Coletiva - Governo do Estado anuncia a contratação de 5,8 mil policiais militares e civis 20202611

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Coletiva - Governo do Estado anuncia a contratação de 5,8 mil policiais militares e civis 20202611

Local: Capital - Data: Novembro 26/11/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Vamos dar início a mais uma coletiva de imprensa, aqui no Palácios dos Bandeirantes, em São Paulo. Para os que estão nos assistindo agora ao vivo, pela TV Cultura, pela CNN, pela Record News, essa é a 147 coletiva de imprensa, desde o início da pandemia, em março deste ano. Participam da coletiva de hoje Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, general João Campos, secretário de Segurança Pública, Rossieli Soares, secretário de Educação, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, José Osmar Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde da cidade de São Paulo. Começando a coletiva com duas mensagens. A primeira mensagem de solidariedade, solidariedade aos familiares e amigos daqueles que perderam a vida ontem, no trágico acidente rodoviário no interior do Estado de São Paulo. Tão logo tivemos notícia do ocorrido, determinamos a mobilização das forças de segurança do Estado de São Paulo, área da Saúde, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar. Foi montada uma força-tarefa em menos de 50 minutos, para garantir apoio aos familiares daqueles que perderam suas vidas ou que foram hospitalizados. Segunda mensagem é o tema da vacina, vacinação. Em relação à vacinação da população brasileira, registro, como governador do Estado de São Paulo, a minha perplexidade com o fato de não termos ainda um programa nacional de imunização. O Governo Federal já deveria ter anunciado o programa nacional de imunização, nós já temos três vacinas que estão em fase de aprovação pela Anvisa, incluindo a Coronavac, a vacina do Instituto Butantan e do laboratório Sinovac. O que a população do país deseja é a vacina, a vacina é que vai estabelecer não apenas garantir a vida, mas garantir também e estabelecer a saúde dos brasileiros, numa nova oportunidade para a retomada econômica, a geração de empregos e a geração de renda. Não faz sentido que o Governo Federal ainda não tenha anunciado aos governadores dos estados e à população brasileira o seu programa nacional de imunização. Não há nada mais importante neste momento no país do que a vacina, a vacina que salva e a vacina que vai permitir o alento e a esperança dos brasileiros. Três mensagens, na coletiva, três informações nesta coletiva. Primeiro, os cuidados preventivos em relação à pandemia. Quero reforçar o que todos já sabem: o vírus não tirou férias, continuamos a fazer o enfrentamento dessa gravíssima pandemia. O Estado de São Paulo criou um plano eficiente, que funciona como uma bússola para o enfrentamento da pandemia. Criamos o Plano São Paulo, que tem instrumentos claros, que garantem o aumento da restrição ou flexibilização, a partir de análise de dados concretos. E fazemos isso regionalmente, de forma heterogênea, olhando e observando os dados, de acordo com cada região do Estado de São Paulo. Como governador, quero deixar claro que São Paulo não esconde dados, São Paulo não tira site de dados do ar, São Paulo não nega que estamos enfrentando uma gravíssima pandemia. E o governador de São Paulo nunca afirmou que estamos enfrentando uma gripezinha ou um resfriadozinho. São Paulo foi o primeiro estado do país, ao lado do Rio de Janeiro, a decretar a quarentena, foi o primeiro estado do país a compor um comitê de contingência, composto por infectologistas e epidemiologistas, no dia 26 de fevereiro, quando o primeiro caso de Corona Vírus foi identificado no Brasil. Foi o primeiro estado também a decretar o uso obrigatório de máscara, aliás obrigatoriedade que ainda persiste, por decreto-lei do Governo do Estado de São Paulo. Precisamos seguir neste caminho de prudência e transparência, conscientização e operacionalização, e principalmente sensibilizar a opinião pública, vocês, que estão nos assistindo, nos ouvindo, nos acompanhando neste momento nas suas casas, nos seus carros, nos seus escritórios, para, por favor, se protejam. Nós ainda não temos a vacina, e enquanto não tivermos a vacina precisamos nos proteger, usando máscara, fazendo o distanciamento social, 1,5 metro pelo menos, em relação a outra e outras pessoas, higiene constante das mãos, cuidados sanitários para preservar vidas. Agora, não é hora, infelizmente, de festas, comemorações, celebrações. Só poderemos comemorar, celebrar, nos abraçar, conviver, voltar ao novo normal, com a ou as vacinas. Enquanto não tivermos as vacinas, nós não podemos fazer atos, gestos, atitudes e termos comportamentos que possam comprometer as nossas vidas, as vidas dos nossos filhos, dos nossos pais, dos nossos avós, dos nossos amigos. A Covid mata e fataliza, infelizmente, rapidamente. Mais de 70 mil brasileiros já perderam as suas vidas. Ontem, ficamos sensibilizados, machucados, entristecidos com a perda de 41 vidas num acidente rodoviário, aqui no interior do Estado de São Paulo. Só em São Paulo já perdemos 41 mil vidas para a Covid-19. Não é um fato banal. Mais de 500 brasileiros estão perdendo as suas vidas todos os dias, enquanto não tivermos a vacina. Por favor, orientem seus filhos, seus amigos, seus parentes, pra não fazerem aglomerações neste final de ano. Vamos deixar para comemorar, celebrar festas de final de ano, festas de Reveiilón, festas de Carnaval, outras festividades, depois de termos a imunização. Aí, poderemos celebrar com segurança, a vida, a amizade, o amor, o entendimento, a fraternidade entre nós. Agora, ainda não podemos fazer isso, infelizmente. Segunda informação, sobre segurança pública. O Governo do São Paulo anuncia hoje a contratação de 5.875 novos policiais. A Secretaria de Segurança Pública inicia hoje o recrutamento de 2.985 novos policiais aprovados já em concurso, sendo 2.100 policiais militares e 885 policiais civis. Repito: 2.100 policiais militares e 885 policiais civis, já aprovados em concurso. Podem iniciar agora em dezembro os seus cursos de formação. E em maio de 2021, vamos nomear mais 2.890 policiais militares, totalizando 5.875 novos policiais na Segurança Pública do Estado de São Paulo, já no primeiro semestre de 2021. Lembrando que a polícia de São Paulo, tanto a Civil quanto a Militar, são as polícias mais bem treinadas e preparadas do Brasil. o General João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, dará mais detalhes a vocês sobre este importante reforço na segurança pública do Estado de São Paulo. Terceira e última informação, e não menos importante, sobre educação. O Governo do Estado de São Paulo anuncia um repasse de R$ 700 milhões para o programa Dinheiro Direto na Escola. O Governo de São Paulo vai investir mais R$ 700 milhões no repasse de verbas, diretamente para as escolas públicas estaduais em São Paulo. A transferência desses R$ 700 milhões começa a ser feita agora, no mês de dezembro. Em 2020, iniciamos este programa, Dinheiro Direto na Escola. O valor é 13 vezes maior do que já foi destinado em anos anteriores para a manutenção e realização de obras nas escolas públicas do Governo do Estado de São Paulo. O programa Dinheiro Direto na Escola aumentou o valor dos repasses, modernizou e tirou a burocracia, agilizando os repasses para as escolas estaduais. O secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, dará mais detalhes sobre este programa e como serão realizados os repasses. E seguindo a mesma ordem das três informações, saúde, segurança e educação, vamos começar com Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. O Plano São Paulo tem como objetivo guiar as condutas a serem seguidas, para que possamos conter o avanço da pandemia. Nos utilizamos de índices da saúde para guiar todas as estratégias que devem ser tomadas pelo Governo do Estado de São Paulo. O programa de recalibragem sempre ocorreu e ocorrerá pautado e guiado nesses índices, que promoverão a retomada ou a tomada de medidas mais restritivas, para qualquer uma das regiões que assim o necessitar. O objetivo do Plano São Paulo é garantir a assistência à vida e ao sistema de saúde, para que não ocorra um impacto de sobrecarga em suas demandas, negativando a possibilidade de uma eventual desassistência, desassistência essa que jamais ocorreu no estado. Todas as medidas que vêm sendo tomadas são responsáveis e transparentes. Postergamos a recalibragem por duas semanas, frente à instabilidade do sistema Sivep-Gripe, do Ministério da Saúde, que dificultou a análise correta de todos os dados. Fomos prudentes e cautelosos, naquela ocasião, onde passaríamos de 76% da nossa população no faseamento verde para quase 90% da população do Estado de São Paulo. Revimos o tempo, o período de reavaliação desse sistema, de 30 para 15 dias, para que, dessa forma, tivéssemos segurança e agilidade em todas as nossas ações, que assim o faremos sempre objetivando a segurança da nossa população, garantindo assistência, garantindo a vida. Hoje, nós temos dados em relação à semana epidemiológica anterior, lembrando que a semana epidemiológica ainda não terminou, com uma queda de 11,1% no total de casos, em relação, como disso, à semana epidemiológica anterior, uma queda de 15% no número de óbitos e uma estabilização, em decorrência de um leve aumento de internação, de apenas 1%, nos números e índices de internação. Não podemos, porém, esquecer que ainda estamos em quarentena. Todas as medidas sanitárias devem ser cumpridas e respeitadas. Precisamos de cada um, que cada um ajude, que cada um saia, porém com responsabilidade, cobrando tanto de si quanto daqueles no seu entorno uma medida correta, uma medida de responsabilidade, que garantam a segurança na saúde, ajudando dessa maneira a fazer o controle da pandemia no nosso estado. Portanto, somente retomaremos ao normal após a imunização, após o advento das vacinas. Aí sim poderemos festejar, celebrar e abraçar aqueles que tanto amamos e mantivemos, por amor, a distância. Quero aproveitar, governador, e agradecer a todos os voluntários que ontem, uma triste coincidência, no Dia Nacional de Doação de Sangue, nós tivemos um trágico acidente com perda de 41 pessoas, 41 vidas que foram ceifadas de uma forma abrupta, muito trágica, principalmente muitos jovens. Quero agradecer a todos que fizeram as suas doações na data de ontem e estendo o apelo para que mantenham a doação nos bancos de sangue, uma vez que fruto da pandemia as ofertas de sangue caíram em 30% chegando a níveis muito críticos. Dessa maneira, nós precisamos restocar para garantir que acidentes que, infelizmente, venham e possam acontecer assim como cirurgias, sejam aquelas emergenciais ou aquelas que serão programadas, possam sim ocorrer no nosso estado. Primeiro slide, por gentileza. Nós temos as taxas de ocupação em unidade de terapia intensiva hoje no Estado de São Paulo estiveram em 50%, na grande São Paulo 57,2% já totalizando em termos de número de casos 1.229.267 casos, com infelizmente 41.773 vidas que partiram em decorrência do Covid. Próximo, por favor. Podemos olhar na média móvel dos novos casos, uma queda como disse de 11% em relação à semana epidemiológica anterior, onde nós tínhamos um valor de 5.430 casos e caímos para 4.827. Próximo, por gentileza. As internações, como disse, mantiveram-se praticamente estabilizada com leve incremento em 1%. Próximo. E os números de óbitos com uma queda, felizmente, pronunciada em 15%. Muito obrigado, Governador e obrigado a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos agora ainda no tema da saúde com José Osmar Medina, coordenador executivo do centro de contingência do covid-19 do Estado de São Paulo, Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, muito obrigado, Governador. Boa tarde a todos. Doutor Jean, mostrou os dados que mostram claramente que houve uma mudança no patamar com aumento do número de casos, com aumento do número de internações que predominam em algumas regiões de São Paulo, que merecem mais atenção. E se nós acompanharmos a sequência do que vem, do que aconteceu desde o início da pandemia quando foram tomadas medidas de contenção, depois de alguns meses foram retomadas as atividades seguindo as recomendações do plano São Paulo, depois de 7, 8 meses começa a existir, como existiu em todos os países tanto nos Estados Unidos, no Canadá na Europa, uma fadiga coletiva com os cuidados, com uso de máscara e isolamento, mais aquele número grande de feriados prolongados que nós tivemos, depois festas e aglomerações, mas isso fez com que o número de, aquele decaimento do número dos indicadores eles se mantivessem estável, se mantivesse num platô. O que possivelmente desencadeou essa subida, essa mudança de platô ou até mesmo uma possível subida, foi as atividades não do dia da eleição, não foi do dia da eleição, mas as atividades que aconteceram durante a campanha eleitoral. Na campanha eleitoral teve mais de 500 mil candidatos, principalmente vereadores, isso se dividir pela população brasileira dá um candidato para cada 20 famílias, mais ou menos, um candidato para cada 20 famílias. Então todas as famílias brasileiras foram envolvidas na campanha, na campanha eleitoral no interior ou nas grandes cidades. O que fez com que o número de contatos de corpo a corpo, de aglomerações e de festas fosse muito mais intenso do que aquilo que vinha acontecendo antes e na minha opinião, na minha visão, esse é o fator principal para esse aumento que nós estamos, nós estamos vendo nesses últimos nessas últimas 2 semanas. Nós ainda temos fôlego para atender essa demanda, como Dr. Jean também mostrou nós temos dentro do Estado de São Paulo, ocupa 16 leitos por cada 100 mil habitantes de terapia intensiva, dos quais 50% estão ocupados e tem um pouco mais de 3 mil leitos de terapia intensiva ocupado. Mas isso, desperta um alerta para entender como que isso pode ser contido, como que esse aumento pode ser contido. Principalmente considerando que nós estamos numa época agora entrando no mês de Dezembro, onde as atividades sociais, encontros sociais, as aglomerações tradicionalmente são muito mais frequentes do que nos outros meses do ano. Então, nós estamos muito alerta, observando isso que tá acontecendo para ver quais as medidas de contenção que precisam ser tomadas para evitar que isso se torne alguma dimensão do que vem acontecendo na Europa e nos Estados Unidos. Tem resposta fácil para isso em termos de como conter a atividade escolar, como conter atividade noturna, como que nós podemos fazer isso para diminuir a possibilidade de crescimento acentuado do número de casos? Não tem resposta uniforme, não tem nenhuma receita tanto é que os países da Europa, que vivem junto muito tempo, cada um deles tem uma receita diferente. Nos Estados Unidos tem receita diferente em cada estado também. Então nós estamos debruçados, intensamente diariamente em cima análise dos números e também na análise das medidas que podem ser tomadas para evitar que isso ganha uma dimensão maior do que tá sendo, que tá acontecendo até agora. Nós não estamos desligados, aquilo que tá acontecendo na comunidade, aquilo que a comunidade tá demandando, nós estamos fazendo a leitura e estamos pensando nisso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Vamos ouvir agora o secretário de saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom dia, Governador. Bom dia a todos. É, nós vamos mostrar então os números mais atuais da Secretaria Municipal de Saúde até a noite de ontem. Aqui é o quadro dos hospitais municipais, a taxa de ocupação dos leitos operacionais dos últimos 7 dias, chegamos ontem a 49% da ocupação dos leitos de UTI na cidade, 60% de ocupação dos leitos de enfermaria e 31% de ocupação dos leitos nossos em prontos-socorros. O que mostra aí desde o início desde do dia 19 uma ocupação que se mantém regular nesses últimos 7 dias. O próximo o gráfico mostra a distribuição de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave confirmados para covid-19, segundo a data do início do sintoma e a média móvel dos últimos 14 dias, nós chegamos ao dia 25, dia 24 é com a média móvel de novos casos de 389 casos, comparado com o que nós tínhamos no auge da pandemia que foi exatamente no dia 10 de Junho, aonde nós tínhamos uma média móvel de 14 dias na casa de 2.749 casos. O próximo gráfico, faz a separação e a distribuição de casos confirmados pela semana epidemiológica, nós não temos ainda como disse aqui o secretário Jean, vamos completar a última semana epidemiológica, mas mostra a gente pode ver um grau também de estabilidade, de manutenção dos números de casos na cidade de São Paulo. No próximo gráfico. A gente tem a distribuição dos óbitos confirmados para covid-19, segundo a data da evolução e a média móvel de 7 dias no dia 24, a média móvel dos últimos 7 dias foram de 12 óbitos, também aqui é possível nós compararmos com o pico da Média móvel em 22 de Maio aonde nós tivermos 121 óbitos, na média móvel de 7 dias no pico da pandemia. Nesses últimos 7 dias foram então 12 óbitos. No próximo gráfico, nós temos as internações de UTI e de enfermaria na rede Hospitalar Municipal, desde 7 de Abril até o dia 25 de Novembro e as internações somadas chegam a 839 ao patamar de 839 pacientes, se vocês podem comparar que nós estamos no patamar idêntico do dia 13 de Outubro, agora em 25 do 11. O próximo gráfico, a próxima tabela, mostra a evolução de internações na cidade de São Paulo de pessoas residentes e não residentes da cidade, depois os gráficos que nós vamos mostrar da rede privada e da rede estadual de leitos aqui no município é possível perceber que essas internações e não-residentes impactam muito o sistema privado e também os hospitais do Estados que recebem pacientes de todo o Estado e inclusive de outros Estados. Em Novembro, nós tivemos uma taxa de internação até agora de 2.899 pacientes, residentes na cidade 2.320, não residentes na cidade 579. Portanto, um percentual de não residentes a cidade internados em hospitais no município de 20%. Depois, nós temos aí as internações, os internados na rede estadual e na rede privada em 25 do 11, né? O número total de leitos que nós temos na rede privada e também na rede estadual. E em seguida, nós temos o total de leitos covid, aquele era o total de leitos gerais aqui é o total de leitos covid, na rede estadual e também na rede privada, como nós podemos acompanhar. A taxa de ocupação nessas duas redes é de com mostra o próximo gráfico 66% de taxa de ocupação nos leitos privados e 60% de taxa de ocupação dos leitos dos hospitais estaduais aqui no município. Tendo em vista esse quadro, o Prefeito Bruno Covas autorizou a Secretaria Municipal de Saúde abrir essa semana mais 200 novos leitos de enfermaria em dois Hospitais, o Hospital da Brasilândia e o hospital de Parelheiros, para internação de pacientes com casos leves, né? Vocês se lembram o município de São Paulo foi o primeiro a mudar o protocolo de internação em Abril, aonde nós passamos a internar os leitos dos hospitais de campanha as pessoas que tinham sintomas leves e estavam positivadas exatamente para que não agravasse. Uma outra medida que o prefeito nos autorizou foi um novo inquérito sorológico que nós vamos fazer no município de São Paulo, tendo por base de dados 5 milhões e 300 mil domicílios, nós vamos testar 5 mil pessoas na base da 472 unidades básicas de saúde do município, esses serão, esse inquérito será dividido em quatro fases, vocês se lembram o inquérito anterior para adultos com acima de 18 anos foram oito fases, e quatro fases para os jovens, as crianças que estão na Rede escolar. As duas primeiras etapas 7/12 a primeira etapa do novo inquérito sorológico e 21/12 a segunda etapa, a terceira etapa dia 04/01, 4 de Janeiro e dia 18 de Janeiro. Isso o inquérito nos permite exatamente a gente ter uma radiografia muito precisa da disseminação da pandemia na cidade e estabelecer as metodologias de enfrentamento adequada, sobretudo porque nós vamos entrar no mês atípico que são, que é o mês de Dezembro que aqui o Doutor Medina já se referiu. Uma outra decisão da Secretaria Municipal de Saúde, nós vamos fazer uma avaliação de soro reversão. O que é isso? Nós vamos testar 1.097 pessoas entre os dias 8, 9 e 10 que já foram testadas anteriormente, eram e foram positivadas para que a gente possa ter uma variação muito precisa de que elas permanecem com anticorpos. Isso também é uma iniciativa inédita no Sistema de Saúde Público do país e vai nos permitir exatamente mantermos o controle que nós temos tido hoje da pandemia na cidade, né? A situação é de controle, obviamente de atenção, nós continuamos na pandemia, é fundamental que as medidas de isolamento, as medidas sanitárias, o uso da máscara, nós continuamos e continuemos a observar para que a gente possa exatamente o sistema público está preparado para o enfrentamento e a população nos ajudar também nesse processo. Então eram esses os dados da cidade de São Paulo, Governador, até a data de ontem à noite.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido. E finalizando o tema de saúde, João Gabbardo, Coordenador executivo do comitê de contingência do covid-19.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, Governador e boa tarde, a todos que acompanham a coletiva. As apresentações que os secretárias do Estado de São Paulo, Jean, do secretário municipal de saúde, Aparecido, fizeram, corroboram um fenômeno que não é específico do estado de São Paulo, um fenômeno que ocorreu em todo o país, nós tivemos na semana 45 e na semana 46 uma dificuldade muito grande de análise dos dados, por conta do ataque cibernético sofrido pelo Ministério da Saúde. Nós tivemos na semana 47 já com a normalização dos sistemas, uma evidente piora do cenário epidemiológico, com o aumento do número de casos, com o aumento do número de óbitos, e que felizmente nessa semana 48, quando nós comparamos os primeiros cinco dias dessa semana com os cinco primeiros dias da semana passada, temos dados de melhora. Não são específicos de São Paulo, nós temos uma melhora no estado de São Paulo em torno de 15% na redução do número de óbitos, e a gente tem isso ocorrendo no Brasil inteiro, uma redução de 8% nos casos de óbitos em todo o Brasil. Então isso pode, fortalece um pouco essa tese que o doutor Medina colocou inicialmente, de um provável risco e aumento da transmissibilidade da doença, por conta da grande movimentação que nós tivemos no período eleitoral. Lembro ainda que nós na segunda-feira faríamos a nova reclassificação de todas as regiões do estado de São Paulo, vamos continuar utilizando os mesmos indicadores que víamos utilizando com sucesso até agora, no tratamento dado às regiões. Nós não concordamos com a tese de que o estado deva ser colocado na mesma fase, e que se dê o mesmo tratamento para cenários epidemiológicos diferentes. O plano São Paulo se caracterizou exatamente por isso, por dar tratamento diferente aos diversos cenários epidemiológicos que as regiões apresentam. Então nós vamos continuar usando essa mesma estratégia quando fizermos a reclassificação do estado de São Paulo. E por último, eu gostaria de reforçar as palavras do governador, porque as pessoas, muitas vezes, ficam aguardando e achando que nós vamos resolver isso através de decretos, através de leis, e através de determinações. O controle da epidemiologia ele tem que ser compartilhado entre o poder público e a sociedade, não vai ser através de decreto ou de lei que nós vamos impedir que as famílias façam confraternizações nas suas casas, as pessoas têm liberdade para fazer isso, agora tem que ter liberdade na mesma intensidade da responsabilidade que elas assumem ao fazer esse tipo de atividade. Os médicos que estão na linha de frente, que avaliam quando os casos são positivos e tentam identificar as motivações para essas contaminações, identificam com uma frequência muito grande confraternizações, às vezes, pequenas, quatro, cinco casais, que se reúnem para confraternizar, para jantar, e nessas oportunidades acontece com muita frequência a contaminação dessas pessoas, exatamente porque não estão usando máscara, porque estão próximas umas das outras. Então há necessidade de que a sociedade também incorpore a sua parte, a sua responsabilidade nesse processo, e não esperando que através de regulamentações nós vamos resolver isoladamente a questão da transmissibilidade. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Lembrando que o Gabbardo foi secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Vamos agora para o outro tema, e a penúltima intervenção antes de termos as perguntas dos jornalistas, que é do General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Senhor governador, boa tarde. Muito obrigado. Senhoras e senhores, serão dois temas, abordarei o acidente na rodovia entre Taguaí e Taquarituba, e depois um comentário sobre a nomeação dos novos policiais. Senhor governador eu estou agradecendo ao senhor, aos cumprimentos que o senhor fez nessa madrugada, praticamente, depois que soube que nós tínhamos cumprido a missão, e a 41ª vítima já estava liberada para o acolhimento dos seus familiares. Foram mais de 100 policiais, governador, que atenderam a situação de Taquarituba, Taguaí. E em nome desses policiais que lá atenderam, como de todos os integrantes da segurança pública, nós nos solidarizamos com parentes, com amigos deste triste episódio. Os nossos sentimentos a todos, e os sinceros votos de pronto estabelecimento aqueles que ficaram feridos nesse acidente. A segurança pública fazendo um dos papéis dela, proteger, acolher cidadãos e servir, e foi exatamente isso que nós fizemos nessas 18 horas de trabalho ininterrupto. Por favor, puder projetar a transparência. Nós tomamos conhecimento próximo das 7h, Polícia Rodoviária, tropa do batalhão da área, do nº 53, junto com elementos do DER, foram ao ocorrido, entre 7h e 7h30min da manhã, bombeiros de toda região, serraram bombeiros de Sorocaba, Itaí, daquela região toda, serraram para aquela região. Às 8h30min as equipes medidas iniciaram os resgates, foi fundamental o papel dos bombeiros nesse trabalho. As equipes da perícia chegaram, porque há passos a serem dados, as equipes da perícia de Avaré chegaram as três equipes para verificar a situação daquela tragédia e já levantar os dados, entre 10h30min e 11h a perícia conclui o seu trabalho inicial e libera para que os bombeiros e atendentes passem a retirar, com o cuidado que merecem, é claro, os corpos das vítimas que ali estavam seguinte. Ao 12h retiramos o ônibus da via, com auxílio do DER. Mais um pouco à tarde, até quase 1h da manhã, mais algumas vítimas lamentavelmente faleceram nos hospitais que tinham sido recolhidos, e às 3h30min o Instituto de Criminalística concluiu o seu trabalho, liberou a rodovia para limpeza e para circulação, e os corpos começaram a ser levados para o IML de Avaré. Nós localizamos e mobilizamos 11 legistas, e mais dez atendentes de necropsia e auxiliares de necrotério. Às 14h30min um grupo de papiloscopistas saíram de São Paulo utilizando o pelicano da Polícia Civil em deslocamento rodoviário para atender ao local. É o primeiro passo antes da necropsia. 15h30min a rodovia totalmente liberada, e a partir das 17h começamos a liberação dos corpos, um trabalho ininterrupto, incansável, e concluímos o 41ª corpo à 1h33min da manhã. É um trabalho notável de policiais militares, policiais civis, policiais do Instituto de Criminalista, e policiais do Instituto Médico Legal. Apoiados por Defesa Civil, por integrantes da saúde, a quem agradecemos ao doutor Jean, e por integrantes do nosso DER. Além de funcionários municipais, e assim por diante. Uma tragédia que a segurança pública atendeu cumprindo a sua missão. Vamos em frente. O segundo tema são os 585 novos policiais, esses números que estão nessa transparência são notáveis, na gestão do senhor, governador, o senhor já contratou 7.148 policiais. Isso é um alento para a segurança pública. Hoje nós temos em curso nas escolas, 3.579 que estarão prontos agora. E hoje a nomeação desses 5.875 aí estão, 2.100 policiais militares, que só faltam o exame de documentação para que iniciem o curso, se Deus quiser, até dezembro ainda. Aí estão os 2.700 policiais militares com início em maio. Aí estão os 190 cadetes do Barro Branco. E aí estão, isso desejamos destacar, 885 policiais civis, sendo que deles, os 600 investigadores que estavam prontos para começar o curso, iniciarão o curso muito breve. Com isso muito brevemente nós teremos 16.602 policiais novos atendendo a população de São Paulo. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, General Campos. Vamos agora à última intervenção, antes das perguntas dos jornalistas que aqui estão. E o tema é educação, com Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador João Doria. Boa tarde, a todos. É um prazer retornar aqui com um tema que é muito importante para a gente, que é o programa Dinheiro Direto na Escola, do estado de São Paulo, que nós criamos por lei no ano de 2019, a Lei nº 17.149, aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, que foi muito parceira nesse momento. A ideia é que as escolas possam ganhar mais agilidade, ter mais agilidade, executar os recursos e atacar os seus problemas diretamente. Isso faz parte do plano estadual de educação, do plano nacional de educação, dar muito mais autonomia para as nossas escolas. Então isso foi criado para modernizar e desburocratizar a nossa gestão, e obviamente a transferência de verba diretas das Associação de Pais e Mestre, com essa agilidade, sem muita burocracia, traz um resultado muito grande nessa agilidade. Nós fazemos convênio individualmente para que cada escola pudesse receber. Então salientando o trabalho que a secretaria tem em agilizar isso, hoje temos a professora Renilda Peres, que é a pessoa que mais trabalhou nesse programa, que em nome dela agradeço. Reconhecer que esse é um dos grandes legados que nós já temos desde o ano passado para cá. O programa Dinheiro Direto na Escola ele traz um sistema de desburocratização, de gestão democrática, de participação, de desenvolvimento da própria comunidade escolar olhando para a transparência, para a contability, para tudo aquilo que nós desejamos que a escola cada vez mais tenha, isso centrado no programa Dinheiro Direto na Escola. Trazendo os dados do ano de 2020, nós executamos neste primeiro ano R$ 650 milhões que foram repassados, inclusive por exemplo, dando reforço de R$ 7 milhões para as escolas que tem no NovoTec, que é uma parceria junto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, para que essas escolas tenham cada vez mais condições de ter alguns dos itens, só pare vocês entenderem, que a gente faz compra de equipamento, compra de mobiliário, a manutenção dos equipamentos, muita manutenção predial. Para você ter uma ideia, 2.627 escolas já responderam uma pesquisa, e 98% delas fizeram intervenções, por exemplo, de melhoria da infraestrutura. E esse valor é 13 vezes maior do que o enviado em anos anteriores. Então é uma diferença absurda entre o que nós tínhamos antes e o que nós estamos tendo agora. Pode passar. Falando agora do PDDE para 2021, nós já começamos. Como o governador João Doria anunciou, este ano nós já repassaremos agora durante o mês de dezembro, R$ 700 milhões, com alguma inclusão de alguns novos critérios, com todos aqueles de base do primeiro ano, nós aumentamos inclusive esse recurso porque isso é um passo importante e contínuo que nós precisamos dar para a melhoria da educação. Então nós buscamos melhorar a equidade, aumentar a equidade na distribuição do dinheiro direto na escola, e obviamente com muito diálogo na rede, conversando muito no centro de mídias de São Paulo, com os nossos professores, especialmente os diretores das escolas que estão fazendo um grande trabalho e toda a equipe escolar com o uso desses recursos. Só para vocês terem uma ideia, algumas diferenças aqui, além já do aumento do valor, há alguns critérios, os três primeiros na linha azul, número de alunos continua, o valor per capta por aluno, tem um valor per capta, tem um valor fixo mínimo por escola, sempre, depende daí do tamanho da escola, por exemplo, que é um critério novo. Então a gente tem o valor mínimo agora, onde a escola maior, mesmo que ela tenha menos alunos, ela vai ter um recurso um pouco maior, porque o tamanho da escola faz uma diferença muito grande, nós temos escolas gigantescas, prédios mesmo, em metros quadrados. Temos um valor per capta para as escolas de tempo integral específico, porque elas têm uma matrícula obviamente menor, por serem de tempo integral. Então elas que são de 9h, ou seja, de um turno único, terão um recurso específico. Estamos trabalhando muito com o índice de vulnerabilidade, as escolas que tem maior vulnerabilidade social terão recursos a mais e algo muito especial pra gente que são as salas de recurso. Todas as escolas que têm uma sala de recurso pra atender os nossos alunos autistas, nossos alunos que têm algum tipo de deficiência, que tem algum tipo de atendimento especial, teremos um recurso exclusivamente, obrigatoriamente deverá ser utilizado pela escola na sala de recurso para manutenção e melhoria desses espaços pra que a gente melhores, isso é uma novidade importante, pra que a gente melhore o atendimento a essas pessoas dentro das nossas escolas. Então as escolas estão fechando até amanhã o nosso plano de aplicação financeira, então cada escola faz o seu planejamento, apresenta até amanhã a partir da primeira semana de dezembro nós já começamos o pagamento pra cada uma das escolas que tiver apresentado o plano de aplicação que depois nós vamos acompanhar obviamente a execução como estamos fazendo também durante este ano. Pode passar. Queria só finalizar, governador, acho que é importante mostrar algumas coisas que já foram feitas em muitas das escolas e a gente tem coisas incríveis. Pode ir passando. O PDDE tem feio uma mudança estrutural, a gente pode sempre olhar aqui o antes e o depois, né? Nós temos escolas que foram totalmente repaginadas como a Comendador Mário Reis aqui da Zona Leste, inclusive olhando pra itens na preparação do retorno às aulas, melhorando os bebedouros, criando, por exemplo, pias e infraestrutura aonde era necessário. Pode passar. Temos muita reforma em banheiros que é sempre uma necessidade de um olhar especial, mais ainda em tempos de Covid. A repaginação dos espaços, a mudança na carga física. Pode passar. É fundamental. Salas que não tinham absolutamente nenhuma condição a escola pôde fazer. Nós temos aqui, por exemplo, na Júlio de Carvalho, Barata, também da Zona Leste, o antes e depois aqui é muito forte a diferença do ambiente escolar antes e depois do PDDE. Essa e outras ações, obviamente em milhares escolas nós tivemos e temos uma grane diferença e continuamos acreditando. Por passar. Continuamos acreditando que esses trabalhos como aqui também na Zona Sul de São Paulo, com a Yolanda Bernardini, um grande trabalho de uma repaginação, muitas vezes com a participação dos próprios estudantes, das famílias trabalhando na indicação do uso desses recursos, governador. É um grande passo dado por São Paulo no ano de 2020 e, certamente, será ainda maior a diferença e a qualidade das nossas escolas para o ano de 2021. Obrigado e boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário Rossieli Soares. E agora sim, às 13h33min, vamos dar início às perguntas, hoje serão todas presenciais. Pela ordem, Rádio Band Band News, a TV Ajazira, a CNN Brasil, Rede TV, CBN, Portal Metrópoles, Rádio Jovem Pan, TV Globo e Globo News. Começando então com a Rádio Band Band News com a Maira Di Giamo. Maira, obrigado pela sua presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MAIRA DI GIAMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Apesar dessa queda de casos e óbitos indicada aqui, os laboratórios relatam aumento de taxa de positividade, tem relatos de hospitais mais cheios e a gente vê também maiores taxas de ocupação de UTIs. E hoje, inclusive, saiu uma matéria da Folha que diz que parte do centro do contingência acredita que medidas mais restritivas devem ser tomadas o quanto antes. Então eu queria saber se o governo não pretende tomar nenhuma medida, por enquanto, e se for restringir, o que é que deve fechar primeiro, o que deve mudar primeiro? E sobre um outro assunto, o Ministério da Saúde deve apresentar o plano de imunizações na semana que vem, então eu queria saber se está havendo algum diálogo, se o governo de São Paulo já sabe se a Coronavac vai estar incluída nesse plano. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, obrigado pelas perguntas, as duas estão vinculadas à saúde. A primeira e a segunda serão respondidas pelo Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de saúde do estado de São Paulo, com a participação, evidente, do Dr. José Medina que é o coordenador do centro de contingência do Covid-19. Quero esclarecer a proposta dessa matéria da Folha de São Paulo, não desacreditando a matéria, mas lembrando que o comitê toma decisões conjuntas, não é uma decisão individual, nem uma, nem duas, nem três pessoas, é decisão conjunta. É por isso que funciona bem e se preserva a democracia também. É a votação de mais do que dez pessoas num universo de 20, e aí sim as decisões são tomadas. O fato de termos um, dois, três, ou quatro, ou cinco não estabelece a maioria pra que o comitê tome as suas decisões. Respeitamos sempre a posição de todos individualmente, mas o que prevalece é a decisão coletiva, majoritária. Jean Gorinchteyn.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: É importante nós lembrarmos que todos os dados que estão disponíveis pra todos terem esse acesso, eles são baseados tanto no Sivep Gripe do Ministério da Saúde que já foi normalizado, portanto, todos os dados têm sido fomentados pelos municípios de forma absolutamente adequada e correta. O censo Covid que vê especialmente as internações dentro da Secretaria de Estado da Saúde ele tem um dado que é do último dia, portanto, é o que aconteceu na data anterior. E, portanto, são dados que vêm mantendo-se dentro daqueles padrões que nós mostramos na tabela anterior. Nós vimos que realmente na 47ª semana epidemiológica nós tivemos uma elevação tanto de número de casos, número de internações e aí o número de mortes que também deveria ter sido represada por instabilidade do sistema Sivep Gripe. Dessa maneira, os dados que estamos trazendo hoje na semana epidemiológica atual, lembrando que a semana epidemiológica atual não terminou, são esses totalmente socializados e públicos pra qualquer um ter acesso. Então não existe nenhuma prerrogativa do Governo do Estado de São Paulo, especialmente de análise técnica que tem sido feita pela secretaria e centro de contingência no quesito de esconder dados. Eles estão expostos e públicos. Com relação a medidas que foram colocadas por um ou outro integrante do centro de contingência no que tange a medidas muito mais restritivas, eu quero reforçar que o Plano São Paulo ele vem baseado nos índices da saúde. Os índices que mostramos agora, eles não significariam essa medida mais restritiva, ele está no DNA que se a qualquer instante, em qualquer momento nós sentirmos que a vida está ameaça ou a assistência a ela no que tange a termos assistência em saúde, disponibilidade de leitos e unidade de terapia intensiva e respiradores assim o faremos, como fizemos em outras ocasiões e não serão diferente. Portanto, os dados não nos respaldam, não dão suporte pra fazerem medidas, ou fazermos medidas muito mais restritivas. Com relação ao plano de imunização do Ministério da Saúde, nós temos e acreditamos que nós estamos numa emergência de saúde pública e que qualquer liderança política e principalmente gestor de saúde tenham a sensibilidade de que precisamos conter doenças através de vacinas. E isso não será diferente em relação ao Coronavírus. Muito pelo contrário, desde 2009, Covid ou H1N1 ele veio pra ficar, e se nós não tivéssemos a vacinação pra gripe, nós teríamos mortalidade muito alta, especialmente em públicos específicos: idosos, pessoas com problemas a sua saúde. Isso não será diferente em relação ao Coronavírus. Então nós precisamos uma postura muito mais austera, enérgica, e ter exceção de vacinas. Todas aquelas que mostrarem segurança e eficácia. É isso que vai garantir proteção à vida e proteção e economia, as pessoas não podem depender de auxílios, elas precisam ter a garantia que elas possam ir e vir trabalhar e ter a possibilidade do seu sustento próprio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Dr. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado. Maira, realmente tem esse registro do aumento do número de casos positivos em todos os laboratórios, principalmente envolvendo jovens, isso é um perfil que aconteceu também na Europa, então um número de casos positivos, um número de casos novos de Covid também, tem um crescimento, isso é efetivo. Nós... como eu disse, desde o início nós estamos analisando como lidar com isso, não é fácil. A recomendação mais simples é que a população manter o uso de máscara, evitar aglomerações, se possível evitar qualquer tipo de aglomeração com mais de dez pessoas como tem sido recomendado nesses outros países. E respondendo a sua pergunta, no cenário atual qual seria o principal tipo de restrição que seria recomendado? Bom, no início da pandemia, uma das primeiras restrições foi feito atividade escolar. Agora nós estamos imaginando se tiver que fazer alguma restrição ela vai ser concentrada nas atividades de lazer, tentando ao máximo preservar a atividade escolar que foi aquela que teve o maior prejuízo social da nossa história.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Maira, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à TV Aljazira, o seu correspondente no Brasil, Hassan Massoud. Hassan, muito obrigado pela sua presença aqui. Nosso respeito pela TV Aljariza. Sua pergunta, por favor.

HASSAN MASSOUD, REPÓRTER: Muito obrigado. Boa tarde, Sr. Governador. Boa tarde a todos. Nós agradecemos também pela oportunidade. Nós temos uma preocupação no mundo todo e também no Brasil sobre a segunda onda de Covid-19. Nós queremos saber, em São Paulo especialmente, onde estamos na posição sobre segunda onda? Também nós sabemos que especialistas dizem que testes em massa talvez vá mostrar se essa segunda onda começou ou não. Então, em São Paulo, o estado vai fazer uma campanha de testes em massa? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hassan, muito obrigado pela pergunta. Na verdade, uma pergunta com duas abordagens, mas dentro do tema da segunda onda. Vou pedir a Patrícia Ellen, nossa secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia pra responder. E se alguns dos médicos aqui desejar complementar. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, comparando as informações que nós temos no nosso núcleo de dados, nós estamos sempre monitorando a Europa, diferentes países, na pandemia e também nos protocolos que eles estão seguindo. Os países na Europa estão com uma segunda onda muito grande e muito maior que a primeira. Eles estão entre 30 e 50 casos a cada cem mil habitantes por dia. O nosso equivalente é em torno de 12, mesmo com os dados após essa elevação das duas últimas semanas. Então, comparativamente falando nós estamos aqui em um quinto da realidade da Europa, completamente diferente da situação que eles têm hoje. Esses casos onde países como França tendo que levar pacientes pra Alemanha, é uma realidade completamente diferente da nossa. Nós temos que separar nesse momento, e é muito importante a diferença entre alerta e pânico. É nosso dever passar as informações como elas são. Houve duas semanas consecutivas com aumento de internações no estado e nós fomos os primeiros a trazer essas informações quando nós tivermos elas confirmadas. Mas os casos e óbitos, além da estabilidade do Governo Federal, agora que nós tivemos os dados nós vimos que estão apresentando uma redução nessa última semana. Nos últimos 28 dias nós temos no estado com relação aos 28 dias anteriores, estabilidade de internações, um aumento de 3% de casos e uma redução de 23% nos óbitos. Já dissemos também a importância de fecharmos a semana neste sábado com os dados dessa semana epidemiológicas para termos duas semanas com dados estáveis. Temos que evitar futurologia, projeções, comparações indevidas. A nossa realidade é diferente da realidade europeia. O último ponto com relação a teste, já foi dito aqui, nós estamos aumentando a quantidade de testes, foi dito até na pergunta anterior, isso é bom, isso é positivo, temos que seguir testando mais, sim, tanto no governo como no setor privado. Eu acabei de receber, por exemplo, as informações da Abrafarma que tem nos reportado. E os testes aumentarem mais de 30% nessa última semana, o que é ótimo. Então nós precisamos, quanto mais testes, informação mais real teremos e seguiremos nesse trabalho. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Patrícia. Hassan, muito obrigado pela sua presença e pelas suas perguntas. Vamos agora à CNN Brasil com Tainá Falcão. Tainá, boa tarde. Bem-vinda.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Oi. Boa tarde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Governador, primeiro a minha pergunta é direcionada ao senhor sobre o vazamento de dados, a exposição de dados a partir de um funcionário que fazia um trabalho junto com o Ministério da Saúde, acabou expondo dados de 16 milhões de pacientes, dentre eles algumas autoridades e o senhor mesmo, né? Se o senhor ficou sabendo dessa informação, como que recebeu a informação? E se o Ministério da Saúde eventualmente entrou em contato pra se justificar? E também uma pergunta direcionada ao centro de contingência sobre o faseamento. Houve essa discussão hoje em reunião com o governo e com a prefeitura de São Paulo, a possibilidade de retrocesso no Plano São Paulo já está sendo discutida com prefeituras especialmente com a prefeitura de São Paulo? Se o secretário de saúde de São Paulo quiser complementar também, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado pelas perguntas. A primeira eu mesmo responderei. A segunda, o João Gabbardo juntamente com Edson Aparecido responderão. Sim, tive notícias sobre o vazamento de dados, é lamentável, além de todo o grau de ineficiência que o Ministério da Saúde tem apresentado, ainda mais uma circunstância como essa, acrescentando mais um fator negativo, o vazamento de 16 milhões de dados, de 16 milhões de pessoas. E nós não recebemos nenhuma justificativa, nenhum telefonema, nenhum e-mail, nenhum Whatsapp, nenhuma informação do Ministério da Saúde. E sobre a sua segunda pergunta, responde o coordenador executivo do Comitê de Contingência, João Gabbardo, e com comentários do Edson Aparecido, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Tainá, em relação à questão do faseamento, eu aproveito para complementar um pouco a resposta à pergunta que a Maira fez, sobre a resolução do Centro de Contingência. Efetivamente, na terça-feira, houve uma reunião do Centro de Contingência, e o Centro de Contingência, por maioria, aprovou encaminhar ao Governo do Estado algumas recomendações, no que diz respeito a aumento de restrições e algumas medidas que poderiam ser tomadas pelo Governo do Estado. O governo recebeu essas informações, essas solicitações do Centro de Contingência ontem, quarta-feira, e entende que essas sugestões, elas estão embutidas dentro do Plano São Paulo e no novo faseamento, que vai ocorrer na segunda-feira. Então, se espera até segunda-feira, para, com a análise dos dados desta última semana, dar andamento no Plano São Paulo, normalmente. Em relação ainda à questão do faseamento, aí respondendo à Tainá, hoje nós conversamos sobre isso, nós não temos os dados completos da semana. Obviamente que vamos aguardar a conclusão dos dados dessa semana, pra poder definir melhor como será e como ficará o modelo matemático que estabelece as novas bandeiras e as novas fases de cada uma das regiões de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Vamos agora a Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós apresentamos os dados aqui da Secretaria, na noite de ontem. Então, nós estamos num quadro sob controle em todo o município, seja em termos de novos casos, de internações, ocupação de leitos de enfermaria e de UTI, e também de óbitos. É importante salientar o seguinte: desde abril, o que nós vemos na cidade, e isso também acontece no resto do estado, há oscilações no processo de disseminação da pandemia na cidade, e no resto do estado. Aonde você tem, eventualmente, picos de elevação, de subida nos números, e quedas. E isso tem acontecido sucessivamente, mas nada que possa inferir a um caso de descontrole, de aumento de casos e nada comparado com o pico da pandemia, que nós tivemos em junho. Portanto, os números nossos são esses que nós acabamos de mostrar, e são números sob controle.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Edson Aparecido. Tainá, obrigado pelas perguntas e pela sua presença. Vamos agora para Rede TV com Estela Freitas. Estela, obrigado pela sua presença, mais uma vez, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Muito boa tarde a todos. Com relação a essa incerteza ainda, da inclusão da Coronavac no programa nacional de imunização, eu gostaria de saber qual é a posição do governo, se há uma previsão aí de um plano, de um programa independente para imunização no Estado de São Paulo. E também, com relação às internações, o secretário Edson Aparecido disse aqui que a cidade de São Paulo já foi autorizada aí a liberação de mais 200 leitos, por conta do aumento de internações. Gostaria de saber se também em outras regiões existe já essa previsão, até porque demora um pouco para a mudança de chave, né? Muitos leitos voltaram para cirurgias eletivas, e agora de repente tendo que voltar para casos de Covid. Então gostaria de saber se em outras regiões também há essa movimentação. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Estela. A primeira pergunta eu mesmo responderei. A segunda, Edson Aparecido e Marco Vinholi responderão, respectivamente. Em relação à Coronavac, nós não vemos nenhuma razão para não inclusão desta vacina no programa nacional de imunização. A vacina é eficaz, testes realizados na China, com mais de 50 mil voluntários, já demonstraram isso, a testagem aqui com 13.500 voluntários, no Brasil, também demonstram isso, e os resultados foram encaminhados para a Anvisa. Nenhuma razão de ordem científica, de saúde, para impedir que esta vacina faça parte do programa nacional de imunização. Exceto se houver uma razão de ordem política e ideológica, o que configuraria um absurdo e eu diria até uma atitude não só inadequada, como condenável, por parte do Governo Federal. Limitar o acesso à vacina significa limitar o acesso à vida. E em relação a um plano de imunização estadual, sim, temos um plano B. Se o Governo Federal não apresentar, como não apresentou até o presente momento, um plano nacional de imunização sério, bem estruturado, que garanta o acesso, ao menor tempo possível, a vacina aos brasileiros, São Paulo fará o seu programa de imunização, sim. Nós temos uma estrutura médica, sanitária no estado, que é a mais robusta do país, e aqui nós não vamos esperar morrerem mais pessoas para a aplicação de vacinas. Vamos vacinar e salvar os brasileiros de São Paulo. Se necessário for, caso o plano do Governo Federal não apresente consistência, eficiência e a plenitude para contemplar todas as vacinas aprovadas pela Anvisa e em condições de serem utilizadas pelo seu grau de eficácia. Vamos agora ao Edson Aparecido e, na sequência, o Marco Vinholi.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, como eu disse, a estratégia adotada pelo Sistema Único de Saúde, aqui através da Secretaria Municipal de Saúde, foi sempre estar um passo à frente da pandemia. Nós tomamos o encaminhamento agora de abril de 200 novos leitos de enfermaria, para casos leves, porque hoje o município tem uma estrutura capaz de fazer a instalação desses leitos de uma maneira muito rápida. Fizemos isso em dois hospitais, nós tínhamos 1.328 leitos de UTI no ápice da pandemia, fizemos a reversão de 300 leitos para cirurgias eletivas, hoje temos 1.000 leitos de UTI para Covid e cerca de 700 leitos de enfermaria. É sempre importante ficar com uma margem segura para as internações, para que a gente possa fazer o que nós fizemos até agora: todo mundo que precisou ser internado, ter cuidados do sistema de saúde, na cidade de São Paulo, foi atendido. Por isso a precaução de nós termos 200 novos leitos para tratamento de casos leves.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Edson Aparecido. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde. Quero primeiro dizer que esse é um trabalho feito no dia a dia desde o início da pandemia, que resultou em um número de leitos que pôde atender toda a população do estado, sem ninguém ficar sem atendimento, desde o início. Nós estamos diariamente fazendo esse trabalho, não tem nenhuma região do estado que tem uma ocupação acima de 60%. Eu lembro aqui que, na semana passada, nós, por precaução, já cancelamos agendamento de cirurgias eletivas, para que a gente pudesse ter esses leitos no estado inteiro, mas a situação segue dentro desses parâmetros, nenhuma região com ocupação acima de 60%, e monitoramento diário disso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado então, Edson Aparecido, Marco Vinholi, muito obrigado, Estela, pelas perguntas. Vamos agora à CBN, à Rádio CBN, com jornalista Guilherme Muniz. Guilherme, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria abordar dois pontos principais, o primeiro com relação aos testes RT-PCR que estariam ainda estocados, sem terem sido utilizados, e teriam validade até dezembro agora desse ano. Gostaria de entender por que esses testes ainda não foram utilizados, qual é a previsão aí de uso desses testes, e se existe o risco de alguma quantidade desse lote não ser utilizado antes do vencimento, agora em dezembro. E com relação às aglomerações de festas de final de ano, a gente apurou com cidades litorâneas que a expectativa para a virada de ano é de um fluxo de turistas maior até do que em 2019 para 2020. Gostaria de entender como que o Governo do Estado vê isso, e se estuda medidas para restringir acesso a fluxo de turistas, ou qual medidas podem ser adotadas para evitar um pico de contágio. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme, pelas duas perguntas. Na primeira, eu começo a responder, e na sequência Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, responde. Sobre festas de final de ano, João Gabardo e, se desejar, com comentários do Dr. José Medina. Em relação aos testes, eu queria desde já esclarecer a você: os testes pertencem ao Governo Federal, ao Ministério da Saúde. O depósito, embora seja em São Paulo, é do Ministério da Saúde, portanto recomendo que essa pergunta seja dirigida ao ministro da Saúde e ao Ministério da Saúde. De qualquer maneira, Jean Gorinchteyn, médico infectologista e secretário da Saúde do Estado de São Paulo pode também contribuir na resposta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Perfeito, governador. Esses testes não são de alçada do Estado de São Paulo nem de nenhum dos municípios, e sim ao Ministério da Saúde. O que nós recebemos, 623 mil testes, desses, nós temos ainda 220 mil testes, sendo eles 150 mil no Instituto Adolfo Lutz central, mais 70 outros mil esparsos em vários escritórios do Adolfo Lutz, durante... No estado, e que serão utilizados. O que nós sabemos é que alguns deles podem ter data de validade até dezembro, e o Ministério já se responsabilizou por pedir a uma firma em específico para que possa estender o prazo de validade, e assim o faremos, como tem sido feito. Eu quero só deixar muito claro que São Paulo não vivenciou a falta de testes. Nós somos o estado que mais testa, nós temos mais de 10 mil testes diários, são 100 testes para cada 100 mil habitantes. Portanto, de nenhuma forma os testes foram banalizados. Desde o início da pandemia, o Governo do Estado de São Paulo entende que testar, testar e testar é a forma que nós temos de pegar portadores em situação de sintomas leves, testar as pessoas do seu entorno, bem como fazer o isolamento delas, para que nós possamos, dessa maneira, não só fazer o diagnóstico, mas impedir a disseminação da pandemia no nosso meio.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Agora, sobre festas de final de ano, João Gabbardo e Medina, se desejar complementar. Gabardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É, eu acho que todos nós estamos sendo muito claros aqui em relação à responsabilidade de todos, nessa questão das confraternizações, das festas, das baladas, de atividades que não são essenciais, e que são muito importantes na questão da transmissibilidade da doença. Essa possibilidade das festas de Natal, desse final de ano, o que nós queremos é que as pessoas tenham muitos natais no futuro. Nós não queremos que esse seja o último natal de algumas pessoas. É nesse sentido que nós queremos trabalhar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Gabbardo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Só lembrando que a quarentena significa imposição de restrições e também medo. É impossível ter uma atividade policial ou medidas de contenção de todas as aglomerações que acontecem no meio social ou impedir a mobilização das pessoas. Então, nesse ponto, vai ser melhor catequizar a população toda, relembrar que precisa ter medo, para que esse comportamento não seja exagerado. Então, eu falei no início que é razoável que as pessoas comecem a pensar em não aglomerar um número maior do que 10 pessoas, em qualquer tipo de evento, principalmente quando, nesse evento, tem algumas pessoas na faixa etária de maior risco, com idade acima de 50 anos ou com outras comorbidades. Enquanto a doença fica restrita aos jovens, a possibilidade de complicação é muito menor, mas o jovem é o vetor que leva o vírus pra dentro de casa, e aí corre risco os seus familiares, que têm idade superior a 50 anos. Então, é muito difícil imaginar que tenha alguma forma policial de conter todo esse movimento, e ele deve ser catequizado e ser, mais uma vez, lembrado que é necessário ter medo dessa doença, medo mesmo, precisa ter medo mesmo. As restrições que são possíveis de ser colocadas, elas são colocadas de maneira coletiva e geral, mas individualmente precisa ter medo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Antes da próxima pergunta, que é a antepenúltima, eu queria aproveitar a oportunidade de fazer um apelo aqui aos meios de comunicação, sobretudo aos meios digitais, às emissoras de rádio e emissoras de televisão, que falam com os jovens. Os veículos de comunicação têm sido enormes parceiros na defesa e na luta contra o Corona Vírus, e contra a inconsistência, a inoperância e o negacionismo do Governo Federal. Nós aqui em São Paulo temos um grande agradecimento aos meios de comunicação e aos seus jornalistas, pelo trabalho sério, sustentável e baseado na ciência, que têm feito ao longo desses últimos dez meses. E eu faço aqui um pedido para que os diretores de programação, os diretores das emissoras de televisão ou rádio, e meios digitais, por favor, aqueles que falam com os jovens, nos horários, nos comunicadores, orientem os seus comunicadores nos seus horários destinados aos jovens para que eles compreendam a importância de não se aglomerarem e não participarem de festas nesse final de ano, o maior problema está concentrado nos jovens. Reconheço, como já foi dito aqui que estão todos exaustos, cansados deste distanciamento e isolamento. Falta pouco para chegarmos as vacinas. Nós não podemos comprometer as nossas vidas por uma festa de final de ano, por um encontro de amigos, ainda que os amigos tenham um grande valor e sobretudo a família. Vamos aguardar a vacina, aí sim será hora de festejar réveillon, carnaval, festa, aniversário, congraçamento e outras práticas, inclusive os grandes eventos de público. Agora não é hora. Portanto, faço um apelo aqui aos dirigentes de meio de comunicação que tenham consciência e que falem com os jovens para que ajudem nessa orientação. Vamos agora a antepenúltima intervenção, obrigado pela atenção de todos, que é do Rafael Veleda do Portal Metrópoles. Rafael, obrigado por estar aqui conosco, aliás, mais uma vez. Boa tarde, sua pergunta por favor.

RAFAEL VELEDA, JORNALISTA DO PORTAL METRÓPOLES: Obrigado governador pela atenção, obrigado a todos. Governador, o senhor tem feito apelos, reclamações referentes ao governo federal, hoje mostrou perplexidade, porém não recebe uma resposta. A resposta tem sido o silêncio. Como avançar dessa situação que se formou? Também gostaria de fazer uma pergunta sobre o trágico acidente de ontem, essas pessoas estavam num ônibus de uma empresa que já tinha sido flagrada algumas vezes pela fiscalização fazendo transporte irregular de pessoas, o que o poder público pode fazer para que as pessoas não passem mais riscos nas estradas sendo transportadas por empresas irregulares que fazem continuamente esse transporte, já foram flagradas outras vezes?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Rafael. A primeiro pergunta eu mesmo responderei, a segunda eu vou pedir ao Marco Vignoli e, se necessário, com algum comentário, se desejar, do general Campos. Em relação ao governo federal nós temos aqui um comportamento, um posicionamento completamente diferente do governo federal, você, todos os jornalistas que aqui estão sabem disso, quem está nos assistindo em casa sabe também. Nós não negamos a gravidade dessa crise sanitária, nunca negamos a gravidade da pandemia, tomamos aqui todas as atitudes que o governo federal não tomou. Fizemos campanhas, recomendamos o uso de máscara, recomendamos o distanciamento social, o isolamento, recomendamos que as pessoas não consumissem cloroquina como foi recomendado pelo próprio presidente da república, tivemos um comportamento fundamentado na ciência. Criamos um comitê de 20 médicos, epidemiologistas, infectologistas que desde o dia 26 de fevereiro orientam as nossas ações. Respeitamos as orientações da Organização Mundial da Saúde. Tudo aquilo que o governo federal não só não fez como contraditou, dizendo que era uma gripezinha, um resfriadozinho, orientando as pessoas a tomar cloroquina indiscriminadamente. Nunca fez uma campanha recomendando o uso de máscara ou distanciamento social ou isolamento das pessoas com morbidades ou com mais 60 anos. O governo brasileiro foi um péssimo exemplo para o Brasil, para os brasileiros e para o mundo. Eu digo isso com toda a convicção de cidadão e de brasileiro e também na condição de governador eleito do estado de São Paulo. Aqui continuaremos a fazer, Rafael, aquilo que é necessário fazer, respeitar a ciência e respeitar a vida, ainda que para isso tenhamos que utilizar recursos no Judiciário para proteger a vida dos brasileiros, sejam os de São Paulo, seja para ser aqui um exemplo também para que outros governadores que estão atuando corretamente em defesa da vida e contra a pandemia possam se sentir motivados também a agirem da melhor maneira que entenderem. E a sua pergunta sobre o triste e lamentável acidente rodoviário de ontem, vou pedir ao nosso Marco Vignoli para que possa responder e repito, se o general Campos quiser complementar, para ficar à vontade. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, eu quero lembrar aqui que ao longo desse ano a Artesp tem feito blitz nesse sentido, respeitando o código brasileiro de trânsito, o art. 23, inciso VIII, que rege sobre o transporte de fretados remunerados. A empresa foi autuada várias vezes, o que diz o código é multa, recolhimento do veículo e também os pontos na carteira do condutor. Isso tem sido feito ao longo de todo ano, essa fiscalização tem sido muito efetiva, o estado está avançando com isso cada vez mais com isso através da Artesp. É importante dizer também que a clandestinidade existe, nós trabalhamos com a fiscalização para coibir isso e cada vez mais a gente possa ter essa prática. A Artesp nesse momento, dia 24 de outubro, iniciou uma chamada pública para tornar essas regras ainda mais severas aqui no estado de São Paulo, com uma maior antecedência a informação que a empresa de transporte tem que informar o estado sobre o seu trânsito. Eu quero dizer que ontem eu estive lá, de fato um momento muito triste, todo o governo do estado mobilizado para poder acolher as pessoas que estavam necessitando de tratamento médico e assim fora, e também todas as famílias que perderam parentes, perderam vidas ao longo desse acidente. De fato, o governo do estado trabalhando num momento triste e que nós pudemos cumprimentar cada uma das famílias com a seriedade que o caso necessita.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria só lembrar, Rafael, que ontem nós enviamos quatro secretários de estado para o local do acidente, entre eles o próprio Marco Vinholi que acaba de responder a sua pergunta. General Campos quer fazer algum comentário?

JOÃO CAMILO PIRES DE CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rapidamente, governador, dois aspectos. O primeiro é com relação ao inquérito, concluir, relatar e entregar a quem de direito. O segundo é com relação ao que disse o secretário Vignoli. O sistema de segurança pública está sempre pronto para apoiar os agentes e os fiscais, inclusive os da Artesp. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado general Campos. Rafael Veleda do Portal Metrópoles, mais uma vez muito obrigado. Vamos a penúltima intervenção de hoje que é da Nanny Cox que é da Rádio Jovem Pan. Nanny, obrigado, pode ajustar aí o microfone, abaixar um pouquinho. Isso. Nanny, obrigado mais uma vez, boa tarde, sua pergunta por favor.

NANNY COX, JORNALISTA DA RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde governador, boa tarde para todo mundo. Eu queria fazer primeiro uma pergunta para o general a respeito das investigações do acidente, né? A Polícia Civil trabalha com duas linhas, eu queria saber se tem alguma informação que já pode ser compartilhada aqui com a gente? A segunda, agora já sobre saúde, eu queria saber, o centro de contingência tem se colocado muito preocupado com essas movimentações de campanha, de eleição, enfim, que vão terminar agora no domingo. Eu queria saber se existe alguma recomendação além das que têm sido feitas, para as pessoas que vão votar agora no domingo, para esses últimos dias, para essa reta final? E uma última pergunta para o Dr. Jean que tem, já comentou há algumas semanas a respeito de algumas multas ou algum tipo de punição para quem descumprir as medidas como o uso de máscara. Eu queria saber mais detalhes, se essa medida, de fato, está sendo estudada e se pode ser implementada agora em dezembro justamente para evitar essas aglomerações, enfim, esse medo que o governo está a respeito das festas de fim de ano? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Nanny. A Nanny vai pedir gol no domingo, né Nanny? Três perguntas. Não tem problema. Começamos com o tema do acidente com o general Campos, na sequência o Dr. José Medina a sua segunda pergunta e o Dr. Jean a quem você dirigiu a sua terceira pergunta. General Campos.

JOÃO CAMILO PIRES DE CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Grato Nanny. Infelizmente não tenho novidade, ou seja, o que ocorre numa investigação dessa? O Dr. Jorge, delegado encarregado esteve na área, é o primeiro passo, acompanhando a ocorrência. O segundo passo, ele desencadeia as oitivas daquelas pessoas que podem falar e comentar sobre o acidente. Depois ele irá reunir os laudos, os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal. E a partir, ele prossegue no trabalho dele. Então, vamos dar tempo ao tempo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado general Campos. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Em relação a eleição agora, o dia da eleição no segundo turno, a eleição do segundo turno é muito mais tranquila, são só 18 cidades do estado de São Paulo, 36 candidatos e a campanha é basicamente feita de forma eletrônica, então, a aglomeração, a movimentação dentro da sociedade é muito menor do que aquela que envolveu, como eu falei, no Brasil todo mais 500 mil candidatos. No dia da eleição os órgãos públicos responsáveis já estabeleceram claramente qual que é o comportamento, como que as pessoas tanto que estão trabalhando como quem vai votar serão protegidas, da mesma forma como foi no primeiro turno. E o que tem que evitar é depois do resultado aquelas comemorações, aglomerações que envolvem comemoração daqueles que foram vitoriosos ou mesmo durante o processo eleitoral, aquelas aglomerações durante o dia da eleição, aglomerações em torno dos locais de votação, mas essa é muito mais tranquila do que foi a primeira, o primeiro turno.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE SÃO PAULO: Muito bem. Tô levantando dados super atualizados agora, nós tivemos 102 mil medidas que foram tomadas de inspeção em locais com recomendações tanto para Comerciantes, quanto para estabelecimentos de serviço para que seguissem as normas, quando os vigilantes voltaram todas as normas estavam muito bem seguidas, porém, nós tivemos quase mil autuações, dentre elas de transeuntes que sequer usavam máscara e como próprio Governador colocou, o uso da máscara nosso estado é lei, é obrigatório. O que nós temos nesse final de semana que estivemos, um número grande de festas que aconteciam, e tragicamente no meio de uma emergência sanitária, festas que aglomeravam mil, duas mil pessoas. Os nossos fiscais da Vigilância Sanitária estiveram presentes em companhia de policiais militares, a quem aqui agradeço ao General Campos por todo o apoio que tem dado a essas abordagens e dessa forma não só ouve autuação, houve encerramento daquelas atividades, como houve sim a implicação de multas. Lembrando que as multas elas podem variar de 276 reais a 276 mil reais e elas são avaliadas conforme o risco que elas colocam aquela população no risco de desenvolver uma doença infectocontagiosa, como é o caso do coronavírus. Então nós estamos vigilantes, estaremos fazendo blitz, e eu já estou reforçando, evitem as festas porque os nossos fiscais estarão lá.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Obrigado pelas perguntas, vamos agora a última intervenção que é da TV Globo, Globo News, com a jornalista Daniella Gemignani. Daniella, obrigado pela paciência, boa tarde. A sua pergunta, por favor.

DANIELLA GEMIGNANI, JORNALISTA: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Primeiro falando sobre o número de casos, o problema na instrução dos dados com o Ministério da Saúde começou a 20 dias e aí os casos ficaram comprometidos, atualização semanal, mas quando a gente amplia para esses 20 dias, foram 98 mil casos confirmados pelas prefeituras e isso até ontem e nos 20 dias anteriores ao problema, 68 mil casos. Então, quando a gente compara esses 20 dias, foi uma alta de 44% isso não seria assim um indício de que a tendência é de crescimento no número de casos? Falando sobre o plano São Paulo, a segunda pergunta, há possibilidade de mudança nos critérios para definir a fase, por exemplo, a grande São Paulo ser desmembrada? E a minha última pergunta, gostaria que vocês comentassem sobre o anúncio da AstraZeneca sobre o erro na dosagem. É isso, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniella. Daniella e a [ininteligível] vão disputar quem vai pedir gol no domingo. Bem, o primeiro tema o secretário Edson Aparecido vai responder, eu entendi que você se referiu mais especificamente a capital de São Paulo. No segundo tema, saúde o plano São Paulo a Patrícia Helen. E o terceiro AstraZeneca, vou pedir ao nosso João Gabbardo para que possa fazer o comentário hoje, não temos a presença do Presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, excepcionalmente aqui na nossa Coletiva. Então, primeira pergunta é a resposta do Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, o coeficiente de incidência de casos aqui na cidade de São Paulo, no ápice da pandemia era 164 casos para 100 mil habitantes, na semana passada, nós tínhamos 55 casos e o coeficiente de incidência de 55 casos para 100 mil habitantes. Então, volto a dizer, um quadro profundamente diferente, nós tivemos uma pequena elevação na média móvel, mas nada que signifique uma alteração profunda e isso também não teve como consequência uma alteração grande nas internações e também nos óbitos na cidade. Então, por enquanto, mantém-se esse quadro de crescimento mais sob controle, nós continuamos a fazer para se ter uma ideia todos não só os sintomáticos respiratório, mas as pessoas que tiveram contato, são contactantes de pessoas que foram positivadas, nós fazemos o teste de PCR, deu positivo, nós vamos na família, testamos a família inteira, né? Fazemos o acompanhamento dos 18 distritos da cidade com maior número de casos. Então esse monitoramento nos dá essa segurança de que a gente não tem uma elevação descontrolada do número de casos na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Edson. Sobre o plano São Paulo, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Governador. Bom, sobre o plano São Paulo, duas coisas primeiro o plano ele tem casos, internações e óbitos e com ponderação entre eles, né? Os indicadores que tem maior peso no plano São Paulo são de internações, ocupação de leitos, casos importa sim, óbitos também, mas é uma ponderação entre os três. A outra coisa é a data, a gente tem que tomar muito cuidado a gente não pode escolher uma data qualquer aleatório e comparar com o período anterior porque qualquer dia, se eu escolher uma data diferente, dá o resultado que eu quiser. É por isso que a gente segue Ministério Público acompanha conosco rigidamente, hoje o critério são 28 dias e esse recorte de 28 dias que eu passei para vocês de hoje a variação de internações, 28 dias verso 28 dias anteriores, é de estabilidade de internações. Ainda assim, nós postergamos a classificação com medidas de cautela porque vimos a variação das internações nas duas últimas semanas. Então é importante a gente fechar esse período de 28 dias, o apagão dos dados aconteceu no início de Novembro, se não me engano agora entre 6 e 10 de Novembro, até por curiosidade depois eu queria entender exatamente como foi feito esse recorte, mas o importante para gente que vocês tem tido um papel muito importante na informação, é a gente mostrar exatamente que esses recortes precisam ser respeitados para que possamos dar a classificação correta no dia da classificação oficial. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E a terceira e última resposta, a terceira pergunta da Daniela, Globo News, com você João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Daniela, essa questão da AstraZeneca é bastante preocupante. O que sabemos até o momento é que houve uma falha no processo de envasamento dessa vacina e a empresa responsável por esta, por esse processo teria envasado algumas em uma determinada quantidade de frascos com 50% da dose, então nós teríamos aí uma meia dose da vacina, mas mesmo assim e isto teria sido utilizado na fase 3, na medida da eficiência desta vacina. Então com Voluntários que teriam tomado duas doses completas e voluntários que teriam tomado 50% da dose e depois a dose integral e os resultados foram muito distintos entre si. Os resultados de quem tomou uma dose mais uma dose, foi inferior a quem tomou meia dose mais uma dose. O que é absolutamente contraditório e que temos todos muita dificuldade de entender como que se chegou esse resultado. Além do mais, também temos informações de que o número de pessoas que recebeu essa quantidade menor foi muito pequeno em relação ao modelo estatístico necessário para essas avaliações, enfim. Essas questões todas devem ser respondidas pela AstraZeneca, mas o que mais preocupa em todo esse processo é o percentual de queda na eficácia de quem usou duas doses, de quem tomou uma dose ao receber a segunda dose apresentou uma queda significativa da eficácia. Então são todos, são todas as informações que a gente recebe, certamente centro o comitê internacional que está avaliando esses dados, deve estar analisando isso com muita profundidade e aí nós temos que esperar agora a resposta desse centro independente internacional, antes que a vacina possa ser encaminhada para o seu registro na Anvisa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Daniella Gemignani, da TV Globo News, obrigado pelas suas perguntas. A todos os jornalistas, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos, muito obrigado pela presença. Voltaremos a nos encontrar na próxima segunda-feira dia 30, a vocês que estão nos assistindo até esse momento, obrigado por terem permanecido na audiência com informações importantes sobre a covid-19 e as medidas preventivas. Por favor, use máscara. Não saia da sua casa, nem aos finais de semana sem usar a sua máscara. Não vá para o escritório, para o lazer, para a sua pedalada ou para o encontro que você é precise de se dirigir de alguém da sua família sem usar a máscara. Obedeça ao distanciamento social, lave as mãos, respeite as medidas para proteger a sua vida, a vida dos seus familiares e das pessoas que você gosta. Muito obrigado e uma boa tarde a todos.