Coletiva - Governo do Estado anuncia reclassificação de regiões no Plano SP 20212901

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Coletiva - Governo do Estado anuncia reclassificação de regiões no Plano SP 20212901

Local: Capital - Data: Janeiro 29/01/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado, a todos pela presença, obrigado aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, que estão aqui presencialmente no Palácio dos Bandeirantes, e os que estão também virtualmente acompanhando essa coletiva, e dela participarão. Obrigado também aos que estão nos acompanhando ao vivo por várias emissoras de televisão, a começar pela TV Cultura, aqui direto do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Para a sua informação, essa é a centésima sexagésima nona coletiva de imprensa sobre a COVID-19, coletiva de número 169. No dia de hoje nós teremos a participação nessa coletiva de Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan; Regiane de Paula, coordenadora de controle de doenças da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, é a responsável por todo o sistema de imunização do estado de São Paulo; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde; Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência do COVID-19, e João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. Hoje temos muitas informações, e creio, informações positivas sobre o combate à COVID-19. Primeiro, vacina, o governo do estado de São Paulo entrega mais 1,800 milhão de doses através do Instituto Butantan para o Ministério da Saúde, para vacinação dos brasileiros em todo o país. O Butantan liberou para o ministério 1,800 milhão de doses, para distribuição de acordo com o Programa Nacional de Imunizações. Desse total, 410 mil doses ficarão em São Paulo, para dar continuidade na proporcionalidade, ao que cabe ao estado de São Paulo, para o seu programa de imunização, que aliás, já ultrapassou a marca de 328 mil pessoas vacinadas até às 12h de hoje, sexta-feira. Com esse novo lote, São Paulo vai conseguir imunizar especificamente o público alvo da sua primeira fase de vacinação, trabalhadores de saúde, os profissionais e aqueles que atuam em hospitais públicos no estado de São Paulo, indígenas, quilombolas e idosos residentes em asilos. Quero ressaltar que o estado de São Paulo, através do Instituto Butantã, já forneceu 8,700 milhões de doses da vacina do Butantan, contra a COVID-19, para o Ministério da Saúde. 80%, repito, 80% de todas as vacinas disponíveis no país até o presente momento, foram fornecidas por São Paulo, pelo Instituto Butantan. Oito, de cada dez brasileiros estão sendo vacinados com a vacina do Butantan desenvolvida em cooperação com o Laboratório Sinovac. Segunda informação, o estado de São Paulo começa a vacinar idosos acima de 85 anos a partir do dia 8 de fevereiro, em todo o estado de São Paulo. Com o novo lote de vacinas, nós iniciaremos a partir do dia 8 de fevereiro, o programa de vacinação de 206 mil idosos acima de 90 anos de idade. E a partir do dia 15 de fevereiro, idosos na faixa etária entre 85 e 89 anos, em um total de 515 mil pessoas, totalizando os que tem acima de 85, mais de 0,5 milhão de pessoas serão vacinadas em São Paulo, a partir do dia 8 de fevereiro. É uma prova de respeito, as pessoas vulneráveis, com essa faixa etária acima de 85 anos. E queremos tranquilizar também as demais pessoas, com idade mais avançada, que gradualmente vacinaremos também as pessoas entre 80 e 85, entre 75 e 80, entre 70 e 75, assim como pessoas acima de 60 anos. Todos estão na escala de prioridade do Plano Estadual de Imunização no estado de São Paulo, do PEI. E gradualmente vamos anunciando, e de forma planejada de organizada, viabilizando essa vacinação. Sobre isso falará, daqui a pouco, a doutora Regiane de Paula, a coordenadora geral do programa de vacinação em São Paulo. Mas quero ressaltar que dados da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo indicam que um em cada três idosos com mais de 85 anos, que tiveram COVID-19, infelizmente faleceram. Por isso a prioridade absoluta para essa faixa etária nessa exposição do programa de vacinação em São Paulo. Por óbvio, a nossa meta é acelerar o máximo possível o programa de imunização, o programa de vacinação em São Paulo, incluindo todos os grupos nesse calendário de vacinação em São Paulo. Mas para vacinarmos mais rapidamente, não apenas São Paulo, mas todo o Brasil, precisa de mais vacinas. E eu volto a cobrar, solicitar que o Ministério da Saúde do Brasil cumpra a sua parte e viabilize mais vacinas, para vacinar mais brasileiros e mais rapidamente processarmos a imunização em todo o Brasil. O Ministério da Saúde tem que cumprir a sua parte, não é só São Paulo que tem que trabalhar pela vacina, o Governo Federal tem a obrigação de fazê-lo, e trazer as vacinas que se prontificou a trazer, e até agora não trouxe. Como já disse, 80% de todas as vacinas disponíveis no país nesse momento, foram fornecidas pelo Instituto Butantã, e esse índice vai crescer a partir da semana que vem, com os novos lotes de vacina que serão disponibilizados pelo Instituto Butantã, a partir do IFA, dos insumos que chegarão da China até terça-feira da próxima semana. Terceira informação, feriado do Carnaval, o governo do estado de São Paulo, assim como a prefeitura da capital, cancelam o ponto facultativo do feriado do Carnaval, portanto, não teremos feriado de Carnaval em todo o estado de São Paulo, não haverá o feriado de Carnaval este ano. E por quê? Porque essa é a recomendação do centro de contingência de COVID-19, de 20 médicos, cientistas, e especialistas, para com isso manter sobre controle a expansão da pandemia. O governo do estado de São Paulo não concederá, por óbvio, como decorrência disso, ponto facultativo nos dias de Carnaval. Dessa maneira, repito, o feriado está suspenso nas repartições e em todos os serviços públicos no estado de São Paulo, que terão expediente regular nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. O objetivo, evitar aglomerações, festas de Carnaval, encontros, aglomerações, e com isso, proteger vidas. Estamos em uma segunda onda da COVID-19, não é razoável que festividades, encontros venham a ocorrer diante de uma situação tão trágica e tão difícil dessa segunda onda da COVID-19. Nós, evidentemente, não estamos impedindo, nem poderíamos, proibir as pessoas de viajarem, mas não teremos feriado de Carnaval em todo o estado de São Paulo. Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, dará mais detalhes a respeito. Quarta informação, hoje vamos anunciar a vigésima reclassificação do plano São Paulo. E aqui temos uma boa notícia, houve um decréscimo dos indicadores de casos, internações e óbitos nas duas últimas semanas no estado de São Paulo. Repito, houve um decréscimo dos indicadores de internações e óbitos nas duas últimas semanas no estado de São Paulo, uma boa notícia, e que se deve muito ao esforço e às medidas do governo do estado de São Paulo, no plano São Paulo, e por óbvio, a cooperação da população do estado de São Paulo. Daqueles que compreendem e amam a vida, compreendem a importância da proteção das suas vidas, e das vidas dos seus filhos, dos seus parentes, das suas pessoas mais queridas, e dos seus amigos. Mas quero ressaltar que a pandemia ainda está em um patamar muito elevado, seja em São Paulo, seja no Brasil. Portanto, é preciso manter cuidado, zelo e atenção, principalmente no uso de máscaras ao saírem de suas casas, ao saírem dos seus ambientes de trabalho, não participarem de aglomerações de forma alguma, e utilizarem álcool em gel e a lavagem de suas mãos com a maior frequência possível. Nessa nova reclassificação do plano São Paulo, vocês vão perceber que 82% da população do estado está concentrada em regiões da fase laranja, e apenas 18% na fase vermelha. O centro de contingência do COVID-19, aqui representado por seus dois governadores, João Gabbardo e Paulo Meneses, tratarão e apresentarão detalhes, juntamente com a Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Quinto tema, novas vacinas do Butantan, e quero chamar atenção para essa informação, aos meus colegas jornalistas, o governo do estado de São Paulo vai esperar até o dia 5 de fevereiro, a confirmação do Ministério da Saúde, para a compra do lote adicional de 54 milhões de doses da vacina do Butantan. Caso o Ministério da Saúde não confirme até essa data, que vai adquirir mais 54 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 do Instituto Butantan, o governo do estado de São Paulo autorizar desde já, o Instituto Butantan, o fornecer diretamente doses da vacina para os estados que queiram, assim como para os municípios de todo o Brasil. Quero mostrar aqui a vocês na tela aqui à nossa direita, postagens feitas por governadores de todo o Brasil ontem e hoje pela manhã, e finalizando com um vídeo, dos muitos que recebi, mas selecionei o vídeo do prefeito de Curitiba, Rafael Greca, solicitando a vacinação dessas vacinas. Vamos começar pela ordem, se puder voltar um minutinho, Elder Barbalho, governador do estado do Pará; Eduardo Leite, governador do estado do Rio Grande do Sul; Renan Filho, governador do estado de Alagoas; João Azevedo, governador do estado da Paraíba; Gladson Cameli, governador do estado do Acre; Waldez Góes, governador do estado do Amapá; Wellington Dias, governador do estado do Piauí; Renato Casagrande, governador do estado do Espírito Santo; Camilo Santana, governador do estado do Ceará. E agora, foram muitas as manifestações de prefeitos de capitais e de muitas cidades do país, mas eu pedi que fosse exibido hoje aqui o vídeo de um deles, o prefeito da cidade de Curitiba, Rafael Greca.

RAFAEL GRECA, PREFEITO DA CIDADE DE CURITIBA: Não é segredo para ninguém a minha disposição de imunizar toda a Curitiba o mais rápido possível, não só para salvar vidas e aliviar o sistema de saúde, mas também para libertar a minha amada cidade do peso, das algemas, que essa pandemia e esse vírus nefasto colocam sobre à nossa economia e o nosso desenvolvimento cultural, e até como pessoas humanas. Se o Governo Federal não exercer a opção de compra das futuras 54 milhões de novas doses de Coronavac, a cidade de Curitiba quer se habilitar a comprar uma parte desse repasse, dentro dos recursos que nós temos no nosso fundo de emergência contra catástrofes. Se nós pudermos vamos fazê-lo. E vamos fazê-lo dentro do Programa Nacional de Imunizações, sem furar a fila para nenhuma categoria especial, obedecendo as regras nacionais e internacionais, e também como uma manifestação de fraterna solidariedade às outras cidades brasileiras, que poderão receber as vacinas do Governo Federal ou de outras procedências. Nós acreditamos na vacina do Brasil, na vacina do Butantan, e queira Deus que possamos aplicá-la na maioria dos curitibanos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, prefeito Rafael Greca, prefeito de Curitiba, capital do Estado do Paraná. Vamos agora às intervenções, pela mesma ordem dos temas que foram aqui apresentados por mim, começando com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. O dia de hoje tem algumas surpresas. Essa primeira que o senhor já mencionou, a liberação de 1,8 milhão de doses, 410 mil doses para o Estado de São Paulo. Semana que vem, teremos ainda uma liberação, na terça-feira, de um pouco mais de 900 mil doses, e na terça-feira chegarão 5.400 litros de insumo no Aeroporto de Viracopos. Intensa movimentação no dia de ontem, em relação à contratação adicional das 54 milhões de doses, como o senhor mencionou, como todo esse apoio que recebemos, com a manifestações também em relação ao próprio Supremo Tribunal Federal, solicitando um posicionamento, e hoje, na realidade, alguns minutos atrás, quando eu já estava aqui no púlpito, recebi uma comunicação da pessoa responsável pelo Departamento de Logística do Ministério da Saúde, avisando que o contrato será assinado na terça-feira da próxima semana. Então, uma boa notícia, uma notícia que todos nós estamos aguardando, e esperamos que isso se concretize na próxima terça-feira. De qualquer maneira, uma notícia muito interessante, muito positiva nesse momento. Com relação aos fornecimentos de vacinas para os países aqui, eu acho que isso também trouxe uma certa confusão, em decorrência até da minha fala na última coletiva. E, na realidade, o abastecimento desses países e um contrato entre Sinovac, Butantan e os países, e ele é adicional ao quantitativo de doses que se discute para o Brasil. Então, nesse momento, a Sinovac, inclusive, disponibilizou 500 mil doses para esses países, doses prontas, e essas doses serão liberadas assim que eles assinem o contrato. Então, isso não interfere no cronograma da vacinação do Brasil, isso não é competitivo com a vacinação do Brasil e é uma necessidade desses países, daí a sensibilidade da Sinovac em tentar também adiantar um quantitativo de doses nesse momento, o mais rapidamente possível. Nós vamos continuar fazendo essa intermediação. Alguns países conseguiram, nesses dias, uma interlocução direta com a Sinovac, para o fornecimento imediato, como foi o caso do Uruguai e da Colômbia, e na sequência, a partir de maio, aí sim vacinas produzidas no Butantan. Repito mais uma vez: sem nenhuma interferência com os quantitativos de doses previstas para o Brasil. Acho que isso é importante ficar registrado. Eu acho que são essas as informações, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas. Boa notícia, portanto, o Dr. Dimas acabou de me passar aqui um Whatsapp de que recebeu essa informação agora pelo seu Whatsapp. Ela é bem-vinda. O que nós desejamos é ter vacinas, portanto é bem-vinda essa manifestação do Ministério da Saúde. Espero que realmente faca, cumpra aquilo que está antecipando agora por Whatsapp ao presidente do Instituto Butantan. Vamos agora falar sobre a vacinação, com a Dra. Regiane de Paula, coordenadora de Controle de Doenças Infecciosas, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DE CONTROLE DE DOENÇAS: Obrigada, governador. Por gentileza. Como o governador já colocou, é com esse quantitativo de vacinas que receberemos, e mais 1,2 milhão de vacinas distribuídas, nós poderemos então fechar a primeira fase do nosso grupo prioritário, que são trabalhadores de saúde, indígenas, quilombolas, idosos, residentes em instituições de longa permanência e pessoas com deficiência a partir de 18 anos, institucionalizados. E qual é a inclusão desses novos públicos? Então, finalizamos trabalhadores de saúde, indígenas e quilombolas, que a data de início de vacinação foi no dia 17 de janeiro, num quantitativo de 1,6 milhão de doses enviadas. Fechamos esse público-alvo e, no dia 8 de fevereiro, começamos a vacinar a população com 90 anos ou mais, no total de 206 mil pessoas. No dia 15 de fevereiro, nós começamos a vacinação da população de 85 a 89 anos de idade, que representa 309 mil pessoas. Por que nós estamos trabalhando com esses grupos-alvos nesse momento? O quantitativo de vacinas que nos foi disponibilizado nos dá a possibilidade de já iniciarmos, mas principalmente, a prioridade leva em conta a vulnerabilidade dessa faixa etária, uma vez que 37% das pessoas com mais de 85 anos, que tiveram Covid, evoluíram para óbito no decorrer da pandemia. Eu gostaria ainda, governador, se o senhor me permite, fazer uma colocação: Ontem, o nosso secretário Jean Gorinchteyn fez uma resolução, a Resolução nº 16, solicitando a todos os municípios que eles, tanto os serviços públicos quanto privados do Estado de São Paulo, informem diariamente as doses aplicadas de vacina contra a Covid-19, de forma nominal no sistema de informação Vacivida. Então, essa é uma outra informação muito importante, que o Dr. Jean ontem fez essa resolução e já está com todos os municípios. O que nós tínhamos para apresentar é isso, é já um avanço e estamos muito otimistas, governador. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dra. Regiane. Quero registrar que, além da TV Cultura, estão transmitindo ao vivo aqui a BandNews, a RecordNews e a CNN Brasil. Vamos agora falar sobre o tema do feriado, feriado do Carnaval e a decisão que acabamos de anunciar e que será detalhada agora por Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Bom, primeiro sobre o feriado. O Governo do Estado toma essa decisão por entender que, pela saúde, é o mais correto para poder seguir com esse arrefecimento da evolução da pandemia em todo o Estado de São Paulo. É um ponto facultativo, portanto o Governo do Estado tomando essa decisão, as prefeituras também têm essa prerrogativa, no que tange aos serviços municipais. A Prefeitura Municipal de São Paulo, da capital, já tomou essa decisão de também suspender o ponto facultativo, e a nossa recomendação, assim como a da Associação Paulista de Municípios, é que sigam essa prerrogativa da ciência e da medicina. Eu quero aqui avançar com os nossos índices das regiões do Estado de São Paulo de hoje. Como nós podemos ver, foi uma semana de grande evolução, no que tange à colocação de leitos de UTI em todo o Estado de São Paulo. A região de Sorocaba saiu de 11,8 pra 12,6 leitos por 100 mil habitantes. Tinha 76,9% de ocupação de leitos e agora vem a 72,4%. Então, a região vem para a fase laranja nessa atualização, seguindo os preceitos do Plano São Paulo. Quero cumprimentar o esforço do governo e de toda a região metropolitana de Sorocaba. Da mesma forma, Presidente Prudente vem para 73,8%, lembrando que, desde o fim do ano passado, esse índice era superior a 80% e agora com esse índice atinge também a fase laranja. E Ribeirão Preto, que, mesmo com o aumento de leitos, saiu de 15,4 da semana passada para 16,9, vem agora para a fase vermelha, mas com colocação de leitos na próxima segunda-feira, em parceria com a prefeitura municipal, 10 novos leitos, e também com o Hospital das Clínicas de Ribeirão, mais 10 novos leitos, que devem melhorar essa ocupação da região. Mas eu quero fazer um registro muito importante: Enquanto o Governo do Estado aumenta leitos, e nessa semana um grande esforço da Secretaria da Saúde, 250 novos leitos, o Governo Federal corta leitos no Estado de São Paulo. Menos da metade dos leitos que tínhamos, com o mesmo número de internados, e o que nós temos agora do Governo Federal. Então, além de cortar o auxílio para as pessoas, o auxílio para as empresas, agora também corta os leitos, no momento que nos passamos aqui no Estado de São Paulo. Fica aqui o registro da nossa indignação sobre esse processo. Eu quero aqui também dizer... Pode passar esse slide, por favor. Que, claramente, a gente tem uma evolução da pandemia mais contundente no interior do Estado de São Paulo. Quando a gente vê os índices superiores a 7.000 casos na média diária, no interior de São Paulo, e esse número chega a 2.000 na capital e 1.500 na Grande São Paulo, a gente vê a diferença nas regiões do Estado de São Paulo. Portanto, a melhora que se deu ao longo dessa semana, se deu também aqui na Grande São Paulo. A gente vê o índice menor aqui na Grande São Paulo, e se a gente seguir com essa melhora até a semana que vem, nós vamos ter na próxima sexta-feira a atualização de regiões do estado e também de restrições, devido a essa questão da diferença entre as regiões do estado e da melhora dos números, resultado das restrições dessa semana. Era isso, muito obrigado a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi. Agora o tema da reclassificação do Plano São Paulo, 20ª reclassificação do Plano São Paulo, com a secretária Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde a todos. Eu queria começar relembrando que nós tivemos um esforço coletivo muito grande desde o final de novembro, quando tivemos pioras dos nossos indicadores, lembrando que, durante nosso melhor momento ali em novembro, nós tínhamos patamares de casos, menor do que 5.000 casos por dia e menos que 1.000 internações por dia, e chegamos a registrar, números agora mais recentes, do dobro disso. Nós chegamos a mais de 10.000 casos/dia e chegamos a quase 2.000 internações/dia também. Então, essas medidas foram muito importantes, aqui recapitulando que nós, já no dia 30 de novembro, tínhamos ali 100% do estado na fase amarela, fizemos uma restrição de avanços. No dia 11 de dezembro, a restrição de venda de bebidas alcoólicas após as 20h, a ampliação para mil agentes da Vigilância Sanitária, para fiscalização de estabelecimentos. Então, muitos questionamentos sobre a questão da fiscalização, houve um investimento muito grande nisso e também um endurecimento das regras e critérios do Plano São Paulo, que foi acontecendo subsequentemente, em especial nas últimas três semanas. Esse esforço deu resultado. Na próxima página, como o secretário Jean já descreveu, eu queria relembrar que as medidas estão sendo tomadas sempre no momento correto, na dose correta e com o resultado muito importante que nós estamos registrando agora. Aqui é uma comparação da media de novos casos a cada 100 mil habitantes, na semana... A média diária, nas semanas em que cada país voltou a ter medidas restritivas, com a segunda onda. O Estado de São Paulo tem feito isso de uma forma célere, a primeira grande restrição foi feita no dia 30 de novembro, onde nós tínhamos ali uma média de 10 novos casos a cada 100 mil habitantes por dia, e 5% de aceleração. Essa aceleração aumentou muito no final do mês de dezembro e começo de janeiro, em virtude principalmente do descumprimento das restrições de final de ano, e chegamos a ter aqui 24 casos a cada 100 mil habitantes e uma aceleração de quase 20% de crescimento dos casos, na taxa aqui média das semanas, por quatro semanas. Com as medidas de agora, nós estabilizamos, paramos de aumentar a quantidade de casos, então estamos agora em 23 casos a cada 100 mil habitantes, e já nas últimas quatro semanas uma desaceleração. Então, nós estamos com crescimento de 13% por semana. Nas últimas duas semanas, houve um decrescimento inclusive, de 3% por semana. O que é importante? As medidas estão funcionando. Nós precisamos agora da colaboração da população nesses próximos dias, para que, como o secretário Marco Vinholi disse, na próxima reclassificação da semana que vem nós tenhamos aqui notícias positivas, também no que diz respeito às restrições. Na próxima página, nós temos: Essa é a classificação vigente. Na página seguinte, o secretário Vinholi já destacou os avanços, eu só queria lembrar que houve um movimento muito positivo, no Estado de São Paulo nós estamos com 69,9% aqui de ocupação média dos leitos, e também tivemos uma melhoria nos números de casos, internações e óbitos, em especial na grande São Paulo e na Baixada Santista, que é onde nós já temos indicadores equivalentes a regiões aqui de fase amarela, né, e que se isso se mantiver, nós podemos, a partir de fevereiro, ter um cenário melhor, exatamente tirando as restrições de limitação da fase laranja e vermelha pras regiões que apresentam bons indicadores. Na próxima página, essa é a atualização de hoje, ainda é uma atualização que requer muita cautela, como eu disse, houve um grande avanço, um resultado positivo do esforço coletivo da população, duas regiões em especial, Presidente Prudente e Sorocaba saem da fase vermelha, retornam pra fase laranja, mas nós também tivemos uma piora na região de Ribeirão Preto, que agora passa pra fase vermelha, Ribeirão Preto alcançou o índice de ocupação de leitos de 82%, né, com crescimento de casos e de internações. Pra finalizar, a nossa mensagem é essa, de pedir um esforço adicional, principalmente nesse fim de semana, nós estamos em diálogo constante com os setores, restaurantes, bares, comércio, sabemos o sacrifício de todos, e estamos atuando também, hoje à tarde temos uma nova reunião, fizemos uma série de mais de cinco reuniões nos últimos dias, pra que possamos, na semana que vem, além da gestão da pandemia, trazer também ações emergenciais na parte econômica. Muito obrigada a todos e fica aqui novamente esse pedido, em especial pra esse fim de semana, onde todo estado vai funcionar na fase vermelha, somente serviços essenciais, a gente cumprindo as regras nesse fim de semana, pode ter na semana que vem um retrato ainda melhor pra podermos, na sexta-feira que vem, termos notícias positivas para todos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia Ellen. Antes de seguirmos com Jean Gorinchteyn, secretário da saúde aqui ao meu lado, quero enfatizar, estamos evoluindo positivamente, aqui nós trabalhamos com o realista, nem otimismo, nem pessimismo, aliás, o enfrentamento de uma pandemia se faz com a realidade, não é com sentimento nem positivo, nem negativo, é a visão da realidade, e a visão da realidade neste momento é positivo, dado as informações de internações e de óbitos também, portanto, o esforço adicional que todos pudermos realizar neste próximo final de semana, que começa hoje, até a próxima segunda-feira, poderá nos ajudar, sim, a oferecermos informações ainda mais positivas na classificação do Plano São Paulo na próxima semana, tanto pra aqueles que trabalham na economia criativa, bares, restaurantes, padarias e no comércio, como para a população de forma geral. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, estamos na quarta semana epidemiológica do ano de 2021, estamos na 20ª reclassificação do Plano São Paulo, e ainda continuamos em quarentena. Todas as medidas restritivas, tanto de horários, quanto de serviços, foram e sempre serão fundamentais para o controle da pandemia no nosso estado. Nessa semana tivemos uma queda de alguns índices, que se devem exatamente pelo esforço que a população fez, os comerciantes nos vários setores de serviços, que também colaboraram pra que esses índices pudessem ser atingidos, obtidos. Tivemos uma queda de 1% no número de óbitos, mas tivemos uma queda em 9% no número de internação, diminuir a internação significa diminuir a velocidade, a dinâmica da pandemia em cada uma das regiões, mostrando que elas, sim, naquele momento, estão sob controle. Portanto, medidas sanitárias ajudam e colaboram para que possamos, dessa maneira, salvar vidas. As taxas de unidade de terapia intensiva estão hoje, no Estado de São Paulo, em 69,9%, e na grande São Paulo, 69,4%. Só pra recordar, até a semana passada, durante quatro semanas consecutivas, estivemos com índices superiores a 70%. Estamos vacinando, continuamos a vacinar, hoje no nosso vacinômetro o registro de 329.787 pessoas, agora dados do meio dia e 30, fazendo com que profissionais da área da saúde estivessem sendo imunizados, protegidos, assim como indígenas, quilombolas, idosos moradores em instituições de longa permanência, como foi dito aqui, em breve, agora no dia 08/02, começaremos a vacinar aquele público acima de 85 anos, é um público de idosos, que correspondem a 77% daqueles que, infelizmente, perdem a sua vida em decorrência ao Covid, correspondem a 80% daqueles que ocupam as unidades de terapia intensiva e, dessa maneira, o impacto em reduzir mortalidade com uma vacina como essa, o impacto de diminuir a internação hospitalar vai garantir com que nós possamos retomar as nossas vidas e, principalmente, esse público voltar a ter a liberdade. Enquanto isso, nós temos que manter todas as regras e normas sanitárias de distanciamento, uso de máscaras, higienização das mãos. Hoje nós temos, no Estado de São Paulo, 1.759.957 pessoas que foram diagnosticadas com Covid e, infelizmente, lamentamos a morte de 52.722 pessoas. Esse número poderia ter sido muito maior se não tivesse havido nenhuma medida do Governo do Estado em ampliar leitos e respiradores para todo estado, e continuamos a fazer isso, sob a liderança do governador João Doria, ampliando só desde o início agora do ano, nós tivemos mais de 250 leitos habilitados, ampliados, reformulados para o acolhimento e o atendimento dessa população que assim o fizer necessário. Estamos ampliando ainda mais, fazendo com que, dessa forma, ninguém venha a ficar desassistido nas nossas unidades. Próximo, por favor. Tivemos, em termos de número de casos, um incremento de 2% em relação a semana epidemiológica anterior, isso mostrando claramente ainda a necessidade de medidas bastante austeras para o controle da pandemia. Próximo. E, como disse, uma queda aqui de 9% do número de internações, e essa era uma das grandes preocupações, porque a forma com que a pandemia se instalava no nosso meio fazia não só uma velocidade muito grande, mas uma amplitude com riscos muito grandes, se não tomássemos nenhuma medida severa, o colapso do sistema de saúde em 28 dias. Próximo, por favor. E o número de óbitos, felizmente, menos 1%, é pouco, é pouco, nós queremos muito mais, e é por isso que nós temos a obrigação da preservação das pessoas, da saúde e da vida. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do Estado de São Paulo. Agora, sim, podemos iniciar as perguntas, nós temos aqui inscritos a CNN Brasil, o El País, do Uruguai, a TV Globo, Globo News, a Rádio Jovem Pan, o Portal UOL, a TV Cultura, o Jornal O Estado de São Paulo e o Portal Metrópoles. Vamos começar, portanto, com a CNN Brasil, com você, Bruna Macedo, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, eu queria saber qual é a orientação do Governo do Estado pra aqueles pais, aquelas mães que estavam esperando pelo retorno das aulas agora na primeira semana de fevereiro, e eu também queria só confirmar a informação, que o Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, recebeu uma mensagem no WhatsApp referente àquelas 54 milhões de doses adicionais que estavam sendo discutidas, é isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos começar com o Dimas Covas, a Bruna acabou fazendo duas perguntas, sem problema, Bruna. E, na sequência, eu vou pedir ao secretário de educação, Rossieli Soares, que está aqui, pra responder a sua primeira pergunta. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Sim, exatamente isso, né, que houve a manifestação de que na próxima terça-feira será assinado o contrato.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. E, Bruna, agora a sua resposta em relação à educação, com o secretário de educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna, pela pergunta. Primeiro, o que dizer aos pais, né, tenham paciência, o estado entrou com recurso agora pela manhã, o processo já está concluso ao presidente do Tribunal de Justiça, com a decisão podendo sair a qualquer momento, estamos muito confiantes de que o presidente do Tribunal de Justiça indeferirá a continuidade desta liminar e, portanto, esperamos ter a continuidade daquilo que foi estudado, preparado tanto pelas escolas públicas, como as privadas, para que o estado volte a ter educação. Esperamos agora, durante esta tarde, ter o deferimento do pedido do estado para que o decreto permaneça válido no Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Rossieli. Obrigado, Bruna. Agora vamos para uma pergunta online, do correspondente do Jornal El País, do nosso vizinho Uruguai, Oscar Villas. Oscar, boa tarde, obrigado por estar aqui participando conosco, sua pergunta, por favor.

OSCAR VILLAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, muito obrigado. Eu gostaria de saber como estão as negociações do Butantan com outros países da América Latina para abastecê-los com a vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Oscar, vou pedir ao Dimas Covas, ele já abordou esse tema coletiva, mas não há nenhum problema em voltar a abordar, e é o presidente do Instituto Butantan que responderá ao Oscar Villas, correspondente do Jornal El País, do Uruguai, aqui no Brasil. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Oscar, essas negociações, esses entendimentos continuam a todo vapor, e elas são sempre feitas de forma tripartite, né, o pleito do país é discutido pelo Butantan junto com a Sinovac e, nesse momento, temos aí uma sinalização já muito positiva da Sinovac, eu mencionei, de liberação de 500 mil doses para esses países, excluindo aí Uruguai, Colômbia, né, que estão negociando diretamente com a Sinovac, obviamente com a participação do Butantan, e o Chile, o Chile já estava com vacinas em adiantado processo de aquisição e, inclusive, já está começando a vacinação em massa da sua população com essa vacina. Então, esses entendimentos acontecem, e brevemente nós deveremos ter a assinatura de contratos, né, esses contratos, nesse momento, ainda não foram assinados, mas serão brevemente, à medida que nós consigamos aí definir o cronograma de entrega. E eu menciono mais uma vez que toda essa negociação é feita sem prejudicar em nenhum momento o que está planejado para o Brasil, quer dizer, isso é com doses adicionais de vacinas, doses que virão prontas da China, ou que serão produzidas no Butantan, mas não afeta em nada os quantitativos anunciados em relação ao programa nacional de imunização.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Oscar Villas, muito obrigado por participar online, nós vamos retirá-lo aqui de tela, mas você pode continuar acompanhando a coletiva, nós vamos ter aqui uma pequena inversão, a Beth Pacheco, da TV Globo, Globo News, será a última a perguntar e, neste momento, vamos convidar a Nani Cox, da Rádio Jovem Pan, para a sua pergunta. Nanny, boa tarde, sua pergunta, por favor.

NANNY COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, eu queria uma avaliação, pode ser do Dr. Paulo ou do Dr. Gabardo, porque os Estados Unidos, mesmo com um nível avançado aí de vacinação, eles têm ainda tido números também grandes de infecções de novos casos, queria saber se isso pode acontecer aqui no Brasil, aqui em São Paulo, conforme a gente for vacinando. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nanny. E vou pedir exatamente aos dois que respondam, começando com João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19 e, na sequência, o Dr. Paulo Menezes, médico infectologista e coordenador do centro de contingência. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Não, a expectativa que nós temos é que com a imunização, nós tenhamos uma queda dos novos casos, uma queda nas internações, queda de óbitos, como nós vamos vacinar inicialmente trabalhadores da área da saúde, neste momento, e vamos iniciar agora com as pessoas de maior idade, os idosos, vai ser um pouco mais lenta a queda dos nossos indicadores, e nós vamos começar com uma redução no número de internações, dos eventos mais graves, nas pessoas que precisam internar em leitos de tratamento intensivo, e mais adiante nós vamos ter uma redução do número de óbitos. Não é, não dá para esperar que nesse primeiro momento nós tenhamos uma redução do número de novos casos, porque nós não estaremos vacinando a população sadia, a população mais jovem que é a população que se expõe mais e que tem os maiores índices de transmissibilidade. Essa população ainda não estará sendo vacinada. O que nós esperamos com a imunização, gradativamente, é a redução dos casos graves, redução das internações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Gabbardo. Dr. Paulos Menezes.

PAULOS MENEZES, COORDENADOR CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID 19: Eu só gostaria de complementar dizendo que os idosos de 60 anos ou mais são responsáveis por quase 80% dos óbitos e mais de 50% das internações em leitos de UTI. Então, na medida em que nós consigamos uma boa cobertura com os idosos, o impacto, não só no sistema de saúde, mas em termos de salvar vidas, vai ser enorme. Agora, em relação aos casos diagnosticados, eles representam somente cerca de 13% do total de casos diagnosticados até o momento. Então, o impacto nos casos novos vai ser visto mais tardiamente, por isso que eu reforço a importância de que nós temos dito sempre, das medidas chamadas não farmacológicas para evitar a transmissão do vírus por toda a população, que é o que nós aqui apresentamos com regularidade. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Dr. Paulo Menezes, obrigado também ao Dr. João Gabbardo. Nanny, obrigado pela sua pergunta. Já ao microfone o Lucas Teixeira, do Portal UOL. Lucas, boa tarde, sua pergunta por favor.

LUCAS TEIXEIRA, JORNALISTA DO PORTAL UOL: Boa tarde, tudo bem governador, secretários? É o seguinte, a gente anda acompanhando a questão do Plano São Paulo no interior, cidades que aderem, cidades que não aderem, mas quando a gente fala de cidades fica muito abstrato. A gente conversou com diversos comerciantes e uma sensação passada geral, em diferentes cidades, é que eles ficam confusos quanto ao plano. Abre agora, fecha depois, que serviço funciona, que serviço não funciona. Achamos comércios que era de variedades, ele teve que fechar a parte de bijuterias, mas ele podia ficar aberto porque vendi óleo e arroz. Então, eles, muitas vezes, ficavam irritados porque não estavam entendendo o que estava acontecendo. Por outro lado, especialistas falam em lockdown, 15 dias que não penalizaria todo mundo, mas fecharia tudo para que a gente conseguisse segurar e não ficasse esse vai e volta. P governo, até onde eu sei, fala em não considerá-lo. Eu queria perguntar se pensar aí no futuro e se não, porquê? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Lucas. Bem, o Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional vai responder, mas aqui nós não trabalhamos com especialistas personais, aqui não tem 'personnel specilist', aqui tem um centro de contingência do Covid-19, são 20 médicos e epidemiologistas de alta qualificação, todos eles de renome nacional e muitos de renome internacional. Se fosse fácil escolher um especialista não precisaríamos ter um centro de contingência e nem teria sido a referência para todos os demais estados do país que hoje têm um comitê científico formado por um conjunto de especialistas e não por um especialista ou dois especialistas. Em relação a prefeitos também, a pergunta será respondida pelo Marco Vinholi, mas tudo que se espera de um prefeito ou uma prefeita diante de uma crise é que tenha atenção, que saiba ler, que saiba se informar, que assista as coletivas, que demande, diante de dúvidas, o governo do estado de São Paulo e não fique com as dúvidas e exercite as dúvidas praticando o que é equivocado. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, nós tivemos ao longo da construção desses meses do Plano São Paulo uma evolução de um centro de contingência que analisa as necessidades daquele momento e coloca, dentro disso, os seus parâmetros. Isso tem sido muito positivo. Nós tínhamos cerca de 70% dos casos do país, agora perto de 25. Na mesma questão com os óbitos e isso tem se dado numa parceria com os municípios. A imensa parceria, não só segue o Plano São Paulo como trabalha numa articulação municipal para que a pandemia possa ter um arrefecimento no seu território. Nós temos 645 municípios, desses, mais de 95%, com certeza, seguem o Plano São Paulo ao longo de todo esse período e não é diferente agora. É evidente que temos maus exemplos, mas nós trabalhamos sempre para poder coibir esses maus exemplos. Eu recebi agora pouco, sobre o caso de Bauru que foi um caso essa semana em que a gente verificou a maior ocupação de leitos de UTI de todo o estado de São Paulo, a decisão da Justiça para que se cumpra o Plano São Paulo e se respeite a vida no município. Então, nós vamos zelar por isso. Foi uma semana de muita articulação, são 404 novos gestores e eu posso dizer que a melhora nos índices do estado de São Paulo se deve muito a essa parceria estabelecida ao longo dessas últimas duas semanas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Lucas, a Patrícia Ellen vai complementar também a resposta à sua pergunta. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sobre os setores econômicos, Lucas, que eles têm dúvidas específicas. É normal que cada setor, de fato, tem os seus protocolos. A gestão do Plano São Paulo é de convivência com a pandemia, que permite que nós tenhamos uma quarentena parcial e regionalizada, que hoje está sendo implementada em todo o mundo, o modelo parecido, mas as associações têm um papel muito importante nesse processo. Então, nessa semana nós aumentamos, intensificamos o diálogo com as associações como a Brasel(F), o movimento gastronomia, a associação nacional de restaurantes, sindicato de restaurantes, a Abrasce, aos Shop, a associação comercial IDV, para dar alguns exemplos. Mas eles estão trabalhando também conosco para melhorar essa comunicação para cada um dos setores específicos. Então, a minha recomendação é que além de seguir os protocolos do município, com a gestão municipal, procurem também a sua associação porque nós estamos fazendo um trabalho mais intenso com eles também para facilitar esse diálogo na ponta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado Patrícia. Lucas, mais uma vez obrigado. Vamos agora para a Adriana Cimino da TV Cultura, na sequência Bruno Ribeiro do jornal O Estado de São Paulo e o Portal Metrópoles com a Graciele Castro e finalmente com Beth Pacheco da TV Globo/GloboNews. Adriana.

ADRIANA CIMINO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde a todos. Já foi falado sobre essa previsão de conclusão da primeira fase de imunização com essa liberação dessas 410 mil doses na semana que vem pelo Instituto Butantan, mas eu gostaria de voltar àquela questão dos critérios para os profissionais de linha de frente. Se até a gente chegar o dia 8 que é quando teremos essa primeira fase concluída, se continua sendo feita essa orientação para que só sejam imunizados os profissionais de linha de frente? Pergunto isso porquê? Porque a prefeitura de São Caetano fez um anúncio, uma propaganda convocando os profissionais e técnicos da saúde, falando que só era preciso levar a carteira de associação ao conselho correspondente a profissão para receber a vacina. E nós recebemos a informação de uma fisioterapeuta de 45 anos que só por morar em São Caetano se vacinou. Então, eu queria entender esse critério, se ele ainda deve ser seguido? E com relação aos profissionais da saúde, se todos os profissionais da saúde, fisioterapeutas, dentistas até, se eles estariam incluídos nesses grupos?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adriana, sem querer ser descortês com você, cabe a pergunta ao prefeito de São Caetano. Mas nós vamos responder aqui pelo governo do estado de São Paulo com a Dra. Rejane de paula, responsável pelo programa de imunização no estado de São Paulo. Regiane.

REGIAENE DE PAULA, RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. A nossa ideia realmente é, num primeiro momento em que nós tínhamos um quantitativo de vacinas foi trabalhar com os profissionais da linha de frente do Covid-19 Com esse quantitativo chegando de doses pelo Instituto Butantan, nós podemos ampliar então, para os trabalhadores de saúde e finalizar com os trabalhadores de saúde a primeira fase de vacinação até o dia 8 de fevereiro: Cabe a cada município, como o governador e os secretários sabem, desenhar a sua estratégia de vacinação. As vacinas já estão disponíveis e mais vacinas chegarão nessa semana para que nós possamos fechar, então, a primeira fase de acordo com o programa nacional de imunização.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, muito obrigado Dra. Rejane. Adriana, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora ao Bruno Ribeiro do jornal O Estado de São Paulo. Bruno, bem-vindo mais uma vez, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BRUNO RIBEIRO, JORNALISTA DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, boa tarde a todos. A minha pergunta é sobre a segunda dose. A gente está agora anunciando esse início de vacinação da população idosa que todo mundo espera, mas há uma, se a gente pensar que a partir do dia 15, quando esse pessoal com mais de 85 anos tiver recebendo a primeira dose, a gente vai ter os primeiros profissionais de saúde que receberam a primeira vencendo aquele prazo de 28 dias. Então, a gente não tem claro qual que vai ser o novo prazo. E eu acho que o Dr. Dimas falou que a partir do dia 23, que chega aquele segundo lote, vão ficar prontas as doses desse segundo lote que está pra chegar semana que vem, se a gente já pode saber qual vai ser o prazo para aplicação da segunda dose, nessa população que já recebeu a primeira dose, porque a gente tem que considerar que garantia, 100%, de que não vai ter internação grave, não vai morrer de Covid, só está na segunda dose, né? Então acho que esse dado é importante. Só pra complementar, o Ministério, eu acho que em algum momento o governo disse que esperava que o Ministério fosse apontar isso. Eu queria saber também se é nessa linha que vocês estão trabalhando.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruno, obrigado pelo conjunto de perguntas, mas todas elas têm uma única base. E é importante, para permitir um esclarecimento à população como um todo, principalmente aqueles que já estão vacinados, aqui no Estado de São Paulo, que são os profissionais de saúde e os trabalhadores da saúde. Eu vou pedir, pela ordem, à Dra. Regiane, Dr. Jean Gorinchteyn e o Dr. Dimas Covas. É importante, porque aí você tem o espectro 360 graus da resposta. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Obrigada, governador. Veja... E obrigada pela sua pergunta e poder esclarecer. Os profissionais de saúde que, no dia 17/01, receberam a sua primeira dose da vacina, no dia 4/2 receberão a segunda dose. Então, nós cumpriremos, de forma clara, os 28 dias para aplicação da segunda dose, de todo o grupo que compõe a fase 1. Então, nós temos uma escala e, conforme essa vacinação for acontecendo, nós inclusive vamos usar a plataforma Vacivida para que nós possamos indicar a esses profissionais dois dias antes, que eles têm o compromisso, não só com eles, mas com toda a sociedade, de retornarem e tomarem a segunda dose da vacina. Isso está garantido.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem. Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: A Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo teve um cuidado muito grande para que todos aqueles que recebessem a primeira dose tivessem garantido o seu direito da segunda, através do controle, do armazenamento dessa segunda dose nos nossos locais de distribuição, que passam a ser distribuídos a partir já dessa semana, garantindo que cheguem às municipalidades, para que recebam a segunda dose. Portanto, tivemos todo o zelo para que quem tomou a primeira dose receberá a segunda dose. O que foi pleiteado ao Ministério, o questionamento que foi feito ao Ministério, se nós poderíamos utilizar essas doses que foram guardadas para ampliar de forma mais célere a imunização, e que o Ministério desse, portanto, uma garantia de que, naquele prazo da segunda dose, nós teríamos mais vacinas. Isso não foi colocado pelo Ministério, então, por uma questão de segurança e respeito a todos que foram imunizados, nós mantivemos essas doses guardadas.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Governador, posso só fazer uma correção? Por favor?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, claro.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Quem recebeu a dose no dia 17 de janeiro, receberá a segunda dose, e eu falei de forma errada, no dia 14 de fevereiro. Então, nós trabalhamos com essa etapa, dose a dose, 18, e assim, 28 dias após. Só pra fazer essa correção, governador, que não é dia 4 e sim dia 14 de fevereiro a segunda dose.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Praticamente tudo respondido, mas Dimas Covas para a sua complementação à pergunta do Bruno Ribeiro, do Estadão.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Governador, sem polemizar com o Ministério da Saúde, eu pessoalmente não concordo com essa posição de reservar 50% das doses. Eu acho que isso não é condizente com a epidemia, com a gravidade da epidemia, e acho que não é eticamente sustentável. Essa é minha opinião, opinião que eu já externei e acho que há aí uma análise não factual, quer dizer, é uma análise absolutamente burocrática, que não tem levado em consideração a gravidade do momento. Tem municípios que estão utilizando integralmente as doses e eu acho que eles estão se baseando nesse aspecto, no problema da gravidade da pandemia e na questão ética. Quer dizer, se existem doses disponíveis, por que não utilizar essas doses? E a hora que chegar o momento certo da segunda dose, obviamente que haverá segunda dose. O que não faz muito sentido nesse momento é reservar três milhões de doses, das que foram liberadas, na prateleira. Quer dizer, eu, pessoalmente, acho que não é uma medida acertada. Não quero polemizar com o Ministério, mas é a minha opinião enquanto médico, enquanto pessoa que tem uma responsabilidade, inclusive para discutir essas questões.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, obrigado, Dimas, obrigado, Bruno Ribeiro. Vamos agora à penúltima intervenção, que é do Portal Metrópoles, com a jornalista Graciele Castro. Graciele, obrigado por estar aqui conosco, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. A minha pergunta é para o Dimas Covas. Eu gostaria de saber qual é o prazo de entrega dessas 54 milhões de doses.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas.

REPÓRTER: Eu queria saber qual é o prazo de entrega das 54 milhões de doses.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: O planejamento para a entrega de 46 milhões é até o final de abril e, na sequência, entra em produção, quer dizer, vão entrar muito antes disso, obviamente, mas aí já é o provimento com essas 54 milhões de doses. A partir de abril desse ano.

REPÓRTER: Não tem uma previsão de entrega, se até no fim do ano... Tipo, como a gente tem a previsão de entrega das 46 milhões de doses?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Não, as 46 milhões serão entregues até abril. A partir de abril serão as 54 milhões de doses, que, como mencionei aqui, há uma manifestação ainda não oficial, mas eu recebi a comunicação de que haverá a assinatura de um contrato na próxima semana.

REPÓRTER: Tá certo, obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Graciane. E obrigado, Dimas Covas. Agora sim, vamos à última pergunta, com Bete Pacheco, da TV Globo, GloboNews. Bete, boa tarde. Pode higienizar seu microfone... Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Minha pergunta é para o senhor, governador. Queria que o senhor fizesse uma avaliação sobre essa semana, em relação às pendências que ficaram com o Ministério da Saúde e o Governo Federal. Como é que a semana termina, governador?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bete, termina melhor do que começou. Se, de fato, essa informação, que, durante a coletiva, o Ministério da Saúde confirma que fará a aquisição de mais 54 milhões de doses da vacina do Butantan, nós terminamos melhor a semana do que iniciamos, onde havia uma posição burocrática do Ministério da Saúde, dizendo simplesmente que, até o final de maio, daria a sua posição. Nem sequer disse se seria positiva ou negativa. Agora, ao contrário, e durante, repito, a coletiva de hoje, deu uma manifestação positiva de que vai fazer a aquisição de 54 milhões de doses da vacina do Butantan. O que eu vejo com bons olhos e de forma positiva, nós não estamos aqui para fazer antagonismo, estamos aqui para proteger vidas e proteger a saúde dos brasileiros. Aqui, nós não colocamos bandeira política, nem ideológica. Também a informação positiva de que a fábrica, a nova fábrica do Instituto Butantan segue de forma acelerada para a sua conclusão, até o final do mês de setembro, fábrica essa que, a partir de dezembro, começa a produzir vacinas integralmente produzidas no Brasil, com a transferência de tecnologia do laboratório Sinovac para o Butantan. E por que eu menciono isso? Porque nós conseguimos fechar o funding, ou seja, o volume de doações de empresas privadas para a construção dessa fábrica, que não tem dinheiro público. São doações de empresas privadas, nacionais e multinacionais para o Instituto Butantan, o que é uma prova bastante grande, diferentemente de certas situações que ocorreram durante a semana, de que há empresários e empresárias com o sentimento solidário pleno. Não é a solidariedade parcial: Eu tenho e, se eu tiver, eu doo. Diferentemente disso: Eu não tenho, mas eu doo, principalmente porque a vacina é para quem mais precisa, a população vulnerável, a população dos mais pobres aqui no Estado de São Paulo. Portanto, terminamos melhor a semana do que começamos. E finalizo com as boas notícias que demos até aqui em relação à reclassificação do Plano São Paulo. A população de São Paulo está respondendo bem e pedimos que ela continue se acautelando, usando máscaras, evitando aglomerações, respeitando a orientação do Plano São Paulo. Se continuarmos assim, semana que vem teremos mais boas notícias, Bete.

REPÓRTER: Isso que eu queria completar, a expectativa para os próximos dias. O senhor acredita então numa agilidade maior do Governo Federal, do Ministério da Saúde:

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim, acredito, dada esta manifestação feita ao Dr. Dimas Covas, acredito que sim. Eu não estou aqui para fazer juízo sobre o passado, nem sou juiz, nem sou tribunal. O que eu desejo como governador, como cidadão, como pai de família, é que todos estejamos juntos, trabalhando pela vida e pela proteção às pessoas, todos, sem nenhuma diferença ideológica, partidária, de idade, de cor ou de regionalidade. Nós temos que estar juntos. Então, agora, terminamos a semana melhor do que iniciamos, e vamos iniciar a semana que vem de maneira positiva. E repito: Se tivermos a sequência de os bons resultados nas regiões do Estado de São Paulo, ou pelo menos na maioria das regiões, que nos permitam reavaliar o Plano São Paulo e flexibilizar este programa, nós o faremos, sempre com o amparo e sempre com a decisão do Centro de Contingência do Covid-19. Quem orienta todas as nossas ações são os dados, são os índices, mas é a avaliação do Centro de Contingência que nos indica o que podemos e o que não podemos fazer. Obrigado, Bete. Bem, com isso nós concluímos a coletiva de hoje. Quero de novo agradecer a presença dos jornalistas, dos técnicos, cinegrafistas, fotógrafos, dos que nos acompanharam virtualmente, dos telespectadores da TV Cultura, que transmitiu e continua a transmitir na íntegra esta coletiva de imprensa. Por favor, usem máscaras, não participem de aglomerações, usem álcool em gel, lavem as suas mãos, conversem com seus filhos, dialoguem com seus filhos, com seus sobrinhos, com seus netos. Os jovens precisam ter consciência de que aglomerações colocam em risco a vida deles e as vidas dos seus pais, dos seus avós e dos seus demais familiares. E a todos, um bom final de semana. Obrigado.