Coletiva - Governo de SP inicia em Serrana teste inédito de vacinação em massa 20211702

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Coletiva - Governo de SP inicia em Serrana teste inédito de vacinação em massa 20211702

Local: Ribeirão Preto - Data: Fevereiro 17/02/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia. Muito obrigado a todos que comparecem à essa coletiva de imprensa, os que são aqui da região de Ribeirão Preto, e de Serrana, e os que vieram de mais longe para estarem aqui testemunhando esse momento histórico, sobre o qual vamos nos referir na sequência. Mas eu quero antes fazer aqui de forma breve alguns agradecimentos ao Léo Capitelli, nosso prefeito aqui de Serrana, está aqui representando a sua cidade, a sua população. Serrana a partir de hoje entra para a história, entra para a história da ciência mundial, não é só do Brasil. Então, Léo, você está aqui representando o seu povo, sua população, e o esforço que eles estão fazendo pela vida, pela proteção, a milhões de brasileiros e milhões de pessoas em todo o mundo. A Leila Gusmão, que é vice-prefeita a secretária de Saúde de Serrana, que nos recebeu agora pouco, Leila, muito obrigado por você estar aqui conosco. Também o vereador [Ininteligível], do hospital, que é o presidente da Câmara Municipal aqui de Serrana, muito obrigado por estar aqui conosco, representando também outros parlamentares. Meu amigo Ricardo Silva, deputado Federal, Ricardo, muito obrigado por estar aqui conosco, alegria estar com você, um abraço para toda sua família. Muito obrigado. E registrando a turma que está aqui no púlpito, antes... Agradecer à Cíntia Lúcia, é diretora do Instituto Butantã, tem sido uma grande parceira nossa. A Cíntia está por aqui, obrigado Cíntia, por estar nos apoiando, nos ajudando. Também o Gilberto Pádua, que é o coordenador do Projeto S no Instituto Butantã. Cadê o Gilberto? Ele nos recebeu aqui. Gilberto, muito obrigado a você e toda a equipe do Projeto S, ele está aqui, super obrigado, impecável, eu vi aqui toda a formação, são nove escolas que estão atendendo aqui. Se eu não estou enganado, são seis municipais e três estaduais. É isso? Nove escolas. Parabéns a você e toda a equipe. Vocês também estão escrevendo o nome na história, e vocês sabem disso. Obrigado, Gilberto. A Adriana Rosiene, que é diretora da DAS aqui de Ribeirão Preto. Cadê a Adriana? Super obrigado a você, Adriana, também, e toda a sua equipe. O Ricardo Sobrinho, que é prefeito de Santo Antônio da Alegria, que é Silva também, pelo o que eu entendi. Obrigado a você, Ricardo. Ao professor Marcos Borges, que é o diretor do hospital regional de Serrana, que eu cumprimentei agora pouco também, muito obrigado por estar aqui ao nosso lado. E queria cumprimentar em nome das duas enfermeiras que aplicaram as duas primeiras doses da vacina do Butantã nas duas primeiras voluntárias aqui de Serrana, e em nome dessas duas enfermeiras cumprimentar toda a equipe de enfermeiras, e a equipe de apoio que estão trabalhando. São mais de 500 pessoas que estão trabalhado nesse programa durante os próximos dias, muitas inclusive foram contratadas especificamente para essa finalidade. Portanto, estamos também gerando emprego e renda com a contratação desses e destas profissionais aqui na sua cidade, prefeito. Então a Glenda de Moraes, e a Selma Junqueira, as duas enfermeiras que estão ali aplicando as vacinas, em nome delas o meu agradecimento a toda a equipe, e todos que foram contratados aqui, prefeito, são da sua cidade, são de Serrana. Assim como todos os vacinados são de Serrana, apesar as especulações, foi montada junto com a prefeitura uma operação para garantir que apenas residentes de Serrana recebessem a vacina e fizessem parte desse programa de imunização. Sem nenhum risco de uma pessoa fora da cidade vir até aqui para receber a imunização. O programa o doutor Dimas vai explicar isso a vocês, foi feito exclusivamente para os moradores de Serrana. E ao falar do Dimas Covas, o Dimas está aqui ao meu lado, daqui a pouquinho ele vai ter a oportunidade de falar. O Jean Gorinchteyn, secretário do estado de Saúde, médico infectologista do Emílio Ribas, que está aqui ao meu lado, e a doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora geral do programa de imunização do estado de São Paulo, fazendo um trabalho excepcional no Programa Estadual de Imunização, dentro do Programa Nacional de Imunizações. E agradecer toda a população aqui de Serrana, prefeito, que se dispôs a participar voluntariamente, por isso assinam ali o termo de que estão efetivamente participando de forma voluntária deste programa, e muito sensibilizado também com aqui as manifestações que ouvi e recebi de pessoas da sua cidade. Muito obrigado, Léo, por essa forma carinhosa. E também quero deixar um abraço aqui ao meu amigo Ricardo Palaso, que é o diretor médico do estudo do Instituto Butantã. Onde está o Ricardo? Por que não aparece aqui? Esse é o Ricardo. É uma figura exemplar. É uma figura exemplar. É um dos coordenadores desse programa, Ricardo Palaso, e ele é uma simpatia com esse sotaque ele tem, ele é colombiano, mas adotou o Brasil como sua segunda pátria. Ricardo, muito obrigado, oportunidade de dizer isso publicamente, todo o esforço que você vem realizando ao longo desses meses junto com a equipe do Butantã. Um prazer ter você aqui, e peço que você fique aqui ao lado da doutora Regiane, para nos ajudar a responder perguntas. Eu vou fazer uma breve introdução, e aí já abrimos, eu vou pedir, eu faço uma introdução, na sequência o professor doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, e aí abrimos já às perguntas para vocês. Esse é um estudo inédito, como todos sabem, é o primeiro estudo no mundo de imunização plena de uma comunidade, de uma cidade com 30 mil pessoas que serão vacinadas, são cerca de 30 mil pessoas. Mas é a totalidade daqueles que podem ser vacinados aqui na cidade de Serrana, pessoas com mais de 18 anos, com exclusão dos mais jovens, os que tem menos de 18 anos, a exclusão de grávidas, lactantes, e daqueles que comorbidades não podem tomar a vacina por recomendação médica. Todos os demais, 100% da população, prefeito Léo, estão recebendo a partir de hoje a vacina do Butantã, e daqui a 21 dias receberão a segunda dose da vacina do Butantã. Portanto, foram separados aqui 60 mil doses para esse estudo. Quero esclarecer que essas doses nada implicam em dedução do compromisso do Instituto Butantã e do governo de São Paulo para entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantã ao Governo Federal. As 46 milhões de doses já contratadas, a entrega será feita integralmente até o final de abril, e o novo contrato que foi assinado na última segunda-feira, com mais 54 milhões de doses da vacina do Butantã, que serão entregues até setembro. Portanto, não há nenhum risco de dedução de nenhuma vacina do comprometimento do Instituto Butantã e do governo de São Paulo com os brasileiros, através da aquisição feita pelo Ministério da Saúde, para o Programa Nacional de Imunizações. Isso aqui é um adicional para o atendimento à essa população. E sobre o estudo e a importância desse estudo, de imunização, fala nesse momento o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã. Registro mais uma vez que é um momento histórico para a ciência de São Paulo, do Brasil e do mundo, e vocês vão saber porque nas palavras do presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Em perspectiva, governador, essa pandemia trouxe uma tragédia para o mundo, uma tragédia em todos os setores, tragédia social, tragédia econômica, tragédia na saúde. E trouxe também um grande ensinamento, e eu espero que sejam usados para as próximas epidemias que virão, seguramente. O ensinamento maior, governador, nós poucos sabíamos de como lidar com uma epidemia dessa proporção. O mundo vem aprendendo, vem aprendendo progressivamente em um ano da pandemia nunca se aprendeu tanto, nunca se dedicou tanto a conhecer um vírus, a sua forma de transmissão, nunca se dedicou tanto a se desenvolver novos medicamentos e novas vacinas. E essas vacinas apareceram em uma velocidade que muitos acham incrível, todo mundo tinha no horizonte uma vacina: "Mas vai demorar três anos, quatro anos". Não, em um ano de pandemia nós temos várias vacinas em uso, isso mostra como o senhor mesmo mencionou, a importância da ciência. E a nossa sociedade hoje ela é dependente da ciência, em todos os aspectos. E agora mais do que nunca, durante essa epidemia, da ciência médica. Então quando nós começamos esse processo de trazer essa vacina para o Brasil, além do estudo de fase três, que já foi terminado, e que demonstrou de forma muito cabal a segurança da vacina, a eficácia da vacina. Nós também tínhamos um planejamento, isso já no ano passado, setembro do ano passado, de fazer também um estudo de eficiência. Um estudo que foi pensado e outras oportunidades. Foi pensado em ser realizado na África, durante a epidemia de Ebola, mas nunca foi realizado, nunca foi realizado pelas dificuldades logísticas, dificuldades de acompanhamento, dificuldades de recursos. E agora, durante essa pandemia, nós falamos: Olha, nós temos aqui uma oportunidade de ouro de fazer um estudo de eficiência. E aí começamos a procurar qual seria o local ideal e chegamos em Serrana. Por que Serrana? Primeiro, uma cidade relativamente pequena, portanto, possível de acompanhar as pessoas que serão vacinadas. Segundo, próximo de um centro universitário importante, de pesquisa médica importante, que é a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. Terceiro, um excelente hospital estadual, um excelente hospital estadual, quer dizer, é um privilégio para um município como Serrana ter um hospital estadual do gabarito que tem aqui. E o último, que a incidência de Covid aqui, no momento em que nós resolvemos, era o mais alto do estado, era o mais alto, uma incidência de 6%, sendo que no estado era 2%, 1,5%, 2%, 2,5%. Aí, essas condições nos permitiram escolher então Serrana, e começamos a trabalhar desde setembro. Então, nós temos equipes aqui em Serrana, é o chamado Projeto S, porque era secreto, e que ficaram fazendo as tarefas iniciais. Por exemplo, um censo. A cidade foi recenseada, quer dizer, foram visitadas as casas das pessoas, foram estabelecidos os fluxos, como funcionavam os fluxos, qual era a incidência da infecção nos diversos bairros, tudo isso como preparatório para o projeto. E aí chegou o momento de lançar o projeto, a cidade foi dividida em quatro blocos, cada bloco com uma cor, esses blocos serão vacinados com intervalo de uma semana. Isso vai permitir inúmeras comparações, isso vai permitir conhecer em profundidade o que está acontecendo com todos os vacinados, mas também com a epidemia, qual vai ser o número de pessoas infectadas, qual a necessidade de hospital, qual é o recurso que está sendo poupado, enfim, inúmeras respostas que nunca foram obtidas antes, de uma forma organizada, num estudo como esse. Por isso que é inovador, e vai ganhar, como já ganhou, já ganhou menção na imprensa internacional, mas, a partir de hoje, certamente vai ganhar essa dimensão.

Além do aspecto epidemiológico, nós estamos testando aqui várias ferramentas de controle da epidemia. Então, sobre uma figura que chama Tainá, acho que tem uma projeção, acredito eu. Tem? Temos? Ou não temos?

[exibição de vídeo]

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: O Governo do Estado de São Paulo, o Instituto Butantan e a cidade de Serrana são protagonistas de uma ação pioneira em todo o mundo: Projeto Serrana. Uma campanha inédita de vacinação em massa contra a Covid-19.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Creio que essa vacinação vai salvar muitas vidas, e como vai.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Uma verdadeira pesquisa clínica para provar que, além de eficaz e segura, a vacina do Butantan será testada como proteção numa cidade inteira.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Tentamos entender como é que a vacina consegue controlar a transmissão e controlar os casos graves, nesse conjunto de pessoas.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Uma megaoperação, envolvendo todo o sistema de saúde de Serrana.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Isso não seria possível sem o Butantan, com toda a parte de logística, conhecimento, não seria possível sem o hemocentro que faz os exames, sem a faculdade, sem a gente. Então é um projeto muito audacioso.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Vacinação em massa na cidade de Serrana, com a vacina do Butantan.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Vai ser muito importante pra nós, porque vai ajudar a salvar vidas.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Um exemplo para a saúde pública e a medicina, para ser usado em todo o mundo.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Muito obrigada, só tenho a agradecer por ter escolhido Serrana para essa ação.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: E aqui é um grande passo que eles deram, que eu acho que vai salvar muita gente. O governo está fazendo um grande esforço pra isso, né? Então, eu acho que vai dar certo.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governo de São Paulo, estado de respeito.

[aplausos]

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Então, o vídeo entrou antes, mas tinha uma apresentação, não sei se... Não, não tem, né? Mas enfim, nós estamos testando aqui também algumas ferramentas tecnológicas que vão nos ajudar a combater a pandemia no estado inteiro, quiçá no Brasil inteiro. Então, são ferramentas que receberam o nome de uma personagem chamada Tainá, é bem brasileiro, e todos os habitantes de Serrana hoje têm a Tainá, se quiserem, no seu celular, em seu Whatsapp, e ali ela mostra a interação em vários aspectos, quer dizer, ela interagem com relação ao programa de vacinação, ao esquema vacinal, as reações adversas possíveis, reage em relação aos sintomas da infecção, ela reage inclusive orientando as pessoas, no caso dos sintomas, ao procurar atendimento médico. Enfim, são várias ferramentas sob esse nome, Tainá, que vão ser testadas aqui, serão testadas aqui e poderemos ampliar isso para o Brasil inteiro. Então, são muitas iniciativas de pesquisa e de desenvolvimento em curso aqui, quer dizer, além dos aspectos que o senhor mencionou, de termos contratado 500 pessoas, nós estamos gerando conhecimento além da questão da pandemia, conhecimento tecnológico, formas de combater a epidemia, a vigilância epidemiológica ativa que Tainá faz. Só não testamos aqui o contact tracing, porque o contact tracing pode interferir nos resultados do estudo. Mas vamos testar o contact tracing numa cidade próxima aqui, que é Araraquara, que está sofrendo um surto agora da nova variante. Então, são iniciativas importantes e, mais uma vez, tudo isso é possível porque tem ciência envolvida. São pesquisadores, são pessoas que querem aprender e ajudar a combater esse terrível vírus nesse momento. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Pessoal do áudio, se puder aumentar um pouquinho o áudio, agradeço. Nós vamos agora às perguntas, nós temos cinco veículos de comunicação inscritos. Tenho certeza que, com isso, nós vamos atender a totalidade das demandas que os demais veículos também desejariam fazer. Pela ordem, nós vamos com GloboNews, SBT, CNN Brasil, Ribeirão News e a CGTN, que é a rede de televisão chinesa. Então, começando com a Isabela Leite, da GloboNews. Isabela, obrigado por estar aqui conosco, você fez uma viagem longa para estar aqui conosco. Nós teremos coletiva hoje também lá no Palácio dos Bandeirantes, às 12h45. Bom dia e a sua pergunta, por favor. Dá o áudio pra ela também, por favor. Isso, agora sim. Obrigado, Isabela.

REPÓRTER: Governador, bom dia a todos. Eu gostaria de fazer um pacote de perguntas, aproveitando que estão todos aqui, começando com o senhor, a respeito da reunião que está prevista com outros governadores, para discussão com o Ministério da Saúde, sobre o plano e o cronograma a partir de agora da vacinação, não só em São Paulo, em todo o país. O senhor deve participar? O que o senhor tem de informações a respeito dessa reunião? Um pouco também sobre esse assunto, eu gostaria de ouvir do Dr. Jean ou do próprio governador sobre o cronograma aqui em São Paulo, quais informações vocês têm de cidades que vão precisar parar a vacinação por causa da falta de vacinas. E do Dr. Dimas Covas também, eu gostaria de ouvir um pouco mais o senhor sobre o contrato que foi assinado, finalmente, com o Governo Federal. O governador disse que o cronograma é que as doses sejam entregues até setembro, mas isso vai ser feito de uma forma escalonada, como vem sendo feito com as outras 46 milhões de doses? Como que isso vai ser feito? E também, eu não sei qual dos três poderia responder, da previsão de abertura de leitos em Araraquara. Foi anunciada a abertura de leitos, mas sem uma data. São essas as nossas perguntas, muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isabela, vamos lá então. Fórum de governadores acontece hoje, às 15 horas. O Fórum de governadores, tendo como convidado o ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo. Eu tenho falado com todos os governadores e, especificamente, com o coordenador deste programa de saúde, do fórum de governadores, delegado por todos nós, que é o governador do Estado do Piauí, Welington Dias, e que, por nossa delegação, tem feito os contatos e tem dialogado com o ministro e com o Ministério da Saúde. Ele conduzirá a reunião em nome de todos os governadores. E o ponto principal é o calendário de entrega das vacinas, todos os governadores são unânimes em solicitar do Governo Federal, isso será feito hoje às 15h, um calendário preciso para a entrega de vacinas. Quantas vacinas, quando e quais vacinas, essas são as respostas que todos nós governadores esperamos do Ministério da Saúde. A reunião será às 15h, e eu excepcionalmente não estarei participando, mas o governo de São Paulo estará presente com o vice-governador Rodrigo Garcia, participando. É uma reunião virtual. Mas todos nós estamos absolutamente alinhados nessa defesa do calendário de vacinas, quais vacinas, quantas vacinas serão entregues aos governos estaduais esse ano de 2021. Sobre o PEI - Programa Estadual de Imunização, responderá a doutora Regiane de Paula, Isabela, que é a coordenadora geral desse programa, e na sequência Dimas Covas e Jean Gorinchteyn. Por favor, Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom dia, a todos e todas. Isabela, o Programa Estadual de Imunização ele previu com muita clareza toda a distribuição e logística de vacina para os 645 municípios, por isso que nós instituímos um calendário. Então quem seria fase um de vacinação, trabalhadores de saúde, quilombolas, indígenas, pessoas institucionalizadas, para que a gente também tenha a fase dois, que já começou na sexta-feira passada. E aqueles municípios que anteciparam o calendário vacinal, eles correm o risco sim de não ter esse imunizante, porque nós temos um cronograma estabelecido. Então nesse momento todos os municípios que estão seguindo cronograma do Plano Estadual de Imunização, que é o mesmo do Programa Nacional de Imunizações, sem avançar etapas, não terá falta de insumos, de imunizantes, só terá se o município, secretários e prefeitos decidirem avançar. E aí com esse avanço, porque nós temos um cronograma de entrega, logística, distribuição, aí sim poderá haver falta. Mas não porque nós não temos imunizante, o Butantã tem nos enviado a grade para o estado normalmente, nós estamos vacinando com a vacina do Butantã, nove vacinas de cada dez brasileiros, é a vacinação feita com a vacina do Butantã. Então assim, só há e só haverá falta de vacinas se o município antecipar aquilo que está colocado pelo Plano Estadual de Imunização, aí sim correrá o risco desse município ter uma falta. Mas o estado, o calendário do estado não há falta nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Vamos agora ao doutor Dimas Covas, sobre o novo contrato de 54 milhões de doses do Butantã, com o Ministério da Saúde. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Governador, deixa eu só fazer uma colocação antes de falar do contrato. Eu acho que os municípios que terminaram eles devem ser aplaudidos, eles cumpriram a meta, quanto antes cumprir a meta, melhor, mais pessoas foram vacinadas. Agora, a falta da vacina, lembre-se, ela decorre fundamentalmente em uma falta de planejamento do nosso Ministério da Saúde. A vacina do Butantã só entrou no ministério em contrato em janeiro, segunda parcela da vacina foi assinada essa semana. A vacina do Butantã não era para ser a vacina do programa nacional, isso todo mundo sabe, era a vacina da AstraZeneca, da Fiocruz, que até então não começou a ser produzida. Então graças ao bom Deus, nós temos a vacina, e o Butantã está se esforçando ao máximo para liberar o quanto antes da vacina. Exatamente. Veja, esse contrato, como o primeiro, foi uma luta também, só foi assinado anteontem, de inúmeras idas e vindas, inúmeras mudanças de cláusulas, cláusulas de exclusividade, cláusula disso, cláusula daquilo. Enfim, finalmente se assinou, e a matéria-prima relativa a esses 54 milhões começam agora a chegar em março, e o nosso cronograma com esses 54 milhões, do ponto de vista contratual, é até setembro, mas nós vamos adiantar isso ao máximo. Nós estamos hoje com uma linha de produção com capacidade de 1 milhão de doses por dia, mas que está operando nesse momento com 600 mil, mas ela vai aumentando. A partir de abril nós vamos ter uma segunda linha, vamos ter capacidade de processar 2 milhões de doses por dia. E, portanto, nós vamos acelerar, seguramente, esse cronograma. Mas enfim, acho que é esse o panorama.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Jean Gorinchteyn, sobre o tema dos leitos em Araraquara.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Só quero aproveitar e voltar e reforçar que o sistema de vacinação ele está intimamente relacionado com a nossa plataforma Vacivida, todos os 645 municípios eles foram orientados a alimentar essa plataforma para que a segunda dose da vacina esteja baseada nessa vacinação, se nós ofertamos o número de vacinas para aquela região. Aquela região deve aplicar, e após o término dessas doses ofertaremos a segunda dose em tempo combinado. Infelizmente, dos nossos 645 municípios nós temos um dos municípios, São José dos Campos, que não vem respeitando essa normativa. Nós já fizemos uma solicitação formal para que a municipalidade se expresse e coloque, faça a sua inserção nessa plataforma. Uma vez que essa plataforma já está ligada diretamente ao Ministério da Saúde, e infelizmente continuamos não recebendo essas informações. Dessa maneira, teremos que praticar as autuações conforme já havia sido solicitado. Com relação à questão de leitos na região de Araraquara, já temos instituído essa semana na região de [Ininteligível], cinco leitos de UTI, na região de São Carlos mais 12 leitos também de UTI, que já estão sendo utilizados agora nas próximas horas. Outros leitos nos próximos dias serão incrementados, inclusive tanto de Unidades de Terapia Intensiva, quanto de enfermarias. Além do que nós instituímos para àquela região a oportunidade de oferta daqueles respiradores da Poli USP, que são respiradores emergenciais, são utilizados principalmente no pronto-atendimento, para que aqueles indivíduos que estivessem, ou estiverem aguardando as Unidades de Terapia Intensiva, as vagas, já estejam sendo atendidos mesmo nas unidades de pronto-atendimento. Ninguém ficará sem assistência médica.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Muito obrigado, Isabela Leite. Antes de passar para você, Flávia Travassos, a Letícia Bragali tem uma comunicação para fazer, por favor, Letícia. Depois vamos para a Flávia Travassos, João Borda, Tadeu Donizete e Paulo Cabral.

LETÍCIA BRAGALI: Eu gostaria de solicitar que os jornalistas que vieram até aqui fazer a pergunta, façam apenas uma pergunta, por gentileza.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, há uma razão para isso, e nós temos que voltar para São Paulo para a coletiva de imprensa, que é 12h45min, e é transmitida ao vivo, e lá teremos a oportunidade também, perante esses veículos, talvez não a vocês, fisicamente, mas os seus veículos terão a oportunidade de mais perguntas. Flávia, obrigado por você estar aqui conosco, sei que você fez uma longa viagem, sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Obrigada, governador. Bom dia, a senhor. Bom dia, a todos. Eu queria confirmar o prazo desse estudo aqui em Serrana, a gente tem informação de que a vacinação vai acontecer durante oito semanas, ou seja, terminaria por volta do dia 14 de março, e que depois de cinco semanas, ou seja, meados de abril ali, a gente já teria algumas conclusões. Queria confirmar esses prazos com o doutor Dimas Covas. E saber, eu sei que são várias conclusões importantes, como o senhor já adiantou, doutor Dimas Covas, o que é de maior impacto que pode ser descoberto agora, já em abril? Qual é a grande descoberta que esse teste, que esse exame que está sendo feito na cidade poderá mostrar?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Como eu mencionei, a cidade foi dividida em quatro blocos que receberam cores, e isso foi feito de uma forma aleatória, quer dizer, essas cores foram sorteadas, e tem uma ordem de vacinação. Quer dizer, é uma cor por semana, então são quatro, vamos demorar quatro semanas. No final começa a segunda dose, então daí oito semanas. Agora, os dados eles são acompanhados continuamente, hoje, por exemplo, as pessoas vão ser vacinadas e vão colher sangue, tudo isso vai acontecendo à medida que vai vacinando. E as comparações vão sendo feitas. No final de 12 semanas os primeiros resultados já poderão estar disponíveis, já podemos tirar as primeiras conclusões, obviamente que serão ainda conclusões preliminares, que o estudo prossegue.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Dimas Covas. Obrigado, Flávia. Vamos agora ao João Borda, depois ao Tadeu Donizete, e Paulo Cabral pela ordem. João Borda, da CNN Brasil. João, muito obrigado por estar aqui conosco, bom dia, sua pergunta, por favor.

JOÃO BORDA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Minha pergunta é uma pergunta seguida de um complemento. Por que tivemos essa explosão de contágio da doença no estado de São Paulo é a principal, vai ter vacina para todo mundo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João, eu vou pedir ao médico Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do estado de São Paulo para responder a sua pergunta e o seu complemento.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: É importante que nós tivemos realmente uma explosão do número de casos especialmente decorrente das festas de final de ano, as festas de final de ano foram a consagração do que as pessoas saíram das suas casas sem se preocupar em evitar as regras sanitárias de aglomerações, de uso de mascaras e com isso nós tivemos o grande incremento de número de casos, internações e mortes em todo o estado, estamos, através das medidas que foram muito mais austeras, com restrições em algumas regiões, garantindo que nós não tivéssemos colapso na saúde no estado de forma geral isso fez com que essa semana nós já diminuísse pela quarta semana consecutiva o número de internações, quando falamos do número de internações nós estamos mostrando o momento atual, a circulação do vírus da população mas infelizmente algumas regiões continuaram não acreditando que a pandemia fazia parte de seu cenário e negligenciaram e isso faz com que o vírus continue circulando com as pessoas, nós estamos tomando as medidas necessárias tanto do ponto de vista do Plano São Paulo garantindo a segurança da nossa população dando assistência à saúde para que ninguém fique sem atendimento médico mas nós precisamos da conscientização da população inclusive dos jovens, para que nós não tenhamos a manutenção do número de casos tão elevados na nossa população da nossa comunidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean Gorenchteyn, obrigado João Borda, antes de chamar o Tadeu Donizete, aliás, o Tadeu já está aqui, pode ficar ao lado do microfone, por favor, quero pedir às pessoas que estão ali atrás puderem fazer um pouco de silêncio eu fico grato em respeito aos jornalistas eu já vivi essa experiência, o áudio com excesso de ruído, ele não capta adequadamente dificulta depois o trabalho da edição, nós estamos já no final da coletiva, eu pedir um pouquinho de compreensão para que os que estão fora da coletiva por favor ou falem baixinho ou silenciem só um pouquinho em respeito aos jornalistas que aqui estão, agora sim, com você, Tadeu Donizete.

TADEU DONIZETE, JORNALISTA RIBEIRÃO NEWS: Bom dia governador, a vacina do Butantan, por ser de vírus inativado, ele consegue proteger essa nova cepa que está em Araraquara? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Interessante sua pergunta, Tadeu Donizete, da Ribeirão News será respondida pelo médico e cientista Dimas Covas.

DIMAS COVAS, CIENTISTA BUTANTAN: Bem, Tadeu, você colocou bem, de todas as vacinas que estão sendo usadas nesse momento a vacina de vírus inativado com essa do Butantan fez é que tem menor probabilidade de ser afetada pela variante, as demais como são feitas em cima de um único pedacinho do vírus, e esse pedacinho mudo de a vacina pode perder a eficácia, no caso da vacina do Butantan nós já testamos essa vacina lá na China contra a variante inglesa e contra a variante sul-africana, um bom resultado e agora nós estamos testando aqui no Butantan contra essa variante de Manaus chamada de T1 brevemente nós vamos ter resultado e somos aí muito otimista que ela vai conseguir dar conta do recado sim.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas, Tadeu, muito obrigado pela pergunta, vamos à última intervenção que é da CGTN que é Rede de Televisão chinesa pelo correspondente aqui, um dos seus corro correspondente no Brasil, Paulo Cabral, cadê você Paulo?

PAULO CABRAL, CGTN CHINA: Aqui governador. Bom dia a todos, a minha pergunta é como os senhores disseram esse é um estudo inédito no mundo, eu queria saber então que interesse que isso despertou e que parceria que há também com instituições do exterior, sobretudo aí com a Sinovac Biotech, empresa chinesa que desenvolveu essa vacina do Butantan também está participando ou mostrando interesse nos dados e outras vacinas, por exemplo, a da Fiocruz que poderiam passar por experiências dessas os fabricantes dessas vacinas também estão em contato com os senhores para eventualmente emular esse tipo de experiência em outros locais?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Também muito interessante sua pergunta e o complemento Paulo Cabral eu vou pedir ao Dimas Covas para que responda a sua questão e o complemento também, Dimas.

DIMAS COVAS, CIENTISTA BUTANTAN: Bom, a Sinovac é também ela forneceu essas vacinas que são vacinas para o estudo clínico, por isso que foi mencionado que isso não tem relação com as doses que estão sendo distribuídas pelo programa nacional de imunização e além disso, a Sinovac foi a desde o primeiro momento então ela também aguarda esses resultado que isso vai reforçar o papel da vacina que hoje já é uma vacina mundial, então, outras vacinas poderiam ter realizado esse tipo de estudo, não realizaram por razões as mais diversas possíveis, inclusive, pelas questões que eu mencionei, logística, custo, oportunidade, nós assumimos aí o compromisso de levar isso ao extremo e dar ao mundo uma primeira contribuição importante nesse sentido.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas Covas, Paulo Cabral, muito obrigado, eu sei que é muitos correspondentes da CGTN, maior rede de televisão do mundo, com sede na China, parece que é Pequim, Red Quarter de vocês, bem, eu queria agradecer aos jornalistas, cinegrafista, fotógrafo, técnicos, os da região seja de Serrana, Ribeirão Preto, região e especialmente os que vieram de São Paulo uma longa viagem por estarem aqui hoje nessa manhã, mas valeu a pena porque vocês estão testemunhando momento histórico na vida da ciência em São Paulo, no Brasil e no mundo, o que está sendo feito aqui em Serrana e os resultados e a conclusão desse estudo conforme já mencionado pelo Dr. Dimas Covas atenderá a São Paulo, ao nosso país e ao mundo porque não há nenhum estudo semelhante em execução em nenhuma parte do planeta nesse momento, isso é uma celebração dos 120 anos do Instituto Butantan, Butantan completa essa semana 120 anos de existência, 120 anos a serviço da saúde e da vida, um orgulho para todos os brasileiros de São Paulo, Dimas Covas e orgulho para o e foi o Instituto Butantan que trouxe a vacina ao Brasil. Amigos e amigas, se não fosse o esforço de governo de São Paulo e o Instituto Butantan, nesse momento nós não teríamos vacina no Brasil, portanto, aplausos ao Butantan, aplausos a todos que se esforçaram para que o Brasil pudesse ter a vacina, a vacina que protege e a vacina que salva. Daqui a pouquinho estaremos juntos na coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, eu quero agradecer muito a você, Leo Capitelli, prefeito de Serrana, obrigado por todo o seu apoio de toda a sua equipe, secretaria de educação, secretaria de Saúde todas as áreas transversais, sob seu comando como prefeita e a Leila Gusmão vice prefeita e ex secretária da saúde, Leila muito obrigado também a você e toda a sua equipe, aos profissionais que, aos profissionais que aqui comparecem, os profissionais da saúde, da educação, me lembro também de fazer um agradecimento ao Rossieli Soares, o nosso secretário de educação do estado de São Paulo, e a todos que eu já tive a oportunidade de mencionar, peço desculpas, Dimas, Regiane, e eu vamos ter que sair correndo para chegar em tempo da coletiva em São Paulo, peço perdão para uma saída um pouco mais rápida do que nós gostaríamos mas não é em desatenção a nenhum de vocês mas sim a necessidade da logística para chegarmos a São Paulo em tempo da coletiva de começa às 12h45, boa viagem aos que vieram de São Paulo, e bom dia a todos, fiquem com Deus, fiquem protegidos, fiquem com a vacina do Butantan, obrigado pessoal, obrigado.