Coletiva - Governo de SP reforça controle de pandemia e põe estado na fase amarela 20203011

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Coletiva - Governo de SP reforça controle de pandemia e põe estado na fase amarela 20203011

Local: Capital - Data: Novembro 30/11/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, muito obrigado pela presença. Quero agradecer aos jornalistas que aqui comparecem, nessa coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes. Cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, obrigado por estarem aqui conosco. Hoje, na coletiva de imprensa, participam Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Rossieli Soares, secretário da Educação, e participam também Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, José Osmar Medina, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, e João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19.

Bem, na mensagem de hoje, nas mensagens de hoje, primeiro para cumprimentar prefeitas e prefeitos que foram eleitos ou reeleitos em todo o Brasil, especialmente aqui no Estado de São Paulo. E lembrar que a democracia mais uma vez foi confirmada em nosso país. As instituições funcionaram plenamente, a democracia saiu vitoriosa e o estado democrático de direito sai fortalecido. Quero cumprimentar o Tribunal Superior Eleitoral, pela conduta nas eleições e pela eficiência da votação eletrônica. E transmito aqui também os cumprimentos ao ministro Luís Barroso, presidente do TSE, pela sua forma equilibrada, sensata, mas também a sua firmeza na conduta do processo eleitoral em nosso país. Mas vale um registro aqui: perderam os extremistas, aqueles que apostam na ficção diante dos fatos, aqueles que, diante da luz, preferem seguir na escuridão. A população de todo o país, especialmente aqui em São Paulo, deu um recado claro, contra o negacionismo, obscurantismo e a intolerância. Os prefeitos e prefeitas eleitos aqui no Estado de São Paulo vão contar com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, como sempre fizemos. Aqui, governamos para todos, sem distinção partidária ou ideológica. O Governo de São Paulo vai continuar agindo de maneira responsável, com toda a sua população e com todos os brasileiros. Nosso estado respeita a diversidade, a pluralidade de ideias e o contraditório. Mas quero registrar que, como governador do Estado de São Paulo, queremos distância dos extremistas, tanto da esquerda quanto da direita. Os extremistas não querem e não gostam do diálogo, querem impor posições, e a democracia não se impõe, ela se conquista.

Sobre a saúde, nós vamos continuar em São Paulo fazendo aquilo que estamos realizando desde 26 de fevereiro deste ano, quando criamos o Centro de Contingência do Covid-19: respeitar a ciência, respeitar a medicina, respeitar a saúde e respeitar a vida dos brasileiros de São Paulo. Quero alertar mais uma vez que todo o nosso foco neste momento deveria ser prioritariamente concentrado nas vacinas, seja a vacina Coronavac, do Instituto Butantan, sejam em outras vacinas. O país está exausto de isolamento, exausto das medidas de contingência. Nós reconhecemos isso. Ainda temos que mantê-las, com firmeza, com deliberação e com respeito à ciência e à saúde, mas compreendemos também que, diante de todas as circunstâncias, cabe ao Governo Federal e ao Ministério da Saúde apresentar imediatamente à população brasileira qual é o seu programa de imunização, e quais as vacinas que poderão ser utilizadas neste programa, para que governadores, e prefeitos, e prefeitas de todo o país possam também se planejar e a própria população aumentar a sua esperança no novo normal, com a vacina, ou melhor, com as vacinas. Aqui em São Paulo, vamos seguir dentro do nosso programa de redução de óbitos, vamos insistir, até a chegada da vacina, nas medidas de prevenção e nos cuidados com o uso de máscara e na higienização das mãos e nos hábitos, qeu possam permitir o distanciamento social.

Nas informações e nas medidas que anunciamos hoje para a população do Estado de São Paulo: Com o claro aumento da instabilidade da pandemia, o Governo do São Paulo e o Centro de Contingência do Covid-19 decidiram que 100% do Estado de São Paulo vai retornar para a fase amarela do Plano São Paulo. Essa medida, quero deixar claro, não fecha comércio, nem bares, nem restaurantes. A fase amarela não fecha atividades econômicas, mas é mais restritiva nas medidas para evitar aglomerações e o aumento do contágio da Covid-19. Esta mudança para a fase amarela não altera a programação de volta às aulas, e as escolas não serão fechadas. O Centro de Contingência decidiu também diminuir o tempo de análise de dados, de 28 em 28 dias, para 7 em 7 dias, como já fez anteriormente. É uma medida de prudência que estamos tomando para melhorar o controle da pandemia, e precisamos do apoio, do apoio da população, o apoio de micro, pequenos, médios e grandes empresários, e o contínuo apoio dos heróis, que são os profissionais de saúde, que em São Paulo já ajudaram a salvar milhares de vidas, e que continuarão a fazê-lo, com enorme sacrifício, seja no sistema público de saúde, seja no sistema privado. E a você, que está na sua casa, nos assistindo nesse momento, nos ajude. Até a chegada da vacina e a imunização dos brasileiros, precisamos ter cautela, paciência, resiliência e compreensão, e muita orientação, principalmente aos mais jovens, para que, por favor, evitem aglomerações, por favor, usem máscaras, por favor, lavem as suas mãos, e compreendam que a Covid-19 não foi embora. O vírus ainda está presente e o vírus mata. Se nós não tomarmos medidas de cautela, como estamos adotando aqui em São Paulo, como outros estados estão também, nós teremos um aumento do número de óbitos. E volto a repetir o que temos dito aqui desde março deste ano: não é uma gripezinha, não é um resfriadozinho, é uma pandemia gravíssima, a mais grave pandemia dos últimos 100 anos. Isto vai exigir sacrifício de todos e a compreensão dessa situação dramática que estamos vivendo no nosso país.

Amanhã às 16h o Governo de São Paulo fará uma reunião virtual com 62 prefeitos, de 62 cidades do Estado de São Paulo, que apresentaram elevação nas taxas de internação e ocupação de leitos aqui no Estado de São Paulo, com o objetivo de melhorar o controle da pandemia nestes municípios e oferecer a eles, se necessário, apoio para que possam proceder com as orientações do Governo do Estado de São Paulo. E finalizo informando que a próxima classificação do Plano São Paulo será no dia 4 de janeiro.

Vamos agora, pela ordem, ouvir a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e na sequência o Jean Gorinchteyn, os médicos Jean Gorinchteyn, João Gabbardo e José Osmar Medina. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETARIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Boa tarde a todos e a todas. Eu vou trazer aqui algumas informações para todos sobre a situação da pandemia no Estado de São Paulo, em comparação com o restante do mundo. A equipe da sáude, do Centro de Contingência, da economia, passou as últimas semanas aqui trabalhando nos dados, nos cenários, para que possamos ter as melhores medidas no Plano São Paulo, para proteção da população. Essa primeira página mostra que o Plano São Paulo permite ao estado adotar medidas de contenção de disseminação, adequadas ao momento da pandemia. Esse é um comparativo entre os casos a cada 100 mil habitantes, na média diária, por semana, no Estado de São Paulo, e a referência que está em azul é do Reino Unido. Houve muitas perguntas com relação a qual é o momento de tomar cada medida restritiva, e aqui é um comparativo da nossa situação com relação à situação, por exemplo, do Reino Unido, mas nós estamos monitorando e acompanhando mais de 20 países neste momento. A critério comparativo, o Reino Unido começou a tomar medidas mais restritivas aqui em meados de outubro, quando tiveram crescimento muito acelerado de casos, internações, chegando aqui no pico a 36 casos a cada 100 mil habitantes. O nosso pico mais elevado no Estado de São Paulo foi entre 22 e 25 casos a cada 100 mil habitantes. Hoje, a nossa média diária é de 10 casos a cada 100 mil habitantes, do Reino Unido é de 24. Nós temos aqui todo um trabalho para também continuar fortalecendo e reduzindo cada vez mais a subnotificação, mas estamos sempre monitorando a evolução também de internações. E na próxima página, isso mostra também o comparativo com outros países: França, Itália, Alemanha, Portugal. A média de novos casos a cada 100 mil habitantes, na data que eles tomaram medidas mais restritivas. E do lado direito, mostra qual foi o crescimento semanal de casos nas quatro semanas antes das medidas. Na França, 40%, Reino Unido chegou a apresentar um crescimento de casos de 96%, a Itália, 47%, a Alemanha, 63%. Nós estamos com uma média diária de crescimento, quatro semanas, de 5%. Nas últimas duas semanas, lembrando que tivemos redução de casos e estamos olhando também a média de crescimento de internações. O secretário Jean vai trazer mais detalhes com relação a internações também, e sempre utilizamos esse dado, porque acreditamos que é sempre o nosso dado mais seguro. Como referência, na última semana nós tivemos um crescimento de 7% nas internações no Estado de São Paulo. Então, em nenhum momento chegamos, felizmente, à situação que estamos hoje verificando na Europa. Na próxima página, nós temos aqui um outro comparativo muito importante, e por isso que o secretário Rossieli está aqui conosco também. Mesmo nos momentos mais críticos, nos países da Europa, que nós vimos que estão numa situação muito mais agravada da pandemia, hoje já se entende que as escolas estão preparadas para manter o seu funcionamento. Então, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Portugal, e mesmo Nova Iorque, que havia tomado uma medida numa direção, retrocedeu. Escolas não fecham. E no Estado de São Paulo, nós estamos mantendo o planejamento das escolas, com o secretário Rossieli aqui, detalhadamente, independente dos passos para frente, nossos alunos precisam aprender de maneira segura.

Na próxima página, nós temos aqui um comparativo também muito importante, reforçando, fica um apelo para todas as famílias, a importância do uso de máscaras. O estado de São Paulo é o único lugar no mundo que nós verificamos que hoje tem como obrigatoriedade o uso de máscaras em todos os espaços, com aplicação de multa. Aqui nós temos um comparativo do nível de restrição, então onde deve se usar máscara, em diversos países, e se se aplica multa ou não. O país mais próximo aqui da nossa realidade hoje é o Reino Unido, que passou a colocar aplicação de multa e obrigatoriedade de máscaras, não em todos os espaços, mas pelo menos, além dos espaços públicos, em bares, em lojas, etc. Então é o mais próximo de todos nós aqui nesse momento, lembrando que tomaram essa medida há alguns meses atrás, e nós estamos aplicando essa medida já há algum tempo e reforçando a importância dela na contenção da pandemia. Na próxima página, nós trouxemos aqui, o governador já mencionou, como nós vimos nas últimas semanas e tivemos o compromisso de trazer as informações semanalmente, nós registramos na semana 46 um aumento de internações de 18%. Na semana 47, que foi essa semana retrasada, um aumento de internações de 17%. Na última semana, um aumento de internação de 7%. Esses dados sempre foram compartilhados com total transparência. E nós trouxemos essas informações imediatamente assim que tivemos acesso a elas. Ainda que seja um aumento que não seja tão drástico como vimos em outros lugares, nem de perto comparável com o que está acontecendo na Europa, é um aumento. Esse aumento nos traz a necessidade de voltar a aplicar as regras do período de mais estabilidade da pandemia por segurança. Com isso nós voltamos a acompanhar os indicadores a cada sete dias. Na próxima página nós temos a classificação vigente, hoje, da pandemia. E aqui uma lembrança, hoje nós temos 76% do estado na fase verde, se houvéssemos realizado a classificação há duas semanas atrás como estava previsto, 90% do estado estaria na fase verde. Então, trazer a classificação pra hoje foi uma medida pra impedir que mais regiões avançasse para o verde, dados que registramos no início de variação nas internações. Na próxima--

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia, eu queria... Volta um minutinho esse slide. Queria chamar atenção dos jornalistas em relação a esse fato. O Governo do estado de São Paulo não tem, não teve e não terá nenhum interesse em transformar medidas de ordem de saúde em medidas políticas, nem eleitorais. As decisões são tomadas e amparadas aqui pelo que a ciência nos determina. Essa informação que a Patrícia acaba de esclarecer a vocês é determinante sobre aquela questão: "Ah, por que é que isso foi feito depois da eleição?". Porque estava determinado dentro do programa do Plano São Paulo. Não foi determinado pelo programa da eleição, foi determinado pela saúde, e a informação aí está. Eu vou pedir até pra você repetir e se possível mostrar o que seria se nós tivéssemos adotado anteriormente a medida como estaríamos hoje aqui no estado de São Paulo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: O último slide que nós temos no backup, por favor, mostra exatamente isso. Se a classificação tivesse sido realizada no dia 16 de novembro, é a última página dessa apresentação... não, última mesmo. Lá no final, por favor. Tá no backup. Ela mostra que 89% da população iria pra fase verde. É importante que nós tenhamos a compreensão dos fatos, porque hoje é fácil cada um criar a sua própria narrativa, mas os dados são esses. Dia 16 de novembro, se houvesse a reclassificação, nós teríamos 89% do estado na fase verde. E seria isso o que nós estaríamos discutindo aqui hoje. E lembrando que teria sido uma classificação extraordinária se estivéssemos aqui hoje, porque a próxima reclassificação estava agendada somente pra dezembro. Então, o que é que nós fizemos? Freamos o avanço das fases verdes e fizemos reclassificações mais intensas pra podermos ter uma fotografia da realidade. Evitamos essa, voltamos pra vigente agora, por favor. Então, não temos 89% da população na fase verde, temos 76%. Na próxima fase os indicadores comprovam que foi uma medida correta, porque nós começamos a apresentar um aumento de internações em todo o estado de São Paulo. Que hoje, e somente hoje nos mostra que todo o estado deve passar para a classificação amarela. Somente hoje por quê? Se qualquer uma dessas classificações fossem feitas até sexta-feira da semana passada, vocês verão que teríamos muitas regiões ainda avançando pra fase verde. Então, precisamos ter esse reconhecimento dos dados. Aqui nós não tomamos as decisões com base nas vontades, é com base nos dados. E hoje os dados do fechamento da semana epidemiológica 48 nos dão essa segurança de termos aqui uma visão de todo o estado nessa nova fase, na próxima página, que é a partir de hoje o estado de São Paulo está na fase amarela. É uma fase aqui de controle que nos permite ter uma mensagem mais clara pra toda a população que houve um aumento de internações de casos e que é necessário cautela. Mas como os dados que nós comparamos com o resto do mundo mostram também, cautela é diferente de pânico. Precisamos de muita cautela, de muita colaboração de todos nesse momento. Pra finalizar, na próxima página, então essa é a transição, nós temos aqui de 76% da população no verde, hoje passamos a ter 100% da população na fase amarela. E na próxima, lembrando como é que essa evolução tem ocorrido, e que a próxima classificação ordinária está agendada oficialmente pro dia 4 de janeiro, mas com o acompanhamento agora semanal de todo os dados. E pra finalizar na próxima página, lembrando qual que é o funcionamento na fase amarela. A capacidade dos estabelecimentos passa a ser 40% da ocupação, o funcionamento limitado a dez horas por dia. Os estabelecimentos podem funcionar até as 22h. Aqui é uma atenção que aquela hora de tolerância agora o pedido é que seja até as 22h. E eventos com público em pé passam a ser proibidos durante esta fase. Nossa intenção nesse momento de cautela é garantir que com a colaboração de todos possamos manter, sim, atividades em funcionamento, então todas as fake news que circularam, "vamos parar tudo", não estamos parando tudo, não estamos no momento de crise completa que vimos em outros países do mundo. E mesmo esses países agora estão fazendo modelos de fechamento também parciais, heterogêneos e regionalizados como fizemos no estado de São Paulo. Todos sem exceção, mas ainda assim é uma fase que requer muita atenção e muita colaboração pra que possamos manter as atividades em funcionamento. Muito obrigada, governador. Fica de novo aqui pra finalizar esse pedido. Precisamos mostrar que todos podem colaborar, é somente com a colaboração de todos que vamos manter esse avanço e podemos ter classificações melhores também nas próximas semanas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria só antes de passar ao Jean Gorinchteyn, vou pedir mais uma vez pra voltar um slide, o slide anterior. Conseguimos colocar aqui? Não. Era o último slide que tinha relação... Isso. São mais rápidos do que eu. Esse slide. Exatamente. Regras de funcionamento para atendimento presencial na fase amarela. Vou tomar a liberdade de sugerir aos jornalistas que usem os seus celulares pra fotografarem, porque essas são informações importantes para a população. E as emissoras de televisão que estão aqui também. Isso é o que muda a fase amarela. Então é importante que haja consciência de que estes são os critérios de restrição na fase amarela pra onde vamos migrar a partir de agora e que prefeituras de todo o estado de São Paulo deverão seguir assim como aqueles que atuam em comércios, bares, restaurantes e em setores da nossa economia. Ok. Agora vamos seguir com Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Estamos na 49ª semana epidemiológica, continuamos em quarentena. O estado de São Paulo tem o plano que garante que através de um gerenciamento de índices da saúde, visa assistência segura a nossa população. Estabelecendo medidas que possam eventualmente ter alguma restrição quando necessário, mas sempre, sempre preservando vidas e também o sistema de saúde. Nunca, nesse estado, qualquer cidadão deixou de ter assistência para o Covid, sejam em unidades de pronto atendimento, sejam unidades de terapia intensiva com aparelhos, respiradores e monitores. Frente a instabilidade dos dados da pandemia agora em 16/11, o Governo do estado de São Paulo optou por não realizar de forma responsável a recalibragem do plano onde passaríamos, como foi dito agora há pouco, de 76% pra 100% da nossa população no faseamento verde. A necessidade que tínhamos de avaliar os dados com segurança e tranquilidade fez com que mudássemos a avaliação para cada sete dias. Isso faz, e acabou fazendo que nós pudéssemos ter dados muito mais precisos, dados muito mais robustos pra que assim medidas pudessem ser instituídas. Tivemos nessa última semana epidemiológica uma elevação de 10% no número de casos comparativamente as três últimas semanas. Esses dados, eles foram realmente incrementados especialmente, em dados que foram fomentados na sexta e no sábado. Dessa forma, trouxeram a necessidade de uma reavaliação. Esses dados, e, portanto, aportados nos últimos dias, eles sustentam e reforçam a necessidade de políticas muito mais restritivas que evitem a aglomeração, reduzem a circulação de pessoas e com elas também o próprio vírus, o Coronavírus que leva doença e morte. Sem... de qualquer forma, com essa modificação ter qualquer impacto, seja no comércio, seja no serviço, seja na economia do estado. Como resultado, todo o estado entra num faseamento amarelo, e amarelo quer dizer atenção; respeito às regras sanitárias. Evitando as aglomerações, as festas, esses encontros que, eles sim estão levando a circular mais o vírus na nossa população. Portanto, baseado nesses novos indicadores, poderemos criar essas medidas de segurança para a nossa população. A nova reclassificação ordinária está programada agora para 4 de janeiro próximo, e não hesitaremos em retornar com outras medidas de fase se assim for necessário. Se os índices da saúde se reportarem a isso. Estimularemos como já foi dito, as municipalidades pra aumentarem as suas vigilâncias, aumentarem também a testagem. Nós temos que testar mais e fazer com que toda a monitoragem de contactantes daqueles pacientes suspeitos sejam feitos pra que nós possamos controlar de forma definitiva a pandemia no nosso meio. Com relação aos índices, nós tivemos uma redução na última semana epidemiológica de 14% no número de casos, um aumento, uma elevação de 12% no número de óbitos e 7%... uma elevação de 7% no número de internações. As ocupações de leitos de unidade de terapia intensiva na grande São Paulo já gira em torno de 59,1%, no estado de São Paulo, 52,2%. Vamos reforçar os mecanismos e medidas de fiscalização os quais serão apresentadas na próxima coletiva para toda a sociedade. Estamos atentos, estamos vigilantes, estamos atuantes, precisamos da mesma população que garantiu o sucesso do Plano São Paulo até aqui pra que continuamos e continuemos ter sucesso no controle da nossa pandemia enquanto a vacina não estiver disponível. Primeiro slide, por favor. Em São Paulo, nós tivemos 1.241.653 casos, infelizmente 42.095 pessoas perderam a sua vida em decorrência da Covid. Nós tivemos casos recuperados acima de um milhão, mas nós temos que entender que ainda é uma doença grave pra alguns e que pode levar à morte. Próximo. Nós tivemos em número de casos, uma queda comparativamente na semana epidemiológica anterior de 14%, chegamos a níveis próximos da semana de setembro, da 39ª semana, mostrando que apesar da elevação, estamos muito melhores do que estivemos. Por isso medidas preventivas, preemptivas são fundamentais pra que nós não tenhamos o histórico que tivemos no estado, de elevação de número de casos e infelizmente de morte como aconteceu especialmente no mês de julho. Próximo. As novas internações tiveram incremento de 7%, chegaram a cifras de 1.259, e de toda forma próximo aquelas da 41ª semana epidemiológica e muito distante daquilo que nós tivemos na 29ª semana epidemiológica, em julho, com 1.962 casos. Estamos atentos, estamos atuantes. Próximo. E o número de óbitos também, uma elevação também de número de casos chegando a 113 casos, cifra pouco menor daquela encontrada na 40ª semana, 46ª semana epidemiológica. Obrigado governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Antes de passar para o José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência do Covid-19, quero registrar, agradecer a presença do general João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, José Henrique Germann, assessor especial de saúde, agora já recuperado, ex-secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Germann, bem-vindo e Alexandre Frota, deputado federal. Muito obrigado a presença de todos aqui. Vamos agora ouvir o Dr. Medina, José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência Covid-19 e, a sequência, Dr. João Gabbardo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado governador, boa tarde a todos. A secretário Patrícia já mostrou que o estado todo está no amarelo, o estado todo regrediu, a maior parte da população estava no verde, regrediu para o amarelo porque os indicadores pioraram. E as cores, nós sabemos que tem um significado forte no nosso inconsciente, no nosso cotidiano, nós entendemos que o vermelho precisa parar, o amarelo precisa prestar a atenção e o verde, embora não seja essa a conotação do Plano São Paulo, o verde dá a impressão ou ele induz o nosso inconsciente a pensar que tudo pode passar. Então, agora nós temos que prestar bastante atenção. O amarelo indica que o risco de contágio é maior, que o risco de contágio cresceu porque os indicadores pioraram e nós temos que manter os cuidados com a utilização de máscara, evitar a aglomeração e aqui eu sempre chamo a atenção principalmente considerando a população acima de 50 anos de idade. O secretário Jean mostrou que nós tivemos até agora 42 mil óbitos, 42 mil pessoas perderam a vida no estado de São Paulo, 89% dessas pessoas são pessoas com idade acima de 50 anos. Então, cuidado. O amarelo significa que precisamos tomar muito mais cuidado, além da população jovem que tem menor risco, com essa população acima de 50 anos que está sujeita a um risco de internação e de perda da vida muito maior. Então, o verde que erroneamente foi interpretado como pode passar, ele foi substituído agora pelo amarelo e no nosso cotidiano, no nosso inconsciente já significa que precisa prestar bastante atenção. Então, é essa a conotação principal desses indicadores que mostram que o estado todo está no amarelo agora.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Medina, o Dr. Medina. Vamos agora ao Dr. João Gabbardo que é o coordenador Executivo do centro de contingência do Covid-19 e ex-secretário-geral do Ministério da Saúde. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde governador, boa tarde aos que acompanham na coletiva. Nós não estamos nenhum pouco confortáveis com os dados dessa última semana, por óbvio. E o fato das regiões do estado de São Paulo regredirem para o amarelo deve representar essa preocupação. O estado não passou para a fase amarela por uma determinação ou por alguma orientação que não fosse a observância rígida dos indicadores. Eu sempre fui muito contra que o estado pudesse passar de uma hora para outra para a mesma fase sem levar em consideração as diferenças dos cenários epidemiológicos. O estado de São Paulo passou para o amarelo porque como foi mostrado em todos os indicadores, os cinco indicadores que nós acompanhamos, eles representam, eles indicam esta necessidade de que as regiões devem passar para o amarelo. E eu gostaria que a sociedade entendesse isso, essa regressão de algumas regiões que já estavam no verde para o amarelo, a manutenção das outras regiões para no amarelo, deve redobrar o nosso cuidado. Eu ínsito muito que a sociedade não fique esperando somente que o governo emita determinações, decretos, legislações para que o comportamento das pessoas possa caminhar, ser compartilhado com as ações do governo para que a gente tenha redução desses números. Redução desses números de internação que preocupam muito, esse número de óbitos que aumentou nessa última semana. Nós não estamos nem parecidos com os países da Europa, mas a preocupação deve ser, desde de já, implementada. Então, o que a sociedade precisa entender é que nesse momento, passar para a fase amarela não tem tanta repercussão no comércio, não tem tanto repercussão nas áreas de economia do estado, podem sim, se nós não conseguirmos melhorar esses indicadores, mais adiante, na próxima reclassificação ou a qualquer momento se necessário, ter que tomar medidas mais fortes de restrição. Então, precisamos aqui compartilhar com todo esse compromisso, principalmente com essas ações que são as mais responsáveis pelo aumento dos números de casos que são as atividades noturnas, essas atividades que correspondem a festas, a confraternizações, às vezes com um número muito grande de pessoas, outras vezes até o número não é tão elevado, mas não se atende os requisitos de distanciamento, as pessoas ficam próximas e vale a pena insistir nesse ponto porque ele tem sido um dos motivos bastante significativos para que a gente aumente a transmissão da doença. Nós estamos num momento em que todos nós conhecemos amigos, familiares, pessoas das nossas relações que estão doentes ou que estão com a presença do vírus ou acabaram de ter a doença instalada. Então, insistimos com isso, vamos dividir essa responsabilidade, a responsabilidade do poder público com a sociedade. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Gabbardo. E a última intervenção é do Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional que será um dos coordenadores dessa reunião que teremos amanhã com os prefeitos das cidades que tiveram um aumento da incidência de Covid e de internações. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Bom, o Plano São Paulo segue apresentando com transparência os dados e também regulando o formato devido para cada uma das regiões do estado e é fundamental que a gente possa trazer também quais são os 62 municípios que têm dado essa contundência maior para os índices. Então, essas são as 62 cidades que participam amanhã dessa mobilização, ás 16 horas, de maneira virtual. Vocês podem verificar que a capital de São Paulo não está entre essas 62 cidades que mais impactam as regiões do Plano São Paulo. Elas serão todas mobilizadas, os municípios acima de 70 mil que têm a ocupação média de leitos acima de 75% ou aumento de internações em mais de 10%. Portanto, esses municípios estarão com a gente amanhã, além deles, nós faremos uma reunião também com os outros 583 municípios do estado, mobilizando também na fase amarela para que eles possam seguir tomando as medidas devidas. E além disso, na semana que vem, no dia 7/12, às 16 horas, nós vamos preparar os prefeitos que entram agora no mandato para que eles já tenham o contato com o Plano São Paulo, já conheçam de perto as regras do Plano São Paulo e já iniciem o novo mandato mobilizados no combate ao Coronavírus. São várias ações importantes que vão fazer o enfrentamento nessas localidades do Coronavírus ao longo dessa semana.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marco Vinholi, muito obrigado. Agora teremos o secretário de Educação, Rossieli Soares e o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan à disposição dos jornalistas também para respostas. Vamos agora às perguntas, pela ordem, nós temos a CNN Brasil, a Rádio Monte Carlo e a Associação dos Correspondentes Estrangeiros no Brasil, a TV Cultura, o jornal O Globo, o SBT, Rádio Bandeirantes e Rádio Bandnews, o Portal UOL e a TV Globo, Globonews. Vamos começar com a CNN Brasil com você, Tainá Falcão. Boa tarde, sua pergunta por favor.

TAINÁ FALCÃO, JORNALISTA DA CNN BRASIL: Boa tarde a todos. Governador, vou direcionar a minha pergunta ao senhor porque tem a ver com a eleição do prefeito Bruno Covas. Ontem o senhor e vários aliados, além de imprensa, militância, estiveram na comemoração e nos discursos de vitória do prefeito Bruno Covas. Nessa parte do discurso pelo menos, estavam aglomerados, tinha muita gente numa sala fechada e hoje vieram os anúncios das medidas restritivas, o senhor, mais uma vez reforçando as medidas preventivas, sanitárias, uso de máscara, álcool em gel, isso não é um contrassenso, governador? E como deixar a população segura, como fazer a população seguir essas medidas diante do que ela viu ontem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, eu ontem fui a uma coletiva de imprensa, não fui a uma comemoração. Ali, no local onde eu estava, estavam os jornalistas também de todos os veículos de comunicação, muitos dos quais estão aqui, inclusive os jornalistas que estão aqui também. Eu não fui participar de uma comemoração nem celebração, isso que eu tenho a responder a você. Vamos agora a próxima que é o Carlo Cauti, o Carlo Cauti está online, ele é da Rádio Monte Carlo e também é o presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros no Brasil. Carlo, boa tarde, é um prazer tê-lo aqui mais uma vez, sua pergunta, por favor. Estamos sem, Carlo, só um minutinho, estamos sem o seu áudio, se você puder, não sei se é aí, apertar o seu botãozinho do seu computador. Ainda não, vamos lá. Carlo, não, estamos sem o seu áudio, mas não se preocupe que nós temos, você cuidadoso como sempre, você mandou a sua pergunta, acabei de ser informado aqui pelo meu celular e a Letícia [ininteligível] vai ler a pergunta que você formulou. Obrigado por ter sido cauteloso também. Por favor.

CARLO CAUTI, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS CORRESPONDENTES ESTRANGEIROS NO BRASIL: Pergunta do jornalista Carlo Cauti é a seguinte: governador, na última vez que nos falamos comentamos a situação na Europa e o risco de um novo lockdown que, no final, se concretizou. Considerando os números em São Paulo, é possível que o estado volte para uma quarentena mais rígida por volta do Natal ou do Ano Novo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlo, não há perspectiva de lockdown, nós não utilizamos o mecanismo de lockdown durante todos esses meses, desde março quando tivemos o primeiro caso de Covid, na verdade 26 de fevereiro e entendemos que embora seja um mecanismo existente, ele não será aplicado, não está sendo considerado aqui. Medidas restritivas, estamos anunciando hoje algumas medidas restritivas com cautela e com a participação da população para a sua proteção, mas lockdown não. Obrigado Carlo pela sua pergunta, continue nos acompanhando aqui. Vamos agora presencialmente à TV Cultura com a Adriana Cimino. Adriana, boa tarde, a sua pergunta por favor.

ADRIANA CIMINO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde a todos. Bom, conforme vocês anunciaram, uma das medidas que entra em vigor a partir do dia 2 de dezembro é o menor tempo de comércio, por exemplo, uma limitação de 10 horas. A gente sabe que agora em dezembro aumenta a movimentação das compras por conta do Natal, muitos shoppings, inclusive, costumam estender os horários nesse período de compras. Gostaria de saber se isso foi considerado na hora de fazer essa redução que, claro, tem uma cautela, mas também tem uma implicação que pode ser essa aglomeração no período de compras e se há alguma estratégia para evitar que essas aglomerações aconteçam? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adriana, obrigado. Eu vou dividir a resposta com a Patrícia Ellen que é a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e que acompanha a orientação do centro de contingência do Covid-19 e vou pedir um comentário ou do Medina ou do Gabbardo ou do Jean Gorinchteyn, um dos nossos três médicos aqui presentes. Mas eu quero testemunhar que temos feito acompanhamento do trabalho da Associação Brasileira de Shoppings Centers aqui em São Paulo, assim como das associações comerciais locais, de bairros, de regiões e de ruas, sempre sobre o comando da Associação Comercial de São Paulo. E até aqui eles têm sido corretos na aplicação das medidas de maneira geral, salvo exceções, mas na regra têm sido corretos na aplicação das medidas determinadas pelo centro de contingência do Covid-19. Isso, evidentemente, não nos isenta da orientação e do alerta para os shopping centers, centros comerciais, lojas, lojas de departamento, supermercados, hipermercados e as ruas de comércio aqui de São Paulo através das suas associações de classe e dos seus proprietários e dirigentes para que redobrem o cuidado a partir de agora e sigam as novas regras da fase amarela do Plano São Paulo. Dos médicos, vamos primeiro com a Patrícia e depois um dos médicos pode se manifestar. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hoje nós de uma forma que tanto a saúde quanto à economia sejam protegidas, como fizemos desde o início.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Eu acho que a Patrícia já deixou bem claro que nós, um mês após a Europa, e nessa comparação que a gente faz, a nossa velocidade de transmissibilidade ela não se compara com a Europa, não se compara. Os números que nós temos hoje eles são muito menores do que a Europa apresentada há 30 dias atrás. Isso se vê através dos indicadores que mostram o número de casos, o número de internações, o número de óbitos. Bem, mas nós mesmo assim vamos continuar monitorando porque caso seja necessário, caso tenha algum indicador que aponte pra uma gravidade maior, as medidas precisam ser tomadas. Agora, nós não podemos nos antecipar a isso. Quer dizer, esses dados que nós temos hoje de velocidade e transmissão, eles têm que ter medidas proporcionais aos indicadores que é o que nós estamos buscando fazer.

LUCAS, REPÓRTER: Mas dezembro é um... desculpe interrompê-lo. Mas dezembro é um mês chave, né, vem verão, vem festas, as pessoas se reúnem, elas querem... Não há esse medo que em janeiro venha esta onda vindo de dezembro? Por ser um mês especial, né, não é--

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Sem dúvida, essa preocupação a gente tem deixado claro, o governador em todas... início de coletiva tem apontado pra situação que nós ainda estamos numa pandemia e que os cuidados individuais, os cuidados com o distanciamento social, os cuidados com as medidas sanitárias, elas continuam e cada vez são mais importantes. Então nós precisamos continuar com todo esse cuidado, mesmo sabendo que a população, principalmente as pessoas mais jovens estão cansadas, estão exaustas desse período, nós estamos muito próximos da vacina. A nossa expectativa é que ao iniciar a vacinação, se possível ainda no mês de janeiro do ano que vem, a gente possa já trabalhar com as populações prioritárias, principalmente as pessoas com mais de 60, 70 anos de idade, com isso nós vamos enfrentar e romper esse ciclo de transmissão da doença que é o que nós entendemos que vai ser definitivo no nosso futuro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria agradecer a intervenção feita pelo João Gabbardo, mas vou aproveitar antes da pergunta da pergunta da TV Globo, Globo News que será a última, Lucas também a sua intervenção pra voltar a dizer e mencionar as pessoas que estão nos ouvindo, nos assistindo, nos acompanhando, que lerão as notícias também produzidas aqui pelos jornalistas que estão nesta coletiva de imprensa. Não é hora de festa, não é hora de celebração, não é hora de comemoração. Só poderemos voltar a ter festas, comemorações, celebrações depois da vacina, depois da vacinação. Enquanto isso, não devemos fazer aglutinações, festas, comemorações, nem públicas, nem privadas. E quero antecipar aqui aos jornalistas que o Governo do estado de São Paulo vai aplicar medidas proibindo qualquer tipo de festa, festividade, celebração privada ou pública enquanto não tivermos a vacinação dos brasileiros de São Paulo. Não vamos permitir, adotaremos medidas legais e que se sobrepõe, inclusive, a medidas municipais para impedir a realização de festas, nem de réveillon, nem festas celebrativas, sejam públicas ou privadas. Vamos agora à última intervenção que é da TV Globo, Globo News, agradecendo a Isabela Leite que está no ar nesse momento, mas a pergunta será feita pelo Giba Bergamin que aqui está. Giba, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

GIBA BERGAMIN, REPÓRTER: Obrigado. Boa tarde a todos. Só pedir pra esclarecer uma coisa em relação à cultura. Como é que fica a questão dos cinemas, teatros? Qual é o grau de... não de proibição, claro, a gente não sabe como é que vai ser, mas não ficou claro pra gente como é que fica o lazer na cidade, enfim, em todo o estado. Então eu queria só deixar claro se vai mudar alguma coisa em relação a cinemas, teatros e parques. Os parques que agora abrem aos finais de semana também. Tem uma segunda questão, reforçando aí do cunho político também, se o governo já tinha os dados anteriormente sobre essa questão de necessidade pra retroceder pra fase amarela? Por que fazer isso só um dia depois das eleições? A gente viu nas eleições que teve bastante aglomerações nas campanhas, não só aqui na capital como na grande São Paulo. Eu queria sabre o que é que o governo tem a dizer sobre isso. Muito obrigado a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Giba. Você fez duas perguntas, a gente tinha combinado aqui com todos pra que fosse uma pergunta só, e não duas ou três. Mas nós vamos responder as duas perguntas. Vou pedir a Patrícia Ellen pra responder primeiro em relação a lazer e cultura, e é um ponto importante esclarecer e dar orientação não só aos usuários como também aos empreendedores, a chamada economia criativa, em cinemas, teatros e também em relação ao funcionamento de parques públicos. E na sequência a questão política indagada pelo Giba Bergamini. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sobre o funcionamento dos espaços culturais, a recomendação da fase amarela é que teatros, cinemas, museus, bibliotecas, centro culturais, galerias e outros, assim como eventos em que o público permaneça sentado, seja autorizados a funcionar. Não sei se vocês presenciaram, mas eu estive em alguns desses locais, o distanciamento, os protocolos são super-rígidos e esses estão permitidos de funcionar, e esse foi o aprendizado também com as escolas, tá? Então, permitido público sentado com esse controle de distanciamento e fluxo. A decisão sobre parques, eu vou pedir o esclarecimento até do secretário Penido, porque alguns são de funcionamento e decisão municipal, outros estadual, nós podemos trazer, inclusive, na próxima reunião se estiver ok, governador, na quinta-feira, prefiro do que cometer um erro aqui na explicação. Com relação à data, eu... eu acho que assim, meu pedido pra população, pra imprensa, pros formadores de opinião é que a gente olhe os dados e as datas independente de eleições, porque eu sei que eleições sempre deixam as emoções à flor da pela, mas às vezes distorcem a realidade. Nós estamos falando de vidas aqui, as decisões precisam ser tomadas na data correta. Por que nós não tomaremos a decisão hoje? Não faz sentido esperar por uma questão de eleição? Não, nós estamos sempre tomando as decisões corretas pro dia correto. E aí, dois lembretes que nós trouxemos, eu acabei de fazer a comparação com a Europa, as medidas restritivas foram tomadas de duas a quatro semanas depois da subida. Nós tomamos decisões em todas as semanas, sendo que a aceleração em nenhum momento, ainda bem, foi igual a que foi tida lá. Primeira decisão foi postergar a classificação que moveria de 76% pra 89% da população pra fase verde. A segunda foi diminuir a reclassificação, não esperar o mês inteiro, voltar duas semanas depois. A terceira foi, o secretário Jean já falou, intensificou as medidas de fiscalização e também interrompeu o agendamento de cirurgias eletivas. E a quarta, nós estamos aqui hoje revendo a classificação com indicadores a cada sete dias e movendo o estado pra fase amarela. Tudo foi feito com transparência e com celeridade. Então acho que esse que é o ponto-chave que é importante que as pessoas entendam. E agora, pra que nós não tenhamos cenários piores em dezembro e janeiro, nós precisamos da colaboração de todos, sem futurologia, mas com colaboração e cautela. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado também, Giba Bergamin. Giba Bergamin hoje fez o papel aqui também da Beth Pacheco, que se estivesse sentadinha aqui a pergunta que ela faria seria exatamente essa da cultura, a primeira pergunta que nós respondemos. Deixo aqui meu abraço pra Beth Pacheco. Giba, mais uma vez obrigado pela sua participação, aos jornalistas que aqui estão também. Mas eu queria deixar um esclarecimento e uma ênfase aqui no final dessa coletiva. Que o inimigo da economia é a pandemia, não é a quarentena. Quem nós temos que combater é o vírus. O vírus que precisa ser combatido. E levado a sério pelas autoridades públicas de saúde do Governo Federal como os estados estão fazendo. e a prioridade, a nosso ver devem ser as vacinas. Volto a repetir, a prioridade para o Brasil neste momento devem ser as vacinas. Onde está o Plano Nacional de Imunização? Jornalistas que têm contribuído ao longo desses meses para orientar corretamente a opinião pública brasileira devem ajudar a cobrar o Governo Federal, o Ministério da Saúde. Onde está o Plano Nacional de Imunização para aplicação das vacinas para salvar a vida dos brasileiros? Esta deve ser a maior prioridade da saúde neste momento, além das medidas protetivas com o uso de máscara, uso de álcool em gel e o distanciamento social. A quarentena protege; o vírus mata. Obrigado. Uma boa semana a todos.