Coletiva - Governo de SP propõe antecipar feriado estadual para 25 de maio 20201805

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Coletiva - Governo de SP propõe antecipar feriado estadual para 25 de maio

Local: Capital - Data: Maio 18/05/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado a todos, os jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos de imprensa que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, hoje, segunda-feira, dia 18 de maio. Na coletiva de hoje, a participação do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. José Henrique Ge rmann, secretário de saúde e membro do comitê de saúdo do Estado de São Paulo. General João Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo. Patrícia Ellen, secretário do desenvolvimento econômico. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. E Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan e coordenador do comitê de saúde, o centro de contingência do Covid-19. Estão também aqui, acompanhando a coletiva e poderão responder a perguntas dos jornalistas, o secretário municipal de saúde da capital de São Paulo, Edson Aparecido. Sérgio Sá Leitão, secretário de cultura e economia criativa do estado. Flávio Amary, secretário estadual de habitação. Vinicius Lummertz, secretário estadual de turismo. O Cléber Mata, secretário estad ual de comunicação, e Walter Ihoshi, que é o presidente da junta comercial do Estado de São Paulo. A todos obrigado pela presença. Também agradecer a TV Cultura, que está já em transmissão direta e ao vivo desta coletiva, igualmente a TV Band News e a Rádio Bandeirantes, a TV Jovem Pan, a TV UOL, a Rede Brasil, a Record News e a TV Alesp. Também aqui presentes técnicos, profissionais e repórteres da TV Globo, Globo News, TV Record, TV Bandeirantes, CNN, SBT, Rede TV e TV Gazeta. Bem, nas mensagens de hoje, de forma curta, mas incisiva, estamos vivendo, como todos sabem, a mais grave crise de saúde da história do país nos últimos 100 anos, e a mais grave crise econômica também da história do país nos últimos 100 anos, temos que vencer a crise, mas para vencer a crise, temos que vencer o coronavírus, eu volto a repetir, o inimigo da economia não é a quarentena, é a pandemia, nós temos que vencer que a pandemia para resgatar a economia do país, e o mesmo aqui em São Paulo. Pra isso, todo apoio, todo suporte à ciência, medicina e à saúde, porque ela que nos orienta para o combate ao coronavírus, o achatamento da curva, a proteção às pessoas e a salvar vidas, o máximo de vidas possíveis a serem salvas em São Paulo e espero também no Brasil. O Cardial Arcebispo de São Paulo, Dom Odillo, declarou recentemente, numa entrevista a um jornal aqui de São Paulo, uma frase que é uma verdade significativa: A economia existe em função das pessoas, sem pessoas não é possível economia, pessoas mortas, pessoas infectadas, pessoas doentes não proporcionam uma economia ativa e capaz de resgatar oportunidades aqueles que dep endem desta economia. Portanto, volto a repetir aqui, o grande inimigo da economia é a pandemia, se trabalharmos juntos, em harmonia, se considerarmos que o comando desta guerra é da saúde, da ciência e da medicina, nós poderemos supera-la mais rapidamente. Quero destacar também que é muito importante que a população de São Paulo compreenda a importância do isolamento social, quanto maior for o isolamento social, maiores as chances de superarmos a fase mais dura da quarentena, o não isolamento social, a desobediência e estar em desacordo com a orientação da saúde e da medicina prejudica o conjunto de decisões do Governo do Estado de São Paulo para a ativação econômica e a recuperação nesta área em São Paulo. Hoje, vamos anunciar uma medida que vem ao esteio, vem no conjunto de uma medida anunciada ontem pel o prefeito Bruno Covas, sobre o qual ele falará na sequência, o Governo do Estado encaminha hoje para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, projeto de lei para a antecipação do feriado do dia nove de julho para o dia 25 de maio, a próxima segunda-feira. A expectativa é de que o projeto possa ser analisado em regime de urgência e possa ter a aprovação majoritária dos deputados na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, da mesma maneira, e o Bruno Covas se referirá a isso, que vereadores e vereadoras avaliarão a proposta do prefeito, no mesmo sentido, na mesma direção, com outros feriados, para a deliberação da Câmara Municipal de São Paulo. Essa medida do Governo do Estado, que dependemos da aprovação, repito, dos parlamentares da Assembleia Legislativa, vai em sintonia com a proposta do prefeito e ao encontro daquilo que nos recomenda o comitê de saúde do Estado de São Paulo, do qual o secretário Edson Aparecido, o secretário municipal de saúde, faz parte. Ficou muito claro que ao longo dos finais de semana e dos feriados, nos últimos 56 dias, nós temos índices mais elevados de isolamento, e isto contribui para o controle da pandemia, portanto, com esta decisão, nós teremos um período mais prolongado de feriados e, com isso, desejamos, esta é a expectativa, possamos ter índices semelhantes aos demais feriados e aos finais de semana. Com isso também, nós vamos recomendar que prefeitos de outros municípios da região metropolitana, do interior do Estado de São Paulo e do litoral, possam, igualmente, avaliar com as suas Câmaras Municipais a antecipação de feriados municipais para os dias que sucedem a estes feriados aqui de Sã o Paulo, ou seja, dias 26 e 27 de maio, quarta e quinta-feira da próxima semana. Eu não quero aqui antecipar, mas apenas pra que vocês tenham a melhor compreensão, repito, o prefeito vai se referir a isso de forma dedicada, mas havendo aprovação da Câmara Municipal, nós teremos feriado aqui na capital de São Paulo na próxima quarta e na próxima quinta-feira, sexta-feira ponto facultativo, se a Assembleia Legislativa aprovar a medida sugerida pelo Executivo, teremos feriado também na segunda-feira, dia 25, se prefeitos e prefeitas de municípios da região metropolitana, interior e litoral compreenderem e entenderem também como uma medida viável junto às suas Câmaras Legislativas, terão os dias 26 e 27 de maio também como feriados nestes municípios, tudo isso com o objetivo de aumentar o índice de isolamento e permitir que as pes soas, em casa, possam estar protegidas e também os seus familiares. Segunda e última comunicação de hoje, antes de ouvirmos o prefeito Bruno Covas, pela manhã fizemos a nona reunião do comitê empresarial solidário, este comitê tem a participação de mais de 350 empresas, precisamente 362 empresas, chama-se comitê empresarial solidário, hoje pela manhã empresários, dirigentes empresariais fizeram uma doação adicional no valor de 76 milhões de reais, agora somando as doações anteriores, temos 653.5 milhões de reais em doações em dinheiro, produtos e serviços. A prioridade destas doações está sendo para o plano social, para a compra da cesta do alimento solidário para populações em estado de pobreza e extrema pobreza, começando aqui pela capital de São Paulo, re gião metropolitana e outras áreas do Estado de São Paulo, onde bolsões de pobreza estão identificados. No total, neste mês de maio, temos um milhão de cestas de alimentos, nós já havíamos anunciado isso, para atender quatro milhões de pessoas, cada cesta atende quatro pessoas, pelo período de 30 dias, e também agora iniciamos a distribuição da cesta dos produtos de higiene e limpeza. Com estas doações, acrescentamos também lotes de EPI's, equipamentos de proteção individual, para o sistema de saúde pública e também de segurança, e igualmente contribuições que foram destinados ao programa merenda em casa, programa que concede a mais de 700 mil alunos da rede pública do Estado de São Paulo, 55 reais por mês, para que tenham acesso e possam fazer as suas compras localmente, ju nto a mercados locais, próximos as suas residências. Obviamente que isto não isenta o investimento do estado, o Governo do Estado de São Paulo destinou um bilhão e 200 milhões de reais para investimentos de proteção social, para apoiar comunidades e apoiar, principalmente, prefeitas e prefeitos nas ações de proteção social, é o nosso dever e nós estamos cumprindo com este extraordinário apoio do setor privado. Não é fácil, em meio a uma pandemia, há uma dificuldade econômica tão expressiva, ter uma arrecadação de R$ 653 milhões, que nós obtivemos em nove reuniões com empresários e empresárias que manifestaram a sua solidariedade, a quem eu sinceramente agradeço, pela demonstração de compaixão, de humanidade e, obviamente, de muita solidariedade, com aqueles que são desvalidos e representam a população mais sofrida, diante desta grave crise. E agradecer também a prefeitos e prefeitas, inclusive o Bruno Covas, que, com as suas áreas de promoção social, tem apoiado, tem ajudado e contribuído, junto a estas comunidades, pessoas que vivem em pobreza e extrema pobreza. E nós continuaremos a atuar conjuntamente. Feitas estas manifestações, eu passo agora ao Bruno Covas, prefeito de São Paulo.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. A prefeitura tem feito um esforço muito grande para ampliação de leitos de UTI e leitos de enfermagem, na cidade de São Paulo. Só de leitos de UTI, nós já acrescentamos 840 leitos aos 507 que a prefeitura tinha, antes do início da pandemia, e vamos acrescentar, nossa meta é acrescentar, até o fim de maio, mais 860, totalizando 1.700 leitos de UTI acrescentados, aqui na cidade de São Paulo. Da mesma forma, leitos de enfermaria. Já foram acrescentados 1.100, parte no Hos pital Municipal de Campanha do Pacaembu, no Hospital Municipal de Campanha do Anhembi, e no anexo do Hospital Municipal do M'Boi Mirim. E devemos acrescentar mais 1.200 até o fim de maio, sendo, portanto, um acréscimo de 2.300 leitos de enfermaria, aqui na cidade de São Paulo. Apesar de todo esse esforço, nós chegamos, no dia de ontem, a uma ocupação de 76% dos leitos de enfermaria e 91% dos leitos de UTI. De cada dez pessoas que conseguem tratamento aqui na cidade de São Paulo, nós conseguimos salvar nove vidas, uma recuperação de 90% das pessoas que conseguem tratamento. E toda a nossa preocupação, nessas ações em conjunto com o Governo do Estado, para ampliar o isolamento social, é exatamente para não deixar que todo mundo fique doente ao mesmo tempo e a gente tenha que superlotar o nosso sistema de saúde. Por isso, decretamos inicialmente o fe chamento de equipamentos públicos, como parques e museus, depois passamos para decretar o fechamento de comércio não essencial, e a gente tem avançado com outras iniciativas. Tivemos duas, aqui na cidade de São Paulo: o bloqueio de rua e o mega rodízio, que, infelizmente, não fizeram que as pessoas permanecessem dentro de casa. A ideia agora é antecipar os feriados municipais, como já mencionei no dia de ontem. Hoje, inclusive, a partir das 15h, a Câmara Municipal começa a debater o projeto enviado no dia de ontem mesmo para a Câmara Municipal. Caso a Câmara consiga, entenda aprovar esse projeto e seja feito até amanhã, nós anteciparemos os dois feriados municipais que ainda temos para quarta e quinta-feira desta semana, decretando ponto facultativo na sexta-feira. Portanto, teríamos aí um período de quarta, quinta, sexta, sábado e domingo, onde a gente poderia atingir os índices que nós atingimos no dia de ontem, domingo, na cidade de São Paulo, quando nós tivemos 56% de isolamento social aqui na cidade. Solicitei ao governador, e como ele mencionou, ele está encaminhando também o Projeto de Lei à Assembleia Legislativa, para que ele possa antecipar o feriado de 9 de julho para segunda-feira da semana que vem. Então, nós teríamos quarta, quinta, sexta, sábado, domingo e segunda. E o governador, além disso, também está solicitando a outros municípios, em especial aos municípios da Grande São Paulo, o secretário Marco Vinholi está aqui exatamente por conta disso, para que eles possam também antecipar os seus feriados municipais, muito provavelmente para terça, quarta da semana que vem, criando uma simbiose muito positiva aqui na região metropolitana, já que nós temos várias pessoas que moram numa cidade e trabalham na outra. Ou seja, é mais uma forma que a prefeitura e o estado têm encontrado para poder ampliar o isolamento, não deixar com que todo mundo fique doente ao mesmo tempo, da mesma forma que estamos correndo contra o tempo para poder inaugurar esses leitos de UTI e de enfermaria, que ainda pretendemos inaugurar no mês de maio. Também solicitei ao governador, e ele já determinou ao secretário de Segurança que faça isso a partir de amanhã, que policiais militares acompanhem os nossos fiscais, os 2.000 fiscais das subprefeituras, que têm fiscalizado todo o comércio aqui na cidade de São Paulo. É um reforço muito bom, muito positivo e que vai ajudar muito os nossos fiscais na fiscalização desses vários comércios, que não têm atendido ao apelo, que não fora m considerados essenciais, mas permanecem abertos, aqui na cidade de São Paulo. Era isso, muito obrigado, bom dia a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, prefeito Bruno Covas. Vamos agora às informações da saúde, com o secretário José Henrique Germann, depois com o Dr. Dimas Covas, coordenador do Comitê de Saúde. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Ontem, no Brasil, pra hoje, 241.080 casos, com 16.118 óbitos. Em São Paulo, 63.006 casos, com 4.823 óbitos. Esses nossos óbitos são 7% dos casos do Estado de São Paulo, e 25% do número de óbitos do país. Tivemos internados 3.900 pacientes, sendo 5.974 em enfermaria e 3.900 em UTI. Esses casos são confirmados e casos suspeitos. A porcentagem de ocupação no estado, dos leitos de UTI, 69,8%, e na Grande S&atil de;o Paulo, 89,3%. Pra próxima semana agora, teremos o início de mais um hospital de campanha, que é o Hospital do Heliópolis, com 140 leitos regulares e 30 leitos de terapia intensiva. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Dr. Dimas Covas, coordenador do Comitê de Saúde, o Centro de Contingência do Covid-19. Por favor.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, obrigado, governador. Esses números, eu acho que é bom colocarmos num contexto. Nessa semana, o Brasil saiu da sexta posição e nesse momento ocupa a quarta posição no mundo, em termos de número de casos. Deve ultrapassar o Reino Unido entre hoje e amanhã, e portanto será o terceiro país em número de casos, disputando com a Rússia. Haverá, sem dúvida nenhuma, a possibilidade dele ir para o segundo lugar, brevemente, mantendo as tendências qu e nós observamos. Em relação ao número de mortos, é o sexto país, mantém... Ele estava em oitavo, hoje agora ele já é o sexto país em número de mortes. O Estado de São Paulo, em número de casos, já tem mais casos do que o México, do que a Bélgica e do que a Arábia Saudita, quer dizer, uma posição já entre as nações, quer dizer, o Estado de São Paulo é uma grande nação, não há dúvida nenhuma, em termos de números, se corresponde. Com relação aos testes, isso é importante frisar, até o momento, em termos de RT-PCR, nós já realizamos 73 mil exames no Estado de São Paulo. É o maior número de exames de RT-PCR realizados no Brasil. Na sex ta-feira, nós iniciamos o programa de testagem com os testes rápidos, um programa na Polícia Militar, que vai testar, dentre os próximos dias, em 20 dias, 145 mil pessoas, incluindo policiais e seus familiares. Será o maior contingente de estudo soroepidemiológico também do Brasil. Iniciamos hoje, junto aos municípios, a segunda fase, a ampliação dos testes de RT-PCR para os pacientes com sintomas leves, quer dizer, esses pacientes vão obedecer um fluxo diferente, eles não devem procurar o serviço de saúde, isso é feito em colaboração com os municípios. E, no conjunto, quer dizer, nos próximos três meses, o Estado de São Paulo vai estar realizando em torno de 27 mil testes por milhão de habitantes que é um número de testes superior ao que a Itália realizou. Então isso, de uma certa maneira, nos pe rmite olhar a epidemia com uma grande precisão, e o que nos informa em relação às projeções e leva a melhor informação para que o nosso governador possa tomar as decisões que são importantes nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Eu vou pedir ao secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi, a intervenção será breve, para que ele possa explicar parte desse planejamento que confere ao interior e ao litoral a possiblidade de... da mesma maneira estamos fazendo aqui na capital de São Paulo, e do ponto de vista do estado com os feriados, que municípios vizinhos aqui da região metropolitana e também outros do interior e do litoral possam igualmente antecipar feriados. Lembrando que nós estamos no mês crucial no combate ao Coronavírus que é este mês de maio. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. O governador se utiliza da Lei Federal 9.093 que determina que o estado tenha um feriado possível e os municípios até quatro, sendo que um deles, Sexta-Feira Santa, e outro possivelmente em vários casos já tomados. Então, nessas duas datas orientando fortemente que na região metropolitana de São Paulo seja feita essa antecipação, dias 26 e 27 de maio, e dialogando com o restante do estado aonde for necessário se fazer essa antecipaç&atild e;o também. Então hoje, às 16h, o conselho municipalista vai se reunir pra tratar desse tema além de protocolo de testes e os planos regionais. Amanhã pela manhã, às 9h da manhã, a região metropolitana de São Paulo, os 39 municípios da região se reunirão também pra discutir esse tema aonde a orientação para uma ação conjunta é fundamental. E amanhã à tarde nós falaremos também com a região da Baixada Santista que é a segunda região mais impactada nesse tema. Tendo em vista isso, nós recomendamos e já pedimos, orientamos, e vamos ampliar o diálogo com os prefeitos da região metropolitana de São Paulo para que a gente já possa agir a exemplo do que faz o Governo do Estado enviando um projeto pra assembleia, a prefeitura de São Paulo, os 39 munic&iacu te;pios da região metropolitana de São Paulo propor as suas câmeras municipais o feriado no dia 26 e 27 de maio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi. Agora com a secretário Patrícia Ellen, secretário de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. O sistema de monitoramento inteligente está afeto à secretaria da Patrícia Ellen que faz o uso da palavra neste momento.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Então eu vou falar dos dados de isolamento que nós tivemos no último sábado e no domingo, que acabamos de receber também. No último sábado a capital teve uma taxa de 52% e a média do estado de São Paulo foi de 50%. Domingo nós tivemos uma melhoria importante na capital com 56% e o estado de São Paulo com 54%. Reforçando a importância dessa medida e da colaboração de todos os municípios, nós percebemos que, de fato, nos fins de semana e nos feriados temos uma melhora importante da taxa de isolamento e que é uma forma positiva, construtiva de todos trabalharmos juntos para o controle da pandemia nesse momento tão delicado, tão crítico que estamos vivendo. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Bem, agora vamos as perguntas. As informações que tínhamos a prestar e agora vamos ao atendimento a imprensa. Presencialmente, a primeira pergunta da TV Record com a jornalista Daniela Salerno. Na sequência temos outras perguntas presenciais e também virtuais. Daniela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, a gente tem visto que apesar de todos os pedidos, falando principalmente de dia de semana, a taxa de isolamento não vem subindo nas últimas semanas. E quando a gente conversa com as pessoas na rua, trabalhadores principalmente de baixa renda, eles falam pra mim mesma que mesmo com todos os auxílios, cestas básicas, auxílio do Governo Federal e etc., ainda não é possível sustentar a família. Conversei com uma trabalhadora, mãe de três filhos que ainda falou pra mim: "Qualquer sac ola de mercado custa cem reais". Então nesse sentido eu queria fazer a seguinte pergunta. Há algum projeto ou mesmo estudos de possível redução de ICMS em alguns produtos, principalmente, nem que seja durante a pandemia, principalmente falando aí de produtos de higiene, de limpeza e carnes? Isso poderia ajudar a população em geral, não só de baixa renda e ajudar também a incentivar o consumo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado pela pergunta. Todas as medidas que antecederam a pandemia já levavam em conta o custo da cesta básica e a redução de impostos. Aliás, fato feito, inclusive, pelo meu antecessor Geraldo Alckmin em praticamente todos os itens que compõem a cesta básica, tanto de alimentos quanto de higiene pessoal. Não há mais condições de fazer redução de ICMS sobre produtos que já têm o imposto reduzido. E repito, isso não começou apenas no nosso governo, foi muito intensificado durante a gestão do governador Geraldo Alckmin. E quero lembrar também que nós já tivemos uma queda materializada de R$ 10 bilhões de ICMS em São Paulo. Temos a expectativa de perder mais R$ 5 bilhões. Este é o principal imposto que nos permite manter as ações de saúde, de segurança pública e de proteção social. Nós não temos condição de fazer mais nenhuma redução além daquelas que já estavam feitas e das que nós fizemos. E lembrando que a soma de programas municipais, não apenas na capital de São Paulo, mas de outros municípios também, do Governo do Estado e do Governo Federal podem oferecer a esta população de pessoas desempregadas e principalmente aquelas que estão em situação de pobreza e extrem a pobreza as condições de sobrevivência diante dessas circunstâncias da pandemia. Nós estamos muito atentos a isso e agindo coordenadamente com as prefeituras municipais e redobrando os esforços, inclusive com o apoio do setor privado como comentamos agora há pouco com as doações do comitê solidário. Agradecemos sua pergunta, Daniela. Vamos agora a TV Bandeirantes, Band News, jornalista Pablo Ribeiro. Pablo, obrigado pela sua presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

PABLO RIBEIRO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Prefeito, a antecipação de feriados realmente cria uma sensação de isolamento social e aumenta a taxa. No entanto, a gente pode ter em duas semanas um colapso da saúde em São Paulo. O senhor acredita que há um ruído entre a comunicação do Poder Público e a população entender a necessidade desse isolamento? E que ruído é esse ou quem seria esse ruído? E ao governador, em caso de lockdown a ser decretado, São Paulo passa a ser talvez a maior cidade que tenh amos atualmente com lockdown, se o lockdown for decretado. Tem uma população parecida com Wuhan onde a doença acabou nascendo. O poder de polícia que o senhor tem aqui em São Paulo é capaz de fazer a fiscalização na cidade e no entorno ou será necessário um reforço? Obrigado aos dois.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pablo, eu começo pela segunda parte da sua pergunta, ou a sua segunda pergunta, e logo na sequência ao Bruno Covas. E na segunda, pra esclarecer, nós não estamos decretando lockdown, nem recomendando lockdown na capital de São Paulo ou na região metropolitana. Temos o protocolo pra isso, aliás, elaborado pelo Comitê de Saúde do estado de São Paulo. Mas esta eminência ela não existe nesse momento. Nós precisamos deixar claro para... como você mesmo menciono u, não haver comunicação equivocada a população do estado de São Paulo. Aos que estão aqui nos assistindo, nos ouvindo e aqueles que vão receber as informações de vocês. O protocolo existe, mas neste momento não há nenhuma decisão para a aplicação do lockdown. Nós estamos tentando todas as alternativas possíveis para viabilizar o achatamento dessa curva, atender as recomendações da área de saúde, proteger vidas das pessoas utilizando todos os mecanismos, inclusive esse de extensão de feriados para alcançar os bons índices que diga-se foram obtidos nos feriados e nos finais de semana. Nós conseguimos alcançar a média superior a 55% aqui na capital de São Paulo, aos finais de semana e também nos feriados que já ocorreram. Vamos fazer essa extensão dos feriad os na boa medida que foi aqui apresentada na expectativa de que possamos ampliar em mais dias índices elevados. Isso ajuda a proteger vidas, evita o colapso também no sistema público e privado de atendimento. Agora sim, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Olha, Pablo, eu só tenho a agradecer a população da cidade de São Paulo, mesmo quando a gente fala em 48% de isolamento, nós estamos falando de 6 milhões de paulistanos e paulistanas que tem entendido a mensagem. Nós estamos chegando aí a mais de 50 dias de quarentena aqui na cidade de São Paulo. Então a população... agradeço em nome da prefeitura, a população mais carente da cidade de São Paulo que é aquela mais vitimizada pela pandemia. Então, é claro que a gente entende muitas vezes a situação da população de ter que sair de dentro de casa, mas não posso nem um pouco deixar de agradecer a essa população que tem colaborado, que tem feito a sua parte. E a gente tem que ir solicitando cada vez mais, né, mantendo essa taxa de isolamento em 55% que nós vamos conseguir passar por essa pandemia sem ter de enfrentar casos como outras cidades muito mais ricas em São Paulo enfrentaram que é deixar de atender a população. Então, a prefeitura tem feito seu esforço, a gente reconhece o esforço que a população tem feito e pede aqui pra que a população continue a fazer esse esforço, um esforço, às vezes, sobre-humano para que a gente possa ultrapassar esse período podendo continuar a salvar vidas. Os números inclusive já foram apresentados aq ui em outras oportunidades, 30 mil pessoas salvas na cidade de São Paulo, por conta das ações que a prefeitura e o governo do estado estabeleceram, com o apoio da população que tem permanecido dentro de casa. Então eu só tenho a agradecer a todo paulistano, que não apenas tem compreendido e ficado dentro de casa, como tem ajudado a população mais carente doando alimentos, doando roupas, doando kit de higiene, participando, mostrando o quão forte é esse lado solidário da população da cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Pablo, apenas para reforçar essas informação, hoje pela manhã, na reunião do comitê solidário, eu destacava que o fundo social do estado de São Paulo, Pablo, tem recebido doações de R$ 10, R$ 20, R$ 30, vindas de comunidades, vindas de bairros mais pobres e desfavorecidos aqui de São Paulo, e também de regiões de baixa renda na região metropolitana de São Paulo. Ou seja, é uma demonstração de solidariedade, d emonstração de apoio e de compreensão, um lado de compaixão, mesmo daqueles que tem dificuldade. Por isso cabe sim agradecer ao povo de São Paulo, agradecer a todos que tem ajudado, contribuído, colaborado, os que têm sido solidários com as suas doações, não importa se de R$ 10 ou R$ 10 milhões, o valor do gesto está expresso na iniciativa. E volto a fazer aqui um agradecimento muito especial às mulheres, 78% das mulheres consultadas aqui no estado de São Paulo são favoráveis ao isolamento social, apoiam o isolamento social, e a maioria delas trabalha junto a outras mulheres para que façam o mesmo. Ou seja, fortalecendo a decisão da saúde e da medicina, para que se protejam e permaneçam em casa. As mulheres têm sido as grandes heroínas dentro desse patamar de isolamento social, mães, avós, mulheres, de to dos os matizes socioeconômicos, em todas as regiões do estado, têm respondido muito bem. Então a você que é mulher, mais uma vez, muito obrigado pela sua sensibilidade, e a sua capacidade de ajudar e convencer outras mulheres, e outras pessoas a também ajudarem no isolamento social, na proteção à vida. Pablo, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora à uma pergunta virtual, vem de São José do Rio Preto, do jornalista Gabriel Vital, do Diário da Região. Gabriel, obrigado pela sua participação, você já está em tela, a sua pergunta, por favor.

GABRIEL VITAL, REPÓRTER: Obrigado, governador. Governador, o senhor estuda dar algum tipo de autonomia aos prefeitos do interior, para que eles possam decidir sobre flexibilização do comércio, de atividades hoje consideradas não essenciais em suas cidades, até antes mesmo do dia 31?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriel, obrigado pela pergunta. Vou pedir ao nosso secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que possa responder, se necessário, com comentários da área de saúde. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito bom dia. Primeiro saudar em nome do prefeito Edinho Araújo, a imensa maioria dos prefeitos de São Paulo que tem feito um trabalho excepcional no combate ao Coronavírus. Hoje às 16h o prefeito Edinho Araújo apresenta o plano regional, acho que na última sexta-feira ele teve uma reunião com os prefeitos da região, pactuando uma série de perspectivas aí para no modelo da região, junto com o governo do estado, quando atingirmos o dia D, ou seja, qua ndo a ciência e a saúde permitirem esse retorno gradual das atividades, a gente poder implementar na região de São José do Rio Preto. Então a autonomia dos prefeitos em conjunto, pactuando as suas ações, mas com a garantia da ciência e da saúde, para que a gente possa ter um processo seguro de retorno gradual dessas atividades. Então hoje às 16h o prefeito Edinho apresenta o plano da região aqui para o governo do estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Gabriel Vital, muito obrigado pela sua pergunta, continue acompanhando aqui a nossa coletiva, e grato por ter participado e formulado a sua pergunta. Vamos agora à uma nova pergunta, ela é presencial, da TV Cultura, jornalista Maria Manso, a Maria esteve aqui eu acho que praticamente todas as nossas coletivas de imprensa, já ao longo desse período. Se eu não estou enganado, acho que foram entre 36 ou 37, se eu não estou enganado. Maria, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Paraisópolis é a segunda maior favela que a gente tem aqui na cidade, são 120 mil pessoas. Hoje alguns representantes fizeram uma passeata desde a favela que fica ali na região do Morumbi, até o Palácio dos Bandeirantes, aqui eles foram impedidos de chegar mais perto, mas eles ainda estão aguardando para conversar ou com o prefeito, ou com o senhor, governador. Porque eles dizem que não receberam apoio até agora, nem com cestas básicas, nem com o apoio médico, que teria sido prometido um hospital de campanha no CEU de Paraisópolis, que até agora não chegou também, e que eles não têm recebido nem ambulâncias lá, porque as ambulâncias não entram, e que eles também estão com falta de água para manter a higiene dos moradores. O que pode se dizer para Paraisópolis?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, eu vou dividir a sua pergunta em várias respostas, a começar do Bruno Covas, passando também pelo setor de saúde, e se necessário, do próprio Edson Aparecido, secretário de Saúde municipal. O tema Paraisópolis, como todas as outras comunidades, é um tema da cidade, portanto, do prefeito, mas sempre com o nosso apoio, nós nunca deixamos, e nem deixaremos de apoiar seja o prefeito Bruno Covas, ou qualquer outro prefeito que tenha a necessidade de receber apoio nessa r elação com as comunidades menos favorecidas. Mas eu tenho que antecipar que não é verdade que falte água, alimentos e assistência médica em Paraisópolis. Eu não quero aqui estabelecer confronto com o líder ou os líderes, se é que podemos chamar dessa maneira, mas antecipo que isso não procede. Fizemos a instalação de centenas, não, milhares de caixas d'água doadas pela Sabesp, em Paraisópolis, também a instalação de água corrente em áreas de densidade habitacional em Paraisópolis, gratuitamente, evidentemente, para, e inclusive fornecimento de sabonete líquido para essa população. A prioridade nas cestas do Alimento Solidário foram para Paraisópolis, Heliópolis e outras comunidades aqui. A minha esposa, Bia Doria, já esteve várias vezes em Parais&oacut e;polis entregando as cestas de alimento solidário. Portanto, essa informação não procede. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Queria começar, depois eu peço até para o secretário Edson Aparecido complementar. Nós temos 350 mil famílias na cidade de São Paulo, em situação de alta vulnerabilidade. Já foram distribuídas 276 mil cestas básicas, pela Prefeitura de São Paulo, seja cestas básicas adquiridas pela prefeitura, sejam cestas básicas doadas à prefeitura. Deve chegar nos próximos dias, enviado pelo governo do estado, 445 mil cestas básicas, que também ser&atil de;o distribuídas pela prefeitura. Em relação específica à Paraisópolis, não é verdade que a gente não distribui alimentação lá. O próprio Centro Dia do Idoso tem distribuído marmitex para todos os idosos que estão em isolamento social. Os serviços que a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social tem lá em Paraisópolis, estão distribuindo cestas básicas. Agora, tanto a distribuição de marmitex, quanto a distribuição de cestas básicas não são para os liderados dessas lideranças, são para as pessoas que estão cadastradas e apontadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social como as em maior situação de vulnerabilidade. Ampliamos inclusive o quadro técnico lá no CRAS da Vila Andrade, que atende Paraisó polis. E no dia 29 de abril, nós lançamos o edital no valor de R$ 110 milhões para canalização do primeiro trecho do Córrego Antonico. Se não tiver nenhuma paralisação feita pela justiça, ou pelo Tribunal de Contas, agora, início de junho a gente conhece a empresa vencedora que vai fazer essa obra. Queria pedir aqui para o secretário Edson Aparecido complementar, até porque, nós já temos equipamentos da área da saúde lá em Paraisópolis.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE MUNICIPAL DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós temos quatro equipamentos de saúde em Paraisópolis, uma AMA 24 horas, que entre 1 e 15 de maio fez 2.746 atendimentos. Temos três unidades básicas de saúde, e hoje nós fazemos o monitoramento de 680 pessoas sintomáticas dentro de Paraisópolis pelas nossas equipes, tanto de agentes comunitários, com o programa de saúde da família. Essas três unidades básicas de saúde, em todo o período da pandemia, já fizeram 2 mi l ações de conscientização da população com os agentes comunitários. E temos também um CAPS adulto, nós tínhamos dez leitos, ampliamos para 22 leitos, e hoje, 2.020 pessoas tem o acompanhamento psiquiátrico dentro de Paraisópolis. Os dois hospitais de referência para Paraisópolis, é o hospital de Campo Limpo, que nós não atendemos COVID-19, lá nós atendemos todas as outras especialidades, e também os pacientes que são detectados com COVID-19, são tratados no hospital nosso do M'Boimirim. Então todas as ações de saúde, os quatro equipamentos nossos lá, estão em pleno funcionamento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido, vou pedir a Patrícia Ellen pra complementar a Maria Manso, pra que você e todos aqui tenham informações corretas a esse respeito, eu lamento ter que contrariar a informação que você recebeu, mas a verdade é a verdade. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, nós estamos à disposição pra dialogar e pra contribuir da melhor forma com a comunidade, nós fizemos, inclusive, há poucos meses atrás, um dos maiores esforços coletivos entre a prefeitura e o Estado de São Paulo, mais de dez secretários reunidos, foram pessoalmente pra comunidade pra iniciar um trabalho conjunto, uma série de políticas públicas foram iniciadas, deram origem ao projeto comunidades, que está sendo re plicado em outras regiões também, e eu até comentei hoje, tentei entrar em contato especialmente com o presidente do G10 Favelas, o Daniel, pra entender pelo ângulo econômico se havia algum pleito específico, mas eu queria destacar que o trabalho que a secretária Célia Parnes tem feito na região, em parceria com a prefeitura, tem sido bastante amplo, né, com o Bom Prato, tem o trabalho também do secretário Rossieli, que foi feito em parceria com a saúde municipal e estadual, é um piloto bastante inovador, que tá sendo feito inclusive em parceria com a iniciativa privada, pra criar espaços de isolamento pra pessoas que tenham sintomas do coronavírus, exatamente pela dificuldade de isolamento, foi um ponto específico pedido pela comunidade, e que tá sendo implementado agora, é uma parceria público privada, né, e com piloto pra que esse resultado seja acompanhado. E, além disso, como já foi dito, todo trabalho que tá sendo feito do alimento solidário, e o trabalho do Banco do Povo, com microcrédito na região, a gente iniciou ali políticas públicas muito importantes, e que podem ter aí um futuro muito promissor, não somente durante o coronavírus, mas depois. Eu acho que o que é mais importante agora é que a gente dialogue, que a gente busque soluções conjuntas, manifestações pacíficas também são sempre muito bem-vindas, mas é um momento que a gente tem que deixar de politizar o coronavírus e ajudar as pessoas que mais precisam, tem muita gente precisando de ajuda nesse momento, e é nosso dever buscar pontos comuns, né, buscar, realmente, sair desse diálogo político, de quem leva o crédito de qual iniciativa, h&aac ute; muito trabalho sendo feito nessa região e há muita dedicação, e estamos todos disponíveis pra continuarmos o diálogo e melhorar o alcance das políticas públicas em todas as regiões.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Maria Manso, muito obrigado pela sua pergunta. Obrigado, Patrícia Ellen. Vamos agora, obrigado, Bruno Covas, Edson Aparecido também, obrigado. Vamos ao UOL, com o Felipe Pereira. Felipe, boa tarde, mais uma vez, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, o senhor disse que existe um protocolo de lockdown que nós não conhecemos, mas o Dr. Dimas, do centro de contingência, falou de alguns parâmetros internacionais, taxa de contágio acima de um e lotação nos leitos de UTI em 90%. A gente nunca teve a taxa de contágio abaixo de um, e um estudo da Unicamp falou que, no momento, tá em 1,44 aqui na capital, 1,49 no estado, e o Dr. Germann mostrou hoje 89,3% a taxa de ocupação das UTI's da grande, da região da grande São Paul o, e nos leitos do município, como o prefeito Covas falou, 91%, o que falta, ou há algum parâmetro, há alguma medida, alguma estatística que não foi contemplada pra que o lockdown seja chamado, já que o senhor sempre reforça que a decisão é científica e médica? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Vou, evidentemente, dividir a resposta com o Dr. Dimas Covas, e com comentários, se o Dr. José Henrique Germann desejar também, com a saúde. Felipe, as decisões do Governo do Estado são tomadas a base da saúde e da ciência, sensatamente, não há pressão nem do setor econômico, nem do setor de saúde, decisões aqui precipitadas nós não tomamos, tomamos medidas sempre com muita razão, com muito cuidado, sobretudo num te ma como esse do lockdown, a população talvez não saiba o que é o lockdown, é uma situação muito mais dura, infinitamente mais dura do que a quarentena, é preciso ter cuidado com isso, não podemos simplesmente adotar essa medida como algo confortável para a saúde, temos que reforçar o sistema público de saúde, aumentar os leitos, como foi dito pelo Dr. Germann, quarta-feira abrimos mais um hospital de campanha, aqui em Heliópolis, uma comunidade, Maria Manso, onde nós vamos ter mais leitos para o atendimento primário, e leitos também para o atendimento inicial com respiradores. Conseguimos, finalmente, viabilizar a aquisição e o transporte, aquisição já tínhamos feito, o transporte para a chegada de respiradores até São Paulo, até o dia 31 de maio serão mais de dois mil respiradores que estarão aqui, e a prioridade, evidentemente, é a capital de São Paulo e a região metropolitana. Com isso, vamos melhorar o índice de atendimento e baixar os índices que você viu apresentados hoje aqui. A situação está sob controle, nós não temos nenhum risco, neste momento, volto a dizer, não se pode fazer uma projeção segura e absoluta sobre a expansão do vírus, mas, pelos dados que dispomos, ainda estamos dentro de uma margem segura, que não estabelece colapso em São Paulo. Mas vamos ouvir a saúde com o Dr. Dimas Covas e, repito, se necessário, com comentários do Dr. Germann. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, Felipe, o lockdown significa um atestado de falência do sistema público de saúde, quando você decreta o lockdown é porque você perdeu a capacidade de enfrentamento da epidemia, nós não estamos ainda nesse momento, o que nós estamos olhando dia a dia é essa situação, quer dizer, qual que é o cenário que se aproxima, o cenário provável de acontecer ou não, então, veja, a questão de incorporação de leitos, a q uestão de diminuição da curva, de velocidade da infecção, tudo isso é preventivo ao lockdown, quer dizer, se num determinado momento o sistema de saúde for nocauteado, não há dúvida, todos os países adotaram o lockdown como medida extrema, né, pra recuperar a capacidade de atendimento, porque quando isso, se isso acontecer, os pacientes de Covid, né, estarão com dificuldade, mas os pacientes que têm AVC, tem diabetes, que tem problema cardíaco estarão todos ameaçados. Então, é uma medida extrema, não é uma medida preventiva, é uma medida que você toma quando o seu sistema de saúde for, eventualmente, nocauteado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Germann, quer fazer algum comentário?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acho que tá perfeitamente respondido, mas eu só não quero perder a oportunidade de, mais uma vez, falar pra todos vocês, fique em casa, salve-se em casa e use máscaras, a sua máscara me protege e a minha máscara protege você, não vamos dar o risco de ficar doentes. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Germann. Felipe, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora a antepenúltima pergunta de hoje, é da CNN, jornalista Marcela Rahal, Marcela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARCELA RAHAL, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Bom, só pra esclarecer aqui ainda sobre esse ponto, então, o lockdown só vai ser decretado se o sistema de saúde for nocauteado, é isso? E uma outra questão é se sobre o uso da cloroquina pra pacientes com casos mais leves for aprovado via Governo Federal, vocês vão adotar também aqui em São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcela, vou dirigir à saúde as suas duas perguntas. Mais uma vez ao nosso coordenador do comitê de saúde, Dr. Dimas Covas, pra responder as duas questões e, se necessário, o Dr. Germann pode fazer alguma complementação. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, essa questão da cloroquina, que ganhou um debate nacional, né, e nunca foi um debate da ciência, sempre foi um debate com outros contornos. No momento inicial do combate à epidemia na China, foram publicados alguns estudos que demonstraram que a cloroquina teria algum benefício, isso animou outros estudos em outros países, esses estudos foram aparecendo, então, hoje já existe uma quantidade importante de estudos publicados em revistas conceituadas, um a semana passada, pelo jornal americano da associação médica, que mostra claramente, a cloroquina não é uma bala de prata, ela pode ser útil em situações muito específicas, ela não tem efeito generalizado, é a publicação, quer dizer, uma recomendação para os médicos, né, americanos e do mundo todo. Então, a cloroquina pode ser usada? Sim. É uma indicação do médico para caso específico de paciente. E assim mesmo, ela tem riscos que precisam ser informados ao paciente, o paciente precisa tá muito ciente de que as complicações também podem ser importantes. A mensagem é: A cloroquina não é uma bala de prata, né, ela não pode ser usada como preventivo, ela só pode ser usada em situações muito específicas e com gravidade muito definida pelo médico.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Muito bem, obrigado, Dr. Dimas, Marcela, apenas pra complementar a sua pergunta, quero dizer que não se prescreve receita por decreto, portanto, São Paulo não vai aceitar que, por decreto, se estabeleça receituário médico, nenhuma parte do mundo se trata saúde por decreto-lei ou por medida de ordem política. Vamos agora à penúltima pergunta, é do Portal IG, a jornalista Eduarda Esteves. Eduarda, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos, boa tarde, governador. No último dia 30 de abril, o Governo do Estado se reuniu com o então ministro Teich, para solicitar demandas para o Governo do Estado. Gostaria de saber, entre as demandas foram quatro milhões de testes rápidos, habilitação de leitos, equipamentos de proteção individual para UTI e respiradores. Gostaria de saber se, na data de hoje, esses pedidos foram entregues, senão o que ainda falta. E também como é que está esse diálogo com o Ministério da Saúde. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ótima pergunta, Eduarda. Vou pedir ao nosso secretário de Saúde, Dr. José Henrique Germann, para responder os quatro itens que compõem as solicitações que, de fato, fizemos no dia 30 ao então ministro da Saúde, Nelson Teich. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado. Eduarda e todos, nós estamos cotidianamente em contato com o Ministério da Saúde, no sentido de que a gente obtenha recursos adicionais. A partir desses quatro pedidos que você enumerou, nós recebemos a habilitação de leitos de UTI. Era um pedido de 2.800 leitos a serem habilitados, faltam ainda metade, aproximadamente, 1.200 leitos a serem habilitados. Então, foi uma entrega parcial daquilo que nós pedimos para todas as entidades que prestam serviços para o SUS. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E Eduarda, eu queria acrescentar que, dos EPIs, não recebemos nada do Ministério da Saúde. E também os 200 respiradores que pedimos, não recebemos nenhum respirador. O que nos surpreende, porque o ministro Teich, no diálogo conosco, inclusive comigo, pessoalmente, além de ser gentil no atendimento e na sua forma de comunicação, disse que o Ministério estava com dificuldades em relação aos EPIs e aos respiradores, mas que faria entregas parciais, o que nós aceitamos, dada a circunstância, e acreditando na palavra do ministro. Ele tinha prometido já para a semana passada 25 respiradores, dentro do limite daquilo que ele tinha disponível. Não recebemos com a saída, evidentemente, do ministro, não recebemos os 25 respiradores. Então, é importante deixar claro que o epicentro do Corona Vírus no Brasil, que é São Paulo, não recebeu um único respirador do Ministério da Saúde ao longo destes quase 70 dias de enfrentamento da pandemia. E ainda faltam 1.200 leitos, conforme mencionado pelo Dr. José Henrique Germann, na sua habilitação. E zero de EPI, não recebemos um avental e uma máscara sequer. Vamos agora à última pergunta de hoje, é da TV Globo, GloboNews, jornalista Willian Cury. Will, bem-vindo de volta aqui &agrav e;s nossas coletivas, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Bom, governador, foi dito que o 'lockdown' é uma medida depois que o sistema de saúde estiver já colapsado, já estiver sem vagas. Seria então depois de atingir 100% das vagas--

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, não, não. Espera aí, espera aí, espera aí. Deixa eu esclarecer, para não haver um enunciado equivocado. Nós não vamos esperar o colapso para adotar o 'lockdown'. Estamos trabalhando de forma sensata e equilibrada, e sob controle, para não haver o colapso. E, se necessário, para não haver o colapso, tivermos que decretar o 'lockdown' em alguma cidade ou algumas cidades do Estado de São Paulo, nós faremos. Desculpa ter interrompido, mas para n&ati lde;o haver um enunciado, ainda que não intencionalmente, equivocado.

REPÓRTER: Então eu queria saber, justamente, qual é esse limite, para o governo falar: Agora é o momento de decretar o 'lockdown'. Porque nós temos aqui no estado uma taxa de ocupação de UTI de 69,8%, 70%, na Grande São Paulo, 89,3%, e aqui na capital 91% dos leitos de UTI já ocupados. Então, qual é esse limite? Até quando que pode aguentar para chegar no 'lockdown'? Temos... O Dr. Dimas Covas falou hoje à GloboNews que serão 15 dias dramáticos daqui pra frente, porque as previsões não s&a tilde;o positivas, observando as taxas de isolamento que tivemos no meio de semana nas últimas semanas. Temos umas medidas que são pontuais, como decretação de antecipação de feriado, que tem que ser aprovado ainda, mas deve acontecer, então seis dias de feriados, mas como medida pontual. Depois que passar, qual é a outra carta que tem na manga, a não ser o 'lockdown'? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Willian Cury, eu quero dizer que não são medidas pontuais. São medidas sensatas, importantes, no pior período da pandemia. Esses 15 dias, o Dr. Dimas, evidentemente tem razão, ele é o coordenador do Comitê de Saúde. São os 15 piores dias da pandemia, em São Paulo. No Brasil, mas especificamente aqui em São Paulo também. Ora, se conseguirmos, através de decretos, economizar seis ou sete dias, com índice de isolamento acima de 55%, nós estamos colocando seis ou sete dias sobre 15 dias, é metade do período, então não é tão pontual, é bastante fundamental que isto aconteça. Eu tenho certeza que vereadores da Câmara Municipal e deputados da Assembleia Legislativa aprovarão, e nós teremos essa medida, quem sabe já amanhã homologada pelo Poder Legislativo. A outra medida, novos hospitais de campanha, como esses que vamos abrir amanhã, aqui em Heliópolis, em São Paulo. E a outra medida é respiradores, é colocar mais respiradores à disposição do sistema público de saúde, para fazer com que os índices, a começar da capital, possam cair, desses 98% ou 97%, para índices em torno de 70%. Essa é a média desejada para não haver uma situação dramática, do ponto de vista do atendimento à população. Mas eu v olto aqui para a Saúde, eu quis só antecipar. Volto ao Dr. Dimas e ao Dr. Germann para esta complementação. E seria muito razoável que, dada essas circunstâncias, e sendo São Paulo o epicentro do Corona Vírus no Brasil, que o Ministério da Saúde, com ministro ou sem ministro, priorizasse São Paulo, por óbvio. É inacreditável que o Ministério da Saúde, primeiro, não tenha ministro, diante de uma pandemia do tamanho desta, que assola o Brasil. E depois, vire as costas para São Paulo, epicentro desta pandemia, precisando de respiradores, aliás, como outras capitais também, mas repito: aqui é o epicentro. Alguma prioridade deve-se ter diante de uma pandemia, onde São Paulo é o estado que tem o maior número de infectados e de óbitos. Dr. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, importante frisar que o Centro de Contingência reúne mais de duas dezenas de profissionais sobre essa questão das modelagens. Os melhores especialistas aqui do Brasil, ligados aos melhores especialistas do mundo, projetam dia a dia os cenários, quer dizer, isso é um trabalho que tem que ser feito dia a dia, hora a hora, à medida que os dados são gerados. Então veja, nessa velocidade de isolamento social que nós temos observado nas últimas semanas, é fatal que um determinado momento o sistema de atendimento público será ultrapassado. Esse é o cenário, é o cenário que nós apresentamos ao governador, e o governador está muito informado do que vem acontecendo, e como essas modelagens são feitas e são projetadas. Qualquer medida que é tomada, ela tem interferência nessas projeções. Então essa projeção é uma das projeções, se as medidas de afastamento, de isolamento social aumentarem, essa projeção muda completamente. Se entram novos leitos, se entram novos respiradores, essa projeção muda rapidamente. Então é esse jogo, quer dizer, a velocidade, de um lado, da epidemia, que nós só podemos controlar com as medidas de isolamento social, e do outro lado o crescimento do sistema de saúde. Quer dizer, é uma corrida. Nós não podemos pe rder para a epidemia. Ou reduzimos a velocidade da epidemia, de forma considerável, aumentando as medidas de isolamento social, enquanto isso nós vamos correndo com a instalação dos leitos e dos respiradores.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Alô. Do ponto de vista da estrutura, todo o sistema hospitalar, principalmente relacionados às unidades de terapia intensiva, quando você coloca o estado com as prefeituras, principalmente a Prefeitura de São Paulo, nós ainda temos bastante recurso a serem utilizados na instalação de novos leitos. Então, é nisso que nós estamos a todo momento trabalhando, para que dê tempo de que a epidemia diminua a sua transmissão de casos, através da melhor ia da taxa de isolamento social. Como disse o Dr. Dimas, isto é uma corrida, e nesse momento nós estamos trabalhando incessantemente para que os recursos, que é uma parte, um desses elementos da corrida, a gente consiga levar para níveis absolutamente seguros. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. E para completar a coletiva de hoje, obrigado, Willian Cury, pela pergunta. Lembro que amanhã teremos coletiva de imprensa aqui da saúde, às 12h30. E, ao término dessa coletiva, uma mensagem ao Ministério da Saúde e ao presidente Jair Bolsonaro: Eu espero, como governador de São Paulo, estado onde temos 46 milhões de brasileiros, que vivem aqui, que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, não faça seletividade política dos brasileir os que podem sobreviver e os que não podem sobreviver. Eu tenho convicção de que isso não será feito. Se for feito, quero dizer que São Paulo vai reagir. Se tivermos um ministro da Saúde que não respeite a necessidade, a prioridade de São Paulo, o fato de sermos aqui o centro do Corona Vírus no país, com um número de mortes já em mais de 4.800 pessoas, mais de 63 mil infectados, para continuar a não receber aqui, em São Paulo, respiradores, EPIs, leitos e atenção desejada, o Governo Federal estará decretando a morte de brasileiros em São Paulo. E sobre isso, nós reagiremos, não apenas o governo como todos aqueles representantes da sociedade civil de São Paulo, e aqueles que devem representar a defesa legítima da vida e da saúde dos brasileiros de São Paulo. Muito obrigado a todos, boa tarde e até amanhã.