Coletiva - Governo do Estado faz 22ª reclassificação do Plano SP 20211902

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Coletiva - Governo do Estado faz 22ª reclassificação do Plano SP 20211902

Local: Capital - Data: Fevereiro 19/02/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, muito obrigado pela presença. Sexta-feira, 19 de fevereiro, Palácio dos Bandeirantes, vamos a uma nova coletiva de imprensa, hoje com a participação de Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde, e também Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Regiane de Paula, coordenadora-geral do programa estadual de imunização, João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, e Paulo Menezes, coordenador geral do Centro de Contingência do Covid-19.

Começamos com o tema da vacinação e um esclarecimento importante para os jornalistas que aqui estão, a opinião pública, você, que está aí na sua casa nos assistindo ao vivo aqui dessa coletiva, na sede do Governo de São Paulo, e a primeira informação é que o Ministério da Saúde omitiu ontem informações para tentar responsabilizar o Instituto Butantan pelo atraso na entrega de vacinas. O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, fez um pronunciamento em que responsabilizou o Instituto Butantan pelo atraso na entrega de doses da vacina. Não é verdade, e é inacreditável que o Ministério da Saúde queira atribuir ao Butantan a responsabilidade pela sua incompetência, sua ineficiência e a sua incapacidade, que está acarretando a falta de vacinas nas cidades, nos estados e no país. O Instituto Butantan já entregou 9,8 milhões de doses da sua vacina para a imunização de brasileiros, repito: 9,8 milhões de doses de vacinas já foram entregues ao Ministério da Saúde, para imunização de brasileiros. Dez, de cada dez brasileiros, nove estão recebendo a vacina do Butantan. Detalhes esclarecendo a improcedência dessa informação dada por esse secretário executivo do Ministério da Saúde, que de saúde não entende... Pode entender de outra coisa, de saúde, ele não tem competência e nem habilitação para falar. E Dimas Covas, presidente do Butantan, dará os detalhes, com a totalidade das vacinas já entregues ao Ministério da Saúde, as vacinas que serão entregues neste mês de março, até 30 de março, na próxima semana, até 30 de março, e as vacinas que serão entregues de abril a agosto deste ano. Com toda clareza, transparência e verdade, e eu espero que o Ministério da Saúde seja capaz de sustentar posições verdadeiras e autênticas, não aquelas que são do seu interesse.

Vamos também com a Patrícia Ellen anunciar uma nova classificação do Plano São Paulo, a 22ª classificação do Plano São Paulo, Patrícia Ellen e Marco Vinholi, com o Centro de Contingência do Covid-19, vão apresentar esta nova classificação. Na sequência, teremos a atualização dos dados da Covid-19 em São Paulo, com o Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde, e finalizando sobre a vacinação no Estado de São Paulo, tanto na primeira dose quanto na segunda dose da vacina, com a nossa coordenadora-geral do programa estadual de imunização, Dra. Regiane de Paula. Então, vamos já, de forma bastante objetiva, ao primeiro tema, que foi uma informação que foi dita ontem na reunião do Fórum de Governadores, por este secretário do Ministério da Saúde, e que, neste momento, o Governo de São Paulo, através do Instituto Butantan, contesta veementemente. Dimas Covas, desse lado.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Realmente causa espécie esse tipo de afirmação, visto que o Butantan tem mantido com o Ministério um entendimento, ou procura manter um entendimento no mais alto nível, e nós estamos muito comprometidos com a entrega dessas vacinas. Nós temos que dizer que são as únicas vacinas que estão, nesse momento, em território nacional, sendo produzidas. Só pra finalidade de historiar, quer dizer, nós já entregamos 9,8 milhões de doses, 6 milhões em 17 de janeiro, 900 mil em 22 de janeiro, 1,8 milhões em 29 de janeiro, 1,1 milhão em 2 de fevereiro, o que totaliza aí nove vacinas, de cada dez vacinas que estão no Brasil, foram do Butantan. Próximo.

Temos agora já as próximas entregas, a partir do dia 23 de fevereiro, de 23 a 2 de março, vamos entregar mais 3,4 milhões de vacinas. E a partir de 3 de março, nós continuamos a entregar, quer dizer, vamos aí totalizar, até o final de março, que vai estar no próximo slide, mas é importante... Não, o anterior. É importante que esses lotes de vacinas que estão no Brasil nesse momento foram resultado ou são resultado dos insumos recebidos agora em fevereiro. E lembrem-se, houve um atraso na entrega da matéria prima, em janeiro. Nós deveríamos ter recebido essa matéria prima em 6 de janeiro, ou na primeira quinzena de janeiro. Não recebemos, e aí teve aquela discussão, aquela celeuma toda de qual foi a importância aí do relacionamento Brasil-China, que causou possíveis dificuldades na liberação dessa matéria prima. Nós resolvemos com a nossa parceira Sinovac, mas existe pendência com a outra empresa chinesa, em relação às vacinas da Astrazenica, que até o momento ainda não foram disponibilizados em volume apreciável. Próximo.

Essa é a programação então: de 3 a 31 de março, mais 13,9 milhões de vacinas. Próximo. Ou seja, até 31 de março, vamos ter totalizado 27,1 milhões de doses de vacina. Próximo. Em abril, nós já temos a entrega de mais 18,9 milhões, totalizando então o primeiro contrato de 46 milhões de doses. Aqui, nós temos que enfatizar que a entrega de abril ainda depende da chegada de novos lotes de matéria prima, quer dizer, esses lotes estão em andamento na China, mas nós dependemos para poder entregar esse quantitativo até abril. Próximo. Então, até abril, de janeiro até abril, nós vamos totalizar os 46 milhões de doses, que é o objeto, que foi o objeto do primeiro contrato assinado com o Ministério, em 7 de janeiro deste ano. Próximo. E aí, de maio a agosto, um segundo contrato com o Ministério, de 54 milhões de doses, que também dependem da chegada de insumos, quer dizer, esses insumos, nesse momento, estão em produção na China e nós dependemos da chegada para poder cumprir esse cronograma apresentado ao Ministério. Próximo. De janeiro a agosto, então, vamos totalizar 100 milhões de doses, que foram aí o objeto dos dois contratos que eu mencionei. Próximo.

E aqui, governador, vamos colocar a responsabilidade em quem tem responsabilidade. São aqui os ofícios que foram encaminhados ao Ministério da Saúde, ofertando vacinas. Primeiro, em 30 de julho de 2020. Ofertamos, nessa oportunidade, veja bem, 60 milhões de doses de vacinas prontas para entrega ainda em 2020, e 100 milhões para serem entregues em 2021. Não tivemos resposta. Fizemos novos ofícios, no mesmo teor, em agosto, em outubro, em dezembro. Não tivemos resposta. A resposta saiu com a assinatura do contrato, no dia 7 de janeiro, um mês e pouco atrás, foi quando nós assinamos o contrato com o Ministério. Só [ininteligível] de lembrar: o Ministério firmou dois contratos anteriores, no ano passado, um com a Astrazenica, Fiocruz, e outro com a iniciativa Covax. Pagou adiantado para os dois contratos, e até esse momento não recebeu uma única dose de vacinas desses dois contratos. Então, existe aqui uma falta de planejamento? Sim, não só falta de planejamento, existe um descompromisso, porque em julho estavam ofertadas as vacinas, estavam ofertadas as vacinas, 60 milhões ainda em 2020, e nós não tivemos, 100 milhões a partir de janeiro, que agora, apenas agora foi concretizado o contrato. Bom, isso demonstra, eu acho que claramente, quem tem planejamento, quem olha pra a saúde da população e quem não olha. Acho que estão aí os documentos, estão aí os fatos e acho que, em definitivo, o nosso Ministério tem que assumir a sua responsabilidade, e não apresentar cronogramas irreais de vacinação. Foi apresentado que o Brasil terá, esse ano, mais de 400 milhões de doses de vacina. Que vacinas? Vacinas que não existem, que estão no papel ainda. Então, precisa ter muito mais responsabilidade do que isso e jogar os números reais e não a ficção. Nós precisamos olhar a realidade e não o que nós imaginamos que possa ser a realidade. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Quero deixar claro aqui, especialmente aos meus colegas jornalistas, mas também para você, que nos assiste em casa, pela TV Cultura, pela BandNews e pela RecordNews, que nós não estamos politizando esse tema e não queremos politizar esse tema. Nós queremos a verdade sobre este tema. A prioridade para o Brasil, neste momento, são as vacinas, não é a política, é a ciência. E é o que nós estamos fazendo aqui desde o início, desde 26 de fevereiro São Paulo obedece a ciência, respeita a saúde e respeita a vida. Lamentavelmente, a posição do Governo Federal é uma posição negacionista e de profunda incompetência e falta de planejamento em relação à saúde pública, na pior pandemia da história do país. Mais de 245 mil brasileiros perderam as suas vidas, muitos ainda perderão vida. Não é hora de fazer política nem colocar ideologia em parte alguma, principalmente no Ministério da Saúde. Então, quero deixar claro: Nós não estamos politizando este tema, nós estamos esclarecendo, dando informações, trabalhando com transparência, com precisão para orientar a opinião pública e também governadores e prefeitos de todo o país.

Vamos agora falar sobre a reclassificação do Plano São Paulo, com Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Muito além da política, é só olhar os dados e os fatos. No mundo inteiro, os países que estão se sobressaindo na gestão da pandemia estão investindo em vacinas, em planejamento e gestão da pandemia, em ciência e tecnologia, em auxílio emergencial, com microcrédito orientado, e qualificação profissional. O Estado de São Paulo está trabalhando nas quatro frentes. O Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia, e nós estamos atuando também no auxílio a todos os setores mais vulneráveis. Fizemos um aporte recorde de microcrédito orientado, investimos em qualificação profissional, fechamos o ano da pandemia acolhendo mais de 300 mil empreendedores diretamente, também atuando com a população através de qualificação profissional, mas precisamos também do complemento federal, pois há um limite do que pode ser feito, no âmbito estadual também. No Plano São Paulo, nós temos hoje uma reclassificação importante, mostrando que ainda é um momento que requer cautela e atenção da população. Precisamos de solidariedade, de responsabilidade e esforço de todos para seguirmos nessa luta contra o Corona Vírus.

Nós temos hoje essa classificação vigente. Na próxima página, nós vamos ver que estamos num momento de inflexão. Tivemos uma melhora muito significativa nas últimas semanas, e agora o que nós vemos é que duas regiões melhoraram, continuaram melhorando bastante, e tivemos uma piora em duas regiões também. A região de Barretos e a região de Presidente Prudente tiveram uma piora na ocupação de leitos. É importante salientar que a região de Barretos teve impacto em especial da região de Araraquara também. O secretário Marco Vinholi vai trazer detalhes. Nós estamos atuando em todas as frentes.

Ressaltando que nós também enviamos, além de todo o trabalho da saúde, o resultado do compromisso do governador João Doria com a ciência e tecnologia, também está se mostrando fundamental. Enviamos dez respiradores Inspire, da USP, para a região para novos leitos emergenciais. Outros 20 ainda serão enviados essa semana. Respiradores que foram inventados e produzidos durante a pandemia, e que estão salvando vidas não somente no estado de São Paulo, mas em todo o Brasil. Tivemos também duas regiões que apresentaram uma melhora significativa, a região de Franca, é agora já, com indicadores de fase laranja, antes estava no vermelho. E a região de Sorocaba, que estava na fase laranja, e agora apresenta indicadores de fase amarela. Por isso, na próxima página nós temos a atualização da classificação, onde nós destacamos exatamente os pontos que eu descrevi. A região de Presidente Prudente, e a região de Barretos, passando para a fase vermelha, com essa regressão necessária, devido o momento de atenção que nós temos em toda essa região do interior, com destaque em um ponto focal ali de Araraquara e Bauru. E Bauru, enfim, já destacamos o custo do negacionismo, e do descumprimento dos protocolos também. Então é importante a colaboração da população. Por outro lado, reconhecendo o avanço muito importante na região de Franca, que agora passa para a fase laranja. E a região de Sorocaba, que passa para a fase amarela. Na próxima página mais uma atualização importante, através do diálogo constante com os setores, nós vimos que um protocolo foi revisado nesse momento com a devida segurança. Então o consumo de bebida alcoólica em ambientes de restaurantes que antes estava proibida após às 20h, pode ser realizada até às 22h com todos os protocolos, mesas com até seis pessoas, fechamento até 22h, serviço sentado e respeitando a capacidade de 40%. Então esse modelo aqui está sendo revisado para restaurantes, vendas em lojas de conveniência, a permissão então da venda e do consumo até às 22h, na região em fase amarela. E a restrição de consumo de bebida alcoólica continua valendo, nas fases vermelhas e laranjas, porque o funcionamento dos restaurantes ele é permitido somente até às 20h, na fase laranja, e não é permitido na fase vermelha. Essa atualização foi com base no trabalho constante com os setores. Eu finalizo exatamente agradecendo o esforço de todos, nós trouxemos mais crédito, linhas emergenciais, atendemos os pleitos com relação aos serviços. E ouvimos e avaliamos também os protocolos que estão sendo realizados. E, de fato, o consumo sentado nos restaurantes está funcionando com os protocolos adequados, mas lembrando que a função bar depois das 20h continua proibida, e aglomerações e festas ilegais, obviamente, são ilegais, e esse descumprimento de poucos continua custando muito caro para todos os que estão cumprindo os protocolos. Então pedimos novamente o apoio de todos, e vamos continuar comprometidos também com todo o trabalho de apoio econômico para todos os setores que estão sendo impactados pela pandemia no nosso estado. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde, a todos. Quero primeiro cumprimentar a grande sinergia de trabalho entre o governo do estado e os prefeitos, na questão de não dar o ponto facultativo nesses últimos dias de Carnaval, mais de 95% das prefeituras seguiram a recomendação do governo do estado de São Paulo, e esse resultado fundamental se deu em todo o nosso estado. Então saldar os prefeitos na pessoa do prefeito Duarte Nogueira, que está aqui acompanhando essa coletiva. E dizer para vocês que a gente pode observar no computo geral do estado, aquele índice da ocupação de leitos de UTI, a média desses últimos dias em 66,7, com certa estabilidade. Mas na coluna do lado, aquele número de 20,2 leitos de COVID-19 por 100 mil habitantes era muito menor há 30 dias atrás, chegando a 16,8. Portanto, o grande aumento de leitos colocado pelo governo do estado de São Paulo ao longo desse período foi o que garantiu com que nenhuma pessoa ficasse sem atendimento. Mesmo em um momento em que o Governo Federal deixa mais de 3 mil leitos desabilitados aqui no nosso estado. E esse esforço foi também em cada uma das regiões, quando a gente olha ali para Araraquara, aquele 84,7 na ocupação dos leitos de UTI, que coloca a região na fase vermelha, esse número era há dois dias atrás superior a 90. Então tem sido um esforço diário entorno disso. Estive lá essa semana com o doutor Jean Gorinchteyn, sobre orientação do governador João Doria, para que a gente pudesse colocar mais 70 leitos de UTI, 70 leitos de COVID-19 na região, sendo desses leitos, a maior parte de UTI, e também mais 25 também, na região de Araraquara. Isso também gerou um certo impacto na região de Barretos, ali está em 82,2, a ocupação de leitos de UTI na região de Barretos, nós dialogamos com os hospitais e com as prefeituras da região, e dentro disso, mesmo que a gente desconsiderasse oito pacientes que foram transferidos de Araraquara para a região de Barretos, ela não chegaria no índice adequado para ficar na fase laranja. Mas segue aqui o nosso compromisso, assim que colocados esses leitos necessários, para a região ter a segurança na área da saudade, nós vamos avançar a região para a fase laranja imediatamente. Então o trabalho conjunto do governo e das prefeituras da região para atingir isso. Na região de Bauru, nós estamos com 93,2% de ocupação dos leitos de UTI, e ali na coluna do lado, 15,3 leitos/COVID-19 por 100 mil habitantes, esse número há poucos dias atrás era de 11,5. Portanto, nós já aumentamos mais de 70 leitos na região, na terça-feira que vem o hospital de campanha de Jaú entra em funcionamento, também novos leitos no município de Bauru, novos leitos em Botucatu, que vão aumentar essa capacidade hospitalar da região. Mas é fundamental dizer, quando a gente olha na coluna ao lado e a gente vê índices ainda muito altos na contaminação do COVID-19, que a população deve se atentar a isso, e os gestores terem a responsabilidade devida, sobre o momento de recorde de casos que passou a região agora em janeiro. Região de Franca, sobe já com o aumento de leitos que foi colocado, são cinco novos leitos instalados no AME lá de Franca, foi referendado para isso, nós tivemos um aumento importante também na Santa Casa de Franca, chegando a 18 leitos por 100 mil, o que possibilita a região agora de avançar de fase. A região de Marília também dentro ali da taxa adequada para ficar na fase laranja, mas a gente observa um leve crescimento, que a região deve também se adequar a isso e mobilizar a população para que faça o isolamento social. Região de Prudente com uma rápida ocupação de leitos ao longo desses últimos dias, momento de atenção, nós também estamos colocando mais leitos lá na região, mas as lideranças, os gestores da região devem agir com responsabilidade, aumentando o isolamento social nesse momento que a gente passa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Marco Vinholi. Agora vamos com os dados da saúde, principalmente os dados sobre a COVID-19, aqui no estado de São Paulo, com o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na sétima semana epidemiológica do ano de 2021, e continuamos em quarentena. Através do plano São Paulo estamos controlando em grande parte das regiões do estado, a nossa pandemia, porém, algumas das regiões ainda são merecedoras de fases muito mais restritivas, especialmente porque diminuir a circulação de pessoas é também diminuir com elas a circulação do vírus, e diminuir os doentes que vão impactar no sistema de saúde que já está bastante comprometido em grande parte dessas regiões. Nós, ao longo dessas últimas semanas, incrementamos o número de leitos, tanto de enfermaria, quanto de Unidades de Terapia Intensiva em várias regiões do estado. Ofertamos respiradores, aqueles respiradores para UTI, além dos respiradores emergenciais que são utilizados ainda no pronto-socorro, enquanto aqueles pacientes aguardam a sua transferência para as Unidades de Terapia Intensiva. E também fizemos a capacitação de profissionais da saúde, especialmente profissionais médicos, enfermeiras, e também fisioterapeutas, através de tele-UTIs que vem acontecendo em 21 regiões do estado. A tele-UTI é feita pelo instituto do Coração aqui de São Paulo, e ajuda o atendimento mais qualificado em cada uma das regiões. Isso teve um impacto de redução da mortalidade para aqueles pacientes que tiveram a oportunidade de terem sido atendidos com essa medida. Assim sendo, medidas estratégicas do plano São Paulo com incremento e segmento das normas de vigilância e regras sanitárias, além da fiscalização muito mais austera que vem acontecendo no nosso estado, oferta de leitos, respiradores e essa assistência feita através da telemedicina, tem garantido uma melhor qualificação da nossa população, especialmente na preservação da vida. Estamos também vacinando, estamos com mais de 1,900 milhão de doses da vacina, doutora Regiane de Paula estará atualizando os dados com o vacinômetro, com o objetivo sim da preservação da vida e da garantia da assistência qualificada à saúde no nosso estado. Porém, nós temos que estar bastante atentos e pedindo o apoio da nossa população mais do que nunca. Nós estamos com a taxa de ocupação nos leitos de Unidades de Terapia Intensiva em 66,7% no estado, na grande São Paulo, 66%, mas eu quero que vocês atentem a um dado, nós temos na UTI 6.147 mil pessoas internadas nas nossas UTIs. Na nossa série histórica, na nossa pandemia, principalmente na primeira onda, nós tivemos 6.250 mil, foi o máximo que nós atingimos. Só que nós temos uma diferença, a velocidade de instalação da doença, não só a velocidade, como a magnitude do número de casos, faz com que a nossa atenção seja redobrada. Estamos com 1.960.564 milhão de casos, infelizmente, 57.499 mil pessoas perderam as suas vidas. Próximo. Nós tivemos uma queda de número de casos em 14%, mas nós temos que olhar com muita atenção esse dado, porque nós tivemos agora nos quatro últimos dias, que puderam ser considerados por algumas municipalidades, como se tratando de um feriado de Carnaval. Próximo. O número de internações mostrou incremento, ele já vinha em cinco semanas seguidas de queda, voltou a apresentar o incremento em 0,7%. E os números de óbitos com queda, da mesma forma que o número de casos devem ser olhados com atenção, o número de óbitos também pode estar represado, e dessa maneira, não mostrar de uma forma real o que vem acontecendo. Portanto, atenção e vigilância, principalmente da nossa parte, e principalmente cooperação da população e dos municípios em seguir as normas e regras sanitárias. Governador, se o senhor me permitir, pedir para a doutora Regiane atualizar o vacinômetro, por favor.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, secretário. Boa tarde, a todos. Então, o vacinômetro nesse momento, nós temos 1.932.017 milhão de pessoas vacinadas, sendo que 1.585.212 milhão de primeira dose, e 346.805 mil pessoas de segunda dose. A celeridade da vacina está correndo de forma muito intensa em todo o território, e esses dados vem colaborar para que a gente possa continuar vacinando. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Obrigado, Jean Gorinchteyn. Antes de iniciarmos as perguntas, apenas para ficar claro aos meus colegas jornalistas que aqui estão, e os que acompanham virtualmente, que a reclassificação do plano São Paulo, apresentada aqui pela Patrícia Ellen e pelo Marco Vinholi, começa a valer a partir de segunda-feira, 22 de fevereiro. Voltando a repetir, a reclassificação do plano São Paulo, cujo o mapa foi apresentado agora pouco, começa a valer a partir de segunda-feira, 22 de fevereiro. Assim, todos terão a possibilidade de se prepararem, se organizarem com vista à essa reclassificação que foi anunciada agora. E lembro também que outras reclassificações poderão ocorrer na próxima semana, sempre com o objetivo de atender com mais preciso e rapidez, seja para evoluir ou regredir, nós não vamos aguardar dez dias ou a quinzena, faremos isso, sobretudo, em respeito à saúde, à ciência e à vida, o mais rápido possível, seja para avançar, seja para regredir. Esperando que possamos avançar e ter menos casos, menos ocupação de leitos nos hospitais, e obviamente menos óbitos também. Agora nós na coletiva, teremos as perguntas que serão formuladas pelo Wall Street Jornal, pela CNN Brasil, pelo Portal UOL, pela TV Cultura, pelo Jornal O Globo, pela Rádio Jovem Pan, pela Rádio CBN e, finalizando, pela TV Globo e TV Globo News. Vamos começar online com o The Wall Street Jornal, com a sua correspondente no Brasil, Samanta Person, Samanta já está em tela, Samanta, boa tarde, bem-vinda mais uma vez, sua pergunta, por favor.

SAMANTA PERSON, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Ontem o Butantan disse que o desgaste diplomático, causado pelo governo brasileiro em relação à China provocou atrasos no enviado da matéria prima. Pode explicar mais por quê? A China segurou de propósito, foi por retaliação? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Samanta, eu vou dividir a resposta com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que praticamente todos os dias fala com a China, especialmente com o laboratório Sinovac e, circunstancialmente, com o nosso escritório em Xangai, como você sabe, nós temos um escritório de representação comercial e institucional com sede em Xangai desde agosto de 2019. Eu não posso afirmar isso tacitamente, mas eu posso supor que isto tenha influído na posição do governo do China, dada a circunstância de uma diplomacia errática e equivocada que o Brasil adotou em relação ao maior parceiro econômico do nosso país, acusações, críticas, observações, eu diria até deseducações em relação ao embaixador da China em Brasília, isto não contribui pra uma boa relação diplomática do Brasil com a República da China, evidentemente que isso mina e dificulta as relações diplomáticas com o governo chinês, mas mais detalhes especificamente poderão ser oferecidos a você, Samanta, pelo presidente do Instituto Butantan que, repito, diariamente fala com a China, em especial com o laboratório Sinovac. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado. Samanta, vamos lembrar que no dia sete de janeiro é que foi assinado o contrato de fornecimento das vacinas do Butantan, Sinovac para o Ministério, apenas no dia dez de janeiro foi aprovado o uso emergencial da vacina no Brasil, portanto, até dez de janeiro, havia total insegurança por parte, né, dos parceiros chineses, não só a Sinovac, mas, inclusive, do governo chinês, de qual seria o futuro dessa parceria, obviamente que isso teve impacto profundo nas decisões de exportação de matéria prima, se a matéria prima não vai ser utilizada de forma adequada aqui no Brasil, não tem motivo pra que ela chegue rapidamente. Então, essas questões aconteceram, uma vez superadas, uma vez superadas, houve um reposicionamento, e a matéria continuou, agora, né, no seu fluxo normal. Mas, obviamente, que essas indecisões, essas definições tardias por parte do Ministério têm profundo impacto nas relações do Brasil e da China, isso eu acho que é claro pra todos nós.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Dimas, obrigado, Samanta, continue nos acompanhando aqui, muito obrigado pela sua participação. Vamos agora a CNN Brasil, com a jornalista Tainá Falcão. Tainá, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. A minha pergunta vai pro Dr. Dimas também, porque agora acontece a reunião do ministro Pazuello com a frente de prefeitos, e ele fez algumas orientações e até algumas promessas, né, com a justificativa de que haverá maior produção de vacina, muito em breve, já a partir de março, se não me engano, a depender do Butantan, né, que hoje oferta a maior parte das vacinas e quase que totalmente, essas afirmações do ministro se sustentam, Dr. Dimas? Elas poderiam ter sido colocadas dessa forma nessa reunião?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Veja, como... Posso responder, governador? Como eu coloquei na apresentação, né, o cronograma tá definido, quer dizer, a única incerteza é a partir de abril, que a matéria prima ainda não chegou, né, mas até abril o cronograma tá definido, nos quantitativos que eu apresentei aqui nos dias positivos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, Tainá, obrigado pela pergunta, Dimas, obrigado pela resposta. Vamos agora ao Portal UOL, com o jornalista Leonardo Martins. Leonardo, boa tarde, bem-vindo mais uma vez, se quiser subir o microfone um pouquinho pra você. Aí.

LEONARDO MARTINS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, ontem, na live, o presidente Jair Bolsonaro disse que a mãe dele tomou vacina em Eldorado, no interior de São Paulo, teria recebido um cartão do Governo do Estado, com uma vacina da CoronaVac, outra, né, da Oxford, que ela teria tomado a vacina da Oxford, mas depois o enfermeiro, profissional da saúde, rasgou e deu outro cartão pra ela. Eu queria saber se o senhor foi notificado, se isso, realmente, aconteceu, se o Governo de São Paulo tá tomando alguma providência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leonardo, eu vou pedir a Dra. Regiane de Paula, que é a coordenadora de todo programa estadual de imunização, mas considero já um absurdo uma colocação como essa, nós tivemos essa notícia, não foi pelo sistema de saúde do Estado de São Paulo, foi por um portal, o Portal R7 que deu a informação e distribuiu essa informação publicamente, nós não estamos preocupados se as pessoas estão tomando a vacina do Butantan ou a vacina da Astrazeneca, e com todo respeito, não estamos preocupados se os familiares do presidente tomam esta ou aquela vacina, o que nós desejamos é que todos tomem vacinas, e todos estejam protegidos, sejam os familiares do presidente da República, sejam as pessoas e a população do Estado de São Paulo. Isso é que nos preocupa, que todos tenham acesso às vacinas, e que tenhamos mais vacinas, mais detalhes com a Dra. Regiane de Paula.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Leonardo, todas as informações que chegaram até nós foi via imprensa, nós não temos nada formalizado pelo município, nenhuma questão foi levantada por ele, portanto, nós não temos como afirmar que isso seja verdade, como o governador acabou de dizer, o que importa é que é uma senhora de 93 anos, independente de ser ou não a mãe do presidente da República, ela foi vacinada, com qual vacina, eu posso te informar que 2.641 doses de vacinas foram encaminhadas para o município de Eldorado, sendo que 80 delas eram Astrazeneca, o restante a vacina do Butantan. Portanto, o importante para o município e para o VaciVida e para nós do programa estadual e o governo, é que uma senhora de 93 anos foi vacinada, e eu não sei te responder com qual vacina, porque a lei geral de proteção de dados não me permite acessar, todas as informações, eu repito, vieram da imprensa, e nenhuma manifestação do município que quem efetivamente vacina foi feita ou relatado ao governo ao a Secretaria Estadual de Saúde. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. Leo, apenas pra completar, complementar, totalmente desnecessária essa polêmica, é só na cabeça de uma pessoa como o presidente Jair Bolsonaro, o importante é que a mãe dele foi vacinada, assim como todas as outras pessoas com mais de 85 anos, dentro do programa estadual de vacinação do Estado de São Paulo, estão sendo vacinadas, não há razão de dizer esta ou aquela vacina, seria a mesma coisa que estigmatizar uma vacina e a outra não, as vacinas são boas, a Astrazeneca é uma boa vacina, a vacina do Butantan também é uma boa vacina, nós temos que vacinar, essa devia ser a preocupação do presidente da República, vacinar, compreender, ter compaixão, ajudar os brasileiros a salvarem as suas vidas, e não a recomendar Cloroquina, e não a recomendar aglomerações, intimidar quem usa máscara, chamando de maricas, intimidar as pessoas com mais de 60 anos, que ficam em casa, chamando de covardes, ou ter o desprezo pela vida, eu espero que ele siga o exemplo da mãe dele e tome a vacina, seja ela qual for. Maria Manso, Tv Cultura.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. O Ministério da Saúde também anunciou agora de manhã que todos os municípios estão liberados a usar as vacinas que receberam pra uma primeira dose, sem necessidade de guardar estoques pra garantir a segunda dose. Essa informação, se confirmando, muda alguma coisa no esquema de vacinação aqui do estado? A gente pode antecipar a vacinação dos mais idosos?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso, boa colocação, eu antecipo, embora a resposta a essa sua pergunta é da ciência, e será do Dr. Jena Gorinchteyn e da Dra. Regiane, e se tiver comentários do João Gabardo ou do Dr. Paulo Menezes. Mas eu antecipo que evidentemente que sim, se nós pudermos vacinar mais pessoas, dentro de um critério sério e consistente de que isso ajudará a salvar mais vidas, e que a ciência ampare esta decisão, não há nenhuma razão que não permita seguir dentro desta linha. Jean Gorinchteyn e Dra. Regiane.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Vai ser muito importante que se o Ministério de Saúde, através do programa nacional de imunização, assim como a agência nacional de vigilância sanitária, nos oficiar, dando a chancela de que poderemos usar uma dose só e postergarmos a segunda dose, ninguém está dizendo que não será feito uma segunda dose, mas postergar à medida que teremos maior numerário de doses no nosso território, isso ajudaria que nós pudéssemos ampliar, acelerar a vacinação pra todas as faixas etárias, incluindo também aqueles que têm o que nós chamamos de comorbidades, que são pacientes que têm problema no coração, no pulmão, imunossuprimidos, diabéticos, que também são aqueles merecedores do recebimento do imunizante, dessa forma, recebendo esses ofícios de liberação de forma muito satisfatória, nós iniciaremos ou progrediremos de uma forma muito mais célere para outras faixas etárias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO DE SÃO PAULO: É exatamente o que o Dr. Jean acaba de colocar, Maria, veja, se nós recebermos e não for só uma fala dita numa reunião pelo ministro, com todo respeito que eu tenho ao ministro, mas se vier um ofício do Ministério da Saúde e do programa nacional de imunização, e uma liberação da Anvisa, sem dúvida nenhuma, governador, nós iniciaremos imediatamente a liberação dessas doses e iniciaremos, inclusive, e avançaremos em novas faixas etárias, mas nós precisamos de um documento, de um ofício que nos dá essa segurança, sem essa segurança, tudo que foi colocado até hoje não se sustenta em muitas das ações do Ministério da Saúde. Precisamos que o Ministério da Saúde, o programa nacional de imunização se posicione através de um ofício e, sim, se isso acontecer, não tenha dúvida, a partir de amanhã, nós já iniciaremos uma nova estratégia de vacinação, porque o programa estadual de imunização já tinha um outro desenho desde o final do ano pra começo de janeiro, então nós vamos ficar extremamente felizes, desde que todos possam ser vacinados com critério e com agilidade. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Vamos também, Maria Manso, a um comentário do João Gabardo, coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19, como você sabe, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão de Luiz Henrique Mandetta. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, essa posição do ministro Pazuello, eu julgo absolutamente correta, é a posição que eu venho defendendo já há bastante tempo, sei que é uma questão bastante delicada, não existe unanimidade, não existe unanimidade nem mesmo internamente na nossa equipe, mas eu defendo a tese de que nós devemos vacinar mais rapidamente todas as pessoas com mais de 60 anos de idade, e julgo que o risco de atrasar algumas semanas a segunda dose é muito mais prejudicial do que nós ficarmos com as vacinas guardadas e as pessoas morrendo por Covid, então, eu julgo essa decisão absolutamente correta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Paulo Menezes, quer fazer algum comentário?

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Sim, eu só gostaria de acrescentar o impacto da ampliação da cobertura vacinal pras faixas etárias mais novas, dentro dos idosos, né, hoje, se nós conseguirmos vacinar até 75 anos, nós vamos ter uma redução, em óbitos, que pode chegar até 40%, e se conseguirmos vacinar todos até 60 anos, nós vamos ter uma redução em internações e UTI, que se segue a vacinação, que pode chegar a até 50% do que nós temos hoje, então, realmente, o centro de contingência recebe com muita satisfação essa notícia e espera, como a Dra. Regiane colocou, que seja formalizada, pra que nós possamos dar prosseguimento a ampliação essa cobertura vacinal para os idosos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Gabardo. Maria Manso, muito obrigado. Vamos agora ao Jornal O Globo, jornalista Gustavo Schimidt, e na sequência Carolina Abelin, da Rádio Jovem Pan, Vitória Bel, da CBN, Daniela Geminiani da TV Globo, Globo News. Então, Gustavo Schimidt, boa tarde, bem-vindo, sua pergunta, por favor.

GUSTAVO SCHIMIDT, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, governador, o presidente do seu partido, Bruno Araújo, recém reconduzido ao cargo por mais um ano, disse à Folha nessa semana que o assunto Aécio Neves está encerrado dentro do partido, queria saber como é que o senhor reage diante dessa posição do partido, e se o senhor vai rever ou recuar na sua posição em relação ao Aécio?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gustavo, nós procuramos sempre observar, nessas coletivas de imprensa, a atenção à saúde. Mas, em respeito a você e, evidentemente, ao veículo que você representa, o Jornal Globo, eu vou responder. Mas sempre, aqui, eu quero até pedir licença aos jornalistas, para que possamos manter o foco nos temas da saúde. Isso é o que mais interessa e é o mais importante para a população nesse momento, assim como os temas econômicos, geração de emprego, geração de renda e proteção social. Mas repito, em respeito a você, como bom jornalista que é, e ao veículo que você representa... Esse é um assunto encerrado pra mim. Minha posição é bastante clara em relação a este tema, eu já expressei isso publicamente. Agora, é um tema do partido, não é mais um tema meu, ok?

Vamos agora a Carolina [ininteligível], da Rádio Jovem Pan. Carolina, estou enganado ou é a primeira vez que você participa aqui da coletiva?

REPÓRTER: Das antigas, na outra sala eu já participei, por outro veículo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Você já participou? Então tá bom. Então, bem-vinda mais uma vez, há tempo que não lhe via então, desculpe.

REPÓRTER: Obrigada. Boa tarde, governador e secretários.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde.

REPÓRTER: Ontem à noite, o Ministério da Saúde, acho que seria mais pro Dr. Dimas, anunciou 30 milhões de doses extras, além das 100 milhões, que o senhor bem explicitou aqui nos dois contratos. É de fato isso? É só intenção? A gente já pode programar prazos e aí fechamos num final de 130 milhões, ou ainda não? Obrigada.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Carolina, nós recebemos, de fato, um ofício, no final do dia de ontem, e estamos avaliando, juntamente com o governador, como vamos responder. Sim, recebemos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Dimas. Carolina, obrigado, mais uma vez, bem-vinda. Vamos agora para Vitória Abel, da Rádio CBN, e na sequência a Daniela Gemniani, da TV Globo e TV GloboNews. Vitória, boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, eu vou perguntar pro Dr. Dimas Covas. Esses detalhes do questionamento do Ministério da Saúde, com relação aos 30% das doses, que seria a quantidade de fevereiro, queria entender se, realmente, estava previsto antes para a entrega em fevereiro 9,3 milhões de doses? Esse valor diminuiu para 3,7 milhões, se eu não fiz a conta errada, então, de certa forma, o Ministério está certo nessa diminuição. Mas, pelo que eu entendi, o senhor disse que esse atraso se deu, lá por conta das negociações, que o Ministério da Saúde não deu uma posição correta. É isso mesmo? Obrigada.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Vitória, esse volume que foi mencionado era o volume previsto em contrato, e foi assinado no dia 7 de janeiro. Portanto, antes dos atrasos da vinda da matéria prima. Após esse atraso, foi dito várias vezes ao Ministério que haveria atraso no cronograma. Obviamente que haveria atraso no cronograma, porque não havia matéria prima disponível. E a todo momento, nós atualizamos o Ministério em relação a esses volumes. Esse quantitativo de fevereiro, em princípio, é até o dia 28, tá certo? Então, até o dia 28, vai ser possível a entrega dos 2.8 milhões, mas continua, no primeiro dia de março, no segundo, no terceiro, no quarto, e pretendemos que essa entrega agora prossiga até nós concluirmos toda a matéria prima que veio da China, essa é a programação. Esse detalhe de ser fevereiro é um detalhe do contrato, que não tem muita relação com o que acontece na prática.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Vitória, apenas um complemento, não só à sua pergunta, mas também de maneira geral. Volto a repetir aqui o que tenho dito praticamente nos últimos três meses: precisamos de mais vacinas. O Brasil precisa de mais vacinas e o Ministério da Saúde precisa oferecer uma resposta concreta, verdadeira e definitiva sobre mais vacinas, não apenas a vacina do Butantan, sobre a qual nós temos responsabilidade e ação direta, mas também da Astrazenica, da Sputnik, da vacina da Pfizer, da Moderna, de outras vacinas, que possam, por aprovação internacional ou aprovação e homologação aqui pela Anvisa, serem disponibilizadas à população brasileira. Só com mais vacinas poderemos imunizar mais brasileiros, salvando vidas e salvando a economia.

Vamos agora à última pergunta, que é da Daniela Gemniani, da TV Globo, GloboNews. Daniela, mais uma vez, bem-vinda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Acho que vai acabar sendo mais com o Dr. Dimas mesmo. Queria falar sobre a exclusividade do contrato de 100 milhões de doses com o Ministério da Saúde. E, no paralelo, há uma negociação do Governo do Estado com 20 milhões de doses para o Estado de São Paulo. Pode haver algum tipo de entrave nessas 20 milhões de doses para o Estado de São Paulo? O cronograma para as 100 milhões de doses primeiro para o Ministério da Saúde, vem antes desses 20 milhões de doses para o estado? Queria entender um pouco melhor, obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Os 100 milhões de doses já estavam combinados com os chineses, como eu mostrei, desde julho do ano passado, nós ofertamos 100 milhões de doses. Então, a decisão tardia para complementar os 100 milhões foi do Ministério. Então, esse compromisso está mantido, adicionalmente às doses que São Paulo está planejando, é após a entrega dessas 100 milhões de doses.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então está, eu acho que bem claro, Daniela, essa posição. Quero ratificar, nós vamos cumprir integralmente o compromisso com o Ministério da Saúde, com a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan, e já anunciamos isto essa semana. Faremos a entrega até 30 de agosto, antecipamos em um mês. E, a partir de setembro, nós, o Governo do Estado de São Paulo, está comprando mais 20 milhões de doses, ao nosso custo, sob nossa responsabilidade, para a imunização dos brasileiros de São Paulo, se faltarem vacinas. Repito: precisamos de mais vacinas, outras vacinas, além da vacina do Butantan. Por cautela e por planejamento, por previdência e respeito à vida dos brasileiros de São Paulo, determinei ao Instituto Butantan a compra de mais 20 milhões de doses da vacina do Butantan para a chegada em setembro. Se necessário for, imunizaremos os brasileiros que ainda não forem imunizados, por falta de vacina, circunstancialmente, fornecida pelo Ministério da Saúde. Não desejamos que isso aconteça, esperamos que tenhamos vacinas suficientes para atender São Paulo e todos os demais estados do país, e o Distrito Federal. Mas aqui, nós não vamos esperar chegar uma situação dramática para então pensar em soluções, preferimos pensar antes, agir antes, para proteger vidas.

Quero aproveitar para desejar a todos um bom final de semana. Voltaremos na próxima segunda-feira, no mesmo horário, às 12h45, em coletiva de imprensa. Você, que está nos assistindo ao vivo nesse momento, pela TV Cultura e pela Record News, por favor, não saia de casa ou do seu ambiente de trabalho, ou mesmo se você for para uma atividade de lazer, sem usar a sua máscara. Lave as mãos, use álcool em gel, faça o distanciamento de 1,5 metros em relação a outras pessoas. Por favor, não aceite convite para participar de aglomerações, de festas, de eventos. Isso vai proteger a sua vida e a vida da sua família. Você, que está em casa também, bom final de semana.