Coletiva - Governo de SP inicia em agosto vacinação de pessoas de 45 a 54 anos 20212605

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Coletiva - Governo de SP inicia em agosto vacinação de pessoas de 45 a 54 anos 20212605

Local: Capital – Data: Maio 26/05/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde, muito obrigado pela presença. Vamos dar início a uma nova coletiva de imprensa, aqui na sede do Governo do Estado de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, hoje, quarta-feira, dia 26 de maio. Informações relevantes e importantes sobre o combate à pandemia.

Primeira informação: O Governo do Estado de São Paulo prorroga a fase de transição até o dia 14 de junho, mantendo em funcionamento as atividades econômicas até as 21h. O Governo do Estado de São Paulo está prorrogando, portanto, a fase de transição, até o dia 14 de junho, exatamente nos moldes em que vem operando atualmente. O funcionamento das atividades comerciais seguirá até às 21h e a permissão de 40% de ocupação do local, seja restaurante, café, comércio e demais serviços. Repito: até o dia 14 de junho. E a nossa recomendação, pois os indicadores da pandemia recomendam cautela neste momento, e é a cautela que nós estamos adotando. A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, juntamente com os coordenadores do Centro de Contingência, os médicos Paulo Menezes e João Gabbardo, falarão sobre a prorrogação deste período de transição aqui no Governo do Estado de São Paulo.

Outra informação, agora sobe vacinação: Sempre com o objetivo de dar previsibilidade às pessoas que serão vacinadas no Estado de São Paulo, assim como as prefeituras municipais dos 645 municípios, o Governo de São Paulo vai iniciar a vacinação das pessoas entre 45 e 54 anos, a partir do dia 2 de agosto. Neste mês, nós estaremos vacinando a totalidade da população do Estado de São Paulo, nesta faixa de 45 a 54 anos. No período de 2 a 16 de agosto, serão vacinadas as pessoas entre 50 e 54 anos. E, a partir do dia 17 de agosto, começaremos a vacinação das pessoas entre 45 e 49 anos, um público total de 3,6 milhões de pessoas. Outra informação também sobre vacinação, desta feita para trabalhadores aeroviários. Essa vacinação, de trabalhadores aeroviários, começará nesta sexta-feira, dia 28 de maio. Repito: a vacinação dos trabalhadores aeroviários começa nesta sexta-feira, dia 28 de maio. No dia 28, sexta, vão ser vacinados aeroviários dos aeroportos de Congonhas, Cumbica e Viracopos. Já os portuários, do Porto de Santos, começarão a ser vacinados a partir da próxima terça-feira, dia 1 de junho. Um total, entre aeroviários e portoviários, são 40 mil trabalhadores. O cronograma de toda a vacinação será apresentado pela coordenadora do PEI, Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula, que também vai dar detalhes sobre a continuidade da vacinação, aqui no Estado de São Paulo.

Aqui, mais uma boa notícia, sobre testagem. O Governo do Estado de São Paulo acabou de fazer a aquisição de 1 milhão de testes, para ampliar a testagem no Estado de São Paulo. São testes rápidos, que serão distribuídos aos 645 municípios do Estado de São Paulo, a partir de já. Os testes adquiridos detectam um caso de Corona Vírus em apenas 15 minutos, e têm um grau de efetividade de 98%. A medida vai ampliar a testagem e o monitoramento de casos de Covid-19 no Estado de São Paulo, que é o estado que mais testou até o presente momento, desde o início da pandemia, e continuaremos a testar.

Quinta informação, também levando em conta a testagem: O Governo do Estado de São Paulo vai realizar dez eventos testes, eventos pilotos, a partir do dia 15 de junho. Os eventos serão realizados com limitação de público, ambiente controlado e testagem rápida de todos os participantes. Isso já foi realizado em outros países, uma iniciativa semelhante, e que aqui nós vamos realizar com o apoio da Secretaria da Saúde e a participação das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Cultura, de forma segura, de forma controlada e com testagem. Sobre essas medidas, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, e Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, falarão na sequência.

E a última informação de hoje, sexto item, fala sobre vacinas. E aqui, eu faço um apelo, como governador do Estado de São Paulo, à Anvisa, para que tenha o senso de urgência, ao lado daquilo que ela já tem, o seu senso de responsabilidade. E por que eu faço essa menção? Nós precisamos da aprovação da Anvisa para a testagem da Butanvac, a nova vacina do Butantan, contra o Coronavírus. Hoje, dia 26 de maio, fazem exatamente dois meses que anunciamos a Butanvac, a vacina do Butantan contra a Covid-19, uma iniciativa do Butantan, junto com o Mount Sinai Institute, de Nova Iorque. E nós iniciamos assim a solicitação formal à Anvisa para liberação da testagem em humanos, as fases 1, 2 e 3. Mas mesmo sem a aprovação prévia da Anvisa, nós determinamos, e essa iniciativa eu assumi a responsabilidade de autorizar a produção da vacina pelo Butantan, 18 milhões de doses estão em produção, 6,8 milhões de doses já estão prontas, armazenadas e refrigeradas no Instituto Butantan. Até o final de julho, são 18 milhões de doses. E até o final de outubro, serão 40 milhões de doses prontas da nova vacina contra Covid-19, a Butanvac. E por que fizemos isso? Porque temos absoluta confiança no Instituto Butantan, com 120 anos de existência, 30 anos de domínio de vacina contra a gripe, H1N1 e Influenza, cujo princípio é o mesmo desenvolvido para esta nova vacina contra Covid-19. Evidentemente que vamos aguardar a aprovação da Anvisa, mas o que pedimos aqui é senso de urgência, dado ao fato de que o Brasil, como todos sabem, perde todos os dias 2.500 vidas. E já acumulamos nesta tragédia 450 mil mortos. Portanto, a Anvisa deve seguir e tem a nossa confiança para os critérios e os protocolos de análise, mas por favor, sem burocracia. Não há como justificar demora e burocracia diante de uma tragédia desta pandemia. E sobre este tema, falará Rui Curi, que é o diretor da Fundação Instituto Butantan, hoje aqui presente, dado ao fato de que Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, está neste momento na CPI do Congresso Nacional, do Senado, exatamente respondendo sobre vacina.

Vamos então ao primeiro tema, com Patrícia Ellen, aqui ao meu lado, secretária de Desenvolvimento Econômico. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador, boa tarde a todos e a todas. Nós vamos falar um pouco aqui dessa fase, da prorrogação da fase de transição e desse importante momento de união, colaboração de diversos setores, para podermos dar um passo, de termos medidas voltadas à testagem e planejamento, com base em resultados científicos do segundo semestre, com a retomada de algumas áreas econômicas. Então, a fase de transição foi prorrogada por duas semanas e até o dia 14 de junho, quando iniciamos a próxima etapa, que é a expansão do horário e de ocupação. Então, nas próximas duas semanas, nós mantemos o modelo atual de funcionamento das 6h às 21h, com toque de recolher de 21h às 5h da manhã, e ocupação permitida de 40%. Lembrando que esse é um momento que requer muita cautela. O secretário Jean vai dar os detalhes dos dados, mas nós precisamos de fato cumprir esses protocolos e respeitar, em especial, o toque de recolher. Isso foi um pedido específico, também reforçado pelo Centro de Contingência.

Na próxima página, nós temos aqui qual é a etapa que nós estamos iniciando de planejamento, para que possamos fortalecer as medidas de testagem, monitoramento e isolamento de contatos. Pelo lado público, nós estamos realizando essa aquisição de 1 milhão de testes para distribuição aos municípios. Na última segunda-feira, nós fizemos uma reunião muito importante com prefeitos de todo o Estado de São Paulo, o secretário Vinholi trará detalhes, mas nós estamos aqui no momento onde haverá um termo de adesão dos municípios, para que pratiquem os protocolos de testagem, monitoramento e isolamento de contatos, durante os próximos 10 dias haverá a adesão e, na sequência, o início da distribuição desses kits de testes rápidos. Lembrando que os municípios também, com esse termo de adesão, deverão fortalecer a sua estratégia de monitoramento de contatos, e também se comprometer a aplicar medidas mais restritivas, quando for necessário. Na parte privada, nós estamos lançando a próxima etapa da estratégia Testagem SP, uma iniciativa de reconhecimento às empresas e associações que contribuem para o monitoramento da Covid-19 em seus ambientes de trabalho. E também a realização de dez eventos-teste, com todo o acompanhamento científico, agora nesse período de junho a julho, para que possamos aprender com eles e aplicar essas novas práticas.

Na próxima página, nós temos aqui... Lembrando que essa iniciativa de testagem, ela é uma iniciativa que está sendo aplicada em todo o mundo, independente... Mesmo em países que já estão com uma fase mais avançada de vacinação, entre 40% e 60% da população, estão agora realizando essa iniciativa de testagem em massa, que antes não era disponível nesse modelo tão custo efetivo. Os testes são mais baratos hoje e o resultado sai em 15 minutos. Então, esse trabalho, São Paulo está saindo na frente, liderando esse esforço, também em linha com as melhores práticas mundiais.

Na próxima página, os eventos-teste que nós estamos iniciando agora, são dez eventos-teste, com cronograma que vai a partir do dia 15 de junho em diante. Nós temos eventos sociais, feiras de negócios, feiras criativas e festas, lembrando: isso não é uma retomada, não é uma abertura. São dez eventos controlados, para ter monitoramento científico. Todas as pessoas que participarem serão testadas nesse novo modelo e serão monitoradas por duas semanas, para que possamos então ter um planejamento para o segundo semestre seguro, responsável, baseado na ciência e baseado nos dados. Fica inclusive aqui meu agradecimento a todos os representantes do setor que estão aqui conosco, em especial também o deputado Alexandre Frota, que tem sido um líder na força-tarefa das festas clandestinas. E aqui temos representantes de uma série de associações que estão aqui conosco, realizando, desenhando todos esses eventos-teste, e vou colocar aqui os membros e citar aqui no final. Na próxima página, relembrando que, como eu disse, são referências internacionais de melhores práticas. Estamos fazendo isso, testagens imediatas e protocolos de biossegurança, com eventos de diversos tamanhos. Tudo será monitorado e divulgado, com acompanhamento também de epidemiologistas, para que possamos fazer isso com total responsabilidade.

Na próxima página, nós temos aqui um ponto importante, que foi um pedido também do setor: nós estamos fazendo um curso de biossegurança no Centro Paula Souza, com a capacidade de formar 3.000 pessoas. Esse curso está sendo lançado e disponibilizado através do viarapida.sp.gov.br, está sendo desenhado agora para ser disponibilizado a partir de julho e ser utilizado também como base para que esses profissionais sejam formados e apliquem esses protocolos. Agradeço às associações que estão desenhando esse programa conosco, e em especial a Abrasel e a NR, neste caso.

Na próxima página, nós temos aqui um esforço com o Instituto Coalisão Saúde. Aproveito para agradecer a presença do presidente Cláudio Lottenberg e da diretora executiva Denise Eloi, que têm sido grandes parceiros nessa jornada, e estão oferecendo pra gente um site, onde haverá agora toda a certificação das empresas e associações, que passam a ser empresas que estão seguindo esses protocolos de biossegurança e aderindo ao modelo da testagem rápida, em linha com as melhores práticas dos países mais desenvolvidos do mundo. Este questionário está disponível a partir de agora no site testagemsaopaulo.sp.gov.br, é autodeclaratório, as empresas e associações respondem seis perguntas de triagem, dez perguntas de testagem e quatro perguntas de comunicação. E com isso elas passam a aderir a esse programa, nós faremos aqui vistorias com base amostral, mas é um modelo baseado em confiança, em colaboração, para que todos os setores façam parte desta nova etapa.

Na próxima página, para finalizar, agradeço aqui a todas as associações. Nós tivemos aqui dezenas de reuniões, o governador João Doria participou pessoalmente delas. Agradeço, governador, sua dedicação. Nós estamos num momento de muito cuidado, de muita cautela, mas também de muita esperança. Associações todas nomeadas aqui, com seus representantes aqui, pessoalmente, muitos viajaram de longe, que esses eventos vão ser pilotados não somente na capital, mas no interior e na Baixada. Então, temos aqui representantes de todas as regiões. E essas associações aqui são as primeiras que aderiram conosco, mas haverá muitas outras que participarão, nesse momento que São Paulo vai mostrar pro mundo que é possível manter o controle da pandemia e criar modelos responsáveis de retomada para o segundo semestre. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia Ellen. Antes de seguirmos para o Paulo Menezes, queria renovar o agradecimento a todos os nossos convidados especiais que estão aqui. Muito obrigado por estarem aqui, participarem, contribuírem, ajudarem. É muito melhor contribuir no diálogo do que a reclamação à distância. Nós só construiremos soluções contra a Covid-19 com a participação de todos. Não é na reclamação, é na soma, na estruturação, na convergência e no bom diálogo. E agradecer também à TV Cultura, BandNews, RecordNews e os portais UOL, SBTNews, Estadão, Terra e Cidade ON, que estão transmitindo a coletiva de hoje. Vamos ainda nesse mesmo tema ouvir o Paulo Menezes, que é o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Mais uma vez, como desde o início da pandemia, o governador não teve dúvida em, entendendo a avaliação do Centro de Contingência à situação, tomar a medida que seria a mais prudente nesse momento, que é de caminhar com segurança. Nós tivemos também essa avaliação essa semana, de que não seria ainda o momento de poder avançar, como havia sido pensado na semana anterior, e hoje a gente tem aqui a extensão para continuarmos caminhando desta forma. Houve um aumento na incidência de casos. Então, semana passada, nós estávamos com 370 casos por 100 mil, a cada 14 dias, hoje temos 418 casos por 100 mil, um aumento de 10% nessa incidência. O aumento no número de internações, ele é mais discreto, felizmente. Passamos de 72 por 100 mil para 77 por 100 mil, isso também já é bastante sugestivo de uma colaboração do processo de vacinação nos mais vulneráveis, que reduz a probabilidade de haver casos graves. E assim, nós continuamos esse monitoramento. Nós temos insistido que nós continuamos tendo uma circulação alta do vírus, com novos casos, novas infecções. Então, nós devemos manter, retomar todas as atividades, mantendo todas as medidas de segurança, de forma que os protocolos são necessários, manter a taxa de ocupação dos estabelecimentos em 40% é uma medida que vai colaborar para continuarmos caminhando, o uso de máscaras constantes e o distanciamento. As projeções indicam que esse mês ainda teremos algum recrudescimento nessas próximas semanas, já tínhamos colocado isso semana passada, mas as projeções mostram que, a partir da segunda quinzena de junho, início de julho, devemos ter uma melhora progressiva nesses indicadores principais, e dessa forma a nossa avaliação é de que continuamos caminhando com essa seriedade e segurança.

E eu queria também reforçar essa proposta de nós termos os eventos-piloto, para que nós possamos aprender. Nós ainda precisamos aprender muita coisa sobre como conviver com esse vírus, de forma que são experiências que vão trazer conhecimento, vão trazer caminhos para continuarmos de forma segura, caminhando na direção de uma vida cada vez mais próxima daquilo que a gente gostaria. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Paulo Menezes. Antes de ouvir o João Gabbardo, quero agradecer também Vinicius Lummertz, Sérgio Sá Leitão, todos que estão contribuindo nesse bom diálogo de reconstrução, mas com segurança, com proteção à vida, mas a reconstrução gradual e segura da economia em São Paulo. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu acho que ficou muito claro pra todos, pela fala da secretária Patrícia e pelo Dr. Paulo, que nós estamos... e isso era previsto, que nós estamos enfrentando ainda patamares elevados dos nossos indicadores de casos, de internação, e que não seria conveniente, nesse momento, essa flexibilização que seria iniciada no dia 1. E achamos que seria mais adequado prorrogar por mais duas semanas, para que isso possa então entrar em vigor. Nós estamos com uma elevação pequena do número de internações, no número de casos, uma estabilidade em patamares elevados. Esse risco da variante indiana, então tudo isso faz com que essa medida de segurança seja a mais adequada. Aos poucos, nós vamos substituindo uma metodologia de abrir, fechar setores econômicos, empresas, para um monitoramento mais inteligente, de maior qualificação, com tudo que a gente aprendeu nessa pandemia. Essa ampliação da testagem, e agora com uma capacidade de fazer uma testagem rápida, com um custo muito menor, uma possibilidade e com uma logística muito mais simples do que a logística do exame PCR-RT, a gente pode, com isso, ampliar a testagem em pessoas sintomáticas, sintomáticas leves, contatos, colaboradores das empresas, de maneira que a gente possa mais rapidamente identificar quem é portador do vírus, isolar, criar distanciamento e reduzir com isso a transmissibilidade da doença. Acho que temos que investir nisso, temos que investir nesses testes, para que a gente possa aprender melhor, numa fase que virá adiante, de como é que nós vamos fazer a abertura, flexibilização, para as atividades normais. Então, nós temos que aprender como fazer, de que maneira é a mais adequada, quais são os riscos dessas flexibilizações futuras que serão feitas, com esses eventos, essa testagem é extremamente importante.

E nós precisamos dar ênfase em dois aspectos: um primeiro aspecto comportamental. As pessoas precisam estar cientes de que é importantíssima a medida do distanciamento físico, a medida do uso da máscara, evitar as aglomerações, continua sendo, essas continuam sendo as medidas mais efetivas, independente de nós termos uma variante ou ser o vírus, na sua forma original. É claro que também devemos nos preparar para uma possibilidade, que existe, dessa variante. Quando as pessoas perguntam: Bom, nós estamos numa... prevendo uma terceira onda? Não, não existe nenhuma correlação entre o aparecimento de uma variante e uma terceira onda. Essa variante pode não ter capacidade maior de transmissibilidade, de ter maior letalidade, isso tem que ser analisado, tem que ser estudado. Então, nós temos uma possibilidade de ter uma nova variante. Toda hora, nós temos novas variantes. Isso não significa uma terceira onda. Mas mesmo assim, a gente deve se preparar pra isso. A Secretaria de Saúde já está trabalhando na questão da mobilização de novos leitos, caso seja necessário, nós tivemos 3.000 leitos que já estavam sendo utilizados para outras especialidades, que, de acordo com a necessidade, podem voltar a atender pacientes com Covid, a Secretaria de Saúde está preocupada com a aquisição desses materiais, necessários para intubação dos pacientes, se for necessário, devemos ter esses materiais disponíveis. E o que eu acho mais importante: a aceleração da imunização. Os Estados Unidos, em janeiro, tinham uma média de 5.000 óbitos por dia. A média dos... 4.000 a 5.000. A média hoje está em 500. E sabe como conseguiram isso? Com a vacinação de 50% da população. Hoje, os Estados Unidos tem 50% da população vacinada. Nós estamos com 25%. Se nós acelerarmos a vacinação, nós vamos conseguir esse objetivo, de ter redução significativa de casos graves, redução de internações e redução de óbitos. E aí, governador, eu acho fundamental que, pela previsão do Ministério da Saúde, o país deve receber, esse mês de maio, em torno de 30 a 35 milhões de doses de vacinas, que serão distribuídas aos estados. Como a grande maioria dessas vacinas são da AstraZeneca e da Pfizer, nesse momento, são quase 30 milhões de doses dessas duas farmacêuticas, e como o espaçamento entre a primeira dose e a segunda dose dessas vacinas são de quatro meses, 120 dias, não vejo nenhuma, nenhum sentido em fazer a reserva de segunda dose para essas vacinas, que serão utilizadas 120 dias. O Brasil pode vacinar 30 milhões de pessoas nos próximos dias. São Paulo pode receber em torno de sete milhões de doses para vacinar rapidamente sete milhões de pessoas no Estado de São Paulo. Se nós fizermos isso de uma forma rápida, nós vamos, com certeza, dentro das duas, três semanas, quatro semanas que estávamos prevendo na reunião passada, começar a ter o efeito positivo da vacinação, que a gente já percebe na população vacinada, 90 anos, 85 anos, 80 anos, 75 anos, que já apresentam dados com redução significativa de internação hospitalar. Com mais sete milhões de doses, a gente avança muito nas pessoas que têm comorbidades e doenças crônicas, a gente avança nas faixas etárias abaixo de 60 anos, as faixas etárias de 59, 58, 55, 50 anos. Isso vai ter um resultado fantástico pra todos nós.

Então, era isso, governador, a mensagem de hoje, de cuidado com todos, manter todas as medidas que a gente tem. Nós ainda estamos em patamares bastante elevados da doença, mas a gente vislumbra logo adiante uma possibilidade de melhoria no enfrentamento dessa pandemia. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E ainda sobre este tema, da vacinação, nós temos repetido aqui, aliás, durante meses, desde janeiro: vacina, vacina, vacina. Se nós não aumentarmos a vacinação, não vamos salvar a população, estaremos chorando mais mortos e num volume muito expressivo deste drama do Brasil. Amigas e amigos, não é hora de passear de moto, não é hora de passear de jet-ski, não é hora de andar a cavalo no asfalto, é hora de providenciar vacina para a população. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador, boa tarde a todos e todas. Eu trago aqui o cronograma de vacinação do Plano Estadual de Imunização, e queria deixar claro que agora, no dia 28 de maio, nós vamos iniciar então as pessoas com deficiência permanente, BPC e pessoas com comorbidades de 40 a 44 anos, dia 28 de maio, como nós já tínhamos anunciado, 760 mil pessoas. E, pelo próprio Programa Nacional de Imunização, nós agora estamos incluindo então os trabalhadores dos transportes aeroviários, ou seja, os trabalhadores de transportes do Aeroporto de Guarulhos, Congonhas e Viracopos, no dia 28 de maio, 19 mil pessoas. Eu quero ressaltar que esse quantitativo de doses não é o suficiente para que a gente possa concluir a vacinação de todos os trabalhadores dos transportes aéreos, mesmo Guarulhos, Congonhas e Viracopos, Campo de Marte e outros aeroportos no Estado de São Paulo. Precisamos de mais doses de vacinas e já solicitamos ao Ministério da Saúde, em várias... E hoje, inclusive, numa web que fizemos, numa conferência, que precisamos de mais doses de vacinas, para completar. Iniciaremos no dia 28 de maio, com 19 mil pessoas, mas precisamos de mais doses. E isso também vale para a população dos portuários, principalmente aqueles que estão no Porto de Santos, o maior porto da América Latina. Então, no dia 1 de junho, [ininteligível] mil pessoas deverão tomar a vacinação e precisamos que o Ministério da Saúde também nos envie essas doses. O quantitativo de doses enviadas não é suficiente para que a gente possa fazer a totalização da vacinação desse público-alvo. Sem seguida a gente coloca quais são os critérios para a vacinação, tanto dos trabalhadores do transporte aéreo, quanto dos portuários. Isso foi estabelecido inclusive pelo Programa Nacional de Imunizações. Então nesse momento a gente segue as recomendações e os critérios para a vacinação são esses, e fica em tela para que vocês possam fotografar, enfim, e ter essa informação. E em seguida nós trazemos então a projeção do calendário. Em julho nós já conversamos, e dissemos que do dia 1, iniciando dia 1 a 20/7 vacinaremos o público-alvo de 55 a 59 anos. Do dia 21 ao dia 31/7, os profissionais da educação de 18 a 46 anos. Também uma vez mais dizendo que essa é a perspectiva e vacinação, levando em consideração a projeção de entregas de vacinas disponíveis no site do Ministério da Saúde. Então o Ministério da Saúde ele tem que ser extremamente competente no sentido de entregar aos estados a vacina, para que a gente possa avançar na campanha de vacinação. E aquilo que está publicizado deve ser cumprido pelo Programa Nacional de Imunizações. E em seguida nós trazemos o calendário de agosto, então no dia 2 iniciaremos a vacinação, ao dia 16, das pessoas, o público-alvo de 50 a 54 anos. E no dia 17 até o dia 31 de agosto, as pessoas, um público-alvo de 45 a 49 anos. Lembrando e ressaltando sempre que nós, estado de São Paulo, governo do estado, PEI - Programa Estadual de Imunização, estamos o tempo todo dizendo que precisamos de mais doses, e o cumprimento do calendário que está colocado pelo ministério, tem que ser cumprido. Aqui além do vacinômetro, governador, eu gostaria de fazer um alerta, e esse alerta é para os faltosos, nós temos no estado de São Paulo com os dados de ontem, 338 mil pessoas que não voltaram para tomar a segunda dose da vacina. Lembrando que o esquema completo vacinal é a primeira dose e a segunda dose. Então, por favor, aqueles que não voltaram para tomar a segunda dose, seja a vacina do Butantan ou a vacina da Fiocruz, todos os municípios têm essa vacina, e a gente aguarda, por favor, que vocês procurem Unidade Básica de Saúde mais próxima e complete o seu esquema vacinal, isso é muito importante. No vacinômetro de hoje nós temos agora 16.365.238 milhões de doses aplicadas, sendo que de primeira dose, 10.855.997 milhões, e de segunda dose então completando o esquema vacinal, 5.512.241 milhões de doses. Por favor, eu faço de novo esse apelo, quem não foi à unidade básica e não tomou a segunda dose, vá e tome, está disponível a dose para que você complete o seu esquema vacinal e esteja imunizado, obrigada.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Obrigado, Regiane, ainda nesse tema. E aproveitando para dar os dados da saúde com a atualização, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na vigésima primeira semana epidemiológica do ano de 2021, e hoje nós temos contabilizado número de casos, 3.226.875 milhões de casos, e infelizmente, 109.241 mil pessoas perderam as suas vidas. Esse número é um número extremamente elevado, mas ele teria sido muito maior se não houvesse a coragem sobre a liderança do governador João Doria, da ampliação do número de leitos. Foram quatro vezes mais leitos instituídos, eram entorno de 3.500 mil leitos, passaram de 13.500 mil leitos, sendo que 4 mil, dos 600 leitos, só no mês de março para albergar aqueles pacientes graves que precisavam das unidades mais complexas. Além de toda a preocupação relacionada a oxigênio, à distribuição dos cilindros para todos os municípios. E também da vacinação, se entende muito bem no governo do estado de São Paulo, que ter o tripé que se chama testagem, que se chama monitoramento e vigilância, através especialmente das medidas que são instituídas como medidas sanitárias, e também aliado a isso vacinas, são exatamente esses dados que vão garantir a proteção da nossa população. As medidas sanitárias elas já vêm sendo instituídas, os métodos de cautela estão sendo feitos, mostrando que hoje nós tivemos um incremento de número de casos da semana, da vigésima semana em relação à décima nona, de 8,3%. E enquanto nas internações tivemos um incremento de 7,8% de incremento. Em relação ao mesmo período da vigésima para a décima nona semana, tivemos um incremento de 4,6%. Por isso de forma bastante responsável a flexibilização que estava programada deixou de acontecer, mas nesse momento precisamos testar, a testagem é a melhor forma de nós podermos conter a pandemia. Nós já vimos o impacto da vacina no que tange a gravidade daqueles que são albergados nas Unidades de Terapia Intensiva, o período de internação dessas pessoas acaba sendo menor, até pela gravidade também mesmo impactada pelo próprio vírus. Ou seja, é a vacina fazendo a sua proteção. Mas precisamos, como disse, testar. Adquirimos 1 milhão de testes, esses 1 milhão de testes, que são voltados para um teste de antígeno que tem uma acurácia muito alta, 98% de sensibilidade e especificidade, ou seja, específico para o COVID-19, e a possibilidade de nós fazermos uma testagem com resultado em 15 minutos, e em um custo muito menor, que nos permite usar esse teste de uma forma muito mais massificada, ou seja, em grande quantidade para a nossa população. Quem são essas pessoas que serão testadas? Serão sintomáticos respiratórios leves, ou seja, aqueles indivíduos que já tem uma dor de garganta, aquele indivíduo que já tem o nariz escorrendo, ele passa a ser eleito para a testagem nas nossas unidades de saúde. Dessa maneira ele não estará, se o seu teste vier negativo, junto com aqueles que vieram com o teste positivo, ou aguardando um teste que ainda estaria em curso. A gente sabe que algumas regiões do estado, infelizmente, a logística, até por estarem mais distantes, esses resultados que eram feitos de PCR, demoravam uma média de sete a oito dias. É muito tempo para nós deixarmos esse paciente aguardando uma testagem. Nesse momento eu faço o teste, se vier um teste positivo, as pessoas no seu entorno serão monitoradas com relação aos sintomas, e testadas, porque dessa forma nós poderemos fazer uma convivência adequada, segura e responsável com a nossa população. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Antes da última intervenção, que será do Rui Curi, diretor da Fundação Butantan, apenas para esclarecer o comentário que fiz agora pouco. Na hora de fazer aglomerações, de nenhuma espécie, aglomerações em motociclista, aglomerações em jet-ski, aglomerações em cavalo no asfalto, aglomerações de pessoas, não são recomendáveis, diante de uma pandemia e de uma infecção ainda no estágio em que temos aqui no Brasil. Portanto, o melhor exemplo que um diligente público pode dar, uma pessoa responsável pode oferecer, um pai, uma pessoa com o mínimo de critério deve oferecer, é não se aglomerar de forma alguma. Vamos então agora ao Rui Curi, diretor da Fundação Instituto Butantan, que vai apresentar a vocês um pouco a linha do tempo em relação ao Butanvac, reforçando o apelo que fizemos aqui para que a ANVISA libere já na primeira semana de junho a testagem da Butanvac, para que possamos acelerando esse processo, mas seguindo os protocolos, termos mais vacinas para vacinação dos brasileiros. Rui.

RUI CURI, DIRETOR DA FUNDAÇÃO BUTANTAN: Obrigado, governador. Boa tarde. Boa tarde, a todos. Com relação a relação que estamos trabalhando para junto com a ANVISA, para aprovação da liberação da Butanvac para o estudo clínico, nós estamos trabalhando com processo de registro, que nós chamamos de submissão contínua. Como funciona a submissão contínua? Nós encaminhamos documentos para a ANVISA, a ANVISA responde com perguntas e questões técnicas, invariavelmente ela solicita que façamos alguns ensaios de laboratório. Uma vez tendo resultado dos ensaios de laboratório é marcada uma reunião com os técnicos da ANVISA. Esses resultados são discutidos, e então eles são colocados e apresentados formalmente no processo de submissão. Então é diferente de se fazer uma submissão única e integral, e aguardar o retorno da ANVISA. Nós fazemos uma relação contínua entre os nossos técnicos do setor de controle de qualidade e regulatórios, com os técnicos da ANVISA, discutindo passo-a-passo cada questionamento. O que nós queremos é dirimir qualquer dúvida que a ANVISA tenha em relação à vacina. Essa forma de condução ela já resulta de todas as discussões que tem sido levantadas em relação às demoras de aprovação de vacinas, e outros produtos, é óbvio que esse envolvimento do nosso governador, como de todos da imprensa, levou a ANVISA a repensar a sua forma de conduzir as análises dos pedidos de aprovação. Então o que a ANVISA, de fato, executa, é o conceito de gerenciamento de risco. O que seria isso? Há algum risco para o paciente? Ou há algum risco para o voluntário que será submetido ao estudo clínico que está sendo desenvolvido? Então esse é o conceito e a forma que estamos trabalhando com a ANVISA nesse momento. Aí tem uma linha do tempo, no dia 23/3 foi encaminhado formalmente um pedido para a ANVISA, mas esse pedido foi discutido no dia 25, foi encaminhado no dia 26, faltando alguns documentos. Dia 29/3, dia 30/3, dia 8/4, dia 23/4, dia 24/5. Então são eventos de documentos que foram acrescentados ao processo. Especificamente no dia 23/4 foi encaminhado o estudo clínico a ser desenvolvido com a Butanvac, então eles foram avaliados no dia 5, foi submetido à nova versão do estudo clínico. Nesse período foram realizadas várias reuniões, cerca de duas a três reuniões semanais, para discutir cada ponto levantado. Aí nós podemos ver o seguinte, nós estamos agora na fase final, esperamos, de entrega de documentos. Então nós precisávamos de documentos de Mount Sinai, que é aonde foi feita a proteína e inserida no vírus, que é o vírus Newcastle, que a gente chama que é o vírus que carrega a proteína do Coronavírus. Então essa informação nós devemos entregar até sexta-feira, dia 28/5, será entregue na sexta-feira, dia 28/5. Tem um outro esclarecimento que é com relação à substância química, que é a Betopropiolactona, que é a substância que é utilizada para inativar o vírus. Então a ANVISA pediu alguns testes para nós garantirmos que não haja contaminação com essa substância química na vacina. esses testes estão sendo concluídos dia 28/5, e será encaminhado à ANVISA. E assim também em relação ao próprio vírus, no Newcastle, nós precisamos ter certeza que está no limite máximo que se pode permitir na vacina. Então todos esses questionamentos serão concluídos na sexta-feira. E serão encaminhados à ANVISA. A nossa expectativa é que a ANVISA então, já talvez na primeira semana de junho, quanto antes, melhor, nos autorize a iniciar a pesquisa clínica. Então esses serão os próximos passos, governador. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rui. Eu solicitei essa apresentação para ficar muito claro a vocês que estão nos assistindo, aos jornalistas que aqui estão, os critérios científicos do Butantan, e a orientação que o Butantan sempre adotou de seguir os processos, o que nós pedimos é apenas a compreensão da ANVISA diante de uma circunstância que já levou a vida de 450 mil brasileiros, e leva diariamente a vida de mais de 2 mil, sendo de urgência. Obrigado, Rui. Vamos agora às perguntas, nós temos a CNN, a Televisão Al Jazeera, a rede TV, TV Cultura, CBN, a TV Globo e Globo News, pela ordem da coletiva de hoje. Começando então com a CNN Brasil, com você, Tainá Falcão, boa tarde. Bem-vinda, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Hoje eu vou direcionar a pergunta para o senhor mesmo, porque diz respeito ao assunto do momento, que é a CPI da COVID-19. Eles acabaram de convocar nove governadores, inicialmente os senadores da base governista falavam em convocá-lo, mas acabaram desistindo para enxugar a lista e focaram nesses nove estados. A pergunta é se o senhor em uma próxima for chamado, se o senhor pretende comparecer? Se São Paulo ainda que não compareça, pode contribuir de alguma forma com informações e documentos? E o que esperar do depoimento do doutor Dimas Covas amanhã?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, primeiro, São Paulo já está contribuindo oferecendo informações à CPI quase que diariamente desde o início da CPI, depois contribuindo com a presença do doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que estará lá amanhã pela manhã às 9h da manhã, e pelo tempo que for necessário, prestando informações e fazendo o seu depoimento aos senadores da CPI da COVID-19. A prioridade, pelo o que eu pude ler, da CPI, é para governadores que tenham tido investigação da Polícia Federal, São Paulo não teve nenhuma investigação da Polícia Federal, até porque, não há o que investigar aqui, nenhuma irregularidade foi cometida aqui no estado de São Paulo. Mas quero deixar claro que se for convocado, convidado, solicitado a estar na CPI, alguém estarei. Mas eu quero deixar bastante claro, para governistas, bolsonaristas e outros istas, que vou falar a verdade, e vai piorar muito a situação daqueles que ao ouvirem a verdade serão classificados ainda mais fortemente como negacionistas, e pessoas que contribuíram para a morte de muitos brasileiros que poderiam estar vivos. Quem não deve não teme, em convoquem e eu lá estarei. Vamos agora ao Rasam Maçudi, Rasam, muito obrigado por estar aqui conosco. O Raçam é correspondente da TV Al Jazira, uma das redes de televisão de maior importância no mundo, e obviamente no mundo árabe especialmente. Rasam, boa tarde, bem-vindo, sua pergunta, por favor.

RASAM MAÇUDI, REPÓRTER: Boa tarde, senhor governador. Muito obrigado. Minha pergunta também foi sobre a CPI, o senhor já respondeu. Mas no mesmo tempo quero também saber a sua posição, e como o senhor avalia a CPI até o momento. No mesmo tempo também a outra pergunta vai ser sobre a variante indiana, que foi identificado aqui em São Paulo hoje. Como São Paulo está preparada para tentar controlar essa variante aqui? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rasam. A primeira pergunta eu mesmo responderei, a segunda, Jean Gorinchteyn, médico infectologista, e secretário da Saúde do estado de São Paulo. A minha avaliação da CPI, como governador e como cidadão, é que ela está conduzindo bem, ela tem sido firme e objetiva no questionamento de todos aqueles que lá comparecem, e tem procurado manter um nível de isenção adequado, do ponto de vista político e eleitoral, e focado na questão técnica e primordial, que é a identificação das falhas que, de fato ocorreram, e foram muitas e foram graves na conduta da pandemia. Até aqui só tenho cumprimentos aos que conduzem a CPI, seja o seu presidente, seja o seu relator, o seu vice-presidente, aqueles que comandam a CPI, eu como cidadão me sinto representado. Vamos agora a você, Jean Gorinchteyn, sobre a variante da Índia, questionada pelo Rasam Maçudi.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Ao longo dos últimos dias a Secretaria de Saúde vem acompanhando e fazendo em paralelo tratativas tanto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, bem como com os municípios que detém a presença de portos e aeroportos para o sentido de conter esse eventual vírus que possa estar adentrando por essas portas. Dessa maneira oficiamos ontem à ANVISA algumas questões que são extremamente importantes para o estado, a importância da realização da identificação rápida dos pacientes sintomáticos, mesmo que sintomáticos leves, essa busca que nós chamamos buscativa já ocorre dentro das aeronaves, por apoio das empresas aéreas. Esses indivíduos, portanto, são encorajados de imediato ao saírem das suas aeronaves, a ANVISA já aguarda eles na porta dos aviões, realiza a testagem no ambiente afastado, isolado, para que ele sequer esteja entrando em contato com outros passageiros nas áreas comuns do aeroporto. E dessa maneira, se esse teste vier positivo, esse paciente será de imediato colocado em condição de isolamento. Essa condição de isolamento será feita pelo município, tanto à realização de testes, que nós chamamos do teste PCR, para nós podermos fazer o que nós chamamos análise genotípica, para saber se trata realmente de uma variante ou não, e ao mesmo tempo monitorar todos aqueles que tiveram em contato, inclusive os próprios passageiros. Então dessa forma estamos apoiando as ações da ANVISA, lembrando que portos e aeroportos são áreas de ação Federal, portanto, do Governo Federal, entende-se ANVISA, e ao mesmo tempo com o apoio operacional dos municípios envolvidos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean. Rasam, muito obrigado pela presença e participação. Vamos agora à Carolina Riquengo, da Rede TV. Muito obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIQUENGO, REPÓRTER: Olá, boa tarde, a todos. A minha pergunta é sobre a variante do interior, presente em 21 cidades. O que é que se sabe até agora a respeito dela? E queria também entender se hoje quem está mais rápido, a vacina ou o vírus? E uma dúvida a respeito, doutor Rui, da Coronavac, por que ela não é aceita pela OMS? O que está sendo feito? E doutora Regiane, a gente vai mesmo ou não vacinar, ter uma terceira dose para quem tem mais de 80 anos, da Coronavac? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, eu, em tese, devia pedir para você escolher uma pergunta, você fez quatro perguntas, na verdade, cinco perguntas em uma só. Mas como eu respeito e gosto muito de você nós vamos responder. Mas peço aos demais colegas, nas próximas perguntas, uma pergunta, por favor. Então variante do interior, Jean Gorinchteyn, médico infectologista. Depois o doutor Rui, e depois a Regiane.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Nós temos detectadas outras dezenas de variantes, até porque, nós fazemos de forma aleatória um acompanhamento em várias regiões do estado dessas amostras que são colhidas de RTPCR, para saber se nós temos a identificação de novas cepas. Tem realmente uma importância que nós chamamos epidemiológica, ou seja, o risco de transmissão maior de uma cepa identificada, por exemplo, a cepa do Reino Unido, a cepa do Amazonas, a cepa que foi identificada na própria África do Sul, e agora a cepa que foi identificada na Índia. Essa que foi identificada em algumas regiões, especialmente na região de Porto Ferreira, ela merece apenas uma atenção, diferente das outras cepas, não evidenciou uma transmissividade, uma infectividade alta, nem um impacto de casos mais casos, eventualmente até fatais. Dessa forma estamos tendo atenção, como para outras cepas que não somente essa variante identificada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. A outra pergunta, então Rui Costa, diretor da Fundação Instituto Butantan, responder à Carolina Riquengo.

RUI CURI, DIRETOR DA FUNDAÇÃO BUTANTAN: Obrigado, governador. Obrigado, pela pergunta. Na verdade, nós fomos informados que a Organização Mundial de Saúde ela está avaliando o pedido da Sinovac em relação à Coronavac. E o pedido, a Organização Mundial de Saúde para avaliar a Coronavac, ela está se baseando nas informações, nas documentações que estão na ANVISA, a ANVISA que fornece as documentações para a Organização Mundial de Saúde avaliar a vacina. Inclusive no estudo clínico que nós desenvolvemos aqui no Brasil, que foi o nosso estudo clínico desenvolvido pelo Instituto Butantan, de fase três. E a avaliação está em curso, e a informação que nós temos é nas próximas semanas nós teríamos uma decisão sobre a aprovação da vacina pela Organização Mundial de Saúde. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rui, muito obrigado. E agora sim, a doutora Regiane, complementando as respostas à Carolina.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, obrigada pela pergunta, e a oportunidade de respondê-la. Não, nós não temos porquê fazer uma revacinação para a população com 80 anos ou mais. Baseado em um estudo com dados preliminares desse estudo, nós não temos motivo nenhum para fazer essa revacinação ou solicitar que esse público-alvo seja revacinado. Então temos a segurança de que nesse momento nós não temos nenhum estudo que realmente nos dê os dados necessários para falar de uma revacinação no público-alvo acima de 80 anos. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Rejane. Carolina Riquengo, satisfeita? Todas as perguntas? Então tá bom, obrigado, Carol. Agora Maria Manso, TV Cultura. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. A prefeitura da capital não pessoa do secretário municipal da Saúde, já admite uma terceira onda, para o comitê de contingência aqui do estado caracterizaria já uma terceira onda então em todo o estado? E se vocês se preocupam com o feriado de Corpus Christi, na próxima semana, dia 3, que cai em uma quinta-feira, e que pode então virar aí um feriado prolongado? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vou pedir ao doutor Paulo Menezes, e o doutor João Gabbardo para responder. Mas quero só antecipar a você aquilo que, na verdade, a prefeitura certamente o fará na pessoa do Ricardo Nunes, prefeito da cidade de São Paulo. Já houve antecipação desse feriado, é só para recordar que esse feriado, aqui no estado de São Paulo, na cidade e no estado, já foi cumprido. Mas vamos aguardar a manutenção do prefeito nesse sentido. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, Maria. No centro de contingência eu diria que nós não discutimos se há uma terceira onda, se é a continuação da segunda onda, nós já sabíamos, e já temos reiterado aqui que há uma circulação importante do vírus, ela se intensificou mais nas últimas duas semanas. E de forma que nós vimos o reflexo disso no aumento de casos, e um aumento menor inclusive proporcionalmente de internações e óbitos em relação ao aumento que nós observamos de casos. Então eu pessoalmente concordo inclusive com alguns colegas que dizem que não é muito produtivo nós ficarmos falando em termos de ser segunda ou terceira onda, nós temos uma situação de alta circulação de vírus, é preciso intensificar os cuidados. Hoje foi anunciada a postergação de uma fase com um pouco mais de flexibilização, vamos manter a situação atual até a metade de junho. Enquanto isso nós temos a expansão da vacinação dos grupos vulneráveis, que já começa a mostrar os resultados, principalmente em termos de evitar casos graves e óbitos. De forma que eu diria que nós temos que trabalhar com cautela, com segurança, mas sem pânico, no sentido de que podemos ter uma situação totalmente fora do controle. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Antes de passar para o Gabbardo, a Maria Manso fez aqui por Whatsapp um esclarecimento que faltou na pergunta dela, por isso eu fiz a resposta. A preocupação dela não é aqui, porque ela sabe que o feriado aqui foi antecipado lá atrás, dentro do nosso programa de combate ao COVID-19, mas sim da vinda de pessoas de fora para o estado de São Paulo, litoral, para a capital, para a região metropolitana, ou para as instâncias turísticas aqui do estado de São Paulo. Portanto, recolocando de forma complementar a sua pergunta. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Maria Manso, nós, na verdade, ainda estamos na segunda onda, nós não concluímos a segunda onda, ainda estamos com níveis elevados, uma estabilidade e patamares altos, com expectativa de que nas próximas semanas ainda nós tenhamos um incremento nesses indicadores, para depois iniciarmos uma redução, já com efeito da população vacinada. No nosso entendimento os indicadores não apontam essa terceira onda já tendo chegado no estado de São Paulo. Os indicadores não mostram isso. Pode acontecer? Pode acontecer, nesse momento não existe nenhum indicativo para poder fazer essa afirmação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo, obrigado, Paulo Menezes, obrigado, Maria Manso. Vamos agora à penúltima intervenção, é da jornalista Vitória Abel, da Rádio CBN. Vitória, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Primeiro, eu queria perguntar para o Dr. Jean e quem mais participou da reunião com a Anvisa, se já teve conclusões. O senhor disse, Dr. Jean, que vocês enviaram ofício para a Anvisa, fazendo alguns pedidos, mas o prefeito de Guarulhos tinha dito que ia ter uma reunião hoje. Eu queria saber se a Anvisa já deu uma data para o início dessas barreiras sanitárias, e se ela deu ok para os testes rápidos dos passageiros e também aquele pedido que vocês tinham feito, de teste RT-PCR com 72 horas de antecedência. Para o Centro de Contingência, eu queria só perguntar se essa perspectiva de melhora na segunda semana de junho continua nas projeções de vocês, com a inclusão da variante indiana. E governador, se o senhor me permite uma última pergunta, o senhor continua com a perspectiva de vacinar toda a população de São Paulo até dezembro, diante desse atraso da chegada de insumos? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. A Vitória compartilhou o vírus com a Carolina, mas vamos responder às três perguntas. Vamos então ao Jean Gorinchteyn, sobre o tema da Anvisa, depois o tema do Paulo Menezes, do Centro de Contingência, e finalmente sobre vacinação, que você me perguntou. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: O que nós temos feito, nos contatos praticamente diários com a Agência Nacional de Vigilância... E esse ofício, ele reforça todas as tratativas que viemos tendo até então, que é exatamente a exigência, tanto para brasileiros quanto para estrangeiros, do RT-PCR antes do seu embarque. E esse RT-PCR, ele tem que ter pelo menos as 72h horas, para que ele possa ingressar a bordo. Essa normativa já existe, porém, na prática, o brasileiro não é exigido a isso, e nós entendemos a importância que isso passe a acontecer. Ao mesmo tempo, a testagem que deve ser feita, e a discussão operacional que deve ter sido feita, no sentido de que nós possamos... O que fazer com esse indivíduo que vem positivo? Ele não pode simplesmente estar nos saguões ou voltando para a sua residência. Esse indivíduo será isolado. Então, os municípios estão responsáveis por acomodar esses pacientes com sintomas leves, para que eles possam ser mantidos sob isolamento, em paralelo o rastreio daqueles indivíduos, como disse, em apoio recebido pelas empresas aéreas, e essa era uma exigência, para que a lista de passageiros fosse ofertada no máximo 24 horas a partir da detecção desse caso. Nós, em períodos pregressos, nós estávamos tendo uma dificuldade muito grande de dias, 10, 15 dias para nós sabermos em que ponto esse indivíduo estava sentado e com quem. Então, nós temos que ter uma celeridade, para poder fazer também esse bloqueio. E para que, dessa forma, nós pudéssemos inclusive criar estruturas hospitalares. O Hospital de Guaianases já está sendo acolhido e escolhido como uma unidade para dez leitos de unidade de terapia intensiva e 30 de enfermaria, voltados exclusivamente à variante da Índia, para que, se nós tivermos algum caso grave, ele também não esteja sendo colocado em outro hospital. Quem participou pela manhã, governador, dessa reunião com a Anvisa, com dados atualizados, é a Dra. Regiane de Paula.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean, ela me disse. Mas vamos agora, para agilizar um pouquinho, vamos ao Dr. Paulo Menezes, na segunda questão formulada pela Vitória Abel, da Rádio CBN. Vamos lá?

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, boa tarde, Vitória. Em relação à variante indiana, eu, primeiro, queria dizer que nós estamos numa situação melhor do que nós tivemos em abril, em função, de uma forma bastante importante, de uma outra variante, que foi a variante P1, que realmente se disseminou pelo estado. A variante indiana, nós temos essa notícia de que ela é mais transmissível. Ainda não temos evidência se ela causa doença mais grave ou não, e que passou por aqui com o passageiro que foi identificado, de forma que, se, eventualmente, a variante indiana começar a circular, ela talvez traga uma contribuição até semelhante à que nós já tivemos, da variante P1. Outra coisa que acho importante assinalar é que têm saído resultados recentes de investigações mostrando que a variante indiana também é susceptível às vacinas, de forma que eu acho importantíssimo que nós mantenhamos a vigilância, que nós tenhamos todas as medidas de barreiras sanitárias, mas nós, novamente, não devemos achar que é a variante indiana que vai realmente transtornar a nossa vida. A nossa vida já está sendo bastante impactada pela circulação do Corona Vírus e pelas mutações, que vão surgindo, em função da sua multiplicação na população. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. E a última das suas questões, Vitória, sim, mantenho a posição. Até 31/12 todos os paulistas e todos os brasileiros de São Paulo que precisarem receber a vacina, nós garantiremos a vacina. Aqui em São Paulo, todos serão vacinados até 31 de dezembro deste ano. Vitória, muito obrigado. Vamos agora à última intervenção, é da TV Globo, GloboNews, jornalista Daniela Gemignani. Daniela, boa tarde, bem-vinda mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha primeira pergunta, serão só duas, eu juro, a minha primeira pergunta é sobre se já existe algum indício da eficácia da vacina, tanto da Coronavac quanto alguma indicação, sinalização de outras vacinas, em relação a essas duas variantes, a variante indiana e a variante do interior do Estado de São Paulo. E também, se foi a primeira vez que o Comitê fez a recomendação de testagem em massa para assintomáticos, ou se isso já havia sido uma recomendação do Comitê anteriormente. Caso tenha sido, por que só agora a gente está falando um pouco mais sobre isso, de uma maneira mais abrangente? É isso, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. A primeira, eu vou pedir ao Dr. Rui Costa, que é diretor da Fundação Instituto Butantan, para responder sobre a eficácia da Coronavac diante das variantes. Se houver necessidade de algum comentário de outro médico aqui, poderá ficar à vontade para fazê-lo. E a segunda pergunta será respondida pelo Dr. Paulo Menezes e/ou o nosso João Gabbardo, do Centro de Contingência. Então, Rui.

RUI CURI, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO BUTANTAN: Obrigado, obrigado, governador, obrigado pela pergunta. A vacina, a Coronavac, é uma vacina que foi produzida contra o vírus de Wuhan, então nós chamamos essa cepa de cepa parental, ou seja, a cepa que deu origem às outras cepas, às outras variantes. Toda vez que aparece uma cepa nova, nós precisamos fazer um teste chamado teste de neutralização. Nós precisamos saber se o anticorpo que foi produzido no organismo do paciente que recebeu a vacina, no caso contra o vírus parental, a cepa parental, é capaz de neutralizar a cepa que agora apareceu. Então, esse é um teste fundamental e é um teste para identificar se o anticorpo neutralizante, que está na corrente sanguínea, gerado por aquela vacina, pode neutralizar uma variante nova. Com relação à cepa da Índia, eu não tenho informação se isso foi feito pela Sinovac. Aqui no Brasil, não foi. E a mesma coisa com relação à cepa que apareceu no interior. Esses testes precisam ser feitos. Para serem feitos, nós precisamos ter a cepa, levar para o laboratório, fazer essa cepa crescer em células, que são células Vero, essa cepa cresce e aí então nós testamos o anticorpo, se o anticorpo é capaz de neutralizar essa cepa. Esse é um teste que precisa ser feito para eu poder responder a sua pergunta com segurança, que eu não tenho informação que esses testes foram feitos, mesmo porque essas cepas são recentes aqui no Brasil. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rui. Ainda nesse tema, Daniela, Jean Gorinchteyn quer fazer uma pequena complementação. Como você sabe, ele é médico infectologista, essa é a área que ele domina muitíssimo bem. E aí vamos depois para o Paulo Menezes. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Já existe eficácia comprovada tanto para a AstraZeneca quanto para a Pfizer para essa cepa e variante indiana, ou seja, nós estamos vacinando, e vacinando muito. Vamos aguardar agora a própria vacina do Butantan ter os seus testes, para termos também essa resposta, o que muito possivelmente assim o seja, também seja protetora, como foi para a variante P1. E dessa maneira, protegendo a nossa população. Segundo aspecto: Nós só estamos testando os pacientes com sintomas leves, respiratórios leves, ou até mesmo graves, que acabam de chegar nas unidades de atendimento. Pacientes assintomáticos serão estudados em outro escopo, especialmente nesses projetos de testes, até para mostrar o quanto existe positividade ou não nesses indivíduos. Nós temos que lembrar que nós só fizemos essa testagem agora com essa característica, para sintomáticos leves e sintomáticos, com esse tipo de teste, uma vez que a própria evolução da farmacêutica conseguiu fazer com que esses testes tivessem uma acurácia, sensibilidade e especificidade muito alta, muito próximo ao próprio PCR, e com custo muito baixo, para que pudéssemos usar de forma massificada, ou seja, em grande parte da nossa população sintomática, para garantir, dessa forma, um resultado correto, rápido e garantir a proteção da nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E agora sim, Paulo Menezes, para a complementação à segunda pergunta feita pela Daniela Gemniani.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sobre a efetividade das vacinas, em relação às variantes de preocupação, incluindo a indiana: Nós temos aqui já no Brasil, por exemplo, a Coronavac, as evidências de efetividade para a variante inglesa, para a variante P1 e ainda não há os resultados para a variante indiana. Mas esses estudos estão sendo feitos e nós vamos fazer uma revisão para poder responder mais especificamente essa questão da variante indiana. Eu quero ressaltar que, na Índia mesmo, a vacinação prossegue, porque os vírus são susceptíveis, são... As vacinas são efetivas. O que pode variar é o grau de efetividade, de forma que nós aqui estamos tomando todas essas medidas, eu queria ressaltar a importância dessa mudança de estratégia de testagem, para uma testagem mais rápida, mais eficiente, que permite isolamento mais rápido, de casos e contatos, porque é dessa forma que nós vamos reduzir a transmissão de quaisquer que sejam as variantes. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Paulo Menezes, e assim concluímos respostas a você, Daniela. Obrigado pela sua participação também. Quero agradecer aos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, nossos convidados especiais, que aqui assistiram a essa coletiva de imprensa. Por favor, continuem se protegendo, como estão, usando máscaras, distanciamento, não aceitem convites para participar de nenhum tipo de aglomeração, façam suas orações, torçam pelo bem do Brasil. Obrigado, um bom dia, até breve.