Coletiva - Governo do Estado atualiza Plano SP sem nenhuma região na fase vermelha 20202108

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Coletiva - Governo do Estado atualiza Plano SP sem nenhuma região na fase vermelha 20202108

Local: Capital - Data: Agosto 21/08/2020

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde, a todos. Boa tarde, a todas. Sejam bem-vindos à mais uma coletiva do governo do estado de São Paulo, agradecer a presença de toda a imprensa que está aqui presente, na nossa equipe de trabalho. E também do nosso prefeito Bruno Covas. Hoje nós tivemos pela manhã uma ótima not&iacut e;cia, em relação à recuperação e ao enfrentamento ao Coronavírus do nosso governador João Doria, e para falar disso eu quero convidar o nosso governador João Doria para da sua casa, na nossa tela, poder compartilhar essa boa notícia com todos vocês.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Obrigado, Bruno Covas. E obrigado também à presença da Patrícia Ellen, Marco Vinholi, o Jean Gorinchteyn, Rossieli Soares, José Medina. Obrigado aos jornalistas que estão presentes no Palácio dos Bandeirantes, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, amigos, aos que estão nos assistindo diretamente pela TV Cultura, aqui em todo o estado de São Paulo. Hoje agora ao final da manhã, recebi a boa notícia do Hospital Sírio Libanês, da equipe coordenada pel o doutor David Uip. Eu peço até que projetem, por favor, o relatório do Hospital Sírio Libanês, os exames foram feitos ontem à tarde, por mim e pela Bia, minha esposa, felizmente recebemos a notícia de que estamos bem, cumprimos o isolamento de dez dias, hoje é o último dia desse isolamento, e já não temos mais a COVID-19. Uma experiência difícil, ainda que de forma assintomática, mas muito rude. Não é uma boa sensação você dormir imaginando que ao longo da noite possa ter alguma circunstância que leve você ao agravamento da sua situação, por isso volto a recomendar a todos, que, por favor, tomem cuidado, usem máscaras ao saírem de suas casas, façam o afastamento social de um 1,5 metros para outra ou outras pessoas, ao saírem das suas casas. Tenham cuidado na higiene pessoal, sobretudo, nas m&a tilde;os. E sejam cuidadosos, e sejam cuidadosos também com os seus filhos, com os seus amigos, com os seus parentes. E, sobretudo, aos jovens. Quero manifestar aqui a minha preocupação com relação aos jovens, pois tenho assistido e visto pela televisão a aglomeração de jovens à noite, ou em festas, ou em atividades, eu preso, respeito muito os jovens, até tenho e amo três filhos que são jovens, mas não é hora de celebrar, não é hora de comemorar, não é hora de confraternizar, nós ainda estamos na quarentena, estamos sob risco, apenas depois da vacina, da imunização da vacina, todos nós poderemos celebrar e voltar ao normal, e os jovens também. Por enquanto não façam isso, pode colocar em risco as suas vidas. Quero também dizer que hoje nós comemoramos 80 dias do plano São Paulo, 80 dias desta quarentena inovadora que tem flexibilizado a oportunidade de forma heterogênea, para que cidades e regiões aqui do estado de São Paulo possam evoluir, possam se manter no estágio da sua faixa de cor, ou até se necessário regredir. Mas um grande sucesso, o plano São Paulo demonstrou a sua eficiência ao longo desses 80 dias. Foi citado em veículos de comunicação fora do Brasil, passou a ser referência aqui em nosso país, e nós devemos isso ao comitê médico, ao nosso centro de contingência do COVID-19, ao conselho econômico, à nossa equipe de secretários, em especial do Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, a Patrícia Ellen, a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, e ao Rodrigo Garcia, nosso secretário de governo, e também vice-governador. E a todo um time de secretários e servidores aqui do governo do estado de São Paulo, que nos ajudaram a colocar em prática este plano São Paulo. E aos prefeitos, a começar do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, e aos demais 644 prefeitos aqui do estado de São Paulo, todos conscientes da sua responsabilidade, na aplicação do plano São Paulo. Quero lembrar também que a ocupação dos leitos de UTI não tem ultrapassado a faixa dos 70 %, que foi o limite estabelecido pelo plano São Paulo, assim como os leitos de utilização de uso primário. Igualmente nós conseguimos com o plano São Paulo, chegar à marca recorde de 40 mil testes por dia, testagem, testagem e testagem é o que temos feito aqui no estado de São Paulo, com 40 mil testes por dia, nós estamos na média de 86 testes para cada 100 mil habitantes. É quase a marca da Alemanha , que é um dos países que mais testa no mundo. Estamos dentro de um patamar de alta adequação na testagem aqui no estado de São Paulo. É o estado que mais testa no Brasil, e que vem obtendo melhores resultados nesta área, com isso eu não me refiro de forma negativa aos demais estados, é a nossa responsabilidade, São Paulo tem a maior população do país, a nossa obrigação é ampliar a margem de testagem, e é o que nós estamos fazendo. Quero também registrar que ao longo desse período das quarentenas aqui em São Paulo, já salvamos 220 mil vidas, os números são dados pela ciência. E preservamos 308 mil empregos, de acordo com os dados da FIPE, divulgados, aliás, aqui na coletiva de imprensa da última segunda-feira. Por fim, quero falar um pouco sobre a modernização administrativa, que será obviamente objeto de perguntas hoje dos jornalistas que estão aí no Palácio dos Bandeirantes. A modernização administrativa, a reforma administrativa que está na Assembleia Legislativa para ser debatida, discutida, melhorada, aperfeiçoada, é fundamental para o estado de São Paulo, e fundamental principalmente, porque ela protege os mais pobres, os mais humildes, os desvalidos. Se não fizermos a reforma administrativa, a modernização administrativa aqui no estado de São Paulo, o ano que vem o estado não terá condições de honrar com a sua folha de pagamento, e nem honrar os seus compromissos com os prestadores de serviços, e com aqueles que tem contrato com o governo do estado. Aqui nós não praticamos irresponsabilidade, nem fiscal, nem social, nós temos um compromisso com a verdade e com a produtividade efetiva de u m governo que é honesto, que é liberal, e que foca e prioriza os mais pobres, os mais humildes. Nós não vamos esperar chegar ao ponto de não termos recursos para pagar merenda escolar para oferecer suprimentos aos hospitais, às unidades básicas de saúde, ou oferecer condições para os serviços de segurança pública, ou de proteção social. Também não vamos furar o teto, nem fazer aqui emissão de dinheiro, e nem ter práticas populistas no estado de São Paulo, aqui nós respeitamos aquilo que devemos fazer, principalmente, repito, para o apoio, a proteção e o amparo aos mais pobres. Quero agradecer à Assembleia Legislativa do estado de São Paulo pelo debate, pelo cumprimento e o dever que cabe a um poder independente de melhorar e aperfeiçoar a proposta do Executivo, mas sem voltar atrás, n&oacu te;s não recuaremos nas medidas de modernização aqui no estado de São Paulo. Essa é uma obrigação de um governo liberal, de um governo que entende que um estado mais enxuto pode produzir melhor, e pode atender melhor, principalmente, repito, os mais pobres e os desvalidos, na saúde, na educação, na habitação popular, na proteção social e na segurança pública. E este é um caminho sem volta, por isso, muito obrigado a todos os parlamentares que estão ajudando a enriquecer o debate, e aperfeiçoar o projeto de modernização administrativa no estado de São Paulo. Mais uma vez, obrigado a todos os jornalistas, aos amigos cinegrafistas, técnicos, fotógrafos, muitos inclusive que me mandaram mensagens, e à Bia, minha esposa, pela nossa recuperação. E a todos que com as suas orações, c om as suas mensagens, nos ajudaram, nos fortaleceram, para que pudéssemos passar por essa fase da COVID-19. A partir de amanhã vida normal. Muito obrigado, a todos. Rodrigo, seguindo em frente com a coletiva, estarei acompanhando aqui pela TV Cultura. Bom final de semana a todos. Usem máscara, se protejam, façam as suas orações, e tenham sempre Deus no coração.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador Doria, felizes aí pela recuperação, e amanhã de volta. No que pese a ausência do governador, não foi sentida pela equipe, todos os dias pela manhã, à tarde, e até às vezes, à noite, as reuniões são online via os sistemas que nós temos disponíveis hoje, o governador praticamente cumpriu toda a sua agenda. Bom, vamos às informações do dia de hoje. Hoje dia de classificação do plano São Paulo, e nós trazem os aqui uma boa notícia, nós temos aqui cinco regiões que progrediram, saíram de fases mais restritivas, para fases mais restritivas para fases de abertura consciente, e pela primeira vez, nenhuma região do estado de São Paulo fica no vermelho, o que mostra claramente que a epidemia começa a deixar o estado de São Paulo. As regiões Oeste e Norte da grande São Paulo, assim como registro, Franca e Barretos, avançaram nessa décima primeira classificação, no mapa do plano São Paulo, e com isso nenhuma das 17 regiões de saúde do estado estão na fase vermelha, que é a mais restritiva. Pela primeira vez, desde o lançamento do plano São Paulo, há 80 dias atrás, no dia 1 de junho. Com essa nova classificação, 88% da população do estado vive em regiões que estão na fase amarela, ou sej a, na fase de flexibilização, mas naturalmente com ainda algumas restrições preventivas. São bons sinais que indicam que a epidemia em São Paulo está em declínio, e o estado começa a sair do platô. Esses bons sinais nos fortalecem no enfrentamento à pandemia, mas óbvio, devem ser registrados com muita prudência, com cautela, com atenção, como acabou de recomendar o nosso governador João Doria. A segunda boa notícia é que São Paulo vai realizar a partir dos próximos dias, um inquérito sorológico em alunos e professores da rede estadual de educação. As secretarias de Saúde e Educação do governo do estado estão organizando toda a logística necessária para a realização de um amplo inquérito sorológico na rede estadual de educação. Le mbrando que esse inquérito acompanha a estatística necessária, para que a informação sobre a evolução da epidemia na rede de educação seja de alunos e professores, possa nos dar a clareza e informação necessária para a preparação da rede para a volta às aulas de mais de 3,5 milhões de estudantes e de 240 mil professores da área da educação. Então trazemos aqui a notícia da reclassificação do plano São Paulo, e essa iniciativa do estado de junto da Secretaria de Saúde e Educação, realizar essa investigação, esse levantamento soroepidemiológico da rede estadual de ensino. Dito isso eu quero ouvir agora os comentários e a manifestação do nosso prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Tendo em vista que o estado na sexta-feira anunciou que agora os estabelecimentos que podem abrir na fase amarela, podem abrir durante oito horas, hoje foi publicada uma portaria da Prefeitura de São Paulo, estabelecendo o horário de funcionamento desses equipamentos. Então escritórios, concessionárias, imobiliárias, barbearias, acadêmicas, salões de beleza podem funcionar durante oito horas, de forma corrida ou fracionada, no horário que eles estabelecerem de forma livre. Bares e restaurantes e similares, ta mbém podem funcionar em um período de oito horas de forma corrida ou fracionada, observado o limite das 22 horas. Comércio de rua pode funcionar das 10h às 18h, as galerias comerciais também das 10h às 18h, os shoppings populares das 5h às 13h, e os demais shoppings das 12h às 20h. A portaria também faculta ao comércio de rua, as galerias comerciais, e aos shoppings que queiram funcionar em horário diferenciado deste estabelecido, que coloquem uma placa com um aviso na porta dizendo quais horários eles irão funcionar, podendo funcionar, portanto, em horário diferente desses estabelecidos pela portaria municipal. Isso acontece, é uma reivindicação do setor, já que shoppings e os comércios do centro acabam funcionando em horário diferente daqueles em bairros mais periféricos da cidade de São Paulo, e a vigilância sanit& aacute;ria que aprovou essa solicitação, agora com aumento para oito horas de funcionamento durante o dia. A partir da semana que vem, os 70 parques municipais, que já estão abertos, voltam a funcionar, ainda de segunda a sextas, mas no horário que eles sempre funcionaram. Então, a maioria funciona das 6h às 18h. Alguns outros parques maiores têm horário diferenciado, como o Parque do Povo, que funciona das 6h às 22h, a Chácara do Jockey, que funciona das 6h às 20h, o Ibirapuera, das 6h à meia-noite, todos voltam a funcionar no horário normal, mas ainda de segunda a sexta. A Vigilância Sanitária e o município entendem que ainda não é o momento de liberar aos finais de semana. Tem final de semana que nós chegamos a ter 100 mil pessoas no Parque Ibirapuera. Então, para evitar aglomeração de final de semana, e lembrando q ue ainda estamos num momento de pandemia, a quarentena permanece na cidade de São Paulo, apesar dessa flexibilização, ainda não o momento de incentivar qualquer tipo de aglomeração aos finais de semana. São esses dois anúncios, por parte da Prefeitura de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, prefeito Bruno Covas. Agora, pra detalhar a classificação do Plano São Paulo, eu convido a nossa Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETARIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, vice-governador Rodrigo Garcia. Então, somente para relembrar a nossa 10ª atualização, que foi realizada no dia 7 de agosto, é essa que está sendo visualizada agora, onde nós ainda tínhamos duas regiões na fase vermelha e três regiões, quatro regiões na fase laranja. Como nosso vice-governador Rodrigo Garcia colocou, tivemos um grande avanço no dia de hoje, que é a 11ª classificação. Na próxima p&aac ute;gina, a título de informação mais detalhada, o comparativo dos indicadores. Nós vemos que houve um grande avanço no que diz respeito à capacidade hospitalar, principalmente na região de Franca e de São José do Rio Preto, que eram regiões que estavam com uma ocupação de leitos próxima de 80%. Franca, um pouco acima de 80%, São José do Rio Preto um pouco abaixo. Agora descolam e é o momento muito importante, onde todas as outras regiões estão com uma estabilidade também de ocupação de leitos, e é a nossa menor taxa média do estado, com 56,8%. Também no que diz respeito ao controle da pandemia, como foi dito, há não somente uma estabilização no platô, mas, pela primeira vez também, uma redução desse platô, também no interior. Nós temos aqui uma redução das internações nos últimos sete dias, com relação aos sete dias anteriores, no estado como um todo de 3% e uma redução em óbitos muito expressiva, na média do estado, de 16%, com uma queda também de casos de 26%. E as regiões que tiveram maior impacto, então, duas regiões saem da fase vermelha, que é a região de Registro e a região de Franca. Então, é a primeira vez que teremos uma classificação com nenhuma região na fase vermelha. Esse é um resultado muito importante, uma conquista de todos, com as ações do Governo Estadual, dos governos municipais e também da população e dos setores econômicos que estão contribuindo com a aplicação dos protocolos. E nós tivemos também cinco regiões que avançaram de fa se. Além de Franca e Registro, como eu mencionei, também temos a região de Barretos e as sub-regiões da região metropolitana, que são as sub-regiões Norte e Oeste. Além disso, nós tivemos também que endurecer as medidas restritivas em duas regiões, que apresentaram alta nos seus indicadores: a Diretoria Regional de Saúde de Marília e a de São João da Boa Vista. Nós temos que lembrar sempre, que enfatizar o ponto que o governador João Doria tem dito, que o Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia. Exatamente por isso, nós temos esses gatilhos para endurecimento de medidas restritivas, quando for necessário, mas sempre avançamos, quando é possível. E por isso, na próxima página, nós mostramos a nova atualização, e que é a melhor atua lização que nós já tivemos até o momento. E como vamos refletir aqui exatamente os pontos de alteração que eu tinha dito pra vocês, com isso, em todo o Estado de São Paulo, teremos as regiões na etapa amarela e na fase laranja. Além de ser a melhor classificação, é o momento mais homogêneo do estado que nós já tivemos até agora. Então, estamos avançando para uma fase melhor, mais estável da pandemia, mas, como nosso vice-governador enfatizou aqui, segue o pedido: o estado segue em quarentena e precisamos, mais do que nunca, manter o nosso compromisso com os protocolos, com o uso da máscara, com as medidas de distanciamento e isolamento, principalmente para os grupos de risco. Na próxima página, pra finalizar, nós temos aqui a evolução de todo esse processo. Essa é a 11ª classific ação. Passou tudo muito rápido, foi um período muito intenso, mas aqui nós temos um pouco desse filme, para que possamos relembrar. Nós iniciamos o Plano São Paulo com o anúncio, dia 27 de maio, e ele passou a ser vigente dia 1 de junho. Na primeira classificação, nós tínhamos aqui 8,8% da população em etapa de flexibilização. Houve um avanço da pandemia, sobretudo para o interior. A partir da 4ª atualização, nós tivemos já 35% da população em fases de flexibilização, e a partir de então uma evolução sempre positiva, graças à atuação de todos aqui, respeitando as medidas restritivas daquele momento. E para finalizar, na próxima página, as últimas atualizações, mostrando o resultado desse esforço de todos, ond e nós temos agora o maior percentual da população na fase de flexibilização, que é a fase amarela, com 88,3% da população nessa etapa. Finalizo minha fala com esse pedido: Temos aqui uma oportunidade muito grande de retomada, e com ela vem também o peso da nossa responsabilidade, pra seguirmos fazendo a nossa parte, para que possamos retomar as atividades, principalmente ajudando quem mais precisa, mas sempre lembrando o nosso papel como cidadãos. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. Quero também ouvir o comentário sobre a evolução do nosso interior de São Paulo do nosso Secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, um dia de bons resultados aqui no Estado de São Paulo. O Plano São Paulo avançando, salvando vidas e fazendo aquilo que é necessário para poder ter indicadores melhores ao longo desse período. Nós estamos de olho hoje para uma melhora nos três índices, casos, internações e óbitos, na capital, na Grande São Paulo e, pela primeira vez, também no interior do estado. Nós tivemos, ao longo desse período, uma queda de ca sos da ordem de 51% na capital, na Grande São Paulo 22% e no interior já 13%, que é essa que também se deu nos óbitos, queda de 12% no interior e 24% na capital, seguindo a tendência que nós tivemos ao longo das últimas semanas. É importante ressaltar também o aumento da capacidade hospitalar, dado ao longo de todo esse processo. Essa semana, nós vamos encaminhando mais 133 respiradores, totalizando nesse momento 3.767 respiradores distribuídos em todo o Estado de São Paulo, significando esse grande aumento na capacidade hospitalar, onde já temos 9.568 leitos de UTI aqui no Estado de São Paulo. É importante ressaltar que aquelas regiões que vêm da fase vermelha para a fase laranja, região de Franca e região de Registro, tiveram uma grande atuação aqui do Governo do Estado. Na região de Franca, nós conseguimos co locar os leitos de UTI, seja na Santa Casa, que nós enviamos os respiradores, chegaram no último sábado, e já se tornam realidade, seja com leitos na região, nós tivemos lá na região de Franca uma grande mobilização também dos prefeitos e de toda a sociedade, portanto, cumprimentando a população de Franca nesse momento. Da mesma forma, em Registro, nós tivemos lá, no Vale do Ribeira, há três semanas atrás a região vindo para o vermelho, por conta da ocupação de leitos, e também o Estado agiu, aumentando o número de leitos no Hospital Regional de Registro. Triplicou o número de leitos em Franca e duplicou o número de leitos no Vale do Ribeira, agora com o avanço de fase para a fase laranja de ambas regiões. Aqui na Grande São Paulo também um avanço importante, a regi&ati lde;o Oeste melhorou, teve uma evolução dos seus indicadores ao longo da última semana, com queda no número de casos, queda nas internações, e a região Norte, pela primeira vez atinge a fase amarela, com uma expressiva evolução ao longo desse período, uma queda de 32% no número de casos, 4% nas internações e 33% no número de óbitos. Também as regiões que se mantêm na fase laranja tiveram uma evolução. São José do Rio Preto, que teve uma melhora, como a secretária Patrícia colocou, na sua ocupação de leitos de UTI, essa melhora não superou a taxa abaixo de 75% de ocupação, portanto, não chegou na fase amarela por conta disso, mas saiu dos 79%, que beiravam na última avaliação nossa. Na região de Presidente Prudente, a evolução em torno das internações e sobretudo de óbitos foi o que manteve a região na fase laranja. Os dois destaques, né? Rio Preto ainda com uma ocupação alta, mas melhorando, a gente conseguiu avançar, e na região de Presidente Prudente, um número alto de óbitos, pra gente trabalhar ao longo dessa semana, para que, na próxima atualização, eles possam se juntar às regiões que estão na fase amarela. É importante ressaltar, por fim, a grande adesão das prefeituras no sistema de contatos e rastreamento. Tivemos essa semana uma reunião com grande adesão dos municípios, mais de 500 cidades participando, e a gente registra aqui mais uma vez essa parceria com os municípios do Estado de São Paulo, para que possam aderir ao plano de rastreamento de contatos, e a gente seguir avançando com os indicadores.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi. Agora, para as atualizações na área da Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn, nosso Secretário de Saúde do Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, que nos assiste remotamente, vice-governador Rodrigo Garcia, todos os secretários e todos aqui presentes. Estamos na 34ª semana epidemiológica, na 11ª atualização do Plano São Paulo, e temos boas notícias: 88%, como foi dito, da população do Estado de São Paulo, encontra-se na faixa amarela do plano de flexibilização. Isso é claro que é um reflexo do controle da pandemia do nosso estado, mesmo com a progressão das flexibil izações. Nessas últimas semanas, melhoramos tanto o número de casos, o impacto do sistema de saúde e também óbitos, com o melhor momento da classificação deste plano. Tivemos, como foi dito, os índices tanto de redução de óbitos quanto do número de casos, bem como internação, tanto na capital, na Grande São Paulo e no interior, e indo nessa semana, já progredindo, da 5ª pra 6ª semana consecutiva, com taxas de ocupação nas unidades de terapia intensiva menores do que 60%, tanto no estado, interior e Grande São Paulo. É claro que tivemos, como foi dito pelo secretário Vinholi, algumas posições que ainda não trouxeram ao objetivo maior de faseamento, em algumas regiões. Prosseguimos o Plano São Paulo em todo o estado, sem retroceder, sempre com foco na saúde, sempre co m foco na vida, o que nos permite dizer que o Estado de São Paulo já está saindo do platô da doença no nosso estado. Quero informar ainda que faremos o inquérito sorológico na Educação. Isso ocorrerá para todas as regiões do estado, realizadas nas escolas estaduais, o que vai permitir se avaliar o quanto o vírus circulou ou ainda circula em cada uma das regiões. Mais detalhes nós traremos na coletiva da próxima semana. Destaco aqui que intensificaremos a fiscalização, tanto para o uso de máscaras, para o distanciamento social, os respeitos que devem ser trazidos, as regras sanitárias do Plano São Paulo, em todo o estado. Serão mobilizados mais de 200 fiscais e hoje eu pessoalmente participarei de uma dessas ações, aqui em São Paulo.

Por favor, o primeiro dia positivo. Nós temos hoje número de casos contabilizados, 735.960, com 28.155 óbitos. Como disse, com índices de ocupação em leitos de unidade de terapia intensiva menores que 60%, o estado com 56%, a Grande São Paulo com 54%. Próximo, por favor. Tivemos hoje 5.132 casos e 72 deles tido o seu diagnóstico, estabelecido com o RT-PCR. Próximo. Dentro das projeções, tanto em número de casos, bem como em número de óbitos, estamos absolutamente dentro daqueles modelos matemáticos, mostrando que, tanto para casos... Próximo. Quanto para óbitos estamos mantendo os índices estabelecidos . Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. E agora também pra comentar essa iniciativa de parceria entre a saúde e a educação, o comentário do nosso Secretário da Educação Do Estado de São Paulo, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, boa tarde a todos, é um prazer. Eu vou falar tanto da questão sorológica, que logicamente o Dr. Jean já trouxe, importante a experiência da rede estadual, tanto para os nossos estudantes, quanto para os nossos profissionais, professores, agentes de organização, todos eles estarão participando deste processo e nos trará, assim, uma claridade ainda maior sobre os próximos passos. Então, aliás, queria até registrar e agradecer a toda equipe da saúde, que tem sido grande parceira nesse processo. Eu vou, hoje, só fazer uma retomada, tem muitas coisas aqui que é somente para falarmos e lembrarmos do que a educação já tem, lembrando que todas as nossas premissas são proteger vidas, então, logicamente, a gente viu hoje aqui a evolução do estado, que é muito importante e, logicamente, a premissa da proteção continua sendo central no Plano São Paulo e também na educação, não será diferente. Pode passar. Isso já foi anunciado, apenas para lembrar, a semana que vem a rede estadual terá uma semana de descanso, desplugada, a gente tem visto também o estresse dos nossos profissionais, dos nossos estudantes, das famílias em relação a isso, é importante dar esse espaço também, a tecnologia nos apoia muito, mas ela também pode absorver e virar al go negativo, então nós organizamos a semana do descanso na semana que vem, né, vamos ter conteúdos, mas não serão letivos, serão conteúdos lúdicos, eu mostro um pouquinho no final. Oito de setembro, reforço escolar opcional, lembrando, para as escolas em regiões há mais de 28 dias na fase amarela, e sete de outubro são as datas possíveis previstas, neste momento, para o retorno às aulas, que também terão atividades com limites, respeitando o distanciamento e, logicamente, observando o cumprimento de todas as condicionalidades, de novo proteger vidas é fundamental. Pode passar. Lembrando também o respeito à autonomia dos municípios, aquilo, tanto pra oito de setembro, quanto pra sete de setembro, precisar se cumprir os requisitos estabelecidos na moldura definida pelo Estado de São Paulo, mas também olhando para as ca racterísticas epidemiológicas de cada uma das cidades do nosso estado. Então, a secretaria também olhando pra isso, como temos relação com 641 municípios, vamos também ter uma resolução sobre a adesão das prefeituras, como será, como vamos dialogar com as nossas diretorias de ensino, conversando, como fazem diuturnamente em todos os nossos processos junto com as prefeituras, secretarias de educação e também, logicamente, sempre a área da saúde. Pode passar. Essa resolução nós vamos publicar no dia 24 de agosto, ela é especialmente para regular a rede estadual, mas também falará deste procedimento, que é importante organizarmos junto com as prefeituras. As diretorias, então, serão responsáveis por esse diálogo e teremos logicamente sempre o respeito às circunstâncias loc ais, como temos aqui na cidade de São Paulo, também teremos certamente esse diálogo com os municípios do interior. As prefeituras vão fazendo, logicamente, adesão da possibilidade de avançar ou não de acordo com a sua realidade local. Pode passar. E só fazendo destaque aqui, essa semana, dia 24 a 28 de agosto, e isso, na verdade, é importante inclusive que todos os sistemas que estão trabalhando, sejam privados ou públicos, que estão trabalhando com educação por tecnologia, é preciso olhar para o desgaste que estas metodologias acabam trazendo também, não só aos profissionais, mas aos próprios estudantes, por isso a gente vai ter um desplugamento, não terá atividades para os nossos professores na próxima semana, para os nossos estudantes não será obrigatório na próxima semana, mas a gente vai tá oferecendo oficinas socioemocionais, oficinas de teatro, de desenho, de terrário, inglês com música, atividades pra movimentar o corpo, game, dança, uma série de atividades de conteúdos mais lúdicos para que os nossos jovens possam utilizar, via dentro do centro de mídias, com esse desplugue. E, logicamente, na semana seguinte voltamos com as atividades curriculares obrigatórias, através do centro de mídias. É importante essa hora do intervalo e gostaria de destacar isso. E fico à disposição, governador, para eventuais perguntas. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, nosso secretário Rossieli. Vamos agora às perguntas da nossa coletiva de hoje. A primeira a fazer pergunta é a Daniela Salerno, da TV Record.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Tenho duas perguntas. Primeiro pra área da saúde, a gente comentou aqui, diante desse mapa atualizado, que o estado começa a sair do platô, eu gostaria que, se possível, Dr. Jean explicasse pra gente melhor o que isso, realmente, significa na prática pra todo o estado, a linha começa, né, a linha da curva começa a cair, a taxa de transmissão passa a ser menor, o que isso, realmente, significa, doutor? E pro secretário de educação, gostaria de entender o seguinte, o senhor sempre falou, doutor, que a i deia inicial era que tanto rede municipal, estadual, quanto a rede privada voltassem juntas, justamente pra não haver diferenciação ali na carga pedagógica desses alunos, a partir do momento que as prefeituras têm autonomia, a gente já percebe que isso não vai ser possível de acontecer, não da mesma forma imediatamente, então, eu gostaria de entender como que o senhor pretende equalizar ao máximo essa situação, pensando principalmente nos alunos da rede estadual, algumas cidades podem voltar antes de outras. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vamos ouvir o Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Daniela, obrigado pela pergunta, sair do platô são índices epidemiológicos que são avaliados, tanto em número de casos, número de óbitos e também o número de comprometimento de unidades de terapia intensiva, de leitos de unidade de terapia intensiva. Esses dados são avaliados em conjunto, não de forma isolada, e baseado nisso, nós conseguimos de forma indireta avaliar a circulação do vírus numa determinada região, se nós temos uma diminuição do número de casos, claramente nós teremos também número de óbitos e unidades de terapia intensiva também em decréscimo, mas nós temos que entender que o fato disso estar acontecendo no nosso meio mostra que estamos conseguindo identificar de uma forma muito mais precoce os casos, proceder o isolamento dos contactantes, identificar aqueles vulneráveis pra formas mais graves impedindo a evolução de doença, isso não quer dizer que já vencemos o Covid no nosso meio, nós conseguimos controlar, pra isso nós precisamos realmente ter a vacina disponível, imunizar a nossa população, imunizar os brasileiros, pra que nós possamos, aí sim voltar ao nosso normal. Até então, nós temos ainda um tempo a mais.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boas notícias, mas a prudência é sempre importante, Daniela. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, vamos lá, em relação a voltar junto, a premissa continua a mesma, vamos lá, o oito de setembro era pra recuperação, especialmente pro aluno que estava ficando pra trás, seja por uma desigualdade social, por não ter acesso à internet, por não ter o equipamento, ou porque ele não se adaptou, mesmo dentro da escola privada, você tem desigualdade, o aluno mais adaptado, o menos adaptado, ou, inclusive, pela idade, pela autonomia que ele tem. Então, a premissa co ntinua a mesma, voltarmos juntos, ponto. Uma coisa importante, nós sempre dissemos: Epidemiologicamente não há razão por que eu deixaria voltar a rede privada antes da pública, isso nunca será autorizado, nem pelo estado, imagino que nem pela prefeitura, continuamos com a mesma premissa, agora, se o estado realmente conseguir voltar, todo mundo no amarelo, lembrando, temos condicionalidades, temos que chegar todo o estado no amarelo pra volta em sete de outubro, ainda teremos que acompanhar as condicionalidades, e ainda vamos rever isso durante o mês de setembro, mas se formos voltar em outubro, será autorizado redes públicas e privadas a retornarem, a rede pública de um município poderá dizer: Não, mas aqui eu vou voltar um pouco mais pra frente, por conta da minha estratégica, a privada também pode, aliás, temos escolas que adotarão a continuidade da educa& ccedil;ão à distância pra algumas séries, focando em outras, porque isso é possível, mas a autorização antecipada somente pra uma rede, permanece essa regra, não pode acontecer, sim, a regra é para todos, seja pública, seja ela privada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Agora, vamos para a segunda pergunta, que é da Maria Manso, da TV Cultura.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu tenho três questões hoje, a primeira é pegando o gancho pro Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, mesmo que as aulas voltem em outubro, elas ainda vão acontecer num sistema de rodízio, parte dos alunos tendo que assistir aulas online e a gente sabe que muitos estudantes mais vulneráveis ainda não estão conseguindo acessar as aulas online, existe algum projeto da Secretaria da Educação de entregar tablets com chips de acesso à internet pra esses alunos? Pra sa&uac ute;de, eu queria perguntar o seguinte, o governador João Doria disse hoje de manhã, numa entrevista, que no começo de novembro o primeiro relatório já dos testes da coronavac vai ser entregue à Anvisa e que a partir de dezembro as doses da coronavac já estariam disponíveis pro Ministério da Saúde, é isso mesmo? E, por último, prefeito Bruno Covas, estamos todos aqui com frio, um pouco mais, um pouco menos, a gente acordou com chuva batendo na janelas, e a gente não tem como não pensar nos moradores em situação de rua, o que é que a prefeitura pode fazer pra tirar essas pessoas da rua nesse fim de semana, que promete ser o mais frio do ano? Por favor.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Manso. Eu vou pedir, então, pro prefeito Bruno Covas fazer a resposta e, na sequência, o Rossieli e também o Jean.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: No dia seis de maio nós começamos a operação baixas temperaturas, aqui na cidade de São Paulo, que é acionada todo dia que nós temos temperatura abaixo dos 13 graus, equipes noturnas que vão oferecendo abrigamento, já foram dez mil pessoas abrigadas durante esse período noturno, lembrando que a prefeitura não pode fazer abrigamento compulsório, é preciso convencer as pessoas, além desses dez mil acolhidos durante o período, nós tivemos 800 que negaram abrigamento, são 24 m il vagas que nós temos aqui na cidade de São Paulo pra poder fazer acolhimento só de população em situação de rua, 24.267 vagas na prefeitura de São Paulo, nós temos vagas sobrando, só nessa última madrugada foram 159 pessoas que foram convencidas a fazer isso, a população pode ajudar, pode colaborar, solicitando pelo 156 abrigamento, se passar pela rua, verificar alguém que deseje qualquer tipo de abrigamento. Então, a gente continua com esse serviço e ele é reforçado com equipes noturnas todo dia que as temperaturas abaixam abaixo dos 13 graus.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Agora, nosso secretário Jean pra falar sobre a vacina.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso, obrigado pela pergunta. Importante lembrar que todos os trâmites da fase três da coronavac no nosso meio nos 12 centros que estão sendo utilizados vem acontecendo, vários são os centros que já estão implementando a segunda dose, portanto, todos os prazos que estão sendo considerados estão sendo respeitados, não houveram nenhuma alteração, tanto de prazos, quanto no fornecimento da vacina, nós temos o término desse estudo, a entrega desse estudo j&aacute ; a partir da segunda quinzena de novembro, estão, portanto, dentro dos prazos, nós temos, em paralelo, a própria Agência Nacional de Vigilância acompanhando e orientando os segmentos desses estudos, pra que nós possamos ter uma chancela muito mais rápida, de uma aprovação muito mais rápida da vacina já para o início de dezembro, nós teremos a disponibilização de 45 milhões de doses já em dezembro, pra que seja possível a imunização e, volto a reforçar, de brasileiros, apesar de ser um acordo estabelecido entre o Governo de São Paulo e a empresa chinesa Sinovac, na produção dessa vacina, essa vacina tem como objetivo brasileiros, e seguirá a sua distribuição através do Sistema Único de Saúde nos mesmos moldes que se faz as campanhas de vacinação para a grip e, com grupos prioritários. Aliás, as 80 milhões de doses de vacina de gripe, que são disponibilizadas para a campanha do estado, não apenas o estado, desculpa, mas pra todo o país, são fornecidas também pelo Instituto Butantan.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, o uso, Maria, de tecnologia é uma prioridade, sempre foi uma prioridade do governador João Doria, dentro da educação, é uma diretriz que nós já tínhamos e, logicamente, a pandemia deixou mais clara a importância disso, então, independente do tempo da pandemia ou não, logicamente que a estratégia de educação híbrida, já falei aqui em algumas oportunidades, ela veio para ficar e ela permanecerá na educação. Entã o, nós teremos que dar mais apoio, então a gente tem estratégias que estamos estudando para apoiar especialmente os professores da rede estadual, como que eles poderão ter cada vez mais acesso à tecnologia para apoiar a missão dele, seja agora, na pandemia, seja depois da pandemia também, na escola. Mas também estamos olhando para estratégias, inclusive buscando recursos junto ao Banco Mundial, em outras fontes, pra que a gente possa avançar com a nossa educação híbrida. Então, sim, o Estado, daqui a alguns dias, estaremos com o governador João Doria aqui, apresentando as estratégias da educação do Estado pra isso também.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Vamos agora à próxima pergunta, que é do Fábio Diamante, do SBT.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria fazer três perguntas. Primeiro, pra área da saúde, Dr. Jean, o quanto esse frio preocupa, do ponto de vista da pandemia? O quanto o senhor entende que esse é um período delicado, pensando na disseminação do vírus? Uma segunda pergunta, para o prefeito: Quantos leitos a prefeitura ainda mantém contratados nos hospitais particulares? E queria saber se o senhor tem uma previsão, já que as internações continuam em queda, se o senhor tem uma previsão de quanto tempo ainda a prefeitura vai contratar esses l eitos. E uma terceira pergunta para o secretário Vinholi. Nos dados ali que a gente viu, a região Norte da Grande São Paulo, ela está com todos os índices no verde. O que falta, numa situação dessa, pra que a região passe pra fase verde? Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, sobre a primeira pergunta, eu vou até convidar o Dr. Medina, que essa discussão sobre a chegada do inverno foi muito debatida no Centro de Contingência, e o Dr. Jean sugere então que o Dr. Medina possa fazer essa sua resposta.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado. O frio, ele tem duas preocupações: tem o benefício, que as pessoas saem menos de casa, então vão se agrupar menos, fora de casa, e por outro lado, dentro de casa, elas ficam mais agrupadas. Se tiver alguma pessoa ou algum componente da família que, por alguma razão, está contagiado, a chance de transmissão dentro de casa é maior. No inverno, a chance de... A incidência das doenças infecciosas respiratórias, ela cresce. Nós não sabemos se essa doen& ccedil;a vai ter esse mesmo comportamento, porque é uma doença nova, que nós vamos observar nesse período agora, desse inverno mais intenso dessas próximas semanas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pra complementar, Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: É importante que nós lembremos que, diferente de todos os anos anteriores, nós temos toda a prática de distanciamento social, pedindo pras pessoas ficarem mais em casa, a utilização das máscaras, que, dessa forma, acaba também sendo uma forma de diminuir o impacto de doenças respiratórias. Isso, nós temos visto nas estatísticas de doenças respiratórias, principalmente de gripe, que, nos anos anteriores, trazia cifras muito altas, principalmente para a pop ulação vulnerável, e isso não vem acontecendo com as mesmas cifras do ano, ou melhor, dos anos anteriores, exatamente por esse distanciamento e uso de máscaras, garantindo dessa forma uma menor circulação de vírus respiratórios, dentre eles o próprio Covid-19.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A pedido do prefeito Bruno Covas, Fábio, eu vou convidar o nosso secretário Edson Aparecido pra dar os dados detalhados da saúde aqui do município de São Paulo.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, nós mantemos ainda na Secretaria Municipal de Saúde a contratualização de 154 leitos de instituições privadas, por mais 30 dias. Tomamos essa decisão porque ainda nós estamos num período de flexibilização de vários setores da economia aqui na cidade, então é importante que a gente ainda guarde um tempo esses leitos de UTI, para qualquer eventualidade. Na realidade, é uma contenção, é uma segurança, caso haja qualque r desvio nos números, que têm sido positivos, já quase há 80 dias, mas caso haja algum desvio. Nós, três instituições nós deixamos de contratualizar, que foi a Beneficência Portuguesa, a Amil e o Einstein, mas todas as demais continuam então, com 154 leitos contratualizados. Também, se for possível, governador, complementar alguns dados que o prefeito colocou sobre a questão de moradores de rua: Os nossos 26 consultórios de rua, nós conseguimos, com a ampliação de 19 para 26 consultórios de rua, [ininteligível] prefeito, nós ampliamos a capacidade de atendimento aos moradores de rua na cidade em 28%. E nesse período agora de frio, nós estamos ampliando o horário de permanência dos nossos profissionais, das 21h pras 22h. Temos feito a distribuição de cobertores, de álcool gel, de m&aacut e;scara, de sabonete, de água, de marmitex. Nesse final de semana, além da distribuição de cobertores, nós teremos a distribuição de mantas térmicas e, na última semana, nós tivemos que encaminhar seis moradores de rua para atendimento em prontos-socorros e dois moradores de rua com suspeita de Covid, que nós fizemos isolamento no nosso equipamento, que é o Pelezão, junto com a Secretaria de Assistência Social [ininteligível].

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson. E pra última pergunta ali do Fábio, o secretário Vinholi, pra falar sobre a regionalização.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, essa atualização traz várias boas notícias, seja na capital, registrando aí uma queda de 51% no número de casos, no interior, que tem queda de internações, pela primeira vez, e também aqui na Grande São Paulo, como você bem observou, Fábio, na região Norte, os indicadores todos com expressiva melhora. O que mantinha a região na fase laranja ainda eram as internações, e houve uma queda expressiva. Ela tem que manter esses &iacute ;ndices por mais duas atualizações e, no próximo dia 4 de setembro, se, com 28 dias, esses índices foram mantidos, ela pode vir pra fase verde. Essa é a regra do Plano São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Vamos à pergunta agora do jornalista Willian Kury, da TV Globo, GloboNews.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Enquanto tivermos aumento de casos aqui em São Paulo, ainda com a justificativa da ampliação da testagem, os testes encontravam ainda muitos resultados positivos. Agora, nós temos de fato uma queda da média móvel de novos casos aqui no Estado de São Paulo. Eu queria também entender se os testes ainda estão sendo feitos na mesma quantidade e com mais resultados negativos, ou diminuiu-se a testagem aqui em São Paulo? Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ouvir o Dr. Jean, e depois um comentário da secretária Patrícia.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Willian. Muito pelo contrário, os testes estão acontecendo mais e mais. A gente sempre usou o termo testar, testar e testar. Hoje, nós temos 3.044.000 testes já realizados, tanto no sistema privado quanto no sistema público. Lembrando, o sistema privado com laboratórios parceiros. Isso tem a garantia de nós termos 40 mil testes por dia, o que dá, como o governador havia falado, 86%, ou melhor, 86 testes para cada 100 mil habitantes. Então, isso é algo extremamente importan te. Nós, essa semana, já estamos mandando pra todos os 645 municípios do Estado de São Paulo, mais de 1 milhão de testes, quer dizer, o objetivo é testar. Nós estamos desenhando inquéritos sorológicos, que vão ser feitos no estado, e mais, inquéritos sorológicos que vão ser feitos na educação. Então, o nosso objetivo é testar e, à medida que mais testamos e temos menos casos, isso, pra nós, é um bom sinal. Não estamos detectando tanto o vírus quanto detectávamos no passado. Então, isso é um acalento, é um reforço do controle da pandemia no Estado de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós nunca testamos tanto, chegamos aqui a bater agora 40 mil testes por dia, que é o equivalente a aquele padrão alemão que nos colocamos como meta. O Estado de São Paulo é, com certeza, o estado que mais testa no Brasil, e está se equiparando agora a regiões que estão controlando a pandemia de uma forma efetiva, em termos de meta de testagem também. É o melhor índice de testes por 100 mil habitantes na América Latina, mas não &eac ute; o suficiente, porque além de termos aqui o maior número de testagem, estamos trabalhando também para fazermos o isolamento e monitoramento de contatos. Dr. Jean, secretário Vinholi, descreveram o que está sendo feito aqui, mas esse trabalho, com 500 municípios, agora, que estão mobilizados com as novas tecnologias de monitoramento e isolamento, já foi também mencionado pelas empresas que doaram a tecnologia, que estão trabalhando na Alemanha, no Reino Unido, nos Estados Unidos, como o maior sistema integrado no mundo de testagem, monitoramento e isolamento de contatos. Lembrando que nós temos o SUS no Brasil, e o SUS do Estado de São Paulo é obviamente o maior sistema estadual, e o que está sendo feito agora, com essas novas tecnologias, é levar esse trabalho para o próximo nível, para que possamos ter uma redução ainda mais significativa no patamar, não somente de casos, Will, mas também de internações e principalmente de óbitos. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O que fica claro é que o esforço do Governo de São Paulo continua. O desafio de teste, ele foi colocado desde o primeiro dia da pandemia. Nós criamos a rede de laboratório estadual, criamos a parceria com o setor privado, ampliamos o nível de teste, passamos a fazer não só o teste PCR como também o teste sorológico, e hoje nós temos essa grande capacidade de testagem, e continuaremos testando, porque, lembrando, a epidemia não acabou. Nós vamos conviver com ela ainda pelos próximos m eses, e até a vacina chegar o alerta é total, seja na rede de saúde, seja na estratégia de combate à pandemia em São Paulo. Vamos ouvir agora a próxima pergunta, que é da Sílvia Amorim, do jornal O Globo.

REPÓRTER: Obrigada... Boa tarde a todos. Governador, eu tenho três perguntas hoje. Eu quero direcionar minha primeira pergunta para o prefeito Bruno Covas. Prefeito, eu queria que o senhor confirmasse uma informação de que a Prefeitura de São Paulo decidiu que vai fazer a compra de tablets para alunos do Ensino Fundamental, Médio e EJA, em São Paulo, para tentar reduzir aí o impacto da pandemia no aprendizado. Além de confirmar, eu queria que o senhor então me dissesse se, enfim, essa informação procede, de onde, quais programas, o senhor pretende tirar recurs os, já que estamos no final do ano aí de execução de orçamento, e se esse investimento significa que a prefeitura acredita muito pouco num retorno das aulas presenciais ainda esse ano. Queria encaminhar uma pergunta também para o Dr. Medina. Dr. Medina, na semana, no comecinho dessa semana, a gente conversou um pouco sobre o aumento da média móvel de mortes por Covid aqui no estado. Eu queria saber se essa última atualização confirma essa situação e se o Comitê já tem uma explicação pra isso, principalmente em relação à capital, então por que estamos tendo um aumento da média móvel de mortes por Covid na cidade de São Paulo? E por último, Dr. Jean, é para o senhor, eu vou ser só portadora de uma pergunta. Hoje aqui no Palácio eu fui abordada por um funcionário, fazendo um pedi do. Diante... Ninguém minimiza, enfim, a gravidade da Covid em São Paulo, no estado e no país, mas essa pessoa me perguntava quando é que retornaria o movimento, o atendimento normal na rede de saúde pra outras coisas. Ele tem uma mãe que está esperando, desde o início da Covid, pela colocação de stents, e ele me perguntava quando é que ele vai conseguir ter esse atendimento. É isso.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sílvia. Hoje todo mundo aqui pode pedir música no Fantástico, né? Sempre três perguntas em uma. Mas vamos então pra resposta do nosso prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Sim, a prefeitura confirma que, além do caderno Trilhas da Aprendizagem, que já foi solta a segunda edição, do cartão-alimentação, que hoje já foi enviado para mais de 850 mil alunos da rede municipal, nós também vamos agora investir nos tablets com chips, que serão enviados a 465 mil alunos do Ensino Médio, do Ensino Fundamental e do EJA aqui do município. Na verdade, esses são equipamentos que podem ser utilizados não apenas nesse momento de ensino à distância, mas tamb&e acute;m depois, dentro da sala de aula. Então, não é a questão de não acreditar mais no retorno esse ano, é a questão de utilizar uma ferramenta tecnológica, que pode ser utilizada tanto agora, no ensino à distância, mas depois também no retorno às aulas. A expectativa é que amanhã seja publicada já a consulta da compra dos tablets. São duas compras, a dos tablets e a dos chips, são dois pregões diferenciados, até para que não haja direcionamento em relação a esse pregão, e os recursos são da própria Educação, são recursos que a própria Secretaria de Educação está deixando de gastar neste ano, por conta da pandemia, mas nós temos o limite e o uso mínimo de 31% dos recursos na área educacional. Então, são recursos que deve m ficar na própria Educação, e que agora vão ser utilizados na compra desses 465 mil tablets com chips.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Vamos agora ao Dr. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Silvia, obrigado pela pergunta. Essa oscilação da média móvel, ela tá bastante na dependente da forma como os dados são contabilizados, os dados são contabilizados no dia da notificação e não no dia do desfecho, no dia que ele ocorreu, então, isso varia muito de uma semana pra outra, mas existe uma tendência agora de que a média móvel, ela decresça. O que eu acho que é mais importante destacar é que, hoje, quem olhou os dados da nova reclassifi cação, todas as regiões de São Paulo estão trabalhando com pelo menos 20% do número de leitos de terapia intensiva disponíveis, então, não existe a possibilidade de nenhuma pessoa no Estado de São Paulo deixar de receber o atendimento. E outro dado importante é que não tem mais nenhuma região na fase vermelha, então, todas as pessoas que estão no Estado de São Paulo, elas podem exercer mais atividade do que só aquela atividade essencial, pelo menos um percentual da população pode ter algum nível de lazer ou circular de alguma forma na faixa amarela, na fase amarela e na fase laranja, então isso teve um progresso muito grande nas últimas duas semanas, independente da média móvel.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir também, Silvia, pro secretário de saúde do município falar um pouco sobre a cidade em relação a sua pergunta. Por favor, Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, a média móvel de óbitos nos últimos sete dias aqui na cidade de São Paulo continua acompanhando a curva que nós temos desde o mês de junho, o pico maior nosso, com 120 mortes e 129 mortes num dia foi no dia dois de junho e de lá pra cá, a média móvel, ela tem sido uma média que coloca de forma muito clara a tendência de números, de queda, né, o município faz dois tipos de registro, as mortes nas últimas 24 horas, e depois nós fazemos um outro registro importante, que é a média móvel de quando ocorreu, a data de quando ocorreu o óbito, isso, tanto sob o ponto de vista de articulação e de preparação, de planejamento da saúde na cidade, como sob o ponto de vista de atender o critério do Plano São Paulo, que é a evolução da pandemia, o importante é exatamente a gente acompanhar esta média móvel dos últimos sete dias, efetivamente alocar os óbitos na data da sua ocorrência.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson. Agora o Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Silvia, a tua pergunta é muito importante, porque isso inclusive é uma das preocupações do Governo do Estado de São Paulo, em especial do governador Doria, porque se nós estamos flexibilizando serviços, vamos promover a retomada inclusive da educação, ora, e a saúde? Nós não somos um país de uma doença só, não existe só o Covid, nós precisamos retomar cirurgias, precisamos retomar exames, nós já estamos programando isso, t anto os corujões, vamos retomar os corujões para exames que vão ser realizados, vamos fazer inclusive a possibilidade de ampliar a assistência em relação à agilidade, sempre respeitando as normas de distanciamento sanitária, mas pra trazer as pessoas pra fazerem com muito cuidado, com muita segurança pra trazê-las para os ambulatórios, mas também com a utilização da telemedicina, fazendo com que não só a agilidade possa ser feita, mas como aquelas regras de vigilância sanitária, e garantindo que pessoas, especialmente aquelas mais vulneráveis, por serem portadores de doenças crônicas, possam estar em casa, mas sem que deixem de ser assistidas. Então, esses planos de retomada para a saúde já estão sendo alinhados pra que muito em breve, e digo muito em breve nós já tenhamos esses quesitos estab elecidos para assistência à população pra outras doenças, que não só o Covid.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. Vamos a última pergunta de hoje, que é da Carla Mota, da Rádio Capital.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu tenho duas perguntas, o secretário Rossieli tem manifestado aí uma preocupação muito grande em relação à saúde mental dos alunos nesse período. Diante disso, eu pergunto se a secretaria pretende tomar alguma outra medida, antes da reabertura das escolas, além dessa semana de descanso, que foi detalhada aqui hoje, pra auxiliar esses jovens e essas crianças que estão tendo aí problemas emocionais. Eu tenho também um questionamento na área da saúde, porque muitas pessoas qu e estão testando negativo aí para o Coronavírus, elas acreditam que estão protegidas e decidem por conta própria flexibilizar aí o isolamento, alguns agem não como se tivessem recebido o resultado negativo, e sim como se tivesse tomado a vacina, eu gostaria de ouvir o comentário da área da saúde a respeito desse comportamento. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Secretário Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, Carla. Realmente, a preocupação é muito grande em relação à saúde mental, tanto dos nossos profissionais, quanto dos nossos estudantes, por tudo que acontece, lembrando que isso já era uma preocupação, inclusive antes da própria pandemia, criamos um programa Conviva, que é coordenado pelo nosso secretário executivo, professor Haroldo, que justamente fala do bem-estar dos nossos profissionais e dos nossos estudantes. Nós temos algum as medidas, que nós estamos a cada semana buscando implementar, seja na formação dentro do centro de mídias, seja nas relações dentro das próprias aulas, nós teremos outras medidas específicas que vamos anunciar durante o mês de setembro.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Por favor, Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, muito obrigado. Realmente, você tem razão, algumas pessoas acabam não compreendendo que o fato delas estarem negativas, isso não garante de um dia elas tornarem-se positivas, então, todas as medidas, novamente, de distanciamento social, uso de máscara, higienização das mãos com álcool gel devem ser pleiteadas sempre, as pessoas só estarão devidamente protegidas através ou do fato delas terem tido o Covid-19 ou tomarem a vacina, mesmo que elas já tenham tido Covid, nós sempre, sempre orientamos que mantenham essas regras sanitárias para proteção das pessoas no seu entorno.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Jean. Então, encerradas as perguntas, eu quero agradecer a presença de todos, lembrando a todos que, então, na classificação de hoje, o Estado de São Paulo melhorou na evolução da pandemia, não temos mais nenhuma região no vermelho, pelo contrário, 88% da nossa população está hoje na fase de flexibilização, e essa nova quarentena é renovada até o dia seis de setembro, valendo a classificação das regiões que n&oacute ;s dissemos aqui hoje. Muito obrigado a presença de todos. Um bom final de semana, se cuidem, usem máscara, fiquem bem.