Coletiva - Governo do Estado apresenta nova fase do Plano São Paulo 20202705

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Coletiva - Governo do Estado apresenta nova fase do Plano São Paulo

Local: Capital - Data: Maio 27/05/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Muito obrigado aos jornalistas aqui presentes, aos cinegrafistas, aos fotógrafos, obrigado também aos que estão acompanhando essa coletiva de imprensa de hoje, 27 de maio, aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Ao meu lado, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas , o vice-governador do estado e secretário de Governo, Rodrigo Garcia, o secretário de estado da Saúde, José Henrique Germann, a secretária de estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Patrícia Ellen, o secretário de estado de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, o Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, Dimas Covas, Ana Carla Abrão, coordenadora do Conselho Econômico do Estado de São Paulo e o novo integrante do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, e ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, o médico João Gabardo. Todos eles terão intervenções hoje aqui nessa nossa coletiva de imprensa, que vai apresentar o programa da Retomada Consciente, no chamado Plano São Paulo.Agradecer aos veículos que estão transmitindo ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes nesta tarde: TV Cultura, GloboNews, TV Bandeirantes, BandNews, Rádio Bandeirantes e Rádio BandNews, RecordNews, TV Alesp, Rede Brasil, Rede Vida, TV UOL, TV Jovem Pan e a CNN. E também os flashes ao vivo, aqui do Palácio dos Bandeirantes, do SBT, Rádio CBN, Rádio Capital, TV Globo, TV Record, Rede TV e TV Gazeta, além de todos os demais veículos de comunicação que aqui estão, de mídia impressa, de emissoras de rádio e de mídia digital. Hoje é um dia particularmente importante para São Paulo e para os 46 milhões de brasileiros de São Paulo. É o dia em que estamos anunciando a Retomada Consciente, a partir do dia 1 de junho. A partir do dia 1 de junho, por 15 dias, manteremos a quarentena, porém com uma retomada consciente de algumas atividades econômicas, no Estado de São Paulo, cujo detalhamento vocês conhecerão a seguir, nas apresentações que serão feitas, razão pela qual a nossa coletiva de hoje se alongará um pouco mais do que normalmente acontece. No dia 11 de março deste ano, a Organização Mundial de Saúde decretou a pandemia do Corona Vírus, em uma situação excepcional: 216 países do mundo adotaram medidas de distanciamento social e passaram a enfrentar o Corona Vírus. No dia 26 de fevereiro, o Brasil, e especificamente São Paulo, teve a primeira constatação de uma pessoa portadora do Corona Vírus, vinda da Itália. No mesmo dia, criamos o Comitê de Saúde, sob a direção do médico David Uip, que continua a faz er parte do comitê, embora não esteja coordenando neste momento. Fomos em busca da ciência, da medicina, da saúde e de especialistas nesta área para orientar os procedimentos do Estado de São Paulo, da sua capital e dos demais 644 municípios que compõem o Estado de São Paulo. De forma voluntária, médicos, cientistas e especialistas passaram a integrar este comitê, hoje composto por 16 membros, e que se reúne regularmente aqui na capital de São Paulo, de forma virtual, mas diariamente. Tomamos claramente a decisão de pautar todas as nossas ações fundamentadas na saúde e na ciência, e assim continuaremos. Optamos também por transparência absoluta em todas as nossas ações e iniciativas, tanto a Prefeitura de São Paulo quanto o Governo do Estado de São Paulo. E tomamos também, neste programa de transpar&e circ;ncia, a iniciativa de comunicar de forma clara, objetiva, sem nenhum tipo de restrição, a imprensa brasileira e imprensa internacional, oferecendo informações precisas, corretas e fundamentadas. Repito: fundamentadas na ciência, fundamentado em dados e fatos. Aqui, não há achismo, nem aquilo que o prefeito quer ou o governador deseja, e sim fatos apurados, levantados e informados através da ciência e da medicina. Portanto, passamos a ter aqui ações coletivas, compartilhadas, ouvindo, sabendo ouvir, registrando e compartilhando, e não impondo ou decidindo soberanamente. Não há isso em São Paulo, nem na capital nem no estado, e posso antecipar: não haverá. Tivemos êxito, por conta deste esforço coletivo e principalmente pelo esforço da população do Estado de São Paulo. Como exemplo, os feriados prolongados. Foram sei s dias de feriados prolongados aqui em São Paulo, graças à iniciativa do prefeito Bruno Covas e do Governo do Estado, antecipando feriados, com o apoio da Câmara Municipal de São Paulo e da Assembleia Legislativa do nosso estado. Nos feriados prolongados, conseguimos um isolamento social que, na média, subiu 2%. Pode parecer pouco, mas não é. Dois por cento significam 880 mil pessoas que ficaram em suas casas, em isolamento social, que respeitaram a orientação do Governo do Estado e da Prefeitura, e das demais prefeituras de municípios em São Paulo, para respeitarem este isolamento. O resultado, portanto, permitiu que 880 mil pessoas, na região metropolitana, e 880 mil pessoas, no interior do Estado de São Paulo, fossem adicionados àquelas que estavam respeitando o isolamento social. Muito obrigado a todas essas pessoas, a todas essas famílias, a todas essas m&atild e;es, avós, mulheres, pais, avôs, jovens, cidadãos, que, respeitando a vida, fizeram o isolamento social. A quarentena, em São Paulo, desde o seu início, e até o dia 31 de maio, vai salvar 65 mil vidas. E esses dados não são dados governamentais, são dados da ciência. Abrimos sete hospitais de campanha no estado, aumentamos em 60% o número de leitos de atendimento à população, em hospitais públicos. Já temos 600 novos respiradores, instalados e em operação, até sexta-feira dessa semana, e mais 2.800 respiradores deverão chegar até o dia 15 de maio, incluindo nestes 600 respiradores oferecidos pelo Ministério da Saúde, através do seu atual ministro interino Eduardo Pazuello. Dezessete mil pessoas foram salvas, com o tratamento adequado, n o Sistema de Saúde de São Paulo, e aqui cabe também, em meu nome e no do Bruno Covas, um agradecimento aos profissionais de saúde, médicos, paramédicos, enfermeiros, profissionais de hospitais, de pronto-socorros, de AMEs, de unidades públicas, municipais e estaduais, que, como verdadeiros heróis, ajudaram a salvar vidas daqueles que, infectados, foram tratados e foram salvos. A estes heróis da medicina, os nossos agradecimentos, e que continuem sendo heróis, salvando mais brasileiros em São Paulo e sendo um bom exemplo para o Brasil. Quero registrar aqui a coragem do prefeito Bruno Covas e da sua equipe de secretários e colaboradores. Bruno e os seus secretários e colaboradores têm sido gigantes nesta batalha, para vencer o Corona Vírus e diminuir o número de infectados e de vítimas. Ao Bruno e a todos da Prefeitura de São Paulo, e aqui estendo também o agradecimentos a prefeitas e prefeitos do interior, da região metropolitana e do litoral de São Paulo, que igualmente vêm tendo posturas corretas, não cedendo a pressões e obedecendo a orientações do Governo do Estado, da Medicina e da Saúde, orientações que estão alinhadas com a Organização Mundial de Saúde. Aqui em São Paulo, temos consciência de que é com união, com trabalho coletivo, com a capacidade de ouvir, discernir e agir, dentro dessa lógica estamos salvando vidas. E assim vamos prosseguir. O vírus afetou fortemente a economia do Brasil, e obviamente afetou fortemente a economia do estado que lidera a economia brasileira, que é o Estado de São Paulo. Mesmo assim, desde a primeira quarentena, São Paulo decidiu, com base na ciência, em estudos, em planejamento, em manter 74% das atividades em funcionamento no estado. E aqui cabe também, Bruno Covas, um agradecimento àqueles que, do setor privado, souberam respeitar as normas sanitárias, as orientações do Governo do Estado, da prefeitura da capital e de outras prefeituras também, para protegerem os seus funcionários, colaboradores, fornecedores e clientes. E temos certeza de que isso assim continuará, pela consciência coletiva e a capacidade de cada um cumprir o seu papel de cidadania. Fizemos as medidas certas, na hora certa. Tentamos, avançamos, corrigimos também o que foi necessário e assim o faremos sempre. O nosso compromisso é com a vida, é com o acerto e não com erros. Nós respeitamos a ciência e a medicina, e respeitamos principalmente a vida d e 46 milhões de brasileiros que vivem em São Paulo. Respeitamos também os meios de comunicação. Os veículos de comunicação e os seus representantes, sejam cinegrafistas, jornalistas e fotógrafos. Graças à qualidade da informação, a precisão, a apuração e a transparência dos meios de comunicação, estamos vencendo também a batalha da comunicação, contra a 'fake news', as mentiras e as incorreções, que infelizmente prejudicam a orientação correta e a compreensão acertada da população. Portanto, em meu nome e no do Bruno Covas, também o nosso agradecimento à imprensa brasileira, especialmente a imprensa de São Paulo. Como consequência desse esforço coletivo, de todos aqui mencionados, nós vamos poder dar um cuidadoso, importante e b em-planejado passo adiante, com essa nova etapa da quarentena, denominada Retomada Consciente, para o período de 1 a 15 de junho. É uma nova fase, uma nova prática, que vai permitir, em alguns locais, em algumas áreas, a retomada gradual e segura de atividades. Quero alertar, no entanto, que a Retomada Consciente parte do princípio da colaboração de todos e da ajuda conjunta, mas parte também do princípio que nós estaremos monitorando dia a dia a evolução do processo e eu respeito a ciência e a medicina, se tivermos que dar um passo atrás, se tivermos que retomar medidas, que agora nós estaremos flexibilizando, gradual, parcialmente, de forma heterogênea, não excitaremos em fazê-lo, para proteger vidas, repito, Bruno Covas e eu não temos compromisso com o erro, temos o compromisso com a saúde, com a vida dos brasileiros de São Paulo, e com medidas corretas, certas e bem praticadas. Atitude responsável de cada pessoa será fundamental nessa etapa para o sucesso da chamada retomada consciente. Por isso, deixo aqui o apelo, pra que você, que está na sua casa, onde for, aqui do Estado de São Paulo, sendo ou não brasileiro, procure respeitar a orientação correta do Governo do Estado de São Paulo, do governo da sua cidade, da ciência e da medicina. A nova fase do Plano São Paulo não é um relaxamento aos cuidados, a vigilância e a proteção da vida, mas um monitoramento, um ajuste fino voltado para as realidades regionais. Essa fase, denominada retomada consciente, seguirá a orientação da ciência, da medicina e da saúde, e temos dados técnicos para permitir esta gradual e segura retomada, ela será possível nas cidades que tiverem redução consistente do número de casos, e tiverem também disponibilidade de leitos nos seus hospitais públicos e privados. E também se estiverem obedecendo o distanciamento social nos ambientes públicos, além da disseminação, o uso obrigatório de máscaras, não vamos abrir mão de proteger os brasileiros de São Paulo, não vamos abrir mão de salvar vidas, nós vamos garantir tratamento correto, justo, pra que a retomada consciente seja bem sucedida em todo o Estado de São Paulo. Para facilitar na compreensão do Plano São Paulo, dessa retomada consciente, vamos usar as bandeiras, que sinalizam o grau da retomada em cinco fases, em cinco etapas, que serão apresentadas a seguir. O sucesso dessa retomada consciente precisa, repito, da colaboração de cada cidadão, precisamos também da colaboração dos jornalistas , dos profissionais de imprensa, pra que continuem fazendo o bom trabalho que tem feito, de informar corretamente, de analisar, pesquisar e oferecer, nos seus veículos, a orientação correta a população, essa é a melhor forma de combater as fake news, as notícias falsas e mentirosas. Desde a pandemia, o início desta pandemia, muita coisa mudou no mundo, muita coisa mudou no Brasil, muita coisa mudou em São Paulo, só não mudou o princípio da prefeitura da capital e do Governo do Estado de São Paulo, o respeito pela vida. O médico doutor [ininteligível], um dos homens mais importantes da medicina brasileira, [ininteligível] nos ensinou que nada, absolutamente nada resiste ao trabalho, seguiremos, sim, trabalhando pela vida, pelas vidas de todos os brasileiros de São Paulo, lembrando que a solidariedade começa pelo respeito à vida e a cada cidad&at ilde;o, o sentimento humanitário será sempre preservado em São Paulo. Para que vocês tenham melhor conhecimento agora do Plano São Paulo, deste programa denominado Retomada Consciente, vou pedir ao comitê da saúde, liderado pelo Dr. Dimas Covas, seu coordenador, e ao doutor [ininteligível], que sendo ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, na versão do então ministro Luiz Henrique Mandetta, e agora integrante também do nosso comitê de saúde, possam oferecer a sua contribuição neste momento. E, na sequência, vamos ao comitê econômico, a prefeitura de São Paulo e a visão municipalista. Portanto, passo a palavra ao Dr. Dimas Covas, coordenador do nosso comitê de saúde. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde. Inicialmente, governador, eu inicio agradecendo a formação desse centro de contingência em fevereiro deste ano. São Paulo foi o primeiro estado a montar um comitê de contingência, um centro de contingência, e reuniu, pra essa missão, inicialmente, 15 membros destacados da comunidade científica, gestores de hospitais, pessoas com muita experiência, muita, inclusive muito renome na comunidade internacional, seguramente entre os melhores, né, dispon&iac ute;veis no Brasil pra essa função. Esse centro, no momento, governador, é composto por 18 membros, incorporou mais recentemente o Dr. João dos Reis, que está aqui, secretário executivo do Ministério até recentemente, e o Dr. José Osmar Medina de Abreu, que é o diretor superintendente do Hospital do Rim. Com isso, esse grupo vem trabalhando desde fevereiro, intensivamente, diariamente, discutindo os avanços, discutindo os desafios que essa epidemia vem trazendo, uma epidemia totalmente nova, totalmente de comportamento inusitado, quer dizer, tudo que se conhecia antes, está sendo necessário ser revisto quase que diariamente, a literatura sobre esse assunto é fortíssima, então, esse grupo, que se associa a dezenas de outros pesquisadores, do Brasil e do exterior, tem feito um trabalho de primeira ordem, pode ter certeza, governador, o senhor está recebendo as melhores informações científicas, as melhores informações atualizadas diariamente, sobre a evolução da epidemia no Estado de São Paulo, no Brasil e no mundo. Essa informação, essas informações são fundamentais para a decisão dos senhores, que são os dirigentes públicos máximos do nosso estado, e eu tenho que enfatizar, sempre ouvindo o centro de contingência, sempre olhando a perspectiva de proteger os nossos cidadãos, tomar a melhor medida, levando em consideração as recomendações desse centro. Então, muito obrigado, governador, muito obrigado. Esse centro, desde o seu início, desde a primeira notificação de caso, em 26 de fevereiro desse ano, já começou a organizar as possíveis medidas de combate à epidemia, e já no início de março recomen dou as primeiras medidas de isolamento social. Tivemos repercussão, em março, né, a medida que a epidemia ia progredindo, chegou-se a necessidade, num determinado momento, de aconselhar a quarentena, isso foi feito, como todos sabem, né, em 24 de março, e aí nós temos medidas subsequentes e eu vou demonstrar, daqui a pouco, qual foi a efetividade dessas medidas. Quer dizer, a quarentena, que já foi renovada em abril, depois em 23 de abril, depois 11 de maio, e chega agora ao seu término no dia 31. Então, esse foi um trabalho exitoso, governador, até aqui, a ciência tem orientado e as orientações têm sido tomadas e demonstrado a sua eficiência. Os números provam isso, e eu vou ter a oportunidade de mostrar daqui a pouco. Então, eu gostaria de agradecer, agradecer em nome do centro de contingência, Dr. Paulo, presente aqui, Dra. Helena, e a todos os outros, né, que trabalham diariamente em função, trabalham voluntariamente, isso é importante, em função de oferecer as melhores soluções para o Estado de São Paulo e para o Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas, coordenador e membro do comitê de saúde, aliás, desde o primeiro momento, hoje são 18 membros, corrigindo a informação que eu havia dado de 17 membros, são 18, com a chegada do Dr. Medina e do Dr. Gabardo, e agradecer e muito o trabalho sério, científico, sob a sua coordenação, com os demais 17 membros aqui apresentados. Passo a palavra agora ao Dr. João Gabardo, médico e secretário de saúde do Estado do Rio Grande do S ul, e ex-secretário executivo do Ministério da Saúde. Gabardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL: Boa tarde, governador, queria inicialmente agradecer a confiança, o convite que o senhor me fez pra participar do comitê de contingência aqui em São Paulo, e vendo e conhecendo as pessoas que compõem esse comitê, sinto muito orgulho de poder estar ao lado dessas pessoas. Desde a nossa saída do Ministério da Saúde, governador, a gente tem procurado atender pedidos de contribuição, de parceria de vários estados brasileiros, nós já tivemos parti cipando do Rio Grande do Sul, com o governador Eduardo, em Goiás, com o governador Caiado, no Pará, com o governador Elder, e além de São Paulo, nós devemos começar a trabalhar também uma contribuição com o governador Zema, no Estado de Minas Gerais, então, pra nós é uma honra poder contribuir com a experiência que a gente adquiriu no enfrentamento dessa epidemia no Ministério da Saúde, e principalmente poder dizer que as pessoas que dizem que as medidas que foram tomadas, pelos governadores, pelos prefeitos, não surtiram efeito no achatamento da curva, isto não é verdade, isto precisa ser contestado com muita veemência, não pode ser dito, e alguns estão dizendo isso, que, apesar de tudo, ocorreram a quantidade de óbitos que nós temos aqui em São Paulo, e a quantidade de óbitos que nós temos no Bra sil, na verdade deveríamos dizer que, apesar de todas as medidas, este foi o número de casos, este foi o número de óbitos que ocorreram, e ele é muito menor, muito menor do que se não tivéssemos feito, se não tivéssemos tomado todas as medidas. E esse é um esforço que é dos três níveis de governo, o Ministério da Saúde está no seu terceiro ministro, mas tem tratado com muita responsabilidade o enfrentamento dessa epidemia, assim como o esforço dos governadores, dos prefeitos, prefeitos das capitais, prefeitos do interior, isto é que fez com que essas curvas mostrem que o país, quando comparado com outros países, países, Estados Unidos, ou países europeus, a nossa situação é muito boa em relação a esses outros países, se nós relativizarmos o número de casos e o n& uacute;mero de óbitos proporcionalmente a população desses países, o Brasil tem uma situação muito melhor que todos os países europeus, próximo daquilo que aconteceu na Alemanha, e muito superior ao que ocorreu, muito melhor que comparado a Espanha, a França, a Itália, aos Estados Unidos. Então, esse esforço não pode ser negado, o efeito das medidas que foram tomadas foi, efetivamente, uma redução no número de casos, e uma redução no número dos óbitos que aqui ocorreram. Pode passar o próximo, por favor. Esse, essa nossa avaliação, e esse tempo todo que a gente tem dispensado para analisar os dados do Brasil, os dados estaduais, os dados do mundo, mostram que em São Paulo, no início da epidemia, lá no dia 15 de março, 68% dos casos que nós tínhamos no Brasil estavam concentra dos no Estado de São Paulo, 68%, houve uma redução aí pela metade do mês de abril, já estava com 39, e hoje São Paulo é responsável por 22%, pouco mais de um quinto dos casos confirmados do Brasil, em relação aos óbitos, a mesma situação, nós tínhamos, lá no início, 68% dos óbitos aqui em São Paulo, caiu pra 45 e a última informação, que está lá, eu não consigo enxergar, 26, se não me engano, é isso? 26%. Então, esse é o trabalho e esse é o fruto desse desenvolvimento, desse esforço e aqui é muito importante destacar o papel que este comitê de contingência de São Paulo, o papel que eles fizeram no apoiamento às medidas, tanto do Governo do Estado, quanto a mesma capital, através aqui do prefeito Bruno. Era isso, gove rnador, rapidamente, agradecimento aí ao seu convite.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor João Gabbardo, bem-vindo ao comitê de saúde. Vamos agora ouvir o Dimas Covas, coordenador do comitê, e aí teremos uma intervenção do Germann nessa apresentação. Dimas, por favor.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, gostaria simplesmente ainda de registrar a presença do doutor Luiz Carlos Pereira Júnior, que é o diretor do Hospital Emílio Ribas. E eu apresento agora aqui a evolução de alguns gráficos, de algumas curvas, a primeira mostrando a evolução do número de casos. À esquerda no alto, é o que nós havíamos projetado no dia 8 de maio, e ali, duas situações, em amarelo, o que seria a evolução do número de casos sem nenhuma med ida de afastamento social, e em laranja, o que vem acontecendo na prática com as medidas de isolamento social. Sem as medidas de isolamento nós teríamos naquela projeção 700 mil casos, e em 8 de maio nós tínhamos um pouco mais de 40 mil casos. Na parte de baixo a projeção atualizada para além de 8 de maio, incluindo inclusive a presente data. Quer dizer, da mesma maneira, em amarelo a projeção sem medidas, e em laranja com medidas. Nós chegaríamos sem medidas em torno de 1 milhão no estado de São Paulo. Quer dizer, nós estamos com 84 mil nesse momento. Então isso mostra quão efetivas foram as medidas de isolamento. As medidas de isolamento nós repetimos aqui continuamente, constantemente, são a única ferramenta que nós dispomos para enfrentar esta pandemia, nós não temos medicamentos, nós n&atild e;o temos procedimentos que sejam capazes de desativar o vírus, o isolamento é a única forma de nós colocarmos o vírus fora de circulação, e ele funcionou e tem funcionado até aqui, e ele precisa ser mantido porque é a única forma que nós temos ainda à nossa disposição para enfrentar esta epidemia. Então nós poupamos muitos casos, nós impedimos que o vírus atingisse milhares de pessoas aqui no estado de São Paulo. O próximo é a mesma aproximação, agora com relação ao número de óbitos, mesma situação, em 8 de maio, nós fizemos a projeção, em amarelo, sem nenhuma medida. E aí tem um ponto interessante, quer dizer, nós temos em laranja a progressão do número de óbitos, e em branco há exatamente a curva, quer dizer, a curva que havia sido constantemente atualizada, as projeções que nós fizemos, e vejam que as projeções são muito correlacionadas com a curva real de casos. E da mesma forma agora a projeção para além de 8 de maio. Quer dizer, importante dizer que sem as medidas nós teríamos um maior número, um grande número de óbitos. Com as medidas foram possíveis até o momento, poupar 65 mil vidas. Esse é o número, quer dizer, o esforço de cada um de nós, o esforço de isolamento social, o esforço das outras medidas, o esforço da utilização das máscaras, o esforço das medidas de higiene pessoal, o esforço da conscientização de cada um de nós poupou até o momento 65 mil vidas, ou como se diz no meio hospitalar, 65 mil almas. Esse é o nosso esforço, esse &ea cute; o resultado do nosso esforço. É dolorido? É dolorido. É isolante? Nos afasta de quem nós amamos? Sim. Mas significa que nós estamos salvando a vida de cada um desses possíveis que morreriam a cada dia. Esse é o nosso trabalho, governador. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Vamos agora ao José Henrique Germann, ainda na apresentação da saúde. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Esse painel mostra resumidamente como evoluiu a estrutura da Secretaria de Saúde em termos do atendimento na outra ponta, uma ponta é a questão relacionada à prevenção, e aqui é a relacionada à evolução da estrutura. Nós dobramos o número de leitos em UTI, de 3.600 para 7.200. Foram abertos sete novos hospitais, tanto de campanha, quanto hospitais simples, que estão aí colocados. Contratamos alguns ainda em processos, 6.300 novos profissionais de saúde. E adquirimos testes, tanto para o PCR, quanto para o teste rápido, o teste sorológico, a 3,3 milhões de testes. E recebemos nessa semana 600 novos respiradores, que permitirão abrir mais leitos que estejam já preparados, porém aguardando esse requisito de estrutura crítico para o atendimento dos pacientes em regime de tratamento intensivo. Obrigado, governador, era isso que eu queria mostrar resumidamente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Henrique Germann, secretário de Saúde do estado de São Paulo. Agora vamos para a área econômica, neste denominado plano São Paulo, da retomada consciente, com a palavra a Patrícia Ellen, secretária do estado de Desenvolvimento Econômico. Lembrando que a Patrícia fala em nome de todos os secretários do estado de São Paulo, que participaram ativamente das discussões, dos debates e da integração de dados para permitir esta apres entação. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Falo em nome dos secretários e secretárias, também de todo o corpo técnico que tem trabalhado conosco aqui, que tem envolvido, é um trabalho que envolve, na verdade, centenas de pessoas não somente no governo, mas também em vários setores, no setor econômico representado por empresarias e empresários, associações de classe, os trabalhadores, empregadores, nos reunimos com as centrais sindicais e temos trabal hado com todos eles conforme foi o nosso compromisso desde o início, de trabalhar baseado em dados, evidências, respeitando a ciência e respeitando a vida. Esse mapa é só um lembrete de que quando nós iniciamos o plano São Paulo no dia 22 de abril, nós explicamos e nos comprometemos que o trabalho seria feito baseado em seis pilares, três pilares pelo ângulo da saúde, e três pilares pelo ângulo da economia e da sociedade. Na saúde nos comprometemos em aprender mais sobre a doença, em aprender a controlá-la e ter um olhar [Ininteligível] por região e por município. A capacidade do sistema de saúde foi outro desafio que tínhamos pela frente, precisávamos aumentar os nossos leitos, principalmente leitos de UTI dedicados à COVID-19. Também precisávamos evoluir em testagem e monitoramento da transmissão. E assim foi feito, na disseminação da doença nós lançamos o sistema de monitoramento inteligente, que hoje integra dados do estado, dados externos, públicos, para que possamos aprender cada vez mais e realizar um controle detalhado. Hoje, como já foi dito aqui pelo Dimas, pelo Gabbardo, a nossa curva é dez vezes menor, exatamente pelas medidas adotadas e por esse controle que está sendo feito. E também estamos verificando uma desaceleração do crescimento da epidemia, ainda estamos sim na etapa do crescimento, mas com o crescimento em ritmo menor. Na capacidade de sistema de saúde nós celebramos que dobramos a capacidade com o dobro de leitos de UTI, com respiradores, e tivemos aqui uma série de missões muito emocionantes para que esse trabalho fosse feito, respiradores locais, internacionais. Estamos acompanhando de perto 28 projetos de respiradores no nosso estado e no Brasil, para apoiar esses projetos, e que eles estejam também disponíveis não somente para o estado de São Paulo, mas para todo o Brasil. Nosso compromisso aqui é contribuir da melhor forma possível, somos um país continental, e o nosso trabalho, nosso compromisso é com os brasileiros e brasileiras. Na testagem nós adicionamos quase 4 milhões de testes, e com isso o estado de São Paulo passa a ter o número de teste a cada 100 mil habitantes em linha com referência de países desenvolvidos que estão fazendo combate ao Coronavírus. No lado econômico nos comprometemos a iniciar um diálogo intenso, através de todos os secretários aqui representados com os setores econômicos e associações, e fazer uma análise de vulnerabilidade econômica setorial também. Bom, com isso nós ouvimos mais de 150 ent idades de classe, 400 empresas, em 20 setores econômicos, que eram os que foram identificados como os mais vulneráveis, aqui também com apoio da FIP, do professor Eduardo Haddad, e nós hoje temos elaborados prontos para serem lançados, exatamente hoje o site da [Ininteligível], do plano São Paulo, com 60 protocolos e mais de 500 diretrizes que servem como recomendações para os setores para que eles possam utilizar. E destacando aqui a contribuição dos prefeitos que fizeram uma série de contribuições também de protocolos, e de análises de planejamentos regionais, que também foram considerados nesse trabalho. Na parte de comunicação e transparência, aqui nós gostaríamos de celebrar uma vitória, que foi a adesão da população, não somente ao isolamento, mas as práticas de distanciamento, de higiene, e em especial o uso de máscaras. Hoje nós também somos referência, e essa conquista foi feita com mais de 90% da população utilizando máscaras, e 100% já dentro do transporte público. Isso é uma referência se a gente comparar com o que está acontecendo no resto do mundo também. Por fim, na abordagem regional, honrando o nosso compromisso foi lançado o conselho municipalista, e esse diálogo que nos permite realizar essa transição que está descrita agora a seguir. Então o que é essa transição? Na próxima página nós nos comprometemos também com vocês de ter uma abordagem heterogênea e faseada regionalmente para a nova etapa do plano São Paulo. Esse faseamento, o compromisso original nós tínhamos aqui com vocês quatro fases, nós incluímos uma quinta fase, pela simples razão de que infelizmente enquanto não houver vacina, nem cura para o vírus, nós temos que conviver com o que nós estamos chamando aí de normal controlado, que é quando chegarmos nessa fase e estivermos aqui celebrando com vocês que estamos na fase de tudo em funcionamento, sem cura e sem vacina ainda será um funcionamento com medidas rígidas de higiene e distanciamento. Então descrevendo as fases brevemente, a primeira fase que é a vermelha é de alerta máximo, onde é uma fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais, devido ao alto risco de transmissão. A fase dois é de controle, é a fase de atenção, que temos ainda que realmente ter medidas restritivas, mas já é possível iniciar uma flexibilização com medidas mais r estritivas. Em alguns setores de menor risco para a saúde, que nós já vamos descrever. Na fase três, que é a etapa de flexibilização, a gente já inicia uma abertura ainda controlada também, mas de um número maior de setores. A fase quatro, que é a abertura parcial, a gente já tem um nível de abertura maior, também com restrições. Para finalizar, a fase de normal controlado, o equivalente seria que todos os setores já estariam em funcionamento, mas sempre com as medidas de distanciamento e higiene. Na próxima página foi um outro compromisso, nós dissemos que iriamos avaliar essa regionalização com base em duas dimensões, a capacidade do sistema de saúde, e a evolução da epidemia. Nós estamos fazendo isso com base em cinco indicadores, dois de capacidade do sistema e saúde, e trê s na evolução da pandemia. Na capacidade de sistema de saúde nós estamos olhando para a taxa de ocupação de leitos de UTI e COVID-19, e leitos de UTI COVID-19 para cada 100 mil habitantes. Lembrando que isso é importante, porque se uma região não tem leitos ela fica muito exposta a um aumento, ou tem um número baixo de leitos, ela fica muito exposta a qualquer crescimento, e isso nos ajuda também a fazer uma priorização do envio de respiradores e gestão dos leitos. Na evolução da epidemia nós temos três indicadores, número de casos de Coronavírus, número de internações, e número de óbitos. Eles estão aqui todos ponderados, é criada uma ponderação entre eles, e com base nisso a gente gera a classificação das regiões para entender em que fase que elas est&at ilde;o. Na próxima página a gente mostra como que isso muda a vida no dia a dia. Lembrando que hoje no estado de São Paulo nós estamos aqui entre a fase vermelha e laranja, em um único momento todo o estado operando, com altas medidas restritivas, e agora nesse momento de transição a gente passa para esse reconhecimento da heterogeneidade do estado, onde as regiões vão poder estar em fases diferentes. Então na fase um a gente só opera com a indústria essencial, e ainda tem aqui indústria não essencial operando, que foi uma inovação da quarentena do estado de São Paulo, os únicos lugares do mundo que desde o início com protocolos muito restritos permitiu o funcionamento da indústria e da construção civil. Na fase dois, que é o laranja, nessa fase aqui que a gente está chamando de controle, nós já iniciamos uma abertura com restrições de atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shopping center. Para dar um exemplo aqui das recomendações do estado com relação a isso, a ideia é que isso seja feito com restrição de fluxo de horários, e também com medidas rígidas de distanciamento. O equivalente em caso de shopping center seria um fluxo em torno ali de 20% da capacidade original, respeitando o distanciamento de 1,5 metros, horário reduzido a recomendação inicial seria de quatro horas nessa etapa e limitação do uso de praça de alimentação. Esse é um exemplo, os protocolos são bem detalhados, vão estar disponibilizados no site. E aqui fica uma reflexão, o estado passa a fazer recomendação, o secretário Vinholi vai explicar um pouco como é que vai ser esse processo com os prefeitos também, mas na fase laranja em diante é um processo de delegação e gestão direta pelos municípios. Na fase três a gente também inicia uma abertura com restrições além dos setores já mencionados para bares e restaurantes similares e salões de beleza, na fase quatro a gente também complementa com academias. E na fase cinco, que nós estamos todos ansiosos para chegar até lá, que é o nosso normal controlado, quando chegarmos lá, se tiver alguma região nessa etapa, todos os setores, incluindo também eventos, teatros, cinemas, passam a funcionar sempre lembrando com protocolos. O que não está descrito aqui ainda, queria chamar atenção, é educação e transportes, estamos em discussão. O transporte também é uma inova&cc edil;ão no nosso caso, nunca foi interrompido, porque isso teve que acontecer, lembrando que isso aconteceu em muitos países, em muitos estados, não foi o nosso caso. E na parte de educação estamos aqui com o secretário Rossieli, fazendo um diálogo porque é um setor que exige muita atenção, requer um cuidado, esse trabalho do faseamento vai ser apresentado também nos próximos dias. Com isso eu vou passar a palavra para a economista Ana Carla, e já agradecendo toda a contribuição do conselho econômico, que tem sido fundamental nesse processo, e eu já retorno para mostrar para vocês qual que é a nossa fotografia desse primeiro exercício de regionalização. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. Vamos agora complementando a apresentação do comitê econômico, ouvir a palavra da economista Ana Carla Abrão, que coordena o conselho econômico do estado de São Paulo, que é integrado pelos economistas Tércio Arida, Eduardo Haddad e Alexandre Schwartsman, além da própria Ana Carla Abrão, a quem passo a palavra nesse momento. Ana Carla.

ANA CARLA ABRÃO, COORDENADORA DO CONSELHO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Boa tarde, a todos. Antes de começar a apresentação eu queria ressaltar aqui que por orientação do nosso governador a gente, tudo que vai ser apresentado aqui, na verdade, tem por trás um enorme trabalho que foi baseado em informações, em dados, experiência, análise, mas acima de tudo muito diálogo, diálogo dentro do governo. E aí a equipe da saúde do centro de contingência coordenado pelo doutor Di mas, doutor Germann à frente da Secretaria de Saúde. O ministro Meirelles, secretária Patrícia, aí liderando a economia, todos os secretários setoriais que trouxeram todo o insumo que veio fruto do diálogo com o setor privado. E aí eu cito o secretário Flávio Amary, e em nome dele eu agradeço toda essa participação do secretariado. Teve um diálogo regional com os prefeitos, liderado pelo secretário Marco Vinholi. Então a gente ouviu também as demandas regionais. Teve toda, obviamente, uma grande interação com a Prefeitura de São Paulo, o prefeito Bruno Covas, secretário Edson Aparecido. E obviamente tem aí uma equipe técnica por trás muito forte que nos ajudou a colocar isso tudo de pé, e sob a coordenação aí com enorme competência do nosso vice-governador Rodrigo Garcia. Ent& atilde;o esse é um trabalho, como a Patrícia já tinha antecipado e o governador João Doria também, à várias mãos, com várias competências distintas, e que visam olhar o estado como um todo nas suas particularidades, nas suas riquezas, e compatibilizar a preocupação e a prioridade da saúde com a questão econômica, com a preocupação de proteger a produção e o emprego dentro do estado. Então esse foi o grande desafio que nos trouxe aqui esse resultado que gostaríamos de compartilhar com todos vocês. Nós estamos, na verdade, e o plano ele nessa etapa se concentra nessa primeira fase, que a gente chama de fase de resposta, a gente obviamente gostaria de estar já aqui a frente com toda a crise superada, a crise de saúde superada, mas como muito bem colocou a secretária Patrícia, infelizmente sem um a vacina, sem uma medicação eficaz isso não é possível. Então a gente hoje concentra toda a atuação ainda nessa fase de resposta, que visa lidar com uma situação de saúde que ainda é preocupante, que exige vigilância constante, mas também com uma questão econômica que todos nós estamos vivendo, alguns inclusive, a população mais desassistida mais do que outros, que é uma queda na produção, que é uma queda no PIB e um desemprego crescente. Então é com esse olhar, olhando esta fase de resposta que a gente construiu à várias mãos, à várias cabeças esse plano que vai ser apresentado, e a ideia aqui é justamente mostrar para vocês o que foi a metodologia atrás desse plano. O plano está baseado em cinco critérios principais que visam a responder à essas perguntas que estão aqui ao lado direito. Ou seja, quando que a gente pode começar a modulação das medidas de isolamento, ou seja, a flexibilização, onde, o que pode ser modulado, como, e finalmente, como é que a gente controla isso. Porque mais uma vez, o processo e a etapa que a gente se encontra hoje vai exigir um constante monitoramento, porque como o governador colocou, essa infelizmente é uma fase ainda em que nós temos que garantir que o controle da epidemia é feito diariamente, justamente para a gente evitar processos de idas e vindas, que de toda forma estão em pauta. Nós partimos então pela definição das zonas por nível de risco, as fases, como a Patrícia colocou aqui. Essas fases, essas zonas por nível de risco, elas estão focadas em indicadores de saúde, e tem por objetivo medir duas caracterís ticas principais de cada região do estado, capacidade de atender o cidadão na infraestrutura hospitalar instalada, e capacidade de controlar ou observar a evolução da epidemia. Então a gente olha a capacidade hospitalar, olha como a epidemia está se comportando através dos indicadores aqui apresentados pela Patrícia, justamente para que a gente possa responder a primeira pergunta, onde eu posso flexibilizar? Porque eu tenho capacidade adequada, e eu tenho a epidemia sob relativo controle. A segunda pergunta é, aonde? E aí nós classificamos todas as regiões com base nas informações disponíveis, para que a gente possa justamente levar em conta a heterogeneidade da epidemia no estado de São Paulo, e também questões relativas à própria vulnerabilidade e particularidade de cada região específica. A terceira pergunta, o que pode ser modulado? O que pode ser flexibilizado? Vem de um trabalho setorial que visa justamente olhar produção e emprego, as duas variáveis principais quando a gente pensa do ponto de vista econômico. Então quais são os setores que mais sofreram e que mais estão sofrendo, e quais os setores que do ponto de vista de empregabilidade e também de trabalho informal, são mais relevantes no estado de São Paulo. Finalmente como abrir e como monitorar. Como abrir é um conjunto de protocolos que teve aí uma série de discussões, nós conseguimos, claro, trazer toda a experiência internacional, o que a OMS define do ponto de vista de protocolos de higiene. Mas também agregamos aqui, como coloquei mais cedo, todas as contribuições dos diversos setores que foram ouvidos, para garantir que esses protocolos sejam eficientes e garantam a segurança necessá ;ria para que a gente possa voltar a operar com mais normalidade ou com mais tranquilidade, mas acima de tudo com mais controle e segurança. E o último ponto é a testagem. Aqui a testagem é fundamental, porque hoje nós sabemos que não é São Paulo, mas o Brasil como um todo, tem índices de testagem baixos, e nós precisamos aumentar esse volume de testagem para a gente ter mais clareza em relação à contaminação e evolução da epidemia, não só do ponto de vista de mais informação, mas de capacidade de controlar eventuais focos de contágio que possam vir a acontecer. Então esses são os cinco pilares que visam responder à essas perguntas, e que então dão origem aí à toda base que vai definir as fases que foram apresentadas anteriormente. Do ponto de vista setorial, aí eu vou entrar um pouquinho no detalhe na questão setorial, porque foi ela também que baseou a tabela que a Patrícia apresentou, do que nós abrimos em cada fase. Mais uma vez os critérios aqui foram vulnerabilidade econômica, e empregabilidade. Lembrando aqui que todo esse trabalho é um trabalho de análise que a FIPE, liderada pelo Eduardo Haddad, que é um dos economistas que compõem o conselho econômico, já vinha fazendo para o governo do estado de São Paulo. Nós olhamos a análise, fizemos essa pergunta específica para esse bloco de dados, e para esse conjunto de análises já elaboradas, para identificar quais são os setores que estão mais sofrendo, quais são os setores que tem mais potencial de gerar empregos, quais os setores que tem um nível de informalidade muito alta. E aí nós chegamos a esse ranking ali do lado e squerdo os 15 setores que aparecem como resposta à estas perguntas, e que foram priorizados a partir desse diálogo com o setor privado, conforme colocado aqui na tabela do lado direito da apresentação. Então nós temos hoje com os setores cujo o foco é necessário ser dado com esse olhar de empregabilidade e de produção e de vulnerabilidade econômica, que são serviços de beleza, academias, bares e restaurantes. Como sabemos, educação, ele além de tudo, tem uma característica importante para viabilizar os outros de forma mais regular. Comércio, e aí shopping center, lojas de rua, concessionárias, escritórios e atividades imobiliárias. Conforme a Patrícia já apresentou, todos esses setores foram priorizados e foram considerados no plano de abertura, à uma interseção à educaç&atild e;o que exige um olha muito mais cuidadoso e o secretário Rossieli está trabalhando nisso, porque não só pela vulnerabilidade do ponto de vista de saúde, mas também ele tem que estar aí graduado com a própria abertura dos demais setores para viabilizar no momento em que a gente tenha uma abertura mais ampla, ou esteja nas fases mais adiantadas. Com base nisso, e aí a gente tem a próxima página que a gente pode passar, como é que vai se operar toda essa classificação das regiões. Primeiro lembrando que a gente opera aqui, trabalha aqui, o estado como um todo, dividido por regiões de saúde. Que é muito próximo da região administrativa, mas tem algumas diferenças, porque como a gente está baseando a análise na capacidade hospitalar, é necessário que a gente tenha esse olhar do ponto de vista da saúd e. Cada região vai ser classificada em uma fase com base naqueles dois critérios de saúde que já foram colocados aqui. Na parte de capacidade hospitalar, utilização de UTI, número de leitos de UTI, e na parte de evolução da pandemia, como é que a gente identifica essa evolução. Essas fases, essas regiões então uma vez classificadas em cada fase, a cada sete dias haverá uma reclassificação com base na evolução desses dois indicadores. A partir daí a cada 15 dias, ou seja, uma vez que tenhamos estabilidade nesses indicadores a região poderá se mover para fases mais flexíveis. Para fases menos flexíveis isso poderá acontecer a cada sete dias, quando há a reclassificação, ou eventualmente de forma tempestiva a partir do momento em que haja algum indicador que gere essa preocupaç& atilde;o. Mas o importante é que cada região vai evoluir ou não de fases, com base nesses indicadores, e ela poderá regredir, se os indicadores mostrarem alguma regressão. E aí, lembrando que capacidade hospitalar e evolução da pandemia têm que igualmente ter o mesmo peso, para que a gente garanta que essas coisas estão compatíveis e que a gente continue no processo que nós viemos até aqui, garantindo que as pessoas são atendidas e que as vidas são poupadas. Então, esse é o princípio fundamental por trás de todo esse trabalho. Finalmente, tem aqui alguns pontos mais específicos, ou seja, os protocolos vão ser definidos em cada fase, para garantir que haja justamente a minimização do risco de que se volte pra trás, e por isso que é tão importante que esses protocolos sejam rigorosamente seguidos, p ara que a gente tenha a evolução na direção sempre, para que se chegue lá, na fase azul. Eu vou devolver a palavra para o governador, porque a partir daqui a gente vai ver justamente os resultados dessa metodologia, aplicados na prática. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado à economista Ana Carla Abrão, assim como à secretária Patrícia Ellen. Conforme eu disse, hoje é uma apresentação mais longa, que se justifica pela importância, o impacto disso na vida de 46 milhões de brasileiros que vivem em São Paulo. E agora, nós vamos ouvir a Prefeitura da capital de São Paulo, com o prefeito Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom dia a todos. Queria, cumprimentando aqui o governador, cumprimentar a todos que estão presentes, imprensa, fazer aqui uma apresentação sobre os dados da cidade de São Paulo, depois o secretário Edson Aparecido pode complementar, com algumas informações relevantes. Os dados atuais do município de São Paulo: nós temos 174 mil casos suspeitos, 51.852 casos confirmados, 53 mil pessoas que já foram curadas na rede municipal, 3.700 óbitos suspeitos, 3.400 óbitos confirmados. A taxa de ocupação de leito de UTI na cidade de São Paulo, no dia de ontem, bateu 85%. Nós estamos, desde o dia 5 de maio, trabalhando nesta faixa, já são portanto mais de três semanas em que o índice fica entre 85% e 92%, mostrando que a gente tem conseguido, com a ampliação de leitos de UTI na cidade de São Paulo, manter a taxa média de ocupação de leitos aqui na cidade. Próximo. Os estudos mostram que aqui na cidade de São Paulo, com a ampliação da atenção à saúde e as ações desenvolvidas para ter isolamento social, nós salvamos 30 mil vidas, que teriam sido perdidas se a gente não tivesse tido a preocupação de conter a atividade econômica, isolar as pessoas e ampliar a atenção na área da saúde. De cada dez pessoas que são atendidas na rede munici pal, nove são salvas. Próximo. Aqui, a gente recupera brevemente várias dessas ações que foram desenvolvidas, começando lá em março, quando nós tivemos a suspensão de eventos públicos, no dia 13, a decretação do município de emergência, no dia 17, quando se iniciou o distanciamento social, dia 20 decretação do estado de calamidade, dia 15 de maio nós editamos um decreto com escalonamento de horários de comércio e serviços, dia 16 de abril nós recomendamos o uso de máscara na cidade de São Paulo, desde o dia 27 de abril os hospitais privados são obrigados a informar à Prefeitura de São Paulo a sua taxa de ocupação de UTI, nós iniciamos no dia 27 de abril também bloqueios educativos em várias vias da cidade de São Paulo, dia 30 de abril nós san cionamos uma Lei Municipal que trata de diversos temas do combate ao Corona Vírus e que traz a possibilidade do município requisitar leitos privados. Aliás, eu agradeço aqui ao vereador Eduardo Tuma, ao vereador também João Jorge, aqui presentes, e em nome dos dois a todo o apoio que a Câmara Municipal tem dado à Prefeitura de São Paulo, um trabalho conjunto que a gente tem desenvolvido entre Executivo e Legislativo. Desde o dia 4 de maio, é obrigatória a utilização de máscaras no transporte público municipal, no dia 4 de maio nós iniciamos também bloqueios efetivos em avenidas da cidade de São Paulo, no dia 11 de maio começou o mega rodízio, no dia 18 de maio, nós retomamos o rodízio tradicional, e na semana de 20 a 25 de maio nós tivemos os feriados antecipados, do qual o estado aderiu, também antecipando o f eriado de 9 de julho. Alguns números importantes na ampliação da atenção à saúde: são sete novos hospitais já entregues, os dois hospitais de campanha, do Anhembi e do Pacaembu, dois hospitais privados, que estavam fechados e foram reabertos, o Hospital da Cruz Vermelha e o Hospital da Capela do Socorro, três hospitais que foram inaugurados e serão permanentes, o Hospital da Brasilândia, o Hospital de Parelheiros e o Hospital da Bela Vista. Mil e sete novos leitos de UTI, já contando os dez que foram entregues no dia de ontem, no Hospital do Servidor Público Municipal. Mais de 9 mil profissionais contratados na área da saúde. Já fechamos parcerias com 19 hospitais privados. A pesquisa feita pela Prefeitura de São Paulo mostra uma adesão de 96% da população u tilizando máscara aqui na cidade de São Paulo. Sexta-feira agora a gente começa a testar todos os profissionais, sintomáticos ou não, recomendado ou não, da área da saúde. Nós temos 100 mil pacientes que estão sendo monitorados, mais de 3 mil ações desenvolvidas pelo pessoal da atenção básica, em especial por toda a equipe do programa de Saúde da Família, aqui na cidade de São Paulo. E uma taxa de alta hospitalar de 89%. Como eu disse, a gente salva nove de cada dez vidas, aqui na cidade de São Paulo. Até agora, a cidade tem cumprido uma das premissas de todas as ações desenvolvidas, que é não deixar ninguém sem atendimento. Várias cidades, muito mais ricas do que São Paulo, passaram por situação do médico ter que escolher quem era atendido, quem não era atendid o, e até agora a gente conseguiu dar tratamento a todos aqueles que buscaram ajuda na rede municipal. Próximo. Aqui, um gráfico que mostra a taxa média semanal de crescimento dos casos de Covid, mostrando que nós chegamos a mais de 17% de crescimento, na semana em que nós tivemos o primeiro óbito, aqui na cidade de São Paulo. Esse número vem reduzindo e hoje a gente trabalha com uma taxa semanal de crescimento de casos de 3%, o RT, que é a taxa de transmissão individual, hoje, aqui na cidade de São Paulo, é de 1, enquanto que no estado está 1,5 e no interior 1,7. Próximo. Aqui, uma curva que mostra a quantidade de óbitos confirmados e óbitos suspeitos, mostrando a estabilização em relação ao número de óbitos por dia, nas últimas quatro semanas. Próximo. Aqui também mostrando estabilizaç&at ilde;o, quando a gente considera a semana epidemiológica. Nas últimas quatro semanas, nós tivemos uma estabilidade em relação ao número de óbitos. Próximo. Aqui, o índice de isolamento que é trabalhado pelo Governo do Estado de São Paulo, que permite ao Estado de São Paulo acompanhar todo o estado, é o mesmo índice que ele pode desenvolver para vários municípios, mostrando que nós conseguimos, com a semana do mega rodízio, ampliar em 1,29% a taxa de isolamento, e depois, com a semana do feriado, crescemos ainda mais 1,57%, mostrando o índice, o acerto do município nas ações desenvolvidas para aumentar isolamento social. Mas além desse índice que o estado trabalha, tanto para a cidade quanto para outros municípios, a cidade também tem os seus levantamentos de isolamento social, num índice q ue nós criamos, que a gente trabalha, acompanha já de algum tempo, que mede quantidade de pessoas circulando nas ruas, quantidade de trânsito na cidade de São Paulo, quantidade de notas fiscais emitidas. Eu vou mostrar o comportamento desses índices aqui pra vocês. Próximo. Aqui, a quantidade de veículos circulando na cidade de São Paulo, tendo como parâmetro, 100%, a média da quantidade de veículos que circulavam no ano passado, no mesmo período. Logo no início de março, nós chegamos a ter 7,9 milhões de veículos circulando pela cidade de São Paulo. Esse número caiu drasticamente logo no início da quarentena, como vocês podem notar, foi crescendo semana a semana, e na semana anterior ao rodízio bateu 3,7 milhões de veículos, que foram derrubados nas duas semanas seguintes, com o retorno do rodízio e com o megaferiado. Próximo. Aqui a quantidade de pessoas dentro do sistema público municipal de transporte, dentro dos nossos ônibus municipais, aqui também considerando como 100% a média do ano passado. No começo de março, a gente tinha 3,3 milhões de passageiros por dia no sistema público, e a gente trabalha agora com um valor de 1,1 milhão por dia, chegando a 890 mil passageiros na semana do feriado. Próximo. Aqui, a quantidade de notas fiscais emitidas para serviços que exigem a presença da pessoa. Aqui, a gente não contabiliza notas fiscais que são emitidas eletronicamente, que a pessoa pode emitir com serviço prestado sem a presença física, então tem cartórios, estacionamentos, uma série de serviços que foram levantados aqui, pra mostrar exatamente o quanto as pessoas estão deixando de circular, aqui na cidade de São Paulo, sempre com índice abaixo de 30% do que é a média do ano passado. Próximo. Somando, portanto, todos esses índices, ponderando alguns deles, a gente elaborou, desde o início da pandemia, um índice próprio, aqui para a cidade de São Paulo, mostrando que, desde o início da quarentena, a gente vem trabalhando aqui na cidade, de acordo com esse índice, com um índice de isolamento acima de 55%, e só na semana, na primeira semana de maio, a gente teve esse índice abaixo de 70%, aqui na cidade de São Paulo. Próximo. Aqui é um comparativo da quantidade de mortes por semana, na cidade de São Paulo, com outras grandes cidades do mundo, como Nova Iorque, Madri, a região de Lombardia, que foi muito destacada no início da pandemia, que não conseguia controlar a quantidade de pessoas que estavam sendo infectadas, e a compara& ccedil;ão com o restante do Brasil. Esse gráfico mostra que, sem sombra de dúvida, a cidade de São Paulo é 'case' mundial de conseguir controlar a doença, de achatar a curva, de não deixar a gente ter um pico em relação a número de pessoas infectadas, a número de pessoas não tratadas e o número de pessoas que vieram a óbito, como a gente compara nesse gráfico com outras cidades mundo afora. Todos esses dados mostram que a cidade de São Paulo esteve no caminho certo, que as ações que foram adotadas, seja para ampliar o isolamento, seja para ampliar a atenção na área da saúde surtiram efeitos e não deixaram que a gente tivesse picos da doença aqui na cidade de São Paulo. Próximo. Bom, quais são então os próximos passos? E aí é preciso a maior cautela pra q ue a gente consiga ampliar a atividade econômica sem ter que ir lá na frente e voltar a restringir. Quais são as premissas que a gente adota pra isso? Primeiro: Manter e continuar ampliando a porcentagem de pessoas que utilizam máscara. Inclusive, o próprio Estado e a Prefeitura vão agir conjuntamente do ponto de vista de comunicação pra continuar a conscientizar as pessoas que máscara salva. Manter o distanciamento social. Evitar... continuar a evitar aglomerações e a circulação desnecessária de pessoas. Ampliar ainda mais o número de leitos de UTI, nós tínhamos 507 leitos de UTI na cidade, já ampliamos 1.007 leitos e vamos ampliar nas próximas duas semanas mais 550 leitos. Serão, portanto, mais 1.550 leitos acrescentados aos clientes que a Prefeitura tinha anteriormente, isso só o esforço da cidade de São Paulo, sem contar o esforço que o estado também está fazendo, já mencionado aqui pra ampliar os leitos públicos na cidade e na região metropolitana. Ampliar a testagem da população, manter estáveis os índices de transmissão, o número de casos e a ocupação de UTI na cidade de São Paulo além da quantidade semanal de óbitos. Tudo isso, com essas premissas a gente começa a discutir com o setor privado os protocolos de saúde pra retomada da atividade econômica. Amanhã, 12h30 na Prefeitura, nós temos uma coletiva do município onde nós vamos explicar de que forma, a partir de quando os setores vão poder apresentar a Prefeitura os seus protocolos que serão validados pela vigilância sanitária do município assinados com o prefeito da cidade pra que eles possam retomar a sua atividade econômi ca. Então tudo isso, trabalhando junto do Governo do Estado, a Prefeitura produziu esses números que permitem agora a gente iniciar essa discussão com o setor público. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Complementando a apresentação da Prefeitura de São Paulo, tem a palavra o secretário da saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido. Edson.

EDSON CARAM, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE MOBILIDADE E TRANSPORTES DE SÃO PAULO: Governador, prefeito, apenas pra complementar a fala do prefeito que mostra que os índices e as taxas muito consistentes aqui da cidade de São Paulo, as ações de saúde no município começaram em janeiro, quando no dia 10 de janeiro a Organização Mundial de Saúde soltou o comunicado mundial da existência de uma nova pneumonia. No dia 10, no dia seguinte, o município disponibilizou no seu site já as primeiras orientações a respeito do Coronavírus. Nós, nesse período que nós chamamos de período de prevenção passamos a estruturar aquelas medidas que foram estruturantes no sistema de saúde pra que se alcançasse os números que aqui o prefeito colocou. Então nós iniciamos toda a preparação do sistema de saúde da cidade, mil equipamentos em saúde, 90 mil profissionais em saúde envolvidos nesse processo e na época, 19 hospitais. Depois, no mês de fevereiro, com o início dos casos, nós passamos a organizar toda a rede de saúde com a ampliação dos serviços, sobretudo, a ampliação dos horários de atendimento e mais de 170 equipamentos de saúde, das 19h às 21h, e aos finais de semana. Em março, passamos a fazer o processo de ampliação da rede municipal hospitalar, não só com a ampliação dos nossos hospitais que nós já tínhamos, mas também com a estruturação dos novos hospitais que aqui o prefeito colocou. Em abril, acrescentamos além da qualificação em todo o sistema de atenção básica na cidade que aqui foi colocado, foram mais de 3 mil ações em toda a cidade, sobretudo, na periferia, nós fizemos a expansão da rede hospitalar com 2.500 leitos de enfermaria, com o surgimento dos dois hospitais de campanha: do Anhembi e do Pacaembu. E finalmente, no mês de maio, com a contratualização, 19 hospitais privados, a ampliação de um conjunto de leitos que foi um pulmão importante num momento muito agudo que a pandemia teve na cidade que foi entre o dia 27 de abril e o início, a primeira semana de maio, isso foi um processo bastante importante, fez com que o sistema pudesse tratar tod as as pessoas que procuravam o sistema de saúde e os números aqui foram colocados muito bem pelo prefeito. Hoje, além dos casos já apurados, aqui apresentados, estão sob monitoramento e tratamento dentro da rede nossa de saúde na cidade, 52.181 pessoas na atenção básica, 1.935 pessoas na nossa rede hospitalar, 641 nos hospitais de campanha e mais 434 pessoas em outros equipamentos da Prefeitura que somam aquele número que o prefeito anunciou numa das... nos slides que foram 53.541 pessoas que com Covid passaram pelo sistema público de saúde e foram recuperadas. Agora com a possibilidade já no dia de hoje, e aí o governador e o vice-governador devem colocar isso, a ampliação dos nossos leitos de UTI com os respiradores que o Estado vai doar ao Município, nós ampliamos muito a capacidade nos leitos de UTI na cidade e com outras ampliações que o prefeito deve anunciar na coletiva de amanhã. Então acho que é basicamente isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário de saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido. Antes da parte final da apresentação vou pedir uma breve intervenção da Patrícia Ellen com a apresentação do mapa do estado de São Paulo para melhor compreensão dos jornalistas e de quem está assistindo em casa nesse momento a apresentação do Governo do estado de São Paulo, da retomada consciente em todo o estado de São Paulo Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Então, esse mapa é a primeira classificação regionalizada, nós temos aqui regiões em três fases diferentes. Na nossa fase vermelha que é de alerta máximo nós temos aqui a região da grande São Paulo, a Baixada Santista e Registro. Na fase laranja que é a fase aqui de controle, onde já iniciamos uma flexibilização com medidas restritivas em alguns setores, né, o início dessa retomada, nós temos aqui a capital, a de São Paulo, Araraquara, Araçatuba... desculpa, Araraquara não. Araçatuba, Campinas, Franca, Marília, Piracicaba, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté. E na fase amarela que é a nossa fase aqui da flexibilização onde nós temos um número maior de setores operando também com medidas restritivas, nós temos Bauru, Barretos, Presidente Prudente e Araraquara. Aí sim, Araraquara. Então não temos nenhum município, nenhuma região, nenhuma diretoria regional de saúde na fase quatro, nem na fase cinco. Lembrando que a fase quatro é a fase de abertura parcial e na fase cinco que é a azul seria aqui a fase do nosso normal controlado. Então essa é a primeira aplicação de todo o trabalho que es tá sendo feito dessa nova fase do Plano São Paulo, lembrando que isso aqui está sendo feito com atualizações semanais e as quartas-feiras nós faremos atualização com base nos dados da semana anterior até terça-feira. Não estamos seguindo exatamente a semana epidemiológica, uma questão aqui de precisão de dados locais para que a gente consiga atualizar sempre com a melhor informação. E esse trabalho vai ser melhor detalhado agora pelo secretário Vinholi pra explicar como é que vai ser a interação com os prefeitos, com as regiões administrativas, com as diretorias regionais de saúde, pra manter a atualização, refinamento dos dados e também a delegação das informações. Antes de finalizar, eu queria passar duas informações, a primeira que o nosso site do Plano S&ati lde;o Paulo acabou de entrar no ar, pra quem quiser acessar é saopaulo.sp.gov.br/coronavírus/planosp. Ali nós temos todo esse trabalho, tanto a metodologia quanto à classificação... diariamente os dados são atualizados e semanalmente, né, a revisão da classificação. Vocês terão acesso a isso, mas não somente a isso, a todos os protocolos que foram elaborados nesses diálogos setoriais envolvendo setores econômicos, as associações de classe, as associações de funcionários, trabalhadores e principalmente os nossos prefeitos e prefeitas. Antes de finalizar, governador, eu gostaria muito de agradecer o esforço de todos, mas em especial o seu e o do Bruno, né, até esse momento, a gente sabe que tem sido muito difícil pra todos nós envolvidos nesse processo, mas principalmente também agradecer as p essoas que estão em casa. A gente sabe que esse esforço tem sido muito grande pra todos nós, ficar longe das pessoas que a gente ama, fazer esse trabalho conjunto. Nós entramos no enfrentamento dessa pandemia, sim, unidos, respeitando a ciência e a vida, e fazendo esse sacrifício. E que a nossa retomada consciente agora siga também nesse mesmo caminho, baseado na união, na ciência, no respeito a vida e a todas as pessoas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico. Antes de passarmos para o municipalismo que é mantendo este mapa que está sendo exibido neste momento, é a mensagem da esperança. E a mensagem da esperança exige perseverança e a capacidade de todos nós trabalharmos pelo isolamento, seguirmos orientação da saúde e da medicina e termos paz e união. Isso é que vai ajudar a passar mais rápido por essa triste fase da crise de s aúde do Brasil e que se reflete no âmbito mundial. Vamos agora a última etapa da apresentação antes das perguntas que é o projeto municipalista. Quem faz uso da palavra, o secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos. Primeiro dizer aqui de três pontos fundamentais desse passo que nós estamos dando hoje. O primeiro deles é a transparência dos dados e dos critérios, né? Então nós ouvimos 645 cidades, os prefeitos, a sua vigilância, os seus secretários de saúde junto com o Comitê de Contingência trazendo critérios objetivos e claros de que forma se dão esses próximos passos. Através disso, a Secretaria de Sa&ua cute;de criou o Censo Covid, um censo que é atualizado diariamente e que vai ser abastecido por esse sistema das prefeituras, os leitos municipais, leitos estaduais, tudo isso que a gente colocou aqui até agora, né? Essa é a foto de hoje, mas a foto da próxima semana e, consequentemente, das semanas que vão avançando podem ser diferentes. Então, isso cabe aos gestores, a todos nós, a sociedade mobilizada e trabalhando nesse processo. A Patrícia colocou muito bem, aí estão as fases, né, nós temos as regiões de Registro, Vale do Ribeira, a região da Baixada Santista e também a grande São Paulo na zona vermelha. Rapidamente dizer que a Baixada Santista, pelo número de ocupação de leitos e também pela alta taxa de óbitos muito dada também em torno da sua população mais idosa frente à mé dia do estado. O Vale do Ribeira, numa variação muito grande de número de casos nesse período e também de internação, quase três vezes o período de um mês. E a grande São Paulo muito também por conta dessa ocupação de leitos. É fundamental dizer que nós vamos agora, nessa próxima fase, essa próxima fase é fundamental, são 17 VRSs mais a capital, e essa análise semanal traz um outro pressuposto base, o pressuposto da cooperação. Cooperação entre prefeitos, entre um prefeito e outro prefeito, tendo em vista o que acontece no seu município, a ação que ele toma impacta também em outro município, entre Governo e estado de São Paulo. Até agora nós já percorremos um longo caminho nesses 60 dias, governador, a gente veio em um isolamento homogên eo que possibilitou não só aqui em São Paulo esse trabalho heroico feito pelo Bruno e por toda a sua equipe, sete hospitais, mas também a frear o avanço do vírus do interior do estado de São Paulo. Eu me lembro que no começo, através de um processo que nós iniciamos aqui em São Paulo, R$ 340 milhões transferidos pelo Governo do Estado aos municípios, e hoje nós não temos um município no estado de São Paulo que não se preparou pra combater o Coronavírus. Desde o maior prefeito, da maior cidade do estado de São Paulo que é o prefeito Bruno Covas, com essa ação fundamental feita, até o prefeito de pequeno município que sabe pelo nome cada pessoa que contraiu o vírus na sua cidade, e através da sua Secretaria da Saúde trabalhou junto com o governador João Doria liderando esse pro cesso pra salvar 65 mil vidas em São Paulo. Então hoje nós temos EPIs normalizadas em todas as prefeituras do estado, o dobro de leitos, 87% do uso de máscara aqui no Estado de São Paulo, o que possibilita esse passo fundamental que nós estamos dando hoje. Dizer que o terceiro, e daí eu peço pra passar para o próximo slide por favor, já para ir finalizando. O terceiro passo, a terceira premissa fundamental é a autonomia e o compartilhamento de decisões com os gestores municipais nesse processo, o empoderamento, não só para os prefeitos, mas para suas equipes, secretários de saúde, Vigilância Sanitária, que estão nas fases 2, 3 e 4, podendo flexibilizar determinados setores anunciados com segurança e de forma faseada, a partir do dia 1 de junho. Dizer que, com isso, foram trabalhados com 645 municípios, em mais de cem videoconfer&ec irc;ncias, com todos os secretários de estado que participaram desse processo, na construção de planos regionais. E esses planos regionais embasam os planos que os prefeitos e que cada cidade vai implementar a partir de agora. Nós temos os pré-requisitos, a adesão aos protocolos de testagem, algo que foi elencado pelos próprios prefeitos como fundamental, e também o embasamento científico para tomada de decisões, em cada uma dessas cidades. Por fim, governador, nós chegamos até aqui, reduzimos em três vezes o percentual de são Paulo frente ao do Brasil, no momento que o país é o segundo com mais casos no mundo, nós salvamos 65 mil vidas e, através desse novo modelo, esse modelo que pressupõe cada vez mais que os gestores municipais sejam responsáveis por esse processo, nós vamos seguir em frente, salvando mais vidas e retomando aqu i o nosso estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. E agora, concluindo ainda no projeto municipalista, vamos ouvir Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de Governo do Estado de São Paulo. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, governador, eu peço para deixar o mapa na tela, para reforçar aquilo que o nosso secretário Vinholi colocou. A partir portanto, do decreto que o governador publica amanhã: as zonas vermelhas mantêm-se, até o dia 15 de junho, a quarentena atual, dialogando-se com os gestores municipais; as áreas laranjas, delega-se aos prefeitos, que já fizeram seus planos regionais, que estão integrados com as DRSs, que são as Delegacias Regionais de Saúde, a decis&a tilde;o de eventual flexibilização, e já foi apresentado o quê ele pode flexibilizar, e as regiões amarelas, também a delegação ao prefeito e um número maior de atividades a serem flexibilizadas. Então, esse mapa mostra bem como nós evoluímos nesses quase 70 dias de quarentena, governador. E uma mensagem final: esse esforço vai continuar. O governador João Doria sempre coloca que nós estamos no meio de uma guerra, e uma guerra que tem um inimigo comum, que é o Corona Vírus. Hoje, com essa apresentação, ficou muito claro para todos os paulistas que foi um dia de celebrar as batalhas vencidas até agora, um dia de agradecer à população pelo envolvimento, um dia de agradecer aos profissionais de saúde pelo esforço, um dia de agradecer a todos que colaboraram, por essas vitórias, e é importante que elas sejam reverberadas em São Paulo, no Brasil e em todo o mundo, pelos exemplos que nós demos até agora. Mas temos batalhas pela frente, e hoje o que o governador João Doria faz é refazer a sua estratégia, com base no que aprendemos, com base nas lições que tiramos, para que a gente consiga, ainda, juntos, enfrentar, e ao final vencer o Corona Vírus. Esse acho que é o grande resumo da coletiva de hoje, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Agora sim, vamos às perguntas. São 13h40. Presencialmente, o primeiro veículo é a TV Record, com a jornalista Daniela Salerno. Daniela, boa tarde, obrigado pela paciência, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Na verdade, são duas, se me permite. Eu sei que hoje é um dia complicado. Primeiro, em relação à piora dos índices. A gente viu aqui que pode melhorar a fase, mas tendo uma piora dos índices o município pode ter que voltar atrás em relação às regras de isolamento. E conversando com alguns médicos, há uma preocupação sobre surtos localizados, justamente para isso não voltar. Eu queria entender se há alguma política, seja na capital ou no estado, em rela&cce dil;ão a esses surtos localizados. E também, governador, saiu há pouco na imprensa que aquela compra dos respiradores da China, daqueles 3.000, foi pago antecipadamente e que não teve garantia contratual. Eu queria confirmar essa informação e se o valor eventualmente vai ser ressarcido. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado pelas duas perguntas. Serão, obviamente, respondidas. Vamos começar pelo município de São Paulo, com o secretário Edson Aparecido, na questão dos surtos localizados, como você indagou, e na sequência o tema dos respiradores. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós já fazemos aqui na capital esse acompanhamento, esse monitoramento de surtos eventuais, que venham a acontecer em determinadas regiões, sob o ponto de vista do território e em determinadas comunidades. Nós tivemos um caso específico de um surto na aldeia indígena ali na região de Parelheiros, onde nós fizemos o processo de testagem dos 1.200 indígenas. Fizemos um isolamento domiciliar, inclusive, para aqueles que testaram positivamente, e tivemos a felicidade inclusive de curar uma indígena de 107 anos, que teve que ser hospitalizada. Então, a cidade faz esse processo de monitoramento em todas as regiões, e deve agregar, em função de uma nova programação de testagem que nós vamos fazer, e que o prefeito deve anunciar amanhã, um acompanhamento mais rigoroso inclusive dos 96 distritos da cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido. Eu começo a responder e divido a resposta, Daniela Salerno, com o nosso vice-governador e secretário de Governo, cuja área de Governo é a área responsável pela aquisição de respiradores e outros equipamentos para a área da Saúde. São Paulo prima pela transparência de todas as suas compras, de todas as suas ações, seja na aquisição de serviços ou produtos. E este procedimento é acompanhado pela Corregedoria, e esp ecificamente no caso destes respiradores comprados na China, tem a investigação sendo feita pelo Ministério Público Estadual, o que, aliás, é correto, e assim deve ser, e o acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Não há nenhum problema, tanto do ponto de vista da verificação do Tribunal de Contas quanto da apuração do Ministério Público e da Corregedoria do Estado. É assim que se faz num governo democrático, que respeita a transparência dos seus procedimentos. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dando sequência, governador, para deixar bem claro, toda legislação hoje prevê a excepcionalidade das compras e inclusive permite pagamento antecipado. Isso não é ilegal. Qual foi a história em relação aos respiradores chineses? Nós fizemos uma compra de 3.000, com antecipação de 30% da compra, que foi depositado. Com o redimensionamento da compra, ou seja, o estado não quer respiradores entregues depois do mês de julho, que era a compr a inicial, se reduziu a compra para 1.300, 1.280 respiradores. E fez com que, então, os 30% se tornassem quase que o pagamento integral. O Governo já notificou a empresa para colocar numa conta separada, denominada [ininteligível], que é uma empresa americana, para que, conforme os respiradores vão chegando, eles saquem dessa conta. Então, a empresa já foi notificada, os respiradores já começaram a chegar, e o estado, além dessa notificação, tem, sim, a previsão de uma multa contratual, de 10% do valor total do contrato, se a empresa não cumprir o aditivo que ela mesma se prontificou a fazer para o estado. Então, essa é a história completa. Em relação, governador, à pergunta da Daniela sobre o painel de controle, acho que a Patrícia deixou claro, a partir de agora o site está no ar, e todos poderão ter acesso, se a s ua região está caminhando para uma flexibilização ou está retrocedendo para um endurecimento. Então, esse painel de controle, que foi uma sugestão do Bruno Covas para o governador João Doria, ele estará disponível, a partir de agora, no site, e ele... E a gente sugere, não é, governador? Que a população consulte, acompanhe, porque o esforço de distanciamento social será fundamental para que a gente vença essa guerra. Ninguém aqui disse que, olha, volta-se à vida normal. Nós temos fases, e o comportamento das pessoas está sendo fundamental para essa flexibilização. Hoje, a taxa de transmissão do vírus é muito menor do que no começo da epidemia. As pessoas usam máscaras, mudaram seu comportamento, e é isso que permitiu os anúncios que o governador fez aqui hoje.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Daniela Salerno, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à TV Bandeirantes e BandNews, o jornalista César Cavalcanti. César, obrigado pela paciência, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, prefeito e secretários. A gente está ouvindo na BandNews TV e na Rádio BandNews FM. Essa é uma informação da colunista Mônica Bergamo, da Folha, da BandNews FM também, de que a Procuradoria-Geral da República está investigando oito governadores, por supostas irregularidades em contratos, nessa crise da pandemia, incluindo a gestão aqui em São Paulo. Eu queria saber se o senhor ficou sabendo dessa informação, governador Doria, e como que o senhor se sente em relação a essa i nformação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: César, obrigado pela pergunta, obrigado também à jornalista Mônica Bergamo, da BandNews FM. Divido a resposta mais uma vez com o nosso secretário de Governo e vice-governador. Nós já temos aqui a investigação sendo feita pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, e também pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Investigar, verificar é parte do procedimento democrático de uma gestão transparente, como é a gestão de S&ati lde;o Paulo. Portanto, vejo isso com total naturalidade, não vejo isso como nenhuma ação de incidência ou de deliberação específica em relação São Paulo. Verificar, investigar, o que for necessário. Diga-se de passagem, aqui o MP, o Ministério Público do Estado de São Paulo, já vem fazendo isso, assim como o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Rodrigo?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acho que reforçar, governador, a questão da transparência. Nós criamos uma subcorregedoria específica no estado para acompanhamento das aquisições da compra Covid, seja na área da saúde, seja em outras áreas que tiveram que mudar, vamos dizer assim, a sua compra, por exemplo a Saúde, a Educação, com a Merenda em Casa, a Assistência Social, com o Alimento Solidário, né? Então nós temos uma corregedoria espec& iacute;fica para as compras Covid, o Portal da Transparência e toda a informação disponível para os órgãos de controle, inclusive já com esclarecimentos prestados ao Ministério Público de São Paulo e ao Tribunal de Contas. Então, é natural, todo serviço público se sujeita a órgãos de controle e questionamentos, e o Governo de São Paulo está aberto para responder a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, César Cavalcanti, jornalista da TV Bandeirantes, TV BandNews e também da Rádio BandNews FM. A nova pergunta, igualmente é presencial, do jornal O Estado de São Paulo, jornalista Bruno Ribeiro. Bruno, também, obrigado pela paciência. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu queria entender o seguinte: Se a gente considerar que tem milhões de pessoas que moram na Grande São Paulo e trabalham na capital, e vice-versa, e a gente tendo o transporte público extremamente conectado, quem sai de Rio Grande da Serra e vai para o Brás, as redes de saúde são interligadas, por que esse plano separa a capital da Grande São Paulo? Como é que a gente pode pensar em a capital estar em uma fase e as cidades ao redor estarem em outras? E especificamente para o prefeito, prefeito, por que o plano da capita l não tem nenhum... Pelo menos o que foi apresentado aqui, não tem nenhum indicativo sobre a situação das cidades ao redor da Grande São Paulo? A gente tem, por exemplo, o hospital lá do Jabaquara, que teve 178 pessoas de Diadema, que foram atendidas. Como é que pode haver essa separação no plano, e se isso não coloca, acaba colocando em risco a evolução dos casos aqui na capital. É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Ribeiro, do jornal O Estado de São Paulo. Obviamente, vou pedir ao Bruno Covas, com a participação do secretário Edson Aparecido, para a resposta. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Da mesma forma que nós temos centenas, milhares de pessoas que vêm da Baixada Santista, todo dia, trabalhar na cidade de São Paulo. São Paulo é capital econômica do estado, do país, da América Latina. Então, algum recorte precisa ser feito e esse recorte sempre vai ter algum tipo de discussão, se deveria ser feito nesta ou naquela divisa. O importante é ressaltar que nós apresentamos hoje aqui os resultados, e os resultados mostram a estabilidade em relação à contamina ção, em relação ao número de óbitos semanais, à ocupação de leitos de UTI... Todos os índices importantes para tomar qualquer tipo de decisão foram considerados e estão em fase de estabilização aqui na cidade de São Paulo. Então, mais uma vez a gente toma uma decisão, aqui na Prefeitura, lastreado por orientação da Secretaria de Saúde. Então, muita tranquilidade em relação a isso. Como eu disse, a gente vai começar a partir de segunda-feira a receber os protocolos setoriais, que serão validados pela equipe da Vigilância Sanitária, e a questão do atendimento, não apenas à Grande São Paulo, mas a todo o interior, é um problema histórico aqui da cidade de São Paulo. Nós temos porta aberta no sistema público da Prefeitura de S&atild e;o Paulo. Então, essa não é uma questão que vem apenas desta pandemia. Então, não há nenhuma novidade em relação a isso, isso sempre foi feito na cidade de São Paulo, está sendo feito agora e vai continuar a ser feito no futuro.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. A complementação, Edson Aparecido, secretário de Saúde da capital de São Paulo.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SÁUDE DE SÃO PAULO: É, eu acho que, exatamente isso que o prefeito colocou, nós acho que conseguimos estruturar na cidade, para a pandemia, fora a estrutura de saúde que nós aqui já tínhamos, uma condição capaz, inclusive, de fazer esse atendimento, você citou o Hospital de Jabaquara, mas nos dois hospitais de campanha nosso, nós temos 241 pessoas da região metropolitana. Então, é papel também da saúde, do sistema de saúde no município que tem e ssas condições, fazer esse trabalho de acompanhamento e ajudar os municípios que estão no seu entorno.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido. Bruno Ribeiro, por não?

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Queria ouvir também o governo do estado sobre isso, o que as entidades de saúde... Qualquer órgão dentro do estado também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Bom, vamos, então, pode responder, hein? Então, por favor, o nosso vice-governador, secretário de governo, complementa a resposta ao Bruno Ribeiro.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: A lógica, Bruno, segue as DRS's e no caso da capital, com uma única DRS pra região metropolitana, ela administra praticamente metade da população do estado, daí a separação da capital, que tem uma rede robusta de saúde, com 27 hospitais, mais de mil pontos de atendimento, e um esforço enorme de crescimento de atendimento que o prefeito Bruno Covas mostrou. O segundo esforço nosso, agora, é fazer sub-regiões dentro da região metro politana, que já existem na prática, né, o Alto Tietê, o ABC, a Zona Oeste, enfim, Alta Mogiana, então, nós vamos agora refinar esse trabalho com o secretário Marco Vinholi, pra que a gente consiga também fazer a setorização da grande São Paulo por região, por exemplo, nós sabemos hoje que o esforço de leitos é na região de Guarulhos, na região de Mairiporã e na região de Franco da Rocha. Então, isso vai nos permitir ter um controle permanente, porque o painel é diário, aonde nós precisamos esforçar e ampliar o número de leitos, e lembrar, Bruno, que a circulação de pessoas nunca foi proibida, né, e essa atividade existe, hoje, na grande São Paulo, como existe no interior. Então, o que nós estamos olhando aqui, fazendo aqui é um olhar mais setorizado e det alhado, dentro das referências de saúde que nós temos no estado, em conjunto com a prefeitura.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Bruno Ribeiro, mais uma vez, obrigado. Vamos agora para o Portal IG, a jornalista Eduarda Esteves, Eduarda também obrigado pela sua paciência, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Governador, eu gostaria de saber do governo e da prefeitura como é que vocês pretendem monitorar esses setores privados, que foram anunciados [ininteligível] gradual de abertura, porque quando já era proibida a abertura, eles acabaram abrindo de portas fechadas, muitos funcionando normalmente, como é que vai ser esse monitoramento desses setores que vão seguir esse protocolo? Eu gostaria de fazer uma pergunta também ao médico Gabardo, o que nessa concepção delegada no Governo Federal que São Paulo tem feito corret amente? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, bom, são três perguntas, vamos às respostas, começando pela prefeitura de São Paulo, com o prefeito Bruno Covas, depois vamos a Patrícia Ellen, do ponto de vista do Governo Estadual e o João Gabardo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Esse é um dos segredos de fazer os protocolos com as entidades representativas do setor, pra que eles também possam ajudar com auto tutela, pra que as associações também possam fiscalizar, credenciar, orientar os seus associados, então, a participação dessas associações também vai ajudar a prefeitura a fiscalizar, os maiores interessados em a gente manter esses índices que nós temos na cidade de São Paulo, são os comerciantes, então, nada mais justo que eles t ambém ajudem a prefeitura a orientar o comércio especial, o pequeno comércio, de todas as ações que devem ser desenvolvidas, pra que eles possam continuar aberto. Isso já foi mencionado aqui diversas vezes, esse quadro pode ir apontando pra abertura, mas ele pode ir apontando também pra fechamento. Então, pra que a gente possa manter esses índices aqui na cidade de São Paulo, que apontam pra flexibilização, eles também têm que ser parceiros nossos nessa fiscalização.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Então, agora, pelo governo do estado, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada. Acho que a melhor forma de fazer esse controle, agora, é com essa transparência que a gente tá fazendo, exatamente com esse diálogo com as associações. Subimos no site agora os protocolos, são mais de 60 protocolos e 500 diretrizes, que podem ser utilizados como ponto de partida por todos os prefeitos. Além disso, no diálogo com as associações, as mais de 150 entidades que nós dialogamos, estão disponíveis pra a poiar nesse controle, eu vou citar um exemplo que segue muito a linha do que o prefeito Bruno Covas falou, a associação comercial, [ininteligível], disse claramente, a gente tá à disposição pra apoiar nesse processo, e outro exemplo são as centrais sindicais, amanhã mesmo o governador e eu temos uma reunião com as centrais pra que eles possam apoiar nesse processo de padronizar os protocolos, protegendo os trabalhadores em todo o estado. Esses são exemplos, assim como eu falei, foram 150 entidades, e esse trabalho, por isso que é retomada consciente e responsável, ela tem que ser responsável com uma corresponsabilidade de todos. Do nosso lado, a gente tem, com o site lançado, acompanhamento de todos os indicadores, pra que todos saibam qual que é a classificação daquela diretoria regional da saúde, qual que é a recomendação do estado em relação ao funcionamento e a autonomia está delegada ao prefeito, mas as entidades vão apoiar nesse monitoramento também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Vamos, então, a última etapa da pergunta feita pela jornalista Eduarda Esteves, para resposta do médico João Gabardo, agora integrante do comitê de saúde do Estado de São Paulo, e ex-secretário executivo do Ministério da Saúde. Gabardo.

JOÃO GABARDO, INTEGRANTE DO COMITÊ DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, tentando responder o que deu errado no resto do país, o que deu certo em São Paulo. Desde o início da pandemia, nós sabíamos que não havendo vacina e não havendo tratamento, de alguma maneira nós teríamos que enfrentar essa realidade. O que nós dizíamos? Que nós devíamos nos preparar pra isso, preparar com recursos humanos, preparar com equipamentos, com leitos, leitos de UTI, leitos de enfermaria, essa era uma exigência para qu e nós pudéssemos enfrentar, enquanto isso nós tínhamos que tomar todas as medidas mais drásticas possíveis de isolamento. O que ocorreu é que em alguns locais isso não foi possível, predominantemente na região Norte do país, Manaus, Belém, algumas cidades do Nordeste, em que a epidemia chegou antes que esses locais pudessem estar preparados pra o atendimento necessário. Também tem que levar em consideração algumas realidades locais, que é o caso de Belém e Manaus, que já tinha uma deficiência e uma defasagem bastante considerável na possibilidade e na capacidade de dar o atendimento que era necessário, então, nesses locais, foi os locais onde nós tivemos uma mortalidade maior, porque lá nós tivemos óbitos por falta de assistência, o que não aconteceu em São Paulo, os &oa cute;bitos que ocorreram em São Paulo, ocorreram por uma evolução natural da doença, não foi porque não tinha leitos de UTI, não foi porque não tinha o leito da enfermaria pra dar o atendimento. Agora, nesse momento, hoje, se nós pegarmos quais são os quatro estados brasileiros que tem a maior taxa de transmissibilidade, maior taxa de casos confirmados no país, os quatro estados estão na região Norte, os quatro. Nós saímos aqui de São Paulo e agora nós estamos com um surto muito elevado nesses locais, e lá nós temos um retardamento nessas respostas que foram mais rápidas em determinados locais, isso é que explica essa diferença de São Paulo pro resto do país.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. João Gabardo. Eduarda Esteves, obrigado pelas perguntas. Agora, temos uma não presencial, online, da Folha de São Paulo, jornalista Artur Rodrigues. Artur, também obrigado pela paciência hoje a nossa coletiva um pouco mais longa. A sua pergunta, por favor.

ARTUR RODRIGUES, REPÓRTER: Boa tarde, governador, prefeito, secretários. Eu gostaria de perguntar pro governador o seguinte, uma quarentena mais branda no estado, do que em outros países que adotaram o lockdown, não pode atrasar [ininteligível] mais consistente desses novos casos graves, arrastando a quarentena por mais tempo e também prejudicando a retomada da economia no futuro? E, somado a isso, eu gostaria de questionar o governador como ele vê esse resultado da pesquisa do Data Folha, que mostra que 60% dos brasileiros apoiariam o lockdown?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a resposta com o nosso novo membro do comitê de saúde, o médico João Gabardo, até pela sua visão nacional e internacional também, já que como secretário executivo do Ministério da Saúde, participou e acompanhou também reuniões online com a Organização Mundial de Saúde. Primeiro, em relação a pesquisa, nós acompanhamos pesquisas e fazemos pesquisas também por parte do governo, portanto, respeitamos a pesquisa, eu obedeço a ciência e compreendo a importância da pesquisa. Mas, antes da pesquisa, nós obedecemos o que determina a saúde, é ela que nos move, ela que nos determina naquilo que temos que fazer e os próximos passos no Estado de São Paulo e o mesmo em relação a capital de São Paulo. Sem deixar de considerar os números do Data Folha, mas o que nos orienta é a saúde, e assim continuará a ser. Em relação ao Estado de São Paulo, pela mesma razão, portanto, pela mesma resposta, é a saúde, Artur, que determina os passos que estamos tomando agora com a retomada consciente, seja na capital de São Paulo, seja em relação aos outros 644 municípios do Estado de São Paulo, de forma segura, conforme você já teve oportunidade de assistir aqui, nessa longa e detalhada apresentaç&atild e;o, que nos dá convicção que estamos dando um passo certo na retomada consciente, nessa nova etapa da quarentena, a partir do dia primeiro de junho, mas também nos dando a determinação, Artur, de que se tivermos, em algum caso, que reavaliar e retomar posições mais duras, assim o faremos, o que determina tudo isso é a saúde e a proteção da vida dos habitantes de São Paulo. E, agora, eu compartilho com o João Gabardo, tomando como referência sua visão nacional e a sua experiência como médico e como ex-secretário executivo do Ministério da Saúde. Gabardo.

JOÃO GABARDO, INTEGRANTE DO COMITÊ DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, o fato da população ainda ter 70% favorável a lockdown, ou procedimentos mais restritivos, é muito significativo, isso demonstra o apoio da população às medidas que foram implementadas. Agora, é óbvio, é notório que essa situação não pode permanecer indefinidamente, nós fizemos o tema de casa, nós nos preparamos pra isso, botamos mais leitos, compramos respiradores, temos mais recursos humanos, tem EPI's, t&aa cute; chegando, estão chegando 240 milhões de máscaras, adquiridas pelo Ministério da Saúde, está sendo distribuído, os estados estão fazendo aquisições, os municípios estão fazendo aquisições, nós nos preparamos pro enfrentamento, esse enfrentamento, ele vai ocorrer, é inevitável que ele ocorra, o que nós não poderíamos fazer era enfrentar com uma adversidade e sem as condições necessárias. Hoje, o país tem essas condições, nós vamos ter que enfrentar a realidade. Agora, isso pode ser feito de uma forma inteligente, não é o mesmo tratamento para os mesmos, o mesmo tratamento para todos os estados, não é o mesmo tratamento, dentro dos estados, para todas as suas regiões, nós temos que tratar isso de forma diferenciada, nós temos que tratar d e acordo com as realidades, o Ministério da Saúde, desde o início, todos seus boletins epidemiológicos alertava que nós deveríamos tratar de forma diferente, situações diferentes, sempre com duas considerações importantes, a nossa capacidade de assistência, a capacidade de atendimento e de outro lado a transmissão da epidemia, e no Ministério da Saúde nós até trabalhávamos com a possibilidade de que um pudesse compensar o outro, poderia haver um certo aumento na transmissão da doença, desde que isso fosse compensado por um aporte importante de leitos, de leitos de UTI e de capacidade ainda de atendimento. O plano apresentado hoje pelo governador, ele é bem mais rigoroso do que isso, porque ele não permite, se vocês perceberam a apresentação, ele não permite a compensação do bloco da assist&e circ;ncia com o bloco da transmissão, se um dos dois blocos estiver ruim, ou seja, nós estamos tendo um aumento importante da transmissão da doença, ou nós estamos com uma oferta de leitos que é perigosa, uma das duas condições já estabelece necessidades de restrições maiores. Esse é um cuidado importante, é uma segurança importante que se dá. Então, a população apoia as medidas de restrição, mas nós precisamos fazer um tratamento inteligente pra situações diferentes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. João Gabardo. Apenas pra complementar a questão do Artur Rodrigues, Artur, aos que apoiam o lockdown, pela pesquisa Data Folha, o Data Folha é um instituto sério, portanto, essas pesquisas são bem recebidas e bem percebidas pela opinião pública, é um bom sinal, certamente essas pessoas apoiarão também o isolamento social, apoiarão o uso de máscaras, apoiarão o distanciamento social, e transformarão respostas de pesquisa em atos prá ticos devidos. Obrigado Arthur pela sua participação. Vamos agora a antepenúltima pergunta de hoje, é da Rádio Jovem Pan, jornalista Beatriz Manfredini. Bia, obrigado também pela sua paciência nessa longa coletiva. Boa tarde. A sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, JORNALISTA DA RÁDIO JOVEM PANDEMIA: Boa tarde a todos, obrigada. Nas últimas semanas, claro que a gente espera que esse normal não dure muito tempo, em breve venha uma vacina aí, desde a semana passada tem uma conversa de que o Brasil, talvez, pudesse ser um dos últimos a receber essa vacina. E São Paulo, como o epicentro da doença aqui no Brasil, eu queria saber se São Paulo tem algum tipo de conversa já, para não depender apenas do governo federal sobre isso, se vai procurar alguma parceria, como que vai funcionar, até aprov eitando a presença do Dr. João Gabbardo, se tem alguma conversa sobre isso, já? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bia Manfredini da Rádio Jovem Pan, obrigado. Interessante a sua pergunta. Vou dividir a resposta com dois membros do comitê de saúde, a começar do nosso coordenador, o Dimas Covas, que é o presidente do Instituto Butantã, portanto, um especialista em vacinas. E, ao seu pedido, o comentário do médico João Gabbardo. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Bem, Beatriz, no mundo existe uma grande quantidade de vacinas em desenvolvimento, algumas já em estágios mais avançados e outras ainda na sua fase inicial de teste em laboratório. Dez vacinas estão já em fase clínica, ou seja, em uso em pacientes. Duas dessas vacinas são muito promissoras, uma vacina chinesa que já foi testada lá na China numa fase 1 que nós chamamos e outra uma vacina inglesa que tem a base na Universidade de Oxford, essa também já iniciou estudos em humanos. O Butantã acompanha essa questão muito de perto, ele tem acordo com várias companhias que estão desenvolvendo vacinas. Então, nós temos, nesse momento, parcerias já estabelecidas, se uma dessas vacinas for promissora e mostrar a eficiência, obviamente que nós vamos procurar internalizar a produção dessas vacinas o mais rapidamente possível. O Butantã tem capacidade produtiva ociosa nesse momento e, portanto, ele pode, rapidamente, iniciar uma produção. Lembrando que nós não teremos vacina esse ano, apenas de todos esses esforços, poderemos ter uma vacina para meados do ano que vem, essa é a previsão muito otimista. Mas nós estamos acompanhando isso de perto e preparados para a produção de uma vacina assim que ela seja disponível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas Covas. Agora, par complementar a pergunta da jornalista Bia Manfredini da Jovem Pan, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, MÉDICO: Eu não teria quase nada a acrescentar em relação ao que o Dr. Dimas, que é um grande especialista e conhece o assunto como nenhum de nós aqui. Eu só colocaria uma preocupação em... ter a vacina não é a solução imediata, porque depois que nós tivermos a vacina nós vamos ter dois obstáculos muito importantes pela frente: a velocidade de produção e a capacidade de produção dessa vacina e segundo, a distribuição e aquisição. E quem é que vai conseguir adquirir essas vacinas? Se o poder econômico dos países poderá ser um fator importante ou definitivo para essa prioridade, nós temos que colocar isso na nossa lista de preocupações. Então, a velocidade e como será feita a distribuição e aquisição dessas vacinas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabbardo, obrigado. Bia Manfredini, muito obrigado pelas suas perguntas. Vamos agora a penúltima pergunta de hoje, é presencial também, é da CNN, a jornalista Marcela Rahal. Da mesma forma com que fiz a todos os demais jornalistas e aos que nos assistem ainda neste momento, obrigado pela paciência, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARCELA RAHAL, JORNALISTA DA CNN: Obrigada governador. Boa tarde a todos. Bom, vocês falaram que a região só vai passar por esse processo de flexibilização 14 dias que ela mudar de fase. Eu queria saber, então, se a capital paulista que está na fase laranja já começa a mudar a partir do dia 1º, por exemplo, shoppings e comércio já vão ser reabertos? E uma outra questão para o secretário Gabbardo é, secretário, o senhor disse que as pessoas que dizem que as medidas tomadas pelos governadores e prefeitos n&ati lde;o surtiram efeito, o senhor enfrentou algumas dificuldades no Ministério da Saúde, eu queria saber se, por causa disso o senhor resolveu vir atuar aqui em São Paulo? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada Marcela Rahal da CNN. Começamos então pela capital com o Bruno Covas, se desejar, com a participação do Edson Aparecido e depois o João Gabbardo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE SÃO PAULO: O estado libera o município para se entender assim necessário, poder fazer a partir do dia 1º. Como eu disse, amanhã, em coletiva, nós vamos detalhar como é que isso vai ser feito, mas já adianto que a parti do dia 1º nós vamos começar a receber as propostas de acordo setorial. Essas propostas vão ser validadas pela Vigilância Sanitária do município e somente quando assinadas entre a entidade de classe, entidade representativa do setor e a prefeitura é que o setor vai poder reabrir na cidade de São Paulo. Então, nada a partir do dia 1º, quer dizer, dia 1º essa discussão começa a ser efetivada aqui na prefeitura de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Bruno Covas. Vamos agora ao João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, MÉDICO: Olha, o período que eu estive no Ministério da Saúde, nós não tivemos nenhum momento qualquer tipo de pressão para que nós mudássemos o nosso posicionamento. Nós tivemos liberdade absoluta para trabalhar. Nunca houve determinação de ninguém para que o Ministério da Saúde mudasse aquilo que achava que deveria ser feito, que era a baseado no nosso comitê, baseado na ciência, baseado nas pessoas que nos assessoravam. Quando eu falei que pessoas não aceitam ou dizem que apes ar das medidas de restrição do isolamento social nós tivemos esse número de óbitos e, por consequência, essas medidas não foram suficientes ou adequadas para fazer o tal achatamento da curva, não estou me referindo a ninguém do poder central, estou me referindo a pessoas que nesses debates se posicionam contrários às medidas de isolamento social e que utilizam esses argumentos. E são essas as pessoas que eu rebato nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Gabbardo. Marcela, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a última pergunta de hoje, é do jornalista William Cury da TV Globo e da Globonews. Wil, igualmente, obrigado pela paciência. A última pergunta desta tarde dessa coletiva é sua, por favor.

WILLIAM CURY JORNALISTA DA GLOBONEWS: Boa tarde a todos. Bom, são duas perguntas. Eu queria saber por que é que a taxa de isolamento, ela não entra como critério para uma mudança de fase entre os municípios que deverá levar em conta, praticamente, apenas casos e também leitos? E ainda sobre a análise da quantidade de casos aqui no estado, para determinar se haverá ou não uma flexibilização. O governo ainda não conseguiu fazer uma testagem ampla como queria fazer, para ter a real dimensão da doença aqui no estado de São Paulo e a própria prefeitura, pelo material, mostrou que tem quase a mesma quantidade de óbitos registrados até hoje na cidade, como óbitos em suspeito. Mesmo assim, a cidade já vai para uma fase mais avançada do que a região metropolitana, para a fase 2 do Plano São Paulo. Então, queria saber sobre a questão do isolamento e sobre a questão dos testes aqui em São Paulo, se eles deverão ser ampliados a partir de agora? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Wil. Nós vamos começar com a prefeitura, começando com a segunda pergunta que você fez, com o Bruno Covas ou com o Edson Aparecido, acho que o Edson pode responder, o secretário de Saúde do Município. E depois, sobre taxa de isolamento e testagem também no estado, a Patrícia Ellen responderá.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Até hoje, no município de São Paulo, nós tivemos quantidade de testes suficientes, sobretudo de PCR e os testes sorológicos para fazer em todos os profissionais de saúde que apresentassem sintomas agravados na nossa rede. Nós afastamos, com isso, cerca de 4.700 profissionais de saúde com síndrome respiratória aguda grave e também 1.700 profissionais que adquiriram o vírus. Nós fizemos a testagem em todos os pacientes que estavam na rede hospitalar noss a e fizemos as testagens em pacientes com sintomas leves, sintomas moderados, que procuraram a rede nossa de atenção básica. Agora nós iniciamos uma nova fase que é exatamente essa fase de testagem de todos os profissionais de saúde e o inquérito sorológico que nós vamos, que o prefeito deve anunciar, nos 96 distritos na cidade de São Paulo. Isso, evidentemente, para poder balizar não só esses protocolos que devem começar a ser discutidos a partir do dia 1º, mas também para que a gente possa ter, cada vez mais, uma noção muito precisa de quem já está imunizado na cidade e quem não está.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário Edson Aparecido. Agora, a secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico e Tecnologia, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. Bom, Wil, a taxa de isolamento, desde quando nós anunciamos o plano e em especial na última renovação da quarentena, nós deixamos claro que ela seria um meio e não um fim e que as análises, os critérios de saída, dessa retomada que a gente está iniciando, é exatamente a capacidade do sistema e a evolução da epidemia. Esse ponto, inclusive, se vocês acompanharem no mundo inteiro e a gente fez esse exercício de acompanhar indicadores de todo o mundo em conjunto com o centro de contingência, na verdade, nos últimos quatro dias, nós fizemos um total de umas trinta horas de reunião para a calibragem dos indicadores, dos critérios, e nós não encontramos países no mundo que usaram esse critério como critério de saída, tá? Com relação a testagem esse ponto, sim, é muito importante. A testagem é um elemento crítico da nossa estratégia para frente e é o que vai viabilizar a gente chegar mais rápido ali nas fases verde e azul. A Ana Carla, o Dimas Covas, sempre têm chamado muito a atenção a esse tema, o esforço que foi feito pelo secretário Germann em conjunto com o Dimas Covas para esse número de testagem que a gente tem no nosso estado é crítico para a gente, agora, se colo car nesse patamar de iniciar a retomada, mas não é o suficiente. Então, para isso a gente está complementando, o secretário Vignoli colocou esse trabalho com os municípios para incentivar o aumento da testagem e também da participação dos inquéritos epidemiológicos e além disso, nós estamos fazendo uma estratégia em parceria com o setor privado, tanto o setor privado de saúde, quanto os grandes empregadores e empregadoras. Nesse diálogo setorial que a gente fez, inclusive, já testamos uma ação de testagem de grandes empresas, vão fazer os testes em seus funcionários para que eles se sintam mais seguros nesse retorno gradual ao trabalho e que esses dados também sejam retornados ao estado para que a gente possa fazer o acompanhamento da epidemia. Então, estamos aqui, eu diria, na metade do caminho na questão da testagem e vamos continuar avançando rapidamente, mas é um ponto prioritário para todos nós. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. Há um pequeno complemento, Wil, que será feito pelo secretário Municipal de Saúde Edson Aparecido. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: O prefeito fez uma lembrança importante, no ano passado, para vocês terem uma ideia, de 17 de março a 31 de abril, vieram a óbitos na cidade 29 pessoas com síndrome respiratória aguda grave. Neste mesmo período, esse ano, 17 de março até 31 de abril, 2.992 pessoas vieram a óbito por síndrome respiratória. Então, as mortes suspeitas, aquelas em toda a rede nossa, nós testamos. E quando não se confirma exatamente a Covid, ela sai, inclusive, como morte suspeita. Então, a gente acompanha todo esse processo, e mesmo... não é por conta de eventualmente faltar a testagem nesses óbitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Edson Aparecido. William Cury da Globonews, TV Globo, obrigado pelas suas perguntas. Às 14h20 estamos encerrando a coletiva de hoje informando que a partir de 1º de junho teremos a retomada consciente, um novo período da quarentena de 15 dias e a mensagem final é de fé e esperança e a mensagem que enfatiza que a retomada consciente manterá o respeito pela vida. Amanhã não teremos coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes, a coletiva será feita pela prefe itura de São Paulo, na sede da prefeitura de São Paulo e na sexta-feira voltaremos no nosso horário regular das 12h30. E aos que estão em casa, mantenham a sua correta decisão do isolamento social, do uso de máscaras quando tiverem que, por razões de força maior, saírem de suas casas e também obedeçam, neste caso, o distanciamento social. Muito obrigado, uma boa tarde a todos, obrigado aos jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e técnicos que aqui compareceram. Boa tarde a todos.