Coletiva - Governo do Estado atualiza Plano SP e estende quarentena até 10 de agosto 20202407

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo do Estado atualiza Plano SP e estende quarentena até 10 de agosto 20202407

Local: Capital - Data: Julho 24/07/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Muito obrigado pela presença, jornalistas, cientistas, fotógrafos, técnicos que estão aqui, assim como jornalistas que remotamente acompanham essa coletiva de imprensa, essa é a nonagésima nona coletiva de imprensa do Coronavírus aqui direto do Paláci o dos Bandeirantes, em São Paulo. Na próxima segunda-feira estaremos comemorando 100 coletivas de imprensa nesse período de quatro meses de quarentena em São Paulo. Aqui ao meu lado, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo; Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo; Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência do COVID-19, o nosso comitê de saúde; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19, comitê de saúde; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico Ciência e Tecnologia; E Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Queria destacar também que se encontram aqui neste ambiente, no Palácio dos Bandeirantes, o Rubens Rizek, secretário de governo da Prefeitura de São Paulo; Bruno Caetano, secretário municipal de Educaç& atilde;o; Aqui ao nosso lado também, Edson Aparecido, já aqui ao lado secretário da Saúde do município de São Paulo. E também presentes aqui no ambiente, Eduardo Tuman, presidente da Câmara Municipal de São Paulo; Milton Leite, vice-presidente da Câmara Municipal; E os secretários Célia Leão, Cleber Mata, Fernando Capez, e Vinícius Lummertz, igualmente presentes aqui, muito obrigado, General Campos também, secretário de Segurança Pública entre nós. Hoje é uma data importante, e quero chamar a atenção dos jornalistas que aqui estão, e igualmente de você que está em casa acompanhando pelas imagens da TV Cultura, da Record News, e da Band News, direto aqui do Palácio dos Bandeirantes. Hoje nós vamos anunciar a oitava recolocação do plano São Paulo, ou seja, hoje vamos anunci ar a oitava quarentena aqui no estado de São Paulo. Essa atualização do plano de ação São Paulo estabelece uma nova quarentena que vai de 27 de julho até 10 de agosto. É, repito, a oitava quarentena de duas semanas no estado de São Paulo, e igualmente na prefeitura da capital, assim como em todas as demais 644 cidades do estado de São Paulo. Os três principais índices você sabe, mas é sempre bom lembrar, que medem a propagação da pandemia, são os índices que controlam o número de casos, a expansão da pandemia, o número de óbitos, e também quantidade de internações. E temos hoje boas notícias, tivemos queda em todos os índices, queda de 5% no número de casos, no estado de São Paulo, queda de 4% na quantidade de internações, e queda de 3% no número de &oacute ;bitos no estado de São Paulo. Com essa melhora nos índices as regiões de Campinas, Araraquara e Araçatuba, no interior de São Paulo, conseguiram evoluir para fases menos restritivas do plano São Paulo. A apresentação será feita na sequência, em detalhes. Essa, de fato, é uma ótima notícia para os habitantes do estado de São Paulo, uma ótima notícia para 6 milhões de pessoas que vivem nestas regiões, mas não é notícia para ser celebrada, é notícia para ser entendida e compreendida com prudência, e com cuidado, como sempre recomendamos nas fases e nesta etapa das quarentenas do plano São Paulo. Vale lembrar também que nesta oitava requalificação nós não tivemos nenhuma região do estado de São Paulo, que regrediu para uma fase mais restritiva, isso tamb&eacut e;m é um fato inédito ao longo do plano São Paulo, e obviamente pode ser entendido como uma boa notícia. Mas, repito, nós não podemos descuidar e nem relaxar, nós temos que executar o plano com atenção, com cuidado, com as avaliações diárias, semanais e quinzenais. Agora, são bons sinais, Bruno Covas, que demonstram o fortalecimento das medidas que temos adotado, no âmbito da prefeitura, no âmbito do governo do estado, e também com o apoio de prefeitas e prefeitos do estado de São Paulo, mas sempre, repito, com prudência, com atenção e principalmente a você, que está em casa, mãe de família, pai de família, para que siga as orientações do setor de saúde, do centro de contingência, o comitê de saúde do estado de São Paulo. O uso de máscara é obriga tório, é lei, é lei na capital de São Paulo, é lei em todos os outros 644 municípios do estado. Use sempre a sua máscara, sempre que sair da sua casa. Faça o distanciamento social sempre que possível, com 1,5 metros em relação à outras pessoas, sempre que sair da sua residência. E procure lavar as mãos constantemente ao longo do dia, ou se não puder, use álcool em gel. São medidas protetivas que garantem a sua saúde, garantem a sua vida até a chegada da vacina que, aliás, está a caminho. Segundo ponto, abertura de 100 novos leitos de UTIs nestas duas próximas semanas, no interior do estado de São Paulo, com a medida preventiva, e de cautela, sob orientação do comitê de saúde, são regiões que estão nas fases vermelha e laranja ainda, e com isso vamos ampliar o cuidado pro tetivo para a população destas cidades. Lembro que hoje nós temos mais de 8 mil leitos de UTI em atividade aqui no estado de São Paulo, São Paulo como estado tem mais leitos de UTI do que a Itália, tem mais leitos de UTI do que a Espanha, tem mais leitos de UTI do que Portugal, três importantes países do continente europeu, que tem praticamente um pouco mais, mas praticamente a mesma quantidade de leitos de UTI da Grã-Bretanha. E agora 100 novos leitos estão abertos em regiões que estão nas fases ainda restritivas do plano São Paulo. Os novos leitos de UTI serão implantados nas cidades de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, em Igarapava, em Franca, e Jaci, na região de São José do Rio Preto, já nessa próxima semana, e até o dia 10 de agosto, todos os leitos estarão implantados e em operação. E por fim, u m anúncio importante que será feito pelo prefeito da capital de São Paulo, sobre o Carnaval, e outros grandes eventos na capital de São Paulo, e os cuidados que Bruno Covas vem adotando na proteção à vida dos habitantes da capital de São Paulo, a maior cidade da América Latina, os cuidados valem também para os demais municípios do estado de São Paulo, em relação à festividades e atividades que geram aglomerações da população, seja ao ar livre, seja em ambientes fechados. E exatamente para falar deste tema passo a palavra agora ao Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. A cidade de São Paulo vem colecionando bons resultados desde que iniciou o seu trabalho de prevenção ao Coronavírus, aqui na cidade. Eu queria destacar que nós passamos pela oitava semana de queda no número de mortes na cidade de São Paulo por conta do Coronavírus, nós atingimos um ápice na semana de 18 a 24 de maio, décima primeira semana aqui na cidade de São Paulo, com um total de 767 mortes na cidade. Desde então esse número vem reduzindo, na d&eacut e;cima segunda semana caiu para 721, na décima terceira para 713, na décima quarta para 710, na décima quinta, para 599, na décima sexta, para 472, na décima sétima, para 421, na décima oitava para 370, e na décima nona, que foi do período do dia 13 ao dia 19, para 320. Apesar dessa queda constante de oito semanas, e da cidade ter sempre evoluído no plano São Paulo, nós ainda estamos enfrentando a pandemia aqui. E os anúncios em relação a hoje são de cancelamentos de outros grandes eventos na cidade de São Paulo. Em primeiro lugar queria começar falando da Marcha para Jesus, que estava marcada para o dia 13 de junho, ela aconteceu através de uma carreata no dia 3 de junho, e ela foi prorrogada para o dia 2 de novembro. Eu queria aqui agradecer a presença do presidente da Câmara, vereador Eduardo Tuman, que está representando a organização da Marcha para Jesus, é um evento que no ano passado juntou 3 milhões de pessoas, e trouxe um benefício econômico para a cidade de R$ 217 milhões. A organização da marcha já avisou a Prefeitura de São Paulo que não fará a marcha no dia 2 de novembro de forma presencial. Então nos próximos dias eles vão apresentar para a Prefeitura de São Paulo um outro formato de organização da marcha, que não será de forma presencial para aglomerar essas 3 milhões de pessoas. Segundo anúncio, em relação ao cancelamento da Parada LGBTQI+ na cidade, a parada teria acontecido no dia 14 de junho, ela se deu de forma virtual, e foi prorrogada para o dia 29 de novembro. Inclusive agora nós teríamos uma outra complicação, porque é exatamente a data de realização d o segundo turno das eleições nesse ano de 2020, dada a aprovação da PEC no Congresso Nacional. Eu queria aqui agradecer a presença da Cláudia Regina, presidente da associação da Parada, e do Diego Ribeiro, primeiro secretário da Associação. Todas essas pessoas que eu estou mencionando, depois vão ficar aqui à disposição da imprensa para responder questionamentos. A Parada no ano passado juntou 3 milhões de pessoas, e trouxe um benefício econômico para a cidade de R$ 404 milhões. Eu também queria agradecer à organização da Parada, por entender esse motivo, esse momento que a cidade vive, e cancelar a realização da Parada de forma voluntária para esse ano de 2020. O terceiro ponto, finalmente batemos o martelo e estamos adiando o Carnaval do ano que vem. Eu queria aqui agradecer a presença do vereador Milton Leite, que ajudou nessa conversa com as escolas de samba. Nós estamos aqui com a Solange, presidente da Mocidade Alegre; com a Luciana, presidente da Tom Maior, e vice-presidente da liga; com o Paulo Serdam, presidente da Mancha Verde; com o Sidnei, atual campeão, presidente da Águia de Ouro; com o Rodrigo, presidente da Imperador do Ipiranga; com o Gilberto, presidente da Estrela do Terceiro Milênio; e com o Jairo, que é da comunicação da liga. Nós também conversamos durante essa semana com vários blocos de Carnaval, blocos tradicionais aqui da cidade. Eu queria destacar a conversa com a ABASP - Associação das Bandas Carnavalescas de São Paulo; com o Acadêmicos do Baixa Augusta; com o Agrada Gregos; com a Banda do Candinho; com o Casa Comigo; com o Xaranga do França; o Esfarrapado; Yluobádimin; Lua Vai; Minhoquins; e Tarado em Você. tanto as e scolas de samba, quanto os blocos carnavalescos entenderam a inviabilidade da organização do Carnaval para fevereiro do ano que vem. É importante destacar que nós estamos falando aqui de um desfile que no ano passado levou 120 mil pessoas, e que trouxe um benefício econômico de R$ 227 milhões de reais para a cidade e de blocos de carnaval que juntaram, durante as três semanas em que nós tivemos os blocos, 15 milhões de pessoas que trouxeram um benefício econômico para a cidade de 2 bilhões, 550 milhões de reais. Nós estamos ainda definindo tanto com os blocos quanto com as escolas e com as outras cidades a nova data que deve se dar a partir de maio depois ano que vem. Então, muito dificilmente ocorrerá em junho porque em junho coincide com os festivais de São João no Norde ste, mas estamos agora definindo ou final de maio ou começo de julho para a realização do carnaval na cidade de São Paulo. Finalmente, uma breve palavra sob a notícia que nós tivemos em relação ao cancelamento da Fórmula 1. Nós, ao longo dessas últimas semanas, enviamos todos os dados à organização do evento mostrando que a realidade da cidade de São Paulo e do estado é bem diferente da realidade brasileira que é o que tem nas notícias que chegam tanto para os pilotos quanto para as equipes. A projeção mostra que em novembro nós estaremos numa situação bem melhor do que estavam os países europeus aonde nós já tivemos a realização de Grande Prêmio. E destacamos, inclusive, que tanto as autoridades sanitárias do estado quanto as autoridades sanitárias do munic&iacu te;pio, desenvolveram um protocolo para a realidade de eventos automobilísticos aqui na cidade. Então, não é que não haverá em novembro, não há, desde já, qualquer proibição para a realização desse tipo de evento na cidade de São Paulo desde que, claro, ele ocorra sem público. Ainda assim, fomos notificados da decisão, não é uma decisão que afeta apenas São Paulo, mas todos os grandes prêmios das Américas, no México e nos Estados Unidos e respeitamos a decisão. Queria informar que a gente continua as tratativas com a organização do evento para a prorrogação do contrato a partir do ano que vem. Eram essas as informações. Muito obrigado governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Bruno Covas. Vamos agora falar sobre a requalificação do Plano São Paulo, começando com Jean Gorenstein, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde prefeito e a todos aqui presentes. Primeiro, aproveitar a oportunidade para parabenizar o prefeito Bruno Covas pela excelente postura de responsabilidade e de precaução e prevenção para todos os munícipes do município de São Paulo, que frente a situação austera, conseguiram fazer com que a cidade permanecesse 28 dias na zona amarela dando uma grande possibilidade, um aceno para que logo mais essa flexibilização se progride, se aumente a chance das pessoas poderem circular, mas menos privadas da sua liberdade, infelizmente, que são definidas pelo próprio Coronavírus. Nesse momento temos bons índices, bons indicadores, os municípios claramente se mostrando em melhora tanto na redução do número de casos como o próprio governador João Doria disse, diminuição do número de internações hospitalares e mais do que isso, a diminuição do impacto da mortalidade. Isso tem a ver com a ação que foi tomada tanto pelas autoridades, tanto pelos municípios nos seus secretários, mas principalmente pela população que soube entender, que soube, realmente, fazer o seu papel, as suas, como disse, as suas privações para que hoje esses índices de flexibilização pudessem, sim, ser tomados. Hoje, no Brasil, nós temos 2.287.475 casos , infelizmente com perdas de vidas, 84.082 pessoas se foram, pais de família, mães, filhos e infelizmente a importância de continuarmos no nosso trabalho hoje, no meio do caminho e não chegamos ainda no final enquanto não houver a vacina. Em São Paulo nós temos 463 mil casos, 463.218, com 21.206 mortes. As taxas de ocupação do estado de São Paulo se mantiveram estabilizadas em 66% nos últimos dias, na Grande São Paulo já em recou para 63%. Mas uma sempre importante notícia é o número de paciente que recuperaram-se, que melhoraram a sua condição clínica e acabaram sim, voltando para as suas residências em 62 mil casos, foram 62 mil vidas que voltaram para as suas casas saindo dos hospitais, especialmente das unidades de terapia intensiva. [Próximo, por favor]. Hoje nós temos 11.211 casos, é um número que ainda es tá acima daquela média móvel do número de casos conforme nós vínhamos vendo até o dia 17. Isso, muito possivelmente, seja pelo represamento desses dados que acabaram sendo mantidos em decorrência de um problema técnico de instabilidade no sistema Data SUS que fez com que, claramente, esses dados fossem sendo computados de forma gradual e impactando nesse numerário diário. Claro que estamos muito atentos para saber se isso está intimamente relacionado a essa questão pontual, por isso, atenção, a vigilância vai continuar acontecendo pela Secretaria de Estado da Saúde. [Próximo, por gentileza]. Nós temos hoje, a projeção que é dada até o final de julho, portanto, já estamos quase que finalizando, próximos, mais uma semana próximos ao final do mês e nós temos ainda, apesar do número de casos, 463 mil, nós estamos abaixo daquela linha de estimativa, de projeção que foi definida. [Próximo, por favor]. E em relação ao número de mortos, nós temos ainda, estamos dentro daquela faixa de projeção e se tivermos exatamente esta progressão desses números de casos e óbitos, nós estaremos, sim, dentro de todas as projeções que foram definidas pelo centro de contingência do Coronavírus, do Covid-19 no estado de São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean Gorenstein. O Dr. Paulo Menezes, coordenador do comitê do centro de contingência do Covid-19 e, na sequência, vamos a Patrícia Ellen e o Marco Vignoli.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado senhor governador, boa tarde a todos. Como coordenador do centro de contingência, eu quero comentar que o novo mapa que vai ser mostrado a seguir, ele deixa o centro muito satisfeito de ver que todas as estratégias de quarentena e de retomada progressiva de atividades que foram suspensas num primeiro momento da quarentena estão funcionando muito bem, no sentido do enfrentamento da pandemia. Mais uma vez a gente pode ver que o estado como um todo avança, eu queria chamar a atenção para o fato do m unicípio de São Paulo estar já há 28 dias classificado como uma área amarela, a Grande São Paulo há duas semanas e nós não observamos, o que nos dá muito segurança, o aumento, aquela temida segunda onda que tanto foi perguntado aqui ao longo das últimas semanas, mostrando que esse processo de retomada progressiva muito cuidadosa está, de fato, sendo eficiente no sentido de podermos controlar a pandemia e não colocar em risco a saúde da população. Quero chamar a atenção para esse número que o prefeito deu de redução de óbitos diários no município de São Paulo em dois meses, uma redução de 50%, não é desprezível. Quando a gente olha de uma semana para outra não chama tanto a atenção, mas quando a gente olha nos dois meses é realmente um trabalho fantástico, eu queria cumprimentar toda a equipe do prefeito que junto com a equipe aqui do governador, da saúde, estão trabalhando tão intensamente para que nós possamos superar essa fase. Então, esses são os comentários do ponto de vista do centro de contingência. Muito obrigado governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO SÃO PAULO: Obrigado Paulo Menezes. Agora sim, com Patrícia Ellen, a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico que pode comentar um pouco mais sobre essa requalificação do Plano São Paulo e as variações positivas, aliás, que temos nessa nova etapa da quarentena. Patrícia-

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. Bom, como já foi dito aqui por todos, nós tínhamos aqui esse mapa da nossa sétima atualização que foi realizada há duas semanas atrás, desculpa, na semana passada, porque nós tivemos uma classificação extraordinária na sexta-feira, então, esse mapa vigente era da sexta passada, do dia 17 de julho. Na próxima página nós temos os indicadores dos últimos sete dias atualizad os. E traduzindo em números muitas das mensagens que já foram passadas, hoje é um dia muito feliz para o estado de São Paulo, nós tivemos as quatro semanas de estabilidade do município de São Paulo que tem um papel fundamental como âncora desse processo de puxar a evolução e estabilização da pandemia no estado de São Paulo. Com números a gente viu que o município, de fato, teve uma redução de casos aqui de 26%, de internações de 5% e de óbitos de 17% nos últimos sete dias com relação aos sete dias anteriores. Isso refletiu também no trabalho que está sendo feito em toda a região metropolitana e no interior. Então, pela primeira vez a gente tem um registro aqui de uma melhoria nos dados de casos e internações e óbitos de todo o estado. Como o governador João Doria mencionou, nós tivemos uma redução de casos de 5% e também uma redução de internações de 4% e de óbitos de 3%, sete dias com relação aos sete dias anteriores. Isso é muito importante, dado que nós estamos no inverno, que os dados de internações consideram internações de síndrome respiratória aguda grave, então, casos suspeitos de Covid e casos confirmados de Covid também. Então, nós temos aqui um número que é muito importante e que confirma o esforço que está sendo feito não somente pelo governo, mas eu queria destacar e agradecer aqui ao setor privado pela forma de fazer a retomada responsável, respeitando e implementando os protocolos, todos os setores que estão retomando as suas atividades, trazendo os seus funcionários de uma forma segura, seus clientes de uma forma segura e também os prefeitos. Nós temos aqui o prefeito Fred, além do Bruno Covas que está aqui, o prefeito de Campos do Jordão, que eu queria destacar que eles têm feito um grande trabalho também, de controle da pandemia no interior com protocolos responsáveis, a gente tem acompanhado, prefeito, eu acho que é muito importante os prefeitos que tomam a liderança de fazer uma retomada gradual, de não se apressarem nesses indicadores e trabalhos como o seu, como o do prefeito Bruno Covas é que estão fazendo a diferença para todos nós. E queria destacar as regiões que vão melhorar a sua classificação aqui hoje, que tiveram, de fato, uma melhora expressiva dos indicadores. Eu vou iniciar aqui falando de Araçatuba. Araçatuba teve aqui uma estabilização da ocupação de leitos, com 67,3% e também uma estabilização de casos, internações e óbitos. Ainda tem uma necessidade de atenção para dar um passo além, mas já sai da fase vermelha para a fase laranja. E continuando nessa trajetória tem aqui uma perspectiva bastante positiva para as próximas semanas. Nós temos também Araraquara e Araraquara está saindo aqui da laranja para amarela e com Araraquara sim, teve uma mudança muito grande no cenário, uma redução aqui de internações de 14%, uma redução de óbitos de 35% em Araraquara, uma estabilização de casos e também uma situação bastante confortável com relação à ocupação de leitos. E para finalizar, uma notícia muito boa, não somente pelo ponto de vista da saúde, mas também pelo ponto de vista da retomada gr adual das atividades que é a região de Campinas, né, que é o nossa segunda maior aglomerada aqui, em termos de população, depois da região metropolitana, né, nós temos aqui a região de Campinas, fazendo uma migração do vermelho pro laranja, com uma redução de internações, né, as internações nos últimos sete dias foram menores do que dos sete dias anteriores, se estivessem estáveis já seria o suficiente, mas foram menores, mas o mais importante, 1% menor, é que a ocupação de leitos tá abaixo de 80%, tá em 78.3%. Com isso, eu queria passar pra próxima página e mostrar qual que é a nova atualização, então é a oitava atualização do Plano São Paulo, e essa passa a ser a nossa classificação vigente com essas alte rações que eu mencionei de Araçatuba, Araraquara e Campinas, né, reforçando aqui e parabenizando todas as outras regiões que se mantiveram na fase que estão, essa estabilidade é uma grande conquista pra todos nós, no Estado de São Paulo, né, pra que a gente faça essa retomada sem pressa, com prudência, né, pra que a gente possa manter isso, né, preservando as vidas e também retomando atividade econômica com toda responsabilidade e cautela. Muito obrigada, governador, devolvo a palavra.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Vamos agora aos comentários finais, antes das perguntas dos jornalistas, do Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Alguns breves comentários, mas o primeiro deles é que, com essa atualização, nós podemos verificar a melhora no quadro do interior do Estado de São Paulo, se São Paulo segue avançando, a capital, a grande São Paulo também, notícias importantíssimas pra nós, a de hoje, se a gente olhar nesse quadro aqui da evolução da pandemia, nós podemos verificar também o avanço do interior do estado, somente lá em Marília com uma variação de óbitos, colocando um pontinho vermelho, o restante todo ou é verde ou é amarelo ou é laranja, então são índices impactantes em todo interior do Estado de São Paulo, com redução de 2% nas internações, leve aumento no número de casos, 3% ainda, aumento no número de óbitos também na ordem de 9%, mas desaceleração frente ao último período, portanto, boas notícias para o interior do Estado de São Paulo, aqui nós temos feito um trabalho de aumento dessa capacidade hospitalar, se a gente verificar nessa coluna da ocupação de leitos, e daí eu vou passar rapidamente pelas regiões, mas em números gerais, o esforço que foi feito pra trazer São Paulo com uma capacidade hospitalar instalada h oje, nós saímos, no dia dez de julho, a última atualização, com 20.3 leitos por 100 mil habitantes, e chegamos hoje em 30.3 leitos por 100 mil habitantes, índices parecidos com o da Alemanha, durante o enfrentamento da Covid-19. Portanto, São Paulo fez um enorme esforço e esse esforço acontece também em todas essas regiões que nós estamos divulgando hoje, nas regiões que estavam na fase vermelha, que sobem, Araçatuba, a qual, governador, eu peço licença pra fazer um registro pros parceiros, prefeitos, que têm feito um grande trabalho nesse enfrentamento, prefeito Dilador, junto com o Governo do Estado, os prefeitos da região, levaram de oito pra 14 leitos por 100 mil habitantes na região, um crescimento de 75% no número de leitos para a região de Araçatuba. Em Campinas, nós dobramos o número de leitos, de 11 le itos por 100 mil habitantes pra 22 leitos por 100 mil habitantes, portanto, um grande esforço feito com todas as regiões de Campinas, desde Campinas, lá com o Jonas Donizete, Luiz Fernando, na região de Jundiaí, o Dr. Jesus, em Bragança Paulista, e também o Jacó, em Amparo, em todas as sub-regiões aumento de leitos colocados. Também naquelas regiões que ficam no vermelho, um grande esforço feito e, mesmo com elas continuando na fase vermelha, um avanço dado, tanto na evolução da pandemia, quando a gente vê índices positivos que já poderiam levar elas pra uma fase melhor, mas com uma capacidade hospitalar que melhorou desde a última atualização, Franca, com 82.5%, quase chegando nos 80% pra poder avançar de fase, mas já com leitos programados, já anunciados pelo governador, pra que possa seguir avançando de fase. Piracicaba, que veio pra fase vermelha, mas que também teve um avanço, uma redução já da sua ocupação nos últimos dias, com aumento de leitos de UTI, e Ribeirão Preto, com o prefeito Duarte Nogueira, que estava em 94%, já baixou pra 91.4%, e com os 21 leitos que nós anunciamos aqui essa semana, vão poder chegar a índices pra poder avançar de fase. Quero fazer uma ressalva importante, as regiões que mantém a fase que se encontravam, uma delas Bauru, Bauru quase atingiu índices pra avançar de fase, é importante que siga com a política de isolamento social, pra poder, na próxima aferição, seguir avançando, e São José do Rio Preto, que teve um aumento expressivo na sua ocupação de leitos, está programado o aumento dessa capacidade para os próximos dias, e ficou al i com 79% na ocupação de leitos, beirando os 80, mas sem ultrapassar esse limite e com uma programação pra que essa capacidade hospitalar possa subir e abaixar esse índice da região, nós temos os índices da variação e da evolução da pandemia positivos na região, como nós podemos ver. Então, era isso, governador, nós estamos, ao longo desses próximos 14 dias, colocando de pé mais 100 leitos nessas regiões vermelhas e laranjas, leitos significativos, e que contemplam também leitos em municípios que não havia qualquer leito de UTI antes, como lá na Serra da Mantiqueira, em Campos do Jordão, o prefeito Fred tá aqui hoje, nós instalaremos oito leitos de UTI, a exemplo do que acontece lá, em mais vários municípios do estado, que agora vão ter uma capacidade hospitalar de UTI , que não tinham antes. Era isso, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. E agora vamos com as perguntas, inicialmente presenciais, pela ordem, William Cury, da Globo News, depois Beatriz Manfredini, da Jovem Pan e Fábio Diamante, do SBT. Começando com você, Will, e agradecendo também a presença da Sabina Simonato, da TV Globo, que está fazendo flashs ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes. Will.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Minha pergunta hoje, boa tarde a todos, é sobre cinemas e teatros, porque havia previsão de que municípios e regiões que ficassem por quatro semanas na fase amarela, já poderiam discutir abertura desses setores, e é o caso da capital paulista, que vai completar já, semana que vem, quatro semanas de fase amarela, na segunda-feira, né, prefeito? Eu queria saber se já há uma discussão e uma previsão pra abertura das salas de cinema e também de teatro aqui em São Paulo, e ainda sobre o tema da F&oac ute;rmula 1, né, que foi uma decisão hoje da própria categoria, a cidade pretende ainda tentar fazer um tipo de convencimento, ou agora o trabalho vai ser pra tentar prorrogar o contrato pro ano que vem? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Primeiro, em relação a área cultura, a vigilância sanitária do município pediu pra que esperássemos o município entrar na fase verde pra poder liberar a área cultural aqui na cidade, nós já estamos com o protocolo pronto, mas a vigilância insistiu que a gente aguardasse a fase verde. Em relação a Fórmula 1, nós continuamos a conversa para a prorrogação do contrato e já determinei o cancelamento da licitação que estava em andame nto, num valor de 48 milhões de reais, pra reforma da pista, então, não tem mais como a gente segurar isso, porque a gente teria que dar andamento à licitação que já estava em andamento, mas já determinei o cancelamento, não vamos gastar 48 milhões no risco de não ter Fórmula 1 na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Will, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan, depois SBT, CBN e a VTV da cidade de Santos, aqui na Baixada Santistas. Beatriz Manfredini, da Jovem Pan, boa tarde, sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Boa tarde a todos, obrigada, governador. São duas perguntas pro prefeito, eu queria saber sobre a parada LGBT, você disse que a marcha pra Jesus vai mandar um outro formato, uma proposta de outro formato, isso também vale pra parada LGBT? Ou, realmente, está cancelada? E pro governador, por favor, é um pouquinho fora do tema da Covid-19, mas hoje saiu uma pesquisa da Revista Veja sobre eleições 2022, presidenciais, em que o presidente Jair Bolsonaro tem 29% das intenções, o senhor 4%, se você puder, por favor, fazer um comentário, muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO SÃO PAULO: Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Primeira, mais uma vez, lembrar que nem a parada, nem a marcha são organizadas pela prefeitura, então não é que a prefeitura decidiu fazer isso ou aquilo em relação a este ou aquele evento, a decisão da associação da parada é não realizar o evento esse ano, lembrando que eles já realizaram um evento online em junho, tá? De qualquer forma, depois a presidente está aqui presente, ela pode falar diretamente com você.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Beatriz Manfredini, em relação a pesquisa divulgada pela Revista Veja, quero dizer que no meu caso especificamente, eu só tenho interesse em uma pesquisa, quantos vidas nós estamos salvando em São Paulo. Vamos agora a terceira pergunta, do Fábio Diamante, do SBT, na sequência CBN, VTV e CNN. Fábio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas pro prefeito. Prefeito, essa data que o senhor estima pro Carnaval, maio, junho, queria saber se o senhor, o senhor já falou sobre isso, o senhor conversa com outras capitais? A ideia é que seja um movimento maior? E se o senhor tá seguro em relação a essa data, principalmente na questão da saúde, porque o Dr. Dimas Covas algumas vezes falou aqui que junho do ano que vem era o início de um período seguro de imunização, a vacina chinesa , pelo menos, seriam duas doses, quero saber se o senhor tá seguro dessa data, e se o senhor puder falar da São Silvestre, ela também deve ser cancelada? Uma das vezes o Dr. Gabardo, conversando comigo, falou do risco de uma maratona, né, a aglomeração é muito grande, queria saber se o senhor já tem essa definição também.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Em relação a data, nós estamos trabalhando maio ou julho, porque junho coincide com as festividades de São João, nós estamos definindo isso com, sim, uma conversa com outras cidades, pra que a gente possa fazer esse movimento conjunto, e também estamos conversando com as escolas de samba e com os blocos. Segurança ninguém pode dar em relação ao que vai acontecer mês que vem, né, exatamente por falta de segurança que nós já adiamos os preparativos para fevereiro do ano que vem, porque começar os preparativos para fevereiro do mês que vem, não significa apenas ter tranquilidade em relação como estaremos em fevereiro, mas como estaremos daqui algumas semanas, quando as escolas iniciariam os ensaios, que juntam mil, duas mil, três mil pessoas dentro de um espaço fechado. Então, é claro que essa data também pode ser revista lá pra frente, da mesma forma que aconteceu com a parada e com a marcha, que passaram os eventos pra novembro e agora estão, mais uma vez, ou cancelando, ou transformando o evento. Então, não há a menor dúvida de que de repente, lá na frente, eu precise de uma nova avaliação, o que nós estamos tentando dar é a maior previsibilidade possível às pessoas e, nesse momento, não há como garantir nada em fevereiro, razão pela qual vamos adiar. Em relação a São Silvestre, nós já começamos a conversar com a organização do evento, também não é evento organizado pela prefeitura, eles ficaram de até final de agosto anunciar o que eles vão fazer em relação a São Silvestre.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio Diamante. Obrigado, Bruno Covas. Vamos agora a CBN, online, Vitória Abel, Vitória, boa tarde, há tempos que não via você aqui, participando da coletiva, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, eu queria fazer duas perguntas, primeiro pro governador e também pra equipe de saúde, a justiça de São Bernardo do Campo conseguiu, determinou a reabertura de bares e restaurantes no período no noturno, a pedido aí do setor, conseguiu essa determinação, ontem a equipe de saúde disse que estava analisando a proposta de uma mudança no decreto de reabertura de bares e restaurantes pra permitir esse funcionamento noturno, sabemos que a equipe de saúde discorda disso, mas o setor vem pressionando o Governo do Estado pra essa modificação. Eu queria saber se já existe alguma decisão, o Governo do Estado vai modificar o decreto e permitir o funcionamento à noite, inclusive aqui na cidade de São Paulo, caso isso não aconteça, o governo não tem medo que exista aí uma judicialização também em outras cidades dessa questão? E aproveitando, eu também queria perguntar pra equipe de saúde, é uma visão com relação ao chamado platô aqui no estado, vocês têm noticiado essa estabilização dos números, a permanência do estado no platô, mas eu queria saber se a equipe de saúde tem uma previsão de um período que o estado pode permanecer nesse platô, porque eu imagino que o estado não possa permanecer pra sempre nesse platô, porqu e seria um número de mortes e casos muito alto. Então, existe algum período máximo, aceitável pro estado permanecer nesse platô e, se a partir desse período, se a curva não cair, vai ser necessário mudanças, isolamentos mais restritivos, como que o governo tem analisado isso? Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória, pelas perguntas. A primeira, eu faço a introdução, depois Marco Vinholi e João Gabardo responderão, e sobre o platô, a sua segunda pergunta, Jean Gorinchteyn e Paulo Menezes responderão. São Bernardo, apenas para introduzir, nós temos plena confiança na justiça, seja no Ministério Público, seja no Tribunal de Justiça, que tem dado ganho a todas as iniciativas do Governo do Estado de São Paulo, na proteção a o Plano São Paulo. E temos convicção de que isto continuará ocorrendo, e não vamos fazer, neste momento, nenhuma alteração no Plano São Paulo. Vamos seguir aquilo que a saúde determina e que o Centro de Contingência nos orienta. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Vitória, primeiro citado o acerto da decisão do Centro de Contingência de fazer os horários noturnos não tendo dentro do Plano São Paulo funcionamento de bares e restaurantes. Nós não vimos as cenas que vimos em outros lugares do mundo aqui em São Paulo, e portanto, de forma responsável, nós seguimos com o que foi estabelecido. Foi uma decisão em primeira instância, em São Bernardo do Campo, agora segue para o Tribunal de Justiça. Como disse o governador João Doria, nós confiamos plenamente na racionalidade e também na decisão do Tribunal, a favor da vida e a favor do que foi estabelecido no Plano São Paulo, para que a gente possa seguir com responsabilidade, acompanhando essa abertura de bares e restaurantes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Apenas para acrescentar, Vitória, que esta medida momentânea da Justiça contrariou também decisão da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo. E ainda nesse tema, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Vitória, se nós listarmos todas as atividades e estabelecermos uma ordem de menor ou maior risco, a abertura dos bares, ela só perde em maior risco para clubes noturnos. Então, não tem sentido, nesse momento em que nós estamos ainda numa situação de platô, em que nós temos alguns locais, como a capital, que está já na curva descendente, corrermos o risco, com essa flexibilização, que pode comprometer todo o plano. Então, o Centro de Contingência, até o presente momento, não acha adequada a ampliação deste horário de funcionamento. Quando estiver na fase verde, vai haver naturalmente a expansão dos horários, conforme estabelecido no Plano São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Vitória, reconhecemos todo o sofrimento do setor de alimentos e bebidas, principalmente as micro e pequenas empresas, que atuam em todo o Estado de São Paulo, não apenas aqui na região da Grande São Paulo, mas reconhecemos também que neste momento nós precisamos salvar vidas, preservar vidas, e logo na sequência, obedecendo o Plano São Paulo, reativar a economia, gerar mais empregos e apoiar principalmente o setor de alimentos e bebidas e a economia criativa. A sua segunda pergunta será respondida por Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, e se necessário com comentário do Dr. Paulo Menezes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Vitória, obrigado pela sua pergunta. Isso é uma pergunta muito importante, porque realmente nós estamos flexibilizando de forma lenta, gradual e progressiva. À medida que essa flexibilização ocorre, as pessoas saem mais para as ruas, à medida que elas saem, elas também tendem, de forma muitas vezes inadvertida, a se aglomerar e, dessa maneira, a circulação de vírus passa também a ser maior. Por isso a cautela, por isso estar progredindo de forma vagarosa. Com o bem foi dito aqui em todas as exposições, o número de casos, especialmente em alguns municípios, como o município de São Paulo, a despeito realmente da densidade demográfica, ou seja, o número de pessoas da população local, ela vem se mantendo estável, com tendência de queda. Algumas outras regiões, ainda não. Então é natural que, à medida que exista fluxo de pessoas, exista o fluxo do vírus, e assim pessoas mais doentes. Então, nós ainda, como disse, estamos no meio do caminho. Esse período de platô tende ainda a se manter por algumas semanas. Todas as estatísticas que foram tomadas, elas se basearam nas projeções do Centro de Contingência do Covid-19, e elas se mantiveram dentro dessas projeções. Portanto, nós ainda teremos essa fase de platô por algumas semanas, talve z quatro, talvez oito ou talvez um pouco mais, mas nem por isso as medidas precisem ser muito mais restritivas, se elas estiverem sendo seguidas de uma forma, como disse, gradual, lenta, protegendo o cidadão, protegendo vidas, que essa é a prerrogativa do Governo do Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Algum comentário, Paulo Menezes? Então, resposta concluída. Vitória Abel, da Rádio CBN, obrigado por estar participando aqui da nossa coletiva. Vamos tirar você aqui de tela, mas você continua acompanhando a nossa coletiva. Agora, pela ordem, vamos à VTV, de Santos. O Gobetti, que está aqui conosco mais uma vez. Na sequência, TV Record e jornal O Globo. Tive notícia que a CNN não estará fazendo pergunta. Portanto, é com você, Gobetti, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, o assunto primeiro não diz respeito exclusivamente ao Estado de São Paulo, mas já que a gente está ouvindo falar de muitos eventos de grande porte sendo adiados, outros cancelados, eu gostaria de uma análise do Comitê de Contingenciamento a respeito da temporada de cruzeiros marítimos, que já tem a sua confirmação de retomada para novembro. Sete navios confirmados, fazendo escala em vários pontos do litoral brasileiro, entre eles o Porto de Santos, o maior porto da Améri ca Latina, porta de entrada não só pra Baixada Santista, mas também para o Estado de São Paulo, onde se encontra um dos maiores terminais de passageiros também do país. A gente teve inclusive um dos primeiros casos notificados de Covid na Baixada e no Estado de São Paulo entrando justamente através de uma passageira de um desses navios. Como é que o Comitê analisa essa questão? Navios aí que comportam mais de 5.000, 6.000 passageiros, se é o momento ideal para a retomada desse tipo de atividade, que eu acho que impacta diretamente a Baixada e ao estado. E minha segunda pergunta é em relação ao município de Limeira, que o prefeito decretou lockdown. Me parece um dos poucos municípios brasileiros a decretar, chegar nesse estado. O lockdown deve ocorrer nesse próximo fim de semana e no outro também, por conta da baixa taxa de isolamento, o p refeito preocupado com a população, que não tem respeitado o isolamento lá no município. Gostaria de um comentário acerca desse tema também. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gobetti. No primeiro tema, sobre cruzeiros marítimos, vou pedir ao coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. Paulo Menezes, para a resposta. Sobre o tema de Limeira, pedirei a resposta do secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Dr. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado pela pergunta, Gobetti. Em primeiro lugar, nós já temos várias experiências internacionais com navios e a questão da Covid-19, da transmissão dentro dos navios. Aquela experiência, logo no início, no Japão, foi realmente uma situação bastante desastrosa, até, expondo e causando mortes por conta disso. Então, cruzeiros são, já eram uma grande preocupação da área da saúde, a saúde já vinha trabalhando em protocolos, junto com a Anvisa, para ver como lida com os cruzeiros. Tivemos, anteriormente, ano passado, a situação do sarampo, chegando também em um cruzeiro, muito bem controlada na ocasião pelas vigilâncias de saúde do município de Santos e do estado, de forma que eu entendo que cruzeiros ainda, também, não é o momento de nós pensarmos nessa possibilidade. Até porque os cruzeiros reúnem pessoas que vêm das mais variadas regiões, não só do país, mas de outros países.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. No tema de Limeira, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Os municípios têm a prerrogativa de serem mais restritivos do que o próprio Governo do Estado de São Paulo, uma vez que nós delimitamos a restrição para a região, e o município tem essa prerrogativa, perante o seu território. Os municípios de Rio Preto, até mesmo na própria região metropolitana de Campinas, que é tocada pelo prefeito de Santa Bárbara do Oeste, Denis Andia, que tem feito um excepcional trabalho também conduzindo a região agora pra fase amarela também, têm feito medidas mais restritivas. Em Limeira, ele faz no sábado e domingo, mais restrições do que nós tínhamos antes. Então, não funcionará mercados, por exemplo, no fim de semana, no município de Limeira. O prefeito tem essa prerrogativa, entendemos que seja uma atitude positiva, para que a população possa aumentar o isolamento social e assim os índices de Limeira melhorarem. Portanto, iniciativa importante do prefeito de Limeira nesse município e uma prerrogativa municipal.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Gobetti, obrigado pelas perguntas, sempre bem-vindo. Vamos à penúltima pergunta de hoje, que é da TV Record, com a jornalista Daniela Salerno. Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. São duas perguntas. Primeiro pro prefeito, gostaria de saber sobre o projeto que foi encaminhado para compra de vagas escolares. A gente sabe que, da creche, isso já existe, e agora há intenção de compra de vagas para 4 e 5 anos, que já é uma grade curricular obrigatória. Quantas vagas pelo menos se tem expectativa de compra e pra quando isso, prefeito? E pro governador, por gentileza, a gente sabe que dois partidos estão tomando frente de uma mobilização para haver greve dos servidores da Educaçã o. Se isso acontecer esse ano, eles defendem que só pode voltar a aula quando tiver uma vacina. E se isso acontecer esse ano, a gente percebe que aquela ideia de unificar o retorno da escola particular e da escola pública, seja municipal ou estadual, cai por terra. Então, como que está essa preocupação, se há uma preocupação nesse sentido, e até uma articulação a respeito? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Eu vou começar respondendo, mas com autorização do governador vou pedir para depois o secretário Bruno Caetano, de Educação, complementar. Quando nós assumimos a prefeitura, em 2017, nós tínhamos algo em torno de 10 mil crianças aguardando vaga na pré-escola. Nós zeramos essa fila na cidade de São Paulo, então hoje nós não temos fila na pré-escola. O que nós estamos percebendo, por conta da pandemia? Vários pais estão tirando os fil hos da escola privada, em relação à pré-escola, e solicitando vaga na educação municipal. Então, ou nós voltaremos a ter fila, que era a prática da gestão anterior, ou a gente tem a solução de continuar comprando... Continuar, não, de ter autorização para comprar essas vagas, para continuar sem fila na cidade de São Paulo. Então, é pra isso que serve esta autorização, para que a gente não volte a ter o que nós tínhamos no Governo Haddad, no governo do PT, fila aqui na cidade de São Paulo. Pedir ao secretário Bruno Caetano, por favor, complemente com os dados.

BRUNO CAETANO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito, obrigado, governador. De fato, há um projeto de lei para compra de vagas no ensino infantil, crianças de 4 e 5 anos. Há uma limitação bastante objetiva no projeto, que limita a compra de vagas a 5% do total existente. Hoje, temos 250 mil crianças matriculadas nessa faixa, portanto o total de vagas a serem adquiridas é de no máximo 15 mil vagas, não é? A um preço que é o que essa criança custa hoje para a Prefeitura de São Paulo, então há uma trava nesse preço. Queria lembrar que a Prefeitura de São Paulo, nessa gestão, universalizou o ensino infantil de 4 a 5, tem a menor fila da creche na história de São Paulo e nós continuamos expandindo também a rede direta. O prefeito Bruno Covas vai entregar agora em setembro, outubro, 25 novas escolas na rede pública. Dessas 25 escolas, 24 de ensino infantil. Portanto, seguimos ampliando a rede da própria prefeitura, para ofertarmos as vagas públicas, mas esse projeto tem o mérito de não deixar nenhuma criança pra trás, porque se a gente tiver uma explosão de crianças migrando da rede particular pra rede pública, hoje 65 mil crianças na cidade de São Paulo, no ensino infantil, de 4 a 5 anos, estudam na rede particular, estavam matriculadas na rede particular e, se houver 10%, 15%, 20% dessas cr ianças migrando pra rede pública, se não comprarmos essas vagas, nós não temos vagas pra atendê-las. Essa é a razão.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Brunos. E agora vamos à segunda questão, que vai ser respondida pelo secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, para Daniela Salerno, da TV Record.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Daniela, é muito importante nós lembrarmos que, quando nós da Saúde estamos aqui, e eu, como represento a Saúde, que é um cargo não partidário e não político, nós temos que preservar a saúde, a saúde do cidadão. E é exatamente isso que é feito em conjunto com os técnicos do Centro de Contingência do Covid-19. Nós definimos muito bem que, para que houvesse um início também flexibilizado e gradual da s aulas, no dia 8 de setembro, algumas regras deveriam estar muito claras e seguras, entre elas que as 17 regiões de saúde estivessem amarelas. E mais, por 28 dias. Se nós olharmos o mapa de hoje, nós temos áreas ainda em vermelho, e com isso nós temos outras em laranja, nós temos outras em amarelo. Então, muito possivelmente essa estimativa, ou essa expectativa não ocorrerá. Então, nós temos que nos pautar nessa questão, relacionada aos índices, às flexibilizações graduadas, dando essa segurança, tanto para as crianças quanto para os funcionários, e mais do que isso, para aqueles que estão em casa, que são os cuidadores: avós, tias, que são aqueles mais vulneráveis. É sempre importante nós lembrarmos: quando eu aumento a flexibilização, o número de pessoas acabam sain do mais das suas casas. Nós aumentaríamos, se fizéssemos de forma abrupta, 7,8 milhões de pessoas nas ruas, transporte, bares... Então, nós temos que ser muito responsáveis, e essa é a marca desse governo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Daniela Salerno, obrigado pelas perguntas. Agora, a última pergunta é do jornal O Globo, com a jornalista Sílvia Amorim. Sílvia, sempre bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada, boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, eu vou... Peço permissão para abordagem de um outro assunto, já que é o final da coletiva, eu acho que estão todos satisfeitos com os assuntos do dia. O jornal O Globo acabou de publicar uma reportagem que mostra que a Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação, envolvendo uma liderança do PSDB, agora o deputado Aécio Neves, numa nova frente de investigação sobre caixa dois e desvio de dinheiro. É o terceiro personagem do partido que, em meno s de duas semanas, aparece nas páginas da Lava-Jato, com denúncias desse tipo. O partido tem mantido um silêncio sobre isso, eu queria saber qual é a opinião do senhor em relação a isso. O senhor concorda com essa posição do partido? Se esse silêncio vai continuar? Porque o senhor já teve posições bastante diferentes dessa. E se vocês atribuem, o senhor no caso, atribui essa série de denúncias a alguma disputa política. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sílvia. Primeiro, não vemos essas denúncias como uma resposta de ordem política, e sim de ordem técnica. A Polícia Federal realiza o seu trabalho, assim como o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual, cumprindo o seu dever. E o dever é investigar, assim como o do PSDB é não criar nenhuma objeção e nem condenar nenhum tipo de investigação. Mas lembrando que são investigações, não há ainda deliberação, não há julgamento feito. A minha posição, assim como a do PSDB do Estado de São Paulo, cujo presidente está aqui, é o Marco Vinholi, é de que toda investigação deve ser efetivada sem nenhum obstáculo, sem nenhuma obstrução, até que se tenha o resultado final. É isso que... Essa é a nossa posição. Diferentemente de um outro partido, que, na defesa do seu presidente de honra, criou obstáculos e classificou como política a investigação. O PSDB não classifica essas investigações como de ordem política. Então, essa é a resposta. Queria agradecer mais uma vez a presença de todos os jornalistas aqui, os que estão nos acompanhando também online, através da TV Cultura. Obrigado, Maria Manso, da TV Cultura, que está aqui, como sempre, participando. Na segunda-feira, teremos a coletiva de nº 100, durante esses quatro meses de pandemia. É um número histórico, e por quê? Não pelo excesso e sim pela deliberação do Governo do Estado de São Paulo em informar com transparência e convidar os jornalistas para que, aqui estando, possam fazer qualquer pergunta, de qualquer natureza, não apenas aquelas vinculadas diretamente à pandemia. Então, a todos, um bom final de semana, os que estão aqui e os que estão em casa. Por favor, lembrem, usem máscara sempre que saírem de casa, distanciamento social de 1,5 m, lavem as mãos constantemente e façam também, se possível, suas orações. Bom final de semana a todos, até segunda-feira.