Coletiva - Governo de SP injeta R$ 225 milhões para barrar impacto econômico do coronavírus 20201303

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Coletiva - Governo de SP injeta R$ 225 milhões para barrar impacto econômico do coronavírus

Local: Capital - Data: Março 13/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado pela presença de todos. Obrigado aos jornalistas aqui presentes, os cientistas, os fotógrafos também. Quero registrar aqui à mesa, presença do vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia; Henrique Meirelles, está chegando, secretário de Fazenda e Planejamento; Rossieli Soares, secretário de Educação; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; José Henrique Germann, secretário da Saúde; Wilson Melo, presidente da InvestSP; E Nelson de Souza, presidente da Desenvolve São Paulo, todos aqui presentes à mesa. Nós temos dois temas hoje de abordagem, um de saúde e economia, e o segundo tema de educação. O primeiro tema é o tema do Coronavírus, ontem nós já fizemos uma ampla coletiva de imprensa, muitos jornalistas que estão aqui participaram, porém, hoje o nosso tema é a reação à crise do Coronavírus do ponto de vista econômico. O governo do estado de São Paulo tem agido de forma diligente, pragmática, e fundamentado em fatos, no âmbito do Coronavírus, nós não temos feito aqui atitudes de ordem política e nem intuitivas, todas as ações que fazemos aqui no plano da saúde, no plano sanitários são feitas tomando como base referências de especialistas, especialistas em epidemias, especialistas em infectologia, e professores da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo, hoje são 11 membros no centro de contingência do Coronavírus, sob à coordenação do doutor David Uip, o infectologista doutor David Uip. E também constituímos um grupo de trabalho composto pelo vice-governador Rodrigo Garcia, que entro no primeiro tema, que é exatamente o tema da criação da comissão econômica, e que avalia, monitora e dá respostas aos impactos do Coronavírus na economia de São Paulo. Este grupo é constituído pelo vice-governador Rodrigo Garcia, e também secretário de governo, pela secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Patrícia Ellen, obviamente pelo secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, o presidente da Desenvolve SP, Nelson de Souza, e o presidente da InvestSP, Wilson Melo. Esta comissão econômica anuncia neste momento uma disponibilidade de R$ 225 milhões de reais para o aquecimento da economia do estado de São Paulo, dado ao impacto da crise do Coronavírus. Não será a única iniciativa, é a primeira de um conjunto delas, gradualmente nós vamos anunciando isso à opinião pública. Neste momento é uma oferta de R$ 225 milhões de crédito subsidiado através do Banco Desenvolve São Paulo, que é o banco do empreendedor, e também do Banco do Povo. São R$ 200 milhões através da Desenvolve São Paulo para o financiamento de micro, pequenas e médias empresas, em condições especiais, o secretário Meirelles vai fazer a apresentação na sequência. E também do Banco do Povo, sob à coordenação da secretária Patrícia Ellen, no valor de R$ 25 milhões em linhas de microcrédito para o pequeno empreendedor, são linhas de crédito para até R$ 20 mil para estimular o micro e pequeno empreendedor. As condições também serão apresentadas aqui pela Patrícia Ellen, é uma reação do governo do estado de São Paulo para estimular a economia do estado, ao lado disso também estamos tomando algumas providências ligadas ao agronegócio, hoje participamos e tivemos essa pauta na reunião de secretariado, isso será anunciado na próxima semana, medidas estruturantes na área do agronegócio, principalmente para estimular a exportação do agro, e tirar benefício da circunstância de um câmbio favorável às exportações brasileiras, e o agro tem um papel importante dentro deste contexto. Mas aqui vamos falar sobre esses R$ 225 milhões, no âmbito da economia do estado de São Paulo, com essa comissão econômica, e eu vou pedir para que a apresentação seja feita pelo Henrique Meirelles, com a colaboração da Patrícia Ellen, e do Rodrigo Garcia. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Como o senhor disse, foi uma decisão como uma primeira etapa já imediata de uma série de ações a serem empreendidas pelo governo na prevenção e incentivo às atividades econômicas, no sentido de não só não ser prejudicada pelo vírus, mas também ações pós-Coronavírus, visando o fortalecimento da atividade. Duzentos milhões através do Banco Desenvolve São Paulo, é o banco do micro, médio e pequeno empreendedor do estado de São Paulo, faz empréstimos, normalmente a juros já abaixo do mercado, empréstimos de capital de giro, e empréstimos também para investimento. Na linha de capital de giro, que já tem uma taxa extremamente favorável, de 1,43% ao mês, será reduzida para 1,20% ao mês. O prazo para pagamento passará de 36 para 42 meses, incluindo o prazo de carência, que também aumentará de três meses para nove meses. Portanto, cria condições mais favoráveis para a linha de capital de giro. É uma oferta excepcional, do ponto de vista do micro, pequeno e médio empreendedor, que não acha esse tipo de condições, evidentemente, no seu financeiro. Na linha de projeto de investimento, que já tem um juro bem mais baixo, de 0,25% ao mês etc., então o que está se fazendo é o aumento do prazo de carência, que hoje é 24 meses, para passar para 36 meses. A ideia é facilitar os financiamentos, e o foco desse banco é entre empresas que faturam entre R$ 300 mil até R$ 50 milhões anual, na realidade, R$ 81 mil a R$ 300 milhões. Na última atualização que nós fizemos. Em relação ao Banco do Povo, falará a secretária Patrícia Ellen. Mas eu gostaria já de avançar no aspecto mais geral, isso é, essa comissão já vai tratar também, já estamos estudando, revisão de trabalho etc., Patrícia, vice-governador Rodrigo Garcia na coordenação, e tudo isso, Wilson Melo, e todos os demais, nós estamos trabalhando também não só na área de financiamento, mas no crescimento econômico como um todo, no aumento da produtividade que é fundamental nessa hora, para compensar qualquer queda de produtividade pontual em função de assuntos relacionados, o medo da doença, falta ao trabalho, ou cancelamento de eventos, tudo isso. Então nós temos que aumentar a produtividade de maneira compensa a isso. Ações visando o aumento do emprego, e aumento também, e facilitação do empreendedorismo, porque uma das formas de aumentar o emprego é através do empreendedorismo, não só o pequeno empreendedor que adquiri e tem a oportunidade de ter a sua atividade, de começar a exercer aquela atividade, como também contratar posteriormente outros trabalhadores. Uma outra área muito importante também, da ação coordenada, e planejada, é a estratégia de abastecimento, isso é, muito importante o governo se antecipar aos fatos. Isso não é uma questão hoje, mas poderá vir a ser, e nós já estamos nos antecipando para isso não ser uma preocupação da população de São Paulo. Isso é, todas as ações serão tomadas para garantir que o abastecimento chegue normalmente a tempo, e à hora, para toda a população. Nós estamos evidentemente também em contato direto com países que já estamos enfrentando essa doença, o secretário de Relações Internacionais Júlio Serson tem tido reuniões constantes com embaixadores aí de diversos países, principalmente da Itália, da China etc., e nós estamos então absorvendo e já tirando vantagem da experiência desses países, não só no controle, mas também no abastecimento, e na questão econômica, como evitar. Tem um trabalho muito interessante, já inclusive feito pelo Fundo Monetário Internacional, com quem nós estamos em contato já constante, aonde eles detectam muito bem o que é que causa problema na atividade econômica em função da doença. O primeiro problema, como eu já disse, é a questão, muitas vezes, do acesso, quando existem problemas nessa área, que vamos evitar isso aqui ao máximo possível, inclusive por campanha de comunicação. E também outras questões importantes, como por exemplo, cadeia de fornecimento, principalmente de importação de componentes do exterior. É isso, e a gestão pública orçamentária para assegurar que todos os recursos estão alocados para a área correta. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. Vamos agora à Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômica, Ciência e Tecnologia, Patrícia. É a complementação, falamos aqui dos R$ 200 milhões, e os demais aspectos abordados pelo secretário Henrique Meirelles, agora no âmbito do microcrédito para o atendimento ao micro e pequeno empreendedor, ou micro e pequeno empresário no estado de São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Então complementando falando especificamente das linhas do Banco do Povo, nós já temos a linha de microcrédito mais competitiva com as menores taxas do mercado, mas nós entendemos que nesse momento é muito importante ter um custo adicional para os microempreendedores. Então a gente vai operar na nossa taxa mínima de 0,35% ao mês, e também vamos estender o prazo de pagamento com parcelamento em até 36 vezes, estendendo também o prazo de carência de 60 para 90 dias. Com essa linha de 25 milhões a gente está oferecendo aqui linha de crédito de R$ 200 até R$ 20 mil mediante análise de crédito, comprovação de endereço. A gente pode realizar esses empréstimos para pessoas jurídicas, de micro e pequenos negócios formais, então, MEI, ML, Ltda. e [ininteligível], e também microempreendedores urbanos e rurais do setor informal. Porque a ideia aqui é, realmente, a gente entender esse momento de crise, emergencial, que os nossos microempreendedores tenham o apoio necessário, inclusive sem avalista, para o limite de até R$ 3 mil. O atendimento vai ser priorizado para os municípios que hoje têm casos do Corona vírus e o atendimento na capital que é, hoje, a cidade que mais concentra o número maior de casos. Nós temos aqui um atendimento emergencial com maior atenção e vamos estar atendendo tanto nas unidades do Centro como na unidade Paraisópolis aqui na capital. Os demais municípios conveniados, nós temos agentes de crédito que poderão realizar o atendimento e estamos colocando hoje todas as informações também no nosso site. Essas condições serão válidas a partir de hoje, por enquanto até o dia 30 de abril de 2020, podendo ser prorrogadas de acordo com a situação que vai ser monitorada juntamente com a Secretaria da Saúde. Dois exemplos concretos também de outras medidas que o ministro comentou, o crescimento econômico de produtividade, a gente está priorizando alguns setores que já estão sendo mais afetados, então, nós temos dentro da comissão uma reunião emergencial já na segunda-feira para impacto no setor de turismo e também no setor de cultura e economia criativa. E além disso, transporte, em especial transportes aéreos. Na parte de abastecimento, na comissão econômica a gente está cobrindo também alimentos, remédios, produtos de limpeza e estamos mapeando os demais setores e também com aprendizados de outros países que estão passando por situações semelhantes. Com relação a questões de trabalho e empreendedorismo nós já tínhamos uma série de reformas que estavam sendo estruturadas, tanto aqui no Executivo como em parceria com o Legislativo, o que a gente está fazendo é acelerar essas reformas. Mencionando algumas delas que estão sendo trabalhadas, a implementação da MP de liberdade econômica, com o código do empreendedor aqui em São Paulo, tem o código de desburocratização, um trabalho de [ininteligível] também para a simplificação de legislações e juntamente com o vice-governador, todo um trabalho de controle de gastos no governo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. Antes das perguntas, apenas para mencionar aqui a vocês, aquilo que... aliás, reforçar, já que a Patrícia corretamente fez a indicação, uma atenção muito especial do governo do estado de São Paulo em relação ao turismo, em especial com o transporte aéreo, as companhias aéreas e a economia criativa. E o agronegócio como oportunidade, conforme já mencionamos, na ampliação das exportações, com isso a manutenção dos empregos no agro, como a ampliação de empregabilidade no setor do agro que representa 23% da economia de São Paulo e 22% da economia no país no agronegócio. Quero, antes de chamar os cinco veículos de comunicação já inscritos, mencionar que recebi ligação agora pela manhã do ministro Luiz Henrique Mandetta confirmando a liberação de R$ 92 milhões para o governo do estado de São Paulo dentro do total de 250 milhões que solicitamos ontem e ele, hoje, teve a delicadeza de me telefonar e ele estará aqui, hoje à tarde, às 17 horas, em reunião com o secretário da Saúde e com o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. David Uip e outros membros dessa coordenação para deliberações relativas ao tema. A reunião não será aqui no Palácio dos Bandeirantes, será na Secretaria da Saúde, mas registro o agradecimento a forma diligente e rápida com que o ministro respondeu, ainda que não tenha atingido o total da nossa necessidade, mas seguindo por etapas, já é uma notícia bem-vinda e eu pedi apenas ao ministro que tivesse celeridade na liberação destes recursos. E no âmbito da economia, para ficar claro aos jornalistas que aqui estão e o papel que a imprensa desempenha na reação ao Corona vírus, na informação e na reação, o governo do estado de São Paulo tem no plano econômico uma reação de ações positivas, nós não podemos sucumbir a uma crise do Corona vírus sem ter medidas pragmáticas e objetivas, da retomada do crescimento, da proteção ao emprego e a proteção à economia do maior estado do país que tem a obrigação de continuar liderando o PIB do país. Conforme vocês sabem, o PIB do ano passado do Brasil foi 1.1, o de São Paulo foi 2.8, a contribuição de São Paulo ao PIB do país foi de 60%. Portanto, é nossa obrigação conduzir corretamente e reagir positivamente. Nós não vamos esperar terminar a crise do Corona vírus para reagir, vamos reagir durante a própria crise, com medidas pragmáticas como essas que já foram anunciadas aqui e teremos outras que, ao longo da semana, serão anunciadas. Vamos agora aos veículos de comunicação já inscritos. Começando com a Rádio CBN, jornalista Victoria Abel. Vitória, boa tarde, sua pergunta por favor.

VICTORIA ABEL, JORNALISTA DA RÁDIO CBN: Governador, boa tarde já, boa tarde a todos. Sobre essa linha de crédito, tanto do Banco do Povo quanto da Desenvolve SP. Eu queria entender se esse dinheiro sai do tesouro do estado, como que funciona esse financiamento e se o estado já calcula algum tipo de prejuízo por conta de algumas paralisações? Se esse investimento, se esse empréstimo liberado é já com base num prejuízo calculado dessas empresas no estado de São Paulo, se vocês já calculam isso? Queria entender então, portanto, se vem do tesouro? E queria também saber do governador João Doria se em conversa com o ministro Henrique Mandetta, se vocês fecharam algum número de casos confirmados aqui em São Paulo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a resposta, Victoria, com o secretário de Governo Rodrigo Garcia e com o secretário de Saúde José Henrique Germann na segunda questão, no segundo ponto que foi objetivo da sua pergunta, até porque, ele e o ministro conversaram bastante hoje pela manhã, mesmo durante a reunião de secretariado. Vou pedir então, a intervenção do Rodrigo Garcia, à primeira pergunta da Victoria Abel.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Victoria, no fundo, todas as linhas que estão sendo anunciadas hoje, elas têm duas mudanças importantes, que é a redução da taxa de juros e aumento da carência dessas linhas. A Desenvolve São Paulo, então, está separando do seu orçamento próprio R$ 200 milhões para essas linhas específicas e se precisar de mais recursos, aí sim, o governo aciona o orçamento público. Já o Banco do Povo terá um aporte de 25 milhões do orçamento do estado para que ele possa operar também as linhas que a Patrícia Ellen comentou, com essas duas mudanças muito importantes, né? Não são linhas que estava aí e estão sendo aproveitadas, elas foram modificadas de maneira muito rápida para que a gente possa atender esse momento. O secretário Meirelles tem nos colocado que neste momento é impossível você fazer projeções, então, a base das projeções nesse momento não são bases concretas para que você projete PIB e outras coisas, então, portanto, nós não estamos fazendo ainda projeção de prejuízo, nós estamos nos antecipando a eventuais prejuízos. A arrecadação continua dentro da previsão. Existe uma perspectiva de que ela caia, mas isso ainda não aconteceu, então, uma determinação do governador Doria, seja com as medidas sanitárias, seja para as medidas econômicas, São Paulo não improvisa, São Paulo não tem palpite. Nós temos que ter base concreta, seja na ciência ou seja na questão econômica, para anunciar as medidas. Então, ninguém ainda fez esse cálculo de eventual prejuízo porque o governador não admite nenhum tipo de suposição.

VICTORIA ABEL, JORNALISTA DA RÁDIO CBN: Mas essa quantidade de empréstimo é baseada já numa estimativa que vocês fizeram.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: São linhas que você deixa aberto, se elas forem totalmente tomadas o governo coloca mais recurso, essa é a determinação do governador. Então, é a largada dessas linhas, até porque não dá para fazer a projeção em bases concretas como eu lhe disse.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou só reforçar, Victoria, não há essa projeção, em função dessa projeção a deliberação de recurso. Nós estamos confiantes ainda na economia de São Paulo e estamos confiantes nas informações fundamentadas nos infectologistas e nos especialistas de que essa crise do Corona vírus pode ser debelada num prazo de 60 dias. Então, estamos considerando diante deste prazo e destas condições. E queria aproveitar, embora não tenha sido aqui questionado, que continuamos tendo a expectativa de alcançar o PIB de 3% este ano, nossa meta não foi revista, ela continua sendo mantida em 3%. Obviamente estamos considerando uma análise diária e semanal da crise do Corona vírus e a expectativa é de que ela possa ser debelada dentro do prazo de 60 dias. Mas, por enquanto, mantemos a expectativa do PIB de São Paulo em 3%. Agora, vamos a segunda parte da sua pergunta com o secretário da Saúde José Henrique Germann. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde. Como vocês viram e acho que a Victoria também deve ter visto, nas nossas comunicações de midia com o professor David Uip, uma das questões muito importante que estava sendo colocada ali é a questão da fake news. Então, além da questão das fake news tem também a questão da estruturação da própria informação. A segunda pergunta deriva pelo fato de que nós temos todos os dias, às 16 horas, a emissão por parte do Ministério da Saúde do número de casos no Brasil e nós, especificamente, no caso do estado de São Paulo que, pela última estatística, que foi ontem às 16 horas, nós temos 50 casos confirmados no estado. E em função disso, todas s outras informações a respeito de casos detectados, eles têm que passar pela estatística e pela divulgação do Ministério da Saúde. Se você de repente, você contabiliza alguma coisa fora deste contexto, você pode acabar contando duas vezes um determinado paciente. Então, hoje, nós teremos uma coletiva às 17 horas e aí, a gente, também, vamos aproveitar para emitir o número de casos, como fazemos todos os dias às 16 horas, após a reunião aqui do ministro no estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário, obrigado Victoria. Vamos agora ao segundo veículo que é a Rádio Jovem Pan, jornalista Nicole Fusco. Nicole, obrigado pela presença, sua pergunta por favor.

NICOLE FUSCO, JORNALISTA DA RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Governador, diante então, desse número que foi liberado de 92 milhões dos 250 que vocês haviam solicitado. No que eles serão investidos, esse valor de 92, qual será a prioridade? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir a resposta ao secretário da Saúde. Nós, ontem, elencamos um conjunto de ações, ampliação do número de leitos de UTI, mais mil unidades, mas também uma compra, aquisição de vários equipamentos e suplementos também para o atendimento à população de São Paulo. Eu vou pedir ao secretário José Henrique Germann que possa mencionar. Os recursos serão utilizados, prioritariamente dentro daquilo que nós mencionamos ontem na coletiva de imprensa. Secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Para o enfrentamento da crise do Coronavírus, a gente tem estoque materiais medicamentos, esses medicamentos, acho que vale a pena destacar que não existe um medicamento específico para o Coronavírus, mas assim aqueles sintomáticos que a gente costuma chamar, que são os medicamentos utilizados no suporte ao tratamento, não especificamente do vírus em si. Nesse sentido, nós temos estoque de medicamento, temos estoque de materiais, e temos também equipamentos para os leitos que a gente possa ter que transformar de um leito comum em um leito de terapia intensiva. Mesmo assim nós fizemos uma contabilização para que nós possamos totalizar 1.400 leitos novos, destinados ao tratamento do Coronavírus. E para implementar esses leitos, e também a questão dos materiais de consumo atrelados a isso, nós computamos um valor global de R$ 250 milhões, isso foi discutido e passado para o ministério, eles entenderam como é que nós vamos aplicar aí esses recursos. E estabeleceram dentro, acho que do caixa do próprio ministério um desembolso, e que começa agora, hoje, com a liberação desses R$ 92 milhões. É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Nicole, obrigado pela pergunta. O terceiro veículo é o Diário de São Paulo, Daiane Nistiane. Boa tarde, bem-vinda, e sua pergunta, por favor.

DAIANE, REPÓRTER: Boa tarde. Obrigada. Secretário, quais são as ações para se evitar essa crise no abastecimento que a comissão vai tomar?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Posso dividir ou com o Meirelles, ou com a Patrícia Ellen, ou o Rodrigo, ou o Wilson Melo. Quem prefere responder à Daiane, temos três aqui. Então Wilson Melo, está muito quietinho aí, e vamos trabalhar.

WILSON MELO, PRESIDENTE DA INVESTSP: Bom dia. Obrigado pela pergunta, o que nós estamos fazendo é na semana que vem, na segunda e na terça-feira nós vamos nos reunir com o setor produtivo, com o setor organizado, para que a gente comece a entender, primeiro, se tem algum desafio, se tem alguma necessidade, e de que maneira o estado de São Paulo pode colaborar nesse sentido. Nós vamos falar com o setor de supermercados, Associação Paulista de Supermercados, nos vamos falar com a indústria de alimentos, Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, ABPEX, que é a entidade que representa a higiene e limpeza, e vamos falar também com a área de medicamentos. Portanto, tanto com o varejo das farmácias, como também com a indústria. Não há nenhum indício de problema de abastecimento que nós estamos fazendo, nos antecipando à eventual situação, e nos planejando, é isso que a gente vai fazer, é ouvindo do setor, e vendo de que maneira o estado de São Paulo pode contribuir na organização desse modelo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Wilson. Daiane, obrigado pela sua pergunta. O penúltimo deste tema, de economia e saúde, é o jornalista Guilherme Balza, da Globo News. Guilherme, boa tarde, mais uma vez. Bem-vindo, sua pergunta, por favor.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. São duas perguntas, na verdade. Pelo o que o vice-governador falou, vocês não estão colocando um orçamento em dinheiro a mais para financiar essas linhas de crédito, só mudando as regras, diminuindo juros e aumentando a carência. Além disso vocês solicitaram ao Governo Federal recursos para implantação dos leitos e para compra de insumos. A minha pergunta é, o estado de São Paulo perdeu a capacidade de fazer investimentos diante de um cenário desses, não vai colocar dinheiro do próprio, dinheiro a mais do próprio tesouro para enfrentar o Coronavírus? E outra questão é que está em debate nesse momento no mundo todo, e aqui no Brasil como enfrentar o Novo Coronavírus, é uma doença nova, ninguém entende ainda como funciona, os países estão adotando estratégias diferentes, uns estão fazendo isolamento mais cedo, tentando achatar a curva de casos, e o que a gente tem aqui já é uma progressão geométrica, uma escala geométrica de crescimento da doença. Então a minha pergunta, governador, muitos especialistas falam que a gente tem que achatar essa curva, evitar, postergar, quanto mais postergar o aumento de casos, melhor, para que não haja uma sobrecarga no sistema de saúde. O senhor está convicto que a melhor estratégia nesse momento é não fazer restrição de eventos públicos, isolamento de pessoas, fechamento de escolas? O senhor está convicto que o sistema de saúde está pronto para enfrentar isso, que não há um risco de você colocar uma sobre carga no sistema de saúde, ter um colapso, como a gente está vendo na Itália? Eles tendo que escolher, fazendo a escolha de [Ininteligível], escolhendo quem vai ter que usar o aparelho respiratório?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Guilherme, vamos às duas etapas, a primeira, começando pela segunda questão, a primeira o Rodrigo Garcia responderá. Na segunda, absolutamente convicto, senão não estaríamos agindo dessa maneira, eu não sou governador para tomar atitudes inspiracionais, ou de sensibilidade em temas de saúde, eu escuto, ouço e atendo aquilo que especialistas de saúde nos indicam. Eu não sou infectologista, e nem sou especialista em epidemias, mas também não sou especialista em chutes. Um governador não deve chutar, ele deve buscar a informação, baseada na informação correta, tomar atitude. A informação até este presente momento, até o dia 13 de março, é de que a nossa atitude é absolutamente correta e compreensível para a situação atual, o que não implica que havendo uma situação ou fatos novos, isso não possa ser modificado. Mas nesse momento essa é a atitude correta. Conforme a entrevista que demos a você ontem, e à Globo News, aos assinantes da Globo News, nós fundamentamos em fatos e informações reais, e não em suposições, nós temos que lembrar também que qualquer ato do governo, seja estadual, ou seja o Governo Federal, impacta fortemente na vida das pessoas, no sentimento das pessoas, na psicologia de vida das pessoas, na capacidade de manutenção ou não de empregos das pessoas, nós não vamos aqui ter atitude temerárias que impactam em uma situação de desemprego, ou em uma situação que possa provocar uma disfunção na sociedade sem necessidade. Portanto, estamos fazendo isso fundamentado em fatos, e seguindo as orientações não só do doutor David Uip, como do grupo que ele instituiu para avaliar diariamente o efeito do Coronavírus. Então fique tranquilo você, os jornalistas que aqui estão, e os brasileiros de São Paulo, que o comando do estado, não só através da minha pessoa, mas transversalmente por todos que participam do nosso governo, estamos acompanhando isso de forma absolutamente responsável. E na primeira pergunta, sobre financiamento, responde o secretário de governo e vice-governador, Rodrigo Garcia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, Guilherme, depois até de todos os ajustes que nós fizemos ano passado, São Paulo amplia a sua capacidade de investimento em 2020, comparado a 2019. Do momento de hoje a Desenvolve São Paulo tem capital próprio para fazer a vinculação de R$ 200 milhões para esta linha de crédito, se ela tiver demandas maiores o estado pode aportar do orçamento, e estamos preparados para isso. No caso do Banco do Povo não, aí é um aporte direto de R$ 25 milhões do tesouro. Óbvio que você não guarda dinheiro público, o dinheiro público está aí para ser investido, o estado continua na área da saúde, com mais de R$ 27 bilhões de investimentos neste ano. Então as outras morbidades existem, os hospitais estão atendendo normalmente. Então o Coronavírus é um recurso complementar que não estava previsto, então a partir de agora o estado se adapta à essa nova realidade, procura recolher recursos de áreas que não necessariamente estavam no desempenho de gasto da nossa avaliação, e a gente direciona para o Corona, então não faltará este tipo de investimento, e São Paulo, lembrando, em 2020 investirá mais do que 2019, lembrando que a gente assumiu com o déficit de mais de R$ 10 bilhões o ano passado, terminamos o ano equilibrado, e readquirimos agora a capacidade de investimento. Então o dinheiro que está sendo alocado é no Banco do Povo especificamente, e reservado na Desenvolve São Paulo, a linha dando certo, tendo tomadores, o doutor Meirelles identificará novos recursos do orçamento para aportar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Rodrigo. Obrigado, Guilherme, pelas perguntas. Antes de passar à Elaine Cruz, da Agência Brasil, volto a reafirmar aqui aos jornalistas que estão nos acompanhando, e os que estão aqui à mesa também, neste momento, dia 13 de março de 2020, não há nenhuma razão para pânico em São Paulo. Portanto, nenhuma ação do governo será feita de forma precipitada, a ponto de gerar pânico desnecessário, diante da população, seja ela de alta, média ou baixa renda, seja ela da capital, região metropolitana, interior ou litoral, todas as medidas do governo são fundamentadas em fatos, e não é suposições. Elaine, sua pergunta, por favor. Boa tarde. Bem-vinda.

ELAINE, REPÓRTER: Oi, boa tarde. O pessoal já perguntou muito o que queria perguntar, mas eu vou ressaltar a pergunta que o Meirelles já respondeu, quer dizer, não tem previsão ainda de quanto vai ser o prejuízo, mas você já sabe quanto já se perdeu? E eu vou reforçar a pergunta do colega sobre essa necessidade de fechamento de escolas e tal, porque muitas faculdades, muitos lugares já estão fechando, centros culturais já anunciaram que estão suspendendo, escolas estão suspendendo. Como é que o senhor vê isso? O senhor fala que não há necessidade de pânico, mas já tem lugares sendo fechados. E como é que fica isso, governador?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Elaine, fica com o bom-senso e com equilíbrio, nós não podemos evidentemente proibir que instituições independentes, sejam públicas ou privadas, no caso de universidades, ou como foi o caso da Unicamp, ou instituições privadas tomem as suas próprias decisões. Mas nós temos deixado claro que neste momento não há a necessidade de fechamento de escolas, de cancelamento de eventos, de situações drásticas como essa. Há necessidade sim de cuidados. E isso foi dito clara e objetivamente na reunião de ontem, na coletiva de ontem, pelo doutor David Uip, e pelos demais especialistas que ali estavam, que o cuidado deve ser majoritariamente e prioritariamente dado às pessoas com mais idade, a partir de 50 anos, sobretudo, a partir de 60, 70, e especialmente pessoas acima de 80 anos. Este cuidado sim, estas pessoas devem evitar participar de eventos, ou estarem em situações de mais de dez pessoas, seja no transporte público, seja em reuniões, eventos, atividades esportivas, ou outras iniciativas. Pessoas com mais de 60 anos estão no grupo mais vulnerável, de acordo com os infectologistas e os especialistas em epidemia. Se houver necessidade de mudança de contexto, nós anunciaremos oportunamente, e estamos fazendo isso diariamente, mas sempre de forma sensata e equilibrada. Nós não podemos estabelecer um pânico generalizado sem necessidade. Lamento, inclusive, que algumas empresas privadas tenham tomado essas suas decisões baseado apenas na pressão dos seus funcionários, ou de familiares, ou de pessoas que cercam estas instituições, deveriam estar consultando especialistas em epidemias e infectologia, pra tomada das suas decisões, mas são soberanos pra faze-lo, mas não o comportamento do Governo do Estado de São Paulo, e nós só faremos aquilo que os especialistas na saúde pública indicarem e nos orientarem a fazer. Mais alguma complementação? Ou atendo a sua pergunta dessa maneira? Obrigado, Elaine. Nós vamos agora a segunda parte da nossa coletiva, e peço atenção de vocês também, porque é o tema da educação, e quero dizer aqui, a vida segue, amigas e amigos jornalistas, colegas jornalistas, nós aqui não vamos ficar só com a pauta de corona vírus no Governo do Estado de São Paulo, nós temos pautas aqui que seguem, por isso fizemos uma ampla reunião de secretariado, como fazemos todas as sextas-feiras, o tema do corona vírus, obviamente, abriu a reunião, mas nós não passamos quatro horas discutindo corona vírus apenas, então, nós temos aqui um tema de educação, um tema importante, é uma das prioridades do Governo do Estado de São Paulo, ao lado da saúde, assistência social, habitação popular e segurança pública, e eu vou pedir ao secretário de educação, Rossieli Soares, que apresente a vocês um programa muito importante, que é o programa Inglês Pra Todos, um programa de formação de professores da rede estadual, que vai atingir 18 mil professores e a totalidade dos alunos, gradualmente, evidentemente, dos alunos da rede estadual de ensino, este é um sonho do Governo do Estado de São Paulo, que se materializa com investimento privado em levar inglês pra toda a sua rede de ensino público, garantindo, assim, maior e melhor oportunidade de emprego e poerspectiva futura para aqueles que, tendo o domínio do inglês, tem uma nova e melhor oportunidade de vida. Teremos, inclusive, aqui, um depoimento de uma aluna da rede pública, que falará aqui, certamente em nome de milhões de jovens, que estão na nossa rede pública, mas, pra isso, eu vou pedir a intervenção agora e a apresentação do Rossieli Soares, ex-ministro da educação, e secretário de educação do Estado de São Paulo, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, bom dia a todos, é um grande prazer poder falar sobre isso, Inglês Pra Todos, ele é pensado pra geração de oportunidade, eu acho que esse é o grande ponto de partida pra uma transformação pro futuro dos nossos jovens, a língua inglesa, ela vai gerar oportunidade pros nossos jovens, debatemos isso muito, desde a reforma do ensino médio, quando a língua, então, se tornou obrigatória, mas, mais do que obrigatória, é que aprendizagem nós estamos tendo, efetivamente, dentro das nossas escolas, também na língua inglesa. Uma coisa importante, que a gente pode ver, hoje 54% do conteúdo que está na internet, ele está em inglês, então, o conhecimento, por exemplo, que nós já temos espalhado, seja da área de ciências, por exemplo, na medicina, na área do nosso querido Germann, por exemplo, ou na área de investimento, o inglês, ele é fundamental, e a oportunidade que os nossos jovens podem ter, de ocupar espaços dentro do Brasil, ou fora, porque o inglês não é para morar fora, é para ocupar posições importantes dentro do nosso país, para poder ter esse diálogo, fica muito claro com esses 54% do conteúdo lá fora. E qual o tamanho do nosso desafio? Onde a gente quer chegar? Nós temos 18500 professores de língua inglesa, hoje, na rede estadual, ou seja, é um contingente gigantesco, este número é maior do que muitas redes inteiras, com todos os seus componentes, somente pra língua inglesa, 18500 professores, e hoje, dentro daqueles que tem a obrigação de terem o inglês já dentro do [ininteligível] no ensino médio, 2,9 milhões de estudantes com inglês obrigatório. Lembrando, governador, que nós queremos chegar também para o primeiro ao quinto ano, vou falar em breve sobre isso, que hoje não tem a língua inglesa, e nós estamos olhando pra frente também pra isso. E justamente pensando nesses três pilares que nós temos, primeiro estudantes cada vez mais trabalharem com cursos e materiais customizados para os alunos, qualquer curso de inglês, hoje, ele trabalha com a costumização, o aluno chega, faz um teste, em qualquer lugar, ele é nivelado pelo seu conhecimento prévio, e é colocado na turma adequada ao seu nível, isso é muito importante, e nós queremos trabalhar com isso, tanto pras escolas regulares, como para os nossos centros de línguas, que estão ali a direita, que são os CEL's, a ampliação do Centro de Línguas, e a ampliação com a prioridade também para a língua inglesa, para complementar, para colocar, por exemplo, aquilo que a gente faz na escola, muito mais, de forma muito mais profunda no Centro de Línguas, hoje, que nós temos 200 já no estado. E as escolas bilíngues, né, nós estamos com um desafio para o próximo ano, aqui eu cumprimento o nosso diretor da Escola Milton da Silva Rodrigues, o Osmar, um grande diretor, já lancei o desafio, inclusive, quem sabe, né, Osmar, com a professora Edna lá, de língua inglesa, que foi professora da Luiza, nossa aluna que está aqui, governador, de grande destaque, jovem embaixadora, quem sabe já no próximo ano termos escolas como a do Osmar, mas muitas outras, inclusive no primeiro ao quinto ano, já teremos experiências no próximo ano, já estamos montando alguns projetos pedagógicos para ter alfabetização também em língua inglesa, no Estado de São Paulo, queremos ter já projetos funcionando no ano que vem, para que a gente não pegue os jovens somente no sexto ano, mas peguemos no principal momento, quando o jovem é uma esponja ainda, que tem mais condições de absorver a linguagem. E aí o nosso grande desafio também é pra transformar uma rede desse tamanho, atingir os nossos professores, apoiar os nossos professores, e este, nesta primeira etapa, é o foco, desenvolver os nossos professores pra alcançar essa excelência que nós tanto sonhamos. E aí, pra esta formação, o primeiro passo para impactar estudantes, é ter grandes professores, isso serve pra qualquer área, mas o inglês faz toda a diferença um grande professor, bem preparado, e nós precisamos dar esse suporte. Então, pela primeira vez, a rede estadual vai trabalhar com a criação, junto com parceiros, do diagnóstico do nível de proficiência dos nossos professores, pra que a gente possa customizar as formações também para os professores, o professor que tiver um nível de proficiência maior, poderá nos dar apoios diferenciados, aquele que precisar de suporte para melhorar a sua proficiência, a terá de acordo com as suas necessidades, com os seus desafios, com utilização de cursos online, para proficiência, também cursos online para a prática didática, pedagógica, que é fundamental, não basta conhecer, ter a proficiência elevada, e não ter boas práticas para aprendizagem de línguas, que são muito específicas, isso serve pra língua inglesa, serve pra língua portuguesa, ou pra qualquer língua. Então, apoiar nossos professores e a formação de formadores, formar um time na secretaria de professores, que sejam formadores constantes, então faremos um grande esforço nesses próximos dois anos, mas também formaremos um time de altíssimo nível, pra continuar fazendo uma formação, e aí todos os nossos docentes, 100%, poderão fazer uma ou mais formações, a depender do seu nível de proficiência e dos seus desejos, logicamente, todos docentes contarão com teste reconhecidamente fundamental pra sua formação, que é o [ininteligível], por exemplo, será usado como base para diagnóstico na proficiência, e para aqueles que chegarem na última etapa, também poderão ter um [ininteligível] oficial para fazer a medição. E após uma fase piloto, que começa imediatamente, de seis meses, o programa chegará para 100% de toda a nossa rede, ainda este ano, governador, impactando todos os nossos professores e, assim, todos os nossos estudantes, a partir já do segundo semestre. O inglês conecta os nossos jovens com o mundo, com oportunidades, e São Paulo está saindo na frente do Brasil para muitas coisas, especialmente pra formação de professores. É um grande desafio, mas é também uma geração de oportunidade pros nossos jovens. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli, vejo a importância desse programa, ele está sendo financiadopelo setor privado, eu, pessoalmente, me envolvi, pra que pudéssemos ter patrocínios pra essa iniciativa, conseguimos, são empresas que não tem nenhuma contrapartida, nem de retorno de impostos, nem nenhum outro tipo de incentivo, e a nossa meta, o nosso objetivo é atender três milhões de jovens no Estado de São Paulo, e através da formação de 18500 professores, conforme mencionou o secretário Rossieli. Eu queria pedir um breve depoimento da Mônica [ininteligível], que está aqui, sobre o TOEFL, a Mônica é da Mastertest, ontem ela esteve aqui conosco, participando da reunião, Mônica, se você puder vir aqui, tem esse microfone aqui, da Patricia Helen, desculpa, tem um ali em mãos, de forma breve, pra você mostrar qual a importância dessa iniciativa, você que tá nesse campo há tantos anos, o que isso representa, a sua visão e o teste.

MÔNICA: Obrigado, governador. Nós, da Mastertest, apresentamos a ETS com exclusividade no Brasil, a ETS é a maior instituição educacional voltada para [ininteligível], nós já fazemos vários [ininteligível] no Brasil, de larga escalas, como [outro idioma], entre outros, e no programa Inglês Para Todos, nós vamos apoiar, usando o TOEFL ITP, nesse primeiro momento, como um teste de diagnótico e de classificação dos 18 mil professores do estado. Veja bem, é o primeiro, a gente que está aqui há muitos anos, trabalhando no Brasil, é o primeiro estado do Brasil que vai conhecer o nível linguístico do seu professor, dentro de um padrão mundial de avaliação, é uma iniciativa, realmente, maravilhosa. Depois da formação, nós vamos também aí certificar os professores com um TOEFL, os professores que forem direcionados pelo estado, e esses professores passam a ter no seu currículo o teste TOEFL, como um teste de proficiência. E nós estamos, realmente, muito honrados de participar desse momento histórico, que nós vamos ver a mudança efetiva do professor de língua inglesa e do professor, e depois também do aluno de língua inglesa, é muito, muito importante, estou muito feliz de participar desse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mônica, é muito importante o seu depoimento, você há anos que se decida a isso, é o primeiro estado do país a ter um programa dessa natureza, pra levar o ensino qualificado do inglês a sua rede pública, repito, a três milhões de jovens. Eu queria convidar a Luiza Laurentino, Luiza, se você puder vir aqui a frente, ela é ex-aluna da rede estadual de ensino, foi aluna da Escola Estadual Professor Milton da Silva Rodrigues. Antes do depoimento da Luiza, que está aqui, ela morou nos Estados Unidos, ela vai dar o depoimento dela, do que isso representou na sua vida, eu queria dar o meu depoimento, eu fui aluno da rede pública de ensino aqui do Estado de São Paulo, estudei na Escola Estadual Professora Marina Cintra. Não tive a oportunidade, naquela época, de ter o ensino de inglês qualificado, nessa escola estadual, tive o ensino altamente qualificado em todas as matérias, o ensino básico do inglês, que não foi suficiente para o meu aprendizado do inglês, eu fui aprender inglês quando fui para os Estados Unidos, reuni todas as minhas economias com muita dificuldade para estudar na América, em Washington, na Universidade Católica de [Ininteligível], onde eu estudei, morei nos Estados Unidos, e a partir daquele momento a minha vida foi transformada. E este exemplo do que foi para mim o inglês, do que foi a experiência internacional é o que eu desejo para os jovens que estudam na rede pública de ensino do estado de São Paulo, sem necessariamente terem que sair do Brasil para aprender o idioma inglês, e o que o inglês pode representar na vida e na transformação deste aluno ou desta aluna, seja na vida profissional, seja na sua vida como empreendedor. E agora vocês vão ouvir o depoimento da Luiza Laurentino, o que foi a transformação do inglês na sua vida.

LUIZA LAURENTINO, ALUNA DA REDE PÚBLICA: Olá, a todos. Meu nome é Luiza Laurentino, eu tenho 17 anos. Eu fui aluna da Escola Milton da Silva Rodrigues, uma escola estadual, que sempre me apoiou muito em todas as áreas da minha vida, desde empreendedorismo social, liderança, autonomia, e também o inglês, que foi algo extremamente importante para mim, que me deu muitas oportunidades, inclusive eu fui para os Estados Unidos agora em janeiro, tive a oportunidade de conversar com muitos diplomatas, e me comunicar com muitos nativos de lá, o que foi algo extremamente importante para mim. Porque agora eu consigo e tenho a autonomia de conversar com pessoas, atravessar fronteiras sem sair da minha casa, o que é algo extremamente para mim. E isso também trouxe muitas oportunidades não só o Programas Jovens Embaixadoras, mas outros programas também, que um dos requisitos principais é o inglês. Então o inglês para todos eu creio que vai ser algo extremamente importante para os jovens, e vai ser maravilhoso, porque não vai abrir, as pessoas não vão poder apenas sair nas fronteiras, nem se comunicar com os outros, mas também terão esse tipo de oportunidade que eu tive. E isso é algo extremamente feliz, e eu estou muito orgulhosa de poder participar de algo tão legal, que vai proporcionar a esses jovens que sonham a oportunidade de realizar isso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Luiza, [outro idioma]

LUIZA LAURENTINO, ALUNA DA REDE PÚBLICA: [Outro idioma].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: [outro idioma]. Quero aproveitar para agradecer a presença, os pais da Luiza que estão aqui, a Denise e o Altemar, que estão aqui presentes, sei do orgulho que vocês têm, e como isso emociona vocês, a sua filha, o como isso também mudou a vida de vocês, dado ao fato de que vocês têm agora uma filha bilíngue, conectada com o mundo, como nós desejamos que todos os jovens da rede pública de ensino do estado de São Paulo estejam, conectados com o mundo, a visão global, o mundo é global, assim como a economia é global, as crises são globais, os vírus também, e infelizmente também são globais. Agradecer ao Osmar Carvalho, diretor da Escola Estadual professor Milton da Silva Rodrigues, obrigado por você estar aqui. Eu sei que você também está bastante orgulho. E a Norma Paladini, que é a nossa diligente regional de ensino Norte-1, obrigado, Norma, também pela sua presença aqui nesta tarde. Nós tínhamos dois veículos de comunicação, um deles, o Lucas Josino, teve que sair, da Rádio Bandeirantes. O Lucas não está aqui, né? Para fazer o link direto para a Rádio Bandeirantes e para a Band News. Mas o Daniel Mafra, da EPTV, que é a TV Globo em Campinas, está aqui presente. Daniel, muito obrigado por estar aqui. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIEL MAFRA, REPÓRTER: Tudo bem, governador? Boa tarde, a todos. Gostaria de saber como vai funcionar o programa na região de Campinas, quando a região vai ser contemplada? E se possível, que o secretário de Saúde, Germann, respondesse para a gente, você que já passou essa questão do Coronavírus, mas uma situação que ficou para a gente, uma dúvida, que o HC da Unicamp, que é um hospital de referência, deu cinco casos como confirmados, mas logo depois eles falaram que passaria para a contraprova para o Adolfo Lutz. Eu gostaria de saber quando que essa contraprova é necessária. Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: São duas perguntas, uma de educação, e a outra de saúde, vamos então à educação, vou pedir ao secretário Rossieli Soares para responder ao Daniel Mafra, da EPTV, a TV Globo de Campinas. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO : Daniel, obrigado pela pergunta. Vamos lá, nós temos agora uma etapa de seis meses, onde nós estamos fazendo todos os testes para ver quais as metodologias funcionarão melhor, a partir de escolha dos próprios professores. Então nesta primeira etapa que vai durar seis meses, serão professores da capital, da região metropolitana e do Vale do Ribeira, que escolhemos propositalmente, e especialmente porque é o Vale do Futuro, onde a gente está olhando para diminuir as desigualdades, mas também porque tem dificuldades, por exemplo, de comunicação e outros desafios para o EAD, para a gente testar como se comporta no ambiente de um grande centro, ou também de uma região que precisa de muito suporte. Em seis meses, decidido já, qual será a modelagem, vai para todo o estado, ou seja, no segundo semestre o processo de formação de todos os professores do estado, que desejarem, estará já sendo trabalhado. Os outros pilares nós vamos divulgando durante o ano, como por exemplo, quais serão as escolas bilingue, aonde elas estarão, vai ser aberta por opção para as escolas que desejarem e apresentarem um projeto durante o ano, já adianto, elas poderão fazer. E eu tenho certeza que terão escolas interessadas a participarem desse processo, porque a língua inglesa é fundamental lá para essa região também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Daniel, vamos à segunda parte da sua pergunta, agora no tema da saúde, que será respondido pelo secretário da Saúde, José Henrique Germann. Por favor.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A realização dos exames para detecção do vírus, eles foram escolhidos, acho que vocês se lembram, do mês de janeiro, onde existia uma metodologia, e depois ela foi alterada, e assim desta forma mesmo que acontece, e o Ministério da Saúde, ele acaba escolhendo qual é a melhor opção para o país, no sentido de detecção do vírus. E aí os laboratórios públicos, que é o Adolfo Lutz, Manguinhos e outros, passam a realizar o mesmo tipo de teste, a mesma metodologia de testes. E é esta que é uma questão técnica também, que é mais um fator que por isso o ministério é que tem que soltar os resultados a cada dia. No caso que quando não está ocorrendo esta mesma metodologia, existe a necessidade de ter uma contraprova do resultado. Para aqueles que tem a mesma metodologia, não há necessidade, pelo menos, depois de testado isso a algum tempo. No caso de Campinas aconteceu isso, então a metodologia é diferente, então tem que existir uma contraprova. Acho que essa é a explicação técnica que a respeito disso. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário. Daniel, muito obrigado. Obrigado à IPTV, à sua equipe também, que se encontra aqui. Queria agradecer a todos os jornalistas que aceitaram o convite para estarem aqui nesta tarde, cientistas e fotógrafos, na semana que vem estaremos juntos, nós já temos na quarta-feira, podemos ter antes, mas na quarta-feira já teremos uma nova coletiva de imprensa sobre o tema Coronavírus, teremos no mínimo uma coletiva de imprensa toda semana, atualizando o tema, ou quantas vezes forem necessárias. E hoje à tarde o secretário da Saúde, José Henrique Germann, e o ministro Luiz Henrique Mandetta, estarão falando com vocês, e o doutor David Uip também, logicamente, ao término da reunião, que começa às 17h, se eu não me engano, 16h, na Secretaria da Saúde do estado de São Paulo, provavelmente entre 17h e 17h30min estarão disponíveis para uma coletiva e novas informações a vocês. Um bom almoço, uma boa tarde, e um bom final de semana a todos. Muito obrigado.