Coletiva - Governo de SP reúne ex-presidentes para ressaltar importância da vacinação 20212501

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Coletiva - Governo de SP reúne ex-presidentes para ressaltar importância da vacinação 20212501

Local: Capital - Data: Janeiro 25/01/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, muito boa tarde. Mais uma vez grato aos jornalistas que aqui comparecem à essa coletiva de imprensa. Hoje, segunda-feira, 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo. Queria agradecer também são cinegrafistas, fotógrafos técnicos, e também aos inúmeros jornalistas que estão nos acompanhando agora pela televisão, e que participarão também desta coletiva. E os que estão sintonizados pelas imagens da TV Cultura, da CNN Brasil, da Globo News, da Record News, e da Band News, todos transmitindo ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Quero começar agradecendo a presença honrosa, e que nos dignifica, do Presidente Fernando Henrique Cardoso, que está aqui ao nosso lado hoje presencialmente nessa coletiva. E agradecer também a presença de dois outros Presidentes da República, que já estão em tela aqui, participando virtualmente, o Presidente José Sarney e o Presidente Michel Temer. Sobre os Presidentes vou me referir na sequência. E pedir, presados Presidentes, que a ciência também estivesse aqui conosco nos acompanhando nessa coletiva, como sempre fizemos, essa é a centésima sexagésima sexta coletiva de imprensa que realizamos sobre a COVID-19 aqui no Palácio dos Bandeirantes, sempre, Presidente Fernando Henrique, em obediência à transparência, o respeito à informação, o respeito à liberdade de imprensa, e o respeito principalmente à gravidade desta pandemia. Aqui ao nosso lado estão Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, médico infectologista do Hospital Emílio Ribas. João Gabbardo, médico, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão de Luiz Henrique Mandetta, e hoje, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. Doutor Paulo Meneses, médico, coordenador do comitê do centro de contingência do COVID-19, desde o dia 26 de fevereiro, quando foi constituído esse comitê, naquele momento sob liderança do doutor David Uip, a quem transmito um carinhoso abraço, eu sei que ele está nos assistindo nesse momento. assim como os outros 17 membros, são 20, nós temos três membros aqui presentes, e outros 17 médicos epidemiologistas, infectologistas que compõem esse centro de contingência, e que determina, orienta todas as ações do governo do estado de São Paulo, desde o início da pandemia. E a doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora do controle de doenças infecciosas da Secretaria de Saúde, é a coordenadora do Plano Estadual de Imunização, em São Paulo, ela está à esquerda do Presidente Fernando Henrique, à direita de vocês que estão nos assistindo. E ela tem mais de 20 anos de atuação na Secretaria de Saúde, e também coordena o Plano Nacional de Imunização em São Paulo. Ela também representa hoje o doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, que está em viagem à sua cidade natal, que é Ribeirão Preto, dado ao fato de que hoje é feriado aqui na capital de São Paulo. Eu vou pedir aqui o depoimento de três Presidentes da República, que dignificaram com os seus mandatos a conduta do país ao longo do período em que presidiram o Brasil, o primeiro a falar, a quem devo, além de agradecimento, devo o convite, Presidente Fernando Henrique, à minha primeira ação pública, como funcionário público, foi a convite do Presidente José Sarney, eu tinha 24 anos de idade, e fui por ele convidado para ser presidente da Embratur. O Presidente teve a coragem de convidar um jovem com essa idade para cumprir uma missão pública quando ele foi Presidente da República do Brasil. O Presidente José Sarney, que vai falar agora, é advogado de formação, escritor, integrante da Academia Brasileira de Letras, e foi Presidente do Brasil por cinco anos, de 15 de março de 1985 à 15 de março de 1990. O Presidente José Sarney tem 90 anos, ele está resguardado em sua casa em Brasília, felizmente passa muito em, ao lado de sua esposa, dona Marli. E ao Presidente José Sarney dirijo agora a palavra, pedindo que ele se manifeste. Lembrando que hoje o objetivo do nosso encontro não é um encontro político, e sim um encontro institucional, um encontro para valorização da vida, da existência das vacinas, da saúde e da proteção do povo brasileiro. Esse é o grande sentido que nos une neste encontro aqui virtual e presencial, no dia 25 de janeiro, data da fundação da cidade de São Paulo. Presidente José Sarney, com muita honra, e enorme orgulho, passo a palavra ao senhor nesse momento.

JOSÉ SARNEY, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Bom, governador João Doria, em primeiro lugar eu quero agradecer à Vossa Excelência, o convite que me fez para participar desta reunião. Eu quero cumprimentar especialmente meus colegas, ex-colegas e queridos amigos, Presidente Fernando Henrique, e Presidente Temer. E ao mesmo tempo, também cumprimentar a todos que aí estão acompanhando o governador nesta reunião. Eu quero desejar a todos os brasileiros, boa sorte neste momento, em que atravessamos um problema muito grave, talvez o mais grave que tenhamos tido nesses últimos anos. Há cerca de 30 anos eu participei de um seminário de ex-Presidentes da República, em Xangai, seminário este que se destinava a discutir as ameaças ao futuro da humanidade. Eu participava e ouvi do notado estadista europeu, por quem uma grande admiração, o Helmut Schmidt, que a maior ameaça à sobrevivência da humanidade não estava na guerra nuclear, nem em outros gigantescos problemas que parecem mais graves em nossa sociedade, mas a grande ameaça sobre o futuro da humanidade, da nossa espécie, era, sem dúvida, a ocorrência de doenças desconhecidas. Estamos vivendo agora um perigo da realização dessa profecia, com a terrível pandemia causada pelo Coronavírus, para qual não encontramos até agora nenhum tratamento. Nos resta, portanto, a esperança para vencer essa tragédia, a vacinação, que deve ser feita com espírito de solidariedade, de união de todos, com a colaboração do povo, e a nossa fé, sem dúvida, em Deus. É hora de juntarmos esforços para dizer à população brasileira que colaborem com as autoridades sanitárias, e com os governos Federal, estadual e municipal, nessa luta. Junto-me assim, senhor governador, aos meus colegas ex-Presidentes nesse apelo, que é um apelo pela vida, que é um apelo pela saúde de todos os brasileiros. E aproveito a oportunidade para louvar o idealismo e a obstinação do governador João Doria no envolvimento seu nessa campanha. Por fim, eu quero, já que hoje é uma data extraordinária para São Paulo, comemoração do aniversário da cidade de São Paulo, que hoje faz 467 anos, para parabenizar e congratular-me com todos os paulistanos. Essa cidade, que é uma das maiores cidades do mundo, e que é um grande orgulho para o povo brasileiro. Espero que Deus nos ajude nesse instante, e nós aqui estamos, todos unidos, para lutar, para que o mais rapidamente possível possamos superar essa diversidade, e ao mesmo tempo crer que nós superaremos todas as ameaças ao futuro da humanidade. O caminho do homem continuará na sua rota extraordinária na face da Terra. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, presidente José Sarney pelo seu lindo depoimento e pela sua manifestação pela união, pela paz em nosso país, pelas vacinas, pela proteção dos brasileiros e pela vida. É a posição de dignidade que o senhor tão bem defende e que acaba de expressar. E agora teremos a oportunidade de assistir e ouvir o depoimento do ex-presidente da República Miguel Temer. Também advogado, escritor, presidente do Brasil de 31, durante dois anos e quatro meses, vice-presidente e presidente de 31 de agosto de 2016 até 1º de janeiro de 2019. Presidente Michel Temer já em tela, tem 80 anos e nos honra muito, muito com a sua presença nesta tarde, tarde em que a cidade de São Paulo, onde vive o presidente Michel Temer completa 467 anos. Com a palavra o ex-presidente da República, Michel Temer.

MICHEL TEMER, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Eu quero cumprimentar os ex-presidentes [ininteligível] José Sarney, [ininteligível] a todos. Cumprimentar a todos que estão acompanhando [ininteligível], acompanhando o nosso encontro e dizer com toda a franqueza, acompanhando um pouco as palavras do presidente Sarney que este encontro, governador, tem uma certa simbologia que é a simbologia da unidade. É a ideia de que todos devem unir-se para unidos combaterem o vírus, o Coronavírus. E eu quero cumprimentá-lo pela oportunidade da data que Vossa Excelência resolve fazer este encontro. Eu creio que não há melhor comemoração para a Fundação de São Paulo do que esta simbologia que eu estou aqui dispensando que é patrocinada pelo governador de São Paulo. Acho mesmo, governador, que no combate ao vírus que é a manutenção da vida, e com toda a franqueza é tão importante quanto à economia. Mas há momentos e momentos. A vida é algo que se vai, a economia pode ter dificuldade, mas a vida não volta e a economia se recupera. Tudo isso que penso que neste momento em que o senhor... em que o senhor ex-presidentes, e sei que o senhor convidou também todos os ex-presidentes e o presidente para esse encontro, ainda que o nosso caso, meu e o do presidente Sarney, encontro virtual, para que pudéssemos pregar de alguma maneira, muito modestamente, sugerir e insistir na ideia do prestigiamento da vacina. Nós estamos esperando e outros estão na fila, naturalmente, para que num dado momento quando chegue minha vez eu possa também vacinar e o que farei com muito... com muita tranquilidade, tenho certeza de que isto poderá preservar, ajudar a preservar a nossa vida. E a presença de vários ex-presidentes aqui, das autoridades estaduais, daqueles que nos acompanham, revela bem que há [interrupção no áudio] é algo essencial. Portanto, de novo, eu estou na fila, quando chegar a minha vez [interrupção no áudio], Governo Federal, os governos nacionais, para que todos possamos [interrupção no áudio].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Presidente Temer, vou pedir um minutinho da sua atenção. Nós estamos com um pequeno problema no áudio, nessa última, nas duas últimas frases que o senhor pronunciou, vamos tentar corrigir aqui pra que possamos acompanhar integralmente o seu depoimento. Nós temos jornalistas aqui do Brasil todo, também vários correspondentes estrangeiros que estão aqui e outros acompanhando pelas emissoras de televisão que estão transmitindo ao vivo. Vou pedir o sinal aqui da área técnica pra ter certeza de que o seu áudio estará em condições plenas para que o seu depoimento não fique prejudicado. Temos a confirmação? Vou pedir só um minuto de paciência ao presidente Michel Temer. Enquanto isso, quero registrar aqui aos jornalistas que estão presentes que pessoalmente convidei todos os ex-presidentes da República do Brasil, entendendo que este ato, esse gesto não seria, como não é um ato político e muito menos um ato de confronto. Ao contrário, um ato de união, de solidariedade, de humanidade e de entendimento que a vida dos brasileiros está acima de qualquer sentimento político, partidário, eleitoral ou de qualquer outra ordem. E foi assim que eu dirigi os convites a todos os ex-presidentes da República, foi assim que dirigi o convite ao presidente José Sarney, ao presidente Michel Temer que está aqui em tela no momento, ao presidente Fernando Henrique que está aqui presencialmente. E dos presidentes Fernando Collor com quem falei, declinou de forma muito educada, mas preferiu não participar. E solicitei amigos em comum do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também da presidente Dilma Rousseff que formulassem o convite pra que ambos pudessem participar deste encontro com este objetivo. Declinaram também de forma educada e nós compreendemos as razões de ordem pessoal que impediram que esses três ex-presidentes pudessem estar aqui participando ainda que virtualmente. Mas este era um esclarecimento importante para mostrar e reafirmar que o nosso encontro hoje não é um encontro de natureza política, é de natureza humanitária. O Brasil já perdeu, presidente Fernando Henrique, 217 mil vidas, 217 mil brasileiros perderam suas vidas. É a maior tragédia da história do país em todos os tempos, em qualquer tempo, em qualquer momento, nunca tantas vidas foram perdidas. E nós estamos ainda no processo de enfrentamento da pandemia da Covid-19. Mais do que nunca precisamos estar unidos, mais do que nunca precisamos ter o nosso sentimento elevado, um sentimento de compaixão, de amor pela vida, de amor pelas pessoas, e de fazer um apelo a todos os brasileiros para que usem máscaras como estão... como está utilizando o presidente Fernando Henrique porque ele está num ambiente com mais pessoas. Presidente Sarney e presidente Temer estão isolados em suas casas pra que não façam aglomerações, pra que usem os procedimentos de higiene: álcool em gel, lavem as mãos. E se protejam e protejam também aos seus familiares. Essa é a orientação da medicina, da saúde, da ciência, proteção e vacinação. E graças ao Governo do estado de São Paulo e ao Instituto Butantan já temos uma vacina no Brasil e agora a chegada de uma segunda vacina. Sempre defendemos as vacinas, quanto mais vacinas melhor para os brasileiros, mais brasileiros vacinados, mais rapidamente sairemos dessa gravíssima crise de saúde e poderemos retomar à normalidade. Já temos agora o sinal? Não temos? Não consigo lhe ouvir. Sim. Temos então. Vamos ao presidente Michel Temer. Pedindo desculpas aos que estão nos assistindo e também ao presidente Temer. Nós acompanhamos uma boa parte do seu depoimento, depois tivemos uma queda de áudio da residência do presidente Michel Temer aqui em São Paulo. Então peço que por favor, recoloquem o presidente Michel Temer em tela para que ele possa prosseguir no seu depoimento. Estamos conectando. Hoje São Paulo completa 467 anos de existência, terra de Anchieta, terra da paz, terra da harmonia, terra também das boas orações. Já temos o presidente Temer novamente em tela. Vamos checar o áudio, presidente, pra ver se está em ordem? O senhor pode checar, por favor.

MICHEL TEMER, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Posso retomar a palavra?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Vamos só subir um pouquinho o áudio. Agora estamos lhe ouvindo de forma clara e precisa. Com a palavra novamente o presidente Michel Temer.

MICHEL TEMER, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Pois então, governador João Doria, eu não sei onde parei, não quero ser repetitivo, mas penso que a maior parte da minha fala já foi... já foi ouvida e vista por todos aqueles que nos acompanham. O que eu quero mais uma vez dizer é cumprimentá-lo pela oportunidade desse encontro porque como dizia há pouco, de alguma maneira isto pode ser um exemplo para a proteção da vida, né, como o governador diz, não apenas o uso da vacina que é fundamental, e qualquer vacina, não pode haver nenhuma disputa em relação às vacinas, ao contrário, deve haver também uma unidade em relação às vacinas, venham da onde vierem, desde que devidamente testadas e aprovadas. E também os cuidados, né, os cuidados que o protocolo recomenda: máscara, álcool, os cuidados todos, não fazer aglomerações e tomar todas as cautelas necessárias. Quem sabe, governador, em brevíssimo tempo nós possamos reduzir sensivelmente o número de internados, e naturalmente o número de óbitos, e nós possamos, quem sabe, sair da fase vermelha e irmos para uma fase mais suave, de acordo com os objetivos muito bem delineados pelo seu governo. Eu quero, antes de concluir, além de agradecer a oportunidade de participar deste encontro, também fazer um agradecimento especial aos profissionais de saúde, esses heróis que durante muito tempo enfrentando os mais variados percalços, revelaram-se verdadeiros heróis da saúde no nosso país. Também não posso deixar de dar uma palavra de cumprimento ao Butantã, ao instituto Butantã, onde estive com o governador, com o presidente Dimas Covas, que fez uma belíssima exposição sobre as vacinas patrocinadas pelo Instituto Butantã, e de igual maneira a Fiocruz, que de outra parte também cuida desse tema. Não podemos esclarecer também, governador e Presidentes, todos, dos voluntários, daqueles que espontaneamente submeteram-se à uma pesquisa, à uma prova ao longo do tempo, para chegar à conclusão final da vacina. Naturalmente também eu quero cumprimentar a ANVISA, que de uma forma ou de outra, a ANVISA com muita rapidez, também deu a resposta necessária para aprovação da vacina, como aqui um lamento, lamentar os óbitos, né? Mais de 217 mil, como acabou de dizer o governador, porque não são apenas os óbitos, são as famílias enlutadas, às quais e com às quais eu naturalmente me solidarizo. E finalmente, governador, se me permite mais uma última palavra, ela se revela, ela se reduz a três palavras, vacinem-se todos. Acho que essa é a melhor comemoração que nós podemos fazer no dia da fundação de São Paulo. Muito obrigado pelo convite, governador. E cumprimentos a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Presidente Michele Temer, pelo seu depoimento, seu tenho, e o seu apelo, apelo pela unidade, pela união, pela compaixão, pelas vacinas e pela vida. Muito obrigado, Presidente. O Presidente Michele Temer continuará nos acompanhando, nós vamos mantê-lo em tela, se possível também, com o Presidente José Sarney, se puderem tecnicamente manter ambos na grande tela, o Presidente Sarney já voltou à tela aqui. Nós estamos nesse momento em transmissão ao vivo pela TV cultura, CNN Brasil, Globo News, Record News, Band News e com flashs ao vivo também pela TV Globo, TV Record, SBT, Rede TV e a TV Gazeta, aqui de São Paulo. Nesse momento eu tenho a honra de anunciar a palavra, presencialmente, do Presidente Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, professor, escritor, também como escritor recebeu algumas das mais importantes homenagens nessa condição. Presidente do Brasil por oito anos, de 1 de janeiro de 1995 até 1 de janeiro de 2003. O Presidente Fernando Henrique Cardoso tem 89 anos. Presidente Fernando Henrique.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Muito obrigado, governador João Doria, agradeço suas palavras. Não gostei muito de você referir a minha idade, mas é que não dá para escapar, é verdade. E eu quero ser breve, porque eu estou totalmente de acordo com o que foi dito pelos Presidentes que me antecederam, no que diz respeito à situação geral, não é necessário repetir. Mas nós todos sentimos. Eu me recordo, na minha casa havia uma preocupação dos meus pais contra a Gripe Espanhola, ficou na memória deles a Gripe Espanhola, 1918-1919. Eu nunca vi coisa semelhante a isso que estamos assistindo agora. E olha que alguns de nós aqui já somos velhos. Eu me recordo da II Grande Guerra Mundial, foi dramático, morria muita gente, brasileiros morreram, não tantos assim, mas morreram, eu era menino, eu ia ao cais do porto do RG para ver o embarque das pessoas, navios mercantes, que era guardados também, e havia grandes catalinas sobrevoando as nossas cabeças. A gente tinha muita notícia de mortes. Mas nada comparável ao que está acontecendo agora. Por quê? Porque agora o que está acontecendo é que esse vírus não perdoa, não perdoa a idade, classe social, nada, ele mata. E a defesa que nós temos até agora é uma só, é a vacina que está chegando. Ou então cada um de nós tem que se cuidar, ficar em casa, é fácil dizer fique em casa, para quem tem casa. Então as minhas primeiras palavras são para aqueles que não tem como se defender, e são muitos no Brasil, infelizmente, eu mesmo, ao lado da minha casa há uma pessoa que mora, eu sei até o nome, que está lá e não tem para onde ir. Como é que vai ficar em casa? Fica na rua. E sofre todas as consequências de tal fato. Eu acho que nós temos demonstrado no Brasil que o nosso sistema de saúde, essa é a minha segunda palavra, tem sido eficiente, as enfermeiras, os médicos, atendentes, enfim, todos aqueles que trabalham na área da saúde, e acho que merecem a expressão do nosso agradecimento. Eu queria me limitar, portanto, a m referir aos mais desvalidos, e aqueles que cuidam da saúde de todos nós. E dizer que o que nós temos que fazer é dentro do possível ficar em casa. Eu tenho tentado ficar, é difícil. Mas uma coisa é você ter casa, outra coisa muito diferente de quando você não tem casa. Então eu acho que o Brasil precisa aproveitar esse momento para sentir a solidariedade prática, esse seu gesto foi entendido por mim assim, não é um gesto político, é um gesto de amor, amor à vida, e isso é muito importante nesse instante, nós todos temos que sentir dentro de nós nosso impulso como pessoa, com sentimento de solidariedade para com os nossos irmãs e irmãos que são vítimas, como nós também todos somos, eventualmente, desse micróbio, desse vírus, que é terrível. Mas nós vamos vencer, nós já vencemos vários momentos de dificuldades, nós venceremos dessa vez também. Então nós não vencermos vamos nos cuidar, e vamos, sobretudo, prestar homenagem aos que trabalham na defesa da vida, e com muita emoção falar dos que se foram. Muito obrigado, governador. O senhor tem feito um esforço extraordinário, e eu o felicito por isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Presidente Fernando Henrique Cardoso. Também solidário, ao lado do Presidente José Sarney, Presidente Michel Temer, a esse momento em que homenageamos os familiares de 207 mil brasileiros que perderam as suas vidas. Homenageamos também os familiares daqueles que foram vítimas da COVID-19, muitos que já se recuperaram, felizmente, muitos que estão ainda se recuperando, muitos que infelizmente ainda estão hospitalizados em recuperação, e o nosso desejo de todos nós, que todos se recuperem. E também endossar as palavras dos Presidentes Fernando Henrique, Michele Temer e José Sarney, em agradecimento aos profissionais da linha de frente, os profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, e todos aqueles que atuam nos hospitais, mesmo aqueles que não são de formação médica, mas que ajudam médicos e paramédicos a salvarem vidas. E todos, todos que foram solidários, que ajudaram, que contribuíram com a palavra, com apoio, com a orientação, com a postura correta e exemplar de estimular o uso de máscara, de estimular o distanciamento, preservar as quarentenas, sobretudo, para pessoas com mais de 60, 65 anos. Dar o bom exemplo, falar, multiplicar e dar entrevistas sempre em defesa da vida, sempre em defesa da ciência e da proteção dos brasileiros. Nós teremos quatro perguntas hoje, será uma coletiva um pouco mais curta, uma pergunta por veículo de comunicação. Mas eu recebi aqui pelo meu celular, Presidente Fernando Henrique, a solicitação para que possamos ir ali em frente à tela onde estão os Presidentes Michel Temer e José Sarney, para que possamos fazer ali uma fotografia, e eu vou tomar a liberdade de sugerir que possamos fazer com o V, o V que é o V da Vacina, que é o V da Vitória da ciência, e é o V da vida também. E aí voltamos aqui para a coletiva. Então vamos nos dirigir ali, vamos pedir ao Presidente Temer, e ao Presidente Sarney, se concordarem, no momento da fotografia, também com a sua mão direita, o V da Vacina, o V da Verdade, o V da Vida. Vamos lá. Por favor, Presidente Temer, e Presidente Sarney, se os senhores também puderem fazer o V da Vitória, por favor, muito obrigado. É o V da Vitória da Vacina e da Vida. Por favor, Presidente Sarney, se o senhor também puder fazer o V. Pode ser? V com os dois dedos, isso, um pouquinho mais alto os dois, mais alto, mais alto um pouco, por favor. Isso, ótimo, perfeito. Perfeito, mais alto, por favor. Muito obrigado a todos pelo gesto, obrigado Presidente Sarney, obrigado Presidente Temer, obrigado Presidente Fernando Henrique, repito, esse é o V da vacina, aliás, eu gostaria de dizer, das vacinas, quanto mais vacinas melhor. É o V da vitória, da vitória da ciência, da medicina, da saúde e o V da vida. Não existência sem vida, a vida é prioridade e é por isso que nós estamos lutando nesse momento. Vamos então, são quatro perguntas, nós vamos pedir aos jornalistas que por favor dirijam apenas uma pergunta, como aliás sempre fazemos aqui nas nossas coletivas, começando pela TV Cultura, depois a Rádio CBN, o jornal Folha de São Paulo e a TV Globo, GloboNews. Na TV Cultura, Adriana Cimino, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

ADRIANA CIMINO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de ouvir, se possível dos três presidentes que nós temos aqui hoje, uma avaliação na visão deles sobre como tem sido conduzido todo o processo não só de vacinação que está sendo colocado em prática há uma semana, mas desde o desenvolvimento das vacinas. Então, eu gostaria de ouvir de cada um deles a opinião sobre a vacina contra o Coronavírus aqui no Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adriana, obrigado pela pergunta. Nós vamos facultar aos que estão virtualmente, Presidente Sarney e Presidente Temer, porque presencialmente, evidentemente, o Presidente Fernando Henrique, eu já o havia consultado, ele já havia se disposto a estar disponível para respostas. Então, nós vamos pedir ao Presidente Fernando Henrique que responda a sua questão.

FERNANDO HENRIQUE, EX-PRESIDENTE DO BRASIL: Eu creio que o Brasil conta com instituições competentes, tanto o Osvaldo Cruz quanto o Butantan são exemplos disso. E nós temos experiência de vacinação, muito longa experiência de vacinação. Então, eu acho que nós temos que nos dirigir a essas forças, o resto é menos importante. Os governos são sempre transitórios, eu não estou aqui para criticar governos, eu acho que não é o momento oportuno, mas eu acho que nós conseguimos no Brasil ter instituições que se mantêm com força e, portanto, nós temos que confiar nelas. Mas para sairmos dessa pandemia não basta, é preciso que cada um cumpra o seu dever, que cada um cuide de si também, que preserve a sua vida. Eu acho que é isso leva tempo, algum tempo, o mais rápido possível e vamos em frente com apoio às instituições que eu mencionei e outras muitas mais que existem e sobretudo esses excelentes profissionais de saúde que nós temos. Para não deixar de mencionar a mídia que tem feito um trabalho de difusão do que fazer. Eu, pelo menos, procuro saber, ver como é que está o país, como é que está, o que é que eu posso fazer, quais são os sintomas, essa coisa toda, é muito importante. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Presidente Fernando Henrique. Adriana Cimino da TV Cultura, muito obrigado também. Volto a reafirmar aqui, o objetivo desse encontro não é estabelecer nenhum tipo de confronto e nem de politizar esse tema, ao contrário, é valorizar a vida, a saúde e a ciência. É isso que nos une aqui neste ato, neste momento, três ex-presidentes da república, para a defesa das vacinas, a vitória da ciência e a defesa da vida. Vitória Bel, Rádio CBN. Vitória obrigado por estar mais uma vez aqui conosco, sua pergunta, por favor.

VITÓRIA BEL, JORNALISTA DA RÁDIO CBN: Obrigada governador, boa tarde, boa tarde a todos. Boa tarde Presidente. Eu entendo que vocês estão dizendo, os senhores estão dizendo que não é um movimento político, que não querem, enfim, comentar a situação política, mas acho que é importante no momento que a gente está vivendo, principalmente em meio aos movimentos próximo-impeachment, eu queria uma avaliação do Presidente e também do governador, não sei se os outros presidentes online podem fazer essa avaliação, de que forma que vocês avaliam esse gesto de união em meio aos movimentos pró impeachment que estão acontecendo pelo país, inclusive em meio ao negacionismo do Presidente Jair Bolsonaro e as confusões, enfim, com relação a compra de vacina, qual a avaliação do senhor? E governador, se o senhor me permite só mais uma pergunta para o Presidente Michel Temer, eu não sei se ele consegue ouvir, mas eu gostaria de saber como é que estão as negociações com a China para os insumos, porque ele, o senhor pediu a ajuda dele como intermediador com o governo chinês? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Vitória Bel, o Presidente Temer ouviu sim a sua pergunta e se me permite, o Presidente Fernando Henrique, eu vou priorizar essa resposta que é a segunda pergunta da jornalista Vitória Bel, porque, de fato, eu pedi isso ao Presidente Michel Temer e ele, com grandeza, com presteza, com a dimensão humana que sempre teve e também na condição de ex-presidente da república, nos ajudou e ajudou muito. Mas quem pode contar isso melhor do que é o próprio Presidente Michel Temer.

MICHEL TEMER, EX-PRESIDENTE DO BRASIL: Então, governador, eu dou uma belíssima notícia, né, eu acabei, semana passada eu falei com eles, o embaixador da China no Brasil que está lá em Pequim, eu liguei para ele, ele teve uma sólida relação conosco quando fui Presidente da república e hoje ainda, [ininteligível], 11 horas, eu falei com o embaixador da China no Brasil. Havíamos agendado uma conversa e nessa conversa a notícia que eu tive do Sr. Embaixador da China no Brasil, é que os insumos estão sendo já, digamos assim, como diria eu, acondicionados. Há uma pequena questão técnica aí lá na China, mas eles virão para o Brasil, tanto para o Instituto Butantan, naturalmente, como para a Fiocruz. E também me deu notícia de que de fora a parte outras autoridades estaduais que têm se manifestado junto a embaixada, também as autoridades federais. Mencionou até o Ministro da Saúde, mencionou a Ministra Tereza Cristina, mencionou o Rodrigo Maia, enfim, aquela tese de que todos estão trabalhando para insistir na remessa o mais rápido possível, pelo menos os insumos das vacinas da China, para que logo nós tenhamos esses insumos. Essa foi uma notícia, uma notícia que eu dou agora porque acabei de falar com o embaixador da China às 11 horas da manhã.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Presidente Temer. E agora voltamos aqui presencialmente, Presidente Michel Temer, Presidente José Sarney continuam nos acompanhando virtualmente, e agora passo a palavra ao Presidente Fernando Henrique em relação a primeira pergunta feita pela jornalista Vitória Bel. Quer que ela repita, presidente? Quer que ela repita a pergunta da jornalista Vitória Bel?

FERNANDO HENRIQUE, EX-PRESIDENTE DO BRASIL: É bom, sempre é bom.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vitória, se você puder, a sua primeira. O presidente disse que não vale aumentar, é só reproduzir.

VITÓRIA BEL, JORNALISTA DA RÁDIO CBN: Vou tentar, presidente, sabe como é jornalista.

FERNANDO HENRIQUE, EX-PRESIDENTE DO BRASIL: Eu sei.

VITÓRIA BEL, JORNALISTA DA RÁDIO CBN: Com relação, eu entendo que vocês disseram que esse encontro não é político, mas dentro do que nós vivemos e já há demonstrações de movimentos pró impeachment no país, a própria situação do governo federal de como ele tem lidado com a pandemia, acusações de negacionismo contra o Presidente Jair Bolsonaro, eu queria uma avaliação do senhor desse encontro em meio essa situação do governo e como o governo tem lidado com a própria situação de distribuição de vacinas. Obrigada.

FERNANDO HENRIQUE, EX-PRESIDENTE DO BRASIL: Bom, o governador Doria já me disse aqui mais de uma vez que nosso objetivo aqui não é político, é muito mais um objetivo de chamar a atenção para a necessidade de união de todos para combatermos essa epidemia. Então, eu não creio que seja oportuno que eu faça comentários a respeito, como sei que estou comportando os governadores atuais. Para quem foi governante aqui, alguns de nós já fomos, sabemos que é difícil, não é uma coisa fácil, então, eu não quero criar uma dificuldade adicional. Quando eu vou opinar pessoalmente, eu posso dizer alguma coisa, mas institucionalmente eu acho que nós estamos aqui para pedir que nos unamos e não para pedir que nos afastemos uns dos outros. É muito importante quem está a testa do governo do Brasil tenha esse sentimento de nação. Nós somos muito diferentes uns dos outros, socialmente, economicamente, culturalmente etc., mas nós pertencemos ao mesmo país, então nós temos que, nesse momento, entender que a prioridade número um é a vida, como disse o governador Doria aqui, muito bem dito, eu acho que essa é a questão fundamental. Não posso dizer que não exista tal sentimento, esse sentimento é comum a todos os brasileiros e brasileiras e deve ser mesmo, espero que continue assim.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Presidente Fernando Henrique, muito obrigado mais uma vez ao Presidente Michel Temer, obrigado Vitória Bel. Nós temos mais duas perguntas, mas tenho aqui uma notícia complementar, Vitória Bel e aos jornalistas que aqui estão. Amanhã temos uma reunião virtual com o embaixador da China, Yang Wanming, às 10h30 da manhã e logo na sequência teremos uma coletiva rápida aqui mesmo onde estamos para falar sobre os insumos que deverão vir da China. Tudo indica que será uma reunião bastante conclusiva e essa reunião começa ás 10h30. Como ela tem tudo para ser conclusiva, provavelmente até as 11 horas da manhã teremos posições finais e podemos anuncias. Dada a importância que com esses insumos poderemos produzir mais vacinas, deixo aqui desde de já o convite aos jornalistas para que possam participar amanhã, as 10h30 da manhã, na verdade as 11 horas, nós estaremos transmitindo o sinal da coletiva, perdão, o sinal da conferência com o embaixador da China, mas as 11 horas daremos mais detalhes aqui. Vamos agora à penúltima pergunta que é da Folha de São Paulo, do jornalista Arthur Rodrigues. Arthur, obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta por favor.

ARTHUR RODRIGUES, JORNALISTA DA FOLHA DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde presidentes. Eu queria me dirigir ao governador para perguntar o seguinte, tem uma polêmica muito grande em relação a ordem de vacinação dos profissionais de saúde. Alguns profissionais de saúde têm criticado, afirmando que quem está na linha de frente, às vezes, não é vacinado e outros que não estão são. Eu gostaria de saber do governo se tem gente algum critério a ser estabelecido para esses profissionais e se o governo pretende aumentar o ritmo de vacinação e se o governo pretende aumentar o ritmo de vacinação que foi de por volta de 20 mil vacinas, e a gente imagina que, pela estrutura do estado, é possível que essa vacinação seja maior, se tem alguma meta pra vacinação daqui pra frente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Arthur, vou responder e vou compartilhar a resposta. Primeiro, nós aqui seguimos rigorosamente aquilo que o plano estadual de imunização determina e também seguimos o plano nacional de imunização. E tanto um quanto outro orientam que a prioridade neste momento e para os profissionais de saúde, e os que estão na linha de frente. E antes de passar a palavra ao Dr. Jean Gorinchteyn, que é o secretário da Saúde, que pode falar com mais propriedade sobre o tema da sua pergunta, a Dra. Regiane, que aqui está, vou pedir a ela para fazer uma intervenção. Nós já temos um número bastante expressivo de pessoas vacinadas aqui no Estado de São Paulo, presidente Fernando Henrique, presidente Temer, presidente Sarney. Temos inclusive um vacinômetro, que é um sistema de tecnologia desenvolvido aqui pela Prodesp, em São Paulo. Cada pessoa vacinada, nós temos online a informação, então nós sabemos exatamente quantas pessoas temos vacinadas até as 13h30 de hoje, dia 25 de janeiro. Fala então a Dra. Regiane, responsável por todo o programa de vacinação aqui no Estado de São Paulo.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Obrigada, governador. Nós temos vacinados, até o dia de hoje, à 1h, que teve a nova atualização, 143.966 pessoas vacinadas. Quem são essas pessoas? Como o governador colocou, nós seguimos o programa nacional de imunização, trabalhadores da linha de frente do Covid-19, indígenas, pessoas institucionalizadas com mais de 60 anos, deficientes físicos, também em casas terapêuticas, e, por uma decisão e por uma grande sensibilidade do nosso governador, os quilombolas também. Então, estamos chegando e já chegamos a quase 147 mil pessoas vacinadas. Depois se a equipe puder colocar o vacinômetro, ao final de tudo, na tela, vocês verão que, automaticamente, cada vacinado entra no nosso registro nominal, nós sabemos quem tomou a vacina, onde, inclusive para procurá-lo para a segunda dose da vacina. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. A Dra. Regiane de Paula é responsável, a coordenadora de todo o sistema de imunização aqui no Estado de São Paulo e, Arthur, nós já no primeiro dia, no primeiro dia, na segunda-feira, depois do anúncio da vacina, iniciamos a vacinação no domingo. Na segunda-feira, já tínhamos ultrapassado, de longe, a marca de 10 mil pessoas vacinadas. E hoje, conforme você mesmo ouviu, nós já temos mais de 143 mil vacinados. Isso tudo o relatório das 13h. E agora, sobre o tema que você também indagou, uma breve, mas completa resposta do Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Observem que, no país, nós vacinamos, com a vacina do Butantan, a vacina do Brasil, pouco mais de 400 mil brasileiros, e temos essa cifra de 147 mil vacinados só no Estado de São Paulo. A Secretaria de Estado da Saúde fez um ofício para todas as instituições, desde os diretórios regionais de saúde, até cada uma das instituições, para que houvesse uma priorização do atendimento da vacinação, para aqueles profissionais da área da saúde na linha de frente, ou seja, aqueles indivíduos que estivessem atendendo nos prontos-socorros, nas unidades de terapia intensiva e nas enfermarias, para que, dessa forma, nós possamos garantir a proteção a essas pessoas, que são tão importantes no atendimento do Covid, principalmente num momento como esse, em que nós temos realmente a circulação da pandemia no nosso meio de uma forma ainda acelerada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn, obrigado, Arthur Rodrigues. Vamos agora à última pergunta, que é da TV Globo, GloboNews, com o jornalista Guilherme [ininteligível]. Guilherme, boa tarde, obrigado por estar aqui conosco. Sua pergunta, por favor, e com ela concluiremos a coletiva de hoje.

REPÓRTER: Governador, boa tarde, boa tarde a todos. Governador, na semana passada, o senhor e também o Dr. Dimas Covas fizeram um apelo para o Governo Federal, para a diplomacia brasileira, para que houvesse uma mudança de postura no trato com a China. Eu queria saber se, de lá pra cá, nas negociações, vocês notaram uma mudança de postura por parte da chancelaria, do Itamaraty, também por parte da Presidência da República, se isso... Se houve alguma mudança. E também com relação a prazos. O que tem de concreto com relação ao envio dos insumos? Porque a gente tem pouca vacina aqui no Brasil, cada dia perdido é um problema. Que sinalização que o governo já recebeu com relação a prazos? É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme. Eu, assim como todo o Governo de São Paulo, nós temos, desde o início, dito que precisamos de vacinas, não apenas a vacina do Butantan, pela qual fomos determinados e fizemos tudo aquilo que era necessário fazer, inclusive, lamento, confrontos desnecessários, para que pudéssemos ter a vacina do Butantan disponível aqui. Hoje, nós temos 10,8 milhões de doses da vacina do Butantan em solo brasileiro. A vacina complementar recebeu autorização na última sexta-feira da Anvisa, que, quero registrar aqui, teve uma postura correta, tanto na reunião do domingo, que liberou a vacina do Butantan, como no novo lote dos insumos para produção da vacina, que estão em produção neste momento pelo Butantan, para abastecer o Ministério da Saúde. Lembrando que nós já mandamos mais de 1 milhão de doses adicionalmente e continuaremos a fazê-lo, dentro do contrato que tem o Instituto Butantan com o Ministério da Saúde, até 30 de janeiro próximo. E também fizemos os entendimentos com o governo da China. São Paulo tem um escritório comercial em Xangai, na China, escritório este que foi inaugurado em agosto do ano passado, e que, desde o início, tem nos ajudado, primeiro nos entendimentos iniciais com o laboratório privado Sinovac, que depois se transformou num contrato com o Instituto Butantan, e depois também no envio, na logística das vacinas que vieram da China e já chegaram ao solo brasileiro. E este mesmo escritório continua nos assessorando e nos ajudando ao envio dos insumos. E amanhã, Guilherme, nós, ao término desta conferência com o embaixador da China, já poderemos anunciar os novos lotes da vacina e a quantidade, lotes dos insumos para a quantidade de vacinas do Butantan. Eu não quero fazer juízo sobre o Ministério das Relações Exteriores, mas faço juízo sobre o Governo de São Paulo: Aqui, sempre respeitamos a China, tratamos de forma igual e agradecemos a solidariedade. A China, logo no início da pandemia, nos enviou aqui milhões de UPIs, para a proteção... Unidades de Proteção Individual, máscaras, aventais e outros equipamentos, gratuitamente, para que pudéssemos utilizar aqui para os profissionais de saúde, principalmente, e sempre foram extremamente solidários conosco, e muito corretos também na relação comercial, na relação econômica e institucional com o Governo do Estado de São Paulo. A diplomacia cabe ao Governo Federal, eles é que têm a responsabilidade da diplomacia. O que nós fizemos aqui foi a relação profícua, positiva, construtiva e extremamente respeitosa com a China, com o governo chinês e com os chineses. Com isso, nós encerramos a coletiva de hoje. Guilherme, obrigado mais uma vez. Vou pedir, ao final... Agora são 13h40. Que todos que estão aqui, e peço também a gentileza ao Presidente Temer, se concordar, e ao Presidente Sarney, que continuam conosco aqui, que possam, ao final, como gesto final, podemos repetir o V da vida, o V da vacina, o V da vitória da ciência. E mais uma vez, agradecer à imprensa, como foi mencionado aqui pelos três ex-presidentes da República, o papel fundamental da imprensa brasileira, majoritariamente em defesa da ciência, da saúde e da vida. Presidente Fernando Henrique, Presidente Temer, Presidente Sarney, eu sei quantos jornalistas foram ameaçados ao longo desses últimos 12 meses, por defenderem a vida, por protegerem a ciência e por estarem do lado certo. Portanto, encerramos a coletiva de hoje homenageando exatamente esses profissionais, os profissionais da imprensa brasileira, que, repito, majoritariamente, souberam defender a vida dos seus compatriotas. E este símbolo, da vitória, da vacina e da vida, também é o símbolo que nos dedicamos a vocês, jornalistas, os que estão aqui, os que atuam nas imagens, fotógrafos, cinegrafistas, os técnicos e aqueles que virtualmente nos acompanham neste momento também. Viva a vida.