Coletiva - Governo do Estado apresenta informações sobre o combate ao coronavírus 20202107

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Coletiva - Governo do Estado apresenta informações sobre o combate ao coronavírus 20202107

Local: Capital - Data: Julho 21/07/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, boa tarde. Mais uma vez, muito obrigado pela presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes. Hoje, terça-feira, 21 de julho. Hoje é o dia da coletiva da saúde, mas excepcionalmente eu estou presente, o que não faço regularmente. Às terças e quintas-feiras são apenas os médicos do Centro de Contingência do Covid-19, assim como infectologistas, epidemiologistas convidados para participarem desta coletiva. Porém, hoje temos um anúncio especial a ser feito, razão que nos motiva a estar aqui presentes. Eu queria, antes de tudo, anunciar as pessoas que estão aqui ao meu lado: José Henrique Germann, secretário estadual de Saúde e integrante do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. Jean Gorinchteyn, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Saúde do Estado de São Paulo, Dr. Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, o nosso Comitê de Saúde, Dr. João Gabbardo, coordenador executivo do nos so Centro de Contingência do Covid-19, o Comitê da Saúde, Dr. Esper Kallás, também integrante, infectologista do Hospital das Clínicas e integrante do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo. Eu ontem, sem revelar detalhes, disse aos jornalistas, vocês que aqui estão e aos que nos acompanham à distância, pelas imagens da TV Cultura, e os jornalistas também que fazem a cobertura virtual da nossa coletiva, de que hoje teríamos um anúncio importante adicional a ser feito. E é o que eu faço neste momento, anunciando o novo secretário da Saúde do Estado de São Paulo. O novo secretário, a partir de amanhã, é o médic o infectologista do Instituto Emílio Ribas, e também do Hospital Israelita Albert Einstein, Jean Carlo Gorinchteyn, que assume a partir de amanhã a titularidade da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Dr. Jean Carlo Gorinchteyn é professor de infectologia na Universidade de Mogi das Cruzes, mestre em doenças infecciosas e doutorando em Neurologia Experimental da Unifesp. É também embaixador do instituto Trata Brasil, que defende a universalização no saneamento básico do país. Profissional altamente qualificado, fonte e referência de vários veículos de comunicação, muitos que estão aqui inclusive representados. Dr. Gorinchteyn conhece a fundo os desafios da saúde pública por exercer a profissão num hospital público, que é o hospital Emílio Ribas, um centro de referência nacional e internacion al em infectologia. A troca acontece neste momento por necessidade de saúde. O Dr. José Henrique Germann, que está aqui ao meu lado, ao longo de um período de 19 meses, cumpriu brilhantemente o seu trabalho à frente da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Ele deixa a função de secretário e assume amanhã a função de assessor especial do Governo do Estado de São Paulo para assuntos de saúde pública, dando expediente aqui no Palácio dos Bandeirantes e sempre que necessário também na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Quero deixar bem claro, não houve nenhuma razão de ordem administrativa ou de qualquer outra ordem, exceto a orientação de saúde que ele recebeu dos seus médicos e, como médico que é, entende que os médicos e a orientação m&eacut e;dica é formulada para ser obedecida. José Henrique Germann foi o responsável por implantar no Estado de São Paulo o Corujão da Saúde, que fizemos na Prefeitura de São Paulo e, sob a sua liderança, nós zeramos a fila de exames de mamografia, ultrassonografia, endoscopia, em todo o Estado de São Paulo, beneficiando milhares de pessoas. O Corujão da Saúde é uma marca da saúde pública em São Paulo, desde o tempo em que fui prefeito da capital de São Paulo. Dr. Germann implantou também programas inovadores, como o Remédio Agora, aplicativo em que se pode marcar data e horário para retirar medicamentos nas farmácias de alto custo, evitando assim filas e humanizando o atendimento aos pacientes. Também ficou sob responsabilidade do Dr. Germann o programa Multisaúde, que, de maneira pioneira, introduziu diagnósticos aos pacientes da rede pública, através da telemedicina, projeto que fez parte do nosso programa de governo e que ele implantou, com tecnologia até então inédita na rede pública do Estado de São Paulo. E a telemedicina, quando foi implantada aqui, nós não tínhamos o Corona Vírus, fizemos isso antes da chegada da pandemia. José Henrique Germann também retomou obras paradas de vários hospitais, entre os quais eu destaco o novo edifício do Hospital Pérola Byington, na região da Nova Luz, na capital de São Paulo. Mas destaco que foi certamente durante a pandemia que o Dr. José Henrique Germann deu a sua maior contribuição à população de São Paulo. Foi sob o seu comando que o número de UTIs do SUS, aqui em São Paulo, mais do que dobrou na pandemia, um fato inédito e recorde, no Brasil e a té então, pelas informações que temos, no plano mundial. Saímos de 3.600 para mais de 8.000 leitos, 8.056 leitos de UTI em São Paulo. Nós temos mais unidades de terapia intensiva no Estado de São Paulo do que toda a Itália ou que toda a Espanha. Dr. Germann implantou também os hospitais de campanha, do Ibirapuera e Heliópolis, aqui na capital de São Paulo, na região periférica, além do Hospital das Clínicas de Bauru, o regional de Caraguatatuba e o AME de Campinas, aumentando a capacidade de atendimento durante a pandemia. Há dez dias, o Dr. José Henrique Germann apresentou problemas de saúde, razão que definiu o seu afastamento para cuidar da sua saúde, sob orientação médica. Esteve inclusive aqui ao lado, no hospital onde ele foi diretor-geral durante 30 anos, o Albert Einstein. Eu quero aqui publicamente ag radecer o Dr. José Henrique Germann pela qualidade do trabalho, pela confiança, pela dedicação, pela capacidade de integrar e harmonizar equipes e também com todos os membros do Governo do Estado de São Paulo. Dr. Germann estará aqui na sexta-feira, na reunião de secretariado, na condição de assessor especial e ex-secretário de Saúde, ao lado do novo secretário de Saúde do Estado de São Paulo, o Dr. Jean Gorinchteyn. Vou tomar a liberdade de quebrar aqui completamente o protocolo e vou oferecer ao Dr. José Henrique Germann, na condição de governador eleito de São Paulo, uma salva de palmas.

[Aplausos]

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E passar a palavra a José Henrique Germann. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, EX-SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Sr. Governador, prezados amigos e amigas. Pequenos sustos podem significar grandes alertas. No último dia 3 de julho agora, na madrugada de sexta-feira, dei entrada no Hospital Albert Einstein, sendo submetido a diversos exames, incluindo o de cateterismo cardíaco. Ao final, a recomendação médica foi diminuir as atividades inerentes às funções executivas. Portanto, gostaria de agradecer ao governador do Estado de São Paulo, João Doria, pela confiança em mim depositada, para assumir o honroso cargo de secretário da Saúde do Estado de São Paulo, no início da sua gestão, a quem expresso minha total gratidão. Agradeço também ao vice-governador Rodrigo Garcia e aos demais secretários, hoje amigos, por este tempo de intenso trabalho integrado de conjunto e de bons frutos. Meus agradecimentos também aos participantes do Centro de Contingência, porto seguro neste mar bravo desta incrível epidemia, pandemia. Destaco também a integração entre o Centro de Contingência e o Comitê Econômico e o Municipalista, que formaram desta maneira o Plano São Paulo, estratégia que estabeleceu os objetivos e os resultados foram alcançados, conforme vocês bem sabem. Trabalhar... Agradeço também à toda a equipe atual da Secretaria da Saúde, que sempre me ofereceu apoio, cola boração e plena dedicação. E agradeço também ao Eduardo Ribeiro, que, neste período, conduziu com zelo e bom trabalho todas as tarefas a ele confiadas. Trabalhar sob liderança do governador João Doria foi inspirador, especialmente em um momento de tal gravidade, tanto para a população que sofre com a doença como para os profissionais de saúde, que também sucumbem. A estes, dedico meu respeito e gratidão. Desta experiência, saio melhor e maior do que entrei. Missão cumprida. Além dos trabalhos relacionados pelo Sr. Governador, acho que a questão da pandemia é importante, e os resultados estão aqui, que vocês estão vendo diariamente, conforme são apresentados. Choramos pelos mortos e suas famílias, mas esses óbitos não ocorreram por falta de atendimento, mas sim pela própria gravidade d o Covid-19 e das condições dos pacientes. Com a chegada da vacina, coloca-se neste cenário o mais importante dos sentimentos: a esperança. Agora, seguirei em novas funções e mais uma vez agradeço ao governador João Doria a confiança novamente depositada, e estarei sempre colaborando e oferecendo o melhor de mim para aquele que é o motivo de todos os nossos objetivos e ações, o paciente. Finalmente, minhas boas-vindas ao Dr. Jean Gorinchteyn, qualificado médico infectologista, do prestigiado Instituto Emílio Ribas, e votos de boa sorte e de uma gestão profícua. Valer-se dessa experiência, neste momento e neste governo, lhe será de grande valia. Dedique-se e aproveite esse tempo de importante engrandecimento. À minha família, Olga Maria, Heloísa e Márcio, Ana Cristina e Daniel, Maria Cláudia e Roberto, João Guilh erme e Fernanda, muito obrigado pela paciência e pelo apoio em todos os momentos. Mas, como sempre, fique em casa, proteja-se, cuide dos idosos e se precisar sair, use máscara. A sua máscara me protege e a minha máscara protege você. Obrigado.

[Aplausos]

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann. Eu queria passar a palavra ao Dr. Jean Gorinchteyn, novo secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Jean, apenas esclarecendo, não é um ato de posse, nós estamos apenas comunicando à opinião pública, jornalistas que estão aqui, os que estão nos acompanhando virtualmente, desta condição. O discurso podemos fazer na sexta-feira, diante do secretariado. Não estou com isso fazendo nenhuma crítica ao Germann, é j usto que ele se expresse de maneira carinhosa e com dose de emoção, embora continue conosco atuando. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu quero agradecer primeiramente ao governador João Doria pela confiança, por acompanhar o nosso trabalho desde o início da pandemia no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, e que isso motivou a minha vinda até aqui. Dar boa tarde a todas as autoridades, aos colegas, jornalistas, que também foram muito importantes nos resultados dessa pandemia, isso foi muito importante, nós temos que entender que, nesse momento, existe uma coisa chamada continuidade, não existe tro ca, a troca, ela passa a existir por algum problema, nós estamos progredindo de uma forma faseada, progressiva, fazendo com que São Paulo volte a ter este novo normal de forma gradual, mas dando abertura pra todos poderem retomar suas vidas, a sua economia, mas sempre, sempre lembrando da segurança, da saúde da população, não só pela oferta de leitos foram dadas, assistência precoce, cada vez mais precoce, internando menos as pessoas, mas acompanhando de forma a impedir que essas pessoas evoluíssem de uma forma grave, e ao mesmo tempo incentivando a campanha do distanciamento social, a campanha do uso da máscara, da higienização das mãos. Mas eu preciso ressaltar a importância de cada um dos jornalistas que aqui estão, que permitiram que nós médicos estivéssemos também colaborando e, através da capilaridade, através da dissem inação dos veículos de comunicação, pudemos trazer junto pra essa responsabilidade a população, só conseguimos isso, não foram pelas medidas das autoridades, foram também, mas sim por participação da população. E, nesse momento, é isso que essa nova gestão vai continuar fazendo, olhando pra essa população, olhando para o nosso Sistema Único de Saúde, que permitiu que nós tivéssemos resultados muito melhores se nós não tivéssemos implementado medidas muito rigorosas, tanto aquelas que não foram favoráveis pra população, no que tange às suas limitações, mas que hoje nós estamos entendendo o número de vidas que foram salvas, e é isso que nós devemos continuar, nós estamos no meio dessa guerra, nós não chegamos nesse final, mas nós, hoje, temos um aliado, que se inicia hoje, felizmente, que é a possibilidade da vacina, que é o início dessa testagem, nós não temos ainda a vacina efetiva, nós temos a testagem, que é exatamente o estudo três, a fase três, em que vamos avaliar o quanto essa vacina produz anticorpos, o quanto esses anticorpos são protetores, nós já sabemos que essa vacina é segura, mas vamos ver se ela vem, realmente, trazer a proteção pra nossa população. Então, é com muito orgulho que eu assumo essa pasta, é muita responsabilidade, mas eu, como disse, eu sou médico do SUS, trabalho pro SUS e trabalho pra nossa população, que é esse o objetivo que o governador me trouxe para fazer parte deste grande time, e eu não poderia deixar de enaltecer os trabalhos maravilhosos que foram feitos pelo Dr . Germann na assistência, na condução dessa pasta. Muito obrigado a todos.

[Aplausos].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn, a partir de amanhã novo secretário da saúde do Estado de São Paulo, mais uma vez os nossos cumprimentos ao Dr. José Henrique Germann, que a partir de amanhã passa a ser assessor especial para saúde pública do Estado de São Paulo. Vou pedir ao Eduardo Ribeiro que dê os dados de hoje para os jornalistas, como sempre fazemos nas nossas coletivas de imprensa, e aí, pra ganharmos tempo, vamos direto para as perguntas. Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todos. Governador, peço sua permissão pra, em breve palavras, aproveitar a oportunidade e agradecer, em nome de todos os servidores da Secretaria de Estado da Saúde pela liderança exercida até aqui pelo secretário José Henrique Germann, que nos conduziu de forma absolutamente exitosa até aqui, no enfrentamento da pandemia. Secretário Germann, nosso profundo agradecimento ao senhor. Da mesma forma, saúdo, em nome dos servidores da Secretaria de Estado da Saúde o nosso novo secretário de estado, Dr. Jean Carlo, que contará com o nosso apoio incondicional, servidores da saúde e do Governo do Estado de São Paulo, na continuidade do enfrentamento à pandemia Covid-19. Na atualização dos dados, governador, hoje o Brasil totaliza 2.118.646 casos e 80.120 óbitos. O Estado de São Paulo totaliza 422.669 casos e 20.171 óbitos. Em relação a taxa de ocupação de leitos, hoje o Estado de São Paulo encontra-se com 66,6% de ocupação dos seus leitos de UTI, sendo que na grande São Paulo o percentual de ocupação é de 64,3%. Temos, hoje, internados, no Estado de São Paulo, em leitos de UTI, 5.805 pacientes, e em leitos de enfermaria, 8.269. Temos já recuperados, no Estado de São Paulo, 290.346 pacientes, com 59.960 altas. Em relação aos casos confirmados, se gundo o tipo de teste, do total de casos do dia, que são 6.235, 32% foram confirmados por meio de teste rápido, 63% confirmados por meio do RT PCR e 5% por outras metodologias. No total de 422.669 casos, 29% foram confirmados por teste rápido, 69% por RT PCR e 2% por outras metodologias. Em relação a projeção de casos, nós temos para a segunda quinzena de julho os 422.669 casos abaixo do intervalo de confiança, ou seja, temos menos casos do que o esperado para o período. Em relação a curva de óbitos, os 20.171 óbitos encontram-se dentro da faixa de confiança, prevista para o período. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, conforme mencionei, para ganharmos tempo, e em respeito aos jornalistas que aqui estão, é a segunda coletiva de hoje, lembrando que agora, às 11:30 da manhã, fizemos uma coletiva de imprensa sobre a vacina, a coronavac, um orgulho para o Brasil e para São Paulo, a primeira aplicação da vacina, do primeiro voluntário, de nove mil médicos e paramédicos, no Hospi tal das Clínicas, a caminho desta terceira e última fase de testes, que, ao ser superada e aprovada, teremos a vacina pronta e produzida no Instituto Butantan, em São Paulo, com 120 milhões de doses para brasileiros de todo o país. Vamos, então, às perguntas, mas eu queria mostrar aqui a vacina, tá aqui, essa é a vacina contra o coronavírus, a coronavac, 20 mil doses dessa vacina já estão em São Paulo, chegaram ontem, estão no Instituto Butantan. Vamos, então, às perguntas, hoje começando com o IG, com você, Eduarda Esteves, obrigado pela sua presença mais uma vez, boa tarde, Eduarda, sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha primeira pergunta vai pro novo secretário de saúde do Estado de São Paulo, gostaria de saber como o senhor avalia o trabalho feito pelo governo no combate à Covid até o momento e quais as novas estratégias e possíveis mudanças na pasta daqui pra frente. Uma outra pergunta é que na última sexta-feira, a Sociedade Brasileira de Infectologia recomendou o abandono da Hidroxicloroquina pelos estados e municípios, e eu queria saber como é que tá o uso desse medicamento atualment e aqui em São Paulo. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, muito obrigado pela pergunta, Eduarda, a primeira questão é que a pasta continua absolutamente igual, ou seja, todo o plano de contingência, o Plano São Paulo vai se perpetuar, uma vez que um time que se ganha, não se mexe, o que tá se mudando agora é o gerenciamento através exatamente de um novo nome, que está absolutamente engajado com o Governo do Estado de São Paulo desde o início, e por quê? Por uma questão absolutamente de boas prá ticas e condutas, que fizeram São Paulo especificamente a ser um exemplo para o país e para o mundo na contenção do número de casos, na rápida resposta, na implementação do número de leitos, na implementação do número de respiradores, tudo isso foi absolutamente importante e fundamental pra que nós, hoje, tivéssemos os resultados que temos e mais, a possibilidade de flexibilização que vem sendo de forma muito progressiva, de uma forma muito austera, mais do que isso, os municípios que não se comportaram de forma adequada foram obrigados a modificar as suas práticas, inclusive com quarentenas mais prolongadas, com atitudes muito mais enérgicas para que, assim, pudessem ser unificadas. Então, dessa forma, todos os investimentos, todas as possibilidades que vão ser dadas pelo Governo do Estado de São Paulo, especialment e pela minha pasta, de Secretaria de Estado da Saúde, é dar continuidade, nós estamos no meio dessa guerra e cabe, assim, nós termos muita austeridade e responsabilidade, porque nessa questão, nós estamos falando de vidas e nós temos que garantir que essas pessoas possam se proteger e caso venham a ser acometidas de uma doença e precisem ter uma assistência médica com recursos, como de unidade de terapia intensiva, esses recursos estejam disponíveis, pra que a gente possa preservar a vida da nossa população. Com relação aos protocolos que foram estabelecidos, é importante lembrar que a Sociedade Brasileira de Infectologia, ela tem uma seriedade muito grande e como nós, médicos, temos sempre a proposta de avaliar documentos científicos, protocolos de estudo que garantam que todas as medicações que sejam usadas nas pessoas tenham o s eu fundamento, que é tratar, e mais do que isso, não apenas tratar, mas tratar com segurança, os trabalhos que nós temos aqui não nos embasam e não nos permitem realmente proceder e liberar essa ou aquela medicação sem que tenhamos esse embasamento, por uma questão até ética, mas nós temos vários outros estudos que estão acontecendo, com várias drogas, por grupos aqui de São Paulo, que eu acho que é importante que nós ressaltemos a importância, são seis grandes hospitais, cinco aqui em São Paulo, um outro no Rio Grande do Sul, mais especificamente em Porto Alegre, que estão fazendo vários testes com várias drogas, inclusive com a Hidroxicloroquina, de uma forma muito precoce, para aqueles pacientes de forma ambulatorial. Nós não temos ainda esses resultados, esses resultados vão estar sendo liberados a partir de uma revista, que é uma revista indexada, a [ininteligível], que estará expondo esses resultados, baseado nisso, nós também vamos ter um substrato nosso, da saúde, no ponto de vista médico e técnico, pra avaliar, será que nós temos alguma possibilidade? Nós, como médicos, preservamos a saúde e a vida, e é isso que vamos continuar fazendo. No Governo do Estado esse tema, os valores e princípios vão continuar. Obrigado, Eduarda.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn. Obrigado, Eduarda pelas perguntas. Vamos agora ao Felipe Pereira, do UOL, depois, na sequência, Rádio Capital, Jornal A Tribuna da Baixada Santista, TV Record, Jovem Pan, TV Globo, Globo News e TV Cultura. Felipe, boa tarde mais uma vez, obrigado pela sua presença.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas, desculpe eu abusar, pro Dr. Germann, eu queria saber se ele faria algo diferente na condução dessa crise e do Dr. Jean, eu queria saber a concentração de maior preocupação hoje está no interior, como é que o senhor pretende lidar com a situação no interior? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, EX-SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Felipe, de forma nenhuma, acho que o plano que nós temos aqui, eu fui um partícipe, sou ainda, e através do centro de contingência continuarei sendo, e estamos todos de acordo e alinhados com as estratégias, com os objetivos que foram colocados pelo Plano São Paulo, é por isso e de outra parte, pela estrutura que a Secretaria estabeleceu para todo o estado, em termos de atendimento às pessoas, é que os resultados que a gente obteve até o momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, quando você fala de interiorização, e essa era uma das grandes questões que o centro de contingência já previa lá atrás, que era o fato de que se o interior não se comportasse de forma adequada, esse impacto haveria, mas é muito interessante que à despeito de as autoridades locais terem feito as deliberações de forma inadvertida, o governo do estado se antecipou aumentando o número de respiradores e de leito de UTI. Então quer dize r, essas pessoa que tiveram, nós tivemos o maior número de casos, e da própria mortalidade, mas por outro lado as pessoas não morreram por desatenção, ou desassistência, elas acabaram sucumbindo exatamente pela gravidade da doença, ou pelo fato de retardarem a sua apresentação nas unidades de saúde. Então isso é muito importante. Nós teremos dados essa semana, mas esses dados já são preliminares, e eu vou tirar um pouquinho do forno, que nós já tivemos uma redução, um desacelerar no interior, tanto em número de casos, quanto em número de mortes, mostrando que realmente a austeridade que tem sido dada pela Secretaria de Vigilância em Saúde junto aos próprios municípios fez com que eles realmente assumissem uma responsabilidade frente aos seus munícipes. Então é isso que n&oacute ;s temos que progredir, porque dessa maneira nós estaremos todos juntos, todos os municípios do estado preparados para uma flexibilização ainda muito maior.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado doutor Jean Gorinchteyn. Felipe, muito obrigado. Vamos agora à Rádio Capital, Carla Mota, com você. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde, a todos. Minha pergunta vai para o doutor Jean, que vem lidando com a pandemia desde o início. Gostaria de saber qual que é a análise que o senhor faz do combate do Coronavírus aqui no país, os erros e os acertos? E também qual seria o maior desafio agora à frente da pasta da saúde?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Primeiro, muito obrigado pela pergunta. Eu acho que o grande desafio hoje, eu acho que isso é muito claro, é fazer com que as pessoas tenham a consciência, a nossa população, de que nós estamos flexibilizando, mas em que isso não é o normal, nós nem sequer chegamos no novo normal nessa fase. Então é importante que haja realmente uma responsabilidade da população para seguir aquelas três regras básicas que nós sempre trazemos, que &e acute; o distanciamento entre as pessoas, que é o uso das máscaras de forma adequada infrequente, fazendo inclusive a higienização das mãos, seja água e sabão, quando isso é possível, seja com a utilização do álcool em gel. Dessa maneira esse é o momento que nós precisamos, e conclamamos a população para estar juntos, porque nós estamos mudando de forma muito gradual. Essa mesma população foi muito presente, renunciou muitas vezes, a sua liberdade de ir e vir, principalmente para poder ter os resultados que nós tivemos hoje. Mas nós precisamos continuar com esse apoio. Entendam, nós estamos no meio do caminho, não é hora de jogar as malas, não é hora de parar, nós temos que continuar. Então meu grande desafio é conclamar a população para que a gente realmente co ntinue de forma muito correta, muito enérgica, para que nós não precisemos de forma alguma retroagir, voltar para as situações tão comprometedoras, e que cerceavam a nossa liberdade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean. Carla Mota, da Rádio Capital, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora à uma pergunta online, do Jornal A Tribuna, da Baixada Santista, com o jornalista Júnior Batista. Júnior, você já está em tela, boa tarde mais uma vez, sua pergunta, por favor.

JÚNIOR BATISTA, REPÓRTER: Boa tarde, mais uma vez, governador. Bem-vindo, Jean. Bom, a minha pergunta, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, teria feito um pedido para que a capital vá para a fase verde já nessa semana. Pela regra as cidades, as regiões devem ficar na fase três amarela por quatro semanas, perdão. Esse pedido ele houve mesmo? E outra coisa, ele vai ser atendido? Com relação à Baixada, haveria a possibilidade de nós também irmos para a fase verde nessa semana, já?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Júnior, obrigado pelas perguntas. Antes de passar ao doutor Paulo Meneses, que é o coordenador de centro de contingência do COVID-19, nosso comitê de saúde, e também ao Marco Vinholi, eu quero deixar claro que não houve essa solicitação, e nem o prefeito faria, ele sabe que toda a condução do plano São Paulo está fundamentado no comitê, nas decisões e nas avaliações do comitê de saúde. Não há decisão de ordem política, nem de favorecimento, por mais que seja meu amigo, meu companheiro, e a quem eu dedico enorme respeito e estima, ele não solicitou porque ele sabe que isso não produziria resultado, e sim os dados da saúde. Portanto, quero deixar bem claro isso, e o Bruno Covas tem sido exemplar na conduta como prefeito de São Paulo, durante a pandemia, e seguindo rigorosamente as orientações do plano São Paulo, advindos do comitê de saúde, do qual inclusive o seu secretário de Saúde, Edson Aparecido faz parte. Mas vamos ouvir o doutor Paulo Menezes, que é o nosso coordenador desse centro de contingência, doutor Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Eu quero aproveitar para agradecer em nome do centro de contingência ao trabalho e a oportunidade de ter trabalhado com o doutor José Henrique Germann Ferreira. E cumprimentar o doutor Jean Gorinchteyn, e dizer que o centro de contingência estará junto nessa jornada, nesse desafio que nós temos pela frente. Em relação à pergunta do Júnior, eu quero dizer, reforçar as palavras do governador, o centro de contingência n&a tilde;o atende pedidos, o centro de contingência discute regras, e se as regiões conforme as avaliações a cada duas semanas, preenche os critérios para a mudança de fase, essa mudança de fase é indicada, seja para ficar com uma maior flexibilização, maior retomada de atividades, ou em termos de reduzir as medidas de retomada de atividades, no sentido de aumentar o isolamento social. Isso tem acontecido, e na sexta-feira se completam duas semanas com nova avaliação, e cada região vai ser avaliada de acordo com os indicadores daquele momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, muito boa tarde. Eu, assim como o doutor Paulo Meneses, deixo aqui a saudação em nome dos secretários também, e dos prefeitos, que nós atendemos em conjunto, ao doutor José Henrique Germann, pela sua retidão na condução da Secretaria de Saúde, e pela gestão técnica que promoveu ao longo desse período. O doutor José Henrique Germann é um exemplo para todos nós, pela condução, que fez com que nenhu ma pessoa do estado de São Paulo ficasse sem atendimento, enquanto outros estados do mundo, até mesmo com mais recursos que o nosso, não atingissem com êxito esse objetivo. Nós aqui seguimos com a gestão técnica, com o doutor Jean, a qual eu também saúdo e dou aqui as boas-vindas em nome dos colegas de secretariado. Quanto à questão da fase verde, é fundamental dizer, Júnior, que como o governador registrou, não houve nenhum pedido, o que ocorre, e de forma constante ao longo dessa pandemia, é uma gestão muito responsável, e muito bem-feita pelo prefeito Bruno Covas aqui na capital, sempre elevando os índices, nós tivemos aí o maior delta de isolamento, a utilização de máscaras de mais de 97% da população, uma grande revolução no número de leitos estabelecidos na capital de Sã o Paulo, a exemplo também do que faz o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, um grande trabalho por aí. Deixando muito claro, essa regra de quatro semanas não existe, as regras estabelecidas pelo centro de contingência são, ocupação abaixo de 60% no número de leitos, acima de cinco leitos por 100 mil habitantes existentes na região, redução de casos no período, redução acima de 50% de internações, e redução acima de 50% de óbitos. Portanto, qualquer região que atinja esses parâmetros poderá seguir para a fase verde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado, Marco Vinholi, obrigado, doutor Paulo Meneses, obrigado também a você, Júnior Batista, jornal A Tribuna, vamos desconectá-lo aqui da imagem, mas você continua acompanhando a nossa coletiva de imprensa, vamos agora para a TV Record, com a jornalista Daniela Salermo, Daniela, obrigado mais uma vez pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERMO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. São duas perguntas, a primeira para o governador, a respeito da operação de hoje, governador, mais uma fase da Operação Lava-Jato, visando nomes importantes para o partido, para o PSDB, como José Serra e Geraldo Alckmin. Eu gostaria de saber a opinião do senhor sobre isso, como que o senhor vê mais essa fase, se isso não pode impactar inclusive campanha eleitoral do prefeito Bruno Covas? E para o novo secretário, por gentileza, gostaria de entender como que o senhor vê a retomada das aulas, aind a um ponto de muita discussão, entre pais, entre professores, ainda gera uma série de dúvidas, prós e contras, a gente sabe das regras, isso já foi exposto, mas eu gostaria da sua opinião como médico, como que o senhor entende que seria uma retomada adequada pelos riscos que isso pode oferecer? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Jean, vamos com você, começando com você.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, é sempre importante nós seguirmos regras, e as regras do contingenciamento são muito claras, nós só vamos conseguir iniciar as aulas, segundo proposto no início de setembro, se as nossas 17 regiões, áreas de saúde, estiverem no nível amarelo. Se nós tivermos qualquer uma dessas áreas laranja, não vou nem dizer vermelho, mas laranja, ou de qualquer outra cor, nós não progrediremos em nenhuma outra área de saúde. Ent ão isso está muito claro, isso está muito definido pelo governador junto com os comitês técnicos, garantindo a segurança das nossas crianças. Então nós ainda temos muitos municípios em fase laranja, fase vermelha, e para isso nós precisaremos então que todos se mantenham pelo menos, quatro semanas, a partir do dia 8 de agosto, para que a gente então possa dizer sim, 8 de setembro é um dia de reinicio. Então nós vamos evoluir de uma forma muito gradual, e à medida que essa progressão das cores, a flexibilização ocorrer também nessas cidades, a atenção, o cuidado nesses números, exatamente que foram passados aqui, trarão então uma tranquilidade para que nós possamos progredir. E veja bem, reiniciar não é falar assim, beleza, todo mundo traga as suas crianças para a aula d a 13h à 17h, não, nós teremos ainda um percentual de ocupação baixo, de 30%, 35%, com toda a segurança, com toda implementação, mais do que isso, sistemas de educação, que são ao vivo, à distância, não é, o EAD, que é gravada, mas são ao vivo essas aulas, que serão dadas por professores, sejam através de aplicativos que serão patrocinados, ou através de canais de televisão, como por exemplo, a TV Cultura, permitindo a socialização dessas aulas, especialmente para a população mais carente. Então nós ainda precisamos avaliar os dados, sermos muito corretos, muito responsáveis. É o dever do governo em se preocupar com a nossa sociedade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Jean. E à sua primeira pergunta, Daniela Salermo, sim, ambos têm a minha solidariedade, o senador José Serra, o ex-governador Geraldo Alckmin, defendo a continuidade das investigações, com toda a liberdade, pelo Ministério Público, e pelos organismos investigatórios. Confio que as respostas serão dadas de forma adequada, e lembro que estamos na fase de inviabilização, não há nenhuma condenação, nem Geraldo Alckmin e nem a J osé Serra. E também não vejo nenhuma razão que isso possa causar qualquer prejuízo à campanha do prefeito Bruno Covas, à sua reeleição. Bem, agradecendo mais uma vez, Daniela. Vamos agora à Rádio Jovem Pan, com Beatriz Manfredini. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Minha pergunta vai para o secretário Jean. Ontem aqui na coletiva a gente viu que o estado, as mortes aumentaram em 14%, o Doutor João Gabbardo até falou que ainda está dentro do limite, que é de 15%, mas a gente vinha em uma queda aí de três semanas e houve um aumento. Eu queria saber se esse aumento continuar, se tornar um padrão a voltar a aumentar o número de mortes, se vai ter alguma mudança na estratégia, como que isso vai ser visto? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean, só um minutinho. Bia, eu vou tomar a liberdade de pedir ao doutor Jean que responda juntamente com o doutor Paulo Meneses. Jean, por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, como foi muito bem dito, todos os dados devem ser favorecidos, número de casos, número de mortes, ocupação de leitos. Então tudo isso vai ter que ser muito bem avaliado. É claro que principalmente as regiões que tiverem tendo um maior impacto em termos de mortalidade, nós também teremos que ter uma inferência muito mais importante, mãos literalmente de ferro, porque nós não podemos permitir claramente que isso aconteça. Então &eacut e; muito importante ter dados, e os dados que vão nortear condutas. Então vamos aguardar os números dos próximos dias, e baseado nisso as definições estratégicas claramente serão tomadas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Beatriz, para economizar tempo, o doutor João Gabbardo responde em nome do centro de contingência do COVID-19, na qualidade inclusive de ser o coordenador executivo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde. Boa tarde, Beatriz. Essa pergunta nós ontem já comentamos, efetivamente na semana passada, semana nº 30, houve um aumento no número de casos. Esse aumento no número de casos ocorreu com uma concentração maior no interior do Estado de São Paulo. Mas isso tem sido alguma coisa ocasional, não é uma tendência, não mostra uma perspectiva de continuidade. Nós vimos há três semanas com redução do número de caso s, e na semana passada ocorreu um aumento. Provavelmente, os dados que nós estamos coletando dessa semana já são diferentes e nós vamos anunciar e demonstrar isso nas próximas reuniões, é uma tendência dessa semana que pode nos colocar novamente numa curva descendente do número de casos na capital, e mesmo no interior do estado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Dr. João Gabardo. Beatriz, obrigado pelas perguntas. Vamos agora para Maria Manso, da TV Cultura. Maria, boa tarde, prazer ter você mais uma vez aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Dr. Germann, muito obrigada por tudo esse tempo todo, e que o senhor se restabeleça muito brevemente. Dr. Jean, bem-vindo. Dr. Jean, no começo de abril, nós conversamos, eu o entrevistei, e o senhor foi um dos primeiros a recomendar o uso das máscaras caseiras, quando nem se falava disso ainda para a população, o senhor já recomendava isso, até para economizar os EPIs profissionais. Eu queria saber do senhor, a essa altura da pandemia, o que o senhor diria para quem ainda não usa máscaras, como o desembargador aqui no litoral de São Paulo. E eu tenho mais uma questão para o Dr. Dimas, por favor, sobre a vacina. Algumas pessoas têm questionado pra mim por que é que a CoronaVac só vai ser testada aqui no Brasil e na China. Por que não em outros países também? A gente já falou que o Brasil tem uma diversidade racial muito importante, a gente está no centro da pandemia nesse momento, mas por que não também testar a CoronaVac em outros países? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Maria. Vamos então ao Dr. Jean Gorinchteyn, depois Dimas Covas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, muito obrigado pela tua pergunta e pela tua lembrança. Nós sempre tivemos essa visão e nos antecipamos muitas vezes até pela própria Organização Mundial de Saúde, que fazia algumas considerações inicialmente, que eram não científicas, que nós não tínhamos embasamento científico até então. E daí, à medida que nós fomos vendo as estatísticas que aconteciam no mundo, principalmente o q ue aconteceu no Japão, na Coreia, e mesmo no leste europeu, isso foi nos embasando e foi trazendo para as autoridades da Organização Mundial de Saúde um subsídio para dizer: precisamos usar máscara. Hoje, a população entende isso e a população já incorporou isso no seu vestuário. As pessoas, quando saem, elas se sentem extremamente constrangidas de estarem sem máscara, de estarem num local em que se coloquem máscaras de forma inadequada. E é essa a responsabilidade que nós devemos ter, é esse papel que nós, como cidadão, além de qualquer coisa, temos que fazer para as pessoas que estão no nosso entorno, independente do nível social, independente da sua condição de autoridade ou não. Todos nós somos responsáveis para a contenção dessa pandemia. Agora eu entendo que, nesse mome nto, as pessoas estão muito cansadas. Nós passamos muitas semanas, para não dizer meses, usando máscara, fazendo restrições, impedidos de ter as nossas liberdades. Quer dizer, quando chega num momento como esse, um dia ensolarado como esse, você fala: Ah, eu quero liberdade, eu vou sair, eu vou tirar a máscara, eu vou respirar. Saibam que esse é o momento em que você corre risco. Você corre risco e leva esse risco pra dentro das suas casas. Então, esse papel de responsabilidade, ele não é só das autoridades, mas é da população. Por isso, a gente sempre diz: usem máscara, façam o distanciamento entre as pessoas, na medida do possível, e façam a higienização das suas mãos, seja com água e sabão quando isso é possível, seja com a utilização do álcool gel.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Corretíssimo, Dr. Jean. Dr. Dimas Covas, a segunda pergunta da jornalista Maria Manso.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maria, primeiro que isso não é exclusivo, a fase 3 do Brasil. Quer dizer, nós mesmos estamos conversando com outros países, estamos conversando com a Argentina fortemente para estender parte do estudo clínico posterior a essa fase 3 para esses países. E será necessário, não o estudo completo, mas o chamado estudo de ponte, o estudo de [ininteligível], ou seja, se nós temos a vacina registrada aqui, para ela ser registrada em outro país, ela tem que obedecer lá alguns critérios, e entre isso fazer esse estudo de pontes. Então esse é um ponto. O segundo ponto, por que nós começamos fortemente aqui? Porque veja, existe, além do cenário positivo da epidemia no Brasil, existe essa complementariedade entre Butantan e Sinovac, então isso é uma parceria fadada ao sucesso, exatamente por algumas características das duas instituições: mesma tecnologia, mesmo passado, quer dizer, um portifólio assemelhado. Então isso joga favoravelmente a que esse estudo seja feito muito rapidamente aqui. Isso não exclui outros países, mas com certeza será um estudo muito rápido, em termos do habitual. E daí essa associação ganha-ganha.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Maria Manso, muito obrigado. Vamos agora à última pergunta, que é do jornalista William Cury, da GloboNews, TV Globo. Will, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigado. Parabenizar o secretário José Henrique Germann pelo trabalho. A partir de amanhã assume o novo secretário, Dr. Jean Gorinchteyn, que é conhecido por ser uma referência na área, também na imprensa ele colabora bastante. Então eu queria saber, doutor: o senhor não fazia parte do governo, mas estava acompanhando, assim como todos os médicos, a situação da epidemia. Eu queria ouvir uma análise do senhor em relação aos números do Estado de São Paulo. Nós tivemos duas sem anas de queda, ou três, se eu não me engano, acho que foram duas, e a última semana o número de mortes cresceu 14%. Os números de duas semanas atrás indicavam que o estado estaria num platô. Queria saber, tendo essa base histórica que o senhor acompanha, como médico infectologista referência, o estado, de fato, ele está mesmo num platô, apesar da alta da semana passada de 14%? Ou ainda é possível esperar novas altas semanais de mortes aqui em São Paulo?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: William, é sempre um prazer estar falando com você. Nós estamos num momento em que essas flutuações pontuais passam, infelizmente, a acontecer, especialmente em algumas regiões que deixaram, como a gente deu como respostas anteriores, o sequenciamento das normativas dadas pelo Estado de São Paulo, pelo governador do Estado de São Paulo e pelos comitês de gestão. Isso claramente impactou numa maior circulação de pessoas, numa interiorização muito maior da pandemia e, mais do que isso: quando eu circulo mais pessoas, junto com elas circula o vírus, e o impacto de mortalidade tende a ser maior. Isso é absolutamente natural. Infelizmente quando eu abro a circulação das pessoas, ou eu não respeito essa flexibilização voluntária, flexibilização gradual, o que eu passo a ter? O impacto vai sair sempre duas semanas depois, e para que eu possa resgatar esses valores, minimizar e reduzir, muitas vezes essa minha curva demora quatro semanas para que isso aconteça. Então isso é natural dentro desses fluxos epidemiológicos de caracterização de números. Infelizmente, vidas não são números, mas nós olhamos dessa maneira, que existe, sim, uma dinâmica, que acaba trazendo as estatísticas de uma forma mais atrasada. De toda forma, isso faz com que a própria Secretaria d e Estado da Saúde esteja muito atenta ao que vem acontecendo. Nós estamos, sim, num platô, mas nós temos ainda 20% dos nossos municípios que ainda aumentam número de casos. Apesar de, no balanço total, nós termos uma diminuição do número de mortes e número de casos, que vai ser trazido para vocês nos próximos dias, no interior nós ainda temos a repercussão daquelas semanas lá de trás. Então, nós temos que ser muito vigilantes, muito austeros, para que nós não voltemos a ter nenhuma onda nessa onda que, nesse momento, nós estamos num platô, quer dizer, nenhuma elevação dessas cifras. E é por isso que esses dados são olhados diariamente e, lógico, por uma análise maior, semanal e quinzenalmente. Então, são esses dados que vão fazer com que as medidas se jam tomadas de uma forma realmente muito austera, muito segura, para que nós não tenhamos nenhum impacto à nossa população. E é importante a gente lembrar que esses números teriam sido significativamente maiores se a população não tivesse feito parte disso, engajada nisso, se o Governo do Estado de São Paulo não tivesse aumentado o número de leitos, fomentado o número de aparelhos de respirador, especialmente agora no interior, nós teríamos tido uma mortalidade ainda muito maior. Então, essas medidas muito proativas, garantiram sim que nós não tivéssemos impacto ainda maior na vida e na saúde das pessoas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn. Eu, Will, tomo a liberdade, Dr. Jean, apenas de acrescentar que, além disso, o Estado de São Paulo foi o primeiro estado e tornar obrigatório, lei, inclusive com multa para o uso de máscaras. Depois, outros estados passaram a fazê-lo, e outros municípios também, mas foi aqui que nós tomamos essa decisão, aliás, enfrentando críticas inclusive, quando deliberamos isso para a população do Estado de São Paulo, ainda no mês de m aio, como determinação e lei ao final deste mês, o que vem prevalecendo neste momento. E também quero ressaltar e destacar, Will, as campanhas que fizemos em televisão, rádio, internet e outros veículos de imprensa, estimulando as pessoas a ficarem em casa, obedecerem o isolamento. Neste momento, as que tiverem que sair, usarem máscara, seguirem o distanciamento social e obedecerem os critérios de higiene pessoal, como acaba de mencionar o infectologista Jean Gorinchteyn. Um conjunto de valores no campo da medicina, no campo da gestão administrativa e no campo da comunicação. É por isso que São Paulo vai bem no tratamento desta pandemia, dessa triste fase da pandemia, que se abate sobre o Brasil e outros 215 países do mundo. Mas aqui nós levamos a sério o tratamento, a atenção e o cuidado em proteger vidas. Aqui não há polít ica, aqui não há ideologia, aqui não há fatores de pressão que não afetam as decisões do governo de se manter dentro da saúde e da ciência. E é essa razão que justifica também a manutenção na nossa equipe do Dr. José Henrique Germann, com 37 anos de administrador dos dois maiores hospitais do país, Sírio-Libanês e o Albert Einstein, como durante um ano e oito meses como brilhante secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Continua conosco, e a vantagem: agregamos o Dr. Jean Gorinchteyn a este grupo de trabalho, e quero lembrar também que o Dr. Jean, a partir de agora, é o 20º membro do Centro de Contingência do Covid-19, ou seja, ele passa a integrar o Comitê de Saúde, ao lado dos demais que aqui já estão, entre os quais eu destaco o Dr. Esper Kallás, o João Gabardo, o próprio Dr. José Henrique Germann, igualmente o Paulo Menezes e o Dr. Dimas Covas. E agora com a chegada também do Dr. Jean Gorinchteyn, que passa a ter dois trabalhos e um salário. Muito obrigado a todos. Atendendo ao pedido dos cinegrafistas e fotógrafos, eu vou aqui à frente para fazer a imagem com a vacina, a CoronaVac, lembrando que amanhã temos coletiva às 12h45, com mais notícias, mais informações atualizadas. Aos que nos acompanham em casa, ao vivo, pela TV Cultura, em São Paulo ou em outras partes, por favor, use máscara sempre que tiver que sair da sua casa, obedeça o distanciamento social, 1,5 m em relação a qualquer outra pessoa, seja qual for o local a que você se destina, e obviamente lave as mãos, mantenha a higiene, se proteja e proteja sua família também. Muito obrigado, uma boa tarde a todos. Vamos fazer a foto ali?