Coletiva - Governo de SP orienta empresas para agilizar testagem em massa 20202905

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Coletiva - Governo de SP orienta empresas para agilizar testagem em massa

Local: Capital - Data: Maio 29/05/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, bom dia. Boa tarde, na verdade. Obrigado pela presença dos jornalistas, que estão aqui presencialmente, os profissionais também de imprensa, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, os que puderam estar aqui e os que estão remotamente também, trabalhando nesta tarde. Aqui ao nosso lado, Bru no Covas, prefeito da capital de São Paulo, Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de Governo, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento, José Henrique Germann, secretário da Saúde e membro do Comitê de Saúde, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, Dimas Covas, coordenador do Comitê de Saúde, e daqui a pouco vamos apresentar oficialmente o novo secretário de Orçamento, Gestão e Projetos do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo. Também aqui presentes vários secretários de Estado, estarão à disposição também para perguntas, e secretários também da Prefeitura de São Paulo. Queria destacar tamb&eacute ;m a presença do Paulo Menezes, que integra o nosso Comitê de Saúde, está aqui ao nosso lado, e também a presença dos médicos Cláudio Lottenberg, presidente do Conselho do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein, instituição parceira do Governo do Estado de São Paulo, também os prefeitos de Itanhaém, Marco Aurélio, de Peruíbe, Luiz Maurício, e os demais secretários, General Campos, Célia Leão, Flavio Amary, Cléber Mata, Antônio Carlos Maluf, Rubens Rizek, que nos honram aqui com suas presenças. Estamos ao vivo pela TV Cultura, para todo o Estado de São Paulo, também pela BandNews TV, Rádio Bandeirantes e BandNews, RecordNews, Rádio... TV Jovem Pan, a TV UOL, a Rede Brasil e a TV Ales p. A todos os demais veículos de comunicação, de mídia impressa, eletrônica e digital, também o nosso agradecimento. Eu queria começar a coletiva de hoje, sexta-feira, dia 29 de maio, com um voto de pesar, profundo sentimento, pelo falecimento do jornalista Gilberto Dimenstein. Gilberto, ou Giba, como eu sempre o chamei, meu amigo ao logo dos últimos 35 anos, nos deixou nessa madrugada. Lutou muito para sobreviver a um problema de saúde, ele não teve Corona Vírus, não foi isso que o levou, mas meu profundo sentimento. Perdemos um amigo, e o jornalismo brasileiro perdeu um grande nome, que ajudou a escrever parte da história do bom jornalismo em nosso país. A mensagem de hoje, gostaria de mencionar que estamos vivendo, como todos s abem, tempos de exceção. Exceção porque estamos em meio a uma gravíssima pandemia, o Brasil, e outros 215 países do mundo. E aqui em São Paulo, com cientistas, profissionais de Saúde, prefeitos, representantes da sociedade civil, jornalistas e outras pessoas responsáveis, estamos trabalhando para encontrar soluções para essa gravíssima crise. E estamos trabalhando também para buscar soluções, que diminuam os efeitos dessa grave recessão econômica e para os graves problemas sociais em nosso estado. São Paulo e o país vivem a mais grave crise dos últimos 100 anos. Temos um desafio sem precedentes e nós estamos aqui para enfrentá-los. É o que temos feito nos últimos 70 dias, no Governo do Estado de São Paulo, na prefeitura da capital de São Paulo, assim como nos outros 644 municípios do nosso estado. Mas, mesmo numa semana como esta, em que o Brasil se tornou, infelizmente, o epicentro global da epidemia, o Governo Federal se mostra ausente. Ausente no principal problema do país, o combate ao Corona Vírus, ausente na luta para salvar vidas, ausente no apoio aos profissionais de saúde e ausente na solidariedade aos mortos e enfermos. Ouvimos palavras e palavrões contra o Supremo Tribunal Federal, contra parlamentares, contra a imprensa, contra jornalistas, contra instituições e contra a democracia. Contra investigações, contra o bom-senso, contra a paz e contra o equilíbrio. Ouvimos também essa semana, mais uma vez, palavras que ofendem a memória de judeus e de milhões de pessoas perseguidas pelo nazismo, palavras contra a memória de todos que sofreram violências e arbítrios de regimes autoritários. Vamos parar com essa marcha da insensatez e com as amea& ccedil;as à democracia e às liberdades fundamentais. Vamos respeitar o ser humano, vamos respeitar a história, a história verdadeira, real, que não torna em glória regimes autoritários e de ditadores. Este é o lado triste da história mundial, é o lado triste também da história desse país. Precisamos trocar o gabinete do ódio pelo gabinete do diálogo. Brasília precisa associar-se à razão, ao bom senso, trabalhar pelo entendimento nacional e por soluções para os problemas do povo. Precisamos de um governo de construção nacional, não de destruição nacional. O Brasil não será nazista, não será fascista nem comunista, será livre e democrático. A ditadura não vai voltar ao Brasil, nós não deixaremos. E quando me refiro a nós, nós, br asileiros de bem, não permitiremos a volta da ditadura no nosso país. Por isso, não se apoderem do verde e amarelo e dos símbolos do Brasil para representar posições de extrema direita, nem tampouco para simbolizar posturas de extrema esquerda. O verde e o amarelo, a bandeira brasileira, é do povo, é da nação, não é de um partido, de uma ideologia ou de uma vocação de alguns, que são falsos patriotas. Nosso país é pátria amada, não é e nem será a pátria do ódio. Nas informações de hoje, o programa da Retomada Consciente. Primeiro anúncio, de ordem social: O Programa Bom Prato, o mais bem-sucedido programa de alimentação social do país, passa a ser gratuito a partir da próxima segunda-feira, dia 1 de junho, oferecendo gratuitamente as refeições nas suas unidades, no Estado de São Paulo, para os meses de junho e julho. São 59 unidades, espalhadas pelo estado, e nós ali estaremos oferecendo as refeições gratuitas, especialmente para as pessoas em situação de rua. Isso representa um investimento adicional de R$ 2 milhões do Governo do Estado de São Paulo e é mais uma medida que reflete a nossa preocupação para o lado social e para atender a essa camada fragilizada da população em situação de rua. Repito, o programa do Bom Prato está focado e continuará para as pessoas em situação de rua. As pessoas em situação de pobreza, extrema pobreza, já estão recebendo, na região metropolitana e em outras regiões do Estado de São Paulo, o alimento solidário, a cesta com ali mentos para atender até quatro pessoas, durante 30 dias. Neste primeiro movimento, 1,1 milhão de cestas estão sendo distribuídas. Segunda informação, o lançamento dos protocolos de testagem para o setor privado, no Plano São Paulo de retomada. Este programa vai orientar os gestores das empresas quanto à prevenção e monitoramento das condições de saúde dos seus funcionários, colaboradores e fornecedores diretos. E também a segurança dos seus clientes. Esta é uma orientação do Governo do Estado e que será também a mesma orientação de prefeitas e prefeitos do Estado de São Paulo. Nesta fase de enfrentamento da doença e reabertura gradual da economia, no Plano São Paulo, o poder público pede e tem convicç ão de que terá o apoio da livre iniciativa na realização de testes em massa para ampliar a eficiência no enfrentamento da pandemia. Os protocolos darão orientação necessária de como as empresas podem e devem aplicar os testes, e com qual regularidade isso deverá ser feito. O diagnóstico preciso é fundamental, como dizem os cientistas e os membros do nosso Comitê de Saúde, para controlar e superar a crise do Corona Vírus. O Governo do Estado de São Paulo vem fazendo sua parte, já adquiriu 3.3 milhões de testes, que vêm sendo aplicados de forma gradual e priorizando os profissionais de saúde e os profissionais de segurança pública. Terceiro informe de hoje: A região metropolitana de São Paulo, chamada Grande São Paulo, será ag ora fundida em cinco regiões, em cinco regiões de saúde, no Plano São Paulo. Por abrigar mais de 22 milhões de habitantes e contar com uma organização de saúde, com distribuição de leitos e internação hospitalar própria, considerando a complexidade e o seu tamanho, a disposição e a capacidade de prefeitas e prefeitos da região metropolitana, nós agora teremos cinco regiões de saúde. Com essa divisão, será possível ter uma análise ainda mais precisa de critérios técnicos de saúde, classificação de fases de retomada consciente da economia e a definição apropriada para a região metropolitana: Alto Tietê, ABC, Alto Juqueri, Sudoeste e Oeste. Como sabem, no total, são 38 municípios, além da capital de São Paulo. A decisão foi tomada em comum acordo com prefeitos e os seus secretários de Saúde, e está sendo anunciada hoje, e será detalhada daqui a pouco, pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Quarta informação de hoje: A institucionalização e a aprovação, pelo Governo do Estado de São Paulo, pela prefeitura da capital, do projeto Drive-in da Cultura. A partir do próximo dia 1 de junho, estarão liberados programas de drive-in de cultura, incialmente para o cinema, para permitir que, de forma segura, espectadores possam, dentro dos seus veículos, dos seus automóveis, assistirem a volta ao entretenimento, de forma segura e correta, dentro dos seus carros, e com todos os profissionais que prestarem serviços nestes Drive-ins da Cultura, estarem devidamente protegidos. O primeiro Drive-in, a liás, será inaugurado no Memorial da América Latina, aqui na capital de São Paulo, no dia 16 de junho. Quarto anúncio de hoje... Perdão, quinto anúncio de hoje é exatamente o convite feito a Mauro Ricardo para ocupar a nova Secretaria de Gestão, Orçamento e Projetos. Mauro Ricardo foi, até pouco tempo, secretário do prefeito Bruno Covas, com quem mantém, nem poderia ser de outra forma, uma excelente relação. Um dos mais completos profissionais de administração pública do país, já foi secretário da Fazenda no Estado de São Paulo, secretário da Fazenda no Estado do Paraná, secretário da Fazenda na cidade de Salvador, na atual gestão do prefeito ACM Neto, e secretário de Governo do prefeito Bruno Covas. A partir do pr óximo dia 1 de junho, assume esta nova Secretaria, tendo em vista a necessidade de um controle mais rígido de despesas e, dadas as circunstâncias do Corona Vírus, auxiliar e apoiar o trabalho de duas secretarias do Governo do Estado de São Paulo, notadamente a Secretaria da Fazenda e Planejamento, que tem a liderança do ex-ministro Henrique Meirelles, e a Secretaria de Governo, que tem a liderança do vice-governador Rodrigo Garcia. Aproveito para dar aqui publicamente as boas-vindas ao secretário Mauro Ricardo, que na próxima segunda-feira começa a atuar aqui no Palácio dos Bandeirantes, onde ficará fisicamente situado. Dito isso e feitas essas informações, passo ao secretário José Henrique Germann, compartilhadamente com o Dimas Covas, vamos à saúde neste momento para os informes. Depois a manifestação do nosso governador do comitê de saúde, Dimas Covas. Portanto, doutor Germann, secretário de Saúde.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Vou colocar aqui os dados relativos à data de ontem, estamos no Brasil com 480.328 casos confirmados, e 26.754 óbitos. No estado de São Paulo nós temos 95.865 mil casos, e óbitos, 6.980. A nossa taxa de ocupação em UTI está para o estado de São Paulo em 7,7%, e grande São Paulo, 83,1%. Tivemos uma queda devido às providências relacionadas ao aumento do número de leitos, e também do giro de le itos das UTIs. Internados, totais, 11.300 pacientes, tanto suspeitos, quanto confirmados. E tivemos 19.665 altas. Obrigado, governador. Era isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Henrique Germann, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Vamos agora ao Dimas Covas, coordenador do comitê de saúde do estado de São Paulo, comitê este que tem 18 integrantes. Doutor Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATÃ: Boa tarde, governador. Quer dizer, o assunto de hoje é a integração do setor privado na estratégia de testagem ampliada do estado de São Paulo. No dia positivo nós temos o drenamento dessa estratégia ampliada, que foi concebida em três fases, as três fases já em andamento. A fase número um era a introdução dos testes rápidos, e aqui embarca a iniciativa privada. Nós estamos com as coortes em andamento na segurança pública, uma grande iniciativa nas casas d e idosos, e também nas populações privadas de liberdade. Na fase que nós chamamos dois, que era a ampliação dos testes de RTPCR, nós passamos para ampliação da população testada, houve uma resolução publicada essa semana incluindo os pacientes com sintomatologia leve. E isso aqui faz uma grande diferença, porque boa parte, ou a maior parte dos pacientes são sintomas leves ou assintomáticos. E dentro dessa estratégia agora é na fase dos exames chamados exames sorológicos, que boa parte compreende os chamados exames de testes rápidos, entram a participação importante do setor privado, que já havia manifestado essa disposição, inclusive de ajudar o estado com os dados que serão gerados. É importante dizer que não é apenas o teste, mas é todo um protocolo que acho que ser& aacute; detalhado a seguir. Então é uma iniciativa importante, nós vamos ter o melhor diagnóstico da epidemia aqui no Brasil, o estado de São Paulo está caminhando rapidamente, nesse mês, desde o início de abril até agora, nós já testamos quase 100 mil pessoas com o RTPCR, e já temos em torno disso, com os testes rápidos. Os testes rápidos foram distribuídos aos municípios, os municípios também estão iniciando os protocolos de testagem, e agora com o setor privado, isso se ampliará grandemente. Então é uma satisfação poder anunciar essa iniciativa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas Covas, coordenador do comitê de saúde. Vamos agora para o campo social, com a secretária Célia Parnes, sobre o projeto do Bom Prato, e da sua gratuidade às pessoas em situação de rua no estado de São Paulo. Secretária Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Especialmente pelas palavras introdutórias do senhor em defesa à liberdade e a coexistência entre as religiões aqui no Brasil. Muito obrigada. Em relação ao Bom Prato, nos últimos 70 dias muitas mudanças rápidas a pedido do governador João Doria, transformamos em 48 horas todas as unidades para viagem, embalagens e talheres descartáveis, EPIs para todas as equipes, horários expandidos para evitar aglomerações, marcações nas filas, para evitar também, e respeitar a distância, lixeiras, balanças eletrônicas para pesagem dessas refeições, e também um telefone de fale conosco para garantir o controle de qualidade. Mas hoje especificamente anunciamos aqui a gratuidade para pessoas em situação de rua, 15 mil pessoas previamente cadastradas pelos municípios que possuem os restaurantes Bom Prato, receberão um cartão, cartão QR Code, ou cartão do município, e por 60 dias até 31 de julho, poderão fazer essas refeições de forma gratuita. Um investimento do governo do estado de R$ 2 milhões, garantindo segurança alimentar, dignidade, cuidado, que é a marca deste governo para essa população que é extremamente frágil, tanto no sentido habitacional, como também de renda e emocional. Populaç& atilde;o com múltiplas vulnerabilidades, que durante essa pandemia já conta com uma série de ações sendo feitas pelo grande plano de proteção social do governo, que já remonta mais de 30 novas ações para todas as poções em vulnerabilidade, mas especialmente para pessoas em situação de rua, mais de 170 lavatórios públicos, 62 acolhimentos provisórios, aumentando nos próximos dias já, em função do frio. Um mutirão grande de emissão de documentos junto à Secretaria de Segurança Pública, General Campos aqui presente. Apoiando essa população em situação de rua para que recorra ao seu auxílio emergencial, e mais novos anúncios em breve em relação à proximidade do inverno. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social. Nós temos uma intervenção agora da Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, juntamente, e se necessário, com complementações do secretário Germann, da Saúde. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode começar pelo Germann.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Começamos com o Germann, e aí vamos para a Patrícia, é isso?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isso. Muito bom, então neste programa a respeito da testagem pelas empresas, tem um protocolo, esse protocolo se divide em quatro blocos. Eu vou ser resumidamente dizer como ele está estruturado. Prevenção, triagem, testagem e contenção. Na fase ou no bloco de prevenção são as orientações a respeito da prevenção, e como se remete isso aos demais protocolos dos outros setores e secretarias do estado de São Paulo. Na questão da triagem é como que os funcionários, os colaboradores serão determinados para realizar os exames, porque são exatamente aqueles negativos, que são negativos até então. Então tem essas três medidas de triagem, e passa-se então para a fase de testagem, a fase de testagem implica em que tipo de teste ele deve fazer, dentro do protocolo maior, o fluxo dessa operacionalização, a questão do encaminhamento e notificação dos colaboradores a respeito dos casos. E na fase de contenção, as orientações relacionadas aos próprios colaboradores, e como que eles devem ser trabalhados a partir de então. No próximo slide existe o fluxo e o encaminhamento desses colaboradores. Começa-se pelo questionário ali na caixinha número um, esse questionário vai para aqueles que não tem o diagnóstico. Depois na caixinha número dois, pontilhada, temos a questão de como é a amostra selecionada. Na caixinha número três, como que são feitos os testes para chegar nos resultados desta investigação epidemiológica nas empresas. Eu queria saber se o doutor Paulo, governador, gostaria de fazer algum comentário? Ok.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Deixa só ligar o áudio, por favor, doutor Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, MÉDICO MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGENCIA: Eu só queria acrescentar, governador, que esse protocolo ele está completamente articulado com a violência à saúde do estado de São Paulo. Acho que isso é fundamental para que as ações do setor privado, das empresas, contribuam na violência à saúde do estado de São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo Menezes. Concluído, doutor Germann?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Concluído, acho que agora a Patrícia, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora voltamos para a Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ainda na página anterior eu tenho uma rápida atualização, que para a nossa estratégia de retomada consciente seja bem-sucedida nos próximos meses, o trabalho de testagem é fundamental e estratégico. Ele tem aqui, como nós vimos, três pilares que se complementam, o trabalho que está sendo liderado pelo Dimas Covas, que está crescendo em escala, que inclui toda a testagem da população que necessita, com sintomas, os assinto máticos, também os inquéritos epidemiológicos. E todo o trabalho que está sendo feito também para analisar e integrar esses dados em uma plataforma. Além disso a vigilância epidemiológica passa a fazer um papel cada vez mais fundamental de integrar todos os testes que estão sendo realizados no público privado, estado e municípios. Então no plano São Paulo nós temos hoje no decreto essas regras estabelecidas e uma resolução com protocolos detalhados de testagem. E o terceiro pilar é todo o trabalho que precisa ser realizado pelo setor privado. O setor privado que são grandes empregadores para trazerem seus funcionários nesse retorno gradual ao trabalho com segurança. E pela iniciativa privada de saúde, representada aqui hoje pelo Cláudio [Ininteligível] e Sidnei [Ininteligível], mas temos um grupo maior q ue está sendo composto, para que seja trabalhado o selo de testagem, e nos próximos dias nós traremos mais detalhes sobre isso, para que esse seja um trabalho pioneiro não só no estado de São Paulo e no Brasil, mas no mundo onde a iniciativa pública e privada se juntam para integrar essas informações e acelerar esse trabalho de testagem massiva. Então esse caminho que foi detalhado aqui é muito importante para dar as bases para os empregadores, para saber como trabalhar os seus funcionários. E a Secretaria de Desenvolvimento Econômico também vai apoiar as empresas nesse processo de esclarecimento, e de fazer essa integração com a saúde. Na próxima página um outro ponto que precisa ser bem esclarecido, e que está no decreto que foi publicado hoje do plano São Paulo, é que essa retomada consciente, faseada, ela tem uma evolu&c cedil;ão do fluxo das pessoas em todos os estabelecimentos que estão sendo reabertos. A gente tem que lembrar que a maior parte do nosso estado continua entre a fase de alerta e a fase de controle, isso quer dizer que na fase de alerta em primeiro lugar não há retomada das atividades que forem interrompidas. Na fase laranja, que é a fase de controle, há uma retomada pequena para que juntos possamos testar como sociedade como vamos ter o resultado nas próximas semanas. Esse ponto é muito importante, a fase laranja chama controle por um aspecto muito claro, como o governador disse, ainda estamos em momento de tomar muito cuidado, sair somente se estritamente necessário. O prefeito vai reforçar esse ponto aqui, mas não estamos saindo a passeio, temos que ter muita responsabilidade nesse momento, para que os resultados sejam alcançados. Na fase dois, e no decreto isso está estabelecido, o que podemos cobrar aqui dos estabelecimentos e entrar no diálogo com os prefeitos, é que a capacidade de abertura de shoppings, galerias, estabelecimentos congêneres, comércios e serviços, seja feita com uma capacidade limitada de 20%. E horário reduzido de quatro horas, com proibição de praça de alimentação, e adoção dos protocolos padrões e setoriais específicos que estão sendo recomendados. Os prefeitos pactualizarão os detalhes disso com a sua autonomia, obviamente qual que é o horário e em qual janela. Mas é muito importante que a população tenha acesso a esses protocolos, e cobrem que eles sejam implementados para que todos estejam seguros. Na fase três, que é a fase de flexibilização, aí sim tem uma abertura adicional. Nós estamos recebendo muitas perguntas, por que tantas rest rições na etapa laranja? O ponto é, na verdade, nós estamos aprendendo com uma pequena abertura em uma fase de controle, a fase de flexibilização, é a amarela. Ali, nela, a gente tem uma abertura um pouco maior, onde os horários reduzidos são em torno de seis horas e a capacidade limitada a 40% do fluxo, e novamente com a adoção de todos os protocolos que já foram desenhados, dialogados com os setores e estão sendo refinados agora nesse diálogo dos prefeitos. E aí, por fim, esperamos estar chegando em breve nas fases verde, que é a fase de abertura parcial, e a azul, que não está aqui na tela, mas pressupõe já volta a horários normais, mas com protocolos, que a azul é aquele normal controlado. Então, lembrando, a mensagem é importante. Estamos hoje, na maior parte do estado, entre alerta e controle. Portanto, pedimos para a população e para todos os empregadores, que participem desse processo conosco, entendendo que a fase ainda requer muito cuidado. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. Sempre lembrando que, a partir da próxima segunda-feira, temos uma nova quarentena no Plano São Paulo, da Retomada Consciente, mas é uma nova quarentena. É importante que as pessoas que estão nos assistindo, nos ouvindo agora, e as que nos lerão e assistirão mais tarde, pelos diferentes canais de comunicação, que tenham consciência de que a recomendação continue sendo para ficar em casa, usarem máscaras e obedecerem o dista nciamento social. Nós vamos para uma nova quarentena, de 1 a 15 de junho, mas dentro do Plano São Paulo. E se todos colaborarem, poderemos seguir mais rapidamente nas diferentes etapas, nas diferentes cores, conforme foi mencionado neste momento pela secretária Patrícia Ellen. E ainda falando sobre fases do Plano São Paulo, vou pedir agora a intervenção do Marco Vinholi, juntamente com o secretário Rodrigo Garcia. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem, governador. Muito boa tarde a todos. Vou pegar aqui de onde deixou a Patrícia Ellen. Cerca de 90% da população do estado em atenção ou controle. Nós dialogamos muito com os prefeitos ao longo dessa última semana. Hoje é o dia em que os prefeitos receberam o decreto estadual e emitem os seus decretos municipais. Portanto, o dia inteiro aqui orientando. Às 3h da tarde eu vou fazer aqui uma 'live' para poder orientar os prefeitos com os seus decretos muni cipais, e a população dos municípios, amanhã, domingo, vai ser orientada pelos gestores municipais e também pelos prefeitos, que fazem um bom trabalho em torno do combate ao Corona Vírus. Bom, na última quarta-feira, o vice-governador Rodrigo Garcia já adiantava dos estudos para que a gente pudesse dar um tratamento adequado para a região metropolitana, no que tange ao modelo das regionais de saúde. Esse modelo das regionais de saúde foi dialogado, primeiro com o Comitê de Contingência, aprovado no Comitê de Contingência. Na sequência desse processo, os 38 prefeitos, portanto os cinco consórcios que representam os 38 prefeitos, por unanimidade concordaram que esse é o melhor modelo para se analisar a região metropolitana de São Paulo, que compreende 22 milhões de pessoas. E portanto, através das sub-regiões de governo e d as redes regionais de assistência à saúde nós vamos agora analisar a região metropolitana. A primeira região, Região Norte aqui, a região de Franco da Rocha, Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã... E Franco da Rocha. Região Leste: Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano, o Alto Tietê. Região Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, o Grande ABC. Região Sudoeste: Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande, a região dos mananciais. E a Região Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jes us e Santana de Parnaíba, conhecida como Rota dos Bandeirantes. É importante dizer que essas são regiões institucionais aqui do Governo do Estado de São Paulo, e redes regionais de assistência à saúde, utilizadas aqui no que tange ao tratamento da saúde da região metropolitana. Portanto, os prefeitos concordaram, o Governo do Estado, o Comitê de Contingência, que esse é o melhor modelo para se analisar a região metropolitana, separado da capital de São Paulo e separados entre eles também, pelas especificidades que existem em cada uma dessas regiões, no que tange a capacidade de saúde. Pode passar esse slide, por favor. Portanto, esse é o mapa aqui da região metropolitana de São Paulo, o modelo que fica sendo analisado. É importante registrar que tamb&e acute;m dialogamos com cada um dos prefeitos, explicando que há necessidade do aumento da capacidade hospitalar dessas regiões. Nós vamos trabalhar isso em conjunto com os prefeitos. É esse o índice que está indicando que a região metropolitana deve melhorar para atingir e avançar para a próxima fase. Portanto, não existe nenhuma alteração imediata de fase, com nenhuma das cinco regiões, daqui da região metropolitana de São Paulo, mas fica muito claro que o trabalho em conjunto de aumento de leitos é fundamental, para que a gente possa, com segurança, fazer essa retomada consciente também com eles. É importante registrar também, e já finalizando aqui, governador, que nós, aqui saudando os prefeitos de Peruíbe, Santos e também de Itanhaém, que estão aqui, o Marco, o Paulo Alexandre e o Luiz Maur&i acute;cio, que esses índices apontados pela Saúde são índices técnicos, e que não indicam a boa gestão ou a má gestão daquele prefeito. Pelo contrário, significa o trabalho necessário, com segurança, que o governo e aqueles municípios devem fazer para poder avançar para a próxima fase. Nós temos aqui um grande caminho, e um trabalho feito que salvou 65 mil vidas aqui no Estado de São Paulo, e que vai seguir com responsabilidade. Portanto, o caminho está dado, as métricas estabelecidas pela ciência, pela saúde, estão postas, e nós vamos trabalhar em conjunto para superar e avançar nessas metas. Todos nós queremos que o Estado de São Paulo esteja o mais rápido possível numa situação melhor do que se encontra hoje. Mas com muita responsabilidade nós seguimos a ci&ec irc;ncia e a saúde, para chegar nesse estágio aqui no Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Ainda nesse tema, a complementação feita pelo secretário de Governo e vice-governador Rodrigo Garcia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador, bom dia a todos. Rapidamente, governador. É natural que nós estamos vivendo algo inédito, e qualquer decisão do Governo cabe refinamento, cabe avanços. Aqui não se trata de errar ou acertar, se trata de buscar aquilo que é melhor para a sociedade. Quando o Governo de São Paulo criou esse sistema de controle, que no fundo é isso que o Centro de Contingência colocou à disposição do Governo de São Paulo: Olha, com esses dois critérios de ca pacidade de saúde e de evolução da epidemia, com esses cinco indicadores muito claros, que nós já apresentamos aqui na quarta-feira, o Governo de São Paulo terá um sistema de controle da epidemia, que pode nos levar a, com este refinamento, com este olhar regionalizado, a melhorar o controle da epidemia. Até ontem, nas entrevistas, governador, muita gente me perguntou: Ah, mas se der errado, vocês vão fechar? Eu falei: Não tem... A previsão do que se der errado está no plano. O plano caminha para a frente ou anda para trás, está muito claro essa pactuação que o governador fez com toda a sociedade. O plano tem regras claras, tem um sistema de controle claro. E o que nós estamos buscando com isso é que a sociedade e as autoridades municipais, que são as nossas grandes parceiras, possam nos ajudar a ter uma convivência inteligente com a epidemia. E foi fruto desse refinamento que agora o secretário Vinholi apresenta essa subdivisão regional da região metropolitana, que provavelmente vai ter pouca mudança, em termos dos critérios aprovados no sistema de controle. Nós sabemos que nós precisamos ampliar muito os leitos agora da Região Metropolitana de São Paulo, e é esse o foco que o Governo de São Paulo terá, assim como o diálogo que está sendo feito com a Baixada Santista. É natural os prefeitos quererem compreender os critérios, é natural os prefeitos às vezes, por falta de compreensão, fazer uma palavra mais crítica ou não ao Governo. O Governo entende isso com naturalidade, e a palavra do governador aqui é diálogo, pactuação, vamos juntos enfrentar o Corona Vírus. Então, essa apresentação que o Vinholi f ez agora, governador, vai ao encontro disso. Ela divide a região metropolitana de São Paulo, de 11 milhões de pessoas, em cinco sub-regiões. Isso já está previsto na Legislação, já na prática funciona agora com o sistema de saúde, nós estamos validando com o sistema de saúde essas cinco sub-regiões, e os mesmos critérios aplicados a todas as regiões do estado e à capital, que já falamos sobre isso, a dimensão da capital, o sistema de saúde administrado pelo Bruno Covas, vai nos permitir refinar ainda mais o Plano São Paulo. Então, é importante a gente entender que essa apresentação foi fruto não só da Legislação, mas até de um entendimento de todos os 38 prefeitos, que encaminharam sugestões ao governador, e ofícios, pedindo que fosse feita essa subdivis& atilde;o. O nosso sistema de saúde, apesar de termos uma DRS administrativa, e isso não mudará, tem o entendimento desse sistema de referência de leitos, nessas cinco sub-regiões, e é isso que nós vamos aplicar a partir da semana que vem. É com diálogo, com união, com pactuação permanentes que nós vamos ter essa convivência inteligente com o vírus daqui pra frente. Seria muito mais fácil o governador João Doria prorrogar a quarentena por mais 30, 60, 90 dias, porque a epidemia não vai embora amanhã, mas nós optamos por um caminho trabalhoso, dedicado, que vai depender do apoio da comunidade e dos prefeitos, para que a gente, juntos, saia dessa guerra contra o Corona Vírus, vitoriosos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado ao Rodrigo Garcia. Queria acrescentar que o Governo do Estado de São Paulo, como disse o vice-governador, aqui nós não fazemos o fácil, nós fazemos o correto. E agora, na última intervenção, penúltima, perdão, intervenção, vou pedir ao secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, que, em nome dos secretários do Governo do Estado de São Paulo, possa fazer uma saudação ao novo secretário que se incorpora a esse time, t ime que eu, pessoalmente, tenho enorme orgulho, de secretárias e secretários. Passo então ao Henrique Meirelles para saudar Mauro Ricardo, novo secretário de Orçamento, Gestão e Projetos. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA DE SÃO PAULO: Mauro Ricardo, em primeiro lugar, gostaria de dizer que você é extremamente bem-vindo. E eu não estou falando aqui apenas do ponto de vista de um secretário da Fazenda, que, evidentemente, sempre vai gostar muito da ideia de ter alguém ali controlando as despesas. Isto é fundamental, principalmente agora, no período de pandemia e no pós-pandemia, na recuperação. Isso é absolutamente fundamental. O Mauro, com a experiência dele, em outros estados brasileiros, na pr efeitura e no Estado de São Paulo, vai colaborar muito no processo de gestão, gestão de despesas e gestão de racionalização daquilo que vai ser arrecadado, gerado, não só por um aperfeiçoamento cada vez maior da arrecadação, mas também pelo crescimento econômico. Então, acredito que eu falo em nome de todo o secretariado, aliás, tenho certeza disso, porque é algo que de fato, agora, é uma prioridade para todos. Nós precisamos ter um orçamento equilibrado, e aí não é apenas a parte de receita, temos que estar não só controlando as despesas, mas contornando de uma forma racional, de uma forma objetiva, definindo claramente prioridades. E ter alguém completamente dedicado a isso, com a sua experiência, é absolutamente fundamental. Grande satisfação para nós tê-lo aqui , para todo o secretariado. O governador mencionou, principalmente nesse período, onde nós temos que ter um foco na saída. Primeiro agora, como já está sendo detalhado, todo o foco, toda a atenção, todo o esforço, toda a capacidade de luta na proteção da vida, na contenção da pandemia e na preservação agora da economia. Mas, na saída, nós temos que crescer, temos que gerar renda, gerar emprego, e para isso o governador já nos encomendou, a Patrícia e a mim, o plano 20/21, que nós vamos concentrar em incentivos ao investimento, em primeiro lugar, facilitando a produção no Estado de São Paulo, dentro inclusive das linhas consagradas internacionalmente, segundo estudos do Banco Mundial, não é? Nós vamos trabalhar firmes também agora na retomada das concessões, que aliás, é impre ssionante, governador, como o Fundo Soberano de Singapura e os demais investidores estão firmes, cumprindo a sua parte aqui nos investimentos comprometidos com a estrada Piracicaba-Panorama. A privatização também é outra agenda prioritária. Alguns nos perguntam: Mas e como é que vai ser essa questão de capitalização, privatização, com a Bolsa nessa situação? Bom, a Bolsa vai se recuperar, o país, o mundo vai sair da pandemia. Nós temos que estar preparados, não podemos tomar uma surpresa na recuperação. Não, nós temos que estar trabalhando pela recuperação e depois, tirar todo a partir do possível, fazer o que for necessário, e aí nós precisamos retomar fortemente a agenda de privatizações, a agenda de concessões dentro de um processo de atração de invest imentos, seja para a indústria, seja para o comércio, seja para serviços e para infraestrutura. Portanto, isso é absolutamente fundamental, vamos retomar, como governador já anunciou as viagens, que foram muito bem-sucedidas em 2019, e agora vamos criar todas as condições, aproveitar essa capacidade ociosa que tem na economia criada pela pandemia, e crescer à taxas elevadas, ainda mais elevadas, governador, em São Paulo, em 2021. Já crescemos três vezes a média nacional em 2019, e vamos procurar aperfeiçoar ainda mais em 2021. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles. Antes de passar a palavra ao Mauro Ricardo, queria registrar e agradecer a presença da Ana Carla Abrão, nossa coordenadora do conselho econômico do estado de São Paulo. Mauro Ricardo, novo secretário de Orçamento, Gestão e Projetos do estado de São Paulo.

MAURO RICARDO, SECRETÁRIO DE ORÇAMENTO, GESTÃO E PROJETOS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador João Doria, se me permite, eu quero primeiramente agradecer ao prefeito Bruno Covas, por ter me convidado e ter me dado a oportunidade de trabalhar na secretaria de governo, eu nunca tinha trabalhado em uma secretaria de governo, sempre na área da fazenda. E nessa oportunidade eu pude ajudá-lo na construção e na reprogramação de um programa de metas, no ajuste fiscal que foi feito na prefeitura, de tal forma que pudéssemos gerar recursos extremamen te importantes para atingimento das metas pactuadas para 2019/2020. Então eu queria agradecer ao prefeito Bruno Covas, dizer que eu me senti muito feliz de participar do seu governo, e acredito agora que com o Rubens Rizek me sucedendo, logicamente dará continuidade à essas ações, de tal forma que a gente possa aí cumprir todos os compromissos que foram assumidos na gestão Doria, Covas na Prefeitura de São Paulo. E agora eu quero também agradecer ao governador Doria por essa oportunidade também, de estar participando aqui do seu governo, e podendo fazer aqui no estado o que fizemos na prefeitura de São Paulo, ou seja, uma reprogramação do planejamento das ações a serem desenvolvidas, que infelizmente por conta da pandemia que ocorreu, houve uma queda significativa da atividade econômica, e com consequência uma redução das receitas do estado, e qu e vai haver uma necessidade de uma reprogramação das nossas despesas, dos nossos compromissos de tal forma que a gente possa chegar aí a 2022 em uma situação extremamente confortável, cumprindo todos os compromissos que foram assumidos durante o programa de governo. E também conduzir o processo de desestatização do estado, acelerando o programa de desestatização da mesma forma que fizemos na prefeitura. Então estaremos aqui para ajudar, em especial a Secretaria de Fazenda, o Meirelles, o Rodrigo Garcia, o seu governo, e todos os secretários, para que a gente possa rapidamente fazer a reprogramação e alocar os recursos necessários para que a gente possa cumprir todas as metas nesses dois anos e meio de governo. Muito obrigado pela oportunidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário, novo secretário do estado de São Paulo, Mauro Ricardo. E falando em integração, prefeitura/governo do estado, prefeitura da capital de São Paulo, e o governo do estado, que se apresenta de maneira explícitas nas ações da saúde, nas ações de desenvolvimento econômico, proteção social, com a palavra o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Aqui brevemente, primeiro apresentar os últimos dados da cidade de São Paulo, em especial, citar aqui desde o dia 4 de maio a gente tinha mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI na cidade, e atingimos ontem 79,7% de ocupação dos leitos de UTI. Esse e outros índices permitiram com que a cidade fosse classificada na fase dois do programa de retomada consciente, do governo do estado de São Paulo. Mas é preciso enfatizar, primeiro lugar, a cidade de São Paulo continua em quarentena, nós não vencemos ainda o vírus aqui na cidade. Então, por favor, que as pessoas continuem a utilizar a máscara, continuem a evitar deslocamentos desnecessários, continuem a evitar aglomerações. Segunda questão importante a ser enfatizada, na cidade nada reabre a partir do dia 1 de junho. A partir do dia 1 de junho a gente passa a receber os protocolos setoriais considerado o mínimo já acordado com o governo do estado de São Paulo, mas protocolos que envolvam temas como a questão do distanciamento, a questão de higiene, a orientação necessária para os clientes, horários alternativos de funcionamento, possibilidade de agendamento, a questão da fiscalização e da autotutela que as associações vão fazer sobre os seus associados, e também de que forma a gente não ampliar a desigualdade na cidade de S&a tilde;o Paulo, já que as creches e as escolas não voltam ainda a funcionar, para que não seja penalizada a empregada mulher. Porque é sempre sobre a mulher que recai a obrigação de cuidar dos filhos, para que a gente não tenha uma demissão desses setores das funcionárias mulheres, de que forma os setores vão assumir esse compromisso com a cidade de São Paulo. Esses protocolos serão validados pela vigilância sanitária municipal. É exatamente nessa linha que o governo do estado autoriza os municípios a reabrirem essas atividades. Cada prefeito ouvida a sua vigilância sanitária municipal, e é exatamente dessa forma que nós vamos fazer, com toda a tranquilidade que o tema requer, com o planejamento necessário que o tema requer, para que daqui a algumas semanas a gente não perca os índices que a cidade atingiu, e a gente n& atilde;o retorne à fase um da retomada consciente. Então esse período de quarentena foi importantíssimo, não apenas para que a gente segurasse a expansão da doença na cidade, chegando ao RT de um na cidade de São Paulo, mas acima de tudo, para que a gente pudesse expandir o nosso sistema de saúde. Nós tínhamos 507 leitos administrados pela prefeitura de São Paulo, leitos de UTI, já ampliamos em mil, até domingo são mais 380 respiradores que o estado está passando para a prefeitura, e nós vamos com isso transformar 380 leitos de enfermaria em mais 380 leitos de UTI até domingo agora. Além disso, a prefeitura continua a trabalhar, além dos sete novos hospitais que nós já inauguramos ou reabrimos agora em junho, são mais três hospitais. Nós vamos reabrir o andar térreo do Hospital Sorocabana, com mai s 60 leitos. Vamos reabrir o Hospital da Guarapiranga, antigo Hospital Irmãs Hospitaleiras, com mais 140 leitos, e vamos inaugurar o hospital na Brigadeiro Luiz Antônio com mais 140 leitos. Nós vamos continuar no trabalho que a gente iniciou em fevereiro, de ampliar os leitos na cidade de São Paulo, para que ninguém fique sem atendimento. Essa foi a premissa inicial adotada pela prefeitura, não deixar nenhuma pessoa sem atendimento na cidade de São Paulo. De cada dez pessoas que buscam o sistema público de saúde aqui ida cidade, nove estão sendo curadas, é exatamente dessa forma que nós conseguimos reduzir a quantidade de mortes na cidade de São Paulo, e vamos continuar a fazer isso. Com essa retomada que garanta o emprego, mas que garanta também que a gente não retroceda para a fase um aqui do estado de São Paulo. Muito obrigado, boa tarde, a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. A nossa coletiva de hoje vai até às 14h, agora são 13h26min. Queria voltar a esclarecer, antes de iniciarmos as perguntas, que a gratuidade do Bom Prato é exclusivamente para pessoas em situação de rua, pessoas que estão previamente cadastradas nos municípios, seja aqui na capital, grande São Paulo, ou no interior. É importante para que a imprensa, ao reproduzir essa informação mencione que é exc lusivamente para pessoas em situação de rua previamente cadastradas como tal nos municípios, capital de São Paulo, região metropolitana, litoral e interior de São Paulo. Vamos agora às perguntas, vamos começar presencialmente, e hoje começaremos com a Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan. Na sequência, vamos à uma pergunta virtual, que é da Isabela Palhares, da Folha de São Paulo. Nesse momento, passo a palavra a você, Beatriz Manfredini. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Se possível, eu queria fazer duas perguntas. Governador, ontem a gente teve um recorde no número de casos aqui em São Paulo, um dia depois do lançamento, enfim, do plano. Queria um comentário do senhor sobre isso, como que isso reflete nessa retomada? E para o prefeito Bruno Covas, por favor, apesar da mensagem estar clara, que nada vai reabrir no dia 1, tem muita gente ainda com dúvida, e fui perguntada na rua sobre isso em algumas pautas, e eu queria saber se essa fiscalização vai ser r edobrada a partir do dia 1, como que vai ser, caso esses estabelecimentos reabram sem autorização. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beatriz Manfredini, obrigado pelas duas perguntas. Vou começar exatamente pedindo ao Bruno Covas para responder à segunda e à última que você fez.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Sim, já estamos prevendo exatamente isso, a partir do dia 1 a gente intensificar a fiscalização, inclusive a Polícia Militar tem colocado com a prefeitura nessa fiscalização, mas o mais importante eu tenho certeza, até porque, a imprensa tem colaborado, levado essa informação, é deixar bem claro que apesar da autorização dada pelo governo do estado, os setores não começam a reabrir dia 1, dia 1 é a data que inicia a entrega dos protocolos, que serão validados pela área da vigilância sanitária. Então é importante enfatizar isso, mas sim, a gente já pensou na possibilidade de alguns desavisados acabarem reabrindo, e por isso nós vamos com a fiscalização mais intensificada para a rua, na segunda-feira.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Vou dividir a resposta a você, Beatriz Manfredini, com o nosso coordenador do comitê de saúde, Dimas Covas. Nós aqui no início do mês de ministério apresentamos uma projeção, aliás, foi feita pelo próprio Dimas Covas com a participação do secretário da Saúde do estado de São Paulo, com a previsão e a projeção do número de pessoas infectadas, e lamentavelmente aquelas que poderiam vir a &oacu te;bito. Portanto, não há nenhuma surpresa, nenhum fato novo, embora sempre fatos a lamentar, tanto de pessoas infectadas, e, sobretudo, as pessoas que foram a óbito. Então isso está dentro daquilo que as curvas indicaram, e, portanto, não há nenhum risco de descontrole e de colapso em São Paulo, em parte alguma, nem na capital, nem na grande São Paulo, nem no litoral, e muito menos no interior. E complementa a resposta, Dimas Covas, coordenador do comitê de saúde. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATÃ: Obrigado. Beatriz, na última projeção que nós fizemos da evolução da epidemia, nós projetamos para o dia 31 de maio entre 90 e 100 mil casos, estamos exatamente cumprindo, nesse momento cumprindo, quer dizer, a epidemia está se comportando exatamente como que havia sido previsto, ou contrário, o modelo consegue prever muito o que acontece com a epidemia. E felizmente a nossa previsão para o número de óbitos era de 9 a 11 mil, estamos com um número menor. Mas de qualquer maneira iss o mostra que os modelos que estão sendo usados são modelos precisos, são modelos que ajudam as decisões, a epidemia tem essa projeção no seu curso normal, vamos dizer assim, é a evolução normal da epidemia, e o número de casos e o número de óbitos continuará a aumentar até que a gente consiga reverter a própria epidemia. Então a possibilidade de ter aumentos diários, e inclusive em números inusitados, como tem acontecido no Brasil, que tem batido seguidamente recordes de número de óbitos, nesse momento no mundo, está dentro do esperado. O importante é que as medidas que foram tomadas aqui em São Paulo salvaram 66 mil vidas e agora, com o Plano São Paulo, nós temos um modelo, nós temos um sistema de controle, que permite a todos os municípios, a todos os prefeitos, a todas as pessoas, enten derem o que acontece com a epidemia, na sua região. Essa é uma arma importante, uma arma importantíssima nesse momento, quer dizer, nós estamos concentrando as forças onde o inimigo está mais forte, estamos nos preparando para a grande batalha que se aproxima aí nas próximas semanas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Obrigado, Beatriz [ininteligível], pelas perguntas. Vamos agora para uma pergunta virtual, da jornalista Isabela Palhares, da Folha de São Paulo. Isabela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Governador, as cidades vizinhas a São Paulo, elas não estão liberadas para a reabertura do comércio. Mas são cidades que a atividade econômica, ela é muito ligada à da capital. Muitas pessoas que moram nessas cidades trabalham aqui em São Paulo. Como que o Governo pretende, como o Governo avalia que vai ser o impacto da circulação das pessoas dessas cidades pra capital? E eu queria saber se vocês pretendem criar alguma regra de restrição, para impedir a entrada delas aqui na capital.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isabela, obrigado pela pergunta. Vou dividir a resposta com o secretário Marco Vinholi, e se for necessário com algum comentário da área da Saúde. Primeiro, nós não estabeleceremos nenhum tipo de restrição na circulação entre as cidades aqui da Grande São Paulo. Nem o Governo do Estado e muito menos as prefeituras das cidades que compõem a Grande São Paulo. Não faz sentido, não é viável e não há razão pra isso. O que não impede as medidas de cuidado e de zelo no atendimento à saúde, as ações preventivas de saúde, como a recomendação renovada aqui por várias vezes, para que as pessoas continuem em casa. Se tiverem que sair, por necessidade absoluta, que usem máscaras, como 96% da população está utilizando. E se tiverem que ir a algum local, que obedeçam o distanciamento social mínimo de 1,5 metro entre uma pessoa e outra. E para complementar, peço a intervenção do Marco Vinholi, que é o nosso secretário de Desenvolvimento Regional. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem. Bom, de forma muito clara, e é fundamental esse entendimento, nós temos dois campos que são analisados pelo Comitê de Contingência, para verificar a retomada consciente. Um deles, a evolução da pandemia, e nesse quesito tanto a capital quanto os municípios da região metropolitana estão dentro dos parâmetros. O que faz a região metropolitana estar em um parâmetro diferente da capital é a capacidade hospitalar. Então, n&oacu te;s dividimos em cinco sub-regiões, e essas sub-regiões têm uma capacidade hospitalar diferente da capital de São Paulo. Então, não tem relação com o fluxo das pessoas, mas sim com a capacidade que cada uma dessas regiões tem de atendimento. Nós vamos trabalhar o avanço disso em conjunto. Na primeira aferição, que será na próxima terça-feira, e daí anunciada na quarta-feira, nós vamos verificar esses dados de todo o Estado de São Paulo, e daí, de sete em sete dias, nós vamos atualizando. Portanto, a questão fundamental da região metropolitana é a capacidade hospitalar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Isabela, eu vou pedir ao prefeito da capital de São Paulo, de certa maneira, ele está contextualizado dentro da sua pergunta, para que ele possa também complementar a resposta. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Olha, Isabela, a cidade de São Paulo, ela não é só dos paulistanos e das paulistanas. A cidade de São Paulo é de todos os brasileiros. Nós temos que tomar cuidado para que, nesse momento de pandemia, nesse momento que nós temos um problema de saúde, a gente não dê vazão a qualquer tipo de discurso xenófobo aqui na cidade de São Paulo. A cidade vai continuar a receber gente de fora, seja pessoas da Grande São Paulo, sejam trabalhadores de outras regiões do Estad o de São Paulo, sejam pessoas que estão vindo aqui do Pará, ou do Maranhão, se tratar em hospitais particulares aqui da cidade. O que vai dar segurança na reabertura são esses protocolos, que preveem a capacidade de atendimento, como as pessoas vão entrar dentro das lojas... É exatamente por isso que esses protocolos vão ser avaliados pela Vigilância Sanitária, para que a gente, reabrindo essas atividades, a gente não retroceda para a fase 1. Tem que se levar em consideração que tudo que é feito na cidade de São Paulo atinge não apenas os seus moradores, mas as pessoas que frequentam a cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Isabela Palhares, da Folha de São Paulo, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora a uma pergunta presencial, da jornalista Carla Mota, da Rádio Capital, e na sequência a jornalista Daniela Salerno, da TV Record. Carla Mota, boa tarde, sua pergunta, por favor. E se você quiser, pode ajustar o microfone, para ficar mais cômodo para você. Isso.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha pergunta é a seguinte: Com a reabertura parcial de alguns setores, a partir aí dos próximos dias, eu gostaria de saber como é que ficam alguns serviços oferecidos pelo Governo do Estado, por exemplo como o Detran, unidades do Poupatempo, e também na capital paulista, como o CAT, o Cras. E aí eu gostaria de emendar também uma pergunta sobre o transporte público, se vai haver alguma modificação, algum aumento da frota, tanto aí nos ônibus da SPTrans, no caso da capital paulista, como também dos da MTU e os trens da CPTM e do Metrô, por parte do Governo do Estado. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla Mota, obrigado. Pragmáticas, as perguntas, pragmáticas as respostas. Vamos começar pelo Estado de São Paulo e depois com a Prefeitura de São Paulo. Pelo Estado de São Paulo responde o secretário de Governo, que aliás é responsável pelos programas do Poupatempo e do Detran. E pode aproveitar e falar também sobre transporte metropolitano, Rodrigo Garcia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Carla, isso foi inclusive objeto de discussão hoje na nossa reunião do secretariado. É fundamental o Governo de São Paulo e todos os governos tirarem aprendizado dessa crise, dessa quarentena, e foi isso que o Governo fez. Os dois serviços que você cita, Poupatempo e Detran, por exemplo, foram serviços que, ao longo da quarentena, o governador Doria anunciou ampliação de serviços eletrônicos no Poupatempo e no Detran. Hoje, nós aumentamos enormemente a quantidade de servi&cc edil;os online no Poupatempo, o que evita com que as pessoas se desloquem até o seu posto físico, e no Detran também, com o portal lançado semana passada, que melhora a cada dia, praticamente 90% dos serviços do Detran também serão online. E hoje, na reunião de secretariado, a orientação do governador é que cada secretário, que tem autonomia, avalie os serviços que eram prestados antes da quarentena, e já quando decidir a sua volta, voltem de maneira diferente de quando nós fechamos no período do mês de março. Então, portanto, nós temos muitos serviços online, nós temos muitas ações que foram feitas virtualmente, e nós queremos agregar essa experiência, essa inovação, para que no fundo a gente possa até fazer economia de recursos públicos. Então, essa orienta&cced il;ão vale, ninguém vai, a partir de segunda-feira, abrir, sem nenhum tipo de critério, os serviços do Estado. Cada secretário está autorizado pelo governador para fazer uma abertura gradual, aproveitando as inovações do período. E ao longo das próximas semanas nós vamos ajustar essa abertura. Então, na segunda-feira, mesmo que uma cidade do interior já possa ter o seu decreto de abertura, o Poupatempo não voltará na segunda-feira, a funcionar fisicamente. Lembrando que ele funciona remotamente. Isso vale para os outros serviços públicos. Quanto à questão do transporte público da capital, Metrô, CPTM e trens urbanos da MTU, existe toda uma calibragem, junto com a Prefeitura de São Paulo, em relação à volta das atividades econômicas. Consequentemente, há o aumento da oferta de acentos no metr ô, na CPTM. Então, isso também está sendo calibrado. A cada protocolo e a cada decisão do prefeito Bruno Covas ou das regiões metropolitanas de São Paulo, a Secretaria de Transportes Metropolitanos vai aumentando a oferta de transporte público. É dessa forma que nós vamos procurando fazer essa convivência inteligente com a pandemia, a partir de agora.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Vamos agora à parte da Prefeitura de São Paulo, Carla Mota, com o prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Por parte da prefeitura, todos os serviços que estão sendo exercidos de forma online vão continuar a ser exercidos de forma online. Nós temos alguns CATs que foram abertos para atendimento presencial, para auxiliar a população na busca do auxílio do Governo Federal. Esses serviços continuam apenas com pessoas que agendam para atendimento. A gente disponibiliza máscara para as pessoas que vão para esses atendimentos presenciais. Então, nada muda na prefeitura nesse instante, do ponto de vista de reabrir as repartições públicas que estão continuando a fazer o atendimento, de forma virtual. Do ponto de vista do transporte municipal, as empresas concessionárias já receberam orientação de deixar prontos mais 2.000 ônibus, que podem entrar em circulação, havendo necessidade, para poder incrementar a nossa frota, que é hoje de 8.400 ônibus.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Carla Mota, da Rádio Capital, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora, presencialmente também, jornalista Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada, Regina. Boa tarde a todos. O secretário Marco Vinholi disse que a situação da Grande São Paulo não muda imediatamente. Mesmo assim, eu faço a pergunta se essa subdivisão vem de encontro com o pedido dos prefeitos da Grande São Paulo de afrouxar antes de duas semanas, que seria ali o tempo da próxima fase. Isso já poderia acontecer semana que vem, com a próxima aferição, por exemplo? E uma pergunta bem rápida, apenas para entender. Em coletivas passadas, foi dito aqui pelo secretário Meirelles que a perda do estado seria de R$ 10 bilhões até julho. Com o início do afrouxamento aqui da quarentena, a flexibilização, isso muda ou não? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pelas perguntas, jornalista Daniela Salerno, da TV Record. Eu começo a responder, divido a resposta com o Marco Vinholi, e obviamente com o Henrique Meirelles. Essa subdivisão não é para afrouxar, é para ajustar. E é um procedimento fruto de diálogo e de entendimento. Quero aproveitar para deixar claro aqui aos jornalistas, aos que nos assistem, nos ouvem, nos acompanham, que o Governo de São Paulo não se submete à pressão, de forma alguma, nem de prefeitos, nem de parlamentare s, nem de presidente da República. E muito menos de empresários ou setores do setor privado. Aqui, nós nos rendemos e seguimos a orientação da ciência. Foi assim até hoje, é assim agora e continuará sendo assim no futuro. Vamos ao Marco Vinholi para complementar a resposta à Daniela Salermo e, depois, Henrique Meirelles.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem. Bom, cada uma dessas regiões têm um número exato de leitos que eles precisam aumentar a capacidade para poder dar segurança para a população e para poder, também, avançar nas fases. O intuito fundamental desses critérios é esse, nós temos, em um lado a evolução da pandemia, portanto, o isolamento social é remédio conhecido para isso, a utilização de máscaras, a mobilização da popula&cc edil;ão. E no outro campo de aumento da capacidade hospitalar, justamente, a formação de mais leitos. Então, as regiões vão se mobilizar, o estado está junto nisso, o que a gente pretende é avançar nessa capacidade hospitalar para, aí sim, passar de fase de forma responsável, fazendo a retomada consciente também nessas regiões aqui da região metropolitana.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Marco Vinholi. E agora, Daniela Salermo, complementando a sua segunda questão, o secretário da Fazenda e Planejamento Henrique Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. A resposta é que a nossa previsão de queda de arrecadação se mantém, por uma razão muito simples, o grande efeito na economia vem da pandemia, ela não vem das medidas de combate à pandemia. Por razões diversas, se nós observarmos do ponto de vista estritamente econômico, nós temos mais de 74% do total de empresas e do total do produto que não sofreram restrições importantes por causa da quarentena. Então , a abertura é importante, gradual, inteligente, a quarentena inteligente e tudo isso é importante por uma questão de não prejudicar alguns setores da população e melhorar a qualidade de serviços etc. e facilitar a vida das pessoas. Mas, por outro lado, isso não vai alterar grande, de uma forma importante a atividade econômica ou a arrecadação. Portanto, a nossa expectativa é que o produto, de fato, vai ter uma queda muito importante agora, o PIB, o brasileiro e o de São Paulo, e nós vamos ter, uma última análise uma queda de produto no Brasil que pode ser até de 6% ou mais, durante o correr do ano e uma queda mais importante agora. Por quê? Por causa pandemia. Mas tudo isso já está levando-se em conta de que vai haver uma abertura inteligente etc. cuidadosa, consciente, mas que, de fato, isso não vai resolver o problema da crise, v ai resolver o problema de muitas pessoas e facilitar a vida da população, mas, com segurança, com proteção à vida em todo o lugar e tudo bem e, evidentemente, com, no devido momento, quando a crise de saúde chegar num ponto de estabilização, num ponto de conforto da população, aí a economia deve começar a crescer, mas de uma forma gradual. E espera-se que, em algum momento, durante o correr do próximo ano ou antes, nós tenhamos aí a disponibilidade de tratamento, vacina etc. que possa ser aplicada em massa, aí sim, nós teremos uma recuperação econômica que acreditamos que vai levar a uma taxa, inclusive, de crescimento maior do que no passado, esperamos que isso se reflita na arrecadação, mas isso é coisa que se prevê para 2021. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário Henrique Meirelles, mas uma vez, muito obrigado Daniela Salermo. Vamos agora a mais uma pergunta presencial, é da CNN, jornalista Marcela Rahal. Marcela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARCELA RAHAL, JORNALISTA DA CNN: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu queria entender, de fato, quais são os critérios para a flexibilização? Vocês falaram aqui na quarta-feira a questão da capacidade do sistema de saúde, do número de mortos, e aí a gente tem um pouco de flexibilização na capital paulista, eu queria entender quais são os números dessa flexibilização para a gente entender melhor? Bom, e outra coisa, eu queria saber também da prefeitura, do prefeito Bruno Covas, o senhor falou que vai esperar a aprova ção da vigilância sanitária, tem um prazo que a prefeitura já trabalha de quando isso deve... de quanto tempo isso deve durar e os estabelecimentos podem abrir a partir de quando, mais ou menos, assim, pelo menos uma previsão? É isso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Marcela. Nós vamos começar com o prefeito Bruno Covas e, na sequência, a Patrícia Ellen. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Não, não tenho. Assim que aprovado pela vigilância sanitária. Não vamos dar prazo para defender esse prazo, porque imagina se a vigilância sanitária não aprova, não vai ser aberto de qualquer forma. Então, é assim que aprovado pela vigilância sanitária.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Em relação a primeiro, obrigado Bruno, em relação a primeira pergunta a Patrícia Ellen vai responder e, Marcela, havendo necessidade, com a maior disposição a Patrícia Ellen ou o Vignoli ou o nosso vice-governador, poderão participar de algum ou de alguns programas na CNN para uma explicação detalhada, para o projeto e denso, o plano é denso, não é um plano curto e eu diria, fácil de explicar em um ou dois minutos, portanto, considere essa dispo sição do governo de informar corretamente aos assinantes da CNN, aliás, como sempre, a informação é muito importante, é um elemento vital no combate ao vírus e na orientação à população. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. E reforçando esse ponto, Marcela, nós estamos dispostos a fazer debates também com universidades, já estamos organizando alguns, porque houve um trabalho bastante exaustivo de práticas internacionais, uma lista de critérios que foram considerados, a discussão com o centro de contingência, pessoalmente, eu te digo que foi um dos momentos mais inspiradores que eu já vivi aqui no governo, de ver aqui, foram mais de 30 horas de re uniões técnicas fazendo essas ponderações. Eu acho que esse trabalho precisa ser replicado e entendido sim, porque é um quebrar esse paradigma, a gestão é técnica, é baseada em critérios e é isso que nos vai ajudar a sair dessa pandemia mais rápido. Capacidade hospitalar, primeiro critério, evolução da pandemia, segundo critério. Capacidade hospitalar tem dois indicadores: ocupação de leitos de UTI Covid e leitos de UTI Covid a cada 100 mil habitantes. Esses dois indicadores são ponderados para que a gente chegue a índice relativo a capacidade hospitalar. Todas as regiões que tiverem com o resultado de capacidade hospitalar acima de 80%, elas estão no que a gente chama aqui da fase vermelha. Entre 70 e 80% elas já passam para a fase laranja que é a de controle. E abaixo de 70% para as fases seguintes. Isso &ea cute; importante porque é um patamar diferente do que é utilizado internacionalmente, porque nós temos o SUS no Brasil e no estado de São Paulo, que muitos países, ou seja, nenhum país tem. O SUS é o sistema pública de saúde integrado maior do mundo, então, temos que ajustar os indicadores e as referências para a nossa realidade. No critério de evolução da epidemia nós temos três indicadores: variação de novos casos de Covid, variação de internações e variação de óbitos. Todos eles são comparando os últimos sete dias com relação aos sete dias anteriores. E aqui o esclarecimento é importante, quando a gente fala de redução sustentável do crescimento não quer dizer que não está tendo novos casos. Nenhum país reabriu quando n ão tinha mais casos, que ainda tem casos de Covid em boa parte do mundo, reabriu com o crescimento sob controle. E o ponto das internações também é importante porque a gente não está olhando só Covid, nós estamos olhando internações por síndrome respiratória aguda grave também, é um jeito mais preciso ainda, que se tiver qualquer tipo de atraso em testagem, nós estamos considerando também os casos suspeitos e reduzindo o atraso da informação para que os dados reflitam a realidade. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada secretário Patrícia Ellen. Marcela Rahal da CNN, obrigado pelas perguntas. Já encaminhando para a etapa final da nossa coletiva, vamos agora a uma pergunta virtual do jornalista O Vale de São José dos Campos. Xandu, boa tarde, prazer tê-lo aqui novamente conosco, sua pergunta, por favor.

XANDU ALVES, JORNALISTA DO JORNAL O VALE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Governador, o senhor anunciou a retomada consciente com uma quarentena inteligente. No Vale do Paraíba há aumento de casos e queda do isolamento, isso já identificado há três semanas atrás. Foram mais de 530 novos caso em uma semana. A maior quantidade até agora para esse intervalo de tempo. Que avaliação que o senhor faz da situação do Vale do Paraíba? E uma segunda, se no estado o senhor acha que o pior já passou ou ainda está por vir? É isso, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Xandu, obrigado pela pergunta, eu vou dividir a resposta com dois membros do nosso governo, Rodrigo Garcia, secretário d e Governo e vice-governador e também com o Marco Vignoli, nosso secretário de Desenvolvimento Regional. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Xandu, no fundo, todos esses novos casos do vale do Paraíba, seja de internação, seja de notificação, seja de óbito, eles estão no painel de controle do governo do estado. No fundo, a quarentena inteligente prevê esse painel de controle nos dois critérios e nos cinco indicadores que a Patrícia acabou de detalhar para você, nós sabemos sim, o aumento do número de casos no Vale do Paraíba, mas há diminuição do número de óbitos, a int ernação se mantendo constante, portanto, a situação do Vale do Paraíba é uma situação de controle, por isso ela foi classificada como uma zona laranja, aonde os prefeitos, através das suas vigilâncias municipais, através da sua pactuação com a DRS aí de Taubaté, farão uma abertura consciente, observando todos esses indicadores. Então, eu acho que é fundamental que a imprensa nos ajude a reforçar esse sistema de controle refinado que São Paulo criou agora, levando, sim, em consideração os dois principais critérios que o mundo uso, mas adaptando esses critérios para o nosso Sistema Único de Saúde, para o nosso estado de São Paulo e para cada região do estado de São Paulo. Então, é difícil dizer a avaliação se o pior já passou, o importan te é: nós estamos preparados e com um sistema de controle que vai nos avisar, sim, com certa antecedência, qualquer tipo de evolução da epidemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Rodrigo Garcia. Vignoli para complementar a resposta ao Xandu.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Xandu, boa tarde. Bom, é importante esclarecer os dados da região da DRS 17, Taubaté e São José dos Campos, 44,8 de ocupação de leitos, ou seja, dentro do critério, 10.1 leitos Covid por 100 mil habitantes, também dentro do critério, 2.8 casos em variação com os últimos sete dias, 4.8 em internações e menos 60 óbitos em comparação de uma semana com a outra semana, portanto, fase laranja. É fundamental esclarecer também que nós estamos aqui falando de dados de hoje, 28 de maio. E a base utilizada para o anúncio da quarta-feira, foi na terça-feira, dia 24/06. Portanto, terça-feira, dia 2, nós fechamos essa base de cálculo, e na quarta-feira, dia 3, nós anunciamos o que deu na base semanal. Será assim de sete em sete dias.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tá bem. Obrigado, Marco Vinholi. Xandu, antes de irmos para a penúltima pergunta aqui, estou vendo que ali atrás da sua estante você tem uma caneca com o símbolo do Corinthians, Sport Club Corinthians Paulista. Bruno Covas e eu vamos mandar para você uma caneca com o símbolo do glorioso Santos Futebol Clube, tá? Que aí você pode ter os dois aí na sua estante. Obrigado, Xandu. Vamos agora para a penúltima pergunta de hoje, é do jornalista William Cury, da TV Globo, GloboNews. Will, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem? O Governo recebeu, nos últimos dias, muita reclamação dos prefeitos da região metropolitana, inclusive ontem teve uma reunião com os prefeitos do ABC, secretário Marco Vinholi aqui comentou. Hoje, o Governo anunciou essa nova divisão da região metropolitana. O secretário Vinholi ressaltou que falta pros municípios da região metropolitana atingir os indicadores necessários a mudar de etapa. Só que agora o Governo vai poder analisar de forma mais focada, em determinada região da próp ria Grande São Paulo. Queria saber se algo muda antes do dia 1 de junho, em relação à classificação dessas regiões da Grande São Paulo, e se, pelo fato de ter sido dividida agora, ou pelo menos foi anunciado hoje essa divisão em cinco sub-regiões, se esse período de 15 dias para avançar para uma fase melhor, ele vai ser mantido ou se isso pode acontecer antes do tempo para os municípios da região metropolitana. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Também uma pergunta bastante pragmática e esclarecedora, do ponto de vista da resposta do Governo de São Paulo. Vou pedir ao nosso Marco Vinholi para responder, e se alguém mais aqui precisar fazer comentário, poderá fazer. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO : Muito bem. Vou pedir música no Fantástico já, né, Will? Mas de forma muito pragmática: nós aprovamos essa indicação no Comitê de Contingência, na própria segunda-feira. O vice-governador Rodrigo Garcia, já na quarta-feira, no anúncio aqui, já falou sobre esse estudo e essa possibilidade, e nós pactuamos com os prefeitos. Pro dia 1, não muda nada, estão mantidos esses aspectos, estão mantidos os índices da região metropolitana anunciados na quarta-feira. Daí, dentro disso, o desafio deles evoluírem com a capacidade hospitalar, para, na primeira aferição, eles já terem aí esses dados de maior capacidade hospitalar. Se alcançarem esses dados, no nosso sistema, portanto, considerados. No fundo, isso vai possibilitar também que cada região aumente esse número de leitos, que consequentemente vai dar uma segurança para a população daquela região, quando tiver Retomada Consciente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E apenas para complementar, Will, os municípios deverão receber o sinal do Governo do Estado de São Paulo para iniciar qualquer procedimento dentro dessa Retomada Consciente. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Comentário rápido, Will. Assim, os indicadores são inclusive compartilhados diariamente pelo Sistema de Monitoramento Inteligente. Mas é importante a gente ter essa consciência, então Retomada Consciente vem daí também. Nós não podemos tomar decisões com base no dado do dia, uma decisão tão importante para a população, tão séria. Por isso que a atualização da decisão é &agra ve;s quartas-feiras, e nos permite entender o comportamento das semanas anteriores. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen, obrigado, Vinholi, muito obrigado, William Cury, da TV Globo, GloboNews. Agora, às 13h57, a última pergunta de hoje, do jornalista Fábio Diamante, do SBT. Fábio, obrigado pela presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, eu preciso fazer a pergunta que mais me fizeram esses dias, de que as pessoas entenderam que houve uma mudança brusca no tom do discurso do Governo, da semana passada para essa semana. Como o senhor sempre diz que o Governo se baseia na saúde, eu queria direcionar a pergunta para a saúde, para o Dr. Germann e o Dr. Dimas. Dr. Dimas semana passada disse aqui que São Paulo estava perdendo a guerra para o vírus. Eu queria perguntar para o senhor o que houve da semana passada para agora. São Paulo continua perdendo a guerra ou foi uma análise equivocada dos senhores? Queria saber se, nessa discussão pela abertura, se o Comitê convenceu ou foi convencido, e se é uma decisão unânime dos senhores, em relação à abertura, a partir de agora. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio Diamante. Então vamos à resposta com o nosso coordenador do Comitê de Saúde, e compartilhadamente com o secretário de Saúde. Então vamos ao Dimas Covas, na primeira parte da resposta, seguido do José Henrique Germann. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, com relação à primeira parte, quer dizer, eu não afirmei que São Paulo estava perdendo a guerra. Na realidade, quem está perdendo a guerra é o mundo. Quer dizer, essa batalha é a batalha mais feroz que o mundo iniciou nesse século, é uma batalha sem quartel, aonde cada um de nós está na trincheira e, portanto, o que nós precisamos fazer é nos preparar, do nosso lado, quer dizer, preparar o nosso exército. O exército do outro lado é muito poderoso, ele está chegando a cada dia mais próximo das pessoas e nós precisamos ter as nossas armas, nós precisamos ter as nossas forças armadas prontas, de prontidão para enfrentar esse desafio. Essa questão do avanço que houve, e foi um grande avanço essa semana, um anúncio desse sistema, que é um sistema inteligente, que fornece inteligência ao nosso exército, que mostra onde que as batalhas serão mais renhidas, e daí essa classificação de cores, que é muito apropriada. E nós temos que concentrar as nossas forças nessas regiões que estão em maior risco. Quer dizer, o sistema, esse sistema de controle é uma sintonia fina, que entende as diversas realidades do Estado de São Paulo, as diversas epidemias que têm velocidades diferentes. Isso nos permite concentrar as nossas forças aonde o des afio é maior. Este é um grande instrumento, é um instrumento que detalha as ações, que mostra o risco, que permite aos prefeitos, às pessoas, aos empresários, aos prefeitos e prefeitas, que entendam a situação epidemiológica, consigam traduzir para a sua região o que acontece, em termos da epidemia, e se preparar. E mostrar isso aos seus cidadãos, e chamar a todos para participar da batalha. Essa é a grande evolução do Plano São Paulo, essa é a grande evolução desse modelo, um modelo validado e um modelo que vai funcionar, se todos entenderem a responsabilidade de cada um.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Muito obrigado, Dr. Dimas Covas. Complementando, Dr. José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Fábio, todos, eu gostaria de colocar pra vocês aqui que, continuamente, a Secretaria vem colocando recursos e melhorando a qualidade, estou falando em qualidade, melhorando a qualidade da assistência para aqueles que são atendidos pela rede pública do Estado de São Paulo. Fizemos várias modificações, inclusive, como vocês viram hoje, já abaixou um pouco a taxa de ocupação, em função de leitos que estavam à espera de novos recursos para poder entrar em operação de UTI. Então, feito isso, nós colocamos o Estado num patamar cada vez melhor. E por que eu digo melhor, e não só maior? Vocês se lembram que nós comentamos que nós temos um programa com o Incor, de telemedicina, onde temos 250 leitos que estão sendo monitorados e passando, a gente... Informações entre o Incor e essas UTIs, e que agora firmamos um novo convênio, passando para 500 leitos. Mais dez novos hospitais entram nessa rede de telemedicina, coordenada pela UTI do Incor. Então, são recursos que a gente vai agregando ao atendimento, e que levam então a esta melhoria. Mas eu gostaria de ressaltar que o 'fique em casa' e o uso de máscara ainda são as melhores armas que nós temos, e que devemos sempre observá-las a cada dia, ficando em casa e fazendo com que os seus idosos sejam protegidos de ntro das suas próprias casas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann, obrigado, Dr. Dimas, obrigado, Fábio Diamante, jornalista do SBT. Nós vamos concluir a nossa coletiva de hoje, sexta-feira, dia 29 de março, desejando a todos os que estão aqui, os que estão em casa, remotamente, os que estão nos assistindo, ouvindo e acompanhando, que tenham todos um bom final de semana. Lembrem: estamos ainda em quarentena e continuaremos em quarentena. A recomendação médica, como acaba de dizer o secretário de Saúde do Estado de São Paul o, é para que fiquemos em casa, respeitemos o distanciamento social e a utilização de máscaras sempre que você precisar sair da sua casa. Uma boa tarde e um bom final de semana a todos.