Coletiva - Governo do Estado anuncia novas regras para o Plano SP 20202707

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Coletiva - Governo do Estado anuncia novas regras para o Plano SP 20202707

Local: Capital - Data: Julho 27/07/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E é livre. Por ignorância tenho que voltar a repetir, interesse político, ideologias, má-fé, ódios partidários e pessoais, as redes sociais infelizmente estão servindo a todo tipo de desinformação há mais de quatro meses, o caminho oposto da imprensa séria, livre e democrática do Brasil. Essas redes sociais patrocinadas por pessoas que não amam o Brasil, e que querem a destruição, ou que querem tomar conta do Brasil. Promovem soluções mágicas, mentirosas, promovem pílulas milagrosas, promoção de aglomerações, incitamento a rupturas, incitamento à agressões, a diligentes, homens, públicos, e mulheres que atuam na defesa da vida, da saúde, o incitamento e agressividade contra profissionais da saúde e da medicina, e o mesmo procedimento a vários jornalistas aqui em São Paulo e outras regiões do país. Além disso, divulgam dados mentirosos e sabotam o trabalho dedicado e sério dos profissionais da saúde e da ciência. Como tentam, aliás, fazer agora nesta nova etapa em relação à vacina contra o Coronavírus. S&atild e;o tantos e tão graves os absurdos publicados nas redes sociais, que as plataformas de internet, as mais responsáveis, se sentiram no dever de retirar publicações, inclusive de altas autoridades do Brasil. A pandemia revelou precisamente quem espalha o vírus do ódio e da mentira. Aos jornalistas responsáveis, aos seus veículos de comunicação, mais uma vez o nosso reconhecimento e a nossa homenagem, viva à imprensa livre do Brasil. Informações de hoje, calibragem técnica do plano São Paulo, hoje anunciamos ajustes de alguns parâmetros já existentes na quarentena, do plano São Paulo, o objetivo é aprimorar o plano para torná-lo mais eficiente e adequado à realidade que vivemos neste momento da pandemia. Estamos iniciando hoje, como todos sabem, o oitavo período de quarentena em São Paulo. Essas mudanças foram pr ofundamente estudadas e discutidas pelos médicos especialistas do centro de contingência do COVID-19, o comitê de saúde de São Paulo, repito, são 20 médicos e especialistas que atuam neste comitê, e todos de alta respeitabilidade. Países ao redor do mundo também estão aprendendo a se readequar constantemente a rever e atualizar os seus planos com a realidade que o Coronavírus impõe, nos diferentes estágios da doença o estado de São Paulo também está dentro deste contexto. O plano São Paulo é eficiente exatamente por ser uma ferramenta dinâmica e não estática de enfrentamento da pandemia, e é por isso que o plano São Paulo é reconhecido, pelos mais renomados e respeitados cientistas, seja de São Paulo, seja de outra região do país, e mesmo por cientistas internacionais. O centro d e contingência, sob a liderança do doutor Paulo Meneses, aqui ao nosso lado, terá a oportunidade de expor, como porta-voz que é, os detalhes dessas mudanças, e os motivos que nos levaram a fazer esta recalibragem, Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, também fará contribuições nesse sentido. Segunda e última informação, queda do número de óbitos na última semana em relação à semana anterior, em São Paulo, e boa notícia, houve nova queda no número de óbitos no estado de São Paulo, desta feita, a queda foi de 4% da semana de 19 a 25 de julho, em relação à semana anterior de 12 a 18 de julho. Repito, uma queda de 4%. No mesmo período, a diminuição de mortes na capital de São Paulo, sob o comando do Br uno Covas, e a orientação do seu secretário da Saúde, Edson Aparecido, a queda foi de 27%. Houve aumento, é fato, de 16% das mortes no interior do estado, quando comparamos as duas semanas, as mesmas que comparamos para chegar aos 27% de queda na capital de São Paulo, e os 4% no estado de São Paulo. Esses números, no entanto, vale ressaltar, demonstram as nossas projeções na diminuição gradual do impacto da doença na capital, no grande São Paulo, no litoral e no interior. E o aumento no interior do estado, até aqui, está dentro do que foi projetado, e, portanto, sob absoluto controle. Oferecendo essas informações, eu queria começar no tema da saúde, com o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, com os números da saúde de hoje. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, prefeito. E, boa tarde, a todos os amigos que aqui estão presentes. A gestão da pandemia no estado de São Paulo mostrou que através exatamente da triagem, da testagem e do tratamento, foi possível reverter uma estratégia e progressão de mortes, que hoje nós temos estimada em cerca de 190 mil vidas que foram preservadas frente às estratégias tomadas. As testagens hoje cada vez maiores, hoje nós temos 28.500 testes diários. Pa ra você ter uma ideia, nós temos no estado de São Paulo 45 a 50 testes para cada 100 mil habitantes, enquanto na Alemanha nós temos 50 a 70, mas isso por estímulo do próprio governador, nós estaremos aumentando para chegar a esses níveis da Europa, para que a gente realmente possa testar, e aí sim poder com segurança, guiar as estratégias nas mudanças desses critérios que vem sendo estabelecidos. Portanto, todos os critérios estabelecidos nesse momento rezam, baseados em dados, e garantindo a segurança das pessoas da nossa população do estado. Por favor, primeiro. Que nós temos visto em São Paulo são 4,807 milhões casos, com óbitos em 21.676 mil. No Brasil nós temos 2,419 milhões, com óbitos em 87 mil. Para termos uma análise da ocupação de Unidade de Terapia Intensiva, do que foi en contrado na semana passada, nós já tivemos uma média de 0,6% de dimensão das UTIs do estado, mantendo estabilizadas na grande São Paulo. Próximo. Hoje nós temos 3.672 casos, desses 487.684 mil. Lembrando que nós estamos falando do final de semana, final de semana este que é natural que haja um represamento do número de dados no final de semana, no sábado e no domingo, portanto, possivelmente nós tenhamos um acréscimo desses números ao longo da semana. Próximo. E uma coisa muito importante, quando nós observamos a média diária de novos óbitos por semana, nessa semana epidemiológica, comparada a semana epidemiológica anterior no estado de São Paulo, houveram, acabou havendo uma queda de 4% no número de casos. Uma coisa que eu quero que vocês notem, que é muito importante, que a partir da vigésima qu arta semana nós começamos a manter uma estabilização, isso que nós vamos chamar de platô, tanto de número de óbitos, quanto de internações. Isso para nós é um dado muito importante para a gente usar essa expressão de platô. Próximo, por favor. Aqui novamente em termos de novas internações, tivemos o mesmo percentual de queda de 4%. De novo, observem a vigésima quarta semana, e ela se estabiliza nesse número de casos, isso nos traz bastante segurança para que essas mudanças dos critérios acabem acontecendo. Próximo. Já no município de São Paulo, na mesma vigésima quarta semana, quando nós estávamos estabilizando em todo o estado, o município de São Paulo passou a diminuir nessa média diária de óbitos, 27% desse número de óbitos es tabilizados. Próximo. E também diminuindo em um percentual de 4% no município de São Paulo, também a partir da vigésima quarta semana, havendo, olha aí, esse decréscimo, essa diminuição, portanto, desse número de novas internações. Próximo. Em compensação nós tivemos aí novos óbitos ocorrendo especialmente no interior, olha lá, quando nós tínhamos um ponto de inflexão na capital, nós passamos a ter uma ascendência desse número de casos exatamente naquele momento. Próximo. Mas aí veio uma notícia boa, porque aí a gente começou a ter uma diminuição do número de internações em relação à média diária, em relação às semanas epidemiológicas. Por que eu estou falando isso? Porque quando eu falo de morte, eu estou falando que eu tenho os pacientes que evoluíram com complicações graves, são exatamente aqueles que estão a partir do sétimo, décimo dia, e por isso vão para a UTI, e eventualmente acabam evoluindo a óbito. Quando nós estamos falando de novas internações, esse é o momento atual, são aqueles que estão sendo admitidos nas Unidades de Saúde hospitalares. Portanto, nitidamente, apesar de nós termos um incremento do número de óbitos, seguramente a atitude que vem sendo tomada tanto das secretarias municipais de saúde, em reforço com os seus próprios prefeitos e a própria população, estão permitindo a gente olhar a possibilidade de diminuição do número de casos também nessas regiões. Então para nós isso é u m grande alento, é uma esperança para essas regiões, especialmente do interior. Próximo. E aqui a projeção do número de casos de COVID-19 no estado de São Paulo, lembrando que essa estimativa é para a segunda quinzena, e estamos em termos de número de casos, abaixo daquilo que era realmente esperado. Próximo. E número de óbitos dentro da linha daquilo que se aguardava que se esperava. Então a variável entre 21 mil a 26 mil, nós estamos com 21.676 mil. Mesmo que nós estejamos progredindo com o mesmo percentual de óbitos que nós temos hoje, nós jamais, infelizmente, atingiremos aquelas expectativas definidas. Portanto, isso faz com que o plano São Paulo mostre a que veio fazer, que veio fazer uma progressão gradual, progressiva e segura, mais do que isso, segura, garantindo vidas, e ao mesmo tempo a possibilidade cada vez mai or de assistência à saúde a todos que realmente precisam.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos agora a Paulo Menezes, coordenador do comitê de saúde. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Primeiro eu gostaria, como coordenador do centro de contingência, também de reconhecer o trabalho de todos vocês da mídia, é essencial para que o nosso trabalho dê resultados, nós tenhamos uma comunicação clara e direta com a população, o que é feito através do trabalho de vocês. Eu queria comentar sobre esses ajustes que vão ser apresentados agora nas regras de classifica ção das regiões de acordo com o seu risco epidemiológico, e de assistência à saúde. Na verdade, nada muda no plano, os coeficientes, os indicadores continuam exatamente os mesmos, indicadores de acesso ao tratamento crítico, em termos de proporção, porcentagem de leitos de UTIs ocupados, taxa de leitos de UTIs por 100 mil habitantes. E os indicadores de progressão da pandemia, e o número de casos, número de internações, e o número de óbitos de uma semana, comparado com a semana anterior. Nada disso mudou, o que muda são alguns ajustes que permitem a classificação nas diferentes fases, principalmente aqui ajustando as fases de flexibilização, as fases amarela e verde. Vocês vão poder ver que o que nós fizemos foi ajustar de forma a dar mais estabilidade, continuar uma progressão lenta e segura de um a fase pra outra, sem colocar em risco a saúde da população e diminuindo o risco de, como já tem sido perguntado tantas vezes, uma volta a um crescimento na velocidade da epidemia. Acho que o trabalho feito ao longo de praticamente dois meses tem sido extremamente bem-sucedido. Nas últimas duas avaliações, foi possível observar uma progressão praticamente em todo o estado, no sentido de ter indicadores progressivamente melhores, e ao mesmo tempo não observar o retrocesso naquilo que já foi o sucesso atingido. Acho que o município de São Paulo é o maior exemplo. Nós continuamos vendo, apesar de quatro semanas já em fase amarela, continuamos vendo o progresso, no sentido de controlar a transmissão do vírus e melhorar todos os indicadores. Então, esse é o que nós buscamos com esses ajustes, que vão ser apresentados em mais det alhes em seguida. Esses são os meus comentários, muito obrigado, Sr. Governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes, coordenador do Comitê de Saúde. Vamos agora com João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde, presentes e demais presentes que acompanham essa coletiva. Acho que o importante, governador, é só, com os dados apresentados pelo secretário Jean, nós confirmarmos aquilo que a gente vem falando há bastante tempo: a previsão do Centro de Contingência, desde o início do Plano São Paulo, que nós tínhamos, sabíamos que, inicialmente, haveria uma tendência de queda na capital e que isso poderia ter como contrapartida um aumento no interior, principalmente devido à questão de velocidade da epidemia, a epidemia não ocorreu simultaneamente em todo o Estado de São Paulo. Ela iniciou pela capital, a capital de São Paulo foi o epicentro da epidemia durante muito tempo, era o local onde o número de casos, quando comparado com o resto do Brasil, era o mais significativo. A epidemia, na capital, já encontra-se numa fase descendente, de controle da epidemia, e, obviamente, como iniciou mais tarde em algumas regiões no interior de São Paulo, vai terminar mais tarde também no interior. Em relação a esses ajustes que estão sendo feitos hoje, eu só quero reafirmar e reforçar o que o Dr. Paulo falou inicialmente, que busca principalmente dar estabilidade na transição das fases. É muito ruim quando o município ou a região altera de uma fase pra outra e, na semana s eguinte, tem que retornar. Isto causa uma série de problemas na gestão, no controle, na administração de todas essas ações, de todos esses serviços que voltam a funcionar, com horários diferenciados, com capacidade de atendimento diferenciada. Então, esse ajuste que está sendo feito hoje dá uma estabilidade maior no faseamento, quer dizer, quando ocorrer uma transição do amarelo pro verde, nós teremos uma segurança um pouco maior de que não vai retornar do verde para o amarelo logo a seguir. Então acho que é isso que esse ajuste pretende. Nesse momento, era isso que eu tinha para apresentar, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo. Agora sim, Marco Vinholi, e na sequência, Patrícia Ellen. São intervenções curtas, que antecedem a intervenção do prefeito Bruno Covas. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Vou chamar aqui a atenção para dois aspectos muito importantes do momento em que vive São Paulo no enfrentamento à pandemia. Primeiro deles, já citado pelo secretário, Dr. Jean, é a primeira vez que o interior do estado tem queda nas internações. Isso é muito significativo, levando em conta que os óbitos observam o que aconteceu há 15, 20 dias atrás, e as internações, o que acontece nesse momento, né? Os números indicados aqui ainda não tinham a Baixada Santista inclusa nesses dados. Portanto, se incluir a Baixada Santista, dá um número maior ainda. E quando a gente vai pra olhar o cenário de cada uma das regiões, nós só tivemos três regiões do estado que tiveram aumento nessas internações ao longo desse período: Araçatuba, com 13%, Bauru, com 18%, e Franca, com 20%. Portanto, uma melhora significativa, primeira vez no interior do estado, com queda nas internações. No paralelo a isso, nós chegamos ao mais baixo índice de letalidade no Estado de São Paulo: 4,5% o índice de letalidade agora, na verdade 4,47%, significando tanto um aumento na testagem como na qualidade de saúde do Estado de São Paulo. Se a gente tinha, no dia 2 de junho, cerca de 20 leitos por 100 mil habitantes, agora nós chegamo s, na sexta-feira, com 30, e hoje já com 33. Índices similares aos das Alemanha, índices muito importantes e impactantes da capacidade hospitalar no Estado de São Paulo, que segue avançando. Nas três regiões, Franca, Piracicaba e Ribeirão Preto, que ainda estão na fase vermelha, já fizemos um alto investimento nessa capacidade hospitalar, dobrando em cada uma dessas regiões e, ao longo dessa próxima semana, nós vamos colocar de pé os 100 leitos aqui anunciados na sexta-feira pelo governador João Doria. É importante registrar que, nas regiões que estão laranjas também, como Vale do Paraíba, Sorocaba e Vale do Ribeira, novos leitos também ao longo dessa semana. Em especial no Vale do Ribeira, amanhã já dois novos leitos no Hospital Regional de Registro, e até o início da semana que vem, mais oito leitos, t otalizando 10 impactantes para aquela região, mantendo todas as pessoas do estado com atendimento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde a todos e a todas. Nós estamos... Eu vou passar rapidamente uma atualização aqui, sobre esse momento que nós estamos iniciando hoje, com uma calibragem técnica do Plano São Paulo, pra aprimoramento da gestão do sistema hospitalar, e também com uma convivência com a pandemia. E a estabilidade é a palavra-chave que a gente traz nesse momento, de propostas de calibragem, que traz exatamente, como o Gabardo trouxe, um mome nto de garantir que a gente passa dessa fase do platô para a próxima etapa, então a estabilidade é realmente muito importante. Queria só relembrar que a 8ª atualização do Plano São Paulo, que foi anunciada na sexta-feira, ela passa a valer a partir de hoje, então nós temos aqui a regionalização. Lembrando que foi a primeira reclassificação onde não tivemos nenhuma piora de regiões, e tivemos três regiões que apresentaram melhoras significativas, para terem um avanço de fases aqui, de retomada de atividades, destacando Campinas, que passou da fase vermelha pra laranja, Araraquara, que passou da fase laranja pra amarela, e Araçatuba, que passou da vermelha pra laranja. Sobre a calibragem técnica que nós estamos realizando hoje, na próxima página a gente descreve os três principais objetivos dessa calibr agem: Termos melhores critérios de estabilidade, através da inclusão de margens de segurança, ou seja, por um ponto decimal a gente não vai avançar uma região para uma fase nova, nem regredir da fase onde encontra, pra exatamente trazer essa estabilidade. Isso vai estar bem descrito nas tabelas que vão ser publicadas, na atualização do decreto do Plano São Paulo. Além disso, nós temos um segundo grande objetivo, que foi muito debatido e trazido nas últimas semanas também pela imprensa, que é a liberação de capacidade hospitalar para atendimento de outras doenças no nosso sistema. Eu queria relembrar que, com o que nós tínhamos de cenário quando nós iniciamos esse trabalho, nós tínhamos cerca de 3.600 leitos disponíveis de UTI Covid, quando nós começamos o trabalho de expansão . Hoje, o número passa de 9.000 leitos, incluindo também o sistema privado, 8.100 somente com gestão direta do estado. Então, nós mais que dobramos a quantidade de leitos disponíveis, o que nos dá hoje essa flexibilidade de poder também contar com segurança com a disponibilidade de leitos para atendimento de outras doenças. Esses leitos continuam disponíveis para Covid e, se for necessário, nosso Rubens Rizek, secretário Edson tem falado muito do leito potencial. Os leitos já estão disponíveis, mas eles não podem ficar parados se tem outras pessoas precisando. O terceiro ponto é a atualização na régua, e principalmente na transição da fase amarela pra fase verde. Outros países e estados estão numa etapa mais avançada da pandemia, que nos permitiu aprender que alguns critérios mínimo s, de números absolutos, internações a cada 100 mil habitantes, óbitos a cada 100 mil habitantes, precisam ser adicionados nessa transição pra fase verde. E também algumas regras adicionais de estabilidade, também precisam ser incluídas. E é o que fizemos. Na próxima página, uma atualização dessa régua, que descreve exatamente esses três pontos que eu mencionei. A margem de segurança que foi adicionada, com relação à capacidade hospitalar, é de 2,5 pontos percentuais, pra cima e pra baixo, e a margem para os indicadores que têm valores absolutos, os índices que nós temos, é de 0.1 pra cima e pra baixo também. Além disso, como eu descrevi, sobre a capacidade hospitalar, na transição aqui da fase vermelha pra laranja, o limite continua o mesmo, da laranja pra amarela aqui a gente está transicionando com 75%, antes era 70%, e da amarela para a verde, essa é a calibragem final, que o Centro de Contingência aprova amanhã, se a gente vai manter como a laranja ou se vai adicionar aqui uma folga adicional de 5%. Eu só queria lembrar que, mesmo com 75%, fazer um exercício com vocês, quando nós anunciamos o Plano São Paulo. O limite era 60%. Com 60%, queria dizer que 40% estava disponível. 40% de 3.600 leitos, que foi quando nós iniciamos, queria dizer que nós precisávamos ter pelo menos 1.440 leitos disponíveis, pra ter segurança na gestão da pandemia no estado. Agora, com os 25%, lembrando que a gente mais que dobrou a quantidade de leitos, nós estamos dizendo que, mesmo com 25%, a gente reduz de 40% pra 25%, mas a gente garante que vai ter pelo menos 2.275 leitos sempre disponíveis e livres, porque mudou o nosso cenário, como o secretário Vinholi colocou, com a ampliação dos leitos por habitantes. E as pessoas precisam ser atendidas. Então, é com esse objetivo que esse trabalho foi realizado e a atualização das réguas, que, além do acompanhamento da redução de internações, colocam bases aqui pra fazer a transição. Então, nenhuma região vai transicionar pra verde se não alcançar, pelo menos, menos do que 40 internações a cada 100 mil habitantes, cinco óbitos a cada 100 mil habitantes. Então, além da redução, é necessário também alcançar esses números absolutos, pra mostrar que, de fato, a gente está entrando numa fase mais segura da pandemia. E o último ponto que foi adicionado, de estabilidade, é que uma região não pode transicionar pro verde sem f icar pelo menos quatro semanas na fase amarela, pra que essa transição garanta a estabilidade, que a gente tenha um controle responsável da pandemia. Essas estão sendo as mudanças adicionadas nesse momento aqui de calibragem técnica do Plano São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Agora sim, vamos à última intervenção, que é do prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Queria apresentar aqui alguns dados referentes à cidade de São Paulo, que inclusive corroboram as apresentações anteriores. Na cidade, nós temos hoje 333 mil pessoas que estão sendo monitoradas por toda a nossa rede municipal de saúde. São 207 mil casos já confirmados, nós já temos 225 mil altas de toda a rede hospitalar municipal e chegamos a 9.278 óbitos na cidade. Estamos hoje com uma taxa de ocupação dos leitos de UTI, administrados pela prefeitura, e m 55%, aqui contabilizado tanto os leitos dos hospitais municipais quanto aqueles que foram contratualizados com a rede privada. Próximo. Aqui mostrando a taxa de ocupação dos leitos de UTI, nós estamos mantendo dentro da faixa de 67%, 66%, durante toda essa última quinzena, desde o dia de julho, estamos hoje com 66,2% de ocupação de todos os leitos de UTI aqui somados não apenas os do município, administrados pela prefeitura, mas aqueles que são administrados pelo Governo do Estado de São Paulo e aqueles também que são privados. Próximo. Aqui a quantidade de leitos UTI Covid por 100 mil habitantes, essa pequena queda de 31,2 para 30 se deve a desativação de leitos privados, né, nem o estado, nem o município desativaram leitos de UTI, mas alguns hospitais, até por notarem essa diminuição de busca por leitos de UTI, vão adap tando, voltando a adaptar os seus hospitais pra poder atender a outras enfermidades. Então, ainda assim, um número bem tranquilo, já que município ou a região fica na fase verde acima de cinco, então, a gente tá com um número bem confortável em relação ao número total de leitos de UTI. Próximo. A evolução da epidemia, também mostrando que a gente está dentro dos critérios da fase amarela, em vários dias chegamos a alcançar os critérios da fase verde, isso sem contar esta nova classificação apresentada pelo Governo do Estado. Então, ainda na classificação anterior, durante vários dias a gente já apresenta, quando se trata de evolução da epidemia, já índices referentes à fase verde, fase quatro. Próximo. Aqui a quantidade de internaç&ot ilde;es, mostrando claramente que nesses últimos dias nós temos uma estabilidade, né, o índice igual um significa a mesma quantidade nos últimos sete dias, quando comparados aos sete dias anteriores, varia muito pouco em relação a um, chegando a 1.2 no dia 16 e a 0.94 no dia 23, então, nós estamos praticamente com a mesma quantidade de internações novas aqui na cidade de São Paulo ao longo desses últimos 15 dias. Próximo. Aqui a quantidade de óbitos, mostrando que a cidade vem reduzindo a quantidade de óbitos, isso já foi apresentado aqui até pelas apresentações anteriores. Próximo. E aqui a quantidade de ocupação de leitos de UTI, mostrando que apesar da gente ter vivido uma diminuição, uma constância na quantidade de novas internações, a gente tá vivendo uma reduç&ati lde;o na ocupação de leitos de UTI. Ou seja, a tranquilidade aqui na cidade de São Paulo, até o momento, é importante lembrar, ninguém na cidade ficou sem tratamento, o mesmo aconteceu no Estado de São Paulo, e a gente tem total tranquilidade de garantir que ninguém ficará sem tratamento no município e, tenho certeza, falo também pelo Governo do Estado. Próximo. Amanhã nós teremos uma coletiva online, na prefeitura, meio dia, pra apresentar os resultados do terceiro inquérito sorológico, a fase dois, nós já apresentamos da fase zero, da fase um, amanhã, meio dia, na coletiva que antecede a coletiva aqui do Palácio dos Bandeirantes, teremos a apresentação dos resultados do inquérito sorológico aqui da cidade de São Paulo. Lembrando que apesar de a gente estar vivendo esses bons índices, a cidade c ontinua em quarentena, e a gente pede, mais uma vez, a compreensão da população pra que quem puder fique em casa, e se tiver que sair, use máscara. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Vamos agora às perguntas dessa centésima coletiva de imprensa, pela ordem, nós teremos o SBT, através da sua emissora VTV de Santos, TV Record, TV Cultura e a Tribuna de Santos também, inicialmente, então, Peterson Gobeth. Gobeth, mais uma vez, bem-vindo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

PETERSON GOBETH, REPÓRTER: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Bom, diante do atual momento de platô, que já foi falado aqui, e hoje a apresentação dessa recalibragem, eu gostaria de saber se o Governo de São Paulo não teme que os municípios encarem esse momento como um momento de relaxamento, de afrouxamento, e acabem por não adotar as medidas rígidas que foram adotadas até o presente momento e, por ventura, coloquem a perder tudo que foi feito até o momento, pelo Plano São Paulo, a gente tem aí, inclusive, especialistas tratando já de uma segunda onda de Covid-19, e se o governo acredita que é um momento crucial da Plano São Paulo, e que tenha que ter um maior diálogo aí com os municípios pra que, justamente, isso não ocorra. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gobeth. O diálogo segue permanente com os municípios, através do conselho municipalista, que tem 16 prefeitos que comandam regiões, aliás, por eleição, de todo o Estado de São Paulo. Mas, pra completar esta resposta, eu vou pedir ao Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, mas acrescento também, Gobeth, todo e qualquer prefeito e prefeita responsável, e eu confio que são responsáveis, não vão promover o relaxamento, quem promove relaxamento fora do Plano São Paulo, coloca em risco a vida dos seus cidadãos. Não imagino que um prefeito, eleito pelo voto popular, em ano de eleição, queira se submeter a este risco de aumentar a contaminação e óbitos, mortes na sua cidade. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quero aproveitar a resposta e cumprimentar a imensa maioria dos prefeitos de São Paulo, que têm sido responsáveis na condução do combate ao coronavírus, e junto com o Governo do Estado, têm feito esse trabalho, que leva aos índices positivos que nós trazemos hoje, mas ainda tem um longo caminho pela frente, a calibragem foi de estabilidade e não de afrouxamento, né, nós seguimos com essas regras, as restrições estão postas, n&oacu te;s apresentamos aqui essa atualização diariamente e, com isso, aumentando as restrições sempre que necessário, portanto, momento ainda de muita cautela, de responsabilidade e de cumprimento das ações do Plano São Paulo, que já demonstram que tem dado muito certo ao longo de todo esse período.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Gobeth, pela pergunta. Obrigado a você também, Marco Vinholi, vamos agora, pela ordem, a TV Record, TV Cultura, A Tribuna, o SBT, a partir da sua base nacional, em São Paulo, e Rádio Capital. Nesse momento, TV Record, com a jornalista Daniela Salerno. Daniela, boa tarde, mais uma vez, sua pergunta por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Gostaria de entender, São Paulo, pelo que a gente viu nas apresentações, já entra, inclusive, na evolução de número de óbitos e evolução da pandemia, já estaria dentro do novo critério na fase verde, gostaria de confirmar isso e, se estando, se os índices se mantiverem, se já dá pra ter expectativa de que na próxima atualização a capital muda de fase, se é esperado por isso. Algum outro município, secretária, também ho uve alguma simulação do quanto que essas mudanças impactariam naquele mapa de cores, se já há aí alguma possível mudança imediata, né, nos próximos dias. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela Salerno. Começamos com Bruno Covas, e depois...

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: De avaliação do município, acho que o próprio estado poderia mencionar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, perfeito. Obrigado, Bruno. Então, Patrícia Ellen e Marco Vinholi. Obrigado, Bruno.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: O município de São Paulo não estaria verde nesse momento, e lembrando exatamente essa calibragem técnica é pra promover estabilidade, e pra gente só fazer transições de fase no momento correto. O município de São Paulo não atenderia aqueles novos indicadores absolutos de internações a cada 100 mil habitantes e óbitos a cada 100 mil habitantes, você viu ali que o número final, que vai ser aprovado amanh&atild e; pelo centro de contingência, está entre 30 e 40 internações a cada 100 mil habitantes, se não me falhe a memória, o número do município é entre 70 e 80 internações a cada 100 mil habitantes hoje, idem óbitos, a gente tá colocando ali o número de cinco óbitos a cada 100 mil habitantes, e a capital também um número maior do que esse. Então, esses fatores absolutos são indicadores que têm sido utilizados mundialmente hoje, e que, na discussão do centro de contingência, que foi uma reunião, inclusive, muito boa tecnicamente, de muitas horas, o centro insistiu muito de ter essa trava e além das quatro semanas, o município atende as quatro semanas, atende a velocidade da redução, mas tem que atingir essa base aqui pra transição também. Quanto às simulaçõ es, nós estamos simulando diariamente, e o princípio dessa calibragem foi exatamente manter a estabilidade. Então, não mudaria praticamente nada se a classificação fosse realizada hoje, também se não me falhe a memória, a única mudança que a gente teria, se o corte do centro de contingência ficar em 75 e não em 70, a região de Sorocaba talvez teria uma atualização de fase, com os dados de hoje, lembrando que as atualizações são feitas às sextas-feiras, mas nenhuma alteração regional, exatamente porque a base aqui foi a estabilidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adicionando aqui a fala da secretária Patrícia, né, nós podemos observar sobre os critérios que foram adicionados, justamente isso, né, dois deles tratam sobre a intensidade da pandemia naquele momento, né, óbitos por 100 mil habitantes e também internações por 100 mil habitantes, então adicionamos um critério que mede essa intensidade e não só a relação com a semana anterior e, além disso, um critéri o que mede a estabilidade da pandemia ao longo daquele período, portanto, nós adicionamos mais critérios, que vão possibilitar da passagem da fase amarela pra fase verde um maior controle dentro disso, com uma recalibragem importante. A Patrícia já citou o avanço das regiões, São Paulo, a capital, segue avançando, assim como a grande São Paulo, a baixada, e nós vamos seguindo esses critérios do Plano São Paulo pra aferir e trazer aqui pra vocês diariamente esses números.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Vinholi. O secretário, Daniela Salerno, Jean Gorinchteyn, quer fazer um pequeno acréscimo às informações que já foram oferecidas em resposta a sua pergunta. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, só pra lembrar que além do critério internação, óbito e taxa de ociosidade na UTI, além disso nós vamos ter que ver e manter uma análise nos 28 dias, isso é muito importante, são três dados e uma estabilidade prolongada, isso sim vai dar essa segurança pra esse faseamento poder progredir ou não, então temos que ter muita atenção, que são dados de segurança, eu gostaria muito de reforçar que n& oacute;s estamos muito anuentes às partes técnica, tanto econômica, quanto da saúde, de uma forma muito rígida nesse contexto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn, vamos agora a Maria Manso, da TV Cultura, na sequência A Tribuna, SBT, Rádio Capital, IG e, finalmente, a TV Globo, Globo News. Com a palavra Maria Manso, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. O Ministério Público Federal pediu providências ao Ministério da Saúde sobre a escassez e o sobrepreço de medicamentos necessários pros pacientes em estado grave, internados com Covid-19, como anestesia, antibióticos, relaxante muscular, eu queria saber se o Estado de São Paulo também tá com falta desses medicamentos e como é que vocês veem essa atitude do Ministério Público Federal, lembrando que se de um lado estão faltando esses medicamentos, a gente tem informa& ccedil;ões de que há um estoque enorme de Cloroquina, por exemplo, que não tem comprovação científica pra uso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Manso. Vamos, eu vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn, se necessário e se o Edson Aparecido quiser responder também sobre o tema da escassez de medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Isso, realmente, vem acontecendo, principalmente de algumas medicações anestésicas, bloqueadores, que nós chamamos, neuromusculares, isso já vinha se passando há várias semanas, o Governo do Estado de São Paulo, especialmente a Secretaria Estadual da Saúde, assim como outras secretarias estaduais da saúde vinham fazendo essa referência, foi aberto agora uma licitação pra aquisição desse produto, São Paulo, nesse momento, e nas próximas semanas, não enfrenta nenhum risco de desabastecimento, porém, caso assim o faça, intervenções serão feitas no sentido de nós adquirirmos essa medicação, garantindo dessa forma a vida dos pacientes, é fundamental que, nesse momento, nós temos que preservar a vida, e não adianta nós termos criado um plano de contingência como esse, aumentando em duas vezes e meia o número de unidades de terapia intensiva, aumentando testagem, São Paulo, hoje, representa 19,8% do total de casos, quer dizer, isso é um case de sucesso no mundo, nós não tivemos, em nenhum país outro, mesmo na Europa, com exceção da Alemanha, nós tivemos Singapura, Coreia, Japão, e alguns estados dos Estados Unidos, Nova Iorque, Massachusetts, que seguiram um plano como esse, de contingência como esse, então n&atil de;o seria justo nós perdermos uma vida por falta de medicamento. Então, esse final de semana eu já tive reunido com alguns assessores pra que a gente, já de uma forma profilática, preemptiva, estejamos agindo, nós não podemos ter e aceitar para que em nenhum momento uma medicação falte para darmos assistência à nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean. E complementando, Maria Manso, o Edson Aparecido, secretário de Saúde do município de São Paulo, dentro da mesma questão. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos um anestésico para utilizar durante a intubação dos pacientes, que esse está com um problema de fornecimento para o Ministério da Saúde, mas nós aqui substituímos esse medicamento por outros três que nós temos aqui na rede nossa. Então, nós nossos hospitais nós não temos um desabastecimento de anestésicos, sobretudo para o período de intubação dos pacientes. O ministério nos informou na semana p assada que ia regularizar a distribuição desse anestésico que está faltando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Edson Aparecido, Jean Gorenstein, muito obrigado Maria Manso. Vamos agora a uma pergunta online do jornal A Tribuna de Santos com a jornalista Tatiane [ininteligível]. Tatiane, mais uma vez bem-vinda a nossa coletiva, você está online, sua pergunta, por favor.

TATIANE, JORNALISTA DO JORNAL A TRIBUNA DE SANTOS: Boa tarde, boa tarde a todos. Diante de como a pandemia vem se apresentando e o que a gente vem aprendendo, o governo, ele vai manter o calendário previsto para a educação ou existe a possibilidade de alguma mudança ao até mesmo da permanência do ensino exclusivamente remoto até o final do ano?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tatiane, obrigado pela pergunta, ela é bastante esclarecedora, sobretudo na sua resposta, vou pedir ao Dr. Paulo Menezes para fazer a resposta e, se necessário, com comentário de algum outro colega que está aqui na bancada. Por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Muito obrigado governador. Tatiane, em relação a retorno das aulas presenciais o centro de contingência aprovou uma avaliação com regras que requerem a estabilidade da pandemia no estado de São Paulo. Essas regras requerem que o estado todo esteja pelo menos classificado com amarelo por pelo menos duas semanas o estado todo e 80% da população deve estar no amarelo por pelo menos 28 dias. Então, vai depender da evolução da avaliação dos indicadores nas pr&oa cute;ximas duas semanas. Essa avaliação, ela vai ser essencial, agora, o centro de contingência não tem um compromisso com a data de início e sim com as condições de segurança que permitam com que as crianças e os jovens e os professores, funcionários, voltem a ter aulas presenciais, inicialmente, inclusive, quando isso for possível, de uma forma bastante limitada, com um distanciamento importante para que não haja risco à saúde nem dos alunos, nem de professores, nem de funcionários, nem das famílias e da população aqui no estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Paulo Menezes. Tatiane, mais uma vez muito obrigado, vamos tirar você aqui de cena, mas acompanhe ainda a nossa coletiva. Vamos agora ao Fábio Diamante do SBT, logo após a Carla Mota da Rádio Capital. Fábio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, JORNALISTA DO SBT: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas, a primeira para o centro de contingência, eu senti um pouco de falta da gente ver a média móvel do número de casos. Os pesquisadores estão acompanhando esses números e eles apontam que a média móvel do número de casos, ela tem aumentado. Esse fim de semana, inclusive, em relação aos últimos 14 dias, o aumento foi de 33%. Eles também dizem que a testagem pura e simples não pode ser usada como a única explica ção e entendem que São Paulo pode estar se deparando com uma nova alta do número de casos. Eu queria saber como é que os senhores veem esse dado. Uma segunda pergunta, governador, o senhor deu uma declaração de que janeiro as pessoas já estarão sendo vacinadas, tudo dando certo com os testes. Com base no que essa mudança? Os senhores falaram em maio, junho, num primeiro momento para um início de vacinação, uma data segura. O que é que aconteceu agora para mudar para já? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos com a primeira pergunta, Dr. Paulo Menezes e João Gabbardo respondendo, na sequência, sobre a vacina.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Obrigado Fábio. A avaliação do centro de contingência é de que, claramente, a principal explicação para o aumento no número de casos está relacionada à testagem. E eu vou colocar alguns argumentos para sustentar essa interpretação. O primeiro deles, vocês têm acompanhado de que o número de pacientes internados a cada dia tem sido muito constante, a gente tem tido entre 13 e 14 mil pacientes internados em enfermaria e UTI todos os dias. O segundo é em relação ao número de óbitos que também, felizmente, nós conseguimos uma estabilidade. Por que é que isso é importante? Porque isso é como se a gente olhasse o iceberg ou a pirâmide e eles representam proporções, lá na ponta, de todas as pessoas que estão infectadas e que desenvolvem sintomas. E quando a gente olha a progressão do volume de testes efetuados no estado de São Paulo também no último mês, por exemplo, nós temos um aumento expressivo. Só na rede laboratorial nós mais do que dobramos o processamento diário de amostras para exame PCR, indicando que esse aumento é em função de poder testar muito mais gente com quadros leves do que pessoas com quadros mais graves, que precisam ser internadas ou que precisam até ir a UTI. Então, nesse sentido, nós temos basta nte segurança de que é isso que nós estamos observando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabbardo? Ok. Em relação a vacina eu vou dividir a resposta com o secretário da Saúde Jean Gorinchteyn, mas Fábio Diamante, quando nós falamos isso era ainda o final do mês de maio. Depois disso, as informações foram sucedendo positivamente, aumentando, portanto, a convicção de que já ao final deste ano, não havendo nenhuma intercorrência nos testes da terceira fase de testes da Coronavac, a vacina contra o Coronavírus que já começou a ser testada desde a semana passada. Nessa circunstância, como disse já aqui por duas vezes, Dr. Dimas Covas, nós já poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente, na sequência, iniciar a vacinação com o SUS, com o Ministério da Saúde, de milhões de brasileiros. Não apenas em São Paulo, mas também nos demais estados do país. São informações positivas advindas da velocidade e dos trâmites que a vacina vem tendo aqui na sua testagem no Brasil. Mas quem complementa a informação é o infectologista Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Fábio, é muito importante a tua pergunta porque a fase 3 é uma fase em que ela já passou a segurança anterior da fase 2 que é a avaliação de efeitos adversos, risco à saúde. Portanto, a fase 3 é avaliar aquilo que a vacina veio se mostrar que é a produção de anticorpos, produção de anticorpos e anticorpos sustentados em nível alto. Traduzindo, eu quero saber se ela produz os anticorpos de proteção e eles ficam mantidos por um período prolongado dando sim, segurança. Como nós estamos no meio de uma pandemia, nada mais justo que as autoridades sanitárias promovessem, inclusive órgãos de regulação, promovessem emergencialmente a liberação. Se eu tenho segurança, eu estou produzindo anticorpos nestes três meses, vamos, sim, nos utilizar. É claro que todo o sequenciamento, todo o estudo vai continuar, até para a gente saber: eu vou precisar dar nova dose, a terceira ou a quarta dose como doses de reforço depois de um ano? Depois de dois anos? Por exemplo, a da gripe, a cada ano nós somos obrigados a revacinar, mas seguramente, de uma forma compassiva, emergencial, assim como aconteceu com órgãos regulatórios para outras medicações no mundo, é natural que isso aconteça.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean Gorinchteyn. E por último, Fábio, eu quero registrar aqui um cumprimento à Anvisa. A Anvisa, de forma muito célere, muito rápida, atendeu a nossa solicitação e liberou e autorizou a terceira fase de testes num prazo recorde, aliás, foi mencionado pelo Dr. Jean Gorinchteyn, demonstrando uma posição técnica, republicana e absolutamente focada também em salvar vidas. Vamos agora para a Rádio Capital com a jornalista Carla Mota, na sequência E duardo Esteves do IG. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, JORNALISTA DA RÁDIO CAPITAL: Boa tarde, boa tarde a todos. A gente falou agora pouco da questão dos testes e eu estou recebendo aqui muitas perguntas de ouvintes, como que está o programa de testagem nas comunidades e se já dá para dizer qual será a próxima região que será testada? Uma segunda pergunta, eu gostaria de saber também o que é que dá para falar sobre os impactos econômicos com as mudanças que já foram colocadas em prática aqui no estado até agora? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, a sua pergunta, perdão, eu entendi bem, a segunda, se você não se incomodar em repetir, eu não consegui compreender exatamente.

CARLA MOTA, JORNALISTA DA RÁDIO CAPITAL: Os impactos econômicos com as medidas que foram colocadas em prática até agora.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, perfeito. Então, sobre testagem responde, obrigado Carla, o Dr. Paulo Menezes e sobre impactos econômicos a secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Obrigado governador. Bom, Carla, em relação às comunidades, é um trabalho progressivo, o secretário talvez até queira complementar a minha resposta no sentido de que já foram feitas algumas intervenções em comunidades importantes como o Jardim Pantanal e a comunidade indígena no norte de São Paulo e agora já temos o planejamento de próximas fases, talvez o secretário Jean queira complementar o meu comentário aqui.< /span>

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Bem, isso... obrigado pela pergunta Carla, é fundamental, nós temos que ampliar a testagem, seguindo exatamente a normativa do governo do estado de São Paulo em chegar a patamares, como disse, de países como a própria Alemanha. Mas é fundamental que a gente comece principalmente em algumas áreas que são as áreas muito mais vulneráveis, pelas próprias condições sociais as pessoas se aglomeram mais e, com isso, a circulação do vírus tende a ser maior. Então, as favelas, as comunidades do município de São Paulo terão projetos pilotos, mas, mais do que isso, nós levaremos sim, para áreas, nesse primeiro momento, nós estamos discutindo inclusive com o próprio coordenador, o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vignoli, no sentido de nós podermos levar para áreas, especialmente essas áreas que estão vermelhas, para que nós possamos testar nessas comunidades. E levar não só testes, mas as máscaras, levar álcool gel. Hoje pela manhã nós tivemos, junto com o Fundo Social, um ganho muito grande de máscaras, de álcool e nós queremos levar isso para a população, principalmente aquelas que hoje enfrentam com menor flexibilização, ou seja, são obrigados a se restringir menos porque estão dentro de um proces so de quarentena muito mais intenso fadadas da sua própria liberdade. Então, seguramente as prioridades vão ser tanto para as nossas comunidades aqui do município que é fundamental que nós saibamos, e na semana que vem, sob autorização do governador João Doria, nós estaremos indo para essas regiões e levando ao programa tanto de testagem quanto uma política de higiene e prevenção dessas pessoas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean. E testagem, Carla, eu também vou pedir ao Edson Aparecido para complementar. Nós temos feito com grande vigor nessas comunidades aqui no estado de São Paulo, na região metropolitana, apoiando também aquilo que a prefeitura de São Paulo tem feito aqui acertadamente e igualmente com comunidades indígenas e quilombolas também. Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom, nós já realizamos na cidade 310.340 testes PCR e 342.265 testes sorológicos, um total de 652 mil testes. O inquérito sorológico, na sua primeira rodada, apontou 14 regiões na cidade de São Paulo onde nós temos maior incidência de caso, Brasilândia, Jaçanã, Tremembé, Santa Cecília e República, Cid Ademar, Campo Limpo, Parque São Lucas e Vila Formosa, Sapopemba, Itaim, Itaquera e Lajeado. Nesses distritos, o que é que n&oac ute;s passamos a fazer a que a 15 dias? As pessoas com sintomas leves e moderados, mas também testadas por PCR nas nossas Unidades Básicas de Saúde, nós vamos na casa da pessoa e testamos cinco pessoas contactantes, cinco familiares contactantes dessa pessoa que testou ou apresentou sintomas leves e moderados. Com isso a gente deve aumentar a carga de testagem na cidade em 242 mil novos testes. E também fazer um processo de isolamento muito mais rigoroso, fazendo a testagem desses familiares contactantes de pessoas que apresentaram ou sintomas ou testaram positivamente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Edson. Vamos então agora, sob impactos econômicos, com a Patrícia Ellen. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. Bom, eu queria lembrar que nessas últimas semanas, a gente tem monitorado, como prioridade, a geração de empregos, oportunidades de geração de renda através do empreendedorismo e também retomada do faturamento econômico das empresas. O secretário Henrique Meirelles inclusive apresentou na semana passada, no Comitê Empresarial Econômico, através de um programa que o governador João Doria pediu, que &ea cute; a Retomada 21/22, onde nós estamos fazendo um planejamento da retomada econômica. Ele apresentou os resultados das últimas semanas. E de fato houve uma melhora já percebida no faturamento das empresas, em diversos setores, nas últimas quatro semanas. Nas últimas quatro semanas, em especial, o faturamento foi de R$ 162,4 bilhões, e corresponde a 95,1% da média antes da pandemia. Inclusive teve algumas semanas que retomaram a um patamar muito parecido das mesmas semanas no ano passado. Tendo dito isso, lembrando que essa retomada é lenta, nós ainda temos um grande desafio pela frente, manter essa retomada, continuar crescendo, estabilizar, que nós temos, ao mesmo tempo... E nós percebemos isso no monitoramento da arrecadação também, um déficit bastante expressivo para cobrir. Mas nós vemos, sim, sinais de melhora, esse faturamento foi um exemplo. Em espec ial, na indústria e no atacado, comércio, e em especial o comércio de automóveis ainda está tendo uma recuperação um pouco mais lenta. Nós vemos também uma melhoria muito importante no microempreendedorismo, lembrando que o governador João Doria aqui anunciou, de uma forma bastante rápida, o auxílio através de crédito e microcrédito, pela Desenvolve SP e o Banco do Povo, mais de R$ 650 milhões foram colocados à disposição. Também, em parceria com o Sebrae, nós temos uma linha disponível hoje, com recursos disponíveis pra microempreendedores, de R$ 50 milhões. Só em microcrédito, já foram concedidos, durante esse período da pandemia, mais de R$ 170 milhões, pelo Banco do Povo, e também na linha do Sebrae. E outra notícia que mostra o início dessa retomada é o número de abertura de empresas que nós monitoramos na Junta Comercial. O mês de junho em especial foi uma surpresa positiva, que nós vínhamos ali do mês de maio, onde nós tivemos 10.882 empresas abertas, o comparativo no ano passado foi que a gente tinha aberto o dobro de empresas nesse mesmo período, era 20.896, e, em junho, a gente teve uma recuperação expressiva, foram 15.918 empresas abertas, em comparativo com o ano passado, de 17.804. Então, mostra que os nossos empreendedores resilientes estão buscando novas oportunidades, e o nosso trabalho aqui é desburocratizar cada vez mais, facilitar o acesso a crédito e também a qualificação profissional. Pra finalizar, nós temos hoje abertas mais de 100 mil vagas de cursos de qualificação profissional, com pessoas cursando esses cursos à distância hoje, e um deles, que foi lançado aqui pelo governador também, é o SPTec, porque em tecnologia é uma área que ainda temos disponibilidade de empregos mesmo durante a crise, com vagas abertas, e as inscrições foram inclusive prorrogadas. São 52 mil vagas só em tecnologia pra qualificação e depois apoio na empregabilidade. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, patrícia Ellen, obrigado, Carla Mota. Agora vamos à penúltima pergunta de hoje, é do IG, com a jornalista Eduarda Esteves. Eduarda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos, boa tarde, governador. Uma pergunta pra Patrícia. Essa recalibragem configura um novo normal até o surgimento da vacina? Já é possível definir que essas regras devem seguir até ser possível imunizar toda a população do estado? E uma pergunta para o governador: No fim de semana, um policial militar atirou pelas costas e matou um homem, em mais um episódio de violência policial no estado. Gostaria de saber se você já tem um balanço do programa Retreinar, que teve início em julho. Obrigad a.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Vamos então à primeira pergunta, da calibragem, com Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Nós vamos continuar até quando for necessário. Os critérios são da saúde e o Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia, então esperamos chegar o dia que vamos todos celebrar, dizer: Não precisamos mais acompanhar o plano diariamente. Acho que a gente está na torcida pra isso acontecer o mais rápido possível, mas estamos preparados para estarmos aqui com vocês o tempo que for necess&aacu te;rio. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Sobre violência policial, Eduarda, sem prejuízo, se você desejar depois ouvir e entrevistar General João Campos, que aqui está, que é o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, mas tenho a dizer que este policial militar foi preso. Ele foi indiciado pela Polícia Civil e preso. As informações, o vídeo são suficientes para colocá-lo numa condição de acusado criminalmente de assassinato. Portanto, mais uma vez, nós não corroboramos com nenhum tipo de violência, não havia nenhuma necessidade daquele policial agir daquela maneira, independentemente daquele rapaz ter furtado uma motocicleta, mas nada justifica um tiro pelas costas. Sobre o retreinamento, o programa Retreinar, praticamente 70 mil policiais já foram retreinados, de toda a força da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Até o final desta semana, 100% dos 85 mil policiais militares estarão retreinados em São Paulo. E mais uma vez o General Campos está à disposição, não só de você como dos demais jornalistas, se precisarem, ao término da coletiva. Eduarda, muito obrigado. Vamos agora... Aliás, não vamos, porque ele está falando agora diretamente ao vivo... Você consegue, Will? Então, tiramos o Will do ar, quase... Ele conseguiu completar a mat&eacute ;ria. Willian Cury, da TV Globo, GloboNews. Desculpa, Will, espero não ter atrapalhado ali a sua intervenção. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Desculpa se for uma pergunta repetitiva, eu fiquei bastante tempo ali. Eu queria falar sobre essas mudanças na quarentena aqui de São Paulo, que vão mudar principalmente para o avanço da fase verde, que estabelecia uma taxa de ocupação de leitos de UTI abaixo de 60% para poder avançar. Agora, fica entre 75% e 70%. E a alegação do Comitê de Saúde, a justificativa é que ficavam muitos leitos ociosos, e as pessoas continuam tendo outras doenças, é claro. Queria saber se já houve algum ti po de... Já atrapalhou o atendimento de pacientes que precisaram, que não tinham Covid e precisavam de atendimento de UTI, por causa dessa atual regra, e se... E se, com a mudança, a previsão é de que quantos leitos abram para essas pessoas? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Não houve essa pergunta nesse sentido, portanto ela é válida. Começamos com a Patrícia Ellen, na resposta sobre a recalibragem do plano, e, na sequência, o Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, responderá também. Edson Aparecido também deseja, então teremos três respostas à sua pergunta. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Acho que um ponto que vale reforçar, Will, é que a conta foi feita exatamente olhando os leitos que a gente tinha disponíveis. E como a gente aumentou muito a disponibilidade de leitos no estado, hoje a gente consegue ter essa flexibilidade de subir um pouco a ocupação de leitos e ainda assim manter uma disponibilidade muito expressiva de leitos. Eu dei o exemplo que, aumentando a taxa de ocupação, a gente continua tendo mais leitos disponíveis do que a gente tin ha quando iniciou o Plano São Paulo. Especificamente, a gente tinha 1.440 leitos disponíveis, no mínimo, com 40% aí de leitos livres, e com 25% de leitos livres, hoje a gente tem mais de 2.000 leitos disponíveis, 2.000 só do estado, 2.300 se a gente for considerar o sistema privado também, que é a metodologia do Plano São Paulo. Então é uma situação confortável, pelo ângulo da pandemia, e responsável para atender as pessoas que estão precisando ser atendidas por outros motivos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean... Estava pedindo para acender as luzes. Alguém, sem querer, apagou as luzes aqui. Vou pedir para reacender as luzes aqui, por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Willian, é importante a gente lembrar o seguinte: Essa progressão também vai ser faseada, essa avaliação do percentual de números. Porque quando a gente fala de percentual, a impressão que dá é que nós estamos abrindo a guarda, e não é. Nós temos um maior número de leitos do que aquilo que nós encontramos no início realmente da pandemia, no nosso meio. E haverá um remanejamento, o que quer dizer o seguinte: nós ainda teremos esses leitos. Se eventualmente nós tivermos uma demanda maior, seguramente nós estaremos fazendo um ponto de inflexão, seja pontual e diário, seja semanal, nas médias móveis que vão acontecer. Isso vai ser fundamental. Nenhum cidadão deixará de receber assistência em unidade de terapia intensiva, isso é extremamente importante. Nós temos que voltar, da mesma forma que nós estamos flexibilizando todas as atividades, à medida do possível, nós temos que lembrar que cirurgias eletivas não estão sendo feitas. Então, por exemplo, pessoas que tinham que tirar vesícula, por causa de um cálculo na vesícula, estão esperando aí quase um ano a pandemia acabar. E não é justo. Pessoas que estão necessitando cirurgias ortopédicas, estão acamadas e muitas das quais tendo as complica&c cedil;ões por isso. Então nós também temos que olhar essas pessoas, mas nunca esquecendo desses dados que são fomentados diariamente e junto com as análises do Centro de Contingência do Covid-19.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom, nós mantivemos, com o início da pandemia, nós mantivemos os 507 leitos de UTI que a cidade tinha, e abrimos 1.340 novos leitos. As linhas de cuidado, recém-nascido, gestantes, doenças crônicas, como doenças renais, cardiopatias e também tratamento oncológico, nós continuamos o processo de tratamento. É que agora qual é a necessidade? A necessidade é que nós voltemos a remarcar as cirurgias eletivas, então nós, no caso da cidade de São Paulo, nós precisamos realmente ter um número de leitos um pouco maior para fazer esse processo de retomada aqui na cidade. Nós já estamos remarcando isso. Mesmo exames, que precisam de um leito, como é o caso da colonoscopia, que nós fizemos todo um processo de tratamento com pessoas acima de 65 anos, acima de 60 anos. Então pra nós, essa reversão gradual, ela vai ser bastante importante nesse momento que nós estamos retomando as cirurgias aqui na cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido, Jean Gorinchteyn, muito obrigado, Willian Cury, da TV Globo, GloboNews. Quero agradecer a todos mais uma vez, por terem participado dessa 100ª coletiva de imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes. Amanhã, teremos uma nova coletiva, desta feita coletiva da área da saúde. Espero revê-los amanhã aqui e ter todos vocês, com muita saúde e em paz. E a todos que estão em casa, por favor, lembrem: ao saírem de suas casas, usem as suas máscaras, façam dista nciamento social de 1,5 m para com outras pessoas e lavem as mãos constantemente, ou pelo menos utilizem com frequência álcool-gel. Fiquem em paz também na proteção de Deus. Um bom dia a todos e boa semana.