Coletiva - Governo faz testagem inédita de coronavírus em comunidade quilombola em Registro 20202907

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo faz testagem inédita de coronavírus em comunidade quilombola em Registro 20202907

Local: Capital - Data: Julho 29/07/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença de todos. Vamos dar início à coletiva de imprensa, sobre o Coronavírus, aqui no Palácio dos Bandeirantes, hoje quarta-feira, 29 de julho. Ao meu lado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo; Dimas Covas, presi dente do Instituto Butantan; Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência do COVID-19, o nosso comitê de saúde; João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde do estado de São Paulo, o centro de contingência; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; E Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Nas mensagens de hoje temos duas mensagens, a primeira é sobre a vacina, o que jurídica a presença do doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan aqui entre nós. Quero renovar o meu sentimento como governador do estado de São Paulo, e também como brasileiro, a esperança nas vacinas contra o Coronavírus, e que estão na fase final de testes aqui no Brasil. Temos duas vacinas em fase final de testes, a Coronavac, do Instituto Butantã, e a vacina de Oxford, pela Fiocruz. Mas quero destacar em especial a Coronavac, do Instituto Butantã, que está desenvolvendo todo esse programa em parceria com a Sinovac, o grande laboratório privado chinês, com base em Pequim, na China. o trabalho de pesquisadores brasileiros, coordenados pelo Instituto Butantan, se tornou uma esperança não apenas para São Paulo, mas também para o Brasil. E vale agora acrescentar igualmente os países do continente latino-americano. Todos sabem que a Coronavac obteve bons resultados nos testes na segunda fase, com humanos, e há, pelos cientistas, uma boa expectativa em relação à essa terceira fase de testes já iniciada, com 9 mil voluntários aqui no Brasil, todos eles médicos e paramédicos. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, e Paraná. Mas agora também após a divulgação da Coronavac fomos procu rados por países vizinhos com interesse na aquisição da vacina Coronavac contra o Coronavírus, o Instituto Butantan tem sido procurado por instituições médicas, de governo e privadas, interessadas em obter informações sobre a produção da vacina, o que aumenta também a esperança de poder atender países do nosso continente, especialmente aqui da América do Sul. Mas para isso nós teremos que aumentar a capacidade de produção do Instituto Butantan. Essa semana vale lembrar que mais quatro centros em todo o país começaram os testes com médicos e paramédicos com a Coronavac, e isso significa também uma evolução conforme planejado, e dentro das expectativas para o Instituto Butantan, que aliás, é o maior produtor de imunobiológicos de toda a América Latina. A segunda mensagem de hoj e é ligada à imprensa, para cumprimentar o Jornal O Globo, pelos seus 95 anos de existência, no momento em que país, veículos de comunicação são ameaçados, sofrem ataques pessoais, institucionais, governamentais e através de redes sociais, é mais do que necessário homenagear os 95 anos de um veículo de comunicação, e de um jornal com a seriedade que tem o Globo. Meus cumprimentos à direção do Globo, aos profissionais, aos jornalistas, aos técnicos, e aqueles que fazem do jornal O Globo não apenas um grande jornal, mas também um bastião da democracia, e da liberdade de imprensa no Brasil. Das informações, duas informações, hoje fizemos mais uma reunião do comitê empresarial econômico, foi uma reunião extra, foi uma reunião especial, do qual participaram mais de 200 empresários e empresarias virtualmente. E qual foi o objetivo deste encontro? Foi promover um [Ininteligível], que é a palavra inglês que se dedica à busca de doações para o Instituto Butantan, com o objetivo de agilizar com esses recursos a capacidade de duplicar a produção da vacina Coronavac pelo Instituto Butantan aqui em São Paulo. A nossa meta, a meta colocada pelo doutor Dimas Covas é dobrar de 60 milhões para 120 milhões de doses da vacina. Lembrando que a vacina são duas aplicações da Coronavac. A boa notícia é que essa foi a segunda reunião para este objetivo, e nós já conseguimos o compromisso para um total de R$ 96 milhões, dos 130 milhões que representam a meta para dobrar a produção de vacina da Coronavac no Instituto Butantan. Prova da generalidade do empresariado de São Paulo, e aq ueles que acreditam que a esperança da vacina não é apenas para, o que é o principal, salvar vidas, proteger vidas, mas é também salvar e proteger a economia de São Paulo e do Brasil. Portanto, a todos que confirmaram as suas doações na primeira reunião, na semana passada, na quarta-feira da semana passada, e hoje, o nosso muito obrigado pelo gesto, pela atitude na doação de recursos para o Instituto Butantan, que é uma fundação, pode receber destinação de recursos em doação, que são fiscalizados e auditados pela auditoria do Instituto Butantan, e também pela [Ininteligível], à convite do governo do estado de São Paulo, e obviamente pela própria auditagem de cada empresa que faz a sua doação. A segunda informação é uma ação também do Instituto Buta ntan, junto com a Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, em uma ação inédita de testagem em comunidades quilombolas. Hoje, por exemplo, estão sendo realizados testes do Coronavírus em moradores da comunidade quilombola de Peropava, no município de Registro, no Vale do Ribeira, aqui na região Sul do litoral de São Paulo. Além da testagem serão distribuídos também nessas ações cestas básicas, cobertores, máscaras e álcool em gel, para as famílias quilombolas residentes nestes locais. A iniciativa é mais uma etapa do programa de testagem em comunidades, vulneráveis, do governo do estado de São Paulo, em parceria com o Instituto Butantan. Já estamos há 30 dias realizando este programa, a meta é chegarmos a 233 mil testes em pessoas de populações vulneráveis no estado de S&at ilde;o Paulo, incluindo indígenas, quilombolas, moradores de comunidades carentes, idosos, moradores de abrigos, além daqueles que já foram testados, que são os servidores públicos em contato direto com a população, a comunidade médica, os profissionais de saúde, e também os profissionais de segurança pública. O programa já realizou mais de 1.500 testes específicos em aldeias indígenas no litoral de São Paulo, e vai prosseguir até a totalidade dessas comunidades indígenas e quilombolas serem testadas, e isso vai ocorrer dentro dos próximos 20 dias no limite máximo. E por fim, lembrar que o estado de São Paulo aumentou em mais de 500% a sua capacidade de testagem entre abril e julho, São Paulo é hoje o estado que mais testa no Brasil, e isso foi um compromisso que nós assumimos no início do mês de abril, e temos cumprido, graças, inclusive ao bom trabalho do Instituto Butantã, e Secretaria de Saúde do estado de São Paulo. Feitas essas observações e considerações iniciais, passo a palavra ao Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, para falar sobre a vacina, o desenvolvimento da vacina, a testagem e o potencial para dobrar a produção de vacinas do Instituto Butantan, e também fazer uma análise, dadas as circunstâncias positivas, olhando o cenário positivo, de quando poderemos iniciar a produção da vacina em São Paulo. Doutor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu vou começar pelo segundo assunto, se o senhor me permite, governador, da testagem. E o estado de São Paulo nesse momento é o único estado que tem um programa em andamento para essas populações consideradas vulneráveis, e a atenção especial para as aldeias indígenas e os quilombos, os quilombolas, que a infecção ainda não chegou de forma avassaladora, no meio dessas populações. E nós estamos trabalhando preventivamente, i dentificando as pessoas que já foram infectadas, e as que estão infectadas, tomando das medidas que a situação exige. São populações que muitas vezes, vivem em pequenas comunidades, em um estilo de vida diferente do nosso estilo, tem dificuldade na questão do isolamento, tem dificuldade na questão do acesso aos recursos de saúde. Então o estado de São Paulo está presente. Nós vamos testar os 6 mil indígenas do estado de São Paulo, e vamos testar todas as comunidades quilombolas. Então isso é importante. Além das atenções em outras comunidades vulneráveis, nas regiões periféricas, já começamos um grande programa aqui na região metropolitana, comunidade São Remo foi testada inicialmente, depois a Vila Jacuí, agora nós estamos já programando para ir para a regi&ati lde;o de Brasilândia e Heliópolis. Então isso é importante. Além das outras que foram testadas. Os detentos em penitenciárias que apresentaram início de surto, Fundação Casa, e lares de idosos, que também tem um programa especial de atenção na iminência de casos positivos ou de óbitos. Então é um programa exitoso, governadores se manifestam em relação a isso, mas a ações efetivas nós estamos fazendo. Quer dizer, nós não estamos só mostrando preocupação, mas nós estamos, de fato, atuando nessas populações. O segundo assunto é a questão da fábrica, eu acho que existem algumas questões que a imprensa tem colocado, e eu vou fazer uma distinção. Eu tenho dito que essa é a vacina mais promissora e mais desenvolvida nesse momento, em te rmos temporais. Eu não estou falando de tecnologia, eu estou dizendo o seguinte, é uma vacina que tem grande chance de ser introduzida muito rapidamente para a vacinação em massa. E o Brasil tem grande chance de ser um dos primeiros países onde isso venha a acontecer. Por quê? Primeiro é a própria tecnologia, quer dizer, a vacina Sinovac, Coronavac, ela é feita em uma tecnologia tradicional, que já é usada para a produção de outras vacinas. O Butantã mesmo tem duas vacinas que se utiliza dessa tecnologia. Então existe já uma larga experiência, são vacinas que normalmente tem produzido boas respostas em termos de efetividade. São seguras. E relativamente fáceis de serem produzidas. Então esse é um primeiro ponto. Segundo aspecto, o Butantan trabalha efetivamente com essa tecnologia, então domina a cadeia de suprimento. Nós sabemos quem são os fornecedores dos insumos, temos relação com eles, nós sabemos quais são os equipamentos que devem ser utilizados. Enfim, nós temos vivência com essa tecnologia, então isso também ajuda. Terceiro, o tipo de acordo que nós fizemos com a Sinovac, isso é importante, porque é diferente dos demais acordos. Nós fizemos um acordo de desenvolvimento, quer dizer, o Butantã ele participa do desenvolvimento da vacina, a vacina foi desenvolvida pela Sinovac, que fez fase um, fase dois, e o Butantan vai fazer a fase três dessa vacina, o Butantan é o responsável por essa fase, é quem financia, é quem controla o estudo, é quem anda de acordo com a velocidade necessária. Ou seja, nós temos uma grande responsabilidade, e somos, entre aspas, o dono desse estudo. E a nossa parte na contribuição para o desenvolvimento da vacina. Então quando chegarmos na vacina Butantã/Sinovac desenvolveram uma vacina que será aplicada à população brasileira, caso seja aprovada. Acho que é um ponto importante. E por que eu sou otimista? Porque esses centros, esses 12 centros, que poderão ser ampliados, de acordo com a necessidade, eles têm a missão de incluir os 9 mil voluntários até setembro. Isso vai ser feito em uma velocidade rápida o suficiente para permitir o aparecimento dos resultados de eficácia e com isso nós podemos iniciar o processo de registro. Então, é possível que no começo do próximo ano nós tenhamos, sim, uma vacina já em quantitativos definidos, 60 milhões a partir de outubro, mais 60 milhões de dose no primeiro trimestre do ano que vem. Estamos falando de 120 milhões de doses. E isso é contr atual, governador, isso não está, vamos dizer assim, ainda não definido, isso é contratual. O Butantan pode começar a fazer a formulação e o envase dessa vacina a partir de outubro e aí vem a questão da fábrica que é a produção indefinitivo da vacina aqui no Brasil. Essa fábrica, ela já existe, ela precisa ser reformada, ela precisa ser adaptada às novas condições de produção, mas ela já existe. É um prédio de 11 mil metros quadrados que vai ter o seu miolo reformado. Daí a necessidade desse investimento de 130 milhões. Já começamos a desmobilização do espaço e logo, logo, nas próximas semanas já estaremos prontos a iniciar, de fato, a instalação desse novo processo fabril. Precisava desse dinheiro? Sim, porque vai agilizar. Um dinheiro da i niciativa privada que tem uma facilidade enorme aí, de permitir contratações mais rápidas, a própria contratação da Sinovac em alguns desses processos, ou seja, tudo isso para dar agilidade a esse processo. Eu acho que essa iniciativa já foi muito bem-sucedida, tamanho aí, já os recursos ofertados. Eu acho que é isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Agora vamos, ainda no tema da saúde, com o secretário da Saúde Jean Gorinchteyn e os números atualizados, números que hoje dispomos para oferecer a imprensa. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde a todos aqui presentes. Estamos na 8ª fase do Plano São Paulo. O assunto relevante hoje é com relação a questão dos dados. São Paulo faz uma tabulação digital, portanto automática, não manual, e frente a modificação do sistema do Ministério da Saúde com novas variáveis do Sivep Gripe, houve uma incompatibilidade no acesso a essas informações, especialmente dos municípios para o Min istério. Dessa maneira nós passamos a ter problema semana passada, esse problema voltou a ser uma recorrência agora, no início da semana, o que fez com que a equipe de tecnologia de informática da Secretaria de Estado da Saúde prontamente se debruçasse para resolver esse problema nas duas últimas madrugadas e felizmente nós teremos os dados que sairão logo mais apresentados a todos. Um outro tema bastante relevante são os indicadores do Vale do Ribeira que acabaram por serem modificados. Houve um aumento da taxa de ocupação naquela região, naquela região de saúde, chegando a um percentual de 89%. Nós criamos, de forma emergencial, 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva, sendo dois deles já ativados de uma forma imediata no início da tarde de ontem, os outros oito estarão sendo abertos ao longo dos próximos dias e para que nós não tenhamos qualquer problema e risco de desassistência àquela população, iniciamos programas de transferência, sendo que dois desses pacientes que ali estiveram se beneficiaram com esse sistema sendo transferidos para hospitais da Baixada Santista. Lembrando que nenhum, mas nenhum paciente deixou de ser assistido ou deixará de ser assistido. Acompanharemos muito próximo, in loco, mais precisamente, eu e o secretário Vignoli amanhã pela manhã estaremos nos dirigindo para essa região para conhecer as condições dos hospitais, para conhecer as condições das Unidades de Terapia Intensiva da região para assim entendermos melhor o que se passa por lá e conforme estiver a situação nós definiremos até sexta-feira uma eventual reclassificação da região. Reforço uma outra questão muito imp ortante, governador, que a recalibragem do Plano São Paulo, ela não afrouxa regras, ela torna as mudanças de fase muito mais seguras e restritivas. Isso é algo muito importante. Vamos aos dados de ontem e de hoje e novamente peço a compreensão de todos nesse sentido. Os dados que foram fornecidos agora do dia 28, portanto na terça-feira, na segunda-feira, perdão, nós tínhamos em São Paulo 500.301 casos, considerando óbitos de 22.059 pacientes. No dia 29, portanto hoje, nós passamos a ter 514.197 casos, com óbitos 22.389. Lembrando que as taxas de ocupação passaram a permanecer estabilizadas em 65% nas taxas de ocupação no estado de São Paulo e na Grande São Paulo mantendo as cifras de 63%. [Próximo, por favor]. Importante lembrar que nós aumentamos a média móvel. Se vocês perceberem no que vinha acontece ndo nas últimas semanas, mantinha uma média de 7 mil, 7.400 casos e nós temos elevado, a despeito do número de retenções, represamento desses novos casos, essa média móvel modificou. Nós temos uma avaliação muito rígida, uma das possibilidades e volto a dizer, possibilidades que nós estamos avaliando é a questão da testagem. Como o próprio governador colocou, nós temos de abril até julho um aumento de 500% no número de testes que foram feitos sendo um média de 28.500 testes por dia. Mas é importante considerar que nas duas últimas semanas nós dobramos esses números de testes, inclusive para sintomáticos leves. E isso foi muito importante porque dessa maneira, apesar de nós termos cerca de 70% de elevação do número de casos notificados, nós não tivemos nem impact o em termos de elevação de mortalidade e nem de internação em Unidades de Terapia Intensiva. Isso reforça que essas medidas são muito mais preventivas, profiláticas, comprometendo e definindo quem são esses pacientes numa fase muito mais leve, impedindo essas pessoas de terem o seu quadro clínico agravado e precisarem de assistência hospitalar e mesmo de Unidade de Terapia Intensiva. Portanto, o número de casos de hoje, governador, 13.896 casos. [Próximo, por gentileza]. A projeção da média em relação a segunda quinzena, ela está absolutamente mantida dentro da faixa. Nós tínhamos aquele limite mínimo de 510 mil casos, máximo de 600 mil casos e nós estamos com 514.197 casos, portanto, absolutamente dentro da média de projeção estabelecida para o estado de São Paulo até o final de jul ho. [Próximo, por favor]. Da mesma foram, dentro dessa média de projeção nós já imaginávamos um mínimo de 21 mil e o máximo, limite superior, de 26 mil, estamos com 22.389 óbitos contabilizados, novamente dentro de toda a faixa estipulada para a segunda quinzena do mês de julho. [Próximo, por favor]. Acredito que esse seja o último, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Vamos agora com Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência do Covid-19. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado Sr. Governador, boa tarde a todos. O comentário é que o centro de contingência continua trabalhando intensamente, tanto no monitoramento de todas as regiões do estado, o secretário acabou de colocar uma situação preocupante na região de Registro, o centro de contingência, ele acompanha essa situação para que até o fim da semana possa haver informações e dados para uma eventual reclassificação em função do risco par a a população daquela região. Estamos acompanhando. Também estamos trabalhando agora com a recalibragem da regra do Plano São Paulo, então, essa semana já temos essa nova forma de poder ver a evolução da pandemia e dos indicadores em todas as regiões. Esse é um trabalho que é contínuo. E eu queria reforçar aqui que tem saído em alguns setores, algumas reportagens sobre pressões que levaram a mudanças nos critérios utilizados pelo Plano São Paulo a partir das recomendações do centro de contingência. Eu queria dizer que o centro de contingência não recebe nenhum tipo de pressão, muito pelo contrário. O centro de contingência trabalha de forma absolutamente independente, levando em consideração o conhecimento científico que nós temos, tanto do que se observa no pa&iac ute;s como internacionalmente, para poder fazer as recomendações. Tanto que nós temos solicitações, eventualmente, por exemplo, tivemos solicitação para a retomada, a possível retomada do Campeonato Paulista de Futebol Série A1, foi avaliado, outras solicitações como do automobilismo. Essas solicitações são recebidas e são avaliadas de acordo com os nossos critérios técnicos, mas não há pressão. E as mudanças que foram sugeridas e incorporadas no Plano São Paulo foram mudanças baseadas numa avaliação técnica que nós acreditamos que, de fato, traz mais segurança e mais adequação à progressão segura das fases de todas as regiões do estado para que nós possamos sair dessa situação de tanta perda de vidas devido a pandemia que n&oa cute;s estamos enfrentando. Então, essas são as considerações que eu tenho hoje sobre o centro de contingência. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Paulo Menezes. Agora, Dr. João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde governador, boa tarde a todos que acompanham a coletiva. Eu quero falar sobre a questão da testagem. Quem examinar os dados vai, obviamente, pode até ficar surpreso porque a uma semana atrás, no dia 22/7, a nossa média móvel de casos confirmados em São Paulo era de 6.600 pacientes por dia. A nossa média móvel de hoje é de 10.700. Então, nós passamos de 6.600 para 10.700. Bom, o por que é que acontece isso? Primeiro, agora eu vou unificar aqui várias falas que foram feitas anteriormente. O governador já salientou que houve um acréscimo de 500% na testagem de abril para julho em São Paulo. O Dr. Dimas afirma que o estado de São Paulo é o estado que mais faz testes no país hoje. Então, é esperado que esse aumento de casos confirmados ocorra. Mas é importante destacar que a confirmação desses casos nos leva a identificação de pacientes portadores do vírus, nesses casos leves, esses pacientes que não vão para hospital, e o seu isolamento. Quando nós conseguimos identificar e isolar esses pacientes, nós evitamos que eles continuem na comunidade transmitindo o vírus para outras pessoas. Então, não adianta nada não testar e não identificar quais casos novos e deixar as pessoas transmitindo o vírus na comunidade. Quem não fizer isso, quem n&a tilde;o testar para identificar esses pacientes, ele vai ser surpreendido por um aumento nas taxas de internação hospitalar e o aumento nas taxas de óbito, o que não vem acontecendo em São Paulo. São Paulo está aumentando o número de casos confirmados, mas não está aumentando, pelo contrário, está reduzindo o número de internações hospitalares, exatamente pela possibilidade da identificação e do isolamento das pessoas que são portadoras do vírus. Esse aviso é também para os prefeitos. Se os prefeitos acharem que, para os seus indicadores não piorar, é melhor não testar, porque não testando, não identifica casos novos, o prefeito vai ser surpreendido, futuramente, nas próximas semanas, não com o aumento do número de casos, mas com o aumento do número de internaç& otilde;es e com o aumento do número de óbitos. Então, essas medidas de testagem, elas são necessárias, mesmo que, com isso, nós tenhamos um aumento nas taxas de casos confirmados. Nós não devemos nos assustar com esse aumento de casos confirmados. Pelo contrário, isto vai ser a prevenção pra ter mais internações, e com isso nós vamos reduzir os óbitos. Era isso, governador, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Gabbardo. Penúltima intervenção, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Hoje a minha intervenção é breve, acho que só corroborando com tudo que foi dito até agora, pegando a última fala do Gabardo, a importância da gente manter esse trabalho de aumento da testagem e a próxima etapa dela, que é o monitoramento e isolamento de contatos. E aqui o Dimas Covas tem feito um trabalho muito importante à frente da Rede Estadual de Testagem do Estado de São Paulo, aumentando a nossa capacidade de teste s, tanto PCR quanto sorológico, mas principalmente PCR, recentemente, porque o PCR, ele mostra o que o Gabardo colocou, que é o vírus ativo, para que a gente possa fazer o isolamento de contatos. Eu queria relembrar também que, com a nova portaria do Governo Federal, que é uma portaria conjunta entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Economia, o trabalho de isolamento, ele passa a ser mais amplo, e vai além das pessoas que tiveram contato dentro da residência, e todos que tiveram contato nas últimas duas semanas, de pelo menos 15 minutos. A vigilância municipal e estadual tem feito um trabalho diligente, de integrar essa etapa de testagem com a etapa de monitoramento e isolamento de contatos. Nós anunciamos, há duas semanas atrás, o início do piloto do trabalho de fazer a nova etapa aqui de adição de novas tecnologias, para que esse trabalho seja ainda mais eficiente. Esse piloto vai se encerrar até sexta-feira dessa semana, para que a gente possa expandir para mais municípios e garantir que o trabalho de testagem, junto com o de triagem e isolamento, nos dê melhores condições pra avançar nas próximas etapas, de uma retomada consciente, segura e responsável. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, patrícia. E finalmente, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Primeiro pra dizer, com o sucesso da implementação do sistema de rastreamento aqui do Estado de São Paulo, amanhã, seguindo aquilo que já tinha sido programado, nós faremos a união com o Conselho Municipalista, pra ampliação pra mais cem municípios do Estado de São Paulo, do programa de rastreamento, portanto seguindo o nosso cronograma, com uma política bem-sucedida em Araraquara, Bauru e São Bernardo do Campo, e agora ampliando para mais 100 municípios esse instrumento importantíssimo de combate ao Corona Vírus, em parceria com as cidades aqui do Estado de São Paulo. Sobre o Vale do Ribeira, é fundamental dizer, amanhã nós estaremos lá pela manhã, em reunião com o Consórcio de Saúde dos Prefeitos do Vale do Ribeira e do Litoral Sul. Prefeito Marcos, de Itanhaém, está aqui no palácio agora, nós faremos já uma prévia, eu e o secretário Jean, da Saúde, sobre as questões lá do Vale do Ribeira, e também com os hospitais de Registro e Pariquera-Açu, e as equipes amanhã pela manhã. É fundamental dizer que o estado aumentou em 35% o número de leitos até agora lá no Vale do Ribeira, chegou aqui o prefeito Marcos, presidente do Consaúde de Itanhaém. Já aumentamos 35% os leitos do Vale do Ribeira, essa ampliação segue, conforme dito aqui pelo secretário Jean. Nós vamos ter, até o fim da semana que vem, mais 10 leitos instalados lá no Hospital de Registro, e além disso a recomendação para que três municípios do Vale do Ribeira possam vir para a fase vermelha nesse momento: os municípios de Registro, Pariquera-Açu e Cajati, tanto por internações quanto por óbitos, ao longo desses últimos dias. Nesses três municípios em conjunto, representam 58% dos casos e 41% dos óbitos do Vale do Ribeira. Portanto, essa é a recomendação para os municípios. Amanhã pela manhã eu e o secretário da Saúde estaremos lá no Vale do Ribeira, para ampliar essa capacidade hospitalar e avançar com o tratamento em saúde lá no Vale do R ibeira. Ninguém ficou sem atendimento e ninguém ficará, no Vale. Nós vamos lá para ampliar essa capacidade hospitalar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Marco Vinholi. 13h21, vamos agora às perguntas, inicialmente presenciais. Pela ordem, TV Globo, GloboNews, Rádio Jovem Pan, TV Record e CNN. Começando com você, Willian Cury. Boa tarde, bem-vindo mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu queria saber sobre o retorno das aulas. Tem uma matéria inclusive hoje na Folha de São Paulo falando que aquela regra foi alterada, do estado ter que ficar na fase amarela inteiro, para poder voltar, por 28 dias seguidos. Agora, 80% do estado teria que ficar por 14 dias e 100% nos outros 14 dias, de acordo com o próprio decreto que foi publicado pelo Governo de São Paulo. Eu queria saber sobre a expectativa da volta às aulas, pro dia 8 de setembro. O Governo já tem essa data confirmada ou não? Ou já se sabe que as aul as presenciais não poderão ser retomadas no dia 8 de setembro? Eu queria entender o que esse decreto diz exatamente, porque está tendo uma certa confusão de entendimento, não no decreto, mas de entendimento sobre ele. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Vou pedir à Patrícia Ellen pra responder, mas é preciso identificar que essa recalibragem do Plano São Paulo não tem uma relação com volta às aulas, isso não foi feito, a recalibragem não foi feita para facilitar ou dificultar a volta às aulas. Foi uma ilação do jornal Folha de São Paulo, que é um jornal que nós respeitamos bastante, mas não há nenhuma correlação. Isso foi fruto, enfim, de quem elaborou a mat&eacu te;ria, mas não há nada de concreto nesse sentido. E também não há a confirmação final do dia 8 de setembro. Nós afirmamos que isso será confirmado provavelmente até o dia 8 de agosto, pelo secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares. Então, a Patrícia Ellen pode complementar a sua pergunta, e a boa pergunta, Will, pois permite um esclarecimento e clareza nessa informação. São milhões de alunos, 3,5 milhões de alunos na rede pública do estado, e obviamente 3,5 milhões de famílias preocupadas com isso, isso na rede pública, mais os que estão na rede privada. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada. Bom, primeiro, sobre a recalibragem, Will, acho que é importante que... Houve, foi feita uma relação temerária entre recalibragem do Plano São Paulo e retorno às aulas, baseado em pressuposto equivocado. Porque, em primeiro lugar, o retorno às aulas, ele é baseado na fase amarela. Muito do que a gente trouxe aqui da recalibragem é da transição da amarela pra verde, então não tem impacto nenhum com relação a isso. A recalibragem também aumentou a segurança, as restrições a estabilidade do Plano São Paulo. A mudança com relação à capacidade de leitos, como demonstraram os slides apresentados ontem também na coletiva, sobre o índice de ocupação, ela se dá... A diferença de 60% pra 75%, porque o número de UTIs dobrou, mais que dobrou no estado, passando de 3.500 pra 8.160, e, na prática, antes São Paulo liberava pelo menos 1.400 leitos, e hoje, com o novo percentual, passa a liberar mais de 2.040 leitos. Então, na recalibragem, gostaria de reforçar esse esclarecimento, que também já foi feito pelo secretário Jean. Com relação à educação, lembrando que são quatro semanas na fase amarela, então essa mudança aqui não impacta a discussão com relaç&a tilde;o à retomada das aulas. Vai ser importante a gente acompanhar as próximas reclassificações pra entender como é que nós estamos aqui, com relação ao controle da pandemia no Estado de São Paulo, pra podermos então fazermos aqui a revisão e entender se a data prevista se mantém ou não. Hoje, nós não conseguimos dizer, porque precisamos monitorar as classificações das próximas semanas. Sobre 80%, eu queria só atentar ao fato de que o início da contagem das quatro semanas pressupõe que a gente precisa de pelo menos 80% do estado na fase amarela, pra aí, depois de quatro semanas, termos 100% do estado na fase amarela. Isso foi pedido do Centro de Contingência, pra iniciar a contagem com 80%, mas garantindo que, durante essas quatro semanas, a gente chegue a 100%. Espero ter esclarecido, mas o mais importante, eu refor ço de ontem, é: a gente tem feito, todos, um esforço muito grande até aqui, esse esforço vai ser mantido, não vai ser perdido, e queria agradecer à população, que continua tão engajada conosco no controle da pandemia. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Willian Cury, obrigado pela pergunta. Lembrando que o secretário Rossieli Soares estará aqui, na coletiva de imprensa, na próxima segunda-feira, respondendo sobre o calendário de educação e outros temas da educação em São Paulo, especialmente os vinculados à volta do calendário escolar ou não, dependendo, evidentemente, das circunstâncias e da total segurança que o Plano São Paulo puder oferecer, dados os fatos que devem proteger alu nos, professores e servidores do sistema de educação público e privado.

Vamos agora a Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. Depois, teremos TV Record, CNN, TV Vanguarda, que é repetidora afiliada da Rede Globo de Televisão, no Vale do Paraíba, e TV Cultura. Daniel Lian, bem-vindo mais uma vez aqui à nossa coletiva. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, na sua fala o senhor citou que outros países, países vizinhos, já demonstraram interesse na vacina. Eu gostaria de saber se a capacidade inicial de fabricação permitirá que a vacina seja distribuída concomitantemente com esses países ou se será apenas ao mercado brasileiro inicialmente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa pergunta também, para permitir um esclarecimento. Vou pedir ao Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e responsável pela vacina, pra proceder à resposta à sua pergunta, Daniel. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: O Butantan, ele procura produzir vacinas para o Brasil e também para outros países. Nós estamos nesse movimento já há algum tempo. Esperamos brevemente ter a nossa vacina da Influenza disponível para outros países, principalmente para os países mais pobres do mundo, ligado à Unicef, ligado ao [ininteligível], que é a união dos países mais pobres. E da mesma forma, nós estamos planejando com relação a essa vacina. Nós já temos conversas, junto com nosso s parceiros chineses, com a Organização Pan-Americana de Saúde, junto com países aqui como Argentina, Colômbia, Chile. Ou seja, a perspectiva é de que o Butantan seja o hub dessa vacina para a América, principalmente para a América Latina, num primeiro momento. Então, nós estamos nos preparando pra isso. Quando nós mencionamos esses quantitativos de vacina, esses quantitativos de vacina já preveem as necessidades do Brasil e já inclui a possibilidade de fornecimento para outros países, para a área pública de outros países, principalmente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas, obrigado, Daniel Lian. Vamos agora à TV Record. Na sequência, uma pequena inversão: teremos TV Vanguarda, TV Cultura e SBT, Rede TV, e aí sim a CNN. Daniela Salerno, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. São duas perguntas. Em relação à testagem, o Dr. Dimas comentou que também entre a população vulnerável tem a questão dos presos. Eu queria entender se essa testagem já foi iniciada ou não, se não, qual a perspectiva de dadas, e se sim, se já tem aí algum balanço de casos confirmados nas penitenciárias estaduais aqui de São Paulo. Em relação a um assunto que a gente trouxe ontem na coletiva, sobre o inquérito sorológico divulgado, uma informa ção também bastante, que me chamou bastante a atenção, é que, numa fase 4, a prefeitura quer testar crianças e adolescentes. Eu gostaria de entender como que vocês recebem essa notícia, a importância disso e se há até expectativa de fazer isso em outros municípios do estado. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Obrigado, Daniela. São duas perguntas, a primeira, sobre o sistema prisional, testagem, será respondida pelo Dr. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Em associação com a Secretaria de Administração Penitenciária, nós estamos testando os presídios. Existe uma normativa já estabelecida que, na iminência de casos, o sistema é ativado e rapidamente nós vamos e testamos toda a população carcerária. Paralelo a isso, estão sendo feitos testes sorológicos, já, já foram feitos em quatro prisões, e isso está já entrando em rotina. Nós estamos conversando isso com o Cosems, porque mu itos desses presídios dependem ainda do sistema municipal, e vamos fazer isso em associação. Então, é um programa que está em andamento, existem prevalências diferentes nas prisões, algumas com mais casos já confirmados, outras com menos casos confirmados, mas o importante: o teste é o início de todo um modelo de atenção, quer dizer, a prevenção, isolamento, como é que você trata o caso positivo dentro da prisão. Enfim, é um programa, não é só a questão do teste. E isso é feito com a Secretaria de Administração Penitenciária e se estende também aos funcionários, não só aos detentos, mas também aos funcionários.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas Covas. Sobre o tema das crianças, a Prefeitura de São Paulo, o Jean, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, fará a resposta. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, Daniela, obrigado pela pergunta. A gente, cada vez mais, vai estimular a testagem. A testagem é a única forma de nós termos a possibilidade de saber a dinâmica da epidemia, traduzindo isso, quanto existe a circulação de vírus numa determinada região ou outra, criando estratégias muito mais importantes e, mais do que isso, como o próprio Dr. Gabardo comentou, o fato de você identificar aqueles portadores que nós chamamos assintomáticos, ou com poucos sintomas, e i r retirando do convívio com outras pessoas. Dessa maneira, nós temos uma forma de restringir contaminação, a dispersão do vírus numa determinada região, bem como dar assistência muito mais precoce para as pessoas, por isso impactando na diminuição de internações e ocupação do número de leitos, a despeito da elevação do número de casos. Avaliar as crianças, especialmente numa fase como essa, é extremamente importante, uma vez que a gente já vem reforçando o quanto podem ser apresentadores de manifestações pouco expressivas, que nós chamamos oligossintomáticas, portanto com poucos sintomas, ou até mesmo assintomáticas, sem sintomas. E com isso, são vetores de transmissão, para quem? Para os seus avós, para os seus tios, para os seus cuidadores, que muitas vezes s&a tilde;o pessoas de grupos de risco, que podem evoluir de uma forma muito mais grave e fatal. Então, é fundamental que essa expansão aconteça indiscriminadamente, não poupando idade, credo, região social ou região, porque isso é fundamental para que nós estejamos entendendo e traçando medidas muito mais específicas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, Daniela Salerno, mais uma vez, obrigado. Vamos agora a uma pergunta online, é do Rafael Viana, da TV Vanguarda, do Vale do Paraíba, sua sede em São José dos Campos, afiliada da Rede Globo de Televisão. Rafael, boa tarde, obrigado pela sua participação. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Governador, boa tarde, obrigado pelo espaço. Queria perguntar sobre a situação aqui do Vale do Paraíba. Prefeitos do Vale estão alegando que a região já poderia ir para a fase amarela, e isso só não aconteceu por inconsistência nos dados do e-SUS. Eles já até fizeram uma reunião com o Comitê de Contingência e com a Secretaria de Desenvolvimento Regional, inclusive o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth, já permitiu a abertura, por exemplo, de bares e restaurantes, baseado n essa alegação de inconsistência nos dados do e-SUS. O que a gente quer saber é o seguinte: o Governo do Estado já avaliou os dados apresentados pelas prefeituras? Pode haver uma reclassificação ainda essa semana da situação do Vale do Paraíba no Plano São Paulo? E queria que o governo comentasse também como avalia a decisão de São José dos Campos de ir para a fase amarela por conta própria.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rafael. Vamos dividir a resposta à sua pergunta com o Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional, e com o nosso Centro de Contingência do Covid-19, com o Dr. Paulo Menezes. Então, Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Olá, Rafael. Bom, é importante esclarecer a questão. O Vale do Paraíba teve um crescimento de casos na semana passada, mas também um crescimento de óbitos, 17% de casos e 20% de óbitos, que teve a manutenção da região na fase laranja, por uma questão de saúde pública. Alguns prefeitos, acho que três ou quatro, trouxeram essa questão da dificuldade de preenchimento do sistema do Ministério da Saúde, o e-SUS, por insta bilidade do sistema, teria retardado essas notificações. Os dados foram trazidos, nós verificamos e, mesmo com esse retardamento, não houve qualquer alteração ou impacto comprovado para que se levasse para a fase amarela, mas sim a manutenção da fase laranja. Nós dialogamos com os prefeitos em torno disso, indicamos a manutenção da questão da fase laranja, a imensa maioria segue essa manutenção. Prefeito de São José dos Campos, nós também dialogamos para que ele possa seguir a fase laranja, ele indicou pra nós que deve acompanhar a evolução desses números, evolução essa que hoje vem se agravando, portanto a fase laranja segue, com dados de hoje, na região do Vale do Paraíba, e ele vai observar até na sexta-feira. Nós já estamos na quarta, a região segue no laranja com o agravamento. Então, nós seguimos indicando para o prefeito Felicio, que trouxe aqui as ponderações dele, pra que possa seguir na fase laranja do Plano São Paulo nesse momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Agora sim, vamos com Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Bom, eu não tenho muito a acrescentar. Realmente, nós ouvimos as colocações do prefeito de São José dos Campos e outros prefeitos da região, agora o Centro de Contingência, ele avalia os indicadores e sugere a classificação. A decisão não cabe ao Centro de Contingência, em primeiro lugar. Mas eu acho o mais importante é reforçar o que o secretário Vinholi colocou, de que os indicadores continuam mostrando que a regi&atild e;o, ela deve continuar classificada na região laranja, e o Centro de Contingência está acompanhando todos os dias o progresso da epidemia na região.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Rafael, muito obrigado pela sua participação, pela pergunta, obrigado também ao Paulo Menezes e igualmente ao Marco Vinholi. Vamos agora, agora presencialmente, com a TV Cultura, na sequência SBT, TV Cultura, faz a pergunta Maria Manso. Maria, mais uma vez, muito obrigado, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Minha pergunta é sobre a vacina. As pessoas com mais de 60 anos, muitas delas têm já uma vida ativa, estão voltando ao trabalho, inclusive, junto com a população. Mas ainda assim, esses idosos, com mais de 60 anos, fazem parte do grupo de maior risco para a Covid-19 e também devem receber primeiro a vacina, quando ela for aprovada. Por que então essas pessoas não fazem parte dos grupos de teste? Não seria importante também testar possíveis reações da vacina nessas pessoas, por favor?< /span>

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado pela pergunta, Maria. Veja, o teste, ele pretende avaliar a eficácia da vacina. Então, a população inicial, de 18 a 59 anos, e que lida diretamente com o Covid, é exatamente para desafiar a vacina. Quer dizer, como essa é a população mais exposta, a população que tem mais contato, está mais em risco, então essa é a população ideal para determinar a eficácia. Acima de 60 anos, primeiro, é a pessoa que não deve entrar em contato com o vír us, ela deve se proteger, ela deve fazer o isolamento, as regras de afastamento social, porque ela tem o risco associado. Num segundo momento, após terminada essa primeira fase, sim, aí será a vacinação do estudo clínico estendida para essa população, com outro objetivo. Aí já não é mais avaliar a eficácia, aí é avaliar a segurança da vacina para esse grupo de pessoas, ok?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Maria Manso, obrigado pela pergunta. Vamos agora ao SBT. Na sequência, a Rede TV e CNN, completando as perguntas da coletiva de hoje. Fábio Diamante, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas. Dr. Jean, o senhor, se referindo ao aumento do número de casos, na média móvel, o senhor falou que uma das possibilidades é a testagem. Eu queria que o senhor dissesse quais são as outras possibilidades, porque de fato foi algo repentino. Os senhores mesmo entenderam que a explicação deveria ser de algo repentino, um problema no e-SUS. O que está... Fora essa possibilidade, o que o mais o governo cogita? Uma segunda pergunta, governador, queria perguntar para o senhor sobre o p rotesto dos professores. Eles estão aqui muito próximos do Palácio, só não chegaram mais perto porque a Polícia Militar não permite. Eles têm duas pautas: a primeira é que os professores não querem voltar às aulas, porque entendem que existe um risco à saúde, e a segunda pauta é sobre os professores temporários, que, desde o início da pandemia, não recebem salário, porque eles não estão dando aula. Ainda que o contrato seja esse, é algo bastante grave pra essa categoria, que não é pequena. A Secretaria de Educação emitiu uma nota, dizendo que o protesto, ele é político, mas eles pedem apenas para serem recebidos pelo secretário da Educação, remotamente, para levar o problema e tentar buscar uma solução, que eles de fato estão vivendo de vaquinha. Eu queria saber se o senhor não encontra um outro caminho, um diálogo melhor, principalmente em relação aos professores temporários. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Vamos à primeira pergunta então, com o secretário Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Fábio, muito obrigado pela pergunta. Veja bem, nós temos que [ininteligível] muito críticos e olhar de uma forma muito crítica. O primeiro ponto que nos chama a atenção é que isso tem algo muito próximo com esse aumento do número de testes. Porém, nós temos que estar atentos para uma possibilidade de uma circulação maior em uma ou outra região. E é por isso que esse olhar apurado vai dar a garantia de tomar decisões muito ma iores, em uma ou outra região, garantindo o sucesso do Plano São Paulo. Mas, de antemão, a minha percepção frente exatamente àquela correlação de número de casos e internações, especialmente em leito de UTI, elas são muito díspares, elas são muito contraditórias, mostrando que as pessoas estão sendo testadas de uma forma muito mais precoce, algo que não acontecia. Para se ter uma ideia, no início da pandemia, nós só testávamos naqueles que eram admitidos nas unidades hospitalares, diferente de hoje. E é esse o objetivo. Este olhar atento é um olhar de que podemos fazer mais e melhor, e seguirmos, de forma muito cuidadosa, cautelosa e segura nesse Plano São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Fábio, em relação ao tema da Apeoesp, a Apeoesp tem um viés político, não é de hoje, aliás é de muito tempo. Respeitamos, evidentemente, mas é um viés eminentemente político e extremado. E a deputada estadual que comanda a Apeoesp tem um viés, que ela pratica sempre que possível à frente desta associação. Posso assegurar que a posição emanada aqui nesta manhã não é majoritária no professo rado de São Paulo, é parcial. O diálogo sempre existiu, nunca foi limitado o acesso, seja ao secretário Rossieli Soares, seja ao secretário executivo, Haroldo Ribeiro, que é o secretário executivo e já foi secretário também de estado do Espírito Santo da Educação. Portanto, o diálogo é permanente. Em relação aos temporários, é uma circunstância. Da mesma maneira que veículos de comunicação tiveram que reduzir profissionais temporários, freelancers, também não faz sentido que o dinheiro público seja utilizado, dinheiro seu, nosso, de todos que estão aqui, para pagar quem não está trabalhando. E não está trabalhando, não é porque nós não desejamos, é porque as circunstâncias de uma pandemia não permitem. S&atil de;o ônus de uma pandemia, que afeta todo o setor produtivo do país, de comunicação, de educação, de ciência e outros. Exceto a saúde, que, circunstancialmente, tem mais empregado do que desempregado, praticamente todos os demais setores sofreram, em maior ou menor grau, circunstâncias desse tipo. Mas o diálogo com o setor continua aberto e eu, pessoalmente, quero dar aqui a minha manifestação de profundo respeito aos professores e gestores também, porque há aqueles que são gestores de escolas, embora não sejam professores, e que merecem respeito. Das escolas públicas estaduais e escolas públicas municipais. Eu estudei em escola pública estadual, portanto eu sei a importância e o respeito que merecem diretores, gestores e professores. Vamos agora à penúltima pergunta, que é a da Carolina Riguengo, da Rede TV. Carolina... Peguei você aqui sem querer... Boa tarde mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. A minha pergunta é sobre os quilombolas, que vocês colocaram aqui pra gente que eles receberão mais testes. Queria saber alguns detalhes, resumidamente, que vocês possam passar sobre uma vez casos positivos, como é que vai funcionar o isolamento pra essas pessoas, e também se eles estiverem em estado grave, pra onde eles irão. Trouxe duas perguntas de populares. Uma delas: Vocês sempre passam pra nós que estamos ainda dentro das projeções, em óbitos e também em casos. Como é feita essa projeç&a tilde;o? O que se espera? E por último: Existe uma informação, um boato circulando pela internet, e que tem causado terror para algumas pessoas, que de repente têm um pouco mais de dificuldade a informações, de que essa vacina que vem da China, parceria com o Butantan, poderia causar a morte de muitas pessoas que a utilizarem. Gostaria que vocês, por gentileza, esclarecessem, tirassem o terror dessas pessoas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina, vamos responder as três perguntas, em especial essa última. Mas dos quilombolas, das aldeias, vou pedir ao doutor Dimas Covas, que juntamente com a Secretaria de Saúde, e também o fundo social, e a Secretaria de Desenvolvimento Social do estado de São Paulo, tem feito uma ação constante. Hoje mesmo estamos fazendo lá no Vale do Ribeira, a Bia, minha esposa, está lá fazendo o acompanhamento dos testes, e entregando também as cestas básicas, as m&aa cute;scaras e álcool em gel. Mas sempre com a cooperação do Instituto Butantã. Doutor Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Exatamente, quer dizer, a atenção à essas populações vulneráveis não é isolada, nós temos a participação nesse momento de cinco secretarias nesse programa, quer dizer, além da Secretaria de Saúde, a Secretaria de Habitação, a Secretaria de Desenvolvimento Social, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, enfim, é um grupo, CDHU, quer dizer, é um grupo que se dedica ao atendimento dessas populações vulneráveis. E o teste & eacute; um pedaço, que ele dispara uma série de outras ações, ações de vigilância em saúde, ações de apoio social, ações junto aos municípios, porque essas populações elas pertencem ao município. Então as secretarias de saúde dos municípios também têm que se envolver. Enfim, é um programa de atenção que não se resumem à questão do teste. E hoje a dona Bia Doria está lá, daqui a pouco, iniciando essa atuação no quilombo, que já foi anunciada. Com relação à última questão da mortalidade...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos por partes, como diria Jack, vamos por partes, vamos responder todas as perguntas da Carolina. Há uma complementação ainda sobre as aldeias quilombolas, mas é importante, e eu queria também fazer um adendo aqui, dizendo que o governo do estado de São Paulo não descrimina nenhuma comunidade, não que você tenha feito qualquer observação nesse sentido, mas diferentemente de outro governo, aqui não descriminamos, nem índios, nem quilombolas, nem negros, nem nenhum tipo de comunidade, seja judaica, seja árabe, ou de qualquer natureza, todas elas merecem respeito, sobretudo, aquelas mais vulneráveis. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, gostaria de complementar algumas questões, e reforçar aquilo que a gente já havia falado. Quer dizer, como é importante a gente testar de forma mais precoce para saber quem são aqueles que estão eventualmente adoentados. Ou ainda no desenvolver das doenças, para que nem venham a necessitar o serviço de saúde, é importante que a gente tenha essa visão. E é claro que imediatamente em qualquer instabilidade clínica, prontamente serão e d everão ser atendidos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Na segunda pergunta, Carolina, sobre as projeções, doutor Paulo Menezes responderá.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, Carolina. As projeções são feitas utilizando modelos matemáticos, que são equações que levam em consideração uma série de informações que são chamadas de parâmetros. Então, por exemplo, a proporção da população que se acredita que esteja vulnerável, suscetível à infecção, à velocidade de transmissão, ou a razão de transmiss ão do momento, se uma pessoa passa para outra pessoa, para duas, ou três ou quatro e assim por diante. Se há óbitos ao longo desse percurso. Então uma série de fatores, e essas projeções elas são sempre feitas utilizando as informações mais recentes. Além disso elas têm um certo grau de imprecisão, que é aquela faixa que a gente mostra todos os dias, que aumenta conforme a projeção se dá por um período mais longo, por isso que nós trabalhamos com períodos de 15 dias, para ter uma precisão boa, e também utilizar os dados que a gente tem sobre a transmissão, sobre e epidemia em um período cada vez maior, mais acumulado, que permite fazer com que a projeção ela seja mais precisa. Então ela nos ajuda muito no sentido de planejar o que pode acontecer nas próximas, principalmente nas próximas duas semanas através dessa metodologia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo. Sobre a terceira e última pergunta, eu inicio e o doutor Dimas conclui. Eu inicio dizendo que é uma posição vergonhosa de alguns extremistas de direita, fazendo afirmações dessa natureza, além de não contribuírem em nada, além de propagarem o negacionismo, propagarem aglomerações, e não usarem máscaras, não fazerem distanciamento social, estimularem o consumo de Cloroquina, ainda agora acusando a vacina, que vai salvar mi lhões de brasileiros de poder provocar danos à saúde daqueles que vierem a ser vacinados. É uma vergonha para o Brasil, termos um grupo de extremistas que propaga esse tipo de informação através das redes sociais, assustando principalmente a população mais vulnerável, a população mais simples. Doutor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Olha, são absolutamente inverídicas essas informações, quer dizer, a análise dessa vacina ela é acompanhada, a Organização Mundial de Saúde, organismos internacionais. Ela tem, a empresa Sinovac, ela tem um complaence muito rígido, porque ela é uma companhia que tem bolsas, tem ações na bolsa de Nova York, e, portanto, ela está sujeita à observação do mundo todo. E tem outros aspectos que são importantes do ponto de vista técnico, quer dizer, ho uve a menção de que a vacina seria produzida em células de fetos. Coisas absurdas. Nada disso é verdade. Quer dizer, como eu mencionei, é uma vacina produzida já em uma tecnologia tradicional, já testada, já que se demonstrou segura. E vai acontecer a mesma coisa com essa vacina, na eficácia nós vamos demonstrar que é uma vacina segura, é uma vacina que deve chegar muito rapidamente aos brasileiros. Obviamente que vacina não é tema de discussão política, mas nós temos que ver que é a grande esperança que nós temos nesse momento. Quer dizer, para abreviar essa epidemia, nós temos que ter a vacina o quanto antes possível, aqui para a nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Carolina, obrigado pelas perguntas. Vamos à última pergunta, que é da CNN, com a jornalista Tainá Falcão. Bem-vinda à nossa coletiva. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. Obrigada, governador. Eu tive que sair para fazer ao vivo, não sei se alguém já perguntou, a minha pergunta é sobre a vacina que está sendo produzida na Rússia, foi tema hoje, todo mundo discutiu isso nos jornais. Primeiro, governador, eu queria saber se essa vacina for aprovada, como diz o governo russo, até agosto, se o senhor vai tentar alguma parceria, vai tentar trazer essa vacina para o Brasil? E eu queria a opinião de repente do doutor Dimas, como especialista, porque eles pretendem aprovar a vacina ainda sem os estudos suficientes, sem os testes necessários.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, eu prefiro que a ciência responda, e não eu, então quem vai responder sobre a vacina russa, e as características que você indagou na sua boa pergunta, é o doutor Dimas Covas, que é um especialista médico, e um especialista nesse tema de vacinas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, nós fomos procurados por emissários do governo russo, porque essa vacina ela é feita em um instituto estatal russo. Enfim, eles queriam saber se nós poderíamos nos associarmos a eles para produção dessa vacina. Em um primeiro momento nós estamos assim, olha, até podemos avaliar, porque é uma tecnologia diferente, uma tecnologia que nós não conhecemos, precisamos ter mais dados técnicos para poder fazer essa avaliação. E precisamos de dados mais concretos em rela&ccedi l;ão aos estudos que já foram feitos, se já foi feito estudo fase um, fase dois, enfim, conhecer melhor a vacina. Nós ainda não recebemos esse retorno. Então é muito prematuro dizer se nós descartaríamos uma possível associação para a produção dessa vacina lá na frente. Com certeza essas informações chegarão, mas eu gostaria de pontuar, não é uma vacina que está em fase final de desenvolvimento. Se você procurar lá nas fases, nas vacinas que estão em fase final de desenvolvimento pelo próprio site da Organização Mundial de Saúde, a vacina russa não está lá listada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado Dimas Covas. Tainá, muito obrigado pela sua pergunta e a sua presença aqui também. Queria agradecer a participação dos jornalistas que aqui vieram ao Palácio dos Bandeirantes, nesta fria tarde de quarta-feira. Amanhã a saúde tem a sua coletiva, às 12h45min. A você que está em casa, pela TV Cultura, por favor, fique em casa, sobretudo, em dias mais frios, a recomendação da saúde, da ciência, para que pessoas com mais de 60 anos fiquem em casa, sobretudo, diante dessa onda de frio que chegou hoje a São Paulo, e prossegue até o final desta semana. E se tiver que sair, use máscara, lave as mãos, use álcool em gel, e se proteja. Obrigado, uma boa tarde a todos. Muito obrigado.