Coletiva - Governo de SP mantém previsão de retorno das aulas para o dia 8 de setembro 20201707

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Coletiva - Governo de SP mantém previsão de retorno das aulas para o dia 8 de setembro

Local: Capital - Data: Julho 17/07/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Vamos dar início à 94ª coletiva de imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes, nesta manhã de 17 de julho, sexta-feira. Aqui ao meu lado, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, Rossieli Soares, secretário estadual da Educação Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, acompanhados também pelo Eduardo Ribeiro, secretário executivo de Saúde do Estado de São Paulo, Aíldo Ferreira, secretário estadual de Esportes, e também do Dr. Paulo Menezes, coordenador do Comitê do Centro de Contingência do Covid-19, o nosso Comitê de Saúde, e João Gabardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde, do nosso Centro de Contingência do Covid-19. Hoje, antes das informações apenas uma mensagem, uma mensagem de atenção e de cuidado aos que nos assistem nesse momento, ao vivo, pela TV Cultura, e por outras emissoras que reproduzem esta coletiva de imprensa, e aos jornais, rádios, TVs e outros veículos digitais ou impressos que aqui estão representados pelos seus jornalistas, a quem cumprimento mais uma vez por estarem aqui, assim como aos técnicos, cinegrafistas e fotógrafos. Nós ainda estamos em quarentena e isso exige atenção redobrada das pessoas, em relação à sua própria proteção e a proteção dos seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Estamos em quarentena e a quarentena exige obediência rigorosa aos critérios sanitários aprovados pelo Centro de Contingência do Covid-19 para o Estado de São Paulo. Hoje, agora já nas informações, apresentaremos a reclassificação extraordinária do Plano São Paulo. Essa será a 7ª atualização do mapa do Plano São Paulo, com uma mudança, na região de Piracicaba, da fase laranja para a fase vermelha. Como anunciamos desde o início do Plano São Paulo, as mudanças para fases menos restritivas de atividade econômica e mobilidade social acontecem a cada duas semanas, em datas pré-determinadas. Já a regressão, ou seja, dar um passo atrás para fases mais rigorosas, pode ocorrer a qualquer momento, não há necessidade de aguardar uma ou duas semanas. Nós temos que evitar a propagação da pandemia e a saturação do sistema de saúde pública no Estado de São Paulo. E o Plano São Paulo prevê regressões para regiões em que a pandemia tenha se intensificado, o que é o caso de Piracicaba. E é muito importante que as autoridades locais, ou seja, prefeitos e secretários de saúde, assim como a opinião pública dessas regiões, compreendam que essas medidas do Plano São Paulo são para protegê-las, proteger vidas e a saúde destas pessoas. O segundo anúncio de hoje é um anúncio de protocolos na retomada do automobilismo e do motociclismo. Evidentemente, sem a presença de público em qualquer competição. O automobilismo e o motociclismo são esportes individualizados e controlados. Hoje nós anunciamos que as atividades do esporte a motor poderão ser retomadas nas regiões que estejam na fase amarela do Plano São Paulo, isso é um fator importante a ressalvar, a faixa amarela do Plano São Paulo. E sempre com os devidos cuidados de protocolo, sob a orientação do Centro de Contingência do Covid-19, o nosso Comitê de Saúde. Será obrigatório o cumprimento fiel e rigoroso das medidas de segurança e restrição de público nas corridas, assim como testagem de pilotos e de todos os profissionais que atuam nessas equipes, assim como fornecedores, medição de temperatura obrigatória, uso obrigatório de máscaras, além de outros protocolos, entre os quais o uso de álcool gel e sanitários, de limpeza e manutenção, higienização de sanitários de todas as instalações desses autódromos. E logicamente, sem público presente nas provas. Terceira informação de hoje: educação. O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, vai fazer esclarecimentos hoje, nesta coletiva, sobre a retomada das aulas, que só vai ocorrer a partir de critérios estabelecidos pelo Centro de Contingência. E o secretário Rossieli dará informações atualizadas nesse sentido, tendo em vista que ontem informações, eu diria, um pouco desencontradas acabaram sendo veiculadas na mídia, e hoje o próprio secretário da Educação apresenta as informações definitivas sobre... Definitivas até o presente momento, sobre o calendário da educação no Estado de São Paulo, garantindo a segurança aos alunos, professores e servidores da rede pública de ensino. Por último, mas não menos importante, a nossa solidariedade à família do jornalista José Paulo de Andrade, em especial a viúva, Sueli, aos seus filhos, ao seu neto, e a todos da família deste grande jornalista, que hoje pela manhã perdeu a sua vida, e perdeu para o Covid. Internado aqui no Hospital Albert Einstein, José Paulo de Andrade infelizmente não resistiu e hoje pela manhã, partiu. Nossa solidariedade também aos profissionais do Grupo Bandeirantes de Comunicação, todos os amigos e ao enorme público que seguia Zé Paulo de Andrade todas as manhãs pela Rádio Bandeirantes. E aos seus colegas, que o conheceram, conviveram com ele, e outros, que embora não tenham tido o privilégio de conviver com o Zé Paulo, igualmente se solidarizam com sua perda. Eu, que convivi por muitos anos na Rede Bandeirantes de televisão, onde trabalhei, fiquei profundamente entristecido com a perda do Zé Paulo de Andrade. Feitas estas comunicações, começamos exatamente com o tema da educação, e sobre este tema fala Rossieli Soares, secretário estadual de Educação de São Paulo.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Bom dia a todos. É um prazer estar novamente aqui para falar de educação. Acho que primeiro é importante falar sobre: os protocolos da educação estão mantidos. Muitas pessoas estão falando da data, e muito mais importante do que a data é termos as condições obrigatórias sendo cumpridas, ou seja, só voltaremos em 8 de setembro se as condicionalidades determinadas pelo Centro de Contingência forem cumpridas. Ou seja: número de casos decrescente, o estado no amarelo, com 28 dias. Se isso não estiver, isso foi muito claro desde o início, não voltará. Então, esse é um primeiro ponto. Essa semana, tivemos um estudo, que foi anunciado pelo professor Eduardo Massad, que é um grande especialista, um professor extremamente respeitado, mas gostaria de fazer alguns comentários. Primeiro que o estudo elaborado, ele foi feito com base nos dados de hoje, e não nos dados em que nós faremos a eventual abertura lá em setembro. Isso é muito importante. Eu não posso comparar agora com aquilo que está vermelho, com aquilo que está laranja. Nós não voltaremos nesta condição. Por exemplo, se a condição fosse hoje, em 8 de setembro, nós não voltaríamos. Então, não dá pra fazer essa comparação. Segundo: Nós estamos olhando todos os estudos no mundo, e da mesma forma, quando sai um estudo importante, de um autor importante no Estado de São Paulo, nós fizemos uma solicitação ao professor Massad, para que ele nos enviasse o estudo, inclusive para entender aquele número que foi divulgado. E ao recebermos o estudo, que foi entregue, sim, à secretaria, também recebemos a informação de que houve um engano, na hora de comunicar. Então, lá atrás, foi comunicado um número xis de mortes, que não é o que o estudo está apresentando efetivamente. Acho que isso é muito importante, para que não cause confusão nesta discussão, que tem que ser sempre baseada em ciência, sim. Nós não abrimos mão disso. Então, quando se falou lá de 17 mil mortes, o próprio professor reconhece isso, em comunicação com a Secretaria de Educação, ele está... Primeiro que este número está errado em até dez vezes. Na verdade, o número de mortes poderia ser, nas condições de hoje, de 1.557. Então, aliás, agradeço muito, no Brasil... Vou explicar isso. Agradeço muito o reconhecimento do professor na comunicação com a gente. E esse dado não é São Paulo, é do Brasil, ou seja, de toda a educação básica, se voltasse hoje. Segundo ponto: Não é só para a educação infantil, é para toda a população de 1 ano até 19 anos. Ou seja, o estudo é Brasil, para todas as idades que pegam inteiramente a educação básica e até um pouco das universidades, é de 1.557 e não de 17 mil. Uma coisa muito importante: 1.557 é um número, sim, considerável. Nós não... E por isso que nós estamos alertando: Nós não aceitamos e vamos trabalhar com absoluta segurança nesse processo. Não dá. Por isso que os nossos protocolos estão falando: Nós não voltamos com a condição de hoje. Só voltaremos e será somente com segurança, com a área da saúde dizendo que é possível retornar, dadas as condições que teremos lá na frente. Por isso, os nossos protocolos estão mantidos, porque a regra, ela precisa estar clara para toda a sociedade. Nós, por exemplo, na primeira etapa, não retornaremos com pessoas de risco, sejam eles os nossos profissionais, sejam eles as nossas crianças, os nossos adolescentes, que especialmente entre adolescentes e crianças são o maior risco. Então, os protocolos estão mantidos, as datas, nós vamos medindo. No dia 24 de julho, teremos um outro boletim. Lá no dia 7 de agosto, teremos outro boletim. E se não entrarmos dentro das condições, não será necessariamente naquela data. Por isso, a coisa mais importante, assim como é o Plano São Paulo, é a gente seguir as condicionalidades determinadas junto com a área da saúde, com absoluta segurança. E termino, concluo, governador, dizendo: tem muito estudo saindo neste momento mundo afora sobre educação. Então, nós estamos em constante debate, inclusive hoje conversando com o Dr. Paulo, justamente a importância de continuarmos fazendo este debate, seja para os estudos que são mais duros, seja para os estudos mais brandos, de todas as realidades. Nós vamos, continuamente, estar nesse debate, tanto com a sociedade, com a área médica e também com os nossos professores. E trabalhamos absolutamente juntos. A Prefeitura de São Paulo tem sido uma grande parceira, temos trabalhado, governador e prefeito Bruno Covas, em absoluta sintonia e só aceitamos continuar esse processo de retorno com a máxima segurança pra todos: alunos da rede privada e alunos da rede pública, que retornarão em conjunto. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli Soares. Feito, portanto, o esclarecimento, e com toda a clareza possível, em relação a este tema da educação e da retomada, da potencial retomada do calendário, conforme acaba de mencionar o secretário. E gradualmente, nós voltaremos a este tema aqui. Eu agora passo a palavra ao prefeito Bruno Covas, também para um esclarecimento, não só o posicionamento do prefeito sobre os temas vinculados ao Corona Vírus na capital de São Paulo, como também um esclarecimento em relação sobretudo à festividade de passagem de ano. A festa, a tradicional festa de Réveillon em São Paulo, no Estado de São Paulo e em especial aqui na capital de São Paulo, onde Bruno Covas, como prefeito da maior cidade do país, obviamente a maior cidade também do estado, tem com o governador do Estado de São Paulo e com o Centro de Contingência do Covid-19 a mesma posição. E sobre isso, vai falar o prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Começando aqui pelo assunto que o governador já mencionou, que são os grandes eventos na cidade de São Paulo. São quatro grandes eventos que nós temos nesse segundo semestre de 2020, dois sob a responsabilidade da prefeitura, organizados pela prefeitura: a Virada Cultural e o Réveillon na Paulista. Nós já havíamos anunciado que Virada Cultural seria realizada de forma online, não teria Virada Cultural presencial, e hoje a gente anuncia que nós também não teremos o Réveillon na Paulista nessa virada de ano de 2020 para 2021. Tanto a prefeitura quanto o governo do estado de São Paulo, os técnicos da vigilância sanitária e do governo do estado, entendem muito temerário nós organizarmos um evento para 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista para dezembro desse ano. Como é evento que requer uma organização de pelo menos, três meses, envolve patrocínio, envolve agenda de artistas, envolve pacotes promocionais de hotéis, turismo, e nós queremos aqui com a maior previsibilidade possível já deixar anunciado que a prefeitura também não vai organizar o Réveillon da Paulista. Nós seguimos conversando com os organizadores dos dois outros grandes eventos, que não são eventos organizados pela prefeitura, que é a Parada LGBT, e Marcha para Jesus. Já eram eventos que deveriam ter acontecido em junho, mas foram adiados para novembro. Então nós seguimos conversando com a população desses dois eventos, e assim que tivermos uma posição conversada e dialogada com os organizadores, nós iremos divulgar. Queria, antes de terminar, anunciar que hoje nós teremos na prefeitura a assinatura de quatro protocolos, dois deles por conta de anúncios feito pelo governo do estado na semana, que é o protocolo dos cursos não formais, da educação não formal, que foi anunciado aqui a caracterização deles como serviços, e, portanto, autorizados ao retorno. Nós teremos hoje a assinatura desse protocolo, como é que vai se dar o retorno dessas aulas aqui na cidade de São Paulo, como também das aulas práticas para aqueles que precisam voltar aos laboratórios para poder se formar nesse ano. Então nós teremos esses dois protocolos assinados hoje, para mencionar como é que isso vai se dar aqui na cidade de São Paulo. Nós também teremos a assinatura hoje do protocolo dos ambulantes, para que eles possam retornar ao trabalho também a partir da segunda-feira. E o protocolo de retomada dos treinos no NAR - Núcleo de Alto Rendimento, para poderem os atletas da área de Rúgbi, da área de atletismo, da área de Taekwondo, da área de boxe, atletas que representam o Brasil em competições internacionais, para que eles possam voltar a treinar, com apenas 20% da capacidade do NAR funcionando, mas é importante que esses atletas possam voltar a funcionar, até porque, são atletas que vão representar o Brasil em competições internacionais. Então nós teremos hoje lá na prefeitura a assinatura desses quatro protocolos, das aulas práticas nas universidades, para aqueles que precisam se formar esse ano. Das aulas para os cursos de educação não formal, para os ambulantes, e para o retorno dos treinos no NAR. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Agora para falar sobre a reclassificação extraordinária do plano São Paulo, especificamente de Piracicaba, vamos ouvir a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. E na sequência, o Marco Vinholi. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Bom, a mensagem principal com relação ao plano São Paulo hoje, é um quadro de estabilidade do plano, onde nós temos aqui a região metropolitana, Registro, a região da Baixada aqui na classificação realizada. E temos aqui grande parte do estado ainda com uma zona de muita atenção na fase laranja, ou na fase vermelha. Lembrando que a gente tem as nossas classificações programadas do plano a cada duas semanas, mas nós trazemos também extraordinariamente quando há um consenso que precisamos tomar medidas emergenciais para fazer uma gestão sempre muito responsável, da pandemia. E por isso hoje nós estamos trazendo aqui uma reclassificação de uma região que requer um cuidado especial, que é a região de Piracicaba. Na próxima página a reclassificação da região de Piracicaba, é exatamente essa transição que está sendo realizada agora, da fase laranja para a fase vermelha. Nós já havíamos trazido aqui diariamente nas últimas semanas a preocupação com a região, sobretudo, com a questão da ocupação de leitos, devido ao aumento nas internações na região, e que agora essa ocupação de leitos atingem a média de sete dias de 84,6%. Houve também o aumento de internações e de óbitos na região, mas a principal razão aqui dessa reclassificação é a ocupação de leitos, medidas estão sendo tomadas para apoio da região. Mas a recomendação agora é exatamente essa reclassificação extraordinária, para garantirmos um controle da pandemia na região. Muito obrigada, governador. E o secretário Marco Vinholi vai compartilhar um pouco também das medidas que estão sendo adotadas adicionais, para que possamos juntos controlar a pandemia. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Somando com a regressão da região de Piracicaba, por conta das taxas de ocupação, também a gente segue com a tendência que já foi dita ao longo das últimas semanas, de alta no interior do estado. Portanto, essa aceleração se dando de forma mais contundente no interior do estado. Presidente Prudente com um crescimento de 75% no número de óbitos, Marília, com 37% nas internações, e Rio Preto, com 42% no número de casos. Ainda índices mantendo ele na faixa que se encontram, mas a gente verifica a continuidade dessa aceleração mais contundente no interior do estado. Mas paralelo a isso o estado segue aumentando a sua capacidade hospitalar, mantendo o atendimento para todas as pessoas do estado de São Paulo. Nós crescemos 11% na capacidade hospitalar da média do estado ao longo da última semana, saindo de 20,3 leitos por 100 mil habitantes, e vindo para 23,3 leitos por 100 mil habitantes agora, portanto, uma capacidade hospitalar que aumenta em todo o estado de São Paulo. Distribuímos 179 respiradores ao longo da semana, e hoje vamos distribuir mais 80 respiradores, totalizando 259 respiradores nessa semana. Esses respiradores vão para a região de Bauru, 20 respiradores, Marília, cinco respiradores, Ribeirão Preto, 15 respiradores, Sorocaba, 20 respiradores, e São José dos Campos, 20 respiradores também. Na região de Piracicaba, que hoje vem para a fase vermelha, há toda uma ação do governo do estado que foi articulada ao longo da última semana, no hospital regional de Piracicaba, na próxima terça-feira, entram em atividade 12 novos leitos, que somados aos 38 leitos já disponíveis, chegamos a 50 leitos de UTI/COVID-19 no hospital regional de Piracicaba. Lá também tem um projeto em parceria com o Incor, doutor Carlos Carvalho, de tele-UTI. Portanto, investindo na quantidade de leitos, e também na qualidade desses leitos de UTI para Piracicaba. Investimentos também em Limeira, em Rio Claro, em Pirassununga e Rio das Pedras, aumentando a capacidade hospitalar de toda a região de Piracicaba, e mantendo todas as pessoas com o atendimento aqui no estado de São Paulo, além disso, o hospital do Ibirapuera, que já foi regulado para ter pessoas da região de Piracicaba também ao longo dessa semana, conforme anunciamos, já recebe pessoas da região, e também vem colaborando com esse atendimento hospitalar para Piracicaba.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, agora na saúde, com o doutor Paulo Menezes, coordenador do comitê do centro de contingência do COVID-19, comitê de saúde. Doutor Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde. Como atual coordenador do centro de contingência eu quero reforçar as mensagens e informações que foram dadas até agora. Primeiro em relação ao calendário da área de atuação, o centro de contingência já havia se mobilizado para discutir aquela informação que tinha circulado há alguns dias atrás, e realmente recebemos com satisfação a informação de que houve um erro de informação importante. Quero aqui ressaltar que o professor Massad foi nosso colega na Universidade de São Paulo, agora está na FGV do Rio de Janeiro, um pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente. Colabora com o centro de contingência nas projeções que nós utilizamos. Mas eu acho que isso também serviu para trazer, a nossa pauta já fazia parte, agora mais ainda, a atualização, como o secretário Rossieli mencionou, do conhecimento que está sendo produzido recentemente sobre a questão da volta às aulas pelo mundo todo. Também quero reforçar, e cumprimentar, não é também espanto para nós da prefeitura, no sentido dos anúncios de suspensão dos grandes eventos de massa. Acho que não é momento para nós pensarmos nisso, e o centro de contingência fica muito mais tranquilo de saber que estamos trabalhando juntos nesse sentido, e vamos evitar muitas mortes dessa forma, salvando vidas. Para completar, queria fazer um breve comentário sobre o plano São Paulo. O centro de contingência acompanha todas as regiões junto com as outras áreas de secretarias, e já tínhamos anunciado na terça-feira que a região de Piracicaba estava em uma situação delicada, acompanhamos ao longo desses dias, e hoje ela é reclassificada como de alto risco, em vermelho. Mas acho importante também dizer que não é só a questão da reclassificação, são as ações da área da saúde para apoiar a região. E o último comentário, é no sentido de que de fato nós não estamos relaxando, nós temos que continuar trabalhando para evitar a transmissão do vírus em todas as regiões, mantendo o distanciamento, usando máscaras, acho que a população precisa continuar consciente de que esse é um processo lento e gradual para nós podermos superar essa pandemia. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo Menezes. Agora vamos ao João Gabbardo, que é o coordenador executivo com centro de contingência do COVID-19. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos presentes. Eu não quero ser repetitivo, acho que o doutor Paulo, e secretários, deixaram muito nítida essa questão levantada ontem sobre o problema da educação, do retorno às aulas. Só queria reforçar uma parte que na manifestação dessa entrevista ficou confuso, porque prevê o retorno às aulas nas cidades que estiverem na fase amarela. E o plano não fala em cidades e nem regiões na fase amarela, ele fala em todo o estado estar na fase amarela. É só a partir daí que se inicia a contagem do tempo para reabertura da educação. E o que isso significa? Porque os cálculos feitos pelo pesquisador, e apresentado na entrevista, na nossa coletiva de ontem, é baseado em uma fotografia de transmissibilidade que nós temos no momento, isso é muito diferente do que nós vamos encontrar quando todo o estado estiver no amarelo. Nós vamos estar falando de um período em que o risco de transmissão estará muito menor, porque nós teremos muito menos casos circulando pela população, e a possibilidade de encontrar uma pessoa portadora do vírus, uma pessoa com a doença ativa, uma outra pessoa que esteja suscetível, será muito menor, nosso RT vai estar muito menor. Então é só esse aspecto que eu queria colocar, como um aspecto de segurança na decisão do plano de contingência, de segurança do plano São Paulo, de que essa data prevista tem esse pré-requisito, pré-requisito de todo o estado estar no amarelo. Então nós vamos viver uma outra situação, todo o cálculo estatístico feito para essa manifestação, baseada na situação atual, não vale para uma situação futura, onde todo o estado vai estar já em uma fase de muito menor transmissibilidade. Só isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E finalizando na parte da saúde, Eduardo Ribeiro, secretário executivo de Saúde, em exercício, na função como secretário, dando os dados dos números da saúde, aproveitando para mandar um abraço ao doutor José Henrique Germann, que nos assiste ao vivo nesse momento. Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO, EM EXERCÍCIO: Obrigado, governador. Bom dia a todas e a todos. Na atualização dos dados, o Brasil totaliza hoje, em número de casos, dois milhões doze mil cento e cinquenta e um e no número de óbitos, 76.688. O estado de São Paulo totaliza hoje 407.415 casos e 19.377 óbitos. Em relação aos indicadores de ocupação de leitos, a taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado de São Paulo encontra-se em 67,2% e na Grande São Paulo em 65,7%. Temos hoje internados em leitos de UTIs 5.883 pacientes e em leitos de enfermaria 8.862. Em relação aos casos recuperados, totalizam hoje 255.768 casos recuperados, com 56.914 altas. No detalhamento dos casos confirmados segundo o tipo de teste, dos 5.367 casos confirmados no dia, 41% resultam de testes rápidos, 57% resultam de RT-PCR e 2% de outras metodologias. Da totalização de casos dos 407.415, 29% resultam de teste rápido, 70% de RT-PCR e 1% de outras metodologias. Em relação a nossa curva de projeção de casos, como foi dito recentemente, as nossas projeções encontram altíssima aderência a realidade. Podemos observar em relação aos casos, 407.415 casos, dentro da nossa margem de projeção para a segunda quinzena de julho. [Próximo]. Em relação à projeção de óbitos, da mesma forma, 19.377 óbitos no momento, um número que está dentro da faixa de previsão. Muito obrigado governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Eduardo Ribeiro. Antes de passar ao Aildo que será a última intervenção, do secretário Estadual de Esportes, quero aproveitar também em transmitir a minha solidariedade à família do Del Rangel e também a família da TV Cultura pela perda desse grande profissional, deste grande homem das artes e em especial do mundo da televisão, Del Rangel que faleceu nessa manhã, a que sei não foi pelo Coronavírus, mas uma triste perda para o mundo da televisão e o mundo das artes. Vamos agora ouvir o Aildo Ferreira, secretário de Esportes do estado de São Paulo, sob os novos protocolos da retomada do automobilismo e motociclismo, com os devidos cuidados aqui no estado de São Paulo. Com a palavra Aildo Ferreira.

AILDO FERREIRA, SECRETÁRIO DE ESPORTES DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado governador, boa tarde a todos. Esse é o resumo do protocolo aprovado pelo comitê de contingência para retomada dos treinos e das competições do automobilismo e motociclismo. Restrição de pública, ou seja, as competições podem acontecer, mas sem público; testagem obrigatória dos pilotos e de toda a equipe técnica, aferição de temperatura obrigatória para todos que estiverem trabalhando ali na organização e na realização das competições; uso obrigatório de máscara e os protocolos aprovados tanto do automobilismo quanto do motociclismo, estão à disposição daqueles que tiverem interessados em conhecer os seus detalhes, nós podemos encaminhar. São documentos extensos que vocês podem ter acesso, é só fazer a solicitação. Quero agradecer a presença e registrar que está aqui conosco Waldner Bernardo de Oliveira, que é o presidente da CBA, a Confederação Brasileira de Automobilismo, o José Aloísio Bastos que é o presidente da Fasp, Federação de Automobilismo de São Paulo. O Firmo Henrique Alves não pode estar presente, que é o presidente da CBM, a Confederação Brasileira de Motociclismo, mas está aqui representado pelo diretor da CBM que é o Sérgio Bruno Pagnanelli. O Ricardo Gracia que é o presidente do Speed Park. Também está presente aqui conosco e eu agradeço a presença do Dener Jorge Pires, presidente da Porsche Cup e o Emerson Souza, diretor de comunicação da CBA. É isso governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Aildo Ferreira. Quero cumprimentar também os dirigentes das entidades que estão aqui presentes já mencionados pelo Aildo Ferreira nosso secretário de Esportes. Tenho convicção de que seguirão rigorosamente os protocolos e a obediência à orientação do centro de contingência do Covid-19. Vamos agora às perguntas, são 13h22, começando, aliás como sempre, com Daniela Salerno da TV Record. Na sequência virão Adriana de Luca da CNN e Beatriz Manfredini da Rádio Jovem Pan. Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, JORNALISTA DA TV RECORD: Boa tarde a todos. Eu gostaria de começar com a pergunta para o centro de contingência também no caso da Educação, se o comitê tem alguma projeção a respeito dessa transmissão, como que vai dar, se aumenta essa curva de transmissão de RT quando as escolas se abrirem? Se há um número aí que vocês já levam em conta? E também porque tem aquele artigo recente da Revista Nature, né, que menciona que crianças até 20 anos, se não me engano, inclusive, a transmissão entre eles é muito menor. Então, eu gostaria que vocês explicassem isso, como que vocês estão entendendo todos esses índices e artigos científicos? Para o prefeito, por gentileza, prefeito, acabo de ler que as ciclovias também estarão liberadas a partir de agora, na faixa aumentada em algumas ruas daqui de São Paulo, Sumaré, Paulista, eu gostaria de entender, a partir de domingo, se há, inclusive, alguma regra para isso? Tem alguma normativa aí para evitar aglomeração também, alguma coisa nesse sentido, por favor? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Daniela. Vamos, pela ordem, com o Dr. Paulo Menezes com comentários do secretário Rossieli e/ou também do Gabbardo.

PAULO MENEZES, COMITÊ DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado pela pergunta Daniela. Realmente o conhecimento sobre a transmissibilidade do Coronavírus por faixa etária está crescendo de uma forma muito rápida. As evidências que nós temos no momento são de alguns países que retomaram aulas, não se tem sido observado um aumento de transmissibilidade nesses países entre as crianças. Existe um estudo muito interessante que compara Suécia com Finlândia que tiveram atitudes bastante distintas me relação a quarentena, ao isolamento, e na retomada das aulas não se observou diferença de transmissibilidade. Também o estudo ao qual você se referiu, mostra que a transmissibilidade é menor entre jovens, crianças e jovens até 19 anos, quando comparados com adultos. Então, o volume de informação nova, ele está crescendo muito e o centro de contingência está trabalhando para poder juntar todas essas informações apoiando o trabalho da Secretaria de Educação na reabertura das escolas, quando for o momento adequado, como já foi colocado aqui, o momento onde todo o estado pelo menos tem que estar já numa situação de melhor controle da pandemia em pelo menos fase amarela. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, o secretário Rossieli disse que a resposta foi completa, então, a primeira pergunta da jornalista Daniela Salerno já respondida, vamos a segunda com o prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Daniela, as ciclovias, ciclofaixas, ciclorotas, elas nunca foram fechadas na cidade de São Paulo, nem pela prefeitura, nem pelo governo do estado. Então, nós não estamos, não é nenhum protocolo de retomada daquilo que não foi proibido. O que nós vamos ter neste final de semana é a retomada da ciclofaixa de lazer porque o patrocinador anterior tinha deixado de patrocinar, de oferecer isso, e agora a prefeitura conseguiu um novo patrocinador. Eles não têm nada, nenhuma relação com a questão da pandemia. Foi por ausência de patrocinador, nós estávamos licitando isso, não apareceu nenhum interessado, aí nós licitamos para a própria prefeitura pagar para alguém operar quando a Uber apareceu para poder ofertar isso e vai investir R$ 12 milhões como contrapartida aqui para a cidade de São Paulo. Então, não se trata de nenhuma retomada de uma atividade que foi parada por conta da pandemia, tá bom?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Bruno Covas. Daniela Salerno, obrigado mais uma vez. Agora vamos convidar a Adriana de Luca da CNN e logo após a sua intervenção, Adriana, a Beatriz Manfredini da Rádio Jovem Pan, Xandô Alves online do jornal O Vale e Fábio Diamante do SBT. Adriana, boa tarde, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

ADRIANA DE LUCA, JORNALISTA DA CNN: Olá, boa tarde a todos. Eu queria saber sobre a questão do cancelamento do réveillon em São Paulo, prefeito. Eu gostaria de que você comentasse sobre o impacto que um cancelamento de uma festa tão importante na cidade pode ter esse impacto na cidade na economia? E também se tem algum posicionamento do Carnaval no ano que vem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós avaliamos isso, mas com a temeridade de realizar um evento para um milhão de pessoas, o impacto que isso possa ter na área da saúde, é bem maior do que qualquer prejuízo econômico que a cidade possa ter nesse instante. Então, a área da saúde foi preponderante para que a gente tomasse essa decisão, não há nenhuma possibilidade de se pensar, neste momento, numa festa que reúne um milhão de pessoas. Claro que o réveillon na Paulista ajuda o setor de turismo, mas é um evento muito mais para os paulistanos do que para os turistas, né? Não é um momento em que tradicionalmente se lotam os hotéis da cidade, até porque, a tendência é muito mais das pessoas saírem da cidade de São Paulo do que virem para a cidade de São Paulo. Ainda assim, claro que você tem um impacto econômico nisso, famílias que se reúnem na cidade de São Paulo, que aproveitavam a festa que era oferecida na Paulista, mas a questão da saúde foi preponderante, não tem como a gente solicitar às pessoas que evitem aglomeração e a prefeitura colocar recurso não evento que junta um milhão de pessoas. A outra questão em relação ao carnaval, nós continuamos a dialogar com as escolas de samba, que são também as organizadoras do evento, com outras cidades no Brasil, para tentar tomar uma decisão conjunta em relação a possibilidade de adiamento e qual seria a nova data da realização do carnaval. Na nossa cidade, nós temos também o carnaval de rua, mas o carnaval de rua requer uma organização num prazo menor do que o carnaval no Sambódromo, algo em torno de dois, três meses a gente consegue organizar o carnaval de rua. Mas a realização do carnaval no Sambódromo, pelo menos seis meses entre a preparação dos carros alegóricos e os ensaios que as escolas fazem, não é apenas aglomeração no dia do desfile, é também duas mil, três mil pessoas numa quadra de samba para poder ensaiar para o carnaval. Então, nós estamos levando isso em consideração, conversando com as escolas de samba, também é um outro evento que a prefeitura aporta recursos, então, não tem muito sentido a gente começar a aportar recursos para as escolas se prepararem e, de repente, a gente decidir que não vai ter o carnaval em fevereiro. Por isso que a gente quer antecipar o máximo possível essa decisão e se a gente conseguir encontrar uma saída conjunta com as outras cidades, ainda melhor, porque aí não ficaria apenas a cidade de São Paulo isolada nisso. Assim que a gente tiver esse tipo de deliberação a gente também comunica a vocês.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno Covas. Adriana, obrigado pelas perguntas. Vamos agora para a Rádio Jovem Pan, na sequência O Vale, SBT, Rede TV e TV Globo/Globonews. Com a palavra Beatriz Manfredini da Rádio Jovem Pan. Beatriz, boa tarde, a sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, JORNALISTA DA RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu acho que minha pergunta vai principalmente para o prefeito Bruno Covas. Prefeito, com a retomada dos ambulantes, agora que vai assinar o protocolo, cada vez mais flexibilização, claro, tem mais pessoas na rua, eu queria saber se tem uma previsão de aumento da vigilância, de quem está aplicando as multas, por exemplo, para as máscaras, se vai ter mais gente fazendo essa fiscalização? E ainda falando do réveillon, já que o réveillon foi adiado já nesse momento, a gente pode esperar também que a Paulista aberta ou o Minhocão aberto também caminhem nessa direção de só voltar a funcionar aos domingos para o ano que vem? Obrigada.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, em relação a Paulista aberta e o Minhocão, como são eventos que não requerem tanto prazo para organização, assim que for possível a gente anuncia a retomada, também não precisa anunciar com seis, oito meses de antecedência. Se durante a semana a gente perceber que é possível, a gente anuncia pro final de semana seguinte. Então, nós estamos avaliando, por enquanto nenhuma possibilidade nesses próximos dias, mas, assim que for possível retomar, nós retomaremos, tanto a Paulista fechada aos domingos, quanto o Parque Minhocão. A outra pergunta é sobre... Não, tinha uma primeira pergunta. Sobre a fiscalização. O que tem ajudado muito a prefeitura na retomada destas atividades é que, como nós estamos assinando os protocolos com os setores, os setores têm ajudado com a autorregulação, né, prefeitura não tem como, nesse momento, até pelas questões orçamentárias, fazer um novo concurso e contratar novos profissionais pra área da fiscalização, mas como cada setor tem assinado os protocolos conosco, os próprios setores têm ajudado na orientação dos seus associados, dos seus empregados, enfim, dos seus consorciados, e o grande segredo aqui na cidade de São Paulo tem sido exatamente esse, então, de alguma forma a gente ampliou a fiscalização, mas não com funcionários da prefeitura de São Paulo, a gente ampliou com o próprio setor privado participando dessa fiscalização, eles entenderam que se tiver qualquer piora nos números da cidade, será automática a reclassificação feita pelo Governo do Estado e eles vão ter que voltar a fechar na cidade. Então, eles têm que colaborado com a prefeitura e por isso a gente tem convocado eles na prefeitura pra dialogar de que forma se dá essa reabertura, eles têm sido parceiros nossos nessa fiscalização.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Obrigado, Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan, vamos agora online com Xandô Alves, do Jornal O Vale. Xandô, saudações santistas pra você. Boa tarde, bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

XANDÔ ALVES, REPÓRTER: Boa tarde, [ininteligível]. Saudações corinthianas também. Dois temas, governador. Se houver necessidade de aumentar leitos de UTI no Vale do Paraíba, em razão do aumento dos casos graves de Covid em cidades médias e pequenas e sobrecarga nas maiores, quais seriam as alternativas? Quais hospitais têm condição de ampliar a estrutura, por exemplo? Ou se preferirá transferir pacientes pra fora da região. Um segundo tema é como terminou hoje a testagem piloto no Jardim Pantanal, quais seriam as próximas cidades e região para a testagem nas comunidades vulneráveis? É isso, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Xandô. Vou dividir a resposta, as duas perguntas, primeiramente com o Dr. Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência, com comentários do Marco Vinholi. E, depois, sobre testagem, sobretudo em comunidades, como nós temos feito aqui em São Paulo, com a Patrícia Ellen. Aliás, desculpe, não será o Dr. Paulo e sim o Dr. Eduardo Ribeiro.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO, EM EXERCÍCIO: Bom, começando em relação a ampliação de leitos no Vale do Paraíba, como bem colocou o secretário Vinholi, o Governo do Estado de São Paulo vem olhando muito atentamente pra cada região e fazendo movimentos bastante precisos pra ampliação de estrutura em todas as regiões. Então, na região do Vale, nós já ampliamos 154 leitos de UTI e adicionalmente, na última semana, encaminhamos pra lá 70 respiradores, focando nas cidades de Lorena, Guaratinguetá, Cruzeiro, Caraguatatuba e São José dos Campos. Então, nós tivemos diversas ações possíveis, quer seja na ampliação na rede própria, na rede contratualizada também, pra ofertar a ampliação de estrutura na região. Era isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Eduardo, Eduardo Ribeiro, secretário executivo de saúde. Xandô, complementando, Marco Vinholi, secretário do desenvolvimento regional e, na sequência, a Patrícia Ellen vai responder sobre testagem, aproveito pra agradecer muito ao Flávio Amary, que acho que está aqui, que é o nosso secretário de habitação, que tem nos ajudado muito também nesse programa de testagem em comunidades aqui do Estado de São Paulo. Então, com você, Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Xandô, a boa notícia é que hoje mesmo estão indo mais 20 respiradores para o Hospital Doutor José de Carvalho Florença, em São José dos Campos, somados aos outros dez respiradores, que já chegaram, são 30 novos leitos para o Vale do Paraíba, especificamente em São José dos Campos, mas nós fizemos vários avanços, o secretário Eduardo Ribeiro citou agora, litoral norte, com o hospital de Caraguatatuba entrando em funcionamento, em Taubaté aumento de leitos. Essa semana nós anunciamos respiradores pra Lorena, pra Guaratinguetá, pra Aparecida, enfim, pra Cruzeiro, todo o Vale do Paraíba tem tido um aumento na sua capacidade hospitalar ao longo desse período, nós saímos de 7.5 leitos por 100 mil habitantes, no dia dois de junho, para 15.3 agora. Ou seja, dobramos, ao longo desse período, a capacidade hospitalar do Vale do Paraíba, nós vamos seguir aumentando esse número de leitos pra região, mas também, se necessário, utilizando da capacidade hospitalar já estabelecida, é fundamental dizer que nenhuma pessoa do Vale do Paraíba ficará sem atendimento, assim como do restante do Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Agora, sobre testagem, Xandô, com Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Bom, Xandô, o trabalho de testagem nas comunidades é um esforço liderado aqui pelo Dimas Covas, do Instituto Butantan, em parceria com a Secretaria da Habitação, secretário Flávio Amary, junto com a secretária Célia Parnes, Célia Leão, é um esforço aqui de governo, que criou-se uma base de dados, exatamente pra consolidar informações da pandemia com informações de vulnerabilidade econômica e social. A próxima iniciativa será na Brasilândia, mas há um trabalho sendo feito, liderado pelo Flávio Amary com o Dimas Covas, pra fazer o trabalho de priorização de todas as próximas etapas dessa iniciativa. Junto com ela, tem um trabalho aqui liderado pelo Dr. Paulo Menezes, onde o governador já disse ontem, né, que nós temos aqui uma meta de ampliar cada vez mais nossa testagem, nós lançamos o placar de testes do estado ontem, de forma inédita, está publicado agora no Plano São Paulo, onde nós mostramos que a capacidade de testagem do estado aumentou em mais de 500% em dois meses, foram realizados 1.1 milhão de testes até o final de junho, e na última semana epidemiológica houve a realização de uma média de 18 mil testes dia, esses números nos colocam nos patamares de testagem da Alemanha, né, então, nós estamos fazendo hoje entre 45 e 50 testes a cada 100 mil habitantes, com a meta colocada pelo governador pra chegar em agosto com o número de 70 testes a cada 100 mil habitantes, que é exatamente o patamar de hoje da Alemanha. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Xandô, muito obrigado por estar participando mais uma vez aqui da coletiva, pode ajustar ali um pouquinho a caneca do Santos Futebol Clube, ao lado da caneca do Corinthians, o escudo do Santos tem que reluzir mais. Obrigado, Xandô. Vamos agora ao Fábio Diamante, do SBT, na sequência a Rede TV e TV Globo, Globo News, Fábio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria fazer uma primeira pergunta pro secretário Rossieli, secretário, o senhor tem alguma informação nova pra dar pros professores eventuais e temporários? Eles continuam com esse problema de não receber salário durante a pandemia, muitos estão assistindo, acompanhando a coletiva, troquei mensagem com eles, queria saber se o senhor tem alguma mudança ou uma previsão de quantos podem ser, de fato, utilizados na retomada, já que o senhor tem um número grande de professores no grupo de risco pra essa volta presencial das aulas. Uma segunda pergunta, governador, queria fazer pro prefeito. Prefeito, tudo mudando, né, eventos não podem acontecer, o senhor pré-candidato a reeleição à prefeitura, eu queria saber do senhor se os senhores já estão conversando, principalmente no partido, sobre o que muda na campanha, né, o corpo a corpo com o eleitor, certamente, esse ano não vai existir, né, ir até o boteco e comer um bolovo com o eleitor não vai acontecer. Queria saber o que muda na campanha, o quanto isso preocupa o senhor, já que o eleitor, a gente já tem um número muito grande de pessoas que não votam na eleição, o quanto isso pode diminuir o interesse. Aproveitando, governador, sempre exagerando um pouco, prefeito, sobre o indiciamento do ex-governador Geraldo Alckmin por corrupção e lavagem de dinheiro, mesmo assim, ele continua sendo um nome forte pra participar da coordenação do plano de governo da sua campanha? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, vamos por partes, começando com o tema dos professores, com educação, responde o secretário Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio, pela pergunta. Bom, nós estamos aí trabalhando pra ver que tipo de suporte ainda poderíamos fazer, mas temos que ter uma alteração em lei, estamos tentando trabalhar. Em relação ao retorno das aulas, certamente teremos que contratar professores, sim, pra substituir aqueles que são do grupo de risco, não só professores, agentes de organização escolar e outros, então, a nossa previsão é de, pelo menos, dez mil professores que nós teremos que ter para que o retorno possa se dar. Mas ainda é uma previsão, porque nós estamos fazendo uma pesquisa mais apurada com os profissionais pra que eles informem se ele é de grupo de risco, que apresente qual dos riscos, e aí validando com a área médica, logicamente, eles terão, estarão em teletrabalho, mas isso ainda vamos trabalhar daqui até a segunda quinzena de agosto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli Soares. Os outros dois temas, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Primeiro em relação ao indiciamento do ex-governador Geraldo Alckmin, como você mesmo mencionou, ele foi indiciado, ele não foi condenado, aliás, agora, a partir do indiciamento, ele é oficialmente investigado, ou seja, não há nenhuma ação ainda contra ele, nem réu ele é ainda, muito menos condenado pela justiça. Confio plenamente na inocência do ex-governador Geraldo Alckmin, que tem uma vida de serviços prestados à população e que ao longo desses 40 anos de vida pública possui o mesmo patrimônio que possuía quando começou a sua carreira política. Então, tenho certeza que ao final de todo esse processo, ele vai provar a sua inocência, portanto, não há nenhuma razão pra que ele deixe de colaborar na nossa campanha. Em relação a organização e como é que ela vai se dar, eu confesso a você que ainda não há nenhuma previsão, a pandemia do coronavírus tem tomado grande parte da nossa agenda, então, ainda não há nenhuma organização sobre o dia a dia da campanha, mas não há nenhum receio do ponto de vista disso, até porque o que vai ser aplicado pra nossa campanha vai ser aplicado pras outras campanhas. Então, não há nenhum prejuízo ou benefício, porque o que nós tivermos que fazer diferente, as outras campanhas também o farão. Agora, como é que isso vai se dar na prática, confesso a você que ainda não chegamos nesse nível de organização, né, o tempo que a pandemia está tomando não dá a gente o necessário tempo pra poder organizar a campanha.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Obrigado, Fábio Diamante. Apenas queria acrescentar também a minha posição é de solidariedade ao ex-governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, como, aliás, postei ontem nas redes sociais. Vamos agora a penúltima intervenção de hoje, que é da Rede TV, Carolina Riguengo. Na sequência teremos o Guilherme Balza, da TV Globo, Globo News. Carolina, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha primeira pergunta é para o secretário Rossieli. Secretário, por mais que vocês já tenham a previsão de que quando as aulas retornem seja um percentual ali na faixa dos 30%, se eu não estou enganada, eu queria também, pra acalmar o coração de mães que têm conversado comigo, vocês já têm planejado como vai funcionar essa retomada, no seguinte sentido, crianças pequenas são sem a noção do perigo, elas automaticamente vão querer ficar perto umas das outras, o que vai ser feito? Eles vão usar de alguns métodos, como em Manaus, por exemplo, que as escolas particulares distribuíram escudos pra rosto, as crianças estão sem sapato, queria alguns detalhes de como será feito, quando isso acontecer. E também, se até o final desse ano a gente não chegar o estado todo na fase amarela, é possível que isso se prorrogue pro ano que vem, como é que vai ser pra aqueles alunos que vão precisar se formar? A minha segunda pergunta é em relação a essas cidades, essas regiões que não saem da fase vermelha, além dos respiradores que vocês estão enviando pra não sobrecarregar, que outras medidas serão feitas ou estão sendo feitas, uma vez que também não depende só de vocês, representantes do governo, mas também é uma questão comportamental de cuidado, segurança ou não dessas pessoas, que fazem parte dessas regiões. Por último, queria um balanço das transferências dos pacientes das regiões de Piracicaba e Campinas, por favor, muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. Começando, então, pela educação com Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. Vamos lá, importante, né, o plano fala de até 35%, o até é importante, até 35% pela, e aí vem a definição da rede ou da própria escola particular, de qual público irá tratar, por quê? Porque existem considerações importantes da forma de trabalho, que a rede estadual fez, que a rede municipal fez, que a rede privada, aquela escola fez, tem escolas que priorizaram mais determinada etapa no ensino à distância, por exemplo, e podem priorizar as idades mais... Menos autônomas, por exemplo, no retorno presencial. Mas é uma escolha pedagógica, com os cuidados que deve-se ter. E até 35%. Isso eu saliento, esse 'até' de novo, porque poderá, por exemplo, dependendo da condição da escola, do número de funcionários, ser inclusive com menos. Tem que se cumprir todos os protocolos, o afastamento... Logicamente que, para a educação infantil, por exemplo, os protocolos são mais específicos, você não fala de afastamento de 1,5m para se cuidar de um bebê. Aliás, todas as experiências mundo afora mostram que a possibilidade de transmissão de um bebê para um adulto é praticamente nula. Então, logicamente que daqui até lá vamos acompanhando ainda a ciência nesse tema, porque é fundamental, e a gente está aprendendo muito, inclusive com experiências aqui já do Brasil. Sobre como vai trabalhar, por exemplo, escudo para rosto, lembrando que isso é uma iniciativa da rede, de uma rede particular específica, não é necessariamente uma regra. Nós aqui não temos esta regra, por exemplo, nós não teremos para os estudantes o protetor do face shield. Nós teremos o protetor do face shield para os professores, junto com a máscara. Por quê? Porque eles são nitidamente, pelos estudos, aqueles que têm maior risco. Mas é uma opção. A máscara, pelos estudos, é suficiente, e o protocolo está exigindo isso, só para exemplificar. Para as crianças, será o uso de máscaras. Lógico que também teremos peculiaridades dos protocolos complementares, que, por exemplo, redes municipais estão fazendo. Na rede estadual, nós não trabalhamos diretamente com educação infantil, mas temos discutido junto com o [ininteligível] e com outras instituições como dar ainda mais suporte a eles. E sobre chegar ou não chegar na fase amarela, hoje nós estamos acompanhando dia por dia, semana por semana, especialmente o ciclo do Plano São Paulo dos 14 dias. É muito prematuro falar se vai chegar ou se não vai. Hoje, nós estamos trabalhando com a perspectiva de que o estado vai melhorar nos próximos meses e a gente vai poder começar esse retorno. Agora, se não for possível, se as condicionalidades não forem cumpridas, nós vamos avaliando e reavaliando ao longo do tempo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E agora, a Carolina, sua segunda pergunta, sobre fase vermelha e também Piracicaba, será respondida pela Patrícia Ellen e o Marco Vinholi.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, sobre o trabalho que está sendo feito, principalmente para controle da pandemia, nós temos dito que o trabalho de testagem é muito importante, aumentar testes, mas mais importante que isso é a atuação para monitoramento e isolamento de contatos. A Vigilância, a municipal em especial, tem um papel chave nesse momento, e através da atuação dos nossos agentes de saúde, nossos agentes da Vigilância, estamos conseguindo fazer essa tarefa. Nas últimas duas semanas, foram isoladas 550 mil pessoas, que tiveram contatos com testados positivos. Esse é um processo considerado como melhor prática no mundo, e o que nós estamos fazendo agora é acelerar esse trabalho. O protocolo foi expandido de duas formas: primeiro testar sintomáticos leves, e o segundo é que o protocolo de isolamento, além das pessoas dentro de casa, também está sendo realizado com todos que tiveram contato nas duas últimas semanas, por mais de 15 minutos. Isso exige um esforço adicional dos nossos agentes, que já estão fazendo um trabalho heroico, e por isso que nós estamos investindo também em apoiar os municípios, com ferramentas tecnológicas. Hoje, nós temos três municípios pilotando esse novo modelo, que além da ferramenta para apoiar o monitoramento de contatos na ponta, também será feito um trabalho via Whatsapp e um trabalho para apoiar, à distância, com call center, o trabalho desses agentes. Esse piloto está sendo feito em três municípios, para que até o início de agosto possamos expandir para outros 100 municípios. Então, tão importante como apoiar com leitos, é apoiar no controle da pandemia. E para isso, o tratamento desse monitoramento e isolamento de contatos é fundamental. Isso, o secretário Marco Vinholi, com o Conselho Municipalista, também tem um papel estratégico, porque essa oferta das ferramentas é feita através de dois órgãos: o Conselho Municipalista e também o Cosems, que é o Conselho de Secretários Municipais de Saúde. Na semana que vem, haverá um esforço também de termo de adesão voluntário, para que todos possam ter acesso a essas ferramentas. Dois exemplos, mas finalizando e agradecendo inclusive o esforço que a população está fazendo, de respeitar a quarentena, que foi reforçada pelo governador João Doria hoje, e aproveitar em especial para agradecer às mulheres, que têm um papel crítico nessa conscientização e têm sido fundamentais para levar essa mensagem do esforço coletivo para o controle da pandemia.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Nós, primeiro é importante ressaltar os avanços que nós tivemos também ao longo dessa semana. A região de Araçatuba, a região de Ribeirão Preto e a região de Campinas tiveram melhora durante esse último período. Três regiões que seguem no vermelho, mas a gente vê uma evolução nos indicadores, e com isso a gente persiste para poder, na próxima semana, seguir com esses números de melhora nas regiões. Essa melhora se dá na evolução da pandemia e se dá também no aumento da capacidade hospitalar. Eu coloquei aqui o aumento na média de todo estado, um crescimento de 11% da última semana pra essa, e de forma mais aguda nessas regiões destacadas, que estão em vermelho. No paralelo a isso, a gente verifica também uma aderência importante dos prefeitos dessas regiões. Nas três regiões que eu citei, que tiveram melhoras, os prefeitos foram muito engajados ao longo dessas semanas, fizeram esse isolamento social, reproduziram a utilização de máscaras, fizeram, como citado pela secretária Patrícia Ellen, na melhora na qualidade do seu tratamento e no combate ao Corona Vírus, e tudo isso impacta nessa melhora. Nós temos conseguido fazer com que as regiões que vêm para a fase vermelha tenham uma evolução no combate ao Corona Vírus ao longo desse último período. A região de Piracicaba vem agora para a fase vermelha, mas já tem toda uma estratégia de melhora na sua capacidade hospitalar, que, sem sombra de dúvidas, vai produzir um tratamento de saúde melhor e uma capacidade que possa dar conta desse processo da evolução da pandemia que ela passa. Nas transferências aqui para o Hospital do Ibirapuera, nós já temos 137 pacientes das regiões de Campinas e Sorocaba: 52 da região de Campinas e 6 de Sorocaba, nós começamos aí ao longo dos últimos dois dias a receber pacientes... Perdão, de Piracicaba, não Sorocaba, portanto já 137 pacientes que nós estamos recebendo ao longo dessa semana. Esses números vão se intensificando. Quero lembrar aqui que nós temos 240 leitos de enfermaria e 28 leitos de UTI lá no Hospital do Ibirapuera.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Carolina, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora à última intervenção, é da Globo News, do Guilherme Bausa. Obrigado pela sua presença. Sabina Simonato, da TV Globo, também obrigado pela sua presença, e participação aqui com flashs ao vivo ao Palácio dos Bandeirantes. Com a palavra, Guilherme Bausa. Guilherme

GUILHERME BAUSA, REPÓRTER: Governador, boa tarde. Boa tarde, a todos. A minha pergunta eu dirijo ao Doutor Gabbardo, e é sobre essa testagem em massa que está sendo realizada em coordenação da Secretaria de Habitação. Termina hoje a testagem no Jardim Pantanal, uma área bem pobre aqui da Zona Leste. E o secretário Flávio, gentilmente passou alguns dados para a gente, são dados parciais, mas praticamente consolidados, e são dados muitos surpreendentes. Segundo esse levantamento, 29% da população está com o vírus nesse momento no organismo, porque na sorologia isso apontou para o positivo para o IGM. 29% é muito acima do que qualquer testagem que foi feita até o momento, inclusive inquérito sorológico da prefeitura. Então, doutor, eu queria saber que interpretação que o senhor faz desses dados? Isso indica que essas comunidades mais carentes já estão próximas da imunidade do rebanho? Tem estudos já sérios, publicados, revisados que falam que com 35%, 40% da população exposta ao vírus, a gente já pode falar em imunidade de rebanho. Isso é uma tendência? Que interpretação que o senhor faz dessas informações? Até porque, aqui em São Paulo houve uma queda muito abrupta na capital na demanda por leitos, de repente essa demanda caiu de forma muito rápida. Tem algum indicativo de que a gente esteja próximo em algumas áreas, pelo menos, dessa imunidade de rebanho? E só para complementar, para a secretária Patrícia, a senhora mencionou Brasilândia, é o próximo local de testagem? Como é que vai ser feita essa testagem? Vai ser igual no Jardim Pantanal? Queria que a senhora falasse um pouco mais sobre isso. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Guilherme Bausa. Vamos pela ordem, a primeira pergunta será respondida pelo João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Guilherme, realmente esse número, caso confirmado, esses 28% é um número bastante significativo, é bem maior do que outros locais onde a epidemia ocorreu com uma intensidade muito maior. Mas tem uma diferença, não significa que 28% das pessoas estejam com o vírus, estejam ativos, estejam transmitindo a doença, 28% das pessoas que testaram positivo em teste sorológico, significa que ela já tem anticorpos, que ela pode ter adquirido há mais tempo. Mas mesmo assim é um índice bem acima do que a gente tem visto nos inquéritos sorológicos que são realizados. Sem dúvida, as poções mais vulneráveis, pelas dificuldades de isolamento elas têm uma tendência de transmissão da doença de uma forma mais intensa, isso é esperado, a gente procura evitar isso ao máximo, mas esse é um processo muito difícil, essa é a diferença que o Brasil tem no controle da doença, quando a gente compara com países de primeiro mundo, que tem condições muito mais adequadas para poder fazer o isolamento. Porque a questão da testagem, acho que vale a pena sempre insistir, reforçar o porquê da testagem, a testagem ela tem o objetivo que é identificar as pessoas que estão com o vírus ativo, isolar essas pessoas para reduzir a transmissibilidade, isso é o que a gente busca com o teste PCR-RT. O teste rápido, o teste sorológico, ele serve para a gente identificar a evolução da epidemia, ver quantas pessoas já tiveram contato com o vírus, aonde, quais são as regiões que isso aconteceu com maior intensidade, aonde há a necessidade da área da saúde fazer alguma intervenção de forma mais intensa. Ok?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Vamos agora, na complementação, não, temos ainda a Patrícia Ellen, que vai responder sobre a Brasilândia. Eu queria apenas agradecendo ao Gabbardo. Quer complementar alguma coisa, Gabbardo?

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: A segunda parte da pergunta dele, que eu esqueci, a questão do que ele chama de imunidade rebanho, né? Essa imunidade rebanho, em lugar nenhum ela chegou tão alto assim, 40%, 45% para poder começar a ter redução dos casos. No início se imaginava que isso chegaria a 70%, 80%, não aconteceu isso em lugar nenhum, é muito menos do que isso. Eu sempre dou exemplo, Nova York, com tudo que aconteceu na cidade de Nova York, tem 21%de pessoas com anticorpos. Na região do Pará, algumas cidades que tiveram a doença de uma forma muito intensa, tiveram no máximo 20%, 25% de pessoas com imunidade. E a partir daí já começa a regredir. Então não há necessidade, nem a expectativa de que nós cheguemos a 40%, 45% para poder ter evolução, nós esperamos que haja uma curva descendente com um percentual muito menor de pessoas já com imunidade. E nós entendemos, e essa é uma das hipóteses, que as pessoas, nem todas as pessoas expostas ao vírus vão adquirir a doença, muitas pessoas podem ter uma imunidade natural pelo contato anterior a outro tipo de vírus, a outros Coronavírus. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Agora sim, sobre Brasilândia, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Esclarecer também que além da Brasilândia em Santo André, eles iniciam essa próxima etapa dia 27 de julho, é um trabalho que é feito combinando, iniciando primeiro com os testes sorológicos, e com base neles a combinação com testes PCR também. E tão importante quanto mencionar aqui os dados, quais são os próximos passos, é reconhecer esse esforço que está sendo feito dos nossos colegas aqui do governo de São Paulo, não tem como não se emocionar vendo as imagens das pessoas nessas comunidades, indo fazer seus testes, inclusive de uma forma super organizada, com as filas distanciadas, de uma forma segura. Quem pode acompanhar a matéria que saiu no Jornal Nacional, é realmente emocionalmente a gente saber que o governo do estado de São Paulo está fazendo, dando esse passo de apoiar as pessoas mais vulneráveis nesse processo de acesso aos testes. E queria finalizar exatamente parabenizando aqui o Flávio Amary, na figura dele, todos que estão engajados nesse processo, que realmente é uma iniciativa muito inspiradora. Eu tive a oportunidade, Flávio, de conversar com o Dimas Covas quando ele voltou, e ele voltou muito emocionado de estar ali com vocês presenciando esse dia a dia. Eu sei que você faz isso todos os dias, mas nós agradecemos, porque as pessoas que mais precisam merecem esse cuidado, esse olhar, e que a gente consiga expandir isso rapidamente para cada vez mais comunidades. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia Ellen. Obrigado, Guilherme. Nós continuaremos a fazer a testagem em comunidades vulneráveis, não apenas na grande São Paulo, mas em todo o estado de São Paulo, Guilherme. E obrigado pela atenção especial que você deu, ao perguntar sobre este tema, porque é um tema importante dentro dos mecanismos de controle da expansão do Coronavírus, e principalmente nas comunidades mais fragilizadas. Quero ao encerramento dessa coletiva, agradecer mais uma vez a presença de todos, desejar um bom final de semana. Os que puderem fiquem em casa, os que tiverem que sair, por favor, usem máscara, obedeçam ao distanciamento social de 1,5 metros, com outra ou outras pessoas. Lavem as suas mãos, usem álcool em gel, e se protejam. Fiquem com Deus. Bom final de semana, e até segunda-feira.