Coletiva - Governo de SP inicia vacinação contra coronavírus em 25 de janeiro 20200712

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Coletiva - Governo de SP inicia vacinação contra coronavírus em 25 de janeiro 20200712

Local: Capital - Data: Dezembro 07/12/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, neste momento. Obrigado também aos jornalistas que nos acompanham remotamente, não apenas em São Paulo, mas tive notícias de que há jornalistas de outros estados brasileiros também nos acompanhando aqui. Grato às emissoras que vão transmitir ao vivo, que já estão transmitindo ao vivo esta coletiva de imprensa. Nós estamos hoje registrando a 150ª coletiva de imprensa realizada sobre o Corona vírus e as medidas contra a Covid-19, 150 coletivas realizadas aqui com os jornalistas, com absoluta transparência de informações e total liberdade para questionamentos do Governo do Estado de São Paulo na conduta contra a Covid-19 e também nos procedimentos de vacinação. Na coletiva de hoje, temos a participação de Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. General João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Regiane de Paula, que é a coordenadora do Centro de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, Geraldo Reple, membro do comitê do Centro de Contingência do Covid-19, e responsável por todos os municípios aqui em nosso estado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, José Osmar Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, e Camila Pintarelli, que é procuradora-geral do Estado de São Paulo. Lembrando que os doutores Gabardo, Medina, Dimas, Geraldo Reple e Jean Gorinchteyn, assim como a Regiane de Paula, todos são médicos. Informação importante para o dia de hoje: São Paulo lança o Plano Estadual de Imunização contra a Covid-19. No Estado de São Paulo, a vacinação contra o Corona Vírus está programada para começar no dia 25 de janeiro de 2021. Volto a repetir: No Estado de São Paulo, a vacinação contra o Corona Vírus está programada para começar no dia 25 de janeiro. A fase 1, que é esta que começa no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, é a fase de imunização que será destinada para os profissionais de saúde, todos eles, e pessoas com mais de 60 anos. A escolha do público-alvo pra esta fase 1 levou em consideração a incidência de óbitos de Corona Vírus no Estado de São Paulo, num total de 77% das mortes pela Covid foi concentrado em pessoas acima de 60 anos. Além disso, serão imunizados também os profissionais de saúde, repito, todos os profissionais de saúde no Estado de São Paulo que estão na linha de frente no combate à doença. São os nossos heróis, e estarão nesta primeira fase, sendo vacinados também. A vacina será gratuita para todos, no sistema público de saúde do Estado de São Paulo. O Governo de São Paulo também vai disponibilizar para outros estados do Brasil um total de 4 milhões de doses da vacina Coronavac, igualmente a partir do dia 25 de janeiro. Repito: O Governo do Estado de São Paulo também vai disponibilizar para outros estados do Brasil um total de 4 milhões de doses da vacina Coronavac, a partir do dia 25 de janeiro, aos estados, evidentemente, que solicitarem a vacina. O objetivo é que os estados que solicitarem a vacina possam iniciar a imunização dos seus profissionais de saúde, público prioritário no programa de combate à Covid-19, e possam fazê-lo da forma mais rápida possível, reconhecendo o sacrifício daqueles que arriscam suas vidas todos os dias, para salvarem vidas. A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, em parceria com as prefeituras de 645 municípios do Estado de São Paulo, vai ampliar dos atuais 5.200 postos de vacinação para 10.000 postos de vacinação, vamos quase que dobrar os postos de vacinação para atendimento à população, no programa de imunização contra a Covid-19, no Estado de São Paulo. Para isso, serão implantadas estratégias especiais de vacinação, incluindo farmácias credenciadas, quarteis da Polícia Militar, escolas aos finais de semana, terminais de ônibus e um sistema especial de vacinação em forma e drive-thru, sempre em operação com os municípios do Estado de São Paulo. A campanha de vacinação contará com grande estrutura logística e de segurança pública. Serão utilizados 54 mil profissionais de saúde e 25 mil agentes de segurança, entre policiais militares, policiais civis e agentes das Guardas Civis Metropolitanas, em todo o Estado de São Paulo, enquanto perdurar o período de vacinação. Neste momento, a união de todos deve se sobrepor à guerra ideológica. Na luta pela vida, não há espaço para o negacionismo, não há brasileiros de primeira e brasileiros de segunda classe. Somos um mesmo povo, somos um mesmo país. Montamos em São Paulo um plano de imunização que nos permite iniciar a vacinação em janeiro. Não estamos virando as costas para o Plano Nacional de Imunização, mas precisamos ser mais ágeis, e por isso estamos nos antecipando. Eu pergunto: Por que iniciar a vacinação dos brasileiros em março se podemos fazer isso em janeiro? Por que iniciar a vacinação, que salva vidas de milhões de brasileiros, apenas em março, se podemos fazê-lo em janeiro? Nós perdemos mais de 600 vidas todos os dias, 600 pessoas perdem sua vida todos os dias no Brasil. Essa é uma realidade que não pode ser ignorada, a vacina não pode ser adiada. A vacina do Butantan, assim como as demais vacinas, comprovadamente eficazes, devem ser aplicadas imediatamente na população brasileira. Outro fator para antecipar a vacinação é a questão logística. Se deixarmos o início da vacinação para o mês de março, como quer o Governo Federal, teremos a campanha nacional da gripe coincidindo com a campanha de vacinação contra a Covid, e isto não é bom. Somos todos a favor da vida e todos a favor das vacinas. Cada vida importa, importa muito. Vamos ajudar São Paulo, vamos ajudar o Brasil a voltar ao normal, ao novo normal, com as pessoas se recuperando, os empregos retomando e a economia prosperando. No tema da vacina, que é a prioridade da nossa coletiva de hoje, nós teremos, pela ordem, uma apresentação que será feita aqui em tela, feita pela Regiane de Paula, que é a coordenadora do Controle de Doenças da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, bom dia a todos e todas. Eu venho apresentar aqui o Plano Estadual de Imunização do Estado de São Paulo. O público-alvo da primeira fase da vacinação são: as pessoas com 60 anos ou mais, que corresponde a 7,5 milhões de pessoas; trabalhadores de saúde, como o governador já citou, que são os nossos grandes agentes na linha de frente, salvando vidas, quilombolas e indígenas, que são 1,5 milhões de pessoas. E a prioridade são os trabalhadores de saúde. Num total de 9 milhões de pessoas. 77% dos óbitos de Corona Vírus, como já foi colocado, no Estado de São Paulo, se concentram neste público, por isso que o nosso grupo de trabalho, com mais de 20 técnicos, na Secretaria de Estado de Saúde, trabalhou desta maneira. Próximo. Qual é o cronograma de vacinação da primeira fase? Então, de 25 de janeiro de 2021 a 28 de março de 2021, portanto, nove semanas, nos faremos uma escala por faixa etária, e cada indivíduo receberá duas doses. É muito importante que a gente coloque essa escala por faixa etária, exatamente para que a gente possa não ter aglomeração nas unidades básicas, manter o distanciamento social e fazer uma vacinação segura, então isso é muito importante. Qual é então o nosso público-alvo? Novamente: trabalhadores de saúde, indígenas e quilombolas, com a primeira dose da vacina sendo aplicada no dia 25 de janeiro e a segunda dose no dia 15 de fevereiro. 75 anos ou mais, nós teremos a primeira dose em 8 de fevereiro e a segunda dose em 1 de março. As pessoas com 70 a 74 anos, de 15 de fevereiro, a primeira dose, e a segunda dose, 8 de março. O público-alvo de 65 a 69 anos, a primeira dose no dia 22 de fevereiro e a segunda dose no dia 15 de março. E o último público alvo, de 60 a 64 anos, a primeira dose no dia 1 de março e a segunda dose no dia 22 de março. Lembrando que o período entre a primeira dose e a segunda dose é de 21 dias. E aqui, mais um apelo nós vamos fazer, para que as pessoas mais idosas tenham a prioridade de, pela manhã, poder se vacinar. Então, mesmo dentro desses grupos-alvos, públicos-alvo que nós já criamos, aqueles que têm mais idade procurem a unidade básica de manhã, porque aí você tem essa prioridade e você mantém ainda mais o distanciamento social, e não há risco para essa população. Horários e locais de vacinação. Então, os locais são 5.200 postos de vacinação já existentes, nos 645 municípios do Estado de São Paulo, com uma meta de ampliação pra até 10 mil locais de vacinação, com a possível utilização de escolas, quarteis da PM, estações de trem, terminais de ônibus, farmácias e sistemas drive-thru. É muito importante a gente colocar também que isso já é feito pelos municípios, então essas estratégias todas foram discutidas e os municípios já têm essa habilidade em fazer a vacinação. Os horários: de segunda-feira a sexta-feira das 7h às 22h, e isso também os municípios é que vão determinar esse horário, pode se estender até as 22h. E a mesma coisa para os sábados, domingos e feriados, das 7h às 17h. Então, cabe aos municípios fazerem essa avaliação. A logística e recursos humanos que vão estar envolvidos nesta campanha. São 18 milhões de doses de vacina, 54 mil profissionais de saúde, 27 milhões de seringas e agulhas, 5.200 câmeras de refrigeração, 25 pontos estratégicos de armazenamento e distribuição regional, 30 caminhões refrigerados de distribuição diária, 2.100 viagens em todo o período de vacinação, por todas as rotas, para os 645 municípios, e 25 mil policiais para escolta das vacinas e segurança dos locais de vacinação. Coronavac é a vacina em testes mais segura. Estudos de fase 1 e 2, com mais de 50 mil voluntários, demonstram que 94,7% não tiveram nenhum evento adverso. 99,7% dos eventos adversos observados foram de baixa gravidade, como dor no local da aplicação da vacina ou uma leve dor de cabeça. Coronavac produz anticorpos contra o Corona vírus em 97% dos casos. Segundo a revista científica The Lancet, uma das mais prestigiadas do mundo, a vacina Coronavac produz resposta imune em 97% dos casos. China, Indonésia e Turquia também vão utilizar e já estão utilizando a Coronavac na sua imunização. Na China, 60 mil já foram vacinados e a vacinação em massa está em andamento, em uma população de 1,4 bilhões. Na Indonésia deve se iniciar esse processo de vacinação em massa entre dezembro de 2020, e janeiro de 2021, com uma população de 267,7 milhões de pessoas. E na Turquia, essa vacinação também deve se iniciar em massa, entre dezembro de 2020, e janeiro de 2021, com uma população de 82 milhões de pessoas. Esse é o plano estadual de imunização, fase um do estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Regiane, muito obrigado pela apresentação. Ainda no tema, Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na 50ª semana epidemiológica, São Paulo continua na quarentena, e o retorno à normalidade só ocorrerá com a vacinação da população. Só assim que impediremos que centenas de vidas sejam ceifadas a cada dia. Enquanto isso precisamos do apoio da população nos ajudando nas medidas de prevenção. A criação de um programa estadual de imunização ocorre na necessidade de salvarmos vidas, vidas que como disse, estão sendo levadas e poderiam ser impedidas, caso tivéssemos uma vacina. Março é tarde, temos que proteger a nossa população, e é por isso que estamos antecipando o programa vacinal como antecipado. A vacina ela é gratuita, a vacina salva, a vacina é um gesto de amor. Enquanto isso fique em casa, só saiam se necessário, e se saírem, saiam com responsabilidade. Os dados de hoje da saúde estão disponibilizados no site saopaulo.sp.gov.br/coronavírus. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos agora ouvir um outro médico, doutor Geraldo Reple, que integra o centro de contingência do COVID-19, e tem a responsabilidade nesse centro também, na coligação com todos os secretários de saúde do município de São Paulo. Geraldo Reple é também secretário de saúde do município de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Geraldo.

GERALDO REPLE, INTEGRANTE DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA E SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO: Bom dia, a todos. Em primeiro lugar eu quero agradecer a oportunidade de estar aqui, falando em nome dos municípios, como representante dos secretários municipais do estado de São Paulo. Como vocês viram na apresentação da doutora Regiane, nós vamos mobilizar um verdadeiro exército, serão 64 mil pessoas em todas as cidades do estado de São Paulo. Então são 645 municípios, e com este exército trabalhando a fim de que a gente execute dentro do plano proposto, em nove semanas, a vacinação de 13 milhões de pessoas. Com isso nós minoramos e minoraremos essa pandemia que tanto tem nos assustado. Vocês têm acompanhado as taxas de UTIs, hoje estão em números preocupantes. Então faço minhas essas palavras do doutor Jean, precisamos até o início da vacinação, ou mesmo após, continuar com as medidas de segurança, usando máscara, tomando muito cuidado, evitando aglomerações. Então uma luz começa a surgir no fim do túnel, e essa antecipação para todos os municípios é fundamental e importante, todos os municípios participarão e estão apoiando as medidas que estamos anunciando hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Geraldo Reple. E agora a última intervenção antes das perguntas, é também médico e presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Mais um dia a ser comemorado nessa nossa viagem em relação à vacina. Nós aqui já por várias vezes temos repetido que São Paulo caminhava muito rapidamente, e caminha muito rapidamente para ter a primeira vacina disponível para o Brasil, e isso depois se consubstancia nesse anúncio. Imagino eu que o objetivo principal ainda é que essa vacina seja incorporada ao nosso programa nacional, tanto é que esse plano ele apenas adianta a primeira fase do plano nacional. Quer dizer, ele traz para janeiro a primeira fase que estava prevista pelo plano nacional para março. Então esse é um ponto importante. Acho que os brasileiros precisam dessa vacina, e o anúncio de hoje também vai nesse sentido. Nessa primeira fase, 9 milhões de pessoas aqui no estado de São Paulo, e o governador anuncia 4 milhões de vacinas para o Brasil, para os profissionais de saúde do Brasil. E isso é importantíssimo, isso é uma manutenção do espírito federativo, é a manutenção dos princípios do nosso SUS, isso é a incorporação de um programa de vacinação previsto pelas nossas autoridades. Então nós estamos nos preparando caso não ocorra a provisão que todos nós esperamos, que é a incorporação dessa vacina pelo nosso Ministério da Saúde. Esperamos que isso aconteça, para o bem de todos nós, para a proteção da vida de milhas e milhares de pessoas. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Esse sentimento que nos emociona é dado à circunstância de um país que já perdeu 178 mil vidas, e lamentavelmente temos um negacionismo no Governo Federal, e um posicionamento que insiste em querer politizar e colocar ideologia naquilo que deveria ser o entendimento da saúde, da ciência e da vida, conforme ouviram aqui dos quatro médicos que me antecederam, São Paulo segue, e continuará a seguir a orientação da saúde, da medicina, da proteção à sua população, e da vacinação também. Nós não podemos perder tempo, e volto a repetir, a questão, por que vacinar em março se podemos iniciar a vacinação em janeiro? Esta é a pergunta para ser respondida por aqueles que negacionistas impedem milhares de brasileiros de preservarem suas vidas e milhões de brasileiros de serem infectados com a COVID-19. Vamos agora às perguntas, todos que estão aqui à frente estarão à disposição para respondê-los. Pela ordem, nós teremos na coletiva de hoje a CNN, o Jornal La Nacion, da Argentina, a Record TV, a Rádio Capital, a Jovem Pan, o portal UOL, a Rádio Bandeirantes - Band News, e a TV Globo, Globo News. Começando com a jornalista Tainá Falcão. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Primeiro eu queria saber do senhor, da semana passada para cá, quando houve inicialmente o anúncio desse plano, houve alguma conversa com o Ministério da Saúde, algum avanço nesse sentido? O doutor Dimas Covas falou em preparação do plano de local, estadual, na forma de o governo se preparar para a chegada da vacina, e a imunização da população de São Paulo. Mas é também um indicativo de que ela ficará restrita aqui no estado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, quem faz a relação como Ministério da Saúde é o nosso secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, que vai responder à sua pergunta nesse momento. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O que nós temos são tratativas que vieram acontecendo, mas sem nenhum aceno formal de que haverá ou não alguma aquisição dessas vacinas especialmente a Coronavac, para sua inserção no Programa Nacional de Imunização. Nós temos pressa, e essa pressa está relacionada às vidas, então dessa maneira não temo coerência alguma nós termos a vacina produzida aqui, e por outro lado termos mortes acontecendo, sabendo que é uma vacina segura e eficaz. Então precisamos vacinar, só isso é a garantia de podermos sim continuar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Tainá, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora online, com o correspondendo do jornal argentino La Nacion, Marcelo Silva de Souza. Boa tarde, você já está em tela, sua pergunta, por favor.

MARCELO SILVA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. O governo de São Paulo tem sinalizado que está garantido no plano de imunização total, mesmo que a Coronavac não seja incluída pelo Governo Federal no programa nacional de vacinação. Então considerando que a vacina será oferecida de forma gratuita, eu gostaria de saber nessa hipótese, de onde viriam os recursos de custeamento da vacinação? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcelo, obrigado por participar da nossa coletiva, nosso respeito pelo seu país, pela Argentina, e também pelo veículo de comunicação, no qual você é correspondente no Brasil, o importante jornal La Nacion. Os recursos são do tesouro do governo do estado de São Paulo, a prioridade desde março deste ano no estado de São Paulo são vidas, a saúde, a medicina, e para isso nós não medimos esforços, como não estamos medindo, Marcelo, para termos a vacina, a vacina do Butantã, a vacina que salva vidas dos brasileiros de São Paulo e de outros brasileiros do país também. E em breve também a Argentina. Como você sabe, o nosso presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas, esteve em Buenos Aires, a convite do governo argentino, dialogando com dois ministros, o ministro das Relações Exteriores, do seu país, da Argentina, e o ministro da Saúde, para o fornecimento da vacina do Butantã, tão longo possamos cumprir a nossa meta aqui no Brasil. E o Butantã estará produzindo já a partir de outubro deste ano a vacina aqui em solo brasileiro. Então com isso concluo a nossa resposta, e Marcelo, agradeço mais uma vez pela sua participação aqui na nossa coletiva. Vamos agora à Record TV, vamos tirar o Marcelo aqui da tela, e vamos com a Daniela Salerno, da TV Record, Daniela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Governador, eu tenho algumas dúvidas, primeiro você deve saber o que muda no plano de imunização estadual, caso o Ministério da Saúde diga que quer a Coronavac? Quando que essa vacina poderá ser disponibilizada ao SUS nacional, no caso? Já nessa primeira etapa ou não? Também gostaria de entender, o senhor comentou que são 4 milhões de doses para outros estados, como que já está essa tratativa? Já tem gente na lista? A gente teve o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, já sinalizando também que tem interesse. Então como que vai ser essa tratativa com estados e municípios interessados? Inclusive com clínica particular, talvez, mais para frente? Por último, se me permite, uma dúvida que eu tenho, em relação às possíveis fraudes. A gente sabe que para tomar vacina no SUS você precisa comprovar sua residência e ter sua carteirinha. Não há preocupação em que pessoas de fora, de ter uma corrida à procura dessa vacina? Como evitar esse tipo de problema? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, vou responder, mas vou fazer um pedido, na verdade, um apelo aos jornalistas, para que possamos atender a todos dentro de um tempo razoável, e respeitando a televisão, uma pergunta por jornalista. Não deixaremos de responder às suas três, mas vou pedir aos que seguirem na sequência as perguntas, por favor, escolham uma pergunta, eu imagino que todas as perguntas no conjunto formulado pelos jornalistas, serão atendidas. Eu começo da última, respondendo a penúltima, e a primeira será respondida pelo Jean Gorinchteyn. Todo e qualquer brasileiro que estiver em solo do estado de São Paulo, e pedir a vacina, receberá a vacina gratuitamente, ele não precisará comprovar residência em São Paulo. Nós fazemos parte do Brasil, respeitamos todos os brasileiros, e aqui vacinaremos todos que precisarem ser vacinados. Nós temos já oito estados do país que solicitaram a vacina Coronavac ao Instituto Butantã, alguns governadores inclusive vieram pessoalmente aqui a São Paulo tratar desse assunto conosco. E para citar dois prefeitos, entre muitos, mas apenas homenageando o prefeito de Curitiba, que solicitou, e já anunciou inclusive nas suas redes, que fará a aquisição da vacina para imunização dos curitibanos. E o novo prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paez, me telefonou hoje pela manhã, dizendo que o Rio de Janeiro não vai ficar aguardando um programa para o mês de março, desejará vacinar o mais breve possível, começando pelos profissionais de saúde da cidade do Rio de Janeiro. E assim dezenas de outros prefeitos, de outras cidades, não apenas de estados vizinhos, mas também de estados mais remotos em nosso país. E a primeira pergunta será respondida pelo Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: No sábado, de forma virtual, houve uma reunião entre todos os secretários estaduais da saúde, assim como com o apoio dos secretários municipais de saúde, entendendo que nós não podemos esperar. E que ao mesmo tempo nós precisamos incorporar no PNI todas as vacinas que estejam em curso, tanto dos estudos clínicos da fase três, aqui no Brasil, e que mostrem segurança e eficácia. Dessa maneira, é consenso entre todos os gestores públicos que aguardar é um risco pra nossa população, é aumentar a mortalidade, é sobrecarregar o nosso sistema de saúde, nós não podemos que isso aconteça. Então, mesmo aquisição da Coronavac pelo Governo Federal, nós precisamos reformular datas, isso vai salvar o nosso país.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, ao concluir a resposta às suas três perguntas, eu queria registrar que, mais uma vez, recebi aqui uma demanda, vamos fornecer quatro milhões, vamos disponibilizar quatro milhões de doses da vacina Coronavac a outros estados brasileiros, pra que possam priorizar a vacinação aos profissionais de saúde, que são os nossos heróis e estão desde março deste ano, estão salvando milhares de vidas, trabalhando dez, 12, 14, 16 horas por dia em hospitais, centros de saúde, públicos e privados, ajudando a salvar vidas. Então, esta é a nossa prioridade, o Governo do Estado de São Paulo vai disponibilizar, sim, para os estados que solicitarem, a vacina contra a Covid-19. Bem, vamos agora para a Carla Motta, da Rádio Capital.

CARLA MOTTA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde a todos. Governador, o Governo de São Paulo vai iniciar essa vacinação contra a Covid, mas as demais campanhas de imunização vão ter que continuar, a minha pergunta é: Vocês já têm esses 27 milhões negociados hoje de seringa, de agulha, ou se vocês dependem do Governo Federal pra aquisição desses insumos. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla, vou dividir a resposta com o Jean Gorinchteyn, mas, antes, eu preciso fazer aqui uma lembrança, eu me referi ao prefeito de Curitiba, mas indelicadamente não citei o seu nome, Rafael Grecca, e o Grecca está assistindo e acompanhando agora a nossa coletiva, lá da capital do Paraná, então, a ele a sua esposa, Margarida, o meu abraço e muito obrigado pela confiança, Grecca. Jean Gorinchteyn, pode responder a pergunta da Carla Motta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós iniciaremos a campanha vacinal agora no dia 25 de janeiro, e temos, sim, esses insumos, agulhas e seringas, para vacinar esse público. Dessa maneira, não será necessário fazer aquisições, aguardos de licitações, porque nós já disponibilizamos em nosso estoque esses materiais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, Carla, temos tudo o que precisamos, temos aqui em São Paulo, evidentemente, se o Governo Federal cumprir a sua obrigação de apoiar São Paulo, assim como os outros 26 estados brasileiros, vamos utilizar os recursos e insumos que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, deve oferecer, a nosso ver, obrigatoriamente pra todos, indistintamente, mas aqui em São Paulo nós não seremos dependentes, se necessário seremos independentes para atender a necessidade da população e salvar vidas, o que mais desejamos aqui, volto a dizer, é que o Governo Federal compreenda que estamos em luta pela vida, não é luta política, não é luta eleitoral, nós estamos lutando pela vida das pessoas, pela existência, pela oportunidade da volta ao normal, a volta ao normal, ao nosso país, só ocorrerá com a vacina, e volto a repetir, por que vacinar em março, se podemos iniciar a vacinação em janeiro? Para salvar mais brasileiros. Eu vou agora também pedir uma intervenção do Gabbardo, cadê o nosso Gabbardo? Está aqui ao lado? Porque ele tinha uma complementação também a fazer na sua pergunta, Carla, e aí vamos pra [ininteligível] da Rádio Jovem Pan. Desculpa.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. É sobre a questão do uso da vacina nas clínicas privadas, então, tem que ficar muito claro que as clínicas privadas que quiserem participar desse movimento, desse grande mutirão pra vacinação, elas poderão participar, mas de forma gratuita, e de forma a um atendimento universal, não será para fazer o atendimento dos seus clientes, se elas quiserem participar, elas terão a vacina disponibilizada e de forma gratuita para uso na população em geral, não existe possibilidade da utilização desta vacina, nesse momento, de forma particular ou que haja qualquer tipo de cobrança, não é permitido, até porque se nós entrarmos com uma solicitação de uso emergencial, essa é uma das condições, a gratuidade na disponibilização dessas vacinas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Carla Motta, mais uma vez, obrigado. Agora sim com você, obrigado pela paciência, [ininteligível], da Rádio Jovem Pan. Nani.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde pra todo mundo. Eu queria saber [ininteligível] principalmente nessa parte de logística. Doutor, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir, então, pra nossa Regiane de Paula, que é coordenadora e responsável pelo centro de doenças da Secretaria da Saúde, ela pode responder e, se desejar, fazer o uso da tela, Regiane, pra expor, mais uma vez, não só aos ouvintes e internautas da Jovem Pan, como também outras pessoas que estão nos acompanhando e assistindo neste momento.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CENTRO DE DOENÇAS DA SECRETARIA DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Por gentileza, então, a logística na tela, e nós temos estimado que essa logística de distribuição e, exatamente, a logística principalmente de distribuição, ela será de 100 milhões de reais. Claro que eu estou contando com 25 postos estratégicos, caminhões refrigerados, 2.100 viagens, eu não estou colocando aqui seringas e agulhas, que tem um custo adicional, mas a estratégia de a vacina sair do Butantan, chegar a um ponto estratégico e eu enviar até o município, ou seja, 645 municípios, está estimado em 100 milhões de reais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Regiane, muito obrigado. Nani, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora para o Portal UOL, com o Lucas [ininteligível], Lucas, mais uma vez, obrigado por estar aqui conosco, boa tarde, sua pergunta, por favor.

LUCAS, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde, governador, secretários. Eu vou forçar duas perguntinhas, uma [ininteligível] começar agora em dezembro pra janeiro previsto, o governo tinha tentado lá atrás também começar no dia 15 de dezembro, se não me engano, por que eles vão começar antes? E aqui eu queria [ininteligível] se já tem oito estados, quais são esses estados e como vai ser planejada essa distribuição das quatro milhões, assim, [ininteligível] proporcional a população, enfim. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, vou dividir a resposta com Jean Gorinchteyn, e se o Jean desejar também, compartilhadamente com Dimas Covas. Em relação aos governadores, eu vou pedir licença pra não divulgar, porque eles não me pediram que divulgasse, o prefeito Grecca, Rafael Grecca e o prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, colocaram isso de forma clara, objetiva, e sem nenhuma restrição a divulgação, os próprios governador acho que poderão fazê-lo se desejarem oportunamente. Jean. Então, Dimas, ok. Você capturou a primeira parte da pergunta? Capturou, ok. Pro Lucas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, a alteração da data de 15 de dezembro pra 25 é porque a realidade impôs essa mudança, nós estamos num processo não só da produção da vacina, nesse momento, como também nós estamos no procedimento de terminar a fase de avaliação da eficácia do estudo clínico, bem como da avaliação da fábrica da Sinovac lá na China, então são esses três elementos que vão compor aí, né, o registro da vacina. Então, essa data de 25 de janeiro, ele é compatível com esses três elementos que eu acabei de mencionar, né, então, é uma data inicial, mas com grande probabilidade de acontecer exatamente como previsto, né, então, já com base nos dados da realidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Dimas. Lucas, obrigado pela pergunta, vamos agora a penúltima pergunta de hoje, o penúltimo veículo, que é a Rádio Bandeirantes e a Bandnews Rádio com a Maira. Maira, obrigado por estar aqui conosco, boa tarde, sua pergunta por favor

MAIRA DI GIAIMO, JORNALISTA DA BANDNEWS RÁDIO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu queria saber sobre as pessoas que já tiveram a doença, vai te algum controle para que elas não recebam a dose até para uma questão de otimização das doses ou elas vão receber da mesma maneira? E queria só voltar ao tema do turismo de vacina, né? O governador disse que qualquer pessoa que estiver aqui em São Paulo vai poder tomar, mas vai ter doses suficientes, será que não pode causar uma aglomeração, muita gente migrando para cá? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, vou dividir a resposta com o Jean Gorinchteyn e se algum dos médicos aqui presentes desejar poderá fazer também a sua intervenção. Maira, São Paulo é do Brasil, nós somos parte do país, nós não vamos segregar pessoas, segregar brasileiros porque estão aqui e não oferecer para quem precisa a vacina. Vamos vacinar e se precisar compraremos mais vacinas. São Paulo tem uma visão de respeito à vida e respeito à ciência, nós aqui não estamos nem fazendo negacionismo como nunca fizemos e nem protelando aquilo que pode ser feito de imediato. Vamos salvar os brasileiros. O que desejamos é que o plano nacional de imunização seja antecipado, como pode ser, e que inclua todas as vacinas e não apenas a vacina de preferência do Presidente da República ou do Palácio do Planalto. Todas as vacinas, significam todas. Nós temos quatro vacinas em processo final de aprovação pela Anvisa aqui no Brasil, entre elas, a que está mais avançada é a Coronavac. Aliás, técnicos da Anvisa acabam de retornar da China, estão retornando nesse momento da visita que fizeram ao laboratório Sinovac em Pequim. Repito a pergunta, por que vacinar os brasileiros em março se os brasileiros podem começar a ser vacinados em janeiro? Se podemos começar a salvar vidas já, por que vamos esperar que diariamente quase 700 brasileiros percam a vida para atender a um capricho de alguém que, sentado no Palácio do Planalto acha que tem que ser uma única vacina no país? Isso não é justo, isso não é humano, isso não representa a compaixão mínima que uma pessoa deve ter pela vida e pela existência. Eu tenho certeza que os jornalistas que estão aqui que são muitos, cinegrafistas, fotógrafos, outras pessoas que estão aqui, já perderam amigos e muitos perderam parentes para a Covid, eu perdi, eu sei o que é perder um amigo que se foi em menos de três dias com a Covid. E vamos esperar que milhares de outros percam a vida porque alguém quer uma única vacina e que essa vacina tem que ser priorizada em detrimento de outras? A vida é uma só, a existência é única. Triste o Brasil, triste o Brasil que tem um presidente que não tem compaixão pelos brasileiros, que abandonou o Brasil e os brasileiros. Vamos agora a última pergunta que é a do... Ah, desculpe, perdão, fiquei tão machucado com essa história, desculpa. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Todos receberão a vacina, até porque muitos tiveram uma forma muito leve e sequer fizeram um diagnóstico, sequer procuraram algum serviço de saúde para serem submetidos à testagem. Dessa maneira, todos serão vacinados, garantindo dessa forma proteção equânime a todos. E lembrando que com relação a essa vacina, esta vacina ela é do Butantan, mas ela é do Brasil, nós não fecharemos a fronteira para os brasileiros de São Paulo apenas, nós estamos abertos para brasileiros do Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean. Maira, obrigado pela pergunta. Vamos agora a última pergunta de hoje que é do William Cury da TV Globo, Globonews. Will, boa tarde, sua pergunta por favor.

WILLIAM CURY, JORNALISTA DA TV GLOBO - GLOBONEWS: Tudo bem, boa tarde a todos. Eu queria saber que tipo de aprovação que o governo pretende ter junto à Anvisa, se é a aprovação regular que demoraria dois meses para ser conseguida, ou se é a aprovação emergencial? E quando que o governo espera ter essa aprovação, visto que a aprovação para ter o teste de eficácia é ainda nessa semana? Além disso, só um comentário, o Dr. Dimas falou que ainda conta com a incorporação da Coronavac no calendário nacional de imunização e queria saber se isso, de alguma forma, pode fazer com que o início da vacinação não ocorra no dia 25 de janeiro ou se a administração vai começar aqui no dia 25 de janeiro seja pelo estado ou pelo governo federal? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, eu começo e vou dividir com o Dimas Covas, evidentemente. Começa em 25 de janeiro, no dia 25 de janeiro São Paulo começa a vacinar todos os brasileiros que estiverem dentro do programa estadual de imunização que foi aqui apresentado. Nós não vamos perder mais vidas se podemos salvar vidas, não há razão para isso, não há razão de saúde, não há razão de ciência, não há razão humanitária para perdermos mais vidas e não iniciarmos imediatamente a vacinação não apenas com a vacina do Butantan, com outras vacinas também. Vejam a Europa, vejam outros países que estão iniciando nessa semana a imunização dos seus cidadãos, que colocaram em caráter emergencial ou em caráter operacional, vacinas para salvar vidas. E aqui vamos esperar março, este longo período diante da agonia, do sofrimento, das perdas? Não, em São Paulo não, no dia 25 de janeiro, se pudermos ter o governo federal ao nosso lado será bem-vindo, não há nenhuma hostilização, nenhum fator que nos impeça de incorporarmos ao programa estadual de imunização o programa nacional de imunização, mas se não o fizer, em São Paulo, dia 25 de já começamos a salvar vidas no nosso estado com a vacina do Butantan, com a Coronavac. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Will, são dois os procedimentos nesse momento, existentes na Anvisa e nós vamos submeter aos dois procedimentos e esperamos que haja rapidez nessa avaliação, seja pelo rito regular, seja pelo rito do uso emergencial. Nós daremos todos os elementos para a nossa Anvisa para ela poder se pronunciar o mais rapidamente possível e é isso que nós esperamos. Esperamos o compromisso das nossas autoridades com esse esforço que nós estamos fazendo, um esforço em benefício da população, um esforço para salvar a vida de pessoas e é isso que nós esperamos das nossas agências regulatórias que devem ser, na minha visão, absolutamente independentes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas. Eu recebi aqui pelo meu celular uma solicitação dos cinegrafistas para que possamos mostrar a vacina mais uma vez, então, em respeito aos fotógrafos e cinegrafistas faremos isso agora e depois vou convidar todos os demais para que venham aqui a frente para fazer aqui a foto também. Aliás, podemos fazer daqui? Tudo bem para vocês? Ok. Então, todos que tiverem já com a vacina, não sei se temos para todos, mas temos várias.

[Ruídos]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quero inclusive mostrar para vocês que esse lote de vacina já vem a seringa.

[Ruídos]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, muito obrigado pela presença, desculpe, um pouco de emoção hoje, mas é um dia importante para todos nós, é um dia importante para a vida. Vacina já para salvar os brasileiros. Uma boa tarde a todos, até quinta-feira na nossa próxima coletiva. Obrigado.