Coletiva - Governo de SP prorroga oferta das três refeições diárias na rede Bom Prato 20202206

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo de SP prorroga oferta das três refeições diárias na rede Bom Prato

Local: Capital - Data: Junho 22/06/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, muito obrigado pela presença de todos. Obrigado aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, os que estão presentes aqui no Palácio dos Bandeirantes e os que estão remotamente acompanhando esta coletiva de imprensa. Esta é a coletiva de número 75 sobre o Corona V&i acute;rus, hoje, segunda-feira, 22 de junho. Obrigado à TV Cultura, que está transmitindo direto e ao vivo, aqui do Palácio dos Bandeirantes, e as demais emissoras que estão transmitindo ao vivo e em flashes aqui do Bandeirantes, incluindo as emissoras de rádio e também os veículos impressos, os jornais, revistas e os veículos digitais. Hoje, na coletiva de imprensa, participam Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, aqui ao meu lado, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, também o secretário José Henrique Germann, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, secretário Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, da área médica, Paulo Menezes, membro do Comitê de Contingência, do Comitê de Saúde, Carlos Carvalho, coordenador do Comitê de Saúde, do Centro de Contingência, e João Gabardo, secretário executivo, perdão, coordenador executivo do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, todos aqui ao lado do secretário José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Das mensagens de hoje, antes das informações. A principal mensagem é a mensagem de solidariedade, solidariedade para as famílias das 50 mil vítimas que perderam suas vidas aqui no Brasil, pelo Corona Vírus. E também, em especial, as famílias de 12 mil vítimas aqui no Estado de São Paulo, brasileiros de S ão Paulo, 12 mil perderam suas vidas pela pandemia. É uma dor, uma dor profunda pra todos nós e principalmente para aqueles que atuam na ponta, na saúde: médicos, enfermeiros, paramédicos, fisioterapeutas. A todos eles, inclusive alguns que infelizmente também se tornaram vítimas e perderam suas vidas, outros que superaram a infecção e estão de volta ao trabalho, e àqueles que estão se recuperando, a nossa solidariedade. Compartilho da preocupação, como governador do Estado de São Paulo, as pessoas que, por terem necessidade de sair, algumas poucas que não estão usando máscaras. A essas pessoas, a nossa recomendação, pra não dizer o nosso apelo, por favor, usem máscaras ao saírem de casa. Hoje não há mais nenhuma raz&atil de;o para sair de casa sem máscara. Mesmo que você seja seguidor de bolsonarismo, Bolsonaro, ideologia, proteja sua vida. Não vale a pena você entregar a sua vida a uma ideologia, ficar infectado e correr risco de vida para poder fazer valer um sentimento ideológico. Na vida, não há ideologia, há existência, e a existência merece respeito, a começar por você mesmo. Se você não respeita a condição da sua própria vida, você deveria pelo menos pensar na vida dos seus familiares, do seu pai, da sua mãe, dos seus irmãos, dos seus avós. Não faz o menor sentido pessoas, estando fora de casa, não usarem máscaras. As máscaras protegem. Nós temos que... Infelizmente o Brasil hoje é o segundo país do mundo em número de casos e número de mortes. É um péssimo ranking para o Brasil. Eu preferiria, como governador, que nós estivéssemos disputando outro título, o título de um país que respeita a quarentena, que respeita a medicina, que respeita a saúde, que respeita a vida. Temos feito o possível aqui em São Paulo, com campanhas, iniciativas para orientar as pessoas e lembrando que estamos em quarentena, estamos na quarta quarentena em São Paulo. Heterogênea, sim, mas é uma quarentena, continua sendo recomendável que as pessoas fiquem em casa, não saiam de suas casas, exceto se tiverem necessidade explícita pra isso, e, ao saírem, volto a recomendar, usem máscara, lavem as suas mãos ou utilizem álcool gel e tenham cuidado na proteção da sua própria vida e da vida dos seus familiares e amigos. A gestão do Governo de São Paulo é uma gestão que toma como referência os profi ssionais que estão aqui ao nosso lado, e os que não estão, profissionais da saúde, da ciência, da medicina, que estudaram para salvar vidas e proteger pessoas, e por isso se dedicam à medicina. E nós aqui também temos o sentimento de esperança e o sentimento cristão de proteger as pessoas, e continuaremos este exercício, continuaremos a proteger vidas. Em 60 dias, mais do que dobramos o número de UTIs em São Paulo. Até nos últimos 20 anos, foram 3.600 unidades de terapia intensiva implantadas em hospitais públicos no Estado de São Paulo. Nós já temos 7.600 unidades de terapia intensiva implantadas, em menos de 60 dias. E vamos continuar a expandir, expandir o Sistema de Saúde Pública, estadual, municipal. Colocamos 6.300 novos profissionais, contratados, na saúde. Mais equipes, mais profissionais, inauguramos novos hospitais no estado, além dos hospitais de campanha, dez hospitais de campanha, junto com prefeituras municipais. Criamos um comitê de solidariedade, que já arrecadou mais de R$ 770 milhões em recursos, em produtos e em serviços para atender as camadas mais vulneráveis da população do nosso estado. Trabalho, compaixão, respeito e solidariedade são valores do nosso governo, são valores dos brasileiros de São Paulo. Feitas estas mensagens, vamos às comunicações de hoje. Primeira comunicação: Bom Prato, sistema de atenção social do Governo do Estado de São Paulo, foi prorrogado até 31 de julho. Vocês se lembram que aqui nós anunciamos que, até 30 de junho, a alimentação seria gratuita para moradores em situação de rua, pe ssoas em situação de rua, nos restaurantes Bom Prato, não presencialmente, mas através da marmita, oferecida em condições, embalagens para ser portada e alimentação ser feita fora de um local fechado. Estamos prorrogando até 31 de julho esta gratuidade. Até o presente momento, foram servidas 56 mil refeições gratuitas, balanceadas e inspecionadas por uma equipe de nutricionistas, em 59 restaurantes Bom Prato, em todo o Estado de São Paulo. Ampliamos também para café da manhã, almoço e jantar, e também para os finais de semana e feriados, o que não era feito no Bom Prato. Tudo isso para minimizar os efeitos dessa gravíssima crise social, advinda da crise da saúde em todo país, especificamente em São Paulo. Esta iniciativa demonstra com clareza, é uma das que revela com clareza a preocupação do Gov erno do Estado de São Paulo em atender e proteger a população mais vulnerável do nosso estado. E mais detalhes serão oferecidos pela secretária Célia Parnes, na sequência. Segunda informação de hoje: Testagem para empresas privadas. O Governo vai passar a emitir certificado de testagem para empresas privadas. A iniciativa é inovadora, do Governo do Estado de São Paulo, e tem por objetivo incentivar a adesão de empresas e organizações privadas para a estratégia de ampliar a testagem em todo o Estado de São Paulo. É um reconhecimento do Governo a esta parceria com a livre iniciativa, e especificamente com o Instituto Coalisão Saúde, para a busca e a implementação de um maior volume de testagem em todo o Estado de São Paulo. Já estamos faz endo isso há quatro semanas, e agora ampliando ainda mais. A testagem em massa permite o correto monitoramento do avanço da doença e auxilia na tomada de decisões que reduzem a propagação do vírus. A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, dará mais detalhes a vocês sobre este programa e a certificação que estamos fazendo a partir de agora. Terceira e última comunicação, ela não trata de saúde, trata de segurança pública. Como governador do Estado de São Paulo, já declarei aqui várias vezes e volto a reafirmar: não há e não haverá nenhuma condescendência com violência policial, sob qualquer justificativa. São Paulo tem mais de 85 mil policiais militares, mais de 20 mil polic iais civis, compondo as melhores polícias do Brasil, as mais bem treinadas. É incompatível com uma polícia bem treinada e bem preparada que uma minoria, que representa menos de 1%, possa comprometer 99% de uma polícia séria, que é treinada e preparada para proteger as pessoas e proteger o patrimônio das pessoas. Na manhã de hoje, solicitei e orientei o General João Campos, que está se recuperando da Covid-19 em sua casa, para implementar, agora no mês de julho, um programa de retreinamento, o programa Retreinar, para atender coronéis, tenentes-coronéis, majores, capitães, tenentes e sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo, iniciando no Comando da Polícia Militar, no Quartel General, que fica no bairro da Luz, em São Paulo, e depois na Academia do Barro Branco, para que possamos retreinar todo o comando das nossas tropas, para evitar q ue este 1% de maus policiais, que insistem em utilizar a violência desnecessária junto à população, possam compreender que isto não é aceitável na Polícia Militar do Estado de São Paulo. E esse tipo de comportamento, evidente que ele é investigado, mas ao ser feita a investigação, e feita de forma rápida, e objetiva, e justa, os policiais serão punidos e afastados em definitivo da corporação. Maiores detalhes serão fornecidos a vocês, diante de perguntas, pelo Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. E sobre o primeiro tema, que é do Bom Prato, tema social, passo a palavra agora à secretária Célia Parnes.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, boa tarde a todos. Este que nós estamos trazendo hoje como atualização para os senhores e o maior programa de segurança alimentar do Brasil e prioridade máxima do nosso governo, que são as pessoas de baixa renda. É inquestionável o objetivo do Bom Prato. É o programa mais digno de enfoque social, de segurança alimentar, de combate à fome e fonte vital de amparo, além de ser um enorme desafio de manter o abastecimento de alim entos e lançar luz sobre a questão da fome e da segurança alimentar, em tempos de pandemia, como o que estamos vivendo. Parte de um grande programa de segurança alimentar, que foi iniciado também com o programa do Alimento Solidário, mais de um milhão de caixas de alimento para quatro milhões de pessoas, por todo o estado, focando justamente na população de baixa renda, que é o objetivo do grande programa de segurança alimentar, 25 milhões de quilos de alimentos por toda a região metropolitana, por todas as regiões metropolitanas, além do programa Merenda em Casa, também de segurança alimentar, pros jovens estudantes, que, por enquanto, têm suas aulas suspensas, apoiando as mães também na aquisição de alimentos, expansão do nosso programa Viva Leite, mais um programa de segurança alimentar para os idosos , para o reforço de suas defesas, em residenciais, e finalmente o programa Bom Prato, que o governador atualiza hoje e atende essa demanda, estendendo o prazo dos jantares e refeições aos finais de semana até 31 de julho. Nós ampliamos em 60% com isso, as refeições do Bom Prato, que já eram de 2 milhões mensalmente, e passam para 3,2 milhões de refeições prontas, de altíssimo valor nutritivo por mês. Além disso, a gratuidade pela primeira vez em 20 anos, nesse programa, ele oferece refeições 100% gratuitas para a parcela e mais vulnerável da sociedade, que são as pessoas em situação de rua, que tem se valido dessa gratuidade por todos os dias nas três refeições, e essa ampliação também visa essa populaç&atilde ;o mais frágil do nosso estado. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes. Vamos agora à segunda informação, que é de testagem, com a secretária Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Estou aqui junto com o doutor Paulo, e o secretário José Henrique Germann, trazendo aqui para a gente viabilizar a estratégia de selo de testagem das empresas. Também o Cláudio Lutemberg, do Instituto Coalisão Saúde. Queria agradecer também a Denise Eloy, diretora executiva do instituto, que nos viabilizaram essa parceria. Só para lembrar no contexto onde essa estratégia se encaixa, nós temos aqui a estratégia do estado de São Paulo, liderada por Dimas Covas, e temos também a estratégia, o papel da vigilância epidemiológica, o centro e vigilância epidemiológica, liderado pelo Paulo Menezes, que acompanha todos os testes realizados no estado, também nos municípios, laboratórios privados, farmácias, e empresa empregadoras. Para a gente elaborar esse selo com as empresas e dar esse apoio para as empresas, principalmente no processo de retomada, estamos iniciando esse trabalho agora, para estarmos preparados mais adiante, exatamente esse trabalho de parceria, para empresas e empregadores. Na próxima página nós trazemos o detalhe dessa parceria com o Instituto Coalisão Saúde, que é uma iniciativa inovadora do estado de São Paulo, que visa incentivar a adesão das organizações privadas, há essa estratégia ampliada de testagem, e ness e trabalho nós estaremos realizando o reconhecimento da adesão aos protocolos de testagem pelas empresas que seguirem este processo. Na próxima página temos o detalhamento de como esse trabalho está sendo realizado, então o Instituto Coalisão Saúde nos apoiará com as empresas para realizar um controle imediato da doença. Então esse trabalho do selo reconhece planos de testagem, feitos através do método RTPCR, com inclusão ou não de testes sorológicos também. Porque o principal objetivo aqui é a identificação de casos ativos, e contactantes para isolamento. E apoia no controle da disseminação da doença. Em paralelo há uma iniciativa adicional pelo centro de vigilância epidemiológica, para o monitoramento da pandemia, reconhece planos de testagem feitos por meio do método sorológico em geral, para identificação de casos passados, e apoio no monitoramento da pandemia, sobretudo, para indicadores aqui de prevalência para quem já teve contato com o vírus. Então o certificado vai ser trabalhado para controle imediato da doença. Na próxima página a descrição aqui dos critérios para reconhecimento dos programas de testagem privados pelo governo, testes realizados nas populações das empresas, funcionários, clientes, fornecedores. Estes testes devem estar registrados na ANVISA, testes RTPCR sorológico, de sangue venoso, por parte de laboratórios clínicos, para que eles possam receber o selo de testagem do Instituto Coalisão Saúde, em parceria com o governo. E o governo além disso, também faz um trabalho de reconhecimento para fins de monitoramento da doença, de coleta dos testes sorológicos de sangu e capilar, desde que sejam realizados por profissionais de saúde habilitados, e todos os testes devem ser notificados nos sistemas oficiais da vigilância epidemiológica. Para finalizar, na próxima página, nós temos aqui as etapas desse processo, e estamos trabalhando agora para estarmos preparados para o retorno dos funcionários aos seus locais de trabalho, então a primeira etapa é a fase em que estamos, que é a fase de inscrição até o final aqui do mês de julho, para que as organizações manifestem seu interesse e enviem documentação de inscrição através da plataforma que será realizada entre o centro de vigilância epidemiológica, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e também o Instituto Coalisão Saúde. Para que eles apresentem os seus planos de testagem, passem pa ra a próxima etapa de avaliação das inscrições, por um comitê gestor técnico. E finalmente os resultados aqui dos que receberão os selos, com os certificados de adesão, ou o reconhecimento de adesão pelo governo do estado de São Paulo, para que tenhamos bem claro qual que é o objetivo do esforço de testagem que está sendo realizado. É isso que eu tinha, governador, sobre o selo de testagem, se me permite, queria falar rapidamente sobre o isolamento, e depois passar para o doutor Paulo para complementar. Sobre o isolamento, nós temos os resultados aqui do final de semana, a taxa de ontem ainda não saiu, saiu a de sábado, nós tivemos 48% de resultado na capital, e temos um trabalho aqui que está sendo realizado adicional, para mostrar os deltas de isolamento reconhecendo os esforços das cidades que mais estão entregando um res ultado de isolamento adicional. E na capital nós tivemos um isolamento acima de 20 pontos percentuais, 21 pontos percentuais acima de quando iniciamos a quarentena. E os próximos municípios que tiveram percentuais mais elevados foram Santo André, Campinas, Santana de Parnaíba, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, Santos, Valinhos, Osasco e São Bernardo do Campo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Vamos então ao Doutor Paulo Menezes, que é do comitê de saúde, membro do nosso centro de contingência. Doutor Paulo.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e a todas. Eu rapidamente vou complementar dizendo que a estratégia de ampliação de testagem com a colaboração do setor privado, como foi colocado, ela é fundamental. Porém, ela tem que estar dentro da estratégia de vigilância e saúde como um todo, só testar não basta, essa testagem tem que estar inserida, tanto do ponto de vista de informação sobre a evolução da pandemia, como de ações de isolamento e m onitoramento de contatos para aquelas pessoas que são identificadas como o caso de COVID-19. Então aqui eu acho que vou só reforçar o aspecto mais importante, talvez, da minha fora de ver, que é o setor privado contribuindo para o sistema de vigilância em saúde do estado, para o controle da pandemia no estado de forma harmônica, com o setor público, e com demais áreas da saúde. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo. Na sequência, antes de chegarmos aos números com o doutor Germann, vamos ouvir o João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde do estado de São Paulo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, a todos. Acho que essa questão da testagem é superimportante a orientação do doutor Paulo, acho que a testagem tem que estar atrelada ao sistema de vigilância, dizer. Falar em testagem em massa sem critérios, e sem vincular isso ao monitoramento e à vigilância, é desperdício. Então nós temos que ter muito cuidado nessa questão de testagem em massa. Tem sido utilizado inclusive testagem sorológica, para acesso às reuni&otil de;es e festividades. Isso é um equívoco, porque ao fazer o teste sorológico, e mostrar que o indivíduo está negativo, aí mesmo é que ele não poderia participar e não deveria estar se expondo à outras pessoas. Então é fundamental, eu tenho insistido quase todas as entrevistas nessa distinção entre o teste PCR, que é extremamente importante, para que possa identificar os casos e isolar, e com isso reduzir a transmissibilidade da doença. O teste sorológico ele tem que ser feito com critérios, e ele é importante do ponto de vista da vigilância. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor João Gabbardo. Antes de passar ao doutor Carlos Carvalho, que é o nosso coordenador do comitê de saúde, queria registrar a presença do doutor Cláudio Lutemberg, o doutor Cláudio é o presidente do conselho do Hospital Albert Einstein, e o presidente do Instituto Coalisão Saúde, que está nos ajudando nesse programa de testagem. Doutor Cláudio, muito obrigado por estar aqui, muito obrigado pelo seu apoio, e de toda a sua equipe. Doutor Carlos Carvalho.< /span>

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Temos conversado aqui bastante a respeito de como vem evoluindo no nosso estado a pandemia, e o número de casos de óbito tem sempre causado uma certa discussão aqui, principalmente com perguntas a respeito dos modelos matemáticos que definem a evolução, o que fazem uma prospecção da evolução. Então só um mini comentário rápido, no final de semana passado que foi comentado aqui que foram números altos, nós tive mos consolidados, somando aos dados de sábado e de domingo que estão apresentados hoje, 186 óbitos. Se nós olharmos essa semana, foram 140 óbitos somando o sábado e domingo. Então comprando com a semana passada diminuiu o número de óbitos nesse final de semana em relação ao final de semana anterior, que tinha sido um pouco maior do final de semana anterior ainda. Então esses números oscilam, e o que eu estou querendo dizer para vocês, é que na média, olhando a semana passada dos números consolidados, nós tivemos por perto de 270 óbitos por dia, na média da semana passada. Aquela previsão com aquela curva que foi mostrada mais de uma vez para vocês, pela inclinação da curva, existia uma previsão de passarmos de 16 mil óbitos ao final do mês de junho, para isso ocorrer com esses números atuais, nós teríamos que teve mais de 400 óbitos todos os dias, de agora até o final do mês, coisa que felizmente não tem ocorrido, e eu espero que não venham a ocorrer. Então quando esses números que definem o modelo matemático, que vão descrever a curva daqui para frente, daqui para o final do mês, e provavelmente o que nós formos imaginar que possa acontecer no mês de julho, essa curva vai achatar mais ainda, vai cair mais ainda, e a nossa prospecção é de um número, felizmente, menor de óbitos ao longo próximo mês. Então infelizmente continua ocorrendo óbitos, mas felizmente temos conseguido controlar melhor esses casos de maior gravidade. De alguma forma o nosso tratamento está melhorando, estamos aprendendo um pouco mais de como controlar essa doença nova. E principalmente, eu acho que o grande fator q ue está determinando essa distribuição, esse controle melhor, é o uso da máscara. Então eu queria reforçar a importância de quem tiver que sair por algum motivo, sair de casa, não esqueça, não deixe de usar a máscara, a máscara é fundamental, porque ela com o distanciamento social foram os grandes fatores, as grandes barreiras que estão possibilitando a saúde a oferecer um melhor controle da crise.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Carlos Carvalho. E agora sim vamos aos números, e as informações de hoje com o secretário de Saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Bom dia, a todos. Senhor governador, me permita fazer esse pequeno comentário a respeito da testagem. Acho que nós estamos tendo com essa estratégia um passo bastante importante, e principalmente com aderência a partir da iniciativa privada. Aqui que com isso nós vamos ter o conhecimento a respeito da epidemia de uma forma mais eficiente do ponto de vista de tudo que a gente tem buscado, no sentido de conhecê-la cada vez mais. Nesse sentido, os números come&cce dil;am então a nos apresentar algumas características. Por exemplo, no Brasil, ontem, 1.085.038 pessoas ou casos confirmados, pacientes, e com 50.617 óbitos. No Estado de São Paulo, nós estamos com 221.973 casos confirmados, e o número de óbitos de 12.634, e o crescimento foi de 1.3% no número de casos. E estamos com uma letalidade de 5,7%. A outra, outro comentário é a respeito da incidência no interior e na Grande São Paulo, que já se iguala, e o secretário Vinholi vai dar maiores detalhes a esse respeito, que antes no interior era muito menor. Então agora nós estamos vendo esta onda de casos aumentando gradativamente no interior. Os nossos pacientes internados somaram, em UTI, 5.680, em enfermaria, 8.249, casos suspeitos e casos confirmados. E com isso, a taxa de ocupação no estado está em 65% e na Grande São Paulo, 68,5%. Já ti vemos, até o momento, 38.557 altas hospitalares de todo o sistema de atenção. Seguinte, por favor. Aqui tem o número de casos, 221 mil, que está dentro do cenário que esperamos para o mês de junho, para até o final do m6es de junho, e, seguinte... Aqui o número de óbitos, de 12.634, que está na faixa inferior do espectro deste cenário que estamos projetando para vocês. Então, Sr. Governador, esse era os números que nós temos, e pensando um pouco a respeito, acho que temos condição agora de tratar melhor as pessoas com esta porcentagem de ocupação de leitos um pouco mais baixa. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. E agora, pra falar exatamente do crescimento, infelizmente, da pandemia no interior do Estado de São Paulo, passo a palavra a Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Primeiro registrar aqui, a secretária Patrícia Ellen me passou o número de 47% no estado de isolamento social, no sábado, registrando aqui portanto o índice geral do Estado de São Paulo. Mas trazer aqui uma informação que concretiza aquilo que a gente já vem falando ao longo das últimas semanas: o interior do Estado de São Paulo passou a capital em número de novos casos. No momento em que nós chegamos em 600 município s do Estado de São Paulo já com casos confirmados de Corona Vírus, o interior já tem 14,5% a mais de casos, de novos casos, do que a capital, nesse período da última semana. Isso registra uma inversão na lógica que se deu, num primeiro momento, em que a capital era o epicentro da crise, epicentro da pandemia no Estado de São Paulo, e para esse momento essa inversão de números significa, portanto, uma atenção maior dos gestores públicos municipais no combate ao Corona Vírus em todo o interior do estado. Estamos falando de 606 municípios em todo o interior do Estado de São Paulo. A imensa maioria deles tem feito uma gestão responsável, firme, dura para combater e salvar a vida da sua população, se juntando ao estado que já salvou mais de 60 mil vidas durante esse período de quarentena, mas esse período que nos a presenta um crescimento no interior do estado, vai ser fundamental que a gente siga com uma responsabilidade desses gestores. É um momento de cooperação e não de separação, tendo em vista que a ação de um prefeito impacta não somente o município dele, mas os municípios vizinhos, uma ação de cooperação com o estado, que aumenta a capacidade hospitalar de cada uma das regiões, perante a sua necessidade, um momento de decisão com base técnica, e não base política por esses municípios para que possa seguir em um tratamento de salvar vidas, um momento de firmeza, de resiliência e de não ceder à pressão nesse momento pros gestores públicos municipais. Então, por isso eu queria aqui ressaltar as boas iniciativas, como Campinas e Sorocaba, que, na última sexta-feira, nós apresentamos aqui os índices preocupantes dos municípios, e foi feita uma recomendação do nosso Centro de Contingência para que eles fizessem o endurecimento, e assim o fizeram, operando com os municípios da região, com a sua própria população, de forma responsável. Como Ribeirão Preto, que fez, assim que apontado na fase vermelha, o seu endurecimento, e já apresenta índices melhores, com indicativos que podem gerar uma melhora de fase. Com a região de Bauru, que ontem fez uma reunião com mais de 60 municípios, compactuando com o Plano São Paulo e avançando com índices importantes. Mas também daqueles que precisam agir de forma responsável: o município de Marília, que nós notificamos ainda há pouco, para que apresente no estado o parecer da sua Vigilância Sanitária, para não corresponder co m o Plano São Paulo nesse momento, que o aponta como uma fase vermelha, e um crescimento de 137% no número de casos ao longo desse último período, de 71% de internações e de 40% de óbitos. Portanto, ressalto aqui as boas ações dos prefeitos, na sua imensa maioria, e peço a responsabilidade de todos eles pra gente poder enfrentar esse momento de evolução da pandemia no interior do estado. Os resultados têm sido importantes, nós temos taxas contundentes e positivas no Estado, já em vários índices, e a gente vai seguir, contando com essa parceria com os gestores municipais, para avançar e superar um período mais agudo, no interior do estado, da pandemia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Vinholi. Antes de passar a palavra ao Coronel Álvaro Camilo, eu tenho convicção de que o bom exemplo de prefeitos que foram mencionados aqui pelo Marco Vinholi, estes são os exemplos que devem ser seguidos. E os maus exemplos devem ser condenados pela opinião pública, pelo Governo de São Paulo, pelo Ministério Público e Tribunal de Justiça. E mais do que tudo, pela própria história.

Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Deixar primeiramente bem claro: condenamos os excessos policiais. Quando as pessoas nos interpelam, a impressão que dá é que nós não tomamos providência ou estamos compactuando. Quero deixar bem claro: recebi muitas mensagens de policiais militares para que a gente fosse rigoroso nas apurações do que aconteceu, porque os próprios policiais condenam os excessos. Então, deixar isso bem claro. Segundo, são 20 mil ocorrências por dia, a maioria delas acontece bem, salvando, protegendo, garantindo direitos. Esse final de semana, duas manifestações antagônicas, uma terceira contra a própria polícia, garantida pela polícia. Policiais que se arriscam diariamente. Há uma hora atrás, aqui na Giovanni Gronchi, um policial foi alvejado por... A viatura dele foi alvejada... Saindo de um banco, o policial teve que trocar tiros, defender, não só ele, mas a própria população. A vida do policial é sempre um risco, mas não aceitamos, não compactuamos com excessos. Nessa linha, e por determinação do nosso governador, o General já falou comigo hoje cedo, estamos aí startando um programa chamado Retreinar, onde nós vamos retreinar todos os policiais no Estado de São Paulo, a começar pelo Comando. Comandante Alencar est&a acute; reunindo todos os coronéis, depois serão reunidos majores, capitães e a ideia é, em 15, 20 dias, que chegue lá na ponta da linha, no sargento, no cabo e no soldado, pra que todos relembrem o que aprenderam nas escolas, a defender o cidadão, a proteger, a tratar as pessoas como gostassem de ser tratados, porque essa é a linha da Polícia de São Paulo: proteger, salvar, fazer o bem. E é dessa linha que, em 15 dias, 20 dias, todos estarão retreinados nesse programa. Repetindo: não compactuamos com o erro, cortamos na carne se necessário. Duzentos e vinte policiais já foram demitidos e expulsos só nessa gestão. Não falamos com orgulho, mas em sinal de transparência e de rigor nas apurações. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Vamos agora às perguntas, começando com as perguntas presenciais, iniciando mais uma vez com a jornalista Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Queria perguntar a respeito dos testes. Foi colocada aqui a importância da iniciativa privada de ajudar na realização de testes, só que a gente sabe que um teste só não basta, é preciso um monitoramento, e a gente também sabe que essas empresas têm um problema de caixa, devido à pandemia. Então, eu queria entender se pode haver algum benefício fiscal, ou mesmo convênios que diminuam o valor do teste, para realmente estimular que essas empresas consigam fazer esse teste da maneira adequada e aí repassar os dados para o Governo do Estado. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Interessante sua pergunta, vou pedir à Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, responsável por esse programa, ao lado da área da saúde, especificamente o Dr. Paulo Menezes que está aqui, para responder, e se o Dr. Paulo quiser, com seus comentários. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Essa estratégia não substitui a estratégia do governo como um todo, de realização de testes, que continua crescendo de forma acelerada, liderada pelo Dimas Covas. Fizemos um esforço inclusive na sexta-feira de envio de kits swab, para que sejam feitos testes nos municípios também, que o Dr. Paulo pode complementar. Por que isso é importante? Pequeno empreendedor, ou autônomo, eles vão estar dentro dessa estratégia mais ampla do estado. O que o selo de testagem está trazendo, a pedido do setor privado inclusive, é uma transparência e uma regulação dos protocolos de testagem. Então, havia muitas dúvidas das empresas, que já estavam investindo. Eles receberam uma série de opções de testes, formatos, dúvidas de quando fazer o PCR, quando fazer o sorológico. Nós já estamos vendo como isso já impacta claramente, dos nossos testes confirmados, olhando pra trás também, o número de sorológicos crescendo. Então, o selo de testagem, ele vem para regular e organizar uma iniciativa que já estava presente no nosso estado, e por isso que não houve necessidade de inclusão de incentivos para esse modelo. E a questão de incentivos, nós temos sempre que lembrar a responsabilidade do Estado de São Paulo de não estimular de forma nenhu ma modelos de incentivo que criem desafios para todo o país. Nós sabemos o desafio fiscal, as empresas estão com desafios e os estados também com desafios fiscais gravíssimos. Então, nós só entramos com esse modelo quando é estritamente necessário, o que não foi o caso aqui agora, porque essas iniciativas já estão sendo realizadas. Em muitos casos, o investimento já foi feito. O que eles precisam agora é de uma orientação para realizar a estratégia de uma forma adequada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Vamos ao comentário final do Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Gostaria de acrescentar que aquelas empresas que estão em situação econômica mais difícil, financeira mais difícil, elas devem lembrar, devem ler os protocolos e fazer o cuidado de saúde de seus funcionários, e utilizar, é possível utilizar o SUS para testagem de pacientes com sintomas, que sejam suspeitos, através daqueles critérios que nós estamos utilizando hoje. Hoje, nós priorizamos para casos leves, pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com doenças crônicas e outras populações vulneráveis. E pretendemos ampliar isso assim que possível. Então, essas empresas, se elas tiverem o cuidado de ler os protocolos que estão colocados dentro desse programa, isso vai ser muito útil, podendo utilizar também a nossa estrutura do SUS para os seus funcionários, se for o caso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Obrigado, Daniela Salerno, jornalista da TV Record. Vamos agora à próxima pergunta, da Rádio Jovem Pan, Beatriz Manfredini. Beatriz, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. A gente está com uma expectativa de retorno das aulas aí no segundo semestre, e eu queria saber se esse programa de ampliação de testagem já tem algo pensado, ou começado a se pensar, para as escolas, até para as particulares, um programa de incentivo como esse. E se puder emendar uma segunda pergunta, na semana passada foi dito que já está se pensando também na reabertura dos parques, e eu queria saber quando que isso pode ser incluído. Se São Paulo, capital, no caso, dessa vez, for para uma terceira fase do Plano São Paulo? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Beatriz. Vamos responder. Vou compartilhar a resposta com a Patrícia Ellen. Em relação aos parques, é um tema que está sendo discutido nesse momento, pelo Comitê de Saúde, junto com as prefeituras, a começar com a prefeitura da capital de São Paulo, e obviamente também com a Secretaria de Meio Ambiente do estado. Não há uma decisão deliberada, mas o tema está em debate neste momento pelo Comitê de Contingência. Quanto à primeira parte da sua pergunta, sobre testes, Patrícia Ellen pode responder.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Pras escolas, nós estamos montando um protocolo separado, que inclui testagem, distanciamento, higiene. O secretário Rossieli é que está liderando esse esforço e será anunciado nos próximos dias. Eu acompanho, porque, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, nós temos as universidades e as escolas técnicas dentro desse processo também. Mas é um trabalho específico para escolas, que está sendo trabalhado nesse momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Beatriz Manfredini, muito obrigado pelas perguntas, da Rádio Jovem Pan. Vamos agora à Rádio Capital, jornalista Carla Mota. Carla, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. O secretário Marco Vinholi falou do avanço da doença no interior do estado e citou também os bons exemplos. Eu gostaria de ouvir o comentário de vocês a respeito do prefeito da cidade de Registro, que afirmou que vai manter o comércio aberto. Uma segunda pergunta também, eu gostaria de saber da área da saúde se existe um balanço atualizado a respeito dos profissionais da saúde que já foram infectados ou mortos, desde o início da pandemia. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla Mota. A primeira parte, a primeira parte da sua pergunta, vou responder, juntamente com o secretário Marco Vinholi, a segunda será respondida pelo secretário da Saúde, José Henrique Germann. Em relação a Registro, não especificamente a essa cidade mas a qualquer outra que estiver desrespeitando o Plano São Paulo, portanto desrespeitando a orientação do Governo do Estado de São Paulo, ela será acionada pelo Ministério Público e, se necess&aacut e;rio, pelo Tribunal de Justiça. Não se trata de fazer aqui um endurecimento do ponto de vista de como tratar prefeitos, mas em nome da vida e da saúde recorreremos a todas as medidas de ordem judicial que forem necessárias para proteger vidas. Não há análise de partido, ideologia, programa. Há análise de saúde e preservação de vida. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, o prefeito de Registro, eu acompanhei a manifestação dele também. Nós vamos, através do diálogo, apresentar esses dados de forma mais enfática, do mesmo modo que foi feito na última vez que a região veio para o vermelho, e cumpriu o Plano São Paulo. Nós temos uma preocupação da ordem da saúde, quanto ao Vale do Ribeira. Um crescimento muito forte no período. Estamos falando de 57,9% de novas internações, ou sej a, um crescimento muito contundente no período, o que preocupa todos nós. Nós aumentamos dez novos leitos já no Hospital Regional de Registro, vamos aumentar mais dez no Hospital de Pariquera-Açu, mas é fundamental que o Vale do Ribeira cumpra o isolamento social nesse momento, com medidas mais restritivas, para poder conter essa evolução da pandemia. Nós entendemos que Registro também vai cumprir.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi. Agora, a segunda pergunta da jornalista Carla Mota será respondida por José Henrique Germann, secretário da Saúde, e com Carlos Carvalho também.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Carla, eu não tenho esse dado especificamente aqui hoje, eu trago amanhã para informar pra vocês, tá bom? Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lembrando que amanhã é a coletiva exclusivamente da área de saúde, fica o compromisso então para a entrega desta informação à Rádio Capital e aos demais jornalistas que aqui estão. Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Como o Dr. José Henrique Germann falou, nós não temos esse dado compilado, mas pra você ter uma ideia, no Hospital das Clínicas passaram mais de três mil pacientes até agora e nós tivemos algumas dezenas de funcionários do hospital que necessitaram internação, porque pegaram Covid-19. Aí não dá pra saber se pegaram fora ou se pegaram, eventualmente, numa atividade hospitalar. Alguns, eram funcionários de outros institutos, que não era o Inst ituto Covid, então não sabemos aonde essas pessoas podem ter adquirido. Mas, como você perguntou em relação ao número de óbitos, nós, até agora, ainda existe alguns internados, nós tivemos entre cinco e dez desses funcionários só que faleceram. Então, para uma quantidade de mais de quatro mil pessoas que estão trabalhando no prédio Covid do Hospital das Clínicas, algumas dezenas foram internadas e tivemos menos de dez óbitos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho. Obrigado, Carla Mota, da Rádio Capital. Amanhã, certamente você estará aqui na coletiva da saúde. Bem, vamos agora a uma pergunta online. Não sei se temos neste momento a conexão, mas a pergunta da jornalista Tatiane Calisto, de A Tribuna, será lida pela jornalista Letícia Bragalia.

REPÓRTER: Governador, a pandemia do novo Corona Vírus exigiu esforços e mais investimentos em equipamentos e ampliação de leitos clínicos e UTI em todo o Estado de São Paulo. É possível mensurar a herança que a pandemia deixará para a estrutura da rede pública de saúde no estado, quando a situação estiver normalizada? Parte dessa estrutura, que inclui novos leitos e respiradores, poderá aumentar a capacidade de atendimento em hospitais municipais e do estado? O que as autoridades de saúde do estado podem falar a respeito desse tema?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tatiane Calisto, do jornal A Tribuna, de Santos, muito interessante a sua pergunta. Eu começo a responder e passo depois para o Dr. José Henrique Germann, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. A resposta é sim, é um dos legados positivos, em meio a essa pandemia de triste memória e de tristes registros. Mas este é o lado bom. O sistema de saúde pública no país, de forma geral, em particular em São Paulo, sairá robustecido após esta crise de saúde , com mais respiradores, mais profissionais, mais estrutura, melhor conhecimento, melhor detalhamento, operacionalidade, o sistema de telemedicina, tudo isso acelerado ao longo desses últimos 90 dias em benefício da população. Eu não tenho dúvida, como gestor, que a saúde pública, no caso de São Paulo, posso garantir: ela será melhor após esta pandemia, como efeito das ações que foram realizadas durante a pandemia. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Teremos dois grandes grupos de ganhos, vamos chamar desta maneira, que, primeiro, é o estrutural, onde nós temos uma série de investimentos que foram feitos, na área da Saúde, por exemplo, os respiradores, os leitos de UTI, que foram transformados, chegamos a 7.600 leitos de UTI. Por exemplo, o Hospital das Clínicas hoje tem 300 leitos de UTI, um prédio todo destinado a isso. Então, esses leitos vão, gradativamente, sendo desativados e voltando a um número normal, mas com uma estrutura melhor, equipamentos mais novos e assim por diante. O grande ganho que nós vamos obter também é com relação à eficiência. Acho que o aprendizado que esta epidemia ou pandemia trouxe para o sistema de saúde aqui no Estado de São Paulo, de se tornar mais ágil numa série de processos, fica um ganho aí, principalmente para aquele segmento do interior do estado, até mais do que na Grande São Paulo ou na capital. Então, esses ganhos, tanto estruturais quanto de eficiência, serão os legados mais importantes da pandemia aqui na nossa região. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann. Vamos aos comentários do coordenador do Comitê de Saúde, Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Só acrescentando um pouquinho aqui ao que o José Henrique acabou de comentar, reparem que, no Estado de São Paulo, foi acrescido o número de leitos de UTI por 100 mi habitantes, que ele está próximo do nível da Alemanha ou dos Estados Unidos, que são países que têm um PIB muito maior do que o nosso e que têm um investimento em saúde muito maior do que o nosso. E repare que ali são os leitos do Estado de São Paulo. Se nós formos comparar o Estado de São Paulo com Espanha, Itália, Reino Unido e França, nós temos duas a três vezes mais leitos de UTI que foram possíveis de ser abertos nessa situação, nessa condição atual. Ou seja, a pandemia, a epidemia pelo Corona Vírus, ele trouxe alguns estímulos, ele trouxe um problema, mas esse desafio trouxe oportunidades. Essas oportunidades foram do desenvolvimento do sistema de saúde. Uma série de inovações estão sendo incluídas na rotina do atendimento médico público. Por exemplo, atendimento à distância, através de recursos como a telemedicina. Então, isso vai ficar daqui pra frente. No atendimento de terapia intensiva, tem levantamentos do Brasil de poucos anos atrás, das UTIs de uma forma geral, que as melhores práticas nacionais e internacionais não eram aplicadas na ponta, por todas as equi pes. Agora, com capacitação, com treinamento e com a definição de protocolos, nós temos observado melhorias no atendimento. Essas melhorias é capacitação de pessoas. Isso vai ficar daqui pra frente como um legado de investimento na formação desse time de profissionais que atuam na linha de frente. No nosso site, onde está esse protocolo, há dez dias atrás já tinha mais de 100 mil acessos de profissionais que entraram e tiveram acesso a esta informação, tanto no portal do Hospital das Clínicas como no da Secretaria de Estado da Saúde. Então, uma série de novidades que estão sendo introduzidas, com certeza vão ficar, daqui pra frente, e a saúde vai ser diferente de uma forma geral, podem ter certeza.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Diferente e melhor. Obrigado, Dr. Carlos Carvalho, obrigado, Tatiane Calisto, jornal A Tribuna, de Santos. Vamos agora a uma nova pergunta presencial, é do jornalista Fábio Diamante, do SBT. Fábio, mais uma vez, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, queria fazer duas perguntas. Primeira: USP, Unicamp e a Unesp divulgaram que vão retornar com as aulas apenas à distância no segundo semestre, inclusive já transferiram as disciplinas práticas para o ano que vem. Eu sei da autonomia das universidades, mas eu queria saber se o senhor entende que essa é uma decisão um pouco precipitada, já que o estado nem apresentou um plano de retorno às aulas. Uma segunda pergunta, para a área da saúde: Sobre essa pesquisa chinesa, que fala de uma queda importante do nível de anticorpos dos assintomáticos. Isso foi publicado nesse fim de semana. Eu queria que os senhores explicassem pra gente se isso, de fato, pode ser um problema, já que aumentaria, e muito, o espectro das pessoas que precisariam ser vacinadas, né? Acho que ficaria incalculável esse número. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio Diamante, do SBT. Vamos à resposta à primeira questão, que eu compartilho com a Patrícia Ellen, mas sou obrigado a enfatizar o que você já observou na própria pergunta, a autonomia das universidades. Os reitores têm autonomia para esta decisão, e por serem reitores, por serem escolhidos, por serem professores e por administrarem três grandes universidades brasileiras, embora sediadas em São Paulo, eles sabem o que fazem. Mas eu compartilho a resposta com a Patr&iacut e;cia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Reforço a resposta. Acho que um dos pontos que me dá muito orgulho desse governo é exatamente por respeitar e por manter o compromisso com a ciência e a tecnologia, e com isso vem o respeito à autonomia universitária, a autonomia pedagógica, a autonomia administrativa e a autonomia financeira. Então, as universidades estão trabalhando agora, e nós já fizemos algumas reuniões de trabalho, onde eles estão reve ndo também os seus orçamentos, que estamos num momento muito difícil, como já foi mencionado aqui hoje, mas esse ponto mostra novamente a autonomia. E lembrando que os reitores também foram muito cuidadosos em mostrar o seu espírito coletivo também na nota, onde eles colocam que essa é a decisão inicial, mas que estão trabalhando de forma coordenada e aguardando também os protocolos do Governo do Estado para a educação, para possíveis eventuais revisões. Então, respeito à autonomia, mas lembrando desse ponto do cuidado dos reitores nesse processo colaborativo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. E reenfatizando, Fábio Diamante, nenhum aluno está sem aula, todos estão online. Vamos à segunda pergunta do jornalista Fábio Diamante, sobre a pesquisa chinesa. Quem responde é o Dr. Paulo Menezes, do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: De fato, esse é mais um ponto, mais uma contribuição para o conhecimento crescente que nós estamos tendo sobre tanto o vírus como os processos relacionados à imunologia das pessoas infectadas por esse vírus. No entanto, ele não é suficiente pra gente poder chegar àquela perspectiva colocada de que pessoas que tiveram quadros assintomáticos vão necessariamente ser candidatas à vacina ou não. Nós nem sabemos ainda se pessoas com maiores níveis de a nticorpos, por ter um quadro sintomático, quanto tempo eles estão protegidos de uma reinfecção, de uma nova infecção. Então nós precisamos de tempo e de conhecimento para poder responder essa questão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Paulo Menezes. Fábio Diamante, obrigado pelas perguntas. Agora vamos para a CNN, jornalista Renan Fiuza. Renan, obrigado pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta. Por favor.

RENAN FIUZA, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu aproveito, já, enfim, vocês já responderam uma pergunta minha com relação à área da saúde, aproveito então para o senhor, governador, e também para o secretário Álvaro Camilo. A respeito desse Programa Retreinar. Eu queria entender um pouquinho, se os senhores puderem detalhar um pouco mais do que se trata esse Programa Retreinar. E o que já se sabe com relação à ação da Polícia Militar na cidade de Carapicuíba, onde a gente presenci ou aquelas imagens, enfim, se os policiais já foram identificados, afastados. Como é que está também essa apuração à investigação? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Renan. Quem responde é o secretário executivo de segurança pública do estado de São Paulo, Coronel Álvaro Camilo.

CORONEL ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, já que confirmei aqui com o comando geral, serão 20 dias, daqui a 20 dias isso permeia o estado todo. Como funciona? A primeira reunião com os coronéis, em que os valores que regem a polícia de São Paulo, que são direitos humanos, respeito aos direitos humanos, gestão, trabalhar com as melhores práticas e polícia comunitária, trabalhar ao lado com as informações do cidadão, serão refor&ccedil ;ados, serão passados novamente para reavivar. E também através de uma outra instrução, chamada instrução continuada de comando, isso vai até a ponta da linha. Então na sequência dos coronéis, é feita a reunião com os demais níveis, e vão descendo até a ponta da linha. Então tenente coronéis, majores, que são os oficiais superiores, depois passam pelos capitães e os tenentes, que são aqueles efetivamente que já estão no comando de tropa na rua, até o sargento, que é o último nível lá de comando. Mas não para aí, serão retreinados também os próprios soldados e cabos que estão nas viaturas, para que excessos não aconteçam. Por isso que nós chamamos de Retreinar, é rever novamente as melhores práticas que j&aac ute; são aplicadas na polícia de São Paulo. Quando ouso dizer, é a melhor do Brasil, uma das melhores do mundo. E esses 120 mil tem, infelizmente, dois ou três que não deveriam estar aqui, e com esses seremos emplacáveis. Esse é o primeiro ponto. Em relação à Carapicuíba, todos afastados, a primeira providência da polícia de São Paulo é ser rigorosa com qualquer atitude que possa ensejar algum erro, algum desvio. Então em um primeiro momento eles são afastados administrativamente, se a coisa se complicar e provar que houve excessos, serão até presos, como estão lá oito policiais da semana passada. Esses de Carapicuíba especificamente, eles estão afastados, estamos aí avaliando as imagens que foram utilizadas técnicas de defesa pessoal, de mobilização, está sendo avaliado pelo c omando, mas os policiais já estão afastados até por precaução, para que a gente possa corrigir, se necessário, ou validar se estiverem corretos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Camilo. E, Renan, apenas para reenfatizar a posição clara do governador do estado de São Paulo, absolutamente contra qualquer excesso e qualquer violência policial desnecessária. Obrigado pela sua pergunta. Vamos à penúltima pergunta de hoje, é da TV Cultura, jornalista Maria Manso. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. São duas questões, eu queria saber se aqui em São Paulo a gente também está enfrentando um problema de falta de anestésicos, para o procedimento de intubação dos pacientes, como outros estados relataram nesse final de semana? E para o Coronel Camilo, eu queria tentar ajudar as pessoas a entenderem o que está acontecendo com a nossa Polícia Militar, porque as imagens divulgadas nas redes sociais, Coronel, elas são muito impactantes e assustadoras. Tudo bem, vocês vão retreinar toda a tropa, mas eu imagino que vocês também estão tentando entender porque estamos chegando a esse ponto. Quer dizer, é insubordinação, porque vocês têm repetido aqui nas entrevistas, imagino que também nos comandos vocês têm repetido que não é esse o procedimento esperado, e eles continuam repetindo isso? É insubordinação? É algum aumento do nível de estresse, até por conta da pandemia também na tropa? O que está acontecendo com a cabeça dos nossos policiais militares, Coronel?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DEO ESTADO DESÃO PAULO: Maria Manso, a primeira pergunta sobre falta de anestésicos será respondida pelo secretário de Saúde, José Henrique Germann. E a segunda, pelo Coronel Camilo. Mas antes de ele responder, eu farei um comentário. Por favor, Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Sim, estamos com estoques muito baixos de sedativos que são utilizados na intubação dos pacientes. Houve um aumento muito grande de pacientes entubados com a epidemia, e com isso, a indústria não conseguiu acompanhar com a mesma velocidade. Esses medicamentos são de compra centralizada pelo Ministério da Saúde, mas nós também estamos comprando. Então é uma luta no seguinte sentido de buscar sempre estar à frente de um índi ce, ou de um nível de estoque que seja suficiente para os hospitais próprios da secretaria. Nós privilegiamos os hospitais próprios e universitários, para depois irmos para os hospitais conveniados. Então nesse sentido os hospitais próprios continuam com estoque, porém, muito baixo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Também nesse tema, um comentário, já fizemos solicitação ao Ministério da Saúde, Maria, para que os medicamentos necessários, sobretudo, anestésicos, sejam fornecidos para São Paulo. Aliás, há uma manifestação do fórum de governadores, para que isso ocorra nacionalmente. Portanto, a deficiência pontual em São Paulo, é muito pequena, é coberta, conforme mencionou o secretário Germann, mas eu sei que em outros estados brasileiros a situação é muito mais grave, por falta destes medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde. Em relação ao segundo tema, antes de passar a palavra ao Coronel Camilo, quero dizer a você que como governador do estado de São Paulo, o comando da Polícia Militar, isso é como na presidência da República, cabe ao governador do estado de São Paulo, eu confio na Polícia Militar do estado de São Paulo, confio na Polícia Civil de São Paulo, e confio no comando da Secretaria de Segurança Pública com o General Campos. Nós temos menos de 0,4%, volto a repetir, menos de 0,4% de mal comportamento daqueles que fazem parte da Polícia Militar do estado de São Paulo. Isso confere, portanto, que não há qualquer tipo de insubordinação, movimento, práticas crescentes, faz pa rte, infelizmente, de uma média que nós temos que baixar, reduzir, ou se possível, eliminar. Não há nenhum fator adicional, Maria Manso, e os que estão aqui com os jornalistas, que nos fazem crer que haja qualquer movimento adicional ou circunstância, além de uma normalidade condenável, que o ideal é que não tivéssemos nem 0,4%, era 0%. Mas lembro que as melhores polícia do mundo, a polícia japonesa, a polícia inglesa, a polícia israelense, e a polícia americana também sofrem problemas circunstanciais com plenárias semelhantes ao que tem a melhor polícia do Brasil, que é a polícia do estado de São Paulo. Coronel Camilo.

CORONEL ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então vamos lá, só complementando, insubordinação, de maneira nenhuma, o que nós temos aí chama-se desvio de conduta, são sim casos isolados, é só pegar a estatística que verifica que isso está acontecendo. Infelizmente aconteceram alguns, por isso retreinamento. Mas deixar bem claro, a grande maioria, e é por isso que eu repito aqui, recebi mensagens de muitos policiais indignados com atitudes desses policiais que se desviaram. Então não existe aí nada que não desvio de conduta, seremos implacáveis na apuração e na responsabilização, nada mais do que isso, são casos isolados, a maioria trabalha bem, a grande polícia, grande parte desses 120 mil homens fazem um excelente trabalho, protegem, salvam, e garantem direitos no estado de São Paulo. E aqueles que se desviam, seremos implacáveis.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Camilo. Maria Manso, obrigado pelas perguntas. Vamos à última pergunta de hoje, da jornalista Beth Pacheco, da TV Globo, Globo News. Beth, bem-vinda, mais uma vez. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

BETH PACHECO, REPÓRTER: Boa tarde. Obrigada. A minha pergunta é em relação à capital paulista. Enquanto a gente vê no interior o aumento de novos casos de morte vai crescendo, na capital paulista a gente vê até ocupação de leitos de UTI tendo uma situação mais confortável. E diante disso a minha pergunta é, se pensa-se em uma flexibilização, em uma mudança de fase para a capital paulista já nos próximos dias? A gente sabe que há muito estudo nesse sentido, de passar da fase laranja para a fase amarela. Eu queria saber de vocês se isso procede? Se esses estudos acontecem? E qual a perspectiva disso?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Beth Pacheco. Eu começo a responder, e compartilho com o coordenador do comitê de saúde do estado de São Paulo, doutor Carlos Carvalho. Todas as decisões, Beth, do chamado plano São Paulo, são reavaliadas diariamente, e do ponto de vista de fase, ou chamado faseamento, se muda o não muda, muda para melhor ou se retrocede, são sempre anunciados às sextas-feiras. Portanto, a decisão final será anunciada nesta próxima sexta-feira. Até lá, salvo se houver alguma situação muito grave, e nessa circunstância sempre para retroceder, e não para avançar. Isso será apresentado aqui mesmo na coletiva de imprensa, na próxima sexta-feira. E sempre tomando como base os dados que são analisados, e depurados pelo comitê de saúde. Mas para complementar, fala o nosso coordenador Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Bom, na realidade, está bem resumida essa posição. Então lembrando, quando surgem regionalmente, ou alguns municípios isoladamente, entram em uma fase de maior perigo para a população, tem a nota técnica nossa do comitê de saúde, do centro de contingência, sugerindo que aquele prefeito daquele município tome um cuidado maior, ou tome até decisões fora do contexto da regional, de promover um fechamento anterior. Ou seja, o que eu estou querendo dizer é que os f echamentos eles podem ocorrer a cada semana nessa consolidação dos dados, ou individualmente áreas ou municípios podem por sugestão do comitê de saúde, podem tomar atitudes mais precoces. Agora, as atitudes de liberação existem a necessidade de uma estabilização daqueles vários indicadores por pelo menos, duas semanas seguidas, para que aquela área, aquele município, aquela regional mude de cor, por uma cor mais amena.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO : Beth, se desejar, use o microfone, você ficará mais à vontade, por favor.

BETH PACHECO, REPÓRTER : Qual seria o ponto da capital paulista então, já na próxima sexta-feira?

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE : Não sei, ainda não vi o total dos números. Mas eu espero que sim, como morador da capital paulista, eu ficaria feliz que o capital tivesse menos casos, tivesse menos internações, e todos esses indicadores indicariam estocar como epidemia na cidade de São Paulo, no nosso município, mais bem controlado, possibil itando esse avanço.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mas na próxima sexta-feira, Beth, veremos com precisão esta informação, e para os telespectadores da TV Globo e também do Globo News. Amanhã termos a coletiva de imprensa de saúde, no mesmo horário, 12h45min, e na próxima quarta-feira, estamos todos aqui mais uma vez. Obrigado pela presença, gostaria que você estivesse acompanhando a sua casa, por favor, permaneça em casa, se sair, use máscara, não saia sem máscara, tenha menos, duas máscaras, porque se você esquecer um, você tem outra na sua bolsa, bolso no bolso, porta-luvas do seu automóvel, porta da sua casa, para não sair sem luvas, sem máscaras, e obviamente com o cuidado. Se você puder, também poderá trabalhar no varejo, e nos setores essenciais, usar luvas também, luvas de látex são recomendáveis ​​para aqueles que trabalham nos setores essenciais. Muito obrigado, a todos. Uma boa tarde. E até amanhã.