Coletiva - Governo de SP vai contratar 1.185 profissionais de saúde em caráter emergencial 20201304

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Coletiva - Governo de SP vai contratar 1.185 profissionais de saúde em caráter emergencial

Local: Capital - Data: Abril 13/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado, a todos pela presença. Essa é a vigésima sétima coletiva de imprensa que fazemos aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Ao lado do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. José Henrique Germann, secretário da Saúde e membro do comitê de saúde do COVID-19, o centro de contingência. Do doutor David Uip, médico infectologista e coordenador geral do comitê de saúde, denominado centro de contingência COVID-19. E Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Também aqui se encontram neste saguão, o General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Cleber Mata, secretário de Comunicação. Doutora Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de estado de Saúde. E o Atenê França, que é diretor do departamento de apoio e atenção à saúde, da cidade de São Paulo, da Secretaria de Saúde do município de São Paulo. Algumas mensagens agora pela manhã, p rimeiro dizer que não é fácil ser governador de São Paulo diante de uma crise desta dimensão, e com a responsabilidade que tenho, compartilhadamente com os demais secretários do estado de São Paulo, e compartilhadamente também ao lado do prefeito Bruno Covas, que me sucedeu neste cargo à frente da Prefeitura de São Paulo. Todos que integram o governo do estado de São Paulo, todos que integram este grupo que ao longo dos últimos 35 dias tem conversado com a imprensa e com a opinião pública, todos nós sabemos a responsabilidade que temos, e aquilo que precisamos fazer em defesa da vida e das pessoas. Quero deixar bem claro que não apenas a nossa posição, a minha, pessoal, a nossa, do governo do estado de São Paulo, e o Bruno terá a oportunidade de falar também a sua visão, é proteger o direito e a liberdade de ir e vir . Nunca o governo de São Paulo, nunca o governador de São Paulo desejou limitar, impedir ou restringir o direito de ir e vir. Mas também não desejamos e não faremos nenhum estímulo para que as pessoas possam se aglutinar, e possam circunstancialmente, deliberadamente ou não, desrespeitar a orientação da quarentena, e desrespeitar o direito à vida, primeiro delas próprias, depois dos seus familiares, na sequência, dos seus vizinhos, dos seus amigos e da população. Quero aproveitar para fazer uma mensagem também aos líderes religiosos, agradecendo primeiro à Igreja Católica, a Igreja Católica deu um exemplo, Bruno Covas, neste final de semana, pela primeira vez na história a Basílica de Aparecida não teve nenhum fiel, apenas a celebração da missa de Páscoa, em um exemplo de fé e esperança, e um exemplo virtual e de respeito da Igreja Católica aos seus fiéis, e à condição do isolamento social. Quero também agradecer aos evangélicos, aos cultos evangélicos que também compreenderam através dos seus líderes a importância de respeitarem o distanciamento e o isolamento, fazendo cultos virtuais, utilizando rádio, a televisão e a internet para a realização dos seus cultos. A esses líderes evangélicos, também o nosso sincero agradecimento por estarem solidários às medidas da ciência, da medicina, e às medidas que ajudam a salvar vidas. Estendo também um agradecimento, como governador de São Paulo, a aqueles que realizaram igualmente cultos virtuais, encontros ou celebrações virtuais entre protestantes, espíritas, ortodoxos, anglicanos, budistas, aqueles da comunidade judaica, aque les do hinduísmo, do islamismo, do taoísmo, assim como as religiões de matrizes africanas, todos respeitando a quarentena, e todos respeitando a vida dos seus seguidores, dos seus fiéis e daqueles que processam a sua fé. Continuem fazendo cultos virtuais, continuem estimulando a oração e a fé, mas compartilhando bom sentimento e a proteção daqueles que seguem as suas religiões, fazendo isso virtualmente, e estimulando para que as pessoas continuem em casa, e seguindo a orientação correta da medicina, da ciência e da saúde, que é permanecerem em suas casas. Renovo o agradecimento a todos os líderes religiosos, de todas as religiões, as que eu mencionei aqui, e as que eu não mencionei também, por estarem orientando corretamente as suas ações e os seus seguidores. Quero fazer uma mensagem à indústria de chocolates , e também ao setor do varejo, ao comércio de chocolates, primeiro agradecendo pela solidariedade e a compreensão na obediência às medidas de quarentena em todo o estado de São Paulo, sobretudo, aos comerciantes, aos que possuem lojas de chocolates e artigos congêneres, que compreenderam e obedeceram à esta quarentena. E a indústria de chocolates aqui de São Paulo, se puderem, por favor, doem aqueles chocolates que vocês não tiveram a oportunidade de comercializar nessa Páscoa, chocolates ainda estão com validade e podem ser doados para o Fundo Social do estado de São Paulo, e o Fundo Social fará chegar às comunidades da região metropolitana de São Paulo, e também outras comunidades em outros municípios do estado de São Paulo. Um gesto nobre, aliás, algumas indústrias já começaram a fazer isso, e um gesto de união e de solidariedade na doação desse chocolate. Chocolate é alimento e pode atender à essas comunidades, muitas das quais não tiveram, sequer, oportunidade de receberem um ovo de Páscoa para o usufruto da sua família e dos seus filhos. Quero, por fim, nessas mensagens agradecer ao setor privado, hoje, Bruno Covas, realizamos a quarta reunião do comitê empresarial solidário, 238 líderes empresariais participaram virtualmente desta reunião, foi a quarta reunião que fizemos nas últimas quatro semanas, as reuniões são sempre às segundas-feiras, das 8h às 10h da manhã. Total arrecadado em quatro reuniões, aqui em São Paulo, R$ 367,600 milhões em doações de produtos, dinheiro e serviços. Produtos para a saúde, produtos alimentícios, produtos de higiene e limpeza. E servi&cced il;os, desde transporte até o oferecimento de leitos em hospitais privados e de outra natureza, para permitir o atendimento às camadas menos privilegiadas da população, sobretudo, aquelas que vivem em comunidade. Este total de R$ 376,600 milhões compõem a doação de 83 empresas, instituições, associações de classe, e pessoas físicas, a todos eles o meu sincero agradecimento, como governador do estado de São Paulo, pelo gesto, pela a atitude, pela solidariedade. Também uma menção especial do Grupo Itaú, cuja a sede é aqui no estado de São Paulo, na capital paulista, e que anunciou hoje pela manhã a doação de R$ 1 bilhão com a contribuição para a saúde, e a preservação de vidas no estado de São Paulo. Quero cumprimentar o Grupo Itaú, seus diretores, os seus acionis tas, e também o seu corpo funcional. Lembrando que o Itaú também foi uma das instituições que aderiu ao movimento não demita. Muito obrigado pela sua solidariedade, e que esse gesto possa ser repetido por outras instituições e empresas, não importa o tamanho da sua doação, importa o tamanho da sua solidariedade, o seu gesto de doação e de bom sentimento. Medidas de hoje, 13 de abril de 2020. O governo do estado de São Paulo determina a contratação de 1.185 profissionais de saúde, são mais 1.185 profissionais que vão atuar na saúde pública no estado de São Paulo, ajudando os 645 municípios do estado através dos hospitais e dos centros de atendimento à saúde. Serão convocados 260 profissionais remanescentes, dos concursos públicos anteriores, e estes começam a trabalhar j&aacut e; no dia 22 de abril. Destes 260 profissionais, 210 são enfermeiros, 50 fisioterapeutas. Também faremos 925 contratações, que serão feitas pelo tempo de 12 meses. E aqui, Bruno Covas, se incluem 245 médicos, 630 técnicos de enfermagem, 20 técnicos de saúde para assistência social, e 30 oficiais de saúde. O edital foi publicado hoje no Diário Oficial. As inscrições no processo seletivo estão abertas entre os dias 15 e 22 de abril. E os profissionais contratados começam o seu trabalho a partir do dia 1 de maio. Segunda medida a ser anunciada nesta tarde pelo governo de São Paulo, uma nova campanha com 30 segundos, que seria veiculada a partir de hoje à noite em todas as emissoras de rádio e televisão do estado de São Paulo, e também na internet e nas redes sociais. Essa campanha reforça a mensagem do fique em casa, e r eforça a mensagem de que as pessoas sejam solidárias, consigo próprias, com seus familiares, com seus vizinhos e com seus amigos. E tomo a liberdade de pedir que esta mensagem de 30 segundos seja exibida aqui na tela para que todos possam assistir.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO, NARRADOR: "Na luta contra o Coronavírus, ficar em casa é um ato de amor, amor à sua família, amor aos seus amigos, amor a quem você nem conhece, amor à vida. É por amor que pedimos, fique em casa, assim a gente evita o pior. Assim em breve tudo vai passar. Fique em casa". Governo de São Paulo, estado de respeito.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A campanha começa, portanto, a sua veiculação hoje e ela segue as diretrizes amparadas pela ciência, pela medicina do nosso comitê de saúde coordenado pelo Dr. David Uip do qual faz parte o nosso secretário José Henrique Guerman. São Paulo não dá um passo, não toma nenhuma iniciativa que não seja amparado na ciência, na medicina e na orientação científica pra isso. Campanha, comunicação, comunicação correta , informação, sensibilização da população é parte integrante desse esforço que a Prefeitura da capital de São Paulo e o Governo do Estado de São Paulo têm feito sistematicamente desde o dia 26 de fevereiro. Também o Governo do Estado inicia amanhã, terça-feira, uma campanha de orientação educativa através da vigilância sanitária. Serão centenas de profissionais que o Governo do estado de São Paulo colocará junto a estabelecimentos comerciais e as comunidades no estado para orientação adequada e a obrigatoriedade de atenderem a quarentena. Será um programa de orientação educativa. Juntarão a essa medida, prefeituras que também farão da mesma maneira a utilização da sua estrutura de vigilância sanitária para orientação daqueles que de forma desinformada, ou deliberada, ou desavisada insistam em abrir estabelecimentos que não fazem parte daqueles que estão autorizados a funcionar no estado de São Paulo. Também os profissionais da vigilância estão autorizados a orientar agrupamentos de pessoas em praças, avenidas ou em outros locais para que dispersem e não façam aglomerações, pois as aglomerações colocam em risco a saúde e a vida destas pessoas. A boa notícia de hoje, e muito importante pra todos que estão nos assistindo, nos ouvindo ou que terão essa mensagem reproduzida na sequência. O esforço que fizemos no final da última semana e a orientação do Governo do estado de São Paulo e das prefeituras que compõem os 645 municípios do estado de São Paulo deu certo. Subimos de 47% pra 59% o isolamento social. Uma conquista da popul ação, uma conquista das pessoas de bem, uma conquista da medicina, da ciência e daqueles que querem a vida, que querem viver e querem permitir que outras pessoas também tenham direito à vida. Por isso, meus parabéns a todos que nos ajudaram a alcançar este índice, saindo de 47% para 59%, foi o índice de isolamento social auferido ontem dentro dos mecanismos de controle que o Governo do estado de São Paulo implementou com a ajuda das operadoras da telefonia celular. E quero pedir as pessoas que continuem fazendo esse mesmo esforço. Agradecer a você, a você mãe, a você pai, a você avó, a você avô, a você cidadã, a você cidadão, não importa sua origem, ou sua cor, a sua idade, onde você mora, muito, muito obrigado por terem atendido essa recomendação da medicina, da saúde, da ciência, e te rem levado de 47% para 59% o isolamento social, respeitando, portanto, a orientação da quarentena. Agora, temos o desafio de ultrapassar a barreira dos 60%. E eu tenho certeza de que todos nós conscientemente poderemos alcançar esse resultado. Se cada um ajudar, se cada um contribuir permanecendo em cassa e ajudando, telefonando, comunicando, usando o seu celular para convencer outras pessoas, nós ultrapassaremos o nível de 60%, chegaremos próximo do nível ideal recomendado pela ciência e pela medicina e com isso nós vamos reduzir potenciais pessoas infectadas e potenciais pessoas que poderão... poderiam ir a óbito. E assim teremos mais vida e mais agilidade também para vencer esta crise. Quanto melhor e maior for o isolamento mais rapidamente sairemos dessa crise e voltaremos ao normal. Por isso a convicção de que tudo vai passar, mas vai passar se nós pudermos aju dar. Por último, a área de saúde foi orientada e a partir de amanhã fará coletivas e mensagens específicas para a comunidade, para a população do estado de São Paulo através de coletivas diárias às 3h da tarde. Além da coletiva aqui, às 12h30, como temos feito regularmente, teremos na Secretaria de Saúde do estado de São Paulo com a participação pontual e sempre que necessário da Secretaria de Saúde da capital de São Paulo e de outras cidades também para a orientação a população. Portanto, a partir de amanhã, terça-feira, às 15h, na Secretaria de Saúde do estado de São Paulo teremos coletivas de imprensa e orientação de médicos, cientistas e especialistas em saúde para a orientação da população. Feito isso, estas comunicações de hoje eu passo a palavra ao prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Momento agora de seguir essa mesma linha do governador e agradecer a população da cidade de São Paulo que ajudou, cooperou pra que esse índice ampliasse de 47 para 59%. O momento agora é de união, o momento agora não é de dividirmos mais a cidade e o país. A gente por vários anos vem escutando discurso da divisão, esse é o momento agora de pregar a união e é o momento de reconhecer o sacrifício de várias famílias para que a gente poss a atravessar por essa pandemia. Não é simples, não é fácil, não é tranquilo, mas é necessário. E isso não é dito pelo prefeito ou pelo governador, isso é dito pela ciência, pelos médicos, pelos cientistas, pela Organização Mundial de Saúde. É essa linha que a gente vem seguindo aqui, é a linha da ciência, da razão que mostra que esse é o jeito, esta é a forma de se combater essa pandemia. Uma questão séria, grave, que ocasiona mortes, com cenas que a gente trabalha pra evitar aqui na cidade de São Paulo e no estado de São Paulo, cenas que a gente vê por países ricos, europeus, pelos Estados Unidos, e que o trabalho aqui do município e do governo do estado de São Paulo, seja quando isso começou na questão da conscientização, seja agora na ampliação, no número de leitos. É um trabalho que precisa se somar ao esforço coletivo do isolamento social pras pessoas poderem ficar em casa, e é dessa forma trabalhando conjuntamente, Governo e sociedade, que nós vamos enfrentar essa grave pandemia. Então eu queria aqui me somar as palavras do governador, de agradecimento a população da cidade de São Paulo que vem entendendo a mensagem, que vem entendendo essa questão. Que infelizmente vê os números se ampliarem, se alastrarem, mas como já foi dito aqui mesmo em outras oportunidades a gente teria um número até dez vezes maior se a gente não tivesse tido essas medidas de isolamento social como nós tivemos aqui na cidade e no estado de São Paulo. Muito obrigado. Bom dia a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela solidariedade, pelo apoio, pelo bom trabalho também que você e a sua equipe na área de saúde, em todos os setores da prefeitura vêm tendo aqui na capital de São Paulo. A capital de São Paulo é o epicentro do epicentro do contágio, ou seja, das pessoas que infelizmente foram vitimadas pelo vírus, estão em tratamento, e também o maior número de óbitos em todo o país está na capital, na região metropolitana e no estado de São Paulo. É o nosso esforço para proteger vidas e para garantir que quanto maior a adesão ao isolamento social maior será a condição de saúde, de proteção de vida, e mais rápido passaremos por isso para voltar à vida normal. Eu vou pedir depois a Patricia Ellen que publique no nosso site a relação das 83 empresas que fizeram doações nessas quatro semanas alcançando o total de R$ 367,6 milhões. E mais uma vez, muito obrigado aos dirigentes dessas 83 empresas que tiveram esse gesto de grandeza e de solidariedade. Passo a palavra agora a saúde e na sequência iremos às perguntas dos jornalistas. Passo ao Dr. José Guermann com os números atualizados. Depois uma manifestação do Dr. David Uipe, e aí na sequência as perguntas. Dr. Guermann.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos. Os números de ontem pra hoje são esses que estão aqui em tela que é: 8.755 casos no estado de São Paulo e 588 óbitos. Para o país, para o Brasil são 22 mil casos, 169 e 1.223 óbitos. Os nossos casos cresceram 10% de um dia para o outro, e os óbitos de 50... 588 significam 6% dos casos existentes, e cresceram 3% de ontem pra hoje, de anteontem pra ontem. Nós temos internados em regime de terapia intensiva, 836 pessoas e em enfer maria, 901. Isto são as pessoas que estão internadas e altas a respeito deles, desde o início nós tivemos 1.524 pessoas, ou seja, nós podemos dizer que temos uma recuperação de 1.524 pessoas. O seguinte, a questão que o governador já colocou pra vocês que é a contratação de 1.185 vagas pra área da saúde, em todas as áreas dela, sejam médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e assim por diante que uma parte será o aproveitamento de concurso remanescente e a outra através da inscrição a partir agora do dia 15 até 22 de abril para que possamos então, neste site que está aí... para que possamos então passar a ter o trabalho desse pessoal a partir do dia primeiro. Começaremos com a orientação educativa, ela vai contar com 200 agentes da vigilância sanitária, eles visitar& atilde;o estabelecimentos comerciais não essenciais que estejam abertos, para orientação sobre a quarentena, isto é uma parceria entre a vigilância sanitária do estado e apoio da Polícia Militar, uma parceria entre as duas secretarias, secretaria da saúde e secretaria da segurança. Isto serão monitorados através da informação de locais onde existam maior movimentação de pessoal. Na capital de São Paulo temos ainda a parceria da Covisa, que é a equivalência da coordenadoria da vigilância e saúde. Então, este é um novo programa que começa agora, é orientativo, no seguinte sentido de fortalecer a questão da vigilância, porque nós estamos ganhando o jogo, então, é desta maneira que a gente consegue, é ficando em casa, fazendo com que os idosos sejam protegidos, que a gente vai continuar tendo um dígito de mortalidade. Dr. David.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito bom dia, primeiro agradecer o Governo do Estado de São Paulo, ao governador, as decisões tomadas de contatações, rápidas, efetivas e muito importantes, segundo agradecer a população, porque 59% é um número extremamente importante no mundo democrático, com medidas de distanciamento social, onde o serviços essenciais estão abertos. Isso demonstra que as medidas, elas estão efetivas, estão ficando, sendo eficientes, precisamos de mais, então, a conclamação que o governador fez, nós vamos atingir os 70% com a colaboração da população, este número, 59%, no mundo democrático, sem que as pessoas estejam sendo constrangidas ou vigiadas, é um número muito importante, eu tenho certeza, governador, que rapidamente nós vamos chegar aos 70%, esse é um dado de literatura muito importante, nós estamos subindo. E a conclusão disto é que está possibilitando ao sistema de saúde, que nós possamos atender da melhor forma os pacientes, especialmente os graves, eu estou absolutamente convencido que bons hospitais, bem equipados, como são os do Estado de São Paulo, tanto da rede pública, como privada, equipes treinadas, equipes protocoladas fazem a diferença no tratamento do doente grave. Agora, terceira e última consideração, governador, o senhor determ inou que a saúde faça as coletivas diariamente às 15 horas, eu entendo essa medida como muito acertada, por conta que esta coletiva aqui é muito importante, mas o tempo de explicação de dados que devam ser dados pra população tem que ser maior, hoje nós temos números técnicos, tanto a secretaria, como esse comitê que eu dirijo, que substanciam em muito as decisões que estão tomadas, então é absolutamente importante que a sociedade conheça o número de leitos, o perfil dos pacientes que estão sendo internados, a prevalência por idade, sexo, então, são dados que são minuciosos, e que precisam começar a ser melhor passados pela população, eu acho ótimo tudo que foi feito agora, mas o governador determinou com absoluta convicção e certeza que nós podemos adicionar ao que j&aa cute; está sendo feito até agora mais detalhes da comunicação da saúde, era isso que eu tinha a dizer, muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David. Antes das perguntas, queria registrar, Bruno Covas, os municípios aqui no Estado de São Paulo que alcançaram resultado superior a 60%, São Bernardo do campo, 60%, tudo isso dentro do monitoramento eletrônico do sistema inteligente de monitoramento, que nós implementamos na semana passada, que dá com absoluta precisão esta informação, então, parabéns ao prefeito de São Bernardo do Campo e a sua população, 60%, igualmente ao pr efeito e a população de São José dos Campos, 61%, o mesmo em relação a Osasco, seu prefeito e população, 62% de índice de isolamento social, Guarulhos, o seu prefeito e a população também estão de parabéns, 63% de isolamento social. E Mogi das Cruzes também os cumprimentos ao seu prefeito e a sua população, 64% de isolamento social. Juntos poderemos fazer melhor, e juntos poderemos salvar vidas. Vamos agora as perguntas, começando com a TV Cultura, jornalista Maria Amanso, depois vamos para uma pergunta online, do jornalista Bruno Ribeiro, do Jornal Estado de São Paulo, Maria, boa tarde, sua pergunta por favor.

MARIA AMANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, eu recebi um apelo pelas redes sociais de agentes penitenciários, a gente, de fato, pouco falou sobre eles nas entrevistas coletivas, eles se dizem administrando uma panela de pressão com os detentos, eles não teriam sido afastados, os que têm sintomas de gripe, nem os que tem mais de 60 anos, e eles se sentem muito pressionados, o que o senhor poderia dizer pra esses agentes penitenciários?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Que tenham calma e compreensão, todas as pessoas com mais de 60 anos, em funções essenciais, não foram liberados do seu trabalho, não foram apenas os agentes penitenciários, todos os que atuam na Polícia Militar do Estado de São Paulo, todos os que atuam na Polícia Civil do Estado de São Paulo, todos que atuam no Corpo de Bombeiros, todos os médicos, todos os enfermeiros, todos os que atuam na gestão de hospitais e unidades públicas de saúde, est&atild e;o todos trabalhando, assim como aqueles que atuam na Cetesb e na Sabesp, portanto, vocês não são os únicos que estão dentro desse sacrifício, eu mesmo, assim como nós três que aqui estamos, temos mais de 60 anos, do lado de cá pessoas com menos de 30, daqui com mais de 60, e nós estamos trabalhando. E temos tido reuniões semanais com o secretário do sistema penitenciário, Coronel Nivaldo Restivo, e as informações que temos é de que há máscaras de proteção, álcool gel e orientação efetiva aos agentes penitenciários, a quem agradeço, como governador de São Paulo, pela postura, pelo posicionamento, e pelo respeito às orientações que tem sido dada a eles, e eles no comportamento daquilo que vem exercendo na proteção dos presídios e das unidades que fazem part e do sistema prisional. Vamos agora a próxima pergunta, que é exatamente do jornalista Bruno Ribeiro, do Jornal Estado de São Paulo, Bruno, você já está aqui em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Governador, a PGR e a AGU, elas têm se movimentado no sentido de atribuir ao presidente da República, não aos governadores, o isolamento social, isso tá acontecendo enquanto o senhor anunciou hoje essa questão da vigilância sanitária, de orientar a população, o senhor no final de semana chegou a falar até no uso da PM, como é que o senhor vê essa possibilidade de isso se transferir ao presidente da República, determinar o isolamento ou não e, nesse cen&aac ute;rio, se vocês já cogitam, eventualmente, ter que judicializar essa questão pra manter esse poder nas mãos do senhor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruno, sobre a AGU, prefiro não comentar, porque não houve nenhuma medida, o fato de haver expectativas, sobre expectativas eu não comento, comento sobre fatos reais, efetivos, então, não houve nenhuma atitude. Sobre os governadores, eu não sou porta-voz dos governadores, mas posso dizer, na condição de governador de São Paulo, que o acompanhamento que tenho tido ao dialogar com governadores de todo país, que os governadores têm feito um bom trabalho, um trabalho amparado n a saúde, na ciência e na medicina para manterem seus estados dentro de um ordenamento de isolamento social, de acordo com as características de cada estado, e das suas regiões respectivamente, as incidências não são iguais, o comportamento do vírus não é igual, em todos os estados, e cada governador tem feito aquilo que, de forma responsável, lhe cabe agir. E, a meu ver, com a participação dos prefeitos e prefeitas dos municípios, essa é a forma correta, aliás, esse é o pacto federativo, é assim que se faz na saúde, na educação, na habitação, na segurança pública, e na assistência social, são os municípios com o apoio dos estados, e com recursos do Governo Federal, que se processa a vida no campo e nas cidades, esperamos que isso continue. Vamos agora a próxima pergunta, que &ea cute; da jornalista Fabiana Panachão, da Band News TV, que se encontra aqui. Fabiana, boa tarde, obrigada pela presença, sua pergunta, por favor.

FABIANA PANACHÃO, REPÓRTER: Governador, boa tarde, boa tarde a todos, vocês bateram muito na tecla sobre o isolamento ter sido de sucesso em São Paulo nesses últimos dias, pra quem tá na rua todo dia, como eu, como os colegas, eu senti uma percepção de mais gente circulando, com trânsito, alguns pontos de aglomeração em praça e tudo mais, as medidas me parecem bem cabíveis, da vigilância, de tentar conter pessoas em aglomeração, mas os piores meses estão por vir ainda, maio e junho, segundo o próprio ministro da saúde, São Paulo é um ponto crítico, mais alguma medida efetiva pra fazer com que as pessoas entendam que distanciamento é diferente de confinamento? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fabiana, obrigado pela pergunta. Vou dividir a resposta com o Dr. David Uip, como coordenador-geral do comitê de saúde, dado ao fato de que nós não tomamos nenhuma medida que não esteja amparada na orientação da medicina, da ciência e da saúde. Houve uma diminuição, isso foi claramente identificado, o monitoramento inteligente, o nosso sistema de monitoramento inteligente revelou isso, e é nisso que nos baseamos, na tecnologia de alta qualidade, que nos dá um g rau de credibilidade bastante elevado nesse sistema, e houve um aumento do isolamento social. Pessoas que, eventualmente, utilizam automóvel não fazem aglomeração, portanto, elas estão isentas dessa circunstância de riscos, pelo fato de estarem utilizando o automóvel, o que representa risco é aglomeração urbana, pessoas, um número de três, quatro, cinco, dez, 20, 50, 100 pessoas que, por alguma razão, se aglomeram em alguma circunstância, aí sim há risco, e a orientação dada pelo Governo do Estado de São Paulo, com apoio das prefeituras, é pra que esse tipo de aglomeração não aconteça, principalmente em estações de metrô, de trem, e nas estações de embarque e desembarque de ônibus nas cidades aqui do Estado de São Paulo. E também junto àquelas unidades de saúde onde haja vacinação, por exemplo, para que haja o distanciamento social recomendado pelo setor de Saúde. E quero agradecer mais uma vez, Fabiana, o gesto dos brasileiros de São Paulo, que atenderam àquela convocação que fizemos na quinta-feira, da semana passada, para que nós pudéssemos melhorar esse índice, não tendo que tomar atitudes mais duras, como não temos que adotar, porque a resposta foi positiva e esse foi o meu compromisso. E nós estamos cumprindo e elogiando a população por ter atendido a esta solicitação, que é, mais do que a solicitação do governador de São Paulo, é a orientação da saúde, da ciência, da medicina, da Organização Mundial de Saúde e do próprio Ministério da Saúde. Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO GRUPO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O Grupo de Contingência, ele conversa 24 horas por dia, sete dias por semana. E nós nos baseamos num aparato científico extenso. Tudo que é publicado do mundo, nós estamos atualizados e discutindo. Então, as medidas são tomadas em cima dos indicadores do Estado de São Paulo, e em cima de tudo que está sendo publicado e revisto a cada dia, cada hora, cada minuto.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Agora vamos a uma pergunta virtual, vem do jornal Folha de São Paulo, jornalista Artur Rodrigues. Artur, boa tarde, você já está em tela, já podemos ouvir você. Obrigado pela sua participação. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários. A minha pergunta é a seguinte: o senhor acabou de anunciar 59% de isolamento nesse domingo. Nos outros domingos, outros dois anteriores, também teve 59%, mas a gente vê uma curva constante de queda durante os dias de semana. A gente queria, eu gostaria de saber se já dá pra dizer que realmente a população aderiu ou se a população, ainda é muito cedo pra dizer isso. Se o governo prepara outras medidas de endurecimento, caso essa tendência se revele verdadeira. E o governador, o s enhor, como é que o senhor está vendo essas críticas de autoritarismo por parte de alguns adversários políticos que têm atacado bastante o senhor nesse sentido?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Artur, obrigado pela pergunta. Começo pela segunda pergunta: não estou preocupado com ataques de pessoas que tenham um sentido e um espírito político. A elas, o meu distanciamento. Eu prefiro ficar com a medicina, com a saúde, com os médicos, com aqueles que indicam o procedimento correto, que é o do isolamento social, do distanciamento social, no caso, de pessoas que precisam ir a um supermercado, a uma farmácia, ou as que utilizam sistema de transporte público, nos metrôs, nos trens e nos &oc irc;nibus. Eu prefiro ficar ao lado da saúde e ampliar a orientação para ficarem em suas casas, do que discutir o tema político. E, na sua primeira pergunta, Artur, tivemos uma boa notícia, que foi o aumento do índice, que foi... Chegou a 47%, que foi o mais baixo, desde o início deste programa de isolamento social, e chegamos ao índice de 59%, no estado, que é o mais alto. Já tínhamos atingido e atingimos novamente esse índice de 59%. Foi uma boa resposta da população e eu tenho a convicção de que a maioria expressiva da população dos brasileiros de São Paulo é a favor do isolamento, compreende a dimensão do que está sendo feito pelo Governo do Estado de São Paulo, por orientação do Conselho Mundial de Saúde, da Organização Mundial de Saúde, por orientação do M inistério da Saúde e por orientação do nosso Comitê de Saúde do Grupo de Contingência do Covid-19. As pessoas respondendo positivamente, respondendo assertivamente, como estão fazendo, estão dando prova de amor, estão dando prova de compreensão à vida, à proteção delas mesmas e à proteção dos seus entes queridos, dos seus familiares, dos seus amigos e dos seus vizinhos. Que isso continue e que possamos celebrar aqui uma corrente de amor e, com isso, acelerar o processo para ultrapassar a crise e voltarmos a ter vida normal em São Paulo e no restante do país. Alguém quer... Dr. David, quer fazer um comentário?

DAVID UIP, COORDENADOR DO GRUPO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É, eu acho que nós temos que, hoje, tratar dos dados de hoje. Então, nós temos dados hoje melhores do que outros. Eu quero chamar a atenção, governador, pra cidades da área metropolitana de São Paulo. São cidades muito grandes ao nosso entorno, que tiveram índices até de 64%. Então, isto é uma coisa muito importante. E, na sequência das coletivas, da área de saúde, o secretário vai estar mostrando o quanto esse distanciamento é impor tante no impacto dos serviços de saúde. Então, veja, isto é sempre uma coisa de duas mãos. As medidas estão deste lado, o compromisso é da população também, e ela está se mostrando comprometida. Melhorou a adesão e esperamos que melhore a cada dia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Obrigado, Dr. David Uip. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Se nós continuarmos a comemorar esses índices de isolamento, desta maneira que estamos caminhando, nós vamos mudar a nossa comemoração, dentro de pouco tempo, para a alegria de ver o achatamento da nossa curva de comportamento da epidemia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Obviamente o Dr. Germann se refere aqui, nós não estamos celebrando nada ainda, mas estamos indicando que a população respondeu de forma positiva e de forma sensível à orientação para o isolamento social. Mas é cedo ainda, e essa é a opinião do Dr. Germann, desculpa eu estar fazendo a interpretação, é apenas para que não haja dúvida da opinião pública de que temos que continuar dentro deste patamar, aumentar o isola mento social. Se mantivermos o índice e esse índice crescer, como já cresceu em algumas cidades e eu tive oportunidade inclusive de mencionar o nome das cidades, cumprimentando os prefeitos dessas cidades aqui do Estado de São Paulo, Bruno, e também a população, nós passaremos por isso mais rapidamente. E quanto mais rápido passarmos, mais rápido voltaremos à normalidade. Portanto, temos que seguir dentro dessa linha e agradecer a solidariedade da população, mas por favor, fique em casa. Continue fazendo o que a maioria está fazendo. Ficar em casa é prova de amor pela sua vida, a vida dos seus familiares, a vida dos seus vizinhos, a vida dos seus amigos, a vida da comunidade. Vamos agora a uma pergunta presencial... Perdão, Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO GRUPO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Só complementando, uma coisa é nós estarmos dizendo que a população aderiu. A outra coisa, reforçando o que o governador falou, é continuar mostrando a gravidade dessa doença. Nós estamos, o secretário mostrou, com muitos pacientes internados em enfermaria, muitos pacientes internados em UTI. Continua sendo uma doença extremamente grave. E além de sistemas bem organizados, nós precisamos continuar com o apoio da população, para diminuir o pico, para aum entar o achatamento, para que isso implique menos nos serviços de saúde. Mas nós temos, obviamente, com muitos doentes internados, tanto em enfermaria como UTI, os números são óbvios, e continuamos lidando com uma doença muito grave, que nós ainda vamos ter o pico nas próximas semanas. Então, todo o cuidado é pouco diante da relevância de uma doença tão grave.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Obrigado, Dr. Germann. Vamos agora à pergunta presencial da CNN, jornalista Pedro Duran. Queria, enquanto o Pedro se dirige ao microfone, agradecer à TV Cultura, à Record News e à Band News, que estão transmitindo direto para os seus telespectadores essa coletiva de imprensa, e também os que estão enviando flashes, a TV Globo, a Globo News, a CNN, a Rede TV e a TV Record. Com a palavra, o jornalista Pedro Duran, Pedro, boa tarde, sua pergunta, por favor.< /p>

REPÓRTER: Oi, governador, boa tarde pro senhor, pra todos aqui presentes. Nós também estamos ao vivo agora na CNN. A minha pergunta é em relação a protestos contra o senhor. Nas últimas semanas, pela internet, começou uma onda de protestos, até pedindo o impeachment do senhor. Isso pelo menos três semanas atrás, veio se intensificando ao longo dos dias. E nesse final de semana isso mudou de tom, porque os protestos foram para as ruas. A gente teve na Av. Paulista, pelo menos em dois momentos, no sábado e no domingo, e hoje tem bloqueios aqu i na entrada do Palácio dos Bandeirantes, da Polícia Militar, justamente prevendo que esses protestos pudessem chegar até aqui. Minha pergunta é: qual análise o senhor faz desses protestos nesse momento e qual o sentimento pessoal do senhor com essas manifestações contra o senhor por essas pessoas? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pedro Duran. Primeiro, é um número muito pequeno de pessoas. Depois, origem muito determinada de pessoas que têm um sentimento político, partidário, ideológico. E por último, eu estou ajudando a proteger a vida dessas pessoas, todos nós que estamos aqui neste momento, fazendo essa coletiva, estamos ajudando essas mesmas pessoas que fizeram manifestações, que fizeram ameaças, que mandaram mensagens agressivas, chulas, e que fizeram xingamentos, nós estamos ajudando a proteger as su as vidas, as vidas dos seus familiares e a vida dos seus amigos. E assim continuaremos a fazer. Vamos agora a uma pergunta virtual, que é do jornalista Leandro Gouveia, da Rádio CBN. Leandro, você já está em tela, passo a palavra a você, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria saber... Na semana passada, o senhor disse que, se nós não chegássemos a 60% de isolamento no fim de semana, a polícia poderia até prender pessoas que não cumprissem a quarentena. Chegamos aos 59%, muito próximo disso, mas há uma meta para essa semana? Já que ontem foi domingo, o isolamento é maior naturalmente... Provavelmente, muito possivelmente, a gente vai ter uma queda de novo no isolamento. Há uma meta pra essa semana? Se não mantivermos os 60%, pessoas poder&atild e;o ser presas, por exemplo? Queria saber também se há outras medidas, além da orientação agora que vai haver, inclusive com apoio da Polícia Militar, queria saber se o governo considera que isso já é a ação da Polícia Militar para promover maior isolamento, se, por parte da prefeitura, haverá o fechamento de praças, como já houve na Praça do Pôr do Sol, que teve grande aglomeração no domingo anterior, se vai haver também fechamento de outras praças e quantas, se já existe essa decisão.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leandro, obrigado pelas perguntas. Vou começar respondendo, na sequência passo ao prefeito Bruno Covas. A população está respondendo bem, e portanto nós estamos confiantes de que a população continuará fazendo essa opção, a opção pelo isolamento social, a opção correta que é a orientação, repito da ciência, da medicina da saúde, do Ministério da Saúde, da Organização Mundial de Saúde, nossa r ecomendação é a nossa meta é manter esse percentual na base de 60% e gradualmente ampliá-lo para chegar a um nível que nos permita como estamos nesse exato momento de controle sobre o sistema de saúde pública e a saúde privada no estado de São Paulo, continuo a confiar que a pop ação dos brasileiros de São Paulo, responderá positivamente e saberá ouvir e registrar as informações corretas, primeiro da imprensa que tem sido extremamente correta e pesquisando e oferecendo as informações adequadas e repito, corretas, à população brasileira, e especificamente aqui no caso de São Paulo. E sigam também a orientação médica, de médicos, de associações, de entidades que são sérias e dedicadas a defender a vida e a defender o isolamento como forma de proteç&a tilde;o à saúde e a vida das pessoas aqui em São Paulo e, por favor, não deem atenção à informações que proponham o inverso disso, essas informações que são disponibilizadas de maneira irresponsável elas não atendem aquilo que você cidadão deseja para você e para a sua família, que é a sua saúde a sua proteção e a sua vida. E agora passo a palavra ao Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Olha, Leandro, numa cidade em que se fala a todo momento, cidade de mais áreas verdes, tapumar uma praça, teve efeito pedagógico muito grande, a imagem é muito mais importante do que simplesmente evitar com que as pessoas que estiveram lá voltassem a estar na Praça Por do Sol. O custo para poder tapumar uma praça é de R$ 800 mil, você imagina a gente tapumar 5 mil áreas verdes e ajardinadas na cidade de São Paulo, nós estamos falando aí de um custo de R$ 4 bilhões de, ent&at ilde;o é impossível dizer que nós vamos tapumar todas áreas verdes da cidade de São Paulo, os subprefeitos estão acompanhando como é que está dando o desenrolar em todas as praças, principais praças da cidade de São Paulo, havendo necessidade a gente vai fazer em outras mas por enquanto não há nenhuma meta em relação a fechamento de praças na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas, obrigado também ao Leandro Gouveia da Rádio CBN, vamos à penúltima pergunta que é presencial da TV Record da jornalista Daniela, que é a última pergunta de hoje. Daniela boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA, TV RECORD: Boa tarde a todos, governador eu gostaria que o senhor pudesse falar a respeito, qual é a avaliação do senhor a respeito da PEC do orçamento de guerra proposta pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia, amplamente aí aprovada na Câmara, agora chega no Senado já encontrando alguma resistência, se isso ajuda e como ajudaria São Paulo e uma vez caracterizado esse momento peculiar no orçamento, se o governo de São Paulo estuda medida de adaptação também de remuneração de servidores estaduais, ou se como o Governo Federal, isso por enquanto não é uma possibilidade. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, grato pelas perguntas, em relação à PEC que está em discussão nesse momento na Câmara Federal, sob liderança do deputado Rodrigo Maia, sim, tem o nosso apoio, e percebo também repito, não falo aqui como porta voz de governadores, mas percebo também pela troca de mensagens, tem o apoio maciço dos governadores estaduais é um medida positiva que ajuda os estados e atende a necessidade dos estados continuarem nos seus programas de saúde e de proteç ão social, também. Em relação à servidores públicos indo não temos nenhuma decisão nesse sentido acompanhamos a posição que você explanou mas temos os vários cenários, por enquanto nenhuma decisão a respeito de servidores públicos. Vamos agora à última pergunta de hoje, perdão, às 15h23 que é o jornalista Willian Cury da TV Globo, Globo News, Will, boa tarde. Obrigado pela presença sua pergunta, por favor.

WILLIAN CURY, TV GLOBO, GLOBO NEWS: Boa tarde tudo bem? Uma pergunta sobre o nível de ocupação dos leitos hospitalares para a Covid-19 eu quero saber aqui em São Paulo na capital e também na região metropolitana de São Paulo e quando que estaremos próximos à saturação dos leitos hospitalares. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a resposta com o Bruno Covas e na sequência com o Dr. Germann com comentários do Dr. David Uip. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Aqui na cidade de São Paulo, dos 933 leitos de UTI que nós vamos acrescentar a rede municipal nós já entregamos 388, desses 378 nós já temos 56% de ocupação. A meta é a gente chegar até o fim do mês de abril já com novos 585 leitos de UTI dos 933. Em relação aos leitos de enfermaria, seja nos hospitais municipais que são destacados para combate ao Covid-19 seja no hospital municipal de campanha do Pacaembu, seja no hospital municipal de campanha do Anhembi, são 1.688 leitos que já foram acrescidos, nós vamos entregar ainda mais 1.474 e desses 1.688 que foram acrescidos a gente tem uma ocupação já de 60% desses leitos. Agora futurologia aí não me cabe, é imprevisível saber o dia de manhã e estar acompanhando diariamente a evolução da doença e isso está ligado também a essa questão que a gente tem falado aqui durante toda a coletiva das pessoas colaborarem com a questão do isolamento social.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós trabalhamos justamente com esses cenários, havendo um abaixamento do uso dos recursos públicos e privados nós teremos o tal achatamento da curva, é isso que permite que o sistema todo faça frente à epidemia e dê conta desse sentido, isso não é possível de se prever dessa maneira que o Will pediu, mas cada semana que passa a gente traça o cenário, estuda, analisa, vê como estamos indo e criamos novas ações no sentido de diminuir o achatamento e promover o achatamento dessa curva, não dá para dizer quando esses leitos estarão plenos plenamente ocupados, espero que não aconteça isso, muito obrigado.

DAVID UIP, PRESIDENTE DO CENTRO DE CONTIGÊNCIA DO COVID-19: Decisão do governador de fazer entrevista diárias, bem por conta disso para que nós possamos tecnicamente mantê-lo informados a respeito do número de leitos públicos e privados, índice de ocupação, perfil dos pacientes internados, letalidade e nível de detalhes, então a partir de amanhã às 15h nós pretenderemos fazer uma coletiva mais extensa justamente entrando no mérito de cada ponto que foi cogitado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno Covas, obrigado David Uip, obrigado José Henrique Germann. São 15h27 nós vamos encerrar a coletiva de hoje lesse ando que amanhã teremos nova coletiva aqui às 12h30 e a partir de manhã às 15h todos os dias uma coletivo de imprensa na secretaria de saúde do estado de São Paulo, com o comitê de saúde, o Centro de Contingência do Covid-19 ali seremos ali a ciência pura fazendo e apresentando informações e orientações &agra ve; população sem prejuízo da presença do Dr. David Uip e o Dr. Germann aqui nas coletivas diárias às 12h30. Quero finalizar agradecendo a população, a você que está aí em casa nos assistindo, nos ouvindo ou nos acompanhando, obrigado por terem sido solidários e reduzirem, aumentarem, perdão, o seu isolamento, reduzindo a resistência e compreendendo a importância de permanecerem em casa. Uma vitória subirmos de 47 para 59%, renovo os cumprimentos aos pais, às mães, aos cidadãos, às pessoas que tiveram essa boa prática sigam fazendo esse esforço para manter o isolamento, em respeito à vida, quanto melhor respondermos mais rápido sairemos dessa crise, vai passar mas por enquanto por favor fique em casa. Muito obrigado, até amanhã.