Coletiva - Governo lança AgroSP+Seguro e anuncia R$ 215 milhões para crédito e seguro rural 20211208

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Governo lança AgroSP+Seguro e anuncia R$ 215 milhões para crédito e seguro rural 20211208

Local: Capital – Data: Agosto 12/08/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Antes dos anúncios de hoje, principalmente das perguntas de hoje, quero me desculpar pela aglomeração de pessoas aqui. Nos surpreendeu a quantidade de pessoas neste evento. Felizmente, todas com máscaras, todas passaram álcool em gel nas suas mãos. Mesmo assim, as nossas desculpas pela aglomeração.

É um anúncio tão significativo pro mundo do agro. Nós temos 201 prefeituras aqui, 201 prefeitos do interior do estado de São Paulo estão aqui hoje presentes. Nós teremos, na sequência, as perguntas do canal Terra Viva, do Agro Mais, do Alexandre Andrade, da Bloomberg, que esta virtualmente aqui nos acompanhando, da Taís Leite, do jornal o Vale, da Carla Aranha, da revista Exame, e terminamos com a Daniela Gemniani, da TV Globo, GloboNews. Excluíram deliberadamente a Tainá Falcão aqui, ela foi expulsa da relação... Vai pedir música depois, né? Desculpa, Tainá. Bem, então nós vamos, como vocês já conhecem os programas, vamos ganhar tempo aqui, tem o fechamento de vocês e também o retorno às suas emissoras e aos seus veículos de comunicação. Vamos começar então com a Daiane Andrade, do Canal Terra Viva, do canal Agro Mais. Aqui ao meu lado, está evidentemente Itamar Borges, nosso secretário de Agricultura e Abastecimento. Daiane, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DAIANE ANDRADE, REPÓRTER: Olá, muito boa tarde, governador, boa tarde a todos, boa tarde, secretário.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só um minutinho. Pessoal da mesa de som, desculpa, Daiane. Se puder aumentar um pouquinho mais o áudio do microfone que está com os jornalistas, eu não sei qual é o número do microfone, nem a cor, mas é o que a Daiane, que está aqui, está usando. E o meu também, se puder aumentar um pouquinho o áudio, eu agradeço. Daiane, desculpe, por favor.

DAIANE ANDRADE, REPÓRTER: Imagina. Boa tarde novamente, governador, secretário, a todos. Bom, a minha pergunta é voltada primeiramente para o recurso de R$ 100 milhões que vão ser liberados para produtores que foram afetados pela pandemia, e também por eventos climáticos. Eu gostaria de saber quando já vai ocorrer essa liberação, quais produtores terão acesso, como vai ser essa liberação em relação a volume e taxa de juros. E também, uma segunda pergunta sobre a reativação dos corredores sanitários, se o estado de São Paulo já tem uma meta aí pra também alcançar o status de livre de aftosa, sem vacinação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Duas perguntas muito objetivas, felizmente temos resposta pras duas com Itamar Borges, nosso secretário da Agricultura e Abastecimento. Itamar.

ITAMAR BORGES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: Em relação aos R$ 100 milhões da Desenvolve, a partir de amanhã já as casas de agricultura já atendem, os nossos técnicos, os produtores, para poder elaborar o projeto, 1% de juros, até 24 meses de carência e mais 48 meses para pagamento. Essa é a taxa que será oferecida. Além dessa, temos a do Banco do Povo, que é juros zero. Aí é para produtores mais informais, até R$ 21 mil, sendo que na Desenvolve até R$ 80 mil. Quando se tratar de associação de produtores, de cooperativa, vai até R$ 1,5 milhão. Com relação ao corredor sanitário, nós já temos estruturação com o DER de reativar 14 barreiras fixas, 22 barreiras móveis, o governador autorizou comprar as vans e toda uma estrutura de equipe para adicionar à defesa, para poder fazer a proteção da divisa com os estados. Estamos dialogando com os estados vizinhos e com o Ministério da Agricultura, e o nosso propósito é que o ano que vem nós possamos anunciar ao Ministério, e no mais tardar nós vamos finalizar o ano que vem com o programa e 2023 São Paulo já está totalmente fora, com possibilidade de 2022.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado então, obrigado, Daiane, obrigado, Itamar. Vamos agora a uma pergunta online do Alexandre Andrade, da Bloomberg. Vamos colocá-lo aqui em tela. Alexandre, já em tela, obrigado. Sua pergunta, por favor. Apertar o botãozinho do seu áudio. Acho que agora sim, vamos tentar?

ALEXANDRE ANDRADE, REPÓRTER: Desculpa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora ok.

ALEXANDRE ANDRADE, REPÓRTER: Imaginava que o pessoal ia fazer automaticamente. Perdão. Bom, boa tarde já, governador, secretário. Minha pergunta diz respeito mais à parte do programa de Patrulha Rural. Se eu não me engano, o prefeito Ricardo Nunes falou de 250 viaturas para 2021, e 2022 outras 250. Queria entender um pouco melhor esse programa, se o senhor ou o secretário pudessem detalhar um pouco mais o que significa e o que está incluso dentro desse programa. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Alexandre, obrigado pela pergunta. Eu vou compartilhar a resposta com o secretário Itamar Borges. Nós estamos destinando recursos para a compra de 250 caminhonetes, cujo layout foi apresentado hoje aqui. Elas são preparadas na fábrica para o atendimento específico da segurança rural, da segurança do campo, não apenas no seu envelopamento, mas também na sua estruturação. Elas têm sirene, elas têm giroflex e elas têm os equipamentos necessários para utilização no campo. A caçamba dessa caminhonete tem todos os equipamentos necessários para primeiros socorros e as primeiras intervenções no campo, independentemente da sua ação de vigia, de vigilância do campo em São Paulo. São mais 250 veículos, que somam-se àqueles que já estão na Polícia Militar para o apoio ao campo. Nós temos a Polícia Militar Rural, dedicada e treinada especificamente para o campo, aqui em São Paulo. Itamar.

ITAMAR BORGES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: E o propósito do governo é complementar esse trabalho e fazer uma atuação paralela, onde vai ficar exclusivamente dedicada à patrulha do campo, à ronda rural. Por isso que a busca é de convênio, sempre com a prefeitura e com alguma entidade que a prefeitura busque, no caso o Sindicato Rural, outras entidades municipais. E atuarão exclusivamente na ronda rural, na patrulha rural, integrado com as ações da Polícia Civil e da Polícia Militar. E hoje o governador autorizou criar um índice específico, e o Dr. Rui, delegado-geral, assinou aqui, para o campo. Nós não temos hoje na polícia condições de identificar qual é o índice de roubos, de furtos, de ocorrências de crimes no campo. Agora, todas as ocorrências no campo irão para um índice específico e nós teremos esse monitoramento, que vai ajudar e orientar a inteligência da polícia na atuação também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Alexandre, muito obrigado, continue acompanhando aqui a nossa coletiva. Nós vamos tirar você aqui da tela e vamos aqui presencialmente para a Taís Leite, do jornal O Vale. Taís, prazer em ter você aqui. Sou leitor do seu jornal, leio a versão eletrônica toda manhã. Um abraço pra família Salerno, lá em São José dos Campos. Por favor, sua pergunta.

TAÍS LEITE, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretário.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Está sem áudio o microfone dela.

TAÍS LEITE, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretário, boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vem aqui mais pertinho. Está de máscara, não tem problema. Vem mais pertinho, pra gente poder te ouvir, isso.

TAÍS LEITE, REPÓRTER: Governador, eu gostaria... A gente vem de uma região que é tida como um dos polos tecnológicos, tanto no estado quanto no país. Eu gostaria de saber por gentileza qual é o papel que a tecnologia produzida na RMVale tem para o agro neste momento. Se me permite mais uma pergunta, o secretário esteve recentemente também na nossa região. Eu gostaria de saber como que foi a adesão das cidades da RMVale ao programa Rotas Rurais, quais e quantas cidades já aderiram. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou dividir a primeira resposta com o secretário, e a segunda será o secretário [ininteligível]. Investimento em tecnologia começou já em 2019, ele apenas foi acelerado agora. O agro no Brasil já estava dentro do campo tecnológico em 2019, antes da pandemia. E foi muito bom, aliás, o incentivo que nós demos aqui em 2019, no programa Agrotec, para incentivar a tecnologia no campo. Financiar, com juros subsidiados através do banco Desenvolve São Paulo e também através do Banco do Povo, para o microprodutor ou aquele produtor vinculado a uma cooperativa, mas onde ele precisava do investimento direto. E fizemos bem. Perdão. Não sabíamos que teríamos uma pandemia e que o mundo se tornaria muito mais virtual a partir de 2020, a partir de março de 2020, do que antes em 2019, ou nos anos anteriores. E o agro, em São Paulo, acelerou muito a sua tecnologia. Já estava avançado, e agora avançou ainda mais. E o financiamento de tecnologia pelo banco Desenvolve São Paulo segue o seu ritmo. E hoje praticamente todos os setores do agro de São Paulo estão linkados à tecnologia, e principalmente por outro ponto importante, Taís, a chegada dos mais jovens. Dado a pandemia também, houve uma substituição desta mão de obra diretiva, gerencial no campo, pelos mais jovens. Isso é um fato que poucos no jornalismo observaram. Uma substituição daquela geração de 60 anos, 65 anos, 55 anos, por uma geração de 25 anos, 30 anos, 35 anos, na linha de frente, tendo seus pais, seus avós, seus outros parentes numa linha de retaguarda. Então, tecnologia, sim, nós vamos ampliar os programas de financiamento, através das cooperativas e das entidades rurais aqui em São Paulo. Com você.

ITAMAR BORGES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: Só complementando, o governador, quando autorizou R$ 52 milhões para pesquisa, muito desse recurso está indo para a área de zootecnia, para a área do Instituto de Zootecnia, que vai não só estruturar melhor e criar novos laboratórios, pra acelerar novas pesquisas, e nós temos alguma parceria já desde a questão da redução do tempo, consumo de alimento, e até a redução de emissão de gases dos ruminantes da nossa pecuária. São alguns avanços que nós temos tido, e resultados que alcançaremos. Reduzir custo da produção, encurtando o tempo e aumentando a renda do produtor. Com relação à Rotas Rurais, nós estivemos em São José dos Campos no Dia do Agricultor, e assinamos convênio lá com as cidades pertencentes ao EDR de Pindamonhangaba, e ao EDR de Guaratinguetá. Essas duas cidades foram todos. Nós temos apenas três cidades por desencontro que não assinou, mas vamos atender a todos. O propósito do governador é atender os 645 municípios do estado, sendo que metade do estado já assinou convênio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Thaís, a sua segunda pergunta está bem atendida pela resposta do secretário? Fiquei com a impressão que faltou alguma coisinha. Alguém pode dar o microfone para a Thaís. Ok, tá bom. Então vamos agora à penúltima pergunta, que é da Carla Aranha, da Revista Exame. Carla, prazer em reencontrar você, obrigado por estar aqui. Sua pergunta, por favor.

CARLA ARANHA, REPÓRTER: Obrigada. A minha pergunta é sobre a linha de crédito e seguro de R$ 215 milhões que vai estar sendo liberada agora. Juntamente com os R$ 51 milhões de seguro rural do ano passado, quanto vocês estimam que o agronegócio de São Paulo, do estado de São Paulo deve crescer esse ano, em comparação ao ano passado, e quais são as perspectivas para o próximo ciclo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pergunta econômica, como cabe em uma revista como Exame, mas muito importante, o agro vai crescer dois dígitos, vai continuar a crescer dois dígitos, mas será um crescimento exponencial ainda maior. Quem vai responder é o secretário. Mas quero destacar aqui a exportação, a capacidade de exportação do agro de São Paulo se multiplicou e muito, primeiro pelas condições, a diferença cambial que favoreceu muito a produção do agro, para os mercados internacionais, notadamente o mercado da China, o mercado da Índia, o mercado do médio oriente, e os mercados já tradicionais robustos, o mercado europeu e o mercado norte-americano. Mas eu quero fazer aqui acrescentar, Carla, que o trabalho do nosso escritório na China, em Xangai, da Invest SP, assim como em Dubai, no Oriente Médio, e em Munique, na Europa, contribuíram para acelerar ainda mais, porque nós hoje atendemos não apenas os grandes produtores, mas também os médios produtores e até as cooperativas mais robustas hoje, já começaram a exportar para a China e para todo o oriente, incluindo o Japão e a Coreia do Sul, para o Oriente Médio, não apenas os Emirados Árabes, mas todo o Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita, e o recente escritório aberto na Europa, cuja a sede é em Munique, também já começou a produzir tamanho anseio e à vontade da compra de produtos do agro de São Paulo, que já começa a produzir também resultados. Ou seja, a situação mundial, a capacidade de produção, o aumento da produtividade, mas também o incentivo colocado pelos escritórios internacionais, levando aos potenciais compradores o produtor aqui de São Paulo. Deu certo. Com você.

ITAMAR BORGES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: O nosso Instituto de Economia Agrícola vinha fechando esses dados, o que eu posso reafirmar é o que o governador disse, que vamos ultrapassar os dois dígitos. E com a pandemia, com a crise hídrica e com a geada, o instituto não fechou, mas em breve nós teremos aí os dados específicos, mas o agro de São Paulo é o que mais cresce e vai crescer dois dígitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Carla, muito obrigado. Antes de passar para você, Daniela, quero dar uma boa notícia aqui para vocês, antes dizer para você, Tainá, que você tem crédito de duas perguntas nas próximas coletivas, não vou esquecer e não vou deixar que esqueçam também, seja você, seja a CNN. Mas acabamos de virar 42 milhões de vacinados em São Paulo, é um número extraordinário, um número recorde, e 88% da população com mais de 18 anos já tem, pelo menos, uma vacina no braço. É um número recorde em todo... Está aí, vocês estão vendo ali, está virando o vacinômetro, no meu aqui já virou 42 milhões, daqui a pouquinho está virando ali, 87,24%, 26,51% da população de São Paulo com esquema vacinal completo. Uma vitória, vamos seguir acelerando a vacinação. Apesar dos pesares, aqui a gente está conseguindo acelerar a vacinação. Daniela, com você, obrigado pela sua paciência, sua pergunta, por favor.

DANIELA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, secretário. Já vou pedir licença para fugir um pouco do assunto dos anúncios, mas sei que tem já teve bastante perguntas sobre isso, governador, queria tirar duas dúvidas. A primeira, visto que o cronograma dos adolescentes se aproxima, até aonde a gente sabe, o ministério ainda não enviou as doses que foram prometidas, o estado já judicializou, já entrou como ação? Aproveito também para pedir para o senhor repercutir, porque o consórcio ABC se reuniu agora pouco, e pelo menos, cinco cidades aqui do grande ABC decidiram não flexibilizar a partir da semana que vem, a preocupação é com a variante delta. E por último, ainda falando um pouco da aglomeração, sei que o senhor já se desculpou, mas outras aglomerações como essas já aconteceram, só para entender como esses eventos são organizados, porque faz uma semana que a secretária Patrícia Ellen colocou quais seriam os critérios, e a aglomeração inclusive continua. Então isso até gera um certo incômodo na gente acompanhando. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, começo pela segunda, há um certo ponto que se torna inevitável, embora nós não queiramos, nós não temos como impedir as pessoas, o palácio é um espaço público, aberto, nós não temos como impedir. Apenas exigimos que todos estejam colocando máscaras, e todos estão, não há ninguém sem máscara, e todos também colocaram álcool em gel em suas mãos. Quase todos tiraram a temperatura, não sei se todos conseguiram ter a sua temperatura medida. Mas gradualmente, à medida em que também ampliamos a vacinação, a imunização, é natural que as pessoas tenham essa ânsia de sair, de conviver, de estar com outras pessoas, de acompanhar anúncios, de estar nas ruas. Se você for à 25 de março, à Zé Paulino, O Brás, ao shopping que você frequenta, aos shoppings que outras pessoas frequentam, os lugares estão mais cheios de pessoas, isso é inevitável, muito difícil nesse momento com o avanço da vacinação, e a obediência à proteção com a máscara, que as pessoas não façam circunstancialmente, ainda que não devessem aglomerações. Em relação à sua primeira pergunta, que foram duas, na verdade, hoje à tarde nós faremos, entraremos no Supremo Tribunal Federal com a medida judicial, liminar, inicialmente, para exigir que o Governo Federal entregue as vacinas de São Paulo. E percebi, Daniela, que essa medida será seguida por outros governadores, e outros prefeitos também, do Brasil. Não será apenas uma iniciativa do governo de São Paulo, nós teremos muitas outras ações impetradas no Supremo Tribunal Federal, por governos estaduais que não estão recebendo vacinas, por prefeituras de capitais que não estão recebendo vacinas, e para a nossa surpresa, encontramos ontem pela manhã, 11,400 milhões de vacinas estocadas no depósito do Ministério da Saúde em São Paulo. Eu espero que nessas 24 horas alguém no Ministério da Saúde, com um pingo de responsabilidade, e de senso de urgência, já tenha distribuído a maior parte dessas vacinas para os estados brasileiros, e os estados possam distribuir às suas prefeituras. São Paulo não recebeu 228 mil doses da vacina da Pfizer, e São Paulo vai exigir judicialmente que essas vacinas sejam entregues a São Paulo. Não há razão, não há motivo, não há nenhum aspecto que dê substância ao Ministério da Saúde, de suprimir doses de vacina. Isso quebra o pacto federativo, e põe em risco a vida de pessoas que tomaram a primeira dose da vacina da Pfizer, e precisam tomar a segunda dose da vacina da Pfizer, não se trata de substituir pela Coronavac, porque se fosse já teríamos feito. Portanto, eu lamento a irresponsabilidade, a falta de senso de urgência do Ministério da Saúde, e lamento também que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, com o qual falei duas vezes na última semana, tenha me prometido fornecer as vacinas enquanto se verificasse, se analisasse burocraticamente se havia ou não razão para suprimir vacinas, ainda que não houvesse, mas ele se comprometeu a entregar as vacinas para não prejudicar a população, aqui os brasileiros aqui dão iguais os brasileiros de Brasília, ou de qualquer outra parte do país. Mas infelizmente o ministro não cumpriu a sua promessa, mentiu para São Paulo. Agora terá que apresentar as suas razões ao Supremo Tribunal Federal. E a vacinação aqui segue normalmente, assim como, Dani, nós vamos seguir a vacinação dos jovens a partir do próximo dia 18, 17 e 16 anos. Lembrando que vamos começar com jovens com comorbidades, em qualquer idade, de 17 a 11 anos. Logo na sequência as duas primeiras faixas de 17 e 16 anos. Em relação aos municípios, os municípios são livres, e tem a autorização do governo do estado de São Paulo, se precisarem fazer restrições para a proteção da sua população, podem fazê-lo, há aspectos locais que compete à Secretaria de Saúde do município, ao prefeito ou à prefeita, tomar a decisão. E se ele tomar uma decisão de ser mais restritivo, de imediato terá o nosso apoio, pode fazer. Pessoal, muito obrigado a todos, tenham uma boa tarde, um bom almoço, se protejam, estejam bem, até breve. Obrigado, pessoal.