Coletiva - Governo de SP implanta 50 novos centros de acolhida para pessoas em situação de rua 20200106

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Coletiva - Governo de SP implanta 50 novos centros de acolhida para pessoas em situação de rua

Local: Capital - Data: Junho 01/06/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença de todos. Hoje, segunda-feira, 1 de junho, vamos dar início à nossa coletiva de imprensa. Aqui ao nosso lado o General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, Jos é Henrique Germann, secretário da Saúde, membro do Comitê de Saúde, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Coronel Camilo, secretário executivo da Segurança Pública, João Gabardo, médico e integrante do Comitê de Saúde, do qual é o coordenador executivo, e o pneumologista do Incor do Hospital das Clínicas, Carlos Carvalho, integrante do Comitê e, a partir de agora, por esta quinzena, coordenador do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. A cada 15 dias, como todos já sabem, temos feito um rodízio, com os membros do Comitê. Dr. Dimas Covas cumpriu brilhantemente o seu papel na última quinzena, sucedendo a Helena Sato, que cumpriu também brilhantemente esse papel, cuja origem foi dada esta responsabilidade ao Dr. David Uip, q ue continua atuando no Comitê, não mais como coordenador, mas continua atuando como um dos 18 membros. Quero dar as boas-vindas ao Dr. Carlos Carvalho, na condição agora de coordenador desde comitê executivo. Também mencionar a presença da Bia Doria, presidente do Fundo Social do Estado de São Paulo, aqui presente, do secretário Flavio Amary, secretário de Habitação, e também do secretário Cléber Mata, de Comunicação. Agradecer a presença dos jornalistas, das jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e técnicos que aqui estão, em especial os que estão transmitindo ao vivo, TV Cultura, TV RecordNews, BandNews e TV BandNews, a TV Alesp, TV Rede Vida, Rede Brasil, TV UOL e a TV Jovem Pan. E agradecer a todos os demais veículos que aqui estão r epresentados, e os que estão também remotamente participando desta coletiva. E agradecer você que está em casa, acompanhando esta coletiva de imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Nas mensagens de hoje, eu queria começar falando sobre o Plano São Paulo. A responsabilidade que temos com o Plano São Paulo, que quero deixar muito claro a todos que estão nos assistindo, nos ouvindo e nos acompanhando, nós não suspendemos a quarentena em São Paulo. Nós estamos numa nova quarentena, que vai até o dia 15 de junho. O que o Governo de São Paulo está fazendo é fornecer critérios, dados e procedimentos, com base na ciência e na medicina, para que cada município e região do Estado de São Paulo acompanhe a evolução da epide mia e possa, gradualmente, aplicar a Retomada Consciente, dentro, rigorosamente dentro da orientação do Plano São Paulo. E a partir daí, poderão adotar medidas de uma abertura cuidadosa, consciente e responsável, para alguns serviços e comércio. Mas para isso deverão seguir, repito, rigorosamente a orientação do Plano São Paulo e das cinco etapas: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul, que constam do Plano São Paulo. E sobre isso, a secretária Patrícia Ellen, juntamente com o secretário Marco Vinholi, ainda falarão hoje nesta coletiva. Quero também dizer que, num segundo, numa segunda mensagem, que é sobre os acontecimentos na Av. Paulista ontem, domingo. O Governo do Estado de São Paulo volta a repetir que não cerceará nenhum direito à ma nifestação, seja de quem for, seja para qual lado estiver fazendo o seu protesto, a sua manifestação. O Governo do Estado de São Paulo garantiu e garantirá direito de manifestação a quem quer que seja. Todos têm direito a se manifestar, mas ninguém tem direito a agredir. Por isso, estamos em acordo com a prefeitura do município de São Paulo, para que, a partir de agora, não tenhamos mais duas manifestações no mesmo local, no mesmo horário, no mesmo dia. Graças à intervenção da Polícia Militar, ontem na Av. Paulista, evitamos uma situação de confronto que poderia trazer resultados gravíssimos, de pessoas feridas de parte a parte. Por isto, a decisão de orientar os grupos pró-governo Bolsonaro e os grupos pró-democracia, para que utilizem dias distintos para suas manifestações e façam com liberdade plena e, obviamente, com o acompanhamento e proteção da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A orientação é para que sejam, possam fazê-lo aos finais de semana, repito, em dias distintos, e jamais no mesmo dia, no mesmo horário e no mesmo local. O local poderá ser o mesmo, porém em dias diferentes. E poderemos alternar também, como forma de garantir o direito igual às duas diferentes faces que temos nessas manifestações, pró-Bolsonaro e contra Bolsonaro. A posição da Polícia Militar não é nem a favor de um lado nem de outro. Mas quero registrar aqui que estamos assistindo um momento muito difícil da vida do país. Manifestações ocorreram em várias capitais brasileiras, não foi apenas em São Paulo. Tudo que nós não precisamos neste momento & eacute; de confronto, o confronto não fortalece a democracia. Ao contrário, enfraquece e justifica, lamentavelmente, o discurso autoritário daqueles que pretendem retomar a ditadura no Brasil e desejariam justificar, por confrontos públicos em ruas, praças e avenidas, a necessidade de intervenção militar. A resposta de São Paulo é não, aqui não. Por isso mesmo, vamos instruir, para que manifestações possam ocorrer em dias distintos. E não há nenhuma razão para que qualquer movimento autoritário venha a justificar conflitos de rua ou manifestações de parte a parte, para apoiar um projeto autoritário no país. Nós já vivemos a pior crise de saúde do século, a mais grave crise social, a mais grave crise econômica, e agora a maior agressão à democracia, desde a ditadura, em 1964. Chega. O Brasil não pode suportar circunstâncias como essa no momento em que temos que, todos, estarmos unidos para combater o vírus. Não faz sentido valorizar e apoiar nenhuma medida autoritária. E deixo aqui uma reflexão para os que estão nos assistindo, ouvindo, lendo e acompanhando: Qual é o sentido de um presidente da República desfilar a cavalo em meio a 30 mil mortos pelo Corona Vírus? Qual é o sentido? Qual é a razão? O que ampara um ato desta natureza em meio a uma pandemia? Mais de 500 mil brasileiros adoentados, milhares que já perderam suas vidas. O presidente passeia a cavalo enquanto a pandemia galopa. Bolsonaro passeia a cavalo e a crise econômica segue sem rédeas. Volto aqui, como governador de São Paulo, a fazer um apelo ao presidente da República, para que ele assuma o seu verdadeiro e real papel de presidente da República do Brasil. Pr esidente Bolsonaro não é presidente apenas de bolsonaristas e daqueles que o defendem, protegem e apoiam. Ele deve ser o presidente de todos os brasileiros. Se tiver gestos de paz, presidente, o povo saberá compreender e respeitará. Enquanto o senhor tiver gestos divisionistas, utilizando redes sociais ou outros mecanismos para hostilizar os brasileiros que não lhe apoiam, a dificuldade de vencer a pandemia e salvar vidas será ainda maior. Volto a repetir, como governador de São Paulo: Presidente Bolsonaro, a hora não é de divisão, a hora é de união, união pela paz, pelo entendimento e pela vida de milhões de brasileiros. As informações de hoje: O Fundo Social do Estado de São Paulo lança hoje a Campanha Inverno Solidário 2020. A campanha começa amanhã e v ai até o dia 22 de setembro. O objetivo é arrecadar cobertores, cobertores novos para ajudar as pessoas, principalmente as pessoas em situação de vulnerabilidade social, as pessoas em situação de rua, em todo o Estado de São Paulo, durante o período do inverno. Em razão da pandemia, serão arrecadados este ano apenas cobertores novos, evitando assim o risco da transmissão, da manipulação de peças usadas. Criamos vários pontos de doação em todo o Estado de São Paulo, para que pessoas, empresas e organizações possam fazer suas doações. Queria apresentar a vocês o comercial, que começa a ser veiculado a partir de amanhã, do Inverno Solidário.

[EXIBIÇÃO DE VÍDEO]:... não se esqueça de quem não tem casa. A Campanha Inverno Solidário precisa de você, da sua solidariedade. Faça uma boa ação, doe cobertor para quem precisa, principalmente nesses dias de muito frio. Sua ajuda pode salvar uma vida. Seja solidário nesse inverno. Para mais informações e pontos de coleta do Inverno Solidário, acesse invernosolidario.sp.gov.br.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E hoje, já no nosso Comitê Empresarial Solidário, chegamos a... Apenas hoje, R$ 51 milhões em novas doações. Em recursos, produtos e serviços, inclusive 60 mil novos cobertores doados, no primeiro dia, antes mesmo do início da nossa campanha. O Comitê Empresarial Solidário já somou em doações para combater o Corona Vírus e evitar prejuízos ainda maiores aos desempregados, desfavorecidos e aos que estão em situação de pobreza ou extrema pobr eza, R$ 717 milhões em doações. Certamente é um patamar que fica na história de São Paulo como exemplo de solidariedade de empresas, organizações e pessoas, que, em nosso estado, têm bom coração, são solidários e são generosos com quem mais precisa. Apenas hoje pela manhã, nove empresas totalizaram R$ 51 milhões em doações. No total, este Comitê Empresarial Solidário tem a participação de 362 empresas, todas elas do setor privado, empresas nacionais e multinacionais. Os R$ 717 milhões já arrecadados estão sendo utilizados em ações do governo para enfrentamento à pandemia do Corona Vírus, permitindo o atendimento às camadas mais pobres da população, através da doação de cestas do Alimento Solidário, as cestas de produtos de higien e e limpeza, respiradores, testes, equipamentos de proteção individual e Merenda em Casa. Quero, como governador de São Paulo, agradecer, em nome de todos, todos os doadores, por este exemplo de solidariedade, que fica na história do país. O comitê continua ativo, e manterá as suas reuniões e suas doações enquanto tivermos o enfrentamento da pandemia. Terceira informação de hoje, o governo implantará a partir de manhã 50 novos alojamentos para pessoas em situação de rua. Se Secretaria de Desenvolvimento Social, tendo a Célia Parnes, secretária aqui presente, como titular. A coordenação disso com prefeituras municipais no estado de São Paulo. O governo do estado vai repassar R$ 0,5 milhão e doar mil camas e colchões para implantação desses alojamentos provisórios em 50 municípios do estado d e São Paulo. Foram escolhidas cidades com mais de 100 mil habitantes, com o maior número de pessoas em situação de rua, e de acordo com os dados dos municípios e da Fundação SEAD. Sendo essas as informações de hoje, começo nas intervenções com a secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes, que pode dar um pouco mais de detalhes, de forma breve, sempre, sobre esses dois novos programas, o programa dos alojamentos sociais, e também o programa do comitê empresarial solidário, que já na sua primeira reunião arrecadou 60 mil cobertores novos para a população em situação de rua. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos. Iniciando então os três anúncios dessa frente de proteção social, começando com a campanha, que o fundo social presidido aqui pela nossa primeira dama, Bia Doria, aqui presente, lança hoje a campanha do Inverno Solidário. Uma campanha que os senhores podem ver aqui ao lado já a caixa, são 40 mil caixas como essas distribuídas pelos 645 municípios, a campanha inicia-se amanhã e vai até o dia 22 de setembro, sendo a marca do final do inverno. O objetivo é justamente a arrecadação de cobertores novos para ajudar pessoas em situação de maior vulnerabilidade social a enfrentar o período de frio. Em razão da epidemia do Coronavírus, serão arrecadados apenas cobertores novos, evitando assim o risco de transmissão na manipulação de peças usadas. Para saber aonde ficam os pontos de coleta mais próximos, o fundo social disponibiliza um site exclusivo para essa campanha, que é o www.invernosolidario.sp.gov.br. As doações serão integralmente destinadas a organizações da sociedade civil, hospitais e centros de acolhida para pessoas em situação de rua em todos os municípios do estado. Segundo anúncio, conforme o governador mencionou, é em relação ao grupo empresarial solidário, que é composto por 362 empresas e fundações da iniciativa privada. Que somente na manhã de hoje, contribuiu com mais de R$ 50 milhões entre serviços, produtos e recursos financeiros. Todas as contribuições estão sendo destinadas a ações de proteção social e de saúde do governo do estado, justamente voltadas à essa parcela de mais baixa renda da população, sobretudo, as que vivem em comunidades. Até a data de hoje o comitê empresarial solidário já doou R$ 717 milhões para o estado de São Paulo. Essa mobilização não encontra paralelo na nossa história, muito sensibilizante, muito relevante em momentos como esse que estamos vivendo. E finalmente o terceiro anúncio. O governo do estado de São Paulo implanta 50 novos centros de acolhida para pessoas em situação de rua. S& atilde;o centros temporários de abrigamento, que poderão ter seus itens, inclusive, patrimoniados pelos municípios. Os municípios foram priorizados conforme a dimensão da população de pessoas em situação de rua. Os centros contarão com os seguintes itens, camas, colchões, travesseiros, lençóis, cobertores, toalhas, máquinas de lavar, micro-ondas, instalação de chuveiros elétricos e guarda-volumes. Acompanha um manual orientativo para implantação, elaborado em parceria com a Secretaria de Saúde, nosso secretário José Henrique Germann coordenando esse trabalho, com todas as informações sobre os cuidados sanitários em relação ao Coronavírus. Ao longo desses 70 dias mais de 30 ações e novos programas integram o plano de proteção social do governo do estado. M uito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes. Importante destacar a atenção que o governo do estado de São Paulo vem dando desde o início da pandemia à proteção social do estado, aos mais pobres, aos mais humildes, aos desprotegidos, desempregados, aqueles que estão em situação de pobreza, ou extrema pobreza. Por isso o alimento solidário são 4 milhões de cestas do alimento solidário distribuídas entre maio, junho, julho e agosto deste ano, c ada cesta atendendo quatro pessoas, uma família de quatro pessoas durante 30 dias. Igualmente a cesta de produtos de higiene e limpeza, ambas já apresentadas aqui de forma detalhada pela secretária Célia Parnes. O programa também do fornecimento agora de máscaras de pano, como esta que eu estou usando, quatro máscaras, junto com cada cesta para cada família. O programa também da Merenda em Casa, mais de 750 mil merendas por mês disponibilizadas para os alunos da rede pública de ensino do estado de São Paulo, através do cartão PICPAY, para que esses alunos possam ter acesso à merenda que deixaram de ter presencialmente enquanto não tivermos as aulas presenciais. Neste momento estamos tendo aulas virtuais. Os programas também de proteção às pessoas em situação de rua, como o Bom Prato, que já a partir dessa semana ser&a acute; gratuito para as pessoas em situação de rua, em todo o estado de São Paulo. Cobrava-se R$ 1, agora não se cobra nada no período da pandemia para atender a população em situação de rua. A isenção de multa, e o não corte de gás, luz e água para esta mesma população desfavorecida em todo o estado de São Paulo. E agora o programa que vai fornecer cobertores também para a população em situação de rua, é o olhar social, o que representa uma obrigação para um governo, em atender este segmento da nossa população. E é exatamente isso que nós estamos fazendo, cumprindo o nosso dever, cumprindo a nossa obrigação. Agora eu vou pedir a intervenção da Patrícia Ellen, junto com o Marco Vinholi na atualização do plano São Paulo, apresentado em detalhes na semana passada, e que segue o seu curso nesta semana. E a Patrícia Ellen dará também os indicadores de isolamento social do sábado e do domingo, os dias 30 e 31 de maio. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Começando pelo plano São Paulo, alguns pontos importantes com base em questionamentos, no diálogo que tivemos bastante intenso nesses últimos dias, tanto com as prefeituras, quanto gestores de diversas áreas e atividades que estão retomando lentamente. A primeira coisa, 90% da população continua em duas fases aqui, que é a um e dois, a fase vermelha de alerta máximo, e a fase laranja, de controle. Nessas duas fases a epidemia continua crescendo, a gente precisa de uma atenção especial, manter o trabalho do isolamento, e essa pequena retomada que está acontecendo ela está sendo feita de uma forma extremamente cuidadosa, e que para que a epidemia seja controlada no estado, nós precisamos trabalhar aqui mantendo o trabalho de isolamento, e também na implementação dos protocolos setoriais, protocolos de distanciamento, protocolos de higiene, que foram todos disponibilizados com base no diálogo realizado com setores nas últimas semanas. A velocidade desse crescimento deve ser controlada, da epidemia, e junto com ela a capacidade do nosso sistema de saúde, é um grande pilar que está sendo monitorado diariamente, para que essa retomada consciente aconteça. Lembrando que a retomada é em cinco fases, alerta máximo, controle, a fase amarela, chamada de flexibilização, onde iniciamos uma flexibilização maior. A fase quatro, que é de abertura parcial, há uma flexibilização adicional. E a fase cinco, que é a azul, aí sim o normal controlado. Por que controlado? Enquanto não tivermos a cura precisamos manter a utilização dos protocolos de higiene e de distanciamento. A diferença entre as fases dois, três, quatro e cinco é exatamente a gradação de abertura dos estabelecimentos e os tipos de estabelecimentos que podem funcionar. O trabalho de divulgação que nós estamos fazendo nesses últimos dias é voltado às atividades que haviam sido interrompidas em decretos estaduais. Outras atividades não haviam sido interrompidas, para essas nós temos protocolos, por isso que elas não estão presentes no decreto do plano São Paulo. No decreto nós falamos de comércio, serv iços, shopping center, galerias, estabelecimentos congêneres, esses inclusive podem iniciar uma retomada gradual, a partir da fase dois, que é a fase de controle, com 20% da capacidade, horário de funcionamento de quatro horas, e os protocolos implementados. Os outros setores são consumo local, e aí é principalmente bares e restaurantes, salões de beleza a afins podem voltar a retomar gradualmente também na fase três, que é a de flexibilização com 40% da capacidade, esses e os demais setores que eu já mencionei, e seis horas de funcionamento, todos com os protocolos implementados. Na fase quatro, que é a fase de abertura parcial, nós incluímos também o setor de academias e congêneres, onde nós passamos a funcionar com esses e os setores anteriores com 60% da capacidade, e oito horas de funcionamento. E aí no normal controlado, os dem ais setores, e principalmente eventos e aglomerações. Lembrando que em todos esses setores nós estamos agora recebendo e dialogando sobre outros modelos, outros formatos, e também levando todas as dúvidas e sugestões para consideração do centro de contingência. Mas essa retomada gradual, e a implementação dos protocolos é muito importante para que possamos seguir com esse processo. Eu gostaria de lembrar que a classificação de cada região em fases do plano é feita semanalmente, às quartas-feiras com os dados finalizados até terça-feira. É importante isso, porque todos estão acompanhando os indicadores diariamente. Por que é semanal, é exatamente para garantir essa consistência de olhar para os dados dos últimos dias. E olhando se a gente está com o crescimento controlado da epidemia, ou seja, com u ma desaceleração do crescimento, e olhando também a capacidade instalada e ocupação dos nossos leitos de UTI COVID-19. Por último, dois pontos fundamentais aqui, um é o nosso compromisso com a testagem, nós estamos fazendo um trabalho não somente com a testagem estadual, mas um apoio aos prefeitos para testagem municipal, teremos reunião ainda essa semana com os prefeitos, para que essa iniciativa se fortaleça. E também temos um grupo de testagem privada que foi anunciada nessa sexta-feira, com selo de testagem para apoiar também os empregadores nesse processo. Para finalizar, agradecemos a população, a gente está aqui esclarecendo dúvidas, mas a boa notícia é que os cidadãos paulistas e as cidadãs entendem que a gente precisa continuar fazendo a nossa parte, o isolamento social desse domingo foi de 53% no estado, de 55% na capita l. Então parabéns aos cidadãos e às cidadãs, a gente sabe o desafio que a gente tem pela frente, mas o mais importante é que a população continua comprometida, e entendendo que essa retomada é gradual, e é consciente. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. Marco Vinholi, uma breve atualização. O Marco Vinholi é secretário de Desenvolvimento Regional, ele tem o encargo do diálogo com prefeitas e prefeitos do interior, da região metropolitana e do litoral de São Paulo, e obviamente participa dos entendimentos com o prefeito Bruno Covas. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, governador. Boa tarde, a todos. Primeiro registrar alguns números que comprovam aí a efetividade do combate ao Coronavírus aqui no estado de São Paulo. Nós anunciamos anteriormente a expectativa de chegar até o fim do mês de maio, em 645 municípios do estado de São Paulo. Isso desacelerou e hoje nós chegamos em 525 cidades, portanto, 120 cidades a menos da expectativa gerada anteriormente delimitando essa desaceleração no interior do estad o de São Paulo. Também em número de óbitos, se a expectativa anunciada era de 9 a 11 mil, chegamos a 7.615, portanto, um número 30% inferior a expectativa dada pelo centro de contingência. A letalidade que também caiu de 8.9 para 6.9 registrada hoje, também delimitando a capacidade hospitalar do estado de São Paulo crescente ao longo deste período e a participação de São Paulo nos casos do Brasil. O governador João Doria, através do isolamento social de mais de 60 dias e a sequência de um processo em que mais de 86% da população do estado utiliza máscaras hoje, conseguiu fazer cair de 68% a participação no Brasil para 24 na semana passada, para 21% dos casos hoje, comparando São Paulo com o Brasil. Posto isso, São Paulo segue para o modelo de retomada consciente, um modelo de retomada pactuado com os seus prefeitos. Ho je nós temos aqui o prefeito Adriano de Guararema, o prefeito Rodrigo de Suzano, o prefeito Jonas Donizetti que é o presidente da frente nacional de prefeitos, tem dado uma colaboração muito importante no que tange ao conselho municipalista. E nós avançamos hoje, em uma boa reunião pela manhã, que além de delimitar esse processo de parceria na testagem com os municípios do estado de São Paulo, constrói em conjunto a evolução deste processo. É evidentemente, e claro que todos os municípios que estão na fase vermelha querem ir para a fase laranja, todos os municípios que estão na fase laranja querem ir para a fase amarela e o governo do estado também quer isso, mas nós vamos fazer isso através de duas estratégias fundamentais, a primeira delas, aonde existe uma evolução da pandemia mais acelerada, o isola mento social e a utilização de máscaras. E a segunda delas, aonde existe uma taxa de ocupação mais alta, a capacidade hospitalar crescente. O governo vem fazendo um grande trabalho para aumentar essa capacidade hospitalar e nós entendemos que passo a passo essa construção será conjunta. Por fim, só registrando aqui, fica evidente que o diálogo e cada vez mais o fluxo de informações e dessa construção com os prefeitos, será diário. Os prefeitos lutando para poder sair das fases que estão, para melhorar a fase daquela cidade, mas as atualizações serão sempre às terças-feiras, com uma base de dados semanal e na quarta-feira o anúncio desse progresso. Porque, fundamentalmente, se compara uma semana com a semana anterior. E dentro disso nós vamos, ao longo do tempo, fazendo as regiões melhorarem no qu e tange ao combate ao Coronavírus. Mas também deixar de forma muito clara que, quando necessário, aquela região terá um endurecimento ou uma flexibilização. Esse processo heterogêneo gera isso, uma parceria de estado e municípios que vai, ao longo das próximas semanas, se consolidar com um processo de construção conjunto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Marco Vignoli. Vamos agora para a segurança pública, antes de passar a palavra ao general Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, volto a mencionar que o fortalecimento da democracia exige tolerância com opiniões contrárias, mas exige também, serenidade e controle, controle para que as manifestações sejam públicas, sejam livres, mas sem agressões. Nem agressões de parte a parte, nem agressões ao patrim&ocir c;nio público, nem ao privado. Fortalecer o direito à democracia é um princípio que nós defendemos, mas sempre preservando a vida das pessoas que participam dessas manifestações, a ordem e o patrimônio público. Com a palavra o general Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

JOÃO CAMILO PIRES DE CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado senhor governador, senhores e senhores, boa tarde. Algumas ideias que eu tenho que considerar. O sistema de segurança pública, ele tem algumas missões: proteger as pessoas, preservar o patrimônio, manter a ordem, garantir a liberdade de expressão. Ele não tem lado, o lado sistema de segurança pública é o lado da ordem, é o lado da lei. Ontem a Polícia Militar de São Paulo atuou para que dois grupos antag&oci rc;nicos pudessem se manifestar e estivessem preservados. A PM evitou ontem, senhor governador, um conflito que poderia ter consequências indesejáveis. Foi firme, seus pelotões conseguiram manter a distância, atuando bem fechados, bem organizados e com a presença dos comandantes dos batalhões, do comandante da área e do próprio comandante do policiamento da capital. Ali, viu-se a ação de comando integral. Tivemos, por incrível que pareça, dois feridos com ferimentos leves, um que foi assaltado por um grupo de skinhead, que foi levado à Santa Casa, um fotógrafo, um outro cidadão que teve um ferimento no pé. Toda manifestação pacífica tem a proteção da PM. O senhor governador, como já foi dito no texto, como coronel Camilo tem explicado nas entrevistas, a preservação da ordem e a preservação das pess oas. Já falei que nem todos foram ontem à Paulista, governador, para manifestar-se serenamente, exercendo o seu direito de fazê-lo. Houve provocações, houve agressões e que acabaram desandando naquilo que nós vimos. As nossas forças de segurança agem, como eu já disse, para proteger as pessoas e evitar, sempre, o conflito e a violência. A polícia de São Paulo é a melhor polícia militar do Brasil e está preparada, todos sabemos disso, para garantir esses direitos e manter a segurança das pessoas. Nas próximas manifestações nós vamos clicar ainda mais, buscando a efetividade no controle do material que se levam às manifestações, como também, desde ontem à noite no Copom, já estamos trabalhando para que essas manifestações ocorram, como bem disse o governador e já é ordem, em dias separados para que não possa haver o conflito. Se o senhor me permitir, eu gostaria que o coronel Camilo fizesse um breve complemento no que tange ao preparo da Polícia Militar, algo que ele domina muito bem.

ALVARO BATISTA CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Senhor governador e a todos os presentes, secretário. Queria destacar, governador, o treinamento da polícia de São Paulo. Muitas vezes se questiona, é a primeira coisa que se fala, mas deixar bem claro que a polícia de São Paulo foi, no mundo, buscar as melhores instruções, as melhores formas de combater não só a área criminosa, mas também as manifestações. Esteve em Londres, França, Japão, Coreia , Israel, Estados Unidos, buscando as melhores práticas. E isso governador, no seu governo foi mais incentivado. Mais de 300 policiais, o ano passado, estiveram fora do país, treinando lá fora, e no controle de multidões, que é o que foi usado ontem. A polícia, ela impediu que um grupo caminhasse em direção ao outro grupo e usou, para isso, essas técnicas de controle de multidão. A primeira delas é aquela dissuasão, a formação policial evitando que eles se aproximem, num segundo momento, o uso de munição química, as bombas de efeito moral, lacrimogêneo e [ininteligível]. E, se necessário, teria ainda mais ações nessa progressão, uso progressivo da força. Então, só para deixar bem claro, a polícia está bem treinada, ela garante a liberdade de expressão como bem destacou o gener al Campos, e isso será mantido sempre que for de forma pacífica. Quebrou a ordem e essa é a orientação do governo do estado de São Paulo, ela será reestabelecida. Obrigado senhor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado coronel Camilo, secretário Executivo de Segurança Pública, obrigado GENERAL Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Agora, vamos para o campo da saúde com os números, com o nosso secretário José Henrique Germann e, na sequência, Dr. Carlos Carvalho e Dr. João Gabbardo. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado governador, boa tarde a todos. O Brasil, nos seus números de ontem, ultrapassam já meio milhão de pacientes confirmados e com 29.314 óbitos, cerca de, aproximadamente, 7%. Em São Paulo nós passamos a casa dos 100 mil, estamos com 111.296 casos confirmados, e óbitos 7.667 também em torno aí de 7%. Nossas internações foram em torno de 4 mil, estão em 4.681 para UTI e 7.777 para leitos clínicos de enfermaria, sejam para casos confirma dos ou também casos suspeitos. Nossas taxas de ocupação são de 69.3% para o estado de São Paulo e 83.2% para a Grande São Paulo. Tivemos, como altas confirmadas, 21.476 pacientes para a casa. Hoje o hospital de campanha do Ibirapuera chega a um mês de funcionamento. Tivemos lá 693 atendimentos com 394 altas, dois óbitos, pacientes internados hoje, está com 200 pacientes, 74% de ocupação. Gostaria de lembrar, como disse o governador, a quarentena continua, nós temos até o dia 15 de junho essa quarentena de agora e isso tem que ser lembrado, principalmente, o fique em casa e, se necessário, quando sair, use máscaras, sempre. Eu gostaria também de dar boas-vindas ao Dr. Carlos Carvalho como o coordenado do centro de contingência para os próximos 15 dias e também pediria a ele para fazer os seus comentários a respeito dos respiradores, que foi um assunto que ele sempre tratou conosco. Muito obrigado e boas-vindas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Germann. Vamos agora, eu quero também renovar as boas-vindas ao Dr. Carlos Carvalho que já fazia parte desde o início do comitê de saúde, organizado pelo Dr. David Uip e agora, nessa nova quinzena da quarentena, assume a sua responsabilidade como coordenador do comitê de saúde. Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA NO COMBATE AO CORONAVÍRUS: Boa tarde a todos, obrigado governador, obrigado ao secretário Germann. Estou iniciando aqui essa quinzena, na realidade, uma função que qualquer um dos 18 membros teria capacidade, apesar da responsabilidade de substituir David Uip, Helena Sato e Dimas Covas, é uma responsabilidade adicional a mais. Mas a missão desse centro de contingência é trazer informações na área da saúde para que o governo do estado, nosso governador possa tomar as decis&ot ilde;es necessárias para o controle de uma pandemia completamente inesperada no mundo. Os dados de São Paulo, como foram apresentados aqui, mostram que o trabalho tem sido feito de uma maneira bastante exitosa, Veja, apesar do secretário Vignoli apontar que o centro de contingências falhou nas suas previsões, felizmente falhou porque fez previsões um pouco mais graves do que a realidade se mostrou. E isso é decorrente das ações que foram tomadas pela Secretaria da Saúde, pelo governo de São Paulo, ações que tiveram uma receptividade da população. Então, grande parte da população ficou em casa no momento que tinha que ficar em casa, grande parte da população imediatamente atendeu ao uso da máscara e isso, com certeza, impacta nesses números, tanto de letalidade quanto nos números de menor quantidade de pacientes com s& iacute;ndrome respiratória aguda grave, que tem sido necessário serem internados. Estamos num momento ainda, como a secretária Patrícia demonstrou que 90% do nosso estado ainda está na região de alerta máximo ou de controle, ou seja, existe uma tendência à estabilização de número de casos, mas ainda não podemos relaxar. O uso da máscara é fundamental, os cuidados de higiene são fundamentais e, se você puder ficar em casa, fique em casa. Isso é muito importante para o futuro dos novos números que vêm por aí. E para sair desse estado de alerta, ou para sair do estado de controle, como foi mencionado, algumas pontuações são necessárias, entre elas o número de leitos de terapia intensiva. E um gargalo, que foi demonstrado desde o início, era... Para se abrir um número de leitos para um pro blema respiratório grave, há necessidade de ventiladores mecânicos. A partir da metade da semana passada, os ventiladores que já vinham naquela luta para serem adquiridos, começaram a ser entregues. Então, dos 1.280 ventiladores comprados na China, 183 foram entregues ali no Hospital das Clínicas, no Centro de Convenções Rebouças. A montagem desses respiradores começou a ocorrer, a calibragem, ajustes desses ventiladores começaram a ocorrer, e 153 deles já foram enviados para os municípios de São Paulo. Dos 1.500 ventiladores adquiridos na Turquia, 200 já foram entregues e estão em fase agora de montagem, adaptação e calibragem. Ficaram o final de semana inteiro os engenheiros clínicos trabalhando para a calibração desses ventiladores, para a posterior distribuição ao longo dessa semana. Sessenta ventiladores d a Magnamed foram distribuídos para hospitais de Campinas, Piracicaba e da Grande São Paulo. E 440 ventiladores, que vieram do Ministério da Saúde, foram distribuídos para a região metropolitana, e ainda tem uma porção desses ventiladores que estão sendo discutidos a sua distribuição. Então, fica claro que ainda temos condições, ainda estamos num momento, apesar de mais de três meses aí que surgiu o primeiro caso de Covid-19 aqui no Brasil, o Estado de São Paulo, com essas medidas que foram tomadas, e com o apoio da população, conseguiu até o momento dar conta da demanda de paulistas que estão procurando assistência médica. Então, a minha mensagem final é de que vamos trabalhar juntos, como temos feito até agora. Eu tenho certeza que, com o apoio do Centro de Contingência, nós temos ain da muito trabalho pela frente para trazer informações para as melhores decisões do Governo. E espero que continuemos dando conta da demanda de casos, e que esses casos rapidamente se estabilizem e iniciem a queda. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho, pneumologista do Incor, do Hospital das Clínicas, um dos nomes mais renomados do país na sua área de especialidade, e agora, nesta quinzena, o coordenador do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Lembrando que amanhã voltaremos às coletivas da saúde, às 12h30, aqui mesmo no Palácio dos Bandeirantes. E finalizamos a intervenção da saúde com o médico e ex-secretário executivo, secretário-geral do Ministério d a Saúde, João Gabardo, que, desde a semana passada, assumiu a responsabilidade como coordenador executivo do Comitê de Saúde. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários, membros do Centro de Contingência, imprensa. Eu vou fazer só uma breve fala, governador, porque eu tenho percebido que muitos formadores de opinião têm colocado que o plano de São Paulo poderia estar na contramão do movimento, da evolução normal da epidemia. Isso tem que ficar muito claro, o plano é rigorosamente calculado, com segurança, exatamente para não acontecer isso. Os locais onde vai haver a flexibilizaç& atilde;o são os locais onde os dados, os indicadores mostram que não está aumentando a velocidade na transmissão, não existe aumento na transmissibilidade do vírus e também não existe risco de desassistência por falta de leitos de enfermaria, leitos clínicos e leitos de UTI. Então, toda a organização do plano prevê exatamente isso: onde estiver ocorrendo indicativo de aumento de velocidade na transmissibilidade do vírus, não haverá flexibilização. Onde nós tivermos indícios de que a capacidade de atendimento hospitalar, em enfermarias e UTI, estiver comprometida, ou aponte uma possibilidade de desassistência, não haverá flexibilidade. Então, isso tem que ficar muito claro, porque o plano tem essa segurança e ele não está na contramão da evolução normal da epidemia. A epidemia tem evoluções e curvas que são diferentes, estados diferentes, e dentro de cada estado, nas suas regiões. E é isso que nós estamos tentando organizar e implementar aqui em São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. João Gabardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Vamos agora às perguntas. 13h20, começando com a TV Cultura, com a jornalista Maria Manso. Na sequência, TV Record, RecordNews, jornalista Daniela Salerno, depois com Paloma Cotes, do jornal O Estado de São Paulo. Com a palavra, Maria Manso, da TV Cultura. Maria, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. A minha pergunta é sobre as manifestações de ontem. Como não existe um campo de 'baseball' ali nas imediações da Av. Paulista, isso nos leva a acreditar que aquela manifestante que estava com um taco de 'baseball', ela estava usando o taco como uma possível arma. Então, a minha pergunta é: por que aquele taco não foi apreendido e por que ela foi conduzida de uma maneira diferente que os outros manifestantes normalmente são, já que aquela imagem dela sendo conduzida, quase que abraçada por um policial militar, chamou muito a atenção das pessoas nas redes sociais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso, eu vou pedir ao General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que possa responder a sua pergunta e, se desejar, com comentários do Coronel Camilo, se necessário for. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Grato, Maria, pela pergunta. A atitude do policial merece inicialmente um elogio. Ele fez exatamente aquilo que se prevê no emprego progressivo da força. Ele a retirou de uma discussão, somente com o diálogo. Conseguiu isso, ou seja, é o emprego progressivo da força. Primeiro, você conversa, depois o emprego mediano da força, até o emprego da força. Diálogo primeiro, ele conseguiu isso e fez muito bem. Contudo, como você bem disse, o taco, depen dendo das circunstâncias, é uma arma, como é uma panela, como é algo que possa causar pressão numa pessoa e causar-lhe dano. Esse taco deveria ter sido retirado, aí sim, vamos reorientá-lo. De qualquer maneira, qualquer instrumento que possa causar dano às pessoas, numa manifestação desse tipo, ou num campo de futebol, deve ser retirado. Então a ele o meu abraço por ele ter feito correto o emprego da força, mas a minha reorientação de um taco que ele deveria ter tirado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, general. Maria Manso, a orientação do governador do Estado de São Paulo ao secretário de Segurança e [ininteligível] segurança é redobrar as revistas, a partir de agora, nos locais de manifestação, assim como orientação já dada, para que não haja manifestações, mais do que uma por dia e principalmente que seja preservado o direito a essa manifestação, sem confronto. Pode utilizar o sábado, pode utilizar o domingo. Vamos o rientar para que uma manifestação seja no sábado, e a outra no domingo, e se for na Paulista, com o acompanhamento da Secretaria de Segurança Pública, através da Polícia Militar, com os equipamentos e o treinamento conforme mencionado pelo Coronel Camilo, e com a utilização também dos drones e de todas as equipes de apoio. O que não ocorrerá mais na Paulista serão manifestações de duas partes ao mesmo tempo, no mesmo horário e no mesmo dia. Isto não será permitido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e temos certeza de que os manifestantes saberão compreender que não é no confronto físico, pessoal, com armas brancas ou qualquer outro tipo de instrumento, que nós vamos assegurar a democracia. Volto a repetir: confrontos só atendem ao interesse da visão autorit ária, daqueles que querem justificar intervenção militar, pela falta de controle da Polícia Militar. E em São Paulo, eu volto a reafirmar, isso não ocorrerá. Por isso, as manifestações serão em dias distintos, e assim será feito, por determinação do Governo do Estado de São Paulo, para proteger a vida das pessoas e o seu legítimo direito de manifestação. Segunda pergunta de hoje, da jornalista Daniela Salerno, da TV Record e RecordNews. Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, eu queria fazer uma pergunta sobre algo que ainda não foi mencionado, que é sobre a retomada das escolas. A gente sabe que o Plano São Paulo é sobre atividades suspensas, que não é o caso das escolas, até por aulas online, mas muita gente se pergunta, e nos pergunta também, principalmente aqueles que têm filhos em escolas públicas, que enfrentam mais dificuldades, quais os critérios para a retomada? Serão em fases também? Não serão? Quando que um plano educacional ser&aacu te; aqui exposto? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado pela pergunta. Ela é muito pertinente, não só por sua parte como jornalista, como também das pessoas que indagam. Nesta sexta-feira, dia 5 de junho, o secretário de Educação, Rossieli Soares, fará uma longa e detalhada apresentação sobre a retomada do ensino em São Paulo. Vamos então aguardar um pouco mais. Na sexta-feira, nesta mesma coletiva, a prioridade, o tema principal será este, da educação. Lembrando que as escolas públicas do Estado de São Paulo, todas estão operando remotamente, com um sucesso bastante expressivo, com mais de 75% dos alunos recebendo as aulas regularmente, seja através da TV Cultura, seja através da internet, com seus aparelhos celulares ou, circunstancialmente também, de computadores. Então, o secretário Rossieli fará a apresentação completa na sexta-feira, às 12h30. Vamos agora à terceira pergunta. Obrigado, Daniela. É do jornal O Estado de São Paulo, remotamente, jornalista Paloma Cotes. Paloma, boa tarde, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria saber... O Plano São Paulo começa já a valer hoje, então as prefeituras já podem ter os decretos para a flexibilização. Mas na semana passada, o estado teve uma alta de casos confirmados, principalmente nos últimos dias, quarta, quinta e sexta. Como que o governo avalia esse cenário? Flexibilização com alta de casos? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Paloma, obrigado pela pergunta. Vou pedir à secretária Patrícia Ellen que proceda à reposta à sua questão. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada... O trabalho que a gente está fazendo no Plano São Paulo, em parceria com o Centro de Contingência, acho que o professor Carlos Carvalho pode complementar também, é feito um trabalho detalhado, a cada fase, com os critérios que nós já anunciamos aqui. Então, a expectativa, no momento que nós estamos, é que continuemos tendo casos confirmados, casos suspeitos e óbitos. O que está sendo monitorado é a velocidade de crescimento da curv a. Amanhã, nós vamos finalizar a análise dessa última semana, e na quarta-feira nós vamos apresentar aqui como é que foi a evolução dos indicadores para cada uma das regiões e como isso impacta a classificação e o faseamento de cada uma delas. E aí, a gente tem indicadores específicos para cada um dos dados que nós mencionamos aqui: ocupação de leitos, que é fundamental. Para que uma região, ela passe da etapa de alerta máximo para a etapa de controle, ela tem que se manter na ocupação de leitos de UTI Covid em 80% ou menos, numa média semanal, ali na média semanal. E idem para óbitos, internações e casos. O critério de corte de cada um é diferente, estipulado aqui pelo Centro de Contingência, por isso que eu sugiro que o professor Carlos complemente também, mas n&oacut e;s vamos apresentar, na quarta, com detalhamento, para que fique claro para todos. E no Sistema de Monitoramento Inteligente, no Simi, a partir de hoje, a gente deixa as tabelas lá com os indicadores, para que todos possam acompanhar. Então quanto cresceu em óbitos, porque a gente tem que comparar sete dias versus os sete dias anteriores, nós vamos fazer isso para óbitos, para casos e para casos suspeitos que inclui síndrome respiratória aguda grave. Além disso, ocupação de leitos COVID-19, e como é que evoluiu a quantidade de leitos a cada 100 mil habitantes. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. Doutor Carlos Carvalho, seus comentários para a jornalista Paloma [Ininteligível] do Jornal O Estado de São Paulo.

CARLOS CARVALHO: Ficou claro desde o início que o estado de São Paulo, assim como o Brasil, ele é bastante heterogêneo na ocupação de leitos, bastante heterogêneo no número de leitos disponíveis, ele é bastante heterogêneo no surgimento dos casos de COVID-19. E esse número global que você definiu, ou você viu, ou está sendo demonstrado que vem aumentando, ele é uma média de diferentes municípios. Então se nós pegarmos, por exemplo, o município de São Paulo, nós temos u ma tendência à estabilização, agora, quando pegamos alguns municípios um pouco mais à frente, o número de casos estão subindo. Por isso que esse plano ele tem essa vantagem de distribuir essa regionalização pelo número de casos, e por tudo isso, e as decisões vão sendo tomadas proporcionalmente ao que estiver acontecendo em cada região, em cada município.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Doutor Carlos Carvalho, obrigado. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, só que o Vinholi me disse que talvez não tenha ficado claro, que se teve crescimento acima do esperado o sistema vai mostrar exatamente isso, e é isso que a gente vai fazer com vocês toda quarta-feira aqui, olhar como foi a última semana, onde que teve esse crescimento, e se exige um tratamento exatamente naquela região. Tá bom? Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Paloma [Ininteligível], do Jornal O Estado de São Paulo. Agora são 13h31min, vamos ter mais 15 minutos aqui, aproximadamente, de coletiva. Agora é a vez do SBT, com o jornalista Fábio Diamante. Fábio, obrigado pela sua participação, na sequência termos o Marcelo Bocejo, da TV Gazeta, e Eduardo Esteves, do IG. Fábio.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Obrigado, governador, boa tarde. Boa tarde, a todos. Governador, a minha pergunta é sobre o início da fase do plano São Paulo hoje retomado. Alguns lojistas, principalmente de shopping center tem dito que o retorno de 20% das atividades limitadas a quatro horas por dia, em alguns casos não vale a pena voltar, porque ele vai ter contas a serem pagas, aluguel de shopping, o shopping custa muito mais caro, principalmente esse setor. Eles entendem que não valeria voltar com essa limitação. Eu queria saber, em uma primeira questão, é se esse número pode ser mexido, ou se o comerciante vai ter que esperar a próxima fase para reabrir? E uma segunda questão, só para ficar clara essa análise a ser feita toda quarta-feira, é se essa análise sendo feita quarta-feira, se isso é suficiente na próxima quarta-feira, para alguma região dar um passo para trás, ou para frente? Ou o governo pretende manter os 15 dias para fazer uma análise maior? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, duas boas perguntas. Vou pedir ao Marco Vinholi, juntamente com a Patrícia Ellen, que possam responder a você. Mas antecipando, de que é preciso ter compreensão, nós estamos em uma fase do plano São Paulo, muito gradual, e é preciso ter compreensão, não é razoável ter pressa e açodamento, a pressa ao açodamento significa riscos, pior do que abrir é fechar. Então é melhor gradualizar a abertura, seguir de forma segura do que f azer uma abertura inadequada, rápida demais, e depois retroceder fechando. Aí o prejuízo, de fato, será grande. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito bem, pela avaliação, né? O doutor Carlos Carvalho, dentro disso delimitou que nas primeiras duas semanas, devido ao alto número de respiradores chegando no estado, e a formação de novos leitos de UTI, teremos avaliação, e daí também o prosseguimento desse processo para o dia 3, agora, de junho, e também para a sequência desse processo, na próxima quarta-feira da mesma forma. Então teremos progressão nessa primeira sema na, e na segunda semana também, devido ao grande número de respiradores que entra no sistema.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sobre o comércio, é fato que esse pleito surgiu de diversos grupos, esse final de semana foi intenso de diálogos. Nós entendemos o desafio. Mas nós precisamos lembrar também que a etapa de flexibilização segura é a amarela, que é a fase três, para a gente iniciar essa retomada gradual na fase laranja, que é a de controle, houve uma discussão com o centro de contingência para que isso fosse seguro, para que não aumen tássemos o risco na medida do possível, de crescimento da epidemia. Esse pleito de qualquer forma foi encaminhado ao centro de contingência, amanhã haverá reunião e será discutido. Mas eu gostaria de lembrar que existe outra forma de a gente olhar para o que está acontecendo na fase de controle, é que há uma exceção para que a gente comece esse retorno gradual agora, porque a flexibilização de fato ela acontece de uma forma mais ampla, a partir da fase três, que é a fase amarela.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Fábio Diamante, do SBT, mais uma vez, obrigado. Vamos agora ao jornalista Marcelo Bassedio, da TV Gazeta. Marcelo, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARCELO BASSEDIO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. A minha pergunta também é em relação à manifestação de ontem na Avenida Paulista, pelo lado dos manifestantes pró-Bolsonaro foi possível ver alguns manifestantes ali carregando bandeiras do setor direito, uma organização ucraniana, que inclusive foi banida da Rússia por ser considerada neonazista, e até mesmo terrorista. Você falou da importância de o governo garantir a manifestação de todos, o direito de manifestação de todos. Mas eu quer ia saber por parte do governo e também da Polícia Militar, até que ponto haverá essa tolerância de manifestações que podem até mesmo serem antidemocráticas, e por que não criminosas? Porque nós estamos falando de ideologias atreladas ao nazismo e o fascismo também. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. Vou dividir a resposta com o General Campos, e se necessário também, com o Coronel Camilo. Manifestações que estabeleçam discriminação racial são proibidas pela Constituição Brasileira, portanto, se houver qualquer manifestação explícita com sinais que indiquem discriminação à comunidade judaica, por exemplo, a ação da Polícia Militar será feita, porque aí não há manifest ação com direito à liberdade, e sim uma manifestação proibida pela Constituição. E aqui nós em São Paulo cumprimos a lei, a lei é feita para ser cumprida. O fato de existir uma referência, uma marca, identificando um grupo neonazista já é um ponto de gravidade, não houve ali naquele momento, nenhuma ofensa à comunidade judaica, ou manifestação que pudesse explicitar, apenas a identificação, o que pessoalmente lamento muito, a existência de qualquer grupo neonazista no Brasil. Já não bastam todos os outros grupos extremados, ainda ter que suportar aqui grupos de neonazistas. Portanto, a polícia agirá de acordo com a lei quando isso for necessário. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, exatamente, todos os símbolos, todos os gestos e todos os brados que puderem levar ao conflito, ao confronto, a Polícia Militar, ou aqueles encarregados do sistema de segurança pública irão exatamente buscar os organizadores daquele evento e conversar com eles. Se ultrapassar a linha que o governador acabou de comentar, que venha a causar conflito, logicamente tomaremos as atitudes devidas. Coronel Camilo, alguma coisa?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General. Marcelo, obrigado pela pergunta. Vamos agora à Eduarda Steves, do IG. Boa tarde, mais uma vez, obrigado pela sua presença aqui. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo indeferiu três pedidos de impeachment contra o governador João Doria. Esses pedidos foram feitos com base em algumas ações tomadas pelo... Algumas ações do Governo durante o combate à pandemia do Corona Vírus. Eu gostaria de saber se esses pedidos causaram algum transtorno ao Governo e se o Governo pensa em modificar algumas ações, justamente para evitar novos pedidos, no futuro, como este. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, primeiro, nenhum problema e toda a serenidade. Os pedidos foram de ordem política, não de ordem técnica. O Governo do Estado de São Paulo não tem nada a temer e, por razões também de ordem técnica, eles foram arquivados pela Presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. E as outras medidas, nós já adotamos. Primeiro, convidando o Ministério Público para acompanhar todas as aquisições de respiradores e outros produtos, neste per& iacute;odo de calamidade pública, mesmo sem o processo licitatório, como estabelece a Legislação. E também o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, e mais a Corregedoria do Estado de São Paulo. São três órgãos, um do estado e dois independentes, o órgão fiscalizador, que é o Tribunal de Contas do Estado, o órgão também fiscalizador, que é o Ministério Público. Os três estão acionados e cumprindo os seus respectivos papéis. Quem não deve, não teme. Vamos agora à penúltima pergunta. Obrigado, Eduarda. É do jornalista Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. Daniel, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, em relação à questão desta onda de manifestações, de que forma isto pode impactar no combate ao Corona Vírus? Se isso prejudica de alguma forma. E sobre o gesto do presidente da República, que o senhor citou, na última reunião entre os governadores e o presidente, houve uma trégua, foi hasteada a bandeira branca. O senhor acredita que possa haver aí um retrocesso neste cenário, e que as tensões entre governadores e o presidente voltem a aparecer, devido aí à diverg ência de opiniões e de ações?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniel Lian, evidentemente aquela reunião, do qual eu, modéstia à parte, fui um dos coordenadores, buscou o entendimento, para atender a população brasileira em 27 estados do país. A medida que foi sancionada, corretamente, diga-se, pelo presidente da República, foi originária de um entendimento no Congresso Nacional, votada e aprovada no Congresso, Câmara e Senado. E houve uma solicitação para que a manifestação dos governadores fosse feita, e foi, de forma serena e pac&ia cute;fica. Não havia ali nenhuma discussão de ordem política, institucional. Era uma decisão de obediência a uma medida do Congresso Nacional, de bom senso e equilíbrio no atendimento aos estados, para o combate ao Corona Vírus. Os R$ 60 bilhões destinados por esta emenda, com pagamento em três parcelas, são destinados exclusivamente para que os estados invistam no combate ao Corona Vírus. Eu não estou estabelecendo aqui nem final de trégua nem início de confronto, aliás, não nos cabe, a nenhum governador, muito menos a mim, estabelecer esse tipo de procedimento. Quem age, e que tem, lamentavelmente, manifestado posições que não são exatamente serenas, a começar daquela reunião de secretariado, ou melhor, de Ministério, que, sinceramente, tenho vergonha que aquilo seja uma reunião ministerial. Uma reunião com palavrões, com posições chulas e desrespeitosas a governadores, prefeitos, parlamentares, Supremo Tribunal Federal. Não é exatamente o que se espera de um governo, e sobretudo de um governo de um país. Convenhamos que isto envergonha os brasileiros. Assim como medidas onde o presidente da República vai a cavalo, sem máscara, para uma manifestação pública em frente ao Palácio do Planalto. Por que sem máscara? Por que a cavalo? Qual a razão disso? Qual a motivação? Em quê isso gera algum tipo de contribuição à paz, à harmonia e ao entendimento? Por parte dos governadores, assim como especificamente do Governo de São Paulo, sempre que pudermos ter o entendimento, é nele que seguiremos. Vamos agora à última pergunta, da jornalista Bete Pacheco, da TV Globo, GloboNews. Bete, bem-vinda novamente, boa tard e. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Para o senhor, governador, que foi muito enfático no discurso, quando diz: aqui não, no Estado de São Paulo não vamos permitir manifestações contra a democracia, que estimulem projetos autoritários. O senhor disse que não vai mais permitir duas manifestações por dia, ainda mais no mesmo lugar. Como saber se a manifestação é antidemocrática antes que ela aconteça?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Bete, os manifestantes se organizam sempre pelas redes sociais. A Polícia do Estado de São Paulo, a Polícia Civil, tem, na sua inteligência, o monitoramento disso, constantemente. Então, nós temos como obter essa informação previamente. O que nós recomendamos é que os que defendem o Governo Bolsonaro escolham um dia e uma faixa horária para a sua manifestação, se assim desejarem, dentro do princípio de respeito a manifestações, e os que são contra, que escolham também um dia e um outro horário. Pode ser até no mesmo local, mas jamais no mesmo dia. E nós temos as informações, pela inteligência da Polícia, para recomendar e evitar que isso aconteça. E eu quero aqui ser muito claro: nós não permitiremos duas manifestações no mesmo lugar, na mesma hora, pois isso coloca em risco a vida das pessoas. Não faz o menor sentido esse tipo de confronto. Falo aqui aos que estão nos assistindo, nos ouvindo, nos lendo. Não faz o menor sentido a confrontação. Pra quê? Para colocarem em risco as suas vidas, a sua saúde, dos seus filhos, dos seus amigos, das pessoas que estão com você? Se manifeste, sim, grite, levante as suas faixas, faça aquilo que você entender, na defesa da sua posição, mas não com agressividade, não com conflito pessoa l, não colocando em risco a sua própria vida e a sua saúde. Eu volto a repetir, isso só interessa, Bete Pacheco, àqueles que querem intervenção militar no país. Isso nós não queremos e não vamos admitir. Em São Paulo, é lugar de democracia. Nós temos uma história democrática, aqui nasceu o movimento das Diretas Já. Eu fiz parte desse movimento, ao organizar com André Franco Montoro, ex-governador de São Paulo, o movimento das Diretas Já, no dia 25 de janeiro de 1984, na Praça da Sé. Aqui, aqui se preserva a democracia. Então, nós não vamos permitir esse tipo de confronto, primeiro para proteger a vida das pessoas e saúde, segundo para proteger a democracia, terceiro, para evitar qualquer discurso autoritário, que, em nome desse tipo de conflito, desejem implementar uma escalada autorit&aac ute;ria no Brasil. E a orientação dada ao General Campos e à Secretaria de Segurança Pública como um todo, seja ela civil ou militar, é impedir que aconteçam dois movimentos no mesmo dia. E eu apelo ao bom-senso das pessoas, para que façam as suas manifestações em dias distintos. O confronto pessoal não atende à democracia e nem dará voz ao sentimento dos que são a favor ou dos que são contra o Governo Bolsonaro. É isso. Obrigado, Bete. A todos que aqui estão, desejo uma boa tarde, uma boa semana. São 13h45. Amanhã, no mesmo horário, teremos a coletiva da Saúde. Obrigado, por favor, fiquem em casa e se protejam. Boa tarde.