Coletiva - Governo lança Retomada 21/22 para atrair R$ 36 bi em recursos e criar 2 mi de empregos 20201610

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Coletiva - Governo lança Retomada 21/22 para atrair R$ 36 bi em recursos e criar 2 mi de empregos 20201610

Local: Capital - Data: Outubro 16/10/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença de todos, jornalistas, cientistas, fotógrafos, técnicos, nesta coletiva de imprensa, hoje sexta-feira,16 de outubro, estamos aqui no Palácio dos Bandeirantes, com transmissão ao vivo da TV Cultura para todo o estado de São Paulo. Aqui ao meu lado, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo; Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde; Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento; Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Júlio Serson, secretário de Relações Internacionais; e José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19; e João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. Hoje a nossa coletiva de imprensa terá como ponto principal a economia, a retomada econômica, vamos também atualizar os números da COVID-19 em São Paulo, mas majoritariamente a intervenção nessa coletiva, seja minha, do Bruno Covas e do governo do estado de São Paulo através do Henrique Meirelles, terá como foco a retomada econômica. O governo de São Paulo lança o plano de retomada econômica 21/22, com a previsão de R$ 36 bilhões em investimentos nos dois próximos anos, 2021/2022, e criação de 2 milhões de novos empregos em quatro anos. Na mesma semana em que aprovamos a modernização advogada do estado de São Paulo, a reforma administrativa na Assembleia Legislativa com a extinção de cinco estatais, economia de R$ 7 bilhões de recursos públicos, lançamos agora no dia de hoje, o plano de recuperação econômica e atração de capital privado nacional e multinacional para a economia de São Paulo. Este programa foi elaborado sob a liderança do secretário da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo, ex-ministro da Fazenda, ex-Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. O plano tem 19 projetos de concessões e Parcerias Público Privadas com capacidade de atrair R$ 36 bilhões de novos investimentos, e gerar 2 milhões de novos empregos em até quatro anos. Dados do Banco Central do Brasil indicam que em 2019 o PIB de São Paulo cresceu 2,8%, mais do que o dobro do PIB nacional, que no ano passado o crescimento foi de 1%. E volto a repetir, os dados são do Banco Central do Brasil. A inovadora ferramenta de monitoramento PIB+30, criada pela Fundação SEAD, da Universidade de São Paulo, para acompanhamento da evolução do PIB, indica que a economia do estado de São Paulo está se recuperando, e está se recuperando mais rapidamente do que a economia do Brasil, e que agora é exatamente o momento de ativar ainda mais o crescimento econômico e gerar novos empregos. O objetivo do plano de retomada econômica 21/22 é justamente este, promover crescimento econômico e geração de emprego e renda, por meio da atração de investimentos privados, seja o investimento privado nacional, seja o investimento privado multinacional. São empreendimentos do governo do estado em infraestrutura, que envolvem linhas de trem, metrô, rodovias, aeroportos, hidrovias, entre outros setores, além de motivar novos investimentos na economia de São Paulo como um todo. Serão beneficiados 14 polos de desenvolvimento econômico, entre eles tecnologia, comércio, serviço, saúde, indústria, infraestrutura, turismo e agricultura. É o mais audacioso plano de desenvolvimento econômico já realizado em São Paulo, e só podemos fazê-lo por uma equipe integrada, e que tem a liderança na parte econômica de Henrique Meirelles. Mas antes de passar a palavra ao Meirelles, para falarmos sobre a economia, e também ao Bruno Covas, que traz novidades para o desenvolvimento econômico da capital de São Paulo, vamos ter os números de hoje da saúde, com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na quadragésima segunda semana epidemiológica, estamos no controle da pandemia no nosso estado, mesmo com 76% da população no faseamento verde, ainda mantemos bons índices da saúde. As médias diárias apresentaram queda tanto no número de casos de óbitos e internação. No mesmo período, se comparado da semana epidemiológica anterior, tivemos uma queda de cerca de 20% para todos esses índices. Lembrando que a semana epidemiológica ainda não terminou, então é uma análise parcial. Mas mesmo assim não podemos esquecer de nos proteger, ainda estamos na quarentena. Primeiro slide, por gentileza. Nós temos contabilizado hoje 1.057.240 milhão de casos, infelizmente 37.870 mil pessoas perderam as suas vidas. Mas nós temos como casos recuperados, aproximadamente 935.222 pessoas, com 115.644 altas hospitalares, com uma taxa de ocupação em relação à semana anterior, já até menor do que os 42%, tanto no estado, como na grande São Paulo. Próximo. Tivemos queda tanto no número de casos novos, à despeito da maior testagem como sendo feita em todo o estado. Próximo. Queda no número de internações nessa semana epidemiológica também. Próximo, por favor. E também apresentando importante queda no número de óbitos. Próximo. Nas projeções, tanto para número de casos, nós estamos abaixo do limite inferido, bem como abaixo dos números de óbito projetados pelas estatísticas. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn, nosso secretário de Saúde. Agora vamos ao tema principal de hoje, começando com Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento, e na sequência com o Bruno Covas. O secretário Henrique Meirelles vai fazer uso da nossa tela, com a projeção de informações de interesse dos jornalistas, também fotógrafos e cinegrafistas. Henrique Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. O plano de propulsão ao investimento de São Paulo, na retomada da economia no pós-COVID-19, é um plano completo, é um plano que endereça à diversas áreas da economia do estado. É um plano que já tem um fundamento, que foi o crescimento em 2019, que foi mais do que o dobro, o crescimento do país. E baseado nessa experiência nós então temos um plano muito forte e que endereça e promove todos os fatores de crescimento do estado. A apresentação que será feita, não só para investidores nacionais, como internacionais e empresários também já presentes no Brasil, nós vamos em primeiro lugar dar uma visão para aqueles que não conhecem bem o estado de São Paulo, a visão clara do que significa o estado, dentro do tema é um país dentro de um país. É o terceiro maior mercado consumidor da América Latina, muito importante, 32% do PIB brasileiro, um terço da economia brasileira, é o maior produtor mundial de açúcar, etanol e suco de laranja. Nós temos aqui um número grande de melhores ligações rodoviárias no país, 19 entre 20 melhores ligações rodoviárias do país são em São Paulo. O maior porto e aeroporto da América do Sul, dado aqui muito importante, 60% das empresas do forte [outro idioma], que são das maiores empresas latino-americanas, 60% estão no estado de São Paulo. Sede, portanto, de quatro, das dez melhores universidades da América Latina, 70% da mão-de-obra qualificada do país está no estado de São Paulo. Sede de 80% dos eventos de negócios da América Latina. E é o maior centro de lazer e entretenimento também da América Latina. Próximo. Comparando agora com países, primeiro em termos aqui de população, nós vamos ver que o estado de São Paulo se coloca ali à frente de países europeus, como Polônia, Holanda, Bélgica, República Tcheca, Portugal, Suécia, Áustria etc. Em resumo, é um país dentro de um país, é um estado maior, do ponto de vista populacional, que uma série de países europeus. Mas se nós olharmos do ponto de vista de produto, de produção, de economia, também, é um estado maior do que diversos países europeus, maior do que a Polônia, Suécia, Bélgica. Além de países latino-americanos importantes. É maior do que todos os países Sul-Americanos, por exemplo. E é, portanto, uma economia muito forte, maior ainda do que a Áustria, do que a Holanda, do que a Itália. Em resumo, do que a Irlanda, no caso, Noruega. Em resumo, o estado de São Paulo é maior do que diversas economias europeias, incluindo Dinamarca, por exemplo. Então é realmente um país dentro de um país, é uma economia que cresce, uma economia forte, e que é comparável a um país europeu de economia substancial. Próximo. Tem crescido mais do que a média nacional, nós temos aqui, por exemplo, um crescimento de 2019 com a geração de 579 mil empregos no ano passado, e o crescimento do PIB de São Paulo, 2,8, contra ao redor de 1% do Brasil, segundo dados do Banco Central do Brasil. Dados da Fundação SEAD, do PIB+30, conforme mencionado pelo governador, é um dado importante que a Fundação SEAD desenvolveu, que é exatamente a informação, depois de 30 dias já dá a informação do crescimento mensal do estado de São Paulo. Então nós temos ali a economia de São Paulo crescendo já, e atingindo um nível pré-pandemia. Na realidade, é um nível já superior ao que ele atingiu, o estado de São Paulo, logo antes da pandemia. Próximo, por favor. Agora vamos mostrar duas políticas básicas, e que eu chamo de vitrines do estado de São Paulo, muito importante para o investidor estrangeiro. Primeiro o meio ambiente, São Paulo opera em alinhamento total às normas internacionais de construção e preservação, desmatamento ilegal zero, recomposição de florestas, estímulo às fontes limpas de energia, e limitação da geração de gases causadores de efeito estufa. Em relação ao COVID-19, somente a ciência orienta as decisões do governo de São Paulo. São Paulo foi um dos primeiros a adotar o isolamento social e a obrigatoriedade do uso de máscara, e o plano de São Paulo, de enfrentamento da pandemia salvou cerca de 1,115 milhão de vidas. É um número impressionante. E preservou 315 mil empregos. Principalmente entre os mais vulneráveis. Então são dados que são resultado de uma atitude firme, direta, corajosa, de enfrentamento da pandemia no momento certo, com medidas adequadas. Próximo, por favor. Estes são seis eixos do plano de Retomada da Economia 21/22: primeiro, oportunidade de investimentos na infraestrutura. Vamos [ininteligível] isso para os investidores que têm interesse em investir em infraestrutura no Brasil; o dinamismo social, que é o alto potencial de retorno de investimento, em diversos setores da economia, vamos mostrar isso; um ambiente de negócios onde tem toda uma série de medidas sendo tomadas, que já foram, de facilitar a produção das empresas, onde, cada vez mais, será mais fácil a empresa produzir em São Paulo; no desenvolvimento sustentável, conservação e respeito ao meio ambiente, como já mencionamos; ponto muito importante é uma política de redução de desigualdades, através da geração de empregos; e a internacionalização da economia de São Paulo, através da integração à economia global. Próximo, por favor.

Agora, mostrando um quadro das novas oportunidades de concessões e parcerias, na área de infraestrutura. Dezenove projetos em carteira, R$ 36 bilhões em investimentos previsto. A distribuição disso é aproximadamente metade em transporte e mobilidade, trens, metrôs, etc., rodovias, cerca de um pouco mais, ao redor de um terço do total, pouco mais de 30%, segurança, lazer, educação e parques, visando exatamente a preservação do meio ambiente e a oportunidade também de preservação da saúde da população, através do uso dos parques. Próximo, por favor. Em termos de investimento em infraestrutura, oportunidades aí com trem intercidades, o trem São Paulo - Campinas, cerca de 110 Km, e é um trem que vai transportar cerca de 565 mil passageiros por dia, um investimento previsto, US$ 1,4 bilhões. Então é um trem de alta capacidade, chamado trem de alta densidade, que é o sistema mais eficiente, mais eficaz hoje para o transporte nas macrometrópoles. Próxima, por favor. Concessões da linha 8 e 9 da CPTM, um investimento aí de cerca de US$ 500 milhões previsto. Já há diversas manifestações de interesse, e o governador já está inclusive lançando já início de obras, etc. Em resumo, isso aí é um empreendimento de grande sucesso. Próximo. Concessão de rodovias do litoral de São Paulo, investimento previsto, US$ 600 milhões. Próximo. Renovação de contratos de concessões já existentes, Triângulo do Sol, por exemplo, 42 milhões de veículos/ano, aproximadamente, [ininteligível], 55, e a Via Oeste, com 115 milhões de veículos/ano. Portanto, um programa robusto de renovação das concessões existentes. Próximo. Concessão de 22 aeroportos regionais, está havendo um grande programa de aumento do número de voos em São Paulo, inclusive com incentivo ao uso do querosene de aviação em São Paulo, mas isso barateando. Isso tem permitido a abertura de tráfego comercial em diversos aeroportos regionais, isto conjugado com o aumento do crescimento da economia de São Paulo, e portanto o aumento dos investimentos em todo o estado e a demanda por passageiros, seja por negócio, seja por trabalho, seja por lazer. Próximo. Concessões em parceria outros setores, estamos destacando aqui o meio ambiente, com a concessão do zoológico e jardim botânico, investimento previsto de US$ 70 milhões. E complexo Ibirapuera, também com muito interesse. Há um ginásio esportivo com um investimento previsto de US$ 200 milhões. Próximo, por favor.

Aqui, os diversos polos de desenvolvimento do estado, são 14, com oportunidades de investimentos em cada um deles, dependendo do ramo de cada empresa: saúde, etc. metal-metalúrgico, máquinas e equipamentos, automotivo, químico, etc. Em resumo, nós temos aqui 14 polos de desenvolvimento. Como funciona isso? Será um direcionamento, uma oferta de vantagens especiais para as empresas se instalando em determinado polo, que aí tem infraestrutura especial pra isso, tem formação de mão de obra especializada naquela região, tem outras empresas que produzem a mesma coisa, produzem coisas similares, digamos, é no mesmo setor, e portanto têm uma vantagem importante para essa regionalização da produção. Já existem alguns exemplos aqui, que aconteceu naturalmente, como a indústria automobilística no ABC, por exemplo, mas isso aí será feito agora de uma forma organizada, planejada, em larga escala, para 14 setores industriais, em todo o estado. Próximo, por favor.

Agora, mudanças, como eu mencionei, no ambiente de negócios. Quais são essas mudanças? Primeiro, simplificação tributária, alterações, por exemplo, no prazo para a concessão de regimes especiais de tributação, facilitação na hora de pedido de autorizações, digital, e entrada com requisições, uma modernização regulatória muito importante. A desburocratização não é apenas na tributária, a desburocratização é em todo o conjunto do Estado, quer dizer, isto aí é todo um processo que envolve, por exemplo, juntas comerciais e todo um processo de, por exemplo, agilização do tempo de registros, etc. Em resumo, todo um processo grande que envolve aqui a maior facilitação dos investimentos e do funcionamento das empresas. Modernização regulatória, dois grandes exemplos que nós temos aqui, uma a modernização da regulação do saneamento, que permite agora realmente que haja uma expansão grande do investimento para o saneamento no Estado de São Paulo, e também nós temos o mercado de gás, óleo e gás, por exemplo, que também existe toda uma modernização da regulação desta área. E um [ininteligível] de investimento, isto é, no momento em que a empresa pretende investir no Estado de São Paulo, ela tem todo um procedimento rápido de, digamos, trabalho, negociação e autorização das diversas áreas do Governo de são Paulo, municípios, etc. Em resumo, é um procedimento rápido de investimento. Existe aí o conjunto do Governo envolvido nisso, por exemplo, na questão dos polos industriais, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, não é? Simplificação tributária à fazenda, ou [ininteligível] de investimento, a Investe SP, e etc. Em resumo, existe aí, além da agricultura, do turismo [ininteligível], existe todo um governo envolvido nisso. Próximo.

Meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Desenvolvimento, despoluição dos rios Pinheiros e Tietê, preservação das florestas e crescimento de 55% da cobertura vegetal nativa. E aqui vamos dar um dado histórico, é importante. Aqui, para termos credibilidade, precisamos mostrar o que já está acontecendo: desmatamento ilegal zero na Mata Atlântica em 2019, energias renováveis, nós temos o compromisso da redução de emissões por grandes empresas, que já têm compromisso assinado com o Governo de São Paulo, e compromissos da restrição na produção de gases do efeito estufa, por parte de um grande número de empresas. Próximo, por favor.

Redução da desigualdade, como eu disse, através da geração de empregos. Crescimento de 2019 gerou 579 mil empregos em São Paulo, nós temos uma previsão da criação de dois milhões de empregos em até quatro anos, o maior parque de ensino profissionalizante da América Latina está em São Paulo, existe 150 mil beneficiários da qualificação profissional em 2020, e fazemos parcerias também com grandes empresas, pra essa área. Próximo, por favor.

Internacionalização da economia de São Paulo, escritórios internacionais em Xangai e Dubai, e a previsão de abertura em Munique. Assinatura de acordos bilaterais, a Secretaria de Relações internacionais faz um trabalho intenso aqui de aproximação, negociação, etc. e desenvolvimento de acordos bilaterais com diversos países. São Paulo... E não é só o país, câmaras de comércio, associações, federações empresariais e etc. E agência de investimento, além das organizações internacionais. Próximo, por favor.

Resumindo, São Paulo é o terceiro maior mercado consumidor da América Latina, terceira maior economia e mais um interesse direto das empresas, terceiro maior mercado consumidor. Dispõe de oportunidades enormes de investimento na indústria, infraestrutura, agronegócio, turismo, economia criativa, ciência, tecnologia e mercado imobiliário. Sua economia cresceu mais do que o dobro da economia nacional em 2019 e se recupera mais rápido em 2020, e projeta uma aceleração substancial em 2021 e 2022, impulsionado por este plano agora na retomada. Respeita o meio ambiente, investe em inovação e se empenha na redução da desigualdade social. Então, políticas básicas do Governo de São Paulo. Portanto, esse é o plano. Temos segurança que nós teremos um impulso grande agora na saída desta crise, da pandemia, da retomada da economia, Retomada 21/22, que será lançada pelo governador virtualmente, durante o correr desse ano, e a partir do ano que vem presencialmente, através de viagens para todos os mais importantes centros econômicos do mundo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento. Agora, nós vamos mostrar pra vocês, num vídeo de três minutos, o programa Retomada 21/22, ou Reset 21/22, que nós começaremos a apresentar dentro de 10 dias, num programa de road show, ou seja, de apresentações para investidores internacionais, nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa, no Médio Oriente e na Ásia, incluindo Coreia do Sul, Japão e China. Vamos lá.

[Exibição de vídeo]

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [Pronunciamento em outro idioma]

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Os jornalistas aqui presentes e os que estão acompanhando virtualmente receberão ainda hoje a cópia deste vídeo. Vamos agora com o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, também integrado nesse programa de retomada econômica, com geração de emprego e renda. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Queria aproveitar então aqui a fala do Governo do Estado em relação à retomada econômica, crescimento econômico. O ministro, secretário Meirelles mencionou aqui alguns dos pilares importantes para o ambiente de negócios, como a desburocratização, o marco regulatório, [ininteligível] para investimentos. Eu queria tratar de um outro desses pilares importantes, que o relatório de 2016 do Banco Mundial trouxe, que é a questão do acesso à internet. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Mundial de 2016, a cada 10% da população a mais com acesso a banda larga, isso significa um crescimento econômico de mais 1,4%. Então, a prefeitura vem investindo pra criar esse tipo de infraestrutura aqui na cidade. Até o fim do ano, nós teremos 1.120 pontos de wifi, metade da frota de ônibus também com acesso à internet. Estamos renovando todos os equipamentos dos telecentros na cidade de São Paulo, e hoje pela manhã encaminhei à Câmara Municipal um projeto de emenda à Lei Orgânica do Município, instituindo o acesso à internet também como direito fundamental da população aqui da cidade de São Paulo, ao lado do direito à saúde, à educação, à habitação, ao transporte.

E aproveitar também o ensejo e dizer que o nosso aplicativo, aqui da cidade de São Paulo, da área da saúde, o e-SAÚDE, que é a plataforma digital que reúne todas as ações tecnológicas da área da saúde, prontuário eletrônico, telemedicina, nós vamos agora instalar e disponibilizar para os professores, diretores, profissionais da área da educação, das escolas que estão reabrindo aqui no município, agora para atividades complementares. Para que as UBSs, que são próximas a essas escolas, possam, através desse aplicativo, fazer o acompanhamento de todos os casos, de qualquer possibilidade em relação ao Corona Vírus, para que rapidamente a gente tenha uma prestação de serviço por parte da área da saúde, com apoio da área da tecnologia e do aplicativo, nas escolas que estão reabrindo, as escolas municipais aqui da cidade de São Paulo. Então, é o uso de tecnologia, para que a gente possa melhorar a prestação do serviço público e o uso da tecnologia para melhorar a competitividade da cidade de São Paulo, uma cidade que compete na atração de investimentos não apenas com as grandes cidades do entorno aqui de São Paulo, como Guarulhos, Campinas, Santo André, Osasco, mas cidade que compete com Paris, Madri, Nova Iorque, na atração mundial de investimentos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Agora, sim, vamos já para as perguntas dos jornalistas que estão aqui presencialmente e aqueles que nos acompanham remotamente. Pela ordem dos que estão aqui e remotamente, nós teremos rádio Jovem Pan, Agência Reuters, a CNN, a [ininteligível] Press, a Rádio Capital, a TV Cultura, o jornal O Globo e a TV Globo, GloboNews. Começando, portanto, com a rádio Jovem Pan, com a jornalista Caterina Achutti. Caterina, muito obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Bom, com a pandemia de Covid-19, naturalmente o estado teve aí uma queda na arrecadação. Eu queria saber, na visão dos senhores, quais os setores que serão mais prejudicados para 2021, e de que maneira a população vai sentir isso, e se teremos então mais impostos aí para a população. E se o Governo planeja um novo programa emergencial, direcionado aos paulistas, desculpa, nos moldes do que foi feito pelo Governo Federal. E qual é a previsão de gastos do estado com a força-tarefa que está atrás do criminoso André Do Rap, e quantos policiais estão envolvidos nessa ação. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, a Caterina trouxe uma cesta de perguntas, não trouxe uma pergunta. Cestou, na sexta-feira. Eu vou responder pela ordem. Primeiro, setores econômicos, com a Patrícia Ellen, que é a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico e, se necessário, com comentários do Henrique Meirelles. Depois vamos para a segunda e terceira perguntas. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Bom, como o governador tem dito, aqui em São Paulo, crise se vence com trabalho, emprego e renda. Então, nossa grande prioridade tem sido gerar oportunidades de emprego e renda para a população, através de uma retomada econômica acelerada, investimento em qualificação profissional e em programas também para apoiar a população mais vulnerável. Nós fizemos um mapa dos setores em maior vulnerabilidade, e temos trabalhado com eles. Então, os setores de turismo, de comércio, cultura, eventos, tiveram um grande impacto. O que nós fizemos com esses setores, principalmente, foi fazer um trabalho emergencial de crédito e microcrédito. Nós lançamos nesses meses da pandemia linhas da Desenvolve SP e do Banco do Povo, que hoje estão totalizando mais de R$ 750 milhões, em microcrédito, com taxas de juros bastante reduzidas, e em especial dando atenção pras regiões também mais desfavorecidas. E nesse caso, nós temos a região do Vale do Ribeira, que tem sido uma grande prioridade deste governo, desde o início. Outra frente tem sido o trabalho de empregabilidade e atuação direta nos polos de desenvolvimento. Na semana passada, com o vice-governador Rodrigo Garcia, nós reconhecemos e recadastramos 57 APLs, Arranjos Produtivos Locais, que juntos englobam quase meio milhão de empregos, e estamos atuando nesses APLs agora para melhoria dos programas de planejamento, empregabilidade e também exportação. Tem desde pequenos produtores, comerciantes, então esse é um trabalho que foi lançado agora. E pra finalizar, nós fizemos aqui o maior mutirão do emprego da história, e agora, a pedido do governador João Doria, nós temos mais de 300 mil pessoas cadastradas, em parceria com a OGT. Nós chegamos a mais de 13 mil vagas de empregos cadastradas no mutirão, e estamos lançando um grande mutirão de qualificação profissional para essas pessoas, que será anunciado nos próximos dias, mas a intenção aqui é que possamos ter pelo menos 100 mil vagas de qualificação profissional gratuita, rodando agora nas próximas semanas. Muito obrigada. E sobre o imposto, só um ponto importante: nós não estamos aumentando impostos, não há nenhuma perspectiva de repassar nenhum tipo de imposto para a população. A reforma administrativa está sendo feita de uma forma a deixar o modelo de governo mais ágil, mais eficiente, para atender melhor à população, e continuar investindo exatamente para que a retomada econômica seja mais acelerada, com investimentos e geração de empregos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A Caterina cestou e a Patrícia atropelou, que a segunda pergunta não era pra você responder. Mas já está parcialmente respondida. Vamos ouvir o Henrique Meirelles, ainda sobre a primeira pergunta. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu acho que temos todos esses programas específicos, que são muito importantes, porque são endereçados exatamente para a qualificação, exatamente pessoas que estão fora do mercado de trabalho, que são de baixa renda, etc. E todos os demais programas mencionados pela secretária Patrícia Ellen, mas existe também um ponto importante, geral, que toda experiência internacional e brasileira de diminuição de desigualdade, de aumento, portanto, de oportunidades para aqueles que têm mais dificuldade, são menos privilegiados, estão fora do mercado de trabalho, a experiência mostra que a primeira coisa é haver a geração de empregos. Então, é muito importante o crescimento da economia. À medida que a economia cresça, ela gera empregos, portanto, aí sim existe toda a oportunidade dessa série de programas, etc., que fazem com que nós possamos dar oportunidade àqueles da camada de menor renda, ou desempregados, ou desprivilegiados. Portanto, é muito importante mencionarmos que o crescimento econômico e a geração de empregos é o melhor e mais eficaz programa social que existe. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Correto. Obrigado, Meirelles. No segundo tema, a Patrícia Ellen, Caterina, já respondeu, mas quero aqui enfatizar, como governador do Estado de São Paulo. Esse governo não aumentou, não aumenta e não aumentará nenhum imposto. Não há nenhum aumento de imposto na reforma administrativa aprovada na Assembleia Legislativa esta semana. Redução de vantagens fiscais, temporariamente, não significa aumento de imposto. E aproveito para esclarecer também que não há, não houve e não haverá aumento de imposto na cesta de alimentos, e na cesta de medicamentos em São Paulo. E sobre impostos também, o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, pede para fazer aqui uma intervenção, sobre o mesmo tema. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A queda na arrecadação na Prefeitura de São Paulo esse ano deve ficar em R$ 7 bilhões. Somando isso a um custo extra que nós tivemos na área da saúde, na área da assistência e na área do transporte, nós temos um desafio de vencer R$ 9,6 bilhões de diferença, em relação ao orçamento de 2020. Nós vamos chegar no fim do ano sem aumentar dívida, conseguimos equilibrar as contas públicas com essa diferença de R$ 9,6 bilhões, reduzindo o investimento previsto para esse ano de 2020, utilizando o superávit que nós tínhamos de 2019, utilizando os fundos municipais autorizado pela Câmara Municipal, suspendendo a prorrogação do pagamento da dívida das parcelas de 2020 e com novas transferências, que vieram do Governo do Estado e do Governo Federal. Pro ano que vem, a gente tem um orçamento já enviado à Câmara Municipal de R$ 67 bilhões, de previsão de arrecadação. Nós chegamos ao menor índice da série histórica, na relação entre dívida e receita da prefeitura, que era de 97% no início de 2017, e que agora em agosto de 2020 atingiu 38%. Tudo isso sem aumentar nenhum tributo na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Então, segunda pergunta respondida, e Caterina, a terceira pergunta, força-tarefa, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, a despesa para recuperar o fugitivo André Do Rap, que foi liberado por um habeas corpus do ministro Marco Aurélio de Mello, representa para os cofres públicos de São Paulo cerca de R$ 2 milhões. E dá vontade inclusive de mandar a conta pro ministro. Vamos agora à segunda pergunta. É da Agência Roiters, online, Gabriel Araújo, correspondente da Agência Roiters, que já está aqui em tela. Gabriel, muito obrigado pela sua participação. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

GABRIEL ARAÚJO, REPÓRTER: Eu que agradeço. Boa tarde, governador. Boa tarde, secretários, coordenadores. Minha pergunta é a seguinte, o senhor disse ontem que os dados dos testes da Coronavac vão ser enviados para a ANVISA na segunda-feira. Então eu gostaria de saber se esses dados já permitirão dizer que a vacina é eficaz? Além disso, há negociações com o Ministério da Saúde para a entrada dessa vacina no programa nacional de imunizações. O ministério, também ontem, disse que a vacina está no hall das que devem ser colocadas no PNI, mas que é necessário um estudo de prazos, de eficácia, de segurança, produção em escala e preço razoável. Então eu queria saber qual a posição do governo de São Paulo em relação a isso. E como andam essas tratativas com o Governo Federal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriel, vou responder e dividir a resposta com o João Gabbardo, que é o nosso coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19, e também ex-secretário nacional de saúde, foi secretário na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta. O acompanhamento da testagem nessa terceira fase pelo Instituto Butantã, é feito simultaneamente pela ANVISA, os dados são fornecidos cotidianamente, todos os dias há o acompanhamento da ANVISA. O resumo deste relatório será entregue pelo doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, na segunda-feira. Mas já hoje a ANVISA tem todos os dados disponíveis da testagem que está sendo feita em sete estados brasileiros. E respondendo também à uma das suas perguntas, até aqui sem nenhuma colateralidade, ou seja, até aqui os testes positivos da Coronavac, a vacina do Butantã, com o Laboratório Sinovac. E na segunda parte, e também nesta, eu peço a intervenção aqui do João Gabbardo, nosso coordenador executivo do Centro de Convivência do COVID-19, Gabriel. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos que acompanham a entrevista. Gabriel, eu acho que a manifestação do Ministério da Saúde está absolutamente correta, é o que se espera de uma vacina para ser incorporada no PNI - Programa Nacional de Imunizações, que ela tenha esses requisitos que foram colocados, diferentemente de uma manifestação anterior que teria sido dada. Nós queremos que essa vacina tenha segurança, que essa vacina tenha eficácia, que ela possa ser produzida em escala, e que ela tenha um preço razoável. A questão da produção, acho que pelas manifestações e do governador, nas outras coletivas, já ficou muito claro do quantitativo que o governo do estado já adquiriu, e da possibilidade da ampliação desse quantitativo em uma escala muito boa. O preço, pelo o que se compara com as outras vacinas que estão sendo testadas, também estão absolutamente adequadas. Ficamos com as duas questões de segurança e eficácia, a segurança dessa vacina até o presente momento tem se manifestado muito positiva, porque nós não temos notícias de efeitos colaterais graves, efeitos colaterais que pudessem prejudicar o andamento da pesquisa dessa vacina. Em relação à eficácia, nós temos que ser um pouco didáticos em relação à essa questão da eficácia, quando se faz na fase três, a avaliação da eficácia da vacina, nós criamos dois grupos de pessoas que são voluntárias, a metade dessas pessoas, 50% dessas pessoas vão receber a vacina, outros 50% receberão o placebo, ou seja, receberão um produto inerte, ninguém sabe quem recebeu vacina, e ninguém sabe quem recebeu o placebo. E essas pessoas serão acompanhadas, e à medida que elas apresentarem sintomas respiratórios, quaisquer sintomas respiratórios, imediatamente ela será avaliada, ela vai ser feita um teste com RTPCR, para nós sabermos se essa pessoa adquiriu a infecção, a doença ou não. Ao final de um determinado período são analisados os dois grupos, o grupo de pessoas que tomou a vacina e que ficou com a infecção, e o grupo de pessoas que não tomou a vacina, e que ficou com a infecção. E se compara esses dois grupos. O que a gente espera? Que o grupo de pessoas que tomou a vacina tenha o pessoal muito menor de pacientes que adquiriram a infecção, na comparação. É isso que vai determinar a eficiência da vacina, a comparação do grupo controle com o grupo que tomou a vacina. Quanto maior for essa diferença, mais eficaz é a vacina. O Ministério da Saúde nesse momento fala em um número de superior a 50%, então se nós tivermos uma eficácia superior a 50%, a vacina poderá ser aprovada pela ANVISA. Ora, os estudos que nós temos até o presente momento em fase um e em fase dois, apontam para uma eficácia em torno de 98%. Eu não tenho acesso ainda às informações da fase três que está sendo feita no Brasil, mas na fase dois foram até 98%. Para comparação, a vacina que nós utilizamos para Influenza, ela tem uma eficácia em torno de 90%. Então nós vamos trabalhar dentro dessas margens, se for superior a 50% ela vai ser considerada eficaz, alguns trabalhos na fase um e fase dois, já mostram que ela é bem superior a isso, ela chega a 98%. Então resumindo, nós acreditamos que a vacina preenche todos os requisitos elencados pelo Ministério da Saúde, para ser incorporada ao Programa Nacional de Imunizações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E apenas complementando, Gabriel, na semana que vem, na quarta-feira, dia 21, temos duas reuniões em Brasília, eu estarei presencialmente ao lado do Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, e também do Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, pela manhã às 10h, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, logo após este encontro nós teremos uma coletiva de imprensa na sede do Ministério da Saúde. E às 15h, na ANVISA, com o presidente da ANVISA, Almirante Antônio Barra, onde também após esse encontro teremos uma coletiva de imprensa, sempre com o objetivo de dar total transparências às iniciativas, atitudes, e os bons entendimentos, esperamos que sejam bons, com o Ministério da Saúde, e também com a ANVISA. Gabriel, muito pelas perguntas, nós vamos agora tirá-lo de tela. E voltamos aqui presencialmente com a CNN, jornalista Tales Maurício. Tales, prazer em reencontrá-lo, agora na CNN. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

TALES MAURÍCIO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, demais autoridades. Eu queria saber com relação ao trâmite a partir de agora, o plano de retomada foi elaborado. Qual é o próximo passo? Ele tem que ser encaminhado agora para ALESP? E se sim, vocês temem alguma rejeição, a exemplo do que aconteceu recentemente com o pacote de reajuste fiscal? E também essas concessões, esse projeto do trem São Paulo/Campinas, a concessão da Linha 8 e 9 da CPTM, para a população saber, até quando isso deve acontecer? E só para finalizar, governador, eu queria uma avaliação sua, uma declaração, na verdade, com relação a esse imbróglio que está criado em cima da Coronavac entre governo de São Paulo, Ministério da Saúde. Hoje até o jornalista Igor Giel, da Folha de São Paulo, usou o termo: "Guerra da vacina". Ou seja, está saindo do âmbito da ciência e indo mais para um campo da política. Vocês temem que esse cronograma de ainda vacinar pessoas neste ano, na segunda quinzena de dezembro seja prejudicado por causa dessa guerra da vacina?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tales, começando pelo final, sobre o tema das vacinas. Por parte do governo de São Paulo não há e não haverá nenhum tipo de politização no tema da vacina, como não houve também na questão da pandemia, não houve, não há e não haverá. O tema da saúde é o tema da ciência, é o tema da medicina, não é o tema da política. O governo de São Paulo não politiza e não vai politizar este tema. E espera que o Governo Federal não o faça, em nome de milhões de brasileiros que precisam da vacina. A cada dia sem a vacina no Brasil mais de 700 pessoas perdem a vida, em dez dias são 7 mil pessoas, em um mês são quase 30 mil pessoas que morrem pela falta da vacina. Não é razoável imaginar que o Governo Federal vá politizar o tema da vacina ou colocar ideologia, ou visão partidária, ou visão eleitoral em cima daquilo que salva vidas. A posição do governo do estado de São Paulo é colocar a vacina absolutamente distante de qualquer debate política. Sempre foi assim desde o início do combate à pandemia aqui. São Paulo não é negacionista, São Paulo compreendeu a dimensão e o perigo do Coronavírus desde o início. Fizemos aqui a quarentena, São Paulo e Rio de Janeiro foram os dois primeiros estados a fazerem a quarentena aqui, sob críticas do Governo Federal, e do Presidente Jair Bolsonaro. Foi o primeiro estado a tornar obrigatório com multa o uso de máscara, sob críticas do Presidente Jair Bolsonaro. Foi o estado que determinou claramente que aqui nós não utilizaríamos a Cloroquina, como recomendação feita pelo Presidente Jair Bolsonaro como forma de preservar vidas, porque não preserva vidas, e quem nos indica isso é a saúde e a ciência. São Paulo não vai politizar a vacina, e entende que a vacina é do Brasil, é um bem dos brasileiros. O Instituto Butantã, que vai completar 120 anos no próximo mês de fevereiro, é o maior produtor de vacinas da América Latina, respeitado como tal. Nos últimos 30 anos foi o maior fornecedor de vacinas para o Ministério da Saúde. Será que agora deixou de ser o Instituto Butantã que foi ao longo de três décadas? Será que agora que tem a vacina, o Governo Federal vai negar a vacina aos brasileiros que precisam ter a vacina, para terem a sua vida preservada? Não, no que depender do governo do estado de São Paulo, não. Mas vamos para o entendimento no próximo dia 21, com o ministro, com o ministério e com a ANVISA. Conscientes que somos de que lá estão pessoas também conscientes, e que terão visão republicana, científica e técnica nesse assunto, e não vão politizar a vacina e nem fazer a guerra da vacina. Os outros dois temas que você questionou, o plano da retomada 21/22, aqui apresentado, não envolve nenhuma obrigatoriedade de aprovação da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, portanto, ele será efetivado pelo governo exatamente como foi apresentado aqui nos dois anos em que ele está programado. Por isso chama-se Retomada 21/22. Em relação às concessões, também dentro dos trâmites legais, cabíveis, e, evidentemente com a proteção e os cuidados necessários, todos os programas de concessões, privatizações e PPP, seguirão os ritos determinados pela lei. E São Paulo segue a lei. Então, obrigado, Tales. Vamos agora à mais uma pergunta online, é da correspondente da Society At Press no Brasil, a jornalista Cristina [Ininteligível]. Cristiana, boa tarde, obrigado por estar aqui participando conosco. Você já está em tela, sua pergunta, por favor.

CRISTIANA, REPÓRTER: Olá, boa tarde. Muito obrigada. Eu queria saber se a equipe econômica levou em consideração, ou avalia algum impacto positivo ou negativo na retomada de economia em São Paulo e no Brasil, dependendo do resultado da eleição nos Estados Unidos. Qual impacto poderia ter uma vitória do Joe Biden para São Paulo e para o Brasil?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu estava esclarecendo, obrigado, Cristina, eu estava pedindo ao ministro Henrique Meirelles para que pudesse responder à sua pergunta, já que ele foi presidente de um banco americano, o Banco de Boston, aliás, presidente mundial do Banco de Boston, e morou nos Estados Unidos também. eu também morei, estudei, mas o Meirelles dirigiu uma instituição financeira, uma das maiores do mundo. A pergunta da Cristiana, Meirelles, é se a equipe econômica levou em consideração se há algum impacto positivo ou negativo na retomada da economia aqui de São Paulo, ou no Brasil, dependendo do resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos. E qual impacto teria, por exemplo, uma vitória de Joe Biden, para São Paulo e o Brasil.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, obrigado pela pergunta. Em primeiro lugar é importante notar que as relações econômicas entre o Brasil e Estados Unidos elas têm uma abrangência muito grande, existe muito mais do que interesse político. Nós temos investimentos norte-americanos no Brasil desde o final do século 19, no século 20 já começou. Então empresas do setor automobilístico se estabeleceram aí em São Paulo, a região do ABC aí, logo no início da indústria automobilística aí nos anos 30. Então é muito importante mencionar que isso vai muito além de uma questão de preferência ou não política. Existe todo um processo de integração econômica, de empresas americanas que investem no Brasil. Nós temos empresas brasileiras que investem nos Estados Unidos e uma relação comercial intensa. Os Estados Unidos, tradicionalmente, têm sido o maior parceiro comercial do Brasil. Nos últimos anos, com crescimento principalmente da exportação de commodities pra China, a China passou a ocupar a primeira posição, mas os Estados Unidos ainda é um dos maiores, é o segundo, e tem uma relação comercial intensa de importação e de exportação, além dos investimentos. Em resumo, é algo que também passou por diversas administrações democratas, como sabemos. Digamos, a questão partidária americana, de administrações republicanas ou administrações democratas, faz parte de um processo normal de revezamento de poder nos Estados Unidos, e que não tem afetado de nenhuma maneira o desenvolvimento das relações comerciais e econômicas entre o Brasil e os Estados Unidos, ou culturais, ou de outras áreas. O candidato democrata, se ganhar a eleição, ele terá um grande interesse em promover o desenvolvimento econômico americano, crescer as relações comerciais, e inclusive já tem dado declarações importantes nesse sentido, porque, evidentemente, dentro da batalha política, o que os republicanos alegam, evidentemente que é parte do jogo político, é que o democrata ganhando vai ter problemas na área econômica, não só em relações internacionais ou relações com o Brasil, mas mesmo em relação ao mercado de capitais, e com impacto em Bolsa de Valores, etc. E nada disso está sendo esperado pelos mercados, por quê? Porque existe uma tradição de administração democrata nos Estados Unidos, com favorecimento ao investimento, à criação de emprego, à renda e a relações comerciais abrangentes. Portanto, não temos aí expectativa de nenhum impacto nesta área, e isto, essas relações, principalmente do ponto de vista econômico, elas não são políticas, elas são econômicas, e os Estados Unidos é uma economia diversificada, uma economia em que o setor privado tem total liberdade de investimento, etc. Não é um estado, um governo ou uma estrutura que tenha participação estatal, por exemplo, nos investimentos ou na produção. Absolutamente, a economia base é realmente privada, e portanto, além disso, temos as relações muito boas que tivemos no passado com todas as administrações democratas. Portanto, não é algo que possa trazer qualquer problema para o Brasil. Analisamos isso, seguimos cuidadosamente a evolução do debate, não é nem questão da evolução provável de resultado da eleição, mas do debate, o conteúdo do debate entre os dois candidatos e as mensagens econômicas. Portanto, é bastante positivo o resultado previsto, qualquer que seja ele, seja uma vitória do Donald Trump, seja uma vitória do Biden. Ambos são candidatos de partidos com quem temos, brasileiros, temos excelentes relações históricas. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Meirelles, muito obrigado. Cristiana, muito obrigado pela sua participação na nossa coletiva, nós vamos agora tirá-la aqui de tela. Vamos seguir aqui presencialmente, com a Rádio Capital, jornalista Carla Mota. Carla, mais uma vez, boa tarde, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu tenho dois questionamentos na área da economia. O primeiro, gostaria que o secretário Henrique Meirelles fizesse uma análise dos números divulgados hoje, de que o Brasil tem 14 milhões de desempregados. E o senhor é sobre o Auxílio

Emergencial do Governo Federal, que foi uma política aí social e econômica que conseguiu manter o mercado aquecido. Com o fim do benefício, que é previsto agora para dezembro, gostaria de saber se isso, de alguma forma, pode afetar essa retomada econômica aqui em São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isso. Vamos passar as duas perguntas, Carla, ao Henrique Meirelles. A primeira, Meirelles, foi exatamente o tema do desemprego, praticamente 14 milhões de brasileiros desempregados. São os dados oficiais. Eu, pessoalmente, entendo que esse número é até superior a 14 milhões, mas esses são os dados atuais. E o segundo, do Auxílio Emergencial. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, muito obrigado. Não há dúvida de que o problema do desemprego hoje no Brasil é grave. E isto é resultado da recessão econômica. O Brasil atingiu um grande número de desempregados, quando enfrentou a recessão de 2015 e 2016. Ali, o número de desempregados já atingiu valores elevados aí, acima de 12 milhões de desempregados. Com a retomada do crescimento, a aprovação de reformas, teto de gastos, etc., em 2016 e 2017, nós já tivemos uma retomada do crescimento no Brasil, saímos de um crescimento negativo forte e já voltamos a crescer. No ano de 2019 o Brasil já cresceu ao redor de 1%, São Paulo cresceu 2,8%, como mostramos. São Paulo criou um grande número de empregos, mais de 570 mil empregos. Portanto, está colaborando para a diminuição gradual desse número de desempregados. Enfrentamos a pandemia, algo que ninguém esperava, fora do controle de qualquer governo, e o que podemos fazer é o que o Estado de São Paulo tem feito, com muito vigor, muita eficiência, que é o combate à pandemia. Estamos saindo agora da crise econômica resultado da pandemia e, a partir daí, o desafio agora, e que estamos otimistas com isso, é exatamente a criação de emprego. Nós estamos prevendo que, nos próximos anos, São Paulo vai criar dois milhões de empregos. Portanto, é este o impacto, a contribuição de São Paulo para esse contingente grande de desempregados no país. Agora, evidentemente que poderá criar ainda mais empregos informais, etc., com crescimento muito forte do estado. E como o Estado de São Paulo, de qualquer maneira, compra e vende do Brasil inteiro, ele interage com a economia brasileira, pode funcionar muito bem como a locomotiva aí do crescimento do país, e isso pode fazer certamente que gere-se emprego no Brasil todo e, em consequência, nós tenhamos a diminuição do desemprego.

Em relação à questão do Auxílio Emergencial, não há dúvida que nós temos aí dois fatores: Em primeiro lugar, é importante mencionar que o impacto do Auxílio Emergencial é positivo para a economia de São Paulo, evidentemente, na medida em que as pessoas que estão fora do mercado de trabalho, etc., recebem ao auxílio, mas é bem menor do que, proporcionalmente, em média, de muitos outros estados brasileiros. Mas o estado se beneficia, evidentemente. A diminuição desse auxílio, o que é normal, o orçamento da União não aguenta a permanência disso indefinidamente nesses valores atuais, mas é muito importante mencionar que, nesse momento, nós teremos o crescimento de São Paulo, e a geração de empregos. Então, é muito importante mencionar que a melhor solução, o melhor programa social que existe é o emprego. Agora, a manutenção de um programa de renda básica, etc., para a base, como já existia no passado o Bolsa Família... Existe, até hoje. E a expansão disso é altamente recomendável, importante no Brasil hoje e, portanto, mesmo que em valores menores, etc., a manutenção disso é extremamente importante. Agora, no momento em que isso terminar, certamente estaremos no Estado de São Paulo num processo intenso de geração de empregos. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Henrique Meirelles. Carla Mota, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora para a TV Cultura, jornalista Maria Manso, como sempre muito rápida, já está aí a postos para a sua pergunta. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Governador, o senhor tem um dead line, uma data limite para essa negociação com o Ministério da Saúde, em torno da vacina? Dia 21 o senhor vai se reunir. Até quando o senhor negocia e quando o senhor decide: Vamos usar a vacina só aqui dentro de São Paulo? E com relação ao plano econômico, enquanto os resultados desse plano 21/22 não chegam, a gente ainda observa nas ruas o aumento da população de rua e principalmente o aumento das filas onde são distribuídas marmitas com comida de graça para a população, principalmente por causa da crise econômica. O que se pode fazer para ajudar essas pessoas, por favor?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, primeira pergunta eu mesmo respondo, a segunda vou compartilhar com Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, na ausência aqui da nossa Célia Parnes, que é nossa secretária de Desenvolvimento Social. E tratamos esse assunto até hoje pela manhã, na reunião de secretariado aqui de São Paulo, reunião essa que acontece todas as sextas-feiras pela manhã. Hoje, aliás, fizemos a nossa reunião de número 90, 90 reuniões de secretariado, celebramos hoje pela manhã.

A data limite em relação à vacina é dia 21/10, é exatamente por isso que agendamos reunião com o ministro Eduardo Pazuello e com o presidente da Anvisa, o Almirante Antônio Barra. Todas as informações disponibilizadas, a testagem termina agora neste final de semana, segunda-feira os resultados estarão todos eles consolidados com a Anvisa, que aliás tem, repito, acompanhado diariamente os resultados. Portanto, estaremos dentro do prazo estabelecido pela própria Anvisa, que é no limite de 60 dias, dada a pandemia e as circunstâncias de uma pandemia como essa, para a sua autorização e o início da vacinação. O que São Paulo deseja é compartilhar a vacina do Butantan, a vacina brasileira do Butantan, juntamente com o laboratório Sinovac, para que outros estados brasileiros possam também vacinar os seus habitantes. São Paulo vai vacinar, já garanti que aqui os 45 milhões de brasileiros de São Paulo serão vacinados. E em São Paulo, a vacina será, a vacinação será obrigatória, exceto se o habitante aqui, o cidadão tiver uma orientação médica e um atestado médico que não pode tomar a vacina. E adotaremos as medidas legais, se houver alguma contrariedade nesse sentido. Não é possível imaginar, eu aprendi isso com os médicos, nós temos três aqui ao nosso lado, numa pandemia, vacinar alguns e não vacinar outros. Enquanto tivermos pessoas não vacinadas em larga escala, continuaremos tendo a presença do vírus, a contaminação e morte. Portanto, a data final para a decisão é no dia 21. Não faltam mais informações, não faltam mais dados, não faltam mais elementos para que o Ministério possa decidir e a Anvisa tomar a sua decisão, dados os resultados dessa terceira e última fase da testagem da vacina Coronavac. Óbvio que vamos respeitar este prazo, que a Anvisa nos solicita. Nós confiamos na Anvisa, na sua isenção e na sua capacidade técnica, como tem sido até aqui. E temos certeza de que isso não vai mudar.

E em relação ao plano econômico e à população em situação de rua e desempregados, eu peço aqui a palavra da Patrícia Ellen. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, a secretária Célia Parnes liderou, durante essa pandemia, a maior operação de ajuda humanitária que nós já tivemos na história do Estado de São Paulo. Junto com a primeira-dama, Bia Doria, e com auxílio de uma série de organizações sociais, foram distribuídas mais de um milhão de cestas básicas para a população no estado, e na quarta-feira também nós anunciamos aqui o recorde de mobilização solidária, através do Comitê Empresarial Solidário, que, em sua 20ª reunião, alcançou o número de R$ 1,8 bilhão em doações realizadas pelo setor privado, para que essas doações sejam utilizadas para proteção social da população, que é o primeiro grande objetivo, também na área da saúde, educação, segurança pública, e na parte de proteção de empregos, e agora mais recentemente na vacina. O outro ponto de trabalho muito grande é na frente para atenção dos desempregados. Eu já mencionei algumas ações, uma que eu gostaria de destacar, que tem a ver com a pergunta também do Auxílio Emergencial, é o programa Meu Emprego, com frente de trabalho dentro ali do programa nomeado Emprego e Renda. Nós lançamos 10 mil vagas desse modelo de frente de trabalho, onde as pessoas desempregadas têm acesso a um auxílio de R$ 330 por mês, e eles trabalham quatro dias por semana, apoiando as prefeituras em todo Estado de São Paulo e também recebendo um dia por semana programa de qualificação profissional, pra que seja um programa com começo, meio e fim, e as pessoas, quando deixem de receber esse auxílio, tenham oportunidades reais de empregabilidade. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Maria Manso, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a penúltima intervenção, também presencial, é do Jornal O Globo, jornalista Ivan Vargas. Ivan, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

IVAN VARGAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Vou pedir licença pra sextar nas perguntas também, tem várias, na carteira de 19 projetos aqui, não contém nenhum novo, eu queria entender se tem alguma coisa nova na carteira de projetos, e também queria perguntar sobre as datas de edital, né, de previsão de lançamento de edital, especialmente as linhas oito e nove da CPTM, e o trem de Campinas, e também aí a concessão das rodovias no litoral de São Paulo. Sobre os aeroportos, também vou perguntar se o governo já decidiu se vai ser lote único, os aeroportos, ou se vai ser fatiado em lotes regionais, e quando que sairia o edital também. Sobre o road show, quando será, em que países, e daí ao secretário Meirelles também pergunto como deve ser o PIB de 2020, aqui em São Paulo, qual que será a previsão, e pra 2021 também. E pergunto também ao prefeito Bruno Covas se ele gostaria de comentar a reportagem, hoje, da Folha, sobre a denúncia de violência doméstica na qual é acusado o seu vice, Ricardo Nunes. Acho que é isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Ivan Vargas, você não sextou, você multiplicou, que foram cinco perguntas no total, sendo que duas delas com splits, mas vamos lá, vamos responder a todas elas, em relação, pela ordem, lembrando que no tema dos road shows, vou dividir com o Julio Serson, nosso secretário de relações internacionais, que juntamente com o Wilson Mello, Patrícia Ellen e o Henrique Meirelles, coordenam a realização dos road shows, primeiro virtuais, depois presenciais. PIB com o Meirelles. E a pergunta do Bruno com o próprio Bruno evidentemente. Em relação aos projetos, as datas dos editais serão informadas oportunamente, nós temos um programa de 24 meses, 21/22, e ao longo das próximas semanas e próximos meses, vamos anunciando cada um deles, os 19 projetos aqui apresentados pelo Henrique Meirelles. Em relação aos aeroportos, os lotes serão regionais, nós não faremos a concessão individual, a concessão será sempre em lotes, sobre os road shows, o Julio Serson pode responder, tanto sobre os road shows virtuais, começamos com os virtuais este ano, e a partir de janeiro, onde for possível, evidentemente, com os road shows presenciais, pra usar a expressão em português, road shows é uma nomenclatura em inglês, que classifica a apresentações com objetivo de obter o apoio de investidores internacionais, é uma nomenclatura internacional, que o mundo da economia e o mundo de mercado utiliza. Julio.

JULIO SERSON, SECRETÁRIO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde, com relação aos road shows, governador, já nesta próxima segunda-feira, dia 19, se não me engano, logo pela manhã o governador vai receber uma empresa chinesa, interessada na área de mobilidade, portanto, concretamente começamos já na segunda-feira, e no próximo dia 29, juntamente com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com a Investe São Paulo, e com o secretário Meirelles, teremos o Investment Day, para empresas e organismos brasileiros interessados em novos investimentos no Estado de São Paulo. A partir do dia primeiro, semanalmente o governador vai se reunir com uma série de empresas de origem internacional, ou individualmente, via zoom, ou agrupadas em países ou regiões, por exemplo, reuniões com Oriente Médio, empresas, claro, do Oriente Médio, países do Oriente Médio, reuniões com Alemanha, especificamente, Estados Unidos e Canadá terão também um espaço específico, bem como as empresas chinesas. Portanto, sendo bem objetivo, os road shows começam já nesta segunda-feira, com o primeiro grande evento no dia 29 e a partir de novembro até 15 de dezembro, várias reuniões se realizarão via remota. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Julio. Então, o tema de road shows respondido ao Ivan Vargas, do O Globo, vamos agora ao PIB 2020 e 2021, com a bola de cristal aqui do nosso Henrique Meirelles. Queria só complementar a informação, Ivan, de que são, acho que, não me lembro se você chegou a mencionar, são 22 aeroportos regionais, apenas pra ficar claro, e serão concessionados em lotes. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não. Além disso, evidentemente, temos todas as demais concessões, que conforme o governador mencionou, obedecerão os prazos legais, mas tudo feito dentro de uma estrutura de prioridade. Agora, a pergunta central que você faz, que é a estimativa de crescimento, nós temos uma previsão média, hoje, entre todos os analistas consultados pelo Banco Central, no relatório Focus, nós temos aí uma previsão hoje de uma queda de PIB em 2020 para o Brasil de cerca de 5%, né, a nossa previsão é que São Paulo, apesar que há uma queda, é inevitável, como o mundo todo, Europa tá caindo em média 8% ou mais, São Paulo deve cair entre dois e 2,5%, que é uma taxa que já é um desempenho substancialmente melhor, não só porque é o desempenho médio do país, mas, particularmente, comparado também com outros países. Então, nós achamos que algo aí entre dois e 2,5% deve ser a queda esse ano, versus 5% esperado para o Brasil. Para o próximo ano, nós estamos esperando um crescimento para São Paulo de mais de 5%, né, nós temos aí uma expectativa para o Brasil, na retomada aí de um crescimento também substancial, 2,5 a 3%, por aí, ao redor disso, mas nós achamos que São Paulo deve ser o dobro disso. Então, nós achamos que São Paulo tem condições de crescer em 2021 mais de 5%, principalmente impulsionado pela retomada 21/22, evidentemente que nós estamos ainda no meio da crise econômica da pandemia, saindo disso devagar, tem uma série grande de incertezas à frente, relacionadas aí à evolução da pandemia, mas com razões sólidas para uma visão de maior confiança, em função da evolução aí do desenvolvimento da vacina, que eu acho que a vacina é fundamental pra dar, realmente, confiança na economia, nos ajustes econômicos, e aí a economia começar a crescer no seu potencial. Mas com tudo isso, nesses termos, e com retomada 21/22, com tudo aquilo que nós vamos vendo, e com todo programa, não só de vídeos, esse ano, em que o governador e nós estaremos fazendo, juntamente com outros secretários, e depois, na viagem programada para o próximo ano, onde nós vamos estar levando as oportunidades de São Paulo aí pra diversos investidores aí, grandes centros de investimento no mundo todo, nós temos aí bastante segurança de que o crescimento deve ser superior, portanto, à 5%. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. Só pra complementar, antes de passar a palavra ao Bruno, Ivan, aproveitando que você veio animado aqui, com várias perguntas, os nossos road shows presenciais serão nos Estados Unidos, na Europa, no Médio Oriente e na Ásia, vamos usar, evidentemente, o suporte dos dois escritórios que já estão operando, em Shangai, na China, em Dubai, no Oriente Médio, e também o novo escritório, que vamos abrir em junho, em Munique, na Alemanha, que será a nossa central para a Europa, e em outubro abriremos o escritório nos Estados Unidos, ainda em local a ser definido e anunciado oportunamente. Vamos agora a última das suas perguntas, com Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Já comentei sobre o caso hoje pela manhã, não há mais nada a acrescentar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Ivan, muito obrigado pelas perguntas, vamos agora à última das perguntas presenciais, com William Cury, TV Globo, Globo News, Will, os últimos serão os primeiros, boa tarde, bem-vindo, sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Primeiro, eu queria falar sobre o André do Rap, essa estimativa de custo pra recaptura dele, de dois milhões, eu queria entender melhor qual período que se gastou esse dinheiro, ou que se pretende gastar esse dinheiro, porque ele ainda não foi recapturado, então, esse montante pode crescer, e crescer quanto, em quanto tempo? E sobre a economia, né, quando começou a apresentação, veio a imagem do trem intercidades, ligando São Paulo a Campinas, me veio à cabeça o trem-bala, que foi prometido lá atrás, ainda pra Copa de 2014, e era um projeto também ambicioso, muito caro, e não atraiu interessados, e por isso, até hoje nada, esse projeto da retomada 2021/2022 também é bastante ambicioso, esse trem entre São Paulo e Campinas, ele representa uma boa parte dos seis bilhões de dólares previstos para investimentos privados ao longo dos próximos dois anos, e no projeto, como um todo, né, ele depende, sobretudo, da participação de investidores, e a gente tá numa pandemia, a economia mundial deve sofrer uma retração, eu queria entender quem são, né, na expectativa do governo, os potenciais investidores do projeto de retomada da economia aqui em São Paulo. A gente tem a China como grande player no mercado de investimento internacional hoje, só que aqui no Brasil, ela não tem uma presença ainda significativa, São Paulo já fez viagens à China, abriu o escritório em Shangai, e tem uma relação mais estreita, são chineses que devem consumir boa parte desses projetos de infraestrutura aqui no Estado de São Paulo, nesse programa de retomada dos próximos dois anos? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Vamos responder, então, em relação a André do Rap, essa despesa, infelizmente necessária, poderia ser desnecessária, se o ministro do Supremo Tribunal Federal não tivesse cometido o erro, o equívoco de dar habeas corpus a um criminoso, a um bandido condenado a 25 anos e oito meses de prisão. A despesa está prevista para um período de 120 dias, isso não significa que nós estamos acreditando, confiando, ou afirmando que André do Rap será capturado em 120 dias, mas a cada 120 dias, nós teremos essa despesa, que é mobilização de equipe, as despesas operacionais, custos com equipamentos e diárias dos policiais civis e militares aqui do Estado de São Paulo. Volto a repetir, dá vontade de mandar a conta pro ministro, pra que ele possa reembolsar os custos que o erário público de São Paulo, portanto, todos os contribuintes de São Paulo terão para recuperar um bandido que estava preso, numa penitenciária de segurança máxima em São Paulo, e saiu folgadamente e desprezando a opinião pública, entrou dentro de uma BMW e sumiu. O segundo tema, do trem, trem-bala, eu aqui, de maneira bem humorada, recomendo que você mande a pergunta para a ex-presidente Dilma Rousseff, ela é que tinha o projeto do trem-bala, São Paulo nunca teve, nem governo passado, e muito menos neste governo, nós só trabalhamos com opções viáveis, e não com absurdos, o trem-bala é um absurdo completo, só na ideia de pessoas que não conhecem transporte e logística, e não tem bom senso para apresentar uma proposta como o trem-bala no Brasil. O trem intercidades é um trem, Will, de média velocidade, ele não é um trem de alta velocidade, e sobre investidores, nós teremos grande disputa pelo trem intercidades nesta alternativa São Paulo, Campinas, Americana, e também no trem intercidades, que virá na sequência, para a região do Vale do Paraíba até São José dos Campos. Ao nosso ver, teremos investidores chineses, e você está certo, chineses representam uma parcela considerável de interesse para a implantação desse trem, mas também franceses, espanhóis e japoneses, são quatro grupos de investidores de quatro nações, que, ao nosso ver, poderão estar disputando a concessão do trem intercidades. Então, feitas as respostas à sua pergunta, eu queria agradecer a todos pela presença, voltaremos na próxima segunda-feira, a todos que nos acompanham aqui, ao vivo, pela TV Cultura, por favor, não saiam de casa sem usarem a sua máscara, sempre que possível façam o distanciamento social de um metro e meio para outra, ou outras pessoas, lavem as mãos com constância, levem o seu tubo de álcool gel, se proteja, faça as suas orações. A vacina vai chegar e, com ela, vamos imunizar. Muito obrigado, bom fim de semana a todos.