Coletiva - Governo de SP libera cerca de R$ 300 milhões para saúde em São José do Rio Preto 20200102

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Coletiva - Governo de SP libera cerca de R$ 300 milhões para saúde em São José do Rio Preto

Local: São José do Rio Preto - Data: Fevereiro 01/02/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, primeiro só para fazer um agradecimento, obrigado pela presença de vocês nessa manhã de sábado em Rio Preto. Muito feliz de estar aqui mais uma vez, fazendo entregas, cumprindo a obrigação de governar, e governar de forma descaracterizada, com um prefeito municipalista que sou. Os compromissos de campanha foram apresentados todos eles logo no início do nosso governo, e nós temos tido o cuidado e o monitoramento de cumprir, e aqui estamos cumprindo mais uma etapa, neste momento predominantemente na área da saúde, mas também no setor de infraestrutura e apoio tecnológico, não à prefeitura do São José do Rio Preto, como à toda região. Estou acompanhado aqui dos secretários Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, uma nova secretaria que nós implementamos exatamente para garantir essa capilaridade do programa de municipalismo do governo de São Paulo. E o secretário da saúde, José Henrique Germann, que está aqui conosco também, já que o tema principal hoje é saúde. Ao lado do prefeito Edinho. E com eles eu compartilharei as respostas, as perguntas de vocês. Vamos considerar cinco perguntas, por favor.

REPÓRTER: Em relação à região metropolitana, colocada pelo deputado Itamar Borges. O governo pretende retomar essa discussão aqui?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim, na verdade, é uma retomada conjunta, não é só de governo, é do governo e da região, e do Legislativo também, não há nenhuma razão que impeça o avanço dessa boa conversa, porque ela é útil, ela é boa, a nucleação de interesses facilita o diálogo com o governo, e as deliberações também do governo. Portanto, ela simplifica, ela não dificulta, e por simplificar terá o nosso apoio, é uma decisão de ordem legislativa, municipalista, e que a princípio terá o apoio do governo do estado de São Paulo. Próxima.

REPÓRTER: Governador, sobre a questão das privatizações, foram anunciadas privatizações, pelo menos, o estudo de privatizações de algumas rodovias do interior, e a gente está em tramitação também, a questão do aeroporto aqui na regia. Gostaria que o senhor atualizasse a situação para a gente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou reafirmar, a posição desse governo é um governo liberal, é um governo pró-privado, mais privado e menos público, isso é claro, isso é uma determinação do governo, foi com este discurso que nós ganhamos a eleição, e aqui nós cumprimos as nossas promessas. Nós temos 21 aeroportos que serão privatizados pelo governo de São Paulo, o aeroporto de Rio Preto é um deles. Nós já aumentamos substancialmente a ocupação desses aeroportos com o projeto São Paulo Para Todos. Em maio do ano passado fizemos um acordo com as companhias áreas brasileiras, pelo qual reduzimos de 25% para 12% o imposto sobre o combustível de querosene, o que foi validado pela Assembleia Legislativa no mês de junho, e a partir de primeiro de julho começou a valer essa aplicação de imposto que caiu de 25% para 12%. Em contrapartida, as companhias área brasileiras tinham dois compromissos, um, de aumentar o número de voos no mínimo 450 voos semanais para São Paulo até 31 de dezembro de 2019. Terminamos em 31 de dezembro de 2019 com 706 novos voos semanais para São Paulo, e não apenas para os aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Congonhas, mas também os nossos aeroportos regionais. Resultado, subimos de quatro aeroportos operando regularmente, para 16 aeroportos superando voos regulares da Azul, da TAM, da GOL e da Passaredo. Agora temos aeroportos com slot, ou seja, com pousos e decolagens com o maior valor agregado, o que vai nos permitir uma venda muito mais substitutiva, no processo de concessão, que será anunciado ainda neste primeiro semestre. Portanto, não só aeroporto de Rio Preto, como todos os demais 20 aeroportos regionais do estado de São Paulo, serão concedidos ao setor privado. Não é competência de governo administrar aeroportos, é competência do setor privado, o que o governo deve fazer é regular a operação e o processo. Com isso, já estamos gerando mais empregos, mais oportunidades, mais renda para todos os municípios que beneficiados por esses voos, estão recebendo turistas, carga, passageiros e negócios. Estradas, também vão seguir dentro do programa de concessões das estradas, acabamos de fazer a maior concessão rodoviária da história do país, não é da história de São Paulo, a PIPA, 11.273 quilômetros ligando Piracicaba à Panorama, a maior concessão já feita na história do Brasil, com R$ 15 bilhões de investimentos privados, R$ 1,100 bilhão de ágil, 7.209% o valor de ágil, também o maior ágil já pago em bolsa em toda a história do país. Todas as novas concessões, quero registrar, vão implicar obrigatoriamente, primeiro em carbono zero, respeito ao meio ambiente, as obras terão que ser feitas com carbono zero, com emissão zero, com uma demonstração clara de que São Paulo respeita os temas ambientais, e respeitam o acordo de país. Segundo ponto, todas as novas concessões, inclusive as renovações, deverão ter valores de pedágio inferiores aos que são cobrados atualmente nas rodovias de São Paulo. Nós não vamos romper contratos, esse é um governo que não rompe contratos, porque ele quer ser respeitado por obedecer aos marcos jurídicos, mas nas renovações e nas novas concessões, os valores de pedágio vão cair. E vamos introduzir também novas modelagens de pedágio para as novas rodovias e as novas concessões. Quais são? Primeiro o pedágio flexível, onde por exemplo, em faixas horárias entre 22h da noite e 6h da manhã, o pedágio poderá ser reduzido em até 50% para facilitar o escoamento da produção, garantir melhor segurança, e uma utilização mais racional das rodovias, com um pedágio substancialmente inferior. A tarifa ponto a ponto, permitindo que o usuário, seja pelo lazer, pelo trabalho, ou por transporte, ou seja, qual for a sua motivação, ele pague apenas pelo trecho percorrido, e não pelo acesso à estrada. Alguém que entra em uma estrada de 100 quilômetros percorre 20 quilômetros, prefeito Edinho, ele só vai pagar pelos 20 quilômetros que percorreu, e não por toda a estrada. E também o uso, a tarifa especial do uso constante, moradores ou usuários constantes de rodovias também terão descontos de acordo com o volume do seu uso. Quem usa uma estrada 10 vezes por mês, 15, 20, 30 vezes por mês vai pagar muito menos do que aquele que usa uma, duas, três, quatro vezes por mês. Hoje já há tecnologia disponível para isso, sensores e equipamentos, não preciso nem... Estações de pedágios, apenas leitores de fibra ótica para que isso seja regulado. E tarifas também mais inferiores. Portanto, teremos uma nova vida no programa de concessão rodoviária em São Paulo.

REPÓRTER: Governador, com relação à terceira faixa, a construção da terceira faixa na Washington Luiz, em Rio Preto. O projeto parece que não anda, patina. O que acontece?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, não andou, agora vai andar, eu respondo por hoje, não pelo passado. E sobre isso pode falar o secretário Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, o secretário João Octaviano esteve recentemente com o prefeito Edinho Araújo, os parlamentares também acompanhando esse processo, em discussão com a concessionária. Dentro disso, a classe de serviço hoje da rodovia Washington Luiz está sendo analisada, levando em consideração o fluxo urbano também. Existem tratativas muito avançadas para poder ter nesse contrato atual da Washington Luiz o avanço na terceira faixa muito bem breve, estamos concluindo, acredito que no ano de 2020, esse processo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A modelagem deverá ser concluída esse ano, não havendo nenhuma interocorrência, é preciso sempre justificar algo que está fora do controle, evidentemente do Executivo. Quando você tem Ministério Público, você tem Tribunal de Justiça, ações populares, ou medidas ambientais, ou circunstanciais que dificultam e retardam o processo, isso evidentemente deve ser considerado. Não havendo isso, a modelagem para essa terceira pista da Washington deverá estar pronta este ano, e ela será feita com o investimento privado também, não será investimento público. Tão logo a modelagem esteja pronta, ela será apresentada e colocada em regime de concessão também. Mas o nosso objetivo é que essa modelagem seja concluída este ano, para que a obra possa ser iniciada o ano que vem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos à última.

REPÓRTER: Governador, ano passado muitas cidades na nossa região sofreram com epidemias de dengue, inclusive com muitas mortes. E esse ano o ano começou, temos um mês, e muitas cidades já tiveram explosão de casos, inclusive em Votuporanga, com mais de mil casos. Eu gostaria que o senhor explicasse para a gente quais são as medidas do governo para combater a dengue, e outras doenças causadas pelo Aedes aegypti.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta. Eu vou compartilhar, obviamente, com o secretário de Saúde, José Henrique Germann. Mas apenas antecipando, o governo do estado de São Paulo já estabeleceu um programa definido para o combate à Dengue, inclusive com apoio de comunicação, porque a Dengue pode ser evitada pela população com algumas medidas preventivas de ação, essa campanha ela é regionalizada, inclusive em respeito ao dinheiro público, ela não é colocada em áreas onde não apresenta risco, mas ela é direcionada à áreas onde potencialmente há risco, e as medidas preventivas serão anunciadas agora pelo secretário da Saúde, que está aqui ao meu lado, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia. O grande problema da Dengue é que não existe vacina para prevenir, então com isso nós temos que ter atitude da própria população, e apoiar essas atitudes, que é justamente retirar as possibilidades de ninho, eu vou chamar de ninho, para ficar didaticamente mais fácil, aonde as larvas se proliferam. E também do mosquito que voa, esse é através de inseticidas, e o famoso fumacê. Houve uma quebra na compra de sequência da compra do fumacê pelo Governo Federal, isso já está regularizando, e nós vamos usar um novo produto. Quanto à questão relacionadas às árvores, aos ninhos, eu dependo muito da colaboração de vocês também, gostaria que a imprensa tivesse um papel fundamental no sentido de que vocês entram na casa das pessoas, tanto quanto nós, nós através dos agentes de saúde, e vocês através dos seus meios de comunicação. Então estamos iniciando um surto de dengue, nós temos um dengue circulando, que é o Tipo 2, e o Tipo 2 nunca circulou, circulou ano passado, e a sequência dele não é exatamente do ano civil. Então ele ainda está prevalecendo, até que a própria população adquira uma certa imunidade do vírus Tipo 2. O Tipo1 já está imune, vamos dizer assim, que era o que estava acontecendo, agora é o Tipo 2. Então mais esse ano teremos uma epidemia de dengue. Ele está abaixo dos volumes que nós subtivemos em janeiro do ano passado. O número de casos, mesmo em efeito epidêmico. Entendeu? Então estamos trabalhando no sentido de continuar abaixo do que foi o ano passado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir ao secretário para complementar, já que essa é a última pergunta, eu estarei ainda em aqui em Rio Preto, portanto, teremos a oportunidades de nos reencontrar. Mas didaticamente, para apresentar, sobretudo, aqui emissoras de rádio, emissoras de televisão, também os veículos de mídia impressa e digital, quais são os pontos básicos para identificação de sintomas, quais são os pontos um, dois e três, para que a pessoa diante desses sintomas, efetivamente, sem pavor, sem pânico, possa procurar uma Unidade Básica de Saúde, quais são esses aspectos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente. Então além da prevenção tem a questão do tratamento, que o tratamento é para aqueles pacientes que adquiriram a doença e viraram pacientes. Começa com dor nos olhos, no fundo dos olhos, isso é uma característica muito importante da Dengue, e febre, e obviamente o cansaço, a letargia que as pessoas têm em uma situação dessa. É aí que eles têm que procurar os serviços de atendimento. O que é feito? É feito principalmente as questões de hidratação, porque nessa situação o organismo perde muita água. Então temos que repor isso, e repor também, e tratar também os sintomas, febre, e assim por diante. Então essas são basicamente as questões relacionadas a tratamento. E para isso o estado também tem nas suas unidades, e nas unidades conveniadas, capacidade de atendimento para a situação que nós temos hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E nas ações preventivas, secretário, um, dois e três, quais são aquelas mais importantes que as pessoas podem adotar nas suas casas, nas suas unidades habitacionais, e também nos seus escritórios?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Principalmente agora voltando para a prevenção, o fato principal é a água parada, é aonde a larva se prolifera, e vira então o mosquito que vai transmitir o vírus. Então nesse sentido nós temos que tirar esse vetor, e esse vetor está justamente nas águas paradas das residências. Onde é isso? Pneu, piscina, poças d'água, e daqueles terrenos baldios...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vasos, latas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vasos, isso. Tudo que acumula água, e uma água não corrente, fica acumulada. E nesse sentido então, o que o agente de saúde faz? O agende de saúde vai lá e procura sanear essa situação dentro das residências. O que a imprensa deve fazer? Reforçar esse trabalho, fazer com que as pessoas deem importância para isso, que não feche a porta, que não deixe, permeie a entrada do agente de saúde da sua residência, ninguém está fazendo nada que não seja em prol da própria população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, muito obrigado, e nos veremos daqui a pouquinho. Obrigado, até já.