Coletiva - Governo de SP vai abrir hospital de campanha no Centro da capital 20211503

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Coletiva - Governo de SP vai abrir hospital de campanha no Centro da capital 20211503

Local: Capital – Data: Março 15/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, vamos dar início a nossa coletiva de imprensa de hoje, muito grato pela presença de todos. Primeira informação de hoje é a abertura de um novo hospital de campanha, que o Governo do Estado de São Paulo abre aqui na capital de São Paulo. O novo hospital de campanha, localizado no centro da cidade, aqui em Santa Cecília, com capacidade para 180 leitos, sendo 130 leitos de enfermaria e 50 leitos de UTI. Nós vamos apresentar ali imagens deste hospital, um hospital que foi cedido pelo setor privado para o Governo do Estado de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo está equipando, preparando o hospital de campanha, serão 900 profissionais que atuarão neste hospital, ele estará operando até o final deste mês, ele vai ter uma graduação na sua operação, e é o 12º hospital de campanha que nós anunciamos neste mês em São Paulo, vocês estão vendo aí a foto do hospital, quero renovar o agradecimento ao empresário que cedeu, sem nenhum ônus para o Governo do Estado de São Paulo, para que pudéssemos ali começar, como já começamos, a montagem deste hospital de campanha, com melhores condições físicas e de trabalho para médicos e paramédicos e, obviamente, com melhores condições de atendimento para a população, do que a montagem de tendas de campanha, como foi feito na primeira onda da Covid-19. Repito, esse é o 17º hospital de campanha que nós anunciamos neste mês para enfrentar esta segunda onda da pandemia, Jean Gorinchteyn, secretário de saúde do Estado de São Paulo, vai responder e dar maiores informações sobre este novo hospital. Vacinação, outra boa notícia, o Governo do Estado de São Paulo entregou hoje pela manhã, eu fui pessoalmente ao Instituto Butantan, ao lado do Jean Gorinchteyn, e também de Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, para entregar três milhões e 300 mil doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde, repito, três milhões e 300 mil doses da vacina do Butantan, entregues esta manhã para a vacinação dos brasileiros, com isso, alcançamos o total de 20 milhões e 600 mil doses da vacina entregues para o Ministério da Saúde. Com essa nova entrega, seguimos com a média para cada dez brasileiros que tomam a vacina no braço, nove tomam a vacina do Butantan, aquela mesma vacina que Jair Bolsonaro e seus negacionistas diziam que era a vachina, a vacina do Doria, a vacina que jamais seria aplicada aqui no Brasil, hoje é a vacina que está salvando milhões de brasileiros, é exatamente essa vacina, Jair Bolsonaro, que você, como negacionista que é, não quis, tudo fez para não ter, e agora abraça a vacina, porque é a única grande quantidade de vacina que temos no país para vacinar os brasileiros, é a resposta de São Paulo ao negacionismo do Governo Federal e a incompetência do Ministério da Saúde, o Brasil precisa de mais vacinas, eu só ouço promessas, como governador de São Paulo, integrante do fórum de governadores, cada semana uma promessa, promessa na segunda, depois na terça, depois na quarta, depois na quinta, depois na sexta, e aí eu pergunto: Onde estão as outras vacinas? Onde estão as outras vacinas para vacinação dos brasileiros? A vacina, que, neste momento, vacina, e que é colocada, aplicada no braço dos brasileiros, é a vacina de São Paulo, do Butantan, contrariando todos os assaques, os impedimentos, as dificuldades, as barreiras que foram criadas, pra que essa vacina pudesse ser aplicada, como foi a partir do dia 17 de janeiro, aqui em São Paulo. Nesta quarta-feira, dia 17 de março, vamos entregar mais dois milhões de doses da vacina do Butantan, mais dois milhões, três milhões e 300 mil entregues hoje pela manhã, e mais dois milhões na quarta-feira, ou seja, cinco milhões e 300 mil doses da vacina do Butantan, entregues em menos de quatro dias, é mais do que a totalidade de qualquer outra vacina que o Ministério da Saúde, do Governo Federal, comprou e aplicou até agora, em quatro dias, o Butantan, de São Paulo, fornece mais vacinas do que nos últimos dois meses e meio, o Ministério da Saúde obteve de outros laboratórios. Até quando o Brasil vai ficar clamando por vacinas? Até quando milhares de brasileiros vão perder suas vidas, como estão perdendo diariamente? E um governo que promete vacinas e não coloca as vacinas no Sistema Nacional de Imunização. Tenha compaixão, Jair Bolsonaro, tenha compaixão dos brasileiros, que estão morrendo, 278 mil mortes até agora, uma vergonha, aliás, o Brasil se tornou uma vergonha mundial, talvez tenham assistido, como eu assisti o depoimento do diretor da Organização Mundial de Saúde, na última sexta-feira, na coletiva de imprensa, dizendo que o Brasil, hoje, é uma ameaça à saúde do mundo, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde já havia dito, na quarta-feira da semana passada, que o Brasil era uma ameaça para os países vizinhos da América do Sul, em menos de 48 horas, dadas as circunstâncias, a Organização Mundial da Saúde, coloca o Brasil como ameaça mundial à saúde do planeta, essa é a gestão da saúde pública no Brasil, essa é a gestão do mito Jair Bolsonaro, é o mito da morte, como brasileiro, como cidadão, e como governador de São Paulo, eu me sinto enojado, revoltado, diante de uma circunstância como essa, de um governo que compra Cloroquina e não compra vacina, de um governo que ativa o gabinete do ódio pra promover manifestações em todo Brasil contra governadores, que estão defendendo a existência, a vida e a saúde dos brasileiros, ameaças aos familiares dos governadores, em todo Brasil, xingamentos, impropérios, ameaças de agressões pessoais, que país é este? Num momento que as pessoas deviam estar em casa, se protegendo, foram pra rua, sem máscaras, pra defender Jair Bolsonaro, negacionista, se aglomerando, fazendo exatamente o que não poderiam fazer, que país é este? Como governador, quero deixar claro, não vou silenciar, e quero deixar claro também, não tenho nenhum interesse eleitoral, nenhum processo eleitoral, político, partidário, é o meu direito como cidadão protestar, diante de uma tragédia que se abate sobre o país, até o final deste mês serão 300 mil brasileiros mortos, 300 mil brasileiros estarão mortos ao final desse mês, e um presidente da República se divertindo, brincando, passeando, andando de jetsky, fazendo churrasquinho em casa, enquanto os brasileiros padecem sem vacina, e morrem pelo Brasil. Vacinação em São Paulo. Como todos sabem, no próximo dia 22, nós começamos a vacinar as pessoas de 72 a 74 anos, 72, 73 e 74 anos, a partir da próxima segunda-feira, dia 22 de março. E já no dia 29 de março, na semana seguinte, começaremos, felizmente, a vacinar os idosos de 70 e 71 anos de idade. Na segunda-feira, dia 29 de março, começaremos a vacinar em todo Estado de São Paulo, as pessoas de 70 e 71 anos de idade, isso é um fato novo, uma informação nova e um alento e uma esperança aos que tem pais, avós, irmãos, tios, parentes e amigos, com esta faixa etária de 70 e 71 anos de idade. A Dra. Regiane de Paula, coordenadora do programa estadual de imunização, dará mais detalhes a este respeito. Na sequência, Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do Estado de São Paulo vai dar os dados da semana epidemiológica e a situação dramática que vivemos em São Paulo, e não é diferente do Brasil, hoje pela manhã falei com vários governadores, Flávio Dino, governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e também o governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, aliás, nos solidarizamos, porque fomos xingados, atacados, vilipendiados neste final de semana, e a situação é grave em todo o Brasil, e o governo segue brincando, e segue prestigiando um ministro que de saúde não entende nada, não pratica os princípios básicos de proteção à vida, que caberiam ao Ministério da Saúde, e os governadores todos padecendo da impopularidade e das atitudes que tiveram que tomar para proteção dos seus cidadãos, são xingados, execrados em ruas, avenidas, e nas portas das suas casas, instrumentalizados pelo gabinete do ódio, em Brasília, é isso que faz do Brasil uma vergonha mundial, e um país que se tornou um cancro, se tornou uma ameaça pra saúde do mundo, e quem está pagando esta conta somos nós, brasileiros, homens, mulheres, idosos e agora até crianças e adolescentes hospitalizados e alguns, infelizmente, mortos. Hoje, nós entramos na fase emergencial aqui em São Paulo, que vai até o dia 30, 30 de março, vamos continuar a fazer aquilo que fizemos neste final de semana, colocamos várias forças-tarefas, Polícia Militar, Polícia Civil, as Guardas Municipais, Vigilância Sanitária do Estado, Vigilância Sanitária dos municípios, Procon, só aqui na capital de São Paulo 62 eventos, repito, 62 eventos foram fechados, inclusive dois cassinos, inacreditável, em meio à pandemia, gente brincando em cassino, atividade ilegal, proibida por lei, se divertindo, bebendo, sem máscaras, e que péssimo exemplo, hein, de alguns personagens que lá foram e se esconderam embaixo da mesa de jogo, que vergonha isso. Essa força-tarefa mostrou competência, eficiência e agilidade, e muito, muito pela denúncia de pessoas corretas, que discaram 190, pra denunciar essas festas, a vocês, que tiveram essa atitude, muito obrigado, porque graças a denúncia de vocês muitas dessas festas foram fechadas e os seus promotores foram indiciados criminalmente, e vão responder por crime contra a saúde pública, além dos promotores, ou diretores de cassinos, que responderão criminalmente também pela ilicitude de darem procedimento a uma atividade, que é proibida por lei. E mais de outros 60 eventos no interior e no litoral de São Paulo, também foram fechados, numa ação conjunta das prefeituras municipais e do Governo do Estado de São Paulo, e sobre isso falará Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo do Estado de São Paulo. Agora, pela ordem, nós começamos com Jean Gorinchteyn, sobre o nosso hospital de campanha, que está sendo montado, nesse momento, aqui no centro da capital de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, estamos na 11ª semana epidemiológica de 2021, nós estamos no primeiro dia da fase emergencial, a fase mais restritiva que já tivemos em toda a história da pandemia no nosso estado, a justificativa dessas restrições, ela tem como objetivo garantir assistência à vida, permitir que continuemos ainda tendo leitos de unidades de terapia intensiva para atender à nossa população. Uma medida restritiva como essa, só na região metropolitana de São Paulo, estaremos reduzindo a circulação de quatro milhões de pessoas, lembrando que na fase vermelha, que era até então a fase mais restritiva do Plano São Paulo, nós tínhamos a restrição de circulação de cerca de 1,7 milhão de pessoas. Diminuir a circulação de pessoas é também diminuir, com ela, a presença do Covid, esse vírus que compromete as pessoas, e hoje de todas as faixas etárias, jovens, idosos, com ou sem comorbidade, e com elas levando esses pacientes, muitos dos quais às unidade de internação e especialmente às unidades de terapia intensiva. Sessenta e três municípios dos nossos 645 municípios, portanto 63 deles já atingiram o seu limite na ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva. Portanto, 100% de ocupação dos leitos da unidade de terapia intensiva. Do dia 22 de fevereiro, nós tínhamos, na Grande São Paulo, 68,8% de ocupação dos leitos de UTI. Próximo, por favor. Só queria mostrar, por favor. Próximo. Nós tínhamos, para se ter uma ideia, no dia 22 de fevereiro, nós tínhamos 68,8% na taxa de ocupação dos leitos de UTI na Grande São Paulo, e o estado tinha 66% de ocupação, com um total de 6.410 pacientes. Observem: dessas três semanas, 21 dias, passamos então para taxa de ocupação no estado de São Paulo de 88,4%, e uma atenção especial para a Grande São Paulo, com 90% de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva, tendo 10.244 pacientes internados em leitos de UTI. Isso significa um aumento de 3.834 pacientes em relação a três semanas atrás, portanto uma média de 180 novos pacientes diariamente sendo acolhidos pelo nosso sistema de saúde. Já ampliamos 1.118 leitos de unidades de terapia intensiva e continuamos a ampliar, porque a nossa capacidade, como disse, em muitos locais, chegou ao limite. Próximo. Temos novos casos, uma elevação importante de 24,2% de casos. Próximo. Os óbitos, de forma dramática, bateram os recordes que nós já tínhamos apresentado na semana anterior, com um aumento de 28,2%. Próximo. E o número de internações que já nos deixava alarmados na semana passada, ainda teve comparativamente, nas semanas epidemiológicas, um aumento de quase 20% de novas internações, no índice de 19,8%. Próximo. A análise, se nós pegarmos aquela primeira onda, que nós tivemos um pico máximo de número de pacientes albergados nas unidades de terapia intensiva, tínhamos o número de 6.250. Com o número atual, de mais de 10 mil pacientes, tivemos um incremento de 63,9%. Lembrem-se que, na semana passada, nós tínhamos 53% de incremento em relação àquela semana, e hoje aumentamos 10 pontos percentuais no número de novos pacientes acolhidos nas UTIs do nosso estado. Próximo. Como disse, ampliamos mais de 1.118 leitos, desde a semana passada, sendo 700 leitos de unidade de terapia intensiva. Foram anunciados também 11 novos hospitais de campanha, fora aqueles outros quatro, que já estavam em funcionamento, entre eles o próprio AME Barradas, na região de Heliópolis. E conseguimos elevar de 8.500 leitos de unidade de terapia intensiva que nós tínhamos no pico da nossa primeira onda para 9.200 leitos de unidade de terapia intensiva. Hoje, nós temos o prazer e a obrigação de anunciar mais um hospital de campanha, composto por 180 novos leitos, que estarão divididos em 130 leitos de enfermaria, 50 leitos de unidade de terapia intensiva, com a possibilidade de novos leitos, dentro desse próprio hospital, serem também incrementados. Lembro que, ao mesmo tempo que nós, do estado, fazemos isso, o próprio município de São Paulo, a prefeitura do município de São Paulo, também fez o incremento de novos leitos, tanto leitos relacionados a unidades de terapia intensiva quanto também de enfermarias. Próximo, por favor. Hoje então esse hospital vai dar a possibilidade de serem utilizados 900 profissionais. Haverá um investimento do governo do estado de São Paulo de R$ 12 milhões por mês, com a previsão de funcionamento para os próximos 15 dias. Lembrando que esse hospital é um apoio da iniciativa privada, que fez por comodato, por regime de comodato, a possibilidade de o estado se utilizar daquele aparelho, daquele imóvel, sem qualquer custo para os cofres públicos. Próximo, por favor. Portanto, 12 novos hospitais de campanha, somando aqueles que nós havíamos liberado na semana passada, é o 12º, portanto, com novos leitos, totalizando 16 hospitais de campanha, que estarão em pleno atendimento da nossa população até dia 31 de março, com 252 novos leitos de unidades de terapia intensiva e 280 novos leitos de enfermaria. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Queria aproveitar, já que você está com a palavra, pra falar também sobre o tema dos leitos, homologação de leitos. Vocês todos acompanharam a decisão da ministra Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal, tomando uma decisão favorável a São Paulo, depois outros estados do país também fizeram o mesmo, Maranhão, Bahia e Ceará, para que o Ministério da Saúde retomasse a homologação de leitos. Inacreditavelmente, desde janeiro, o Ministério não homologa mais leitos de UTI nos estados para o atendimento das pessoas com Covid-19. Isso é obrigação, é dever do governo federal, isso está no Pacto Federativo, e o governo fez isso até dezembro e depois simplesmente desligou, ou melhor, desmobilizou esses leitos, fazendo com que cada estado tivesse que suportar o custo advindo disso. Vocês acompanharam também que houve uma manifestação da ministra Rosa Weber, à Procuradoria-Geral da República, indagando sobre isto, o porquê isto estava ocorrendo e se estava ocorrendo. A Procuradoria-Geral da União indagou ao Ministério da Saúde, se era verdade que os leitos não estavam sendo habilitados. O Ministério da Saúde respondeu à Procuradoria-Geral da União que sim, os leitos estavam sendo habilitados. A Procuradoria-Geral da União respondeu à ministra Rosa Weber e ao Supremo que estavam sendo habilitados os leitos de UTI em São Paulo. A verdade: nenhum leito em São Paulo foi habilitado pelo Ministério da Saúde. A capacidade de mentir do Ministério da Saúde chega ao ponto de mentir a uma ministra do Supremo Tribunal Federal. Mentiu também ao procurador-geral da República, dando uma informação improcedente. Levou a Procuradoria-Geral da União a dar uma informação falsa para a ministra Rosa Weber. Em que situação nós estamos? Onde as pessoas estão morrendo e o Ministério da Saúde mentindo para a Procuradoria-Geral da União, para o Supremo Tribunal Federal, a Suprema Corte brasileira? E os leitos não foram reabilitados. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: É sempre importante, quando a gente fala de habilitação dos leitos de unidades de terapia intensiva, a gente está falando de custo. Quem vai ajudar a pagar a conta daqueles leitos estarem funcionando? A conta de médicos, de enfermeiros, de fisioterapeutas, de oxigênio, de medicamentos... Isso é um custo extremamente elevado. Pra cada leito, esse valor sai R$ 1.600, e quem... Essa divisão é feita tanto pelo estado, pelos municípios e pelo governo federal, que deveria fazer a sua parte. No ano passado, o estado de São Paulo deixou de receber do governo federal a sua parte na responsabilidade de custear esses leitos, no valor de R$ 1,4 bilhão. Mensalmente, desde o início agora de janeiro, nós estamos recebendo ou deixando de receber R$ 245 milhões a cada mês. Do total de 5.112 leitos que nós temos disponíveis, nós só temos habilitados 1.596. Ou seja, é um número muito abaixo e que não respeita a consideração da ministra Rosa Weber, de imediato aporte de recursos da totalidade dos leitos para o estado de São Paulo. Isso não vem sendo atendido, isso não vem sendo respeitado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos agora ao Dimas Covas, com as boas notícias de mais entregas da vacina do Butantan. As más notícias são que as vacinas do governo federal não chegam, são promessas, promessas e promessas. Mas vacinas, que é bom, nada. As únicas vacinas que temos no Brasil hoje são as vacinas do Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Então, hoje foram entregues 3,3 milhões, na quarta-feira, 2 milhões, totalizando 5,3 milhões de doses. Próxima semana, entregaremos 5,2 milhões, e na última semana vamos bater um recorde novamente, entregaremos 8,4 milhões de doses de vacina, 8,4 milhões de doses de vacinas na última semana de março. Ou seja, em março vamos ter entregue, no mês de março, exclusivamente, 22,3 milhões de doses de vacina ao Ministério da Vacina. E continuamos produzindo, governador, continuamos produzindo. Vamos entrar em abril, completar o primeiro contrato de 46 milhões e já ingressar no segundo contrato, de 56 milhões de doses. E esperamos, inclusive, conseguir adiantar esse cronograma a partir de maio, quando terminamos a produção da vacina da gripe, e aí nós podemos utilizar integralmente as nossas duas linhas, integralmente dedicadas à produção da vacina contra o Covid-19. São essas informações, governador, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Agora, o programa estadual de vacinação, com a Dra. Regiane de Paula, também as boas notícias, Regiane, de mais vacinas e mais vacinas para atender novas faixas etárias das pessoas de idade. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Sim, governador, esperança. Frente a tudo que nós estamos vivendo, a vacina é a nossa esperança. Então, nesse momento, no dia de hoje, 15 de março, nós iniciamos a faixa etária de 75 e 76 anos, que corresponde a 420 mil pessoas. De 72 a 74 anos, a próxima segunda-feira, 22 de março, 730 mil pessoas receberão, iniciarão a sua vacinação. E no dia 29 de março, 70 a 71 anos, 600 mil pessoas. Eu gostaria de ressaltar, governador, que nós abrimos o mês de março com a faixa etária de 70 anos, e fechamos essa faixa etária durante o mês de março agora. Isso é muito importante, isso traz realmente uma esperança muito grande, gostaríamos de vacinar mais. Só o mês de março com essas faixas etárias, equivalem a 2,180 milhões de pessoas que serão vacinadas durante esse mês, isso traz uma grande esperança. Precisamos de mais? Sem dúvida nenhuma, mais vacinas, mais pessoas sendo vacinadas. Lembrando que quem faz a vacinação é o município, então uma vez mais nós solicitamos a todos que estão nos ouvindo, que, por favor, façam o cadastro no vacinaja.sp.gov.br. E, por favor, nós estamos nesse momento também administrando a segunda dose se vacina, a D2, dos grupos prioritários que já iniciaram e já fizeram D1. Então esses grupos etários que tem uma faixa etária de mais idosos, que os municípios olhem para eles, deixe o período da manhã um horário reservado para que eles possam ir e não haver aglomerações, e aí sim entre o período do almoço e mais à tarde, possa fazer dessa população, desses novos grupos que estão entrando para a vacinação. E, governador, é uma boa notícia também, se nós olharmos o vacinômetro, na próxima hora nós com certeza teremos mais de 4 milhões de pessoas vacinadas, de doses aplicadas no estado de São Paulo. Então o vacinômetro acabou de virar. Nós temos de doses aplicadas de primeira dose 3.920.144 milhões, e de primeira dose, 2.833.860, e segunda dose, 1.086.284 milhão de doses aplicadas. Então é muito importante que a gente olhe, estamos trabalhando sob à sua coordenação, mas precisamos realmente de mais vacinas. Pode parecer que dizer que de cada dez pessoas que recebem a vacina, nove são do Butantã, é a nossa grande realidade, se tivéssemos mais vacinas e outras vacinas, nós poderíamos avançar, não somete no estado de São Paulo, mas em todo o Brasil, todos os estados estão sofrendo, e sofrendo muito. Em números absolutos, sem dúvida nenhuma, o estado que mais vacina é o estado de São Paulo. Estamos aqui trabalhando para que isso possa ser realmente uma dinâmica, e possamos avançar para as faixas etárias e novos grupos, governador. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Vou propor que ao término da coletiva possamos exibir novamente o vacinômetro se você concordar, e aí temos o número final antes do encerramento da coletiva de hoje. Vamos agora ouvir o Rodrigo Garcia, vice-governador e também secretário de governo do estado de São Paulo. Eu quero aproveitar para informar aos meus colegas de imprensa que a partir dessa próxima semana eu participarei apenas às quartas-feiras da coletiva de imprensa aqui com vocês, às segundas e sextas toda a área de saúde, as áreas de governo, as que forem necessárias, como é o caso da Patrícia Ellen, do Marco Vinholi e do setor de saúde como um todo, incluindo o Dimas Covas, e a presença aqui na coletiva será feita pelo Rodrigo Garcia. Portanto, a partir da semana que vem só estaremos juntos aqui com a minha presença às quartas-feiras. Hoje e quarta-feira eu ainda participo, a partir de sexta-feira já o Rodrigo assume essa responsabilidade, e a ele passo a palavra nesse momento, Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador, bom dia, a todos. Duas palavras rápidas aqui sobre a blitz, é de conhecimento que o governador capitaneou presencialmente uma articulação entre as equipes do estado e da Prefeitura de São Paulo, e aqui cabe um agradecimento à Polícia Civil, à Polícia Militar, ao Procon, que teve um papel fundamental no apoio à essas blitzes. A nossa vigilância sanitária estadual, que de comum acordo com a Guarda Civil Metropolitana, com a vigilância sanitária municipal, e a equipe das subprefeituras, tiveram grande êxito nas operações de blitzes nesse final de semana. Quero aqui também fazer um agradecimento ao prefeito Bruno Covas, ao seu vice-prefeito Ricardo Nunes, que também participaram ativamente desse processo, que resultou sim no fechamento e no fim de várias festas. É uma irresponsabilidade de quem participa de aglomeração nesse momento da pandemia, e é crime de quem promove essas aglomerações. Então o governo está vigilante, atento. Na capital e na região metropolitana uma articulação direta aqui do gabinete do governador com os prefeitos, e no conjunto do interior, através do Marco Vinholi, também o apoio das polícias de São Paulo, às vigilâncias sanitárias municipais. É importante as pessoas entenderem que nós temos 15 dias de uma fase extremamente restritiva, aonde nós esperamos tirar de circulação cerca de 4 milhões de pessoas, para que elas fiquem em casa, e a gente alcance o objetivo de diminuição da pandemia. E essa ação de fiscalização ela é fundamental, pedagógica, para que a gente reforce a importância das pessoas se preservarem e ficarem em casa. Em uma segunda palavra, governador, de solidariedade pessoal, não só o João Doria, ao governador de São Paulo, mas ao João pai de família, nós somos uma equipe de governo, aonde as nossas decisões são amparadas no conhecimento, são amparadas em várias opiniões de quem sabe lidar com a pandemia, e que muitas vezes, são traduzidas pelo governador João Doria, mas tem o respaldo de todos. E nós sabemos a enorme pressão que vive hoje aqueles que estão fazendo o certo no combate à pandemia, e a enorme pressão direta que vive o governador e a sua família. Portanto, a nossa solidariedade. Você está do lado certo, você não está sozinho, e nós temos certeza que a história reserva ao governo de São Paulo, à figura do João Doria, um capítulo especial, de quem teve coragem, quem teve determinação e preferiu ficar não só salvando vidas, mas do lado certo da história, do que uma popularidade imediata. Nós sabemos que isso será e está sendo reconhecido pela população brasileira cada vez mais. Não só como alguém que viabilizou as vacinas para o Brasil, mas como alguém que está tomando as medidas corretas para preservar vidas. Fica aqui a minha palavra de solidariedade, João, a você e à toda a sua família.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo, muito obrigado. Em meu nome e no nome da minha família, os ataques que sofremos esse final de semana, nesse domingo, é inominável, eu não posso dizer a tristeza, o Rodrigo sabe, porque para ele eu tive a oportunidade de reproduzir, para algumas pessoas também, das coisas que ouvi, das ameaças que recebemos. A mim, tudo bem, eu estou aqui para fazer o enfrentamento, eu estou aqui para governar para as pessoas, não estou para governar para mim, mas os ataques à minha esposa e aos meus filhos, inomináveis, inaceitáveis, revoltante o que ouvi. E as ameaças, inclusive, de invasão da minha casa, nesse último domingo, deplorável, deplorável, e ainda de gritos de: "Mito, mito, mito!". É o mito da morte ameaçando de morte outras pessoas, que tristeza para o Brasil isso. De novo, obrigado, Rodrigo. Nós vamos agora às perguntas, começando pela Rádio Band News, e a Rádio Bandeirantes, a TV Bandeirantes, e na sequência os demais veículos. Vamos com você então, Maira Djaimo, a primeira pergunta será feita por você. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, hoje meus colegas aí repórteres acompanharam a movimentação no transporte público nesse primeiro dia de fase emergencial, e a redução de pessoas, de aglomeração, não foi significativa. Então eu queria perguntar se aquela medida de escalonamento, se já foi conversado com os setores isso, em que pé que está? E se não seria mais efetivo, ao invés de uma recomendação, uma determinação, uma obrigação de escalonamento para diminuir a aglomeração no transporte público, justamente como defende o secretário de Transportes Metropolitanos? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, eu vou pedir que a Patrícia Ellen e o Rodrigo Garcia possam responder. Isso já está sendo praticado a partir de hoje, volto a lembrar, hoje é o primeiro dia da fase emergencial, vai de 15 de março até 30 de março. Então nós temos que consolidar informações de hoje, ao longo do dia e dos próximos dias. E esse escalonamento já foi determinado também, pelo governo do estado de São Paulo, e com o acompanhamento das prefeituras municipais. E nós temos tido majoritariamente a solidariedade dos prefeitos e prefeitas do estado de São Paulo, notadamente do prefeito Bruno Covas, e do seu vice-prefeito, Ricardo Nunes. E também dos prefeitos aqui da região metropolitana de São Paulo. Mas vou pedir à Patrícia Ellen, e depois uma complementação pelo Rodrigo Garcia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Obrigada, Maira. Então nós estamos trabalhando com os setores que concentram maior contingente de funcionários, para aplicarmos suas propostas de escalonamento. Já temos a proposta oficial da APAS - Associação de Supermercados. Nós temos também uma discussão em fase final com as responsáveis por empresas de call center, e com a indústria, esses foram os três primeiros que nós priorizamos, porque concentram grandes contingentes de funcionários. A ideia é que nas próximas 24 horas nós tenhamos essas propostas finalizadas. Mas eles já estão hoje trabalhando com o regime diferenciado, e estamos atuando com todos eles para coordenar esses escalonamentos, e estamos fazendo isso com todos os setores, com as associações representativas. Como o governador João Doria disse, hoje é o primeiro dia oficial da fase emergencial, então nós precisamos monitorar durante essa semana a efetividade das medidas para a redução de pessoas e redução de circulação, e obviamente junto com elas, as propostas de escalonamento dos setores. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, acho que para fechar esse tema, é fundamental que a população nos ajude nessa tarefa, se nós fossemos olhar o rigor da lei, nós tínhamos que mudar os alvarás de funcionamento de todos os setores de atividade econômica, isso não é adequado, nós tínhamos que, portanto, exigir esse escalonamento. O que o governador João Doria fez na última quinta-feira foi uma sugestão, vamos fazer com que o setor da indústria entre às 7h, comércio e serviços 9h, 11h, agora nós dependemos que os setores possam informar aos seus trabalhadores e fazer esse escalonamento. A secretária Patrícia Ellen, com as equipes de governo, estão dialogando, já fizemos reuniões virtuais com vários setores, alguns já estão apresentando hoje aqui essa proposta de escalonamento, mas nós vamos depender do setor produtivo para que a gente alcance esse objetivo. Nós não podemos proibir as pessoas de estarem no transporte público, tanto é que a opção do governo foi manter 100% da sua frota operando, para que a gente evite essa aglomeração. Agora, os setores econômicos e a população precisa nos ajudar nessa tarefa, essa não é uma tarefa só de imposição do governo, nós queremos evitar as aglomerações nas plataformas de metrô e CPTM, mas precisamos necessariamente do apoio dos setores e da população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Rodrigo. Maira, muito obrigado. Vamos agora à uma pergunta online, que é da Maria Carolina [Ininteligível], da Agência Lusa, de Portugal. Maria Carolina, muito obrigado por estar aqui participando. Que me lembre, é a primeira vez que a Agência Lusa participa das nossas coletivas, portanto, muito bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

MARIA CAROLINA, REPÓRTER: Obrigada, governador. Boa tarde, a você, a todos aí da equipe. Bom, o Brasil ele tem chamado a atenção do mundo pelo alto número de casos e de mortes provocadas pela COVID-19, e também pelo aparecimento da variante amazônica chamada também de P1. Os especialistas tem alertado que novas variantes devem surgir no Brasil, porque a transmissão do vírus continua fora de controle. A minha pergunta é para o senhor e para a sua equipe, qual é o nível de preocupação do governo de São Paulo em relação à essas novas variantes? Como o governo paulista monitora isso? Ou seja, o surgimento de novas variantes? E o que vocês estão fazendo para tentar evitar que essas variantes se espalhem pelo estado como já aconteceu com a própria P1, ou variante amazônica?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Carolina. É uma pergunta complexa, vou pedir a três cientistas que respondam, pela ordem o Jean Gorinchteyn, o nosso coordenador do centro de contingência, doutor Paulo Menezes, e o doutor Dimas Covas, que tem uma boa notícia em relação à capacidade de imunização da vacina do Butantã em relação à essas variantes. Vou pedir apenas se possível, respostas mais breves, pedindo desculpas por isso, a você, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: O que nós temos hoje não é só uma preocupação, mas uma ocupação, nós estamos agindo, a ação é fundamental. Então as medidas restritivas já do plano São Paulo, que foram estabelecidas até a data de ontem, com o faseamento vermelho, hoje o primeiro dia de faseamento emergencial, as restrições muito mais regionalizadas em algumas áreas do estado, com status de restrição maior, conhecido também como lockdown, baseado exatamente em uma circulação maior do vírus em cada uma das regiões. Bem como a instituição de toque de recolher, força tarefa, que vem sendo feita, já fazem com que nós estejamos passando para a sociedade de uma forma muito mais intensificada através das nossas fiscalizações, através das nossas ações, além daquilo de ampliação de leitos. Mas a necessidade de conter o avanço da pandemia no nosso meio. A conscientização da população no sentido de respeitar as normas e regras sanitárias, e evitar aglomeração, e fazer o uso adequado das máscaras. Então essa é a ação que o governo do estado de São Paulo, através da Secretaria Estadual da Saúde tem feito. Mas nós estamos também acompanhando a ocorrência de cepas que, eventualmente, sejam cepas que nós chamamos mutantes, são aquelas que mudam o seu material genético, através de análise aleatória de várias amostras de RT-PCR, aquele exame do cotonetezinho, do nariz e da garganta, que são encaminhados para o Instituto Adolfo Lutz.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu gostaria de acrescentar, governador, que aqui no estado de São Paulo nós temos a rede laboratorial, constituída pelo Instituto Adolfo Lutz, Instituto Butantan e vários outros laboratórios, que colaboram com o processamento de amostras, de forma a fazer uma vigilância molecular das distintas cepas e variantes que estão circulando. Além disso, eu queria complementar dizendo que o estado de São Paulo tem laboratórios de pesquisa, particularmente nas universidades estaduais, públicas, que também estão contribuindo para identificação, não só das variantes já conhecidas, mas de possíveis novas variantes, que comecem a circular. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. E agora sim, complementando a informação, Maria Carolina, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, sobre a eficácia da vacina do Butantan contra estas novas variantes da Covid-19.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Maria Carolina, além da preocupação com a maior gravidade e velocidade de transmissão dessas variantes, existe a preocupação da resposta vacinal, quer dizer, se a resposta imunológica induzida pela vacina é capaz de neutralizar essas variantes. No caso da vacina do Butantan, esses testes já foram realizados e eles são altamente eficientes, quanto às chamadas variantes P1 e P2, que são as variantes que predominam nesse momento da epidemia no estado de São Paulo. Então, aquelas pessoas que foram vacinadas, principalmente aquelas que já foram vacinadas com a segunda dose, têm níveis de anticorpos neutralizantes que são suficientes para neutralizar tanto a P1 quanto a P2. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Maria Carolina, mais uma vez, muito obrigado. Espero ter você participando também em outras coletivas, e muito grato pela sua participação. Vamos agora a Adriana Cimino, da TV Cultura. Adriana, boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber como é que está a questão dos insumos para a Coronavac. A última remessa que chegou foi agora no início de março. Eu lembro que o Dr. Dimas havia falado que esses 8.000 litros não completariam esses 46 milhões de doses do primeiro contrato, mas que haveria um novo cálculo, por conta da extensão. Gostaria de saber então sobre os insumos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Adriana. Responde, evidentemente, Dimas Covas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Adriana, nós ainda aguardamos mais um embarque de seis milhões, que deve chegar ainda em março. Isso já liquida o contrato de 46 milhões. E aí já entramos no contrato de 54 milhões de doses. Nesse momento, não tem nenhum problema em relação a esse fluxo de matéria prima, tudo dentro do previsto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado então, Adriana, obrigado, Dimas. Vamos agora à correspondente da [ininteligível], na Itália, que é a Paula Pinto, a rádio e televisão italiana [ininteligível], e Paula, muito obrigado. Também creio que é a primeira vez que vejo você aqui, se não me engano. Então, muitíssimo bem-vinda.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, obrigada por me receber.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olha, numa assembleia da ONU, o Guterres alertou que alguns países estão fazendo negociações paralelas para vacinar exclusivamente as suas populações. Segundo ele, é uma atitude injusta e contraproducente. Você acha que esses países estão agindo de maneira egoísta?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Paula, eu não me sinto à vontade para fazer uma avaliação desta ordem, desta natureza, diante de uma circunstância de uma pandemia mundial. São 216 países no mundo, são mais de 6,5 bilhões de pessoas que sofrem com a pandemia em todo o planeta. Eu vejo o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, o Tedros, tendo, juntamente com a sua equipe, posições sempre muito firmes em defesa da vida, em defesa das vacinas e em defesa principalmente das populações mais vulneráveis, de países mais vulneráveis também, países que estão num nível de pobreza e que precisam de vacinas e de apoio dos países mais poderosos. Mas eu, se você não ficar aborrecida comigo, eu preferia não fazer um comentário desta natureza e nem vou transferir a ninguém daqui, porque entendo que não cabe a nós, nesta circunstância, fazer um comentário desse tipo. Peço perdão a você e peço a sua compreensão também. Agora, vamos à Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, boa tarde, mais uma vez, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. A gente viu aqui nos gráficos que, na semana de março até dia 12, os casos, óbitos e internações ainda estavam subindo. A gente sabe também que esse é o retrato de semanas passadas. Então, minha pergunta é: a gente já tem nove dias de bandeira vermelha, até hoje entrar na fase emergencial. Algum sinal de que os dias que a gente passou de bandeira vermelha, essa primeira semana mais restritiva, algum sinal de que esses números começam a estabilizar ou não? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Interessante sua pergunta, Daniela. Eu vou pedir ao João Gabardo, que é o coordenador executivo do Centro de Contingência, que possa responder. E se mais alguém desejar fazer algum comentário, obviamente, pode ficar inteiramente à vontade. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Infelizmente, Daniela, não. Os números que nós estamos encontrando no momento não apontam nenhuma tendência de queda, muito pelo contrário. Ou seja, essa semana, que nós já estamos com restrições mais efetivas, ainda não apresentaram resultados satisfatórios. O que, até certo ponto, é esperado, porque quando se começa com essas medidas mais restritivas, a gente precisa aguardar em torno de duas semanas para iniciarmos a ter algum resultado. Então, nesse momento, infelizmente, os dados ainda são de crescimento, de evolução e de aceleração na epidemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. E Daniela, mais uma razão para as medidas desta fase emergencial serem bem cumpridas, e com fiscalização da Vigilância Sanitária, das prefeituras municipais, do governo do estado, da Vigilância Sanitária do governo do estado, da Polícia Militar, Polícia Civil e também do Procon. E importante o papel que vocês, da imprensa, vêm cumprindo, e muito bem, desde março do ano passado eu tenho elogiado e tenho feito o elogio, porque é merecido. Eu sou jornalista também, e com discernimento e com equilíbrio necessário para agradecer o trabalho da imprensa. Vocês, da imprensa, têm ajudado muito as medidas restritivas e a compreensão de que elas não são contra as pessoas, elas são a favor das pessoas. O inimigo da economia é a pandemia, não são as medidas de restrição. Então, cabe também aqui um papel redobrado nesta etapa, não só em São Paulo, mas praticamente em todos os estados brasileiros estão com medidas restritivas, no limite máximo ou quase máximo, até o final deste mês. Se puderem ajudar ainda mais, com matérias, ilustrando e apresentando o drama que é nos hospitais aqui em São Paulo e em outros estados, isso, acredito que possa ajudar a sensibilizar, pelo menos as pessoas normais. Os anormais são aqueles que, negacionistas, acham que o mundo é plano, que a vida é bela e que a pandemia é um resfriadozinho. Mas vamos tentar ainda convencer aquelas pessoas que ainda têm um pouco de sentimento e amor pela vida. Obrigado, Daniela. Vamos agora a Estela Freitas, da Rede TV. Estela, prazer em revê-la, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. A gente sabe aí que realmente tem que esperar o prazo pelo menos de 14 dias para começar a ver algum resultado nos números, mas, com base aí nessa experiência, conforme a gente vê aí o aumento em todos os números, casos, mortes e internações, se um lockdown está no radar do governo e também outra medida estudada, que já foi falada aqui, com relação às vacinas, da compra do governo de São Paulo, com relação ao outras empresas estrangeiras para a vacinação aqui, além de Coronavac, especificamente para o estado de São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Estela, foram duas perguntas em uma. A segunda parte eu respondo, a primeira parte, a Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e que integra este grande comitê emergencial que trata da Covid-19. A resposta é sim, nós estamos tratando com mais um laboratório internacional, além do Instituto Butantan. Eu já mencionei aqui que nós já fizemos uma encomenda adicional de 30 milhões de doses da vacina do Butantan para São Paulo. Isso não significa que vamos deixar de atender às vacinas já comprometidas, compromissadas e contratadas para o Brasil. Vamos entregar todas elas, e a prioridade é atender o Brasil. Isso será feito até o dia 30 de agosto. A partir de então, nós colocaremos aqui mais vacinas para vacinação dos brasileiros que residem aqui em São Paulo, seja do Butantan, onde já fizemos esta solicitação, que envolve também, evidentemente, o laboratório Sinovac, com sede em Pequim, e mais um laboratório internacional. Não vamos mencionar, não por falta de transparência, esse é um governo que dá total transparência a todas as suas atitudes. É que, se revelarmos isto, nós sabemos que o governo federal vai em cima deste laboratório para hostilizá-los, intimidá-los e proibir que vendam vacinas para São Paulo. Então, nós só vamos revelar isso no momento oportuno, com contrato feito, com as vacinas embarcadas e data de chegada das vacinas aqui em São Paulo. E agora, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Bom, nós estamos no limite máximo das restrições, das medidas restritivas, se comparados com outros países que chegaram numa situação parecida, tudo que o estado pode fazer está sendo realizado. Então, nós sempre comparamos os países que chegaram a esse nível de contágio, fizeram restrição de circulação, toque de recolher, o modelo de quarentena regionalizada, heterogênea, que aí depois se integrou, como nós fizemos agora, nessa fase emergencial. O que teria de diferente para além disso? Restrição de circulação de pessoas entre estados, entre regiões, restrição no fluxo de aeroportos, tudo isso é atribuição do governo federal. Então o que falta agora, que o governador sempre tem trazido, é uma coordenação nacional, alinhada, reconhecendo a gravidade da situação, em prol das vidas de todos os habitantes do nosso país neste momento. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Estela, obrigado, Patrícia. Vamos agora a Vinicius Passareli, da Rádio CBN. Vinicius... Ajustou o microfone. Bem-vindo, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria saber informações sobre como andam as conversas com a Federação Paulista de Futebol, em relação a um eventual retorno do campeonato paulista. Houve uma reunião hoje cedo, entre membros do governo e membros da Federação. A gente sabe que há uma pressão dos clubes e da própria Federação, então gostaria de saber do teor dessa conversa de hoje, se há alguma possibilidade desse retorno do campeonato, ainda dentro da fase emergencial, e também como o governo olha a ideia, a possibilidade da Federação levar os jogos do campeonato para outros estados. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinicius, muito obrigado. Antes de passar a resposta ao Dr. Paulo Menezes, que é o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, enfatizar o que você já sabe, os ouvintes da Rádio CBN também: a decisão não é do governo de São Paulo, nem do governador do estado de São Paulo, é do Centro de Contingência do Covid-19. São esses médicos que tomam a decisão e nós obedecemos à decisão. Portanto, não cabe aqui análise do governo de São Paulo nem para as decisões do Centro de Contingência, que nós obedecemos, e nem tampouco analisar se a decisão da Federação Paulista de Futebol é realizar os jogos de futebol em outro estado brasileiro. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, Vinicius. O Centro de Contingência tem, nesse momento, uma posição bastante clara, que é de não realização desses eventos esportivos, e isso foi colocado mais uma vez nessa reunião, e acredito que a Federação Paulista de Futebol está compreendendo a gravidade do momento e deve seguir as recomendações do Centro de Contingência. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Vinicius Passareli, muito obrigado. Vamos agora à última pergunta, que é da Daniela Gemniani, da TV Globo, GloboNews. Daniela, boa tarde mais uma vez, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu só queria, antes da minha pergunta, esclarecer uma fala do Dr. Jean sobre os leitos habilitados: Dos 5.112 leitos, 1.596 estão habilitados hoje. Quer dizer que estão habilitados pelo governo federal? Hoje, o governo federal está financiando essa quantidade? E aí a minha pergunta: Algumas cidades, como por exemplo São Caetano do Sul, relataram dificuldade de fornecimento de oxigênio. Se a Secretaria de Saúde tem essa informação, se outras cidades também estão se manifestando em relação a isso. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Com relação à habilitação dos leitos Nós temos uma medida que foi tutelada pela Procuradoria Geral do estado para habilitação de 5.112 leitos. Essa é a totalidade de leitos que deveriam ser habilitados em dezembro de 2020. Então esta é a solicitação para esse numerário de leitos. Já estava proposto uma habilitação parcial de leitos que foi atingido em 1.592. Lembrem-se que nós tínhamos 678 leitos, atingimos 1.592 leitos, portanto, uma habilitação parcial de cerca de 20%, quando na verdade 80% desses leitos continuam não habilitados. Portanto, não seguindo as orientações que foram determinadas pela ministra Rosa Weber de forma imediata introduzir os valores para os cofres públicos do estado de São Paulo. Portanto, isso não aconteceu a despeito das reiterações que fora feitas pelo governo do estado de São Paulo através da Procuradoria Geral do estado. Com relação à oxigenioterapia, nós temos toda nossa rede estadual através de todos os contratos estabelecidos, não houve sequer nenhuma referência de falta de oxigênio ou gases medicinais. O que existe são algumas questões pontuais de um ou outro município através de contratos dos municípios com esses prestadores e distribuidores que acabam fazendo com que eventualmente possa existir algum descompasso, mas isso não deve acontecer, nós rogamos e pedimos para que todos os secretários municipais dos 645 municípios se antecipem a esses distribuidores, no sentido de se anteciparem para que não haja nenhum risco de suspensão, mesmo que temporária do fornecimento do oxigênio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Dani, o Rodrigo Garcia vai complementar a resposta a sua pergunta também.

RODRIGO GARCIA: Daniela, é só para ficar claro, o ministério sempre fala uma coisa e faz outra. Então quando chegou dia primeiro de janeiro despencou a habilitação de leitos em São Paulo e no Brasil. E São Paulo seguiu janeiro inteiro com 678 leitos apenas habilitados. Vocês viram que nós temos mais de cinco mil. Então o ministério veio lá e baixou para pouco mais de 10% o financiamento. O estado entrou em juízo no Supremo Tribunal Federal, ganhou uma liminar que é clara, o governo federal deve pagar, financiar, os leitos abertos de São Paulo. E nós inteiramos o ministério em vários ofícios. Na sexta-feira para justificar uma resposta da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional ao Supremo Tribunal Federal, o ministério foi lá e habilitou mais um pouquinho. Então do que nós estamos falando, nós estamos falando de uma conta, e isso está encaminhado ao ministério atrás de um ofício do secretário Jean, governador, que hoje é de R$ 457.656.000,00. Se o ministério cumprisse o que foi determinado pela ministra Rosa Weber, ele já deveria ter depositado nas contas do estado R$ 457 milhões. Então a situação hoje, para que não haja dúvida, ele anuncia que tem 1.592 leitos habilitados, olha, eu melhorei para São Paulo, eu subi um pouco mais São Paulo, só que o governo de São Paulo está pagando 5.112, faltam ainda 3.520 leitos. Que São Paulo pretende cobrar desde o dia primeiro de janeiro, para que a gente possa continuar sustentando o sistema de saúde de São Paulo. O governador vai assinar nos próximos dias um decreto suplementando o orçamento da nossa Secretária de Saúde em mais de R$ 1 bilhão, que é dinheiro que não está vindo do ministério, governador, que ele está tendo que tirar de outras áreas para priorizar a saúde. Então é isso que precisa ficar bem claro. Não existe um cumprimento da sentença do Supremo Tribunal Federal. Existe um "me engana que eu gosto". Fala que faz, mas na prática não está fazendo, e esses números nós vamos expor cada vez mais governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Daniela, muito obrigado. E quero agradecer a todos também. Na quarta-feira estaremos juntos novamente, por favor, se protejam, sejam abençoados e protegidos. Nós estamos agora com os dados aqui das 13h45 com 3.928.826 pessoas já vacinadas aqui no estado de São Paulo. Dentro de uma hora, ou seja, até às 15h nós teremos quatro milhões de pessoas vacinadas aqui no estado de São Paulo. É o maior volume de pessoas vacinadas em todo o Brasil, já é com este número, mas vamos ultrapassar quatro milhões de pessoas vacinadas e vamos seguir nesse bom ritmo. Parabéns, Rejane, e ao programa estadual de imunização, todos que com você atuam nesta área. Parabéns também aos secretários de Saúde dos municípios de São Paulo que têm cumprido de forma diligente esse programa de vacinação. E agora com mais vacinas do Butantan a partir de hoje, vamos acelerar o processo de vacinação em São Paulo. Muito obrigado, até quarta-feira.