Coletiva - Governo disponibiliza R$ 30 milhões para abertura de 350 leitos na Baixada Santista 20201305

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Coletiva - Governo disponibiliza R$ 30 milhões para abertura de 350 leitos na Baixada Santista

Local: Capital - Data: Maio 13/05/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, pessoal, bom dia. Hoje, quarta-feira, 13 de maio, estamos aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Antes de anunciar as pessoas que estão aqui ao meu lado, eu queria agradecer os jornalistas que estão aqui presentes, os que estão remotamente acompanhando essa coletiva. Estendo o agradecimento também aos cinegrafistas e fotógrafos que aqui estão, e os demais profissionais, que dão apoio técnico às equipes que estão aqui neste momento. Agradecer também, enfatizar o agradecimento, à transmissão ao vivo da TV Cultura, da Rede Brasil, da TV UOL, da TV e Rádio Jovem Pan e também da TV Alesp, que transmitem essa coletiva na íntegra. E os demais veículos, que fazem flashes e matérias desta coletiva: TV Globo, a GloboNews, a TV Record, a RecordNews, a CNN, o SBT, a Rede TV, TV Gazeta, TV Bandeirantes e BandNews, e a Rádio Bandeirantes e a Rádio BandNews, igualmente. A todos, mais uma vez, muito obrigado. Na coletiva de hoje, nós temos o Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de Governo do Estado de São Paulo, aqui ao meu lado, José Henrique German n, secretário estadual de Saúde, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan e também coordenador do Comitê de Saúde, o Centro de Contingência do Covid-19. Acompanhando essa coletiva, e à disposição se tiverem que responder perguntas, estão o secretário de Transportes e Logística, João Octaviano, secretário de Segurança Pública, General Campos, secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes, secretário de Turismo, Vinicius Lummertz, e secretário de Comunicação, Cleber Mata. A todos, obrigado também pela presença. As mensagens de hoje, antes dos informes: Sobre o decreto presidencial, relativo a academias de ginástica e salões de beleza, aqui em São Paulo o Governo respeita e ouve o seu secretário da Saúde, respeita e ouve o seu Comitê de Saúde. O Comitê de Saúde e o secretário da Saúde do Estado de São Paulo nos indicam que ainda não temos condições sanitárias seguras para autorizar a abertura de academias, salões de beleza e barbearias neste momento. Nós respeitamos todos os profissionais que atuam em academias, que atuam em institutos de beleza, assim como em cabeleireiros, barbearias, manicures, profissionais que merecem todo o respeito, mas o nosso maior respeito por esses profissionais é garantir a sua vida, a sua existência e a sua saúde. Nós temos um Comitê Econômico, coordenado pela Patrícia Ellen, secretária de Dese nvolvimento Econômico, que aqui está, pelo Rodrigo Garcia, secretário de Governo e vice-governador, e também pelo nosso secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, e um conselho de economistas, sob a coordenação da economista Ana Carla Costa, e composto também pelos economistas Pérsio Arida, Eduardo Haddad e Alexandre Schwartsman. Este grupo, juntamente com o conselho de prefeitos, são 16 prefeitos que comandam cidades sedes de regiões administrativas, têm trabalhado na elaboração de protocolos, todos eles, para todos os setores da economia, para uma nova etapa da quarentena, depois da atual quarentena, que se encerra no dia 31 de maio. Até o dia 31 de maio, nenhuma modificação será feita na quarentena de São Paulo, e isso é válido para todo o Estado de São Paulo, inclusive os municípios. Essa é a orientaç ão do Governo e com o diálogo, com o entendimento, com bom senso e principalmente com respeito à saúde, vamos elaborar os protocolos para a segunda etapa, depois desta quarentena. Quero mencionar também a minha solidariedade ao governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que foi covardemente ofendido pelo presidente da República, num vídeo que foi divulgado ontem pela Polícia Federal. Não me parece que agressões, xingamentos, ofensas possam construir diálogo e respeito. Ofender governadores de estado, ofender prefeitos, ofender pessoas não trará nenhuma contribuição para o enfrentamento desta pandemia, para o bom senso, o equilíbrio e a paz no nosso país. Como governador do Estado de São Paulo, defendo o respeito, o diálogo e o entendimento. Governar é muito mais do que uma histeria, promover brigas, estimular brigas, dissidências, fazer xingamentos e ofensas. Governar é ter controle, equilíbrio, capacidade de dialogar, compreender o contraditório e liderar. Liderar o seu país, liderar o seu povo, para a vida, para a existência e para a proteção, sobretudo dos mais pobres e dos mais humildes. Não há mágica para combater o Corona Vírus, nem mágica para salvar a economia. Há trabalho, há dedicação, há diálogo, compreensão e, volto a dizer, respeito. São Paulo não quer o conflito, São Paulo quer o diálogo, São Paulo quer atitudes para resolver problemas. Não serão com bravatas e ofensas que vamos encontrar caminhos para ajudar milhões de brasileiros a salvarem as suas vidas, a protegerem as vidas dos seus familiares e dos seus amigos. Nós vivemos na fase mais crítica da história do Brasil dos últimos cem anos. Mais do que nunca, eu repito, precisamos de união, de entendimento e de diálogo, e tudo que não precisamos é de ofensas, agressões e brigas. Os informes: O Governo do Estado de São Paulo libera, a partir de amanhã, R$ 30 milhões pra abertura de 350 novos leitos para a Baixada Santista. Serão 50 novos leitos de UTI e 300 leitos clínicos, para o litoral na Baixada Santista. Os leitos serão abertos respectivamente nas cidades de Santos, Praia Grande e Itanhaém. Os recursos já estarão disponíveis a partir de amanhã para as prefeituras. Este entendimento faz parte também do programa de cooperação junto com as prefeituras do Estado de São Paulo, com o diálog o construído pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, aqui presente nesta coletiva. Os locais com necessidade de abertura de novos leitos na Baixada foram mapeados pelos prefeitos, através de um estudo da Agência Metropolitana da Baixada Santista, com a participação de todos os prefeitos e os seus respectivos secretários de Saúde. Repito, é com entendimento, com diálogo que nós podemos construir soluções para esta crise. O segundo informe, uma nova campanha de comunicação e, como todos sabem, comunicação é um elemento muito importante dentro desta guerra contra o Corona Vírus. E nesta guerra de comunicação, lamentavelmente, tão povoada de fake news, de mentiras, de inverdades e de falsidades. E esta nova campanha homenageia os prof issionais de saúde. A campanha começa hoje a ser veiculada e seguirá pelas duas próximas semanas para mostrar como atuam homens e mulheres, como médicos, paramédicos, enfermeiros, salvando vidas. Estes são os pilares da Saúde, da Saúde Pública e da Saúde Privada. Médicos, enfermeiros, socorristas e outros profissionais, que atuam diariamente sacrificando suas vidas e estando distante de suas famílias, e expondo sua saúde para proteger a sua saúde, a saúde da sua família, a saúde dos seus amigos, a saúde de brasileiros, a estes profissionais da saúde, o nosso respeito. Aqui nunca ofendemos e nunca faremos qualquer ofensa a um profissional de saúde, ao contrário, homenageamos, respeitamos e consideramos o trabalho heroico dos profissionais de saúde, sejam os que estão em São Paulo ou em qualquer outra par te do Brasil. Os profissionais de saúde vão contar sempre com o irrestrito apoio do Governo de São Paulo. Feitas essas informações e considerações, nós vamos agora às informações da saúde e os números de hoje, com o secretário José Henrique Germann. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. O Brasil, de ontem para hoje, atingiu aí 177.589 casos, com 12.400 óbitos. O Estado de São Paulo, nós temos 51.097 casos, os novos casos foram 3.378, cerca de 7,5%. Óbitos, nós temos 4.118, de ontem pra hoje 169 óbitos, aproximadamente 3%. Temos como internados um total de nove mil pacientes, um pouco mais de nove mil pacientes, sendo 3.702 pacientes em UTI e 5.950 em enfermarias, portadores ou suspeitos de Covid-19. As nossas taxas de ocup ação em UTI, para todo o estado, está em 68.3%, e na grande São Paulo 87.2%. No nosso hospital de campanha do Ibirapuera temos, hoje, 125 pacientes internados. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo, integrante do comitê de saúde, eu vou, antes de passar a Patrícia Ellen para os dados estatísticos de isolamento social, de ontem, na capital e no Estado de São Paulo, vou pedir pra exibirmos aqui, nesta tela, a campanha que me referi, para homenagear os profissionais de saúde, tanto os de São Paulo, como os heróis que atuam também em outros estados brasileiros. Vamos lá.

CAMPANHA: Os casos a seguir de falecimentos por coronavírus em São Paulo são reais, Robson, faleceu sem nenhuma doença pré-existente. Paulo, faleceu na UTI, após uma parada respiratória. Maria, trabalhou até alguns dias antes de dar entrada no hospital e falecer em sete dias. Fernando ficou 19 dias na UTI com respirador até falecer. Essas vítimas eram profissionais de saúde, que estavam lutando para salvar suas vidas. Muita gente insiste em acreditar que não precis a mais ficar em casa, pois saibam que nós, profissionais da saúde, muitas vezes nem pra casa podemos voltar, por conta da nossa intensa exposição ao vírus, mas nós continuaremos aqui, lutando pra salvar vidas. Então, por favor, fique em casa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Vamos agora a Patricia Ellen para o sistema de monitoramento inteligente. Patrícia e os dados de ontem na capital de São Paulo e no interior de São Paulo.

PATRÍCIA ELLEN: Muito obrigada, governador. Bom, muito triste passar as informações de isolamento depois desse pedido tão contundente aqui dos médicos, né, que são, tem sido vítimas também dessa doença tão avassaladora, pra que fiquemos em casa, porque as nossas informações de isolamento de ontem não são boas, a média do estado é de 47% e a da capital de 48.4%. Estamos monitorando esses dados diariamente e também trabalhando em conjunto com as operadoras, com as empresas também de tecnologia e georreferenciamento, pra que esses dados possam ser cada vez mais completos, com uma representação maior da nossa população. Mas, com isso, finalizo aqui minha contribuição de hoje, governador, muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Nós hoje vamos direto para as perguntas, todos os secretários que aqui estão, além do nosso coordenador do comitê de saúde, Dr. Dimas Covas, estaremos à disposição para atender as perguntas, assim como, se necessário, os demais secretários que aqui estão. Vamos começar presencialmente com a Marcela Rahal, da CNN, Marcela, bom dia, ou melhor, boa tarde, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

MARCELA RAHAL, REPÓRTER: Obrigada, boa tarde a todos. Bom, as taxas de isolamento social continuam abaixo do mínimo indicado por vocês, que é de 55%, mesmo com a adoção da medida de rodízio ampliado pela prefeitura na capital, essa taxa continua baixa, eu queria, vocês já falaram bastante sobre os critérios pra flexibilização, eu queria saber quais são os critérios de endurecimento, se já tem algum tipo de critério nesse sentido. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir. Obrigado, Marcela. Vou dividir a resposta com a saúde e com a economia, as duas ciências, com o Dr. Dimas Covas e com a Patrícia Ellen, volto a mencionar, Marcela, que nós temos um monitoramento diário, feito pela saúde, um monitoramento inteligente também diário do Estado de São Paulo, por região, por cidade, e o monitoramento, obviamente, aqui da capital de São Paulo e da região metropolitana. Da mesma maneira, o monitoramento que informa o núme ro de leitos ocupados no atendimento básico e os leitos de UTI também, as informações são compartilhadas aqui, como acabou de fazer o secretário José Henrique Germann. E também o mapa de penetração do vírus em outras regiões, além da região metropolitana de São Paulo, tudo isso é levado em conta para as decisões futuras, de um futuro próximo, ao término desta quarentena. E, obviamente, para o monitoramento de saúde durante esta quarentena. Repito o que falei na última segunda-feira, não está descartado o lock down em São Paulo, na capital de São Paulo, ou em outras cidades aqui do Estado de São Paulo. Mas, neste momento, não há essa expectativa, de imediato não, mas é uma alternativa que poderá ser aplicada se esta necessidade for recomendada pelo setor de sa&ua cute;de. E já que estamos falando em saúde, passo a palavra ao Dr. Dimas Covas, coordenador do comitê de saúde Covid-19. Dr. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DO COVID-19: Obrigado. Marcela, existem critérios internacionais, quer dizer, o primeiro critério é a taxa de ocupação dos leitos de UTI, quer dizer, quando essa taxa ultrapassa 90%, acende-se a bandeira amarela, liga-se a luz amarela, chegando a 100%, quer dizer, a capacidade máxima, o sistema começa a entrar em crise, então, essa é a primeira variável importante. A segunda variável importante é a taxa de transmissão, quer dizer, eu já abordei isso em outras coletivas, quer dizer, a capacidade de um indivíduo infectado transmitir pra outros indivíduos, quando essa taxa é superior a um, a infecção vai progredir, a epidemia, a pandemia vai progredir, então, a associação desses dois fatores que determina a necessidade ou não do chamado tranca rua, do lock down, certo? Quer dizer, nós estamos com próximo de 90% de ocupação dos leitos e a taxa de transmissão é superior a um, então, em princípio, nós estamos aí reunindo, né, os critérios aqui na região metropolitana principalmente, pra começar a considerar essa possibilidade. Ela tem que ser considerada, sim, se não ocorrer uma inflexão, tanto na taxa de isolamento, né, como também no aumento do número de leitos, porque do número de leitos que está aumentando, está sendo colocado e m funcionando mais leitos, e a única variável que a gente poderia, nesse momento, influenciar é exatamente a taxa de isolamento, quer dizer, se a população entender que isso é importante, nós podemos ter um reflexo daqui 15, 20 dias, e aí afasta-se de vez a possibilidade do tranca rua.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Antes de passar a área econômica, que é a Patrícia Ellen, apenas pra enfatizar um esclarecimento, as razões do investimento que estamos anunciando hoje para o litoral, para a Baixada Santista é a segunda região mais impactada pelo coronavírus depois, depois da região metropolitana de São Paulo, com o número de casos, a maior incidência, maior número de infectados em tratamento hospitalar, e lamentavelmente também em crescimento de n& uacute;mero de óbitos. Vamos agora, então a Patrícia Ellen, secretária desenvolvimento econômico, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Dois esclarecimentos, um pelo ângulo econômico, outro pelo tecnológico. Na parte tecnológica sob o comando aqui do vice-governador Rodrigo Garcia, nós criamos o SIMI, sistema de monitoramento inteligente, onde temos dados em tempo real que nos permitem monitorar todas essas informações que foram mencionadas como relevantes nesse momento, ocupação de leitos, casos confirmados, casos suspeitos, óbitos. Essa gestão ser&aacut e; feita diariamente. O trabalho do Plano São Paulo vai muito além de decisões sobre quarentena, nós estamos falando de medidas de distanciamento social que são relevantes e devem permanecer até que tenhamos uma vacina ou algum trabalho de remédio realmente de cura definitiva da doença, até lá, no âmbito econômico, nós temos a clareza, também, que o nosso trabalho aqui do Plano São Paulo tem três etapas, nós estamos na etapa de resposta, que esse tapa mais emergencial, na sequência teremos o trabalho de retomada econômica e sustentação dessa retomada e por isso que nós estamos fazendo um trabalho envolvendo mais de 10 secretários de diálogos setoriais para implementar esses por protocolos de distanciamento e contribuir com a saúde na contenção da pandemia. Então as atividades que est&ati lde;o em operação têm protocolos estabelecidos, nós vamos divulgar os protocolos de uma forma mais simples e fácil para que outros estados que não tem os serviços em operação possam utilizar esses protocolos e também coloca-los em operação e na sequência, estamos trabalhando com a saúde também para a definição de protocolos de distanciamento de serviços que hoje não estão em operação. Com o nosso olhar, nós temos um critério adicional que é a vulnerabilidade econômica de cada setor e lembrando que o governador repetir muitas vezes em 2019 que a nossa maior prioridade aqui era ajudar as pessoas que mais precisavam e o melhor caminho de ajudar a gerar empregos, então, o nosso critério que pelo ângulo econômico é olhar os setores mais expostos, com relação à proteção de empregos, e trabalhar com medidas econômicas, independente da quarentena, para que possamos é melhorar a proteção dos nossos empreendedores, principalmente os micro e pequenos empreendedores que geram hoje mais da metade dos empregos no nosso estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Eu vou pedir a Marcela Rahal um comentário do nosso secretário de envolvimento regional, o Marco Vinholi, porque dentro deste programa o diálogo, o entendimento, que temos feito com a as prefeituras, os prefeitos e os líderes de regiões, ele também muito importante nas novas etapas e também para os estudos que estão sendo feitos neste momento pelo comitê econômico. Por favor, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, governador. Ontem realizamos a reunião com o conselho municipalista às 16 horas, passando todas as diretrizes do Plano São Paulo e os prefeitos agora, das 16 regiões administrativas trabalham na produção dos planos regionais, teremos um novo encontro na segunda-feira que vêm às 16 horas e, de fato, avançamos bastante nas duas reuniões que tivemos até agora. Sobre a Baixada Santista é importante registrar alguns números, a Baixada, c omo disse o governador João Doria, é a segunda região mais impactada do Estado de São Paulo, seja em números absolutos de óbitos, seja em números absolutos de casos, com um crescimento superior a 68% nesses dias que passamos de maio, portanto, uma preocupação grande um alerta que nos estamos dando ao longo das últimas duas semanas sobre esse crescimento na Baixada Santista. Está aqui com a gente hoje o prefeito Paulo Alexandre, presidente do Conselho dos Prefeitos da Baixada Santista e o Governo do Estado hoje faz esses investimentos baseado em um estudo epidemiológico feito pela Agência Metropolitana da Baixada e pelo Conselho dos Prefeitos e também pelo número de casos crescentes lá na Baixada Santista. É importante registrar, além disso, governador, a necessidade do reforço do isolamento social e também na utilização de m áscaras na Baixada Santista. Nós estamos melhorando a taxa de ocupação de leitos com esses novos leitos na Baixada, mas a preocupação cresce, teremos um maio de crescimento agudo ainda em toda a Baixada Santista.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. A Marcela Rahal da CNN, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora mais uma pergunta presencial, é do SBT jornalista Fábio Diamante. Fábio, boa tarde. Obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, JORNALISTA DO SBT: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. A minha pergunta é sobre a compra dos respiradores pelo estado, houve um atraso e aí o governo ficou de divulgar um cronograma da chegada dos respiradores, que são essenciais. Queria saber qual é esse cronograma se já é um problema resolvido, esses leitos que o senhor anunciou para a Baixada, os respiradores já estão garantidos, já estão comprados, ou senhor depende ainda da chegada do equipamento? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio Diamante, pelas duas perguntas, uma estar conectada a outra, vou pedir o nosso secretário de governo e vice-governador, Rodrigo Garcia, que tem coordenado esse programa de aquisição de respiradores, assim como de outros equipamentos, para atender a sua pergunta. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador. Bom dia a todos. No fundo, Fábio, quando você realiza uma compra pública, né, você se um contrato de expectativa, se a expectativa não é confirmada você denuncia ou repactua. Todas as compras de respiradores de São Paulo, seja da indústria nacional, quando foi possível fazer, nós fizemos uma compra no início do mês de março, que agora começa a ser entregue pelo uma empresa paulista, né, elas leva m em consideração a lógica principal do tempo de entrega. Então a Secretaria da Saúde manteve as compras daquelas entregas que estão no tempo necessário para a epidemia em São Paulo. Então nós temos hoje três compras realizadas, uma de uma indústria nacional, feita no início da epidemia, que as entregas estão programadas ainda no mês de maio, junho e julho, já chegaram lote de respiradores e eles estão sendo imediatamente colocadas em uso, no final de semana, por exemplo, 20 novos respiradores só que para a capital, né, uma outra compra da China, via Estados Unidos, que foi repactuada de 3000 respiradores para 1280, porque a capacidade de entrega da indústria, até a primeira semana de junho, né, então nós ficamos com aquilo que era necessário no tempo da epidemia de São Paulo, então a compra inicial de 3000 foi repactuada para 1280, que serão todos entregues até a primeira semana de junho. E uma outra compra feita também de respirador chinês, via Londres, de 1000 respiradores. Então, a compra de São Paulo, total da indústria nacional, via Estados Unidos e via Londres da indústria chinesa, completa agora 2530 respiradores, dos quais 1150 entregues em São Paulo até o dia 20 de maio. Então nossa expectativa é que na semana que vêm a Secretaria da Saúde já tem 1300 leitos prontos para receber os respiradores, esses 1150 das três compras que estão sendo entregues semanalmente, eles conclui a entrega até o dia 19, a partir do dia 20, então, mas 1150 respiradores desses leitos. Então, de maneira resumida, 2530 adquiridos, né, com a previsão de 40 entregues no primeiro lote e 1150 até o dia 20 de maio e o restante até a primeira semana de junho.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou apenas completar, Rodrigo, a informação ao Fábio Diamante, que lembrando que nós solicitamos 200 respiradores ao Ministério da Saúde, ao ministro Nelson Theich, ontem, voltei a falar com ele ao telefone, solicitando o atendimento a essa solicitação feita, credenciamento de leitos, EPIs, e também 200 respiradores, o ministro ainda não nos deu a posição final de entrega desses equipamentos. Na área de leitos e isso já avançou nós temos. .. Qual é o número de leitos liberado pelo Governo Federal?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Nós solicitamos 1800 habilitações, 2800 habilitações e ainda, agora sexta-feira saem mais 500 e fica faltando 700 habilitações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Para que a informação seja completa em relação ao Ministério da Saúde, Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Preciso completar, governador. Duas informações, né, lembrando que essa aquisição, então consolidada até agora de 2530 se soma a 1880 leitos que já estão disponíveis com respiradores. Esses leitos da Baixada, os 50 autorizados de UTI e já tem os respiradores então faz parte, enfim da expansão dos leitos já com os respiradores e eles estão autorizados a partir de agora.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Rodrigo Garcia. Fábio Diamante, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a terceira, também é presencial, é da TV Bandeirantes, TV Bandnews, jornalista Isabel Mega. Isabel, obrigado pela sua presença. Boa tarde, a sua pergunta, por favor.

ISABEL MEGA, JORNALISTA DA TV BANDEIRANTES E BANDNEWS: Boa tarde governador, boa tarde a todos presentes. Governador, a gente esperava uma presença do prefeito Bruno Covas, mas na ausência dele, eu queria uma avaliação do governo estadual sobre a implementação do rodízio na capital São Paulo. A gente está desde segunda vendo cenas do transporte com muita aglomeração, houve um aumento da procura pelos ônibus, pelos trens da CPTM, pelos Metrôs, isso está gerando um efeito contrário do que se esperava, das pessoas ficarem em casa. Então, eu queria uma avaliação de vocês sobre a implementação, se é aconselhável, pelo governo do estado, à prefeitura de São Paulo rever essa medida, até porque os dados que a gente teve acesso agora, de isolamento, comprovam que a gente continua numa taxa que ainda não é satisfatória? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isabel, obrigado pela pergunta. Obviamente que ela deve ser dirigida ao prefeito Bruno Covas que creio que amanhã tem uma coletiva de imprensa onde tratará também deste assunto. O nosso entendimento é que tudo deve ser avaliado permanentemente, nenhuma decisão, sobretudo de logística e transporte, deve ser definitiva se houver circunstâncias que obriguem e motivem a avaliação e, eventualmente, mudanças, se necessário for. Eu prefiro que o próprio prefeito se manifest e, ele tem repetidas vezes dito que não compromisso com o erro, compromisso com o acerto, com medidas que sejam protetivas, adequadas e corretas e tem agido dessa forma, eu queira registrar, juntamente com o seu secretário municipal de Transportes e a nossa relação de confiança com o prefeito Bruno Covas segue mantida, intacta e eu tenho certeza que ele e o Edson Caram, que é o secretário municipal de Transportes, poderão, amanhã, fazer uma avaliação completa deste novo modelo de rodízio, não só pela diminuição de veículos nas ruas, como também a capacidade do sistema público de transportes sobre pneus, ônibus e trilhos, trens e Metrô, na absorção dessas pessoas que deixaram de utilizar os seus automóveis dentro de um programa de afastamento social que não agrave, nesses contatos, qualquer perspectiva de piora na contaminação. Creio que amanhã é uma boa oportunidade de vocês indagarem ao prefeito e ao secretário Edson Caram. Bem, vamos a próxima pergunta, ela é uma pergunta também presencial, é da TV Cultura, jornalista Maria Manso. Maria. Maria passou baixinho ali para... em voo raso para não passar na frente das câmeras. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde. A primeira pergunta é meio óbvia, por que é que hoje, pela primeira vez, vocês mantiveram as máscaras também, durante a entrevista coletiva? A outra é um complemento sobre o decreto presidencial de salões de beleza e academias de ginástica, o Presidente Jair Bolsonaro deve, a partir dessa decretação de que eles são serviços essenciais, cortar manicures e cabelereiros daquela ajuda emergencial de R$ 600. Se isso realmente for feito, aqui para São Paulo vocês pensam em fazer algum tipo de complemento para essas classes que vão ficar sem essa ajuda assistencial do governo federal? E a minha pergunta, de fato, é a seguinte: muitas pessoas têm me perguntado o seguinte, a economia de São Paulo, como vocês sempre repetem, 74% dela nunca parou, continua operando. Como é que diante desse número a gente pode chegar ao ideal de 70% de confinamento, como fechar essa conta?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir com a saúde as respostas as suas três questões. Primeiro, em relação as máscaras foi uma recomendação do comitê de saúde para uma demonstração ainda mais forte por parte do governo para que todas as pessoas usem máscaras e sigam a recomendação de estarem protegidas. Tecnicamente não haveria necessidade, nós estamos num ambiente ventilado, a uma distância regulamentar entre aqueles que estão participando da co letiva, todos nós, até ontem ou até segunda-feira, chegamos às coletivas vestindo máscaras, retiramos e depois ao término, recolocamos as máscaras. Mas, para dar sempre um exemplo ainda mais incisivo, a orientação do comitê de saúde foi para que usássemos as máscaras e é exatamente o que nós estamos fazendo. Como sempre aqui, nós não brigamos com a ciência e não duvidamos da ciência, nós seguimos a orientação da ciência. Em relação a manicures, cabelereiros, barbeiros e os profissionais que atuam no setor de beleza, o governo federal faz muito bem em poder destinar a eles os R$ 600 como uma ajuda emergencial e eu imagino que todos os brasileiros são iguais, os brasileiro de São Paulo, os brasileiros da Bahia, do Rio, de Brasília, do Rio Grande do Sul, são todos iguais, por tanto, se o governo federal vai adotar essa prática para atender esses profissionais, devem incluir também os profissionais de São Paulo, aqueles que dependem dessa atividade profissional e que poderão ser beneficiados com essa medida. Quero voltar a dizer, Maria, que na segunda etapa, na próxima etapa, na verdade não será a segunda, será já a quarta etapa, este setor que está tendo um olhar muito cuidadoso, muito específico e heterogêneo também. A nossa visão não é apenas a visão da capital de São Paulo, a visão da Grande São Paulo, da região metropolitana, mas de todo o estado de São Paulo e assim será o Plano São Paulo, como já foi prenunciado aqui a vocês, nós temos perspectivas em áreas determinadas e com atividades que poderão ser reiniciadas após o término dessa quarentena. Nessa quarentena, a recomendação da saúde é não estabelecer nenhum tipo de exceção, mesmo reconhecendo o aspecto meritório e o valor de cabelereiros, barbeiros, manicures, pedicures e outros profissionais que atuam no setor de beleza em São Paulo. Vou pedir ao Dr. Dimas Covas com o comentário do Dr. Germann, no plano da saúde e as recomendações feitas neste tema específico de academias e institutos de beleza. Dimas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Maria, com relação às academias é importante nós considerarmos que a transmissão do vírus, ela se dá por secreções respiratórias, por gotículas eliminadas, né, isso é uma fonte importante de contaminação e outra pela auto inoculação, quer dizer, a pessoa entra em contato com uma superfície contaminada e depois se auto contamina colocando a mão na boca, no olho, enfim, no nariz. Então, veja, dentro da questão da academia, q uer dizer, primeiro que é um local onde as secreções são abundantes, outro ponto, quer dizer, quem faz exercício físico de máscara é muito difícil, é muito complicado respirar e ali vai, humedece aquela máscara muito rapidamente, então, deteriora a qualidade da proteção da máscara. E segundo, terceiro, melhor, para você higienizar esse ambiente, ele teria que ser feito a cada uso, você teria que higienizar todo o ambiente. Então, é muito complicado isso, do ponto de vista sanitário, você garantir que ali não é um ambiente propício a contaminação. Segundo, salões de beleza. Quer dizer, o contato físico entre o cuidador e a pessoa é muito próximo, quer dizer, ela vai manipular a pessoa, vai tocar no rosto da pessoa, vai tocar nos cabelos da pessoa, não é, ent& atilde;o, veja, do ponto de vista de controle da infecção são situações de risco, e você justificar a abolição disso, ante outras situações de risco, do ponto de vista sanitário, não tem, vamos dizer assim, não tem apoio científico nenhum.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Maria e todos. Em relação a essas considerações que o Dr. Dimas colocou a respeito da proximidade, da destruição do poder da máscara com a humidade, enfim, as questões ambientais e tudo mais, não se caracterizam, na opinião minha ou dele, isso, nós consultamos a vigilância sanitária do estado que deu a sua nota técnica que se juntou a nota técnica do comitê de saúde do qual fazemos parte e, nesse sentido, o senhor governador tem uma nota técnica que foi estabelecida em todo esse âmbito e que recomenda que não se deve mudar isto até o final da quarentena.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Maria, só pra complementar, você falou em 70%, eu quero registrar que a média recomendada, eu imaginei que, talvez, eles fossem fazer esse comentário, não fizeram, mas eu posso fazer até porque é uma orientação precisa e vem de longe, que a média é 55% e não 70%. Essa é a média de isolamento desejada para o estado de São Paulo, é a média que sendo atingida ela permitirá uma nova etapa com flexibilização grad ual, segura e eficiente com riscos mais baixos. Não 70%, apenas pra esclarecer. Vamos agora a uma pergunta que é não presencial, pergunta on-line, ela vem do litoral, prefeito Paulo Alexandre, prefeito Santos que está aqui conosco, vem do SBT litoral, da Luciana Moledas. Luciana, você já está... Ah não, não é a Luciana. Vitor, Vitor, desculpa. Eu tinha informação aqui da Luciana, peço perdão. É o Vitor Faccioli que está agora já aqui em tela. Vitor, desculpa. A informação que eu tinha recebido era da Luciana aqui. Perdão. Passo a palavra a você neste momento, você já está em tela, desculpe.

VITOR FACCIOLI, REPÓRTER: Sem problema algum governador, obrigado. Boa tarde a todos. Aos demais presentes aí nessa coletiva de imprensa. A minha pergunta é relacionada a nossa área de abrangência da VTV SBT, todo litoral de São Paulo e também a região de Campinas. Você já anunciou novos leitos aí, a abertura, inclusive, um aporte para que o litoral consiga aumentar esse número de capacidade. Agora, também relacionada à região de Campinas. Quais novidades você pode trazer para o povo campineiro e toda região metropolitana? Lembrando que são duas regiões que têm características geográficas até parecidas em relação a ter uma cidade polo como Santos e Campinas, e as demais precisam muito do atendimento e todo trabalho pra essas duas cidades. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Pergunta bastante oportuna. Vou dividir a resposta com o secretário de desenvolvimento regional, o Marco Vinholi, e o nosso secretário da saúde, José Henrique German. Então, começamos com você, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Importante registrar que a taxa de ocupação na Baixada Santista superou os 80% em alguns lugares como Itanhaém, até mais ainda, e esses leitos pactuados hoje são pra região como um todo, né? Então são no município de Santos, no município de Itanhaém e no município de Praia Grande, mas vão abranger os nove municípios de toda Baixada. No que tange a região de Campinas, a taxa de ocupação ainda &eacu te; um pouco menor, mas um alerta, já é a terceira região mais impactada também pelo Coronavírus no estado de São Paulo. região metropolitana de São Paulo, Baixada Santista que superou nos últimos dias a região de Campinas. E a terceira é a região de Campinas. Hoje houve uma reunião de toda a região administrativa de Campinas pela manhã, eu dialoguei com os prefeitos, na sexta-feira faremos uma reunião com o prefeito da cidade de Campinas, Jonas Donizette, e toda a região administrativa pra receber o pleito deles em termos de assistência médica. Então está no nosso radar, assim que eles atingirem esse nível de ocupação o estado de São Paulo está pronto para agir.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Obrigado, Marco Vinholi. Faccioli, Vitor Faccioli, vamos complementar agora com a saúde com o secretário José Henrique German, e nós temos sempre um monitoramento e um acompanhamento muito próximo dos prefeitos e também das lideranças, dos líderes das regiões administrativas para permitir novos investimentos sendo necessários em leitos e UTIs também. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Existem no comitê municipalista, 16 prefeitos, representam 16 regiões e são também as mesmas regiões de saúde, né, as regionais, as diretorias regionais de saúde se coincidem nesse sentido. Eu gostaria de destacar em Campinas que nós estávamos no mês de abril passado agora a inauguração do AME, que é uma unidade ambulatorial de consultas, estadual que nós estaríamos inaugurando agora em abril. Nós transfo rmamos esta unidade numa unidade tal qual um hospital de campanha, e nesse sentido ele já está em funcionamento. Com a chegada dos novos respiradores nós vamos ampliar este... a capacidade de atendimento do AME Campinas. O AME Campinas vai ser, após inaugurado e voltando às suas atividades normais de ambulatório, o maior ambulatório do estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário José Henrique Germann. Vitor Faccioli, aproveitando o prefeito de Santos está aqui presente conosco, o Paulo Alexandre a quem dou meu abraço aqui, mesmo a distância, com o maior protocolo correto, um abraço também para o Jonas Donizette, prefeito de Campinas e pra você também, Vitor Faccioli, o nosso abraço, muito obrigado pela sua participação e da VTV, o SBT do litoral. Muito obrigado. Continue aqui conosco. Vamos agora a mais uma pergunta prese ncial da TV Gazeta, o jornalista Marcelo Baseggio. Marcelo, obrigado por estar aqui novamente conosco. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARCELO BASEGGIO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Em relação aos respiradores eu gostaria de tirar uma dúvida. Foi informado que dos 3 mil respiradores a carga acabou diminuindo para 1.280. Em relação aquele investimento inicial de, se eu não me engano, R$ 550 milhões com a diminuição da carga esse investimento imagino que seja menor. Gostaria de saber qual que é o valor, se possível. E também o valor total de investimentos em respiradores somando essas três compras. E em relação à flexibilizaçã o da quarentena, a Alemanha e outros países reabriram gradualmente o comércio nesta semana, e nas últimas 24h foram registrados mais de 900 casos do novo Coronavírus na Alemanha. Então há um sinal de uma segunda onda, ainda não se sabe, os especialistas ainda estão analisando com atenção. Mas eu gostaria de saber em relação a isso, o Plano São Paulo também leva em consideração? Há medidas específicas pra esse tipo de ocorrência? E se possível detalha-las também, por favor. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. Vou dividir a resposta com o secretário de governo, vice-governador, Rodrigo Garcia. Mas eu vou começar com a segunda pergunta e também aqui divido com o Dimas Covas como cientista, especialista que é em infectologia. O Governo alemão reconheceu uma precipitação na abertura do comércio, nas suas regiões, a própria chanceler Angela Merkel fez de uma maneira muito zelosa este reconhecimento e os riscos que isso acabou materializando. Ou seja, o número de i nfectados cresceu rapidamente após esta decisão e em várias regiões da Alemanha o que havia sido aberto voltou a ser fechado. Aliás, uma medida correta. Ninguém deve ter compromisso com o erro, mas serve de ensinamento, serve de referência para outros países, especialmente o Brasil, especificamente no caso de São Paulo agir com redobrada atenção em programas de flexibilização. Passo agora ao Dimas para o comentário e aí vamos depois aos respiradores com o vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Marcelo, a segunda onda ela é esperada, só não teremos segunda onda quando atingimos a chamada imunidade de rebanho, que significa que mais de 50% da população suscetível tenha que ter anticorpos, tenha que ter sido infectada e desenvolvido anticorpos. Quer dizer, nem a Alemanha está nesse nível, nem a Coreia que voltou a apresentar casos e nem a própria China, em Wuhan que também voltou a apresentar casos. Então isso é inerente a essa epidemia em particular, né, que ela vai ter essa ca racterística. Quer dizer, você vai ter que ter um controle maior em relação à circulação viral até que atinja essa imunidade de rebanho. Então exatamente essa situação que preocupa lá na Alemanha e daí então retornando aí aos índices de isolamento anterior para exatamente diminuir a transmissão viral.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Vamos agora aos respiradores na pergunta formulada pelo Marcelo Boseggio, da TV Gazeta, com o Rodrigo Garcia. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcelo, vou fazer a conta aqui dos contratos, né? O primeiro contrato que era de cem milhões reduziu-se para US$ 44 milhões, 1.280 respiradores. O segundo contrato de mil respiradores é de US$ 20 milhões. E o terceiro contrato, ainda no mês de março, da indústria nacional, de US$ 2,5 milhões. Então se nós fizermos um preço aí em dólares, até agora o Estado tem expectativa de investimento de US$ 62,5 milhões na compra de sses 2.530 respiradores. São modelos diferentes, tecnologias diferentes, consequentemente preços diferentes. E a orientação que nós demos, ou melhor, recebemos da saúde aqui, nós vamos confirmar as compras que serão entregues até a primeira semana de junho. Essa é a grande orientação para que os respiradores cheguem em tempo de atender a população no pico da epidemia, nós já temos 1.300 leitos prontos, na semana que vem, para serem 'startados', com a chegada de 1.150 respiradores, que estão previstos para a semana do dia 20.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia, Marcelo, obrigado mais uma vez pelas perguntas. Vamos agora à penúltima pergunta, penúltima participação, que é online, da jornalista Lilian Buzatto, da TV Alesp. Lilian, boa tarde, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde. Governador, o prefeito Bruno Covas decretou um rodízio de carros, para tentar diminuir a saída das pessoas pra rua, né? Como o Governo do Estado de São Paulo pode ajudar a capital paulista na decisão do rodízio, para receber o resultado realmente da finalidade que foi determinada?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lilian, antes de... Eu vou dividir a resposta com o Rodrigo Garcia, secretário de Governo, e com o Alexandre Baldy, que é o nosso secretário de Transportes Metropolitanos. Como eu não posso deixar, de maneira bem-humorada, de dizer: É a primeira vez que eu ouço uma repórter e um cachorro ao mesmo tempo, você deve ter um cachorrinho aí na sua casa, que latiu e nós ouvimos aqui. É só um toque de bom humor em meio a tantas circunstâncias tristes. Vamos então ao Rodrigo G arcia, respondendo à repórter Lilian Buzatto, que está em casa, que está isolada, está protegida, e depois ao Alexandre Baldy. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lilian, eu acho que o que eu escutei do prefeito Bruno Covas, quando da decretação do rodízio, como ele está hoje, é justamente para que se evite uma medida mais drástica de 'lockdown'. Então todas as tentativas, e o transporte é algo fundamental para isso, é para que você mantenha a quarentena como ela está, que, como ela está, ela alcance os 55% de isolamento social, que é o objetivo do Governo, e é neste planejamento que os leitos estão sendo ampliados. Então, recapitulando, São Paulo não teve colapso no atendimento à saúde, mesmo sendo o epicentro do Corona Vírus no Brasil. Não teve, porque teve investimento, planejamento e acerto neste planejamento. Então, existe um esforço grande, de que a gente alcance os 55% de isolamento social, para que todo esse planejamento possa ser efetivado e nós não tenhamos nenhum tipo de colapso no atendimento à saúde no Estado de São Paulo. Esse é o grande esforço do governador. Quem precisar de atendimento à saúde em São Paulo, terá. O prefeito Bruno então, que administra a maior cidade do Brasil, ele inicialmente começou com os bloqueios, como uma tentativa de inibir o deslocamento das pessoas, agora vem o rodízio dia par, dia ímpar, também com este objetivo, para que se evite uma medida mais drásticas. E, naturalmente, os sistemas de transporte do estado, e o Baldy falará sobre isso, está se adaptando a essas decisões, para que a gente possa, também no sistema de transporte de massa, evitar o contágio. Então, é um processo coletivo, conjunto, de tentativas sucessivas de acerto, para evitar protocolos de 'lockdown' e outros mais restritivos na cidade. É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Vamos então à complementação agora com Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos. Baldy.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTES METROPOLITANOS DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. É importante registrar que, desde o início da implementação da medida do rodízio pela Prefeitura Municipal de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo, que gerencia os ônibus metropolitanos, que executa o transporte de massa, através do metrô e da CPTM, temos determinado o aumento da oferta do número de trens e ônibus, para que nós consigamos dar o suporte à população, que pass a a utilizar o transporte público como seu meio de locomoção, entre a sua casa e o seu trabalho. Para aqueles que precisam trabalhar, para aqueles que estão em funções essenciais, nós aumentamos, e muito, governador, aumentamos substancialmente o número de trens, chegando, a título de exemplo, na CPTM, na linha 11, Coral, a operar com 100% da frota daquela linha, como um dia normal, mesmo havendo em torno de 30% de demanda, de pessoas que utilizam a operação. Portanto, os ônibus metropolitanos gerenciados pela MTU, aumentamos de acordo com a necessidade e estamos adaptando a cada dia, em uma operação monitorada. O metrô, da mesma forma, aumentamos e estamos avaliando a cada hora, para que nós consigamos também atender de modo qualitativo o transporte e com segurança à saúde das pessoas, evitando a aglomeração.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Alexandre Baldy, obrigado, mais uma vez, Rodrigo Garcia, e obrigado, Lilian Buzatto, pela sua participação. Continue aqui conosco. Vamos agora à última pergunta, é presencial, é da TV Globo, GloboNews, com o jornalista Guilherme Balza. Guilherme, obrigado pela sua presença mais uma vez, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, a minha pergunta, eu me dirijo ao senhor. Me dirijo ao senhor porque, apesar de o senhor sempre ouvir o Comitê e as autoridades de saúde, a última palavra cabe ao senhor. A minha pergunta é: até quando dá para esticar essa corda, governador? Pensando aí numa medida mais dura de 'lockdown'? A gente tem visto os apelos para as pessoas ficarem em casa, todos os dias, medidas mais radicais, como o rodízio, aqui em São Paulo. No entanto, a taxa não aumenta, está muito longe desse patamar mínimo de 55%. E a gente percebe que, nessa pandemia, os efeitos de uma ação tomada hoje, eles vão ser percebidos nos hospitais daqui a duas semanas. Então até quando dá pra esticar essa corda? O Estado não está correndo um risco muito grande ao não adotar uma medida mais radical, um 'lockdown'? A gente passou os últimos dias pedindo um percentual de lotação de UTIs, que ia ligar o sinal de alerta. Hoje o Dr. Dimas falou em 90%, eu queria saber até onde dá pra ir do jeito que está. E eu também queria saber se o senhor está seguro que a gente, aqui em São Paulo, não vai ver as cenas que a gente viu em Manaus nos últimos dias.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Guilherme, primeiro, a nossa segurança é o Comitê de Saúde. Aqui não tem o que o governador acha, nem a decisão do governador. Tem a homologação do governador, quem decide é o Comitê de Saúde, desde o início. Todas as decisões de saúde, todas as decisões de quarentena, o formato, a aquisição de leitos, a aquisição de equipamentos, EPIs, medicamentos, estruturação da Saúde Pública no Estado de São Pa ulo vem de orientação da área da Saúde, e é essa área que determina e determinará todos os nossos passos a serem tomados. Determinou até aqui e continuará a determinar. Não há decisão final do governador, apenas homologação. Quem decide é o Comitê de Saúde. Eu quero apenas lembrar que a taxa de isolamento não é o único índice utilizado para avaliação. A taxa de ocupação de leitos e de leitos de UTI também é muito importante e isso está sendo devidamente administrado pelo Comitê de Saúde e pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. E óbvio, eu vou compartilhar com a Saúde a resposta, mas, por óbvio, nós esperamos não ter aqui nenhuma circunstância de colapso, mas nós temos que compreender que a administra ção de uma pandemia como esta é algo absolutamente novo, inédito, não só no Brasil como em outros 212 países do mundo. As circunstâncias, todos preparam-se para que não aconteçam circunstâncias mais extremas e possamos minimizar o número de pessoas infectadas e o número de pessoas a óbito. E nós fizemos isso aqui em São Paulo, queria voltar a mencionar que, graças à quarentena aqui no Estado de São Paulo, nós preservamos 25 mil vidas. Esta é a contabilidade neste momento e a contabilidade da ciência, não é uma estimativa governamental e nem institucional, é uma estimativa da ciência. Graças à quarentena, em São Paulo, foram salvas 25 mil vidas. Certamente, números também expressivos foram salvos em outros estados brasileiros, contrariando informações d e pessoas que não acreditam no isolamento, ou pessoas que defendem que trata... Ou minimizam o processo, chamando de 'gripezinha', 'resfriadozinho'. Graças à ação de governadores, como aqui em São Paulo, milhares de vidas foram salvas no Brasil, e continuarão a serem salvas pelo ato de responsabilidade dos governadores estaduais e também de prefeitas e prefeitos. Vou pedir ao Dr. Germann, seguido do Dr. Dimas, que possam complementar a resposta ao jornalista Guilherme Balza, da TV Globo e GloboNews.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Guilherme e todos. Tem um terceiro fator, que a gente tem que levar em consideração, você citou algumas cidades que chegaram no 100% e aí criou-se um colapso na atenção à saúde. O Estado de São Paulo tem mais um fator, que ele conta com ele, que é, que são recursos que já existem e que estão na ordem para entrar, conforme recursos complementares são adicionados ao sistema. E isso, nós temos mais de 1.000 leitos, 1.300 leitos ap roximadamente, já prontos para, com o advento de outros recursos, entrar para o sistema. Então, na hora que chegarmos a 90%, que já chegamos até, nós colocamos mais leitos em operação. Então, este, eu vou chamar aqui, estoque de leitos, que a gente possa ter, e de outros recursos, a gente utiliza à medida da necessidade e da chegada de novos recursos complementares. Então, isso nós temos, o que nos dá também uma certa... Não digo tranquilidade, mas uma possibilidade, uma oportunidade de responder ao aumento da demanda, trazendo uma nova oferta para o sistema.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Dr. Dimas, para concluir.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Bem, essa é uma questão recorrente. Guilherme, nós estamos numa corrida, numa corrida de Fórmula 1. De lado, nós temos o sistema de saúde, e de outro a taxa de infecção. A taxa de infecção, ela é controlada pelo isolamento social, quer dizer, se o isolamento não for capaz de controlar a taxa de infecção, se essa taxa de infecção continuar subindo, como está até então, obviamente que o sistema de saúde vai perder a corrida. Ent& atilde;o, tem que fazer aí um balanceamento, e a velocidade de crescimento do sistema de Saúde, ela vai acontecer, mas ela não é ilimitada. Ela vai chegar num patamar. Portanto, a variável possível de ser controlada é a taxa de infecção. Essa, apenas o isolamento social é capaz de fazer algum controle.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas, obrigado, José Henrique Germann, obrigado, Guilherme Balza, da TV Globo, GloboNews. Nós estamos encerrando neste momento a coletiva de imprensa de hoje, aqui no Palácio dos Bandeirantes. Deixo uma mensagem final aos que estão nos assistindo, nos acompanhando aqui nesta coletiva de imprensa. Primeira mensagem, por óbvio: fique em casa, proteja a sua saúde, a saúde da sua família, a saúde das pessoas que você mais gosta. O isolamento salva vidas, ficar em casa salva v idas. E a segunda mensagem é uma mensagem a propósito do telefonema que o santo padre, o papa, ofereceu ao cardeal Dom Odilo Scherer esta semana, aqui em São Paulo. Amigas e amigos, principalmente às mulheres, às mães, às avós, paz no coração, o Brasil precisa de paz, de entendimento, de harmonia. Nós não vamos vencer esta pandemia, as dificuldades, o desemprego, as mazelas, os problemas gerados por uma crise gravíssima como essa, com ódio, com agressões, com xingamentos. Este é o pior caminho, este caminho não constrói, destrói. Obrigado, uma boa tarde a todos.