Coletiva - Governo põe região de Marília na fase vermelha e outras 10 na laranja do Plano SP 20211501

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Coletiva - Governo põe região de Marília na fase vermelha e outras 10 na laranja do Plano SP 20211501

Local: [[Capital] - Data: Janeiro 15/01/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olá, boa tarde. Muito obrigado aos jornalistas aqui presentes nessa coletiva de imprensa, coletiva de nº 161, na sede do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Obrigado também aos cientistas, fotógrafos, técnicos, equipes de apoio dos veículos de comunicação que aqui estão. Muito obrigado também aos que concederão a coletiva hoje, aqui ao meu lado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência de COVID-19; Paulo Menezes, coordenador geral do centro de contingência do COVID-19; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde; E o nosso convidado de hoje, professor da universidade de São Paulo, Marcelo Zufo. Primeira informação da coletiva de hoje, anunciamos a décima oitava reclassificação do plano São Paulo, a reclassificação das fases do plano São Paulo estavam programadas para o dia 5 de fevereiro, como todos sabem, ela foi adiantada para hoje por razões substitutivas que serão apresentadas nessa coletiva. É uma medida preventiva e extremamente necessária neste momento para proteger vidas, vidas dos brasileiros em São Paulo. Aqui, como no restante do Brasil, e em boa parte do mundo, há uma indicação clara de que a pandemia acentuou essa segunda onda em nosso país. E nós temos que tomar medidas de cautela, de prevenção para proteger vidas no estado de São Paulo, e é importante que a população, que a opinião pública, empresários, formadores de opinião, jornalistas, meios de comunicação, tenham consciência disso, que a situação vem se agravando a cada semana. E para que isso não reflita em mais infecções e mais mortes, as medidas do plano São Paulo serão anunciadas hoje nessa reclassificação. No dia de hoje serão anunciadas sete reclassificações em sete regiões do estado de São Paulo. Regiões que estavam na fase amarela e passam para a fase laranja: Araçatuba, Bauru, Franca, Piracicaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Taubaté. E a região de Marília sai da fase laranja e vai para a fase vermelha. As medidas são para evitar a superlotação de hospitais e Unidades de Terapia Intensiva, e consequentemente a falta de atendimento médico necessário para proteger vidas, São Paulo não protela medidas, São Paulo a gente, e é por isso que estamos fazendo hoje a reclassificação do plano São Paulo, e isso será detalhado na sequência a todos vocês. Segunda informação de hoje, se refere à vacina, a vacina do Butantan, a vacina do Brasil, 4,500 milhões de doses da vacina do Butantan prontas para aplicação serão encaminhadas pelo governo de São Paulo para um centro de distribuição e logística do Ministério da Saúde, no terminal de cargas de Guarulhos. Alguns procedimentos são necessários por parte do Ministério da Saúde, junto ao Butantan, mas tenho certeza absoluta de que o ministério de forma responsável saberá adotar essas medidas e entrar em contato imediatamente com a direção do Instituto Butantan para que a transferência dessas 4,500 milhões de doses possa ser feita. As doses entregues ao Ministério da Saúde serão destinadas para todos os estados brasileiros e o Distrito Federal, portanto, para os outros 25 estados e a capital Federal do Brasil. Obviamente vamos aguardar que neste domingo a ANVISA autorize o uso emergencial da vacina do Butantan, assim como esperamos que o faça também para a vacina AstraZeneca. O governo de São Paulo torce, pede e recomenda dentro do seu limite que a ANVISA e o Ministério da Saúde adotem vacinas, não apenas a vacina do Butantan, não apenas a vacina da Fiocruz, que é a AstraZeneca, mas também outras vacinas, diante de um quadro gravíssimo de saúde pública no país. E é motivo de orgulho sim para o governo de São Paulo, que desde maio deste ano tomou medidas acautelatórias e contratuais para termos uma vacina segura, eficaz e disponível para os brasileiros, e já temos a vacina em solo brasileiro. Não ficamos conjecturando, projetando, envolvendo questões de ordem ideológica, partidária ou política, São Paulo agiu, e agiu em defesa da vida, da saúde e da proteção de todos os brasileiros, não apenas os que vivem em São Paulo. Terceira informação de hoje, muito sensibilizado, como governador de São Paulo, como cidadão e como brasileiro, com a situação do estado do Amazonas, em especial com a sua capital, Manaus. Isso é resultado da política caótica da saúde pública do Governo Federal. Não é razoável imaginar que uma situação de caos, como vive a capital manauara seja debitado na conta de um prefeito ou de governador. Temos um Governo Federal para quê? Temos um Ministério da Saúde para quê? Para acusar prefeitos e governadores? Ou para agir em defesa e a proteção da saúde da vida de todos os brasileiros em qualquer parte do país? Este descomprometimento com a compaixão, com a vida, com a proteção dos brasileiros é mais um resultado do negacionismo do governo Jair Bolsonaro. Da mesma forma que afirmei ontem para o Jornal Valor Econômico, tenho a sensação de que o governo Bolsonaro gosta é do cheiro da morte, e não de celebrar a vida. Pois se quisesse celebrar a vida já teria contribuído com o estado do Amazonas para oferecer condições mínimas de atendimento aos brasileiros que lá vivem. E não teríamos assistido às cenas dramáticas que vimos ontem pela televisão. Aliás, não fomos nós apenas, brasileiros, que assistimos essas cenas dramáticas, milhões de pessoas em todo o mundo assistiram essas cenas, de brasileiros morrendo por falta de oxigênio, pela incapacidade do Governo Federal de prever casos como esse, e de agir com a necessária competência e agilidade para apoiar prefeituras e governos, e não confrontá-los, ou simplesmente dizer: "A culpa não é minha, a culpa é do governador, ou a culpa é do prefeito". A culpa é sim do Governo Federal, da incompetência, da incapacidade, do fracasso de ter optado pelo negacionismo em relação à essa pandemia. Me solidarizo como brasileiro, cidadão e também como governador, com todos aqueles que vivem em território amazônico, os que estão sofrendo, e a minha solidariedade também aqueles que perderam suas vidas, especialmente nos últimos dias em uma situação dramática de pessoas morrendo por falta de oxigênio, por falta de equipamentos, por falta de UTIs. Com médicos e enfermeiros extenuados, alguns trabalhando 24 horas. Solicitei à Universidade de São Paulo, e por essa razão está aqui um professor e diretor da Universidade de São Paulo para encaminharmos imediatamente para o Amazonas 40 respiradores, 40 respiradores produzidos pela Universidade de São Paulo, demonstrando a capacidade tecnológica dessa grande universidade para o atendimento emergencial a aqueles que estão sofrendo com a COVID-19 no estado do Amazonas. Conseguimos a solidariedade da Latam, para encaminhar, transportar e entregar imediatamente à Secretaria de Saúde do estado do Amazonas, esses 40 respiradores. É uma pequena ajuda, mas é um sentimento solidário de São Paulo aos seus irmãos do estado do Amazonas. Outros estados estão também mobilizados para oferecer apoio e garantir ao estado do Amazonas a solidariedade que faltou ao Governo Federal e ao Ministério da Saúde com os brasileiros amazônicos. Orientei também o nosso secretário da Saúde em São Paulo, a disponibilizar leitos nos hospitais públicos e a gerenciar leitos em hospitais privados para aqueles que puderem ser transportados até São Paulo para o atendimento prioritário. E salvar vidas. São Paulo está e sempre estará ao lado do Brasil, está e sempre estará ao lado da ciência, e não faltará coragem para São Paulo em manter a sua posição contra o negacionismo irresponsável do governo Bolsonaro. Quarto ponto, hoje às 15h30min, nesse mesmo local onde estamos, concederemos coletiva de imprensa com os deputados Rodrigo Maia, Presidente da Câmara Federal, e deputado Baleia Rossi, um dos candidatos à sucessão à presidência da Câmara Federal, às 15h30min de hoje, neste mesmo local. Vamos começar falando sobre a tragédia amazônica, e o apoio e a ajuda do governo de São Paulo a aqueles que vivem em Manaus e em regiões em torno da capital do estado do Amazonas. Por isso peço a intervenção do Marcelo Zufo, professor titular da Universidade de São Paulo, nosso convidado nessa coletiva. Marcelo.

MARCELO ZUFO, PROFESSOR TITULAR DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: Ok, boa tarde, a todos. Obrigado, governador, secretária Patrícia. A situação em Manaus se configura de colapso, sendo necessário os ventiladores emergenciais. O ventilador Spir desenvolvido pela Universidade de São Paulo tem essa certificação à ANVISA, equipamento de suporte ventilatório para uso emergencial, que é justamente o propósito a que destina o seu emprego. Praticamente há dez dias nós estamos em forte interação com cinco hospitais em Manaus, o Santa Júlia, o Santo Alberto, a Adelfina, o Hospital Adventista e o Beneficência. Foi constituída uma comunidade para receber esses ventiladores, e hoje nós começamos a embarcar os primeiros lotes. A previsão até terça-feira da semana que vem nós termos 40 ventiladores em pleno uso na região de Manaus. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marcelo. Quero mostrar aqui a vocês o ventilador desenvolvido pela Universidade de São Paulo, é esse equipamento que nós estaremos encaminhando hoje, 40 unidades, com o apoio da TAM, para o atendimento à população do estado do Amazonas, esperando que ele possa atender à comunidade médica, comunidade científica do estado do Amazonas, e ajudar a salvar vidas no estado do Amazonas. Vamos agora com os dados da saúde, com o nosso secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn. Jean, por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na segunda semana epidemiológica do ano de 2021. O mundo enfrenta a segunda onda de COVID-19, o Brasil e o estado de São Paulo não foram, infelizmente, diferentes. Os índices que temos hoje na saúde são similares no estado de São Paulo, aqueles que atingimos no pico da pandemia da primeira onda. Dessa forma, desde novembro já víamos observando e de forma preventiva, de forma antecipada, fizemos considerações tanto de recomendações para que cirurgias eletivas não fossem feitas, orientações aos municípios para que seguissem as restrições, assim como também progredimos de uma forma muito cautelosa à algumas medidas de reclassificação, e impedimos que o estado fosse para condições e situações menos restritivas. Nós conseguimos com essas medidas, e nós vamos ver nos gráficos adiante, manter um número de internações menores durante o mês de dezembro. Conseguimos dessa maneira fazer com que a circulação do vírus na nossa população pudesse ser controlada. Mas infelizmente as aglomerações que nós observamos em todo o estado, no final do ano, passaram a se revelar agora, nas estatísticas que logo mais pronunciaremos. Um minutinho, por favor. Obrigado. Para se ter uma ideia, todos os índices da saúde, óbitos, internações e casos tiveram um incremento significativo. Em casos, se comparada a última semana epidemiológica, aumentamos 5% nesse número de casos. Tivemos o incremento de 2% no número de óbitos e 10% no número de internações. Por que friso que 10% no número de internações é um dado que nos chama muito atenção? Esse é um dado atual. Lembrem-se que na semana anterior tivemos um número alto de casos e óbitos, mas eles estavam represando aquelas duas semanas das festividades do final de ano. E agora, as internações, elas são dados atualizados da dinâmica, da circulação do vírus na nossa população. Com relação a ocupação do número de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, São Paulo tem 67,5% em todo o estado e a Grande São Paulo 69% da sua ocupação. Precisamos ainda restringir mais horários e serviços. Só assim diminuiremos o número de caso, o número de pessoas que se agravam na sua saúde e vão necessitar do acolhimento nas Unidades de Terapia Intensiva. Se a velocidade de casos tiver esse incremento tão dramático nós poderemos assistir situações igualmente dramáticas. Nós não faremos isso. Nós inclusive, desde o início do ano, aumentamos a remobilização de leitos de Unidades de Terapia Intensiva, são 250 novos leitos desde o início do ano e assim o faremos, ampliando o maior número de leitos de UTI em todo o estado. E também, semanalmente, estaremos distribuindo para aquelas regiões que mais necessitarem equipamentos de suporte respiratório emergencial como esse desenvolvido pela Universidade de São Paulo para que estejamos garantindo a assistência da nossa população. São Paulo não teve nenhum paciente desassistido e o desejo do estado de São Paulo na liderança do governador João Doria é que isso não venha a acontecer em nosso estado. Temos aqui o compromisso da preservação de vidas. Precisamos do apoio da população. Aquela frase que dizíamos fique em casa e que depois só falávamos, olha, evitem as aglomerações, usem máscaras, hoje se faz necessário. Fiquem em casa. Se isso não forma possível, saiam com responsabilidade, usem máscaras, evitem as aglomerações, evitem festejos, encontros, eles têm que ser preservados nesse momento, essa é a única forma que cada um de nós preservarmos a nossa vida. Nós estamos vendo jovens ainda se aglomerando porque eles dizem, para mim vai ser sintomas leves, eu não vou ter problema. Mas são eles que estão levando para a casa e matando seus pais e matando os seus avós e é isso que nós temos e precisamos do apoio de todos. Por favor, primeiro slide. Temos hoje, no estado de São Paulo, 1.605.845 casos, quase 50 mil pessoas perderam a sua vida no estado de São Paulo. A ocupação, como disse, no estado, de ocupação de leitos de Unidades de Terapia 67,5% e na Grande São Paulo 69%. [Próximo]. Observem o que nós encontramos aqui, um incremento do número de casos importante em relação a semana anterior e esse número é similar àquele que encontramos na 33ª semana epidemiológica, no pico, no número máximo de casos que nós tínhamos em São Paulo. E num momento em que testávamos e que continuamos testando, mas que testávamos já muito, ou seja, estamos num momento de atenção e alerta máximo. Mas também observem que nas primeiras semanas de dezembro, frente essas restrições, também tivemos uma queda importante da 52ª semana em relação a 51ª, mostrando o quanto políticas restritivas são importantes. [Próximo]. Tivemos um incremento em relação ao número de óbitos em relação a última semana anterior de 2%. [Próximo]. E as novas internações, com disse, tiveram um incremento em 10%, chegando a cifras similares a 32ª semana epidemiológica do mês de agosto. Muito obrigado governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado secretário Jean Gorinchteyn. Ainda no mesmo tema da reclassificação do Plano São Paulo vou pedir a intervenção da secretária Patrícia Ellen. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Em primeiro lugar eu queria agradecer, governador, o compromisso com o investimento, com a ciência e a tecnologia. Nós, quando trouxemos a primeira vez, esse respirador ainda estava em fase de testes. Ele foi desenvolvido em 103 dias com grupo de pesquisadores baseados na Universidade de São Paulo, mas com pesquisadores de diversas universidades. Investir na ciência é o único caminho para o desenvolvimento econômico sustentável no longo prazo e é fácil investir em tempo de bonança, mas garantir investimento num momento que nós estamos vivendo confirma, de fato, o compromisso de São Paulo com a ciência, a tecnologia e com uma gestão técnica baseada em dados e evidências. Eu pessoalmente vi o desafio que foi para cada secretário, para cada secretária, realizar novas economias num momento tão difícil para garantir que esse investimento fosse realizado. E fico muito orgulhosa de ver, professor [ininteligível], que esse respirador que está aqui já está aprovado para uso emergencial e também já foi testado para uso definitivo, aguardando agora as certificações, mas está, nesse momento, salvando vidas em Pernambuco, em Mato Grosso, no Rio de Janeiro e aqui em São Paulo. E hoje vai embarcar para o estado do Amazonas. É muito triste ver o que está acontecendo na Amazônia. A gente tinha essa lenda que a Amazônia era o pulmão do mundo, não é, na verdade são as algas, mas é uma ironia muito trágica ver o suposto pulmão do mundo hoje com falta de oxigênio e com pessoas morrendo asfixiadas dessa forma. São vidas de seres humanos que poderiam ter tido muito mais tempo para passar com a sua família. E a ciência nesse momento está ajudando com o respirador de baixo custo que foi inventado, implementado e produzido em tempo recorde, graças à mobilização dos nossos cientistas. Então eu agradeço e agradeço também todos que estão mobilizados para fazer com que eles cheguem rapidamente, as companhias aéreas estão trabalhando agora num esforço de mobilização para garantir que cada um que certificado e testado, embarca imediatamente. Então, é um processo de ajuda, de mobilização, como deve ser e não de negacionismo e não de uma gestão inerte que deixa as pessoas morrerem sem fazer nada. Então, nós, todos os estados estão mobilizados neste momento, todos as pessoas da sociedade civil também, mas isso poderia ter sido evitado. E agora, nesse mesmo ponto, nós estamos fazendo o nosso trabalho em São Paulo e vamos sim, ter que fazer um esforço adicional para evitar que esse tipo de coisa aconteça no nosso estado. O secretário Jean tem feito uma gestão aqui muito responsável, trazendo os dados sempre em tempo real. Esse quadro mostra que as nossas medidas restritivas de novembro e dezembro funcionaram, mas ele também mostra que houve uma aceleração agora em janeiro e por isso novas medidas precisam ser tomadas. Na próxima página eu queria só mostrar o quadro e o secretário Jean já mostrou, mas chamando atenção a isso, a essa aceleração que aconteceu na última semana e lembrando a nossa responsabilidade. Cada um de nós precisa fazer a nossa parte. O governo fará a sua, mas eu peço novamente a colaboração de todos e de todas, dos empresários, das empresárias, das pessoas, é a hora da gente dar um passo adicional para controlarmos o rápido espalhamento e o crescimento da presença do Coronavírus no nosso estado, no Brasil e no mundo. Com isso, na próxima página, a gente antecipou agora a reclassificação que seria feita daqui um mês para esse momento, devido a necessidade, acatando o senso de urgência e também do centro de contingência. Essa era a classificação atual que foi realizada no dia 8 de janeiro, a exatamente uma semana, foi a 17ª atualização. Na próxima página nós temos aqui a 18ª atualização com os indicadores que estão agora ancorando a nossa decisão de antecipação e aplicar medidas mais restritivas. Nós temos um aumento da taxa de ocupação de leitos em todo o estado, agora com uma média 67,5%. Tivemos também o aumento das internações, média de 14 dias a cada 100 mil habitantes, estamos em 49,3 e o aumento do número de óbitos para 5,8 a cada 100 mil habitantes. Com uma piora maior em algumas regiões específicas que já foram destacadas pelo governador, mas eu gostaria de relembrar aqui com destaque, que houve um aumento significativo de casos na região de Araçatuba, um aumento significativo de ocupação de leitos em Bauru, em Franca, em Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté. Com isso, na próxima página, nós estamos agora anunciando uma nova reclassificação mais rígida e também de uma forma mais célere para que nós possamos conter o espalhamento rápido do vírus que se acelerou nessas últimas semanas. Então essa é a nova classificação, nós temos aqui sete regiões que regridem para a fase laranja, Araçatuba, Bauru, Franca, Piracicaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Taubaté e temos Marília regredindo para a fase vermelha, inclusive pela questão de ocupação de leitos para garantir que todas as pessoas tenham acesso a atendimento que é o nosso principal objetivo nesse momento, é que possamos salvar vidas. Nós temos a esperança da vacina e da vacinação que nós aprendemos que é a nossa meta final. O Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia, mas somente com a vacinação e escala nós não precisaremos mais dele e dessas medidas restritivas. Precisamos então, nesse momento, de solidariedade, responsabilidade e esforço coletivo para seguirmos na luta contra o Coronavírus. Todos nós precisamos fazer a nossa parte. Para finalizar, na próxima página, mais uma, por favor, nós temos alguns pedidos para cada um faça a sua parte, são recomendações adicionais dos nossos especialistas do centro de contingência. A primeira é que nós tenhamos um controle de pessoas em reuniões de trabalho, sobretudo em locais fechados. Os diretores, diretoras, presidentes de empresa responsáveis, precisam garantir que as aglomerações não aconteçam em seus espaços de trabalho, obviamente, festas e aglomerações estão estritamente proibidas. Aqui são recomendações adicionais para evitar o contágio que é uma tendência inclusive mundial, reforçando aqui um limite máximo recomendado de 25 pessoas com distanciamento de um metro e meio. Também, a partir de agora, nós vamos voltar a trazer a recomendação de endurecimento de medidas restritivas nas cidades que estão com uma lotação em seus leitos de UTI acima de 80% e o secretário Marco Vignoli vai trazer a lista dos municípios hoje, que precisam desse alerta adicional. Nós temos novos prefeitos neste mês que têm a chance de serem conhecidos por deixar um legado responsável por cuidar de sua população e eles podem, nesse momento, tomar medidas mais restritivas para além das medidas de sua região e nós traremos sempre a lista para que eles tenham essa recomendação de ação imediata. E para finalizar nós vamos, nesse momento, fazer também um trabalho de conscientização da população. A Defesa Civil hoje acompanha diariamente e manda alertas para a população. No dia de hoje toda a população que tem, que está inscrita nos nossos canais da Defesa Civil, receberá um SMS alertando sobre o alto risco de contágio, relembrando que agora a segunda onda chegou no estado de São Paulo e nós precisamos todos fazer a nossa parte. Quem não está inscrito no canal da Defesa Covil pode enviar um SMS para o número 40199 com o CEP e a partir de hoje passa a receber imediatamente todos os alertas. E a mensagem que será enviada hoje a toda a população inscrita é essa: estado de São Paulo sofre uma segunda onda do Coronavírus, proteja-se, evite aglomerações, use máscara, preserve a vida de todos. Todas as medidas que foram anunciadas aqui passam a valer a partir de segunda-feira para que todos tenham um tempo mínimo de se organizar, o decreto será publicado ainda amanhã, mas novamente, o pedido é para que cada um de nós faça a nossa parte. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia Ellen. Apenas enfatizando uma vez mais: Todas as medidas que estão sendo anunciadas aqui, a nova reclassificação do Plano São Paulo, passam a valer a partir da próxima segunda-feira, dia 18 de janeiro. Quero informar também, antes da intervenção do Marco Vinholi, que, em reunião nesta manhã, com o procurador-chefe do Ministério Público do Estado de São Paulo, Mário Sarrubbo, solicitamos o empenho do Ministério Público em todo o Estado de São Paulo, para proteger o Plano São Paulo e agir imediatamente com aqueles prefeitos ou prefeitas que pensem em desobedecer às orientações do Plano São Paulo. Os que fizerem isso, terão que responder à Justiça, não apenas ao Ministério Público, mas, se necessário também, ao Tribunal de Justiça no Estado de São Paulo. Agora, não é hora de fazer concessões, não é hora da política, é hora da ciência, da proteção à vida e à saúde das pessoas. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Bom, é momento de união, momento de responsabilidade, momento de trabalho. Nós vamos trabalhar em dois campos fundamentais, articulados com os prefeitos do Estado de São Paulo e com a sociedade. Quando a gente olha no campo da capacidade hospitalar, nós podemos identificar que as regiões vieram para a fase laranja, e também para a fase vermelha, por conta dessa ocupação. O primeiro trabalho do Governo do Estado de São Paulo é aumentar os leitos nessas regiões. Portanto, são 186 novos leitos que estão sendo estabelecidos, em parcerias com esses municípios, sendo desses 25 na região de Marília, 30 na região de Prudente, 10 na região de Bauru, 30 na região de Sorocaba, 5 em Piracicaba, 53 em São José do Rio Preto e 33 em Ribeirão Preto. Nós vamos deixar especificados, também fico à disposição em cada uma dessas regiões, em quais organizações vão ser esses leitos, mas são hospitais municipais, hospitais filantrópicos e também hospitais de toda a rede estadual. Os prefeitos dessas cidades também trabalham nessa ampliação de leitos e essa ação articulada imediata é fundamental, para que a gente possa manter o compromisso do governador João Doria de que nenhuma pessoa no Estado de São Paulo fique sem atendimento. Dessa forma nós fizemos até agora e vamos seguir fazendo. A outra questão fundamental é a responsabilidade de todos. Para que a gente possa ter um arrefecimento da evolução da pandemia nesse momento, é fundamental a responsabilidade dos prefeitos, aumentando essas restrições. Portanto, nós temos 43 municípios que, dentro dessas regiões, já se encontram com acima de 80% da ocupação dos leitos de UTI. Portanto, a nossa recomendação, se tiver pode colocar na tela também, é para que esses 43 municípios possam também levar os seus municípios para maiores restrições da fase vermelha. Nós vamos publicar e deixar todos esses municípios à disposição de todos. E eu tenho certeza que, nesse momento, os prefeitos do Estado de São Paulo, em uma grande união e um grande trabalho articulado com o Governo do Estado, farão a diferença, salvando vidas. Assim que nós chegamos até aqui e é assim que nós vamos seguir em frente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Amigos e amigas que estão aqui nos acompanhando nessa coletiva, especialmente os jornalistas, compartilhei agora com o nosso secretário da Saúde Jean Gorinchteyn uma postagem da jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil: "O Governo do Amazonas está pedindo a outros estados que recebam 60 bebês prematuros que podem ficar sem oxigênio. Bebês, gente. Não tenho mais palavras." Assinado pela jornalista Daniela Lima, da CNN. Acabo de falar aqui com o nosso secretário da Saúde, São Paulo atenderá integralmente esses 60 bebês e eu já pedi a ele, ao término da coletiva, para falar com o secretário de Saúde do Estado do Amazonas. Nós acolheremos todos os bebês que puderem ser transportados aqui a São Paulo. Gente, é o fim do mundo isso, isso é o fim do mundo. Pra quem é pai, quem é mãe, não ter oxigênio para bebê? É uma irresponsabilidade do Governo Bolsonaro. Me choca isso, como brasileiro. Desculpe. Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É, obrigado governador. Estou também me recuperando aqui dessa notícia tão dramática. Eu queria, em primeiro lugar, como coordenador do Centro de Contingência, agradecer a sensibilidade, compreensão e pronta-resposta do Governo às avaliações e recomendações do Centro de Contingência, como sempre. Eu não vou repetir o que já foi colocado, em relação ao momento que nós vivemos. O Centro de Contingência tem trabalhado incessantemente, eu agradeço a todos os colegas, membros do Centro de Contingência, por toda essa dedicação e compromisso com a população do Estado de São Paulo. E eu queria fazer poucos comentários. O primeiro deles é que eu acho que ficou claro que as novas regras, a calibragem do Plano São Paulo, ela rapidamente mostra sensibilidade. Hoje, nós temos uma reclassificação importante, e ela vai se seguir. Nós vamos continuar trabalhando todos os dias e, sempre que necessário, indicando mudança de classificação de regiões que estiverem em situações mais dramáticas. Agora, a única forma de nós, de fato, caminharmos para uma situação um pouco menos dramática é reduzindo a transmissão do vírus de pessoa pra pessoa. E isso se faz através das medidas propostas no Plano São Paulo e através da contribuição de cada um de nós no dia a dia. Não basta só nós classificarmos de uma cor, de outra cor, restringir horários. É preciso que todos contribuam. O comportamento da sociedade é que vai, de fato, no final das contas, ter um impacto na velocidade de transmissão do vírus, de pessoa pra pessoa. Então, eu queria reforçar aqui as palavras, para que todos evitem sair de casa, se não for necessário, extremamente necessário até, eu diria. Neste momento, não há por que nós circularmos se não houver extrema necessidade. Respeitar os horários colocados, com total rigor, isso é fundamental. Uso de máscaras. As máscaras são um dos melhores instrumentos que nós temos para proteção individual, tanto de cada um, como dos outros. Não saiamos de casa sem utilizar as máscaras e manter o distanciamento, manter o distanciamento. E eu queria só complementar para que todos evitem encontros, evitem reuniões. A recomendação do Centro para reuniões de trabalho foi colocada, mas eu quero reforçar para uma recomendação de reuniões de ordem pessoal, familiar, de amizade. Nós, nesse momento, devemos evitar aumentar a transmissão do vírus, e sempre que possível. Então, com isso eu encerro aqui meus comentários e mais uma vez reforço que o Centro de Contingência vai continuar trabalhando intensamente, nos próximos dias, em função da gravidade da situação que nós vivemos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes. Vou pedir agora a intervenção do Dr. Dimas Covas, no nosso último tema de hoje, que é a vacina. Dimas Covas, diretor-presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Nós estamos nesse dia na antevéspera do término da primeira parte da saga das vacinas. Espero que essa primeira parte dessa saga termine agora no domingo, quando a Anvisa deve autorizar o uso emergencial. Esse processo está, nesse momento, pronto até para já receber a avaliação da Anvisa. Os documentos que foram solicitados ao Butantan, todos foram entregues, até na manhã de hoje. Nesse momento, existem dois questionamentos apenas, que serão respondidos agora às 14h, numa reunião técnica entre Butantan e Anvisa. Portanto, no domingo, tenho convicção de que teremos a autorização para uso emergencial, de uma vacina que, lá em julho, nós já havíamos anunciado que seria a primeira vacina a estar disponível no Brasil e a ser usada no Brasil. Butantan e o Governo do Estado de São Paulo lutaram arduamente nesse período para que isso acontecesse e, de fato, isso se materializa na próxima semana, com o início da campanha nacional de vacinação para a Covid-19. Um grande avanço, sem dúvida nenhuma, mas um avanço que foi permeado aí por muita luta, por muito sangue, por muito suor, por muito embate desnecessário. E nós, sinceramente, acredito eu, já poderíamos estar usando essa vacina. De qualquer forma, vamos começar a vacinação semana que vem. O Butantan já tem 4,5 milhões de doses rotuladas, prontas para serem entregues no centro de distribuição do Ministério. Só estamos aguardando essa autorização do Ministério, para fazer esse encaminhamento. E portanto, o Ministério estará apto, logo que faça isso, a já iniciar a sua logística de distribuição. Então vai ser, sem dúvida nenhuma, um grande momento para todos nós, brasileiros, e importante, governador. A vacina vai ajudar muito, é a primeira arma que nós vamos ter, de fato, efetiva, para minorar os efeitos dessa pandemia. Mas nós temos que lembrar também que esse efeito ainda vai demorar um pouco. Nós só vamos começar a observar esses efeitos a partir de maio, de abril, maio, na medida em que a vacinação ocorrer em um grande número de pessoas, principalmente nas pessoas em grupos de risco. Portanto, até abril, até maio, governador, nós temos uma luta muito grande contra esse vírus. Esse vírus veio com toda força, existe muita preocupação nesse momento, inclusive com essa segunda variante, essa nova variante brasileira, que muitos já atribuem a velocidade aumentada de propagação, como é o que está acontecendo em Manaus. Isso nos preocupa muito e acho que as medidas... A vacina é uma esperança, sem dúvida nenhuma, mas até lá nós temos que tomar muita providência, nós temos que ainda manter essa luta de uma forma tão intensa ou mais intensa do que nós já fizemos até aqui. Então, essa é a notícia em relação à Anvisa, governador, e espero que, de fato, a vacinação nacional comece na próxima semana com essas vacinas, que já estarão disponíveis no almoxarifado do Ministério da Saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Peço desculpas aqui aos jornalistas que aqui estão, aos que estão em casa. A minha indignação diante de uma situação trágica como essa é sem tamanho, eu nunca imaginei, sendo brasileiro, viver num país, numa circunstância como essa. Tristeza profunda, 205 mil brasileiros mortos, milhões contaminados. E hoje, agora há pouco, antes de ler essa mensagem da jornalista Daniela Lima, li uma manifestação do presidente Jair Bolsonaro, dizendo: "Eu fiz tudo que estava ao meu alcance. O problema agora é do Estado do Amazonas e da Prefeitura de Manaus". Inacreditável, inacreditável. Em outro país, isso talvez fosse classificado como genocídio. O abandono aos brasileiros, completamente, crianças sem oxigênio, o apelo do governador do Estado do Amazonas e do secretário da Saúde do Estado do Amazonas, com o qual o Jean Gorinchteyn acaba de falar, na rápida saída que teve aqui, para salvar crianças com oxigênio. É inimaginável uma circunstância como essa, o Brasil pedindo oxigênio para a Venezuela, vacinas para a Índia, assistindo a Argentina, o Chile e agora a Colômbia vacinando a sua população, e aqui nada. O negacionismo dominando o país, no Governo Federal, um mar de fracassos, colocando como vítimas milhares de brasileiros, que já perderam a sua vida e outros milhares que podem perder. Está na hora de termos uma reação a isso, da sociedade civil, dos brasileiros, da população do Brasil, da imprensa, do Congresso Nacional, de quem puder ajudar. Ou vamos assistir isso por meses e achar que isso é normal, que faz parte e que a ideologia do negacionismo é aceitável? Não é aceitável. Isto é um crime que estão cometendo contra os brasileiros. Vamos agora às perguntas de hoje, pela ordem, a CNN Brasil, a TV Al Jazira, a TV Globo, Globo News, a TV Cultura, a VTV, o SBT de Santos e região de Campinas, a Rádio CBN, a Rádio Jovem Pan e o Portal UOL. Começando com, perdão, com a CNN Brasil, com você, Tainá Falcão, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Governador, boa tarde, boa tarde, secretário, eu vou continuar no tema, então, que a gente tá levantando, né, é uma informação da CNN Brasil, da Renata Agostini, o que o senhor conversou, então, com o governador, não é isso, agora a pouco, por telefone, o secretário Jean Gorinchteyn, e também se a gente tem como dizer quantos bebês a gente pode receber ou pacientes que venham do estado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá, vou pedir ao secretário Jean Gorinchteyn, que acaba de falar com o secretário de saúde do Governo do Estado do Amazonas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acabamos de receber essas informações pelo portal do CNN, e imediatamente, a pedido do governador João Doria, já fizemos contato com o secretário da saúde do Estado do Amazonas, Dr. Marcelus, ele tá fazendo um levantamento, porque vários estados, de forma humanitária, estão acolhendo esses bebês, e não são apenas bebês, mas são mulheres grávidas, são essas gestantes, que também foram comprometidas pelo Covid, que necessitam de assistência. Então, dessa forma, nós queremos saber quantas ainda precisam da nossa atenção e assistência, e prontamente estaremos acolhendo aqui em São Paulo, nosso objetivo é vidas, nós somos brasileiros, todos nós temos esse espírito de acolher e de salvar, e é isso que São Paulo vai fazer, num momento tão triste e dramático da história do nosso país.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Tainá, aqui vidas importam, queria registrar e cumprimentar as duas jornalistas da CNN que imediatamente postaram e repostaram essa notícia, a Renata Agostini, como você mencionou, e a Daniela Lima, duas brilhantes jornalistas, que tem o meu respeito, assim como a imprensa brasileira, de maneira geral, tem sido solidária com a população brasileira e contrária a essas posições negacionistas, extremistas, absurdas e descabidas, parabéns a imprensa brasileira por se posicionar ao lado do povo do seu país, da saúde e da vida. Agora, vamos ao Hassan Massud, o Hassan Massud é correspondente da TV Al Jazira aqui no Brasil, ele está online, Hassan, vamos convidar você, agora sim, obrigado por participar da coletiva, sua pergunta, por favor.

HASSAN MASSUD, REPÓRTER: Muito obrigado, governador, eu também, como cidadão e como jornalista, eu tenho meus sentimentos sobre o que tá acontecendo em Manaus e eu sei que isso é o que importa agora, mas porque minha pergunta foi programada, sobre a vacina, então, eu vou perguntar sobre a vacina, queremos saber que depois da decisão da Anvisa se cidadãos de São Paulo vão poder escolher qual vacina que ele vai tomar, vacina do Butantan ou outra vacina, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Hassan. Eu vou responder e compartilhar a resposta com o nosso secretário de saúde, Jean Gorinchteyn, mas posso antecipar que aqui utilizaremos todas as vacinas que forem aprovadas pela Anvisa, todas as vacinas que em caráter emergencial forem disponibilizadas no programa nacional de imunização, aqui nós não escolhemos vacina, nós vacinamos, e eu repito o que já disse aqui há semanas, aqui não se vacila, se vacina, nós já temos aqui as doses necessárias para iniciar a imunização em São Paulo e no Brasil dos profissionais de saúde, a linha de frente, são os mais expostos, médicos, enfermeiros, profissionais que atuam em hospitais públicos e privados, a eles temos que render a nossa homenagem e a ele temos que render a prioridade da vacina neste momento, e este programa de imunização, nós podemos iniciar com a vacina do Butantan e tão logo tenhamos a vacina Astrazeneca e outras, nós utilizaremos, sim, aqui em São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós estamos numa emergência pandêmica, nós precisamos vacinar a nossa população e vacinar rápido, principalmente aqueles que mais morrem, que são os idosos, se nós escolhermos uma ou outra vacina, demoraremos, sim, para atingir nosso objetivo de proteger vidas, então, é claro que as pessoas, hoje, elas querem receber a vacina da vida, a vacina que lhes garanta a proteção, como nós vimos, a vacina do Butantan, ela previne aqueles que fizeram sua utilização de formas moderadas, de formas graves e isso repercutiu na não necessidade de internação hospitalar e morte, é isso que precisamos de vacinas, essa discussão, qual eu vou receber, aqui não é restaurante, que eu quero promoção número um, ou dois, ou três, temos que pedir vacinas o mais rápido possível, não podemos esperar mais mortes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, Hassan, muito obrigado pela sua participação, obrigado pelo seu gesto também solidário aos brasileiros do país, em especial aos brasileiros do Amazonas. Vamos agora presencialmente a TV Globo, Globo News, jornalista Isabela Leite. Isabela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ISABELA LEITE, REPÓRTER: Governador, boa tarde, boa tarde a todos, ainda no assunto vacina, eu queria que o senhor esclarecesse melhor esses quatro milhões e 500 mil doses da vacina, porque a gente sabe que o pedido pra uso emergencial são de seis milhões de doses, o restante, um milhão e meio, ficariam aqui em São Paulo, pra que a vacinação fosse feita no estado, e eu queria saber também como que tá a previsão dos senhores em relação ao início da vacinação por aqui, há uma previsão do Governo Federal pro dia 20, mas caso a vacina seja aprovada pra uso emergencial no domingo, é possível que a gente já comece uma vacinação em São Paulo, por exemplo, na segunda-feira?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isabela, começo a responder, compartilho com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, seis milhões de doses da vacina estão prontos, estão prontas e disponíveis pra vacinação, o que eu respondi hoje pela manhã a uma jornalista da Rádio CBN, São Paulo faz parte do Brasil, logo nós temos uma parcela entre 20 a 25%, que a parcela que cabe proporcionalmente a população, a densidade demográfica de um estado que tem 46 milhões de habitantes, não faz sentido encaminhar vacinas pro Ministério da Saúde, pra depois o Ministério da Saúde encaminhar de volta a São Paulo, nós, que representa evidentemente a cota proporcional daquilo que sempre foi feito no sistema nacional de imunização, lembrando que nós temos um agravante neste ano, que é uma pandemia, nós não vivemos pandemia nos últimos 100 anos, epidemias, sim, programas de vacinação, sim, mas pandemia é a primeira vez que nós temos nos últimos 100 anos, mas o mínimo critério é o critério de proporcionalidade de população, e acrescentando a isso o fato de que São Paulo, infelizmente, é o estado com maior número de pessoas infectadas e em óbitos também, dada a sua densidade demográfica e ao fato de que temos aqui os dois maiores aeroportos em volume do país, e o maior porto marítimo também, então, a vacinação será feita aqui com essas doses da vacina, que cabem à população do Estado de São Paulo, da mesma forma que a vacina será disponibilizada para a população brasileira, do que nós já temos, assim como a preparação complementar das outras doses, das outras 40 milhões de doses da vacina, para o atendimento ao plano nacional de imunização, desde que, evidentemente, eu quero ressaltar isso, o Ministério da Saúde cumpra todos os preceitos estabelecidos contratualmente conosco, esta é a nossa decisão, se não houver isso, nós cederemos a vacina aos estados, nós já temos 13 estados brasileiros que solicitaram, é o plano B, se o Ministério da Saúde não cumprir com aquilo que é o seu dever e a sua obrigação, diante de uma tragédia como essa, os governadores agirão e os prefeitos também, e nós atenderemos. Jean Gorinchteyn, sobre o programa de imunização, e na sequência o Dimas Covas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, nós iremos iniciar a nossa vacinação no dia 25 de janeiro, é claro que se tivermos a possibilidade do início precoce, não perderemos tempo, não perderemos vidas, é isso que vai promover a possibilidade de nós começarmos a proteger, inicialmente, aqueles que estão no fronte, aqueles que estão atendendo mais e mais pessoas doentes, e que essas mesmas pessoas estão já esgotadas, nós precisamos protege-los pra que eles não adoeçam, eu não posso perder médico que ficou doente, enfermeira que ficou doente, fisioterapeuta que ficou doente, motorista de ambulância, nós não podemos perder ninguém, temos que vacinar o mais rápido possível, é a única forma de nós protegermos esse nosso pelotão que vai dar assistência à vida nos hospitais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas, apenas, estava conferindo aqui, Isabela, o número com a Patrícia Ellen, nós estamos com cerca de 200 óbitos por dia, aqui em São Paulo, 200 pessoas que morrem aqui, por óbvio, quero reforçar a posição do secretário Jean Gorinchteyn, quanto mais rápido vacinarmos, mais vidas vamos salvar, é assim que nós vamos agir. Dimas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Isabela, quatro milhões e meio, porque elas já estão prontas e rotuladas, né, o restante tá em processo de rotulação, essas quatro milhões e meia poderão ser já disponibilizadas ao Ministério, desde que ele faça essa autorização, as cotas dos estados, pelo que nós temos acompanhado aí, serão definidas, né, possivelmente ainda na tarde de hoje, definindo essa cota, o Estado de São Paulo já vai imediatamente receber e encaminhar à Secretaria da Saúde.

ISABELA LEITE, REPÓRTER: Governador, perdão, desculpa a interrupção.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR O ESTADO DE SÃO PAULO: Pode chegar perto do microfone.

ISABELA LEITE, REPÓRTER: Mas a dúvida é a seguinte, um milhão e meio de doses, que são o restante, então, dessas seis milhões de doses, eles não vão, elas não vão ficar aqui em São Paulo, vocês não vão fazer essa reserva pro Estado de São Paulo, porque na conta isso dá, em média aí, 25% do que vocês têm, que o próprio governador falou, então, só pra gente entender, as quatro milhões e meio vão ficar com o Governo Federal e depois isso vai ser devolvido quando for feita essa conta, ou vocês já estão prevendo que um milhão e meio fique pro Estado de São Paulo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isabela, sendo bastante claro e atendendo integralmente a sua pergunta, as vacinas de São Paulo ficarão em São Paulo, e nós vacinaremos imediatamente, claro que tá bastante claro isso, as vacinas que cabem ao Brasil, com alegria, com satisfação, com solidariedade, serão encaminhadas ao Ministério da Saúde, esperando que o Ministério seja rápido, seja diligente e faça chegar a vacina a todos os demais estados do país. Vamos agora a Adriana Cimino, da TV Cultura, na sequência no SBT. Adriana, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ADRIANA CIMINO, REPÓRTER: Boa tarde a todos, a minha pergunta é sobre a reclassificação do Plano São Paulo, com foco aqui na região da grande São Paulo, vocês apresentaram um percentual de ocupação de leitos de UTI em 69%, segundo os novos critérios do Plano São Paulo, anunciados na semana passada, o limite pra regredir da amarela pra laranja é 70% de ocupação de UTI e nós observamos também que da semana passada pra essa, o percentual de ocupação de UTI aqui na grande São Paulo foi de quatro, mais de 4% em uma semana, né, estava em 65 foi pra 69, a minha pergunta é: Será que não era o caso também de já ter colocado a grande São Paulo na fase laranja, ainda que ela não atendesse esses 70%, a gente, pelo histórico, viu que o aumento de ocupação de UTI tá sendo muito rápido, então, a minha pergunta é essa, será que não era o caso já de ter regredido também a grande São Paulo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: É importante esse esclarecimento, que a gestão do Plano São Paulo segue regras claras e nós temos responsabilidade, como gestores públicos, de evitar fazer qualquer tipo de futurologia, se a gente antecipasse uma reclassificação com indicadores que não são reais, nós não estaríamos aplicando as regras do plano, entretanto, nós fizemos questão de mostrar a velocidade de aceleração desta última semana, exatamente pelo seu ponto, Isabela, porque se mantiver esse crescimento, Adriana, a gente vai, sim, ter que aplicar medidas mais restritivas e a próxima etapa pra região da grande São Paulo é a fase laranja, na verdade, se der um salto maior, nós podemos, inclusive, aplicar medidas mais restritivas ainda, então, é nosso papel mostrar, fazer a gestão, reforçar o pedido, eu vi aqui, verifiquei hoje, já mais de dois milhões de pessoas vão receber aquele ICMS que eu mencionei, pedi pra reforçar os protocolos de distanciamento, controlar aglomerações, agora, se essa velocidade se mantiver nos próximos dias, nós teremos que fazer uma nova reclassificação e aplicar, sim, medidas mais restritivas, como fizemos hoje, nós antecipamos uma classificação que estava prevista pra quase daqui um mês e, infelizmente, com a velocidade que a pandemia está se impondo, nós tivemos que antecipar. Um último ponto que eu queria destacar, eu recebo diariamente aqui fotos de aglomerações, festas ilegais, esse descumprimento de poucos, impacta a vida de muitos, porque essas pessoas voltam para casa e contaminam suas famílias. Esse ponto é realmente muito importante, muita gente está agindo como se não houvesse mais pandemia. Então nós estamos mandando esse lembrete hoje, para lembrar somente que não é somente que nós temos a pandemia, mas nós estamos em um momento muito grave da pandemia. Então temos sim que seguir às regras. Estaremos aqui sempre aplicando as recomendações, mas nós não podemos aplicar regras quando os indicadores ainda não refletem essa realidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Adriana. Vamos agora à próxima pergunta, que é do Mateus Croci, do SBT, que atende pela VTV, a região de Santos e Campinas. Mateus, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

MATEUS CROCI, REPÓRTER: Muito boa tarde, a todos. A cidade de Campinas, a região metropolitana de Campinas ela permanece na fase amarela, porém tem uma pressão ainda em relação aos leitos de UTI-COVID-19, minha pergunta é se o estado pretende aumentar o número de leitos nessa região? E também se existe a possibilidade dos AMEs voltarem a atender somente caso de COVID-19? E se for possível, comentar brevemente sobre os prefeitos da baixada que não estão atendendo o plano São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Eu vou pedir, obrigado, Mateus, eu vou pedir ao Vinholi. Se você quiser, ocupe esse espaço aqui à sua esquerda, fica melhor para que você possa responder ao Mateus Croci. Obrigado.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Mateus, sobre a primeira pergunta da região de Campinas, é sim. Nós vamos aumentar o número de leitos lá também, muito possivelmente no AME do município de Campinas. Ontem mesmo aumentamos no município de Sumaré, e teremos mais novidades também no município de Jundiaí ao longo dessa semana, uma região que também nós acompanhamos de perto. Sobre os municípios da Baixada Santista, é importante dizer que o Ministério Público agiu com muita contundência ao longo de todo esse processo, de forma competente, tem mais de 100 inquéritos criminais instaurados ao longo de toda a pandemia. Portanto, a gente vai cobrar responsabilidade deles, depois do episódio das festas de final de ano, que claramente a gente consegue observar o impacto que deu sobre à pandemia no estado de São Paulo. Os gestores que iniciaram o trabalho agora em janeiro estão seguindo hoje o plano São Paulo, a região segue na fase amarela e estão dentro das regras. A região vai seguir na fase amarela, mas nós vamos acompanhar de perto a fiscalização e a postura de cada um deles, confiando na responsabilidade desses gestores. E adicionando também a resposta sobre a grande São Paulo, nós fazemos agora aqui recomendações de municípios que já atingiram os 80% para que eles possam vir para a fase vermelha, dentro desses 43 municípios tem vários aqui da grande São Paulo que nós já fazemos essa recomendação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Obrigado, Mateus. Quero só esclarecer que o Marcelo Zufo saiu exatamente para agilizar o processo de liberação dos 40 respiradores para Manaus. Vamos agora na sequência com a CBN, a Rádio CBN, com você Vitória Abel. Boa tarde. Na sequência teremos a Jovem Pan e o portal UOL. Vitória, sua pergunta, por favor.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Primeiro sobre a vacina, eu queria entender se esse 1,5 milhão que fica em São Paulo já foi acertado com o Ministério da Saúde? Essa proporcionalidade, ou esse valor pode mudar um pouco por decisão do Ministério da Saúde? Dentro dessa perspectiva de 1,5 milhão de doses aqui para São Paulo, o que vai mudar no plano de imunização para o estado? Porque antes vocês tinham uma ideia que cerca de 1 milhão de doses poderão ser distribuídas por semana, a gente vai ter bem menos do que isso. O que a Secretaria de Saúde já está planejando de mudança com relação a isso? E para o doutor Dimas Covas também queria perguntar se essa proporcionalidade também vai ser seguida para as próximas doses que foram sendo produzidas pelo Instituto Butantã, se vai seguir essa proporção de mais ou menos 80% para o Ministério da Saúde? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. Vou compartilhar a resposta exatamente com Jean Gorinchteyn e Dimas Covas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós estamos recebendo inicialmente esse número de doses, que é dose proporcional à nossa população, e proporcional às unidades que nós temos disponíveis aqui no Brasil, nós entendemos que vamos ter muito mais vacinas, e outras vacinas, e dessa forma poderemos aí sim acomodar com outras doses, para outras faixas, não apenas profissionais da saúde, mas também já iniciando para a população vulnerável, especialmente os idosos. Então dessa maneira nós estaremos procedendo o Programa Nacional de Imunizações, seguindo os ritos do Programa Nacional de Imunizações, mas já procedendo a nossa vacinação. Lembro que agora no período da tarde estaremos com uma reunião virtual com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na presença de outros secretários de Saúde de todos os estados da Federação, para que dessa forma possamos saber detalhes desse programa que está sendo seguido e sequenciado pelo próprio ministério.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Exatamente é dessa forma que acontece, Vitória, com todas as outras vacinas, quer dizer, os estados pactuam o quantitativo de vacina, e o Butantan entrega em Guarulhos para o resto do país, e o que corresponde à cota de São Paulo é encaminhado diretamente à secretaria. assim deve acontecer hoje após essa reunião que o doutor Jean mencionou.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas. Vitória Abel, obrigado. Vamos agora à penúltima intervenção de hoje, que é da Rádio Jovem Pan, com a jornalista Nani Cox. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

NANI COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu fiquei com uma dúvida em relação à essas medidas que o senhor comentou que o Ministério da Saúde precisa fazer aí para o transporte de vacinas. Doutor Dimas também disse, mencionou uma autorização do ministério, só queria entender direitinho essa questão burocrática aí para as doses em Guarulhos, enfim, isso daí. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nani. Vou pedir ao Dimas Covas para responder, se necessário, com a complementação do Jean Gorinchteyn. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Ora, o fluxo é esse para qualquer vacina, quer dizer, o centro de logística do ministério para o Brasil inteiro, não só para vacinas, mas para todos os medicamentos é em Guarulhos, e de Guarulhos são despachadas aí as remessas. Então com essa vacina será feita da mesma maneira. Quer dizer, o Butantan encaminha ao centro de logística, e a parte que corresponde à cota de São Paulo é encaminhada ao centro de logística da Secretaria de Saúde, que é quem faz a distribuição pelo estado. Então isso é o normal com qualquer vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Nani Cox, obrigado pela pergunta. Vamos à última pergunta de hoje, que é do portal UOL, com o jornalista Leonardo Martins. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

LEONARDO MARTINS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu vou insistir um pouco no tema da pergunta da colega, há um consenso no centro de contingência por mais restrições, secretário Jean falou sobre uma pandemia que está começando a ficar muito mais perigosa em São Paulo. Eu gostaria de entender porquê na região da grande São Paulo, com 69% de leitos ocupados não vai para a fase laranja, ou não aumenta as restrições? É por pressão econômica? Acho que a secretária Patrícia pode comentar. De alguns setores? Se é, quais setores são esses? Por que a capital não regride de fase? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leonardo, a Patrícia Ellen responderá a sua pergunta, juntamente com o Marco Vinholi. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Leonardo, nós não nos submetemos às pressões econômicas, e isso acho que ficou claro desde o início da pandemia. Agora, nós temos também órgãos de controle, e cada setor tem o direito de sempre recorrer às nossas ações. A razão que nós ganhamos todas as ações que foram colocadas contra nós, foi que nós seguimos à risca um plano. Hoje a ocupação de leitos da região da grande São Paulo está em 69%. Todos os outros indicadores são indicadores de fase amarela e de fase verde. O que nós fizemos aqui foi também compartilhar uma tendência que nos preocupou dessa última semana, exatamente para antecipar que se esses números continuarem assim, assim que bater o limite nós voltaremos, como fizemos nessa semana, e anteciparemos a classificação na semana que vem também. Mas esse ponto da dinâmica de seguir as nossas regras é importante, o centro de contingência é um órgão consultivo, que tem todo o direito de trazer suas recomendações e nós sempre acatamos. Mas nós precisamos aplicar seguindo a lei e as regras da gestão pública. E exatamente por essa razão nós tivemos sucesso em todas as medidas. E eu queria aproveitar para deixar também um aviso e um pedido para os setores econômicos, porque eles acabam se mobilizando, criando ações contra o governo. O governador recebeu ações inclusive na véspera do Natal, porque nós vamos ter que aplicar medidas mais restritivas sem dúvida, se isso se mantiver. Mas nós precisamos da compreensão de todos também, se as ações vierem nós vamos recorrer à todas e nos defender, porque nós estamos no momento para proteger vidas. Nós vamos proteger empregos também, e falo como secretária de Desenvolvimento Econômico, nós estamos muito mobilizados nesse processo, mas as vidas em primeiro lugar. Os empregos vêm na sequência, exatamente nessa ordem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós trabalhamos com critérios técnicos e muito objetivos, né? A capacidade hospitalar colocada hoje não atingiu o índice que levaria a região para a fase laranja, mas o governo do estado a gente imediatamente assim que necessário. Como fez hoje, adiantando uma reclassificação, trazendo sete regiões para a fase laranja. Mas também adicionando a isso, oito municípios da região metropolitana estão tendo a recomendação hoje para que eles possam vir para a fase vermelha, são os municípios de Carapicuíba, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itaquaquecetuba e Mairiporã. Esses são os municípios aqui da grande São Paulo... Perdão, e Mogi das Cruzes também. Os municípios da grande São Paulo que nós estamos recomendando que possam aumentar as suas restrições.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Leonardo, apenas para complementar, sempre a orientação cabe ao centro de contingência de COVID-19, são 20 médicos infectologistas, epidemiologistas, cientistas que compõem esse centro, que tem na coordenação geral o doutor Paulo Meneses que aqui está, e a coordenação executiva o doutor João Gabbardo, que aqui está também. Esse grupo se reúne diariamente, online, virtualmente, se reúne, define, decide, vota quando necessário, quando há posições não convergentes, a maioria ao vencer é aquele voto que é transmitido ao governo do estado de São Paulo, e o governo adota integralmente a medida recomendada pelo centro de contingência. Pelo centro de contingência, quero deixar bem claro que não é por uma pessoa, ou duas pessoas, e sim pelo centro de contingência do COVID-19. É obediência ao princípio da coletividade, são 20 cientistas que atuam nesse comitê, todos muito qualificados, todos praticamente desde o início deste comitê, que já tem mais de 11 meses desde o seu funcionamento. E se necessário for, ao longo dos próximos dias, diante de recomendações do centro de contingência do COVID-19, a fazer novas reclassificações do plano São Paulo, o governo do estado de São Paulo fará novas reclassificações. Sempre com objetivo, como disse a Patrícia e o Vinholi, de proteger vidas. E não há pressão nem econômica, nem política, nem familiar, nem institucional de nenhuma ordem, muito menos ideológica e partidária que nos impeça de adotar as medidas necessárias para proteger vidas no estado de São Paulo. Com isso nós, obrigado Leonardo, encerramos a coletiva de hoje. Lembrando que daqui a pouco, às 15h30min, um outro tema, é um tema de ordem política, nós estaremos aqui nesse mesmo local, com o Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, o deputado Federal Baleia Rossi, assim como líderes partidários, e parlamentares que estão hoje aqui no Palácio dos Bandeirantes, e haverá uma coletiva de imprensa aqui mesmo, às 15h30min. Aos que nos acompanham online nesse momento, peço que por favor, continue usando máscara, higienizando as suas mãos, fazendo o distanciamento social, respeitando a orientação da saúde e da vida. E aqueles que estão em Brasília, seja a ANVISA, seja o Ministério da Saúde, vacina já! E compaixão com os irmãos que estão no estado do Amazonas em profundo e dramático sofrimento nesse momento. Nossa solidariedade a eles. Obrigado, até mais tarde.