Coletiva - Governo de SP mantém volta opcional às aulas do Ensino Médio para 7 de outubro 20201809

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Coletiva - Governo de SP mantém volta opcional às aulas do Ensino Médio para 7 de outubro 20201809

Local: Capital - Data: Setembro 18/09/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde. Muito obrigado a todos pela presença. Hoje, sexta-feira, 18 de outubro, participam da coletiva de hoje o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Rossieli Soares, secretário de Educação, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, Bruno Caetano, secretário municipal de Educação da capital de São Paulo, José Osmar Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, nosso Comitê de Saúde, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, também participa da coletiva de hoje . Temos dois temas: o tema da educação e o tema da saúde. Da educação: Plano de volta às aulas em 7 de outubro, do Governo do Estado de São Paulo, para escolas estaduais, municipais e particulares. O plano e a data mantidos, volta às aulas em 7 de outubro. Evidentemente, vamos respeitar a autonomia dos prefeitos para autorização da abertura nas suas cidades, mas volto a mencionar aqui, está mantida a reabertura para as aulas no dia 7 de outubro. Dentro de uma programação escalonada, a rede estadual de São Paulo, com mais de 5 mil escolas, manteve a volta às aulas do ensino médio e da educação de jovens e adultos a partir de 7 de outubro. No ensino fundamental, a volta está programada para o dia 3 de novembro. A decisão de começar pelo ensino médio e a educação de jovens e adultos é que estas etapas s&at ilde;o as mais afetadas pela evasão escolar, que prejudica principalmente os estudantes mais pobres. Como governador, quero reforçar aqui que a volta às aulas, tanto na rede estadual quanto nas redes municipais e particulares, está condicionada, conforme já mencionei, à autorização dos prefeitos de cada um dos 645 municípios do Estado de São Paulo. Eles têm autonomia para tomar esta decisão. As aulas de reforço escolar, para auxiliar os alunos da rede estadual com maior necessidade, como todos sabem, já foram iniciadas, no dia 8 de setembro, nos municípios onde os prefeitos já autorizaram. Foram mais de 125 municípios que emitiram esta autorização, e as aulas de reforço já iniciaram nestes municípios. Para as escolas se prepararem para a volta gradual e responsável às aulas, estamos disponibilizando mais de R$ 50 milhões, através do programa Dinheiro Direto na Escola. Com este novo aporte, chegamos a R$ 700 milhões em recursos disponibilizados diretamente para as escolas públicas no Estado de São Paulo. Este é um valor recorde, histórico, de repasse financeiro direto, com o valor 10 vezes superior ao que já foi realizado em anos anteriores. Preciso fazer uma menção especial à professora Renilda Peres, chefe de Gabinete da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, com o secretário Rossieli, por ter implantado este processo de democratização dos recursos, o que aumentou o valor disponível para as escolas, a este nível sem precedentes no Estado de São Paulo. O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, juntamente com o secretário de Educação da capital de São Paulo, Bruno Caetano, dar&a tilde;o mais detalhes dessa informação que acabo de antecipar aqui a vocês. Na saúde, vamos atualizar o Plano São Paulo, e mais uma vez com boas notícias. Queda nas internações e queda nas infecções. E todo o Estado de São Paulo segue na faixa amarela, mas sempre com cautela e cuidados, obediência ao distanciamento social, uso obrigatório de máscara, recomendação para o uso de álcool em gel e lavar as mãos constantemente, e lembrando que ainda estamos em quarentena. Pra falar do tema principal da nossa coletiva de hoje, que é a educação, passo a palavra ao Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo, e ex-ministro da Educação. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Fazer algumas atualizações, falar um pouquinho especificamente da rede estadual, mas antes gostaria de falar do plano geral, de como está sendo trabalhado e tratado. Pode passar. Lembrando que a nossa premissa principal continua sendo a mesma: proteger vidas e cuidar dos nossos estudantes e dos nossos profissionais de educação, pais, familiares, responsáveis. Essa ainda é nossa principal premissa. Pode passar. Obviamente, também o respeito à autonomia dos municípios, naquilo que cabe, especialmente do ponto de vista da Vigilância Sanitária, autonomia, a realidade distinta entre os municípios. Não dá pra comparar a cidade de São Paulo, com todos os seus desafios de transporte, enfim, entre outros, com uma cidade que tem outros desafios distintos. Portanto, o respeito a essa autonomia é fundamental. Pode passar. Lembrando então alguns pontos importantes. Nós iniciamos no dia 8 de setembro para as regiões que já estivessem com 28 dias no amarelo, consecutivas, a possibilidade de abertura para atividades extracurriculares, atividades presenciais, com absoluto controle ao protocolo. Lembrando que o limite diário de matrículas, de acordo com o decreto do próprio governador João Doria, nós também tivemos um regramento da Secretaria de Educação, onde, por exemplo, no caso da Secretaria de Educação, limitamos a 20%. E estamos trabalhando, inclusive, com números para dar a segurança e trabalhar cada vez mais com isso. Esta liberação permanece, obviamente, à medida que os municípios, com sua autonomia e o olhar local, vão autorizando. Pode passar. Logicamente que, quando a gente fala do retorno às aulas, a previsão é 7 de outubro, nós estamos mantendo a previsão do dia 7 de outubro, porque as condicionalidades até o momento estão cumpridas. Portanto, a autorização de nível de estado está mantida. O que não quer dizer que voltará em todos os municípios, em todas as regiões. Dependerá sempre da autorização e da realidade local, que é fundamental nesse momento. Mas as regras gerais postas no decreto estão mantidas, como um plano, para todas as redes, sejam elas privadas, sejam elas as municipais ou a própria rede estadual. Pode passar. E agora eu queria falar um pouquinho sobre a rede estadual, regras específicas da rede estadual, agora não me refiro aqui a redes municipais, redes privadas, mas sim à nossa rede, cumprindo todas as regras anteriores, obviamente, inclusive respeito à autonomia, a busca incondicional da proteção à vida. Algumas coisas são importantes para os próximos passos da rede estadual, já salientadas pelo governador João Doria. Primeiro, nós iniciamos dia 8 de setembro, aqueles lugares que já foram autorizados permanecem, de forma opcional, a possibilidade de atividades presenciais nas escolas. Então, desde que cumprida sempre a regra dos 28 dias na fase amarela, é opcional à escola, é opcional à família, opcional, na rede estadual inclusive, aos professores. No dia 7 de outubro, nós vamos começar agora, especialmente, a tratar cada escola, na volta do ensino médio, preferencialmente aos alunos do 3º ano do ensino médio, educação de jovens e adultos e centros de educação de jovens e adultos, da rede estadual, onde houver a autorização e d e forma opcional, neste primeiro momento, para a escola. Porque a escola vai ter de apresentar um plano para a Secretaria... Estou falando da escola estadual. Um plano para a Secretaria, onde nós vamos avaliar se realmente são cumpridas as condições adequadas para proteção à vida, para as regras. Se a escola não tiver as condições garantidas, ela não terá autorização da própria secretaria para o funcionamento. Então, isso é muito importante. Nós vamos começar de forma gradual, agora em outubro, desde que a escola queira e esteja realmente preparada. Se ela não estiver, nós vamos trabalhar, por isso o programa Dinheiro Direto na Escola vai trazer mais um reforço financeiro, inclusive, para que nossas escolas possam continuar o seu planejamento e a sua preparação. Ensino fundamental e todas as etapas, retorno pr evisto passa a ser dia 3 de novembro, lembrando que, até 3 de novembro, desde que autorizada pela autoridade municipal, nossos prefeitos e prefeitas, poderão ter atividades extracurriculares. Um bom exemplo e um grande avanço foi anunciado ontem, com o prefeito Bruno Covas, a cidade de São Paulo poderá ter atividades extracurriculares, na cidade de São Paulo, e isso servirá inclusive para o ensino médio, por exemplo, o ensino médio não retorna neste momento na capital, para as aulas, mas retornará às atividades, desde que a escola apresente também um plano, com segurança, e de quais atividades serão realizadas. Pode passar. Do dia 7 de outubro então, só para salientar, é opcional para as escolas, como já expliquei, retornarem, neste momento, ensino médio, priorizando o 3º ano, desde que as condições estejam bem cuidada s. Nós temos questões como transporte escolar, como que a gente prioriza isso, a merenda, uma série de outros fatores que precisam ser apresentados, escola por escola, na prioridade, obviamente, do 3º ano, porque são os alunos finalistas, mas a gente vai trabalhar com demais séries, se estiver no planejamento da escola. As escolas devem apresentar então um plano de retorno, opcional ainda, no mês de outubro, para as regiões autorizadas, somente para ensino médio de forma geral, EJA e CEEJA, caso optem. Os planos serão aprovados pelas diretorias de ensino e pela própria Secretaria de Educação. Portanto, esse será o primeiro passo das atividades, aqui nós estamos falando da aula efetivamente, nas regiões, nas cidades autorizadas. Pode passar. Nós estamos falando de uma priorização, inclusive tivemos reunião com a Apeoesp, durante essa semana, e agradeço muito ao secretário Vinholi, que tem acompanhado esse tema também, importante, não só aqui nesta reunião com a Apeoesp, mas também na relação com os municípios, que nós estamos discutindo a realidade local com cada um dos municípios, onde esta priorização foi levantada nessa reunião, para, em começando de forma opcional e com a garantia de que a escola esteja preparada, se comece pelo ensino médio, especialmente priorizando o 3º ano do ensino médio. Obviamente, também o CEEJA e a EJA foi uma discussão. As demais etapas, nesse primeiro momento, não retornam às aulas, mas sim a atividades extracurriculares, caso seja o desejo da escola, da família e das crianças, e autorizado pela própria autoridade. Obviamente, essa reunião, vale destacar, foi agora, no dia 14 de setembro, teremos outras agendas nos próximos dias, para entrarmos em mais minúcias, não só com a Apeoesp, mas também com outras instituições que vão, estão sendo ouvidas. Pode passar. A escola só retorna depois de receber equipamentos, né? E à medida que a escola vai apresentando os seus planos para atividade extracurricular, ou agora para também a aula, somente retornará se tiverem todos os equipamentos, se tiverem todas as condições. A própria Secretaria não autorizará retorno de escola que não tenha condições de seguir o protocolo, certo? Se alguma escola tiver um problema de infraestrutura, um problema de falta de algum material, ela não poderá retornar, certo? Isso é muito importante, a prioridade, de novo, é a vida dos nossos estudantes e dos nossos profissionais. Então, todos os equipamentos de proteção estão sendo enviados às escolas, de acordo com o plano de retorno, para as escolas que já estão em regiões autorizadas e que apresentaram planos, é enviado o material, à medida que elas vão apresentando o plano, vamos complementando o material de acordo com isso, fazendo a priorização com o desejo da própria comunidade. O PDDE paulista, o Programa Dinheiro Direto na Escola, e aqui acrescentado aqui, e agradeço, governador, o reconhecimento ao trabalho da professora Renilda, que tem uma grande experiência do Ministério da Educação, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, FNDE, uma profissional de décadas, liderando esses processos no Brasil, e hoje compondo a equipe de São Paulo, nós conseguimos ter um mecanismo muito mais ágil, muito mais eficiente de uso de recursos, aliás, aprova do por unanimidade na Assembleia Legislativa, e tem surtido grandes efeitos, porque já repassamos R$ 650 milhões. Agora temos R$ 50 milhões que são pra compra exclusiva de algum material que a escola considere fundamental, ainda complementar, para sua segurança no retorno das atividades presenciais. Então, serão mais R$ 50 milhões de acordo com os seus próprios planos, que serão avaliados, obviamente, pela Secretaria e pelas diretorias de ensino. Pode passar. Isso tudo foi no ano de 2020, né? Eu queria, rapidamente concluindo, governador, mostrar um pouco de como tem sido e de como nós precisamos avançar no retorno das atividades opcionais na rede estadual. Pode passar. Aqui são algumas atividades que a rede estadual tem trabalhado no interior do estado, obviamente nas regiões e da forma opcional. Pode passar, já foi apresentado. Aqui são fotos reais de algu mas escolas espalhadas pelo estado, por exemplo, à esquerda ali uma escola de São Carlos, onde o clube que trabalha com robótica de uma escola resolveu ter algumas atividades presenciais, sempre observando o distanciamento, sempre observando os cuidados. Atividades, por exemplo, em uso de laboratórios focada em alunos que não tem equipamentos, muitas vezes, é simplesmente abrir, marcar o agendamento do horário para que o estudante possa usar o entretanto, para ter acesso às aulas. Não tem, por exemplo, necessariamente nenhuma outra angústia. Ou até atividades físicas. Lembrando que a gente está passando por um processo de pandemia, que tem dificuldades, desafios na questão da saúde mental, no próprio espaço físico para muitos estudantes, e esse relacionamento é importante, desde que guardado o distanciamento. Pode passar. Opcional, sempre. Eu t ive aqui a oportunidade de falar do exemplo da professora Marcela, que é uma professora que vai toda segunda-feira na casa de estudantes lá em São Carlos, por exemplo, aqui é o caso dela atendendo um estudante, o aluno Murilo indo na casa dele, tendo certeza que ele vai estar acompanhando ali da melhor maneira possível as atividades. E ao invés de deixarmos nessa relação, fazer dessa forma, nós dissemos com a atividade presencial, segura dentro da escola, com as condições dos cuidados sanitários, e aqui após a reabertura de 8 de setembro, é o mesmo estudante, o Murilo, sendo já atendido dentro da escola pela mesma professora e com mais condições, não só de segurança, mas também de materiais pedagógicos mais adequados. Pode passar. Aqui são alguns dos exemplos de já escolas que usaram o dinheiro do programa dir eto na escola para a preparação, desde criação de novos espaços de higienização, de limpeza de primeiras, a reforma dos banheiros é uma coisa que nós temos batido muito, tem que ter os ambientes absolutamente preparados, e se não tiver preparado não tem retorno. Então todos os cuidados, as marcações, o ambiente tem que estar preparado para que a gente possa efetivamente autorizar as atividades presenciais. Pode passar. Agradeço, governador, concluindo que estamos indo com segurança, buscando proteger vidas, mas sem abrir mão da premissa de que atividades presenciais são fundamentais na educação, mas que a gente avance com todos os cuidados para que a gente não coloque em risco nem os nossos profissionais, e nem os nossos estudantes. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares. Agora no mesmo tema, Bruno Caetano, que comanda a maior rede metropolitana urbana de escolas públicas em todo o Brasil. Com a palavra, Bruno Caetano.

BRUNO CAETANO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Obrigado, ao prefeito Bruno Covas. Trazer aqui seis pontos muito rápidos e bastante objetivos sobre as ações da Prefeitura de São Paulo, no retorno seguro às aulas na cidade de São Paulo. Primeiro ponto que eu queria destacar, é justamente o planejamento para o retorno seguro, a Prefeitura de São Paulo se preparou para esse retorno, os protocolos de saúde e de higienização das nossas escolas já foram finalizados, eles foram concluídos em parceria inclusive com os nossos educadores, houve uma ampla participação da rede pública municipal na construção desses protocolos, e contamos com o suporte da Secretaria Municipal de Saúde, e também da Unifesp, a quem agradeço o apoio técnico na elaboração desse material. A Secretaria Municipal de Educação já fez as aquisições necessárias para garantir o retorno. Então foram adquiridas mais de 2 milhões de máscaras, 200 mil festilde, os contratos de limpeza das escolas foram revistos, para que os novos protocolos de saúde possam ser executados com tranquilidade. A Secretaria Municipal de Educação nesse ano, de forma inédita, reformou 565 escolas, com reformas de grande porte, foram investidos mais de R$ 200 milhões nessas reformas, justamente para que a parte hidroelétrica, elétrica, telhado e ventilação das nossas escolas pudesse ser resolvidas, mas não só, por orientação também do prefeito Bruno Covas, recursos direto na escola, na mão do diretor, para que as intervenções adicionais, pontuais possam ser feitas respeitando a autonomia da escola. Foram r epassados nesse ano de 2020 mais de R$ 85 milhões às nossas escolas, inclusive com duas parcelas extraordinárias. Então as escolas também receberam recursos na cidade de São Paulo, para que haja esse retorno seguro. Então equipamentos adicionais, intervenções adicionais, os nossos diretores e toda a equipe de gestão tem a autonomia e recursos para implementá-las. Último ponto ainda na questão do planejamento, foram contratados 3 mil novos professores nos últimos 45 dias, para que esses professores possam substituir o número de educadores que temos com mais de 60 anos, ou que possua algum tipo de comorbidade, para garantirmos que quando a saúde autorizar o retorno às aulas, que a gente tenha o número de educadores adequado para que não falte nenhum professor em nenhuma sala de aula. Segundo ponto que eu queria destacar aqui, o prefeito Bruno Cov as publicou hoje um decreto que reestabelece a possibilidade de termos aqui atividades extracurriculares nas nossas escolas na cidade de São Paulo, e também no ensino universitário. Então vamos ponto a ponto. Primeira boa notícia para a educação publicada no Diário Oficial de hoje pelo prefeito Bruno Covas, traz a possibilidade do retorno nas aulas presenciais de forma controlada, seguindo os protocolos de saúde das universidades na cidade de São Paulo, a partir do dia 7 de outubro. A segunda boa notícia para a educação, ainda não é volta às aulas nas escolas de ensino básico na cidade de São Paulo, mas uma boa notícia para possibilidade de fazermos a partir do dia 7 de outubro atividades extracurriculares na cidade de São Paulo. E aqui eu queria destacar algumas ações da rede pública municipal. Antes da pandemia n&o acute;s já tínhamos mais de 160 escolas públicas municipais que desenvolviam atividades extracurriculares, essas atividades passam a ser permitidas a partir do dia 7 de outubro, temos quase 160 mil crianças já beneficiadas nessas atividades extracurriculares, antes da pandemia, essas escolas terão prioridade na educação pública municipal, para o retorno dessas atividades. Uma outra questão importante, as demais escolas que antes da pandemia não desenvolviam atividades extracurriculares, contarão com o apoio da Secretaria Municipal de Educação para implementá-las, seja no apoio logístico, a indicação de novos professores, a indicação e o apoio com novos materiais. A Prefeitura de São Paulo deve regulamentar por meio de uma portaria da Secretaria Municipal de Educação na próxima semana, a implementaç&atil de;o dessas atividades extracurriculares com segurança, com o distanciamento, e mais ainda, não obrigatórios. Vamos ouvir cada conselho de escola, cada diretor de escola, e também as famílias, para que essa atividade seja voluntária, optativa e segura. Terceiro ponto aqui a destacar, a determinação do prefeito Bruno Covas, prioridade para cuidar da saúde mental e do apoio socioemocional às nossas crianças. O prefeito Bruno Covas anunciou ontem a implementação de 14 mil novas vagas nos CCAs - Centros de Convivência da Criança e do Adolescente na cidade de São Paulo, para que possamos fazer um atendimento especializado à saúde mental e o acolhimento das nossas crianças. Anunciamos também a constituição de 72 novas equipes multidisciplinares compostas por servidores da educação e da saúde, que farão visitas aos domicílios das crianças em situação de vulnerabilidade nos dez distritos mais pobres da cidade de São Paulo. Em outubro de 2020, no próximo mês, serão pelo menos, 5 mil visitas na residência dessas crianças mais vulneráveis, especialmente àquelas que se encontram ainda na primeiríssima infância. As visitas começam já na primeira semana de outubro. Por fim, prefeito Bruno Covas, governador, queria destacar uma última ação anunciada pelo Prefeitura de São Paulo, que é a conversão do nosso ensino fundamental e médio para tempo integral para todas as crianças, com vistas à recuperação das aprendizagens. Faremos isso de duas formas, como anunciado, a primeira forma é a ampliação do ensino em tempo integral presencial, quando houver, evidentemente, o aval da sa&uacu te;de para o retorno presencial das aulas, mas naquelas escolas onde não houver a possibilidade da ampliação do ensino de tempo integral presencial, no momento oportuno, volto a dizer, nós faremos esse ensino integral à distância, porque estamos neste momento adquirindo 465 mil tablets que serão distribuídos a todos os alunos do ensino fundamental e médio da cidade de São Paulo. A estação deve ser aberta no dia 28 de setembro, e os primeiros 50 mil equipamentos devem chegar, claro que se não houver nenhum tipo de intercorrência da licitação, 30 dias após assinatura do contrato, ou seja, final de outubro, começo de novembro. E a expectativa da prefeitura é que os equipamentos todos sejam distribuídos até dezembro desse ano, e teremos, portanto, condição de oferecer apoio, reforço, recuperação a todo s os nossos alunos do ensino fundamental e médio em tempo integral, ainda esse ano, e por todo o ano que vem. A orientação do prefeito é que a gente faça além do trabalho de acolhimento em um primeiro momento à essas crianças, com as medidas que eu já anunciei, que serão reforçadas nas escolas quando houver a licença da saúde, para que possamos também fazer uma avaliação diagnóstica em todas as crianças, para que possamos saber exatamente o que cada criança aprendeu, aquilo que ela deixou de aprender, e implementarmos um programa de recuperação e reforço das aprendizagens absolutamente personalizado, de acordo com a necessidade de cada uma das nossas mais de 0,5 milhão de crianças que estudam no ensino fundamental e médio. Prefeito, governador, essas eram as minhas palavras iniciais, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Agora vamos à saúde, as informações atualizadas de hoje, com Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, prefeito, e a todos aqui presentes. Estamos na trigésima oitava semana epidemiológica do plano São Paulo. O estado continua em 100% das regiões do faseamento amarelo. Nessa semana não tivemos nenhum retrocesso de fase em qualquer região do nosso estado. Tivemos queda do número de internações em relação à semana epidemiológica anterior, e estamos com uma melhora histórica no plano São Paulo na taxa de ocupação em leitos de Unidades de Terapia Intensiva. Esse, vale ressaltar, é o melhor índice que nós tivemos desde o início da pandemia. Só para você ter uma ideia, no estado de São Paulo estamos com 49,1% de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva, e na grande São Paulo, 48,5%. Vale ressaltar que as medidas de proteção individual continuam, continuam e continuarão, especialmente nas escolas, os respeitos às medidas sanitárias e o fornecimento de máscaras e álcool em gel trarão um ambiente seguro para todos que lá frequentarem. Mas temos que continuar com essas medidas de proteção também no nosso dia a dia. Vamos para os dados de hoje, por gentileza, primeiro dia positivo, São Paulo contabiliza hoje 924.532 casos, com óbitos de 33.678 casos. E já são 770.664 recuperados, com mais de 100 mil altas hospitalares. Próximo, por favor. As taxas de projeção de casos no estado de São Paulo agora, para a segunda quinzena, já estão em um nível inferior, no limite inferior, dentro das estatísticas e das perspectivas, assim como o número de óbitos também muito próximo à linha de base, portanto, a linha inferior daquilo que se projetou para o mesmo período epidemiológico. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Uma breve complementação da Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Reforçar e agradecer o esforço de todos e de todas, porque nós temos aqui a menor taxa de ocupação desde o início do plano São Paulo, como o secretário Jean disse, com 49,1%. Também mantivemos o cenário de queda das internações, com uma queda média no estado de 3%, e nenhuma região indo para a fase vermelha, que hoje nós só teríamos participação se fosse uma com alguma região com necessidade de ir pra fase vermelha, não temos isso, e também gostaria de agradecer quatro regiões que tiveram uma conquista muito grande, com uma redução acima de 20% em suas taxas de internação, entre 20% e 30%, que foram as regiões da Baixada Santista, Piracicaba, Registro e Taubaté. Então, com conquistas muito importantes, mas queria lembrar também que nós vamos nos manter aqui firmes na gestão diária do Plano São Paulo, e tomar as medidas cabíveis se for necessário endurecer todas as ações aqui de controle da pandemia. Pra finalizar, lembrar que esse controle nos está permitindo ter uma retomada econômica bastante efetiva, tivemos também nas últimas semanas os nossos melhores números de recuperação do faturamento das empresas do Estado de São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E agora a última intervenção antes das perguntas, é exatamente do prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, queria apresentar aqui alguns gráficos relacionados à evolução da pandemia na cidade de São Paulo, próximo, começando com um gráfico que mostra a evolução dos casos novos, lembrando que aqui na cidade nós trabalhamos com dados relacionados à data da ocorrência, que no entendimento da prefeitura refletem melhor a evolução da pandemia, do que a data da notificação. Aqui, em relação aos novos casos, desde o dia 22 de junho a gente tem ficado abaixo de um, o que significa uma redução da quantidade de novos casos, sempre que o número é igual a um, isso significa uma constância dos últimos sete dias em relação aos sete dias anteriores, portanto, quando ele é abaixo de um, já dentro da fase quatro, da fase verde , isso significa uma redução da quantidade de novos casos. Pelo gráfico a gente verifica que desde o dia 22 de junho a gente tem uma redução da quantidade de novos casos, quando comparado com a semana anterior, exceto alguns poucos dias no final de julho e no final de agosto. Próximo. Aqui a curva das novas internações, mostrando uma tendência de queda desde o final de maio, a curva amarela mostra exatamente a tendência, comparando os últimos sete dias com os setes dias anteriores, então sempre que ela tá abaixo de um, dentro dessa área verde, isso significa uma redução da quantidade de novas internações. A curva roxa representa os números absolutos, e verificamos também essa tendência da redução da quantidade de novas internações, exceto esse pequeno momento em que ficamos acima de um, lembrando que quant o menor a quantidade, quanto menor o valor absoluto, qualquer pequena variação parece uma grande quantidade de novos casos, mas, na verdade, o próprio Plano São Paulo já foi corrigido pra que pequenas alterações com números menores não signifique um retrocesso na avaliação da região. Então, a gente tem aqui, desde o final de maio, já uma redução na quantidade de novas internações na cidade de São Paulo. E, finalmente, um gráfico dos novos óbitos na cidade, mostrando que desde o final de maio a gente tem tendência de queda, com a curva amarela, que significa a quantidade de casos nos últimos sete dias, relacionados aos sete dias anteriores, com esse gráfico abaixo de um, o que significa uma redução na quantidade de valores absolutos, representados pela curva roxa, nesse final de agosto nós c omeçamos a ter os mesmos números que nós tínhamos no início de abril, então, a gente vem reduzindo e já, desde o final de agosto, entrando tanto quando a gente pega o índice da quantidade de casos por 100 mil habitantes, quanto a gente verifica a quantidade de casos nos últimos sete dias em relação aos sete dias anteriores, que é a curva amarela, já na fase verde no final de agosto. Finalmente, e quantidade de taxa de ocupação de UTI, nós estamos, hoje, na cidade com 50% de ocupação de leitos de UTI, também abaixo dos 75% que é o recomendado pelo Plano São Paulo pra avaliar uma região pra fase verde. Então, a tendência é que a gente tenha, e a expectativa da cidade de São Paulo, é que no início de outubro, quando o governo volta a reclassificar as regiões, a cidade possa avan& ccedil;ar para a fase verde. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Agora vamos às perguntas presenciais e também as perguntas online, pela ordem, as presenciais, teremos TV Globo, Globo News, na sequência Tv Record, logo após, online, o correspondente da agência [ininteligível], o Antônio [ininteligível], na sequência TV Cultura, CNN, IG, o Portal UOL e o SBT. Então, começamos com a TV Globo, Globo News, com você, Adriana Perrone, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ADRIANA PERRONE, REPÓRTER: Olá, governador, boa tarde, boa tarde a todos. Bom, nós tivemos três municípios aqui do estado com piora nos indicadores, né, Araraquara, Barretos, eu gostaria que o senhor dissesse, explicasse pra gente... E Franca também, perdão, de acordo com o Plano São Paulo são regiões que deveriam voltar pra fase laranja, se tiveram piora em índices de internações e óbitos, né, eu gostaria de saber, na opinião... Gostaria de saber do senhor se elas vão regredir ou se o governo vai manter todas as regiões na fase amarela, segundo a mudança anunciada na semana passada, e também, pra gente entender, se alguma região, qualquer dia da semana, apresentar números que indiquem necessidade de que esse local regrida pra fase vermelha, se isso vai acontecer no mesmo dia, se o comitê vai fazer uma reuni&a tilde;o de emergência pra avaliar cada situação, ou se a análise vai ser feita mesmo apenas nas sextas-feiras. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adriana, a pergunta será respondida pelo José Medina, que é nosso coordenador do centro de contingência do Covid-19, mas antecipo a você que nós já havíamos anunciado no início desta semana, que a reavaliação do Plano São Paulo passaria a ser mensal e não mais quinzenal, o que não nos desobriga de manter a atenção e, em casos muito específicos, de emergência, fazer análises e mudanças quão rápido isto for necessário, não é o caso ainda nas menções feitas por você, mas a resposta plena, você tem do nosso coordenador do centro de contingência do Covid-19, lembrando que nenhuma ação do Governo de São Paulo é feita, é proposta sem ter a prévia e expressa autoriz ação deste comitê, que é coordenado pelo José Medina. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Adriana. A reclassificação deixou de ser a cada duas semanas e passou a ser a cada quatro semanas, então, a próxima reclassificação é no começo de outubro, e a qualquer momento, em geral, essa reclassificação, caso haja necessidade de retrocesso pra fase vermelha, ela é analisada durante uma semana e a decisão é tomada na sexta-feira. Nessa sexta-feira, hoje, não tem nenhuma região que foi reclassificada pra fase vermelha. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Medina. Adriana, muito obrigado pela sua pergunta e presença aqui, nessa coletiva. Vamos agora a TV Record, com a jornalista Cleisla Garcia. Cleisla, muito obrigado por estar aqui novamente conosco, boa tarde, vamos ajustar o seu microfone, sua pergunta, por favor.

CLEISLA GARCIA, REPÓRTER: Obrigada, governador, boa tarde a todos os amigos. Governador, todo fronte da prefeitura e do estado estão voltados pra questão da contingência da pandemia, e isso refletiu nos números, né, da contenção, mas agora já é esperado [ininteligível] a quarta onda, que já chegou. Os dados mais recentes da UERJ, mostram que os números de ansiedade e depressão dobraram da primeira pra segunda fase da quarentena, isso no Brasil inteiro. Aproveitando que a gente tá no setembro amarelo, é bom a gente lembrar que a gente tem um edifício Joelma que a gente perde por suicídio a cada seis dias, uma boate Kiss a cada sete e um Boeing a cada oito dias. Essa mesma atenção será dada à saúde mental? Em CAPS, leitos psiquiátricos, que nós já estamos precisando?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cleisla, importante a sua pergunta, ela será respondida pelo Dr. Jean Gorinchteyn, já tomamos as medidas preventivas, e o nosso secretário de saúde vai expor a você de maneira detalhada, apenas quero deixar claro, pra que não haja dúvida, sobretudo aos que estão nos assistindo aqui, ao vivo, pela TV Cultura, ou os que estão nos acompanhando, nós não estamos numa terceira ou numa quarta onda, embora o tema da ansiedade, o tema psicológico e psiquiátrico exijam uma enorme atenção, é uma das razões, inclusive, a preocupação com a psicologia humana e a psicologia infantil e juvenil, que determinou, de forma precisa, a exposição feita a pouco pelo secretário Rossieli Soares, da importância e da necessidade do retorno às aulas, não &ea cute; a única questão que determinou e orientou a essa decisão, a manutenção da decisão do Governo do Estado, da volta às aulas do dia sete de outubro, mas é uma delas. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cleisla, nós temos que ter uma retomada total da saúde, de uma forma sempre gradual e progressiva, e a nossa preocupação com relação aos impactos psicológicos que isso vem trazendo, ela está expressa em todas as faixas etárias, e essa é uma das grandes preocupações que a gente entendia que, de forma segura, seguindo o Plano São Paulo, com todas as orientações, essas crianças deveriam se integrar e mais, nos podermos aí também identificar quem eram aquelas crianças que já vinham trazendo, não só pelas privações de estar longe dos seus amiguinhos, mas pelas violências domésticas que acabavam acontecendo, com a iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde, em conjunto com a própria Secretaria de Educa&cc edil;ão, então, estamos criando a tele psicologia com oferta de psicólogos, tanto para as crianças, quanto para os funcionários, sejam os professores, os educadores, no sentido de identificarmos e auxiliarmos no sentido dessa recuperação. Da mesma forma, nós estamos reativando agora todos os AME's, os serviços ambulatório médico de especialidades, nos quais a própria assistência psicológica acaba acontecendo e nós vamos trazer maiores detalhes para vocês nas próximas semanas, quais são as estratégias que vão ser tomadas nesse cenário. Mas tudo isso, todas as especialidades, incluindo a própria questão relacionada à psicologia e à psiquiatria, são temas de fundamental importância para a pasta da Secretaria de Estado da Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean, obrigado. Cleisla, eu considero tão importante a sua pergunta, independentemente das medidas já adotadas pelo Governo do Estado, mas ela é muito, muito significativa pela preocupação que temos e que você expressou na sua pergunta, eu vou pedir também ao secretário Rossieli Soares que complemente, informando quantos psicólogos para a rede pública de ensino já foram contratados. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, obrigado, governador, realmente, é um ponto muito importante, tudo que a gente tá falando de desenvolvimento socioemocional, até pra impactar no próprio desenvolvimento cognitivo das nossas crianças, adolescentes, e dos cuidados com os profissionais é uma das maiores preocupações, né, nós, realmente, temos uma preocupação muito grande com 75% dos jovens com mais angústia, mais tristes, no caminho da depressão, isso é, sim, um grande desafio, não é da rede estadual, não é só da rede municipal, é das redes privadas, a gente, aliás, faz o alerta pra que as famílias fiquem atentas a estes sinais, e esse é um desafio, inclusive, pessoal, hoje, também, na minha vida, portanto, é, sim, um grande desafio, a volta à atividade presencial auxilia muito, porque muitos jovens estão sem espaços pra fazer atividades físicas. Então, quando uma escola, por exemplo, consegue voltar pra algum tipo de atividade com segurança, a gente tá dando até a oportunidade pra aquele jovem voltar a socializar, inclusive pra que a gente possa identificar eventualmente, mas, sobretudo, nós lançamos há pouco tempo, estamos no processo de contratação de mil psicólogos, que vão ter carga de atividade horária para atendimento aos estudantes, às equipes escolares, inclusive na forma de orientação, a forma de nos auxiliar a combater bullying, a como fazer orientação psicológica, então, cada escola vai ter uma carga horária disponível deste profissional e a escola, a partir de seu plano própria de convivência, de melhoria, n ós temos o programa Conviva, que já era uma preocupação anterior, vai ter, então, pela primeira vez aqui no Estado de São Paulo, um profissional auxiliando, é um primeiro passo, não é o último, mas é muito, muito, muito mais importante a partir do que a gente tá vivendo, seja pros nossos estudantes, seja, inclusive, pros nossos profissionais. Lembrando que tem outros números importantes, onde atividades dos nossos mais vulneráveis acabam sendo necessário a visão da escola. A escola é educação, obviamente, mas ela acaba compondo tudo aquilo que o setor de proteção aos mais vulneráveis compõem, muitas vezes a identificação de possíveis casos, é a escola que auxilia. Está fazendo, seja por via digital, mas nada como ter a atividade presencial para auxiliar os nossos jovens, eu acho que deve ser uma das prioridades da nossa sociedade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Rossieli. E [ininteligível], na importância do tema, ele é tão significativo para o governo do estado de São Paulo, mas é também para a prefeitura de São Paulo e nós pedimos ao Bruno Covas para também expor aquilo que a prefeitura vem realizando, levando em consideração também essa preocupação no plano da capital de São Paulo.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Esse não é um tema novo na prefeitura de São Paulo, ao longo dos últimos quatro anos a gente inaugurou vários novos Caps, chegando a Caps na cidade de São Paulo. É a maior rede de Caps do país, inclusive reclassificando alguns que eram um nível 1 e 2 para o nível 3 para poder atender melhor no setor da saúde mental. Na própria Secretaria de Educação a gente já tinha também triplicado as equipes de saúde mental, inclusive com a utilização de tecnologia de robôs que pesquisam nas redes sociais tendências dos nossos estudantes e que logo atuam, agem para poder impedir qualquer evento depois que seja triste. Então, a gente já tem uma atuação nesse setor, seja na área de educação, seja na área da saúde, e assinamos, recen temente, um protocolo com a Faculdade de Medicina da USP para preparar a rede municipal de saúde por desafios pós pandemia. Dos dois maiores desafios, um deles é a questão respiratória e a outra questão é exatamente a saúde mental. Nos próximos 90 dias já deve ficar pronto um primeiro relatório de como nós vamos adaptar a rede para poder enfrentar esses novos desafios que a pandemia trouxe para a cidade de São Paulo, para que a rede municipal esteja preparada para essa nova realidade, para esse incremento que deve ser enfrentado com o problema de saúde mental na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DEO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno. [Ininteligível], muito obrigado pela sua pergunta. Agora vamos para uma pergunta online do correspondente da agência alemã Deutsche Welle, Antônio Adami. Adami, muito obrigado pela sua participação, você já está em tela, sua pergunta, por favor.

ANTÔNIO ADAMI, JORNALISTA DA AGÊNCIA DEUTSCHE WELLE: Boa tarde governador. Saúde e educação são motores de civilidade e de desenvolvimento em um país. O que é que São Paulo tem a oferecer para o Brasil em termos de país, já que o país patina nesse sentido da saúde e da educação, e há um verdadeiro descaso do governo federal com essas áreas? O que é que São Paulo pode oferecer para o país, governador? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adami, você é o correspondente de uma das maiores agências noticiosas do mundo, a agência alemã Deutsche Welle. Eu respondo de imediato. O que faz São Paulo? Exatamente o oposto do que faz o governo federal. Aqui nós respeitamos a saúde, entendemos a importância da ciência e da preservação da vida, essa é a prioridade. Dois, no plano da educação, valorizamos a educação, o diálogo, o entendimento e a importância da educação para crianças e jovens, assim como a educação técnica no ensino superior. E terceiro, na cultura, da mesma maneira, exatamente o oposto daquilo que, infelizmente, o governo federal não faz, valorizamos, priorizamos a cultura, mantemos uma relação de diálogo, de entendimento com as for&cc edil;as culturais no estado de São Paulo em todos os setores, não temos nenhum viés nem partidário, nem ideológico, nem político de qualquer ordem. Respeitamos todas as manifestações culturais no estado de São Paulo. Mesmo no período da pandemia, no caso específico da cultura, incentivamos e motivamos a atividade cultural com o Sérgio Sá Leitão, nosso secretário de Cultura que já foi Ministro da Cultura no governo Temer, e utilizamos os canais digitais para continuar motivando e, principalmente, garantindo uma renda mínima para artistas e aqueles que representam a expressão cultural no estado de São Paulo. E desejamos, Adami, para finalizar, é sempre tempo, daqueles que cometem erros, de reconhecer os seus equívocos, voltarem atrás e acertarem. Entendo que ainda há tempo para que o governo federal melhore o seu posic ionamento, sobretudo na educação e na cultura. Na saúde, eu tenho dito aqui e quero repetir a você, temos tido gratas surpresas com o atual Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello que tem sido correto com São Paulo, e a que sei, com os estados cujos governadores têm falado com muita frequência. Nós precisamos, no Brasil, Adami, de união e entendimento, tudo que diante de uma pandemia gravíssima como essa, que já levou a vida de milhares de brasileiros, o que nós não precisamos é disputas, é processos eleitorais, ideológicos, extremismos. O país precisa estar unido para vencer a pandemia, proteger os brasileiros e garantir um futuro melhor para todos. Adami, muito obrigado pela sua participação, nós vamos agora tirá-lo de tela, mas espero que você possa continuar acompanhando a coletiva. E vamos para a TV Cultura com a jornal ista Maria Manso. Maria, hoje você foi esperta, rápida, já está em frente ao microfone, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde. E porque eu tenho em várias sessões, eu não queria perder tempo. A primeiro, é só para esclarecer, secretário Rossieli, a gente deu um passo atrás e dia 7 de outubro, então, a prioridade é só a 3ª série do Ensino Médio. Isso vale também para todas as redes municipais do estado e também para as redes particulares ou não, quem quiser pode voltar Ensino Fundamental a partir do dia 7 de outubro? A rede municipal, percebendo a necessidade do ensino online ainda nesse esquema de rodízio, está comprando os tablets para os alunos que precisarem, eu queria saber se a rede estadual também pensa em fazer isso, se há verba para comprar esse acesso remoto para os alunos, se isso é possível, já que a gente sabe que até agora boa parte da rede sequer teve ainda um acesso para as aulas? E o as aulas são opcionais, muitos pais acabaram de me mandar uma dúvida de que as escolas estão mandando para eles, tanto nas redes estaduais quanto municipais, uma carta onde os pais têm que se responsabilizar pela volta dos filhos, isso é correto, não é correto? O que os pais fazem se as escolas mandarem essas cartas, por favor?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO SÃO PAULO: Obrigado Maria. Vamos então com o Rossieli, na sequência com o Bruno Caetano.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado governador. Primeiro, Maria, a frase não é adequada, nós não estamos dando um passo atrás, pelo contrário, estamos dando um passo à frente, né? Separei a apresentação justamente em duas etapas, o plano apresentado pelo governo do estado não está alterado. Pelo governo, por estarmos a 28 dias no amarelo, todas aquelas situações, está autorizado, a partir do dia 7 de outubro tanto da Educação Infantil até o Ensino Superior, tudo que foi apresentado pelo governo do estado, desde que se respeite, logicamente, a autoridade municipal que tem que falar sobre as condições locais. Portanto, se um município desejar voltar no dia 7 de outubro com atividades de aulas para os seus estudantes, é possível. Se o município aut orizar no âmbito do se território a volta às aulas, a privada poderá fazer a atividade às aulas. A segunda parte da apresentação é exclusivamente da estratégia da organização da rede estadual de educação, que não é uma autorização, em primeiro lugar, somente para o 3º ano do Ensino Médio, é para o Ensino Médio, educação de jovens e adultos em todas as etapas e os Cejas para o atendimento, especialmente porque esses públicos estão circulando muito mais, muitas pessoas estão precisando do seu certificado inclusive para procurar emprego, especialmente educação de jovens e adultos e do Ceja e é importante que a gente olhe para isso. Logicamente que a escola ainda terá que apresentar, a escola estadual, terá que apresentar um plano que será autorizado pelas nossa s diretorias de ensino e pela Secretaria de Educação, porque se ela não tiver condições, não haverá atividade. Isso é muito importante deixar claro. Então, durante o mês de outubro nós avançamos sim, atividades extracurriculares em todas as etapas é possível, também aula presencial para a privada, municipal e para a própria estadual. Na rede estadual tomamos essa opção nesse momento para iniciarmos esse processo que é fundamental. Em relação ao uso e o acesso às aulas, primeiro, nós temos uma multiplataforma, nós temos acesso aos materiais enviados, impressos, nós temos acesso via rede social, via aplicativo, via televisão, se por exemplo, é um dos canais principais, inclusive a próprio TV Cultura é nossa parceira nesse sentido e nós temos 91% de alunos, hoje, com parti cipação e notas nos bimestres que já passamos. Portanto, a participação tem sido sim, muito elevada, muito ativa. É importante que seja [ininteligível]. Num modelo multiplataforma especialmente liderado como grande esforço das escolas, dos professores, porque não dá para fazer só de um modelo. Nós vamos ter algumas novidades aí, eu convido a estar numa coletiva aí com data a ser marcada junto com o nosso governador, nós também teremos alguns anúncios em relação a tecnologia, em breve traremos essas novidades, estamos terminando o nosso planejamento e seria precipitado anunciar qualquer coisa nesse momento. Então, e sobre a carta dos responsáveis, qualquer comunicação sobre o tema deve partir da Secretaria da Educação. Nós estamos desautorizando toda, aqui falando para a minha rede, desautorizando toda e qualquer comunicação que parta da escola que não seja a comunicação no modelo oficial e observando as regras que a próprio secretaria estabeleceu em resolução, portanto, se houver qualquer tipo de comunicação e seja questionado de uma forma errada ou inadequada, não é autorizado e não deve nem ser respondido. Então, aquilo que é o questionamento e os trabalhos sobre a pesquisa, a conversa com as famílias, deve seguir um roteiro estabelecido pela Secretaria de Educação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, e agora, Bruno Caetano.

BRUNO CAETANO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado governador. Não há nenhum tipo de termo de responsabilidade encaminhado pela Secretaria de Educação a qualquer escola, a qualquer pai ou mãe de aluno. O que há são orientações para que essas famílias cumpram os protocolos sanitários, recomendação, por exemplo, que teste a febre das crianças antes de mandar o filho para a escola e há também, uma solicitação para a família indicar se vai fazer uso das atividades extracurriculares e, no retorno, se a família também vai encaminhar o seu filho. Mas não é um termo de responsabilidade e essa comunicação é feita para que a secretaria se prepare em termos de quantidade de crianças que adentrarão à escola, quantidade de merend a que será dispensada, enfim, toda a parte de infraestrutura logística de uma escola, mas não há nenhum termo de responsabilidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno, obrigado Rossieli. Maria Manso, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à Tainá Falcão da CNN, na sequência Eduardo esteves do Portal IG. Tainá, boa tarde, a sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, JORNALISTA DA CNN: Tem dois assuntos, vou começar pela educação, então, direcionado para o secretário Rossieli. Secretário, eu queria a sua opinião sobre o entendimento da prefeitura, essa decisão de restringir o retorno de outubro para atividades extracurriculares, se isso foi conversado com o governo de alguma forma? E o que o senhor espera da adesão de outros municípios para esse decreto estadual para os entendimentos que o senhor trouxe aqui? Agora, eu direciono para o secretário de saúde em relação, secretário, aqueles testes que estão sendo feitos com pessoas que foram, possivelmente, ainda não se sabe, reinfectadas no Hospital das Clínicas, como é que vai o andamento desse estudo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Tainá. Começamos com o Rossieli,

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado governador. Tainá, primeiro, eu participei por horas em reunião ontem com o prefeito Bruno Covas, o secretário Bruno Caetano, com a equipe da área da saúde do município, portanto, a decisão da prefeitura foi sim discutida com a Secretaria de Educação, com o governo do estado e entendemos todas as razoes apresentadas pela prefeitura, especialmente pela equipe de saúde, obviamente, porque tem sido uma premissa e esse diálogo tem que acontecer em 645 municípios, porque nós estamos falando de condições locais. Quando a gente fala de uma liberação, obviamente, tem que ser observadas as condições locais. E pela característica do município de São Paulo nós conseguimos dar um passo muito grande. Permitir atividades extracurr iculares nesse momento, na maior cidade do Brasil, numa das maiores cidades do mundo, é sim um passo muito importante. Proteger vidas é fundamental, respeitar a autonomia do município é fundamental e trabalhar em cooperação tem sido sim, um ponto importante. A coisa mais importante é: iniciaremos. Iniciaremos [ininteligível] com atividades opcionais, se a escola quiser, se o professor desejar, se a família desejar, ou seja, atendendo especialmente aqueles que mais precisarem, então estivemos, sim, em conjunto nessa decisão.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Jean?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Tainá, essa pergunta é muito importante, porque uma das grandes dúvidas que acabou pairando era a possibilidade de eventual, de um ou outro caso que apresentasse sintomas respiratórios e tivesse a detecção, através daquele PCR do... Em sendo positivo, a primeira possibilidade era que fosse uma reinfecção. Então, pra isso, o próprio Hospital das Clínicas em São Paulo acabou abrindo um ambulatório, para entender se esse PCR que foi identificado era só um pedacinho daquele vírus que ficava residual, ou era realmente uma reinfecção. Dos 22 pacientes que, nesse momento, estão matriculados em acompanhamento, foram pesquisados o mapeamento genético, ou seja, a possibilidade de você encontrar um segmento genético, e isso não foi identificado. Portanto, isso é apenas um fragmento de vírus para esses pacientes. Outros exames estão ocorrendo, inclusive identificando a possibilidade de outras viroses respiratórias poderem estar em curso, que não o próprio Covid, mas esses resultados nós estamos recebendo de forma gradual. Por enquanto, os 22 tiveram afastada a possibilidade de se tratar de uma infecção pelo Covid-19.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Jean, Rossieli, obrigado. Tainá, obrigado pelas perguntas. Vamos agora para Eduarda Esteves, na sequência o Portal UOL e o SBT. Eduarda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Oi, boa tarde, governador. Minha primeira pergunta é para a Prefeitura. Quantas horas esses estudantes vão poder ficar nas escolas, para essas atividades extracurriculares? Como será essa divisão com as aulas online? Já dá pra gente saber se esses alunos vão poder ter férias em janeiro? Uma outra pergunta é que os familiares dos presos estão protestando bastante nas redes sociais do Governo do Estado. Eles querem a volta das visitas presenciais, e eu queria saber da Saúde se já houve alguma reunião com a Secretaria de Administração Penitenciária, pra montar um protocolo, já pensando no retorno dessas visitas. Se é possível que essas visitas retornem ainda este ano. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. A primeira pergunta será respondida, evidentemente, pelo Bruno Caetano, a segunda pelo Jean e por mim. Bruno.

BRUNO CAETANO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Em relação ao tempo de permanência nas escolas, em relação às atividades extracurriculares, é pelo tempo da atividade. Por exemplo, uma aula de inglês dura 50 minutos, esse é o tempo que deve durar a atividade extracurricular. Então, vai variar de atividade por atividade, e esses detalhes serão publicados em portaria da Secretaria Municipal de Educação, na próxima semana. Segundo ponto importante, em relação às férias. Não há definição ainda, nós vamos aplicar avaliação diagnóstica, para que possamos ter certeza das dificuldades de aprendizagem, e a partir do resultado dessa avaliação vamos calibrar aí o final do ano letivo de 2020 e todo o processo de reforço e recuperaç&a tilde;o escolar que vai durar até 2021.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. No segundo tema, o sistema penitenciário, tem sido objeto de debate durante as reuniões do Conselho de Segurança Pública, que acontecem todas as quartas-feiras, aqui na sede do Governo de São Paulo, com a minha participação. Não há nenhuma forte demanda por parte de familiares em relação aos presos, eu queria esclarecer isso a você, Eduarda. Pode haver pontualmente, mas como movimento, não há. Ao contrário, nós ampliamos o número de acessos a salas de conferência, de videoconferência, para que aqueles que estão no sistema penitenciário possam dialogar com seus familiares, e garantir a eles segurança. A eles, segurança de saúde, a eles e aos seus familiares. Recebemos inclusive elogios dos familiares pela iniciativa, que garante a prot eção à saúde de, sobretudo, crianças e adolescentes, as esposas, no caso específico, com maridos ou namorados que se encontram no sistema penitenciário, e o tempo e o ambiente adequado para a teleconferência. Isso, obviamente, se manterá enquanto tivermos a pandemia. O que estamos vendo, isso sim, é se conseguimos ampliar o número de teleconferências, para que, por mais tempo, aqueles que estão no sistema prisional possam dialogar com seus familiares. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eduarda, esse é um tema muito importante, nós estamos fazendo várias retomadas, mas nós precisamos retomar com muita segurança, principalmente para as pessoas que estão confinadas, uma vez que, se nós não nos utilizarmos de todas as regras sanitárias, seja de diminuição do número de pessoas que estejam ingressando e, além disso, a oferta de máscaras, álcool gel e também a proteção devida, nós teremos o risco de criarmos um grande problema para aquele contingente que está ali confinado, com riscos à saúde. Então, nós estamos desenhando, junto com o Coronel Nivaldo, a melhor forma disso acontecer. Nós estamos em tratativas. Hoje, por coincidência, às 15h, nós nos encontraremos novamente, para continuarm os discutindo de que forma isso acontecerá. Até porque nós temos outros impactos psicológicos que vão acontecer, afinal de contas, nós começaremos por 20% só daqueles que receberão as visitas? Isso trará impactos, muitas vezes, até de descontentamento por parte de alguns dos presos. Então, isso tem que ser tratado de uma forma muito segura, em todos os aspectos, seja psicológico, seja de saúde pública, garantindo dessa forma segurança pra todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean, Eduarda, obrigado pela pergunta. Queria aproveitar para registrar aqui cumprimentos ao Coronel Nivaldo Restivo, que é o secretário do Sistema Penitenciário em São Paulo, pelo excepcional trabalho que vem realizando à frente dessa pasta. Vamos à última intervenção de hoje, é do Portal UOL, com o jornalista Lucas Teixeira. Lucas, prazer em revê-lo, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde, governador, secretários, prefeito. Primeira pergunta ao secretário Rossieli, se a Secretaria já sabe quantas escolas já voltaram à aula, quantas escolas estaduais, e nessa sexta, três regiões, elas fecham o ciclo [ininteligível] 28 dias: Barretos, [ininteligível] norte e [ininteligível] oeste, se eu não me engano. Há uma estimativa do Governo do Estado, conversando com as prefeituras, de quantas escolas voltarão a partir de segunda, visto que eles podem? Essa é a primeira questão. A segunda é do outro lado, governador. A Educação, lógico que está muito feliz com esse retorno à volta às aulas. Eu queria saber como a Saúde olha pra isso, se há uma preocupação, enfim, [ininteligível] como é que está olhando? Porque, além dos pr&oacu te;prios alunos, a gente sabe que escola movimenta a cidade, né? Muda o fluxo, consequentemente a circulação das pessoas. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas. Então, vamos à primeira pergunta, com o Rossieli, na sequência com Jean e Medina.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Lucas, obrigado pela pergunta. Primeiro assim, só para adequar a pergunta: quantas voltaram às aulas? Zero. Autorização para atividades presenciais de 8 de setembro, né? As aulas, somente a partir de 7 de outubro, se tiver autorização da autoridade municipal local e, logicamente no caso da rede estadual, se a escola desejar. É que pra gente é muito importante esta separação, certo? Nós, somente hoje, temos mais 142 escolas, por exemplo, como atividades, então a gente está buscando juntar todos os balanços, ao final desta semana teremos um balanço mais adequado, lembrando que inclusive a escola pode fazer atividade em determinados dias, não precisa ser todos os dias, todos os horários, é opcional ao professor, não há uma obrigatoriedade par a que ela retorne. Até o início agora de outubro, nós já temos confirmado em mais 600 escolas retornando. E dependerá muito da região, tem regiões que ainda não autorizaram, tem regiões que estão avaliando, tem municípios que estão retomando. Temos atividades previstas, por exemplo, para a cidade de Campinas, começando, temos Santos, por exemplo, começando com atividades. Mas lembrando, isso é muito importante: não são aulas, e são atividades opcionais, tanto pra escola quanto pras famílias quanto para o próprio professor, no caso da rede estadual, obviamente estamos falando aqui.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Jean?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: É importante que todas as vezes, Lucas, que a gente pede um retorno, seja para qualquer uma das atividades, seja atividades de serviço, agora atividades de educação, nós nos baseamos tanto nos índices da saúde, que dão essa segurança, para que essa flexibilização e essa abertura possam acontecer, mas nós temos que entender que nós continuamos com as regras de vigilância e todas as medidas sanitárias devendo ser seguidas. Tanto das instituições, isso é uma garantia tanto do Estado quanto das municipalidades, daquilo que vai ser ofertado em termos de diminuir o número de pessoas, evitando as aglomerações, a oferta desses equipamentos de proteção individual, como máscaras, como a máscara clínica, o álcool gel, o estímulo e incentivo à lavagem das mãos, tanto dos educadores e profissionais quanto das próprias crianças, mas essa é uma garantia que nós daremos dentro dos equipamentos escolares. O que nós precisamos entender é que as pessoas continuem seguindo essas regras fora, exatamente no trajeto da sua casa até a escola, da sua escola até a sua casa, e mais, nas atividades recreativas, que acabam acontecendo no domicílio, no peridomicílio, fazendo então com que, aí sim, essas crianças, seus familiares, não observando as normativas, possam se colocar em risco.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Lucas, pela pergunta. É consciência geral que a atividade com maior prejuízo social decorrente da pandemia foi a interrupção da educação. E a proposta, tanto do Estado como do município, é de uma retomada escalonada e bastante democrática, que é decidida pela comunidade. Agora, o número de pessoas que vai ser envolvido, na retomada dessa atividade, é muito grande. A mobilidade social cresce bastante, milhões de pessoas, no momento em que toda a atividade for retomada, vai voltar em circulação. Isso, efetivamente, dispara um alerta, para que seja analisada a repercussão dessa retomada na pandemia. Então, isso está sendo monitorado, evidentemente isso vai ser acompanhado, considerando todos esses fatores. Mas chama bastante a atenção que tanto o Estado como o município deixou essa retomada de maneira bastante democrática, a ser decidida pela comunidade. Cidades como São Paulo têm uma repercussão maior do que cidades menores, que têm uma mobilidade mais fácil de ser realizada, da residência até a escola. Outra questão importante é que a atividade escolar, ela envolve todas as faixas etárias, envolve bastante a família, envolve bastante a comunidade, então o nível de alerta precisa ser maior e prestar atenção na repercussão disso na taxa de contágio dentro da comunidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Lucas, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à última intervenção de hoje, é do Fábio Diamante, do SBT. Fábio, mais uma vez, obrigado pela sua presença aqui conosco, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas, as duas sobre educação. Secretário Rossieli, o senhor chegou a comentar aqui da possibilidade do 4º ano optativo para o ensino médio. Isso se concretizou? O Estado de fato vai oferecer essa possibilidade aos estudantes? Uma segunda ao prefeito: O senhor ontem na coletiva falou que o senhor tem sofrido muitas pressões, de vários setores, inclusive o senhor não é susceptível às pressões, [ininteligível] como é elogiado. Eu queria que o senhor comentasse especificamente uma crítica que o senhor vem recebendo, especialmente do setor das escolas particulares, de que as suas decisões sobre a volta das aulas presenciais estão sendo influenciadas pela eleição [ininteligível] candidato à reeleição. Eu queria saber como é que o se nhor vê esse tipo de crítica. Isso pode acontecer em algum momento? Do senhor olhar para a sua reeleição, na hora de decidir o retorno às aulas? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Começamos com Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Bom, obrigado, Fábio. Está, sim, mantido, isso é uma decisão, a gente está somente organizando, desde o processo de matrícula, de atribuição de professores para o ano de 2021, e logicamente todas as outras demandas que surgem a partir dessa criação. Não há a hipótese de a gente não auxiliar esses estudantes de um... Seja agora, uma das medidas aqui é de priorizar, sim, esses estudantes, porque ele vai ter menos tempo conosco. Queremos que os alunos possam progredir. Muitos deles, na situação econômica do momento, precisam inclusive progredir, para que possam auxiliar a família. Então, todo esforço agora, nesse momento, é fundamental, mas também para aquele que precisar, que não tiver passado no vestibular, que nã o tenha conseguido concluir, ou que simplesmente diga: Olha, eu não tive aquilo que eu gostaria de ter no meu 3º ano, a gente precisa estar de portas abertas, isso está, sim, garantido. Nos próximos dias também estaremos detalhando isso numa resolução própria da Secretaria, estaremos aqui se possível para tratar do tema mais especificamente, que estará junto com o próprio calendário de 2020.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Fábio, uma estratégia antiga de comunicação. Quando você não consegue atacar a mensagem, você resolve atacar o mensageiro. Eu acho que seria também muito pequeno da minha parte vir aqui dizer que as escolas particulares estão pensando somente no próprio bolso e não na educação das nossas crianças. Eu continuo tranquilo em relação às decisões que nós tomamos, são decisões baseadas no que recomenda a Vigilância Sanitária, são decisões baseadas no que recomenda a área da saúde. Eu sou prefeito da cidade, eu não sou prefeito do Sindicato das Escolas Particulares.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno, obrigado, Rossieli, Fábio, obrigado pelas perguntas. Quero agradecer a todos os jornalistas, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos que aqui vieram, os que nos acompanharam remotamente. Peço que todos continuem se protegendo, usando máscaras, utilizando álcool em gel. A você que está em casa, acompanhando a TV Cultura, essa coletiva, siga também essa recomendação do Governo do Estado de São Paulo, não saia de casa em hipótese nenhuma sem usar a sua máscara. Use álcool em gel com frequência, obedeça o distanciamento social de 1,5 metro em relação à ou às pessoas, e cuide também da sua família e das pessoas que você gosta. A todos, desejo um bom final de semana, segunda-feira estaremos aqui mais uma vez, numa nova coletiva de impren sa. Boa tarde e mais uma vez bom final de semana.