Coletiva - Governo inaugura DEIC e unidade do Programa Creche Escola em Taubaté 20211806

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Coletiva - Governo inaugura DEIC e unidade do Programa Creche Escola em Taubaté 20211806

Local: São José dos Campos – Data: Junho 18/06/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Da TV Vanguarda, a TV Globo aqui do nosso Vale, do meu querido amigo Roni. Como você está?

TIAGO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. O senhor falou a respeito da vacina, existe essa promessa da vacina chegar para todos no estado de São Paulo, até 15 de setembro. Eu gostaria de abordar com o senhor um outro tópico também relacionado à pandemia, que é a respeito dos leitos. Taubaté, por exemplo, é uma cidade que está com ocupação de leitos de UTI há mais de um mês, há quase um mês, na verdade, acima de 80%, é algo muito preocupante, principalmente para as famílias que estão passando por esse momento difícil, [Ininteligível] que as pessoas [Ininteligível] podem tomar a vacina, porque tem que aguardar certo tempo, e fica nessa apreensão de não poder tomar a vacina, por mais que talvez ela esteja disponível, e de repente não ter um leito disponível para o parente que necessita. Nesse sentido existe algum plano do governo estadual, abertura de novos leitos, a ampliação? Ou mesmo de repente com a chegada do ano, a Taubaté, algo nesse sentido?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Tiago, vou dividir a resposta com o Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional. Mas primeiro para tranquilizar a todos que vivem aqui no Vale, seja qual for a cidade, seja qual for o índice de ocupação de leitos de UTI, aqui no governo do estado de São Paulo, [Ininteligível] pública, principalmente de tranquilidade pública, as pessoas precisam estar seguras de que não faltarão leitos aqui na região, caso a necessidade se expresse em índices superiores próximo de 100%. Isso não ocorrerá pelo sistema CROSS, também pela capacidade do governo de São Paulo de suprir, ainda que temporariamente, leitos de UTI. Vamos agora ao Teo Silva, da Rádio Metropolitana, obrigado pela presença. Boa tarde. Antes da sua pergunta, eu vou pedir mais uma vez ao pessoal que aqui está, pessoal, por favor, tenho que pedir em nome dos jornalistas, porque fica difícil de eles ouvirem e registrarem o áudio, pessoal. Eu não posso acreditar que pessoas que venham à uma escola pública, não queiram demonstrar educação e respeito pelos profissionais da imprensa. Se alguém puder avisar lá o pessoal que está conversando, porque o eco desse corredor é enorme, pode conversar, só sair, tem um jardim aqui, o jardim não tem eco. Obrigado, pessoal. Teo.

TEO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Queria que o senhor falasse um pouco mais sobre essa assinatura do chamamento público para o pessoal assumir a obra do AME, entrega do AME, na verdade, como que está a gestão até isso? E se você pode dar um prazo para a entrega disso, que a demanda é bastante urgente para os moradores aqui da cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Verdade, é urgente, importante e necessário também, foi por isso que nós colocamos na escala de prioridade, e é por isso que o Marco Vinholi pode dar a você, inclusive, prazo para o início da operação do AME aqui de Taubaté. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Bom, nós tivemos em fevereiro, os técnicos da Secretaria de Saúde fazendo uma vistoria, são necessárias ainda algumas obras finais, ainda vão vir para isso, a prefeitura também tem uma parte para fazer. Nós vamos seguir executando isso até o final do ano. O chamamento público agora disparado pelo governador João Doria, a expectativa é janeiro do ano que vem a gente poder iniciar as operações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ou seja, para ser claro, mais claro ainda, do que ele já foi, Teo, em janeiro de 2022, esse AME estará funcionando na plenitude. Nós vamos tentar, inclusive, falei com o Jean Gorinchteyn, antes de vir para cá, por telefone, para que nós possamos ter, pelo menos, 60 dias de operação escalonada, temos a certeza de que em janeiro o AME estará funcionando, e funcionando de forma absolutamente adequada e plena. E obviamente o prefeito que está aqui, o prefeito de Taubaté, vai nos ajudar também nesse monitoramento, junto com o seu secretário. Secretário ou secretária de saúde? Secretário de saúde, também. [Ininteligível], prefeito, se algo não for bem, antes dessa data, nos acione. Teo, muito obrigado pela pergunta. Agora o Caique Toledo, do Jornal o Vale. Caique, prazer em te rever, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAIQUE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Queria perguntar se o senhor está tendo tempo, está conseguindo acompanhar o desdobramento da CPI da COVID-19 no Senado Federal? [Ininteligível] foi revelado até agora, [Ininteligível] do Governo Federal, na comissão dessa pandemia? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Caique, tenho acompanhado, não todos os depoimentos, não todas as sessões, mas eu quero primeiro elogiar o trabalho da CPI, do Senado Federal, da CPI da COVID-19, um trabalho bem consistente, sobretudo, nas demandas, nas perguntas, e conduzido com sobriedade, mas com firmeza também. Tantas revelações já foram feitas ao longo dessas cinco semanas de CPI, que nos dão uma convicção desde já, mesmo durante a conclusão da CPI, de que houve uma dissidia, um desleixo muito claro do Governo Federal, através do seu Ministério da Saúde, em relação à COVID-19. Claramente o Governo Federal não comprou as vacinas quando poderia ter comprado, claramente o Governo Federal fez enormes investimentos comprando Cloroquina, absolutamente inútil, a Cloroquina ela coloca em risco a vida das pessoas, ela não salva pessoas, e também com a falta de iniciativas, eu não me refiro ao hoje, mas no período passado, iniciativas para estimularem, orientarem o distanciamento, o uso de máscara, o uso de álcool em gel. Mas eu não quero precipitar julgamentos, quem fará a conclusão será a CPI. Entendo que ainda vamos ter dois, talvez até três meses de CPI pela frente. Mas como cidadão, me sinto representado pela CPI, pela conduta da CPI até o presente momento. Obrigado, Caique. Agora vamos para a última pergunta, da Mônica Arruda, da TV Record, aqui do Vale. Tudo bem, Mônica?

MÔNICA ARRUDA, REPÓRTER: Obrigado, governador. Governador, Taubaté teve muitas baixas na indústria, [Ininteligível]. Eu queria saber se o estado tem estudado alternativas para atrair novos investimentos para [Ininteligível]? E se me permite, governador, eu queria que o senhor falasse um pouquinho do retorno às aulas presenciais nas redes estaduais de ensino, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Mônica. As duas perguntas foram bem interessantes e importantes. O Rossieli Soares, vou começar pela segunda, que é a do retorno às aulas, Rossieli, vou pedir para você poder responder à Mônica, e na sequência, eu respondo sobre os investimentos.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Bom, Mônica, obrigado pela pergunta, esse é um tema para a gente muito importante, no dia 10 de abril começamos a vacinação, mas a história da volta às aulas no estado de São Paulo começa no dia 8 de setembro de 2020, o primeiro estado a começar a reaver [Ininteligível], com atividades [Ininteligível] reforço, em outubro passamos já com algumas aulas em algumas escolas. Crescendo, [Ininteligível]. Então hoje a tem uma maturidade, um aprendizado desde o ano passado. E obviamente estamos acompanhando a [Ininteligível] demonstrado. Então quais são as mudanças que a gente sempre faz? Vale destacar, primeiro, nós não teremos mais o percentual como uma regra, mas sim a exigência dos protocolos, distanciamento de um metro, uso de máscaras, álcool em gel. Então ter um metro de distanciamento entre os alunos na sala de aula, isso fará com que cada tipo de escola tenha um tipo de limitação diferente. Então uma escola questão tem espaço maior, eu sempre dou um exemplo, nós temos uma escola que cabem 3 mil alunos, mas eu só tenho 350 matrículas. Então nessa, com certeza eu consigo [Ininteligível] todos os alunos com distanciamento. Mas hoje eu estou com um percentual de 350, tendo espaço de sobra para 100%. Então a gente olha para a capacidade física, que é o que o [Ininteligível], para o distanciamento e um metro. E aumentar as testagens, a gente [Ininteligível] testagem vai mandar para os municípios em um processo de testagens de individualmente, aqueles que são sintomáticos, para aqueles casos a gente só teve 36 casos mesmo, mas naquelas escolas que tem mais de dois casos confirmados, na verdade, dentro do mesmo ambiente, ou seja, estiveram [Ininteligível]. Lembrando que escola a gente consegue ter o controle, a escola sabe quem vem cada dia, quem esteve com quem, e os protocolos [Ininteligível] para horários de entrada e saída diversos, horários de intervalo diversos, por exemplo. Não poderá a escola soltar no intervalo todos os alunos, tem que organizar as bolhas, uma turma em um horário, a outra turma em outra, para que o contato seja sempre minimizado. Então os protocolos estão nessa direção, o processo de vacinação obviamente contribui, não é independente da vacina, o retorno às aulas, mas ele é sim um processo que contribui com uma sociedade como um todo. O que nós podemos dizer é que o estado de São Paulo prioriza a educação, e nós temos conversado muito com as prefeituras, com as associações, com os consórcios do município, para que esse próximo passo seja dado em conjunto. E obviamente vamos avaliar as condições epidemiológicas da segunda quinzena de julho, obviamente, lá na segunda quinzena de julho vamos estar acompanhando todos os efeitos de toda vacinação, de todo o esforço que o governo do estado está fazendo com a vacinação junto com os prefeitos, para olharmos, obviamente, quando estivermos mais próximos. Mas não dá para não voltar, os prejuízos são gigantescos nesse momento, para as crianças. Precisa ser prioridade de todos nós da sociedade. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, a você, Rossieli. Mônica, para completar, eu sei que foi a única pergunta ligada à economia, mas muito importante. Nós tivemos um relatório SEADE na semana passada, o SEADE é uma instituição da Universidade de São Paulo, que faz pesquisa, e deu a indicação da previsão de crescimento de Produto Interno Bruto do Brasil, crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro, para crescer cerca de 5%, essa é a estimativa, aliás, estimativa que coincide como a estimativa média dos bancos nacionais, dos bancos internacionais do Brasil, e a estimativa de crescimento de São Paulo, do PIB, 7,6%. Ou seja, São Paulo terá um crescimento 50% maior que o crescimento do país. Isso foi apresentado pelo ex-ministro e atual secretário da Fazenda do estado de São Paulo, Henrique Meirelles, na reunião de secretariado da semana passada. O que nos traz um horizonte muito bom para a economia, e inclusive para novos investimentos. Evidentemente o período da pandemia foi um período duro, triste, de desinvestimento, principalmente, com raras exceções, o setor do agro é uma rara exceção, o setor do comércio virtual é uma outra rafa exceção, os setores cresceram dois dígitos aqui em São Paulo. Agora, com a retomada econômica, com a aceleração da vacinação, nós teremos rapidamente também a reanálise de investimentos, que já estava programados, que foram suspensos. Investimentos que nos dá o incurso que foram colocados em uma velocidade menor, e novos investimentos também que serão capitados, seja do ponto de vista privado, seja do ponto de vista público. A economia se ativa pelo desenvolvimento e investimento público, estradas, rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos regionais, programas de saneamento, investimentos na construção de escolas, na construção de hospitais. Tudo isso ativa a economia. E a propósito, no dia 15 de julho, portanto, no dia 15 do mês, vamos ter a concessão de 22 aeroportos regionais, inclusive o de São José dos Campos, na Bolsa de Valores na B3, são 22 aeroportos em dois lotes de 11, que serão concedidos para o setor privado, em leilão público. E nós temos uma boa perspectiva de novos investimentos, inclusive para essa região do Vale, uma região que sofreu, e eu reconheço, o impacto da pandemia foi muito grande aqui, e não foi só na economia criativa, no setor de serviço, e também no setor de indústria. Não necessariamente pela queda de consumo, mas pela falta de peças, há uma escassez de peças de ordem mundial, isso afetou, por exemplo, a indústria automobilística fortemente, aqui no estado de São Paulo, e no país como um todo. Mas eu tenho, eu diria, um otimismo razoável, sensato, e que nós podemos ter um crescimento com a retomada da economia já com o avanço da vacinação. Exemplo disso, quando nós anunciamos na quarta-feira, que faríamos a vacinação de todos os brasileiros paulistas e residentes em São Paulo, até o dia 15 de setembro, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, subiu, teve um acréscimo de três pontos, e se manteve assim. Porque há uma relação direta entre vacinação e recuperação do Coronavírus. Então acho que vamos ter mais boas perspectivas para esse segundo semestre, e os demais. Obviamente, dependendo desse bom ritmo da vacinação, e que eu espero que continue sendo acelerado. A todos vocês que tiveram a oportunidade de vir aqui, obrigado pela paciência, obrigado pelo tempo. Perdão pelo ruído, sei o quanto isso dificulta, que vai para lá para a mesa de edição para depois trabalhar. E se protejam, continue usando as suas máscaras, continuem fazendo um bom trabalho, eu sempre homenageio os meus colegas de imprensa, se não fossem vocês as fake news dominariam o Brasil, as mentiras hoje predominariam sobre as verdades. Isso só não acontece, porque jornalistas como vocês não permitem. Muito obrigado, boa tarde. Bom final de semana. Obrigado.