Coletiva - Governo do Estado recoloca Vale do Ribeira na fase vermelha do Plano SP 20203107

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Coletiva - Governo do Estado recoloca Vale do Ribeira na fase vermelha do Plano SP 20203107

Local: Capital - Data: Julho 31/07/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: ...as nossas decisões na ciência e não em ideologias, partidarismos, vontades pessoais ou dissidências políticas, isso não ajuda o Brasil, não ajuda a população do país. Torço para que a vacina inglesa, a vacina de Oxford também seja aprovada na sua terceira fase de testes e possa ser utilizada aqui no Bra sil assim como em outros países, para salvar vidas. Assim como a Coronovac, a vacina produzida pelo Instituto Butantan [interrupção de áudio] vidas, neste caso, para salvar vidas. Nós estamos, como todos sabem, na terceira fase, terceira e última fase da vacina com 9 mil voluntários, médicos e paramédicos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Para salvar as pessoas, retomar a economia e voltarmos ao normal o governo do estado de São Paulo rejeita preconceitos ideológicos e mais uma vez pautamos as nossas ações por aquilo que a ciência e a medicina determinam. Aqui preferimos investir e termos uma vacina a não ter nenhuma e São Paulo vai compartilhar a vacina com o Brasil e não segregar. E finalmente, quere dizer que para nós, vidas de brasileiros importam. Feitas essas consideraç& otilde;es iniciais, duas informações na coletiva de hoje. A primeiro, a reclassificação da fase do Plano São Paulo, a nona reclassificação. Hoje faremos essa atualização do mapa do Plano São Paulo que vocês verão daqui a pouco, com a mudança especificamente na região do Vale do Ribeira da fase amarela para a fase vermelha, que é a fase que tem mais restrições. Durante esta semana nós já vínhamos alertando que esta era uma possibilidade, aliás, falamos sobre isso aqui na última quarta-feira ao conversar com os jornalistas presencialmente, virtualmente e também com os que nos assistem nesse momento ao vivo pela televisão. Mais ao lado dessa medida, e essa foi a razão entre outras da ida do secretário Jean Gorenstein, do Marco Vignoli e do Dr. Dimas Covas ao Vale do Ribeira foram iniciativas para mel horar a condição de saúde e de atendimento nessa região. Dez novos leitos de UTI já foram destinados ao Vale do Ribeira assim como equipamentos e outras necessidades demandadas pela saúde das cidades do Vale, especificamente em Registro. E volto a mencionar, nenhum brasileiro em São Paulo ficará sem atendimento, não ficou, não fica e não ficará. Vale mencionar também o que já foi dito aqui várias vezes pela Patrícia Ellen que o Plano São Paulo foi feito para avançar sempre que possível, mas retroceder sempre que necessário. Aqui a prioridade é salvar vidas. Segunda informação e uma boa notícia, a reabertura da ciclovia da Marginal pinheiros. A partir da próximo segunda-feira, dia 3 de agosto, os ciclistas e os que gostam de manejar e pedalar as suas bicicletas terão de volta a ciclovia da Margina l Pinheiros totalmente modernizada. Ela será utilizada tanto para a mobilidade, para os que vão e retornam do trabalho, como para aqueles que fazem o treinamento ou utilizam a ciclovia para o seu lazer. Toda a pista, são 22 quilômetros, passou por uma completa reforma, a recuperação, a revitalização do asfalto, da sinalização. Foram instaladas câmeras de segurança em toda a extensão, agora também, seguranças presenciais estarão nessa ciclovia durante todo o seu período de funcionamento, de segunda à domingo. Foram retiradas ali 50 toneladas de lixo e foi feita uma completa revitalização no paisagismo da ciclovia ao longo dos seus 22 quilômetros. E na estação Vila Olímpia da CPTM foi instalado também uma estação especial de apoio aos ciclistas, com todas as instalações tamb&eacut e;m de banheiro masculino, feminino e também um banheiro adaptado para as pessoas com deficiência. Foram reformados também os dois banheiros ao longo da ciclovia. E um outro ponto importante, foi facilitado acessibilidade para ciclistas adaptados, pessoas que usam a bicicleta mais têm deficiências e agora a disponibilidade dos equipamentos de acessibilidade é completa na ciclovia. E todo esse processo de modernização foi realizado sem investimento público, durante 36 meses foi formado um contrato, foi firmado um contrato com o Banco Santander e com a Sabesp que patrocinam, patrocinaram a reforma da ciclovia e patrocinarão a sua manutenção e a sua operacionalidade garantindo eficiência, limpeza, manutenção, câmeras, segurança e, em breve, iluminação. E a partir da iluminação ela poderá ser utilizada, a ciclovia, também par a percursos noturnos. Temos uma terceira informação que é no Metrô de São Paulo, o maior metropolitano da América do Sul aqui em São Paulo, a partir da próximo segunda-feira os agentes de segurança do Metrô de São Paulo passarão a utilizar também as câmeras acopladas aos uniformes, ao bodycams. O programa será implantado, inicialmente, em oito estações do Metrô, em 350 seguranças, da mesma maneira que fizemos com a Polícia Militar do estado de São Paulo, aqui também os seguranças do Metrô estarão utilizando 350 câmeras acopladas ao seu corpo. E até 30 de outubro serão 1.200 profissionais de segurança do Metrô com a câmera corporal acoplada. As câmeras vão aumentar a transparência nas ações da segurança do Metrô, melhor a qua lidade da segurança para os usuários e garantir bem-estar a todos que frequentam e utilizam o Metrô para trabalhar e para se deslocar. Sobre os temas que aqui comentamos nós vamos começar com o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorenstein. Jean.

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde autoridades, boa tarde a todos aqui presentes. O estado de São Paulo corresponde a 20% do total de casos do Coronavírus do Brasil, daqueles 2.610.000 casos. O platô de internação no estado de São Paulo se manteve estabilizado nessa 31ª semana epidemiológica e já vem esboçando, de uma forma muito satisfatória, queda também no número de óbitos. Como outras boas notícias, tivemos a menor taxa de internação e óbit o dos últimos três meses no município de São Paulo, sendo essas cifras mantidas por duas semanas, ou seja, mostrando uma... condição de controle da doença no município. A região metropolitana que merecia a nossa atenção já também vem apresentando uma queda leve em relação ao município de São Paulo, mas ela apresenta-se também em queda. No estado de São Paulo nós temos 83 municípios que estabilizaram ou diminuíram o número de internações, 38% dos municípios estabilizaram ou diminuíram seu número de casos e, muito importante, 895 do município do estado de São Paulo tiveram queda ou estabilização do número de óbitos. Aumentamos, isso é muito importante, em 30% em uma semana, a realização do RT-PCR que é aquele da dete cção do vírus nas secreções do nariz e da garganta, mas na rede estadual, fora aquilo que é e vem sendo realizada pela rede privada e pelos laboratórios de apoio. Portanto, mais testes nos permite identificar esses pacientes, promover o isolamento destes, bem como daqueles contactantes, seus familiares, o seu meio e vínculo social. Com isso conseguimos impactar na diminuição da internação e óbitos não apenas do município De São Paulo mais em todo o estado de São Paulo. Vale a pena também salientar que a reclassificação do Vale do Ribeira retornando a essa fase 1, foi uma medida de segurança já prevista e discutida no Plano São Paulo frente ao aumento do número de casos e a ocupação dos leitos das unidades de terapia intensiva. Prontamente, não só a pedido do governador em conjunto c om o secretário Vignoli, nós estivemos localmente ali, entendemos que a estrutura hospitalar é extremamente bem qualificada, bem posicionada, merecedora de dez novos leitos, dois deles já em utilização, os próximos nos próximos dias, mas, mesmo assim, nós conseguimos assistir aos doentes daquela região sem nenhum prejuízo. Hoje, nos dados de hoje, São Paulo contabiliza 542 mil casos, 22.997 óbitos, com uma taxa de ocupação, ressalto que a taxa de ocupação vem se mantendo estabilizada em 64% nas UTIs, na Grande São Paulo 62%, mostrando que nós mantivemos as internações nessas unidades. [Próximo]. Desses 13.298, 56% deles tiveram, portanto, diagnóstico estabelecido pela detecção do próprio vírus. [Próximo]. Tivemos, no estado de São Paulo, uma elevação no n&uacute ;mero de caos, mas é importante, vocês vão ver o comparativo dos próximos slides que apesar de elevarmos os números de casos impactamos menos, muito menos em mortes e internação. Isso se deve a testagem, se eu não testo, eu acho que eu não tenho caso e digo: olha, diminuímos até. Não é esse o objetivo, a testagem faz parte do Plano São Paulo. Nós estávamos fazendo 26 mil testes por mês, chegamos a 576 mil testes totalizando 1.788.000 testes no nosso estado. Quer dizer, é o único estado que testa com a quantidade e qualidade a que se propôs. [Próximo, por gentileza]. As novas internações manteve-se estabilizadas em todo o estado de São Paulo. [Próximo, por favor]. O estado de São Paulo em termos de óbito já, como disse, mostrou e vem mostrando um descenso gradual, mas já expressi vo. [Próximo]. O município de São Paulo, o número de casos houve um incremento, novamente insisto, também de uma política muito bem estabelecida com a Secretaria Municipal de Saúde através do seu secretário Edson Aparecido e também do próprio prefeito Bruno Covas, que estimula a testagem como forma de controle dessa pandemia. [Próximo]. Novas internações no município de São Paulo em queda realmente significativa. [Próximo]. O número de óbitos também no município de São Paulo em queda. E dentro daquelas projeções da semana epidemiológica no fim de julho, nós estamos dentro daquelas projeções estabelecidas para o número de casos. [Próximo]. Bem como para o número de óbitos. [Próximo, por gentileza]. Enfim, era isso que eu tinha a participar a todos.< /span>

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Jean. Vamos agora a Patrícia Ellen sobre a nova classificação no Vale do Ribeira, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia com comentários também do Marco Vinholi e do Dr. Paulo Menezes. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador, nós vimos agora, nos números do Dr. Jean a importância da testagem, né, nos últimos dias nos perguntaram porque os casos estão aumentando, né, e nós todos aprendemos aqui, desde o início da pandemia, que mais de 80% dos casos são assintomáticos ou sintomáticos leves, nas últimas semanas houve uma mudança muito importante de protocolo, não somente pra aumentar a testagem, mas pra passar a testar sintomáticos le ves, isso é importantíssimo, e eu falando como cidadã aqui, acredito que todos nós precisamos saber onde os casos estão, nós estamos no platô, e a única forma de sair dele é saber onde as pessoas que estão com coronavírus estão, pra que elas possam ser isoladas, e pras pessoas, que tiveram contato com elas, também sejam isoladas. Então, nós queremos ver aqui o retrato que nós vimos no município de São Paulo, aumento de testagem, aumento de casos confirmados, é diferente de aumento de casos, é a gente saber onde as pessoas que estão contaminadas estão, pra que a gente possa ter essa redução de internações e essa redução de óbitos pra salvarmos mais vidas, esse compromisso com a verdade, com a transparência e com a ciência, e o esforço de todos nós &eac ute; que vai fazer com que a gente saia dessa pandemia juntos e salvando o máximo de vidas que nós pudermos, e lembrando disso, com esse compromisso que o governador colocou, nós, sim, retrocedemos quando é necessário, e é isso que nós estamos fazendo hoje com a região do Vale do Ribeira, que é a que está inspirando mais cuidados, infelizmente, nessa semana, nós estamos atuando pra proteger mais vidas. Então, esse era o mapa que nós tínhamos vigente, na próxima página nós temos os indicadores já com a nova recalibragem que foi realizada, lembrando que o panorama geral que nós temos é muito positivo no estado, né, o Dr. Jean já mencionou a estabilidade de internações, de óbitos, continuamos, inclusive, apresentando uma redução na média, no estado como um todo, houve uma reduç& atilde;o de internações de 1% na média móvel dos últimos sete dias, e na redução de óbitos de 2% em todo estado, no município de São Paulo, como já foi dito, a redução foi muito mais expressiva, 4% em internações, 27% a redução em número de óbitos, apesar, sim, desse crescimento na identificação dos casos, nosso objetivo é reduzir subnotificação, nós precisamos saber onde as pessoas estão, isolar, proteger, pra reduzirmos a contaminação por coronavírus em todo estado, e por isso que estamos atuando na região do Vale do Ribeiro que, como vocês podem ver, os números nessa região foram muito diferentes, nós atingimos quase 85% de ocupação de leitos, na região, também tivemos um aumento muito grande de internaç& otilde;es e de óbitos, e é por isso que na próxima página, nessa nova atualização, a região do Vale do Ribeira retrocede pra fase vermelha, no mapa atualizado essa é a nossa única modificação, e termino com a frase do governador João Doria, o Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia, nós sempre vamos avançar quando for possível, mas também vamos sempre retroceder quando for necessário. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Patrícia, obrigado. Vamos agora com Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Seguindo aqui, falando sobre o Vale do Ribeira, saudar a mobilização imediata já dos prefeitos, do Codivar, o Consórcio dos Prefeitos do Vale do Ribeira e Litoral Sul, e também do Com Saúde, eles todos mobilizados, já, a partir de agora, em aumentar esse isolamento social, e o governo também, além da colocação de mais leitos de UTI, além da mobilização pelo isolamento social, uma ação social, feita de forma mu ito contundente do Governo do Estado, a primeira dama Bia Doria esteve lá essa semana, e essa ação vai se estender, com toda a equipe, o time do Governo do Estado, secretário Paulo Dimas, secretária Célia Parnes, e também o Instituto Butantan, que vão, ao longo desse período, testar todas as comunidades quilombola e indígenas lá do Vale do Ribeira, onde tem uma concentração muito grande, mas também de todo o Estado de São Paulo. Mas temos também notícias de avanço, né, eu trago aqui sempre as notícias de letalidade no Estado de São Paulo, caímos mais um pontinho, então, 4.3% de letalidade no Estado de São Paulo, melhor índice da série histórica novamente, né, a gente tinha em abril índices próximos de 8%, nós estamos caindo pra 4.3%, portanto, quase a metade do que era antes, uma evolução importante em capacidade hospitalar, qualidade de saúde e também testagem no Estado de São Paulo. A ocupação também, da última sexta-feira, para essa sexta-feira, caiu na média geral do estado, era 66%, e hoje em 64%, portanto, vem caindo a taxa de ocupação total aqui do Estado de São Paulo, com a melhora significativa em regiões também que hoje ainda se encontram na fase vermelha, mas que demonstram evolução, Franca, Ribeirão Preto e Piracicaba, que já tem uma melhora muito efetiva estabelecida ao longo do último período, nós hoje temos em 640 cidades do Estado de São Paulo, comprovando a interiorização aqui do coronavírus em nosso estado, e além disso, os números que a gente vem passando sobre essa interiorização se tornam cada vez de form a mais aguda, tanto pela redução na capital, quanto pela redução também na grande São Paulo, portanto, nos últimos sete dias nós tivemos 57.88% dos casos no interior do estado, enquanto que 42,11% na capital e região metropolitana juntos nesse período, portanto, pela primeira vez, nós temos mais casos no interior que a capital e a região metropolitana em conjunto, da mesma forma em óbitos, 59.86% no interior, e 40.14% na grande São Paulo e capital em conjunto, portanto, interior segue com a interiorização do Covid-19, e as taxas aqui continuam melhorando, na capital e na grande São Paulo, assim como na média geral do estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Vinholi. Vamos agora a Paulo Menezes, nosso coordenador do comitê de saúde. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Eu quero fazer um comentário em relação a testagem e ao processo de vigilância e saúde de onde a testagem está inserida, não só nós estamos aumentando significativamente a testagem pra poder identificar as pessoas infectadas pelo coronavírus, como nós estamos trabalhando intensamente, desde o início, na vigilância e saúde, que envolvem profissionais da Secretaria de Saúde e dos municípios, da vigi lância e da atenção primária, é um exército de mais de 7.500 pessoas, que têm trabalhado incessantemente na identificação e isolamento dos casos suspeitos, casos confirmados e seus contatos, e nós estamos trabalhando agora no fortalecimento desse trabalho, porque a testagem só tem sentido se ela está dentro dessa estratégia de isolamento das pessoas infectadas, acompanhamento das pessoas que tiveram contato com as pessoas infectadas, pra gente poder, realmente, impedir a transmissão do vírus e, finalmente, chegar na situação de ter um declínio claro e progressivo do número de casos, internações e óbitos em todo Estado de São Paulo, a gente já tem essa ação bastante intensa, mas com novas ações, com apoio tecnológico, apoio de protocolos e de pessoal, nós vamos intensific ar, nas próximas semanas, as ações de vigilância e saúde, em relação ao coronavírus. Teremos uma reunião hoje, inclusive, com o conselho municipalista, pra poder reforçar a adesão dos municípios pra esse reforço das ações de vigilância, de forma que nós, realmente, estamos muito confiantes no progresso do enfrentamento bem sucedido da pandemia, são esses meus comentários hoje, muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Vamos agora no tema do metrô, das body cams, das câmeras corporais, e também da ciclovia do Rio Pinheiros, com Alexandre Baldy, secretário de transportes metropolitanos. Baldy.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO DE TRANSPORTES METROPOLITANOS DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, senhores e senhoras, realmente, uma grande expectativa por parte da população da cidade de São Paulo a reabertura da ciclovia, a ciclofaixa do Rio Pinheiros da CPTM, desde que nós fizemos essa concessão, a CPTM promoverá uma economia nesse período de contrato de 36 meses, de aproximadamente cinco milhões e meio de reais, os quais iremos investir naquilo que é o nosso, a nossa diretriz, o transporte de passageiros, hoje a expectativa dos trabalhadores e trabalhadoras, que s ão a expressiva maioria dos utilizadores da ciclovia, são quase 70% do total, é realmente grande pra que eles possam usar aquela ciclovia como meio de transporte na micro mobilidade, então, fizemos esse chamamento público, os investimentos, eles são superiores a seis milhões de reais, dentro de todo esse período, já foram investidos até o presente momento 2.2 milhões, com a expectativa de mais 1.2 milhão de ciclistas que serão atendidos durante também todo esse período em quase 22 quilômetros de extensão e sete acessos para a ciclovia. Essas ações, que já realizamos, a instalação de totens e retiradas de lombadas, a retirada de lombadas era, realmente, uma demanda de ciclistas e de pessoas portadoras de deficiência, para que houvesse acessibilidade efetiva para a utilização, novo asfalto, principalmente n os acessos para evitar os acidentes, para que a segurança seja também um ponto que é bastante privilegiada em cada um dos acessos, reparo nos locais que estavam danificados, a pintura dos bicicletários, a guarita de segurança no acesso que refere ao Parque do Povo, aquela passarela, além de pintura e manutenção em todos os pontos de apoio, e a manutenção no corte de grama, de poda e de toda ela, que foram mais de 50 toneladas de lixo que estão ou que já foram retirados. Então, esses são alguns dos objetos que estão já instalados, containers com chuveiros, vestiários e armários, com produtos, inclusive, para que todos os usuários, os cidadãos possam lá fazer a sua utilização, e já nos aspectos de segurança, neste momento da pandemia, com todos os cuidados sendo preservados, a instalação de [ininteligível] e totens para carregar celular, pra que as pessoas que utilizem a ciclovia tenha essa opção de fazerem o consumo de produtos e essas novas pinturas em toda, em parte da via, e as placas de informações e orientações. As próximas melhorias, conforme o governador João Doria já aqui anunciou e previu, são a implementação de pontos de apoio no decorrer de toda ciclovia, que serão implementadas nos próximos meses, estes pontos de apoio, eles terão áreas de serviços para consumo, enfim, há expectativa também de que tenha serviços de profissionais médicos, pra que possam atender as pessoas, sobretudo as pessoas que não tenham condições, pra que esse serviço não seja custeado, sanitários acessíveis, novas sinalizações e a contínua preservaç& atilde;o do recapeamento das faixas para preservar a segurança da utilização. Essas também serão motivo de melhoria, como a iluminação noturna, era uma grande solicitação por parte dos ciclistas e por parte dos trabalhadores, conforme também foi dito aqui pelo nosso governador, nós implementaremos a iluminação noturna, pra que a ciclovia possa ser em funcionamento até um horário mais tarde, de acordo com a operação, inclusive, da CPTM, pra aqueles que trabalham e precisam fazer essa integração de modal, e sobretudo para os ciclistas, para aqueles que desejam utilizar como um equipamento de lazer e entretenimento, que é a maior e melhor ciclovia aqui da cidade de São Paulo. Governador, sobre as body cams, as câmeras de segurança das equipes de segurança do metrô, essa diretriz de investimentos do Governo d o Estado, que o senhor tem determinado, é seguida também pelas nossas operações do sistema de transporte metropolitano, o metrô fez a aquisição de 350 câmeras, que serão utilizadas pelos 1.200 hoje seguranças que estão em todas as operações, as câmeras serão exclusivamente para que nós tenhamos a melhora significativa do serviço e, principalmente, a preservação de todos aqueles que são necessários, do ponto de vista da intervenção do próprio segurança. Elas serão as imagens colocadas em docas, que estão em três pontos de extrema segurança onde é hoje parte do projeto do metrô aqui, temos as equipes para demonstração, governador, e também todos os que irão acessar essas imagens terão os seus registros rastreáveis, pra que n&oa cute;s tenhamos a imagem absolutamente preservada e segura para esta utilização interna do metrô. Então, temos aqui a demonstração das nossas equipes de segurança, que fazem muito bem o seu trabalho de proteger o cidadão que utiliza o transporte público. Os nossos indicadores de segurança pública na cidade de São Paulo no metrô, governador, é um dos melhores indicadores do mundo, sobretudo, comparados à sistema de metrô na China, como eu pude ouvir da própria operação em Xangai, quando estive com o senhor naquela cidade. Então eu queria agradecer aqui, e realmente dizer que as nossas intervenções em investimentos estão em constante evolução. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Alexandre Baldy. E finalizando, o Benedito Braga, presidente da Sabesp, fará uma intervenção agora. E eu queria renovar o agradecimento à Sabesp, pelo copatrocínio da nova ciclovia do Rio Pinheiros. E também ao Banco Santander, um banco vinculado às causas da comunidade em São Paulo, no esporte, na cultura, no lazer, na educação e no empreendedorismo. Com a palavra, Benedito Braga.

BENEDITO BRAGA, PRESIDENTE DA SABESP: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Governador, eu queria aproveitar a oportunidade de dizer que estamos patrocinando essa ciclovia, mas ao mesmo tempo estamos limpando o Rio Pinheiros, o projeto que o senhor denominou Novo Rio Pinheiros está caminhando de vento em polpa. Apesar dessa dificuldade da pandemia, temos muito boas notícias. Sabesp está investindo R$ 1,7 bilhão em obras e serviços, na bacia do Rio Pinheiros. Nós vamos levar 2.800 litros de esgoto que hoje estão sendo descarregados nos nossos córregos afluentes ao Pinheiros, va mos levar para tratamento em Barueri. E com isso então, vamos conectar, vamos beneficiar uma população de aproximadamente 3 milhões de pessoas que vivem nessa bacia hidrográfica. As obras continuam, como eu disse, sendo executadas tempestivamente, e em 2022, governador, o senhor terá, há uma situação de um Rio Pinheiros, e todos nós paulistanos, um Rio Pinheiros limpo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, professor Benedito Braga, presidente da Sabesp. E também pela atualização do programa de despoluição do Rio Pinheiros, que seguiu o seu curso, não houve interrupção em nenhuma obra, todas elas prosseguiram durante o período da pandemia, e a previsão segue em dezembro de 2022, entregaremos a São Paulo o Rio Pinheiros despoluído. Eram essas as intervenções que tínhamos a fazer, agora vamos às perguntas, agradecendo mais uma vez aos jornalistas que estão aqui presencialmente, e os que estão virtualmente nos acompanhando também. A primeira pergunta será da CNN, na sequência, Rádio Jovem Pan, TV Cultura, o estado de São Paulo, que será virtual, TV Record, Rede TV, TV Globo e Globo News. Então vamos à CNN, com, Tainá Falcão. Bem-vinda, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. Eu queria primeiro saber sobre a região do Vale do Ribeira, o secretário esteve lá ontem, alguns secretários visitando e inaugurando alguns novos leitos de UTI, mas se existe um plano específico a partir de agora para essa região, que outras medidas vão ser tomadas? Governador, eu não sei se o senhor já comentou, mas eu vi o senhor falando da live do Presidente Jair Bolsonaro, o senhor falou a respeito do convite que ele te fez. Mas ele também fez uma menção à vacina chinesa, em outras palavras, a o país. E eu queria que o senhor comentasse também essa menção.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado. Vamos começar com o Vale do Ribeira, com o doutor Jean Gorinchteyn, que esteve lá ontem, conforme eu mencionei. E complementado pelo Marco Vinholi, que também esteve ontem no Vale do Ribeira. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Tainá, obrigado pela pergunta. É importante nós lembrarmos que aquela é uma região que a questão ligada a número de habitantes e número de leitos, ela estava dentro daquilo que era estabelecido como segurança, nós tínhamos, para você ter uma ideia, na semana passada, uma taxa de ocupação em UTI de 46%. Daí nós tivemos um aumento de número de casos ali, não estava relacionado à testagem, porque aquelas pessoas apareceram, foram admitidas nas unidades de interna ção, de uma forma muito rápida, tendo uma ocupação de 89%. Prontamente a Secretaria de Saúde acabou acionando a abertura de novos leitos de forma emergencial, nós conseguimos fazer que alguns pacientes, inclusive fossem transferidos para hospitais da Baixada Santista, e nenhum paciente ficou sem assistência. Então essa medida emergencial garantiu dessa maneira a assistência, e agora uma tranquilidade em termos de oferta e número de leitos naquela região. Mas não é só isso, eu não posso olhar apenas a questão voltada à assistência médica. Eu tenho que fazer a prevenção. Nós já temos programado medidas de prevenção de distribuição de máscaras, de álcool em gel, de insumos de limpeza para aquela população, bem como a realização de testes, porque & eacute; isso que vai garantir que nós possamos identificar de uma forma muito precoce as pessoas, antes mesmo que elas adoeçam, e mais, adoeçam de forma grave, necessitando Unidade de Terapia Intensiva.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Acrescentando de forma muito breve, o aumento da capacidade hospitalar dada de imediato lá no Vale do Ribeira, e também em standby mais dez leitos, nós temos o quinto andar do Hospital de Registro com esses novos leitos, que nós estamos iniciando agora até à segunda-feira. E na semana que vem, se necessário, nós vamos avaliar, tem mais dez leitos no sexto andar do Hospital de Registro, que poderão também ser utilizados. Também o aumento da capacidade de transporte, lá do Vale do Ribeira, hoje chego u no município de Itanhaém, o município o qual prefeito, o presidente do consórcio de saúde da região, uma nova ambulância, uma ambulância semi-UTI. Além disso, o aumento da testagem em toda a região, em todas as comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas, além da mobilização dos prefeitos, do isolamento social vindo para a fase vermelha hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Obrigado, Jean. Primeira pergunta, Tainá, respondida. A segunda, sobre o Presidente Jair Bolsonaro, que são duas questões, a primeira em relação ao Vale do Ribeira, o Presidente será sempre bem-vindo em São Paulo, ele pode vir aqui livremente, esse é um país, e ele obviamente será sempre bem-vindo. Mas será mais bem-vindo se trouxer benfeitorias, se trouxer saúde, educação, contribuições para o desenvolvimento do turismo, da economia, do empreendedo rismo do Vale do Ribeira. Não para fazer passeio de helicóptero e de jet-ski apenas. Portanto, que venha, será sempre bem recebido, com educação, com presteza. Mas se possível, traga boas notícias, e traga investimentos, sobretudo, para uma região pobre, carente como essa do Vale do Ribeira, e que precisa de apoio na área de saúde, educação, geração de emprego, empreendedorismo e proteção ambiental. Em relação ao tema da vacina, nós não tratamos o tema da vacina sob prisma ideológico, nem poderia, nós estamos cuidando da ciência e da proteção e da vida das pessoas, e não de análise política ou de regime político ou ideológico. Eu lamento que o Presidente Jair Bolsonaro tenha feito um comentário desta natureza. A vacina Coronavac desenvolvida pelo Instituto Butant ã e pelo Laboratório Sinovac, está na sua terceira e última fase de testes, se aprovada for, ela certamente será validada pela ANVISA, ela será também exportada para outros países da América Latina, já temos demanda, como disse aqui o doutor Dimas Covas, na última quarta-feira, da Argentina, do Peru, da Colômbia e do Chile. E nós vamos atender a todos os brasileiros, os de São Paulo e de outros estados também. E sem ideologia, sem política, sem partidarismo, com base na ciência e na medicina. Tainá, obrigado pelas perguntas. Vamos agora ao Vitor Moraes, da Rádio Jovem Pan. Vitor, boa tarde, sua pergunta, por favor.

VITOR MORAES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. De acordo com o estudo da Revista [Ininteligível], existem algumas pessoas que são imunes ao Coronavírus e não precisam da vacina, porque de acordo com esse estudo já desenvolveram anticorpos, chamados também de célula T. Eu gostaria que o centro de contingência comentasse sobre esse estudo. E também a outra pergunta é com relação se o tipo sanguíneo de uma pessoa pode ser determinante para aquela pessoa ter ou não o vírus?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vitor, obrigado. Eu vou pedir, foram duas perguntas, vou pedir que o doutor Jean Gorinchteyn, que é médico infectologista, possa responder a primeira, e se desejar, a segunda, com comentários do João Gabbardo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: É importante a gente lembrar que nós temos duas formas de resposta frente à presença de qualquer vírus, e o Coronavírus seria a mesma vertente. Nós temos uma que produz anticorpos, e uma que é só uma resposta que nós chamamos celular, que não obrigatoriamente desenvolva anticorpos, mas mesmo assim ela protege aquele indivíduo contra o vírus. Dessa maneira nós temos algumas pessoas que passam a desenvolver, mesmo com o quadro muito mais brando, ou muitas vezes, até assintomático, uma produção de anticorpos, ou dessas células com a imunidade celular. Então claramente alguns não vão sequer ter a apresentação clínica, ou uma manifestação clínica muito mais branda, muito mais frustra. Então a natureza desse trabalho reflete e reforça aquilo que nós sempre falamos, que muitas vezes, um quadro mais brando possa não produzir anticorpos, mas desenvolver imunidade que não obrigatoriamente desenvolva anticorpos. Por isso a importância da testagem, especialmente com PCR, para que a gente possa identificar aqueles portadores que nós chamamos assintomáticos ou pré-sintomáticos. A outra questão voltada a tipo sanguíneo, houve uma discussão sobre a possibilidade de pessoas portadoras do tipo sanguíneo O serem resistentes ao vírus. Estudos foram iniciados, frente à essa colo cação, nós não temos nenhuma referência até o momento, que embase essa teoria, mas os estudos estão acontecendo. Uma das questões que se coloca é a prevalência, a quantidade de portadores desse tipo sanguíneo em algumas regiões da Europa e da China. Mas por isso que eu digo, os estudos devem continuar avançando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Jean, obrigado. Ok, então as duas respostas já formuladas, às perguntas do Vitor Moraes, da Rádio Jovem Pan. Vamos agora com você, Maria Manso, da TV Cultura. Mais uma vez, boa tarde. Bem-vinda, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Já que hoje é dia de a gente falar um pouco de plano São Paulo, eu queria saber das regiões que continuam no vermelho, e já há várias semanas, principalmente ali aquela região de Ribeirão Preto, que é uma região muito populosa, e que qualquer medida demora um pouco mais para surtir efeito. O que vocês têm realizado lá? E como é que vocês imaginam tirar essas regiões da zona vermelha? E mais uma questão, várias prefeituras aqui, principalmente da grande São Paulo, j&a acute; anunciaram que não vão retomar as aulas presenciais esse ano. Eu sei que na segunda-feira o secretário Rossieli vai estar aqui, mas do ponto de vista da gestão do plano São Paulo, isso complica alguma coisa? Essas prefeituras já se anteciparem à decisão do próprio governo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Maria, sobre Ribeirão Preto e região responderão Patrícia Ellen, ou Marco Vinholi, e se desejar, complementação do Jean ou do Paulo Meneses. E na sequência falamos sobre educação. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Sobre as medidas específicas o Vinholi vai complementar também, e o doutor Jean. Sobre os dados gerais, e como é que está evoluindo a pandemia nessas regiões, Maria, eu vou lembrar que as regiões que estão em vermelho, além do Vale do Ribeira, que foi determinado hoje, nós temos ali a região de Franca, a região de Piracicaba, e a região de Ribeirão Preto. E nós tivemos aqui em todas elas uma melhora importante da pandemia, no que diz respeito &agra ve;s internações e óbitos. Alguns aspectos importantes aqui para destacar, na região de Franca houve uma redução de óbitos, de mais de 20%, nos últimos sete dias. E uma estabilização das internações. A ocupação de leitos está em 85%, mas houve também um incremento importante de leitos na região, que foi o foco do trabalho que está sendo realizado, mas nós estamos também planejando novas iniciativas para a semana que vem, inclusive visitas presenciais nessas regiões. Em Piracicaba nós tivemos uma redução importante, da ocupação de leitos. Então a região hoje está com 77% de ocupação, e tendendo também para uma estabilização de internações e óbitos. Reduziu internações em mais de 6%. Então essas duas r egiões mantendo essa trajetória, nós podemos imaginar que vamos ter evoluções bastante positivas também, de classificação nas próximas semanas. E a mesma coisa para Ribeirão Preto, Ribeirão Preto inclusive teve uma redução de internações, foi a maior redução dessas regiões mencionadas, com uma redução de 11% nas internações. Novamente esses cenários se mantendo, essa tendência de redução, deve se refletir positivamente também na redução de ocupação de leitos, então isso é uma combinação do esforço que foi feito para aumento de leitos, mas também um esforço muito importante que foi feito pelos prefeitos para a gestão da pandemia na re gião, reforço do isolamento e respeito às medidas restritivas da fase equivalente. Então, essa tendência em todos é de melhora, dados os indicadores que nós vimos nos últimos sete dias.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: O trabalho feito nessas três regiões é absolutamente... E o fortalecimento dos leitos de UTI, ao longo deste período, extraordinário. Nós triplicamos, nas três regiões, o número de leitos nesse período. Em Ribeirão Preto, por exemplo, mais do que triplicamos. Nós tínhamos 6,3 leitos por 100 mil habitantes, batemos agora 20 leitos por 100 mil habitantes. Então, um esforço feito no Hospital Santa Lídia, no HC de Ribeirão Preto, na Santa Casa de Sertãoz inho, na Santa Casa de Jaboticabal, nos municípios do entorno de Ribeirão, produziram esse grande resultado, que está significando numa capacidade hospitalar muito maior, em uma evolução da pandemia, que vem caindo, e numa disponibilidade de leitos muito importante nesse período. A mesma coisa em Franca. Nós anunciamos investimento de R$ 4 milhões na última segunda-feira, aqui, em 30 leitos de toda a região de Franca, municípios de Ituverava, Igarapava, Ipuã, São Joaquim da Barra e também, no município de Franca, em parceria com a Santa Casa de Franca, novos leitos que, essa semana, já receberam os seus pagamentos, e que estão sendo implementados, um fortalecimento muito grande também na capacidade hospitalar de Franca. E também em Piracicaba, em toda a região, o Hospital Zilda Arns, no município de Piracicaba, mas também n as santas casas de Rio Claro, de Limeira, de Araras, de toda a região, que teve um aumento exponencial de leitos. Essas três regiões têm uma capacidade hospitalar muito maior do que tinham antes e, pelo rumo que estão tomando, a secretária Patrícia Ellen já colocou, Piracicaba, abaixo dos 80% de ocupação, e Ribeirão Preto e Franca tomando o mesmo rumo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Algum comentário da Saúde? Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós temos que realmente reiterar nossos agradecimentos, tanto aos prefeitos, que se esmeraram e se esforçaram cada vez mais para garantir medidas de proteção aos seus munícipes, aliado a todo o processo que foi feito pela própria Secretaria de Estado da Saúde, de uma forma muito rápida, poder mobilizar e ativar esses leitos, para garantir a segurança dos munícipes. E é claro, a própria população, que entendeu do risco que corria e colaborou com as medidas de proteção.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maria, em relação ao tema da volta às aulas, da retomada, isso será abordado de forma bastante dedicada e profunda pelo secretário Rossieli na próxima semana. Porém, posso antecipar que o princípio do Governo do Estado de São Paulo é proteger vidas. E antes de qualquer determinação de retomada às aulas, nós temos como preocupação primordial a proteção à vida dos alunos, dos professores e dos profissionais da educação em S ão Paulo. Então, aguarde até a semana que vem e as informações serão dadas pelo próprio secretário. Mas o princípio será sempre esse, de proteção à saúde e à vida.

Vamos agora online com Bruno Ribeiro, do jornal O Estado de São Paulo. Bruno, boa tarde, prazer em rever você. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários. Governador, eu queria fazer uma pergunta sobre internações. A gente... Vocês disseram hoje na coletiva que o dado do estado está em estabilidade, mas se a gente pega algumas regiões da Grande São Paulo, o Sudoeste e o Sudeste, região de Cotia, Itapecerica e a região do ABC, a gente viu que, nessa semana inteira, a média móvel das internações nessas duas regiões cresceu. E chama a atenção, porque era um dado que vinha caindo na semana passada, a média móvel vinha caindo todos os dias. Essa semana, ele está subindo todos os dias. Especialmente no Sudoeste, que é a região que faz divisa com o Vale do Ribeira, essa região aí que agora voltou para a área vermelha. Vocês avaliam que esse aumento pode ter alguma ligação com o aumento de casos no Vale do Ribeira? Pode estar havendo uma contaminação da Grande São Paulo, já, esse crescimento dessa parte do estado? E aproveitando, vocês têm feito a relação do aumento de casos com o aumento de testes, tem sido feito mais testes e, portanto, tem se descoberto mais casos, o número de casos tem crescido. A média móvel dos casos cresceu, em uma semana, 40%, 38%, de sexta-feira passada até ontem, 38%. Qual é a porcentagem de aumento dos testes? Pra gente saber se o aumento de casos está crescendo na proporção dos testes nov os? São essas duas perguntas. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. São ambas as perguntas da Saúde, e para a Saúde direciono o pedido de respostas, começando por você, Paulo Menezes. Depois, Jean Gorinchteyn e João Gabardo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado. Boa tarde, Bruno. Em relação ao Sudoeste da Grande São Paulo, a região Sudoeste, e o Vale do Ribeira, a nossa avaliação é de que uma situação não tem nenhuma relação com a outra situação. A região Sudoeste é uma região que integra a Grande São Paulo e, portanto, o fluxo de pessoas, ele se dá entre a região Sudoeste, e principalmente o município de São Paulo, onde a gente está observando redu&ccedi l;ão de internações e de óbitos. Eu acho importante lembrar que, se houve um aumento na média móvel, na semana anterior houve redução. Então, é de se esperar, e a gente inclusive teve uma frente fria, que chegou, que pode, por exemplo, causar mais infecções respiratórias, e as pessoas serem internados como suspeitos de Covid-19. Então, por isso que o Centro de Contingência inclusive colocou as margens de segurança na classificação de fases daqui pra frente. Então, a gente está acompanhando a situação na região Sudoeste, mas não vemos como seja uma consequência do que está sendo observado no Vale do Ribeira. Em relação à sua segunda pergunta... Me lembre... A testagem, é. Só pra dar números, na semana de 10 a 16 de julho, só a rede laboratorial que at ende o SUS fez quase 33 mil testes, em uma semana. E na semana seguinte, esse número passou para mais de 42 mil testes, um aumento, como o secretário já mencionou, de 30%. Isso se refletiu numa positividade de mais de 3.000 casos em uma semana, de forma que nós estamos muito convencidos de que essa ampliação de testagem... Porque aqui a gente está olhando só a rede laboratorial que atende o SUS, não estamos olhando também os números dos laboratórios privados nesse dado, então, de fato, o aumento de testagem para casos leves é a principal explicação para esse aumento no número de casos que a gente vem observando nas últimas semanas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Bruno, obrigado pela pergunta. É importante lembrar que, quando a gente fala de Vale do Ribeira, as regiões que realmente foram muito impactadas foram especialmente os municípios de Cajati, principalmente, Registro e Pariquera-Açu. Então, municípios como Miracatu, muito próximos, não foram acometidos. Então, esses três municípios foram realmente os mais impactados. E com isso, nós achamos por bem, uma vez que nós temos uma região de saúde, e que depende exatamente daquele centro de saúde, daquele polo hospitalar e de assistência médica, nós achamos por bem retroceder para a fase 1 da quarentena, exatamente só para serviços essenciais, dando toda segurança para aquela região, para que nós não tenhamos qualquer risco frente uma eventual desassistência.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bruno, a testagem é a ferramenta adequada, necessária, que nós temos para poder sair dessa platô que nós estamos nesse momento, porque é através da testagem que nós vamos identificar os indivíduos que estão portadores do vírus e que estão transmitindo o vírus para outras pessoas. Então, nós não devemos nos preocupar muito com o simples número de aumento de casos confirmados, porque ele é decorrente desse aumento da testagem. Agora, nós precisamos cruzar a informação do aumento de casos confirmados com os demais indicadores, que sejam: a demanda por internação hospitalar, a demanda por leitos de enfermaria, a demanda por leitos de unidade de tratamento intensivo, os indicadores de óbitos. Então, nas regiões onde o aumento de casos ocorre mesmo que nós tenhamos aumentado a testagem, mas acompanhado de outros indicadores que mostram uma demanda maior de pacientes doentes, isto preocupa, e aí nesse caso o Centro de Contingência toma as medidas, como estão sendo feitas hoje em algumas regiões, pelo menos em uma região do Estado de São Paulo. Então, sempre temos que cruzar a informação do aumento de casos com os demais indicadores, que vão mostrar a possibilidade de nós termos pessoas efetivamente doentes, porque a testagem, ela só identifica as pessoas que est&ati lde;o contaminadas. As pessoas já estavam circulando na comunidade de qualquer maneira, só que elas estavam circulando sem uma identificação. Através da testagem, identifica e há possibilidade então de fazer o isolamento e redução da transmissibilidade. Era isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Gabardo. Bruno, muito obrigado pela sua pergunta, nós vamos tirar você de tela, mas continue acompanhando aqui a nossa coletiva. E vamos agora pra você, Daniela Salerno, da TV Record e... Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. São dois pontos que eu gostaria de trazer hoje. Primeiro, a gente comentou aqui que segue a interiorização dos casos. A gente sabe que o aumento dos casos é por conta do aumento de testagem, mas eu gostaria de entender se há alguma expectativa em relação à diminuição também dos casos, até para entender que a transmissibilidade começa a cair no estado. Tem alguma previsão nesse sentido? E um segundo ponto que eu acho interessante a gente trazer também, a questão do Vale do Ribeira me parece um pou co particular. Se não me engano, é o único município que regrediu de uma só vez duas fases. Então, gostaria que, se fosse possível, esclarecer o que acontece com essa região. É uma região menos populosa? Números absolutos podem variar pouco, mas os indicadores em si acabam sendo muito afetados? E se, da mesma forma que regrediu, ela pode avançar também, diferente das outras regiões do estado, que é mais difícil, essa região pode avançar mais facilmente duas fases, daqui três semanas? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Daniela. Primeira pergunta, sobre a diminuição ou não nos casos aqui no estado, vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn para responder. E a segunda pergunta, do Vale do Ribeira, o Marco Vinholi e o Dr. Paulo Menezes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: É importante nós entendermos que realmente houve uma interiorização. A gente teve um atraso na progressão da doença para o interior, exatamente pelas medidas que foram tratadas, de uma forma muito rápida, pelo Governo do Estado de São Paulo, fazendo então com que o avanço da doença fosse muito mais lento do que aquilo que ocorreria caso essas medidas de proteção não tivessem acontecido. Por outro lado, alguns municípios, logicamente, num primeiro momento, não entendiam d o risco que passavam a correr. Então é óbvio que nós tivemos esse aumento do número de casos e, com isso, também um impacto no número de internações, especialmente em leitos de unidade de terapia intensiva, que exigiu da Secretaria de Estado da Saúde fazer uma implementação, com aumento de número de leitos, de oferta de número de leitos, como o que aconteceu, por exemplo, em Ribeirão Preto. É claro que hoje nós já estamos vendo dados relacionados à diminuição de óbitos, estabilização da internação. Tudo isso, junto com medidas de realização da testagem, vai garantir que nós consigamos, de uma forma breve, conseguir identificar os casos, controlar e impedir a progressão da doença em cada uma dessas regiões. É óbvio que, à medida que es ses casos são diagnosticados, as medidas de contenção desses pacientes e dos seus contactantes acaba acontecendo, portanto a progressão da doença tende a diminuir também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos então agora, sobre o Vale do Ribeira, com Marco Vinholi e Paulo Menezes. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: A regressão do Vale do Ribeira para a fase vermelha, ela teve muita consistência, uma vez que ela ultrapassou o índice de 80% de taxa de ocupação de leitos de UTI, mas também em número de casos e em número de óbitos. Portanto, uma queda consistente e a gente verifica, dentro disso, uma evolução da pandemia crescente, lá no Vale do Ribeira.

além da capacidade hospitalar que foi afetada. O estado agiu de pronto, a capacidade hospitalar está restabelecida, com segurança, agora o que vai dizer se essa evolução da pandemia vai vir para níveis de avanço de fase é a mobilização dos gestores locais, é a mobilização da sociedade do Vale do Ribeira, par que a gente possa ter essa evolução da pandemia arrefecendo. Já tiveram outras regiões que a mesma evolução foi dada, Presidente Prudente, por exemplo, veio da amarela para a vermelha, no início do Plano São Paulo, e depois reagiu bem, houve de forma estável e consistente uma m elhora. A mesma coisa pode acontecer no Vale do Ribeira. Eu quero lembrar que, para vir da fase vermelha para a amarela, é possível, mas, de acordo com as regras estabelecidas na última segunda-feira, pelo Plano São Paulo, depois para subir para a verde terão que ser quatro semanas de estabilidade, a regra da estabilidade posta nessa fase do avanço.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Olá, Daniela. O Vale do Ribeira tem uma população muito menor do que a das outras regiões, um pouco menos de 300 mil pessoas. Então, os números, apesar de números absolutos poderem ser pequenos, variações podem ser, relativamente, muito grandes. E isso então também acaba se refletindo numa mudança significativa dos indicadores, como aconteceu com o número de óbitos. De uma semana para a outra, se a gente tem uma mudança de, por exemplo, de 3 pra 20 óbitos, s&at ilde;o quase sete vezes, que foi o que a gente observou. Então, isso é o que a gente chama de instabilidade, quando a população base, ela é reduzida, de forma que é possível que, nas próximas semanas, fazendo o trabalho bem-feito que já foi mencionado, a gente tenha uma mudança importante, positiva, nessa região.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Daniela, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à penúltima questão presencial, que será formulada pela Rede TV. Carolina Riguengo, Carolina, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu gostaria de saber, por parte de alguns proprietários de restaurantes, que têm sentido bastante dificuldade para retomara o que eles tinham de lucros, aí surge a preocupação. Gostariam de saber: tem alguma previsão para ampliar o horário de atendimento para o período noturno? Sobre transporte público, foi proibido há algum tempo que as pessoas entrassem sem utilizar as máscaras, porém há muitas pessoas que, dentro do transporte, dentro dos metrôs e trens, tiram as máscaras. Vocês pretendem fazer algum end urecimento, além do que já é feito quando os agentes abordam essas pessoas, que estão desobedecendo a orientação? E por último, o vírus é mutável ou não? Se ele é mutável, a gente tem a expectativa de ser necessário que, de tempos em tempos, uma nova vacina seja feita? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. Ficou em penúltimo, mas veio com uma boa bateria de perguntas. Em relação aos restaurantes, eu vou pedir à Patrícia Ellen e ao Paulo Menezes que respondam, mas lembro que teremos, na segunda-feira, mais uma reunião do Comitê de Contingência, do Centro de Contingência do Covid-19, e um dos pontos a serem analisados será exatamente este. Mas a Patrícia pode antecipar um pouco de informações a você, e o Dr. Paulo Menezes também.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Nós recebemos alguns pleitos desse setor, inclusive é um setor muito importante para o Estado de São Paulo, para a Capital, que emprega muita gente. E, como muitos outros setores, tem sofrido muito com a pandemia. Além do trabalho que está sendo feito, de entender os pleitos de horário de funcionamento e a discussão também com o Centro de Contingência, nós estamos fazendo um trabalho com o setor, também na parte de acesso a crédito, microcrédito, e todo o trabalho de gestão. Hoje, nós temos um fundo de microcrédito aberto, junto com o Sebrae, através do programa empreenda rápido, com crédito à disposição, onde a grande prioridade inclusive é esse setor, junto com o setor de eventos, que são dois setores aqui que têm sofrido muito com a pandemia, e nós temos uma linha específica também para o setor de beleza, que foi outro setor muito impactado. Entre outros, eu mencionei esses três, que, na análise de vulnerabilidade econômica, têm sido setores prioritários para todos nós. O setor trouxe um pleito sobre funcionamento na área externa, um pleito sobre divisão do horário e um pleito também sobre extensão do horário. Na parte de funcionamento na área externa, na nova edição do decreto, o Estado de São Paulo j&aa cute; tem essa permissão. O que acontece é que as prefeituras têm as suas Vigilâncias também, e às vezes, por motivos de restrições específicas das prefeituras, eles podem tomar medidas mais restritivas que o estado. Mas pelo estado, a permissão é de funcionamento interno e externo, em locais arejados. Além disso, um outro pedido que foi feito é de quebrar o funcionamento em dois períodos. Isso também é possível, as 6 horas podem ser quebradas, por exemplo, em dois turnos de três, mas novamente essa negociação é feita diretamente com as prefeituras. Mas o estado, no decreto que foi reeditado, ele já permite esses dois pontos, que foram discutidos também com o Centro de Contingência. Esse último ponto, que é o da extensão de horário, é o que está em discussão agora, o pleito foi apresentado e haverá a nova reunião do Centro de Contingência na semana que vem. Então, nós estamos aqui trazendo maiores detalhes e trabalhando muito próximos com a prefeitura, com a secretária [ininteligível] Cardoso, com o prefeito Bruno Covas, que já trouxeram essa preocupação com o setor também, juntamente com o Centro e Contingência, e aí o Dr. Paulo pode dar mais detalhes também de como é que está sendo feito esse processo de análise e discussão, no Centro. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Olá, Carolina. Eu só gostaria de acrescentar que o Centro de Contingência está iniciando essa avaliação, dessa solicitação, e a preocupação dos membros do Centro de Contingência, como sempre, é a saúde da população. Então, o Centro de Contingência está avaliando quais as condições, se vai ser possível ou não uma extensão de horário para noite, especialmente para horários noturnos, para essas atividades . Então, na semana que vem, no início da semana, teremos aí uma posição oficial do Centro de Contingência em relação a isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Agora, temos a segunda pergunta, que vai pra você, Alexandre Baldy, sobre o tema de máscaras no transporte público, Metrô e CPTM. No caso específico a questão da Carolina é se um passageiro tira a máscara, depois de ingressar na área das estações ou dos trens do Metrô ou da CPTM. Baldy.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTES METROPOLITANOS: Boa tarde, Carolina. O cidadão que retira a máscara ou que não utiliza máscara pelas ruas, pelas operações dos transportes, seja no Metrô, seja na CPTM, ele está descumprindo um decreto-lei, portanto, em todas as nossas operações, e como a tua dúvida é sobre a operação do Metrô, a nossa equipe de segurança tem atuado, com muita eficiência e competência para que não possamos permitir o acesso a qualquer cidadão ou cidadã que est eja sem máscara. Aqueles que desrespeitarem o decreto-lei dentro dos nossos sistemas, seja nas plataformas ou seja nos trens, assim que as nossas equipes de segurança, também com muita serenidade e competência, têm, sim, buscado identificar quando são informados, ou quando consigam visualizar, para que possam solicitar que a pessoa possa utilizar a máscara, ou que ela se retire das nossas instalações e operações. Portanto, o próprio sistema agora das câmeras corporais, da bodycam, podem ajudar significativamente nessa atuação, para que consigamos identificar, seja na abordagem desses cidadãos ou cidadãs que descumprem o decreto-lei, ou seja na abordagem de forma eficiente e muito equilibrada das nossas equipes de segurança, para que possa fazer que esse decreto-lei seja cumprido e, é claro, que as pessoas sejam protegidas, porque a utilizaç ão da máscara é um dos modos mais eficientes no combate do novo Corona Vírus.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Alexandre Baldy. E por fim, o tema do vírus. E aí, responde Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Carolina, de novo, muito obrigado pela pergunta. É importante nós lembrarmos que os vírus respiratórios, eles tendem a modificações, por uma questão de adaptação. Quando foi feito, aqui no Brasil, por pesquisadoras da Universidade de São Paulo, logo nos primeiros dois casos, foi feito um sequenciamento genético, já se percebeu que esse vírus era diferente daquele vírus que era despontado na China, mostrando que ele teve algumas adaptações, sem que isso mudasse a sua cara cterística de ser mais agressivo ou de ter uma atuação, no ponto de vista clínico, muito pior. Dessa maneira, nós sabemos que essa capacidade é natural. E aí em a importância de nós termos a transferência de tecnologia na fabricação de vacinas, porque quando nós sabemos fazer a vacina, nós temos a possibilidade de nos adaptar e incrementar, associar um vírus a mais na sua formulação. Se a gente fizer uma análise do que acontece, por exemplo, com a vacina da gripe, nós temos, pelo Sistema Único de Saúde, o fornecimento de três vírus numa única dose, mostrando aqueles vírus que eram mais prevalentes, mais presentes na epidemia, ou nos surtos que aconteciam no ano anterior. Então, dessa maneira, é importante a gente entender que ocorre, sim, essa variação, que essa variaç&at ilde;o, mesmo que ocorrendo, nós, do Instituto Butantan, teremos a possibilidade de identificar e inserir na formulação da vacina, que, muito possivelmente, possa ser necessária uma revacinação a cada um ano, ou dois, seguindo como o próprio vírus da gripe, que é necessário revacinar anualmente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, respostas feitas, Carolina. No final, também pague a sua multa, direitinho. Pode pagar com cartão de crédito, cheque ou dinheiro. Brincadeira. Vamos agora a Willian Cury. Will, bem-vindo mais uma vez. Sua pergunta, por favor, Will.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. O Bruno Ribeiro fez uma pergunta sobre a região Sudoeste da Grande São Paulo. Eu vou seguir na mesma linha, destacando as regiões Sudeste da Grande São Paulo, Baixada Santista e Araraquara, que também tiveram algumas pioras de indicadores nessas últimas semanas, que poderiam credenciar talvez uma mudança de fase pra fase laranja? Eu queria ouvir uma análise em relação ao que tem acontecido nessas regiões, vou repetir: Sudeste da Grande São Paulo, Baixada Santista e Araraquara. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Vou pedir ao Marco Vinholi, e com comentário da Saúde, e aí um dos três aqui se apresenta para responder. Começando com Marco Vinholi. Queria, além de agradecer a sua presença, agradecer também à Sabina Simonato, ela já se retirou, mas fez três entradas ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes, da nossa coletiva, Will. Então, Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Will, nós tivemos, sim, um crescimento de internações na região Sudeste, o ABC Paulista, também na região de Araraquara, um crescimento de internações e óbitos, e na Baixada Santista um crescimento de internações. É uma variação que se deu ao longo desse período, aqui no Plano São Paulo, nós, quando vamos para a fase vermelha, na avaliação intermediária, o fazemos, de sete em sete dias. Quando vem da fase amarela para a laranja, n&ati lde;o. Portanto, nós vamos observar essa evolução ao longo dessa semana e, se houver a redução, comparando os sete dias com os sete dias anteriores, na próxima sexta as regiões podem regredir de fase. Nesse momento, não. Plano São Paulo só faz a regressão intermediária para a fase vermelha.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, aqui, quem se habilita? Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa relação... Olá. Em relação a essas regiões específicas, Sudeste, por exemplo, houve só um aumento discreto de número de casos, por exemplo. A região está bem estável em relação a internações e óbitos. A Baixada também teve uma redução, inclusive, de internações. E a região de Araraquara está, também, com bons indicadores em relação a internações e aqui, se eu posso.. . Teve um aumento no número de óbitos, mas que a mantém na classificação atual. Mas tem mais uma semana pela frente para poder avaliar o progresso da epidemia nessas regiões, mas com os números que nós temos no momento, nada indica que haveria uma piora da situação epidemiológica.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Willian Cury, mais uma vez, muito obrigado.

Nós vamos encerrar a nossa coletiva de imprensa, porém com uma informação a vocês. A partir da próxima semana, não teremos mais as coletivas de terças e quintas-feiras. Manteremos segundas, quartas e sextas-feiras, sempre com a presença da Saúde e, circunstancialmente, de outros membros, de outras áreas do governo. Então, segundas, quartas e sextas, manteremos regularmente as nossas coletivas, às 12h45, mas não mais às terças e quintas-feiras. Desejar a todos que aqui nos acompanham ao vivo, pela TV Cultura, um bom final de semana. Aos jornalistas que aqui estão, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos, tam bém um bom final de semana a todos. Por favor, se protejam, usem máscara, façam distanciamento social, não deem atenção às fake news, usem álcool gel, se protejam e façam as suas orações. Bom final de semana a todos.