Coletiva - Governo do Estado atualiza Plano SP com extensão de quarentena até 14 de julho 20202606

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Coletiva - Governo do Estado atualiza Plano SP com extensão de quarentena até 14 de julho

Local: Capital - Data: Junho 26/06/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Quero iniciar essa 79ª coletiva de imprensa do Governo do Estado de São Paulo, Coletiva nº 79 sobre o Corona Vírus. Hoje, sexta-feira, dia 26 de junho. Muito obrigado aos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, equipe de apoio dos veículos de imprensa, os que estão também acompanhando à distância e participarão da coletiva, muito obrigado. Obrigado também à TV Cultura, que está transmitindo ao vivo para todo o Estado de São Paulo. Você, que está em casa, no escritório, no seu ambiente de trabalho ou do seu lar, muito obrigado por estar aqui. Continue respeitando a orientação da quarentena para ficar em casa, se possível, usar máscaras sempre que tiver que sair da sua casa. Agradecer aos demais veículos de comunicação, que estão transmitindo parcialmente ou integralmente [interrupção no áudio] secretários estaduais e municipais, que [interrupção no áudio] rádio ou internet. Agradecer os secretários estaduais e municipais, que estão aqui acompanhando, e no púlpito nós hoje temos aqui para a coletiva a parti cipação do prefeito Bruno Covas, do secretário da Saúde José Henrique Germann, da secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia Patrícia Ellen, secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi, secretário municipal de Saúde Edson Aparecido, da cidade de São Paulo, o coordenador do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, Dr. Carlos Carvalho, o coordenador-executivo do Comitê de Saúde, Dr. João Gabardo, e o Dr. Paulo Menezes, que integra o Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Nas informações de hoje nessa coletiva, um informe importante, que é a mudança da fase do Plano São Paulo e o novo período da quarentena em todo o Estado de São Paulo. Nós vamos anunciar hoje o 6º per& iacute;odo da quarentena, que começa no dia 29 de junho e vai até o dia 14 de julho. Estamos completando 100 dias de quarentenas, no próximo dia 1 de julho. E hoje, repito, estamos anunciando o 6º período de quarentena no Estado de São Paulo, que vai de 29 de junho até o dia 14 de julho. Antes de prosseguir, eu queria registrar minha satisfação pela recuperação do Bruno Covas. O Bruno teve Covid, se recuperou, ontem retomou o seu expediente regular, hoje já está aqui participando conosco da coletiva e estará também na próxima segunda-feira conosco aqui na coletiva. No dia de hoje, nós apresentamos o novo mapa do Plano São Paulo. Ele continua sendo uma ferramenta técnica muito importante para o acompanhamento, planejamento e execução de todo o programa do combate à pandemia em São Paulo. O Plano São Paulo &eacute ; elaborado com o apoio e o suporte do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, do Comitê de Economia, composto pelo Conselho Econômico, membros do Governo e também representantes do setor privado, e pelo Conselho Municipalista, com 16 prefeitos, que lideram as regiões administrativas do Estado de São Paulo, sob a coordenação do secretário Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Hoje, vocês verão aqui a confirmação daquilo que o nosso Comitê de Saúde tem dito e tem afirmado ao longo dos últimos 100 dias, praticamente, que a epidemia, ao longo do tempo, perderia força, perderia intensidade na capital de São Paulo, mas ganharia, infelizmente, força e evolução no interior do Estado de São Paulo. Foi exatamente o que aconte ceu. O Plano São Paulo, que completa 30 dias na próxima terça-feira, dia 30 de junho, vem seguindo seu curso com sucesso e com credibilidade, porque toma como referência os números, as informações, as cautelas, mas também leva em conta a economia, a necessidade do emprego e a dificuldade, sobretudo das pessoas mais pobres e mais humildes no nosso estado. A quarentena vai para a sua 6ª fase, heterogênea, como foi a atual quarentena, que estamos finalizando no próximo domingo. Nenhuma região, nenhum município, nenhuma área do Estado de São Paulo está livre do risco da doença. Nenhuma pessoa, rica ou pobre, criança ou idoso, está livre do risco da contaminação. Nós temos esta visão e este cuidado e este zelo. Volto a mencionar que o Governo do Estado de São Paulo não toma atitudes por vontade do governador, po r vontade política, por orientação ou por pressão de quem quer que seja. Tomamos as decisões fundamentados na técnica, na ciência, na medicina, no diálogo e no entendimento. Por isso, o Plano São Paulo tem sido bem-sucedido, sempre objeto de debates, discussões. Como todo plano bem-elaborado, ele tem reparos, ele tem discussões e debates entre os membros do seu conselho. Mas essa é a forma democrática de elaboração e apresentação de um plano bem-elaborado e democraticamente realizado. Volto a solicitar aos que estão nos acompanhando aqui, especialmente em transmissão direta, que, por favor, se puderem, continuem em casa, estamos em quarentena e hoje anunciando a renovação desta quarentena, como combate à pandemia. Todos nós torcendo pela vacin a, seja a vacina que o Instituto Butantan e o laboratório chinês estão desenvolvendo, e agora no mês de julho, volto a reafirmar que iniciaremos os testes, autorizados pela Anvisa, com 9.000 voluntários, e para nossa satisfação também a vacina inglesa começa agora os seus testes, com 5.000 voluntários aqui no Brasil. Estamos na boa e positiva corrida para a vacina contra o Corona Vírus, que será a solução definitiva para preservar vidas no Brasil, e estamos muito orgulhosos do Instituto Butantan ter um papel preponderante nesta relação com a vacina chinesa, e também no apoio ao laboratório AstraZeneca da Grã-Bretanha, no seu programa da vacina de Oxford. Bem, na ordem de apresentação, nós vamos começar com a Patrícia Ellen, secret&aacute ;ria de Desenvolvimento Econômico, para apresentação da nova etapa do Plano São Paulo, na sequência o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Pedir para colocar a apresentação na tela e vamos iniciar aqui, relembrando qual era a atualização vigente. Obrigada. Então essa era a terceira atualização, que foi realizada no dia 19 de junho, onde nós tínhamos aqui a região metropolitana e a capital em laranja, grande parte do estado em laranja, mas tínhamos também seis regiões do nosso estado que estavam aqui no estado de alerta máximo. Como o go vernador colocou, tivemos uma evolução, como está na próxima página, conforme o esperado e projetado, e compartilhado com todos vocês aqui, com relação à pandemia, os cenários de casos, de óbitos, também o trabalho que tem sido feito de contenção em todo o estado. Mas lembrando que a gente tinha diferentes momentos da epidemia aqui no nosso estado, entre a capital, a região metropolitana e o interior. Então olhando na próxima página os dados gerais do estado, nós vemos a evolução, conforme tem acontecido, de março, abril, maio, até junho, até a data presente, nós vemos que os nossos casos, de março para abril, cresceram. A velocidade em abril foi 1.000%, em maio a gente teve um crescimento adicional ali de 200%. Em junho, de casos, de 71% até agora, não fechamos o mês, lembrand o que ainda temos aqui cinco dias para fechar o mês, mas devemos fechar ali em torno de 100% de crescimento aqui de maio para junho, que é um crescimento menor do que o que estava acontecendo nos meses anteriores e foi todo o trabalho que foi feito, por todos nós, por cada cidadão, com seu esforço, que foi feito para respeitarem a quarentena, por toda a equipe da saúde, que tem feito o trabalho para que não faltem leitos e para que o atendimento seja feito com qualidade a todos os cidadãos. Vemos também essa tradução no número de internações e também no número de óbitos. As internações, em maio, que tiveram um crescimento ali de 300%, já em junho o número de novas internações, não fechamos o mês, novamente, faltam cinco dias, mas deve ser um número um pouco maior de novas internações que em maio, ou seja, uma estabilidade aqui no aumento de internações, lembrando que a capital e a região metropolitana tiveram uma estabilidade, no interior um crescimento maior. Em óbitos, tivemos também essa mudança, de março para abril um crescimento muito grande de óbitos, em linha ali com o número de casos, de 1.546% a mais do que em março, porque os óbitos estão sempre com algumas semanas na frente. Maio já tivemos ali uma redução desse crescimento e em junho também, mas temos sim uma preocupação com os números absolutos, e estamos trabalhando nisso diariamente. Na próxima página, essa visão semana a semana--

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia, desculpe, só uma interrupção. Podemos voltar a imagem anterior? Apenas para enfatizar. Perdão, Patrícia. Aos jornalistas que aqui estão e aos que nos acompanham de casa, que, embora os números absolutos sejam grandiosos, e tristes, o percentual vem caindo. É importante registrar isto. Temos números absolutos que nos entristecem, mas temos, em novos casos, internações e óbitos, uma queda sensível percentualmente. Isto é importante, dentro da vis&atil de;o da pandemia e do processo, sobretudo em relação à capital de São Paulo, que tem nos permitido um resultado melhor e mais otimista, apesar dos números absolutos serem ainda números elevados. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. E na próxima página, desde o lançamento do Plano São Paulo, a gente traz exatamente acho que essa informação, de uma forma mais granular, semana a semana, que reforça esse ponto, onde nós vemos que a ocupação de leitos nas últimas semanas caiu de 72,6% em média na semana inicial do plano para 65,5% na semana atual do plano. E houve um grande esforço também de adição de novos leitos. O n osso número médio de leitos a cada 100 mil habitantes foi de 15,4 para 19,7 leitos a cada 100 mil habitantes. E isso, juntamente com o quadro de acompanhamento da pandemia, onde nós vemos uma estabilidade aqui, sobretudo no número de internações. Nos casos nós tivemos um crescimento especial na última semana, e número de óbitos, a gente teve aqui uma variação praticamente constante nas últimas semanas. E com isso, eu vou pra próxima página, pra trazer a visão detalhada das regiões e com isso a nova classificação, a quarta atualização do Plano São Paulo. Com esse trabalho que foi feito de vermos como é que foi o comportamento na última semana, nós vemos que na capital e na região metropolitana houve uma melhora significati va da epidemia. Nós notamos isso na ocupação dos leitos, na queda aqui das internações, na queda, na menor variação de casos, sobretudo na capital, que inclusive teve uma redução no número de óbitos, com relação à semana anterior. Por outro lado, no interior, como já era esperado, mas nós temos, sim, uma presença e um crescimento muito importante da epidemia, que se traduz aqui tanto no número de casos como no de internações, e de óbitos, e é por isso que está sendo feito um trabalho muito grande para controle da pandemia e também para melhoria da capacidade hospitalar. Então, pra finalizar, a classificação atual, na próxima página, é essa, onde nós temos aqui a melhoria refletida nos n& uacute;meros da região metropolitana, com a capital, a região... Nós temos na capital essa melhoria, a região sudoeste e a região... Desculpa, aqui a região sudeste. Sudoeste e sudeste, tá? E por outro lado, nós temos algumas regiões do interior passando para a fase de alerta máximo. Então, destacando aqui, as regiões que passam a ficar na fase vermelha são: Franca, Ribeirão Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília, Bauru, Sorocaba, Baixada Santista... Desculpa, não. Baixada não, desculpa. Registro, e também Piracicaba. As demais regiões ficam em laranja, a manutenção da etapa aqui que nós temos da fase de controle. Então eu queria destacar, governador, três pontos importantes, já foi dito, a pandemia está seguindo o seu curso esperado em São Paulo, com as ações q ue foram realizadas, tivemos aqui essa visão de estabilização na capital e na região metropolitana, mas um crescimento Ministério do Meio Ambiente no interior. Com isso o estado inteiro está mantido em quarentena, e as regiões que estão entrando aqui na fase amarela vão ter uma flexibilização de alguns setores específicos. Na próxima página a gente tem essa descrição. O que acontece nessas regiões? Os setores de centros comerciais, shoppings e estabelecimentos congêneres, comércio em geral, serviços, e também agora atividades que permitem consumo local em restaurantes e similares, salões de beleza e barbearias, eles passam a ter o funcionamento no horário reduzido de seis horas, e 40% da capacidade, todos com a obrigatoriedade dos protocolos de higiene, de proteção e distanciamento. O estado permanece em quarentena, e o reforço para a população de ficar em casa é muito, muito importante. Os dados, eu queria esclarecer dois pontos aqui, foi um objeto de discussão importante nas últimas 24 horas, uma diferença de informação de casos, entre o número do estado e da capital de São Paulo, de cerca de 25 mil casos. Eu gostaria de lembra que o estado recebe as informações de todos os municípios, mas ele faz uma calibragem, uma limpeza desses dados. Então todas as duplas contagens que são realizadas entre sistemas são eliminadas no cruzamento das informações no Sivegrip e do E-susv. Isso é feito desde o início da pandemia, na verdade, isso é feito sempre. Quem for olhar esses dados vai ver que essa variação não foi da última semana, isso é feito diariamente, e que esse número não mud a a classificação de nenhuma região, porque o delta de casos do nosso número calculado com relação ao delta de casos da capital, é muito parecido. Então vamos tomar cuidado só com a informação. É muito importante a gente olhar as informações, tudo está sendo feito de forma transparente, a conclusão na muda, e isso sempre foi feito desde o início do trabalho. Finalizo aqui as informações sobre o plano São Paulo, reforçando o pedido para todos, para que juntos possamos combater essa pandemia, para que a gente possa fazer nosso trabalho, cada um de nós também, e se possível, ficar em casa. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Vamos agora ao prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Antes de começar a apresentação, uma breve palavra para fazer em primeiro lugar um agradecimento. Um agradecimento à população da cidade de São Paulo, que entendeu que apesar do município ter ido para a fase dois, para a fase laranja, a quarentena continuava aqui na cidade. As pessoas continuaram a usar máscara, continuaram a evitar deslocamento desnecessário, continuaram a evitar aglomeração. E agora o município, ao invés de retroceder para a fase verme lha, avança para a fase amarela. Isso só foi possível graças à participação e ao envolvimento da população que entendeu que apesar do município ter conquistado os dados da fase laranja, ainda era necessário continuar com todas as precauções que a quarentena requer. Esse recado continua a valer. Apesar de o município agora avançar para a fase três, é importante lembrar que a pandemia continua a existir, a gente continua a solicitar à população que utilize máscara, que evite deslocamento desnecessário, que evite aglomeração. A gente continua a combater o vírus aqui na cidade de São Paulo. Por recomendação do centro de contingência aqui do governo do estado de São Paulo, do qual inclusive a capital faz parte, com a participação do secretário Edson Apare cido, a recomendação dada pelo centro de contingência, é que apesar de o município estar agora na fase amarela, a gente esperar uma semana, portanto, a classificação que nós teremos na sexta-feira da semana que vem, para que o município possa abrir aquilo que a fase amarela permite. Então o centro de contingência fez uma solicitação à Prefeitura de São Paulo, para aguardar mais uma semana, e a confirmação dos dados dentro da fase três, dentro da fase amarela. Eu queria aqui desde já dizer de público que o município vai acatar essa solicitação do centro de contingência, vai durante a semana que entra conversar, dialogar com os setores que agora podem voltar a funcionar na fase três, avançar, e se tudo der certo, assinar já os protocolos, para que eles possam, portanto, aguardar o resultado da se xta-feira da semana que vem, e se o resultado da sexta-feira que vem confirmar o município na fase três amarela, eles vão poder reabrir a partir da segunda-feira, dia 6 de julho, na cidade de São Paulo. Isso vale para o setor de bares, hotéis e restaurantes, de salões de beleza e barbearia. E vai valer também para aqueles três setores que já estão abertos nessa fase laranja, shopping center, comércio e serviços, que vão poder ampliar o horário de atendimento, também vão aguardar essa semana para ampliar o seu horário de atendimento a partir do dia 6, caso confirmado o município na semana que vem, permanecendo na fase amarela. Então eu queria aqui deixar bem claro, eu queria aqui agradecer a presença dos vereadores Eduardo Tuman e Rodrigo Goulart, porque a Câmara Municipal tem sido parceira da prefeitura na articulação e na conversa com esses setores da atividade econômica, para que a gente possa assinar os protocolos de boas práticas, aprovado pela vigilância sanitária. Então na semana que vem a gente deve avançar na assinatura desses protocolos, aguardar a confirmação da sexta-feira de o município permanecendo na fase três amarela, e aí os setores vão poder reabrir a partir do dia 6 de julho, segunda-feira, na cidade de São Paulo, nos horário que ainda vamos divulgar quando da assinatura do protocolo. Bom, passando aqui brevemente a apresentação, aqui os dados de hoje da cidade de São Paulo, 256 mil pessoas que estão sendo acompanhadas pela rede municipal, 142 casos já confirmados, 133 mil curados, 5.200 óbitos suspeitos, e 6.792 óbitos confirmados. Hoje a taxa de ocupação de UTI dos leitos da prefeitura de São Paulo é de 57%, é um número diferente do apresentado pelo estado, porque o estado trabalhar com todos os leitos na cidade de São Paulo, os leitos da prefeitura, os leitos do estado, e os leitos privados. Então só os leitos administrados pela Prefeitura de São Paulo a taxa hoje é de 57% de ocupação. Próximo. Lembrando que nós tínhamos 507 leitos de UTI, na cidade de São Paulo, administrados pela prefeitura, e já somamos a esses 507, 1.340 leitos de UTI, referenciados para o combate ao Coronavírus, que tem agora a taxa de ocupação de 57%. Próximo. Aqui lembrando alguns dados do inquérito sorológico que foram divulgados recentemente, no qual mostra que 9,5% da população já tem prevalência de Coronavírus, que é um índice muito mais alto do que vários países europeus obtiveram para come&cc edil;ar a falar em flexibilização. Aqui nós temos 9,5% da população, ou seja, algo em torno de 1,160 milhão casos na cidade de São Paulo, com intervalo de confiança de 3,4%, 1,7% para baixo, 1,7% para cima, o que nos permite dar com 95% de certeza que a gente tem 1,160 milhão pessoas que já tiveram o vírus e estão imunizadas na cidade de São Paulo. O inquérito também trouxe dados que mostram quais são as regiões da cidade com maior mortalidade, e os oito distritos da cidade com maior mortalidade, quatro são na extrema zona Leste de São Paulo, no distrito de Jardim Helena, Lajeado, Guaianases, Iguatemi, dois são na região central, Sé e Brás, e dois são na região Norte, Brasilândia e Cachoeirinha. Bom, com os números que nós temos na cidade de São Paulo, nós temos al&eacu te;m dos 1.340 leitos de UTI, 1.984 leitos de enfermaria, que foram criados para poder atender à população na cidade de São Paulo. Nós estamos hoje com uma taxa de ocupação desses 1.984 leitos, de 48%. Desde o dia 1 de junho essa taxa vem diminuindo na cidade de São Paulo, e nos últimos dez dias nós estamos com a taxa abaixo dos 50%. É por isso que então a prefeitura entende que chegou o momento de começar a fechar esses leitos na cidade. E vamos fechar na segunda-feira o hospital municipal de campanha do Pacaembu, lá nós temos 200 leitos, dos quais, 16 de estabilização, e 184 de baixa complexidade, 588 profissionais de saúde. Tivemos lá quase 1.500 internações, 1,900 milhão medicamentos dispensados pela farmácia, quase 51 mil refeições foram servidas, 939 tomografias realizadas, 815 radiografias, 192 u ltrassonografias, e 44 mil exames laboratoriais, além de 11 mil ligações que foram feitas para os familiares, 713 videochamadas. O custo inicial previsto para o hospital municipal de campanha do Pacaembu era de R$ 28,600 milhões, já incluídos aí tanto o investimento, quanto o custeio. Desses R$ 28,600 milhões o custo final vai ser de R$ 23 milhões. Se a gente dividir os R$ 23 milhões pelas 1.500 internações que nós tivemos lá, nós vamos chegar a um valor de R$ 15.300 mil que foram gastos para cada internação no hospital municipal de campanha do Pacaembu, que salvou 99,8% das pessoas que por lá passaram. Além desses dados eu queria aqui ressaltar que o Albert Einstein, a OS que administrou aquele espaço vai doar para a Prefeitura de São Paulo todos esses equipamentos que lá eles utilizaram. O custo desses equipamentos, 15 ve ntiladores mecânicos, 40 monitores, 15 desfibriladores, 80 glicosímetros, 30 oxímetros, 16 camas de UTI, dez camas hospitalares, 20 macas, 50 mesas de alimentação, 50 cadeiras higiênicas, e 250 colchões. O custo de todos esses aparelhos, R$ 7 milhões. Então além da prefeitura ter gasto os 23, ela está recebendo agora de doação do Albert Einstein, R$ 7 milhões de equipamentos, que vão ajudar a equipar ou melhorar os equipamentos dos três hospitais municipais, que ficam lá também no fundão da zona leste, Hospital de São Miguel, Hospital da Cidade Tiradentes e o Hospital de Itaquera, exatamente porque lá se concentram quatro dos distritos com maior mortalidade de coronavírus na cidade de São Paulo. Próximo. E aqui, só pra relembrar a fala inicial, a cidade de São Paulo continua em quarentena, continuam os a combater o vírus aqui na cidade de São Paulo, agradeço a todos os profissionais da área da saúde, que tem se dedicado exclusivamente e tem ajudado a prefeitura a colecionar esses bons índices. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Vamos agora ouvir o Carlos Carvalho, coordenador do comitê de saúde, o centro de contingência do Covid-19. Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos, também em nome do comitê de saúde dou boas-vindas ao nosso prefeito Bruno Covas, recuperado, seja bem-vindo. Bom, o comitê de saúde vem trabalhando desde o início, junto com o comitê econômico, no centro de contingência pro coronavírus do Governo do Estado. A nossa missão, o nosso ponto, o que temos sempre batalhado é pra que a partir do instante que começamos uma quarentena, pudéssemos voltar &agr ave; normalidade, essa volta à normalidade tem o componente de observar os setores com maior vulnerabilidade econômica que o comitê econômico traz pro centro de contingência. Mas nós, do lado da saúde, temos a responsabilidade de orientar todas as áreas e, principalmente, o Governo do Estado, junto com o José Henrique Germann, que é o nosso secretário da saúde, pra que as condutas que vão ser implementadas sejam as mais seguras possíveis. Com isso, na avaliação desse faseamento, que leva em conta aqueles cinco pontos que a secretária Patrícia Ellen mostrou, chega num momento onde algumas regiões do estado caminham de fase pra esquerda, ou seja, pioram no faseamento, e as restrições aumentam, e outras caminham pra direita, onde as restrições diminuem, e essa liberação vai progredindo. O município de S ão Paulo já estava numa região laranja, e agora atingiu, por tudo isso que o prefeito colocou, atingiu uma possibilidade de liberação um pouco maior, mas nós, do comitê de saúde, estamos emitindo uma nota técnica e solicitamos o prefeito, que concordou plenamente, que seria interessante dar um tempo adicional, por segurança da população, pra que nós tivéssemos certeza dessa progressão, sempre, nesse faseamento, se observa a média das condições daquela região, daquele município, nos sete dias anteriores em relação a sete dias anteriores, então, já temos uma ideia do filme que vamos ver à frente, e esse filme está caminhando de forma feliz, então, provavelmente, na semana que vem, deve estar tão bom ou melhor do que está agora no município e em alguns regiões aqui da grande São Paulo, mas essa segurança é importante, nós vamos sair de praticamente um período longo de afastamento, por um período onde a população vai testar uma nova condição, então, uma série de protocolos de segurança, relacionadas à saúde, precisam ser implantadas e discutidas, e a população precisa entender. Então, essa semana, ela é muito boa a mais pra que esses protocolos sejam discutidos, entendidos e implementados, a mesma coisa ocorreu com a discussão do futebol profissional algumas semanas atrás, agora é uma nova fase, podemos, e ocorreu com a prefeitura também, do município de São Paulo, quando entrou no laranja, foi feito um estudo, esses protocolos foram definidos com os respectivos setores, foram implantados, a população foi preparada, e nós estamos observando que isso foi feito com sucesso. Nessa segunda fase, nessa fase atual, entrando no amarelo, o que o comitê de saúde recomenda nessa norma técnica, é que siga esse mesmo cuidado pra essa implantação, assim como o comitê de saúde, nessa nota técnica, vai indicar algumas outras regiões, alguns municípios isolados que, eventualmente, possam ter algum indicativo de que a evolução, apesar de estar numa região ainda mais adequada, se houver algum município que esteja destoando, que o prefeito olhe com cuidado, como ele tem a possibilidade da decisão, cabe a ele tomar as devidas providências dentro da sua cidade. Então, é muito importante esse bom relacionamento entre o estado e os municípios e nós, do comitê de saúde, ficamos satisfeitos por ter essa boa relação e esse bom entendimento que está ocorrendo, e que m vai ganhar com isso, sem dúvida nenhuma, é a nossa população. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho, coordenador do centro de contingência do Covid-19, nosso comitê de saúde, e falando em saúde, vamos aos números de hoje com o secretário de saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Ontem, o Brasil atingiu 1.228.114 casos confirmados de Covid-19, com 54.971 óbitos, o Estado de São Paulo 258.508 casos e 13.966 óbitos, os casos aumentaram 3,8% e os óbitos, os óbitos aumentaram 1,5%. Nós tivemos internados nos nossos serviços 5.666 pacientes em regime de UTI e 8.274 em regime de internação regular, sejam à confirmar ou casos suspeitos, esses são os pacientes que estão internados no sistema, e isso traz uma taxa de ocupação no estado, para leitos de UTI, de 65,4% e pra grande São Paulo 67,7%. Já receberam alta 41.693 pacientes, altas hospitalares, tratados, curados para casa. Próximo. Aqui tem a curva de casos, com os 258.508 casos, estamos dentro da projeção e dentro do espectro de variação para o mês de junho, devemos chegar até o final do mês provavelmente dentro desta expectativa, faltam quatro dias para o final do mês. Seguinte. E a mesma coisa com relação aos óbitos que ocorreram no mês de junho, infelizmente, e que estão na faixa inferior do espectro de variação da projeção para o mês de junho. Governador, era o que tínhamos para o momento, muito obrigado e fiquem em casa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Para completar a intervenção da saúde, João Gabardo, coordenador executivo do comitê de saúde do Estado de São Paulo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu acho que eu gostaria de destacar hoje aquilo que o Plano São Paulo tem de mais importante, o que o Plano São Paulo tem de mais importante? Não padronizar as recomendações pra situações epidemiológicas distintas, não tem sentido, depois de olhar todos os dados apresentados pela prefeitura e os dados apresentados pela secretária Patrícia, que a região da capital tivesse as mesmas orientaç&otilde ;es de todo o interior do Estado de São Paulo, fica claro que existe uma redução na evolução da doença, diminuição no números de internações, diminuição na identificação de casos novos, diminuição nos óbitos, hospital de campanha que passa a não ser mais necessário, esses indicativos orientam pra uma situação que é diferente de outras regiões, em que nós não temos essa mesma situação, então, pra aquelas pessoas que imaginam que nós deveríamos aguardar que a curva de todo o estado estivesse numa situação ideal, que é o que todos nós desejamos, nós perderíamos quanto tempo pra que pudéssemos dar, avançar um pouco, como estamos fazendo hoje com a região metropolitana de São Paulo, com a capital, e nesse aspecto eu acho superimportante, cumprimento o prefeito Bruno, por entender que mesmo estando no amarelo, precisa mais uma semana pra fazer as negociações que são necessárias, mas principalmente pra ter consolidação dessa semana em amarelo, porque o que a gente quer evitar é que numa semana vá pra amarelo e na semana seguinte tenha que voltar pro laranja, isso teria um problema enorme pra todos. Essa decisão vai dar sustentabilidade, porque ela prevendo que na próxima semana, mantendo o amarelo, que é o que todos nós imaginamos, possa ser tomada essas medidas com muito mais segurança. Então, esse é o aspecto que eu gostaria de destacar. Segundo, eu vi algumas observações na imprensa, ontem, hoje, em que se faz uma comparação de dez dias com as curvas móveis de mortalidade e que se compara o dia três de junho, com o dia 13 d e junho e apressadamente se faz uma correlação entre um pequeno aumento que teve na média dessa curva móvel com aspectos relacionados à flexibilização. Não existe nenhuma relação de uma coisa com a outra, esse aumento que teve de 28% nesse período de dez dias, eu poderia contestar dizendo o seguinte: A curva média de hoje é 11% menor que a média móvel de três dias atrás, nos últimos três dias nós reduzimos em 11% a nossa média móvel. Então, é muito precoce, essas avaliações que são feitas em períodos muito pequenos, elas não são adequadas, nós precisamos olhar um contexto, olhar todo esse conjunto de informações que estão sendo disponibilizadas. Era isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde do Estado de São Paulo, a última intervenção antes das perguntas é do secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, enquanto a gente vai colocando na tela dos indicadores, é importante registrar o cenário se concretizando, cenário que desde o início nós passamos, aqui a grande São Paulo, a capital avançando, o interior do estado com um recuo, uma aceleração da pandemia. Então, o primeiro registro fundamental é que nenhuma região regrediu por conta da capacidade hospitalar, nenhuma região, portanto, a capacidade hospitalar empreendida pel o governo do Estado de São Paulo, pelas prefeituras, que já é mais do que o dobro do que a gente tinha de leitos no início da pandemia, não resultou em regressão, pelo contrário, vocês podem verificar os índices, os índices são positivos no que tange à ocupação de leitos e o que impactou o interior do estado ter regiões vindo pra fase vermelha foi a evolução de casos, mas daí também é importante registrar que o tamanho do Estado de São Paulo, e como disse o Gabardo agora a pouco, a inteligência de um plano que verifica, com a proporção que tem o nosso estado, aonde no interior que precisa se endurecer e aonde nós temos uma condição diferente da evolução da pandemia. Portanto, hoje, com isso, com essa atualização, 64.18% do Estado de São Paulo, representando quase 30 milhões de pessoas que ficam na fase 2 e na fase 3. Nós tivemos 36,23% do estado avançando de fase, enquanto que 24,82% regredindo de fase. Mais gente avançou de fase do que teve regressão nesse período. Com isso, as regiões que tiveram a regressão foram: Araçatuba, por conta do número de casos, aí no índice 2,73; Bauru, também pelo número de casos, 2,67; Sorocaba, que já era registrado ao longo da última semana e na semana passada, também com 2,68 de casos; Franca com 2,94; e Piracicaba, com 2,18, agregando a isso também um crescimento de óbitos de 2,07. As regiões que se mantêm no vermelho são: as de Presidente Prudente, com 2,6 de casos; Ribeirão Preto, que teve uma evolução, mas ainda teve um aumento do número de casos de 2,5, que eu saúdo aqui o prefeito Duarte Nogueira, que vem fazendo um brilhante trabalho na condução e na gestão da pandemia lá em Ribeirão Preto; a região de Marília e a região de Registro se mantêm na fase vermelha, têm que esperar mais sete dias pra dar os 14 e ter a sua aferição. Portanto, na semana que vem, a aferição das duas. A região de Barretos sobe, a região de Barretos sobe, a capital, o ABC e a região sudoeste. Então, da mesma forma que o Centro de Contingência recomenda ao município de São Paulo que possa fazer a sua abertura para a fase amarela no dia 6, também é estendido às regiões do ABC e à região sudoeste aqui da Grande São Paulo, a mesma recomendação, pra que possa seguir somente no dia 6 com o avanço da flexibilização da fase amarela. Também é fundamental registrar, v&aa cute;rias regiões ficaram e se mantiveram na fase em que se encontravam, como a região de Rio Preto, a Baixada Santista, o Vale do Paraíba, a Grande São Paulo Norte, Oeste, Leste, Araraquara e São João da Boa Vista, mas a região de Campinas, que se mantém no laranja, também segue a recomendação para o município de Campinas, que tem mais de 90% de ocupação de leitos, para que possa permanecer fechado por mais uma semana. Então, fase vermelha para o município de Campinas, a nossa recomendação também. No mais, nós estamos aumentando ao longo dessa semana a capacidade hospitalar de todo o interior do estado, distribuímos mais respiradores, adicionamos novos leitos e chegaram mais 240 respiradores nessa semana, sendo desses 80 respiradores do Ministério da Saúde. Registro aqui o agradecimento do Governo do Estado para o Ministério da Saúde, para o Governo Federal, na vinda desses novos respiradores aqui para o sistema do Estado de São Paulo. O estado continua avançando, nós seguimos aumentando a nossa capacidade hospitalar, endurecendo onde é necessário, pedindo a mobilização dos gestores municipais pra isso e avançando onde é possível, como aqui na capital e na Grande São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Marco Vinholi. Vamos agora às perguntas, 13h33, começamos com a Rádio Jovem Pan, Beatriz Manfredini. Beatriz, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Minha pergunta vai para o secretário Edson Aparecido e para o prefeito Bruno Covas sobre o fechamento do Hospital do Pacaembu. Como a gente vai esperar uma semana para essa reabertura, para ter segurança nos dados e tudo mais, a gente sabe também que a reabertura sempre dá uma sensação, mesmo que a gente saiba que ainda estamos em quarentena, de mais segurança para a população, as coisas voltando aos poucos ao normal. Não seria melhor esperar mais um pouco para ter essa certeza da reabertura para fechar um hospital de campanha, ou mesmo esperar um pouco dentro da fase amarela, pra gente ver se não vai ter uma explosão de casos, uma possível segunda onda? E também com essa interiorização da Covid-19, se não há risco. A gente sabe que muitas cidades são, as pessoas passam de uma cidade pra outra, aqui pra capital, tem muito fluxo de pessoas, se isso não aumenta esse risco da Covid aumentar um pouco aqui na capital e a gente precisar desse hospital que vai ser fechado. E mais uma coisa, por favor: se tem perspectiva já para fechar algum outro hospital de campanha. Obrigada.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Vou começar aqui a responder, depois o secretário Edson completa. Primeiro, eu queria reforçar: desde o dia 1 de junho, a taxa de ocupação dos leitos dos hospitais de campanha e de enfermaria geral, na Prefeitura de São Paulo, vem caindo. Então, nós estamos aí há quatro semanas de queda nessa taxa. Segundo, já nos últimos dez dias, a gente está abaixo dos 50%. Então, isso dá tranquilidade de fechar os 200 leitos do Hospital Municipal de Campanha do Pacaembu, at&eacut e; porque, é importante lembrar, nós temos 900 leitos lá no Anhembi, que podem ser disponibilizados. Então são 900 leitos que, hoje, a prefeitura não paga, não estão sendo utilizados, mas que podem, a qualquer momento, serem utilizados pela prefeitura. Então nós temos uma reserva de 900, para, se necessário, em algum momento, com qualquer mudança repentina da curva... Porque o que a gente está falando é o acompanhamento de um mês de taxa de ocupação, mas a gente já tem 900 lá que estão preparados para serem utilizados caso necessário. Então, a reserva é muito maior do que os 200 que estão sendo desativados no Hospital de Campanha do Pacaembu.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Exatamente isso que o prefeito falou, com dois adendos: O primeiro deles é que o Hospital de Campanha do Pacaembu, ele cumpriu um papel importante, porque ele recebia as pessoas que saíam das UTIs, dos nossos hospitais municipais, ficavam ali mais oito, dez, 12 dias, para poderem ir para casa. E o Hospital de Campanha do Anhembi, ele faz o processo contrário. As pessoas que a gente detecta na periferia, no conjunto da cidade, testamos, colocamos então imediatamente... Vocês se lembram, nós mudamos o p rotocolo, há 60 dias atrás. Nós internamos as pessoas para que elas pudessem ser tratadas. Então, são duas funções diferentes. Nós vamos dividir a função das duas alas instaladas no Hospital do Anhembi. Uma delas continuará recebendo as pessoas que vêm da atenção básica, que estão entrando na doença, para serem tratadas e não agravarem, para irem para UTI, e uma outra parte, uma outra ala do Hospital do Anhembi vai cumprir o papel que cumpria o Hospital do Pacaembu, receber as pessoas de UTI, para que a gente possa então ficar com elas mais oito, dez dias. Além disso, na tarde de ontem, o prefeito Bruno Covas entregou mais 40 leitos de enfermaria no Hospital Dom Pedro, no Jaçanã. Aliás, 40 leitos extremamente importantes, porque ali são para pessoas idosas e pessoas deficientes, pessoas que dependem de cuidados adicionais, que saem também das UTIs e não têm nem às vezes residência para ir. Então, esses 40 de enfermaria e cinco leitos de UTI. E anunciou também no Hospital Sorocabana, com 60 leitos de enfermaria [interrupção no áudio] de baixa e média [interrupção no áudio] e anunciou também um novo equipamento nosso, 120 leitos de enfermaria, de baixa e média complexidade, ali na Brigadeiro Luís Antônio, num prédio da prefeitura. Então, a opção... Todos de enfermaria, exatamente, todos com a mesma característica do Hospital de Campanha. Então a decisão que o prefeito tomou, junto com a equipe de saúde, foi que nós deveríamos, nesta etapa da pandemia, investir ainda mais nas estruturas que vão ficar definitivamente para a cidade, o legado que vai ficar para a cidade. Então, reduz -se aqueles equipamentos que são transitórios e que cumpriram um papel, e passa-se a investir, nessa fase final, a esses equipamentos que vão ficar como legado da pandemia na cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido, obrigado, prefeito Bruno Covas. Vamos agora à Rádio Capital, Carla Mota. Carla, boa tarde. Logo depois, será Maria Manso, da TV Cultura. Sua pergunta, por favor, Carla.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber qual é o trabalho de controle que está sendo feito, que está sendo realizado nas cidades vizinhas desses grandes municípios, que estão na fase vermelha ou que vão passar para a fase vermelha a partir da próxima semana. E pra saúde, eu gostaria de também voltar num tema aí, que a gente sempre está perguntando, porque desde o início da pandemia a gente tem diversas opiniões e a gente sabe que isso é um assunto que é importante. Já dá pra di zer que paciente recuperado se tornou imune ao vírus? Eu pergunto pra saúde. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, obrigado. A primeira pergunta será respondida pela Patrícia Ellen, a segunda pelo João Gabardo e, se necessário, com a complementação de algum dos outros médicos aqui presentes. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Bom, muito obrigada. A gente tem acompanhado. O plano, ele é regionalizado, então a gente sempre acompanha por Diretoria Regional de Saúde. O recorte é da saúde, exatamente com o objetivo de otimizar o acesso a leitos, o secretário Vinholi reforçou esse ponto, a política do Governo do Estado de garantir que todos tenham acesso a tratamento adequado, e por outro lado a gente tem acompanhado a evolução da pandemia, e nós vimos aqui que grande p arte dos estados que ficaram vermelhos não foi por atendimento, foi por crescimento de casos. Esse trabalho é feito mapeando todos os municípios. E além disso, a gente tem um olhar município a município. Divulgamos isso inclusive no site do Governo do Estado, para que os prefeitos e prefeitas possam tomar suas atitudes específicas na região. Então, o exemplo claro foi na região de Sorocaba e Campinas, na semana passada, que eram regiões que estavam em laranja, mas as cidades estavam com grande concentração de ocupação de leitos e eles tomaram a decisão de colocar a cidade na fase vermelha. Então, esse monitoramento é feito constante, e também estamos acompanhando a evolução da pandemia nos estados limítrofes também. A gente tem que tomar a atitude para o nosso estado, para cada região, um olhar municipal, mas lembrando também que a gente está aqui num contexto de sermos um país continental, e que precisa dessa integração. O esforço no estado é coletivo, regionalizado, com o espírito de lembrar aqui que somos 46 milhões de habitantes, quase. E a população entendeu também o papel dela. Então, a gente vê que alguns municípios, quando a população desrespeita a quarentena, esse impacto acaba vindo muito rápido, e a gente tem monitorado o isolamento e continua divulgando também por município, reforçando esse papel também da sociedade. Pelo aspecto da saúde, eu vou deixar os secretários aqui comentarem também. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sobre essa questão da imunidade, a gente pode dizer que, em relação a esse vírus, as certezas que nós temos são muito... Em número muito menor do que as dúvidas e aquilo que ainda tem que ser pesquisado. Nós não podemos afirmar que essa imunidade seja permanente para pessoas que já adquiriram o vírus, como também não podemos dizer que isso não possa ocorrer. Eu sei que recentemente foi publicado um trabalho em que se detecta que mesmo pessoas que já tenham tido a doença apresentam uma redução nos seus anticorpos. Mas é um trabalho que analisou um número muito pequeno de casos, analisou 37 casos. E a gente não pode esquecer que o que esse trabalho mostra, demonstra, é uma redução do quantitativo de anticorpos, mas não significa que o organismo não tenha adquirido uma memória imunológica, que pode ser muito útil quando enfrentar novamente o vírus. Então, a resposta é: Nós não podemos afirmar, nem que ela seja definitiva, mas também não podemos dizer que nós não tenhamos, por um certo tempo, uma imunidade contra o Corona Vírus. Acho que o Dr. Paulo pode... Não precisa? Ok, então é isso, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Obrigado, Carla Mota. Vamos agora à Maria Manso. Depois da Maria Manso será a Roberta Russo, da CNN. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Sobre o Plano São Paulo, secretário Vinholi, assim como São Paulo já concordou com essa extensão de mais uma semana, eu imagino que o senhor tenha falado também com os prefeitos das outras 14 cidades que passaram para a fase amarela. Qual é o posicionamento deles? E me mandaram uma pergunta, se nessa fase amarela os profissionais com mais de 60 anos também poderiam voltar a trabalhar, ou se o Plano São Paulo não prevê isso. Sem abusar, e já abusando, os representantes de bares e restaurantes alegam que, m esmo com a autorização para voltar a funcionar, muitos deles ou quebraram ou estão sem capital de giro para reabastecer os estoques, que ao contrário de lojas e shoppings, que eram estoques não perecíveis e estavam lá, eles vão ter que investir para comprar comidas e bebidas, e que eles não estão conseguindo ter acesso aos financiamentos do Governo Federal. O Governo Estadual ou até a prefeitura pensam em ajudar esse setor a reabrir? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Foram três perguntas, começamos com o Plano São Paulo, em relação às outras 14 cidades, com o Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Maria, eu conversei com os representantes dos dois consórcios, do ABC e da região Sudoeste, fazendo essa recomendação do Centro de Contingência e seu apelo. Eu entendo que sim, que eles devem acompanhar, mas essa é uma manifestação que cabe a eles fazerem. Então aproveito a sua pergunta para poder apelar, para poder registrar esse pedido do Centro de Contingência, uma questão importante para que a gente possa seguir com cautela e responsabilidade nessa retoma da aqui na Grande São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Vamos ao Dr. Carlos Carvalho, e se precisar com comentário de um dos demais médicos aqui presentes, do Comitê de Saúde. A segunda pergunta feita pela jornalista Maria Manso, relativamente às pessoas com mais de 60 anos, habitando na faixa amarela do Plano São Paulo. Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, as pessoas com mais de 60 anos entram numa categoria dos fatores de risco. Então, são vários fatores de risco além da idade. Aí é uma questão de bom senso ou de possibilidade dessas pessoas terem informação, se previamente tiveram ou não tiveram a Covid. Vejam que o prefeito mostrou que mais de um milhão de pessoas no município de São Paulo já tiveram o Covid, e apesar dessa dificuldade que o Gabardo comentou, para sabermos se a imunidade persiste ou não, pelo menos nesses primeiros tempos, ela tem persistido. Bom, então, se o indivíduo tiver certeza da sua proteção, ele pode, obviamente, retornar. Se ele não tiver e ele pertencer a algum fator de risco, da idade ou não, ele vai ter que negociar isso com o seu empregador e vai ter que acertar essa fase. A recomendação da saúde é no sentido de que ele tenha a maior segurança possível antes de retornar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Algum comentário complementar a isso? Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Eu só queria complementar que as pessoas de 60 anos ou mais, com comorbidades, já estão se protegendo mais do que a média da população, vamos dizer assim. A gente vê isso porque, proporcionalmente, o número de casos, por exemplo, nessa faixa, é menor. O que acontece é que as complicações, os quadros graves e a chance de óbito é maior. Então, nós esperamos que eles mantenham o mesmo comportamento e que as empresas, o com&eacut e;rcio, possam de fato protegê-los, mantendo-os em casa, seja em home office ou de outra forma, sempre que possível.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Maria Manso, em relação à terceira pergunta, de bares, restaurantes, cafés e similares, aqui mesmo eu fiz um apelo na semana passada ao Governo Federal, através do BNDES, para que pudesse liberar os créditos para setores da economia, sobretudo micro, pequenos e médios empresários, onde se incluem os donos, proprietários de bares, restaurantes e cafés, e padarias também, não apenas do Estado de São Paulo, mas de todo o país. O problem a aflige o setor como um todo. Setor de alimentos e bebidas, serviços, na área de alimentação, vem sofrendo muito com a pandemia. Repito, o seu inimigo é a pandemia, não é a quarentena, seja em São Paulo ou outros estados. No caso específico aqui de São Paulo, nós destinamos R$ 650 milhões para um fundo de crédito administrado pelo Banco Desenvolve SP, e também pelo Banco do Povo, e agora mais R$ 50 milhões que anunciamos na última quarta-feira, juntamente com o Sebrae, para esta mesma finalidade. E também um programa de ferramentas, de orientação para melhoria da qualidade da gestão de bares, restaurantes e similares. Estamos fazendo isso inclusive com a Abrasel, que é a Associação Brasileira das empresas que atuam nesse setor, e com os sindicatos patronais aqui em São Paulo. Mas volto, a propósito da sua pergunta, a solicitar que o Governo Federal abra créditos, através do BNDES, para que micro, pequenos e médios empresários possam ter acesso a esse crédito, seja do setor de alimentos e bebidas, seja de outros setores. Eu até ontem assisti uma live onde o ministro Paulo Guedes reconheceu que há uma falha nesse sentido. Ele teve discernimento e transparência de reconhecer, e eu espero que este reconhecimento se traduza em bons resultados a partir de agora. Vamos então à Roberta Russo, depois da Roberta temos o Xandu Alves, online, e o Emerson Ramos da TV Record. Agora, Roberta Russo, da CNN. Roberta, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Minha pergunta é mais direcionada para o prefeito Bruno Covas. Queria saber o que foi alinhado exatamente com o setor de bares e restaurantes em relação a só abrir, por exemplo, locais que tenham espaços abertos, que tem sido o padrão internacional, mas há uma grande discussão em relação a isso, porque maior parte dos bares por aqui não é composta por locais com espaços abertos. Como é que ficou definida essa regra? Obrigada.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nada. Nós estamos tratando aqui da reabertura de bares e restaurantes de locais fechados e arejados. São pouquíssimos os restaurantes, na cidade de São Paulo, que trabalham exclusivamente ao ar livre. Nós estamos com um projeto piloto de ocupação de algumas ruas do centro para poder reabrir bares, hotéis e restaurantes nesses locais, para poder verificar se é possível dar certo. A preocupação da Vigilância Sanitária do município é reabertura em local ao ar livr e, como é que se faz o controle de aglomeração disso, porque falar em reabertura de bares, hotéis e restaurantes, com a limitação de ocupação de mesa, com limitação de metro quadrado, todas as limitações, nós estamos tratando com o setor, a gente consegue fazer isso dentro do estabelecimento. Como é que você limita aglomeração na rua é uma dificuldade extra, e exatamente por isso a Vigilância Sanitária, ela fica muito preocupada quando a gente fala de ocupação de rua. Por isso que nós estamos tratando com o setor exclusivamente da área fechada, mas ventilada, e vamos fazer um projeto piloto no Centro de São Paulo em relação ao ar livre.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Muito obrigado, Roberta Russo, da CNN. Vamos agora ao Xandu Alves, que está online. Na sequência, Emerson Ramos, da TV Record, e Bete Pacheco, da TV Globo, GloboNews. Já aqui conosco Xandu Alves. Eu estava com saudades de você, Xandu. Tirou férias esses dias, né?

REPÓRTER: É, estamos por aqui, assistindo todo dia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tá bom. Sua pergunta, por favor, Xandu.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu queria fazer uma pergunta relacionada a São José dos Campos. Os casos aumentaram 195% e as mortes 132%, em junho, ante maio. O aumento também é observado nessa semana, na comparação com a semana anterior, e a ocupação de leitos, governador, de UTI, na cidade, passou de 78%. Ontem, a prefeitura de São José dos Campos anunciou o fechamento do comércio não essencial aos finais de semana e feriados, para reduzir justamente a circulação de pessoas. Eu pergunto: qual a anális e do estado sobre a situação de São José dos Campos? E uma segunda pergunta, se há uma recomendação para São José endurecer a quarentena, como está sendo feito com Campinas. É isso, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Xandu. Nós vamos ter uma resposta dupla, começando com o Marco Vinholi, mas aqui faço uma observação da curiosidade. Semanas atrás, nós tivemos o próprio prefeito de São José dos Campos, não estou aqui fazendo nenhuma crítica a ele, mas para mostrar como o Plano São Paulo é correto. Nós tivemos o prefeito entrando inclusive com medidas judiciais, que não foram atendidas, para liberar o comércio de São José dos Campos. Hoj e o mesmo prefeito compreende acertadamente que é hora de restringir o comércio e preservar vidas, ou seja, tudo aquilo que nós orientamos aqui no Plano São Paulo, Xandu, desde o início, lembrando que nós estamos há 30 dias com o Plano São Paulo. Foi feito com base na saúde, com planejamento, com a visão de curto e médio prazo, para salvar pessoas. E sobre São José dos Campos e também Campinas, vou pedir ao Marco Vinholi que faça a complementação da resposta.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde, Xandu. Pela primeira questão, do fechamento colocado no fim de semana, mais um bom exemplo. O prefeito Bruno Covas aqui dá um bom exemplo agora mesmo, a gente registra pra que os prefeitos do ABC e da região Sudoeste façam o mesmo bom exemplo, assim como fez Campinas e outros municípios que, vendo a necessidade de endurecer, a autonomia dada pelo Plano São Paulo é justamente essa, e cada município tem essa responsabilidade. Os gestores têm avançado dessa forma. Então, positivo o fechamento no fim de semana, vendo essa evolução da pandemia em São José dos Campos. Os índices da região ainda são positivos. Eles têm 52% na ocupação de leitos de UTI, 13,9 leitos por 100 mil habitantes e 1,87 a variação de casos de uma semana com a outra. Os índices que já são um pouquinho piores para a região são as variações de internações, com 1,30, e a variação de óbitos, com 1,30. Nós registramos aqui: ainda não existe uma recomendação para o fechamento em São José dos Campos, mas nós vamos observar diariamente, se for necessário a faremos. Eu acho que é muito positivo que o prefeito tenha agido, aumentando as restrições e tomando o cuidado devido, pela evolução que vem acompanhand o no seu município.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. E complementando, Xandu, o nosso secretário da Saúde, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Nada como uma experiência para ir nos ensinando aquilo que nós temos que partir para acertadamente nas nossas atitudes, e inclusive nas questões relacionadas à essa epidemia. Acertou o prefeito, acho que ele observou aquilo que estava acontecendo, e em função disso tomou as atitudes necessárias para o momento. E é a observação constante que vai fazê-lo também se ele vai aumentar as restrições ou diminuir, ou quanto tempo ele mantém, e para isso ele pode usar o plano São Paulo. Aliás, todos esses dados estão à disposição, e todos os prefeitos, e eles têm acesso a tudo isso. Então o prefeito de São José, altamente qualificado como prefeito, ele tem agido agora nessa fase de acerto, vamos dizer assim, na busca de uma solução, como todo o restante do estado de São Paulo. Então eu fico satisfeito, embora nós estamos em uma situação que nos leva a restrições, mas que a gente está na busca de uma solução.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário José Henrique Germann. Xandu, muito obrigado, obrigado também pelas canecas, recebi hoje pela manhã, obrigado, mas a mais importante é a que está aí atrás de você, na sua terceira prateleira, com o símbolo do Santos Futebol Clube, que reluz e aumenta o brilho da sua biblioteca aí em São José dos Campos. Xandu, muito obrigado, bom final de semana a você. Vamos agora à penúltima pergunta de hoje, é da TV Record, jo rnalista Emerson Ramos. Mais uma vez, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

EMERSON RAMOS, REPÓRTER: Boa tarde, a todos, vocês já detalharam bastante as informações sobre o plano São Paulo. Então embora seja esse o foco da coletiva, governador, eu queria lhe pedir um comentário sobre um outro assunto que a gente está acompanhando também. Ontem houve aquela operação da corregedoria da PM no batalhão na zona Norte, e eu queria saber se o senhor pode dar mais detalhes para a gente se trata mesmo de uma investigação de crimes, haveria uma suspeita de crimes praticados por policiais militares desse batalhão, inclusive um suposto envolvimento com tráfico de drogas. O senhor pode detalhar melhor para a gente do que se trata essa operação, deve haver uma intervenção no batalho? Por favor, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Emerson, obrigado pela pergunta. Eu recomendo que você dirija a pergunta ao Coronel Camilo, que é o secretário executivo de segurança pública, já que o nosso General Campos está com COVID-19, e está em casa. Mas quero deixar aqui muito claro, não só a você, como aos demais jornalistas que aqui estão, e os que nos acompanham de casa. Como governador do estado de São Paulo, volto a repetir, nós não vamos tolerar nenhum tipo de abuso de vigilân cia, ou de qualquer tipo de disfunção naquilo que representa um policial militar, ou um policial civil no cumprimento das suas tarefas. E investigar, e havendo culpabilidade, punir, e punir exemplarmente. Nós temos a melhor Polícia Militar e a melhor Polícia Civil do país, com 99% de índice de acerto, boa conduta, bom procedimento, obediência ao protocolo. Não serão os 1% que vão comprometer a qualidade da polícia em São Paulo. A investigação, se não for iniciada, será, e havendo culpabilidade serão expulsos da Polícia Militar. Nós só queremos ter na PM, na Polícia Civil, no Corpo de Bombeiro e na polícia científica do estado de São Paulo os bons, os maus não. Vamos à última pergunta, é de Bete Pacheco. Bete, obrigado pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta, por favo r.

BETE PACHECO, REPÓRTER: Queria perguntar primeiro para o prefeito Bruno Covas, aliás, bem-vindo de volta, prefeito. A respeito de salões de beleza, se falou muito em relação a bares e restaurantes, a gente sabe que dificilmente você consegue manter distanciamento social no salão de beleza. Só para o senhor falar um pouquinho sobre essa questão desse protocolo. E queria só tirar uma dúvida com a equipe de saúde, que a gente viu, a gente está acompanhando diariamente a interiorização aí do vírus, a gente viu hoje o mapa bem mais vermelho do que o anterior. Queria que a equipe de saúde, por favor, explicasse novamente para a gente essa questão do achatamento da curva. Porque em dois meses se fala na possível reabertura das escolas com o mapa todinho amarelo, mas na verdade, é em um mês, né? Porque a gente tem que considerar os 28 dias do mapa amarelo por dois ciclos, para que haja essa condição. Eu queria só esse esclarecimento. E só uma confirmação, a ANVISA aprovou a vacina brasileira, já? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos por partes, a Bete veio animada hoje, fez um batalhão de perguntas, mas nós vamos começar com o Bruno Covas, depois vamos para as outras duas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Ainda não temos isso, ainda está pendente de aprovação pela vigilância sanitária os protocolos tanto da área de bares, restaurantes, padarias, como também de salões de beleza e barbearia. Então os dois protocolos estão sendo finalizados pela vigilância sanitária, e serão assinados, a expectativa da prefeitura é que serão assinados na semana que vem. Então só com a assinatura deles a gente vai poder passar exatamente o horário de funcionament o, e quais os protocolos de funcionamento deles. Lembrando mais uma vez, que para esse setor também vale a regra, e vamos aguardar a classificação na sexta-feira da semana que vem, e com a classificação mantida a fase amarela, e o protocolo assinado, eles passam a voltar a funcionar na segunda-feira dia 6. Mas tanto as regras específicas do setor de bares e restaurantes, quanto salões de beleza e barbearia, ainda estão sendo finalizadas pela vigilância sanitária.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. No tema da educação, doutor Carlos Carvalho, e aí temos o da ANVISA, que eu mesmo responderei.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Bom, na realidade, estamos observando, e esse movimento do estado caminhar para as liberações, caminhar para a direita, nesse faseamento, como eu comentei ontem, pelo lado do comitê de saúde, do centro de contingência, nós preferimos não determinar uma data, porque essa mobilidade ela ocorre tanto para um lado, quanto para o outro, e precisamos olhar os sete dias em relação aos sete dias anteriores. Nesse momento estamos, como o esperado, como o previsto, melhorando a condição da epidemi a na região do município de São Paulo, e na região da grande São Paulo. E piorando, do ponto de vista de número de casos, e mesmo do número de óbitos, no interior, porque tem mais casos, obviamente vai ter mais óbitos. Bom, então nesse sentido nós temos um período pela frente para observar, assim como foi dito para o futebol, foi dito em um primeiro momento quando o município de São Paulo foi para o laranja, e agora nós estamos sugerindo no amarelo, é que tenhamos um freio, tenhamos um sarrafo para poder realmente caminhar nessa fase. Então apesar de na região de São Paulo, do município, ter alguns indícios de que está caindo, uma série de índices, no interior está subindo, e existe uma tendência, dependendo da região, de estar mais íngreme essa subida, ou estar mais diminuída . Com relação à educação, se daqui quatro semanas estiver no amarelo, vai poder desencadear a contagem de tempo para abertura eventualmente no dia 8 de setembro. A data foi fixada não pelo comitê de saúde, mas principalmente pela Secretaria de Educação que precisava de uma previsibilidade para poder organizar a logística das escolas. Então se sabia que antes de 8 de setembro era praticamente impossível de dar certo, 8 de setembro talvez seja possível, ou 15, ou sei lá quando, vai depender de ter esse momento de segurança para os alunos, para os professores e para toda a população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Eu queria agradecer à Bete Pacheco, e agradecer ao Carlos Carvalho. Em relação à última das suas perguntas, a bateria das suas perguntas, em relação à ANVISA. Falei hoje pela manhã com o presidente do Instituto Butantã, doutor Dimas Covas, exatamente nesse sentido, a expectativa dele é que no início da próxima semana já teremos a autorização da ANVISA para o início dos testes com 9 mil voluntários aqui no est ado de São Paulo, conforme previsto, aliás, originalmente. Portanto, isso no início da próxima semana, creio que até a próxima quarta-feira, deveremos ter essa liberação. Queria aproveitar em relação à pergunta do Emerson Ramos, falei aqui já por Whatsapp, de qualquer maneira fica o registro para todos, inclusive para ele, que troquei mensagens aqui com o Coronel Álvaro Camilo, o Coronel já disse aqui que a corregedoria está juntamente com o comando da Polícia Militar, verificando e apurando as eventuais irregularidades, e havendo irregularidades, haverá punição. E também o Coronel Álvaro Camilo fará contato direto, daqui a pouco, terminada a nossa coletiva, com o jornalista Emerson Ramos, da TV Record, a meu pedido. Bem, a todos que aqui vieram, muito obrigado, são 14h6min. Obrigado, Bruno Covas. Bem-vindo, recupera do e bem, e agora imune também à COVID-19. Obrigado aos jornalistas que aqui vieram, aos cientistas, fotógrafos, amigos e amigas, a todos que aqui participaram da coletiva. Um bom final de semana a todos. Fiquem em casa, se possível. Não se esqueçam de usar as suas máscaras, lavarem as suas mãos constantemente, ou utilizarem álcool em gel, e se protegerem. Um bom final de semana a todos, e até a próxima segunda-feira.