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Edição atual tal como às 14h49min de 26 de agosto de 2021

Coletiva - Governo de SP inicia 3ª dose para idosos no dia 6 de setembro 20212508

Local: Capital – Data: Agosto 25/08/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, obrigado pela presença, os jornalistas que aqui comparecem nessa coletiva de imprensa, na sede do Governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. Obrigado aos que estão aqui também ao meu lado nesta coletiva, e a você, que nos acompanha ao vivo pela TV Cultura, também pelo SBT News, pela Record News e outras emissoras que transmitem ao vivo esta coletiva de imprensa, sobre a pandemia.

Temos três informações, começando pela primeira e principal informação: o Governo do Estado de São Paulo vai iniciar a aplicação da terceira dose da vacina a partir do dia 6 de setembro, para pessoas com mais de 60 anos. Desde a semana passada, o Comitê Científico vem discutindo com a área da saúde do Governo de São Paulo e também com o comitê do PEI, Programa Estadual de Imunização, a proteção às pessoas com mais idade, às pessoas com mais de 60 anos, e essa decisão foi finalizada hoje pela manhã. E para aumentar a proteção do público, das pessoas com mais de 60 anos, susceptíveis, portanto, aos efeitos da Covid-19, o estado de São Paulo, que está dando um exemplo de vacinação para todo o Brasil, vai iniciar a terceira dose da vacina para essas pessoas, repito, acima de 60 anos, a partir do dia 6 de setembro, um público estimado em cerca de 900 mil pessoas. Os integrantes do Comitê Científico do Estado de São Paulo, que nos orienta, sucedendo o Centro de Contingência, portanto, com João Gabardo, Paulo Menezes, Jean Gorinchteyn, vão detalhar esta terceira dose da vacina, repito, a partir do dia 6 de setembro em São Paulo.

A segunda informação de hoje: O Governo do Estado de São Paulo, através do Instituto Butantan, vai cadastrar voluntários de Minas Gerais para os testes da Butanvac. O Instituto Butantan firmou uma parceria com a prefeitura de Guaxupé, em Minas Gerais, para que moradores desta bonita cidade mineira façam parte dos 5.400 voluntários para a testagem da vacina Butanvac, que começou no último dia 9 de julho. A Butanvac é uma vacina brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantan, majoritariamente, com a participação do Instituto Mount Sinai, de Nova Iorque. Uma vacina desenvolvida aqui com a sua capacidade para imunização e a segurança daqueles que vierem a ter essa vacina, tão logo ela seja aprovada pela Anvisa. Mais detalhes sobre essa incorporação e o acordo firmado com a Prefeitura de Guaxupé serão dados pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Terceira notícia de hoje, o Governo do Estado de São Paulo... É uma notícia para as mulheres, principalmente. O Governo do Estado de São Paulo retoma o programa Mulheres de Peito, com exames gratuitos de mamografia. Com a melhora da pandemia e segundo protocolos rígidos de combate à Covid-19, as carretas do programa Mulheres de Peito retomam os atendimentos a partir do dia 8 de setembro. Nesta retomada, serão realizados inicialmente 2.200 exames de mamografia gratuitos por mês. Repito: Serão retomados a partir do dia 8 de setembro, 2.200 exames de mamografia por mês, gratuitos, sem necessidade de pedido médico, para mulheres de 50 a 69 anos. As primeiras cidades beneficiadas aqui no estado de São Paulo, com a retomada deste programa de mamografias, serão as cidades de Osasco e Presidente Prudente. Cada carreta vai ficar por 15 dias, duas semanas completas em cada município, e depois vão percorrer todas as regiões do estado. Elas atuarão em cidades-sede de região para o atendimento, repito, a estas mulheres, nesta faixa etária de 50 a 69 anos. Sobre este tema, falará Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo.

Vamos agora, iniciando no primeiro tema, nesta importante decisão tomada pelo governo do estado de São Paulo e pela sua área de saúde, a aplicação da terceira dose da vacina, a partir do dia 6 de setembro, para pessoas acima de 60 anos. Pela ordem, vamos com Paulo Menezes, na sequência João Gabardo e Jean Gorinchteyn, três médicos que integram o Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, e que nos orienta nas decisões de vacinação. Vamos, portanto, com Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COMITÊ DA SAÚDE: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Nós temos no estado de São Paulo uma situação de melhora progressiva dos indicadores, continuamos apresentando... Daqui a pouco o secretário de Saúde vai nos trazer os números da semana. Mas também temos uma preocupação muito importante especialmente com essa presença, que se mostra crescente, da variante delta na nossa população. O que nós observamos em outros países é que, mesmo com boas coberturas vacinais, a variante delta, ela se espalhou, ela se tornou dominante e, portanto, neste momento, entendemos que é um passo a mais na segurança de proteção da população mais vulnerável essa possibilidade de ter a terceira dose ou a dose adicional. Dessa forma, o Comitê Científico reuniu as evidências de todo o mundo, estamos vendo em vários países a colocação dessa dose adicional, como proteção extra pra sua população, e assim o Comitê entende que é muito adequado nesse momento termos essa condição, também para nossa população mais vulnerável. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. O Paulo Menezes, Dr. Paulo Menezes, é o coordenador deste Comitê Científico. Vamos agora ao coordenador executivo, também médico, João Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTIGÊNCIA DE COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Reafirmando o que o Dr. Paulo antecipou, os nossos indicadores continuam melhorando, são indicadores positivos e a gente tem colocado reiteradas vezes, reiteradamente, que mesmo com o aparecimento e a intensificação de casos da variante delta, não tem ocorrido, nós não temos nenhum tipo de alteração nos indicadores, em consequência do aparecimento desta variante, até o presente momento. O que se sabe é que, pela experiência de outros países, que o enfrentamento dessa variante se dá de uma forma mais positiva quando as pessoas já estão com o sistema de vacinação completo, com duas doses. Então, o Comitê Científico entende que, nesse momento, é fundamental, primeiro, antecipar a segunda dose das vacinas, diminuir o período, o espaço de tempo entre a primeira e a segunda dose. Para isso então foi encaminhado ao Ministério da Saúde já essa solicitação, de antecipação desses prazos para a segunda dose. E também a questão da imunização, uma dose de reforço à população das faixas etárias consideradas... os idosos. Lembro que isso está sendo feito no mundo inteiro, com todas as vacinas, independente da vacina que foi utilizada para vacinar os idosos, está sendo recomendado uma terceira dose para a população com maior risco, que são os idosos. Isso deve acontecer também no Brasil. Então, a nossa solicitação e o parecer do Comitê Científico é que nós devemos fazer uma dose de reforço, com as vacinas que estiverem disponíveis, independente de quem tomou um tipo ou outro de vacina. É lógico que, aqui em São Paulo e no Brasil como um todo, a vacina que foi disponibilizada primeiro e que atendeu a população de maior risco, a população mais suscetível, foi a Coronavac. Então, se nós considerarmos todas as pessoas acima de 60 anos, a grande maioria utilizou Coronavac, como primeira e segunda dose. Mas nos outros países, isso está sendo feito com vacinas diferentes, e também está sendo recomendada uma dose de reforço. Era isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, João Gabardo. Ainda neste tema, a terceira dose, vamos ouvir o médico infectologista Jean Gorinchteyn, também secretário de Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O Brasil, e especialmente São Paulo, ele tem que estar sempre atento ao que está acontecendo lá fora, até porque as coisas se antecipam, seja na China, seja na Europa, seja nos Estados Unidos, e acaba vindo para o nosso país, e o estado de São Paulo não seria diferente. Exatamente esse olhar de atenção que faz com que, a despeito de nós termos um número de casos bastante baixo de variante delta no nosso estado hoje, nós temos 266 amostras positivas, mas ela já está aqui. E o fato dela ter uma característica de disseminação, dispersão muito maior do que as cepas anteriores, faz com que esse olhar de atenção e de antecipação se faça necessário. Dessa maneira, nós entendemos que algumas populações, especialmente os idosos, independente da vacina que tenham feito, têm uma resposta menor a qualquer tipo de vacina, seja a vacina da Covid, seja da gripe ou qualquer outra vacina que é ministrada, e em se sabendo que existe uma tendência de queda dos anticorpos, que exatamente são proteínas de proteção contra o próprio Covid, então, nesse momento, o estado de São Paulo tem a responsabilidade de proteger exatamente essa população vulnerável, que são os idosos. E também estamos atentos e definindo as estratégias para os imunossuprimidos que, nos próximos dias, traremos essa informação. É importante preservar e garantir vida, especialmente agora, quando nós temos uma possibilidade de proteger a população contra a variante delta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Eu fiz aqui a menção de transmissão, quero complementar que estão transmitindo ao vivo também os portais G1, Uol, Estadão, Terra e Cidade ON. Agradeço a todos pela transmissão desta coletiva de imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes, neste momento. Queria mostrar a vocês, aqui, junto com a Regiane, esta é a nova carteira da vacinação para os que forem receber a sua terceira dose, para que possa diferenciar. A primeira carteira, como muitos aqui, aliás, todos aqui já se vacinaram, pelo menos com uma dose e muitos com duas doses, ela é verde. Essa é azul, o que facilita a sua identificação com clareza. É a chamada dose adicional. Vou deixar inclusive com você, Regiane. Vamos, dando sequência agora, ao segundo tema da nossa coletiva, é o programa Mulheres de Peito, e aí voltamos com você, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós, com muito orgulho, fazemos um programa que é o programa das Mulheres de Peito, um programa que retoma a importância de nós fazermos a detecção precoce do câncer de mama nas mulheres. Durante esse um ano e oito meses, pedimos para as pessoas ficarem em casa, nós fomos atendidos, mas é nossa obrigação, o estado de São Paulo tem como obrigação estar agora indo ao encontro dessas pessoas e ajudando a fazer o diagnóstico, especialmente em mulheres de 50 a 69 anos, para que possamos fazer de uma forma precoce, antecipada, um diagnóstico de uma doença que, se for detectada nas fases iniciais, tem cura. E essa é a importância na preservação da vida. Próximo slide, por favor.

A detecção, como disse, precoce, mais adiantada do câncer de mama, fazendo então com que mulheres de 50 a 59 anos possam, através das nossas carretas... Serão carretas que iniciarão inicialmente em duas cidades e estarão sendo dispersas para todas as regiões do nosso estado, especialmente regiões que tenham um fornecimento de mamografias reduzido. E dessa forma, nós vamos fazer com que filas, que possam estar instituídas, sejam auxiliadas do ponto de vista de celeridade, e ao mesmo tempo a possibilidade de um diagnóstico muito rápido, através não só da mamografia, mas da biópsia, e o encaminhamento dessas mulheres para os serviços de saúde da população. Uma questão importante, e que à medida que as carretas passam, as mulheres não precisam ter um pedido médico, elas vão até lá, de forma espontânea, e obedecendo todos os ritos sanitários, de distanciamento, uso de máscaras, serão atendidas, serão acolhidas em consulta, na realização do ultrassom ou da própria mamografia, e também a possibilidade de biópsia, se assim for necessária. Portanto, é uma linha de cuidados voltada para essas mulheres. Todas as regiões então serão então acolhidas, serão mais de 2.200 mil exames realizados por mês. Essas carretas permanecerão em cada uma das cidades por um período de 15 dias, dando o tempo que grande parte então dessas mulheres sejam sim atendidas. As primeiras cidades beneficiadas serão Osasco e Presidente Prudente, e que terão o início desse acolhimento a partir do dia 8 de setembro, próximo. Mas independente das carretas, nós temos a possibilidade de mais em 200 cidades ter os serviços de mamografia, portanto, se a sociedade ainda não recebeu essa carreta, pode sim ser feito um contato telefônico, através de uma central de atendimento, que atende de segunda à sexta-feira, para os agendamentos de exame, das 8h às 17h, número 0800-7790000, onde é feito um agendamento gratuito, célere, para que as pessoas possam então também realizar os seus exames de mamografia, independente das carretas. Então dessa forma teremos a possibilidade de fazer sim esse diagnóstico tão importante, tão necessário na prevenção de um câncer que é prevenível e mata muitas mulheres do nosso país, infelizmente. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E antes de prosseguir com a doutora Regiane de Paula, novamente agradecer a transmissão ao vivo da TV Cultura, Band News, Record News, e SBT News, que transmitem ao vivo para os seus telespectadores e assinantes. Vamos agora com a doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, que vai apresentar a vocês também os excelentes resultados que estamos tendo com a vacinação em São Paulo, o estado que mais vacina no Brasil. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Eu gostaria de colocar então o vacinômetro em tela, por favor. Primeiro, aqui, o nosso vacinômetro. Então já ultrapassamos 49 milhões de doses aplicadas, para ser mais exata, 49.117.678 milhões de doses, o que significa na população acima de 18 anos, 97,53%, de primeira dose, 33.342.993 milhões de doses, de segunda dose vamos chegar rapidamente também a 14.635.415 milhões de doses, de segunda dose, completando o esquema vacinal. E aqui eu quero fazer um novo apelo, lembrando aos faltosos, aqueles que não foram na data correta tomar a sua vacina, por favor, procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima e não atrasem mais o seu esquema vacinal. Após 14 dias da segunda dose, é que você vai estar imunizado. Então eu faço uma solicitação a todos, olhem a sua carteira, um SMS chegou, com certeza, até o seu número de celular, verifique se você está no prazo para tomar a segunda dose. Se você perdeu esse prazo, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. E de dose única, 1.139.270 milhão de doses. Como o governador colocou, nós estamos aqui trabalhando com bastante celeridade, os 645 municípios têm trabalhado, todos os profissionais de saúde. Então aqui fica todo o meu agradecimento a todos os secretários e secretárias de saúde, e a todos os profissionais de saúde que tem se empenhado, inclusive nos finais de semana em várias outras estratégias de vacinação, para que a gente possa então vacinar a população. Houve nós já ultrapassamos também os 34% da população de São Paulo, com esquema vacinal completo. Então, governador, caminhamos junto com os municípios acelerando o ritmo de vacinação. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Regiane. E agora vamos com Dimas Covas, para falar sobre a Butanvac, vamos com o presidente do Instituto Butantan, o médico e cientista, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Na última segunda-feira estive no município de Guaxupé, assinando com o prefeito Heber Quintela, um acordo de cooperação, um amplo acordo de cooperação, com ações voltadas para o combate à pandemia e vacinação. Um acordo fruto já de uma solicitação anterior, do município, do início desse ano, e que levou em consideração a diferença do momento epidemiológico do município de Guaxupé, em relação aos municípios próximos, inclusive do estado de São Paulo, não só do ponto de vista da epidemia, mas também do ponto de vista da vacinação. Então esse acordo ele prevê a inscrição de voluntários de Guaxupé, a partir dessa semana, ontem foi aprovado pelo CONEPE, oficialmente a inclusão de Guaxupé no estudo. E também um início que será nessa sexta-feira, de um inquérito epidemiológico, nós vamos determinar qual é a atual incidência do vírus em Guaxupé, e qual é a variante dominante, para daí prosseguir com os estudos de vacinação. Então nessa sexta-feira serão visitados 615 municípios, começarão a ser visitados 615 residências do município, e de cada residência vai ser colhido exames do tipo antígeno, de todos os moradores. Com isso nós vamos saber a incidência real do COVID-19 em Guaxupé, e a partir daí determinar as ações de inscrição dos voluntários, que também deve começar a partir dessa sexta-feira. Guaxupé está vacinando nesse momento adultos com mais de 28 anos, então nós nessa primeira fase queremos as pessoas não vacinadas, os adultos com 18 a 28 anos, que podem se inscrever. E na segunda fase toda a população adulta poderá se inscrever até completar o estudo da Butanvac. Então essa notícia foi uma notícia importante, lá para a região Sul de Minas, e espero que dê frutos em relação à velocidade do estudo da Butanvac. Quer dizer, com esses dados nós poderemos concluir até novembro desse ano essa fase do estudo, e com isso submeter à ANVISA os resultados para obtenção da autorização. São essas as informações, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Parabéns à cidade de Guaxupé, e aos mineiros. Vamos agora para encerrar a apresentação, antes das perguntas, com os dados de hoje, boas informações, em declínio casos, internações e felizmente óbitos em São Paulo. E sobre isso fala Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Muito bom, felizmente continuamos praticamente oitava semana com queda significativas de todos os índices da saúde, internação, óbitos e número de casos, à despeito de estarmos fazendo muito mais testagem, e dessa forma temos hoje uma taxa de ocupação no estado de São Paulo de 37,87%. A grande São Paulo, com 36,7%. Lembrando que aqui nós temos na grande São Paulo, o próprio município de São Paulo, onde também temos o maior número de casos de variante Delta encontradas, são 175 amostras aí. E mostra exatamente que se o fato de nós detectarmos em uma cidade tão densa, do ponto de vista populacional, e nós não tivermos uma disseminação tão significativa, se deveu ao impacto da vacinação da proteção de todos os brasileiros aqui de São Paulo. Na UTI nós temos 3.617 mil pacientes internados, é importante que esse número mostre exatamente o número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva que nós tivemos no início da pandemia, que foram rapidamente acomodados. Então nós temos esses números que já são compatíveis com maio do ano passado, oito semanas antes do pico da primeira onda da pandemia. E comparativamente às semanas epidemiológicas, a trigésima terceira, a semana passada, hoje estamos na trigésima quarta, com a trigésima segunda, nós tivemos uma queda importante de 11,9% no número de casos, 12,1% no número de internações, e eu gosto sempre de ressaltar que as internações são dados muito atualizados que mostram o momento das últimas 24 horas, e elas continuam em descenso, e o número de óbitos 10,2%. Portanto, a importância da vacinação, a importância da manutenção da necessidade de uso de máscaras. Lembrando que por um decreto do governador João Doria aqui em São Paulo isso é obrigatório, e dessa maneira vamos continuar protegendo a vida através da vacinação. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, lembrando que a obrigatoriedade por lei do uso de máscara em São Paulo tem a sua validade confirmada até 31 de dezembro deste ano. Vamos agora às perguntas, pela ordem, nós teremos a CNN Brasil, a Agência ANSA, a Rádio e TV Jovem Pan, a TV Bandeirantes, Band News e Rádio Bandeirantes, a TV Cultura e a TV Globo, Globo News. Começando por você, Tainá Falcão. Boa tarde.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Oi, boa tarde, para todos. Eu quero sanar algumas dúvidas que ficaram aqui nas declarações que vocês deram, talvez o pessoal do comitê científico possa saná-las, por exemplo, a gente quer saber qual é a marca da vacina que vai ser usada, se vocês vão liberar para qualquer marca, vai haver condenação? Os imunossuprimidos entram também nessa leva da terceira dose já anunciada hoje? E o escalonamento, como é que vai acontecer? Eu sei que tem uma reunião amanhã, mas o que está sendo decidido por hora? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá, você nos ajuda com esse conjunto de perguntas, a esclarecer ainda melhor esse tema. Nós vamos começar com João Gabbardo, e depois com a Regiane de Paula. O João Gabbardo é o coordenador definitivo do antigo centro de contingência, hoje nosso comitê de saúde, e a Regiane de Paula é a coordenadora do nosso PEI - Programa Estadual de Imunização. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, primeiro em relação à marca da vacina, o posicionamento do comitê científico é que essa terceira dose, ou das doses adicionais, pode ser utilizada com a vacina que nós tivermos disponível. Lembro também que quando chegar a vez da Janssen, que é uma dose única, também haverá uma dose de reforço, para quem tomou Janssen. Então a vacina ou o fabricante vai ficar de acordo com a disponibilidade. Em relação aos imunossuprimidos, sim, nós vamos ainda definir em uma reunião do PEI - Programa Estadual de Imunização, e certamente será anunciado aqui nos próximos dias a inclusão, fundamentalmente, e principalmente, dos pacientes que são transplantados. E isso ficará ainda a ser anunciado mais adiante. E escalonamento, esse escalonamento vai obedecer os mesmos critérios lá do início da vacinação, começaremos com as faixas etárias mais altas, pessoas acima de 90 anos, depois vai baixando, e o cronograma vai ser estabelecido de acordo com os cálculos de disponibilidade de vacina que o nosso pessoal da Secretaria de Saúde ainda fará os cálculos para poder tornar público como será o cronograma, com que velocidade essas pessoas serão vacinadas. Agora aqui é importante, as pessoas acima de 60 anos que serão vacinadas são aquelas que já completaram seis meses da segunda dose, se mesmo tendo mais de 60 anos, se a segunda dose ocorreu há menos de seis meses, ela deverá aguardar completar os seis meses, e isso é uma questão técnica, porque é a partir do sexto mês que há a possibilidade de uma queda na imunidade, antes disso não há a necessidade. Então não teria sentido essa dose adicional ser feito em pessoas que ainda estão por completar os seis meses da segunda dose, ou seis meses da vacina da Janssen, que inicialmente era em dose única.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria agradecer, ao João Gabbardo. Tainá, antes de passar para a doutora Regiane, informar que todas as quintas-feiras nós temos a reunião do comitê, aliás, tem duas reuniões importantes, do comitê Butantan, e sucedida pela reunião do comitê do PEI - Programa Estadual de Imunização, e esse tema dos imunotransplantados para a vacinação será debatido amanhã, como aliás, já estava na pauta da reunião, e provavelmente já na próxima semana já teremos uma posição definida em relação a este tema que será objeto, repito, da pauta da reunião de amanhã. Com a palavra, Regiane de Paula, coordenadora do PEI, Programa Estadual de Imunização.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Tainá, é exatamente isso, a gente vai discutir amanhã esse novo calendário começando pelas faixas etárias mais velhas e fazendo esse escalonamento. Até porque os municípios precisam saber como irão trabalhar e operacionalizar a campanha no seu território. E só mais uma questão, governador, porque eu tenho recebido muito pelas redes sociais desde que nós anunciamos a dose adicional. Todos aqueles que receberam as duas doses eles já estão cadastrados no Vacina Já. Então quando nós liberarmos um novo cronograma o que acontecerá? As pessoas só vão procurar a unidade básica, elas já estão cadastradas no Vacina Já, então elas procuram a unidade básica naquele período que a gente vai estabelecer nos seus municípios, nas unidades básicas de saúde. Não é preciso fazer um novo cadastro, é o próprio cadastro dela e isso vai fazer com que ela tome a dose adicional. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Obrigado, Gabbardo mais uma vez. Tainá, muito obrigado. Vamos agora para o Lucas Rizzi que é o correspondente da agência ANSA, e ele está on-line conosco. Lucas, sua imagem já está aqui em tela. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

LUCAS RIZZI, REPÓRTER: Bom, boa tarde a todos. Governador, apenas 20 dias alguns países já anunciavam a terceira dose como a Alemanha, França e Israel, o senhor disse em entrevista ao Portal Metrópoles que aplicar a terceira dose no caso específico da Coronavac seria uma inutilidade, essa é a palavra que o senhor usou. Eu queria saber o que é que mudou de lá pra cá, se isso tem a ver com o anúncio feito agora há pouco pelo Ministério da Saúde. E também complementando a pergunta anterior, eu só queria deixar... que ficasse mais claro se pra esse regime de vacinação que vocês falaram, qualquer tipo de combinação de vacinas vai ser possível, ou seja, a pessoa vai tomar qualquer vacina independentemente da vacina que ela tenha tomado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, as respostas... a resposta será dada na sequência por Paulo Menezes que é o nosso coordenador do Comitê de Saúde, e Jean Gorinchteyn, secretário da saúde. Mas eu quero só dizer a você que o enfrentamento à pandemia é diário, decisões de ontem não são decisões de hoje. Decisões de hoje podem ser revistas amanhã, é assim que eu aprendi com os cientistas, com técnicos, com especialistas da medicina que uma decisão de hoje não se aplica daqui a um mês, a decisão de um mês não se aplica a dois meses. Basta fazer um retrospecto da pandemia pra se notar que a própria ciência que estuda e pesquisa, avalia e modifica as suas posições de acordo com a evolução ou a involução da pandemia. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COMITÊ DE SAÚDE: Muito obrigado, governador. De fato, o enfrentamento da pandemia é extremamente dinâmico, assim como é o conhecimento que nós temos acumulado ao longo desse mais de 1,5 ano de enfrentamento da pandemia. Dessa forma, nós estamos observando o que está acontecendo em diversas regiões do mundo e aqui no Brasil. Como eu já tinha mencionado, nós estamos vendo um grande crescimento na transmissão de casos, principalmente de casos mais leves nos países com boas coberturas vacinais em função da variante Delta ter essa característica de uma transmissibilidade muito maior. Também temos as evidências de que o impacto nos casos graves ele é bastante discreto, felizmente, mas ele existe. Dessa forma, nós acompanhando as decisões que estão sendo tomadas nesses países e o conhecimento existente, avaliamos aqui que é importante nesse momento, além de proteger a população adulta como um todo através da antecipação maior possível de cobertura de segunda dose para aqueles que ainda estão só com a primeira dose, também aumentar a proteção dos grupos mais vulneráveis que têm maior chance de eventualmente ter um quadro mais grave com uma dose adicional que após seis meses há alguma evidência de uma possível queda de proteção causada pelas vacinas, e aqui eu quero deixar claro que isso se aplica a todos os imunizantes, então assim o comitê científico entendeu que seria bastante importante pra esse grupo ter uma dose adicional que reduza o risco de poder desenvolver doença grave. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Queria, aproveitando mais uma vez, aliás um testemunho do Dr. Paulo Menezes, estava revisando aqui nos meus arquivos, já há quatro semanas que o PEI, Programa Estadual de Imunização, discute esse tema da terceira dose. E parte integrante do PEI está aqui presente nesta coletiva, incluindo o Dr. Jean Gorinchteyn que não só participou do PEI, assim como o Paulo Menezes e João Gabbardo, como também do Comitê Científico. Portanto, não é uma decisão de agora, de última hora, ou porque o ministro fez ou deixou de fazer. Aliás, hoje pela manhã na coletiva que fizemos no Instituto Butantan para a entrega de 4 milhões de doses da vacina, eu mesmo anunciei esse tema e queríamos tratar em definitivo na reunião de amanhã, os membros do comitê que aqui estão entenderam que dada a manifestação feita ontem pelo Comitê de Saúde, nós já poderíamos anunciar, e é exatamente o que estamos fazendo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Perfeito. Eu reitero exatamente a sua fala, há quatro semanas nós já falamos da terceira dose nas nossas discussões no Programa Estadual de Imunização, e há seis pra sete semanas que nós já falamos sobre a necessidade de um reforço. Entenda-se que a necessidade de terceira dose, ou seja, dentro de um mesmo esquema de vacinação pra públicos específicos ela passa a ser importante pra todas as vacinas, uma vez que nós já sabemos que esse público específico, seja os idosos pelo envelhecimento do seu sistema imunológico que nós chamamos de imunossenescência, ou aqueles que são imunossuprimidos, que têm a sua imunidade deprimida ou suprimida pelo uso de alguma medicação, especialmente a quimioterapia tem que ter uma atenção maior especialmente com a variante Delta. E nós sempre nos baseamos pra qualquer estratégia, tanto como médicos como gestores de saúde através da saúde, através da ciência, através da necessidade de documentação científica que respalde as nossas ações, e assim que temos feito. À medida que temos muito mais trabalhos, muito mais dados diferente das ações que foram tomadas inicialmente, por exemplo, com Israel, Israel não tinha feito trabalho nenhum pra fazer a terceira dose. Eles viram que o número de casos diários naquele primeiro momento eram mais de mil casos. Eles falaram: "Poxa vida, se eu vacinei grande parte da minha população eu tenho que estar dando um reforço. E é exatamente isso que nós estamos fazendo nesse momento. Temos tempo, é o momento absolutamente correto, como disse temos decrescência de número de internações, óbitos e número de casos e estamos nos antecipando pra uma medida de proteção à vida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Apenas pra finalizar, Lucas, se você perguntar hoje ao ministro da saúde do estado de Israel se há um mês atrás, ou há seis semanas atrás ele tinha decisão de aplicar a terceira dose ele vai responder a você que não. A evolução da pandemia e as circunstâncias determinaram a decisão do governo do estado de Israel que é um exemplo de vacinação no mundo de aplicar a terceira dose. Esta é a dinâmica no combate a uma pandemia. Avaliar dia a dia a sua evolução e as decisões também. Lucas. Muito obrigado. Continue nos acompanhando se você puder, vamos agora com Nanny Cox da rádio e TV Jovem Pan. Oi, Nanny. Bem-vinda.

NANNY COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. O senhor tinha dito mais cedo, né, em coletiva do Butantan que faria esse anúncio da terceira dose na sexta-feira, que teria uma reunião amanhã. Entre a coletiva do Butantan e agora, a gente teve esse anúncio do Ministério da Saúde mencionado pelo colega, então eu queria saber o que é que possibilitou até essa antecipação desse anúncio, se foi, inclusive, a própria sinalização do ministério que é esse órgão que deve dar esse direcionamento, até porque a gente sabe como o senhor mencionou é uma discussão que vem sendo feita pelos integrantes aí do PEI, mas que deixa um pouco da impressão que o anúncio em si ele foi um pouco apressado já que deixou de fora, por exemplo, os imunossuprimidos. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, é importante a sua pergunta, Nanny. Vou pedir ao João Gabbardo e Paulo Menezes que respondam, pois nós seguimos aqui orientação do Comitê Científico que eles lideram, e foram eles que... Aliás, esse tema já havia sido apresentado ontem no almoço com os integrantes desse comitê, eu comentei isso pela manhã na reunião coletiva de imprensa no Butantan. E ambos nos disseram que poderíamos anunciar essa medida hoje juntamente com a posição do PEI, o Programa Estadual de Imunização. Assim como o de imunotransplantados, eu queria ressaltar, eu não sou médico, mas há uma diferença entre imunotransplantados e outros segmentos. Então, há uma posição e a isso também vou pedir ao João Gabbardo para esclarecer, até para criar previsibilidade para imunotransplantados que será o tema apresentado amanhã. Nós temos um integrante do Comitê Científico, Dr. Medina, José Medina que, aliás, é uma das figuras extraordinárias da medicina brasileira, ele fará essa apresentação amanhã no PEI. Ele não estava hoje aqui na nossa reunião que antecedeu a coletiva. E também em respeito a ele, vamos ouvi-lo amanhã e aí teremos esta decisão anunciada na sexta-feira, ou provavelmente na sexta-feira. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Tentando fazer uma retrospectiva dos últimos dias, após a reunião de quinta-feira passada do PEI o governador solicitou uma manifestação do centro... do Comitê Científico a respeito dessas possibilidades. O Comitê Científico trabalhou de forma virtual desde quinta-feira à noite, já na quinta-feira à noite foi repassado a todos os membros, todos os pontos que foram levantados nessa discussão de quinta passada, e durante a sexta, sábado, domingo, o comitê... o Comitê Científico discutiu esse tema. Terminamos que na segunda-feira pela manhã tivemos uma reunião, aliás, na terça-feira pela manhã, uma reunião com o governador na parte da manhã e que o assunto novamente foi abordado, e ficou então pra essa reunião do PEI na quinta-feira. Por que houve antecipação pra hoje? Porque na reunião que antecedeu essa entrevista coletiva nós tínhamos os membros representação do Comitê Científico e também estávamos com os representantes, com os membros da Secretaria da Saúde e que compõem o Programa Estadual de Imunização. Então houve possibilidade de discutir conjuntamente, Comitê Científico com a representação do PEI agora pela manhã, tomamos essa decisão de fazer o anúncio da vacinação dos idosos porque isso era uma questão que está muito intensa e muitos questionamentos em relação a isso, então não tinha, não teria sentido aguardar mais tempo pra poder responder a população pra que ela já fique... tenha essa... essa informação pra poder ficar prevendo e com a possiblidade então de fazer a terceira dose garantida. Que essa é uma ansiedade de todos, né, todos idosos estavam com muita ansiedade em ter essa resposta. A questão dos imunossuprimidos, esse é um termo que abrange um conjunto muito grande de situações clínicas pra caracterizar um imunossuprimido. O que a gente vê até o presente momento é que dentre os imunossuprimidos, em relação à Covid a área que tem tido o pior resultado são os transplantados. Então esta é a nossa prioridade. Dentre os imunossuprimidos, os transplantados são os que precisam ter uma atenção maior. Por isso nós já falamos que essa população, esse grupo que fez transplante e que depois de um transplante ele vai usar imunossupressor durante toda a sua vida, obviamente que ele tem uma capacidade muito menor de ter imunidade, porque ele toma um medicamento exatamente pra reduzir a possibilidade de rejeição ao órgão que ele recebeu. Então essa situação é muito especial e essas pessoas terão, com certeza, uma priorização nessa dose adicional. Os demais nós vamos analisar com calma no Programa Estadual de Imunização pra saber se haverá necessidade de incluir outros grupos ou não dentre os imunossuprimidos. Espero ter respondido ao seu questionamento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Antes de passar ao Paulo Menezes... Ou está completa a resposta? Tá completa a resposta. Então obrigado. Eu sei que bom time funciona assim. Mas, Nanny, eu vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn pra que possa explicar o que representa imunodeprimidos, imunossuprimidos, imunotransplantados. Para ficar bem claro, temos aqui um médico infectologista. Mas antes de passar ao Jean Gorinchteyn, nessa ordem, imunodepremidos e imunossuprimidos e imunotransplantados, digo a você, nós temos uma corrida pela vida, eu aplaudo todas as iniciativas, seja de quem for, para vacinar e vacinar mais e mais rapidamente, então não estamos aqui em uma competição para ver quem deve e quem não deve, quem pode ou quem não pode. Essa é uma corrida pela vida para vacinar, quanto mais vacinarmos melhor. É como aquela brincadeira que eu tenho feito com Eduardo Paez, a quem visitei nesse sábado, é vacinar, vacinar, vacinar, essa é a boa competição, é a competição para colocar mais vacina no braço de mais brasileiros. Jean.

VINÍCIUS LUMMERTZ, SECRETÁRIO DE TURISMO: Governador, quando nós falamos de um paciente imunodepremido é aquele que tem a sua imunidade diminuída, geralmente ou por alguma medicação, ou de repente alguma doença. Por exemplo, pacientes que façam uso do corticoide, eles têm alguma imunidade, porém, essa imunidade está reduzida. Pacientes, porém, que tem AIDS, portanto, com o linfócito CD4, que é uma célula importante que nos guia, menor do que 300, também tem uma imunodepressão. Quando nós falamos de imunossupressão, são aqueles que por algum motivo tem a sua imunidade literalmente suprimida, geralmente os transplantados de órgãos. Por quê? Quando você está dando um órgão de uma outra pessoa, para que ele não faça a rejeição, eu abaixo a minha imunidade de tal maneira, para que ele não faça o que nós chamamos de reação, que a gente chama contra aquele órgão transplantado, e acabe perdendo aquele órgão. Por isso a imunossupressão acaba acontecendo. Então proteger esse público, e lembrando que dentro da imunossupressão nós temos tumores, tratamento de quimioterapia, doenças hematológicas, do sangue, que devem ser tratadas. Então a gente vai elencar exatamente quem são esses pacientes para que a gente possa estar protegendo a todos contra um vírus como o COVID-19.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Nani, obrigado mais uma vez. vamos agora à Roberta Sherer, da TV Bandeirantes, Band News, e Rádio Bandeirantes. Roberta, muito obrigado. Bem-vinda. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

ROBERTA SHERER, REPÓRTER: Tudo bem, governador? Boa tarde. Em relação à recomendação do Ministério da Saúde, da terceira dose ser uma dose diferente, Pfizer ou como alternativa Janssen, ou também Oxfor/AstraZeneca, qual vai ser a posição do estado em relação a isso? Principalmente em relação à Coronavac? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Roberta, vou pedir à nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, a doutora Regiane de Paula, para responder à sua pergunta, Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Roberta, obrigada pela pergunta. Nós aguardamos esse posicionamento do Ministério da Saúde, eu não recebi ainda oficialmente do Ministério da Saúde, mas nós teremos aqui também à disposição a vacina do Butantan. Então todas essas vacinas estarão disponíveis para a população que for até a Unidade Básica de Saúde para a sua terceira dose. Então teremos todas as vacinas. Obrigada. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Regiane, obrigado. Roberta, eu pedi ao doutor Jean Gorinchteyn, aliás, ele me pediu para fazer uma pequena complementação em relação à essa sua questão.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: É muito importante para que nós possamos dar continuidade ao nosso processo de vacinação, nós precisamos de vacinas, e nós não temos dúvida que para tanto um processo de segunda dose antecipada, para que nós estejamos garantindo uma proteção, uma quantidade de células de defesa, especialmente proteínas de defesa, os anticorpos, são necessárias as duas doses, se nós pudermos antecipar essas duas doses para toda a população, isso será melhor. E nós precisamos ter um repositório muito mais célere de vacinas, e não podemos que nenhuma vacina esteja ou seja retida por ninguém, especialmente pelo Ministério da Saúde nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Roberta, mais uma vez obrigado. Vamos para a penúltima intervenção, dos jornalistas que aqui estão nessa coletiva, que é da Maria Manso, da TV Cultura. Boa tarde, Maria.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. No anúncio do Ministério da Saúde, eles disseram que vão usar preferencialmente Pfizer ou AstraZeneca Janssen, eles propositalmente excluíram a Coronavac dessa terceira dose, como orientação para todo o Brasil. Como é que o doutor Dimas, e como é que vocês veem mais uma vez a Coronavac sendo excluída de um programa nacional?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, o doutor Dimas Covas vai responder, e nos representa a todos. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maria, esses ataques repetidos à Coronavac não são novidade, né? Nós convivemos com isso quase que diariamente vindo do Governo Federal, especificamente do Presidente da República e do ministro Queiroga, agora que está aí fazendo esse movimento. Esse é um ponto. O segundo ponto é o seguinte, o nosso contrato com o Ministério da Saúde vence esse mês, nós vamos entregar as 100 milhões de doses e não temos programação de entregar mais doses ao Ministério da Saúde. Agora, isso é um fato que não tem relação com a efetividade da associação de vacinas. Quer dizer, existem já estudos dessa associação de vacinas diferentes, inclusive com a Coronavac, a Coronavac ela acrescenta como terceira dose, isso já publicado inclusive, com o aumento de até cinco vezes a estimulação de anticorpos. Então isso não está baseado em regra técnica, não é um fato científico, é uma preferência do ministro para atingir, obviamente, a Coronavac.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Obrigado, Maria. E agora vamos à última pergunta de hoje, que é da TV Globo, Globo News, com a jornalista Daniella Gemignani. Daniella, bem-vinda. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria perguntar um pouco sobre a antecipação de segunda dose, na semana passada vocês falaram sobre isso, na semana passada ou anterior, agora não lembro, sobre antecipar a Pfizer para 30 dias. Essa semana o Ministério da Saúde antecipou para oito semanas, tanto a Pfizer, quanto AstraZeneca. Eu queria saber à quantas anda esse movimento, se vai antecipar, se não vai? Se tem vacina? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vou pedir à doutora Regiane de Paula para responder à sua pergunta, se mais alguém quiser comentar, poderá fazê-lo obviamente. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada. Obrigada, Daniella. Nós temos sim na reunião do PEI - Programa Estadual de Imunização conversado sobre isso. Mas lembrando que para a gente fazer a antecipação da vacina da Pfizer e da vacinada da AstraZeneca nós precisamos de mais doses de vacina, como o próprio secretário Jean Gorinchteyn já colocou. Então estamos trabalhando, estamos vendo realmente quem é essa população a ser antecipada a sua segunda dose. E dentro da possibilidade do calendário, o faremos. Mas precisamos de mais doses de vacinas, para que a gente possa fazer essa antecipação. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Algum comentário? Respondido. Então com isso nós encerramos a coletiva de hoje, obrigado, Regiane. Obrigado, Daniella. Obrigado, a todos que aqui compareceram, meus colegas cinegrafistas, fotógrafos também. Você que acompanhou da sua casa, por favor, continue usando máscara, sempre ao sair de casa, ou sair do seu ambiente de trabalho. Tenham todos uma boa tarde, fiquem com Deus. Obrigado.