Coletiva - Governo de SP reforça austeridade econômica e suspende despesas durante pandemia 20201404

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Coletiva - Governo de SP reforça austeridade econômica e suspende despesas durante pandemia

Local: Capital - Data: Abril 14/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Hoje terça-feira, 14 de abril, vamos iniciar mais uma coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes, quero agradecer a presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, os que estão aqui, os que puderam vir até aqui, e os que estão online também, no s acompanhando, e alguns dos quais também farão perguntas. Cumprimentar a todos que estão nos assistindo ao vivo pela TV Cultura, pela Record News, também por outras emissoras, que estão em transmissão ao vivo, aqui ao meu lado Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo do Estado de São Paulo, José Henrique Germann, secretário da saúde e integrante do comitê de saúde, do centro de contingência do Covid-19, Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, também integrante do comitê de saúde, do grupo de contingência do Covid-19, e a Dra. Helena Sato, diretora do centro de vigilância epidemiológica da Secretaria do Estado da Saúde, e também igualmente integrante do comitê de saúde. Acompanham essa coletiva a Patricia Ellen, secretária do desenvolvimento econômico, General Campos, secretári o de segurança pública do Estado de São Paulo, João Octaviano, secretário de logística e transportes, Célia Parnes, secretária de desenvolvimento social, e Cleber Mata, secretário de comunicação. Quero, nas nossas mensagens iniciais, dedicar a primeira mensagem aos profissionais de saúde, agradecer aos médicos, paramédicos, enfermeiros, aos profissionais que atuam no socorro e no atendimento, tanto no plano público, como no plano privado, estes são os heróis do Brasil, aqueles que estão dedicando a sua vida, dedicando o seu tempo, a sua experiência para salvar vidas, a todos vocês a nossa homenagem. Quero destacar aqui um fato que ocorreu ontem, aqui em São Paulo, no Hospital das Clínicas, médicos realizaram uma cesariana de urgência, na UTI do Hospital das Clínicas, para salvar a vida de uma mãe e de um bebê. A mãe, de 28 anos, com Covid-19, com coronavírus, chegou em estado gravíssimo na noite de domingo ao Hospital das Clínicas, e diante desta gravidade, na madrugada de domingo para segunda-feira a equipe médica do Hospital das Clínicas decidiu, imediatamente, pelo parto. A bebê, recém-nascida está bem, na UTI neonatal do hospital, porém demanda cuidados, e a mãe segue, neste momento, em estado grave, mas com vida, respirando por ventilador, e acompanhada na UTI por uma equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas, é um exemplo da importância do trabalho, da seriedade, do esforço, da dedicação que os profissionais de saúde não apenas em São Paulo, mas em todo Brasil vem dedicando para salvar vidas, a todos eles, que diariamente cumprem essa missão, o nosso muito obrigado. Quero destacar também, e pedir a po pulação do Estado de São Paulo, mais uma vez, que tome cuidado e que obedeça a orientação do isolamento social, é fundamental que a população tenha solidariedade, primeiro consigo próprio, cada cidadão que desobedece a orientação do isolamento social, cada pessoa que desnecessariamente se aglutina e se agrupa em algum lugar, em algum ponto no Estado de São Paulo, está colocando em risco a sua própria vida, e colocando em risco também a vida dos seus familiares, a vida dos seus parentes, a vida dos seus vizinhos, e de outras pessoas. O vírus, o coronavírus não escolhe classe social, nem ideologia política, não escolhe cidadão do bem ou cidadão do mal, ele atinge a todos, quero voltar a mencionar que nós aqui, em São Paulo, obedecemos e seguimos o que a medicina recomenda, o que os médicos r ecomendam, o que os especialistas recomendam, e eles recomendam o isolamento social, aliás, 56 países estão sendo monitorados pelo Governo do Estado de São Paulo, através da [ininteligível], consultoria que está nos ajudando, nestes 56 países, que tem um volume maior de incidência da Covid-19, em todos eles o isolamento social é recomendado pelos governos, é recomendado pelos primeiros-ministros, é recomendado pelos seus presidentes da República, como é recomendado também pelos seus governadores de estado, de províncias, prefeitos e prefeitas, volto a repetir, o vírus não escolhe classe social e nem escolhe ideologia política, ele atinge a todos, e se nós não tivermos a colaboração da maioria da população, muitos vão sofrer, muitos serão contagiados, e muitos perderão suas vidas. Que ro também registrar, como terceira mensagem, o agradecimento ao poder legislativo, especificamente a Câmara Federal, aos deputados, aos 431 deputados, que votaram favoravelmente pelo projeto de lei que ajuda e apoia estados e municípios, uma votação expressiva ocorreu ontem, na Câmara Federal, 431 votos a favor, contra 70 votos contrários, curiosamente votos de parlamentares vinculados ao governo do presidente Jair Bolsonaro, aos 431 que colocaram seu voto a favor desta medida, em nome do Governo de São Paulo, muito obrigado também, em nome dos 645 municípios do Estado de São Paulo, já que a medida atende também corretamente as prefeituras municipais, o nosso muito obrigado, vocês estão ajudando no combate a pandemia, e estão ajudando a salvar vidas, esse socorro e esta atenção, não apenas ao Estado de São Paulo, mas a todos os 27 estados d o país, incluindo o Distrito Federal, representa uma atitude elogiável do parlamento brasileiro para salvar vidas. Eu tenho a convicção de que o Senado Federal cumprirá esse mesmo papel, a partir desta semana, e tenho certeza de que senadoras e senadores da República saberão ter um ato humanitário e reconhecer a gravidade desta crise para apoiar estados e municípios na defesa da vida e na proteção das pessoas. Finalmente, a quarta mensagem, mais uma vez, aos empresários, dirigentes de empresas, aqui de São Paulo e aos que puderem alcançar esta mensagem, também de outros estados brasileiros, por favor, não demitam, nós já temos mais de quatro mil empresas e dirigentes empresariais que subscritaram, subscreveram um documento para não demitir, um movimento que nasceu da sociedade civil, não foi um movimento iniciado pelo Governo do Estado d e São Paulo, foi um movimento que nasceu na livre iniciativa, por dirigentes empresariais, por empresários e que hoje já tem mais de quatro mil empresas que assumiram este compromisso para não demitir, este é o compromisso humanitário, este é o compromisso correto de empresários que sabem que esta crise vai passar, que essa crise tem prazo determinado, se todos ajudarem, evidentemente, na sua defesa e na sua proteção, e em breve as empresas estarão operando novamente, e vão precisar dos seus profissionais, dos seus colaboradores para ativarem os seus negócios e venceram nas suas atividades. Agora, vamos as informações e as decisões do Governo do Estado de São Paulo de hoje. Adquirimos e chegaram nessa madrugada 725 mil testes de coronavírus, vindos da Coreia do Sul, uma operação logística inigualável, inclusive de seguran&c cedil;a, de reserva e segurança, incluindo acompanhamento policial de toda essa carga até o Instituto Butantan. 725 mil testes já chegaram, de um total de um milhão de 300 mil até o dia 25 de abril nós receberemos mais 525 mil testes. O valor do investimento do Governo do Estado de São Paulo é de 85 milhões de reais por esses testes, uma rede de 34 laboratórios, coordenada pelo Instituto Butantan, cujo presidente está aqui, participando desta coletiva, vai processar estes testes, no momento estamos com dois mil testes dia, com a chegada desses novos testes, poderemos ampliar pra cinco mil testes até 24 de abril, e a partir de 18 de maio, oito mil testes por dia, nesta rede de 34 laboratórios coordenados pelo Instituto Butantan. Anunciamos também a compra de 18 milhões de máscaras pelo Governo de São Paulo, sendo 15 milhões de máscaras cir&uacut e;rgicas, recomendadas para o atendimento médico, e três milhões de máscaras N95, são aquelas de cor azul mais reforçadas, indicadas para os profissionais de saúde que trabalham em ambientes de alto índice de contaminação, como são as Unidades de Terapia Intensiva, as UTIs. Essas 18 milhões de máscaras foram compradas na China, também em uma operação coordenada pelo governo do estado de São Paulo para assegurar a chegada das máscaras até aqui de forma segura, e para o atendimento à população. O investimento foi de R$ 63 milhões. Vamos continuar comprando máscaras, e vamos continuar utilizando as boas relações que cultivamos com a China, com o governo chinês, e com empresas chinesas para proceder novas compras de máscaras, e até o dia 27 de abril poderemos anunciar um novo lote de máscaras, tanta as máscaras cirúrgicas, quanto as N95 chegando aqui em São Paulo. Terceiro informe, corte de custos, estamos cortando custos no governo de São Paulo, para preservar salários e empregos. Tivemos uma queda de arrecadação de R$ 10 bilhões, de abril a junho. Neste mês, e a previsão somada de maio e junho. Em 90 dias, uma queda de R$ 10 bilhões de arrecadação. O vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia, coordenou um grupo de trabalho ao lado de Henrique Meirelles, Patrícia Ellen, e outros secretários, para promover um programa que será anunciado neste momento, inclusive por decreto publicado já hoje no Diário Oficial, para contenção de gastos de R$ 2,3 bilhões no governo do estado de São Paulo. Precisamos guardar e separar recursos para atender a saúde e segurança p&ua cute;blica, prioridades neste momento. E a prioridade também à proteção social para atender os desvalidos, os desempregados e aqueles que estão na extrema miséria. Esta é uma determinação do governo de São Paulo, e o nosso objetivo é cumprir os nossos compromissos, não demitir, mas tomar as medidas necessárias para ultrapassarmos essa difícil fase do Coronavírus, e o governo do estado de São Paulo toma e tomará todas as medidas que forem necessárias, no plano econômico, no plano social, no plano da segurança pública, e, sobretudo, no plano da saúde, para garantir aos brasileiros de São Paulo o seu direito à vida e ao seu bem-estar por mínimo que seja. Eu passo agora a palavra ao Rodrigo Garcia, nosso vice-governador e secretário de governo. O Rodrigo fará uma apresentação sobr e este programa que estamos anunciando, de contingenciamento do nosso orçamento para superação da crise. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, governador, rapidamente, são três telas da situação do orçamento do estado, e quatro telas das providências que o governador João Doria tomou a partir de hoje através dos decretos colocados. Nós estamos denominando isso de medidas de austeridade fiscal, para que de maneira qualitativa o estado possa nesse observar as despesas que podem ser reduzidas, observar as despesas que podem ser evitadas, para preservar recursos para aquilo que é fundamental, que &eacu te; a área da saúde, a área da segurança. Então ali é o cenário de arrecadação de ICMS, na cota parte do estado, com a previsão nos próximos três meses, de quase R$ 10 bilhões de queda. Vocês observam que nós colocamos uma queda já projetada de abril de 6% da atividade econômica, um aumento de 5% na inadimplência, e uma queda de 30% nas importações, essa projeção em maio é hoje impossível de ser feita com precisão, mas nós sabemos que cairá mais a atividade econômica, a inadimplência se mantendo, e talvez uma pequena recuperação no mês de maio. Então tudo isso projetado para a nossa realidade, dá uma perda total de arrecadação de quase R$ 10 bilhões, que é aquela penúltima coluna ali, R$ 9,7 bilhões. E a co ta parte do estado é essa queda projetada nesses três meses. No próximo gráfico um pouco a situação então de como é distribuído os recursos públicos, basicamente R$ 12 bilhões de despesas por mês que o estado de São Paulo tem. As transferências às universidades, os pagamentos de precatório, os serviços de dívida. Lembrando que o Supremo Tribunal Federal suspendeu o pagamento da dívida pública dos estados com a União, a dívida pública dos estados com bancos ainda remanescem, e ontem São Paulo fez o pagamento de R$ 661 milhões a bancos públicos, a bancos internacionais, dos seus financiamentos. A folha de pagamento, as despesas da educação. Ou seja, quando você soma e separa ali R$ 1,200 bilhão, que é o recurso específico para o combate ao COVID oriundo do n&at ilde;o pagamento da dívida pública com a União, você chega em uma despesa total de R$ 12,700 bilhões, e uma arrecadação de R$ 9,925 bilhões, o que dá um déficit já esse mês de R$ 2,8 bilhões, e um projetado para os próximos dois meses. Isso na prática, na próxima tela nós vamos entender, impacta diretamente o caixa do estado. Então se essa projeção e nada for feito, se confirmar, nós teríamos então o mês de abril com uma redução de caixa depois da folha de pagamento, o mês de maio com uma redução ainda maior, e já no mês de junho um déficit de caixa, financeiro de mais de R$ 2 bilhões, somando em julho mais de R$ 4 bilhões. Então foi essa a constatação, que a partir de duas semanas atrás o governador pediu a mim, junto ao secretário Meirelles, que pudesse fazer uma avaliação geral do estado, que pudesse fazer, portanto, uma medida de austeridade qualitativa, antecipada, para que São Paulo pudesse enfrentar sem sobressaltos o combate ao COVID. Então a partir desta constatação é que hoje o governador editou dois decretos, um que trata do custeio da máquina pública, e outro que trata do funcionalismo da máquina pública. Então nós temos uma meta específica geral de redução de 20% no custeio do estado nesses três meses, e metas detalhadas por contrato, como, por exemplo, Poupatempo, limpeza predial, organizações sociais que não da saúde, locação de veículos. E lembrando que isso vale para todos, com exceção para a saúde, segurança pública, administração penitenciária, Fundação Casa e ANSP. Então as áreas de saúde e de segurança pública estão preservadas, e o corte se dará, portanto, à redução em outras áreas. Temos metas nesses três meses de reduzido R$ 650 milhões nessas áreas. Um outro decreto, ao lado do de custeio, que suspende novas despesas, nós tínhamos várias despesas programadas para ocorrer nesses três meses que ainda não estavam contratadas, e o decreto de hoje também suspende novas locações, novos contratos de obras, aditivos, aquisição de imóveis, publicidade que não específica para o COVID, contratação de contratos. Ou seja, é uma meta que prevemos não pressionar mais o gasto, e estamos chegando na ordem aí de R$ 665 milhões de gastos que estavam previstos e não serão rea lizados nessa medida número dois. A próxima, as medidas para o conjunto dos recursos humanos do estado, São Paulo tem, desde 1996 o hábito de pagamento antecipado no aniversário do servidor público, de metade do seu décimo terceiro, o que o decreto faz é dizer, olha, o décimo terceiro será pago, portanto, no mês de dezembro, e não mais parte no aniversário do servidor. A suspensão do pagamento também de um terço de férias, isso vale para todos os funcionários. Com exceção para a saúde, nós temos também novos concursos, novos contratos de estágio, designação de pessoal que geram impacto, venda de férias, nomeações, está tudo suspenso, menos para a saúde. E também toda a bonificação de resultados suspensa no conjunto do estado, com exceç ão da saúde e da segurança pública. Então essas são as medidas na área de recursos humanos com a previsão de economia de R$ 1 bilhão até o final do ano. Vamos passar ao próximo. Já tivemos algumas ações feitas pelo governo de São Paulo, como a suspensão do serviço da dívida com a União, em negociação, sem descumprimento de nenhum contrato, o pagamento dos bancos multilaterais, ainda nós estamos em processo de negociação. Já suspendemos o pagamento do PIS/PASEP, isso economiza R$ 100 milhões, isso já deu um potencial até o final do ano, de cerca de R$ 8,1 bilhão de economia também, nesse período de crise. Então essas são as medidas, governador, acho que não tem mais tela. Dada a realidade encontrada, as decisões tomadas de alteridade f iscal, de maneira qualitativa, preservando o funcionamento do estado nas áreas essenciais neste momento de guerra contra o vírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Antes de passar ao Dimas Covas, apenas uma lembrança que está no contexto do que foi exposto pelo vice-governador, e secretário de governo, que o programa de assistência social de recursos emergenciais para 1 milhão de cestas básicas que serão distribuídas pelo governo de São Paulo, assim como cestas de higiene pessoal e limpeza, assim como assistência a aqueles que representam a faixa dos mais pobres, em extrema miséria, ou os que perderam seus emp regos e a sua renda, como já anunciamos aqui inclusive na área da educação, estão, por óbvio, mantidos como prioridade do governo do estado de São Paulo. Vou pedir agora ao Dimas Covas, ao doutor Dimas, que faça na sua breve intervenção, os dados relativos aos testes, a sua responsabilidade neste comitê de saúde, entre outras, está na ativação dos testes. E a boa notícia que nós podemos oferecer hoje, a chegada já aqui em São Paulo, na verdade já no Butantã, dos 725 mil testes de Corona Vírus que nós importamos da Coreia do Sul. Dimas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Esses 725 mil testes, eles chegam num momento importante no planejamento do combate à epidemia. Eles já serão distribuídos a partir dessa semana, começo da semana que vem, para abastecer os 34 laboratórios que estão habilitados. Existem mais 10 laboratórios que estão em processo de habilitação. Nesse momento, vocês sabem que o mercado mundial está comprando testes, então essa aquisição da Coreia vem num momento muito oportuno. O próprio Min istério tem lá as suas dificuldades de trazer testes, e com esse volume que será, até o final de abril, de 1,3 milhão, mais outros testes que estão chegando por outras fontes, nos garantem essa política de testagem até junho, julho. Então nós estamos, do ponto de vista de insumos, abastecidos. Agora, o próximo passo é fazer a rede funcionar à plena velocidade. Nesse momento, a demanda diária de testes é em torno de 1.300 testes por dia. A rede já está operando com 2.000, capacidade de 2.000, e portanto o que chega no dia não tem motivo pra ser acumulado. Semana passada, foi anunciado que existiam 17 mil testes aguardando. Na realidade, na data de ontem, eram 15.600 testes, dos quase 12 mil testes já foram distribuídos para a rede, ou fisicamente ou em processo de transferência. Então, nós já temos um caminho a& iacute; para zerar essa fila até a próxima semana. A partir daí, nós só vamos operar com a demanda do dia. A rede já está sendo descentralizada, para todos os Lutz. Nesse momento nós temos cinco Lutz em funcionamento. Ontem, iniciou o Lutz de Bauru, já com os primeiros resultados, e a rede toda, com 12 Lutz, vai entrar em funcionamento também rapidamente. Nós temos os universitários, que são cinco centros, também prontos a operar. Eles só precisam ser habilitados e receber insumos. Importante dizer que, neste momento, existe uma prioridade na realização dos testes: óbitos, pacientes graves internados, profissionais da saúde... Isso é a prioridade do dia. E aí a questão sempre dos óbitos, então é bom deixar claro o que é essa questão do óbito. Muitas vezes, o teste entra no laborat&o acute;rio, o paciente está vivo, ele não morreu. Ele vai a óbito durante a evolução. Então, existe aí um certo delay na informação do óbito ao laboratório. Mas a hora que chega no laboratório, ele já passa imediatamente pra ser prioridade. Então, eu acho que essas informações são importantes, nós vamos fornecer essas informações diariamente, número de testes que chegaram, número de exames que chegaram, número de testes que estão sendo realizados e a capacidade do sistema. Acho que isso dá uma tranquilidade para que nós tenhamos uma visão clara da evolução da epidemia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Agora vamos, saímos da saúde, continuarmos na saúde, com o Dr. José Henrique Germann, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, com os números de hoje. Lembrando que o comitê de saúde, o Grupo de Contingência do Covid-19, estará reunido hoje e, a partir das 15h, no Centro de Convenções Rebouças, ao lado do Hospital das Clínicas. Num determinado momento, as informações também serão compartilhadas co m a imprensa, com os jornalistas. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Os dados de ontem pra hoje são, para o Estado de São Paulo: 8.895 casos e número de óbitos de 608 para este contingente. Estamos com 6,8 óbitos, o percentual de óbitos, subiu um pouco com relação à estatística anterior. O Brasil tem 23 mil casos, com 1.328 óbitos, o que dá um percentual de 5,6%, que também teve uma pequena elevação. Nós temos hoje internadas 1.878 pessoas, praticamente 50% entre UTI e enfermarias. Isto era o que eu tinha para vocês, além da questão do 'fique em casa'.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. A Dra. Helena ficará aqui à disposição. Quer fazer alguma intervenção, Dra. Helena? Por favor.

HELENA SATO, INTEGRANTE DO GRUPO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Vou estar aqui deixando claro que eu estou aqui à disposição para responder as perguntas. Fico no aguardo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Obrigado. E lembrando mais uma vez que o grupo que compõe esse Grupo de Contingência do Covid-19, sob a direção do Dr. David Uip, se reúne diariamente, muitas vezes duas vezes ao dia, virtualmente, evidentemente, mas que hoje estará representado ali por vários dos seus representantes, lá no Centro de Convenções Rebouças, que faz parte do Complexo do Hospital das Clínicas, aqui em São Paulo, e isso ocorrerá diariamente às 15h. E ao término da r eunião, as informações também serão, por óbvio, disponibilizadas aos jornalistas, os que estão aqui e os que puderem estar às 15h lá no Hospital das Clínicas, no Centro Rebouças. Vamos agora às perguntas. Nós temos inscritos aqui, vamos começar com a UOL, com o jornalista Felipe Pereira. Depois, vamos ao André Vieira, do jornal Valor Econômico, que está online, e vamos intercalando as presenças com aqueles que estão virtualmente participando da nossa coletiva. Felipe, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: ... acho que vai ser para o senhor e para o vice-governador. O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, hoje sugeriu o congelamento do salário dos servidores. E a pergunta é: a permissão de redução de corte de salário da iniciativa privada... Só que não há nada relativo aos servidores. Esse pacto social pelo Covid está sendo, exigindo o mesmo esforço de toda a população e há possibilidade de o Governo do Estado de São Paulo ter alguma medida que peça algum esforço também dos servidores públicos? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Vou dividir a resposta com o Rodrigo Garcia, secretário de Governo. O esforço já está sendo feito por todos e compartilhado, desde secretários, dirigentes de estatais e também os servidores públicos do Estado de São Paulo. O sacrifício é de todos, e deve ser de todos, compartilhadamente. Nós estamos vivendo uma gravíssima crise. E eu peço agora ao Rodrigo que explane, na sua questão, os pontos que representam esse contingenciamento aqui no Estado d e São Paulo. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, a atitude legal que o Governo de São Paulo pode tomar, que é o não aumento de salários, o congelamento da bonificação, foi tomada. A partir de agora, qualquer decisão de redução salarial, pela Constituição Federal, pela irredutibilidade dos vencimentos, é através de uma legislação federal que pode ser proposta pelo Governo Federal. O que cabe ao estado foi feito, que é o não pagamento de promoç&ati lde;o, suspensão da bonificação e, basicamente, o congelamento dos salários. Qualquer medida de redução salarial do servidor público está concentrada no poder legiferante do Governo Federal e do Congresso Nacional, ele não pode ser proposto por estados e municípios.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Felipe, obrigado pela pergunta. Vamos agora online com o jornalista André Vieira, do jornal Valor Econômico. André, você já está em tela. Obrigado por estar participando, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Ok. Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A pergunta é a seguinte: cientistas da USP e da UnB têm afirmado que é a grande a questão da subnotificação de casos de Covid no Brasil, e estimam que o país tem agora 313 mil pessoas contaminadas, em vez dos 23 mil anunciados pelo Ministério da Saúde. Aqui em São Paulo, a previsão é que, se não houver medidas de distanciamento social mais restritivas, a capital poderá entrar em colapso na próxima semana. Qual é, diante desse quadro, a estimativa de s ubnotificações de casos no Estado de São Paulo? E aproveitando, com essa informação da chegada dos testes, se o Governo de São Paulo não pretende adotar uma política de testar em massa, que é o que a OMS tem dito que é mais efetivo para diminuir a subnotificação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: André, obrigado pelas duas perguntas. Eu vou compartilhar a resposta com o Dr. José Henrique Germann e o Dr. Dimas Covas. Então, começamos com o secretário da Saúde, José Henrique Germann, e na sequencia ao Dimas Covas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Pelas próprias características da Covid-19, ela tem no seu contingente total de casos confirmados, 20% irão para o atendimento hospitalar. São esses que estão testados aqui. Então, se você for pensar numa epidemia do ponto de vista global, são cinco vezes, dentro desta política, são cinco vezes aquilo que está internado, porque o índice de 20% de internação faz parte da própria patologia. Então, se hoje nós temos 20 mil pessoas internadas, nós temos 100 mil que estão acometidos da patologia. Porém, todos esses 80%, eles não aparecem porque, primeiro de tudo, eles não necessitam, eles não apresentam sintomas, eles não apresentam necessidade de tratamento, muito menos de tratamento hospitalar. Acho que esta é a minha, o meu entendimento a respeito.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir a complementação do Dr. Dimas Covas à pergunta do jornalista André Vieira, do Valor Econômico.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: A questão da subnotificação, é importante ficar claro que a subnotificação existe, vai existir e existe em todos os países do mundo. E nós temos que entender que os casos confirmados, os casos internados, representam o limite inferior da curva de ascensão, isso é importantíssimo. Quer dizer, neste momento o número de óbitos e o número de casos notificados, eles estão na base da curva, seja 5%, seja 10%, então a subnotificação vai acontecer. Nós tem os que adiantar os testes para ter uma visão o mais próximo da realidade. Mas também considerando que teste você está olhando no retrovisor. O indivíduo se infecta, o indivíduo leva um tempo para desenvolver sintomas, leva um tempo para procurar atendimento médico, leva um tempo para colher o exame, e o exame leva um tempo para ser remetido ao laboratório. Então nós estamos sempre olhando no retrovisor. Daí a importância de nós mudarmos um pouco a visão, nós temos que olhar à frente com essas projeções. Quer dizer, elas nos dão os cenários possíveis que encontraremos à frente. Nesse momento, as medidas de isolamento social estão funcionando, quer dizer, a curva aparentemente está tendendo a estabilizar, mas essas medidas elas são contínuas, porque as medidas de hoje elas refletem daqui 15 di as na curva. As que nós observamos hoje elas foram tomadas há 15 dias atrás. Com relação à ampliação da testagem, isso são atividades de combate à epidemia complementares, quer dizer, todas as medidas de isolamento, todas essas medidas de orientação, de higiene, elas se complementam com os testes, e os testes são de dois tipos, o teste na fase aguda, que é o RTPCR, que é esse que nós estamos tratando aqui no Butantã, e os chamados testes rápidos que identificam anticorpos. Então cada um tem aplicação em fases diferentes da epidemia, e mostram um retrato do que está acontecendo. Daí a sua importância.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas. Eu queria endossar as duas colocações, por óbvio, da saúde, e complementar, André, quando você indica que se necessário, o governo do estado de São Paulo poderia adotar medidas mais restritivas para garantir o distanciamento social. Na qualidade de governador eu quero responder, sim. Se não houver uma resposta correta da população, até aqui está havendo, espero que continue, nós adotaremos sim medidas mais restritivas. A nossa ob rigação como gestor público, amparado na ciência, amparado na medicina, é proteger vidas, nós não temos aqui viés político, ideológico, partidário, eleitoral, a nossa visão é proteger vidas, desde o início, essa é a vigésima oitava coletiva de imprensa, todas elas nós temos dito, a nossa obrigação prioritária é proteger vidas, essa é a nossa prioridade. A proteção à economia virá, mas na sequência, antes temos que proteger a vida e depois a proteção à economia. Vamos agora à uma pergunta presencial, será do jornalista Silvério Moraes, da Band News, seguido depois pelo Vinícius Passareli, da Rádio CBN. E aqui presencialmente, logo após à Band News, a TV Globo, e a Globo News. Silvério, boa tarde. Obrigado pela sua pr esença. Sua pergunta, por favor.

SILVÉRIO MORAES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta é sobre leitos hospitalares, queria saber primeiramente em que momento nós estamos hoje, da nossa capacidade hospitalar? E se diante dos números atuais, das medidas atuais, principalmente do atual percentual de isolamento, se essa capacidade será o suficiente para o período mais crítico que a gente deve viver nos próximos dias? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Silvério. Vou pedir ao doutor Germann, e se necessário, comentários da doutora Helena Sato.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pelos cálculos que nós fizemos, da necessidade de leitos, que considerava um tempo médio de permanência de 15 dias para cada paciente em UTI. E se nós continuarmos com esta curva de isolamento, com o fique em casa, nos moldes que está sendo colocado, nós vamos conseguir ultrapassar com os leitos existentes, mais os leitos que estão sendo preparados com o advento de novos respiradores.

HELENA SATO, DIRETORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE: Eu só quero complementar a fala do secretário. E só reforçar uma fala que a gente já vem colocando já há mais de três semanas, e a gente que trabalha com a saúde pública a gente sabe muito bem, que é uma frase simples, que é a história do ficar em casa. E quando eu volto aqui e repito essa frase, essa é a vacina que nós temos disponível em relação ao Coronavírus. Nós n&ati lde;o temos uma vacina específica para o Coronavírus, mas neste momento a observância à experiência de outros países que estão conseguindo segurar a ampliação e a disseminação desse vírus, a frase é simples, é ficar em casa. Sabemos muito bem, eu sou mãe também, estamos falando com os familiares. Temos recebido informação pelas várias redes sociais, e pelos meios de comunicação, sabemos muito bem o quanto não é fácil ficarmos em casa. O quanto não é fácil ver o nosso filho falando que quer passear, que quer ir na casa do amigo. Mas nesse momento, mais uma vez reafirmando, quero reafirmar que essa experiência não é somente o Brasil que está passando, muitos países do mundo estão passando isso. E mais uma vez, temos que estar juntos, e ficarmos em casa neste momento é a melhor vacina em relação ao Coronavírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Correto, doutora Helena Sato, muito obrigado. Doutor Germann?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só um minutinho. O índice que nós estamos trabalhando, conforme o governador colocou ontem, é uma meta de 60% de isolamento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Silvério Moraes, da Band News, que aliás, está transmitindo flashs ao vivo direto aqui do Palácio dos Bandeirantes. Vamos agora à Rádio CBN, o jornalista Vinícius Passareli. Vinícius, você já está aqui em tela. Boa tarde, a sua pergunta, por favor.

VINÍCIUS PASSARELI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. O senhor anunciou hoje uma compra de 18 milhões de máscaras da China. Algumas semanas atrás o senhor também falou que havia [Ininteligível] ao embaixador chinês a disponibilização de 500 mil máscaras. Eu queria perguntar se o atrito diplomático que o Governo Federal entrou com a China, por causa daquela postagem do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente, depois do ministro da Educação, Abraham Weintraub, se esse atrito em algum momento chegou a atrapalhar o di&aacut e;logo do governo do estado com os chineses, em relação, claro, à compra desses materiais, né?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinícius, obrigado pela pergunta. Primeiro eu quero lamentar a atitude destes dois, um parlamentar, e um membro do governo, de estabelecerem posições atritivas com a China, com o governo chinês. Mas quero ressaltar que as relações do governo do estado de São Paulo com o governo chinês ficaram intocáveis ao longo de todo este período. Como sabem, nós abrimos um escritório do governo de São Paulo em Xangai, em agosto do ano passado, agosto de 2019, o escrit&oacut e;rio foi implantado com o apoio do governo chinês, e do governo da província de Xangai. As nossas relações seguem extraordinariamente fluidas, transparentes, e isso nos ajudou muito na chegada dessas máscaras que foram adquiridas na China, e de respiradores também que já foram adquiridos e chegaram. E nós temos novos lotes que chegarão. Nós apenas não estamos revelando com antecedência o dia e horário de chegada, para a proteção destes equipamentos. Mas felizmente a embaixada da China em Brasília, o consulado da China em São Paulo, e o governo chinês tem respeitado e mantido uma relação boa, fluída e correta com o governo do estado de São Paulo. Vamos agora à próxima pergunta, ela é presencial, agora assim do Willian Cury, jornalista da TV Globo e Globo News. Will, boa tarde. Obrigado pela presença , sua pergunta, por favor.

WILLIAN CURY, REPÓRTER: Boa tarde. Eu quero saber sobre a taxa de isolamento, tivemos o período de sexta-feira, sábado e domingo, sexta-feira da Paixão, teve um final de semana, a Páscoa. O governo comemorou os números. Só que segunda-feira, nitidamente já tinha um movimento muito grande nas ruas. Eu quero saber sobre os números de ontem, em relação à taxa de isolamento, se voltou aquele patamar já próximo aos 50%, que &eacut e; o considerado mais crítico pelo governo? E com o recuo, se recuou, eu queria saber o que o governo pretende fazer em relação às medidas mais duras para controlar a circulação de pessoas?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, nós não temos ainda os números, os números estarão disponíveis hoje na parte da tarde, os números de ontem, pelo sistema de monitoramento inteligente que nós implementamos aqui em São Paulo, com o apoio das quatro operadoras de telefonia celular. E aproveito para mencionar que não há nenhuma invasão de privacidade, há todo o respeito a isso, por óbvio as operadoras de telefonia celular são empresas multinacionais que seguem critério s rigorosos de ética e de compliance, e de respeito também pelos seus assinantes, por aqueles que tem o sistema de telefonia celular, e mesmo o governo do estado de São Paulo. Os dados estarão disponíveis hoje à tarde. E amanhã nós vamos ter aqui nessa mesma coletiva o balanço de segunda e do dia de hoje. Eu pedi até para ver se amanhã nós conseguimos ter com um pouco de antecipação, para permitir uma avaliação de tendência, se aquela tendência que observamos no final de semana, de maior nível de isolamento está mantida ou não. Mas quero voltar a dizer aqui, havendo a cooperação da população do estado de São Paulo, nós manteremos o isolamento como está, não havendo, ou seja, baixando os índices de isolamento social, e colocando em risco a vida das pessoas no estado de S& atilde;o Paulo, nós não hesitaremos em adotar medidas restritivas de maior grau, se isso for necessário. E quem nos ampara e nos orienta nesse sentido não é a tecnologia, mas é a medicina e a ciência. Vamos agora à próxima pergunta, que é virtual, é do jornalista Luís Felipe Leite da Rádio Brasil de Campinas, Luís Felipe você já está em tela, obrigado por estar aqui conosco, boa tarde, sua pergunta, por favor.

LUÍS FELIPE LEITE, RÁDIO BRASIL CAMPINAS: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, eu falo também pela Rede Aparecida de Rádio. A minha pergunta é sobre das ações da secretaria de saúde, do centro de contingência do governo como um todo, daqui pouco mais de dois meses começa o inverno aqui no Hemisfério Sul. Na Itália, por exemplo, quando houve a explosão de casos eles estavam no inverno, o inverno assolava a Europa, a minha pergunta é sobre isso para evitar que aconteça uma explosão de casos como houve na It&aa cute;lia durante o inverno.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Luís Felipe obrigado pela pergunta eu vou pedir para a Dra. Helena Sato, que integra o comitê de saúde, o Centro de Contingência do Covid-19 para responder e se necessário com comentários do Dr. José Henrique Germann. Helena Sato.

HELENA SATO, CENTRO DE CONTIGÊNCIA COVID-19: Vamos lá, obrigado pela pergunta, e essa é uma preocupação, com a chegada do inverno, como será, a gente sabe que esse vírus circula principalmente nesses países, nesse momento, mas o que nós temos que fazer? O que nós temos que fazer é começar agora, é começar agora assim, nós já estamos fazendo várias ações já há muito tempo, mas o que eu quero só reforçar e aproveitar a sua pergunta é que nós temos que t er um alerta maior ainda, hoje, lembra, um pessoa, o período de inverno ação é cerca de 15 dias, ou seja, nós vamos ver o resultado se a gente não conseguir, se as pessoas continuarem ainda indo para a rua, não respeitando a importância do isolamento domiciliar o que vai acontecer? Lembrando de novo, nós já falamos isso outras vezes, uma pessoa infectada irá transmitir para outras três e respectivamente outras três infectadas vão passar para as outras, ou seja, independente da gente pensar no inverno nós já temos que incrementar ainda mais as medidas de ficarmos em casa para postergarmos, para que a gente não enfrente problemas principalmente no inverno.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Dra. Helena Sato, algum comentário, Dr. Germann?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós fizemos estamos fazendo a vacinação e começou, inclusive, com idosos e profissionais de saúde, aí depois de segurança e ela tem justamente esse objetivo de que a gente possa fazer um discernimento melhor a respeito dos sintomas que como eles são muito parecidos eles podem confundir principalmente durante o inverno quando eles podem ter uma incidência maior, então essa foi uma medida que vis identificar com maior rapidez um caso de Covid-19.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Helena Sato, obrigado Dr. José Henrique Germann, obrigado Luís Felipe Leite, da Rádio Brasil Campinas, vamos agora à penúltima pergunta, do SBT, jornalista Fábio Diamante, Fábio, boa tarde, obrigado mais uma vez pela sua presença aqui conosco. A sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, SBT: Boa tarde governador, boa tarde a todos, a minha pergunta é sobre esse universo dos exames que estão parados aguardando resultado, quantos são de pessoas que morreram, quantos óbitos, a gente tem mantido contato com funcionário do sistema funerário e todos são unânimes em dizer que existe um momento claro e evidente no dia a dia deles, na quantidade de mortos que chegam a minha então a minha pergunta é, quantos são e se o governo consegue estimar qual seria o impacto no número de mortos que entrariam de fato com a confirmação da contaminação do novo Coronavírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Fábio, eu vou pedir a resposta evidentemente para o Dr. Dimas Covas

DIMAS COVAS, INSTITUTO BUTANTÃ: Primeiro lugar o óbito são prioridades para o teste, chega o óbito identificado como com óbito ele será testado no mesmo dia, no máximo no dia seguinte, então não é para ter delay aí, não é para ter demora na emissão desse resultado, mas uma vez, a questão é que muitas vezes, quando o exame entrou, ele não era óbito ele era paciente e aí ele ia entrar na fila de prioridades normal do laboratório, se ele for identificado como óbito ele é tr azido para a prioridade um, agora esse sistema de notificação é que precisa ser mais, ou seja, os laboratórios precisam ser informados a todo momento para que saber se o que era paciente foi à óbito para que isso aconteça. O impacto do número de óbitos é importantíssimo que é o número real da evolução da epidemia, então é um número que precisa ser de fato atualizado dia a dia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Agradecer a pergunta do jornalista Fábio Diamante do SBT, agradecer o Dr. Dimas Covas antes da última pergunta, agradecer a transmissão integral dessa coletiva, da TV Cultura que transmite para São Paulo e também para suas emissoras afiliadas, a Record News, a Rede Brasil, a Band News e também a TV Alesp, e transmitindo alguns momentos dessa coletiva a TV Globo, Globo News, a CNN, a TV Band e a rede TV. Vamos agora à última pergunta, dessa tarde que é da Rádio Jovem Pan, o jornalista Vitor Moraes. Vitor, obrigado mais uma vez pela sua presença conosco, boa tarde, a sua pergunta, por favor.

VITOR MORAES, RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Bom, governador a minha pergunta vai para senhor, mas também para a Dra. Helena Sato com relação aos estoques de sangue aqui no estado de São Paulo, a gente sabe que essa é um mês um pouco crítico com a chegada do inverno, poucas pessoas estão indo até os postos fazer a doação de sangue. O governo tem alguma medida já de precaução para que esse estoque aumente? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Dra. Helena Sato compartilhadamente com o Dr. José Henrique Germann. A pergunta foi para a área da saúde do jornalista Vitor Moraes.

FALA1: Vamos lá, essa pergunta é muito importante, não é? Porque nós temos sim que pensar nos estoques de sangue, não só em relação ao Corona, mas em relação às outras às outras situações, então, nós já estamos juntos junto com a Fundação Pró-Sangue para iniciarmos né, secretário? O secretário irá complementar toda uma ação, uma campanha, toda uma estimulação para que a gente volte a ter um incremento de doadores de sangue para essa situação que iremos enfrentar.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Logo no início da epidemia nós tivemos uma baixa significativa a respeito doação de sangue e consequentemente os estoques, nós fizemos uma campanha junto ao exército e tivemos uma série de doadores e que isso nos permitiu levar os estoques a uma situação normal eu acredito que nós vamos necessitar mais para a frente, de outra vez de uma campanha desse tipo com doadores que sejam habituais ou então, utilizando o próprio exercício brasileiro . E porque a população de fato ela diminuiu a sua doação de sangue de uma forma espontânea, mas nós não temos problema de sangue hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Germann, Vitor Moraes mais uma vez obrigado pela pergunta. Antes do encerramento do nossa coletiva de hoje, dia 14 de abril, aqui no Palácio dos Bandeirantes, recomendar a você que está em casa nos assistindo nos acompanhando, por favor, lembre dos hábitos que a medicina nos orienta, lave as mãos constantemente, com água e sabão, pelo menos 20 segundos com água corrente, se não puder use álcool gel, friccione a sua mão, também igualmente por pelo menos, 20 segunda s e manta os hábitos de afastamento, de distanciamento, se possível caso você tenha que sair por necessidade da sua casa, pelo menos dois metros entre você e outra pessoa, proteja especialmente as pessoas com mais idade, pessoas com mais de 60 anos, pessoas com morbidade, pessoas portadora de deficiência, essa devem ser aquelas mais protegida e mais amparada por você pois representam um grupo de risco e de risco de contamino ação, quero também agradecer as cidades do interior do estado de São Paulo, do litoral, que têm sido solidárias, várias prefeitas e prefeitos conseguiram alcançar índice superior a 60% de isolamento social, é uma conquista da população dessas cidades e dos seus prefeitos e prefeitas que orientam corretamente a sua população a permanecerem em casa durante o período da pandemia, amanheço nós vamos inclu sive apresentar o nome das 20 cidades aqui no estado de São Paulo que têm batido esse bom recorde de isolamento superior o a 60% e eu espero que as outras cidades que ainda não atingiram esse patamar possam se esforçar para fazê-lo. O centro, o epicentro do epicentro do Coronavírus é a capital de São Paulo, infelizmente, mas é o ônus de uma cidade internacional e uma cidade com 46 milhões de habitantes, na sequência a região, uma cidade, um estado com 46 milhões de habitantes, uma cidade com 13 milhões de habitantes, perdão, e a região metropolitana, cidades que compõem a região metropolitana em torno da capital de São Paulo onde a incidência também é mais elevada por isso eu quero agradecer o esforço que o Bruno Covas, o Bruno não pode estar hoje aqui, o Bruno está fazendo hoje, hoje é dia do seu tratamento, mas ele tem se esforçado de maneira admirável assim como os prefeito das cidades da região metropolitana aqui do estado de São Paulo e eu quero ai incluir também um elogia aos prefeitos e prefeitas da cidade do litoral de São Paulo, litoral norte, Baixada Santista e litoral Sul, também um cumprimento a esses prefeitos pelo esforço que têm feito, nós temos esse dever e essa obrigação, se a população responder adequadamente, passaremos mais rapidamente por essa pandemia e passaremos mais rapidamente para retomar a economia, quanto mais pessoas saírem sem necessidade das suas casas, quanto mais pessoas se aglutinarem para fazer o que não devem fazer mais tempo nós vamos precisar para combater a pandemia, para ajudar as pessoas infectadas e lamentavelmente para chorar aquelas pessoas que perderão a sua vida, então faço aqui ma is uma vez, um apelo à população do estado de São Paulo, fiquem em casa. E com isso protejam as suas vidas e as vidas das pessoas que vocês mais amam. Muito obrigado e até amanhã.