Coletiva - Governo de SP recomenda uso de máscaras pela população nos 645 municípios do Estado 20202304

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Coletiva - Governo de SP recomenda uso de máscaras pela população nos 645 municípios do Estado

Local: Capital - Data: Abril 23/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hoje, mais uma vez aqui numa coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Quero começar agradecendo a presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos que estão aqui, os jornalistas que estão também on-line nos acompanhando e a você que est&aac ute; nos seguindo aqui ao vivo pela TV Cultura, pela Record News, pela Band News, pela Rede Brasil, pela TV Alesp, pela TV e Rádio Jovem Pan com transmissão direta aqui do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Estamos também com flashs igualmente ao vivo da TV Globo e da Globo News, da TV Record, do SBT, da TV Bandeirantes, e da Rádio Bandeirantes, e da Rádio Band News e também da Rede TV. Ao nosso lado, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, José Henrique Germann, secretário da saúde, Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, Célia Parnes, secretária de desenvolvimento social, e o Dr. Luiz Carlos Pereira Jr. que é o diretor de infectologia do Hospital Emílio Ribas e integrante do comitê de saúde do Centro de Contingência do Covid-19. Hoje é a 32ª coletiva de imprensa, dentro dessa crise do Coronavírus e como sempre iniciamos com algumas mensagens e depois as informações, as novas informações do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura da capital de São Paulo. Nas mensagens eu queria fazer um agradecimento especial ao setor médico, aos enfermeiros, médicos, paramédicos e aqueles que atuam no sistema de saúde pública e privada, mais uma vez são os nossos heróis, são aqueles que estão salvando vidas no estado de São Paulo e também nos demais estados brasileiros, o nosso muito obrigado. A vocês que se sacrificam, que se expõem para salvarem vidas. O mesmo agradecimento aos policiais, a Polícia Militar, a Polícia Civil, também as Guardas Municipais, incluindo a Guarda Civil Metropolitana da Prefeitura de São Paulo pelo apoio, pelo trabalho e pela dedicação. E também uma men& ccedil;ão especial aos caminhoneiros e a todos que atuam no sistema de transporte e logística aqui no estado de São Paulo. Nada parou, tudo continua funcionando na logística, no transporte de cargas e passageiros graças a essas pessoas que dirigem caminhões, vans, veículos, motocicletas e que ajudam a economia do estado de São Paulo a se manter ativa, principalmente nas áreas básicas e essenciais. Vocês também ajudam a salvar pessoas. O Plano São Paulo que nós apresentamos ontem aqui e que estabelece uma nova etapa ao término desta quarentena que se encerra no dia 10 de maio, estabelece uma nova etapa localizada, regionalizada e heterogênea. É muito importante que isto fique claro pra vocês que estão nos acompanhando nas suas casas, pra vocês que estarão lendo e acompanhando as notícias provenientes dos veículos de comun icação que estão aqui presentes neste momento. E tudo isso será feito de forma progressiva, segura e tomando como base a ciência e a medicina. Volto a repetir, tomo a liberdade de fazer isso em nome também do Bruno Covas, a Prefeitura de São Paulo, o Governo do Estado não darão nenhum passo, não tomarão nenhuma medida sem o respaldo da saúde e da ciência. Em São Paulo nós respeitamos a medicina e respeitamos os protocolos médicos. Estamos planejando, portanto, essa segunda etapa dentro destes critérios. E o sucesso desta segunda etapa depende muito do apoio, da cooperação, da participação de todos. E de você que está aí na sua casa agora nos assistindo e nos ouvindo pra que você possa manter a sua decisão correta de permanecer em casa. Volto a dizer, eu sei que é chato, eu sei que é dif ícil, mas é necessário, pois isso salva vidas. Salva a sua vida, salva a vida da sua família, dos seus filhos, dos seus pais, dos seus avós, dos seus parentes, dos seus amigos mais próximos e dos seus vizinhos. Quero também transmitir a solidariedade a população e ao Governo de Manaus e do Amazonas pelas vidas que se perderam nos últimos dias em virtude do Coronavírus. São Paulo tem uma grande população de pessoas que nasceram no Amazonas e vivem aqui e, certamente, choram pelos seus parentes e amigos que perderam as suas vidas nos últimos dias. Eu aqui transmito a solidariedade ao prefeito de Manaus e ao governador do estado do Amazonas, assim como as suas populações pela tristeza que vivem nesse momento. A terceira e última mensagem é de agradecimento também, agradecimento as mulheres: as mães, avós, filhas, mulheres que com bom sentimento têm ajudado no programa Fique em Casa. Na decisão correta de proteção à vida para ficar em casa. Pesquisas indicam que a maioria expressiva das mulheres concorda com a medida e ajuda para que ela seja cumprida dentro da sua casa. É este espírito, Célia Parnes e Patrícia Ellen, e as mulheres que estão nos assistindo e nos ouvindo neste momento, que nós temos que respeitar e cumprimentar. É o espírito materno, é a sensibilidade feminina, é a capacidade de proteção da mulher que pode nos ajudar como está ajudando. Então você que é mulher, que é mãe, que é filha, que é avó, que é cidadã, contribua falando com outras mulheres para que façam o mesmo nas suas casas e peçam aos seus maridos, filhos, companheiros, namorados, para que fiquem em casa. Ficando em casa nós estamos protegendo vidas, e esta é a forma mais eficiente de nos protegermos do Coronavírus. Informações e medidas do Governo de São Paulo, e na sequência ouviremos também o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Quero anunciar que chegamos ontem a meio bilhão de reais, R$ 500 milhões em doações privadas para o combate ao Coronavírus. Empresas e pessoas do estado de São Paulo estão sendo solidárias com a crise e principalmente com quem mais precisa. Quero agradecer as 118 empresas que fizeram doações no Grupo Empresarial Solidário que já se reúne há cinco semanas e que alcançou e ultrapassou a barreira de meio bilhão de reais em doações. É o maior conjunto de doações coletivas realizadas durante esta crise. E eu quero agradecer nominalmente estas empres as e o farei através da Patrícia Ellen como secretária de desenvolvimento econômico que nominará essas empresas na sequência. Superar essa barreira é um marco histórico em São Paulo e nós continuaremos a manter este Grupo Empresarial Solidário funcionando, operando, com doações para a saúde, para a proteção social, principalmente para as comunidades que vivem na pobreza e na extrema pobreza e também para a segurança pública. Todas as doações são auditadas pela [ininteligível] que também está colaborando sem cobrar para que todas as doações sejam auditadas na sua entrega, como também para a chegada dessas doações a quem mais precisa. Última informação é o decreto do Governo do estado de São Paulo que será publicado no Diári o Oficial de amanhã recomendando da mesma maneira que já foi feito aqui pelo prefeito Bruno Covas na capital de São Paulo para o uso de máscaras nos outros 644 municípios do estado de São Paulo. Há alguns municípios onde prefeitas e prefeitos, acertadamente já promoveram essa orientação localmente como fez aqui Bruno Covas. Agora nós estamos entendendo a todos os demais municípios a recomendação para o uso de máscaras. É importante que essa recomendação seja seguida pelas pessoas que em caso de extrema necessidade precisam sair das suas casas. Isto não tira a obrigatoriedade, a recomendação de salvar vidas que é ficar em casa, mas se você tiver que ir a um supermercado, se você tiver que ir a uma farmácia ou a um estabelecimento onde há essencialidade da sua ida até ele, vá de máscara. E podem usar as máscaras de pano que são aceitáveis pela medicina. São Paulo segue assim uma orientação da Organização Mundial de Saúde e do próprio Ministério da Saúde para um efeito protetor, comprovado contra o coronavírus. Nós estamos reforçando e publicando amanhã no Diário Oficial esta orientação para o uso de máscaras em todos os municípios do Estado de São Paulo. E Bruno, antes de passar a palavra a você, fazer aqui um alerta, ontem a taxa de isolamento na capital de São Paulo, região metropolitana, foi de 48%, isto é grave, acendendo o sinal amarelo, nós não podemos baixar de 50%, esta é a orientação da medicina e da ciência, portanto, você, que mora aqui na região metropolitana de São Paulo, por favor, nos ajude a não disseminar o vírus e não colocar em risco a sua vida e a vida dos seus familiares. O sistema de monitoramento inteligente nos indicou que ontem baixamos pra 48% o índice de isolamento, portanto, sinal amarelo, precisamos voltar a taxa acima de 50%, e peço a você a sua colaboração, a sua contribuição, ficando em casa. E quero destacar aqui as cidades do interior do Estado de São Paulo, que, no último dia 21 de abril, anteontem, portanto, atingiram níveis superiores a 60%, e cumprimentar os prefeitos, prefeitas e a população dessas cidades, por terem seguido a nossa orientação, a orientação da saúde, da ciência, de permanecerem em casa, vocês estão ajudando a salvar as suas vidas e as vidas de outras pessoas nas suas cidades. São elas: Ubatuba, Cruzeiro, Bebedouro e Lorena com 67% de isolamento. São V icente, Ibiúna, Ribeirão Pires e Cajamar com 66% de isolamento. São Sebastião, Caieiras, Mairiporã e Poá com 65% de isolamento. Caçapava e Itapecerica da Serra com 64%. Pindamonhangaba, Votuporanga, Itaquaquecetuba e Sertãozinho com 63% de isolamento. Itanhaém e Arujá com 62%. Este é o exemplo positivo, a população destas cidades segue aquilo que a medicina recomenda, estão ficando em casa, estão ajudando a salvar as suas vidas, as vidas dos seus filhos e dos seus familiares. Dito isso, passo a palavra ao prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, queria insistir aqui em algo que já foi dito em outras coletivas, o vírus está se espalhando pela cidade de São Paulo, em todas as regiões, em todos os bairros, nós já temos casos de óbitos confirmados, que chegam a quase mil na cidade de São Paulo. Nós preparamos, inclusive, uma apresentação, que mostra a evolução semanal do número de casos desde a primeira morte, no dia 17 de março, até a última semana, o gráfico mostr a bem a evolução e áreas, hoje, da periferia, como a Brasilândia, na zona norte, Sapopemba, na zona leste, Capela do Socorro, na zona sul, a quantidade grande de casos de óbitos aqui na cidade de São Paulo. O isolamento social é fundamental, o pior ainda está por vir, nossa prioridade é a defesa da vida da população da cidade de São Paulo, vamos fazer tudo o que for possível pra que a gente não tenha, aqui em São Paulo, o que a gente verifica pelo mundo, de Equador a Nova Iorque, a questão dos enterros dos mortos, vítimas desta pandemia, tem sido um desafio, inclusive queria manifestar aqui, mais uma vez, a minha solidariedade aos nossos irmãos equatorianos, a triste história da cidade de Guayaquil deve servir como exemplo pra que a gente possa aprender com o risco que todos nós corremos, essa, inclusive, o ponto central da nova campanha que a prefeitura promove a partir de hoje, que eu gostaria também de solicitar que fosse aqui apresentada.

VÍDEO: A população de Guayaquil, no Equador, que não respeitou a quarentena, o resultado foi catastrófico. Muita gente se infectou ao mesmo tempo, o sistema de saúde entrou em colapso, não havia mais vagas para ninguém, mulheres, homens, idosos, crianças, ricos ou pobres. Pessoas começaram a morrer em suas próprias casas, o sistema funerário da cidade passou a não dar conta de tantos [ininteligível]. Sem quarentena, muita gente contrai o vírus ao mesmo tempo, o sistema de saúde não tem como atender a todo s. [ininteligível]. Há mais chances dos hospitais receberem e tratarem os casos mais graves. Por isso, você precisa manter-se em quarentena, respeite a quarentena, fique em casa, a triste história de Guayaquil não pode se repetir.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: É a prefeitura se somando ao esforço do Governo do Estado de São Paulo de comunicar a importância da população ficar dentro de casa, na mesma linguagem, na mesma direção, no mesmo sentido que aponta a ciência, a medicina, a vigilância sanitária. Aqui na cidade de São Paulo nós temos 70 mil profissionais da área da saúde, já viabilizamos dois mil novos leitos, construímos rapidamente o hospital municipal de campanha do Anhembi e o hospital municipal de camp anha do Pacaembu, já entregamos dois novos hospitais, Hospital Municipal de Parelheiros e o Hospital Municipal da Bela Vista. Vamos entregar mais dois hospitais, Hospital Nossa Senhora do Caminho e o Hospital da Brasilândia. O Hospital do [ininteligível] Mirim está sendo ampliado, numa parceria com a Ambev, a Gerdau e o Hospital Albert Einstein, mas, mesmo assim, nós estamos com 70% dos leitos de UTI já ocupados aqui na cidade de São Paulo. A nossa preocupação é de estarmos preparados pra organizar e minimizar a dor das famílias, pra que elas possam dar um sepultamento digno aos entes que vão ser perdidos. Por isso elaboramos um plano de contingência, pra que a gente possa ter um funcionamento adequado do sistema funerário aqui na cidade de São Paulo. Já liberamos um crédito complementar de 40 milhões de reais pro serviço funerário, j&aacu te; estamos ampliando a capacidade do serviço funerário e dos cemitérios municipais de sepultarem 240 corpos pulando pra 400 diariamente, a prefeitura já contratou 220 coveiros, pra poder dar conta desta nova demanda, aumentou em 32 carros, eram 36, e agora temos mais 32 carros trabalhando na frota do serviço funerário, ampliamos o atendimento das agências funerárias, já estamos instalando nove agências nos nossos nove hospitais municipais referenciados para Covid. Criamos uma central telefônica junto ao 156 pra que a gente possa ter o atendimento do serviço funerário no 156, já compramos 38 mil novas urnas funerárias, adquirimos três mil EPI's para os funcionários dos cemitérios municipais. Já adquirimos 15 mil sacos reforçados para o deslocamento de corpos na cidade de São Paulo, suspendemos os velórios pros casos confirm ados e suspeitos de Covid, e reduzimos o velório pra uma hora para os outros casos com limitação de até dez pessoas. Estamos abrindo 13 mil novas valas, inclusive com apoio e a utilização de quatro mini retroescavadeiras e, se necessário, vamos ter capacidade pra poder trabalhar 24 horas por dia, aqui na cidade de São Paulo. Construímos um centro de logística no cemitério da Vila Formosa, e adquirimos oito câmaras refrigeradas, que podem guardar até mil corpos, aguardando o sepultamento. Em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, o centro integrado de comando e controle do estado de São Paulo vai funcionar com uma rede de monitoramento de 24 horas em um trabalho articulado e conjunto do serviço funerário do SAMU, da Defesa Civil, da Polícia Científica, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiro. Amanhã público no Di&aacu te;rio Oficial um decreto flexibilizando o monopólio do serviço funerário na cidade de São Paulo, para que todos os velórios e sepultamentos que acontecem nos cemitérios privados possam acontecer sem passar pelo serviço funerário da Prefeitura de São Paulo. Se necessário nós podemos implementar mais dois centros de logística, que já estão em planejamento no Cemitério São Luiz, e no cemitério da Vila Nova Cachoeirinha. Já temos também, se for o caso, possibilidade de adquirir mil gavetas em cemitério vertical, a possibilidade de contratar mais 200 coveiros. E como eu disse, já trabalhamos com a possibilidade de ter que trabalhar 24 horas por dia. Mas eu queria aqui ao final, reforçar o pedido que eu tenho feito, e o governador também, ao longo de todas essas coletivas, por favor, fiquem em casa. Eu sei que a cada dia fica ainda mais difícil atender à essa solicitação, não é fácil abandonar a nossa rotina, o nosso dia a dia, não é fácil ter a nossa liberdade de ir e vir restringida, mas agora é o momento decisivo, é hora de separar o joio do trigo, é a hora da verdade, é a hora de demonstrar o nosso espírito de união, é a hora de demonstrar a nossa solidariedade, ficar em casa não é um ato de higiene, é um ato humanitário. Todos nós juntos, para que São Paulo possa passar por esse momento, vendo e aprendendo com os erros cometidos em outras cidades. Muito obrigado, boa tarde, a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Antes de passarmos para a saúde, vou pedir a Patrícia Ellen, em conjunto com a Célia Parnes, que possa apresentar o programa de solidariedade, que graças à cooperação de empresas e pessoas, alcançamos a faixa superior a R$ 0,5 bilhão, mais de R$ 500 milhões em arrecadação de recursos, produtos e serviços para São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Primeiro lugar, um agradecimento, no momento tão difícil, com tanta apreensão que o prefeito Bruno Covas acabou de compartilhar. Temos também muita esperança, com um maior movimento solidário que nós já vimos no nosso estado, com arrecadação hoje de R$ 500,400 milhões de recursos privados, para apoiar em duas grandes frentes, a frente de proteção social, a quem mais precisa, ficar em casa é dif&iacu te;cil, e muita gente precisa dessa ajuda, dessa acolhimento. Então 34% do valor desses recursos foram direcionados às medidas de proteção social, através do Alimento Solidário, o programa que a secretária Célia Parnes vai dar mais detalhes em breve. E também através de uma série de outras doações voltadas a apoiar as pessoas que mais precisam. Sessenta e seis por cento foi para a área da saúde, segurança pública, principalmente a saúde, porque temos sim muitas necessidades de insumos, EPIs, e algumas doações foram feitas diretamente aos municípios. Mas tem nos apoiado muito. Esse grupo empresarial solidário São Paulo hoje contra com 362 integrantes, 118 deles fizeram doações expressivas, e cinco encontros realizados em 30 dias. Então nós tivemos aqui uma média de R$ 100 milh&otilde ;es captados por reunião, nesse trabalho de mobilização muito bonito, muito emocionante de ver, que a nossa sociedade entende, o nosso empresariado entendeu que é o momento de todos fazermos a nossa parte. E por isso estamos aqui projetando e agradecendo cada um desses 118 doadores, na área da saúde e segurança pública temos: a Biplast; Accenter; Alpargatas; Amazon; Ambev; Amil; do Grupo [Ininteligível]; a Kema; BP - Bungee Bio Energia; Bracell; Braskem; BTG Pactual; Caoa; CIMED; Colgate; Comunitas; Coperalcool; Cosan; Raisen; Data Logix; The Loit; Descarpack; Dow; Doutor Consulta; EDP; Entrevias; Família Bracher; Fundação Mapfre; Fundação Toyota do Brasil; Indústrias Anhembi; Ipiranga; J&J - Johnson & Johnson; JSL; KID Calçados; Leven; Logitech; Lojas Americanas; B2W; Magazine Luiza; Marisa; Mars Brasil; Microsoft; Mondial; Movida; MSA do Brasil; N adir Figueiredo; Natura; P&G - Procter & Gamble; Pirelli; TWC; [Ininteligível], aqui na figura do Cristian Gamboa, que está fazendo toda a auditoria desse processo; Química Amparo; Quimisa; Raia Drogasil; RAP; Rede D'Or; Restoque; Santander; São Martinho; Sforza; Sinditêxtil; Stepan, produtos de Limpeza; Suzano; Tânia Bulhões; Tegra Incorporadora; Toyota; Trisul Incoporadora; Ultragaz; Única; Unilever; Unimed SP; Unipar; Vivo; Votorantim; Volkswagen; Wind Logistics; Vaida; XP; IP. Na parte de proteção social também tivemos aqui 42 doadores: ABADS; a [Ininteligível]; B3; Bando BMG; Baruel; Bauducco; Bradesco; BRF; Cacau Show; Carrefour; CSU; Danone; Dias Supermercados; EMS; Empiricus; Espaço Lazer; Fisher; [Ininteligível]; IMM; Itaú; JHSF; Klabin; Mary Key; Minerva Foods; Natura; Natural One; Nestlé; Nívea; Odata; Ortobom; Parceiros da Educa ção; Pátria; Península; Pepsico; Plásticos MB; Polenghi; Renova BR; Sabesp; [Ininteligível]; Star Books Brasil; You Incorporadora; Zanqueta. Todos eles doaram recursos financeiros, insumos, mas também seu tempo nesse trabalho, uma série de empresas inclusive se consorciaram para viabilizar produção de álcool em gel, empacotamento de cestas de higiene, de cestas básicas, é um esforço solidário do começo ao fim. E nós agradecemos em nome do governo, de cada uma das pessoas que foram beneficiadas e estão sendo beneficiadas com essas doações. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Célia Parnes, ela tem a responsabilidade no campo da proteção social, de fazer chegar às comunidades de pessoas em pobreza extrema, o alimento. E o alimento solidário, e também as cestas de higiene e limpeza. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, boa tarde, a todos. A vida das pessoas está à frente das decisões do governo do estado de São Paulo, e nesse sentido nós desenvolvemos e implementamos ações de proteção social para toda a população, mas com foco na população de baixa renda. Se antes dessa crise já atendíamos muitas pessoas, agora precisamos focar em segurança alimentar, sanitária, social e socioeconômica. Programa Alimento Solid&aacu te;rio da família paulista é o maior programa de segurança alimentar do país. E que atuará nos bolsões de maior vulnerabilidade social, e atenderá as pessoas que vivem com até R$ 89 de renda per capta mensal. São 4 milhões de pessoas no estado que receberão essas caixas de alimentos com alto valor nutricional e proteico, como leite, grãos, carnes e todos os produtos, para manter por um mês uma família com até quatro pessoas. Este programa, como outros, conta com o apoio da iniciativa privada, que tem aportado no fundo social os recursos pra compra desses alimentos. Além disso, vale lembrar que doações em serviços e itens que tem apoiado o Governo do Estado, e aqui destaco algumas doações interessantes e particulares como 4 mil pneus, por exemplo, que recebe mos pras nossas ambulâncias e veículos que estão atuando ali na linha de frente da saúde, 250 carros que foram oferecidos com seguro pra que os profissionais de saúde possam se deslocar sem riscos de aglomerados, ou ventiladores mecânicos, trabalho das consultorias especializadas, serviços de logística e armazenamento, além da implantação de centros de isolamento próximo de comunidades junto a grandes hospitais privados, empresários e associações de moradores também. E falando em isolamento, um apelo aqui as mulheres que são 50% da nossa população, mas são mães dos outros 50%. E por que eu digo isso? Porque temos nas nossas estatísticas que grande parte, a maior parte das pessoas que têm resistência em guardar o isolamento é a população masculina. Então aqui o apelo as mulheres para que cuidem dos seus filhos, dos seus maridos, dos seus pais e os mantenham em casa. Com certeza, quando esse momento passar, e vai passar, teremos ressignificado a palavra solidariedade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Célia Parnes, secretária de desenvolvimento social. Vamos agora a informação da saúde com o Dr. José Henrique German, secretário da saúde do estado de São Paulo. E na sequência vamos às perguntas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos. Boa tarde, governador. Boa tarde, prefeito. Muito obrigado aqui. Eu queria passar os dados de ontem pra hoje. Vocês vejam que no estado de São Paulo nós temos 15.914 casos confirmados, o que deu um acréscimo de 3% em relação a ontem. E número de óbitos de 1.134 que deu um acréscimo de 4% em relação a ontem. Eu queria chamar atenção aqui que se nós não mantivermos o fique em casa e a taxa de isolamento acima de 50%, esses números não terão este percentual de crescimento. Eles vão passar pra dois dígitos, 10%, 20% ao dia, e aí o sistema de saúde provavelmente não dará conta deste... do enfrentamento da epidemia. Então é extremamente importante e é isso o que faz esse número ficar nesta maneira de crescimento o fique em casa. E principalmente dos idosos que têm acima de... com... acima de 60 anos. Com relação aos pacientes internados, nós tivemos 1.323 em UTI e 1.439 em enfermaria. Aproveitando, a taxa de ocupação dos leitos está para todo o estado em UTI, 55%, em enfermaria, 37%. Para a grande São Paulo a UTI é semelhante a questão da prefeitura, aos números da prefeitura com 74%. E enfermaria, 57%. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Henrique Germann, secretário da saúde do estado de São Paulo, Dr. Luiz Carlos Pereira Jr. como diretor do Emílio Ribas, estará aqui à disposição para as perguntas na área da saúde, ele que integra o comitê de saúde, o Centro de Contingência do Covid-19 que é coordenado pelo Dr. Davi Uip. Mais uma vez obrigado a Record News, TV Cultura, Band New, Rede Brasil, TV Alesp, Rádio e TV Jovem Pan que estão transmitindo ao vivo essa coletiva, e os flashs da TV Globo, Globo News, TV Record, SBT, TV Bandeirantes, Rádio Bandeirantes, Rádio Band News e também da Rede TV. Vamos agora as perguntas de hoje começando presencialmente, e começamos pela TV Record com a jornalista Daniela Salermo. Daniela, boa tarde. Obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERMO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, levando em conta que a flexibilização vai ser gradual e heterogênea, como vocês comentaram ontem também levando em conta o que já acontece em países de fora que passam aí pela pandemia também. Eu queria trazer um assunto de escolas. Alguns países anunciaram retorno, França, por exemplo, vai ser dia 11, mas com uma série de medidas específicas como 15 alunos por turma, por exemplo. Eu queria entender como que o estado de São Paulo está se preparando pra isso , quais as alternativas possíveis, se a gente já puder colocar agora, uma vez que ao retornar o trabalho, independente do município, os pais precisam também deixar as crianças em algum lugar. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado pela pergunta. E você está certa, é preciso previsibilidade, antecedência nesta decisão em relação à rede pública e privada de ensino nos seus diferentes segmentos. Amanhã, sexta-feira, a nossa coletiva é exatamente sobre este tema com o secretário da educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares que vai apresentar mais detalhadamente todos esses aspectos. Mas não tiro a razão nem da pergunta, nem da preocupa&cce dil;ão, por isso mesmo que amanhã o próprio secretário da educação anunciará aqui nesta mesma coletiva de imprensa. Vamos a mais uma pergunta presencial antes de irmos a perguntas on-line. Desta feita da jornalista Patrícia Rocha da TV Bandeirantes e TV Band News que se encontra aqui, aliás, transmitindo ao vivo neste momento. Patrícia, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta por favor.

PATRÍCIA ROCHA, REPÓRTER: Boa tarde. Bom, a gente vem com esse número agora na coletiva dizendo que ontem a taxa de isolamento em São Paulo chegou a 48% e acredito que há uma grande preocupação em relação a esse índice. Se essa taxa continuar beirando abaixo dos 50%, há algum risco dessas novas normas de flexibilização previstas para serem anunciadas, serem suspensas nessas cidades que esses índices continuarem abaixo dos 50% se prosseguirem assim?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia, obrigado pela pergunta. A resposta é sim, a orientação é sempre da ciência e da medicina, mas eu posso responder porque eu tenho feito reuniões diariamente com o comitê de saúde. Se nós não tivermos uma taxa superior a 50%, poderemos rever a decisão da etapa que sucede a atual quarentena que vai até o dia 10 de maio. Portanto, é importante que as pessoas sigam a recomendação médica e de saúde. Fiquem em casa! Se voc& ecirc;s ficarem em casa vão proteger as suas vidas, as vidas dos seus familiares e vão nos ajudar também a passarmos mais rapidamente por essa crise no âmbito da saúde, no âmbito social e no âmbito econômico também. Nós não poderemos fazer flexibilização se não tivermos um índice mínimo de 50% de pessoas em casa. Ontem esse índice não foi atingido, mas nos últimos quatro dias antecedendo o dia de ontem, superamos os 50%. Portanto, é perfeitamente possível que com esforço adicional, as pessoas ficando em casa nós possamos manter o nosso planejamento da flexibilização após o dia 10 de maio. Mas só faremos isso se a orientação da saúde, da medicina e da ciência for neste sentido. Se tivermos índices inferior, inferiores a 50%. E este índice foi um í ndice, eu quero registrar da região metropolitana de São Paulo, eu mesmo descrevi aqui, 20 cidades com índices superiores a 60%. Ou seja, cidades onde a população está respondendo bem, positivamente, na defesa da sua saúde, dos seus familiares, dos seus amigos e dos seus vizinhos, esta cidade e estas regiões serão atendidas pelo programa de flexibilização após o dia 10. Cidades que não estiverem respondendo adequadamente nós teremos um outro comportamento, e quem vai ditar o que nós podemos ou não fazer é exatamente a área da saúde e a área da medicina, portanto, da ciência. Vamos agora a uma pergunta on-line, é da EPTV, emissora filiada da Rede Globo de Televisão, jornalista Ícaro Ferracini. Ícaro, você já está em tela. Obrigado pela sua participação. Boa tarde. Sua per gunta, por favor.

ÍCARO FERRACINI, REPÓRTER: Governador, boa tarde pra você, boa tarde a todos aí que também participam da coletiva. A minha pergunta é justamente isso, sobre a flexibilização do comércio em algumas cidades menores. Eu vou citar um exemplo aqui da região de Ribeirão Preto, mas isso acho que serve também pra outras regiões do estado de São Paulo. Só aqui na região de Ribeirão Preto, cinco cidades pequenas e de médio porte anunciaram aí a flexibilização do comércio, e a&iacut e; sendo que quatro delas já tiveram casos de morte, inclusive uma delas é Sertãozinho que o senhor citou no começo aí, como bom exemplo, que está cumprindo o isolamento, e eu queria saber como que o governo vai fiscalizar essas cidades menores, uma vez que algumas delas não aparecem lá no índice de monitoramento, e se vai ter algum tipo de punição para essas prefeituras que flexibilizaram o comércio já a partir de agora aqui na região de Ribeirão Preto e outras regiões também do Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ícaro, obrigado pela pergunta. A orientação do Governo do Estado de São Paulo é para que nenhum município do estado, nenhum município, volto a repetir, flexibilize até o término da atual quarentena, no dia 10 de maio. Apenas depois, e sob a orientação do Governo do Estado de São Paulo. Nós temos aqui uma equipe de profissionais de saúde, são 15 profissionais qualificados, sob a coordenação do Dr. David Uip, que conhecem epidemias, que conhecem i nfectologia, que são estudiosos e que cruzam dados de todo o país, os dados do Estado de São Paulo e também dados de 56 países do mundo, que são fornecidos e processados também por este comitê de saúde. Portanto, faço aqui um apelo a prefeitos e prefeitas, que não se precipitem, que não cedam à pressão local, seja de onde for, para liberar, ainda que parcialmente, o comércio ou outras áreas de serviços das suas cidades. Lembrando que São Paulo, em todo o estado, Ícaro, tem 74% da sua economia em funcionamento normal, onde não houve nenhuma restrição, exceto a orientação de proteção individual e dos protocolos de saúde. Sertãozinho, apesar de ter obtido um bom índice, isso não justifica que rompa antecipadamente esta quarentena. O nosso secretário de Desenvolvimen to Regional, Marco Vinholi, que está aqui acompanhando, falará ainda hoje com os prefeitos de Ribeirão, perdão, Jaboticabal e Sertãozinho, que estão na área de Ribeirão Preto, para que voltem atrás e sigam a orientação do Governo do Estado de São Paulo. Se não fizerem, por rebeldia ou por alguma decisão de ordem pessoal, política ou local, nós teremos que adotar medidas judiciais, como já fizemos em outros casos. Preferimos o diálogo. É sempre melhor dialogar, conversar e convencer, mas, se necessário, utilizaremos a força da Justiça. Vamos agora a mais uma pergunta presencial, que é do jornalista Júnior Berilo, da Super Rádio. Júnior, muito obrigado pela sua presença aqui conosco, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, nessa guerra contra o Corona Vírus, nós temos várias armas importantes e uma dessas armas é a tecnologia. Eu gostaria de saber se o Estado de São Paulo, o Governo de São Paulo e, aproveitando a presença do prefeito Bruno Covas, o município, se, além do Simi, que é o Sistema de Monitoramento Inteligente, os drones que a polícia do Estado de São Paulo possui, e a Polícia Municipal também possui, se esses drones estão sendo usados para fazer algum tipo de mapeamento ou se vão ser usados para ter uma referência sobre as áreas, as regiões, por que tem, as pessoas estão saindo nessas regiões.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Júnior, obrigado. Vou evidentemente dividir a resposta com o Bruno Covas e os comentários da Patrícia Ellen, que é a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós continuamos a utilizar os drones pela GCM aqui na cidade de São Paulo, seja para fiscalização de aglomerações, como as ações que são feitas aos finais de semana junto com a Polícia Militar em relação à fiscalização dos pancadões, que nós temos aqui na cidade de São Paulo. Continuamos a utilizar eles para as ações próprias de segurança pública e a própria Secretaria de Saúde tem trabalhado em co njunto com a GCM para, se for o caso, utilizar para uma ou outra imagem a ser adquirida. Então sim, eles continuam a utilização, a GCM continua a utilizar eles, seja para a área da segurança urbana, seja em conjunto com a Secretaria de Saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Nós estamos trabalhando em parceria com todo o governo. O Simi, o Sistema de Monitoramento Inteligente, usa todos os dados de governo que sejam relevantes para o controle da pandemia. Como exemplo, hoje mesmo nós vamos ter uma reunião de trabalho com a equipe que está aqui, para trazer um protótipo de um painel de controle aqui, que pode ajudar também a segurança pública, a Defesa Civil. Nós estamos, junto com o secretário João Octaviano, tra zendo informações de tráfego das rodovias, que são fundamentais para entender o fluxo de pessoas e, com isso, qual é o fluxo possível da pandemia dentro do estado. Dado que a abordagem para a flexibilização será heterogênea, nós vamos precisar ter um nível de informação muito granular por município e integrando todos os dados de governo que vão além da saúde e da economia. Por isso que é um trabalho conjunto e o Simi, ele faz essa integração.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perdão. Bem, vamos agora a uma pergunta online, do jornalista Artur Rodrigues, do jornal Folha de São Paulo, e depois teremos ainda mais três últimas perguntas nessa coletiva. Artur, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários. O senhor vem adotando, ao longo das coletivas, uma linha bastante dura, cobrando o isolamento de cerca de 70% da população. A partir de certo momento, o governo passou a adotar um discurso um pouco mais brando, embora as taxas estejam com viés de queda e, algumas vezes, abaixo dos 50%. E nesse cenário, o senhor ainda anunciou uma possível reabertura, embora ainda não tenha detalhado as metas para isso. Eu gostaria de saber se o Governo ficou mais otimista com os dados que ele obteve até agora, sobre a cu rva, e se tem dados que sustentem esse discurso mais brando do senhor, que agora aposta no convencimento, não tem mais aquela questão da polícia, por exemplo. Os dados que a gente tem justificam essa mudança, governador?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Artur, obrigado pela pergunta. Vou dividir com a área de saúde, com o Luiz Carlos Pereira, que é o diretor do Hospital Emílio Ribas, com comentários do Dr. José Henrique Germann. Não houve nenhuma mudança no comportamento do Governo do Estado. Houve, sim, a sequência da orientação da saúde e da ciência. Nenhum ato do governador do Estado de São Paulo é feito sem o amparo e a decisão da área da ciência e da área da saúde. E foi exatamente esta área que nos orientou que o índice entre 50% e 60% passaria a ser um índice aceitável, dada as circunstâncias do achatamento que nós conseguimos obter aqui no Estado de São Paulo. Isso já foi demonstrado, aliás ontem na coletiva de imprensa demonstramos com clareza que o achatamento da curva em São Paulo vem acontecendo de forma positiva, e a declaração foi feita pelo Dr. David Uip, e a demonstração gráfica disto. E eu complemento a minha resposta exatamente com o Dr. Luiz Carlos Pereira, diretor do Hospital Emílio Ribas, e depois com comentários do Dr. José Henrique Germann, para o jornalista Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo.

LUIZ CARLOS PEREIRA, DIRETOR DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Obrigado, governador. Artur, obrigado pela pergunta. Essa é uma avaliação que nós fazemos diariamente, e o que nós temos são os cenários que o Dr. David sempre ressalta isso. A gente trabalha com três principais cenários: do ideal, acima de 70%, do possível, 60%, como nós observamos vários municípios atingindo, e um cenário possível de 50% ou mais. Como nós estamos observando nesse momento uma inflexão da curva, mostrando um certo achatamento, e ntão a gente considera como um cenário otimista, de certa maneira, mas a gente não pode pegar essa tendência neste momento e flexibilizar o distanciamento social, absolutamente. Então é claro que diariamente isso está sendo avaliado, e essa adesão ao distanciamento social vai, definitivamente, definir a intensidade desse afastamento, ou definir o quanto nós vamos poder relaxar. Então o recado final que eu poderia passar é: quanto mais fiéis formos ao distanciamento social, mais breve nós conseguiremos reativar todas as atividades que todos nós queremos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Luiz Carlos. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Então, nós, como vocês observaram, e que eu mostrei que é mais 4% e mais 3%, ou seja, nós estamos em curva ascendente. E isto numa velocidade baixa. É isto que é muito satisfatório, do ponto de vista de expectativa. Mas nós não estamos em curva descendente. Então, nós precisamos manter o isolamento social nesses níveis, de 60% como meta e 70% como ideal, para que a gente continue mesmo num crescimento, numa velocidade mais baixa, e com isso o sistema de saúde não é colapsado em função de um alto índice de pacientes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo. Obrigado, jornalista Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo. Quero, antes de passar a penúltima pergunta de hoje, agradecer a presença da Dra. Helena Sato, que integra o nosso comitê de saúde, o centro de contingência do Covid-19, também aqui presente entre nós. E passo agora a pergunta do jornalista Bruno Ribeiro, do Jornal Estado de São Paulo, bom reencontrar você, Bruno, s empre estimulando o isolamento, mas há tempos que não te via pessoalmente, só através da tela. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Governador, esse anúncio que o senhor fez hoje, sobre o decreto de amanhã, sobre o uso de máscara, já existe um decreto municipal também com uma recomendação e a gente vê que muita gente na rua não acata a recomendação, né? Essa é uma orientação que eles optam por não seguir. Por que o estado preferiu seguir nessa linha, invés de buscar uma multa, ou algum tipo de punição pra tornar a medida mais obrigatória? E v ou aproveitar, o prefeito, ele anunciou esse plano amplo, né, esperando ainda mais corpos pro serviço funerário, diante dessa expectativa, não é um pouco ir no caminho oposto, a gente já falar em abertura, ontem o secretário Germann falou que uma expectativa de três mil mortes até o dia três, hoje o prefeito apresenta esse plano amplo, né, e o estado, embora não esteja dando detalhes, já está falando em abertura, é o momento já pra fazer isso? São essas duas perguntas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. A pergunta das máscaras, eu responderei na sequência, vou passar ao Bruno Covas, mas a obrigação, quero aqui dizer, em nome do Governo do Estado de São Paulo, e o Bruno poderá falar, obviamente, sobre isso também, nós todos temos que trabalhar com a preparação e a orientação, não desejando o pior, e nem estimando o pior, mas é necessário que tenhamos preparo da rede hospitalar, de UTI's, de medicamentos, de EPI's e de est rutura para atender em qualquer circunstância, a pior situação é aquela que vocês acabaram de ver no filme de televisão, em Guayaquil, no Equador, onde circunstancialmente, não estou aqui fazendo uma avaliação sobre o governo de um outro país, e nem de uma prefeitura, mas a falta de estrutura levou a circunstâncias que vocês acabaram de ver. Não é isso que desejamos aqui, mas nem de longe isso significa a previsibilidade do número de mortes. Mas quem vai falar sobre isso é o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Xará, a gente tem que tá preparado pros piores cenários, né, como eu disse, uma das medidas é, se for o caso, o serviço funerário trabalhar 24 horas por dia, é claro que isso vai depender, não só em relação a demanda do serviço funerário, ocupação do número de leitos, mais uma vez, do quanto as pessoas estão aderindo a questão da quarentena e colaborando com o poder público, ficando dentro de casa. Nós temos um cenário , hoje, dia 23 de abril, né, até dia dez de maio é longo prazo desse período de pandemia, então, até lá novas avaliações vão sendo feitas, o governador foi bem claro, tanto ontem, quanto hoje, que as decisões a serem tomadas em relação a partir do dia 11 dependem do ponto de vista e do apoio do que vai orientar a área da saúde, né, aqui a área da saúde foi bem clara hoje, também, insistindo que as pessoas continuem dentro de casa, volto a dizer, em relação a hoje, ao dia de hoje, aos números que nós temos apresentados, o que a prefeitura não pode é não estar preparada pra um cenário de maior dificuldade, tomara a população colabore cada vez mais e a gente não tenha que utilizar toda essa infraestrutura, né, mas isso vai depender um pouco da colaboraç&atil de;o das pessoas. À prefeitura cabe a parte de preparar infraestrutura, número de leitos, em relação ao serviço funerário, agora cabe à colaboração da população também permanecer dentro de casa, e a gente melhorar esse índice, hoje, em 48%.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E dentro, Bruno Ribeiro, deste mesmo enunciado do prefeito Bruno Covas, em relação às máscaras, a prefeitura de São Paulo adotou, na semana passada, esta mesma recomendação, por decreto, e nós estamos fazendo o mesmo por decreto amanhã. Lembrando que várias outras cidades do Estado de São Paulo seguiram a referência da prefeitura e, nos últimos dias, também decretaram a recomendação para o uso de máscaras, e vocês podem observ ar, vocês que estão nos assistindo agora, e você também, Bruno Ribeiro, que uma parte considerável e majoritária da população está usando máscaras, inclusive as máscaras domésticas, vamos chamar assim, feitas em casa, e que são aceitáveis pela medicina, e é exatamente isso que nós estamos recomendando. Se necessário for, numa nova etapa, esperamos que não haja esta necessidade, tornaremos obrigatório, mas eu não consigo compreender que alguém não queira defender a sua própria vida, eu não consigo compreender alguém que acorde e diga pra si próprio: Hoje eu quero morrer, eu quero me expor, eu quero perder a minha vida. Eu imagino que todas as pessoas, que tenham a capacidade de raciocínio devam acordar dizendo: Eu gosto da vida, eu gosto de viver, quero continuar a viver, vou usar a minha m&a acute;scara. Vamos agora a última pergunta de hoje, é da jornalista Maria Manso, da TV Cultura que, aliás, está transmitindo direto e ao vivo esta coletiva de imprensa. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha dúvida é sobre a quebra da quarentena. São José dos Campos, aqui no interior, o Ministério Público já precisou entrar na justiça contra o prefeito, mas a prefeitura já divulgou que vai recorrer de novo, porque ele quer reabrir o comércio lá. Aqui na grande São Paulo, Diadema também publicou hoje um decreto do prefeito e, entre outras atividades, salões de beleza estão abertos hoje lá na cidade. O senhor já disse que tá tentando conversar com os prefeitos, que o decreto do governo é válido pra todo estado, mas eu queria que o senhor falasse especificamente sobre essas duas cidades, São José e Diadema, até pela importância delas, e ainda sobre a quebra da quarentena, se o senhor não acha que pode ter provocado um efeito psicológico já ter anunciado ontem que a quarentena vai ser relaxada a partir do dia 11, será que as pessoas não começaram a pensar, ah, se vai relaxar, tá tudo bem, e até por isso esse aumento detectado de 48%?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado pelas perguntas. Essa segunda pergunta, aliás, foi feita ontem, e nós respondemos, a resposta é não, o fato de você dar esperança e previsibilidade não significa que você dá a oportunidade das pessoas interpretarem isso como relaxamento, não devem fazê-lo, né, já respondi hoje também a um outro jornalista, que indagava se o índice não chegar a 50% se nós manteremos a decisão de termos uma nova etapa, a partir do dia 11 de maio, com um comportamento diferenciado, sazonal e heterogêneo, isso poderá ser revisto, e quem faz essa revisão exatamente é a área da saúde e da ciência, se as pessoas não se protegerem, não ficarem em casa, não usarem máscaras, não adotarem os procedimentos que a saúde indica e recomenda, nós temos a obrigação de rever as nossas posições. Portanto, não há nenhuma indicação de relaxamento, ao contrário, se as pessoas colaborarem, tudo passará e viveremos momentos melhores no futuro, futuro que pode ser mais próximo se as pessoas colaborarem de forma solidária. Em relação a São José dos Campos, eu quero apenas esclarecer, a decisão não foi do Ministério Público, foi da justiça, foi o Tribunal de Justiça, foi uma desem bargadora que decidiu judicialmente, e o prefeito tá no seu direito de recorrer, evidentemente, aliás, é um bom prefeito, o prefeito de São José dos Campos, eu não discuto a sua qualidade, mas nós discutimos a oportunidade, também não é hora de fazer nenhum tipo de relaxamento em nenhuma cidade do Estado de São Paulo, mesmo para bons prefeitos, boas prefeitas, e prefeituras bem avaliadas, não é hora, vamos aguardar até o dia oito de maio, que é a data onde nós vamos anunciar de forma detalhada as áreas e este comportamento diferenciado para regiões e cidades do Estado de São Paulo onde a medicina, a saúde, a ciência orientarão de que é possível ali gradual e seguramente termos uma diferenciação para a quarentena. E assim que nós vamos agir, São Paulo ao lado do Rio de Janeiro, foi o primeiro estado do país a fazer a quarentena, Rio e São Paulo, e temos tido aqui um bom resultado, e por que temos tido um bom resultado? Porque seguimos a ciência, seguimos a medicina, aqui nós não seguimos nem fatores políticos, nem ideológicos, nem partidários, nem a pressão de quem quer que seja, nem do mundo religioso, nem do mundo político, nem do mundo empresarial, a única orientação é a orientação da ciência e da saúde. Em relação a Diadema, eu lamento que o prefeito tenha tomado essa atitude, sei que, evidentemente, ele está pensando no melhor para a sua população, mas também se antecipou e fez antes da hora, certamente o Ministério Público agirá também no caso de Diadema, como agiu no caso de São José dos Campos, e a justiça ratificou, sempre dentro do d iálogo, até onde for possível, e quando não for possível, a justiça será praticada. Como nós temos aqui, através da TV Cultura, a sua emissora, uma larguíssima audiência em todo o Estado de São Paulo, a Record News e outras emissoras que também estão aqui transmitindo, volto a dizer a prefeitas e prefeitos do interior, da região metropolitana e também do litoral de São Paulo, sigam a quarentena até o dia dez de maio, essa é a orientação da saúde e da ciência, válido pra todos os municípios do Estado de São Paulo. No dia oito de maio, teremos a oportunidade de avaliar, principalmente, cidades como as 20 que nós aqui, hoje, Bruno Covas, anunciamos, que estão com índice superiores a 60%, certamente serão cidades que poderão ser consideradas dentro desse regime difere nciado de relaxamento da quarenta. Fora disso, não. E só faremos isso de forma segura e em etapas, etapas que serão anunciadas gradualmente, repito, sempre fundamentados na saúde e na ciência. São estas as perguntas de hoje, e a coletiva de hoje, eu quero, mais uma vez, agradecer aos jornalistas que aqui estão, recomendar a você, que está aí na sua casa, siga sempre acompanhando o noticiário da televisão, do rádio, da internet, das páginas impressas de jornais e revistas, as informações são seguras, o jornalismo brasileiro está dando a sua maior demonstração de maturidade, de responsabilidade, de isenção e de proteção à vida, é um grande aliado da medicina e da saúde o trabalho da imprensa brasileira, portanto, você, que está em casa, não dê atenção a notícias que são veiculadas na internet, se não vierem com a chancela de veículos de comunicação, muito provavelmente elas são falsas, elas são equivocadas, elas são mentirosas e elas vão conta o seu interesse de proteger a sua vida e da sua família. E, por favor, fiquem em casa. Boa tarde e até amanhã.