Coletiva - Governo do Estado apresenta quinta atualização do Plano São Paulo 20200307

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Coletiva - Governo do Estado apresenta quinta atualização do Plano São Paulo

Local: Capital - Data: Julho 03/07/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença de jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos de emissora de televis&atild e;o, rádio, jornais, demais veículos que estão aqui. Agradecer a TV Cultura pela transmissão ao vivo desta 84ª coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Hoje, com a participação de Bruno Covas, prefeito de São Paulo, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vignoli, secretário de Desenvolvimento Regional e Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa, Vinícius Lummertz, secretário de Turismo, Aildo Ferreira, secretário de Esportes e também com participação de Paulo Menezes, coordenador de comitê de saúde, ou centro de contingência de Covid-19 e João Gabbardo, coordenador executivo de comitê de saúde, o nosso centro de contingência da Covid-19 e Ana Carla Abrão que é uma coordenadora do conselho econômico do estado de São Paulo. Nas mensagens, temos duas mensagens nesta tarde. A primeira se refere ao Plano São Paulo, que será objeto de um anúncio importante daqui a pouco, pelos secretários, pelo governo de São Paulo e pelos seus secretários e pelo governador da capital paulista, Bruno Covas. Sobre o Plano São Paulo, recentemente eu disse aqui que a pandemia coloca todos nós na mesma tempestade, ainda que não no mesmo barco. Hoje temos a esperança de deixar para trás ou para a revolução de março, mas estamos avançando em direção a um a direção responsável. Por isso, antes de apresentar o mapa semanal do Plano São Paulo, faça aqui uma homenagem especial aos médicos e cientistas do comitê de saúde do estado de São Paulo. Eles são os nossos timoneiros, eles representam a nossa luz, nos orientam, classificam e permitem a segurança dos caminhos que seguiram após mais de 100 dias e continuar a nos colocar no rumo certo para adotarmos os procedimentos certos para proteger as vidas. Por isso, fazer questão de citar nominalmente os nomes dos 19 membros do comitê de saúde do estado de São Paulo. A começar por José Henrique Germann, secretário da Saúde, que excepc ionalmente não está hoje aqui na nossa coletiva, está fazendo exames médicos no Hospital Albert Einstein, que foi diretor durante 30 anos, aqui ao lado do Palácio dos Bandeirantes. José Henrique Germann, Davi Uip, Marcos Boulos, Luiz Carlos Pereira, Paulo Menezes, Carlos Carvalho, Júlio Croda, João Gabbardo, Rodrigo Angerami, Ésper Kallas, Helena Sato, Luiz Fernando Aranha, Ralcyon Teixeira, Carlos Fortaleza, Dimas Covas, Benedito Fonseca, Osmar Medina, Geraldo Reple e secretário de Saúde da capital de São Paulo, Edson Aparecido. Esses 19 colaboradores que, ao longo de quase quatro meses, abriram mão de suas promoções pessoais, remunerações, se dedicarem à forma solidária na saúde pública no estado de São Paulo e ajudaram a salvar vidas. Todos vocês e nós temos aqui dois integrantes deste comitê ao meu lado, Paulo Menezes e João Gabbardo, ajudaram a salvar vidas. São Paulo já salvou mais de 70 mil vidas. 70 mil vidas foram coletadas no estado de São Paulo, ao longo de cinco anos, quase que já foram executadas e ainda estão sendo executadas em quarentena. Uma quarentena não mais homogênea, fundamentada no Plano São Paulo, mas que orienta as pessoas como melhor procedimento para salvar suas vidas. Quero dizer que gratidão pelo governo de São Paulo e posso falar aqui em nome de Bruno Covas também, é gratidão que quase os valores da medic ina e os valores da ciência. E São Paulo seguiu, segue e continua seguindo como orientações de medicina e ciência. A medicina praticada por esses profissionais é a medicina das doenças, a medicina da verdade, sem concessões a ideologias, pressões ou propostas populacionais. Sou testemunha do que cada estado, cada avaliação, cada reunião, cada decisão do comitê de saúde leva em conta, no primeiro lugar, ou o compromisso de salvar vidas. No total, o sistema de saúde pública do estado de São Paulo, estados e municípios, com médicos, enfermeiros, paramédicos, especialistas, salva 225 mil vidas em hospitais públicos do estado e dos municípios. < font style="vertical-align:inherit">Todos nós queremos deixar para trás essa tempestade, mas a travessia ainda não terminou, por isso não podemos e não vamos relaxar. Continuamos recomendando que pessoas, se puderem, fiquem em suas casas, principalmente como pessoas de grupos de maior risco, pessoas com mais de 60 anos, pessoas com comorbidades. Essas, se possível, devem permanecer em suas casas e trabalhar remotamente. Para quem tiver que sair, pelos seus trabalhos, pelos seus compromissos, sempre usando máscara. O Plano São Paulo segue em linha com o que anunciamos ao longo de todas essas semanas, desde o seu lançamento. O início da redução da capital da curva, estamos chega ndo ao platô, quero deixar claro, na capital de São Paulo. Não é um estado, é uma capital. Também estamos administrando ou aumentamos casos no interior, conforme previsto e indicado aqui desde o início e sempre com o controle total da assistência de saúde. São Paulo não teve, não tem e não terá colapso da saúde. Ninguém deixou de ser atendido ou deixou de ser atendido em um hospital público estadual ou municipal no estado de São Paulo. E antes de avançar nos aplicativos do Plano São Paulo quero abrir aqui um parêntese para falar sobre o senador José Serra. Quero começar a declarar meu apoio à Lava-Jato, como já fiz várias vezes quando o governo da capital de São Paulo e o governador do estado de São Paulo. Defendendo uma ampla e irrestrita investigação de fatos, sempre que houver questionamentos envolvendo recursos e agentes públicos, mas nunca condenada por antecipação. A Justiça existe para avaliar, julgar e apenas depois da decisão da justiça é que nós poderemos nos manifestar plena e definitivamente. Vamos agora para alterar as mudanças de fase do Plano São Paulo e os protocolos de funcionamento dos setores da economia em nosso estado. Vou come&ccedil ;ar a solicitar a secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen, para fazer essa apresentação. Na sequência nós terminamos Bruno Covas, João Gabbardo, Paulo Menezes e Marco Vignoli. Aqui estão todos os que estão aqui à frente dos artigos de jornalistas para responder às perguntas. Então, vamos, Patrícia Ellen, nessa coletiva de imprensa, ao anunciar a mudança das fases dentro do Plano São Paulo. Patrícia. Vou começar a solicitar a secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen, para fazer essa apresentação. Na sequência nós termina mos Bruno Covas, João Gabbardo, Paulo Menezes e Marco Vignoli. Aqui estão todos os que estão aqui à frente dos artigos de jornalistas para responder às perguntas. Então, vamos, Patrícia Ellen, nessa coletiva de imprensa, ao anunciar a mudança das fases dentro do Plano São Paulo. Patrícia. Vou começar a solicitar a secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen, para fazer essa apresentação. Na sequência nós terminamos Bruno Covas, João Gabbardo, Paulo Menezes e Marco Vignoli. Aqui estão todos os que estão aqui à frente dos artigos de jornalistas para responde r às perguntas. Então, vamos, Patrícia Ellen, nessa coletiva de imprensa, ao anunciar a mudança das fases dentro do Plano São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. Então, estamos entrando aqui numa fase bastante importante com a capital aqui, duas regiões na região metropolitana, iniciando essa fase amarela e vamos trabalhar aqui, juntos, também para a contenção da pandemia no interior. Iniciando, na próxima página, nós estamos resgatando aqui qual que era a nossa classificação, a quarta atualização que foi realizada do Plano São Paulo, que é a atualização vigente, onde nós temos aqui, como governador João Doria colocou, uma estabilização da pandemia que está em amarelo e uma atuação importante, com medidas mais restritivas no interior, que são as regiões que estão em vermelho. E as regiões que estão em laranja aqui, que estão nessa fase de transição. Na próxima página, nós temos a atualização dos indicadores hoje, lembrando que nós temos uma boa notícia nesse processo que é: os indicadores, em geral, registram uma tendência positiva. Na capacidade hospitalar no estado de São Paulo, temos aqui 64% de ocupação média nos últimos sete dias com 20.2 leitos a cada 100 mil habitantes, um esforço que foi realizado nas últimas semanas muito importante para que pudéssemos estar nas condi&cce dil;ões que estamos hoje de atendimento da população, com dois pontos preocupantes aqui que são a ocupação na região de Campinas e na região de Ribeirão Preto. O secretário Marco Vignoli vai contar um pouco da atuação específica que estamos realizando nessas regiões também. Do lado direito da página onde nós acompanhamos a evolução da pandemia, também vemos aqui a manutenção das internações do estado, com uma média de decréscimo das internações nos últimos sete dias com relação a sete dias anteriores de 3% e de óbitos um decréscimo de 17% em todo o estado, sete dias com relação aos sete dias anteriores, queda também que se registra de forma ainda mais acentuada também na capital. Lembrando que hoje, o Plano São Pa ulo, nós fazemos atualizações de classificação das regiões a cada duas semanas, então, a nossa próxima classificação que vai substituir a classificação do dia 29 de junho, será realizada na próxima sexta-feira, mas nós temos compromisso com vocês também, a cada sete dias, se for necessário, realizar uma classificação extraordinária para endurecimento de medidas em regiões que precisem passar aqui para etapa de alerta ou a fase vermelha. E por isso, na próxima página, nós temos aqui então, uma classificação e uma região específica que é a região de Campinas devido a esse crescimento da ocupação de leitos, que foi resultado também das últimas semanas, de aumento de ocupação, de internações na regi&atild e;o e, por isso, nós temos aqui a reclassificação para a região de Campinas para essa fase de alerta. Lembrando que a cidade de Campinas já estava respeitando os protocolos dessa fase por uma medida de precaução muito correta, por sinal, do prefeito Jonas Donizeti. Então, essa é a atualização que temos para hoje com relação a classificação, mas nós temos também alguns anúncios importantes, dado que temos aqui municípios iniciando essa etapa da fase amarela, então, nós temos atualizações importantes sobre alguns setores que estavam em avaliação final pelo centro de contingência, sobre como vai ser o formato de funcionamento deles, [pode ir para a próxima página, por favor], tanto agora, [mais uma, por favor], tanto agora na fase amarela como na fase verde. Antes de entrar nisso, eu qu eria fazer um resgate específico sobre a fase laranja, de um anúncio que foi feito ontem, com um esclarecimento importante. Na fase laranja, o permitido era o funcionamento máximo de quatro horas diárias. Mas nós temos agora uma opcionalidade de funcionamento por seis horas, por quatro dias na semana, desde que as organizações que se comprometam com esse regime, se comprometam também com o fechamento por três dias na semana. Então, são quatro dias funcionando seis horas e três dias com o fechamento do funcionamento. Isso foi um pleito específico vindo dos prefeitos através do conselho municipalista que estará também atualizado no decreto a partir de hoje, para o funcionamento a partir de segunda-feira. Na próxima página nós temos aqui outra atualização importante com relação a restaurantes, bares e similares, a capacid ade de funcionamento é de 40% na fase amarela, então, esse funcionamento agora, para consumo local, a partir de segunda-feira, com o funcionamento reduzido de seis horas diárias, até às 17 horas, em ambientes abertos ou ventilados, com limitação das operações, exatamente esses ambientes, e obrigatoriedade de assentos. Obviamente, também, obrigatoriedade do uso de máscaras e adoção dos protocolos que estão sendo pactualizados com os municípios. Essa é a regra geral aqui, obviamente do governo do estado e os prefeitos fazem essa pactualização e têm autonomia para fazerem restrições além das regras estabelecidas. Salões de beleza, a próxima página, é um momento muito importante, é um setor que tem sofrido muito com a crise, então, na fase amarela é permitido o funcionamento, a pa rtir de segunda-feira, dos salões na capital, na região sudoeste, na região sudeste, então aqui no ABC, Itapecerica, os municípios o secretário Vinholi vai trazer. Ocupação máxima de 40% e funcionamento reduzido de seis horas, com obrigatoriedade do uso de máscaras e a adoção dos protocolos para esse setor. Os protocolos têm detalhamentos importantes, como por exemplo agendamento, como por exemplo distanciamento, então são protocolos que precisam ser cumpridos, conhecidos e implementados por todos nesse setor. Na próxima página, nós temos o outro setor, que tem um funcionamento previsto na fase amarela. Lembrando que academias no modelo tradicional estão previstas para funcionar na fase verde. Nessa etapa, o que elas podem ter de funcionamento, validado pelo Centro de Co ntingência, é uma ocupação máxima de 30% da capacidade total, funcionamento máximo de seis horas e as atividades individuais são permitidas, somente as individuais. Permitidas através também de agendamento, adoção dos protocolos específicos, uso de máscaras, agendamento prévio e também seguimento dos protocolos definidos, com destaque para limpeza intensificada dos equipamentos, três vezes ao dia, e restrição do uso dos vestiários. O próximo setor, atividades culturais, convenções e eventos, também serão retomados parcialmente na fase amarela. Estamos falando especificamente na fase amarela para eventos com público sentado e distanciamento, capacidade máxima de 40%, funcionamento reduzido de seis horas, adoção de protocolos específicos, uso de máscaras, compra antecipada online, assentos marcados e horários pré-agendados. Com a restrição, suspensão do consumo de alimentos e medidas e também controle de acesso. Lembrando que para essa fase, para esse setor, o funcionamento está previsto depois que a região tiver uma estabilidade de quatro semanas nessa fase amarela. Eu já retorno a isso, nós temos um calendário aqui. Então, não é funcionamento imediato, a partir de segunda-feira, tem essa previsibilidade das quatro semanas. Na próxima página, nós temos a descrição de eventos com público em pé, que esses só podem passar a operar a partir da fase verde, com ocupação máxima de 60%, também sempre com a adoção dos protocolos, compra antecipada, assentos marcados e horários pré-agendados. Esses eventos devem controlar o acesso e o núm ero de pessoas, observando a lotação máxima. Pra esses grandes eventos, somente na fase verde e também com uma estabilidade da região por quatro semanas. Para que isso fique claro, os dois exemplos descritos, para fase amarela, na próxima página, nós temos aqui como funcionaria no exemplo aqui, por exemplo, da capital, das regiões que estão em amarelo. A gente tem aqui a contagem de quatro semanas, então a previsão de início dessas atividades com público sentado, teatro, cinemas, seria a partir do dia 27 de julho, contando desde o início da fase amarela para essas regiões, que foi dia 29 de junho. De novo, detalhamento, pactualização e efetiva liberação ficam a critério dos prefeitos. Essa é a regra aqui geral do estado. Na próxima página, nós temos aqui, para os eventos em pé, na fase verde, de novo, atendendo o pedido de previsibilidade, mas com segurança, e mantendo o olhar aqui da nossa quarentena heterogênea e uma retomada responsável, são quatro semanas de estabilidade na fase verde. Então, a previsão para eventos em pé, para que os públicos possam iniciar e os gestores de eventos possam iniciar o seu planejamento, seria aqui a partir de outubro, do dia 12 de outubro. Isso é um exemplo ilustrativo, com uma data prevista, com base nas análises que estamos realizando diariamente dos indicadores. Eu sei que são muitos detalhes, que exigem de todos nós aqui uma colaboração e fazer um esforço ainda maior de solidariedade, acompanhamento, disciplina, e por isso, para finalizar na próxima página, eu queria lembrar duas coisas. Primeiro que todos os protocolos estão registrados no site do Plano São Paulo, podem ser acessados por todos, pa ra que iniciem esse processo de preparação. Três semanas parece muito, mas não é. Quatro semanas, mesmo três meses para planejamento, precisamos iniciar esse processo pra estarmos preparados, fazermos um trabalho da forma adequada. E mais importante, na última página, é que pessoas consideradas como grupos de risco estão excluídas de todas essas medidas e devem ser preservadas. A regra para elas continua sendo, em todos os casos, o isolamento, e em todas as hipóteses é recomendado o uso da máscara. Lembrando que essa quarentena heterogênea, que o Plano São Paulo, ele só vai funcionar com a colaboração de todos nós. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. Vamos agora ouvir o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu queria aqui fazer uma breve apresentação sobre alguns números da cidade de São Paulo. Próximo. Aqui os números atualizados no último boletim da Prefeitura de São Paulo. Nós temos 272 mil pessoas que estão sendo monitoradas pela prefeitura, através dos agentes de Saúde das mais variadas UBSs da cidade de São Paulo, parentes e pessoas que estão com casos confirmados, pessoas com casos suspeitos, enfim, fazemos acompanhamento dessas 272 mil pessoas. J&aac ute; são, na capital, 163 mil casos confirmados e 139 mil pessoas que já foram curadas, 7.400 óbitos confirmados e 5.300 óbitos suspeitos. Nós estamos com uma taxa de ocupação de UTI, de leitos de UTI, administrados pela prefeitura, em 55%. Próximo. Como a secretária Patrícia Ellen demonstrou, a capital permanece agora já por sete dias consecutivos na fase amarela, e isso os cinco índices que o Estado de São Paulo utiliza para classificar uma região, a gente tem tido bons resultados. Aqui começando com a capacidade em relação aos leitos de UTI, lembrando que aqui o estado verifica não apenas os leitos da prefeitura, mas também os leitos do próprio estado e da rede privada. Então, quando eu falo em 55%, eu estou falando dos leitos, dos 1.340 leitos administrados pela prefeitura. Quando a gente fala aqui em 66,5%, nós falamos dos leitos administrados pela prefeitura, administrados pela rede privada e administrados pelo próprio Governo do Estado de São Paulo. Aí, verificando os últimos 15 dias, verifica que nos últimos 10 nós estamos abaixo dos 70% e, portanto, na fase amarela em relação a esse índice. Próximo. Em relação ao número de leitos por 100 mil habitantes, a gente está já com o índice da fase verde, da fase 4. Próximo. Aqui, em relação ao número de novos casos nos últimos sete dias, quando comparado aos sete dias anteriores, a gente vai oscilando entre dias que a gente fica na fase 3 e dias que a gente já fica na fase 4, verde. Próximo. Aqui a quantidade de internações, lembrando que quando o índice é 1, isso significa que a quantidade de novas internações naquela semana é igual &a grave; semana anterior. A gente tem, nos últimos 15 dias, temos tido índices abaixo de 1, o que demonstra que a gente tem tido uma diminuição gradual na quantidade de novas internações na cidade de São Paulo e também em relação a esse índice nos últimos 15 dias, a gente tem um índice compatível com a fase 3, amarela. Próximo. Aqui, em relação ao número de óbitos na cidade, nos últimos 10 dias a gente também tem índices relacionados à fase amarela. Também nos últimos 10 dias, abaixo de 1, ou seja, reduzindo a quantidade de óbitos na cidade de São Paulo. Próximo. Aqui a quantidade de leitos ocupados. Quando a gente analisa os números, a gente verifica que durante praticamente todo o mês de junho, a gente teve mais de 700 pessoas internadas na cidade de São Paulo, e agora a gente já começa julho com números abaixo de 700, já na fase de 650, que eram números observados no mês de maio. Então a gente já começa, agora em julho, a ter números de ocupação de leitos de UTI, números absolutos compatíveis com o que nós tínhamos em maio, abaixo de 700 leitos ocupados na cidade de São Paulo. Próximo. Como dito na semana passada, com sete dias na fase amarela, amanhã, às 11h da manhã, a prefeitura vai assinar os protocolos com os setores que podem reabrir na fase amarela, que são os setores de bares, restaurantes, salões de beleza, barbearia, que poderão reabrir na cidade a partir de segunda-feira. Então amanhã, na assinatura, nós teremos a versão final do protocolo e a versão final das regras que serão observadas por esses setores, dadas, &e acute; claro, as limitações já colocadas pelo Estado de São Paulo. A partir também de segunda-feira, os setores que já funcionavam na fase 2, na fase laranja, terão a sua atividade ampliada em duas horas, de quatro para seis horas. Comércio de rua, shopping center, escritórios, imobiliárias, todos aqueles que já haviam sido reabertos vão poder também ampliar de quatro para seis horas. E agora, a partir de hoje, a gente começa uma discussão interna com a Vigilância Sanitária do município, dada essa nova decisão do Governo do Estado de São Paulo de poder, já na fase amarela, reabrir as academias e também retomar atividades culturais. E assim que a prefeitura definir quando que isso será feito no município, nós comunicaremos a todos vocês. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Bruno Covas. É o Plano São Paulo, passo a passo, de forma segura, consciente, sem pressão, sabendo fazer aquilo que a medicina autoriza a fazer. Por isso que o Plano São Paulo hoje é uma referência respeitável no plano nacional. E sobre isso, fala neste momento João Gabardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde, do Centro de Contingência do Covid-19. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos que nos acompanham. Esses dados que são apresentados pelo prefeito estão na linha do que nós imaginávamos. Todos os dados, todos os indicadores, tanto os de capacidade de atendimento ou os indicadores que falam sobre a transmissibilidade da doença, estão com números que apontam a cada semana uma redução. Isso nos dá segurança para que nós possamos dar continuidade ao Plano São Paulo. Com essa responsabili dade, com a responsabilidade do monitoramento, com a precisão dos dados, e podendo, naqueles locais onde os indicadores estiverem apontando para esta situação, poder avançar nos processos de flexibilização. E nos locais onde os indicadores apontam para um aumento da transmissibilidade ou qualquer risco no atendimento hospitalar, as medidas que devem ser tomadas, as medidas restritivas que devem ser tomadas. Eu só queria reforçar um slide que a secretária Patrícia já falou, que diz respeito às pessoas idosas, com mais de 60 anos, e as pessoas com doenças crônicas. Todas essas atividades que estão sendo agora flexibilizadas não mudam a recomendação do Centro de Contingência para que essas pessoas permaneçam em casa, e que só saiam por necessidade. Então , aos idosos e às pessoas portadoras de doenças crônicas, todas as flexibilizações que estão sendo aqui anunciadas, elas ficam ainda, mantêm ainda esta restrição. E o segundo ponto extremamente importante é o uso da máscara, para qualquer uma dessas atividades, mesmo para as academias, que o prefeito Bruno Covas agora vai fazer a análise, para ver em que momento que a prefeitura pode iniciar, uma vez que isso estava previsto para a fase verde, e houve uma antecipação, com muitas restrições, para o funcionamento na fase amarela, funcionamento com ações que nós entendemos que são muito importantes, do ponto de vista de segurança, e sempre reforçando que, de todos os hábitos que nós temos e que nós podemos ter de hábitos saudáveis, o item, o fator mais significativo, aquele que traz mais impact o sobre a saúde da população, sobre a saúde das pessoas, sobre a preservação e prevenção de doenças é a atividade física. Mais do que qualquer outra coisa, mais do que alimentação saudável, mais do que o hábito de não fumar, a atividade física é a que todas as pesquisas científicas mostram que tem o maior impacto sobre a saúde das pessoas. Então, a atividade física, ela tem que ser analisada e tem que ser interpretada, não como uma situação de lazer. Atividade física é uma situação que impacta na saúde das pessoas. Então esses eram os aspectos que eu queria reforçar, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. João Gabbardo. Vamos agora ouvir Dr. Paulo Menezes, Dr. Paulo, que é o coordenador do nosso Comitê de Saúde, do Centro de Contingência do Covid-19. Dr. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde a todos. Eu quero enfatizar dois aspectos relacionados ao Centro de Contingência. O primeiro deles é a responsabilidade que cada membro sente em relação à saúde da população do Estado de São Paulo. É absolutamente marcante como todos têm o compromisso de avaliar as situações e colocar as propostas que têm sido acatadas pelo governo, em função da saúde da população. O segundo é a absoluta autonomia que o Centro de Contingência tem para fazer essas avaliações e recomendações que o Governo, o governador tem seguido à risca. Isso tem sido essencial também para o sucesso do Plano São Paulo. Eu queria chamar a atenção, a gente viu, pudemos ver aqui a apresentação aqui do prefeito Bruno Covas, de como o município de São Paulo está sendo bem-sucedido, porque segue o plano, segue as recomendações do Centro de Contingência e trabalha intensivamente para que isso funcione. Acho que o estado inteiro está trabalhando assim e queria também lembrar que ontem nós pudemos ver o trabalho de pesquisa do professor Paulo Lotufo, avaliando excesso de mortalidade, comparando a capital de São Paulo com várias cidades importantes no mundo, que reforça mais uma vez como, seguindo as recomendações d os profissionais que trabalham no Centro de Contingência, nós estamos, progressivamente, conseguindo superar e enfrentar com sucesso a pandemia aqui no Estado de São Paulo. O Comitê continua trabalhando, e eu queria dizer, não só sobre a questão das medidas de contenção da epidemia, mas também do cuidado das pessoas acometidas pela Covid-19, por exemplo avaliando tratamentos que sejam de fato efetivos, e recomendando tratamentos efetivos, quando há evidência científica pra isso. Então, acho que todos no Centro de Contingência continuam extremamente motivados para esse trabalho junto ao Governo de São Paulo. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes, coordenador do nosso Comitê de Saúde. Queria, antes de passar ao Marco Vinholi, que é a última intervenção, precedendo as perguntas, saudar a presença do General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, já devidamente recuperado da Covid-19. Bem-vindo, general. Vamos agora a Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Primeiro, dizer que nessa atualização do Plano São Paulo, pela primeira vez nós conseguimos atingir índices de redução nos três índices de evolução da pandemia, aqui no Estado de São Paulo. Menos 5% na variação no número de casos, menos 3% na variação de internações, e de forma mais contundente, menos 17% no número de óbitos. Então, esses números, pela prim eira vez atingidos, mesmo que ainda leves na variação de casos e internações, e mais contundentes nos números de óbitos, demonstram o sucesso da implementação do Plano São Paulo. Sucesso hoje que aumenta as restrições na região de Campinas, assim como já fez em outras regiões do interior do Estado de São Paulo, representando aí 10,17% da população do estado que tem as suas restrições aumentadas, algo que, ao longo dos últimos dias nós já viemos alertando, que na semana passada, o município de Campinas, acatando a recomendação do Centro de Contingência já fez, de forma responsável a sua restrição, e que hoje, devido à capacidade hospitalar da região, entra para a fase vermelha. Avanço dos indicadores naqueles municípios e nas regi&otild e;es que hoje estão na fase vermelha, portanto, no que tange à evolução da pandemia, também tem funcionado a fase vermelha para eles, e eles têm melhorado nesse sentido. E avanço em 35% da população do estado, aqui na capital, no ABC e na região sudoeste, de Itapecerica da serra, e Taboão, vindo para a fase amarela. Se a ocupação do estado, no início do Plano São Paulo, era de 72,6%, hoje esse índice chega a 64%. Portanto, a ocupação de todo o Estado de São Paulo foi reduzida ao longo desse período, significando também em números absolutos a melhor na condição da capacidade hospitalar no Estado de São Paulo. Nós saímos de 15,4 leitos por 100 mil habitantes, na média do estado, e viemos para 20,2 leitos por 100 mil habitantes, para a média hoje. Um crescimento de quase um quart o da capacidade do início da implementação do Plano São Paulo. Vindo rapidamente para as regiões em que nós vamos para a fase vermelha, por conta da capacidade hospitalar, uma delas que já se encontra, a região de Ribeirão Preto, e a outra que vem agora, região de Campinas, é importante trazer algumas informações. Na região de Campinas, nós já levamos 174 novos respiradores, investimos mais de R$ 40 milhões na saúde básica e de média complexidade também, junto aos municípios, e colocamos 662 leitos novos e convertidos. Na região de Ribeirão Preto, 88 respiradores, mais de R$ 10 milhões investidos, e 145 novos leitos e também convertidos ao longod esse período. Mas é fundamental dizer: nós vamos seguir ampliando esses leitos, nós estamos dialogando com as duas regi&otil de;es. Quero registrar o trabalho responsável dos prefeitos das duas regiões, que fizeram endurecimento no momento adequado, fizeram o aumento da capacidade hospitalar com os seus recursos, e também com a parceria do Estado de São Paulo, e que nós vamos seguir ampliando essa capacidade hospitalar, com o princípio de rapidez, para que ele possa se tornar um leito usual, e também da economicidade, para que a gente possa ter esses leitos o mais rápido possível. Por fim, finalizando aqui a minha colocação, dizer que nenhuma dessas duas regiões vão ter a sua capacidade hospitalar comprometida. Ninguém ficou sem atendimento no Estado de São Paulo até agora e ninguém ficará até o final. Portanto, nós vamos ampliar a capacidade hospitalar da região de Ribeirão Preto, da região de Campinas e também do município de Itaquaquecetuba, que foi recomendado para vir para a fase vermelha. Era isso, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Vamos agora às perguntas, presenciais inicialmente, começando com a TV Record, com você, Daniela Salerno. Daniela, boa tarde. Obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Foram várias mudanças aqui citadas pelo Plano São Paulo, não só sobre o horário de funcionamento, que muda de quatro para seis horas, ampliando, mas também academia, que seria fase verde, vem para a amarela, e atividades culturais, que seria na azul, a última fase, para também agora na fase amarela, depois de tantos dias seguidos nessa fase. Eu queria entender se isso foi um pleito dos setores, entendendo inclusive que essas fases poderiam demorar muito além do previsto e por isso com uma preocupação tam bém econômica a essa antecipação, com todos os cuidados, ou se inclusive os números são positivos para o estado, que pôde aí ter esse remanejamento. Também gostaria de entender, em relação ao grupo de risco, muito comentado aqui desde o início, se para essas pessoas a recomendação é sair apenas quando tiver uma vacina? Quando que essas pessoas podem ter aí alguma recomendação diferente? E falando em vacina, governador, uma última pergunta, se me permite, sobre a Anvisa, se veio a autorização tão esperada. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela Salerno, da TV Record. Começo respondendo pela terceira. Ainda não recebemos a autorização da Anvisa. Falei ontem com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que é a referência no contato com a Anvisa. A expectativa é que, a qualquer momento, a Anvisa deve oferecer esta confirmação e a autorização para darmos sequência a esta terceira fase, até porque não há nenhuma razão para que isto não aconteça, tanto quanto n o caso da vacina de Oxford. Vamos agora à primeira das suas três perguntas, que é sobre as fases. Esta pergunta será respondida sobre a Patrícia Ellen. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, Daniela. O que nós fizemos foi exatamente especificar melhor o que pode funcionar em cada etapa. Lembrando que atualizações de planos de gestão de pandemia são realizadas no mundo inteiro, foi assim em Nova Iorque, está sendo feito em vários estados aqui, os países estão aqui fazendo atualizações. O que nós estamos fazendo é minimizando essas atualizações para o estritamente necessário, para garantir uma previsibilidade para todos os setores. Vocês viram, diariamente a gente tem notícias: abriu, fechou, muda, e dificulta muito o planejamento, e a gente está falando de países muito desenvolvidos. O que nós estamos fazendo aqui é fazer ajustes quando necessário, mas minimizar, para garantir essa estabilidade e previsibilidade. No caso de eventos, especificamente, eu gostaria de lembrar que eventos sem controle de acesso, com grandes aglomerações, continuam permitidos somente na fase azul. O que nós fizemos e sim, o diálogo extenso entre os setores e o Centro de Contingência, foi ver quais são novos modelos de funcionamento que permitem o funcionamento em outras etapas, com controles adequados para a saúde, mas também garantindo o mínimo funcionamento, também necessário da economia para setores que estão sofrendo tanto. E com isso, na f ase amarela, ficou delimitado o ponto do lugar, assento marcado, com distanciamento. É importante lembrar essa diferenciação, como já acontece hoje, se a gente for pensar, em escritórios. Então é um modelo que tem que ser seguro, com compras online, sem consumo no local, e essa demarcação. Na fase verde, são eventos em pé, mas também com controle de acesso, e que o distanciamento seja mantido e respeitado. Então, são modelos que são permitidos na fase em que a região se encontrar. E lembrando novamente que eventos e grandes aglomerações, sem controle de acesso, se mantêm somente na fase azul. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Vamos agora à terceira pergunta da jornalista Daniela Salerno, sobre a questão dos grupos de risco. Responde João Gabbardo e, se necessário, com comentários de Paulo Menezes.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É, a recomendação para os grupos de risco continua valendo. Pessoas com mais de 60 anos, pessoas com doenças crônicas, elas devem permanecer em casa. A dúvida e a pergunta de forma mais objetiva é: até quando? Bom, essas pessoas, elas deverão permanecer, provavelmente, até que nós tenhamos vacina. Enquanto não tiver vacina, elas poderão sair com todos os cuidados que são necessários, para aquelas atividades em que for muito importan te a sua saída da residência, como por exemplo, fazer, buscar seu atendimento médico. Não existe nenhuma indicação para que as pessoas deixem de consultar os seus médicos, façam os seus exames preventivos, cuidem da sua saúde, em função do isolamento. O risco dela permanecer em casa sem o acompanhamento médico é maior do que a risco de ela sair para fazer o seu acompanhamento. Até porque hoje, todos os hospitais, as clínicas, os médicos utilizam-se de mecanismos de proteção para poder atender seus pacientes de uma forma organizada, com agendamento, procurando não haver aglomeração de pessoas, contato de pessoas que possam estar doentes. Então, para essas atividades as devem, podem e devem sair da sua residência, as demais situações em que não há esta necessidade, a recomendação continua de permanecer em casa, bem como a recomendação de evitar receber visitas de pessoas que estão circulando normalmente pela rua e que pelo desempenho das suas atividades e que possam trazer um risco maior de transmissão das ameaças, desse vírus.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, completa, a resposta. Daniela Salerno, muito obrigado pelas suas perguntas, vamos agora para a CNN com Bruna Macedo. Bruna, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Eu queria saber com relação às regiões que estão na fase laranja. Com essa nova atualização, né, que eles vão poder funcionar durante seis horas por dia, quatro dias na semana, quem é que vai fiscalizar isso e quem é que vai determinar quais os dias esses comércios vão funcionar? E o próprio comerciante? Vai haver algum tipo de multa para quem não cumprir o fechamento nos demais dias? A gente... eu vi também que tivemos atualizaç&oti lde;es sobre os números de casos e mortes na capital, senti falta dos dados do estado. Nós temos esses dados atualizados? Se não for pedir muito também, taxa de isolamento social da capital e no estado, nós temos atualizados? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruna, obrigado. Bruna também hoje veio com uma bateria de pergunta, mas faz perto. Vou pedir à Patrícia Ellen para responder duas das suas três perguntas, o índice de isolamento, as fases e a questão dos dados com o Dr. Paulo Menezes. Então, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Bom, sobre o comércio, foi um pleito dos prefeitos, do próprio do comércio de controlar a pandemia fechando três dias e operando quatro dias para ter uma operação de seis horas, que segundo ele seria melhor também para o negócio. O Centro de Contingência, pelo ângulo de saúde, determinou que seria um modelo adequado, mas a pactuação é feita dos prefeitos nos municípios, a definição se terá um hor&a acute;rio específico, variação por setor também é feita com os prefeitos. Muitos prefeitos estão utilizando essa oportunidade para otimizar fluxo, evitar aglomerações. Então, os prefeitos têm essa autonomia para fazer essa gestão, essa pactuação e também a fiscalização desse processo. A taxa de isolamento da capital até 46%, do estado de 45%, e queria só mais um esclarecimento, para aproveitar, junto com os efeitos culturais, eu não especifiquei, estava na nota de rodapé pequeno, mas a gente está falando de museus, galerias de arte, acervos, bibliotecas, teatro, cinemas, salas de espetáculo, tá? Essa que é a definição e para os eventos do setor comercial, de negócios, nós estamos falando de feiras, convenções e congressos. Só para gente esclarecer o que é cada uma dessa categorias, muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E vamos à terceira pergunta, da Bruna Macedo, da CNN, sobre os dados.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O processo de síntese dos dados diários para o estado de São Paulo, ele é um processo que gente chama de automatizado do ponto de vista de TI. Nós trabalhamos com um volume muito grande de dados. Hoje nós temos entre pessoas que já foram suspeitas e casos confirmados, um banco de mais de 1 milhão de registros, de forma que tem se trabalhar de uma forma automatizada a extração diária dos dados. Hoje de manhã tivemos um problema, nesse sentido, não conseguimos ain da concluir a extração dados diários para casos firmados. Conseguimos, sim, concluir manualmente a atualização de óbitos. Então, hoje, de ontem para hoje tivemos confirmados 343 óbitos no estado de São Paulo. Assim que nós concluirmos esse processo técnico, nós vamos divulgar ainda hoje, eu espero, os números para casos confirmados do dia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E estarão no site também à disposição não só nos jornalistas como também do público de forma geral. Bruna, muito obrigado pelas perguntas, lembrando que agora, a pergunta da TV cultura, a jornalista Maria Amanso, depois, Bruna Lima do Correio Brasiliense, é uma pergunta virtual. A Bruna está em Brasília. Na sequência, a Rádio Capital e SBT. Neste momento Maria Amanso, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BRUNA LIMA, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A estado recomenda que bares e restaurantes fiquem abertos até às 17h, mas aqui na capital o setor tem pedido encarecidamente à prefeitura que esse horário esteja estendido até às 22h pela primeira configuração da vida gastronômica da cidade. Eu sei que o senhor vai assinar os protocolos amanhã cedo, mas eu estou recebendo muito pedidos em relação a essa definição. Se o senhor puder adiantar, se a prefeitura vai ou não. E ainda em relação à comida, a g ente entende que exatamente autorizar as pessoas a começarem a se alimentar fora de casa é um risco a mais, por isso todos os cuidados, mas aí eu queria entender porque é que bares e restaurantes as pessoas vão poder tirar a máscara para poder e nos eventos elas não vão poder, mesmo dentro de teatros, por exemplo, que têm ali uma lanchonete, na Sala São Paulo tem uma lanchonete, isso não vai ser permitido? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Amanso, vamos às duas respostas. Começando pelo Bruno Covas, naquilo que é mais substantivo e na complementação a Patrícia Ellen e, se houver o desejo, do Paulo Menezes como médico e coordenador do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Olha, a informação que a gente tem aqui do estado, que está acontecendo, pode até confirmar, é que a decreto do estado amanhã contará a obrigatoriedade das 17h. Então, a partir do momento que há uma obrigatoriedade é necessário que o municípios sigam essa determinação. Então, amanhã o direto deve ser alterado para constar essa obrigatoriedade das 17 horas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Vamos então, agora, sim, desculpe, Patrícia Ellen, e depois Paulo Menezes.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Confirmando a informação do prefeito Bruno Covas com relação ao estado e um esclarecimento, bares e restaurantes, se um cinema tem um bar, eu restaurante anexado, funciona a regra de bares e restaurantes. O que não pode é consumir o alimento dentro das salas de cinema e de teatro. E aí, lembrando qual é o objetivo dessa primeira abertura? As pessoas estão voltando, as pessoas que precisam voltar ao trabalho precisam comer. Então, é um todo um processo, o setor de bares e restaurantes precisa funcionar minimamente, mas com critérios de segurança. Ainda temos uma pandemia para controlar, então, é tudo feito de acordo com o que é necessário, para de um lado acolher as necessidades do setor, mas sempre respeitando as regras da saúde, porque ainda estamos no momento de transição onde a nossa grande prioridade é proteger vidas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E agora assim, Paulo Menezes, complementando. Lembrando que Celso Sá Leitão, Vinícius Lummertz, Aildo Ferreira, Ana Carla Abraão poderão também serem indagados pelos jornalistas que aqui estão. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Uma complementação rápida é que o centro de contingência tem como principal preocupação, como eu mencionei, tentar impedir se possível, a transmissão do vírus. Então, as situações que foram descritas estão relacionadas com isso. O protocolo estabelecido para restaurantes e bares nesse momento quando é possível retomar, eles preveem o distanciamento... preveem que as pessoas estejam sentadas e elas só retirem a máscara para comer ou para beber naquele fomento. Então, acho que é uma medida que ainda mantém a segurança das pessoas e reduzo a possibilidade de transmissão do vírus.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes, eu apenas complemento, Maria Amanso, passo a passo. Um passo de cada vez, e por isso que o plano São Paulo funciona bem, porque nós não precipitamos. Planejamos e adotamos medidas, mas sem precipitação. Passo a passo, com controle, assim poderemos evoluir e atender a recomendação da saúde e o dengue de melhorar a economia, a recuperação de empregos e atender aqueles que precisam desses empregos para viver. Vamos agora, Bruna Lima, jornalista do Correio Brasiliense. Bruna, boa tarde. Você já está em tela, você está aí na capital federal.

BRUNA LIMA, REPÓRTER: Boa tarde, me escutam?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sua pergunta, por favor.

BRUNA LIMA, REPÓRTER: Boa tarde. Eu gosto dia saber, São Paulo, né, é um estado que primeiro começou a sentir os impactos da doença aqui no Brasil. E agora o Brasil está começando uma sinalização de interiorização, algo que São Paulo há mais tempo com aumento de casos de número de óbitos já havia ocorrendo. Então, queria saber se São Paulo funciona como uma bússola aí para o que pode vir para o Brasil e o que é que o estado tem para oferecer em relação a es tratégia e a modelos que já passou e que podem ser replicados no Brasil, obviamente levando em consideração aí as diferença epidemiológicas de cada estado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruna, eu começo a responder e depois peço ao coordenador executivo do Comitê de Saúde, João Gabbardo, até pega sua experiência, como secretário executivo do Ministério da Saúde, com uma visão nacional para complementar a resposta. Agradeço à sua pergunta. Sem que tenhamos a pretensão de sermos bússola, mas com muita humildade colocamos a nossa resposta. Fomos ao lado do Rio de Janeiro, o primeiro estado a decretar quarentena, fomos o primeiro estado do pa&iacu te;s a compor um Comitê de Saúde integrado por infectologistas, epidemiologistas, cientistas, especialistas nos temas que são vinculados ao coronavírus. Estabelecemos no plano São Paulo o primeiro plano completo e amplo para a visão heterogênea da epidemia no estado de São Paulo, um estado com dimensões de uma nação e população equivalente à Espanha e ou à Itália e temos tido bons resultados. Também devo ressaltar, Bruna, pela firmeza das nossas posições. Nós não adotemos aqui posições personalistas populistas, ou fundamentadas em pressões econômicas ou pressões políticas, mas seguindo a orientação da ciência. E fizemos o caminho certo. Estamos tendo bons resultados, temos a capacidade de recuar sempre que necessário, nós não somos donos da verdade, me smo a ciência não é dona da verdade, ela segue a verdade, mas ela pode evidentemente revisar as suas posições e esta postura de humildade, de saber ouvir os médicos, a fede esquina e agir com total transparência fazem de São Paulo, sim, uma referência nacional. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: Bruna, eu não diria que São Paulo funciona como uma bússola, mas se nós compararmos o gráfico da evolução da doença no Brasil com qualquer outro estado brasileiro, o estado que tem a maior semelhança da evolução da doença é a estado de São Paulo. Obviamente que isso se deve, em boa parte ao fato da grande população concentrada no estado de São Paulo e o significado que isso tem do ponto de vista demográfico. Também é importante porque São Paulo iniciou o processo, iniciou a epidemia, tivemos aqui o primeiro caso, São Paulo iniciou esse processo de dar um tratamento diferenciado de acordo da situação epidemiológica de cada uma das regiões, o que também se espera que seja feito no nível federal porque as recomendações não podo temo ser tratadas e dadas da mesma forma para situações tão diferentes como gente tem hoje quando se pega os estados da região norte, fundamentalmente Amazonas, o Pará e poder comparar isso com a região sul, Rio Grande do Sul, com Santa Catarina ou até mesmo algum estado da região Sudeste, como é o caso de Minas Gerais. São situações epidemiológicas totalmente diferentes. E o que se recomenda, o que é mais racional, o que é mais lógico é que essas recomendaç& otilde;es sejam compatíveis da situação epidemiológica de cada um deles. Então, por isso, com certeza, São Paulo iniciando esse processo, deve refletir nos dados nacionais, nos dados brasileiros, de uma forma correta, esperada, é isso mesmo que deve acontecer.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. E queria aproveitar também, Bruna, à sua boa pergunta para pedir uma intervenção da Ana Carla Abraão, economista pela qual eu, pessoalmente, tenho um enorme respeito e que coordena o Conselho Econômico do Estado de São Paulo, composto por ela própria, pelo Pérsio Arida, Eduardo Haddad e Alexandre Schwartsman, quatro grandes economista que nos ajudaram também na elaboração do plano São Paulo, ao lado do Comitê de Saúde, dos secret ários do governo de São Paulo, e da nossa capacidade também de dialogar com todos os setores da sociedade civil, inclusive, trabalhadores. Fizemos aqui reuniões com todos os líderes dos principais sindicatos e centrais sindicais do país, que estão sediados aqui em São Paulo, e com todos os setores da economia brasileira, com sede em São Paulo. Setor de serviços, comércio, indústria, tecnologia, ciência, agronegócio e o setor médico, para a tomada das nossas decisões. E a Ana Carla Abrão nos ajudou muito e compartilho nesse momento parte da nossa resposta com ela. Ana Carla.

ANA CARLA ABRÃO, COORDENADORA DO COMITÊ ECONÔMICO: Obrigada, governador. Bom, Bruno, eu queria acrescentar aqui alguns pontos que eu acho que diferenciam de forma importante o Plano São Paulo, e que claro, podem servir aí de inspiração para as outras regiões do Brasil que estão enfrentando agora, o que São Paulo enfrentou há algumas semanas, há alguns meses atrás, ou na verdade estamos enfrentando, estamos administrando. Mas basicamente, eu acho que existem algumas características do Plano São Paulo, que são o pla nejamento, o gradualismo, a transparência, o foco em indicadores objetivos, que podem ser monitorados, acompanhados pela sociedade como um todo, e claro, como o governador acabou de destacar, o diálogo. O diálogo com a sociedade, o diálogo com os prefeitos, a percepção de que a epidemia, ela é heterogênea e deve ser tratada de forma heterogênea, e, pelo nosso lado do conselho econômico, a compatibilização de uma preocupação ou de um olhar para a economia, sempre compatibilizado com a prioridade, que é a saúde, que é a proteção das vidas. Então, todo esse processo de construção do Plano São Paulo, ele resultou no que a gente está vendo agora, que é um plano que é dinâmico, ele caminha, ele flexibiliza mais, ele se aprimora a partir do diálogo e da percepção dos número s que estão saindo diariamente, mas acima de tudo ele consegue dar previsibilidade, ele consegue garantir o engajamento da sociedade, do setor privado, pra que todos possam responder a esse processo, que afinal de contas depende de todos nós. Então, toda essa comunicação, planejamento, transparência, o gradualismo, vai garantindo confiança por parte da sociedade, e a gente começa a ver agora alguns sinais inclusive de recuperação econômica, que vêm vinculados a essa flexibilização muito gradual, feita de forma segura, mas, acima de tudo, feita com base em indicadores objetivos e que podem ser acompanhados por toda a sociedade. E isso faz uma diferença enorme do ponto de vista econômico, porque, acima de tudo, a previsibilidade faz uma diferença enorme num momento tão incerto como esse que a gente está vivendo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Ana Carla Abrão. Muito obrigado, Bruna Lima, do Correio Brasiliense. Nós vamos tirá-la agora aqui de tela. Você continua acompanhando aí de Brasília a coletiva. Pela ordem, nós teremos a Rádio Capital, SBT, TV Gazeta e depois TV Globo e GloboNews. Neste momento, a palavra para a sua pergunta é da Carla Mota, da Rádio Capital. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. No Rio de Janeiro ontem a gente percebeu que houve uma certa aglomeração com a reabertura aí de bares e restaurantes. Eu queria saber qual tem sido a preocupação de vocês com relação a isso, o que vai acontecer a partir da próxima semana para evitar esse tipo de ocorrência. Quero aproveitar também para pedir um comentário do governador sobre o veto do presidente Jair Bolsonaro sobre máscaras em espaços públicos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Começo pela segunda. Ele foi coerente com ele mesmo. O presidente Bolsonaro não usa máscara, não recomenda o uso de máscara, não recomenda o isolamento social, adora cloroquina. O presidente Jair Bolsonaro foi Jair Bolsonaro ao fazer esse veto. Mas o veto não se aplica aos estados, os estados têm autonomia, por determinação do Supremo. Portanto, com base legal, aqui em São Paulo a máscara é obrigatória, para o governador, para o prefeito e para todos os cidadã os que vivem no Estado de São Paulo. E por quê? Porque aqui nós gostamos da vida, apreciamos a vida e queremos viver. A segunda, ou melhor, a sua primeira pergunta, sobre aglomeração, vou pedir à Patrícia Ellen, com comentários do Sérgio Sá Leitão, lembrando que São Paulo, nenhuma parte do estado teve aglomeração em restaurantes, porque o fato ainda virá a partir da próxima semana, mas entendo que você se refere ao que já ocorreu em outras cidades, em outros estados brasileiros. Patrícia e na sequência Sérgio Sá Leitão.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Seguindo exatamente a linha do que o governador colocou, nós estamos aqui, nossa prioridade é preservar vidas. Então, não é se abrir, mas é quando e como. Então, lembrando que a maior parte do estado, onde nós temos uma presença relevante da pandemia, e com crescimento ou ainda não chegou na mesma estabilidade que nós vemos na capital, essas regiões estão na fase laranja ou na fase vermelha. Em ambas, esse protocolo de bares e r estaurantes não está permitido. E na fase amarela, nós vamos fazer questão de deixar isso bem destacado na atualização do decreto, aglomerações continuam proibidas, e aglomerações é só para fase azul. Isso vai estar bem claro ali no protocolo estabelecido. Bares e restaurantes, é com assento, então é pra gente ir, sentar e comer. É um momento muito importante, que exige a nossa colaboração. Todos nós estamos ansiosos para sair de casa, todos nós estamos ansiosos para celebrar com os amigos, mas nós não estamos no momento de celebração, nós estamos no momento de solidariedade, de entender os protocolos e de cumprir esses protocolos. Então, nós vamos no restaurante para comer, sentar e voltar. É realmente esse o momento que nós estamos vivendo agora. E se isso não aconte cer, o Plano São Paulo, como a economista Ana Carla colocou aqui, tem os gatilhos para retrocedermos. Os dados vão mostrar isso. Então, o isolamento ainda é incentivado, a máscara também, e se nós não cumprirmos os protocolos, vai acontecer o que aconteceu com regiões que foram exceções, que não cumpriram as regras no momento adequado e tiveram que retroceder. A maioria dos prefeitos seguiu à risca, então esse papel de liderança dos prefeitos aqui nesse momento é fundamental, mas o papel de cada um de nós também. E por isso o respeito do horário até as 5h da tarde, e o respeito dos protocolos que estão sendo estabelecidos também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Obrigado, Patrícia. Sérgio Sá Leitão? Deste lado, Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO ESTADUAL DA CULTURA DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Eu gostaria apenas de frisar que não há termo de comparação com o que nós vimos em outros lugares. Aqui em São Paulo, todas as medidas são tomadas a partir de um amplo trabalho de análise de referências internacionais, de estudos, de pesquisas, com todo o rigor, com todo o cuidado. Isso envolve a equipe do Governo de São Paulo, os médicos especialistas que compõem o Centro de Contingência, e tudo que está send o anunciado hoje aqui, e foi anunciado anteriormente, é baseado nesse trabalho intenso, profundo e que tem como preocupação principal preservar as vidas dos cidadãos do Estado de São Paulo. Então, os protocolos, tanto o geral quanto os específicos, foram formulados justamente para evitar riscos, para reduzir riscos e para preservar as vidas das pessoas. Então, todas as medidas estão pensadas com este propósito. Por isso inclusive as medidas anunciadas aqui, de restrição de taxa de ocupação, de horário de funcionamento, as exigências em relação a uso de máscara, ao agendamento de visitas, à compra online de ingressos, enfim, tudo pensado para que não haja aglomerações e que possamos reduzir os riscos e preservar as vidas das pessoas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Sérgio Sá Leitão, Carla Mota, muito obrigado mais uma vez pelas perguntas. Vamos agora ao SBT, TV Gazeta e depois TV Globo, GloboNews. Pela ordem, Fábio Diamante, do SBT. Fábio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, a minha primeira pergunta é em relação ao Plano São Paulo. Essa liberação futura dos eventos culturais, eu queria saber se os eventos esportivos estão incluídos. Eu entendo que um jogo do Campeonato Brasileiro de Futebol é um evento de grande porte, mas um jogo de vôlei, por exemplo, um evento esportivo de algum... Ligado a algum esporte olímpico, por exemplo, ele é um evento muito menor. Queria saber se esses eventos, eles estão incluídos. Aproveitando a q uestão do esporte, os outros esportes não conseguiram ainda voltar aos treinos, como o futebol, que foi autorizado pelo Governo. Eu queria saber quando isso vai ser autorizado pelo Governo, estamos aí caminhando para uma Olimpíada o ano que vem. Uma segunda pergunta, que eu queria fazer para o prefeito, saindo um pouquinho da questão da Covid, em relação ao ex-governador José Serra. Prefeito, o senhor sempre teve uma posição bastante dura nos casos de corrupção envolvendo o seu partido. O senhor se pronunciou em relação ao Aécio Neves uma vez, ou ele ou o senhor. Eu queria saber se o senhor tem esse mesmo posicionamento em relação ao José Serra. Juridicamente, ele está exatamente na mesma situação agora do que o Aécio Neves. E desculpe, uma terceira, o abuso, é que me surgiu agora. O senhor falou, governador, na ques tão das máscaras, e o presidente da República, o senhor disse aí, as máscaras valem para o prefeito, para o governador. Queria saber se vale para o presidente também em São Paulo. Se o presidente Bolsonaro vier sem máscara, se ele vai ser multado. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio Diamante gosta de fazer perguntas fáceis. Vou começar, mas não fugimos às respostas aqui, sejam as boas, sejam as difíceis perguntas. E vamos começar de trás pra frente. Em relação a máscaras. Aqui é lei. Presidente Jair Bolsonaro, se vier ao Estado de São Paulo, deverá usar máscara, como todos os demais brasileiros que, ou vivem aqui, ou frequentam São Paulo. E a lei, em São Paulo, vale pra todos. Eu vou pedir ao Bruno Covas para responde r a segunda pergunta, de trás para frente, e depois com o João Gabardo, no tema do Plano São Paulo e atividades esportivas, com comentário do Aíldo Ferreira. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Não há nenhum áudio do senador José Serra pedindo dinheiro pra ninguém, eu pelo menos não escutei. Então, são casos completamente distintos. Vale tanto para os dois a possibilidade deles terem a sua defesa apresentada, para os dois casos, ao rigor da lei, se houver qualquer tipo de problema constatado, não é porque é companheiro de partido que vou passar a mão na cabeça de quem erra. Agora, o caso do senador, agora deputado Aécio Neves, é bem diferente, porque h&aacu te; um áudio dele, que até agora não foi explicado, pedindo dinheiro para o dono da JBS.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. E vamos à primeira das três perguntas do Fábio Diamante, do SBT, que peço ao João Gabardo para responder, sobre eventos esportivos, com comentário do Aíldo Ferreira, secretário de Esportes de São Paulo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu já estava devendo essa resposta para o Fábio, ele fez essa pergunta na quarta e na quinta-feira, eu prometi pra ele que, depois que falasse com o senhor, a gente iria passar a recomendação do Centro de Contingência em relação a treinamento. O treinamento, primeiro, ele não constou do decreto, então não houve nenhuma proibição de treinamento por decreto, no Plano São Paulo. O que houve foi uma iniciativa própria, correta, de preserva&cce dil;ão dos atletas, segurança dos atletas, de interromper os treinamentos. O Centro de Contingência entende, e por analogia ao que já foi deliberado em relação ao futebol, que, independente da modalidade esportiva, todos os treinamentos individuais estão liberados. Não existe nenhuma contraindicação do Centro de Contingência para que os atletas possam dar continuidade aos seus treinamentos, mas na forma individual, em qualquer atividade. O jogador de basquete pode fazer treinamento individual, o jogador de tênis pode fazer treinamento individual, o remo, qualquer modalidade pode treinar individualmente. A pergunta: o uso da máscara nesse momento é obrigatório, é recomendado? Claro que num esporte de alto impacto, é impossível, o cara vai fazer um treinamento para corrida de 100 metros rasos, a performance dele vai ser prejudicada pelo uso da másca ra. Então, nesse momento do treinamento, a máscara pode ser dispensada. Fora esse momento, ele deve continuar usando a máscara, como qualquer outra pessoa. A recomendação de evitar o uso de vestiários, continua presente, ele, se possível, ele deve chegar pronto para o treinamento, com a roupa que ele vai treinar, saindo dali diretamente para a sua residência, sem o uso do vestiário. Essas recomendações valem para qualquer uma das atividades esportivas. Em relação a eventos esportivos, eu deixo para o secretário fazer o seu comentário.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Aíldo Ferreira, secretário de Esportes do Estado de São Paulo. Obrigado, Dr. João Gabbardo. Aíldo.

AÍLDO FERREIRA, SECRETÁRIO ESTADUAL DE ESPORTES DE SÃO PAULO: Com relação a eventos esportivos, estão inclusos dentro daquele cronograma apresentado pela Patrícia Ellen, desde que a localidade cumpra as quatro semanas na fase amarela, ou seja, a partir de 27 de julho, havendo o enquadramento da localidade, é permitido e é possível o evento esportivo acontecer.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Aíldo. Bem, Fábio Diamante, muito obrigado pelas perguntas, pela sua presença aqui, mais uma vez. Penúltima pergunta de hoje é da TV Gazeta, do jornalista Marcelo Baseggio. Marcelo, boa tarde mais uma vez, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Na linha da volta do funcionamento das academias, caso haja a manutenção da cidade na fase amarela por quatro... Perdão, a prefeitura que irá analisar isso, né? Foi detalhado a volta do funcionamento das academias, mas em relação aos parques, há também esse plano detalhado de reabertura dos parques, à medida que essas academias podem voltar a funcionar com todas as limitações? E outra coisa, em diversos países, conforme outros setores voltavam a operar, os governos também davam informa&cced il;ões sobre o limite de reuniões que poderiam ser realizadas entre pessoas. Talvez um irmão visitar uma irmã ou então visitar um pai. Há alguma recomendação do Centro de Contingência em relação a reunião de pequenos grupos de pessoas, a essa altura, nessa fase em que, por exemplo, a capital se encontra? De um irmão poder visitar uma irmã ou de poder visitar um parente, reunir pequenos grupos de quatro, cinco pessoas? Enfim, muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. Eu começo a responder a segunda, e a primeira passo ao prefeito Bruno Covas. Evidentemente, não há restrição para pequenos grupos, sobretudo familiares. Não houve, não há e nem haverá. Evidentemente, há, sim, a recomendação para uso de máscara, higienização das mãos, com água corrente, sabão e/ou álcool em gel, e os mesmos procedimentos na casa de um familiar, em relação à própria higi ene do ambiente domiciliar. Mas nenhuma restrição houve, há e nem haverá nesse sentido, como você colocou, para pequenos grupos, quatro, cinco, seis pessoas, que circunstancialmente estejam almoçando ou jantando. Ideal sempre é o cuidado no uso da máscara, higienização das mãos e, se possível, evitar sair. Mas não há a incompatibilidade num número tão pequeno e com esses cuidados. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A expectativa da prefeitura é, na semana que vem, poder anunciar a data em que a gente deve reabrir os parques municipais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa. Marcelo, complementando, me lembrou o João Gabardo que a recomendação deve ser sempre muito cuidadosa em relação às pessoas com mais de 60 anos. Essas pessoas, sempre que puderem estar preservadas e em isolamento social, sobretudo as com comorbidades. Essas devem ser preservadas, e até pela própria família. Eu tenho amigos cujos pais têm comorbidades, têm mais de 60 anos, e eles se falam virtualmente, se falam em vídeo, carinhosamente, afetivamente, mas não presenc ialmente. Vamos agora à última pergunta, é da Bete Pacheco, da TV Globo, GloboNews. Bete, prazer em tê-la aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Minha pergunta para o secretário de Cultura. Queria saber, que a gente tem um estudo, parece, da FGV, secretário, que mostra que o setor cultural, ele só deve atingir aí o patamar de 2019 em 2022, que deve amargar prejuízo nesse ano e no próximo. Queria saber, a gente falou muito dos protocolos sanitários, que são pertinentes, fundamentais nesse momento, mas de protocolos financeiros. Por exemplo, a gente sabe que o estado tem o Proac, que é a lei de incentivo aí do ICMS, o desconto do ICMS para quem ajuda na cultura, mas parece que foi liberado só agora em junho, era pra ser em abril. Tem o edital também, que demora um pouco, então eu queria saber desses recursos imediatos, porque conversando com o setor, principalmente o pessoal de teatro, que precisa ter o material humano ali, e de eventos também, pra que tudo aconteça, está sem dinheiro imediato agora. Então, eles acreditam que o teatro pode estar aberto, mas não vai estar nada acontecendo lá dentro. E só para completar a questão da Lei Aldir Blanc, que foi aprovada aí pelo Governo Federal, o estado vai ter um recurso para administrar, mas também demora pra chegar, né? A lei acho que nem foi regulamentada ainda. Então, de recurso imediato, secretário, o que pode se falar para o setor, por favor?

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE CULTURA DE SÃO PAULO: Bom, muito obrigado pela sua pergunta, Elisabete Pacheco. Vamos lá. Nós, em primeiro lugar, anunciamos quatro segmentos da cultura e da economia criativa que já estavam autorizados a funcionar, com, claro, sempre o cumprimento dos protocolos, tanto o geral quanto os específicos, publicados no portal do Governo do Estado de São Paulo. Esses segmentos são: projetos de drive-in, produção audiovisual, produção de espetáculos, isso inclui teatro, dan&cced il;a, circo, música e outros, estou me referindo à produção, e, claro, as agências e os escritórios de publicidade, design, arquitetura, moda, etc. E agora nós estamos anunciando que novos segmentos da cultura e da economia criativa foram enquadrados pelo Centro de Contingência, na fase amarela, e esta decisão, como disse a secretária Patrícia Ellen, inclui: museus, galerias, acervos, centros culturais e bibliotecas, cinemas, teatros e salas de espetáculos e eventos culturais de entretenimento, e claro, também os de negócio, de turismo, etc., com público sentado e lugar marcado. Então, estamos avançando na retomada progressiva, responsável, cuidadosa das atividades culturais e criativas, ainda em meio à pandemia, no Estado de São Paulo. Desde o princípio da pandemia, o Governo do Estado de São Paulo tomou uma série de medidas voltadas também para o setor cultural e criativo, justamente por entender, compreender, observar a importância econômica e social deste setor. É um setor que gera 3,9% do PIB do estado, 1,5 milhão de postos de trabalho, e que tem uma influência positiva sobre outras áreas, como por exemplo a educação, o turismo, o desenvolvimento econômico e a própria saúde. Eu mencionaria, entre essas medidas que já foram tomadas: a criação de uma linha de crédito de capital de giro para as empresas da economia criativa, também as do turismo, no âmbito da Desenvolve SP; nós também criamos, no âmbito do Banco do Povo, uma linha de crédito de microcrédito para pequenas e microempresas da economia criativa, e também do setor de turismo e de outros setores afetados pela crise gerada pela pandemia; nós já colocamos em funcionamento o Proac ICMS, anunciaremos na semana que vem o Proac Editais, com um valor recorde; já estamos nos preparando para implementar as linhas derivadas da Lei nº 14.017/20, que você mencionou; teremos um investimento no Estado de São Paulo de R$ 566,2 milhões, com recursos oriundos desta lei, que é uma medida muito positiva; nós também, enfim, vamos anunciar o programa Juntos pela Cultura, que é o nosso programa de ação municipalista, em parceria com as prefeituras, isso vai ser anunciado na semana que vem, e todas essas medidas com valor recorde. Nós já liberamos R$ 8,7 milhões para as segundas parcelas do Proac 2019, o Proac Editais, ele acontece com pagamento em duas parcelas, a primeira liberada em 2019 e agora nós liberamos o pagamento das segundas parcelas. Criamos uma plataforma de conteúdo cultural online, uma plataforma de streaming e víde o por demanda, chamada Cultura em Casa, que, em pouco mais de dois meses, já teve mais de um milhão de visualizações, aos mais de 600 conteúdos lá disponibilizados, e que também é uma forma de geração de renda e oportunidades para o setor cultural, na medida em que os conteúdos são licenciados e os profissionais então remunerados. O Estado de São Paulo já investiu no setor cultural e criativo, no primeiro semestre de 2020, mais de dez vezes o que o segundo estado brasileiro que mais investiu nesse setor investiu. Enfim, não há, enfim, comparação possível com outros estados brasileiros, porque aqui nós temos uma política pública de cultura consistente, reconhecemos a importância estratégica do setor, em termos econômicos e sociais, e estamos, na medida do possível, realizando os programas, as ações e os investimentos necessários.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio. Bete, o prefeito Bruno Covas também quer complementar a resposta à sua pergunta. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só pra acrescentar que, aqui no município, por conta da pandemia, nós já antecipamos todas as linhas de fomento, todas as linhas para todas as linguagens culturais, e inclusive fomentos estruturais, com programas na periferia de São Paulo, e também já antecipamos o Promac, que é o Proac estadual, que inclusive estava parado, quando nós assumimos a prefeitura, e o então prefeito João Doria baixou o decreto regulamentando o Promac.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno e Bete. Em São Paulo, nós somos aliados da cultura e inimigos do vírus. Bem, muito obrigado a todos pela participação nessa 84ª coletiva de imprensa, obrigado aos que estão em casa nos acompanhando. Voltaremos na próxima segunda-feira. Por favor, se protejam. Os que puderem, fiquem em casa, e sempre que você tiver que sair, use máscara. Obrigado, fiquem com Deus, bom final de semana.