usa de um jeito, do seu jeito, tem máscara que combina com a roupa, com a cor do cabelo ou com a cor dos olhos, mas todas combinam com proteção, com saúde, a sua e a dos outros. Continue fazendo sua parte, fique em casa, e sempre que precisar sair, use máscara. Máscara salva vidas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esta é a campanha, repito, ela é assinada pelo Governo do Estado de São Paulo e pela prefeitura da capital de São Paulo, e a sua veiculação começa hoje. Pra falar do primeiro tema que nós abordamos aqui, que vai permitir às pessoas de baixa renda, em situação de pobreza, não terem corte de gás, água e luz, eu peço a palavra do secretário Marcos Penido, secretário de infraestrutura e meio ambiente. Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Seguindo a determinação do governador, nós temos que olhar e proteger as pessoas mais carentes, garantir a água, o gás e a energia é garantir o sustento, é garantir a vida, não adianta nós, simplesmente, levarmos alimento e não termos condição de cozinhar ou de ter a vida dentro do seu ambiente, então, na garantia dessa sustentabilidade no meio ambiente, nós propusemos às concessionárias de gás, a nossa Sabes p e a Aneel, que controla todas as concessionárias de energia, que não houvesse o corte do fornecimento, ou seja, a garantia do fornecimento desse bem fundamental para o sustento das famílias. Água, gás e energia e tivemos, imediatamente, a resposta positiva e iremos dar a garantia a todas essas famílias mais carentes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário Marcos Penido, que estará a disposição para perguntas se necessário. Vamos agora a intervenção do Rodrigo Garcia, secretário de governo e vice-governador do Estado de São Paulo, que ao lado da Patrícia Ellen, farão a atualização sobre o Plano São Paulo, que nos referimos já na introdução aqui da nossa coletiva. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador. Bom dia a todos. Nós trouxemos hoje pra compartilhar com todos os colegas da imprensa um pouco do histórico que embasou o Plano São Paulo, o Plano São Paulo não pode ser confundido, ou ser sinônimo de abertura indistinta de atividade econômica, o Plano São Paulo é um planejamento do governo, com base científica, pra que nós possamos ter uma convivência com a epidemia, que ainda leva meses em São Paulo, e uma convivência melhor do que tivemos nesse s primeiros 70 dias, por que melhor? Porque os primeiros 70 dias foram fundamentais pra que o estado preparasse o seu sistema de saúde, treinasse os seus profissionais, orientasse os prefeitos como deveriam agir em relação a epidemia, portanto, todo o sistema de saúde foi preparado nesse período, esse período foi suficiente pra população ter o que o governador chama de quarentena comportamental, é o uso de máscara, é o cuidar da higiene, é o distanciamento social, e a partir daí, o Plano São Paulo é lançado na semana passada. Nós fizemos questão de colocar aí um pouco o histórico da epidemia em São Paulo, colocando lá marcos, como no dia primeiro de abril, primeiro de maio e primeiro de junho, os gráficos mostram que no dia primeiro de abril, até o dia primeiro de maio, portanto, no mês de abril, a epide mia cresceu dez vezes no Estado de São Paulo, ela saiu de 2.981 casos pra cerca de 30 mil casos no começo de maio. Depois, nós mostramos nesse gráfico que no mês de maio a epidemia começou a perder velocidade, 3,6 vezes ela cresceu, nós saímos de 30 mil casos para 111 mil casos, e na projeção seguinte nós vamos apresentar o que baseou o Plano São Paulo e que para o Governo do Estado, pro nosso centro de contingência, não há surpresa nos números que estão sendo anunciados todos os dias, em casos e em óbitos, porque a mesma projeção que o Governo de São Paulo fez pro passado e se confirmou, e aqui, governador, as coletivas tinham sido fundamentais pra isso, o governador, quando anunciava uma quarentena, ele anunciava a projeção dos próximos dias, nós também trazemos agora a projeção fei ta pelo centro de contingência para o mês de junho, que coloca um crescimento de 1,7 a 2,4 vezes. Então, em nenhum momento o Plano São Paulo anunciou que a epidemia teria ido embora, o Plano São Paulo anunciou um novo planejamento do estado, em parceria com as prefeituras, de uma retomada gradual, com base nesses cenários, então, os números apresentados ontem, nos primeiros dias de junho, estão previstos nos cenários, lembrando, governador, que estes cenários são a referência para o nosso sistema de saúde, a cada cenário que se apresenta, o sistema de saúde se mobiliza, o governo investe mais recursos, mais equipes são contratadas, mais leitos de UTI são colocados à disposição da população. Então, essa é a projeção para o mês de junho, mostrando que nós estamos prevendo chegar no mês de julho entre 190 a 265 mil casos. E, como consequência disso, a preparação do sistema de saúde. Então, querer confundir o Plano São Paulo como um sinônimo de abertura da economia, não é isso, é apequenar um trabalho muito bem feito, com base em cenários econômicos e também cenários de saúde, onde nós estamos trabalhando com esses cenários pra mobilizar o governo e também mobilizar a sociedade. E o Plano São Paulo traz também, governador, a possibilidade dos prefeitos terem uma participação também ativa nas suas decisões e, principalmente, a sociedade, que vai acompanhar a sua região, se ela caminha para uma flexibilização, ou se ela anda pra trás, para o endurecimento. Então, esses dois gráficos mostram de maneira clara que não há surpresa nos n úmeros apresentados pela imprensa todos os dias, entre casos e óbitos, eles estão no nosso cenário, e eles fazem parte deste planejamento na área da saúde. Agora, eu passo as outras telas pra Patrícia continuar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, em continuidade ao que o vice-governador colocou, o Plano São Paulo de retomada consciente, ele prevê aqui momentos e opções de endurecimento e de flexibilização das medidas restritivas, pra deixar isso bem claro, nós colocamos aqui as cinco fases, a fase de alerta máximo, a fase de controle, que é a fase laranja, a amarela, de flexibilização, a fase verde, que é de abertura gradual e a azul, que é do n ormal controlado. Percebam que somente a partir da fase amarela, que a gente inicia a discussão sobre flexibilização, a fase vermelha, de alerta máximo, e a laranja, de controle, são fases com a presença muito relevante da epidemia, onde as taxas de isolamento são muito necessárias, a fase de controle, a gente inicia o processo de testar a retomada de atividades que tenham sido interrompidas, que é esse planejamento que está sendo feito agora em grande parte do estado, incluindo a capital, então, esse trabalho de pactualização dos protocolos, de planejamento de funcionamento, de evitar aglomerações, é um trabalho que é feito e aqui fortalece muito o papel dos municípios nessa gestão totalmente customizada com os setores dentro do ambiente de cada cidade. Então, conforme a evolução das regiões, feita com relaç& atilde;o aos indicadores, é possível que as regiões evoluam com as medidas restritivas, elas passem a ser menores, quando a gente inicia essa etapa de flexibilização, mas também é possível acontecer o contrário, e é possível retornar, havendo um endurecimento das medidas restritivas. Essa mensagem precisa ficar clara pra todos nós, porque essa etapa de transição requer essa consciência, a gente precisa saber que algumas vezes a gente vai dar passos atrás, outras a gente vai precisar dar passos pra frente, e aí vai pra frente, pra trás, a gente tem que, realmente, ter essa consciência e estarmos prontos pra endurecer quando for necessário e juntos sabermos a nossa responsabilidade no sucesso da retomada. Por isso a implementação dos protocolos é tão importante, por isso o uso de máscara, como o governador João Doria colocou aqui, é tão importante, o compromisso de cada um de nós aqui vai nos ajudar a ter uma retomada bem sucedida. Na próxima página, relembrando como os critérios e os indicadores estão sendo calculados e qual que é aqui a nota de corte da transição de fase, nós temos a mensuração da capacidade do sistema de saúde e a mensuração da evolução da epidemia, eu mencionei isso ontem na coletiva técnica de saúde, mas nós trouxemos aqui também esses dados, pra que fique claro pra todos alguns esclarecimentos importantes. Nós estamos aqui fazendo a gestão da capacidade do sistema, porque a gente precisa garantir que todos que precisam de atendimento tenham acesso, o secretário Edson Aparecido já colocou isso aqui muitas vezes, o secretário Germann também, da import&acirc ;ncia do atendimento pra reduzir a letalidade dessa doença, porque é uma doença que ainda não tem cura, mas que com um bom tratamento reduz muito as chances de letalidade e é por isso que a gestão da capacidade é tão importante. Na evolução da epidemia, nós olhamos os casos confirmados, como o vice-governador colocou aqui, mas também olhamos as internações por síndrome respiratória aguda grave, e que, inclusive, é o que tem o maior peso na ponderação, pra que a testagem não seja somente incentivada nos municípios, mas que a gente faça a gestão pelo indicador mais conservador, que é o valor completo aqui de internações com síndrome respiratório aguda grave. E o último ponto, que é o de óbitos, que a gente quer sempre reduzir ao máximo, mas lembrando que os nossos cenários, hoje, trabalham tanto com a curva de casos confirmados, quanto com a curva de óbitos também. Na próxima página, um status importante de como foi a evolução dessa semana no nosso estado, a média ponderada do estado, exatamente nesses indicadores que nós apresentamos. A capacidade do sistema de saúde melhorou, e é uma melhora significativa em uma semana, porque foi de 73.5% pra 72.4% e muito em função da ação dos novos leitos e da chegada muito importante dos novos respiradores. Nós tivemos, e vocês notam na combinação, que a quantidade de leitos subiu no estado, nós fomos de 11.8 pra ter 13.3 leitos a cada 100 mil habitantes em uma semana, exatamente pela adição dos novos leitos. Lembrando que aqui nós não estamos monitorando somente os leitos estaduais e municipais. Nós estamos tamb&eac ute;m monitorando a capacidade do sistema privado, pela importância de ver o sistema como um todo e o papel da saúde suplementar nesse processo que também é muito crítico. Na parte de evolução da epidemia, nós também temos aqui boas notícias e pontos de atenção. O primeiro ponto de atenção é a quantidade de casos confirmados, nós também vimos, nesses últimos dias, o aumento. Mas aqui é um ponto de atenção, sim, com uma boa notícia, que foi o aumento da testagem. A gente espera que esse número de casos confirmados suba, mais do que proporcionalmente, com relação ao indicador de baixo, que é o de novas internações por síndrome respiratória aguda grave, que esse número melhorou com relação à semana anterior também. Por último, &oac ute;bitos, nós também comentamos, e lembrando que óbitos está sempre refletindo o cenário de duas a três semanas atrás, mas nós tivemos um aumento aqui no número de óbitos registrados, nessa última semana. Importante [ininteligível] a capacidade do sistema, internações, que o nosso secretário Edson Aparecido vai falar especialmente de São Paulo, da capital, mas é um tema muito importante, que mostra que a gente está com o número de internações mais ou menos constante, e essa é uma notícia muito importante para todos nós. Olhando isso no todo, é na próxima página, nós estamos fazendo esse acompanhamento de uma forma regionalizada. Na semana passada, nós mostramos pra vocês pela primeira vez como e stá a regionalização do Plano São Paulo. A fotografia da semana passada se mantém, porque o nosso compromisso com vocês e com todos os setores e cidadãos é o de previsibilidade. Nós não podemos tomar decisões com base no indicador do dia, e é por isso que nós temos a manutenção da regionalização, a cada duas semanas essa regionalização é atualizada. Entretanto, atendendo o pedido de todos aqui, cidadãos, prefeitos, para que tenham também uma melhor previsibilidade, nós estamos trazendo aqui qual que é a tendência, com base nos indicadores dessa semana. E mostrando a tendência, fica claro também o papel do plano. A tendência, na média aqui, vocês verão, é que a maioria das regiões, elas vão manter a classificação que elas têm h oje, se os indicadores também mantiverem o mesmo comportamento dessa semana, na semana que vem, tá? Agora, nós temos aqui, olhando duas regiões... Desculpa, uma, duas, três regiões que devem melhorar, ou seja, no sentido de passar para uma fase onde as medidas restritivas serão um pouco menores, mas nós temos aqui algumas regiões, e duas especificamente, com alguns pontos de atenção, que talvez a gente tenha que aplicar medidas mais restritivas, se os indicadores não melhorarem na próxima semana. Então, aqui fica bem claro, com a análise de tendência, como é que a aplicação prática do plano. É pra gente ver o que está sendo feito nas últimas semanas, vai ser mantido? Ou a gente precisa endurecer as medidas ou há o espaço para flexibilizar? Eu vou agora, governador, o secretário Marco Vinholi vai passar alguns detalhes das diferentes regiões, mas eu só queria deixar claro aqui como é que está sendo essa aplicação prática do Plano São Paulo, para a nossa Retomada Consciente. Um ponto final, que foi uma dúvida, antes do secretário Vinholi, a questão de testagem do setor privado. Muitos nos perguntaram, reunião que fizemos hoje de manhã também, do Comitê Empresarial Econômico, a pergunta de testagem foi muito importante. Eu queria lembrar que, na sexta passada, nós apresentamos o protocolo de testagem nas empresas, esse protocolo já está disponível no site do governo, saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/planosp. Esse protocolo específico está lá, e ele está organizado em quatro blocos: prevenção, triagem de casos suspeitos, t estagem e contenção. Na prevenção, é exatamente a implementação dos protocolos setoriais que foram estabelecidos, de distanciamento, de proteção. Triagem e testagem, nós temos um trabalho ali bastante detalhado, com a sugestão do questionário que deve ser aplicado com os funcionários, com relação a sintomas, e o que fazer para acelerar o processo de testagem dos funcionários. E a parte de contenção, os casos confirmados precisam ser comunicados imediatamente ao Governo, o detalhamento da plataforma também está descrito. E nós estamos trabalhando agora com o grupo de testagem privada, e anunciaremos na semana que vem um processo de selo de testagem, para incentivar e facilitar esse processo dos grandes empregadores. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Marco Vinholi, aproveitando [ininteligível]. A região metropolitana, interior de São Paulo e litoral.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Só pra voltar no slide anterior, que estava, por favor. Bom, muito boa tarde a todos. Rapidamente registrar, como dizia a secretária Patrícia Ellen, nós passamos os primeiros dias da implementação do plano e os resultados são positivos no Estado de São Paulo, nos principais índices avaliados. Isso é fundamental a gente frisar, e dentro disso, num modelo em que a implementação se dá numa parceria com os municípios, só para rapidam ente citar duas notas, a primeira da Associação Paulista de Municípios, aprovando o modelo implementado pelo Governo do Estado e saudando a liderança do governador João Doria, e uma da região metropolitana de Campinas, que é muito significativa, que diz o seguinte: "Este momento não é de relaxamento da proteção da nossa população e sim uma fase nova, que requer a conscientização e a conciliação, para que possamos avançar no enfrentamento da pandemia. Fizemos por merecer essa oportunidade e devemos fazer uso dela com sabedoria, responsabilidade e muita prudência". Esse é o espírito da imensa maioria dos prefeitos do Estado de São Paulo, que fizeram a gente chegar, junto com o sistema que se implementa, na sua primeira semana, com resultados importantes no nosso estado. Só volta o slide do mapa, rapidamente, por favor? Não, o outro, que estava com a Patrícia. Isso. Então, rapidamente a gente pode observar que, nessa primeira semana de análise, nós tivemos a Baixada Santista com uma melhora significativa, melhora na sua taxa de ocupação e também no número de casos, por isso com o viés laranja já a Baixada Santista. O Vale do Ribeira, que teve no número de casos e internações uma melhora também. Na semana passada, uma questão muito pontual do aumento do número de casos e internações, que agora se normalizou, e também o Vale do Paraíba, com uma melhora na taxa de internação, no período. No que tange às pioras, nós tivemos aí o aumento do número de casos e óbitos na região de Bauru e também na re gião de Barretos, aumento de casos e óbitos ao longo desta última semana. Pode passar, por favor. Eu vou rapidamente citar aqui também, governador, sobre uma melhora na taxa de ocupação da região metropolitana de São Paulo. Por favor. Nós tínhamos na semana passada 93% na taxa de ocupação, e nessa semana chegamos em 85,5%. São 106 hospitais nessa rede de abastecimento aqui da região metropolitana, que diminuem em 7,5% a ocupação de leitos, da semana passada pra essa semana agora. A gente percebe o avanço, mas ainda não chegou na fase laranja. Se a gente continuar avançando no aumento do número de leitos, a gente pode alcançar a melhora de fase, como consequência disso. Pode passar o slide. Com isso, a gente pode verificar: os números aqui informados pela região metropolitana, e essa melhora em 85,5%, o Censo Co vid foi implementado aqui no Estado de São Paulo, uma inovação fundamental, que nos dá o extrato de como se encontra a saúde naquela região, no combate ao Corona Vírus. Pode passar, por favor. Com isso, foram 161 leitos novos implementados na região metropolitana de São Paulo, na subdivisão que a gente faz, com as cinco regiões. E daí, a gente consegue avançar para um período de melhor capacidade hospitalar, dentro da região metropolitana de São Paulo. Pode passar, por favor. Nós já investimos R$ 140 milhões, aproximadamente, em todos os municípios da região metropolitana de São Paulo, isso é fundamental dizer. Esses recursos implementados, eles são fundamentais para o combate ao Corona Vírus, a compra de respiradores e implementação de novos leitos. Pode passar, por favor. < span style="font-size:12.0pt">E com isso, fechando aqui minha fala, o Estado de São Paulo já conta com 4.693 leitos de UTI como um todo, sendo desses 1.897 na capital e 812 aqui na Grande São Paulo, números esses que vão subindo, semana após semana. Só pra registrar, finalmente, o grande trabalho feito pelos prefeitos da região metropolitana de São Paulo, nesse avanço da capacidade hospitalar. Nós queremos trabalhar com eles para que, até a próxima semana, esse avanço se dê ainda de [ininteligível], e que a gente possa, com isso, ir galgando novas fases para as regiões, as subdivisões aqui da região metropolitana de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem. Obrigado, Vinholi, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Nós vamos agora passar à saúde. Fala, em nome da saúde, José Henrique Germann, secretário da Saúde, sendo que Carlos Carvalho e João Gabardo estarão à disposição depois para responder perguntas, se necessário. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Estamos aqui com os números de ontem para hoje. O Brasil, com 555.383 casos, e óbitos, 31.199 casos. Em São Paulo, nós temos 123.483 casos confirmados e, de ontem pra hoje, um acréscimo de 4.2%. Óbitos, nós atingimos 8.276 casos, e um acréscimo de 3.4% de ontem pra hoje. As taxas de ocupação nas UTIs, no estado, é de 72.3%, e na Grande São Paulo, 84.7%. internados, 7.432 em enfermaria, leitos clínico s, e em UTI, 4.527 pacientes, tanto os confirmados quanto suspeitos. E altas hospitalares, são 23 mil altas, tivemos em todo o sistema. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário José Henrique Germann. Agora sim, vamos à intervenção da Prefeitura de São Paulo, com o seu prefeito, Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Próximo. Da mesma forma que se manifestou o governador João Doria, embora a gente esteja diante do maior desafio do planeta dos últimos 100 anos, que é a pandemia do Corona Vírus, mas diante dos recentes acontecimentos, dos assassinatos do menino João Pedro, no Rio de Janeiro, e de George Floyd, nos Estados Unidos, eu me sinto no dever, como prefeito da cidade de São Paulo, e como cidadão, de falar sobre racismo. As cenas que vemos pelo mundo, de manifestações contra a discrimina&cc edil;ão e por justiça são tocantes. Revelam que não podemos mais adiar, colocar para debaixo do tapete esse tema tão fundamental para a nossa sociedade. Falar sobre racismo, conversar sobre ele, ensinar nossas crianças valores que rompam essas amarras. Nossa cidade tem 40% de pretos e pardos na sua população, e sobre eles pesam indicadores socioeconômicos desproporcionais. São [ininteligível] de menores oportunidades e maiores dificuldades. Em todos os indicadores, a desigualdade se revela. A renda média dos brancos é mais do que o dobro da dos negros. A expectativa de vida chega a ser de oito anos a menos, nos bairros mais pobres, onde grande parte da população negra vive. Os negros e pardos são 57% das vítimas de violência nos homicídios. Precisamos falar sobre o racismo, precisamos aprender sobre isso. Mesmo no impacto do Corona vírus, percebemos uma grande diferença: a população preta tem 37,5% maior de chance de óbito do que a população branca, na cidade de São Paulo. Isso acontece por duas razões básicas: eles vivem na periferia, onde a letalidade do vírus é maior, e pela prevalência, na comunidade negra, de comorbidades importantes, como a hipertensão e a diabetes. Jamais me senti discriminado, jamais passei pelo constrangimento de explicar ao meu filho que ele poderia ser discriminado pela cor da sua pele, mas reconhecer que o racismo existe, que está espalhado em nossa sociedade, pelas nossas casas, é fundamental. Não podemos apagar a história, mas podemos mudar a nossa visão sobre ela e construir um novo amanhã. Racistas não passarão. Próximo, por favor. Bom, falar um pouco sobre os números da cidade de São Paulo, a apresentação vai aparecendo, mas estamos... Aqui. Estamos com uma taxa de ocupação de UTI em 63%, já pelo segundo dia consecutivo nós ficamos com uma taxa abaixo dos 70%. Já são 57 mil pessoas que foram curadas na rede municipal de saúde, 4.305 óbitos confirmados. Próximo, por favor. Aqui, uma curva que mostra a quantidade de solicitações diárias de internação em UTI na cidade de São Paulo. Nós percebemos uma subida abrupta entre o final de março e o início de abril, ali chegando a 28 casos por dia. Durante 15 dias, nós conseguimos manter essa curva achatada, chegando a 33 casos, por volta do dia 15 de abril, durante 15 dias. Depois, durante o prazo de um mês, isso continuou a subir, chegamos a 52 casos diários. Durante duas semanas, esse número foi manti do, atingimos um platô, e muito desse platô se deve inclusive ao uso de máscaras na cidade de São Paulo. Isso é reflexo do decreto municipal, do decreto estadual, obrigando o uso de máscaras na cidade de São Paulo, e o que a gente observa, já nas últimas duas semanas, é uma fase decrescente de solicitação de leitos de UTI na cidade de São Paulo. São esses números que a cidade conseguiu atingir e que a preocupação agora central é que a gente não retroceda, que a gente não volte a crescer o número de solicitações de internação de UTI na cidade de São Paulo. Próximo. Aqui são os indicadores que o estado elencou para escolher, para ranquear as regiões no Estado de São Paulo, mostrando que, para todos os indicadores, ou nós estamos na fase 2, que é a fase laranj a, ou nós estamos na fase 3, que é a fase amarela, e, para alguns indicadores, a cidade de São Paulo já está na fase 4, na fase verde. Como os critérios do estado são sempre os critérios mais restritivos possíveis, o município está classificado na fase 2, mas vocês vejam aí, por conta da taxa média de ocupação de leitos de UTI nos últimos sete dias. Se a gente conseguir manter a taxa média entre 62%, 63%, que é o que a gente conseguiu nos últimos dias, a gente vai pra fase 3, pra fase amarela na cidade de São Paulo. Próximo. E aqui o recado importante: a quarentena continua na cidade de São Paulo, como continuam no Estado de São Paulo. Nós estamos falando da fase 2 da quarentena, não estamos falando da fase 2 da saí da da quarentena. É importante que as pessoas continuem a utilizar máscara, continuem a evitar aglomeração, continuem a evitar saída desnecessária de casa. Todo esse trabalho precisa ser mantido, que a gente quer evoluir. Nós não queremos retroceder, nós não queremos voltar para a fase 1. A gente quer avançar para a fase 3, 4 e 5 na cidade de São Paulo. Muito obrigado, bom dia a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Vamos agora às perguntas. São 13h18, nossa coletiva vai até aproximadamente as 13h45. E a primeira pergunta é da TV Record, jornalista Daniela Salerno. Na sequência, Marcela Rahal, da CNN. Então, Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, a gente teve aí uma queda industrial muito grande, mais de 27% no mês de abril, em relação ao ano passado, e mesmo assim, no Plano São Paulo, a indústria não essencial está com reabertura apenas na fase 4, fase verde, se não me engano agora. Eu queria entender se, uma vez que eles atendem muitos empregos, são responsáveis por muitos empregos, se há aí uma flexibilização possível nesse setor, e também em relação ao prefeito de Marília, do seu partido, do partido do senhor, que já anunciou por decreto que estaria, pelo Plano São Paulo, na fase laranja, mas ele mesmo decidiu já ir para a fase verde, liberando inclusive academia. Como que está sendo o diálogo com prefeitos que não estão seguindo o plano? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vou dividir com o Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional. Em relação à primeira pergunta, até um esclarecimento: nunca houve nenhum fechamento de nenhuma indústria, de nenhum setor, em São Paulo, desde a primeira quarentena. Nenhuma, rigorosamente nenhuma. Todas as indústrias que desejaram manter, sob critério sanitário, o funcionamento das suas estruturas, foram autorizadas, obedecendo critérios sanitários, e obedeceram. Majoritariamente, com as fiscalizações feitas pelo estado, o setor industrial seguiu, em alguns casos até foi além, na preservação da saúde dos seus funcionários, fornecedores e clientes. Então, a queda industrial não se deve à quarentena, se deve à pandemia. Houve uma queda sensível na economia do país, não apenas na economia de São Paulo. Dados de economistas, apresentados recentemente, indicam uma avaliação que vai de 5% até 8% a previsão de queda do PIB do país neste ano. Portanto, a queda industrial, ela não tem como motivação a quarentena. Tem, sim, no arrefecimento da economia brasileira, o que não é diferente da economia de outros 215 países do mundo que estão sendo afetados pelo Corona Vírus. Em relação a Marília, vai responder o secretário Marco Vinholi. V inholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem. Quero registrar mais uma vez o profissionalismo do plano de Retomada Consciente. O plano determina a medida de risco que a região se encontra e a flexibilização condizente com esse risco que ela está. Tendo em vista isso, Marília tem um risco ainda expressivo, por estar na fase 2, ou fase laranja, e aqui, através da métrica utilizada, nós indicamos para eles a flexibilização adequada com isso. Nós notificamos a prefeitura, com preocupaç&at ilde;o referente à saúde pública das pessoas de Marília. O prefeito Daniel Alonso estendeu para vários restaurantes, e não para indústria, esse decreto, né? A indústria já está funcionando, de acordo com o regramento estadual. E nós esperamos que ele possa rever a sua posição, se adaptando para a fase que a métrica da ciência e da saúde indicam, preservando assim as vidas da população de Marília.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, nosso secretário, Marco Vinholi, obrigado, Daniela Salerno, da TV Record. Conforme estabelecido, agora vamos ouvir a pergunta da CNN, com a jornalista Marcela Rahal, depois vamos à CBN, uma pergunta virtual, depois voltamos presencialmente com a VTV de Santos, com Peterson Gobetti. Com a palavra, Marcela Rahal. Marcela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Bom, gostaria de saber se a manutenção das regiões nas fases que já estão significa que teve um agravamento da doença no Estado de São Paulo. E também, pro prefeito, eu gostaria de saber: A prefeitura ainda não publicou esse decreto [ininteligível] até o dia 15, tem uma versão do dia 12, que é o Dia dos Namorados. Se as empresas que já estão entregando os protocolos conseguirem se adequar aos pré-requisitos da prefeitura, elas podem reabrir antes do dia 15? Obrigada .

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcela Rahal, da CNN. Obrigado, são duas perguntas. A primeira será respondida pelo médico João Gabardo, coordenador executivo do nosso Comitê de Saúde, e, na sequência, o Bruno Covas. Gabardo? Na sequência, Marcela, o Bruno responde a sua pergunta. Então, João Gabardo, por favor.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: Os dados não mostram que houve piora, muito pelo contrário. O que nós temos é uma elevação no número de casos novos, que está vinculada ao aumento da testagem. Então, isso era um resultado esperado, que, com o aumento da testagem, nós tenhamos uma quantidade maior do número de casos. Em alguns locais, hoje, em alguns estados, tem mais paciente, mais pessoas sendo diagnosticadas com o Covid pelo teste rápido do que pelo PCR. Então, isso é natural que v á acontecendo. O importante é que a ocupação dos leitos tem reduzido, o número de óbitos, na comparação das duas semanas, também reduziu. Então, [ininteligível] os indicadores da ponta para que, com segurança, possa se dar o andamento nesse processo de... Eu não diria de flexibilização, mas de um novo controle sobre as atividades, baseado sempre nos indicadores de transmissibilidade da doença e da capacidade de atendimento nos hospitais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Agora sim, Marcela, prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Queria agradecer a pergunta, até para desfazer uma falta de compreensão. Estar ou não na quarentena não tem nenhuma relação com estar ou não na fase 1, 2, 3 ou 4. O prazo do dia 15 é o prazo que o município replicou o decreto estadual de prorrogação da quarentena. O decreto estadual que foi publicado no Diário Oficial da última sexta-feira prevê, no seu art. 1, que a quarentena fica prorrogada pelo menos até o dia 15 de junho. E o município replicou este prazo do Governo do Estado em relação à prorrogação da quarentena. Isso não tem nenhuma relação como entrar ou não na fase 2 da quarentena. O município já está na fase 2, já está recebendo os protocolos e vai agora consultar a Vigilância Sanitária, e assim que a Vigilância Sanitária der o ok, os setores podem reabrir. Isso pode acontecer antes ou depois do dia 15, não tem nenhum prazo que coincide com a análise feita pela Vigilância Sanitária, tá bom?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Marcela, obrigado mais uma vez. Vamos agora a uma pergunta online, é da Rádio CBN de São Paulo, do jornalista Vinicius Passareli. Vinicius, boa tarde, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, prefeito, a todos. A minha pergunta, primeiro, é para o prefeito Bruno Covas. Ontem a Federação de Comércio aqui de São Paulo emitiu ofício questionando a necessidade do próprio setor ter que arcar com os preços da testagem dos seus funcionários, dizendo que o setor não pode arcar com este ônus, que já está sendo muito atingido pela crise. Queria saber se há algum tipo de conversa na prefeitura com o setor do comércio em relação a isso, se há uma possibilidade da prefeitura ou do estado [ininteligível] com essa testagem. E a outra pergunta é para o governador, sobre o ABC Paulista e a Baixada Santista, os consórcios desses municípios reclamaram em relação à fase em que se encontram. Se há alguma possibilidade de mudar a coloração dessas regiões ainda antes do dia 15.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Vinicius, são duas perguntas. A primeira será respondida, obviamente, pelo prefeito Bruno Covas. E a segunda, pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, sobre o ABC e Baixada Santista. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós solicitamos aos setores que apresentem a sua proposta de protocolo. E a própria Fecomércio, no protocolo que ela apresentou como sugestão, ela prevê a testagem nos funcionários. Então não é a prefeitura que está obrigando a nada, a própria Fecomércio sugeriu que o comércio faça isso. A inteligência de abrir prazo para que as associações apresentem as suas propostas é para que elas possam adaptar às suas necessidades. Muito mais do que a prefeitura dizer qual é o horário de funcionamento, a gente quer ouvir qual é a proposta que eles têm de horário de funcionamento. Então, a obrigatoriedade de testagem vem na proposta que a Fecomércio apresenta, não foi nenhuma imposição da prefeitura de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Vamos então a Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem, Vinicius. Nós apresentamos hoje aqui o imenso avanço, que tanto o ABC quanto a Baixada Santista fizeram ao longo dessa semana. A Baixada Santista já tem o viés pra laranja, o ABC crescendo com isso, a região oeste também, a região norte, as sub-regiões aqui de São Paulo, todas avançando na capacidade hospitalar. Na próxima terça-feira, nós fechamos o número da semana, comparando com essa terça-feira agora, e na quarta nós divulgamos. Se seguir essa tendência, é possível, sim, nós vamos avaliar os números da terça-feira, mas a capacidade hospitalar na região metropolitana de São Paulo vem se fortalecendo, pelo trabalho do governo e dos prefeitos, e a Baixada Santista, já demonstramos hoje o viés de laranja. Então, se fosse aferido hoje, sim, já passaria para a fase laranja. Nós vamos acompanhar até a próxima terça-feira e, se consolidar isso na quarta-feira que vem, o governador João Doria apresenta esses dados, esse avanço das duas regiões.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Vinicius Passareli da Rádio CBN, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora à próxima pergunta, que é presencial, do jornalista Peterson Gobetti, da VTV de Santos. Na sequência, uma virtual, do jornalista Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo. Peterson, obrigado pela sua presença aqui, boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde. Obrigado, governador. Boa tarde, a todos os demais presentes. Governador, a Rede VTV ela cobre duas importantes regiões do estado de São Paulo, que é a região da Baixada Santista, e a região metropolitana de Campinas. Então a minha pergunta vai contemplar essas duas regiões, primeiramente sobre Santos, eu gostaria de saber qual foi o motivo para não reclassificação da fase um para a fase dois? Já que na sexta-feira tivemos aqui uma reunião dos prefeitos da região da Baixada Santista , e eles saíram daqui dando como certa já essa reclassificação. Então só para confirmar se a Baixada permanece na fase vermelha ou na fase laranja? Se o governo pretende tomar alguma medida em relação a alguns municípios que não estão seguindo os protocolos do plano São Paulo, como por exemplo, São Vicente, é um município que já reabriu, tomou essa iniciativa de reabrir os comércios nessa segunda-feira, São Vicente lá na Baixada Santista. E em relação à Campinas eu gostaria de saber se era possível atender os pleitos do prefeito Jonas Donizete, que esteve aqui na segunda-feira, e Campinas está na fase laranja, mas ele está pedindo a liberação para abertura de restaurantes, pelo menos, no horário do almoço, ele entende que seria necessário lá no município. E também a abertura dos comércios por seis horas, e não quatro, como preconiza a fase laranja do plano São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Peterson Gobetti, da VTV de Santos. Eu começo a resposta, e na sequência a complementação, embora parte da sua resposta já tenha sido dito hoje aqui, não há nenhum problema em se reenfatizar pelo secretário Marco Vinholi. Mas em relação aos municípios que não cumprirem as regras do plano São Paulo, eles deverão responder ao Ministério Público, é simples, nós temos regras, elas foram estabelecidas e construída s em conjunto, com prefeitos, com a área de saúde, com a área econômica, com estudo e com princípios. Os que desejarem romper os princípios responderão na justiça, será tarefa do Ministério Público do estado de São Paulo, e eventualmente até do Tribunal de Justiça. A regra tem que ser obedecida, por isso ela foi construída, e foi construída às várias mãos, não é uma ideia de um prefeito, com todo respeito que possa merecer o prefeito desta ou daquela cidade, mas não será pela sua ideia que haverá uma insubordinação, e a determinação de fazer aquilo que ele acha importante na sua cidade. Dialogue com o governo de São Paulo, o diálogo está sempre muito aberto e muito franqueado, e isso é feito através do secretário Marco Vinholi. Mas não tome iniciativas sem nos consultar e sem seguir a orientação do comitê de saúde, e, portanto, a revelia do plano São Paulo. Se assim o fizer e insistir, deverá responder no Ministério Público estadual. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, sobre a Baixada Santista, com os índices de hoje, a gente já demonstra para o viés de fase laranja, se consolidado até a semana que vem, no dia 15 retoma suas atividades condizentes aí com a fase laranja, se tiver assim na próxima quarta-feira. Essa determinação do centro de contingência que nós seguimos aqui. Quanto a São Vicente, eu dialoguei ontem à noite com o prefeito Pedro Gouveia, existe uma necessidade hospitalar lá tamb&eac ute;m, que o governo do estado vai apoiar. E também o pedido, a notificação para que ele possa, a exemplos dos outros prefeitos da Baixada Santista, seguir o momento de quarentena fundamental, tendo em vista os números da Baixada. Quantos aos pleitos do prefeito Jonas Donizete, os pleitos no que tange a capacidade hospitalar, ou seja, a reestruturação do convênio com o Hospital Ouro Verde, a saúde vai sim avançar com isso. E também sobre os leitos da Unicamp, nós estamos programando também um avanço nesse sentido. Então no que tange a capacidade hospitalar nós vamos avançar com Campinas. No que tange ao pedido de alteração referente aos comércios que ele pede para aumentar o horário, não me lembro exatamente, acho que é isso, infelizmente o centro de contingência não permite alteração nesse momento , e as regras estão dadas perante os protocolos e as fases que cada um cidade se encontra.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi. Peterson Gobetti, mais uma vez, obrigado. Obrigado pela sua presença aqui. A próxima pergunta é virtual, é do jornalista Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo, e na sequência teremos Carla Mota, da Rádio Capital, Fábio Diamante, do SBT, e a última pergunta na coletiva de hoje, da Bete Pacheco, da TV Globo, Globo News. Artur Rodrigues, boa tarde. Você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

ARTUR RODRIGUES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, secretários, prefeito. A minha pergunta é o seguinte, após o anúncio da reabertura as ruas do interior ficaram lotadas em alguns lugares, até em shopping center, em regiões como Bauru, Presidente Prudente, Vale do Paraíba. Eu queria perguntar para o governador se diante da sinalização da reabertura esse tipo de efeito na população não era previsível? O que deve ser feito? E uma questão prática, esse mapa que vocês apresentaram tem várias c idades em que a seta permanece estável, eu só gostaria de confirmar se nesse caso são cidades que não evoluíram, não tem viés de alta, nem de baixa, portanto, devem ficar na fase que elas se encontram agora?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Artur, obrigado pela pergunta. Vou compartilhar a resposta com a secretária Patrícia Ellen. Mas antes, mencionar a você, é normal, no primeiro momento de uma reabertura gradual e faseada como essa que nós estamos fazendo, que haja uma certa vontade e desejo das pessoas de frequentarem, ire à aquisição de algum bem, produto ou serviço, que durante o período da quarentena ele não pode fazer. Porém, isso sob a administração correta, e dentro dos princ&iacu te;pios do protocolo estabelecido pelo plano São Paulo, estava previsto e será administrado, administrado com o cuidado também do setor privado, no caso da Associação Brasileira de shopping centers, e no caso do comércio de rua, pela federação das associações comerciais do estado de São Paulo. Duas instituições, aliás, com as quais temos conversado diariamente, hoje mesmo tivemos na reunião virtual, a presença dos presidentes da Abrasc - Associação Brasileira de Shopping Centers, e também da Federação das Associações Comerciais do estado de São Paulo. Assim como dos demais setores, incluindo concessionárias de veículos e outros setores de comércio. Sempre dialogando e buscando o bom entendimento. Agora, a Patrícia Ellen, para complementar.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Então a atuação, como o governador disse, é em algumas frentes, com as associações esse apoio na orientação dos lojistas, donos de estabelecimentos para que eles implementem os protocolos, e também na fiscalização conosco. Com a população no uso das medidas de proteção, tem o trabalho de comunicação importante, que está sendo feito e os protocolos também est&atilde ;o disponibilizados no site. E finalmente o trabalho de vigilância e fiscalização dos próprios prefeitos. A gente já tinha relatos desse descumprimento antes do anúncio do plano São Paulo, o que mudou agora é que a população sabe de uma forma mais clara qual que é o percentual de capacidade para funcionar, qual que é a duração e horário de funcionamento, quais são os protocolos que devem ser utilizados. Então a gente espera que essas denúncias aumentem, o que é bom, e que os órgãos responsáveis sejam acionados, o governador mencionou, o vice-governador também, o papel do Ministério Público nesse processo. Mas o nosso trabalho tem sido esse, a gestão técnica e a transparência para que a população também nos apoie nesse processo de vigilância e cobrança . E que todos sigam a sua parte, porque se a gente não fizer a nossa parte, a gente demora mais para fazer uma retomada bem-sucedida. E o incentivo aqui não é passar de fase, isso aqui não é um jogo, nós estamos falando da proteção das vidas e de retomar a economia de uma forma sustentável. Então a gente tem que estar na fase correta para aquele momento da epidemia. E a sociedade tem feito um papel fundamental até esse momento, respeitando as regras de distanciamento, e é por isso que a gente está fazendo esse trabalho árduo de divulgação dos protocolos para que todos cobrem também a execução deles, e o respeito às medidas restritivas da fase correta para aquela região.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo, obrigado mais uma vez, pela sua participação, e as suas perguntas. Vamos agora à Rádio Capital, de São Paulo, com a jornalista Carla Mota. Carla, boa tarde. Obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Governador, a cidade de Guarulhos atingiu a sua capacidade máxima de ocupação de leitos de UTI no dia de ontem, foi divulgado ontem. Eu gostaria de saber o que o governo do estado está fazendo para socorrer a cidade de Guarulhos, que é a segunda maior do estado. E também saber se existe alguma outra cidade que também é motivo de preocupação para o governo neste momento. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, obrigado pela sua pergunta. Vou compartilhar com o José Henrique Germann, e se necessário, com comentários do Carlos Carvalho, coordenador do nosso comitê. Apenas uma pequena correção, a cidade de Guarulhos não atingiu ainda o seu limite máximo, está 93,4%, esse é o seu índice. O que é elevado, reconhecemos, mas ainda não é a capacidade limite, que obviamente é de 100%. Mas isso já está no radar da saúde, e sobre isso fala José Henrique Germann, e mais uma vez, se o Carlos Carvalho desejar, pode complementar. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não. Carla e demais, nós sempre trabalhamos em rede, e na região ali nós já providenciamos o envio de várias unidades de ventiladores e respiradores no sentido de aumentar o número de leitos. Estamos recebendo entre hoje e sexta-feira mais respiradores, e a cidade de Guarulhos estará contemplada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, é exatamente o que o Germann comentou, são esses dois pontos, primeiro que é um sistema em rede, então temos um sistema de regulação de leitos que tem o mapa do estado, e esses pacientes são absorvidos, a demanda de pacientes é absorvida nesse sistema de rede de leitos. Então felizmente São Paulo em nenhum momento ainda, teve pacientes que não puderam ser atendidos, ou ser adequadamente assistidos. E uma forma de contrabalançar isso &eac ute; distribuir esses ventiladores que estão chegando, já chegaram 740 e tem mais um pool de ventiladores para chegar, e a Secretaria de Saúde vai distribuir proporcionalmente as necessidades de cada região, de cada município. E por outro lado estamos trabalhando na capacitação de mais pessoas para poder manusear não só os ventiladores, mas poder assistir adequadamente esses pacientes graves no ambiente da terapia intensiva.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carlos Carvalho, coordenador do comitê de saúde. Obrigado, Carla Mota, da Rádio Capital, pela pergunta. Vamos agora à penúltima de hoje, é presencial, do jornalista Fábio Diamante, do SBT. Obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor. O Fábio já está residindo aqui no Palácio dos Bandeirantes desde o início da COVID-19. Brincadeiras à parte, Fábio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Quase isso mesmo. A minha pergunta é sobre mudança de fase, o secretário Vinholi ontem e anteontem mesmo, disse aqui que essa mudança de fase, pela palavra do senhor, secretário, certamente ocorreria nesta semana. Inclusive o senhor utilizou a explicação da instalação dos respiradores. Eu queria saber o que houve para isso não acontecer essa quarta-feira, por que na semana que vem. Se houve uma mudança na organização, de ser quinzenal, e se isso está ligado ao fat o de que São Paulo [ininteligível] recorde de casos da Covid e também de mortos. Uma segunda pergunta, governador, o senhor me permite? Para o Dr. Gabardo, que surgiu agora. Doutor, o senhor explicou o aumento do número de casos diretamente ligado à testagem? Essa é a explicação para o aumento? Eu queria saber qual a explicação do número de mortos então. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Vamos então às duas respostas. A primeira com o Marco Vinholi e, na sequência, com o Dr. João Gabardo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem. Bom, o sistema delimita que semanalmente nós apresentamos esses dados, apresentamos até agora de que forma eles evoluíram, e daí, desde o início, com 14 dias, então, se confirmadas as evoluções dessa semana, na quarta que vem, eles passam para a próxima fase. Dentro disso então, hoje nós apresentamos esses dados, qual é o viés nessas regiões, e com isso a gente pode verificar de que forma elas evoluíram ao longo da &ua cute;ltima semana, comparando com a semana anterior. Portanto, nenhuma relação com qualquer tipo de dado. Nós apresentamos as médias, seja ontem, das duas quinzenas de maio, seja hoje, com a apresentação do secretário Rodrigo Garcia, que demonstra uma desaceleração no número de casos aqui no Estado de São Paulo. Portanto, seguimos a métrica implementada pela ciência e pelo Comitê de Contingência.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. E agora sim, o médico João Gabardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: Não houve, não está havendo nenhuma evidência na aceleração do número de óbitos. Normalmente, nas terças-feiras, por conta de um atraso nas informações que ocorrem nos diversos municípios no final de semana, as informações sobre os casos novos notificados, confirmados, e as informações sobre óbitos, elas ficam, se acumulam um pouco para terça-feira. Isso é normal, acontece no Brasil inteiro. Na segunda, se carregam os dados do final de semana, essas informações são repassadas ao Ministério da Saúde, e essas informações aparecem geralmente nas terças-feiras. Agora, eu insisto que a comparação da semana passada com a semana anterior, ela não mostra aumento na tendência, na velocidade, no número de óbitos. Pelo contrário, ela mostra uma redução no percentual de crescimento do número de óbitos. Não significa que o número de óbitos absoluto, ele esteja reduzindo, claro que não. Se nós tivemos 200 óbitos numa determinada semana, na semana seguinte nos vamos ter 180, 150 óbitos, isso é o que nós consideramos como uma redução no indicador do [ininteligível] deste indicador importante, que é a contabilidade aí do número de óbitos, registro dos número s de óbitos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Fábio Diamante, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora à última pergunta, da TV Globo, GloboNews, jornalista Bete Pacheco. Bete, boa tarde. Prazer em tê-la aqui mais uma vez, sua pergunta, por favor. Se quiser ajustar o microfone um pouquinho, fique à vontade. É, melhor.

REPÓRTER: Na verdade, são duas dúvidas técnicas, na área de saúde. Primeiro, eu queria saber se o governo vai passar a divulgar diariamente ou semanalmente o número de ocupação de leitos por regiões do estado. E por que se decidiu, desde o começo, fazer a notificação [ininteligível] do aumento do número de casos, a partir da notificação em si, da comprovação da Covid, e não se pensou no primeiro sintoma, o que talvez seria um mapeamento mais verídico, como outros países fazem, a Alemanha por exemplo? São essas duas dúvidas, por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bete. Vamos então passar para a saúde, o esclarecimento às duas dúvidas da jornalista Bete Pacheco. Deixo então à vontade, ou o Germann ou o Carlos Carvalho, com comentários do João Gabardo, sobre a primeira questão, da ocupação dos leitos, e depois o tema da notificação.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ininteligível]

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Tá. Com relação à ocupação dos leitos por região, é isso?

REPÓRTER: Isso.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, na realidade, esses pacientes, eles são avaliados e, dependendo do protocolo, que é baseado no grau de insuficiência respiratória, ele é orientado para internar num leito de isolamento, num quarto, ele vai para a UTI, ou, se não preencher um critério de gravidade, ele é orientado para retornar à casa e ser monitorado. No início, era essa a maior parte da orientação. À medida que conseguimos abrir um número de leitos maior, principalmente no munic&ia cute;pio de São Paulo, esses pacientes, que começaram a procurar um sistema de saúde para ser atendido, se ele já tivesse algum grau de hipoxemia, ou seja, se a taxa de oxigênio no sangue começasse a ficar abaixo do normal, com isso, uma menor parte desses tem risco de progredir e de entrar nitidamente em [ininteligível] respiratória, a prefeitura começou a absorver esses pacientes mais precocemente, porque existia um número de leitos que foi propiciado em relação a isso. Então, são protocolos que nós vamos ajustando de acordo com a demanda dos casos ou não. Então, a prefeitura de São Paulo, graças a esses hospitais de campanha principalmente, ou a adaptação que ocorreu no Emílio Ribas, no Hospital das Clínicas, em outros hospitais da rede, conseguiram absorver esses casos menos graves, nesse primeiro momento. E o gra nde problema, não só aqui em São Paulo como foi no mundo inteiro, são os pacientes que, saindo dessa fase, evoluem para uma gravidade maior e precisam de terapia intensiva. Se você olhar os números, desde o início, sempre a ocupação de leitos de enfermaria, vamos chamar assim, de quartos, não de UTI, sempre ficou na faixa de 60%, um pouquinho mais, um pouquinho menos, enquanto as de UTI chegaram a bater 90%, como foi comentado aqui algumas vezes, até acima. Quando chega nesse nível, acende uma luz amarela enorme, aí uma série de ações são feitas para acomodar isso, para não esperar chegar no 100%, que aí é o caos. Então, os ajustes são feitos direto na parte de regulação da Secretaria da Saúde, que trabalham junto tanto o estado como o município, tanto a CROSS como a [ininteligível] absorve m esses pacientes.

REPÓRTER: Mas a divulgação da ocupação dos leitos, vai ser feita de maneira regional? A gente vai ficar sabendo...

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Ah, sim. Sim, leva-se em conta a região, isso, exatamente. Você tem as áreas... Agora entendi melhor. Você tem os centros, assim, numa determinada região você tem a regionalização, os hospitais que estão recebendo maior aporte para equipamentos, maior aporte para dar conta daquela região. Todo o estado está dividido nessas regiões, e proporcionalmente ao número de casos que vai chegando, você vai fazendo esse ajuste, esse acerto.

REPÓRTER: Vai ser feita essa divulgação?

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Ah, essa divulgação, sim. Se espera que seja transparente, que vai estar nesse próprio portal--

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Estará no portal.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: ... disponível, isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tanto [ininteligível] estará no portal, Bete. Bem, Carlos Carvalho, obrigado. Germann, quer fazer algum comentário?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Sim. Só para complementar, nós temos o Censo Covid, e dentro do Censo Covid a gente tem por município, todas as porcentagens de ocupação. Isso está sendo incorporado, no sentido de divulgação do próprio Censo publicamente. Quanto à sua pergunta, a segunda pergunta, desde o início da epidemia, nós estávamos testando e notificando os casos internados, os casos que tinham atendimento hospitalar, isto era para o Brasil todo, para uma orienta&cc edil;ão do Ministério da Saúde. Isso evoluiu, hoje a gente não trabalha só com a questão da notificação do Covid, mas também da síndrome respiratória aguda grave, que é o que inclusive, talvez tão importante quanto. E nesse sentido então nós estaremos trabalhando nos pacientes ambulatoriais, e não mais só aqueles pacientes internados. [ininteligível] para fazer alguma... Ok, então era isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Germann. Obrigado, Bete. Saudade das suas matérias sobre artes e espetáculos. Sempre fui um acompanhador e um admirador do seu trabalho nessa área, mas em breve você já terá possibilidade de comentar com os Drive-ins Culturais, que começam agora nas próximas duas semanas, no Memorial da América Latina, no Allianz Parque, talvez em outros locais também. Inicialmente, com cinema, e depois com outros espetáculos, e em breve, quando tudo isso passar, vamos acompanhar a Bete Pacheco dando as boas dicas de artes e espetáculos em São Paulo. Pessoal, muito obrigado a todos, uma boa tarde e amanhã temos a coletiva da saúde, neste mesmo horário. Obrigado, boa tarde, fiquem em casa.