Coletiva - Governo de SP prorroga fase de transição até 15 de julho 20212306

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Coletiva - Governo de SP prorroga fase de transição até 15 de julho 20212306

Local: Capital – Data: Junho 23/06/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olá, pessoal, boa tarde. Obrigado pela presença de todos. Mais uma coletiva de imprensa, aqui na sede do Governo de São Paulo. Hoje, com a participação do prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes, a quem agradeço, esta aqui ao nosso lado. Quero registrar que também, além das pessoas que estão aqui participando, aliás, eu vou nominar: o prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Rossieli Soares, secretário da Educação, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Aqui ao nosso lado também, frontalmente, General João Campos, secretário de Segurança Pública, obrigado, General, por estar aqui conosco, Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, José Henrique Germann, assessor especial de saúde, e também as nossas convidadas: a Juliana Azevedo, presidente da Procter & Gamble, da P&G no Brasil, igualmente a Laura Vicentini, vice-presidente da P&G, e a Daniela Rios, diretora de Relações Governamentais da P&G. Muito obrigado pela presença de vocês, juntamente com a Carina e a Marjorie.

Bem, no dia de hoje, algumas informações. A primeira delas é a vacinação na capital de São Paulo, que foi retomada hoje às 8h da manhã, para as pessoas com 49 anos. A vacinação na capital de São Paulo foi retomada hoje para o grupo das pessoas na faixa etária de 49 anos. Ontem à tarde a Secretaria de Saúde da capital de São Paulo recebeu 181 mil doses da vacina do Butantan para a normalização do programa de imunização na capital paulista. Quero ressaltar, e na sequência falará sobre este tema o prefeito da capital de São Paulo, que a falta de vacinas na capital paulista não foi apenas aqui, também outras seis capitais do país ficaram sem vacinas ontem: Florianópolis, Campo Grande, João Pessoa, Porto Alegre, Salvador e Aracaju. Ontem mesmo, Ricardo, na reunião do Fórum de Governadores, onde participaram os 27 governadores, houve uma preocupação de todos os governadores com relação à distribuição das vacinas pelo Ministério da Saúde. E o Ministério da Saúde regularizou hoje a entrega das vacinas da Pfizer e promete para a próxima sexta-feira desta semana a entrega das vacinas da Janssen, embora na metade do número programado. Eram 3 milhões de doses da vacina da Janssen, a expectativa anunciada pelo próprio Ministério da Saúde é de 1,5 milhão de doses dessa vacina. Sobre esse tema, daqui a pouquinho falará a nossa coordenadora do programa de imunização, Regiane de Paula, e o prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes.

Segunda notícia, e boa notícia, é que deveremos receber, no próximo sábado, dia 26 de junho, 6 mil litros de insumos da vacina do Butantan. Esses insumos são suficientes para a produção de 10 milhões de doses da vacina do Butantan. A autorização já foi emitida pelo governo da China, o embarque já está preparado, os contêineres também, estamos apenas aguardando autorização, para que o voo fretado, que, neste momento, se encontra em Bruxelas, capital da Bélgica, possa seguir até Pequim para o embarque desses 6 mil litros do IFA, para a chegada em São Paulo, no Aeroporto de Viracopos, no próximo sábado. E eu quero também aproveitar para dizer aos meus colegas jornalistas que ontem nós recebemos aqui o vice-presidente mundial da Sinovac, o Dr. Menk (F), que está aqui durante esta semana, a nosso convite, preparando e escalonando todas as próximas entregas de insumos para a Coronavac, para a vacina do Butantan, e posso dar a boa notícia também de que está confirmado que até o dia 30 de setembro nós teremos as 100 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde. E sobre este tema, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, falará a vocês na sequência.

Terceira boa notícia: O Governo do Estado de São Paulo recebe uma doação de mais 2 milhões de absorventes para o programa Dignidade Íntima. Vocês se lembram que, na semana passada, na quarta-feira, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo anunciou um programa inédito em todo o país, que é a distribuição gratuita de absorventes para estudantes da rede estadual de ensino. O governo providenciou e adquiriu absorventes, mas tivemos a grata surpresa de receber uma doação voluntária adicional da P&G, que tem colaborado conosco já em diversas iniciativas, com mais 2 milhões de absorventes, para o atendimento das meninas que estudam na rede pública de ensino do Estado de São Paulo. São 1,3 milhão de estudantes na faixa etária de 10 a 18 anos. E obviamente a prioridade é para as meninas que se encontram dentro do patamar de vulnerabilidade social. Sobre isso, falará o nosso secretário da Educação, Rossieli Soares.

O quarto ponto é uma informação de cautela e precaução. O Governo do Estado de São Paulo prorroga a fase de transição do Plano São Paulo até o dia 15 de julho, com os mesmos horários de funcionamento das atividades econômicas que estamos tendo neste momento. Nós estamos na chamada fase de transição. E por quê? Devido aos índices ainda elevados de casos, internações e óbitos da pandemia em São Paulo, o Governo do Estado vai seguir mais uma vez a recomendação do Centro de Contingência do Covid-19 e prorrogar a fase de transição do Plano São Paulo até o dia 15 de julho. Lembrando que esta fase, inicialmente prevista até o dia 30 de junho, foi prorrogada agora até o dia 15 de julho. Os horários de funcionamento das atividades econômicas permanecerão os mesmos e as regras seguem também as mesmas que estão em vigor neste momento. Sobre este tema, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, e o coordenador do Centro de Contingência, Dr. Paulo Menezes, falarão a respeito.

E por último, teremos a atualização dos números da pandemia em São Paulo, com o secretário da Saúde Jean Gorinchteyn, que também vai trazer uma boa notícia, que é com o início amanhã, amanhã, quinta-feira, dia 24, a distribuição de 6,5 milhões de kits de intubação, com oito medicamentos, um investimento de R$ 136 milhões do Governo do Estado de São Paulo, para o atendimento a 400 hospitais públicos e filantrópicos do nosso estado. E quem falará sobre isso ao final da nossa coletiva será Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo.

Agora, no tema da vacinação, começamos com a Regiane de Paula, coordenadora-geral do Programa Estadual de Imunização, e na sequência com o nosso prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Boa tarde, governador, boa tarde, prefeito, boa tarde a todos e todas. Então, colocando novamente o nosso calendário de vacinação no Estado de São Paulo, lembrando que no dia 23 nós começamos a vacinação de 43 a 49 anos, e é muito importante nós ressaltarmos que em todos os municípios é necessário que se consulte o calendário do seu município. Então, a vacinação está aberta, mas a consulta ao calendário municipal é muito importante, porque cada município tem uma forma de manejar nesse momento como vacinar a população de 43 a 49 anos. Então, mantemos o nosso calendário, lembrando que o dia 15 de setembro é o dia da esperança. E eu gostaria de ressaltar, como o governador colocou, que nós tivemos atrasos, sim, em algumas entregas do Ministério da Saúde, o que, de certa maneira, impactou, não só o Estado de São Paulo, como outros estados e capitais também. Está prevista, como ele disse, uma entrega da Janssen hoje... da Pfizer hoje, desculpa. Então, até as 18h, receberemos uma entrega da Pfizer, e a entrega da Janssen, que tinha sido prometida para o dia 15/06, 3 milhões de doses chegariam ao Brasil no dia de ontem, chegou 1,5 milhão, e nós temos uma previsão de entrega até o final de semana, de metade então daquilo que viria para o Estado de São Paulo, para que a gente possa receber então a vacina da Janssen até o final de semana. Hoje, e depois o prefeito vai colocar, na capital, no município de São Paulo, a vacina foi distribuída. A vacina que está hoje em todos os locais é a vacina do Butantan. Mas eu vou deixar essa fala para o próprio prefeito. Eu gostaria de passar o próximo slide, para que a gente possa mostrar, governador. Nós nunca trouxemos esse slide, eu acho muito importante nós mostrarmos, que o Estado de São Paulo supera a meta de cobertura vacinal em idosos. Atingimos a meta de 90%, que é a meta do Programa Nacional de Imunização, de cobertura vacinal completa, em toda a população com mais de 70 anos. Então, a população de 90 anos ou mais, 100% de cobertura, a população de 85 a 89 anos, 100% também de cobertura, de 80 a 84 anos, 94,49% de cobertura vacinal, esquema completo, D1 e D2, e de 75 a 79 anos, também 100%. De 70 a 74, 97,39%. A cobertura de 65... Na verdade, 69 a 60 anos, ela ainda vai crescer, porque nós precisamos ainda vacinar durante os períodos de junho até agosto, com a vacina da Fiocruz, AstraZeneca. Por isso que as coberturas da faixa etária de 60 a 69 anos, elas ainda não estão tão altas. Só vou fazer mais um parênteses aqui, governador: nós tivemos, num determinado público alvo, na faixa etária de 65 a 69 anos, que recebeu a vacina do Butantan. Por isso que, em 28 dias, com a segunda dose, nós temos uma cobertura vacinal para essa faixa etária, de 42,46%, e vamos complementar com a segunda dose da AstraZeneca, entre os meses de junho e agosto. O nosso vacinômetro, nesse momento, ele mostra doses aplicadas: 22.646.719 doses; de primeira dose, 16.605.796; e de segunda dose, 6.040.923, sendo que a cobertura da população, de 13,05%, que já tomou as duas doses no Estado de São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Antes de prosseguirmos, com o prefeito Ricardo Nunes, aqui ao meu lado, eu quero agradecer às emissoras que estão transmitindo ao vivo aqui direto do Palácio dos Bandeirantes: a TV Cultura, a BandNews, a RecordNews, o SBT News, o Portal IG, Portal Estadão, entre outros, que estão aqui transmitindo ao vivo direto esta coletiva. E também, prefeito, vou tomar a liberdade, pedir ao João Gabardo, que é o nosso coordenador executivo do Centro de Contingência, um tema que foi objeto de várias conversas nas nossas reuniões, para orientar, na palavra de um médico, que já foi secretário executivo do Ministério da Saúde, para que as pessoas não escolham vacinas. Não é razoável que as pessoas que se dirigem a um posto de saúde, na capital de São Paulo, na Grande São Paulo, no interior ou no litoral, queiram escolher vacinas. Todas as vacinas aprovadas pela Anvisa são boas vacinas. Qualquer delas: a Coronavac, a Pfizer, a Janssen, a AstraZeneca, são boas vacinas. Há, evidentemente, casos muito específicos de puérperas e gestantes, e, obviamente, de menores de 18 anos, mas com exclusão disto, todas as vacinas são boas vacinas. Mas vou pedir a palavra de um médico, que conhece profundamente o programa de vacinação, que é o João Gabardo. João.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Esse é um ponto extremamente importante para que a nossa população fique atenta a essa recomendação, porque causa enorme dificuldade para as unidades que fazem a aplicação da vacina essa seleção que eventualmente as pessoas querem fazer por uma determinada vacina, ou porque não querem utilizar para fazer as autorizações dessas vacinas, registro dessas vacinas. E a gente tem convicção de que todas as vacinas que são aprovadas, que passam pelo processo de registro da ANVISA, são vacinas que podem ser utilizadas com segurança. E qualquer recomendação contrária ao uso de alguma dessas vacinas, para determinadas faixas etárias, ou determinadas situações clínicas, obviamente é sempre comunicado, e é alertado a todos, através das secretarias estaduais da saúde. Nós também temos muita preocupação com informações, às vezes, informações que vem do próprio Ministério da Saúde, questionando a eficácia de determinadas vacinas. E isso é uma situação que cria muito constrangimento, muita dificuldade para todos, porque cria dentro dos setores da população, rejeição ao uso de uma determinada vacina. Então isso a gente tem que procurar evitar, as pessoas precisam ter confiança na vacina que estão utilizando, e dessa forma a gente pode mais rapidamente cumprir com o nosso objetivo. Qual é o objetivo? Nós podermos vacinar o mais rápido possível a maior quantidade de pessoas. Isso é fundamental, esse tem que ser o nosso objetivo, porque é com isso que nós vamos enfrentar ainda essa dificuldade temporária que nós temos, de estarmos em uma situação de alta taxa de transmissibilidade da doença, ainda temos um número muito elevado de pessoas internadas, temos um número de óbitos muito elevado. E nós precisamos voltar à normalidade. Para isso é fundamental que nós tenhamos o controle sob a transmissibilidade da doença, e esse controle sobre a transmissibilidade da doença, e principalmente sobre apresentações de casos graves, internações hospitalares, utilização de leitos de UTI, é a vacinação. Então isso que nós temos que trabalhar, vacina, a que estiver disponível, e o mais rápido possível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, João Gabbardo. A palavra de um profundo conhecedor de programa de vacinação, o Gabbardo coordenou o programa de vacinação no Ministério da Saúde, e hoje, Ricardo Nunes, tem a responsabilidade compartilhada com o doutor Paulo Menezes, da coordenação do nosso centro de contingência do Covid-19. E ao passar a palavra ao prefeito que está aqui ao meu lado, quero aproveitar para declarar aos meus colegas jornalistas que estão aqui, os que estão nos acompanhando virtualmente, que as relações com a Prefeitura de São Paulo, as relações pessoais com o prefeito Ricardo Nunes, as relações também colaterais entre o secretário Jean Gorinchteyn, e o secretário da saúde no município de São Paulo, Edson Aparecido, são as melhores, são fluídas, são integradas e são harmoniosas. Evidentemente em um processo de vacinação com a dimensão que tem a capital de São Paulo, que é a sétima cidade mais populosa do mundo, a maior cidade do Brasil, a segunda maior cidade da América Latina, não é um processo simples, não é um processo fácil. E evidentemente dada essas circunstâncias, pontualmente nós podemos ter algumas circunstâncias, como houve ontem, mas isso não implica em nenhuma desarmonia, nenhum desajuste, nenhuma falta de entendimento entre os poderes do estado, e do município. As relações seguem como sempre foram, boas, fluídas, e voltadas para o atendimento da população, especialmente no que se refere à vacinação. Ricardo Nunes.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador João Doria. A qual eu cumprimento todos os colegas aqui. Cumprimentar a imprensa. E já vou iniciar reforçando a tua fala, João, a relação da Prefeitura de São Paulo com o governo do estado é a melhor possível, estamos todos imbuídos em salvar as vidas, em fazer o nosso papel, que é cuidar da população, ter número de leitos, vacinar as pessoas, aquelas que infelizmente tiverem óbitos, ter o seu enterro digno. Enfim, esse é o nosso propósito. Tanto é que, se me permite, governador, ontem nós ficamos até 0h, ou acho que um pouco mais de 0h, discutindo a questão do calendário, da recepção da vacina, da aplicação, eu, governador e o vice-governador Rodrigo Garcia. Então existem os níveis, aonde todos participam, com o Jean eu falei várias vezes, com o Edson, várias vezes, mas até testemunhar aqui da nossa boa relação, e nosso empenho, e nossa união, trabalhando até o horário que for necessário para poder atender à população. Mas enfim, queria também ressaltar um dado importante, que é a quantidade de pessoas vacinadas no estado de São Paulo, nós ultrapassamos a marca de 50% da população, que tem mais de 18 anos, já foram vacinados na cidade de São Paulo. Ou seja, mais da metade da população, Regiane, da capital, já foi vacinado, um total de 4.613.445 milhões de pessoas, portanto, de doses aplicadas. Com relação à vacina, fizemos durante o dia de ontem, vários diálogos com a Secretaria de estado da Saúde, e como eu disse agora, concretizamos a conversa de ontem, eu, o governador e o vice-governador. E nós recebemos hoje 181 mil doses da vacina, como a doutora Regiane colocou, o governador colocou. Receberemos na quinta-feira 120 mil doses. E também as outras 30 mil doses na data de hoje. O que somam 331 mil doses, o que é suficiente, necessário para que nós façamos a vacinação das pessoas de 49, 48 e 47 anos. Portanto, hoje, quarta, quinta-feira, 48, sexta-feira, 47, e no sábado, a repescagem desse público, com um total de 314.073 mil pessoas. Outra observação que eu queria fazer, governador, é com relação a esse grande esforço que todos nós estamos tendo para além de vacinar, dar uma boa qualidade para as pessoas chegarem no local, e ter a sua vacinação. O estado de São Paulo mais de 600 pontos de vacinação, criamos inclusive, como vocês sabem, o quilômetro, que atingiu já a marca de 3,7 milhões de acesso. Sempre na busca das pessoas terem conforto, de ir até o local de vacinação. Todos os nossos 600 pontos com equipes muito preparadas. Portanto, a gente tem muito orgulho de toda a nossa equipe da saúde, que tem feito um excelente trabalho. Então não poderia deixar de falar, existe, como vocês perceberam ontem, uma situação de trabalho entre a prefeitura e o estado, que estão dentro desse contexto de atender a população, fazendo conversas, diálogos, reuniões, que é absolutamente normal. Mas hoje, até o presente momento não existe nos nossos mais de 600 pontos, nenhuma informação, notificação de qualquer problema, transcorre de forma normal. E dessa forma continuaremos. Portanto, governador, agradecer ao governo do estado, agradecer o trabalho conjunto em prol da população, e o nosso objetivo é sempre atender as pessoas, e parabenizá-lo. Eu ia falar senhor, já, parabenizá-lo pelo empenho em buscar a vacina, em trazer a vacina, e pela dedicação em salvar as vidas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, prefeito Ricardo Nunes. E assim seguiremos. Quero também agradecer à toda equipe da Prefeitura de São Paulo, ao secretário Edson Aparecido, ao nosso secretário Jean Gorinchteyn, aqui presente, à doutora Regiane. E às equipes que trabalham conjuntamente, quase que diuturnamente, como foi o caso de ontem, onde terminamos a reunião era mais de 0h, 0h15min, e assim prosseguiremos. E agora ao passar a palavra ao doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, sobre a chegada, a nossa boa expectativa da chegada de mais insumos da Coronavac, quero também aqui, Dimas, fazer aqui um registro, e é um registro de protesto em relação às fake news, às mentiras que um determinado gabinete do ódio insiste em propagar em relação à Coronavac, à qualidade da vacina, que já imunizou mais de 52 milhões de brasileiros, inclusive eu. Eu tomei aqui nesse braço duas doses da vacina Coronavac, com maior orgulho estou aqui bem, salvo, assim como outras 52,199 milhões de pessoas já tomaram essa vacina. Isso falando aqui do Brasil, são mais de 60 países do mundo, onde a vacina Coronavac é aplicada, salvando milhões de pessoas em todo o mundo. É um absurdo que propagadores de fake news, de mentiras, reproduzam informações equivocadas para confundir a população e criar circunstâncias inadequadas, de dúvida, em relação à vacina que está salvando tantos brasileiros em nosso país. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Essa semana tem sido uma semana de intensos trabalhos, porque nós recebemos uma comissão de alto nível da Sinovac, chefiada pelo vice-presidente, senhor Meng, acompanhado do diretor de produção industrial, senhor Tang, e a diretora de estudos clínicos, doutora Mon. Então uma semana de intensas atividades e de boas notícias. Primeiro relativo ao progresso da vacinação, inclusive a China, a notícia boa é que a China já atingiu 1 bilhão de pessoas vacinadas, e a China exportou 900 milhões, até esse momento, de vacinas, é o país que mais exporta as vacinas para o mundo, governador, está dando uma grande contribuição no combate à pandemia. É importante que seja feito esse registro, e boa parte dessas vacinas exportadas são da vacina Coronavac. Uma das vacinas que tem em termos de eficiência, uma das maiores, entre todas as vacinas que estão sendo usadas, inclusive já com dados aqui do Brasil, dados do município de Serrana, dados do próprio Ministério da Saúde. Enfim, demonstrando que é uma excelente vacina, a vacina com melhor perfil de segurança, entre todas as vacinas que estão sendo usadas nesse momento. Então boas notícias também relacionadas ao fornecimento de insumos, quer dizer, nós temos a chegada nessa semana ainda, esperamos, no dia 26, de 6 mil litros, correspondentes a 10 milhões de doses, nesse momento só existe aí um ponto a ser observado, porque o avião está retido Bruxelas, aguardando autorização de pouso em Pequim, e isso deve acontecer hoje ainda. Se tudo correr bem, no sábado teremos aí a chegada desses 6 mil litros. E mais boas notícias, governador, é possível que em julho e agosto possamos receber 12 mil litros em julho, e 12 mil litros em agosto. Com isso nós recuperaremos o cronograma de adiantamento que nós anunciamos, ou seja, poderemos finalizar o contrato com o Ministério da Saúde ainda em agosto. Quer dizer, nós tínhamos a data limite em setembro, mas com essa possibilidade podemos fechar esse contrato com o ministério, de 100 milhões em agosto. E aí já entraremos imediatamente no fornecimento de vacinas adicionais, para o estado de São Paulo, até o limite de 30 milhões, como já havia sido anunciado. Então boas notícias, governador, estamos trabalhando, a equipe da China está lá no Butantan, trabalhando nos aspectos de transferência de tecnologia, de fornecimento de vacinas para outros países, inclusive a partir do fim desse ano. Então uma semana de intensos trabalhos. E eu agradeço, aqui de público, a Sinovac, por essa parceria exitosa com o Butantan, e com o estado de São Paulo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Eu também assino esse agradecimento, que fiz ontem, pessoalmente, ao vice-presidente mundial da Sinovac, o senhor Meng, que esteve nos visitando aqui no Palácio dos Bandeirantes, e onde reproduzimos a satisfação, alegria de estarmos oferecendo a vacina segura, eficaz aos brasileiros, e a confirmação do que você acaba de mencionar, que muito provavelmente conseguiremos antecipar a entrega das doses contratadas pelo Ministério da Saúde. Enquanto alguns fazem marola, nós preferimos fazer vacinas. Vamos agora à Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento, que fala sobre a prorrogação da fase de transição do plano São Paulo, até o próximo dia 15 de julho, e repito, para proteger a sua vida, a vida da sua família, a vida da pessoas que trabalham com você ou próximos a vocês. A nossa intenção aqui é sempre, ao preservar vidas, garantir a existência e obviamente na sequência ativar a economia do estado de São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Boa tarde, a todos e à todas. Como o governador disse, nosso objetivo é proteger vidas, e ao mesmo tempo termos uma retomada segura e responsável. E os dados mostram exatamente isso, nós temos aqui, eu queria somente relembrar, nós estamos prorrogando essa fase de transição por duas semanas, até o dia 15 de junho, as atividades permanecem exatamente como estão, com o funcionamento de 40% de ocupação, e o horário permitido até às 21h, reforçando a importância do toque de recolher, das 21h às 5h da manhã. E esse esforço do teletrabalho para atividades administrativas não essenciais. Além do escalonamento do transporte. Essa é uma medida cautelar, e que está mostrando que nós tivemos resultados muito positivos, na próxima página nós mostramos que finalmente estamos alcançando novamente uma desaceleração da nossa curva de casos de Covid-19, e principalmente internações de enfermaria e UTI. O secretário Jean vai dar detalhes, mas eu queria relembrar, no que tange ao plano São Paulo, a importância das medidas tomadas no nosso estado. As medidas pautadas pela ciência nos garantiram nesses últimos três meses, desde a fase emergencial, primeiro nós tivemos a primeira etapa da fase emergencial, e na sequência a fase de transição, mas em três meses nós reduzimos a ocupação dos leitos de enfermaria em mais de 5 mil leitos, e em UTI em mais de 1.500 mil leitos. Somente nos últimos dois meses, desde o início da fase de transição, nós tivemos uma redução de ocupação de leitos de UTI de quase mil leitos. Então isso mostra que acelerar a vacinação e fazer uma gestão pautada pela ciência, é a forma correta de proteger a vida da nossa população, e garantir uma retomada econômica segura e responsável, que também se traduz nos nossos números. Eu gostaria de destacar dois deles que já foram mencionadas nas coletivas anteriores. Mas primeiro, São Paulo continua empurrando o Produto Interno Bruto nacional, nós tivemos um resultado muito positivo no primeiro trimestre desse ano, que mostra que nós já temos um crescimento acumulado de mais de 7%, se nós compararmos o primeiro trimestre com relação ao último trimestre do ano passado, ou de mais de 9%, se comparado com o primeiro trimestre do ano passado. E por isso nós fizemos uma correção aqui do PIB, também da projeção para esse ano, e a expectativa de crescimento entre 6% e 7,6%. Para quem não lembra, nos últimos 20 anos isso não é comum, São Paulo cresceu mais que o Brasil em 2019, em 2020, e 2021 nós repetiremos esse trabalho, mostrando a importância de uma gestão pautada em dados, pautada pela ciência, e focada na proteção de vidas. Também tivemos recordes históricos de empreendedorismo, lembrando que o governador João Doria lançou uma série de ações econômicas, e medidas, inclusive a medida inédita de isentar a taxa de abertura de empresas na Junta Comercial, e tivemos durante os últimos três meses, três recordes históricos, os maiores números em 22 anos. E assim seguiremos, e pautados pela ciência. Agora com essa esperança que essa curva se mantendo desacelerando dessa forma, nós teremos boas notícias também de próximos passos de retomada econômica. Então fica meu pedido final, nós mantemos essa fase de transição até o dia 15 de julho, mas lembrando também que o papel de cada um de nós, usando máscaras, não seguindo maus exemplos, fazendo a nossa parte, é muito importante para que essa curva se mantenha nesse sentido correto, e possamos dar o próximo passo na retomada econômica. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia. Bem, agora vamos na última etapa, perdão, antes da última etapa tem o doutor Paulo Menezes, que é o nosso coordenador do centro de contingência do Covid-19, e aí vamos na sequência, com educação, e os dados da saúde. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Mais uma vez, como tem sido desde o início da pandemia, as recomendações do centro de contingência têm sido muito úteis e seguidas à risca pelo governador, no sentido de nós caminharmos da forma mais segura possível para superar esse momento tão ainda difícil. Eu queria gastar alguns minutos fazendo algumas considerações do momento atual, que é distinto dos momentos anteriores, que nós tivemos da pandemia, principalmente por causa do impacto da vacinação, que nós tivemos até o presente. Também queria reforçar as palavras do meu colega Gabbardo, que enquanto cada um corretamente pensa na vacina, como algo que vai o proteger de forma individual, para nós da saúde pública, o mais importante é o aspecto populacional do impacto da vacinação, a cada pessoa a mais vacinada, é uma pessoa a menos que o vírus encontra para poder continuar se propagando, para poder continuar se transmitindo. Então quanto mais pessoas vacinadas, maior o impacto para todos, da vacinação. E isso começa a aparecer de forma clara nos nossos indicadores, nós, de fato, tivemos, da semana passada para cá, um aumento no indicador de casos por 100 mil habitantes. Tínhamos entorno de 480 casos por 100 mil habitantes, a cada 14 dias, isso passou para 520, um aumento aqui de 18%. Por outro lado, o indicador de internações por 100 mil habitantes teve um movimento contrário, passamos de 82 por 100 mil, para 78 por 100 mil, uma redução de 5%. Nós já sabíamos que até o momento atual, o impacto da vacinação no número de casos, ou na transmissão do vírus, seria limitado. Por quê? Porque na faixa etária de 60 anos ou mais, que é a faixa que está com uma excelente cobertura, como foi mostrada aqui pela doutora Regiane, a contribuição para o total de casos é modesta, no máximo de 15%, de fato que a gente tendo essa faixa populacional protegida, o impacto na transmissão ele é, como eu falei, limitado. Já na faixa etária de 40 a 59 anos, essa faixa contribui com mais de um terço dos casos, 35% do total de casos. De forma que agora nas próximas semanas nós devemos também ter, e observar de forma mais clara o impacto da vacinação dessas duas faixas etárias, que se completa até o meio de julho. Eu acredito que ao longo de julho nós vamos já, felizmente, ter esse impacto. E também nas internações, em janeiro os idosos representavam 60% de todas as internações, e hoje, felizmente, eles representam só 34%, em maio, melhor dizendo, os dados de junho a gente ainda está analisando. Enquanto que a faixa etária de 40 a 59 anos, passou de 12% do total de internações, para 48%. Dessa forma, nós também esperamos um grande impacto nas próximas semanas, da vacinação dessa faixa etária de 40 a 59 anos. Só mais um aspecto que eu acho importante comentar, é que a fase de transição para todo o estado ela é prorrogada por mais 15 dias, até metade de julho, mas a gente sabe que a situação no interior ela agora começa a ficar bastante distinta da situação na grande São Paulo e Baixada Santista. De forma que o centro de contingência também já havia feito uma recomendação para ações mais locais e regionais, no sentido de medidas mais restritivas quando necessário, isso tem sido feito, nós temos mais de 100 municípios no interior, com medidas mais restritivas, do que a fase de transição coloca. Ontem mesmo participei de uma reunião virtual com o consórcio de prefeitos das regiões de São José do Rio Preto, e Barretos, que são regiões que ainda apresentam, talvez as mais altas taxas de transmissão do estado de São Paulo, para poder conversar, apresentar esse panorama, as perspectivas, e nós vamos continuar trabalhando nesse sentido. Então essas eram as minhas colocações, governador. Eu acredito que o mês de julho vai ser um mês bastante promissor, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, palavra do médico doutor Paulo Menezes, coordenador do centro de contingencia do Covid-19, dando aí uma perspectiva boa, positiva, de curto prazo, para o estado de São Paulo. Portanto, estamos apenas tomando medidas de cautela, talvez na fase final deste período, e também acreditando nos efeitos da vacinação, conforme, aliás, doutor Paulo Menezes acaba de expor, Ricardo, quanto mais pessoas vacinadas aqui em São Paulo, mais rapidamente poderemos gradualmente, e seguramente, voltar à normalidade. Na capital paulista, na grande São Paulo, no litoral e também no interior do estado de São Paulo. Vamos agora virar a página, para falar de educação, um programa muito importante que nós lançamos aqui na semana passada, o Programa Dignidade Íntima, e hoje saudando a doação, à mais uma doação feita pelo setor privado, pela P&G - Procter & Gamble do Brasil, através da sua presidente, Juliana Azevedo, aqui presente, com 2 milhões de absorventes doados para esse programa. Com a palavra, Rossieli Soares, secretário da Educação do estado de São Paulo. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. O Programa Dignidade Íntima, como bem salientou o governador João Doria, é um dos programas que certamente vai garantindo os direitos mais básicos, que são as meninas estarem nas escolas, estarem com dignidade, que passam por coisas absurdas, e tudo aquilo que a gente tem visto. E só recapitulando, muito rapidamente, isso vem já, um direito reconhecido pela ONU desde 2014, uma em cada dez meninas no mundo sofrem com isso, e aqui todas as nossas meninas na extrema pobreza correm esse risco. E temos que ajudar à todas. Garantir educação é também olhar para isso, e falar, quebrar tabu, falar sobre isso, apoiar as meninas dentro da escola. Nós organizamos o programa em eixos, porque não é somente entregar o absorvente, é falar do tema, é formar todos nas escolas, é ter os canais, o protagonismo dos jovens que tem buscado ajudar uns aos outros, ajudar as meninas, distribuir material informativo, de como vai funcionar, ter uma rede de apoio, para que não haja constrangimentos nesse processo, e obviamente a aquisição e distribuição dos produtos. As formações que nós já estamos iniciando, com boas práticas, olhando para aquilo que escolas já faziam, a gente localizou escolas que já faziam, gerando aqui a partir disso, garantindo a privacidade, o cuidado, canais de comunicação, as formações e a mobilização dos grêmios estudantis, como alguns dos pilares importantes da formação. E obviamente a compra, o pilar que passa pela compra de produtos, nós temos 1,300 milhão de alunas, em idade menstrual, em mais de 5 mil escolas, e teremos investimento de mais de R$ 30 milhões. E deixando claro que se necessário, governador, para garantir o direito investiremos mais. Isso é importante deixar muito claro. Hoje, obviamente, nós já estamos avançando muito rapidamente no programa. No dia 18 de julho, governador, já saiu o seu decreto criando o programa, autorizando, determinando a Secretaria de Educação a fazer. No dia 21 já foi publicada a resolução com as regras do programa. E nessa semana, governador, estamos repassamos os recursos à todas as escolas. Então todas as escolas elas já têm o recurso, elas já podem adiantar, mas os recursos específicos do programa estarão pagos à todas as escolas ainda nessa semana. E por fim, queria muito agradecer também, governador, a Juliana, que é a nossa presidente, a Daniela, que é diretora de relações governamentais, porque através de um chamamento público, ofereceram, obviamente entendendo, conhecendo muito da importância, a Procter & Gamble Brasil ofereceu a doação de 2 milhões de absorventes, e a distribuição será feita aqui priorizando as escolas, com maior vulnerabilidade, para atendimento imediato nas diretorias daqui da capital, inicialmente. Vamos inclusive conversar com o nosso prefeito Ricardo Nunes, para estabelecermos uma parceria, estamos em diálogo com isso, é uma preocupação também do prefeito Ricardo. E agradecer muito a P&G por essa doação. E que ela sirva de exemplo, que outras venham, que outras ajudas venham, é importante o setor privado estar olhando cada vez mais, governador, com esse olhar, para agendas fundamentais. Isso daqui são 2 milhões de absorventes, mas é a garantia para que muitas meninas tenham a dignidade, e certamente vamos continuar avançando nesse e em outros temas, para olhar para todos aqueles que precisam tanto das nossas escolas. Obrigado e uma boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo. E agora, finalizando com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde, prefeito, boa tarde a todos. Estamos na 25a semana epidemiológica do ano agora de 2021. E felizmente, a despeito dos números ainda elevados, também temos boas notícias. Pra se ter uma ideia, a Grande São Paulo está com 74,7% na taxa de ocupação dos leitos de UTI. Quero lembrar que última vez que nós tivemos cifras menores que 75% foi em 22 de fevereiro. Portanto, exatos quatro meses que nós tínhamos uma cifra menor do que essa, bem como a taxa de ocupação na Grande São Paulo... Desculpa, no Estado de São Paulo: 78,9%. Estamos hoje com 10.597 pacientes internados nas unidades de UTI, e também tivemos, só nos recordando que, no pico dessa nossa segunda onda, nós tínhamos 13.200 pacientes internados. Portanto, são números que, a despeito de serem elevados, ainda mostram uma importante queda da ocupação dos leitos, das internações nas unidades de terapia intensiva, e concomitantemente, que era algo, governador, que nós não víamos, concomitantemente, uma queda das internações nas enfermarias. Portanto, estamos internando menos pacientes no nosso estado. Próximo, por favor.

Importante que nós temos um número de casos, ele apresentou um incremento de 31%, lembrando que tanto casos quanto óbitos, eles não referem a realidade daquele momento, e sim podem estar sendo colocados, calculados de semanas anteriores, assim como os óbitos tiveram um incremento de 10,2%. Quando nós falamos de internação, as internações, elas refletem o momento atual, são as internações que aconteceram exatamente há 24 horas atrás, e elas mostram, no comparativo entre a 24a e a 23a semana, uma queda de 11,5%. Portanto, estamos, como disse, internando de forma progressiva a mais, é claro que algumas regiões do estado ainda mantêm taxas de ocupação nos leitos, nas unidades de terapia intensiva e enfermaria, ainda elevadas, o que faz com que as suas municipalidades promovam ações mais restritivas locais.

E pensando exatamente em dar uma boa assistência a todos aqueles que ainda estão nas unidades de terapia intensiva, o Governo do Estado de São Paulo, sob a liderança do governador João Doria, fez a aquisição de 6,5 milhões de kits intubação, foram oito medicamentos que fora adquiridos, e já estarão sendo distribuídos a partir de amanhã, e até o final desse mês nós teremos 600 mil kits já entregues para mais de 400 hospitais estaduais, municipais e filantrópicos. Portanto, estamos acolhendo inclusive os próprios municípios. E novas remessas desses medicamentos estarão chegando a partir de julho e no final do mês também de agosto. Desta forma, conseguiremos manter também o nosso suporte de assistência por um período de dois meses. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Jean Gorinchteyn. Agora, concluídas as informações, vamos agora com os jornalistas aqui presentes, e também virtualmente, começando com o Willian Cury, da TV Globo, GloboNews. Will, cadê você? Na sequência, teremos a Agência Reuters, com Eduardo Simões, presença virtual, e aqui presencialmente, CNN Brasil, CBN, Rádio CBN, Jornal O Globo e Portal IG. Já na sua posição, o Will Cury, TV Globo, GloboNews. Will, boa tarde, bem-vindo, sua pergunta, por favor.

WILLIAN CURY, REPÓRTER: Boa tarde, governador, prefeito, secretários. Minha pergunta é sobre a vacinação, e sobretudo aqui na capital paulista nós enfrentamos esse problema de falta de vacina na segunda-feira, e a paralisação da suspensão ontem, com a retomada hoje. Prefeito anunciou uma previsão de repasse para o município, para os próximos dias, de cerca de 400 mil doses de vacina, que serão possíveis de chegar até a idade de 47 anos. Depois disso, tem a previsão de continuar em sequência até 43 anos. Ainda faltam, pelos cálculos, de acordo com a estimativa de público-alvo da campanha, 400 mil doses além dessas que já estão acertadas, ou pelo menos programadas para receber. Sobre essas 400 mil doses que faltam depois, o estado já tem uma sinalização do Ministério da Saúde de data para receber essas vacinas ou isso ainda não está definido? E se não estiver definido, se pode haver mais uma vez a suspensão ou paralisação da vacinação. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, obrigado pela pergunta. Como me ensina Jean Gorinchteyn, vamos por partes. Primeira parte, a Dra. Regiane vai responder, ela que é responsável aqui no Estado de São Paulo pela operacionalização do Plano Nacional de Imunização, PNI, e obviamente pelo Programa Estadual de Imunização. Mas eu antecipo, Will, que nós precisamos das vacinas prometidas pelo Ministério da Saúde. Quem faz a programação e encaminha aos 27 estados brasileiros é o Ministério da Saúde. Infelizmente, nas últimas semanas, as previsões, praticamente todas elas, do Ministério da Saúde, não foram atendidas, e além de não atendidas no prazo foram reduzidas no número. O que nós desejamos e esperamos é que isto não mais aconteça e que possamos ter a evolução do Programa Nacional de Imunização, não apenas aqui em São Paulo, mas em todo o país. Mas sobre São Paulo e essa relação com o Ministério da Saúde, eu peço a palavra da Dra. Regiane de Paula, responsável por esse programa aqui no Estado de São Paulo, e também, obviamente, o fornecimento para a maior cidade do país, a capital de São Paulo. E na sequência, vamos ouvir o prefeito. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador, obrigada, Will. Como o governador colocou, nós dependemos das entregas de vacinas do Ministério da Saúde. Houve um atraso substancial na vacina da Janssen, como nós já colocamos, e na vacina da Pfizer também, em três dias. Estamos recebendo hoje a vacina da Pfizer, colocando essa grade receberemos hoje às 18h. Já foi sinalizado, inclusive, e já vamos colocar essas grades para distribuição para o município de São Paulo e para todos os 644 municípios, além do município de São Paulo. A nossa expectativa é que não faltará vacina, estamos trabalhando fortemente com isso, mas precisamos, sim, que o Ministério da Saúde cumpra aquilo que ele programou, ou seja, entregue mais vacinas. E nós, na nossa parte, temos trabalhado, como Programa Estadual de Imunização, para que não aconteça o que aconteceu no momento específico. Foi a primeira vez que isso aconteceu no município de São Paulo, já havia acontecido em várias outras capitais, inclusive com falta de D2, vocês devem se lembrar. Mas isso não vai acontecer novamente. Então, eu aqui colocando para o governador e para o próprio prefeito, nós estamos trabalhando fortemente com as vacinas que estamos recebendo, e precisamos, sim, de mais vacinas. Precisamos da organização do Programa Nacional de Imunização, Ministério da Saúde. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Prefeito Ricardo.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Will, a Regiane respondeu bem, mas queria só complementar. Pra uma cidade de 12,5 milhões de habitantes, que vacinou já com a primeira dose metade da sua população, mais de 4 milhões de pessoas, sem nenhuma intercorrência, é algo muito salutar esse trabalho conjunto da prefeitura com o estado. Nós... Acabei de fazer aqui o anúncio de 47 a 49, e até sábado, nós estamos aqui conversando com a Dra. Regiane, com o Dr. Eduardo, com o Dr. Jean, com o governador, com o vice-governador, pra gente fazer o anúncio da próxima faixa etária. Mas o governador, como já falou aqui pra vocês a Regiane, não falta mais vacina. Nós vamos, estamos ajustando o calendário. Essa população, que foi feito agora a última, de 50 a 59, como nós já falamos, foram mais de 1,4 milhão de pessoas, ou seja, é uma pirâmide, conforme vai diminuindo a idade, a pirâmide vai aumentando o número de pessoas. E isso precisa ser ajustado [ininteligível] que é algo absolutamente normal e natural. E é isso que nós estamos fazendo, então a população pode ficar tranquila, muita sintonia, Governo do Estado, Prefeitura, para vacinar as pessoas. Obrigado, João.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito, prefeito Ricardo Nunes. Will Cury, muito obrigado pela pergunta. Vamos agora online com Eduardo Simões, correspondente da Agência Reuters. Eduardo, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor. Apertar o seu botãozinho de áudio... Eduardo, estamos sem o seu áudio. Ainda sem o áudio... Vamos ver se a gente consegue ter o áudio do correspondente da Agência Reuters, senão nós vamos pra próxima e voltamos com você na sequência. Então, vamos pra próxima e, na sequência, voltamos com Eduardo Simões. Vamos agora com Tainá Falcão, da CNN Brasil, e logo na sequência voltamos com o Eduardo, da Agência Reuters.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Oi, tudo bem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Oi, Tainá, boa tarde.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. Vou insistir um pouquinho também na pergunta do Will. Queria entender melhor da prefeitura, do município e do estado também. Essa previsão até terça-feira, dos 43 aos 49 anos, ela vai se cumprir? Quantas doses são necessárias e que precisam ser distribuídas pelo estado ao município de São Paulo? E mais uma vez, secretário Jean Gorinchteyn, a gente pode assegurar que não haverá uma nova paralisação, pelo menos num curto prazo?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, vamos, mais uma vez, por partes. Primeiro, vocês ouviram, vou só reproduzir o que disse a nossa coordenadora do Programa Estadual de Imunização, e também que coordena o PNI: Com os dados informados pelo Ministério da Saúde para a entrega das vacinas a São Paulo, como de fato também está sendo feito em todo o Brasil, não há razão para faltarem vacinas para as etapas sucessivas de vacinação, seja na capital de São Paulo, seja no Estado de São Paulo. Mas eu quero ressaltar que nós dependemos das vacinas fornecidas pelo Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde tem a centralização na distribuição de todas as vacinas. A Coronavac, a vacina do Butantan, quando nós recebemos da China, nós entregamos para o Ministério da Saúde, que faz a distribuição. A Pfizer, a mesma coisa, a AstraZeneca, da mesma maneira, a vacina Janssen, da mesma maneira, e outras que vierem a ser aprovadas pela Anvisa também terão a coordenação do Ministério da Saúde. Tudo indica que nós não teremos problemas, conforme já foi mencionado. Mas eu, de novo, vou pedir à nossa coordenadora, a Regiane, que possa responder e, na sequência, vamos ouvir mais uma vez, você citou nominalmente, Jean Gorinchteyn e o prefeito Ricardo Nunes.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Tainá, nós iniciamos a campanha de vacinação no dia 17 de janeiro, estamos praticamente há cinco meses trabalhando incessantemente para que não falte nenhuma dose de vacina, para nenhum cidadão, para nenhum paulista, pra ninguém nesse estado. Então veja, o que acontece? Precisamos de doses do Ministério da Saúde. Se há num determinado momento uma não entrega de vacinação, nós estamos procurando, da melhor forma possível, sanar isso e entregar para os municípios, para os 645 municípios, as vacinas. Houve, sim, uma falta, tanto da vacina da Pfizer, que atrasou três dias, como a própria vacina da Janssen, que nós tínhamos uma expectativa que também se frustrou, inclusive no quantitativo, mas estamos trabalhando e estamos já acionando e temos acionado não só o Ministério da Saúde como o próprio Conselho Nacional de Secretários de Saúde, para que possa nos auxiliar junto ao Programa Nacional de Imunização, para que o calendário que está colocado no seu site seja integralmente cumprido. Então, estamos trabalhando fortemente, junto a todos os órgãos competentes, que podem nos ajudar para que isso seja cumprido de forma o mais rápido e de forma equitativa para todos os estados, não só para o Estado de São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Jean Gorinchteyn. O Jean acompanhou comigo ontem, Tainá, a reunião do Fórum de Governadores, aliás, foi a primeira vez nos últimos tempos que todos os governadores estavam presentes, 27 governadores participaram dessa reunião virtual, ontem a partir das 16h. E um dos pontos, aliás, o mais significativo, o mais importante deles foi exatamente a preocupação junto ao Ministério da Saúde pra que as promessas de vacinas sejam cumpridas no quantitativo e no prazo para todo o Brasil. Jean e na sequência o nosso prefeito Ricardo Nunes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Pra que um programa nacional de imunização possa acontecer ele precisa de vacinas, e essas vacinas seguem a doutrina e a [ininteligível] é dada pelo próprio Ministério da Saúde. O cronograma que é feito nos programas estaduais e São Paulo também segue essa normativa é baseado na cronologia e no quantitativo das doses que são inseridas no site do Ministério da Saúde. Portanto, se ocorrem atrasos e ao mesmo tempo o quantitativo dessas doses acabam sendo a menor, o impacto no fornecimento de vacinas especialmente para os grandes centros, e isso acabou acontecendo não somente no município de São Paulo, mas em outros seis municípios, ou seja, eram seis capitais do estado de São Paulo... do país que foram impactadas exatamente por um fornecimento a menor dessas vacinas. Portanto, pra que nós possamos agir com segurança dando previsão para os municípios nós precisamos, sim, de ter vacinas e que esses... essa cronologia seja absolutamente seguida e respeitada pelo Ministério da Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Prefeito Ricardo Nunes.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: João, como ela chama? A jornalista. Tainá, o que é que o Governo do Estado e a Prefeitura mais deseja, mas se empenha? É que todos sejam vacinados. A gente quer acelerar o máximo. Quando a gente procura acelerar é pra poder ganhar um dia, um dia é muito, né? Em um dia uma pessoa pode deixar de estar vacinada e se contaminar. É importante ter essa percepção e essa compreensão. Eu já falei, mas eu queria repetir. A cidade de São Paulo ter vacinado 4.613.445 pessoas, mais de 50% da sua população, é algo pra gente deixar registrado, tento em vista que foi agora o único incidente, até por conta de que esse público de 50 a 59, 1,4 milhão de pessoas, ainda bem, felizmente buscaram os nossos pontos de vacinação pra se vacinar. Então isso não foi feito, foi uma gradativa. A gente precisa estar muito aliado aqui com relação à informação pra população, isso nós estamos fazendo agora conjuntamente um filtro, né, mais apurado ainda do que já vinha sendo feito, a gente vai comunicar. O que é que nós estamos anunciando na prefeitura junto com o Governo do Estado? Vacinação de 47 a 49, 49, 48, 47, 46 pra frente, você falou, nós não estamos falando agora, nós vamos alinhar de novo que a gente vai fazer uma boa comunicação com a população, qual vai ser a data, se vai manter isso, se a gente vai antecipar, se vai... Enfim, seja qual for a situação, numa situação de muito alinhamento com objetivo que o Governo do Estado tem e a prefeitura tem de vacinar o quanto antes. Essa é a nossa vontade, mas como disse aqui o Jean e a Regiane, a gente tem uma dependência, né, vocês do Ministério da Saúde que a gente espera que antecipe as entregas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito. Tainá, muito obrigado. Vamos agora com o Eduardo Simões da Agência Reuters, já estabelecido o áudio dele. Eduardo, boa tarde mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Obrigado. Boa tarde a todos e a todas. Em cima do que o Dr. Dimas anunciou, eu queria saber como é que estão as negociações com o Ministério da Saúde após setembro que o ministério havia anunciado a intenção de comprar mais 30 milhões de doses da Coronavac e mais recentemente o ministro Marcelo Queiroga falou que poderia em vez de ser 30 milhões da Coronavac já ser 30 milhões da Butanvac. E aproveitando, só pra esclarecer uma informação, Dr. Dimas, o senhor falou 24 mil litros de IFA, isso... só confirmando, isso corresponde a 40 milhões de doses, seria aí pra julho e agosto? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. As duas perguntas serão respondidas pelo Dr. Dimas Covas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Eduardo, o nosso contrato com o ministério é de cem milhões de doses, né, nós não avançamos em volumes adicionais. Houve, de fato, uma mensagem de WhatsApp do ministro Queiroga se após a entrega da Coronavc haveria possibilidade de fornecimento da Butanvac. Eu disse que poderia caso a Butanvac seja aprovada, né? Mas nesse momento não houve nenhuma negociação, houve essa pergunta pelo WhatsApp e a resposta foi muito lacônica. Com relação aos quantitativos, sim, 20 milhões em julho e 20 milhões em agosto, e com isso nós liquidaremos esses cem milhões do contrato com o Ministério da Saúde. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Faltou só a segunda pergunta, Dimas, em relação ao quantitativo do IFA, o equivalente ao número de vacinas. Não é isso, Eduardo?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Exatamente isso, governador, 20 milhões em julho e 20 milhões em agosto. Quer dizer, 12 mil litros em julho e 12 mil litros em agosto. Com isso liquida-se o contrato com o Ministério da Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Totalizando 40 milhões de doses da vacina.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então está absolutamente claro. Obrigado, Dimas. Muito obrigado, Eduardo Simões. Dando sequência aqui, vamos agora com a Rádio CBN, com a jornalista Victoria Abeu. Victoria, boa tarde. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

VICTORIA ABEL, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Bom, o prefeito Ricardo Nunes acabou de dizer que vocês vão alinhar então a vacinação a partir dos 46 anos ainda. Prefeito, isso quer dizer que a gente pode desconsiderar o escalonamento anterior que a prefeitura tinha divulgado? E por consequência também o calendário do próprio governo estadual? Então assim, vamos com calma e a cada semana quando a gente tiver garantia de doses vamos divulgando as idades. É isso? E a segunda dose a prefeitura disse que usou a segunda dose naquele momento de emergência, né? Vocês vão ter essa... essa garantia também pra segunda dose, essa quantidade já está incluída? E uma pergunta pro governador, por favor, governador, hoje o TSE está julgando as contas do governo do senhor encontrou cinco pontos pra rejeição das suas contas. Queria um posicionamento do senhor, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Começo pela última então. Não houve ainda a deliberação do Tribunal de Contas do estado de São Paulo, portanto, não há nenhuma consideração nem resposta a ser feita, deixa eles terminarem de fazer a apuração e o resultado, aí sim poderemos comentar. Sobre as duas, os dois temas, com o prefeito Ricardo Nunes.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Victoria, obrigado pela pergunta até porque ajuda bastante o que é importante também além da vacinar é comunicar bem com a população, né? O que a gente não deseja é criar uma expectativa que a pessoa vá buscar um serviço de vacinação num posto nosso e ele seja ali informado de algo diferente que é sua expectativa. As adequações elas são necessárias, a gente percebeu agora, nós tivemos que fazer uma adequação esses dias atrás, né, aliás, essa semana. Porque a gente tinha uma programação pra fazer a vacinação, por exemplo, de duas idades por dia, e agora a gente readequou, né, tanto é que nos faríamos 48 e 49, hoje nós estamos fazendo 49, né, e 48 ficou pra amanhã. As adequações são necessárias, é importante que a população compreenda que isso é feito para o conforto dela. Isso que a gente... fiz questão de falar aqui do nosso vacinômetro onde a pessoa vai consultar se tem fila, se não tem fila, né? Então, o objetivo é esse, atender melhor a população, a programação está feita, não tem por que nesse momento a gente já anunciar algo de segunda-feira que vem que pode eventualmente sofrer alguma alteração tendo em vista aqui o nosso diálogo de governo do estado e prefeitura que pode até se antecipar eventualmente. Então é tudo dentro do seu tempo, nós estamos otimistas que vai dar tudo certo. Mas só fazer as coisas na sua... no seu momento correto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Ricardo. Vamos agora... Obrigado, Victoria. Vamos agora ao Gustavo Schmidt do Jornal O Globo. Gustavo ajustando ali o microfone dele. É a segunda dose? Ah, sim. A pergunta da reposição da segunda dose. É isso, né, Victoria?

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Ah, desculpe, desculpe. Tá tudo tranquilo com relação à segunda dose, a gente tinha uma necessidade nesse momento agora, o maior volume necessário é da Astrazeneca porque é o que está nesse período repercutindo quando se vacinou lá atrás, nós recebemos as 30 mil doses, então nós estamos muito tranquilos com relação à questão da segunda dose. Se eu puder aproveitar, João, e pedir pras pessoas se elas puderem ir se vacinar de segunda dose, aonde elas foram tomar a primeira dose, isso ajuda. Imagine uma rede com 600 pontos de vacinação, se você tiver uma mobilidade muito grande nisso você acaba tendo a vacina no local sobrando e acaba faltando no outro, que a pessoa acaba tomando a segunda dose. Como é que a gente se programa? Pra colocar a segunda dose aonde a pessoa tomou a primeira dose, ou naquela região, caso ela tenha tomado a primeira nos megadrive... e nos drive thru.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Obrigado, prefeito. Então agora, mais uma vez, obrigado, Vitória. Vamos agora com você, Gustavo Smith, do jornal O Globo. Obrigado pela paciência. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

GUSTAVO SMITH, REPÓRTER: Boa tarde, governador, prefeito, secretários. Governador, eu queria perguntar ao prefeito, se o senhor quiser comentar... Prefeito, eu queria saber se essa meta de vacinar todos os adultos com a primeira dose até 15 de setembro é realista pra prefeitura, tendo em vista que há risco de novos atrasos pelo Ministério da Saúde? E também queria complementar, hoje circula nas redes sociais algumas fotos de drive thrus bem vazios, né? Como a única vacina disponível hoje é a Coronavac, as pessoas estão dizendo que está ocorrendo pra... que muita gente quer evitar tomar a vacina, está querendo escolher hoje outra. Enfim, o governador até citou aqui genericamente essa questão dos sommelier de vacina, né? Enfim, eu queria saber se... se isso está acontecendo mesmo, se os postos estão vazios realmente porque as pessoas estão escolhendo vacina hoje, se isso ocorre hoje, se poderiam me confirmar?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou... vou compartilhar a resposta com o prefeito, porque você também fez a indagação. Eu reconfirmo neste momento que até 15 de setembro todos os adultos, toda a população adulta vacinável em São Paulo, acima de 18 anos, terá as suas doses de vacina. E eu tenho certeza e convicção que o ministro da saúde, Marcelo Queiroga vai cumprir o seu compromisso com o Brasil, compromisso que ele já anunciou, ratificou, reinformou, reajustou diversas vezes. Mas eu mantenho aqui o compromisso do Governo do estado de São Paulo para que todos... tenhamos vacinas, obviamente, para a vacinação de todo o público adulto acima de 18 anos, vacinável até 15 de setembro. Prefeito.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado. O estado de São Paulo tem a capacidade de vacinar 600 mil pessoas por dia. Se chegar pra cidade de São Paulo até 600 mil vacinas por dia, nós temos capacidade de vacinação de uma forma com a logística ideal, com uma boa qualidade de atendimento. Então, agora se vai... o Ministério da Saúde vai entregar eu não sei te dizer, mas eu tenho muita confiança e acredito muito a quem está mais à frente desse processo de trazer a vacina que é o governador João Doria, tem se empenhado diretamente nesse assunto, inclusive você vê a questão do IFA. O governador atuou diretamente com a China pra poder restabelecer o fornecimento, portanto é um conjunto de ações que a gente tem que fazer. Eu creio que sim, mas deixar registrado que a cidade de São Paulo pode, tem capacidade de vacinar 600 mil pessoas por dia. Então que chegue a vacina que a gente tem condições de vacinar rapidamente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ricardo. E, Gustavo, quero reafirmar aqui que a população, aliás, as duas recomendações. Uma que o prefeito já fez que, por favor, os que se vacinaram no posto de saúde X, voltem para tomar a sua segunda dose no mesmo posto de saúde X onde tomaram a sua primeira dose.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Esqueci de responder a segunda parte. Me permite, muito rápido. Com relação aos locais, aproveitar... eu estava aqui olhando, inclusive, uma foto que eu acabei de receber de um local, não vou citar pra não criar... um drive thru, vazio, onde as pessoas estão chegando. É um local que está numa região nobre da cidade. O relato que eu tenho é que as pessoas estão chegando lá e perguntando qual é a vacina e não estão se vacinando. Isso chega a beirar o absurdo, porque quando a pessoa não toma a vacina, não tem tantas pessoas esperando, né, então aproveitar aqui a oportunidade e fazer um apelo pras pessoas. Todas as vacinas salvam vidas, né? O João tomou Coronavc, no meu dia foi Astrazeneca, do Jean não sei. Enfim, todas as vacinas são importantes, não tem sentido a gente ter toda a estrutura, ter a vacina disponível e as pessoas ficarem escolhendo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dentro dessa mesma linha, Gustavo, primeiro, que as pessoas tomem a sua segunda dose no mesmo local onde tomaram a sua primeira dose. Isto melhora a equação, a logística e facilita, evidentemente, a própria pessoa de tomar a sua segunda dose no mesmo local onde ela tomou a primeira. E dois, voltar a recomendar as pessoas que não escolham vacina, tomem a vacina, sobretudo, a primeira dose já que a segunda dose necessariamente deve ser da mesma vacina que você tomou a sua primeira dose. E quero lembrar que eu mesmo como governador de São Paulo tomei a Coronavac aqui no meu braço, duas doses, me sinto feliz e orgulhoso de ter recebido esta dose. Eu e 52.199.000 brasileiros até a manhã de hoje tomaram esta vacina. Não há nenhuma razão científica ou de qualquer outra ordem que mereça credibilidade que impeça ou gere temor as pessoas de tomarem a Coronavac. Exceto pelas fake news, pelas mentiras que sistematicamente são colocadas em rede para tumultuar o processo de vacinação e confundir as pessoas. Obrigado, Gustavo. Vamos agora ao Felipe Freitas, e com isso concluindo a nossa coletiva de hoje. O Felipe é do Portal IG. Felipe, bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

FELIPE FREITAS, REPÓRTER: Oi, boa tarde. Boa tarde a todos. Eu gostaria de insistir em um ponto, né, a gente vem vendo sistematicamente que o Ministério da Saúde atrasa essas entregas de vacinas, então eu gostaria de um posicionamento do Governo do Estado se não seria... não teria sido prudente diminuir um pouco esse ritmo dessa campanha de imunização justamente pra não acontecer o que a gente está vendo, né, dessas faltas de vacina e consequente paralisação da campanha, se não seria prudente essa desaceleração e um contato maior com o Ministério da Saúde sobre isso. E uma outra dúvida, se vocês pudessem responder, a gente recebeu recentemente as primeiras doses da vacina da Janssen, se já tem uma expectativa de pelo menos quantas vão... vão chegar aqui pra São Paulo especificamente, cem, 200 mil? Enfim, e com relação às doses da Pfizer também que chegaram ontem, né, um quantitativo de pouco mais de 500 mil, desse total quantos vão... vão chegar aqui em São Paulo? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. A primeira pergunta eu respondo, a segunda será respondida pela Dra. Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização e também do Programa Nacional de Imunização. Felipe, me permita discordar de você. Nós vamos manter o ritmo de vacinação, não é o caso de diminuir o ritmo, nem de alterar o ritmo. Graças a São Paulo, não apenas outros estados estão vacinando mais, estão acelerando a sua vacinação, eu chamo isso de uma saudável corrida pela vacina e pela vida. Como o próprio Ministério da Saúde compelido pelo esforço de São Paulo também declarou, aliás, o próprio ministro Marcelo Queiroga declarou que quer acelerar a vacinação. Nós não queremos reduzir o ritmo da vacinação, queremos acelerar o ritmo da vacinação. E volto a reafirmar aqui pra que não haja nenhuma dúvida. Em São Paulo vamos vacinar toda a população adulta, acima de 18 anos que pode receber vacina, serão vacinados até 15 de setembro. Eu estou colocando aqui o meu nome como governador do estado de São Paulo, aqui pra garantir essas pessoas que elas serão vacinadas até 15 de setembro. Evidentemente todas as pessoas que procurarem os postos de vacinação que podem receber a vacina e que tenham mais de 18 anos. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. O próprio Ministério da Saúde tem divulgado que realmente precisamos acelerar a vacinação e que ele espera também vacinar até setembro. Então, nada mais justo que ele entregue a todos os estados a vacina que nós tanto precisamos como o próprio governador colocou. Sobre a entrega específica da Pfizer. Ela estava prevista pro dia 20/3, 475 mil doses e nós estamos recebendo no dia de hoje essas 475 mil doses no centro de distribuição e logística do estado de São Paulo. Em relação à Janssen, eu acho que todos se lembram, o ministro Queiroga ele falou a toda a imprensa que receberia 3 milhões de doses da vacina da Janssen lá no dia 15/6 chegaria ao Brasil. Isso não se converteu, não se consolidou, nós estamos recebendo, recebemos no dia de ontem o Brasil, 1,5 milhão de doses de vacina da Janssen e o estado de São Paulo tem uma previsão que era de 678 mil doses baseado no calendário de 3 milhões, de um recebimento até o final de semana de aproximadamente 364 mil doses da vacina da Janssen. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. E ao término aqui da nossa coletiva, essa é a coletiva de nº 218 desde o início da pandemia em março do ano passado. Eu quero dizer mais uma vez sobre a Coronavac que eu tomei a vacina no braço e não virei jacaré. Eu virei um leão, e como leão vamos vacinar todos que precisarem ser vacinados. E uma das boas vacinas que temos é exatamente a Coronavac. Pode tomar que você não vai virar jacaré. Tem mais chance de virar uma onça ou virar um leão. Muito obrigado a todos, se protejam, estejam bem. Até a nossa próxima coletiva na quarta-feira da semana que vem. Muito obrigado.