Coletiva - Governo de SP repassa R$ 33,3 milhões para auxiliar municípios na vacinação 20212304

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Coletiva - Governo de SP repassa R$ 33,3 milhões para auxiliar municípios na vacinação 20212304

Local: Capital – Data: Abril 23/04/2021

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde a todos e a todas. Bem-vindos para mais uma coletiva de imprensa do Governo de São Paulo. Quero cumprimentar aqui toda a imprensa presente, a nossa equipe do Governo Doria, também aqui presente. E no dia de hoje eu trago aqui em nome do Governo de São Paulo, quatro importantes notícias, a primeira delas é que o Instituto Butantan enviou na manhã de hoje uma solicitação à ANVISA para o início dos testes da Butanvac, a vacina 100% brasileira. Lembrando que no mês de março o Butantan já tinha encaminhado à ANVISA o dossiê do desenvolvimento clínico dessa vacina, e agora encaminha o dossiê pedindo o início dos testes para aplicação em humanos, da Butanvac. A Butanvac será a primeira vacina fabricada integralmente no Brasil, sem a necessidade de importação de matéria-prima, como ocorre atualmente como a Coronavac e outras vacinas aplicadas no Brasil. Para detalhar o que foi encaminhado à ANVISA, e principalmente os próximos passos da Butanvac, o doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, dará mais detalhes. A segunda informação do dia de hoje é que pela primeira vez, depois de dois meses de alta o Estado de São Paulo apresenta uma queda de 23% no número de óbitos da COVID-19, em nosso Estado de São Paulo. É a primeira vez que os três indicadores de casos, de internações e de óbitos, estão em queda no Estado de São Paulo. Graças ao avanço da vacinação, e as medidas restritivas do plano São Paulo, e ao apoio da população à essas medidas, o nosso Estado está colhendo resultados desse esforço coletivo. E depois vou pedir ao nosso secretário Jean Gorinchteyn que faça o detalhamento da queda do número de óbitos no Estado de São Paulo. A terceira notícia do dia de hoje é que o Governo de São Paulo vai apoiar a vacinação dos municípios do Estado com a destinação de R$33 milhões que serão aplicados na compra de insumos e no pagamento das equipes de atendimento de vacinação em todos os municípios do Estado. Depois vou pedir para que a nossa coordenadora do Programa Estadual de Imunização, a doutora Regiane, possa detalhar o uso desses recursos, e também a situação da vacinação no Estado de São Paulo. Quero aproveitar para em nome do governador João Doria, em meu nome, agradecer o apoio dos prefeitos, das equipes municipais de vacinação, que ao lado do esforço do Governo de São Paulo tem feito a diferença na vacinação da população paulista. Já passamos de mais de 10 milhões de doses aplicadas. E a quarta informação da nossa coletiva de hoje, é que amanhã, conforme já anunciado na semana passada, na fase de transição, está liberado o funcionamento do setor de serviços no Estado de São Paulo, o salão de beleza, restaurantes, academias, parques. Portanto, a partir de amanhã, com os protocolos sanitários, com os horários definidos de funcionamento, poderão estar abertos em todo o Estado de São Paulo. E vou pedir para que a nossa secretária Patrícia Ellen possa fazer o detalhamento dos protocolos e do funcionamento do setor de serviços, que a partir de amanhã está liberado em todo o Estado de São Paulo. O detalhamento dessas informações e notícias eu quero convidar o nosso presidente do Instituto Butantan, doutor Dimas Covas, que vai falar sobre o pedido à ANVISA, do início dos testes com humanos, da nossa Butanvac. Por favor, doutor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, vice-governador. Eu tenho um diapositivo, então que diz aí alguns detalhes, que mostram alguns detalhes, dado o estudo clínico que foi submetido na manhã de hoje à ANVISA. E lembrar aqui alguns fatos importantes relacionados à essa vacina, ela é uma vacina que será muito rapidamente produzida aqui no Brasil, integralmente, não depende de nenhuma importação de matéria-prima, uma capacidade enorme de produção, já a partir inclusive dessa próxima semana, a nossa fábrica que produz a vacina da gripe, como já terminou essa produção, nós entregamos toda as doses para o controle de qualidade, e brevemente a liberação para o ministério, de 80 milhões de doses, a fábrica está liberada então para iniciar a produção da Butanvac. Vamos iniciar essa produção brevemente, e esperamos ter até o mês de junho, julho, no mais tardar, pelo menos, 40 milhões de doses dessa vacina, que ficará aguardando o resultado do estudo clínico. Então hoje nós submetemos o protocolo de estudo clínico de fase um e dois, é um estudo que tem uma duração prevista máxima de 20 semanas, mas que a partir da décima sexta, décima sétima semana nós vamos poder ter já os resultados de análise primária, e com isso solicitar o uso emergencial pela ANVISA. Submetemos hoje, aguardamos agora o parecer da ANVISA, esperamos que isso ocorra dentro do mais curto espaço de tempo possível, dada a urgência do momento, e dado aí a necessidade de evoluirmos muito rapidamente nesse assunto. Quer dizer, uma vacina que pode fazer diferença a partir do segundo semestre, diferença para o Brasil e para outros países, porque nós temos uma grande capacidade produtiva. Então essa é a boa notícia do dia, obrigado, vice-governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas. Vamos ao doutor Jean, para atualização dos dados da saúde, com essa boa notícia da queda do número de óbitos no Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Boa tarde, vice-governador Rodrigo Garcia. Boa tarde, a todos. Estamos hoje trazendo os dados da semana epidemiológica, com uma queda da taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva e também de enfermaria, as taxas de ocupação no Estado em 81,1%, na grande São Paulo, 79,2%, e eu gosto muito de reforçar que no dia 1 de abril nós tínhamos 92,3% da taxa de ocupação nos leitos das nossas Unidades de Terapia Intensiva, quando na oportunidade nós tínhamos absolutamente 13.120 pacientes internados. Notem que hoje nós temos 10.808 pacientes internados em leitos de terapia intensiva. E a boa notícia é que pela primeira vez nas oito semanas epidemiológicas que tivemos, portanto, por dois meses, é a primeira vez que nós temos uma redução concomitante dos três índices, casos, internações e óbitos. Casos, tivemos uma queda em comparativo à décima quinta semana epidemiológica, em 14.3%. Nas internações tivemos um percentual comparado na semana passada, que já vem em descenso, com uma queda de 6%, e de óbitos, 23,6%. É importante lembrar que nós já víamos apresentando uma queda há quatro semanas das internações, e a nossa primeira vez nesse período com a queda de óbitos. Deixando muito claro que o óbito ele vai ser algo visto mais tardiamente na pandemia. Esses dados nos trazem um alento, nos trazem esperança, e reforçam que as medidas tomadas pelo plano São Paulo, fazendo o faseamento vermelho, passando para uma fase mais restritiva, fase emergencial, e agora uma fase de transição, mostram a responsabilidade que o Governo do Estado tem com a saúde e a proteção da vida. Assim como a preocupação com a vacinação que vem acontecendo de forma progressiva. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean. Vamos agora à Regiane de Paula, que é a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, para o detalhamento da vacinação em São Paulo.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, vice-governador. Boa tarde, a todos e todas. Então, o repasse, primeiro falando sobre o repasse de mais de R$ 33 milhões para os municípios do Estado de São Paulo, ele visa a compra de insumos, e também para que a gente possa trabalhar nos municípios com mais equipes de atendimento. A gente precisa lembrar que a vacinação da COVID-19 ela se iniciou no dia 17 de janeiro, e os municípios em nenhum momento pararam de vacinar, e hoje a gente tem uma concomitância, a gente está fazendo uma vacinação contra a COVID-19, e também começamos a vacinação da influenza, o que requer dessas equipes um trabalho ainda maior. Quando a gente fala sobre a vacinação da COVID-19, a gente está falando ainda de um input de dados, porque a gente fala de uma plataforma que está sendo registrada nominalmente, que é o Vacivida. Então a gente precisa olhar para os municípios e agradecê-los pelo trabalho que vem sendo feito, como o próprio vice-governador já disse, pelo esforço dessas equipes municipais, não só em vacinar, mas como também em registrar em tempo hábil essa vacinação. Então aqui fica por parte do Programa Estadual de Imunização, e também de todo o Governo do Estado de São Paulo, secretarias de Estado de saúde, o nosso agradecimento. Quando a gente olha, hoje nós abrimos uma nova faixa etária, hoje começamos a vacinar 64 anos. Então esse movimento ele é contínuo, e isso tem se mostrado no vacinômetro. Então nesse momento nós temos 10.429.840 milhões de doses aplicadas, sendo que de primeira dose, 6.790.456 milhões, e de segunda dose, 3.639.384. Sem dúvida nenhuma, o Estado de São Paulo, em números absolutos é o Estado que mais vacina, e os nossos esforços, tanto estaduais, quanto ao lado dos municípios, é para que a gente possa caminhar sempre, e precisamos de mais vacinas para isso, vice-governador. Então com mais vacinas a gente precisa lembrar que o Estado de São Paulo tem a capacidade com os municípios, de vacinar mais de 1 milhão de pessoas por dia. Então se temos mais vacinas a gente vai conseguir avançar cada vez mais nessas doses serem aplicadas. Portanto, precisamos de mais vacinas. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Quero aproveitar para cumprimentar todos os secretários municipais de saúde, na figura do secretário Geraldo Reple, que é o presidente do CONASEMS, que é o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde, onde o Governo pactuou a transferência desses recursos, e na próxima semana, através das transferências dos fundos municipais de saúde, esses recursos já estarão disponíveis. Vamos agora para os detalhes da abertura do setor de serviços a partir de amanhã, com a nossa secretária Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, vice-governador. Bom, conforme combinado, a partir de amanhã nós iniciamos a segunda etapa da fase de transição. Temos um momento importante, onde houve uma continuidade da redução de casos, internações, e agora pela primeira vez a redução de óbitos. O que nos dá o conforto para dar o próximo passo nessa fase de transição. Lembrando que o governador João Doria tem enfatizado que esse é um voto de confiança, para que possamos ter um retorno gradual. Mas lembrando que ainda temos um patamar elevado de casos e internações, e que precisamos fazer esse trabalho de transição com muita cautela, com muita responsabilidade em todos os setores. Os serviços que passam a funcionar a partir de amanhã, serviços gerais de restaurantes e similares, salões de beleza e barbearia, atividades culturais, eventos sociais e culturais, podem funcionar das 11h às 19h. Relembrando a importância da finalização até às 19h, para que todos possam cumprir o toque de recolher das 20h às 5h da manhã. Academias tem um horário de funcionamento alternativo, devido ao funcionamento do setor, a garantia aqui com relação ao risco de exposição. O funcionamento permitido é das 6h da manhã às 19h, e durante esse período, por oito horas. E parques estaduais e municipais, que foi um outro ponto levantado na semana passada, para que a população possa praticar esportes ao ar livre, com segurança, com expressa proibição de aglomerações. Os parques voltam a abrir a partir de amanhã, das 6h da manhã às 18h. Relembrando a importância de todos os protocolos adicionais nessa fase de transição a destacar o toque de recolher, das 20h às 5h da manhã, a capacidade de ocupação dos estabelecimentos, de 25%, além também da aplicação de todos os protocolos sanitários, com todo o rigor necessário, para que possamos dar o próximo passo. O teletrabalho é para atividades administrativas não essenciais. E o escalonamento de entrada e saída de atividades de comércios, serviços e indústria, para que possamos evitar aglomerações nos transportes. Lembrando que essa é uma etapa de transição nosso objetivo é com o cumprimento de todos os protocolos, nós possamos dar o próximo passo a partir da semana que vem, a nova atualização do plano será feita na sexta-feira da semana que vem, dia 30 de abril, e passará a vigorar a partir do dia 1 de maio. Muito obrigada, a todos. E contamos com a colaboração de vocês, para que possamos seguir controlando a pandemia e dando passos importantes na retomada das atividades econômicas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria destacar essa última fala da Patrícia, que é fundamental a compreensão da sociedade paulista nesse momento, o Governo tem se esforçado junto com a sua equipe técnica, com o apoio do centro de contingência, para poder dar passos seguros adiante, por isso a fase emergencial naquele momento mais agudo, por isso a fase de transição nesse momento, a boa notícia do funcionamento do setor de serviços a partir de amanhã. Mas a população segue sendo o principal ator nesse processo, de poder continuar com a sua quarentena comportamental, com os cuidados básicos de higiene, de proteção sendo a grande arma que nós temos nesse momento contra o vírus. Eu agradeço à Patrícia pelos detalhes E quero agora passar a palavra aos jornalistas que foram previamente inscritos aqui para as perguntas do dia de hoje, começando pela Bruna Macedo, da CNN.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde, a todos. Eu queria saber, diante desse fato que a gente teve hoje, do pedido que foi feito à ANVISA, do protocolo para solicitação do início das fases um e dois com a Butanvac, o Butantan tá trabalhando com qual cronograma agora? Se tudo der certo, se a ANVISA aprovar, quando a gente pode ter a Butanvac aprovada, de fato, no braço das pessoas? E ainda para o Butantan, a gente já tem uma data fechada para a chegada daqueles 3 mil litros de insumos que vieram da China? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Doutor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Bruna, não tem data fechada para os 3 mil litros adicionais, esperamos que essa semana nós possamos ter essa notícia. A submissão do protocolo do protocolo para a ANVISA é um passo importantíssimo, precisamos aguardar a aprovação. Esperamos que isso ocorra o mais rapidamente possível. E já estamos preparados, quer dizer, quando ocorrer essa aprovação vamos divulgar amplamente quais serão os centros aonde os estudos serão realizados, como os voluntários poderão se inscrever, enfim, tudo o que se espera aí de um estudo clínico. Ele será um estudo clínico rápido, data até a característica do momento epidemiológico, e da própria vacina. Com um prazo máximo de duração de 20 semanas, e a partir da décima sexta semana já poderemos ter resultado que permitam a solicitação do uso emergencial. Isso é a programação. Esperamos que nesse passo atual haja essa sensibilidade da ANVISA para nos ajudar e autorizar o início do estudo o mais rapidamente possível. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nossa expectativa é essa, Bruna, que a ANVISA possa fazer uma análise detalhada, e com o senso de urgência que uma pandemia determina, para que assim que for autorizado, o Butantan possa iniciar os passos concretos da fase um, dois e três da Butanvac. Vamos à segunda pergunta, que será online, será feita pelo William Cury, da TV Globo, Globo News, por favor, William, já estamos com você aqui em tela.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Bom, eu queria também sobre esse assunto da Butanvac, a Bruna fez uma pergunta em relação à expectativa para o início, não tem uma data acertada, depende, claro, agora da aprovação da ANVISA. Eu queria saber porque o Butantan acabou demorando quase um mês desde que foi anunciado o desenvolvimento da Butanvac até o envio do dossiê completo da vacina para a ANVISA. Então temos quase um mês aí nesse período, o Butantan que pretendia começar os testes no mês de abril, possivelmente não vai conseguir começar agora ainda em abril. Então por que houve essa demora? E uma outra pergunta em relação à fase de transição, temos mais uma semana então de fase de transição, aí terminando estaremos na fase laranja. Eu queria saber se depois disso há uma expectativa já para terminada essa segunda etapa da fase de transição, a gente tenha uma atualização que possibilite, por exemplo, o avanço para a fase amarela. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos ouvir o Dimas em relação à Butanvac, e depois a Patrícia, em relação do plano São Paulo.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: William, não houve demora, quer dizer, o processo uma vez aceito pela ANVISA, e inicia-se o processo de discussão com a própria ANVISA, com aperfeiçoamentos desse protocolo, até chegar essa fase de submissão. Isso também leva em consideração que essa vacina é parte de um consórcio internacional, então tudo isso é discutido inclusive com o consórcio que outros países poderão usar o mesmo protocolo para realizar estudos clínicos em seus respectivos países. Então isso está dentro de um processo que eu acho até que é relativamente rápido, tratando-se de um estudo dessa complexidade. E um procedimento novo, quer dizer, nós não estamos falando aqui de um estudo clínico clássico, é um estudo de comparabilidade, como já existem vacinas sendo aplicadas, a ideia por trás do estudo é comparar a resposta de segurança e de imunogenicidade dessa nova vacina com as demais. E com isso demonstrar a sua eficiência. Então isso é novo, é um dado que o mundo inteiro está discutindo, o FDY está discutindo, a ANVISA até que foi muito cooperativa nesse sentido, e esperamos que ocorra então essa aprovação para poder realizar esse estudo, que será muito rápido.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O importante, William, é que assim que a ANVISA autorizar, nós já estamos prontos para início dos testes. Então eu quero crer que ainda no mês de abril, se a ANVISA autorizar, nós podemos aí ter tempo de iniciar os testes da Butanvac. Vamos à Patrícia para a resposta em relação ao plano São Paulo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, Rodrigo. Bom, Will, o que nós estamos fazendo, como o governador João Doria sempre trouxe com total transparência, para acompanhar os indicadores diariamente, junto com o centro de contingência, com todas as diretorias regionais de saúde, com os prefeitos. Então foi intensificado o trabalho também de monitoramento junto com os prefeitos. O Governo sempre reforça, e o governador especificamente, a importância dessa abordagem municipalista. O que nós vemos nos indicadores? Existem quatro regiões que já estão evoluindo com ocupação menor que 80%, então tivemos uma melhora expressiva na Baixada Santista, na grande São Paulo, em Piracicaba, em Campinas, sendo que três dessas são as regiões que concentram a maior parte da população. Para darmos o próximo passo, essa fase de transição e o resultado dela são extremamente importantes. E o próximo passo, natural, seria exatamente avançar com mais atividades sendo flexibilizadas, liberadas, no equivalente à fase laranja. Estamos trabalhando nesse momento em três frentes, revisando o funcionamento da fase laranja, da amarela, ouvindo os setores. Hoje mesmo temos a terceira reunião, o governador pessoalmente participou de reuniões com o comércio, com o setor de restaurante, setores mais convalescidos. Tivemos reuniões com o centro de contingência, o Gabbardo liderou, e hoje temos novas reuniões com eles, porque estamos olhando não somente o aspecto de atividades econômicas, mas também toda uma mobilização conjunta dos setores para a retomada econômica, setorial e regional. Agora, a fase amarela é uma próxima etapa, nós temos que viver uma etapa de cada vez, acho que o nosso papel aqui é sempre lembrar a população que, às vezes, é melhor dar um passo menor, do que dar um passo grande e ter que dar dois para trás. E é isso que estamos evitando agora com muita responsabilidade e transparência. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos à próxima pergunta, que é da Maira Djaimo, da Rádio e TV Bandeirantes.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Bom, eu queria insistir na questão da Butanvac, doutor Dimas, porque inicialmente em março havia uma expectativa, claro, se tudo der certo nos testes, de já começar a aplicar em julho as vacinas. Mas ontem o doutor Ricardo Palácios de uma entrevista na Rádio Bandeirantes, que ele falou da aplicação só para dezembro ou janeiro do ano que vem. Então eu queria entender se houve um recalculo de rota, se vocês reavaliaram essa data? E eu recebi muitas mensagens de professores. Então eu queria saber, vice-governador, se já há alguma expectativa para a próxima etapa da vacinação dos professores? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, vou responder em relação aos professores. O nosso secretário Rossieli tem dialogado com a rede pública e privada da educação de São Paulo, em nome do governador João Doria, tem ponderado a expectativa da rede, que a gente possa reduzir a questão das idades. Esse tema está sendo discutido junto ao Programa Estadual de Imunização, e assim que nós tivemos condições e convicção de poder acessar mais doses, e consequentemente reduzir a idade da vacinação dos professores, o governador João Doria fará esse anúncio, ainda não tenho uma decisão. Nós temos ainda algumas mudanças de cronograma na distribuição de vacinas do Ministério da Saúde, que não nos dão a segurança hoje de fazer um avanço em relação a isso. E em relação à Butanvac, por favor, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maira, a expectativa para julho é as vacinas prontas, e elas estarão prontas. Iniciamos brevemente já a produção. Com relação ao estudo clínico, como eu mencionei, ele durará 20 semanas. Então, faça as contas, 20 semanas, no máximo, o resultado do estudo clínico, sendo que, a partir da 16ª semana já poderão aparecer estudos aí, os primeiros estudos que permitam a solicitação de uso emergencial. Se você projetar isso no tempo, nós estamos falando de setembro, uma data possível de obtenção da autorização para uso emergencial. Obviamente que isso não depende do Butantan, o Butantan tem sob a sua responsabilidade realizar os estudos e produzir a vacina. A primeira parte, que é a produção da vacina, ela estará em curso brevemente e os resultados também do estudo clínico, esperamos que muito brevemente estejam disponíveis. A partir daí, aí já é a responsabilidade da análise da própria Anvisa. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Vamos agora à quarta pergunta, que é da Natacha Mazzaro, da CBN.

NATACHA MAZZARO, REPÓRTER: Oi, vice-governador, boa tarde, boa tarde a todos. A minha pergunta é em relação ao kit-intubação. Entidades médicas alertaram sobre os rótulos dos medicamentos que chegaram ao Brasil estarem inscritos em mandarim. Eu queria saber, aqui no Estado de São Paulo, se os medicamentos que nós recebemos estão em mandarim, se isso inviabiliza o uso e quais providências que podem ser tomadas. Se me permite também, vice-governador, uma atualização em relação à variante semelhante à sul-africana, que foi encontrada no Estado de São Paulo, no início de abril. Queria saber uma atualização. Houve outros casos aqui no Estado de São Paulo? Ficou concentrado ali na região de Sorocaba? Outras cidades também tiveram ali relatos dessa variante.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos ao Dr. Jean, nosso secretário, para a resposta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Bem, Natacha, o kit-intubação, todas as embalagens que foram enviadas pelo Ministério da Saúde, elas estão acompanhadas com uma orientação de uso em português, portanto as embalagens não são violadas, porém elas seguem uma norma técnica traduzida para o português, que é também reforçada no site da nossa secretaria. Dessa maneira, o site da secretaria de Estado da Saúde já fez, sim, a divulgação da orientação em língua portuguesa, desde o início do envio desse material. Com relação à variante do Estado de São Paulo, nós não identificamos em outras localidades, apenas naquela região, na qual foi identificado apenas um caso.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos à próxima pergunta, que é da Maria Manso, da TV Cultura.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Dr. Dimas, eu queria voltar à Butanvac, que eu acho que está todo mundo muito curioso em relação a ela. Se o senhor puder antecipar pra gente qual vai ser o perfil dos voluntários que vão participar dos testes, e como funcionam esses testes de comparação de vacinas, que também é um tipo de teste novo, que a gente gostaria de aprender como é, até para poder acompanhar depois. E se a Dra. Regiane puder só comentar essas notícias sobre pessoas que receberam doses diferentes da vacina, inclusive aqui em São Paulo, por favor.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Por favor, Dr. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maria, o nome do teste é exatamente esse, é um estudo clínico para segurança e imunogenicidade, comparativo. Então, ele não é um teste de você incluir voluntários comparando grupo vacinado com grupo placebo. Aqui, você já tem o padrão, que são já determinados pelas demais vacinas. Então, você já sabe o que esperar de uma vacina. Portanto, você vai avaliar uma nova vacina, de forma comparativa, sempre na perspectiva de que ela possa ser melhor. Então, você tem marcadores imunológicos, você tem já os parâmetros de segurança, e é isso que nós vamos fazer. Vamos iniciar uma fase inicial de segurança, ou seja, se a vacina não traz nenhum tipo de efeito adverso, e num segundo momento a imunogenicidade, vamos estudar as pessoas que vão receber, qual a resposta imunológica que essas pessoas desenvolvem, e comparar essa imunogenicidade com a resposta de outras vacinas, já descritas. Com isso, a gente pode inferir a eficiência da vacina, quer dizer, se ela for superior, do ponto de vista desses parâmetros a serem analisados, a gente evolui e aí já tem condições, inclusive, de pedir o uso emergencial, com base nesses resultados. A população alvo será a população adulta nesse momento, acima de 18 anos, e incluirá indivíduos que já foram inclusive vacinados, ou que já foram inclusive acometidos pela Covid, e indivíduos que não tiveram ainda contato com o vírus. Então, existe todo aí um racional para obter essas respostas que eu mencionei pra você. É um estudo curto, exatamente por isso. Então, houve um esforço de agências regulatórias do mundo, para definir alguns pontos que esses estudos devem ter. Isso aconteceu recentemente com a FDA e a Anvisa agora teve a primeira oportunidade também, vai ter a primeira oportunidade também de se manifestar sobre o assunto. Esperamos que seja positiva essa manifestação e possamos, de fato, colocar isso em prática rapidamente. Mais uma vez: o Brasil será o primeiro país a testar uma vacina nessas condições, quer dizer, ainda nenhum outro país começou um estudo de comparação, com as outras vacinas existentes. Nós vamos ser o primeiro, inclusive, mais uma vez. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, muito importante a sua pergunta, eu agradeço, porque o que nós tivemos, e nós avaliamos, na maioria dos casos, principalmente no município em que foi relatado um grande quantitativo de pessoas que teriam tomado doses diferentes, na verdade foi um erro de registro. Então, devido ao movimento, a drive-thrus e tudo mais, houve um erro de registro. Esse erro de registro já foi corrigido, inclusive na plataforma Vacivida nós já revisamos. Por que a gente pode dizer que é um erro de registro? Porque os lotes, quando você anota, faz anotação de lotes, o lote do Butantan é muito diferente do lote da Fiocruz. Então, houve só um erro de registro, que foi corrigido já, e que não tinha sido informado ao Ministério porque, quando nós percebemos isso, já tinha sido imputado os dados ao Ministério da Saúde. Mas isso, nesse momento também, está sendo corrigido, porque nós já olhamos toda a plataforma, olhamos para esse município e temos a certeza que é um erro de digitação e não um erro de troca de vacinas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom esclarecimento, Dra. Regiane. Vamos à última pergunta da coletiva de hoje, que é da Flávia Travassos, do SBT.

REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador, boa tarde a todos. Queria tirar uma dúvida com a Dra. Regiane. Ela falou dos recursos que vão ser enviados para os municípios, pra comprar insumos. Que insumos são esses? São insumos que estão faltando no Estado de São Paulo, ou não? Agulhas, enfim... E também tirar uma dúvida sobre a falta da vacina Coronavac para aplicação de segunda dose. Ontem, o SBT Brasil exibiu uma matéria mostrando que, em algumas capitais do país, e inclusive no Estado de São Paulo, está havendo falta da segunda dose. O que está acontecendo? O que... Isso pode acontecer novamente? Tem a ver com o atraso da vinda dos insumos da China ou não? O que está acontecendo para essa falta? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, vice-governador. Flávia, veja, em relação ao repasse financeiro que está sendo feito aos municípios, não é porque falta insumos ou está faltando insumos. Cada município, no seu território, ele vai ver pra quê esse dinheiro pode ser utilizado. Então, é um aporte financeiro, que está feito, foi pactuado entre os secretários municipais de Saúde e a secretaria de Estado, e o Governo do Estado de São Paulo, para que a gente possa dar agilidade aos processos dentro do município. Então, essa é uma questão relacionada à pactuação financeira que foi feita. Não há falta de insumos no Estado de São Paulo, relacionadas a vacinas, principalmente quando a gente fala de seringas e agulhas. Então, isso não está acontecendo. Mas no território, ele pode precisar, por exemplo, governador, de um Descarpack, algo que ele utiliza na sua rotina, e pra isso esse recurso está sendo repassado. Essa é a primeira questão. A segunda questão, e aí eu vou falar especificamente sobre o Estado de São Paulo e sobre a dose 1 e a dose 2 a ser aplicada. Eu vou ser bastante didática, no sentido de dizer o seguinte: nós temos o critério e o cuidado com o programa estadual de imunização, que se eu mandar para uma faixa etária, como eu estou abrindo hoje, de 64 anos, D1, e essa faixa etária hoje é de Coronavac, eu tenho o mesmo quantitativo a ser enviado para os 645 municípios de D2. Então, não há falta no Estado de São Paulo dessa respectiva vacina de D2. Se, em algum município, houve uma falta pontual, o município precisa saber o porquê isso aconteceu. Nós temos relatos, por exemplo, de municípios que já abriram faixas etárias para 61 anos. Se eu hoje estou enviando D1 de 64 anos, como que alguns municípios conseguem abrir para 61? Então, é muito importante que, no território, os municípios fiquem bem atentos àquilo que está sendo enviado pelo programa estadual de imunização, e o relato que a gente faz, a gente sempre encaminha o que é pra D1 e o que é pra D2, e de que forma isso acontece. Então, não há por que ter falta de D2 no Estado de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. Acho que é importante esclarecer que o Butantan tem feito as suas entregas regulares ao Ministério da Saúde, já foram mais de 45 milhões de doses. Nessas entregas, existe um roteiro que Estados e municípios devem seguir em relação à aplicação dessas doses. Nós não temos um conhecimento de que esteja, no caso do Estado de São Paulo, Flávia, tendo esse tipo de problema. Nós já vimos várias reportagens de outros Estados, onde pessoas que voltaram ao posto de saúde para serem vacinados para a segunda dose, a segunda dose não estava disponível. Essa sempre foi uma defesa que o Governo de São Paulo fez, no cumprimento dessas regras, para que a gente garanta a segunda dose com 28 dias, para a população que já foi vacinada. E acho que é uma atenção importante que Estados e municípios devam ter. As regras estão aí claras, a alimentação, ela é permanente, com os municípios, e lembrando mais uma vez que oito de cada dez vacinas aplicadas são do Butantan. Então, não temos conhecimento aqui de São Paulo desse tipo de falta, e se tivermos conhecimento vamos apurar, enfim, quais são as razões, porque não são as orientações do programa estadual de imunização.

Quero agradecer mais uma vez a presença de vocês, agradecer ao nosso presidente do Centro de Contingência que está ali, Dr. Paulo Menezes, e ao Dr. Gabbardo, hoje não tivemos questionamentos específicos ao Centro. Agradecer ao nosso secretário de Desenvolvimento Regional, Vinholi, que tem trabalhado sintonizado com os prefeitos e prefeitas do Estado de São Paulo, a nossa equipe, que participou, e agradecer a presença da imprensa aqui presente. Um bom final de semana, até a próxima semana. Muito obrigado.