Coletiva - Governo de SP inicia vacinação de estudantes de 16 e 17 anos em todo o estado 20211808

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Coletiva - Governo de SP inicia vacinação de estudantes de 16 e 17 anos em todo o estado 20211808

Local: Capital – Data: Agosto 18/08/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, muito boa tarde. Muito obrigado pela presença dos jornalistas nesta nova coletiva de imprensa. Obrigado aos colegas cinegrafistas, fotógrafos que aqui estão, secretárias e secretários de estado, nossos membros do Comitê Científico, amigas e amigos, e os que nos acompanham das suas casas, sejam jornalistas, sejam cidadãos que, neste momento, acompanham aqui ao vivo a transmissão da coletiva de imprensa, na sede do governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. Boas notícias. Primeiro, o governo do estado de São Paulo entrega mais 2 milhões de doses da vacina do Butantan para o programa nacional de imunização, ou seja, para o Ministério da Saúde. Agora são 74.850.000 doses da vacina do Butantan já entregues para o braço dos brasileiros. E hoje à noite mais boa notícia, vamos receber 4 mil litros de insumos da vacina, da vacina do Butantan, do laboratório Sinovac, da China. Isso equivale a 7 milhões de novas doses da vacina do Butantan. Até o final de agosto, volto a repetir, vamos concluir o contrato, com a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde, portanto, 30 dias antes do prazo programado. Senso de urgência, respeito pela ciência, respeito pela vida. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, falará sobre este tema. Outro tema também que será abordado por Dimas Covas, é a segunda informação da coletiva de hoje: Estudo realizado na China e já publicado de maneira prévia na revista Lancet, uma das mais prestigiosas revistas científicas do mundo, demonstra que a vacina do Butantan evita, a Coronavac evita o desenvolvimento de casos graves do Covid-19, causado pela variante delta. A vacina mostrou também ser eficaz para prevenir pneumonias decorrentes desta variante delta. O cientista e presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, também tratará deste assunto. Terceira boa notícia, o governo do estado de São Paulo inicia hoje, oficialmente, a vacinação de adolescentes em todo o estado de São Paulo, adolescentes na faixa etária de 17 a 12 anos. Isto, de acordo com o programado, com o Programa Estadual de Imunização. Iniciamos às 8h da manhã de hoje a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, priorizando os jovens com morbidades. E logo na sequência todos os demais jovens na faixa etária de 12 a 17 anos. Para marcar a data de hoje, denominado o dia da vitória, o secretário de Educação, Rossieli Soares, aqui presente, e o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, igualmente aqui presente, acompanharam a vacinação de alunos de uma escola pública estadual aqui em São Paulo. E serão exatamente os dois, Jean Gorinchteyn e Rossieli Soares, que abordarão esse tema do início da vacinação de adolescentes aqui em São Paulo. Quarta informação: Após a queda sistemática nas últimas semanas de todos os indicadores da pandemia, o governo do Estado de São Paulo transformou o Centro de Contingência do Covid-19 em Comitê Científico do Covid-19. O governo do estado de São Paulo registra aqui um sincero agradecimento a todos os 21 membros do Centro de Contingência, que, ao longo dos últimos 18 meses, contribuíram com esforço, dedicação, conhecimento, para salvar vidas de brasileiros aqui em São Paulo. Foi decisivo, aliás, o trabalho do Centro de Contingência nesse sentido. E nós convidamos nove membros do Centro de Contingência para integrarem o Comitê Científico. Portanto, são as mesmas pessoas, o mesmo time, os mesmos médicos, mesmos cientistas, porém num número menor. E por que menor? Diante de uma queda acentuada de casos, internações e, felizmente, óbitos, não há necessidade de se mobilizar 21 pessoas para fazer aquilo que nove pessoas podem fazer, com o mesmo grau de eficiência, no estágio atual da pandemia. E manteremos os mesmos coordenadores que tínhamos do Centro de Contingência, que aliás estão aqui ao nosso lado: Dr. Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência e agora coordenador do Comitê Científico, e João Gabardo, que foi coordenador executivo do Centro de Contingência e segue como coordenador executivo do Comitê Científico. E os médicos e professores que integram o centro, ou melhor, agora o Comitê Científico são todos ex-integrantes do Centro de Contingência. São eles: João Gabardo, Paulo Menezes, David Uip, José Medina, Geraldo Reple, Carlos Carvalho, Luiz Carlos Pereira Júnior, Eloisa Bonfá e Esper Kallas. A estes nove cientistas e professores, o nosso agradecimento. São todos voluntários, trabalham pro bono, para continuar a ajudar São Paulo a salvar vidas e estar ao lado da ciência. Os médicos João Gabardo e Paulo Menezes vão abordar este tema com vocês, na sequência. Quinta informação de hoje, está vinculada ao Ministério da Saúde. O governo do estado de São Paulo aguarda o envio de novas doses da vacina da Pfizer, para diminuir o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina. O governo do estado de São Paulo vai seguir a recomendação da redução do intervalo das doses da vacina da Pfizer. Os nossos técnicos, os nossos médicos, enfermeiros e profissionais da Secretaria da Saúde, sob a coordenação da Dra. Regiane de Paula, coordenadora do PEI, Programa Estadual de Imunização, entendem que é possível reduzir o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer, aliás, como estabelece o próprio fabricante, o próprio laboratório da Pfizer, que atesta a eficácia e a segurança da vacina num prazo bem inferior aos 90 dias que têm sido praticados aqui no Brasil. Na América, isso acontece no prazo de 30 dias. E é exatamente nesta linha que nós estamos caminhando e a Regiane de Paula e João Gabardo falarão a esse respeito a vocês. Penúltimo ponto, também uma boa notícia: O governo do estado de São Paulo lança o Bolsa Trabalho, com benefício para 120 mil pessoas. Com remuneração de R$ 535 por mês, o Bolsa Trabalho vai contratar 30 mil desempregados em todo o estado de São Paulo. É extremamente significativo, 35 mil pessoas contratadas em uma única vez. Não há nenhuma fábrica, nenhum empreendimento, nenhum centro de distribuição, de logística ou qualquer outro empreendimento privado no Brasil que contrate, de uma única vez, 30 mil pessoas para trabalharem de forma remunerada, e é o que nós estamos fazendo aqui em São Paulo, com o programa Bolsa Trabalho. Todos esses, todas essas pessoas contratadas vão atuar em órgãos públicos estaduais, e também municipais, mas pagos pelo governo do estado, durante cinco meses, a partir do próximo mês de setembro. Setembro, outubro, novembro, dezembro e janeiro. É mais uma iniciativa para atender as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade, desempregadas, desalentadas, e que agora têm uma boa oportunidade de emprego, com remuneração e a oportunidade de, ao longo desses meses, também com a ajuda do governo do estado e das prefeituras, encontrarem uma oportunidade, após esse período do Bolsa Trabalho, para estarem colocados no mercado. Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, abordará esse tema. E por último, vamos ter a atualização dos números da pandemia, com o secretário da Saúde. Os números continuam sendo bons números, continuamos a decrescer casos, internações e, felizmente, óbitos. E Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, dará mais detalhes dessas boas notícias a vocês. E antes de passar a palavra ao Dimas Covas, como governador do estado de São Paulo, como cidadão, como brasileiro, como pai de família, quero registrar aqui como estou feliz, porque nós já não temos mais quarentena em São Paulo. São Paulo foi o primeiro estado do Brasil a decretar quarentena, primeiro estado do Brasil a decretar, por lei, a obrigatoriedade do uso de máscara, primeiro estado a buscar a vacina e a trazer vacina e a vacinar os brasileiros, primeiro estado a concluir o processo vacinal das pessoas com mais de 18 anos. E isso porque a nossa opção foi a opção pela vida, pela ciência, pela medicina, pelo respeito às pessoas. Não seguimos aqui o caminho da ignorância, porque a ignorância, no mundo da ciência, mata, enquanto a obediência à ciência salva. Mas quero registrar que eu estou muito feliz, repito, como cidadão, como pai de família, em dizer que em São Paulo nós não temos mais quarentena. Vamos gradualmente, de forma segura, retomar a normalidade. Forma segura significa: a obrigatoriedade do uso de máscara continuará até 31 de dezembro deste ano, por orientação médica e científica, o uso de máscara continuará sendo obrigatório e lei em São Paulo, assim como os critérios e os protocolos sanitários de uso de álcool em gel, a obediência, a partir do dia 1 de novembro, quando retomaremos a presença de torcidas nos estádios, seja para o futebol, seja para outras práticas esportivas, da mesma maneira para eventos internos e externos, sempre dentro de protocolos. Mas, aos poucos, a vida vai retornando à sua normalidade, de forma segura, com a redução de internações e, principalmente, de óbitos em São Paulo. E eu espero que assim seja em todo o Brasil. Então, vamos agora com o Dimas Covas, nos dois primeiros temas da nossa abordagem aqui, deste encontro com a imprensa. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador, boa tarde a todos e a todas. Com relação às entregas de vacinas, hoje nós totalizamos 74.850.000 doses entregues. Semana que vem, bateremos o recorde de entregas, já temos 8 milhões de vacinas prontas para serem entregues na segunda, quarta e sexta da semana que vem, e mais um lote de vacinas que vieram da China, estão aguardando a liberação dos controles para também serem liberadas na semana que vem. Então, nós estamos muito próximos aí de concluir os 100 milhões de doses do Ministério da Saúde, e que temos toda a previsão para que isso aconteça antes do dia 31 de agosto.

Com relação ao segundo tema, de fato foi depositado essa semana um estudo na revista Lancet, demonstrando exatamente a eficiência da vacina Coronavac, contra a variante delta. É um estudo que nós chamamos de mundo real, onde foram acompanhados 10.813 pessoas e, nesse estudo se demonstrou muito claramente que a vacina dada em duas doses tem uma efetividade que varia de 69% a 77% em relação à proteção de pneumonia, que é o quadro mais grave, um dos quadros mais graves do Covid. E não houve nenhum óbito no grupo que recebeu as vacinas, que foram vacinadas. Portanto, isso é uma boa notícia, é um dos primeiros estudos de mundo real, que a gente chama assim, demonstrando exatamente a efetividade da vacina Coronavac contra a variante delta, que é uma variante que preocupa o mundo inteiro nesse momento. São essas as informações, governador, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Vamos agora ao segundo, aliás, ao terceiro tema da nossa coletiva, que é o início da vacinação dos adolescentes, aqui em São Paulo, na faixa etária de 17 a 12 anos. Começamos com Jean Gorinchteyn e, na sequência, com Rossieli Soares, secretário da Educação. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Governador, esse é um dia de vitória, um dia de conquista. Essa foi uma luta do governo do estado de São Paulo para que esse público de adolescentes, especialmente os adolescentes com comorbidades, portadores de deficiências, síndromes, inclusive síndrome de Down, autistas e também mulheres, as adolescentes grávidas, tivessem o direito de serem vacinadas. Todos nós sabemos o quanto essas crianças também correm um risco maior de desenvolver forma grave. E eu não tenho dúvida, pelo que nós vimos hoje, especialmente hoje, nesse primeiro dia de vacinação, o alívio dos pais, ao verem os seus filhos serem imunizados, essa sim é a proteção que o governo do estado pode fazer para acolher esses jovens e dar a proteção e a garantia de seu futuro. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Governador, hoje realmente é mais um passo importante, eu quero lembrar que o estado de São Paulo, do ponto de vista da educação tem sido um estado importante, nós fomos o primeiro estado a começar a retornar as atividades dia 8 de setembro, ainda do ano passado, fizemos um passo importante, governador, com a vacinação dos profissionais da educação no dia 10 de abril, começando também nos possibilita hoje ter uma volta às aulas cada vez maior, melhor. Mas os adolescentes, os jovens com comorbidades, para quem é pai, para quem é mãe, e sabe da importância da vida do seu filho, sabe que para esses jovens com comorbidades hoje é realmente um dia da vitória, e hoje vacinamos a primeira estudante de nome Vitória, justamente simbolizando esse momento para todos os educadores que vão ter esses jovens podendo voltar, mas especialmente para essas famílias questão vão ter muito mais segurança, nesse momento de avanço de toda a sociedade, dar segurança a esses jovens com comorbidades é fundamental. E queria destacar, governador, que do dia 18 até dia 25 de agosto, nós temos os jovens de 16 e 17 anos, sendo vacinados com comorbidades, e depois do dia 26 a 29 de agosto, de 12 a 15 anos com comorbidades. É importante que tenhamos toda a documentação. E para compartilhar um pouquinho do momento que a gente viveu de muita emoção hoje, governador, vendo mais essa vitória capitaneada pelo governador João Doria, e agradecendo mais uma vez a confiança de toda a equipe da saúde que tem trabalhado com isso, gostaria de compartilhar um vídeo aqui mostrando esse momento que foi pela manhã, realmente muito emocionante.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: "Eu estou me sentindo muito feliz, e é algo muito importante para mim, por estar sendo vacinada, é um momento que eu esperei por muito tempo". "E hoje é um passo importante para o estado de São Paulo, que o governo do estado de São Paulo está dando vacinando todos os nossos jovens com comorbidades. A vacina é fundamental para os jovens também, especialmente para a educação". "Não só para mim, mas para todos os jovens, a vacinação é algo muito importante, não só para se imunizar, mas para que futuramente as coisas possam voltar às normalidades, e que fique tudo bem de novo".

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, parabéns, Rossieli. Agora vamos para o quarto tema da coletiva, sobre o centro de contingência, agora transformado em comitê científico, fala o seu coordenador, o que era coordenador do centro de contingência, e que continua a ser o coordenador do comitê científico, o médico Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ CIENTÍFICO: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Primeiro eu gostaria de agradecer, e reconhecer sua liderança no enfrentamento da pandemia desde o início. Eu tive a oportunidade e o privilégio de compor o centro de contingência desde o primeiro dia, no primeiro dia inclusive, do centro de contingência, 24 de fevereiro, eu estava aqui junto com o João Gabbardo em Brasília, na coletiva que anunciava o primeiro caso diagnosticado de COVID-19 no Brasil. E desde então tive a oportunidade de compor esse grupo de colegas de altíssimo nível, que auxiliaram, vem auxiliando até agora o governo, enfrentar a pandemia, nesse desafio mundial, com ciência e com conhecimento, e com medidas que, de fato, trouxeram uma redução enorme no impacto que a gente poderia ter tido, perdemos muitas vidas, tivemos muitas pessoas que sofreram muito. Mas poderíamos ter tido uma situação muito, muito pior, se não fosse a forma correta de liderar esse enfrentamento liderada pelo senhor. Eu quero dar alguns exemplos, como já foram citados, por exemplo, foi o primeiro estado a colocar a quarentena já em março, em seguida o uso obrigatório de máscaras no início de maio, a gente precisa lembrar que o plano São Paulo foi instituído a partir de junho com o forte trabalho do centro de contingência junto com a equipe de governo, e isso permitiu com que nós já em agosto começássemos a ter uma melhora da situação da primeira onda, que se progrediu até o final do ano. Esse ano tivemos um momento extremamente difícil, com a disseminação de uma nova variante, a variante gama, que produziu uma velocidade de infecção que nós ainda não tínhamos visto, uma segunda onda muito mais intensa que a primeira, e o centro de contingência colaborou muito analisando a situação, propondo medidas que o governo adotou, medidas difíceis, restritivas, que permitiram que naquele início de vacinação nós tivéssemos a interrupção daquela velocidade de transmissão, e já começássemos a observar uma redução no número de casos, internações e óbitos. De fato, com o avanço da vacinação o cenário muda muito. Eu quero em primeiro lugar chamar atenção para essa vitória que nós tivemos de uma cobertura vacinal de primeira dose acima de 90%, praticamente não se observa isso em outros lugares do mundo, acho que é uma vitória extremamente importante, e que se reflete nos números. Vocês devem se lembrar que em abril e maio a gente falava aqui de uma incidência de casos de cerca de 530 casos a cada 14 dias, por 100 mil habitantes, hoje nós estamos com 230, menos da metade. Chegamos a ter mais de 100 internações por 100 naquela fase, e hoje estamos abaixo de 30 internações por 100 mil a cada 14 dias. De forma que é um outro momento, é um momento em que esse grupo pode e deve compartilhar contribuindo cientificamente trazendo o conhecimento, trazendo as evidências, nós aprendemos com a pandemia, que é tudo muito dinâmico, o conhecimento é produzido em uma velocidade muito rápida. E o grupo com certeza vai continuar colaborando, com o governo no sentido dessa próxima fase, que é uma fase de muito mais possibilidade de nós continuarmos a vida como nós gostaríamos. Eu queria agradecer a confiança, e me sinto muito honrado de poder continuar coordenando esse grupo seleto de colegas, e de forma que pode contar conosco, continuaremos juntos nessa batalha. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Você merece, um trabalho excepcional, você ao longo dos últimos 18 meses se sacrificou, o seu tempo, as suas atividades acadêmicas, as suas atividades científicas, o seu trabalho de consultório, e o seu convívio familiar, para se dedicar à proteção à vida de 46 milhões de brasileiros que vivem aqui em São Paulo ao lado dos demais que como você participaram pró-bono desse centro de contingencia, e dos nove que agora participam do comitê científico aqui em São Paulo. Muito obrigado, Paulo. Vamos ouvir o João Gabbardo, nosso bom gaúcho que importamos, e colocamos raízes aqui em São Paulo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Bem, governador, primeiro eu quero agradecer a confiança para a nossa permanência, manutenção desse grupo, agora no comitê científico. Dizer a todos que fiquem tranquilos, que nós vamos continuar fazendo esse monitoramento diário da situação da pandemia no estado de São Paulo, tanto o grupo que fica no comitê científico, como os demais membros que faziam parte do centro de contingência, que na sua totalidade se colocaram à disposição para serem ouvidos, para opinarem sempre que for necessário. E nós faremos isso, quando for necessário nós consultaremos os colegas que fizeram parte do centro de contingência, em que todos nós, mutuamente crescemos e aprendemos muito nessa convivência. Dizer a todos que o estado de São Paulo mantém seus indicadores absolutamente favoráveis, mesmo inobstante à essa possível chegada da variante, os nossos indicadores continuam em queda de casos, em queda do número de internações, continua em queda em relação aos óbitos. Então vamos continuar fazendo esse controle, cuidando para que o plano São Paulo continue acertando como fez até agora, quer dizer, o plano São Paulo nas suas previsões, nos seus prognósticos, e nas recomendações que foram passadas ao governo do estado, nós sempre tivemos sucesso nessa tarefa, e nós esperamos poder continuar dessa forma. Então muito obrigado, governador, e vamos em frente que o trabalho ainda é duro.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabbardo, muito obrigado. Como todos sabem, o João Gabbardo foi secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão do Luiz Henrique Mandetta, foi secretário da Saúde do governo do seu estado natal, Rio Grande do Sul, já está conosco desses 18 meses de pandemia, ele está há 13 meses aqui conosco. Espero que ele continue nos orientando, nos guiando, nos iluminando com o seu conhecimento, a sua experiência científica e médica, sobretudo, de medicina pública, na quantidade de coordenador executivo do agora comitê científico do estado de São Paulo. Vamos então para o próximo tema com a Regiane de Paula, sobre o PEI - Programa Estadual de Imunização, a redução no período entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer, e depois novamente vamos pedir a intervenção do João Gabbardo sobre o mesmo tema. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e todas. Antes de eu falar sobre a vacina da Pfizer, governador, me permita aqui quebrar o protocolo, eu vou voltar ao Dia da Esperança, que foi segunda-feira, um dia lindo, e quem está falando agora é a mãe, não é a coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização. No final da tarde eu levei a minha filha, Sofia, para ser vacinada, o senhor não pode imaginar como o coração meu, e de muitas mães estavam com muita, muita gratidão por sua liderança, muita, obrigada, governador. Só uma mãe pode demonstrar uma alegria, um pai, por tudo aquilo que o senhor vem fazendo no estado de São Paulo. Obrigada. Vamos lá, obrigada. E falando então agora sobre o Dia da Vitória também, hoje nós iniciamos então a vacinação dos adolescentes com comorbidades, e esperamos do Ministério da Saúde mais doses para que a gente possa avançar nos adolescentes, na população adolescente do estado de São Paulo. Vamos vacinar todos os adolescentes, precisamos também que o Ministério da Saúde nos encaminhe doses da vacina da Pfizer, para que a gente possa antecipar, adiantar a segunda dose, como está previsto na bula da vacina da Pfizer. Então no prazo estipulado em bula o estado de São Paulo tem condições de sim, fazer a vacinação e isso tem sido demonstrado de forma muito clara no quantitativo de doses, que os 645 municípios podem fazer. Então a gente solicita, PEI - Programa Estadual de Imunização, que a segunda dose possa ser enviada, da Pfizer, ao estado de São Paulo, para que a gente possa antecipar a segunda dose. Estamos analisando todos os estudos, revendo todos os estudos, cada entrega, e, portanto, precisamos de mais doses. Quando a gente olha para o calendário de vacinação completo, dia 18/8 a 25/8 estaremos vacinando então os adolescentes com comorbidades, de 16 a 17 anos, deficiências, gestantes e puérperas. No dia 26/8 a 29/8, os adolescentes de 12 a 15 anos, com comorbidades, deficientes, gestantes e puérperas. Do dia 30/8 a 5/9, de 15 a 17 anos, e do dia 6/9 a 12/9, de 12 a 14 anos. Quando a gente coloca o nosso vacinômetro, o estado de São Paulo ele já aplicou de doses aplicadas 45.776.402 milhões de doses, sendo de primeira dose, 31.886.984 milhões, e de segunda dose 12.759.710 milhões de doses. Sendo a dose única que completa seu esquema com a segunda dose, 1.129.707 milhões de doses. E o mais importante, quando a gente olha para a população com mais de 18 anos, do estado de São Paulo, com pelo menos, uma dose, nós já estamos com 93,39% da sua população vacinada, quando a gente faz a população geral do estado de São Paulo, temos 71,33%, e a população com esquema vacinal completo viramos em 30%. São Paulo realmente está em um novo tempo, por sua liderança. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Obrigado pela sua sensibilidade como profissional da medicina, como cidadã, como mulher e como mãe também. Vamos então, João Gabbardo, no mesmo tema. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: bem, a preocupação com essa variante delta tem mostrado a experiência de outros países, e de trabalhos que estão sendo publicados, que a capacidade, a eficácia das vacinas para impedir a transmissibilidade da doença, cai, com apenas a primeira dose. Apesar de manterem um nível bem elevado de eficácia contra casos graves, que possam gerar internação e óbitos, há uma redução na sua eficácia. Então nesse momento em que toda a população acima de 18 anos já recebeu a primeira dose, nós defendemos que a segunda dose deve ser acelerada, e que os prazos, o espaçamento entre D1 e D2 possam ser reduzidos. Isso vale para a vacina da Pfizer, e vale também para a vacina da AstraZeneca. O problema é o grande obstáculo é que nós tenhamos vacinas para poder antecipar, que há a necessidade, que existe a indicação, que é necessário, não há nenhuma dúvida, o que nós precisamos é que o Ministério da Saúde possa ter todo o esforço para encaminhar aos estados mais vacinas da AstraZeneca, para que se possa reduzir o prazo entre D1 e D2, assim como vacinas da Pfizer. E isso é uma recomendação, e hoje o Ministério da Saúde anunciou parcialmente essa medida, nós estamos totalmente de acordo com esse posicionamento. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Agora a nossa penúltima informação, com a Patrícia Ellen, que é o Bolsa Trabalho, um programa de grande impacto social aqui no estado de São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Bom dia. Realmente muito feliz, tivemos o Dia da Esperança, como a Regiane disse na segunda. E ontem, dia 17 de agosto, formalizamos o próximo passo da retomada segura, governador, nós garantimos e você sempre prometeu que a vacina no braço da população, a comida no prato, empregos, oportunidade de trabalho e renda para a população. Então ontem foi um dia simbólico de darmos o passo da retomada, e também já abrimos para adesão dos municípios ao Bolsa Trabalho, que é o maior programa de emprego, de trabalho e renda, que o estado de São Paulo já lançou. Na próxima página eu vou mostrar aqui, só nessa primeira etapa nós abrimos 30 mil vagas de trabalho, em atividades municipais, estaduais, que impactarão diretamente 120 mil pessoas. Nesse programa, na próxima página, nós estamos oferecendo renda, trabalho, qualificação profissional, possibilidade de empregabilidade após o término do programa, foco no público mais vulnerável, e alavancando o princípio de gestão municipalista. Esse é um modelo de programa, de apoio à população que nós gostaríamos de ver no Brasil, apoiar cinco oportunidades de renda, mas também dar a oportunidade de qualificação profissional, e que o programa após o término dê uma oportunidade de as pessoas também terem trabalho de uma forma sustentável. Na próxima página, aí a gente está fazendo isso na prática como? Primeiro atendendo a população desempregada, olhando prioritariamente jovens e mulheres que foram os mais impactados pela pandemia. Realizando esse programa em parceria com os municípios, os municípios fazem a adesão, os municípios criam as atividades de trabalho, e fazem todo o monitoramento na ponta, porque as pessoas além de terem essa oportunidade apoiam, e atividades municipais ajudam na zeladoria nas cidades, ajudam na retomada econômica segura. Então o auxílio é de R$ 535 por mês, com atividade de trabalho de até quatro horas diária, cinco dias por semana. E junto com isso um programa de qualificação profissional, todos os que forem envolvidos no programa, receberão a bolsa por cinco meses, e sairão com o diploma de qualificação profissional, em uma das seis opções de curso que nós estamos disponibilizando, que aumentam muito a chance de empregabilidade da população. Na próxima página, importante lembrar que hoje é o último dia, até à 0h, de adesão dos prefeitos, nós temos até à 0h do dia de hoje, 18 de agosto, para que os prefeitos façam adesão para essa primeira etapa, prefeitos que fizeram adesão depois serão atendidos, mas nas próximas etapas do programa. A locação de vagas já será publicada agora dia 21 de agosto, esse sábado, porque a população que mais precisa tem urgência para ser atendida. O governador João Doria nos pediu para sermos rápidos, eficientes, e atendermos as pessoas que mais precisam o mais rápido possível. Então publicaremos no Diário Oficial, a alocação por município já é nesse sábado, e as inscrições para os cidadãos já abrem na próxima segunda-feira, e estarão abertas no dia 23 de agosto, segunda-feira, até o dia 29 de agosto. A seleção será realizada e publicada em Diário Oficial, até dia 4 de setembro. E as bolsas já estarão sendo pagas em setembro, tudo integrado no programa e no site do Bolsa do Povo. Na próxima página, queria lembrar quem pode se inscrever, moradores de São Paulo, desempregados, maiores de 18 anos, com renda familiar de até R$ 550 por pessoa. Então tem que ser feito o cálculo da família como um todo, e depois uma média por pessoa. E as inscrições do dia 23 ao dia 29 de agosto no site Bolsa do Povo. Lembrando que os municípios bateram recorde de adesão, nós já temos na próxima página, 525 municípios já fizeram formalmente a adesão nas últimas 72 horas, 81% das cidades do estado já estão oficialmente cadastradas. Mas nós temos um desafio bom aqui para os municípios, e também uma cobrança dos cidadãos, nós gostaríamos de fechar o dia de hoje com todos os municípios do nosso estado, cadastrados, para que possamos, já é um recorde histórico, nunca tivemos uma cobertura tão grande do Bolsa Trabalho, mas o nosso sonho que o governador colocou aqui, é que a gente possa levar esse programa para todos os municípios do estado. Então fica o desafio, cobrem os municípios de vocês, para que todos se cadastrem. E na próxima página, os nossos cidadãos, vocês que estão acompanhando em casa, que estão desempregados, ou conhecem pessoas que precisam dessa ajuda, tirem a foto desse QR Code, vai levar direto para o site do Bolsa do Povo, para que vocês se inscrevam e usem essa oportunidade para ajudar a quem precisa. O estado de São Paulo está crescendo, nós vamos crescer 7,8% do PIB, estar vacinando, tivemos aqui um recorde de mais de 90% da população vacinada. Está controlando a pandemia, agora está na hora de dar o próximo passo em ajudar quem mais precisa com oportunidades de emprego e renda. Então ajudem a gente a ajudar, divulguem e vamos mostrar que São Paulo pode sim incluir todo mundo do nosso estado. Muito obrigada, governador, pela oportunidade, estou emocionada de estar aqui hoje trazendo uma notícia tão boa como essa. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Ah, tem o vídeo.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Pois não, vamos então exibir o vídeo do Bolsa Trabalho.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: "A pandemia nos deixou mais distantes uns dos outros, mas em todo o tempo o governo de São Paulo esteve perto de cada brasileiro que vive aqui. Nos preocupamos em levar não só esperança, mas novas oportunidades de emprego, qualificação, empreendedorismo e renda". "Eu fiz o curso de empreendedorismo, consegui a aprender a me organizar, de diferentes situações, e graças a ele agora eu tenho uma cabeça de abrir meu próprio negócio". "E o nosso trabalho não para, o programa emergencial de auxílio-desemprego, que passou a integrar o Programa Bolsa do Povo, aumentou o auxílio de R$ 330 para R$ 535, e passou a se chamar Bolsa Trabalho. Estamos abrindo 30 mil vagas em 2021, oferecendo ocupação, renda e cursos online de qualificação profissional, mais trabalho, mais qualificação, oportunidade e renda para todos e todas. O começo de uma nova vida". "O curso me ajudou bastante para me soltar em relação à timidez, me ajudou a poder ter oportunidades, tanto na questão da carreira profissional, quanto na questão pessoal. Através desse tipo de estímulo eu pude conseguir a minha vaga de emprego aqui". "Estamos juntos, o seu crescimento é a nossa recompensa. Governo de São Paulo, trabalho e respeito por você".

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, parabéns, Patrícia Ellen. Parabéns também, na sua condição de cidadã, mulher e mãe, de associar a eficiência de gestão à paixão por aquilo que você faz. Isso faz toda a diferença. Vamos agora à última intervenção, que é do Jean Gorinchteyn, com os dados, boas notícias também, queda no número de internações, queda no número de casos, e queda, felizmente, no número de óbitos. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Governador, essa semana também temos igualmente as últimas semanas, uma queda expressiva na taxa de ocupação dos leitos de UTI, o estado de São Paulo tem 42,1% da sua ocupação, a grande São Paulo, 40,36%. E temos contabilizado hoje um número nas enfermarias, menor do que nós temos nas Unidades de Terapia Intensiva. Lembrando que nas últimas semanas nós já víamos apresentando três, a três vezes e meia, maior ocupação das enfermarias em relação às UTIs. Então são esses números que fazem com que São Paulo faça um plano de flexibilização sempre motivada e responsável, baseada nos índices da saúde. Próximo, por favor. Aqui nós temos uma queda importante no número de casos, comparativo da semana epidemiológica anterior à trigésima segunda em relação à trigésima primeira, tivemos uma queda de 4,3% no número de internações. Lembrando que as internações são os momentos cruciais de nós avaliarmos o movimento do vírus em uma determinada região, e ele reflete as últimas 24 horas. Portanto, ainda temos queda dessas cifras. E tivemos um incremento de 10% no número de óbitos, e lembrando que os óbitos podem ser aportados a qualquer instante. De toda forma estamos atentos a esses números. Próximo. Quando falamos na ocupação de leitos de UTI, se nós formos olhar a vigésima nona semana epidemiológica do mês de julho de 2020, que foi exatamente o pico da primeira onda que nós tivemos 6.250 mil pacientes internados, nós estamos com 30,3% a menos de internação. Eu tenho até um dado atualizadíssimo de agora, que é 34,3%, baseado nas internações de hoje, exatamente de hoje, quer dizer, mostrando que São Paulo está controlando a pandemia, isso se deve ao fato de as pessoas manterem-se na observância da utilização de máscaras, de um programa de vacinação tão robusto que respeita a sua população. Hoje 93,3% da população recebeu a população-alvo, acima de 18 anos, recebeu a primeira dose, e 71% de toda a população do estado, independente da faixa etária, recebeu a primeira dose. Muito bem, governador. Parabéns pela sua liderança.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, médico, infectologista, também trabalhando com paixão, com dedicação, para salvar vidas e proteger as pessoas. Obrigado, Jean. Vamos agora às perguntas, pela ordem nós teremos a Rádio e TV Bandeirantes, e Band News, a Association [Ininteligível], o Portal UOL, a TV Al Jazira, a TV Cultura, e a TV Globo, e a Globo News. Começando então com a Maira Di Giaimo, da Rádio e TV Bandeirantes, e Band News também. Maira, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, eu queria perguntar sobre essa redução do intervalo das doses, o ministro da Saúde tinha tido que autorizaria só a partir de setembro. Então eu queria saber se vai ter alguma solicitação para o Ministério da Saúde? Se existem essas doses para conseguir manter a vacinação dos adolescentes, e ainda antecipar o intervalo, se tem doses suficientes para isso? Porque imagino que seja muitas para conseguir antecipar. E só sobre a AstraZeneca também, nesse mesmo tema, não é um pouquinho logisticamente mais fácil antecipar a da AstraZeneca, já que não está sendo usada nos adolescentes, e que agora a Fiocruz está entregando mais do que entregava antigamente? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Vou pedir à doutora Regiane de Paula, coordenadora do nosso PEI - Programa Estadual de Imunização, e também responsável pela relação com o Programa Nacional de Imunizações, para responder à sua pergunta. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, nós precisamos sim de mais doses, e o ministro hoje deixou claro na coletiva de imprensa de que ele vai fazer esse movimento. Então nós precisamos de mais doses para que a gente possa antecipar a vacina da Pfizer, como também se for possível nós queremos doses da AstraZeneca para antecipar também a vacinação da AstraZeneca. Mas a pergunta ela vai endereçada ao Ministério da Saúde, e nós já vamos formalizar, eu estava aqui, assisti à coletiva de imprensa do ministro aqui, nós vamos formalizar através do PEI - Programa Estadual de Imunização, já tem um grupo trabalhando nisso. Eu chegando agora junto com o doutor Jean vamos olhar um ofício, e vamos encaminhar ao Ministério da Saúde a solicitação do PEI - Programa Estadual de Imunização, do governo do estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Maira, obrigado pela pergunta. Vamos agora à uma pergunta online, que é da Agência Association [Ininteligível], com o Maurício Sabaresi, que é um dos seus correspondentes aqui no Brasil. Maurício, boa tarde. Você já está em tela, sua pergunta, por favor.

MAURÍCIO SABARESI, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Queria perguntar um pouco sobre a cultura de vacinação do Brasil, que enfim, em comparação com outros países já tem números bastante expressivos, e outros países tem tido dificuldades nas duas campanhas de vacinação, queria ouvir em especial dos profissionais de saúde se eles estão surpresos com esse nível de vacinação de adesão alta? Ou se ainda é necessário esperar a aplicação da segunda dose, precisa ter um cenário mais claro sobre se a cultura de vacinação do brasileiro realmente surtiu efeito? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maurício, muito oportuna a sua pergunta. O estado de São Paulo hoje vacina mais percentualmente do que os Estados Unidos, do que a Grã-Bretanha e do que Israel, três países que notoriamente fazem um bom trabalho de imunização na sua população, ou seja, se São Paulo fosse uma nação, São Paulo estaria à frente de três países que são referência em vacinação. E por que isso está acontecendo? Primeiro, pelo cuidado e o zelo na obediência à ciência, e não ao negacionismo. Dois, um sistema público de saúde muito bem montado, estruturado nos 645 municípios do estado de São Paulo, através das secretarias municipais de saúde. Quarto, uma operação eficiente do chamado PEI - Programa Estadual de Imunização, sob à direção dessa jovem que está aqui ao meu lado, que é a Regiane de Paula, e um bom time, uma boa equipe. Quinto, logística, eficiência e rapidez na logística, aqui nós não esquecemos vacinas em depósitos, nós colocamos vacinas nos ambulatórios, nos prontos-socorros, nos hospitais onde vacinamos a população. Sexto, compramos mais 4 milhões de doses da vacina Coronavac, no Laboratório Sinovac, na China, pagamos com recursos do governo do estado de São Paulo para acelerar ainda mais a vacinação. Sexto, fizemos várias campanhas de mídia, e campanhas através das mídias digitais, as mídias clássicas e as mídias digitais, estimulando a população a realizar a sua vacinação. Resultado, 94% da população adulta de São Paulo já tomou, pelo menos, a primeira dose no braço, sendo que a recomendação da Organização Mundial de Saúde, e aliás, também do Ministério da Saúde, é de 90%. Portanto, já ultrapassamos em 4%. De fato, é uma referência exitosa de vacinação, reconhecidamente bem-sucedida, inclusive por organismos internacionais. E assim que nós vamos continuar a conduzir, Maurício, com amparo à ciência, com respeito à vida e velocidade, senso de urgência para proteger as pessoas aqui no estado de São Paulo. Maurício, muito obrigado pela oportunidade, se puder, continue acompanhando aqui a coletiva online. Vamos agora ao Lucas Teixeira do Portal UOL. Lucas, bom dia. Não vi você hoje lá no Butantan, estava dormindo, não?

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Entrei mais tarde, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Bom dia. Boa tarde, a todos. Seguinte, essa é por fora, é só para entender, precisa da autorização do ministério? E se rolar, são 30 dias a Pfizer? Segundo ponto, agora na coletiva também o ministro Queiroga falou que vai haver a terceira dose para idosos e profissionais de saúde, ele não deu data. Esse é um assunto que a gente tem conversado bastante, mas São Paulo não tem discutido tanto, não sei se tem a questão da Coronavac, mas queria saber se isso está sendo avaliado? Porque isso está sendo debatido lá fora, em países que aplicaram, Estados Unidos, Pfizer, Moderna e Janssen, eles estão falando em terceira dose lá fora. E isso seria diferente da revacinação que o doutor Jean já citou, só para janeiro. Queria saber se estão avaliando a partir de setembro, por exemplo, no meio de setembro, que acaba aos 12? E a última coisa, eu queria saber um pouquinho do novo comitê científico, doutor Meneses, governador, quando a Secretaria de Saúde passou as respostas para a gente, na segunda à noite eles falaram que seriam uma decisão entre os médicos ali, para encurtar. Houve críticas, tem muita gente naquele comitê, e muita gente falou para a gente que a coisa acabou ficando um pouco unilateral, e que o senhor teria não interferido diretamente, mas indiretamente na decisão dos nomes que ficariam ou não para que as decisões fossem tomadas pró-flexibilização, enfim, e os rumos que o estado está tomando. Eu queria que o senhor se pronunciasse sobre isso. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não tem mais nenhuma pergunta, Lucas? O Lucas veio animado, acordou tarde e animado. Bom, vamos começar então com a Regiane, e depois com o tema da terceira dose, com o Jean Gorinchteyn, e Paulo Menezes na sequência.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá, Lucas, então, a vacina da Pfizer em bula ela prevê 21 dias para aplicação da segunda dose, como outros países fizeram em um momento agudo da pandemia, eles colocaram esse prazo para 84 dias. Os países rapidamente, pelo volume de vacinas que foram compradas, e pela sua eficiência no seu planejamento, os países, o que eles fizeram? Eles voltaram aos 21 dias. Então agora, se nós formos utilizar a vacina da Pfizer e a antecipação, o que a gente solicita é que volte a ser aquilo que está em bula, que já foi aprovado pela ANVISA, que é 21 dias. É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, então, Jean Gorinchteyn, sobre a terceira dose.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Lucas, primeiro fazer uma correção, que aqui não tem sido discutido terceira dose, é um engano seu. Nós temos feito todas as quintas-feiras uma discussão científica, que é feita pelo PEI - Programa Estadual de Imunização, que tem a liderança do governador João Doria, um comitê científico, membros do comitê de contingência, até então centro de contingencia, também cientistas do Butantan e médicos, que de forma constante fazemos esses questionamentos. Hoje existe uma dicotomia, uma divisão de conceitos, um dos grupos científicos, e isso não acontece só dentro do nosso PEI - Programa Estadual de Imunização, mas também fora, acredita que o correto seria nós procedermos a imunização de toda a nossa população adulta, e agora também com pacientes com adolescentes com comorbidades. E um outro grupo acredita que nós devêssemos fazer uma ampliação da vacinação para todos, e o outro grupo acredita na terceira dose que deveria ser instituída. O que nós entendemos, que se nós tivermos um quantitativo de vacina o mais rápido possível, e é isso que nós precisamos, vacinas, não tenho dúvida que nós poderemos antecipar doses de vacinas, e daí completar o quatro de imunização, e já iniciarmos a terceira dose para idosos, imunossuprimidos, os próprios profissionais de saúde que já fizeram a sua utilização, muitos deles nos próprios trabalhos que foram feitos para estudo da Coronavac. Então não tenho dúvida, se nós tivéssemos vacina nós faríamos o nosso sonho, e eu como infectologista realizaria todos eles protegendo ainda mais a população. Por isso que nós brigamos sempre por vacinas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean. E a última... Diga...

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Caso tenha a vacina, a gente avançando, porque agora está chegando, a gente está tendo uma quantidade maior, está colocado em pauta a partir de outubro, por exemplo, ou setembro, quando já vai ter todo mundo até 12 anos vacinado, pensa em usar aí essas doses que chegaram para uma terceira, para idosos, por exemplo?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Todas as vacinas que nós tivermos disponíveis serão usadas para proteger a nossa população, se nós tivermos um quantitativo suficiente para não só proteger em segunda dose toda a nossa população, bem como proceder a terceira dose para grupos específicos, assim será feito.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Jean. Lucas, obrigado, vamos à última intervenção, que é do Paulo Menezes, que era o coordenador do nosso centro de contingência, e continua sendo o nosso coordenador do comitê. Eu quero apenas dizer a você que eu ofereci aos membros do comitê que eles pudessem decidir entre eles quem eles desejariam fazer parte desse comitê, em uma versão mais reduzida em um centro de contingência. Não faz o menor sentido manter 21 pessoas se mobilizando, porque esse comitê funciona, não é uma inscrição nominal apenas para fazer frente institucional, eles trabalham, se dedicam, tem tempo, abdicam das suas atividades acadêmicas, das suas atividades universitárias, suas atividades médicas, sejam nos hospitais, sejam nos seus consultórios. E também do tempo, do pouco tempo que tem, aliás, era ficarem com os seus familiares, e também disfrutarem um pouco de lazer. Então por sensatez nós tomamos a decisão de sugerir um grupo menor de nove membros. E dei a eles a opção de escolherem, até para que ficasse bem claro que não havia preferência do governo de São Paulo, Lucas, por este ou por aquele, por esta ou por aquela, eles preferiram delegar de volta ao governo do estado de São Paulo que tomasse essa decisão. E obviamente no vácuo a gente não fica, em cima do muro também não. E aí nós fizemos as indicações dos nomes com a ajuda exatamente do Paulo Menezes e do João Gabbardo. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ CIENTÍFICO: Muito obrigado, governador. Lucas, eu só complementar as colocações do governador, dizendo que, de fato, houve essa colocação para os membros do centro de contingência, mas vários colegas se manifestaram ao longo desses dias, no sentido de se colocar à disposição do governo, mas deixar para o governo decidir qual seria a composição mais adequada nesse momento. Houve uma interação especialmente do Gabbardo, e outros membros do centro de contingência, secretário Jean, governador, para que se chegasse à essa composição apresentada hoje. Eu quero deixar claro aqui, saiu na mídia ontem, hoje, que havia um distanciamento entre os membros do centro de contingência e as decisões do governo, eu quero deixar claro que não foi o que levou à essa modificação, acho que, de fato, nós estamos em uma nova fase, uma fase onde não é mais necessário a cada dia nós avaliarmos se é preciso fechar isso, abrir aquilo, nós temos uma possibilidade agora de muito mais tranquilidade na avaliação e nas recomendações. Vamos responder muitas recomendações que sejam necessárias para o governo. Então é um novo momento, eu mesmo não sabia se continuaria, me sinto extremamente honrado, e mais uma vez agradeço ao governador a confiança de permanecer no grupo, e permanecer com essa responsabilidade de assumir a coordenação desse comitê científico. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Então só recomendando ao nosso pessoal que a tela aqui está indicando: "Iphone de Rossieli, sua permissão é necessária para conectar seu dispositivo à TV". Aí diz ali: "Permitir, negar ou fechar". Eu estou sugerindo fechar, se for possível. Agora sim, boa! E antes de passar para o Hassam Massud, da Al Jazira, ainda você, Lucas, queria só lembrar a você, e aos meus colegas jornalistas que estão aqui presencialmente, os que estão virtualmente, que o governo do estado de São Paulo criou um centro de contingência dez meses antes dos Estados Unidos. E sabe por quê? Porque o governo americano que antecedeu Joe Biden era um governo negacionista, e o nosso governo foi um governo dedicado à ciência e à vida, por isso é que nós saímos à frente. Saímos à frente no centro de contingência, saímos à frente na quarentena, saímos à frente na obrigatoriedade do uso de máscaras, saímos à frente na busca da vacina, saímos à frente na adoção de medidas para proteger vidas, saímos à frente respeitando a existência, e respeitando também vocês jornalistas, com total transparência. Aos que estão em casa, hoje é a ducentésima vigésima oitava coletiva de imprensa, são 228 coletivas de imprensa, onde todos, governador, secretários de estado, médicos e cientistas, se expõem e se colocam à disposição, para oferecer informações precisas, verdadeiras e com transparência aos jornalistas e à opinião pública. Isso e o conjunto disso faz toda a diferença. Vamos agora então a você, Hassan Massoud. Alegria rever você, as últimas vezes eu vi você só virtualmente. Ter você aqui presencialmente é um prazer. Sua pergunta, por favor, Hassan.

HASSAN MASSOUD, REPÓRTER: O prazer é meu. Muito obrigado, governador, boa tarde a todas e a todos. Queria perguntar também sobre esse exemplo de São Paulo, nesse sucesso na vacinação, comparado com outros países. Mas a resposta do senhor foi suficiente, muito obrigado, e nós vamos transmitir isso para também nossos países. Mas também eu quero perguntar sobre... Os senhores, claro que estão acompanhando as notícias de avanço de variante delta no Brasil, menos no estado de São Paulo. Agora com o fim da quarentena em São Paulo, como o governo de São Paulo está pensando ou preparando para evitar esse avanço aqui em São Paulo? Última coisa, também sobre avaliação de quarentena, 18 meses de quarentena em São Paulo, isso foi também um exemplo. Como os senhores avaliam essa decisão para aplicar a quarentena 18 meses? Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Hassan. Se eu compreendi... A primeira parte, eu compreendi bem. A segunda, mais ou menos. Mas vamos na primeira parte, vou pedir ao Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, que possa responder, e a segunda parte, se ela compreendeu bem, senão a gente volta a perguntar a você, a Patrícia Ellen. Vamos lá. Por favor, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O governo de São Paulo tem muita atenção à nova cepa, a cepa delta, muito antes de nós termos identificado o primeiro caso. Tanto é que nós fizemos um rastreio, ao longo de todas essas últimas semanas, de forma aleatória, de pessoas que sequer tinham viajado ou entrado em contato com alguém que viajou. E dessa forma, temos hoje no estado de São Paulo 231 amostras positivas para a variante delta, 151 delas apenas no município de São Paulo. Dessa maneira, o estado tem incentivado que outras amostras sejam feitas com mais celeridade, principalmente em algumas regiões em que a prevalência, a quantidade do número de casos seja também maior do que aquela em outras regiões. Por isso, o Instituto Butantan tem um laboratório itinerante, que consegue fazer o sequenciamento de 300 amostras, ou seja, avaliação genética dessas amostras, que venham positivas, a cada 24 horas. São 9.000 exames possíveis por mês. Então, da mesma forma que nós identificamos regiões que merecem uma atenção ainda maior, seguimos de forma bastante atenta os índices da saúde, ocupação dos leitos de UTI, número de casos e também de óbitos, progredimos o nosso programa de vacinação e esse é o estado que tem o decreto governamental na obrigatoriedade do uso de máscara. É exatamente a conjunção desses fatores que nos permite de uma forma segura e responsável proceder abertura e extensão de horários e serviços.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Hassan, a Patrícia Ellen, ela compreendeu bem, fique tranquilo, a segunda parte da sua pergunta. Vou pedir à Patrícia, portanto, para responder a você. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Hassan, essa pergunta é muito importante, porque, diferente do que aconteceu no início da pandemia, nós hoje não temos muitas referências no mundo para o modelo que nós estamos atuando. Nós vimos que o mundo oscilou muito entre o modelo de lockdown total e o 'liberou geral'. São extremos que não são sustentáveis no longo prazo. Nós vimos países desenvolvidos com percentual menor que o estado de São Paulo de primeira dose liberando o uso de máscaras, liberando aglomerações e agora estão tendo que retroceder. O que São Paulo fez? O governador João Doria criou exatamente o Centro de Contingência, quando tivemos o primeiro caso, iniciamos um programa que não é lockdown e não é 'liberou geral'. Acho que o governador repetiu infinitas vezes: Nós não estamos em lockdown. Eu lembro, foi muito desafiador explicar o modelo. O que nós tivemos é um modelo de quarentena heterogênea e regionalizada, restringindo horários e principalmente com protocolos. Então, esse ponto que o secretário Jean mencionou, do uso de máscaras, é bem importante. Hoje, nós estamos saindo do modelo de quarentena, que era regrado pelo Plano São Paulo, e que acompanhava, além dos protocolos, as restrições de horário, para o modelo da Retomada Segura, que é um modelo onde não há restrições de horários, mas há restrição de protocolos. Então, há obrigatoriedade de máscaras e aglomerações seguem proibidas, então eventos com público em pé, shows sem controle de público não estão liberados. Então, isso é muito diferente. Inclusive, o Dr. Gabardo e eu participamos na segunda-feira de um debate sobre a retomada segura, e percebemos, ali com especialistas muito reconhecidos, que está no momento de São Paulo documentar todo esse modelo e levar de exemplo para o mundo, sem ter, assim, esse medo de mostrar, que nós hoje temos essa referência, não tem outros países fazendo esse modelo e seguem oscilando, entre lockdown e o 'liberou geral'. E o noso modelo não é esse. Então, a gente teve a quarentena e agora passamos para a Retomada Segura, tá? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Hassan, muito obrigado pela sua presença, obrigado de você ter vindo até aqui pessoalmente. Vamos agora com a Maria Manso, da TV Cultura. Maria, muito obrigado, boa tarde. Quer ajustar o microfone um pouquinho? Vai ficar melhor para você. Isso.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Obrigada. A USP e a Unesp divulgaram hoje um estudo que indica que essa nova onda da variante delta, que voltou a lotar os hospitais no Rio de Janeiro, vai chegar aqui em São Paulo em setembro. E ontem, no primeiro dia em que todo o comércio, bares e restaurantes aqui em São Paulo deixaram de ter restrição de ocupação e de horário, a Sociedade Paulista de Infectologia divulgou uma nota oficial dizendo que era contra essa liberação e que essa reabertura precisaria ser mais lenta e gradual. A minha pergunta é para o Dr. Paulo e para o Dr. Gabardo. Esses especialistas que eu listei e também o nosso Comitê Científico se baseiam nas mesmas fontes, na ciência e nos dados. Para a população entender então: Por que é que eles têm uma opinião e o nosso Comitê tem uma opinião divergente, que está orientando a gente? E para o Dr. Dimas, por favor, um comentário sobre a mudança nos testes da Butanvac, autorizados hoje pela Anvisa, que deixa de usar placebo. No que isso muda os prazos da nova vacina? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vamos começar pelo Dimas Covas, com a Butanvac, depois nós vamos ao Gabardo e Jean Gorinchteyn.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maria, no estudo da Butanvac, existiam, na verdade existe até hoje quatro grupos: três grupos recebendo vacinas e um grupo recebendo placebo. Com a evolução do esquema vacinal, o grupo placebo se tornou praticamente impossível, quer dizer, hoje nós não temos mais voluntários e nem seria eticamente justificado você aplicar um placebo nessa situação de hoje, quer dizer, a vacina está disponível. Então nós solicitamos à Anvisa que fosse retirado o grupo placebo, saiu hoje a decisão. Então, daqui para a frente não teremos mais grupo placebo, só teremos grupos vacinais. Isso facilita, sem dúvida nenhuma, a adesão de voluntários e nós esperamos concluir essa fase da pesquisa nos próximos 15 dias. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Maria, antes de passar ao Gabardo e ao Jean Gorinchteyn, são dois médicos especialistas. Aliás, vou fazer Gabardo, Paulo Menezes e Jean Gorinchteyn. Quero dizer a você que aqui nós não nos assustamos com uma opinião que, circunstancialmente, seja contrária à opinião do Centro de Contingência, agora do Comitê Científico do governo de São Paulo. Aqui, o que vale é o conjunto desta avaliação. Cada um individualmente, sendo presidente, sendo médico, sendo diretor de uma instituição, de um hospital, merece respeito. Todas as opiniões são bem-vindas e são consideradas, desde que amparadas tecnicamente, e pela medicina, pela saúde. Médicos negacionistas, não é o caso deste que você se referiu, mas esses a gente prefere não ouvir. Mas não necessariamente uma opinião tem que ser absolutamente igual àquela que o governo do estado de São Paulo adota para suas boas práticas de avançar no programa de distensão e flexibilização, de forma segura e de forma gradual, como nós temos feito. Estamos fazendo exatamente isso e estamos no tempo certo. E agora, João Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ CIENTÍFICO: Bem, nós não temos dúvida que a variante delta deve ter um incremento em São Paulo, como de resto em todo país. Agora, eu tenho insistido que nós não trabalhamos, o nosso planejamento não é feito em função do aparecimento ou do percentual de pacientes, de casos que são mapeados geneticamente, que apresentam a variante delta, e sim se essa variante delta está ocasionando alguma alteração nos indicadores do estado de São Paulo. Até o momento, não houve nenhuma alteração que possa ser relacionada ao aparecimento da variante delta. Qual é a divergência com esses trabalhos que foram enunciados ontem? Eles fizeram um comparativo do que aconteceu nos outros países, e não em relação aos indicadores do Brasil. Então, como nos outros países aconteceu isso, eles estão imaginando que, em setembro, nós teremos o incremento de casos e de casos graves aqui em São Paulo. Nós entendemos que não necessariamente, por quê? Porque São Paulo não cometeu os mesmos erros que alguns países cometeram anteriormente, de terem, de uma forma muito precoce, terem dispensado o uso das máscaras e de terem permitido aglomerações em determinadas circunstâncias. Isso não aconteceu. Tanto que, quando eles retrocedem, eles retrocedem exatamente para a obrigatoriedade novamente do uso da máscara e também para a restrição às aglomerações. Esse é o entendimento que nós temos. Nós vamos continuar monitorando, diariamente, e se ocorrer alguma modificação nos indicadores, poderemos tomar medidas necessárias. Até o momento, não existe nenhum indicativo de que essa variante tenha alterado ou que possa estar mostrando alguma tendência de modificação nos indicadores. Continuaremos com o plano, conforme estabelecido, manter a obrigatoriedade do uso das máscaras, pelo menos enquanto a gente não tiver toda a população vacinada com duas doses, não se pensa nessa possibilidade. Vamos manter a restrição às aglomerações, a necessidade de distanciamento. Essas são as medidas que aqueles países que tiveram que retroceder se encontram neste momento. Era isso, governador, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Vamos então, aí ao seu lado, com o nosso Paulo Menezes. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ CIENTÍFICO: Obrigado, governador. Eu só queria acrescentar primeiro que a USP... Quer dizer, foram pesquisadores da USP, da Unesp, que produziram esse trabalho, mas no Centro de Contingência e agora no Comitê Científico há também muitos membros da USP e de outras instituições acadêmicas, principalmente. Então, eu mesmo, e vários dos colegas, somos da Universidade de São Paulo também. Então, não é uma questão, eu acho que são grupos que fazem análises distintas e que, eventualmente, têm interpretações distintas dos fenômenos e de como devemos conduzir as coisas. Eu acho que esses grupos que trabalham com modelos matemáticos são muito importantes, mas os modelos matemáticos têm muita dificuldade de incorporar outras informações, inclusive informações subjetivas, que é o que eu acho que Gabardo colocou, que nós fazemos constantemente nesse grupo que auxilia o governo. Por isso que nós temos, eu acho que é importante colocar aqui, nós temos tido bastante consistência nas nossas avaliações, sobre o que deve acontecer nos períodos imediatos, próximas semanas, em função da análise de números e de outros fatores, como por exemplo o avanço da vacinação. Nós tivemos um aumento de velocidade de vacinação nos últimos dois meses, que não estava sendo levado em consideração quando se faz esse tipo de previsão, de projeção matemática. Então, eu continuo bastante confiante de que nós vamos enfrentar a variante delta provavelmente com mais sucesso do que nós observamos em outros lugares, em função desses fatores que o Gabardo colocou. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. E agora, complementando, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Eu vou dar a resposta tanto como gestor de saúde como como infectologista. Nós trabalhamos com índices da vida real. Nós estamos tendo tanto uma evolução de vacinação bastante significativa, como já foi muito bem dito aqui, melhor e maior do que grande parte dos países, a obrigatoriedade do uso de máscaras, que foi desde maio um decreto do governador João Doria, e se mantém até o momento e se manterá ao menos até dia 31 de dezembro, e por outro lado um programa de monitoramento, as testagens que têm sido feitas, no sentido de fazermos um estudo, o delineamento da progressão do vírus no nosso estado, nos 645 municípios. Portanto, à medida que nós temos os índices da saúde aliados a esse tripé de informações, nos permite progredir na flexibilização, de forma gradual, progressiva e responsável. Foi isso que foi feito ao longo do faseamento do Plano São Paulo, e é isso que tem sido feito neste momento. Então, se nós, de alguma forma, observarmos qualquer diferença nisso, esperamos que isso não aconteça, mudaremos a estratégia. Mas esses dados não dão subsídio de mudarmos o curso das nossas ações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Jean Gorinchteyn. Maria Manso, obrigado. Vamos agora à última pergunta, que é da TV Globo, GloboNews, com a Daniela Gemniani. Daniela, obrigado pela sua paciência, sempre por último, acaba esperando um pouquinho mais. Boa tarde, sua pergunta, por favor. Está de layout novo? Primeira vez que eu vejo você de óculos.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Eu parei de usar por causa da máscara, mas ajuda.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Obrigada, boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria só antes tirar uma dúvida da fala do Dr. Gabardo, sobre que não tem uma previsão da delta chegar tão forte assim em setembro, quanto esses estudos, mas que, se acontecer alguma coisa, vão ser tomadas as medidas necessárias. Isso quer dizer que, eventualmente, se algo acontecer, a gente pode voltar a ter restrições? Ou seriam outras medidas, as restrições estão dispensadas, estão descartadas? E aí queria entender também, porque hoje o Ministério da Saúde falou da distribuição de doses, que eles devem fazer de uma forma que não atrase outros estados, para os outros estados avançarem. Qual o percentual então que a gente pode esperar nas próximas entregas para São Paulo? Como vai ficar essa distribuição? E aí, por último, para não perder... sempre três perguntas, só pedir um comentário do Dr. Dimas sobre a reunião que deve ter hoje da Anvisa, para aprovação da imunização de crianças, se há uma expectativa, enfim, o que deve acontecer. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vamos começar de trás para a frente, começando com o Dimas Covas, depois eu respondo a sua segunda pergunta, e a primeira, João Gabardo, a quem você dirigiu a pergunta, inclusive. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Sim, Daniela, hoje haverá uma reunião da diretoria colegiada, onde a solicitação para ampliação da faixa etária deverá ser apreciada. Nós estamos otimistas, mas aguardando, porque enfim, isso envolve uma avaliação técnica, que foi realizada anteriormente, e nós ainda não temos nenhum indicativo de como foi essa avaliação. Vamos saber no momento da reunião colegiada. Esperamos que seja aprovada, sim. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Daniela, em relação ao Ministério da Saúde, primeiro, o Ministério da Saúde recebeu uma manifestação do Supremo Tribunal Federal. Portanto, a corte suprema do país determinou ao Ministério da Saúde que cumpra o pacto federativo e obedeça a proporcionalidade na distribuição de vacinas, para São Paulo e para todos os demais estados. Logo, se o Ministério da Saúde deseja acelerar a vacinação em outros estados, o que eu vejo com bons olhos, providencie mais vacinas, compre mais vacinas e ofereça mais vacinas àqueles estados que precisam acelerar a vacinação, e não suprima vacinas dos estados que estão acelerando a vacinação.

Vamos agora à sua primeira pergunta, com João Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ CIENTÍFICO: Daniela, o que nós dissemos é que é possível, e a gente imagina que vá acontecer um aumento na penetração dessa variante em São Paulo, como de resto, em todo o país. Só que isso, até o momento, não apresentou nenhum indicador de que possa modificar a forma como nós estamos enfrentando a pandemia. Ora, o aparecimento de uma nova variante não muda as medidas de prevenção, as medidas que nós podemos tomar para evitar a transmissibilidade da doença continuam exatamente as mesmas: a redução nas aglomerações, o uso das máscaras. Agora, se nós tivermos alterações que mostrem uma demanda maior por hospitais, demanda maior para leitos de UTI, nós vamos analisar qual a situação e se há necessidade de alguma medida diferente daquilo que está sendo feito. Então não é que nós não acreditamos que possa ter aumento dessa variante, penetração dessa variante. Bem provável que sim. O que nós estamos entendendo é que o Brasil está diferente desses outros países, onde esse aumento foi tão abrupto e com consequências, porque nenhum país tinha mais de 90%, quase 95% da população já vacinada com a primeira dose. Nenhum desses países manteve o uso de máscaras e a proibição de aglomerações. Esses são os dados que nós temos para imaginar que aqui vamos enfrentar com mais sucesso do que nesses outros locais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, João Gabardo, obrigado, Daniela, obrigado pelas perguntas. Depois, lembre de pedir a sua música no Fantástico no domingo. Queria agradecer a todos os jornalistas que estão aqui presentes, obrigado aos jornalistas que também virtualmente participam da coletiva, e aos que nos assistiram pelos diferentes canais abertos e fechados, e também pelos portais. Muito obrigado, continuem se protegendo. Lembrem-se: Em São Paulo, as máscaras continuam sendo obrigatórias no seu uso, a recomendação para o álcool em gel, a utilização do termômetro para aferir a temperatura antes do ingresso em áreas de grande frequência de público, e os cuidados, se possível também, no distanciamento. E nós estamos, de fato, iniciando um novo tempo, como está escrito aqui. Muito obrigado, bom dia a todos.