Coletiva - Governo lança projeto Casa da Mulher em SP para acolhimento e capacitação 20212308

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Coletiva - Governo lança projeto Casa da Mulher em SP para acolhimento e capacitação 20212308

Local: Capital – Data: Agosto 23/08/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pessoal, obrigado. Primeiro, nossas desculpas aqui pela demora. Hoje é o lançamento do Programa Casa da Mulher/São Paulo, como vocês já observaram, nós vamos direto às perguntas para poder ganhar tempo, em respeito também ao fechamento. Mas quero, ao cumprimentar as jornalistas, principalmente os jornalistas também. Cumprimentar meus colegas cinegrafistas e fotógrafos, obrigado por estarem aqui nesta tarde. Aqui ao meu lado a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, e a Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, que compartilharão das respostas com vocês. Se pudermos ficar mais focados no tema das mulheres, eu agradeço, e também uma pergunta por veículo. Vocês têm compromisso, e nós também. Mas em respeito principalmente a você Maira Di Giaimo, da Rádio e TV Bandeirantes, e Band News. Maira, já com o microfone na mão, boa tarde.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, eu tenho uma pergunta sobre essa questão...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não estou conseguindo te ouvir, põe mais pertinho.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Então, eu tenho uma pergunta sobre esse programa que foi lançado hoje, mas queria também pedir para o senhor repercutir um pouquinho da reunião dos governadores, porque, enfim, acabou de acontecer. Bom, minha pergunta é o seguinte, essas 20 casas que vão ser entregues, queria entender qual é a previsão de entrega? Eu sei que as prefeituras precisam se manifestar, até quando elas podem se manifestar? E qual que é a previsão para ter todas as 20 casas entregues? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ok, Maira, obrigado. Vou responder as duas perguntas, começando pela Célia Parnes, e na sequência eu respondo sobre o Fórum de Governadores.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Bom dia, Maira. Imediato, na verdade, nós teremos a Casa da Mulher já implantada em equipamentos existentes para o início imediato, serão revitalizadas, e obviamente adaptadas para o funcionamento da Casa da Mulher, mas os municípios já podem mandar as suas demandas, e elas serão implantadas de imediato, bastando apenas algumas adaptações em imóveis já existentes, até para otimização dos espaços que já temos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ok. Em relação ao Fórum de Governadores, participaram 24 governadores, houve um consenso em relação ao consórcio dos governos estaduais denominado Brasil Verde, que é um consórcio que reunirá os governadores, que evidentemente assinarem o documento, esse protocolo, de compromisso ambiental, de carbono zero até 20/50, que é o compromisso do acordo de Paris, e que evidentemente endossarem um programa de respeitabilidade ambiental nos seus estados. Com o consórcio denominado Brasil Verde, os governos estaduais terão através desse consórcio a possibilidade da obtenção de financiamentos ou a fundo perdido de investimentos de fundos internacionais, notadamente fundos europeus e japoneses, que estão dedicados à proteção ambiental, não apenas no Brasil, não apenas na região amazônica, como em outras regiões de florestas nativas, seja mata atlântica, sejam outras florestas nativas, assim como de rios e também no âmbito de lagoas, e de recursos hídricos dos estados brasileiros. Isso vai avançar bem, a coordenação deste programa ficou com o governador Renato Casagrande, o objetivo é evoluir até o final do mês de setembro, e aí já termos o consórcio formatado. Em relação à democracia, eu me posicionei de maneira muito clara, não houve consenso entre os governadores, o que eu entendo como natural, a governadores de várias matizes, e de comportamentos políticos distintos, seria difícil, evidentemente, obter unanimidade de 24 governadores. Mas eu pessoalmente me posicionei contra esses flertes autoritários do governo Bolsonaro, cada vez mais intensos, ameaçando o Supremo Tribunal Federal, ameaçando os ministros do Supremo, ameaçando o Congresso Nacional, ameaçando alguns governadores que fazem como eu, a defesa da democracia, a defesa da Constituição, e dos direitos civis, dos direitos humanos. A nossa posição ainda não foi a posição refletida por todos os governadores, mas eu quero destacar aqui em especial do discurso feito pelo governador do estado do Maranhão, Flávio Dino, extremamente contundente, e que a mim me representou muito bem nessa reunião. Sem desmerecer outras intervenções feitas por vários governadores, também em acordo com a defesa da democracia, eu destaco o governador Renato Casagrande, o governador Eduardo Leite, meu colega governador do estado do Rio Grande do Sul, governador Wellington Dias, que também fez uma defesa bastante enfática da democracia. E o governador Paulo Câmara, do estado de Pernambuco. Aos demais, pediram tempo para fazer reflexão, e vão buscar, evidentemente, o entendimento do qual eu acho difícil, com o Governo Federal, pediram inclusive audiência com Presidente da República, no que pessoalmente acho difícil, o Presidente não gosta de difícil, o Presidente não gosta de difícil, não quer o diálogo, desrespeita o diálogo, como desrespeita os governadores e desrespeita a democracia, como aliás, desrespeita o bom jornalismo também, ele não gosta do diálogo, ele gosta de impor e não de dialogar. Mas, enfim, essa foi uma síntese embora muito rápida, dessa reunião que durou aproximadamente duas horas entre os governadores, os 24 que participaram, governadores e vice-governadores representando 24 estados brasileiros. Vamos agora ao Guilherme Balsa, TV Globo, Globo News. O Guilherme está em minoria hoje aqui, hein, Guilherme? Ainda bem, né?

GUILHERME BALSA, REPÓRTER: Governador, vamos lá, hoje teve o afastamento do Comandante dos batalhões de Sorocaba. Em alguns dias atrás saiu uma reportagem do governo do estado de São Paulo, dizendo que os ex-Presidentes, todos eles estavam consultando as suas fontes dentro das Forças Armadas, para ver que tem alguma movimentação golpista. E a mensagem que foi passada à essas fontes a esses ex-Presidentes, é que o Exército não vai embarcar em uma aventura golpista, mas que eles têm receio do que as polícias militares podem fazer. Eu queria te perguntar o que o governo do estado pode fazer para que tenha a corporação sob controle? Quais são as medidas que podem ser tomadas para evitar que haja algum tipo de insubordinação, alguma manifestação nessa linha golpista por parte de policiais militares? E eu vou aproveitar só para fazer uma outra pergunta, sobre o evento em si. Tinha bastante aglomeração lá dentro, um evento em um espaço fechado. Minha pergunta é se a partir de agora esses eventos vão ficar recorrentes? E se é o momento de fazer um evento com tanta gente em um local fechado, ainda no meio da pandemia? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, começo pela segunda. Nós estamos já fora da quarentena, portanto, é permitido que as pessoas circulem livremente em ambientes abertos ou fechados, evidentemente com máscara, obrigatoriedade de máscara e todos, todas, principalmente, estavam com máscaras, e isso protege as pessoas, álcool em gel foi fornecido na entrada do auditório. E sim, nós vamos prosseguir fazendo eventos com os devidos cuidados e com esses protocolos. Guilherme, hoje é absolutamente impossível em qualquer circunstância você garantir o distanciamento, seja nas ruas, seja em ambientes fechados, de maior ou de menor envergadura, vamos ser realistas, isso é impossível, cada pessoa tem que ter a consciência do seu dever, primeiro de se proteger com a máscara, depois de utilizar álcool em gel. Depois de tomar a sua decisão, de participar ou não participar, estar mais próximo ou não das pessoas. Mas dada a circunstância, acredito que aqui o evento é um evento seguro, sobretudo, pela predominância de mulheres, que são mais atentas, mais cuidadosas do que nós. Em relação ao Exército, não me cabe aqui fazer comentário, eu espero que os comandos das Forças Armadas tenham consciência de que o Brasil não pode voltar ao autoritarismo, nem sequer pensar na hipótese de termos aqui um golpe militar, e a volta do regime de exceção, como aconteceu a partir do Golpe de 1964. No âmbito do governo do estado de São Paulo, pessoalmente, como governador, tenho muito orgulho da Polícia Militar do estado de São Paulo, tem 88 mil policiais, é uma polícia bem treinada, bem equipada, bem preparada. Mas há exceções, há exceções também daqueles que não cumprem as regras e desobedecem os protocolos, e aqueles que desobedecem também regras, protocolos da Polícia Militar, e fazem manifestações políticas inadequadas. Isso chama-se indisciplina, na Polícia Militar. E o Coronel Aleksander Lacerda foi punido com o seu desligamento, o seu afastamento do comando desta unidade em Sorocaba, e sofrerá as demais sanções previstas no código e no protocolo da Polícia Militar do estado de São Paulo. Eu falei logo pela manhã, eram 7h10min da manhã quando eu falei com o General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. O General já sabia do fato, porque esse fato ocorreu durante à noite passada, e se houver mais alguma manifestação dessa natureza será tratada da mesma maneira, com indisciplina e com afastamento imediato, seja Coronel, Capitão, seja quem for. Em São Paulo nós não vamos admitir nenhuma indisciplina, nem insubordinação. Especialmente, especialmente daqueles que pensam em flertar contra a democracia, contra a Constituição, e a favor da ditadura militar. Vamos agora à Daniele Dias, Rádio Metropolitana, Vale do Paraíba. Bem-vinda.

DANIELE DIAS, REPÓRTER: Obrigada, governador. Bom dia. Bom dia, a todos. Transmito aqui também os cumprimentos do Silvio Sanzoni, nosso diretor-presidente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Um abraço para ele.

DANIELE DIAS, REPÓRTER: E eu vou me ater às perguntas referentes à Casa da Mulher, eu queria saber se nesse anúncio feito hoje o Vale do Paraíba, se esse programa vocês irão implementá-lo de forma regionalizada pensando em uma distribuição igualitária dentro do estado de São Paulo, que são diversos municípios? Tem alguma expectativa do Vale do Paraíba, Guaratinguetá, quem sabe, receber a Casa da Mulher? Já que lá existe o conselho de direito para as mulheres, que inclusive está previsto no programa de vocês?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Daniel, você formulou bem a pergunta, e respondeu parte, aliás, da sua pergunta, com a sua boa formulação. E a complementação será feita pela Célia Parnes. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Obrigada, pela pergunta. Naturalmente que sim, todo o estado poderá ser contemplado com a Casa da Mulher. E o governador João Doria tem os programas de desenvolvimento regional também voltados às regiões de menor IDH do estado, não é o caso, mas nós temos também esse olhar de impulsionar essas regiões, como é o caso do programa do Vale do Futuro, do Pontal, do Vale da Fé. Mas certamente todas as regiões serão contempladas, e vocês já contam com o Conselho da Mulher, que já é meio caminho andado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado. Obrigado, Dani. Indara Freitas, do Portal Metrópoles. Boa tarde.

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde. Eu queria saber quantos municípios vão ser contemplados, então vão ser 20 agora, e falaram em 40, e 40 é para o ano que vem? Qual é o prazo? E também queria saber os critérios para que tipo de mulher vai ser atendida, vai ter algum critério? Vai ser aberto para todo mundo? Quantas mulheres o programa pretende atingir?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Indara, obrigado por ter se atido ao tema. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Veja, naturalmente o critério são todas as mulheres, todas as mulheres que procurarem esse Centro de Referência da Mulher, que vai prestar o apoio psicológico, orientações em questões de parentalidade, apoio jurídico, social. Então um olhar, 360 graus para as demandas da mulher, portanto, todas as mulheres são bem-vindas. Desculpa, a sua primeira pergunta me falhou.

DANIELE DIAS, REPÓRTER: Quarenta unidades...

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Ah, os municípios. O governador João Doria tem sido ágil no lançamento dos programas, e muito generoso também na ampliação e prorrogação desses programas. Hoje nós anunciamos as primeiras 20 Casas da Mulheres, mas nada impede que esse programa seja largamente ampliado, certamente será.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Mas, Indara, o fato é para ter a informação precisa, para os seus leitores, seus internautas, são 20 Casas da Mulheres, nesse momento o que está autorizado com recursos já estabelecidos, são 20 Casas da Mulheres. Mas obviamente ao alcançar esse objetivo vamos ampliar ainda mais, mas são 20 Casas. Vamos agora à Camila Iunes, da Rádio Jovem Pan, é a última das perguntas. Camila, bem-vinda. Boa tarde.

CAMILE IUNES, REPÓRTER: Muito obrigada, governador. Boa tarde, a todos. Governador, eu queria saber se o projeto, ou então o governo de uma forma geral, tem a expectativa, perspectiva de incentivar a participação das mulheres na política? Porque a gente vê que tem mulheres no governo, mas elas ainda são minoria. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Camila, vou responder junto com a Patrícia Ellen, que está aqui ao meu lado, mas o objetivo é formar empreendedoras, não necessariamente empreendedoras da política, mas não há nenhum impedimento, nenhuma crítica e nem veto, aqui mulheres que queiram atuar na vida pública. Até porque, a administração pública é matéria de várias universidades aqui em São Paulo. Então se for administração pública, por óbvio, terá o nosso apoio, e alguns cursos de empreendedorismo vão configurar essa oportunidade para que mulheres que queiram atuar na vida pública, possam se tornar administradoras públicas. Do ponto de vista da política eleitoral, legislativa, não, mas nós evidentemente não vamos condenar as mulheres que tiverem esse anseio. Mas essa não é a finalidade dos programas que a Casa da Mulher vai oferecer. E vou aproveitar a sua boa pergunta para que a Patrícia possa dizer o conjunto de atividades empreendedoras que serão objeto de ensino nas Casas da Mulheres. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Bom, Camila, nessa primeira etapa exatamente o objetivo é ajudar as mulheres que foram tão impactadas pela pandemia, que migraram para o empreendedorismo por necessidade, e também não estão absorvendo as oportunidades dos setores que mais cresceram, empregam e pagam bem, como o setor de tecnologia. Então nós estamos nessa primeira etapa já oferecendo 37 mil vagas de apoio à essas mulheres, sendo 11 mil vagas para formação em tecnologia, no SPTEC Mulher. E vamos ter, na verdade, já vamos subir agora, vai ser entre 26 e 27 mil para qualificação empreendedora, e microcrédito só para mulheres. E um aporte de R$ 50 milhões no microcrédito do Banco do Povo dedicado às mulheres. Elas fazem curso e gestão, de empreendedorismo, e a ideia é exatamente garantir que as mulheres ocupem espaços de gestão, de liderança e empreendedorismo no setor privado, no setor público, no setor social. E inclusive até complementando a resposta para a Indara, a gente vai ter as 20 Casas da Mulheres entregues em até 12 meses, mas as três primeiras já vão ser entregues mais rapidamente no modelo de retrofit, e vamos iniciar os cursos também no modelo virtual, imediatamente, porque as mulheres precisam de ajuda agora. Então nós vamos trabalhar com a construção dos equipamentos, e com a oferta também dos cursos online, que já vão estar disponíveis já no mês de setembro. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E ao final, além de agradecer vocês, quero voltar a lembrar, São Paulo atingiu 48 milhões de doses de vacinas aplicadas, 95% das pessoas com mais de 18 anos já tomaram a primeira dose, 36% de toda a população completamente vacinada, é o estado que mais vacina proporcionalmente, é o estado que tem mais quantidade de vacinas, e vamos continuar a fazê-la. Essa sim, além da proteção com as máscaras, é aquilo que vai garantir a volta à normalidade gradual e segura, vacinas, vacinas e vacinas, e é isso que São Paulo tem feito, aplicando vacina em todas as pessoas que oferecem o seu braço para a vacina, seja a Coronavac, seja a AstraZeneca, seja a vacina da Pfizer, aquela vacina que estiver disponível é a boa vacina, a boa vacina é a vacina no braço. Muito obrigado. Boa tarde, fiquem bem, fiquem protegidos. Obrigado, pessoal.