Coletiva - Governo de SP prorroga quarentena até 31 de maio para evitar colapso na Saúde 20200805

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Coletiva - Governo de SP prorroga quarentena até 31 de maio para evitar colapso na Saúde

Local: Capital - Data: Maio 08/05/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, obrigada pela presença de todos, nessa coletiva no Palácio dos Bandeirantes. Hoje, 8 de maio, sexta-feira. Queria, antes de anunciar os participantes aqui desta coletiva, agradecer a presença de jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, os que estão aqui e os que estão remotamente acompanh ando esta coletiva. Agradecer a transmissão que está sendo feita a partir de agora, ao vivo, aqui do Palácio dos Bandeirantes, pela TV Cultura, pela TV BandNews, pela Rádio Bandeirantes, Rádio BandNews, a TV Alesp, a Rede Brasil, a Rádio TV Jovem Pan, UOL, a GloboNews, a CNN. E também agradecer os flashes da RecordNews, TV Record, SBT, Rede TV, TV Bandeirantes, TV Gazeta, TV Globo e várias retransmissoras do interior do Estado de São Paulo, que neste momento estão também linkadas com as suas matrizes. Quero primeiro transmitir o meu abraço, como amigo, como paciente e como parceiro nessa luta contra o Corona Vírus, e eu me refiro ao Dr. David Uip. Dr. David Uip, como toda pessoa, inobstante ser médico, ser um dos maiores infectologistas do país, contraiu o Corona Vírus, superou, depois de d uas semanas, o vírus, passou por uma experiência difícil, que ele relatou aqui a vocês. Ele está em casa nesse momento, nos acompanhando, nos assistindo e nos ouvindo, e ele pediu licença por alguns dias da sua condição de coordenador do Comitê do Covid-19, o Comitê de Saúde. Eu vou ler apenas aqui parte da carta que ele distribuiu aos jornalistas que aqui estão, em respeito principalmente à medicina, aos médicos, aos paramédicos, aos enfermeiros, àqueles que atuam na Saúde, como o Dr. David Uip, que tem sacrificado a sua vida, tem sacrificado parte da sua saúde para ajudar milhões de brasileiros em São Paulo e fora de São Paulo. Diz o Dr. David Uip: "Na última quarta-feira, dia 6 de maio, senti um mal-estar, com alterações cardiol&oa cute;gicas e clínicas. Após avaliação médica, iniciei uma bateria de exames para elucidação diagnóstica. Hoje me sinto melhor, mas, por recomendação médica, precisarei ficar afastado das minhas atividades do Centro de Contingência do Corona Vírus, o Comitê de Saúde, por alguns dias. Fico entristecido de, neste momento difícil de crise, de uma pandemia muito séria, que tem causado tantos óbitos e tanto sofrimento em nosso estado e gerado sofrimentos também entre os brasileiros de São Paulo, que perderam familiares, amigos queridos, eu, neste momento, não podendo estar presente, fico triste. No entanto, tenho a plena convicção de que São Paulo está no caminho certo e está salvando vidas. A colaboração dos meus 15 colegas do Comitê de Saúde, formado por médicos, cient istas, virologistas, professores e pesquisadores, tem sido fantástica. A união de esforços desse grupo de voluntários", diz o Dr. David Uip, na sua carta, "tem contribuído de forma inequívoca para definir estratégias, tanto de enfrentamento da epidemia quanto de assistência à população na rede pública de Saúde. Agradeço ao governador João Doria e aos secretários de estado, ao secretário de Saúde e ao vice-governador, Rodrigo Garcia, por todo o apoio e suporte que nos têm oferecido. Fico temporariamente afastado e espero estar recuperado para retomar minha contribuição ao Centro de Contingência do Corona Vírus, o Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Muito obrigado e até breve", assina David Uip, "São Paulo, 8 de maio de 2020". David, você, que está nos acompanhando aí da sua casa, que Deus lhe abençoe, lhe proteja, e que você continue sendo o grande líder, que é, e a sua colaboração para salvar vidas em São Paulo possa prosseguir. Daqui a dois dias será o Dia das Mães, uma data que é justamente o contrário de tudo aquilo que estamos vivendo neste momento, o momento mais triste da história do nosso país nos últimos 100 anos. O Dia das Mães é o dia da celebração da família, é o dia do beijo, do abraço, do carinho. E esse ano o Dia das Mães será diferente, será um dia de solidariedade, de compaixão, de oração, oração pela vida, oração pelo Brasil, ora& ccedil;ão pelos brasileiros. Palavras refletem sentimentos, e o sentimento agora é o sentimento da proteção. Mães são sempre nossas maiores protetoras, e proteção, esse é o sentimento que fui buscar nas lembranças da minha mãe, minha mãe que eu perdi, quando tinha 14 anos de idade, minha mãe Maria Sylvia. Como governador de São Paulo, eu gostaria de dar hoje uma notícia diferente daquela que vou dar agora, mas o cenário é desolador. Teremos que prorrogar a quarentena até o dia 31 de maio. Queremos, sim, em breve, juntos, poder anunciar a retomada gradual da economia, como aliás está previsto no Plano São Paulo. A experiência de outros países, e nós temos utilizado essas experiências aqui, mostra claramente o colapso do sistema de saúde. Quando isto acontece, paralisa tudo, paralisa a indústr ia, o comércio, os transportes, serviços, a educação, tudo. O colapso da saúde aumenta o medo, a insegurança e também o número de mortes. Tudo isso traz profunda tristeza. O Brasil hoje é um país triste. O medo é o pior conselheiro da economia, prejudica o consumo, afugenta investimentos e ataca os empregos. A quarentena, felizmente, está salvando vidas em São Paulo e em outros estados brasileiros. Pessoas que poderiam ter adoecido e falecido estão em vida, e agradecendo por estarem vivendo e convivendo com seus familiares e disfrutando ainda a vida e a longa vida que terão pela frente. Mas estão bem porque se protegeram, porque foram protegidas e protegidas pelo isolamento social. São vários os estudos que mostram como a quarentena evita a difusão da doença. Nós sabemos disso, a Medicina sabe disso, a maioria expressiva dos jorna listas sabe disso, as pessoas de bem do Brasil sabem disso. Só aquelas que não querem saber, que não querem perceber, que não querem reconhecer, não sabem disso. Aqui em São Paulo, estamos salvando, pelos dados da Universidade de São Paulo, num estudo recentemente concluído, 51 vidas todos os dias, pelo isolamento e pelas iniciativas que o Governo do Estado de São Paulo e os prefeitos dos 645 municípios deste estado estão fazendo. Até o dia 21 de maio, nós estaremos poupando 3.246 vidas. Voltando ao Dia das Mães: muitos que estão aqui nos assistindo, nos vendo, nos ouvindo, ou que vão nos ler, têm ainda o privilégio de terem suas mães ao lado de vocês, mães que merecem respeito, mães que merecem carinho, mães que merecem amor. Em nome do amor que vocês têm pelas suas mães, por aqueles que ainda t&eci rc;m o privilégio de terem as suas mães aos seus lados, respeitem a vida, respeitem a orientação de isolamento, respeitem o seu direito de viver, da sua mãe, do seu pai, dos seus irmãos, dos seus familiares, respeite a vida. O pior cenário, o pior, é o que havia mortes e recessão, adotar a quarentena como fizemos aqui em São Paulo, não é uma tarefa fácil, nenhum governante, nenhum cidadão, nenhum ser humano tem o prazer de dar más notícias, mas não se trata de ter ou não este sentimento, trata-se de proteger vidas, em um momento mais difícil, e mais crítico da história desse país. Esse é o papel que como governador de São Paulo, ao lado de Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, eu tenho a obrigação de fazer. E aqui eu não sou político, aqui eu não ajo por insti nto, aqui eu não ajo por pressão, aqui eu atuo para defender vidas, e assim continuarei a fazê-lo como governador do estado de São Paulo. Nenhum país do mundo conseguiu relaxar as medidas do isolamento social com a curva de contaminação em Atenção Nutricional, repito, nenhum país do mundo, infelizmente nas últimas semanas houve um desrespeito à quarentena, em São Paulo, e tristemente em outras partes do Brasil também, e o número de casos aumentou, e aumentou dramaticamente. No mês de abril houve um aumento de 3.300% no ritmo de crescimento nos casos de Coronavírus nos municípios do interior e no litoral do estado de São Paulo, 3.300%. Na região metropolitana um aumento de 770% em apenas 30 dias, em um mês, 770%. Estamos todos, todos, atravessando o pior momento desta pandemia, só não reconhece, só não v&ec irc;, só não percebe, só não identifica, aqueles que estão cegos pelo ódio, ou cegos pela ambição pessoal. Autorizar o relaxamento agora seria colocar em risco milhares de vidas, seria colocar em risco o sistema de saúde, e por óbvio, a recuperação econômica. Quero reafirmar aqui em nome de todos os secretários e secretárias do governo de São Paulo, porque aqui nós trabalhamos juntos, unidos, com foco, determinados a salvar vidas, aqui não há disputas, aqui não há rixas, aqui não há rivalidade, aqui não se odeia. Retomaremos sim, tão logo possível, na hora certa, na forma certa, no momento adequado, e respeitando a ciência. Este momento triste, repito, o mais triste da história do nosso país, vai passar, mas vai passar se todos nós ajudarmos a passar, se todos nós tivermos a capacidade de reconhecer a gravidade deste momento, e os riscos de vida que todos nós corremos, aqui e em qualquer parte do Brasil. Quem se proteger, e quem ajudar a proteger outras pessoas, está amando a vida, está dedicando a sua vida à existência. Vamos utilizar as experiências práticas, as boas, e também as más, de outros países, para que possamos aqui seguir o que é certo, o que é correto, e o que vai salvar vidas. Pessoalmente tenho uma vida em defesa da livre iniciativa, 45 anos da minha vida dedicado ao setor privado, apenas dos três e meio últimos anos eu tenho me dedicado à vida pública, e faço isso com enorme orgulho, em honra aos dois mandatos que conquistei como prefeito e como governador em São Paulo. Em honra também à memória do meu pai, que foi político, teve o orgulho de ser político, e por ser honesto e correto foi caçado pelo Golpe de 64, e amargou dez anos no exílio longe da sua família, longe da sua pátria, longe dos seus amigos, e distante daquilo que ele mais amava, que era o seu país. A pandemia é a maior provação da nossa história, da minha e de todos vocês, ela nos pede fortaleza, e clama compaixão, conceitos cristãos, consolidados pelo tempo, para fortalecer, defender e proteger o que é certo, o que é necessário, o que é preciso, principalmente os mais humildes, os mais pobres, os desprotegidos do nosso país, e especificamente de São Paulo. É chegarmos juntos, e tivermos a capacidade de superar esse momento difícil, triste, doloroso, avançaremos, recuperaremos, resgataremos, sobreviveremos. As grandes vitórias são aquelas conquistadas conjuntamente, não há vitória individua l, não há herói solitário. Venceremos sim a pandemia, mas sabendo os sacrifícios que temos que fazer para salvar mais vidas, e proteger mais pessoas, vai passar. Mas para passar temos que ficar em casa, temos que respeitar e amar a vida, respeitar aquilo que de mais nobre e de mais importante nós recebemos dos nossos pais, a existência. E para continuar a existir, peço que você que está nos assistindo agora, você que já passou por um período tão difícil de privação aqui em São Paulo, em outras regiões do país, compreenda que a nossa decisão de prolongar a quarentena, é a decisão pela vida. Dito isso, eu passo a palavra à Saúde, e à medicina, na pessoa do doutor Dimas Covas. Doutor Dimas, enquanto o doutor David Uip está se recuperando, ele assume a coordenação do comitê de saúde, o centro de contingência do COVID-19 do estado de São Paulo. Doutor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa noite, governador. Eu queria registrar a presença do centro de contingência nessa coletiva, vários dos seus integrantes, em nome desse centro de contingência eu queria agradecer ao Doutor David Uip, que nos lidera, e principalmente gostaria de agradecer ao nosso governador, pelo respeito que tem dedicado a esse centro de contingência. O centro de contingência tem tido absoluta independência nas discussões, nas suas modelagens, e nas medidas que tem encaminhado ao governo, e essas medidas tem sido totalmen te obedecidas. Então isso é necessário que se diga nesse momento, governador. Nós temos, esse centro de contingência praticamente ele está em reunião permanente, nós discutimos diariamente todas as questões relacionadas à epidemia, as possíveis variantes dessas soluções, e principalmente, nós estamos olhando a epidemia, nós estamos modelando essa epidemia, nós estamos tentando traçar nessa epidemia uma fotografia o mais próximo possível da realidade, é essa a nossa função. Nós temos que oferecer ao governo os cenários ruins, os cenários bons, os cenários reais, para que a melhor decisão seja tomada. E como já foi dito, o objetivo principal é salvar vidas, porque todos somos médicos. Então nesse contexto a última reunião do centro aconteceu para a de cisão dessas medidas que estão sendo anunciadas, aconteceu no último dia 5. Eu trouxe aqui uma minuta da norma técnica que foi produzida, recomendando a extensão do período de afastamento social. E essa nota ela foi elaborada com base na decisão unânime de todos os participantes. Quer dizer, não existe nenhuma dúvida, do ponto de vista do centro de contingência, de que essas medidas tem que ser prolongadas, em virtude da gravidade do momento. E eu vou apresentar alguns subsídios que demonstram isso. Nesse primeiro gráfico nós temos o que havia sido projetado lá, por volta do início do meio de março, e naquele cenário, eu mesmo que apresentei, lembro perfeitamente que nós poderíamos chegar a 700 mil mortes no dia de hoje se nada fosse feito. Aí se tomou as primeiras decisões importantes, no sentido do afastamento social, a par tir do dia já 13/03, e na sequência até a amplitude total dessas medidas, no dia 23 de março. E aqui, este gráfico mostra exatamente a eficiência dessas medidas, quer dizer, nós não tivemos 700 mil mortes, nós tivemos... Ou melhor, nós não tivemos 700 mil casos, nós tivemos 41 mil casos, até o dia de hoje. O mesmo aconteceu com relação ao número de mortes, agora sim. Nós tínhamos dois cenários traçados, um mais otimista e um mais pessimista. Nesse cenário mais pessimista, que está em amarelo, felizmente tomou um rumo diferente após a tomada das medidas e hoje nós estamos com um cenário que é ainda muito preocupante, importante que se diga, muito preocupante. Nós tivemos, nesse período, nós poupamos, nesse período, 40 mil vidas, e essa é a extensão dessas me didas, o que elas produziram de [ininteligível], 40 mil vidas foram poupadas em virtude destas medidas. Quer dizer, hoje, se vocês compararem a curva branca com a curva rosa, com a curva laranja, vocês vão ver que a modelagem tem um grau de precisão muito grande, quer dizer, é isso que é importante, é isso que é a função do Centro de Contingência: fazer essas modelagens e comparar essas modelagens, dia a dia, com o que está acontecendo. Próximo. Vai ser apresentado um pequeno vídeo, que mostra como é que essa epidemia vem progredindo no estado de São Paulo. Essa progressão está a uma velocidade quatro vezes maior hoje do que era no início. Por favor, isso é um vídeo. Acho que estamos com problemas...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É o slide... Não sei quem está operando, a informação anterior, ainda não é a capital. Nós falamos do interior e do litoral de São Paulo. Temos isso?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Sim, esse é o primeiro, que é no Estado todo, e o segundo é na capital. Eu tenho a impressão que eu posso ir adiantando, até que esse problema técnico seja resolvido.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Vamos para o próximo, para o próximo. Para o próximo, por favor. O próximo dispositivo? Bom, o próximo, ele diz respeito a... Volta um. A taxa de ocupação de leitos de UTI no Estado de São Paulo e na Grande São Paulo. E aqui é onde nós temos a maior preocupação, quer dizer, na Grande São Paulo a taxa de ocupação de leitos nesse momento é de 90%, e no Estado de São Paulo já é de 70%. Os leitos existentes no momento, importante frisar que e stá ocorrendo a ampliação do número de leitos de UTI, e isso vai acontecer até junho, julho. Os leitos serão ampliados, mas, nesse momento, nós já temos 90% de ocupação. Aí a importância de nós não perdermos o controle da epidemia, porque se nós perdermos esses 90% se transformaram em 100%, 120%, 150%, 200% de ocupação. Aqui nós temos, no próximo, aqui nós temos um cenário amplo, que mostra como a epidemia vem evoluindo. E existem aqui alguns cálculos, que vão parecer estranhos, mas eu vou explicar, tentar explicar. Número de reprodução da epidemia é a taxa de contágio, quer dizer, quanto um indivíduo infectado contamina outros indivíduos ao seu redor. Antes, no início, que nós chamamos aqui de taxa de contágio inicial da epidemia, era em torno de 2 .9. Ou seja, um indivíduo infectado produzindo três infecções secundárias. Após as medidas, e aí nós vamos frisar aqui que nós... Esse cálculo era com 55% de afastamento social, essa taxa de contágio se reduziu para 1.16. E veja como existe uma superposição com os casos reais, em vermelho, uma superposição com os casos reais. O ideal, voltamos a dizer, que já repetimos inúmeras vezes, o ideal é que o afastamento social fosse em torno de 70%, porque com 70% de afastamento, nós teríamos uma taxa de contágio inferior a 1, e com isso a epidemia estabilizaria e começaria a cair. Nesse momento, o que não pode acontecer é que essa taxa de contágio suba, e a taxa de contágio subirá inevitavelmente se a taxa de redução, se a mobilidade social cair. Então, [ininteligível] tem uma projeção. Se isso fosse em torno de 30%, a curva teria uma inclinação íngreme e nós estaríamos diante de uma situação muito difícil de ser enfrentada. A outra projeção importante é a partir do dia de hoje. Então, nós estamos no dia 8/5, com 41.830 casos. Importante lembrar que essa fotografia, esses 41.830 casos, eles são uma fotografia do passado, são casos de duas semanas, três semanas atrás, que é o tempo que isso normalmente demora até o registro. Com base nessas tendências, e nessa informação, essa curva, projetada até o dia 31/05, projeta entre 90.000 e 100.000 casos, no Estado de São Paulo. Informação importante: nós não conseguimos alterar essa curva com as medidas que nós tomamos hoje. Porque isso já está em curso, s&oa cute; vamos ter poder de mudar essa curva a partir de duas semanas, é importante que isso se entenda, em relação aos óbitos, é mesma coisa, quer dizer, nós projetamos nesse momento 3.416 óbitos, podemos chegar a 9.000, entre 9.000 e 11.000 mortos. Isso considerando 55% de afastamento social. Isso foi menor, obviamente que esses números serão piores. Isso é importante também de se frisar: essa curva tem que ser avaliada diariamente, é a realidade que permite essas projeções. Por fim, aí vem sempre aquela pergunta: O cenário é ruim? Quando vamos sair desse cenário? Então, nós temos os indicadores que vão permitir a saída. Basicamente são dois indicadores: a redução sustentada do número de casos por 14 dias e uma taxa de ocupaç&ati lde;o de leitos de UTI inferior a 60%. A combinação desses dois índices é que permitirá o relaxamento e a saída de todas essas medidas. Olha, importante frisar que esses dois índices dependem da taxa de isolamento. Quanto maior a taxa de isolamento, mais rapidamente nós atingiremos esses dois índices. Quanto menor, demoraremos mais para atingir esses dois índices. E o número básico aqui, que nós estamos trabalhando, é 55% no mínimo, no mínimo. Bom, governador, faltaram os dois vídeos, não sei se eles estão em condições de serem apresentados. Não estão? Então eu termino aqui, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Eu queria, antes de passar a palavra ao Dr. José Henrique Germann, vamos continuar na saúde, e também ao Dr. [ininteligível], de registrar aqui a presença de seis prefeitos de municípios do Estado de São Paulo, além do Bruno Covas, que está ao meu lado, e que são líderes de regiões metropolitanas do Estado de São Paulo: o prefeito de Campinas, Jonas Donizete, prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, prefeito de Ribeirão Preto, Duarte N ogueira, prefeito de Araraquara, Edinho Silva, prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho, prefeito de Presidente Prudente, Nelson Bugalho. Obrigado pela presença de vocês aqui. São líderes de regiões metropolitanas do Estado de São Paulo, eles aqui integram, e vocês vão ter esta informação na sequência, o novo Conselho Municipalista do Estado de São Paulo, que será apresentado na sequência. Voltando à medicina, eu passo a palavra ao Dr. José Henrique Germann para os dados de hoje, depois para o Dr. Esper Kallás. Aproveitando para informar aos jornalistas que aqui estão e, sobretudo, os que estão transmitindo ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes que a nossa coletiva hoje se estenderá um pouco mais, vai até as 14h. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Eu gostaria de apresentar esses números fazendo uma extensão até o dia 24 de março quando foi o início da quarentena. Nós tínhamos no Brasil 2.200 casos, 46 óbitos. No estado de São Paulo, 810 casos e 40 óbitos. Um mês depois, quando foi feito o anúncio do Plano São Paulo nós tínhamos no Brasil 45.757 casos e 2.900 óbitos. E no estado de São Paulo, 15.914 casos e 1.134 óbitos. E hoje, 16 dias depois, nós temos 41.830 casos e o número de óbitos de três... acima de 3.400, né? O que mostra um crescimento desde o início da quarentena até aqui e com um agravamento a partir dos últimos 15 dias. E que coincidentemente se observou uma maior movimentação de pessoas e caiu a taxa de isolamento para a faixa 50, 49, 47, e que causou provavelmente essas condições que nós estamos vendo aqui hoje. De ontem pra hoje nós tivemos um crescimento do número de casos no estado de São Paulo, 5%, e número de óbitos de 6%. A taxa de ocupação que nós estamos observando em UTI no interior do estado está de 70% e enfermaria 51,7%. Na grande São Paulo a ocupação de UTI é 89,6% e da enfermaria 64%. O número de testagem está sem filas, adequado, e no nosso hospital de campanha no Ibirapuera temos internados 105 pacientes de um total de 240 leitos regulares e mais 28 outros leitos para estabilização. O que vale dizer que nós estamos, o Sr. Governador, prorrogando o período de quarentena, mas eu gostaria de ressaltar que esse... a prorrogação tem que está acompanhada também de uma melhora da nossa taxa de isolamento. Taxa de isolamento que tem que estar aproximadamente entre 55% e um pouco... 60%. Se não conseguirmos isso nós teremos problemas para o atendimento dos pacientes. Nós estamos adicionando leitos gradativamente, nesta próxima semana tanto no HC quanto nos demais hospitais. Eu até informei pra vocês que de sábado a sábado seriam mais cem leitos, e agora no HC mais 140 leitos. Então, a gente consegue ir repondo esses leitos que são necessários, mas desde que a gente esteja dentro de um cenári o onde a taxa de isolamento está em torno de 55% em média. Então eu peço a todos que fique em casa, salve-se em casa e use máscaras. Com essas duas providências que nós temos hoje, essas são as armas que a gente pode fazer com que esses números possam gradativamente diminuir. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann, secretário de saúde do estado de São Paulo. Antes de passar a palavra ao Dr. Esper Kallás, eu queria mencionar que estão aqui presentes também no Palácio dos Bandeirantes, 11 membros do comitê de saúde. São 16 membros no total, 11 deles estão aqui. Dr. Paulo Menezes, coordenador de controle de doenças da Secretaria de Estado da Saúde, Dra. Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da S ecretaria de Saúde do estado de São Paulo, Dr. Geraldo Reple, secretário de saúde de São Bernardo do Campo e presidente do Conselho de Secretários Municipais de saúde do estado de São Paulo, Dr. Luiz Carlos Pereira Jr., diretor geral do Instituto Emílio Ribas, Dr. Ralcyon Teixeira, diretor da Divisão Médica do Instituto Emília Ribas, Dr. Marcos Boulos, superintendente do Sucen, Dr. Carlos Carvalho, diretor da Divisão de Pneumologia do Incor, Hospital das Clínicas, Dr. Luiz Fernando Aranha, infectologista do Hospital Albert Einstein, Dr. Esper Kallás que falará na sequência, Dr. Esper é médico infectologista, pesquisador e professor do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dr. Dimas Covas que a partir de hoje assume a coordenação do comit&ecir c; de saúde enquanto o Dr. David Uip se recupera. E ao José Henrique Germann, secretário de saúde do Estado de São Paulo. Dito isso, eu passo a palavra para o Dr. Esper Kallás, e em seu nome eu quero agradecer a colaboração dos 16 membros, já me referi especificamente ao Dr. David Uip e aos 15 membros que de forma espontânea, sem nenhuma remuneração têm feito inúmeras reuniões e nos ajudado a tomar as decisões certas em São Paulo, obedecendo a ciência, respeitando a saúde. Com a palavra, Dr. Esper Kallás.

DR. ESPER KALLÁS, PESQUISADOR E PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE MOLÉSTIAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: Governador, muito obrigado. Prefeito, muito obrigado. Demais presentes aqui, uma satisfação estar aqui. Eu queria começar primeiro agradecendo meus colegas do comitê porque nós temos nos últimos... várias semanas nos reunindo quase diariamente, virtualmente, no mínimo umas duas vezes por semana pessoalmente pra discutir todos os aspectos da pandemia. Eu queria agradecer também toda a equipe que vem trabalhando na linha de frente no tratamento e assistência aos pacientes com Coronavírus, um agradecimento especial para os meus colegas do complexo Hospital das Clínicas que têm atuado diuturnamente pra cuidar dessas pessoas. Eu gostaria de fazer só um... rememorar a todos que essa infecção tem alguns aspectos que a gente tem que levar em consideração quando olha todos esses números. O primeiro é que depois que uma pessoa pega o vírus ela vai ter um período de incubação que é em média cinco dias. E pra ela começar a ficar doente e buscar um hospital com muitas vezes falta de ar, isso vai mais sete, dez dias. Então, todas as vezes que a gente olha o número de pessoas que está chegando no hospital nós estamos olhando com um retrovisor de aproximadamente dez a 15 dias aqueles que se infectaram. E se a coisa vai mal essas pessoas vão ficar nove dias, dez dias, 14 dias numa UTI e acabam morrendo. Então toda vez que a gente olha uma morte nós estamos vendo uma pessoa que se infectou de três a quatro semanas antes. Isso dá uma ideia de quando a gente olha os números atuais que essa onda continua vindo. E eu vou dar um relato lá do Hospital das Clínicas, embora os casos terem começado a acontecer em São Paulo no fim de fevereiro, provavelmente a disseminação desse vírus comunitária como a gente fala, começou a se dar e a gente só começou a ver casos no Hospital das Clínicas duas semanas depois. Depois disso a gente vivenciou uma onda de casos e progressivamente, desde o meio de março até agora a gente só vê o número de solicitações pra pacientes que precisam ser internados em forma moderada ou grave da doença aumentar. Isso posto, é um testemunho de que quando começa uma epidemia de uma determinada região ela vem como uma onda. E essa onda não... você não consegue segurar com medidas emergenciais, a onda já se estabeleceu e essa pressão no serviço de saúde vai se dar e o que a gente tá vendo, que mesmo com a diminuição da mobilidade das pessoas, a onda ainda continua acumulando de casos que estão precisando de assistência à saúde, tanto na rede pública, na rede privada, mas principalmente o município de São Paulo, o estado de São Paulo. E quando olhamos os números de mortos que vêm se acumulando, muito provavelmente eles continuarão se acumulando porque eles seguem uma curva de número de casos que se estabeleceu duas semanas antes. Isso é um reflexo pra tentar... as pessoas que veem numa determinada região o número de casos ainda muito baixo e dá uma sensação de segurança, quando a onda vem ela vem pra ficar e ela dura um tempo prolongado. É muito importante só pontuar, governador, que as medidas que nós estamos tomando hoje de diminuição de isolamento que é a melhor medida pra reduzir a transmissão do vírus na comunidade, reflete em números que vão mostrar a pressão no sistema de saúde semanas depois. Por isso que essas medidas são importantes hoje, porque a gente ainda está vendo uma expansão da epidemia e a gente precisa continuar reforçando essas medidas de isolamento pra diminuir a transmissão do vírus. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Esper Kallás. Integrante do comitê de saúde do Centro de Contingência do Covid-19. Queria fazer um registro aqui, Bruno Covas, de um profundo agradecimento ao trabalho do seu secretário de saúde, Edson Aparecido, secretário municipal de saúde da cidade de São Paulo aqui presente. Edson, muito obrigado e o nosso reconhecimento também pelo apoio, seu e de toda a sua equipe ao longo desse período e das próximas semanas também de enfrentamento. Agora, vamos a área econômica, a apresentação será feita pela economista Ana Carla Abraão, que é coordenadora do Conselho Econômico do Estado de São Paulo, e coordenadora também do Plano São Paulo, sobre o qual ela falará na sequência. Ana Carla.

ANA CARLA ABRAÃO, COORDENADORA DO CONSELHO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, boa tarde, prefeito Bruno Covas, vice-governador Rodrigo Garcia, secretários, profissionais de saúde, colegas, profissionais da imprensa, colegas da saúde, como o governador colocou, eu falo aqui em nome do conselho econômico, que foi formado pelo Governo do Estado de São Paulo, e que, além de mim, conta com as contribuições dos economistas Alexandre [ininteligível], Eduardo Haddad e Pérsio Arida. Além disso, claro, contamos com vários economistas, que também colaboram de forma pontual com as nossas análises e com os trabalhos que estamos desenvolvendo para o Governo do Estado de São Paulo. Bom, acho que o primeiro ponto aqui, que é absolutamente fundamental que deixemos claro é que o conselho econômico trabalha na elaboração do Plano São Paulo em conjunto com o secretário Henrique Meirelles, a secretária Patrícia Ellen, em interações ativas e constantes com os secretários setoriais, mas estamos aqui prontos pra colocar o plano em vigor no momento, quando os indicadores de saúde determinarem que é o momento correto, que é o momento seguro. Então, o trabalho do conselho vem em paralelo e estará no pronto no momento certo, mas esse momento será determinado pelos indicadores de saúde, que conforme o governador João Doria colocou aqui, ser ão, determinarão uma saída segura, do ponto de vista de saúde, gradual e organizada do ponto de vista econômico. A ideia aqui é elaborar fases de flexibilização, essas fases determinarão, ou serão determinadas e priorizadas de acordo com os setores que estamos trabalhando e que estamos definindo como setores críticos. Esses setores críticos, eles serão priorizados, do ponto de vista tanto do impacto que eles sofreram com a crise da pandemia, a crise de saúde, como do ponto de vista de emprego e informalidade, sabemos que precisamos garantir empregos no nosso país, e principalmente do ponto de vista de setores informais, ou empregos informais, temos que garantir que esses sejam setores que conseguirão voltar à normalidade de forma prioritária. Paralelamente, os protocolos e as flexibilizações têm que existir nos setores de transporte e de educação, pra que a gente tenha consistência entre abertura dos setores, a flexibilização dos setores produtivos, e as condições operacionais pra que isso ocorra. Em particular, estamos falando de volumes de emprego, de informalidade, esses dois aspectos são fundamentais, são muito importantes pra garantir que as pessoas possam sair de casa com segurança e que tenham condições pra fazê-lo, tendo em vista, muitas vezes, e aí no caso da educação é bastante direta a relação, as pessoas precisam ter onde seus filhos, deixar seus filhos, pra que elas possam ter a disponibilidade de se deslocar pro trabalho. Essas fases serão determinadas do ponto de vista de intensidade dos protocolos, ou seja, a primeira fase, os protocolos são mais rígidos e eles tendem a ser flexibilizados na medida que a gente avance sempre com o olhar n os indicadores de saúde. Próxima, por favor. Como é que nós estamos construindo esses protocolos? E aqui houve uma escuta setorial por parte dos secretários de governo das áreas setoriais, que conversaram com mais de 150 entidades, mais de 250 empresas e temos aí um conjunto de mais de três mil diretrizes, que foram coletados junto ao setor privado, ou seja, todo trabalho está sendo feito, está sendo considerado, está sendo elaborado a partir de inputs do setores produtivo, que tem todas as condições, tem toda a visibilidade, tem toda a capacidade de execução, pra determinar quais são os protocolos que eles estariam prontos pra elaborar. Junto com isso, a gente traz toda a experiência internacional, todas as situações que a gente vê lá fora, que tem também sido adotadas pra garantir a segurança do retorno ao trabalho e da atividade produtiva. Esses protocolos, então, a gente tá dividindo em algumas diretrizes, alguns são o que a gente chama de protocolos padrão, outros vão ser determinados pra cada setor, e a gente deve chegar aí, ao final, com 257 diretrizes distintas, elaboradas de acordo com a customização necessária pra cada um dos setores. E aí a gente tá falando de distanciamento social, limpeza, higiene pessoal, comunicação e monitoramento dos casos de contaminação, inclusive pra poder alimentar os sistemas da saúde, que precisam acompanhar o processo de abertura, pra garantir o controle, os níveis de contaminação, que sejam compatíveis com a nossa capacidade de atendimento de saúde. Na próxima tela, a gente tem aqui já um resultado desse trabalho, que é justamente a avaliação do que a gente chama de cri ticidade setorial, mais uma vez, aqui eu vou gastar um tempinho só pra explicar esse gráfico de pontos, na parte aqui de baixo, no eixo X ou no eixo horizontal, a gente tem um indicador de vulnerabilidade econômica, no eixo Y de criticidade do ponto de vista de emprego, lembrando que os três fatores por trás dessa análise são impacto da crise nesses setores, volume de emprego, capacidade de geração de emprego e informalidade, com esses três fatores e com essa análise, isso tudo foi, inclusive, baseado num trabalho que a FIPE, liderado pelo Eduardo Haddad, já vinha desenvolvendo no Governo do Estado de São Paulo, e que nós aproveitamos aí, tendo em vista a consistência técnica e a riqueza das informações produzidas, e nós conseguimos, então, plotar esse gráfica onde a gente consegue medir a vulnerabilidade de cada setor da econo mia. No total aqui a gente tem 67 setores, e listamos aqui os 15 setores que saíram dessa análise, como setores que estão mais críticos do ponto de vista de vulnerabilidade econômica, esses setores, eles têm um deparo, uma relação direta com os setores que os secretários ouviram ao longo das últimas semanas, pra que a gente, inclusive, garanta que todos os setores estejam inseridos nessa matriz e consigam, então, elaborar e trabalhar os seus protocolos, mais uma vez, no momento adequado e no momento que seja seguro. Esses setores, então, farão parte aí do trabalho, receberão foco especial, com nível de detalhamento muito maior, pra que a gente possa, mais uma vez, garantir essa saída, que seja uma saída gradual, que seja uma saída responsável, organizada, mas, acima de tudo, que ela seja efetiva do ponto de vista econômico, porque al ém de ser organizada, além de ser gradual, é necessário que neste momento a gente seja capaz de religar a economia com impacto, que seja o maior impacto possível do ponto de vista da produção, do ponto de vista do emprego. Aqui, as cores das bolinhas representam o nível de restrição à circulação, à atividade em si de cada um desses setores, lembrando, claro, que cada setor tem um conjunto de subsetores vinculados a ele. Mas o ponto que eu gostaria de ressaltar é que existem vários desses setores que, inclusive, estão abertos, do ponto de vista legal, serviços domésticos é um, a própria construção civil, infraestrutura são serviços que não têm, não existe nenhuma restrição legal pra que eles funcionem, mas existem, sim, restrições comportamentais, as pessoa s estão com medo, as pessoas estão mais restritas, porque elas próprias, hoje, tem dificuldade, ou tem receio de transitar, ou de irem trabalhar, ou de receberem pessoas nas suas casas. Então, e além disso, temos restrições também do ponto de vista operacional, como eu falei lá atrás, vinculado a transporte e educação. Então, é muito importante que trabalhemos essas três dimensões, e aí porque é tão importante que tenhamos indicadores de saúde adequados pra esse momento, pra que a gente consiga não só mexer nas questões legais, ou seja, flexibilizar as restrições legais, mas que a gente também consiga uma resposta positiva do ponto de vista das restrições comportamentais e das restrições operacionais. Lembrando que as operacionais são vinculadas a um contingente, a um potencial de aglomeração que é muito relevante. Então, todas essas coisas têm que ser coordenadas, tem que ser organizadas e acima de tudo compatibilizadas com os indicadores de saúde pra que a gente consiga, mais uma vez, o objetivo é primordial, que é o de salvar vidas e paralelamente garantir uma volta das atividades econômicas a um ritmo adequado, mas, acima de tudo, mais efetivo, pra que a gente encurte esse processo de retomada, de normalização dessas atividades ao final do processo. Eu acho que tem mais uma tela, eu passo pra Patrícia, né? Bom, então encerro aqui. Muito obrigada e estou à disposição dos senhores.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ana Carla Abrão, economista e coordenadora do Conselho Econômico. Antes de passar a palavra à Patrícia Ellen, queria lembrar que fazem parte dessa coordenação do Conselho Econômico, além da economista Ana Carla Abrão, os economistas Pérsio Arida, Eduarda Haddad e Alexandre Schwartsman, que estão nos assistindo no momento, e a vocês, muito obrigado também pelo apoio, pelo trabalho, pela dedicação, pela experiência dedicados a este programa do cham ado Plano São Paulo. E, ao lado deles, pelo Governo, participam Patrícia Ellen, que falará na sequência, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda, e o nosso vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia. Vou passar a palavra a você, Patrícia, vou pedir para agilizarmos um pouquinho, dado o fato de que já estamos aqui às 13h29. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Tenho quatro breves mensagens. A primeira, reforçando a importância desse trabalho colaborativo. Temos setores econômicos representados, mais de dez secretários atuando nesse diálogo, temos associações do setor social e também representantes dos funcionários. Fizemos uma série de reuniões com o vice-governador Rodrigo Garcia, também com o secretário João Octaviano, com representantes das centrai s sindicais, e vamos continuar nesse diálogo com eles também, tanto com as empresas quanto com os funcionários, porque os protocolos são implementados para proteger a vida das pessoas, para que a gente possa fazer essa retomada da forma mais eficiente possível.

A segunda mensagem é sobre a importância de dados e evidências, para que esse processo aconteça de uma forma efetiva e transparente para todos. Foi anunciada a criação do Sistema de Monitoramento Inteligente, o SIMI-SP, e agora nós já temos condições de ter informações disponibilizadas diariamente, que são críticas para essa tomada de decisões que está sendo feita também diariamente aqui. Nós temos informações sobre o sistema de saúde, casos, óbitos e leitos, que já estão disponíveis inclusive no site da Fundação Cead, cead.gov.b r/coronavirus. Temos todos os dados disponíveis por município e por região, por DRS, por Diretoria Regional de Saúde. São informações que são críticas para a nossa tomada de decisões, mas também para informação à população. Então é o convite para que autoridades públicas e a população tenham acesso a isso. E todos os dados de isolamento, professor [ininteligível] também deixou muito claro como isso é importante para que a gente se aproxime rapidamente do controle dessa pandemia e início da retomada econômica. Nós temos os dados de isolamento disponíveis no site do Governo, saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/isolamento. São informações que o sistema de monitoramento tem disponibilizado, que não existiam até alguns dias atrás. Na próxima tel a, nós trazemos aqui um anúncio muito importante também. Desde o início, temos destacado a importância de ser um governo municipalista, que dialoga com os setores econômicos e principalmente trabalha em parceria com os nossos prefeitos. Então, nós estamos aqui lançando hoje o nosso Conselho Municipalista, entre o Governo do Estado e Prefeituras, para pactuação das decisões. Nós temos aqui 16 prefeitos das cidades-sede de regiões administrativas, que o nosso secretário Marco Vinholi dialoga diariamente, junto com o governador e o vice-governador. Eles serão os líderes desse processo no Conselho Municipalista, junto com os secretários de Saúde e Desenvolvimento Econômico, que farão as pactuações das decisões, com a nossa contrapartida aqui, com o governador João Doria, o vice-governador Rodrigo Garcia, secre tários de Desenvolvimento Econômico Regional, Fazenda e Saúde, para que a gente possa fazer um processo de coordenação e agilização dessas decisões. E para terminar, governador, eu queria pedir licença para fazer um agradecimento ao senhor e ao Bruno Covas, pelo trabalho que tem sido feito de proteção de vidas. Domingo é Dia das Mães e eu falo aqui como mulher, como mãe de duas filhas, gêmeas, de cinco anos, como filha de uma mulher que é empreendedora, que é grupo de risco, que está em quarentena, eu não a vejo desde que a gente iniciou esse processo, apesar de viver, dela viver a dois quilômetros de distância aqui do Palácio. É um processo muito duro para todos nós. Domingo é Dia das Mães, mas eu queria agradecer todas as m ulheres, porque o trabalho que está sendo feito está sendo feito com muita liderança, com muita força das mulheres, que estão entendendo que a melhor forma de retomar a economia nesse momento é poupando vidas. Então, muito obrigada por todo esse espaço que vocês têm dado e pela firmeza nesse processo, que é tão difícil para todos nós.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Antes de passar ao Marco Vinholi, porque esse é um fato novo, a criação desse conselho... Se puder voltar o slide, por favor. Este Conselho Municipalista... Se pudermos voltar na tela o slide... Do qual seis prefeitos estão aqui presentes nesta tarde. Eu passo a palavra ao secretário de Desenvolvimento Regional. Vou pedir para voltar o slide, por favor. E peço que você, Marco Vinholi, faça o seu depoimento, porque voc&ecir c; é o representante municipalista dentro do secretariado de São Paulo. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, governador. O Governo do Estado pactua suas ações com os prefeitos. São 15 prefeitos, mais a capital, 16 prefeitos, portanto, formando o nosso Conselho Municipalista. Através disso, ampliar o diálogo, ampliar a pactuação das ações, conseguir fazer com que, cada vez mais, as ações, tanto de prefeituras quanto de Governo do Estado, sejam consorciadas, agregadas, regionalizadas e, através desse processo, a gente possa superar o períod o mais duro que nós vamos passar agora, em termos de saúde. Então, junto com os prefeitos que estão aqui hoje, Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto, Santos, Presidente Prudente e Araraquara, também vieram os prefeitos de Marília, Araçatuba, Barretos, São José do Rio Preto, Registro, São José dos Campos, Franca, Bauru e São Paulo. Com isso, nós teremos um comitê que vai se reunir semanalmente, e semanalmente trazendo pactuações e, cada vez mais, fazendo com que as ações conjuntas possam resultar em uma melhora nesse período, uma pactuação para o processo futuro do Plano São Paulo, em uma ação conjunta com os prefeitos do Estado de São Paulo. São Paulo é um estado municipalista, o governador João Doria se pauta por ações conjuntas e pactuadas. Eu acho que isso &eacut e; uma ampliação de um diálogo que vem acontecendo desde o início desse processo de combate ao Corona Vírus, mas que, nesse momento, atinge um patamar de pactuação permanente e constante, para poder entregar resultados para a população de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Mais uma vez, obrigado aos prefeitos que aqui estão ao nosso lado e que passam a compor esse Conselho Municipalista. Antes de ouvirmos o Henrique Meirelles, serão intervenções breves, quero registrar aqui um ponto destacado pela Patrícia Ellen e também pela economista Ana Carla Abrão, é a transparência. Este é um governo que adota a transparência absoluta em todas as informações. Primei ro, os portais do Governo do Estado permitem o acesso não apenas aos jornalistas, mas a qualquer cidadão brasileiro que possa, acessando a internet, ter as informações sobre tudo aquilo que fazemos no Governo do Estado, especialmente no combate ao Corona Vírus. Os dados são abertos, inclusive os programas de aquisição de EPIs, equipamentos, respiradores, medicamentos, tudo absolutamente aberto. E adicionalmente a isso, convidamos a Pricewaterhouse para fazer toda a auditoria das doações que são feitas, em produtos, serviços e dinheiro, para o Governo do Estado, um trabalho pro bono da Price, que é a maior auditoria do mundo. Convidamos também a Procuradoria-Geral, a PGE, que tem total independência e autonomia, para criar um grupo especial de fiscalização para todas as compras que são feitas pelo Governo do Estado de São Paulo, neste perí odo emergencial. Vamos agora à intervenção de Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Eu gostaria de, agora, na parte final, chamar a atenção de todos para alguns aspectos relevantes, que foram colocados, e o que impacta disso para a atividade econômica. Existe um equívoco, que está permeando diversos setores de opinião ou de poder no Brasil, de que é o isolamento social, ou a quarentena, ou o distanciamento social, qual o nome que se dê, que está causando a crise econômica. Não é, é o contrário, i sto é, a crise é causada pela pandemia. Isso parece óbvio, mas, no discurso de muitos e nas ações de muitos, inclusive de esferas de poder, estão exatamente agindo na direção contrária. Por exemplo, a economista Ana Carla Abrão apresentou os dados dos setores mais afetados pela crise. O setor mais afetado pela foi de serviços domésticos, está claro. Que não foi objeto de nenhuma restrição, no entanto, foi o mais afetado pela crise. Por quê? Pela preocupação das pessoas. Em resumo, o que afeta a economia, e aqui nós estamos falando do ponto de vista econômico, o que afeta a economia é a pandemia, não é as medidas para combater a pandemia. E o resultado das experiências já acontecendo em diversos países do mundo, de países que estão mais avançados na curva de contamina&cced il;ão, já passaram pelo pico e começam a cair. A atividade econômica ela começa a retornar depois que se passa o pico, e a pandemia começa a dar sinais, de fato, de estar controlada. O isolamento social, distanciamento, estamos chamando de quarentena, ele tem por finalidade é combater o mais eficazmente possível a contaminação. E consequentemente beneficia a economia. Experiências históricas mostram isso, de que em pandemias anteriores, em algumas regiões que foram afetadas diretamente pela pandemia, mesmo que não tenha chegado no Brasil de forma intensa, mostram que cidades ou estados, ou regiões, ou países que adotaram a quarentena com maior vigor, com maior rapidez, foram aqueles que se recuperaram mais rapidamente do ponto de vista econômico. Então nós temos que sim, fazer a extensão da quarentena da maneira mais rigorosa possíve l, disciplinada, não só para que a quarentena possa ser gradualmente liberalizada, porque uma das condições é o distanciamento social pelo menos, de 55%. Então é muito importante de que não só por isso, para que possamos liberar gradualmente, mas é por uma questão objetiva, econômica, isso é, quanto mais rápido for controlada a evolução dos casos, mais rápido sairemos da crise, mais rápido vamos recuperar os empregos, a renda e a rentabilidade, e a sobrevivência das empresas. Isso é muito importante para nós não invertemos o problema, porque nós estamos acostumados com crises que tiveram, ou raízes financeiras, como 2008, ou raiz fiscal, como 2015. Aqui não é uma raiz financeira, nem fiscal, nem econômica, a razão é a pandemia. Então nós temos que controlar a raz&a tilde;o. Isso falando de economia, sem nem mencionar o aspecto do direito básico do ser humano, que é a vida. Mas deixando claro de que esta é a melhor estratégia para que o estado de São Paulo venha a crescer o mais rápido possível, e tem que ser a estratégia para o país sair desta curva que está hoje, de contaminação, é começar a termos uma curva que leve o país a poder voltar à normalidade econômica. Um último exemplo, que temos agora, real, agora, atual, independentemente de experiência de outros países anteriores, etc., países que demoraram a adotar com rigor a quarentena, como é o caso do Reino Unido, eu vi hoje um relatório impressionante, do Banco Central inglês, do Bank of England, que diz que espera uma queda de produto de 14% no Reino Unido. Por quê? Porque demorou muito, o impacto na economia &e acute; maior. Temos que restringir, evidentemente medidas macroeconômicas para proteger o setor produtivo nesse período é necessário. Mas independente disso, quanto mais rigorosa, quanto mais disciplinada, quanto mais baseado em dados científicos, como as ações do governo de São Paulo, é melhor e mais rápido nós vamos vencer a pandemia, e em consequência vencer a crise econômica, esse sequenciamento é fundamental. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, ex-Presidente do Banco Central. Bruno, vou pedir licença a você. Dimas Covas, resgatamos o slide, e também os dois brevíssimos vídeos, o slide está aqui, e os dois brevíssimos vídeos, também pedindo a paciência dos jornalistas que aqui estão, e você que está nos acompanhando aí da sua casa, dada a importância da decisão que estamos tomando hoje, ela &eac ute; significativa no estado que lidera a economia do país, e que infelizmente lidera também a epidemia, São Paulo é o epicentro desta triste pandemia que se abate sobre o Brasil, a nossa coletiva vai ser prolongar um pouco mais, provavelmente até às 14h20min. Então eu peço licença, Bruno, e Dimas, para concluir a sua apresentação, são três informações muito significativas, chamo a atenção dos jornalistas também para isso. Por favor.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATAN: Então nessa apresentação nós temos os pré-requisitos que indicam a possibilidade da diminuição das medidas de isolamento ou afastamento social. O primeiro é a redução sustentada do número de novos casos por 14 dias, e ali estão os países que adotaram esse critério. E o segundo, a taxa de ocupação de leitos de UTI, inferior a 60%. Tanto um como o outro indicador depende da taxa de isolamento, e eu estou falando que minimamente no nosso cenário nós estamo s considerando 55% de isolamento, mas o ideal é que a gente tenha mais do que isso. O próximo são os dois vídeos que mostram a progressão da epidemia no estado e no município de São Paulo, eles são impressionantes, porque mostram exatamente que a epidemia está avançando em direção ao interior, de uma forma importante, ninguém será poupado desse vírus, essa é uma mensagem importante. E vocês veem lá o número de casos, como isso aconteceu muito rapidamente, esse espalhamento para o interior. E na sequência, o número de óbitos, que também é muito impressionante. Quer dizer, realmente é assustador essa progressão. Chegando no dia de hoje, e a terceira projeção é no município de São Paulo, mostrando uma parte muito interessante e dramática, que é o desloc amento da epidemia para as regiões periféricas, para os bairros aonde existe maior adensamento populacional, maior número de pessoas por metro quadrado, situações de infraestrutura de saúde mais complicadas, situações de acessos mais difíceis. Então esse vai ser o grande desafio, sem dúvida nenhuma, que nós vamos enfrentar nas próximas semanas. Se me permite uma última observação, governador?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATAN: Perguntam de casa por que nós não usamos máscaras, e eu só queria reforçar, nós usamos máscaras, retiramos a máscara apenas nesse momento que estamos falando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E depois recolocaremos. O uso de máscaras é obrigatório no estado de São Paulo, desde ontem, dia 7 de maio, em qualquer circunstância. Vamos agora, já que o último slide foi exatamente da cidade de São Paulo, ouvir o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Situações extremas, decisões extremas. A Prefeitura de São Paulo vai na mesma direção do governo do estado de São Paulo, de prorrogar a quarentena, o isolamento social pelo menos, até o dia 31 de maio, e tenho certeza, falo aqui também em nome dos prefeitos e prefeitas aqui presentes. Os números que a Secretaria Municipal de Saúde, a nossa vigilância sanitária nos trazem, são cada vez mais preocupantes. Só na cidade de São Paulo, entre mortes confirmadas e susp eitas, são 4.496. A lotação das UTIs municipais passa de 80%, sendo que em metade dos nossos hospitais a gente já chega a quase 100% de ocupação. Os casos vêm crescendo, com mais de 100 mil pessoas entre casos confirmados e suspeitos, um crescimento diário de quase 5 mil casos. O isolamento social atingindo os números mais baixos registrados, ficando na casa dos 47%, o que causou o maior índice de congestionamento desde o início do isolamento, na faixa de 52 quilômetros aqui na cidade de São Paulo, nos levando a decretar o rodízio de 50%, da frota todos os dias, demonstrando a necessidade de medidas cada vez mais duras. Em razão disso, como anunciado ontem, estamos ampliando em mil ônibus a frota municipal e vamos colocar mais 600 nos bolsões de reserva, mas a prefeitura espera n&atilde ;o precisar de nenhum deles, objetivo do rodízio é fazer com que as pessoas fiquem em casa, evitem de circular. Não há razão para ficar circulando pela cidade, cada deslocamento leva o vírus de um lugar para o outro. Temos que ficar em casa e sair somente quando for extremamente necessário. Da mesma forma que nós ampliamos o rodízio municipal, podemos reverter a decisão se o isolamento, aqui na cidade, voltar aos padrões de 60%. As medidas são sempre em razão da adesão da população, se elas cumprem as medidas, a gente pode falar em postura mais flexível, se elas descumprem, nós precisamos apertar. Tenho certeza que São Paulo vai entender, contribuir e colaborar. Eu queria agradecer aos paulistan os e paulistanas que têm feito um sacrifício pessoal para poder permanecer dentro de casa, são quase 6 milhões de pessoas que estão ficando dentro de casa, sabendo da importância do isolamento social, e isso tem nos ajudado a salvar vidas aqui na cidade São Paulo, nada menos do que 30 mil pessoas deixaram de morrer na cidade de São Paulo por conta do isolamento social. Esse é o nosso compromisso maior, defender a vida, proteger as pessoas, exercer o direito constitucional mais importante que é a proteção da vida humana. Desde ontem à noite, por conta da decretação do rodízio, passei a receber uma série de ameaças, agressões virtuais, intimidação de milicianos digitais, mensagens de WhatsApp indecorosas, e queria aqui dizer: não vamos retroceder nem um milímetro, porque as nossas decisões são decisões para salvar vidas; não vamos nos deixar intimidar, a prefeitura segue no caminho do bem, no caminho da defesa da vida, tudo que puder ser feito e estiver ao nosso alcance, será feito. É verdade que podemos errar e podemos acertar, vamos corrigindo as medidas erradas e tomando as medidas necessárias para poder salvar vidas e garantir, o mais importante nesse momento, que é o acesso da população mais vulnerável à saúde pública, a doença cresce, em especial, como foi mostrado aqui nas nossas periferias, e por isso estamos quadruplicando o número de leitos de UTI. Eram 507, estamos acrescentando mais 1.550, inclusive fazendo parcerias com o setor privado. Eu quer o agradecer aos hospitais privados que têm compreendido a importância desta parceria. Aliás, hoje, dia 8 de maio, é o dia mundial de homenagem à Cruz Vermelha, e a Cruz Vermelha foi exatamente a nossa primeira parceira a abrir novos leitos, mas eu quero, mais uma vez, agradecer também ao Hospital do Rim, à Beneficência Portuguesa, ao Hospital Oswaldo Cruz, à Santa Marcelina, ao Santa Isabel, ao São Luiz Gonzaga, à Santa Casa de Santo Amaro, aos hospitais Leforte e Santa Cruz pela generosidade de atender ao chamamento da prefeitura. E queria, mais uma vez, convidar os outros hospitais privados para que se sensibilizem pela causa pública. Juntos, nós vamos garantir a vida de cada cidadão e o direito de lutar pelo atendimento médico adequado e digno. Vamos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para n& atilde;o repetir, na cidade de São Paulo, o que a gente viu em cidades, inclusive mais ricas, como é o caso de Nova York. Aqui, em São Paulo, nós sentimos por cada vida perdida, por cada história interrompida, por cada família que perde um ente querido e, especialmente, aqueles que perderam as mães para a Covid-19 e as mães que perderam seus filhos e filhas, porque apesar do vírus afetar os mais idosos, a gente já tem 25% dos óbitos com pessoas com menos de 60 anos de idade. Domingo será um dia das mães diferente, um dia de distância com menos abraços e beijos, mas com o mesmo carinho e proteção. Que o espírito de proteção das mães nos inspira, que a preocupação das m& atilde;es com a saúde dos seus filhos nos sirva de lição para que a gente se preocupe com a saúde de todos. Agora é hora da verdade, é hora de mostrarmos que a sociedade que queremos, a sociedade que queremos verdadeiramente ser. São Paulo escolheu a vida e não aceita a falsa contradição entre vida e economia, o trabalho é a realização do homem e da mulher, mas só trabalha quem está vivo e com saúde. Serão dias difíceis nas próximas semanas, vamos nos manter firmes no nosso propósito de preservar vidas. Usem máscaras, protejam uns aos outros e, por favor, fiquem em casa. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Vamos agora às perguntas, presencialmente, começando pela TV Record, com você, Daniela Salerno. Daniela, obrigado pela presença, obrigado também pela paciência, a primeira pergunta será formulada por você, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, a gente está nesse momento de grande ocupação de leitos de UTI, em todo o estado e, principalmente, aqui na grande São Paulo, e justo nesse momento vem a informação de problemas com a chegada do primeiro lote de respiradores comprados da China, que chegariam nesse sábado. Gostaria de entender como que o governo de São Paulo recebeu essa notícia, qual o plano para garantir que chegue em tempo diante da urgência da situação. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado pela pergunta. Não é um problema diferente do Governo Federal, o próprio... o novo ministro Nelson Teich falou isso ontem na coletiva de imprensa, que também o Governo Federal teve problema com a aquisição e a chegada de equipamentos, respiradores contratados e pagos, exatamente como é o caso de São Paulo. Também não é diferente do que aconteceu em vários outros países... as mensagens, as informações são reportadas pelos veícul os de comunicação. É, talvez hoje, o produto mais requisitado em todo o mundo, são os respiradores. 213 países estão nesse momento combatendo coronavírus, em todos eles os respiradores salvam vidas, então há uma disputa mundial, o que aumentou o preço e diminuiu a oferta. Nós já estamos dialogando com a China, nós temos um escritório em Xangai e isso tem nos ajudado também a facilitar o diálogo com os fornecedores chineses. Já foi restabelecida uma nova... um novo cronograma para a entrega desses respiradores, não na velocidade que nós desejávamos, mais uma parte considerável até 30 de maio e a segunda etapa no mês de junho. Autorizei também o nosso vice-governa dor e secretário de governo a buscar outras fontes que pudessem ser utilizadas, sejam aquelas aqui no Brasil, desde que com autorização do Ministério da Saúde, porque houve ainda na gestão do ministro... do então ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, a determinação para que os fabricantes nacionais apenas fornecessem para o Ministério da Saúde, e isto evidentemente dificultou o acesso de municípios e estados a produção nacional. Mas orientei o vice-governador Rodrigo Garcia a buscar outras fontes também aonde for necessário e pelo preço que for necessário. Para salvar vidas nós correremos todos os riscos necessários para comprar respiradores e colocá-los aqui para salvar vidas. Vamos a próxima pergunta. Jornal Estado de São Paulo, jornalista Túlio Kruse. Túlio, obrigado pela presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

TÚLIO KRUSE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. O Dr. Dimas Covas nos informou que a abertura gradual da economia e dos serviços depende da redução sustentada do número de casos por 14 dias na taxa de ocupação das UTIs em 60%, e que esses dois índices dependem da taxa de isolamento social. Agora, o governo sabe em quanto tempo essas condições podem ser atingidas caso o nível de isolamento atual abaixo de 50% continue o mesmo? E pra atingir essa meta de isolamento social maior existe a possiblidade de que a restrição aumente ain da mais?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Túlio. Pergunta bastante importante. Eu vou começar a responder e divido com Dimas Covas e com a Patrícia Ellen. Com a saúde, com a ciência e também com a economia. Nós não descartamos, e já respondemos isso na última quarta-feira, nenhuma outra medida mais restritiva, ela não está sendo aplicada no momento, nós não estamos propondo lockdown, não há esse protocolo eminente, mas ele não está descartado. Quero deixar isso bem claro, o Bruno Covas já se referiu a isso também na outra entrevista coletiva. Nós esperamos que isso não tenha que ser praticado, mas pra isso vamos depender muito de vocês que estão em casa nos assistindo, nos ouvindo, nos acompanhando ou nos lerão nos jornais eletrônicos e impressos para que sigam o isolamento e sigam a orientação de permanecerem em casa e usarem máscaras constantemente. Não saírem, se tiver uma necessidade emergente e essencial de sair, não sair sem uso da máscara. Eu passo agora a palavra ao Dr. Dimas que pode falar complementando a questão do jornalista Túlio Kruse, e depois a Patrícia Ellen.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado. Bem, os dois índices são dependentes da taxa de contágio, quer dizer, quando nós falamos: olha, é necessário pelo menos 55% de afastamento social, é porque esse é a variável que interfere na taxa de contágio. Então, quanto mais alto for o isolamento social, menor a taxa de contágio, mais rapidamente nós controlamos a epidemia, né? E o caso inverso, quer dizer, quanto menos nós obedecermos aí o afastamento social maior será a taxa de contágio. E, portanto, mais grave é a epidemia, né, e mais tempo também vai durar porque ela vai ter reflexos imediatamente no sistema de saúde. Data, o governador colocou muito bem, quer dizer, nós não temos bola de cristal, nós olhamos os dados dia a dia e com esses dados é que nós fazemos as orientações para a tomada de decisões.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Complementando, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tão importante quanto monitorar a taxa de isolamento e entender como é que é o nosso processo de retomada, todos os países do mundo, inclusive, estão fazendo isso. Eles colocam a partir do dia que nós tivemos o comportamento da pandemia controlado, né, em geral entre 7 e 14 dias, alguns países chegam até 21 dias desse, dessa situação controlada, a partir daí então esse controle é dado pela saúde, a economia entra em jogo fazendo o quê? A retomada faseada. E pra isso nós estamos nos preparando. Os últimos dez dias, como a economista Ana Karla colocou, foram de extremo trabalho com setores produtivos. E uma coisa que está sendo feita é exatamente como esses protocolos de segurança vão ser implementados. Porque esse ponto é importante, a gente não vai voltar à normalidade enquanto estivermos convivendo com o Covid. Retomando as atividades, nós vamos ter que fazer essas atividades de uma forma diferente, por isso que esse trabalho de protocolos é tão importante. E nós estamos nos preparando pra isso, com o ok da saúde nós conseguimos entrar rapidamente. E até agradecer ao secretário Sérgio Sá Leitão que trouxe essa inovação do planejamento semanal, inclusive de escutas setoriais. Nós estamos fazendo isso com um trabalho de referências internacionais, mas o trabalho de protocolos e o retorno faseado está sendo feito em colaboração com setores produtivos. E a ideia é que a gente termine esse manual de protocolos já nos próximos dias com a validação da saúde e dos setores econômicos pra gente iniciar essa implementação de protocolos e estarmos preparados para o retorno rapidamente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Túlio Kruse, do jornal Estado de São Paulo, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora a TV Bandeirantes, jornalista Rodrigo Idalgo. Idalgo, obrigado pela sua presença mais uma vez. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

RODRIGO IDALGO, REPÓRTER: Boa tarde ao senhor, boa tarde a todos. O senhor falou agora pela primeira vez sobre a possibilidade do lockdown. Eu queria... o que é que é preciso pra que isso aconteça? Os índices já foram falados aqui, um relatório do Imperial College de Londres diz que medidas mais duras precisam ser adotadas no Brasil. O Partido dos Trabalhadores diz que vai entrar na Justiça pedindo lockdown em São Paulo. Queria saber o que é que é preciso pra que essa medida radical seja adotada. E se me permite uma permite uma pergunta tamb&eacu te;m para o prefeito, em relação ao rodízio, questionamento do Ministério Público em relação a essa medida, e se existe algum estudo... quanto poderia aumentar o índice de isolamento social com a redução da metade... do número de veículos a partir de segunda-feira na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rodrigo Idalgo, obrigado pelas perguntas. Obviamente vou compartilhar com Bruno Covas e também com comentários da saúde do Dr. José Henrique Germann. Primeiro, não há nenhuma relação de política com saúde, com todo respeito ao partido que pretende solicitar isso, seja qual for, não é uma questão partidária nem política, é uma questão de saúde e de ciência. E São Paulo, felizmente tem dado um exemplo de boas pr&a acute;ticas e de obediência a ciência e a saúde. Aqui nós respeitamos a orientação da ciência e respeitamos o direito à vida das pessoas. Eu volto a repetir, nesse momento nós não temos o protocolo do lockdown para ser praticado, e acreditamos que as medidas que estão sendo adotadas, a ampliação da quarentena, as medidas municipalistas entre as quais a da maior cidade do país como já mencionou o Bruno Covas, relativamente a restrição de veículos, a vigilância sanitária e principalmente a consciência das pessoas podem ser suficientes para atender a necessidade da saúde e da ciência conforme já exposto pelo Dr. Dimas Covas, inclusive com a ajuda de gráficos. Se isto não ocorrer, evidentemente outras medidas poderão ser adotadas. Aqui nós não fugimos as responsabilidades. Eu vou ouvir agora o Dr. Germann sobre esse tema rapidamente, e aí voltamos ao Bruno pra responder a segunda pergunta que você fez.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo e a todos. Exatamente a questão da aplicação de uma situação extrema como esta é justamente o inverso daquela equação que foi colocada aqui pelo professor Dimas onde o tempo de... a taxa de isolamento vai trazer gradativamente uma diminuição do número de casos novos por dia e a diminuição da porcentagem de ocupação dos leitos de UTI. Quando isso acontecer o contrário é a hora que voc&e circ; não consegue mais atender as necessidades da população e aí você precisa provocar, de fato, o fator principal que é aquele que determina o aumento do número de casos e a lotação do número de leitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann. Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DE SÃO PAULO: Primeiro em relação ao questionamento do Ministério Público, a coisa mais corriqueira que tem na Prefeitura de São Paulo. São centenas de questionamentos respondidos mensalmente, tanto do Ministério Público quanto do Tribunal de Contas do município, em relação a esse inclusive responder colocando um estudo da Unicamp que o próprio Ministério Público utiliza pra processar os prefeitos que têm tomado as medidas de relaxamento do isolamento social. Então nenhum problema res ponder a esse questionamento feito pelo Ministério Público. A ideia da Prefeitura é que a gente volte a ter os mesmos índices que a gente tinha na cidade quando se iniciou o isolamento social, eram as mesmas regras de hoje e a gente tinha muito mais gente ficando dentro de casa. O que se percebeu ao longo dos últimos dias é que mantidas as mesmas restrições a gente teve uma ampliação de circulação de pessoas pela cidade de São Paulo. Só pra dar um dado, a gente tem 9 milhões, a gente tinha antes da pandemia, 9 milhões de passageiros/dia nos nossos ônibus municipais. Nós chegamos a ter uma redução de 80% no número de passageiros. Na semana passada isso ficou em 68%, 69%, ou seja, se antes eram 80% com as mesmas restrições que a gente tem hoje, por que voltou a 32% o número de passageiros. Então, a ideia d a prefeitura é dificultar a circulação de pessoas. O que se percebeu com a liberação do rodízio é que, na verdade, isso foi um indutor para as pessoas poderem circular pela cidade de São Paulo. E agora, com o rodízio, se espera estabelecer exatamente o oposto.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Obrigado, Rodrigo. Vamos agora ao SBT, jornalista Fábio Diamante. Fábio, boa tarde, obrigado pela paciência, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, a minha pergunta é em relação ao interior. Ontem, na entrevista coletiva com o secretário da Saúde e o Dr. Dimas, eles demonstraram uma projeção de que, até o fim de maio, mantendo esse ritmo, todos os municípios de São Paulo terão casos da Covid-19. E os números de lotação já das UTIs e de hospitais do interior já é bastante expressivo. Eu queria saber qual é a expectativa do sistema de saúde para o interior, e se, nesse ritmo, se não houver uma redução rápida, se o risco de um colapso do sistema de saúde do interior, ele é muito mais forte. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, obrigado pela sua pergunta. Eu vou pedir ao Dr. Dimas, na condição de coordenador, agora coordenador, enquanto o Dr. David Uip se recupera da sua saúde, que possa responder e, se necessário, com comentários do Dr. Esper Kallás. Por favor, Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, Fábio. É exatamente, esse é o cenário, quer dizer, se não houver uma maior aderência ao isolamento social, a curva, ela vai subir rapidamente e vai suplantar a capacidade instalada, principalmente de UTIs, quer dizer, isso é o que nós modelamos nesse momento. Nós temos que ter uma sintonia fina, para não perder o controle dessa velocidade de subida da curva. Quer dizer, se nós não implementarmos medidas efetivas de afastamento, e essas medidas, elas têm que ser homogêneas em todo o estado, quer dizer, ninguém está protegido. Se a cidade não tem grande número de casos hoje, daqui duas, três semanas, ela começará a transmitir, efetivamente, esse vírus, e aumentará rapidamente o número de casos. Então, nesse momento, a adesão às medidas que já foram anunciadas e que foi melhor, e hoje piorou muito, é o maior risco que nós corremos, porque certamente nesse ritmo nós vamos ter o nosso sistema de saúde prejudicado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Dr. Esper, quer fazer algum comentário, por favor?

DR. ESPER KALLÁS, PESQUISADOR E PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE MOLÉSTIAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: As medidas para achatamento de curva têm duas finalidades. Primeiro, reduzir o número de casos, evidente, que você vai ter menos gente doente. Mas a segunda é para não ultrapassar o limite de leitos que você tem na UTI, para absorver os casos graves. Por que isso é importante? Porque você, quando consegue absorver todo mundo na UTI, você tem uma taxa de mortalidade. Na hora que voc&ecirc ; não consegue mais, a taxa de mortalidade sobe. Na hora que ela sobe, você tem diferenças, por exemplo, que se viu na Alemanha versus o que se viu na Itália, onde a capacidade deles extrapolou e muita gente, infelizmente, acabou morrendo por falta de assistência. Então, todas essas medidas, elas têm em comum esse objetivo, de preservar esses dois lados da história.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Esper Kallás. Obrigado, Fábio Diamante. Vamos agora à jornalista Maria Manso, da TV Cultura. Maria, obrigado pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. A gente teve a informação de que Brasília, através do Ministério da Saúde, não está liberando ajuda financeira, nem para São Paulo, nem para o Rio de Janeiro. O próprio Dr. David Uip, na terça-feira, na última entrevista que ele participou, ele fez um apelo, ele disse ao Ministério que São Paulo estava precisando dessa ajuda financeira e também dos novos leitos para agora, e não para agosto. Eu queria saber em que medida esse não repasse está agravando a situaç&at ilde;o em São Paulo, principalmente no número de mortos pela falta de leitos. Uma outra informação extraoficial é que, no Hospital das Clínicas, 60% dos pacientes teriam sido contaminados, porque são pessoas que precisaram sair de casa para conseguir dinheiro para comprar comida, ou seja, são pessoas que estão precisando de ajuda, de assistência social ainda. Como resolver isso?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, primeira pergunta eu respondo e a segunda o Dr. José Henrique Germann, que poderá comentar também sobre a primeira. Nós tivemos uma reunião virtual com o novo ministro da Saúde, o Dr. Nelson Teich, com a participação do secretário da Saúde do Estado de São Paulo, aqui ao meu lado, José Henrique Germann, com a participação também do então coordenador do Comitê de Saúde, Dr. David Uip, e o nosso vice-governador Rodrigo Garcia. Ficou c lara as nossas demandas, aliás demandas que outros estados do país também formalizaram ao novo ministro, mas quero lembrar a todos, em especial ao Ministério da Saúde e ao seu novo titular, que o epicentro desta pandemia é São Paulo. Não é uma questão política, é uma questão de saúde pública e de vida, e de proteção de vida. Eu pedi ao secretário Germann que oficiasse novamente hoje ao ministro. O Governo Federal gosta sempre de formalidades, vamos segui-las, para cobrar ajuda financeira, leitos, EPIs e respiradores, que foram os quatro temas da nossa pauta com o ministro Nelson Teich, no início da semana passada. E eu espero que ele possa atender, lembrando que o epicentro de toda esta pandemia é São Paulo. E quero registrar respeitosamente ao ministro e aos membros do Governo Federal que, se estas solicitações, que foram serenamente, equilibradamente elencadas pela área da Saúde, não houve nenhum exagero, nenhuma colocação acima daquilo que é necessário, nós saberemos adotar as medidas que forem necessárias. Eu espero que isso não aconteça e que o ministro seja republicano, como demonstrou na reunião, e cumpra o compromisso com São Paulo. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Ainda durante o mandato do ministro Mandetta, foi feito, junto com os demais estados, quais eram as necessidades... Desculpa. E, de acordo com aquilo que o Ministério tinha como possibilidade de adquirir e, enfim, fornecer para os estados, um elenco que nós colocamos respiradores, monitores, testes rápidos, material para testes do... Desculpa, eu esqueci. PSP... PCR, e também 100 respiradores, era a nossa cota dentro deste remanejamento de compras que o Ministério da Sa&uacut e;de iria fazer. Agora, com o novo ministro, nós já reiteramos duas vezes, uma inclusive junto com o governador, mandamos um ofício, hoje foi outro ofício. E estamos aguardando para ver qual será a resposta do Sr. Ministro. Ontem, numa coletiva, ele falou que a compra de respiradores não deu certo, então vamos ver qual será a solução que ele poderá dar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E a pergunta do Hospital das Clínicas, da jornalista Maria Manso.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, sim, a questão social, é isto, né?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, a chegada... A questão social ela já sabe, todos já sabem, nós estamos fazendo um esforço gigantesco, comprando 1 milhão de cestas de alimentos solidárias, a secretária Célia Parnes está aqui presente. É o maior volume de aquisição de cestas básicas de saúde, para atender famílias com quatro pessoas, por 30 dias. A distribuição já começou em São Paulo, exatamente para as áreas menos favorecidas, ond e há pobreza e extrema pobreza. Ela se referiu à chegada de pessoas ao Hospital das Clínicas, como eu desconheço a informação, não sei se o secretário tem ou, se não tiver, vamos apurar para poder informar.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Já me lembrei, que eram pessoas que estavam indo para o Hospital das Clínicas porque não tinham a possibilidade de se alimentar. Eu desconheço isso também, acho que o Esper Kallás, que é do Hospital das Clínicas, também desconhece. Então, vamos apurar, vamos ver exatamente do que você está colocando, para conseguir uma resposta, mas eu não tenho essa notícia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos apurar, Maria Manso, e vamos informar a você e às pessoas, não só aos telespectadores da TV Cultura como à população de São Paulo. Vamos agora à antepenúltima pergunta, é da CNN, jornalista Marcela Rahal. Já lembrando que a próxima será virtual, será da Tatiane Calisto, da Tribuna, e a última pergunta do William Cury, da TV Globo e GloboNews. Então, nesse momento, Marcela Rahal, da CNN. Obrigado pela sua presença, sua pergunta, por f avor.

REPÓRTER: Olá, boa tarde, boa tarde a todos. Bom, sem medidas restritivas mais duras, como garantir que as pessoas fiquem em casa, uma vez que as taxas de isolamento social estão abaixo de 50% a mais de duas semanas, com exceção dos feriados e domingos, e se existe a possibilidade de um endurecimento antes do dia 31. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcela, resposta é sim, existe, se não obtivermos uma resposta correta, não apenas a resposta das pessoas, no isolamento social, são os três itens que foram apresentados aqui, a capacidade de atendimento hospitalar, principalmente com os respiradores, as UTI's, e também a evolução da pandemia, no âmbito de infectados e de óbitos em todo o Estado de São Paulo, não apenas na capital, na região metropolitana, mas igualmente no interior e no litoral, esses são os três fatores que serão analisados diariamente pelos dois comitês, o comitê de saúde, prioritariamente, e complementarmente o comitê econômico. Se houver necessidade de endurecimento, eu vou aqui reproduzir as mesmas palavras que o Bruno Covas tem dito, como prefeito da maior cidade do país, adotaremos, aqui, o nosso compromisso é salvar vidas, e se necessário, pra salvar vidas, tivermos que fortalecer medidas ou endurece-las, como você colocou, assim o faremos, ao longo dos próximos dias nós saberemos, mas sempre esperando e pedindo às pessoas que respeitem as suas próprias vidas e as vidas dos seus familiares e amigos, fiquem em casa. Bem, vamos agora a próxima, que é virtual, Tatiane Calisto, obrigado pela sua paciência, passo a palavra a você, a Tatiane é jornalista do Jornal A Tribuna de Santos. Tatiane.

TATIANE CALISTO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber se regiões metropolitanas, como a baixada santista, ou outras localidades com altos índices de Covid-19 ou de ocupação de leitos, vão ter alguma prioridade em relação a recursos materiais ou profissionais pelo estado, até por conta do anúncio do novo comitê municipalista feito hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Vou dividir a resposta com o Dr. Germann, e se necessário com comentários do Dr. Dimas Covas. A resposta é sim, aliás, o prefeito de Santos tá aqui presente conosco, Paulo Alexandre, circunstancialmente, coincidentemente, nós, agora com o conselho municipalista, isso se fortalece, faz com que a velocidade das informações e a troca experiencial seja mais rápida, não apenas com os 16 integrantes, mas a representatividade que eles possuirão em relação a todos os demais municípios, desde o Bruno Covas, aqui na capital, até a região metropolitana, interior e litoral. Isso deve agilizar processos, informações e medidas também a serem adotadas. Lembrando que o Dr. Geraldo Reple, que aqui está, foi o 16º integrante do comitê de saúde, ele é médico e secretário de saúde da prefeitura de São Bernardo do Campo, foi convidado exatamente pra representar no comitê de saúde a visão municipalista. Então, todo apoio será oferecido, evidentemente dentro da capacidade que o Governo do Estado de São Paulo dispuser. Comentário, Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sempre fizemos isso dentro dos princípios do governo municipalista João Doria, que, por causa disso, cria agora, no Covid, este conselho. Foi feita uma distribuição de recursos para as cidades de maior, 100 mil habitantes, e depois pras cidades de menos de 100 mil habitantes, e todos os outros apoios que as cidades necessitam, nós estamos presentes, né? Temos uma série de regiões, em todo o Estado de São Paulo, onde nós estamos atuando, principalmente no senti do não de privilegiar, mas sim de equalizar, do ponto de vista inclusive do Covid, né, que ele vai chegar lá, então, nós temos que nos preparar também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann, sem querer alongar, mas respeitando a qualidade da informação, Tatiane, eu vou pedir ao secretário Marco Vinholi, que tá aqui presente, o Vinholi é nosso secretário de desenvolvimento regional, ele é que tem a responsabilidade também do diálogo permanente com prefeitos, ele fará parte desse conselho municipalista, pra que o Vinholi possa mencionar a você e a todos que estão nos assistindo, qual o valor do investimento já feito pelo Gover no do Estado, monetariamente, com recursos que foram repassados para as prefeituras do interior de São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, governador, aproveitar essa resposta pra cumprimentar a imensa maioria dos prefeitos de São Paulo, que têm junto aqui com o Governo do Estado, feito um trabalho pra salvas vidas, assim ocorre também na baixada santista, no última dia 30 de março foram 310 milhões de reais investidos nos municípios do Estado de São Paulo, na baixada santista mais de 17 milhões reais, impactando em uma região que tem uma faixa de idade superior do Estado de São Pau lo, lá em Santos, por exemplo, é 22%, e a média do estado é 15%, portanto, uma população de risco maior do que aqui na média estadual. O Governo do Estado de São Paulo vai poder, com o conselho municipalista, como disse o governador João Doria, tratar as regiões de forma mais heterogênea e também avaliar, junto com os prefeitos, o avanço dessas medidas, o Estado de São Paulo não faltou e não faltará com seus municípios através de aporte de recursos, de apoio e de pactuação de ações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi. Tatiane, muito obrigado pela sua participação, em nome do Jornal a Tribuna de Santos, muito obrigado. Vamos agora a última pergunta, também agradeço paciência, a última pergunta de hoje, é da Tv Globo, Globo News, do jornalista William Cury. Will.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde. Tudo bem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Tenho duas perguntas hoje, uma pro prefeito Bruno Covas, sobre, porque desde o início da quarentena, a medida mais dura de restrição foi apresentada ontem pela prefeitura, que é com a volta do rodízio em novo modelo, que é pra estimular, né, ou pra tentar evitar que muita gente saia de casa, e que as pessoas fiquem em casa, mas tem gente que tem que sair, não tem alternativa, e não vai, realmente, ter alternativa de sair de carro, e vai ter que utilizar o transporte público, já foi pensado, já foi estudado so bre a lotação que pode haver nos ônibus e também nos trens e metrô em razão desse rodízio em novo modelo que foi anunciado ontem pela prefeitura, pra começar a partir de segunda-feira? Isso não pode atrapalhar um pouco mais a situação em relação a transmissão do novo coronavírus? E a outra pergunta é em relação a rede privada, qual que é a taxa de ocupação da rede privada no Estado de São Paulo, hoje também aqui na capital, sei que vocês anunciaram que pediram já as informações pros hospitais privados, pra que eles compartilhem as informações, e o estado planeja, a prefeitura pretende pegar até 800 leitos da rede privada, mas eu queria saber qual que é a taxa de ocupação de leitos, hoje, na rede privada e se tem esse espaço mesmo pra ceder leit os pra rede pública. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obviamente, vou passar as duas perguntas ao Bruno Covas, que se precisar, evidentemente, compartilhará com Edson Aparecido, secretário da saúde do município.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A segunda parte, sobre a questão dos leitos da rede privada, vou pedir depois pro secretário Edson Aparecido apresentar os números mais recentes. Em relação ao rodízio, primeiro, poderia lembrar que durante essas últimas semanas, a gente viu várias empresas que estavam fazendo home office, voltarem a exigir a presença dos seus funcionários dentro da empresa, então, é importante lembrar da importância do home office como uma alternativa que tem se mostrado válida durante esse período. Nós, sim, verificamos a possibilidade de ampliação do número de pessoas nos ônibus, razão pela qual estamos ampliando já na segunda-feira mais mil ônibus em circulação, e mais 600 ficarão nos bolsões, caso os fiscais da SP Trans verifiquem alguma linha com alguma superlotação. E importante lembrar que agora, já de algum tempo, já era exigido, dentro do transporte público, a utilização de máscara, né, os ônibus que rodam com pelo menos uma pessoa sem máscara, são multados em três mil reais por dia, aqui na cidade de São Paulo. Então, primeiro, a gente passou pela fase de obrigar a utilização de máscara dentro dos ônibus, depois isso foi ampliado pra toda população, e isso agora dá tranquilidade pra que a gente possa voltar o rod&i acute;zio. Mas volto a dizer, a intenção do rodízio não é fazer com que as pessoas deixem o carro pra poder utilizar o transporte público, a intenção é que as pessoas deixem o carro pra poder ficar dentro de casa e somente situações extremas, somente situação de extrema necessidade, quando não é possível fazer home office, aí, sim, circular dentro da cidade de São Paulo. Tanto o rodízio é pela questão da saúde, que todo recurso arrecadado pela prefeitura com as multas de rodízio serão utilizados no combate ao coronavírus, né, todo recurso, é importante frisar isso, não se trata de uma questão arrecadatória pra poder aumentar o fundo de multas da cidade de São Paulo, todo recurso é destinado no combate ao coronavírus, e caso a cidade volte a apresen tar índices na faixa de 60% de isolamento social, a gente vai estudar a suspensão do rodízio.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, nós temos já instalados na rede aqui do município 765 leitos de UTI nos nossos hospitais públicos, devemos chegar, como disse o prefeito no início da coletiva, a 1.480 leitos até o final do mês de maio. Nós iniciamos o processo de contratação dos leitos privados em função da pressão que os hospitais nossos tiveram nos últimos dez dias. Contratamos já 108 leitos nesses sete hospitais que o prefeito disse também no início da coletiva, a um valor de 2.200 reais. A avaliação que nós fizemos, nós temos 107 hospitais, dos 247 hospitais privados que temos na cidade, 4.000 leitos de UTI, nós também estimamos que possamos, que esses hospitais tenham algo em torno de 20% de leitos disponíveis para esta contratação, portanto, 800 leitos, e imaginamos contratar, até o final de maio, início de junho, 500 leitos de UTI na rede privada, pra complementar o trabalho de implantação dos leitos de UTI na rede pública.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Edson Aparecido, secretário municipal de saúde, obrigado prefeito Bruno Covas, obrigado William Cury, jornalista da TV Globo, Globo News. Queria pedir desculpas por termos alongado um pouco mais a coletiva de hoje, são 14 horas e 30 minutos, mas a razão se justifica. Eu queria, ao finalizar, agradecer, mais uma vez, a cooperação da população do Estado de São Paulo, os brasileiros de São Paulo, a consciência de que o isolamento social é a & uacute;nica vacina que nós temos para proteger vidas, pedir que vocês continuem em casa e pedir que vocês protejam as suas vidas e dos seus familiares, e ao desejar feliz dia das mães, às mães e às famílias neste domingo, sobretudo aqueles que ainda têm as suas mães ao seu lado, pra que protejam a vida das suas mães, protejam a vida dos seus familiares, usem máscaras e fiquem em casa. Muito obrigado. Boa tarde.