Coletiva - Governo revisa critérios e requalifica Plano SP 20210801

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Coletiva - Governo revisa critérios e requalifica Plano SP 20210801

Local: Capital - Data: Janeiro 08/01/2021

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JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, estamos na 157ª coletiva de imprensa do Governo do Estado de São Paulo, participam hoje dessa coletiva, além de mim, Jean Gorinchteyn, secretário de estado da saúde de São Paulo, secretária Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, Dr. Paulo Menezes, médico epidemiologista e coordenador do centro de contingência do Covid-19 de São Paulo, Dr. João Gabbardo, médico e coordenador executivo do centro de contingência do Covid de São Paulo. Quero agradecer a participar do Youssef Chahin, secretário da segurança pública em exercício, secretário Cleber Mata, secretário de comunicação, Dr. Henrique Germann, assessor especial de governo na área de saúde, Dilador Borges, prefeito reeleito de Araçatuba, Fred Gidoni, ex-prefeito de Campos do Jordão e atual presidente da Associação Paulista de Municípios. Estamos na primeira semana epidemiológica do ano vindouro 2021, estamos em quarentena, estamos, porém, num momento de esperança, onde a eficácia revelada pela vacina do Butantan permite com que nós estejamos diminuindo as formas graves, as internações e as mortes em decorrência da Covid-19, só as vacinas poderão mudar a história da pandemia no mundo, mas principalmente no nosso país, preservando vidas e impedindo com que milhares de pessoas morram todos os dias e ontem, tristemente, o país atingiu a marca de 200 mil mortes, foram pais, mães, filhos, que tiveram suas histórias interrompidas em decorrência de uma doença que agora, sim, poderá ser prevenida, além das regras de prevenção, das maneiras de prevenção, mas também através da vacina. A pandemia, infelizmente, recrudesceu, por culpa de poucos, poucos que, infelizmente, impactaram nas nossas estatísticas, poucos que não respeitaram as normas sanitárias e as orientações da saúde, pessoas que, infelizmente, se aglomeraram, não usaram máscara, festejaram de uma forma irresponsável e colocaram tanto os seus familiares, quanto amigos em risco. A maioria da população, porém, colabora e sempre colaborou para o controle da nossa pandemia, especialmente no Estado de São Paulo, comércio e serviços tiveram que se adaptar e se adaptaram, criaram ambientes seguros com todas as regras sanitárias que garantissem tanto a segurança dos seus funcionários, bem como dos seus usuários, quando, então, naqueles estabelecimentos. Vamos ver os números da saúde de hoje, por favor. Infelizmente, o Brasil, como disse, contabiliza mais de 200 mil mortes na data de ontem, as taxas de UTI estiveram, no Estado de São Paulo, em 63,3%, enquanto que na grande São Paulo 65,5%, temos internados 5.060 pessoas nas nossas unidades de terapia intensiva, São Paulo contabiliza 1.528.952 casos e, infelizmente, 48.029 pessoas perderam as suas vidas. Próximo, por favor. Tivemos um incremento, nessa primeira semana epidemiológica, em relação a última semana epidemiológica do ano de 2020, a 53ª semana, um aumento de 30% em novos casos, isso mostra o quanto tempos a circulação do vírus na nossa população de uma forma bastante intensificada. Próximo. O número de internações tiveram incremento de 8,2%, lembrando que esse é um dado atual, esse é um dado que revela a data de ontem e, com isso, não é algo que, eventualmente, tivesse ficado represado, lembrem-se que durante quatro semanas a despeito de todas as orientações que nós demos, os planos de restrição que foram dadas pras festividades no final de ano, nós tivemos a diminuição do número de internações, mas isso acabou impactando, o não seguimento de normas sanitárias na internação daqueles que, de forma irresponsável, foram, saíram das suas casas e colocaram em risco toda a sociedade. Próximo, por favor. A média diária de novos óbitos teve um crescimento de 34%, mas aí sim eu reforço que possa ter havido um retesamento dos dados por ocasião dos feriados últimos e, com isso, possam ter sido aportados neste momento. Frente ao aumento dos índices da saúde, como nós vimos agora, o centro de contingência do coronavírus, que sempre pautou o Governo do Estado de São Paulo no controle da pandemia, revisou o Plano São Paulo e revisou no sentido de criar novos indicadores, tanto de internações, taxas de ocupação de leitos e óbitos, endurecendo, dessa maneira, a possibilidade que algumas regiões possam ascender para a fase verde, aquela fase mais restritiva. Reviu também os critérios de restrição de uma forma atualizada, fazendo com que fases amarela e laranja possam ter aumento dos horários e de funcionamento, liberando algumas atividades que, até então, eram restritas, como, por exemplo, cabeleireiros, academias de ginástica, como veremos a seguir na apresentação do Dr. Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência. De acordo, portanto, com os critério e índices da saúde, a 17ª classificação do Plano São Paulo estabelece que 90% da população do estado encontra-se no faseamento amarelo, e 10% será mantida numa forma mais restrita, na fase laranja. A fase laranja, assim como a própria fase amarela, é a garantia que nós temos de não promover uma ocupação intensa dos leitos de unidade de terapia intensiva de uma forma abrupta, impedindo a desassistência da nossa população. Portanto, agir de uma forma antecipada é uma forma de prevenirmos a vida, garantirmos que todos possam ser acolhidos como todo, como toda história do Plano São Paulo assim o foi. Próxima fala, agora, eu convido Dr. Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência do Covid-19 do Estado de São Paulo. Por favor, Dr. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário, boa tarde a todas e todos, o centro de contingência, primeiramente, gostaria de colocar, o governador, desde a identificação do primeiro caso diagnosticado, no final de fevereiro, ele compreendeu que o enfrentamento da pandemia deveria ser guiado pela ciência, pelo conhecimento, pela saúde e, dessa forma, compôs esse centro de contingência, formado por colegas médicos, especialistas em epidemiologia, clínica, em infectologia, pra poder dar ao governo as orientações das melhores formas de enfrentar a pandemia. Eu e meus colegas temos feito isso com muito orgulho, com muito compromisso e responsabilidade e, ao longo de todos esses meses, nós contribuímos com o governo e também aprendemos constantemente sobre as melhores estratégias pro enfrentamento da pandemia, o secretário mostrou qual a situação que nós vivemos nesse momento é de gravidade, de aumento de transmissão, e com o conhecimento acumulado, o centro de contingência entende que é momento de fazer adequações nas regras utilizadas para o enfrentamento da pandemia, de forma a tornar mais eficiente esse enfrentamento. Eu queria agradecer a todos os meus colegas que trabalharam intensamente ao longo desses dias, pra que nós pudéssemos apresentar ao governo a proposta de ajuste do Plano São Paulo, que nós vamos ver em seguida, que nós entendemos que vão ser mais eficientes pro controle da transmissão do vírus e, dessa forma, de casos graves e óbitos, assim, salvando vidas e melhorando a situação do sistema de saúde. O plano que vai, a revisão do plano, ela tem três elementos centrais, o primeiro deles é o que eu posso dizer, chamar de um endurecimento em relação aos indicadores utilizados, as regras pra mudança de fases, elas ficam mais rigorosas, como eu vou mostrar em seguida. Além disso, nós também entendemos, com o conhecimento acumulado, que mais importante do que trabalhar com restrições setoriais, de acordo com a fase, é importante que se sigam os protocolos sanitários, então, é mais importante que as pessoas sigam aquilo que é recomendado, a capacidade dos serviços em relação ao total possível de pessoas que frequentam aquele serviço, do que dizer se esse serviço pode funcionar aqui, aqui ele não pode funcionar ali. E a terceira recomendação importante, que vale pra todos, tanto em qualquer hora do dia, é de que devem evitar a exposição, as pessoas devem evitar circular se possível, especialmente a partir do horário delimitado para encerramento de atividades econômicas que vão ser apresentadas a seguir. Então, esses são os três eixos que o Centro de Contingência entende que vão ter como resultado controlar, diminuir a transmissão do vírus, e assim reduzir essa ascensão no número de casos e internações e óbitos que nós observamos. Aqui nós temos um slide que explica de uma forma um pouco mais técnica como é que isso foi feito. Em relação, por exemplo, a avançar para a fase verde, nós aprendemos, ao longo do segundo semestre do ano que se encerrou, que verde é entendido como sinal para poder andar, para poder acelerar, e as pessoas se sentiram muito mais à vontade para circular, se encontrar, fazer aglomerações. Então, o Centro de Contingência propôs uma redução nos indicadores, que já eram utilizados, para que uma região possa passar do amarelo para o verde. Antes, nós tínhamos, como mínimo, 40 internações por 100 mil habitantes, como máxima, aliás, para poder permanecer no verde, e isso é reduzido aqui para 30 internações por 100 mil habitantes em 14 dias. Tínhamos cinco óbitos, passamos a três óbitos por 100 mil habitantes, nos últimos 14 dias. De forma que ficou mais difícil passar para a fase verde. Em relação à fase laranja, também nós aqui sugerimos um endurecimento, vamos chamar assim, em relação à ocupação de leitos de UTI, uma preocupação de que se 70% de ocupação for observada, como média nos últimos sete dias, aquela região já corre o risco de poder chegar numa situação mais preocupante e ela então pode ser classificada de amarelo para laranja. A outra mudança é a que nós vínhamos trabalhando muito, e isso fez sentido no início, nas fases anteriores, com indicadores de variação de uma semana pra outra. Hoje, nós entendemos que os indicadores mais eficientes são o que nós chamamos de indicadores de incidência, para casos, internações e óbitos, aqueles que mostram como está a velocidade de transmissão do vírus, a velocidade de ocorrência de casos, internações e óbitos. E são esses parâmetros que são utilizados agora para classificar as regiões em laranja, amarelo ou verde. Não são indicadores novos, simplesmente nós estabelecemos que o que a gente já usava pra diferenciar fase amarela de fase verde, nesse momento, é a melhor forma de classificar laranja, amarelo e verde, como nós vamos ver a seguir. Por favor. Então, esse é o quadro novo. A fase vermelha, ela continua sendo definida principalmente e corretamente pela taxa de ocupação de leitos de UTI. Então, se uma região chega a 80%, ela deve ser classificada como uma região que corre risco de desassistência e, por isso, ela é classificada no vermelho. A fase laranja, como eu falei, se chegar em 70% de ocupação de leitos, ela pode ser classificada do amarelo pro laranja. Em relação ao indicadores de casos, internações e óbitos, nós temos ali os limites mínimos aceitáveis para o amarelo, entre 180 e 360 casos, hoje por 100 mil habitantes, para permanecer no amarelo, entre 30 e 60 internações por 100 mil habitantes, entre três e oito óbitos por 100 mil habitantes. Dessa forma, nós entendemos que é mais sensível a metodologia para identificar regiões que estejam no amarelo, com um aumento de transmissão do vírus e que precisem não só receber um alerta mas algumas restrições, para poder passar para o laranja. A principal medida pra isso é no limite de horário de funcionamento das atividades, no período noturno. Então, na fase amarela, nós temos um teto de funcionamento, que já tínhamos, 22h, e na fase laranja a gente reduz isso para 20h, como vai ser detalhado em seguida. Acho que com isso eu concluo aqui a minha colocação e devolvo para o secretário. Muito obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Passo agora a palavra para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, secretário Jean. Tivemos aqui um dia muito importante e de muita esperança ontem, mas também de grandes desafios. Nós alcançamos o marco de 200 mil vidas ceifadas no Brasil, e mais de três milhões de empregos perdidos adicionalmente, durante esse período da pandemia. Diferente do que tem acontecido em outros países, infelizmente no âmbito nacional, São Paulo não se esquivou de tomas as medidas necessárias para controle e gestão da pandemia. O governador João Doria lançou no anúncio do primeiro caso, confirmação no dia 26 de fevereiro, a criação do Centro de Contingência, e que hoje conta com 20 especialistas renomados, que têm feito esse trabalho hercúleo aqui de gestão da pandemia no Estado de São Paulo, e também prestam essa atenção consultiva ao governo. Em maio, lançou o Plano São Paulo, que é um plano de gestão e convivência com a pandemia, e eu queria relembrar que somente agora planos semelhantes estão sendo implantados também em outros lugares. Nos últimos dois meses, em novembro e dezembro, países como o Reino Unido, Itália, o estado de Nova Iorque, implementaram planos de gestão da pandemia, regionalizados, com cortes inclusive de fases, muito semelhante ao que nós temos aqui no Estado de São Paulo. Mas é muito importante também lembrar que nós não podemos punir quem está fazendo a sua parte e quem está implementando os protocolos da forma correta, quem se preparou e caminhou junto conosco durante essa pandemia, fazendo a sua parte. E por isso, reconhecendo esses esforços, nós estamos atualizando a gestão do Plano São Paulo de maneira a permitir o funcionamento de todos os estabelecimentos econômicos e todas as atividades também na fase laranja. Esse é um voto de confiança à população, esse é um voto de confiança e de reconhecimento a quem está fazendo o seu trabalho, mas também que exige enorme responsabilidade de todos nós. Na prática, como nós faremos esse trabalho? A fase amarela, ela permitia já o funcionamento de todas as atividades. Na fase laranja, as atividades também passam a ser permitidas em todos os setores. Eu queria destacar aqui, por exemplo, a importância de funcionamento de atividades ao ar livre, para que a população possa também ter o seu descanso, o tema do desafio emocional tem sido muito grande durante a pandemia também. Então, nós vamos ter o funcionamento das atividades culturais, de lazer, museus, galerias, sempre com os protocolos, público sentado, controle de acesso. Muito importante relembrar o controle de capacidade, que é fundamental, e aqui um reconhecimento também do Centro de Contingência, da importância desse processo. Então, a capacidade permitida, ela se expande de 20% pra 40%. Foi um pleito de diversos setores, que apresentaram os protocolos de controle, inclusive para o Centro de Contingência, e também a expansão do horário de funcionamento de 4h para 8h por dia. Parque estaduais também permanecem abertos na fase laranja e, por outro lado, é muito importante evitar as atividades que aumentam a transmissão e que aceleram a curva pandêmica. Por isso, é mantida a proibição do atendimento presencial em bares, na fase laranja, e a restrição do atendimento presencial até as 20h, em todos os estabelecimentos, com a recomendação que foi colocada pelo Centro de Contingência, descrita pelo Dr. Paulo, a importância de limitarmos, reduzirmos o fluxo consideravelmente depois desse horário e na fase amarela a mesma regra, a partir das 22h. Então, a síntese é essa, um grande modelo aqui de gestão da pandemia. Nós tivemos, por um lado, que endurecer e simplificar também as regras do Plano São Paulo, focando em indicadores de incidência, claros, com tudo que aprendemos durante esse período da pandemia, qual é o limite adequado de internações a cada 100 mil habitantes, óbitos, casos e vamos seguir com esse acompanhamento diário, como fizemos desde o início. E também continuar com o acompanhamento regionalizado. Na próxima página, eu queria descrever os indicadores nesse novo modelo, já explicado pelo Dr. Paulo, onde estamos acatando na integralidade as recomendações do Centro de Contingência, que opera, sim, com modelo consultivo, mas tem feito um trabalho muito bom, muito correto, e o governador João Doria sempre nos recomenda a seguir o trabalho e a recomendação do Centro de Contingência, mesmo sendo um órgão consultivo. É importante atentar aqui a algumas mudanças importantes: a taxa de ocupação de 70% é o limite para chegar na fase amarela. Nessa primeira coluna nós vemos que grande parte do estado está ainda no limite da categoria da fase verde, então nós temos uma ocupação média no estado de 63,3%, e vamos seguir dando transparência diária a estes indicadores. Vamos continuar monitorando também leitos a cada 100 mil habitantes, porque é necessário entendermos quais regiões estão precisando de um apoio mais emergencial, sempre comparando com a evolução da ocupação. Do lado direito da página, e isso é muito importante lembrarmos, nós não monitoramos somente a ocupação de leitos. Nós monitoramos evolução da pandemia, isso sempre foi uma recomendação do Centro de Contingência. Não basta somente termos leitos, temos que controlar a pandemia. E neste momento agora, os próximos seis meses são meses críticos, que temos a esperança da vacina, mas também a responsabilidade de manter o controle da pandemia, como tivemos em todo o ano de 2020. O indicador principal aqui passa a ser, já era, mas agora com ainda mais destaque, internações a cada 100 mil habitantes. E nós vemos ali que o estado está, na média, com 43.3 internações a cada 100 mil habitantes. O secretário Vinholi vai trazer, em momentos aqui, a variação regional, para destacar o impacto da reclassificação para as diferentes regiões. E óbitos, é o último indicador, novamente nós vamos sempre monitorar. A novidade pra vocês aqui, todos esses indicadores já eram monitorados. O indicador que agora nós passamos a monitorar, adicionalmente, é o de casos a cada 100 mil habitantes, porque esse é um indicador que nós passamos a monitorar com mais intensidade nos últimos meses, e é o que permite uma comparação mais direta com o restante do mundo. Os outros países, estados, todos monitoram casos. Internações e óbitos, varia. São Paulo tem sido um dos poucos lugares que monitoram todos esses indicadores diariamente, com total transparência. Nós não conseguimos facilmente, por exemplo, comparar internações com outras regiões, mas manteremos os nossos indicadores e com essa novidade dos casos a cada 100 mil habitantes. Pra finalizar, na próxima página a classificação vigente agora, com a nova metodologia, passa a ser a classificação que está projetada em tela. Essa é a nossa 17ª atualização do Plano São Paulo, e a mudança aqui é que nós teremos quatro regiões que passam para a fase laranja: Presidente Prudente, lembrando que Presidente Prudente estava na fase vermelha anteriormente, Marília, Sorocaba e Registro. Essas três regiões estavam na fase amarela e passam para a fase laranja. As demais regiões continuam na fase amarela. E meu último pedido é esse: Nós vamos ter aqui 10% da população na fase laranja, 90% na fase amarela, com uma pandemia que mostrou essa semana que vai requerer muita atenção e muita dedicação de todos nós. Mas esse é um voto de confiança e de responsabilidade para todos nós, mantermos o nosso compromisso de seguir os protocolos, para que possamos seguir controlando a pandemia e mostrando que São Paulo é um exemplo, pela população, pelos empresários, pelos empreendedores, que estão fazendo a sua parte. Muito obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. Convido agora a fala de Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos. Primeiro, para dizer que a próxima atualização do Plano São Paulo será no dia 5 de fevereiro, portanto vamos seguir com esse formato, com essas quatro regiões do estado na fase amarela, ao longo desse mês. É importante ressaltar que com a mudança, a ocupação de leitos de UTI é o que leva as regiões de Marília, Presidente Prudente e Sorocaba para a fase amarela. Nós tivemos um avanço de fase de Presidente Prudente. Lembrar que Prudente está desde o final do ano na fase vermelha, agora com 74,5 na ocupação de leitos de UTI, vem para a fase laranja. Mas ainda é um período de atenção na região de Presidente Prudente. A região de Marília e Sorocaba tiveram uma alta na ocupação de leitos ao longo desse período, e, portanto, vem para a fase laranja nesse momento. Lembrando que o índice necessário para que eles pudessem avançar é até 70% de ocupação nesse período. Portanto, os três estão com 74%, 74,5% e 75,8%. No que tange à região de Registro, lá no Vale do Ribeira, 9,3% novos óbitos por 100 mil habitantes, o limite é oito óbitos por 100 mil habitantes, então eles superaram esse limite, e, portanto, vem para a fase laranja agora ao longo desse mês. É importante ressaltar, nós tivemos uma grande reunião essa semana de mobilização dos prefeitos, em torno do Plano Estadual de Imunização, mas entorno também do plano São Paulo, para que eles possam seguir as regras, para que eles possam aplicar o sistema de contatos, para que eles possam fazer tudo que o plano São Paulo preconiza, e assim resguardar a vida da sua população. Eu queria aqui também ressaltar que essas três regiões que tem a ocupação de leitos de UTI levando para a fase laranja, Sorocaba nós estamos colocando 30 novos leitos, dez no conjunto hospitalar, no CHS, dez no Hospital Regional Adib Jatene, e dez na Santa Casa de Sorocaba, além da busca por novos leitos também com a iniciativa privada. Na região de Marília são 12 novos leitos, seis na regional de Assis, e seis na Santa Casa de Garça. Em Presidente Prudente são 20 novos leitos, sendo dez no hospital regional, e dez na Santa Casa, além do Hospital de Câncer, aonde colocaremos mais dez leitos de UTI e 80 leitos clínicos. Para finalizar eu queria aqui saudar e cumprimentar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowisk, que a exemplo do que fez a PM no seu cumprimento, fez uma decisão que garante com que o preparo para que a gente pudesse ter aqui em São Paulo agulhas e seringas necessárias para a população do nosso estado sejam garantidas. Então eu quero finalizar aqui com uma frase que expressa muito bem a decisão proferida por ele tirada da decisão dada nessa manhã: "A incúria do Governo Federal não pode penalizar a diligência da administração estadual, a qual tentou-se preparar de maneira expedita para a atual crise sanitária". Então com isso eu saúdo a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowisk.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi. Sempre reforçando que o plano São Paulo para garantir vidas, abre nas três frentes, a frente de prevenção, através de um plano mais restritivo, criando a segurança na assistência à saúde da nossa população garantindo leitos de Unidades de Terapia Intensiva. Quando esses aumentam a sua taxa de ocupação de forma imediata o governo do estado de São Paulo através da Secretaria de Saúde amplia esses leitos na preservação das vidas, mas as restrições elas servem para que nós estejamos cumprindo de forma segura. É a garantia de cada uma das municipalidades que os seus cidadãos estejam e sejam garantidos na sua vida, na sua saúde. Muito obrigado, vamos começar agora as perguntas começando com Tainá Falcão, da CNN.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Secretário, eu vou direcionar para o senhor mesmo, porque eu queria voltar no tema vacina. Hoje cedo o senhor comentou a respeito em uma entrevista também, e manteve a data do dia 25 de janeiro para o Plano Estadual de Vacinação. Como é que o governo de São Paulo pretende chegar em uma data junto com o Governo Federal, que já se comprometeu a adquirir as doses da Coronavac? Como é que fica essa questão da data? Porque está um pouco confuso ainda. Ainda que o Governo Federal comece uma vacinação a nível nacional, o governo de São Paulo mantém essa ideia de vacinar paralelamente no estado?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá, pela sua pergunta. Nós estamos muito felizes em nome inclusive do governador João Doria, que a vacina do Butantã, que é a vacina do Brasil, ela não é a vacina de São Paulo, estará no Programa Nacional de Imunizações. Esse é o nosso desejo de meses, não era uma questão de disputa, quem seria a vacina a chegar, mas nós entendíamos que as vacinas trarão a condição de preservarmos vida e permitir que a nossa economia retome nos próximos meses. Dessa forma nós entendemos que pelo recrudescimento da pandemia nós não podemos aguardar, e nós entendemos que por um lado nós temos as 46 milhões de doses, que até abril serão ofertadas para o Programa Nacional de Imunizações, mas caso essa imunização se atrase, seja mantida de uma forma para meses a seguir, ou seja, fevereiro, março, nós estaremos sim mantendo no dia 25 de janeiro essa vacinação para aqueles grupos especialmente de áreas, trabalhadores da área da saúde, assim como a população idosa. A população idosa essa que é uma população mais vulnerável, de desenvolver formas graves, 77% dessa população ocupa as Unidades de Terapia Intensiva, e 80% delas infelizmente morrem. Então dessa forma está estabelecido e mantido o Programa Estadual, acoplado, adaptado ao nosso Programa Nacional de Imunizações. Próxima intervenção de Adriana Simino, da TV Cultura.

ADRIANA SIMINO, REPÓRTER: A minha pergunta é referente a um tema que foi citado pelo secretário Marco Vinholi, a decisão do ministro Lewandowisk, que proibiu a União de requisitar os insumos que já foram comprados aqui pelo estado de São Paulo. Eu gostaria de saber se o governo entende que essa decisão pode criar uma espécie de jurisprudência, por exemplo, para as vacinas? Uma vez que o ministério se comprometeu a comprar as doses da Coronavac, se essa decisão do ministro Lewandowisk sobre os insumos pode impactar, de repente, uma retenção de um número de doses de vacina para que o estado de São Paulo seja priorizado, uma vez que vem dando todo o aporte para que a vacina seja desenvolvida.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou dividir essa pergunta com a minha resposta, e também com o Marco Vinholi. Nós entendemos que por uma questão federativa, cada um dos estados tem a prerrogativa de estar protegendo a sua população. Nesse momento nós temos claro o entendimento que nós estamos todos no Programa Nacional de Imunizações, e estaremos colaborando dessa maneira. E estaremos também, caso insumos, agulhas e seringa estejam faltosos em outro estado, ou outros estados, colaborando, porque o nosso objetivo é vacinar. Sempre tivemos como objetivo, especialmente em uma crise pandêmica como essa, de estar toda a unidade, unidade federativa junta, colaborando um a um. E é isso que estaremos sim fazendo nesse momento. Governo de alguma consideração do secretário Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Secretário Jean Gorinchteyn foi preciso, ainda em outubro o governo do estado de São Paulo buscava esse caminho de dentro do Programa Nacional de Imunizações fazer o fornecimento das vacinas. E dentro disso esse comportamento de colaboração, de integração é o que nós sempre buscamos. Mas é importante também sitar que na própria decisão do ministro Lewandowisk é colocado. A requisição administrativa não pode se voltar contra bem ou serviço de outro ente federativo, de maneira que haja indevida interferência na autonomia de um sobre o outro. Essa jurisprudência do ministro Barroso já na decisão sobre os ventiladores pulmonares ainda no ano passado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Marco Vinholi. Vou passar agora para a Vitória Abel, da CBN, para a sua intervenção. Por favor, Vitória Abel.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Olá, desculpa, gente, estava no ar. Bom, na verdade, eu tenho duas dúvidas com relação ao plano, eu não entendi exatamente qual é o limite de casos a cada 100 mil habitantes, e Patrícia Ellen falou, a secretária falou que é um novo indicador essa medição de casos a cada 100 mil habitantes. Qual é esse limite então para a passagem de fase ou não? Acho que esse número não foi apresentado. E quais setores que vão ser permitidos na fase laranja? Eu vi ali que mais setores vão ser permitidos no funcionamento. Quais são esses setores? Queria entender um pouco isso. E só rapidamente com relação ao Plano Estadual de Imunização, que o senhor respondeu na pergunta da colega, não ficou claro, se já foi assinada a compra da Coronavac pelo Ministério da Saúde, já está certa essa compra, essas doses vão para Brasília, ficam aqui, ficam à disposição de Brasília? Se a atrasar o plano, São Paulo mantiver o Plano Estadual de Imunização, esse contrato cai? Porque isso não está muito claro, já que já foi assinada a compra das doses. Só queria entender um pouco isso. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu peço a todos os jornalistas que efetuem só uma pergunta, para que todos possam realmente estarem participando da nossa coletiva. A primeira pergunta eu vou direcionar para a secretária Patrícia Ellen. A segunda, para o doutor Marco Vinholi, desculpa, Paulo Menezes, e a terceira eu responderei. Por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, secretário. Eu vou falar do funcionamento dos setores, e acredito que o doutor Paulo pode dar os detalhes ali dos cortes para casos também, que foi uma recomendação direta do centro de contingencia. Então os setores que são permitidos de funcionar na fase laranja são os mesmos da fase amarela. Então lembrando aqui que nós temos toda a parte de comércio, shoppings, salões de beleza, academias. Um ponto importante aqui essa parte voltada às atividades ao ar livre, então parques, eventos culturais com o público sentado, e controle de acesso. Então toda a parte aqui de museus, galerias, cinemas e teatros, tem o controle de público, distanciamento, com protocolos e normas bem rígidas. Isso foi acompanhado e monitorado nos últimos meses também, então isso passa a incluir também o hall de atividades da fase laranja. Importante a que a capacidade e horário é reduzido, então o funcionamento total permitido de oito horas, e o limite de funcionamento até às 20h do dia, que foi um ponto muito importante colocado pelo centro de contingencia. Muito obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia. Próxima intervenção, do doutor Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Bem, em relação aos indicadores para a mudança de fase, nós não criamos indicadores novos, na verdade, nós não utilizávamos em relação a número de casos o indicador conhecido como taxa por 100 mil habitantes. Nós só estávamos, quando nós iniciamos o plano São Paulo nós dávamos prioridade para a inclinação da variação de casos de uma semana para outra, se estava subindo, se tinha atingido uma estabilidade, ou se estava descendo a curva. E isso foi muito eficiente até setembro, quando a maior parte do estado entrou na classificação verde. Então agora nós utilizamos velocidade de surgimento ou de ocorrência de novos casos, velocidade de ocorrência de novas internações, e velocidade de ocorrência de óbitos. Por 100 mil habitantes, porque se leva em consideração o denominador, o número de pessoas que vivem em cada região. Então nós não criamos nada diferente, e estabelecemos faixas. Então para internações, por exemplo, entre 30 e 60 internações por 100 mil, defendem o que é esperado para a faixa amarela. Acima de 60 internações por 100 mil é laranja. Para casos, nós temos as faixas de 180 casos a 360 casos por 100 mil nos últimos 14 dias, para o amarelo, e acima de 360, como um indicador de fase laranja. Então são indicadores que já eram utilizados, a gente já utilizava inclusive para diferenciar fase amarela de fase verde. Passamos a exigir para a fase verde uma situação epidemiológica melhor do que a que a gente tinha antes. Então baixamos, por exemplo, para internações de 40 para 100 mil, para 30 por 100 mil, e de óbitos de cinco por 100 mil, para três por 100 mil. Porque isso vai indicar menor circulação do vírus para poder ir para a fase verde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Paulo. Pedir uma intervenção, uma complementação do Dr. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DO COMITÊ DE CONTENÇÃO DO CORONAVÍRUS: Obrigado, secretário. Eu queria só fazer uma... uma ilustração sobre essa questão das taxas e que agora a gente deixa de valorizar tanto a variação para usar a taxa. Então, eu vou usar um exemplo de um membro do nosso Centro de Contingência sempre utiliza. Seria como se nós estivéssemos analisando a velocidade de um carro. O carro pode estar numa velocidade muito alta, com um altíssimo risco, ele está andando a 140 quilômetros por hora, e aí ele reduz no período posterior para 120, então, ele teve uma redução. Quando a gente olha a variação, legal, ele baixou de velocidade, mas ele continua com um alto risco, porque ele continua numa velocidade muito alta. O contrário é um carro que está a 20 quilômetros por hora e passa para 40 quilômetros por hora, ele dobrou a sua velocidade, mas ele tem risco muito baixo, ele está numa velocidade muito baixa. Quando a gente só analisa a variação de um período para o outro, a gente corre esse risco de identificar que alguém teve uma variação negativa, mas está numa taxa muito alta, em oposição a alguém que possa ter aumentado, mas está numa velocidade muito baixa. No início da pandemia, quando os municípios ainda... as regiões ainda não tinham casos, nós não tínhamos um histórico das taxas, a variação, ela é importante, subiu, aumentou, dobrou o número de casos. Nesse momento da pandemia, para nós é muito mais importante analisar as taxas porque todo mundo já tem... a epidemia já ocorreu em todo o estado. Agora nós precisamos saber onde que essa taxa ainda está alta e lá nós temos que botar mais atenção. Muito mais importante nesse momento do que analisar pura e simplesmente a variação. Obrigado, secretário Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu que agradeço. Muito obrigado, João Gabbardo. E a terceira pergunta eu mesmo respondo. Nós seguiremos integralmente o contratado estabelecido com o Ministério da Saúde no fornecimento de 46 milhões de doses até abril, ofertadas pelo Instituto Butantan. Sempre em todas as campanhas vacinais, especialmente de gripe, o Estado de São Paulo se antecipou ao Programa Nacional de Imunização e iniciou a vacinação com as devidas doses proporcionais da sua população. Não será diferente nesse momento. O que nós queremos é cronologicamente estarmos adaptados, juntos, mas, se eventualmente precisarmos antecipar, assim o faremos seguindo toda a proporcionalidade de vacinas que serão distribuídas para todo o país. Para nós, o Estado de São Paulo, é uma honra poder fazer com que a vacina do Butantan seja a vacina que esteja no Brasil. E esse é o nosso objetivo, estaremos colaborando e estamos festejando essa possibilidade dupla, da eficácia e segurança da vacina e também de estar junto no Programa Nacional de Imunização. Muito bem, próxima intervenção, próxima pergunta da jornalista Maira Di Giaimo, da Rádio Bandeirantes.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, secretário. Boa tarde a todos. Eu queria se não há uma preocupação com a mensagem que deixa toda a população na fase amarela, pode passar aí para as pessoas. E também, dentro disso, se um mês para a próxima reclassificação não é muito tempo, já que a gente está num momento de evolução rápida da pandemia aqui em São Paulo. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Maira, eu vou passar essa pergunta para a nossa secretária de desenvolvimento econômico, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, secretário Jane. A fase que boa parte da população está hoje é a fase que os indicadores determinam. Então, gente tem sempre esse desafio aqui de responder corretamente e aplicar os números. Agora, estamos num momento muito importante da pandemia mesmo que tenham indicadores de fase amarela, não houver a colaboração de todos, na próxima reclassificação nós teremos mais regiões na fase laranja. Então, é isso que nós precisamos evitar. Todo o trabalho de contenção é feito numa iniciativa combinada entre o governo estadual, os governos municipais, os prefeitos que assumiram têm um papel fundamental, secretário Vinholi organizou nessa semana uma reunião com todos os novos prefeitos, que há uma gestão que tem que ser feita na ponta que é muito importante. E é por causa dessa preocupação que apesar de termos uma data oficial para a próxima classificação ordinária, nós vamos monitorar e continuar publicando os indicadores diariamente. Então, o monitoramento, na verdade, ele é quase hora a hora, saem os números, nós olhamos e aplicamos as medidas necessárias. Outro ponto muito importante é reforçar o papel dos setores que têm interação com o público, o cumprimento dos protocolos é fundamental. Muitos estão fazendo a sua parte, mas esses dados que nós vimos aqui, infelizmente, refletem o descumprimento de poucos. Nós falamos isso na véspera do Natal, nós tomamos medidas urgentes e que se refletiram porque nós ganhamos um fôlego muito importante de duas semanas, mas nós precisamos dessa conscientização porque poucos que descumprem acabam impactando a vida de todos os outros que estão fazendo a sua parte. Muito obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia. Vamos agora à intervenção, desculpa, Dr. Paulo Menezes gostaria de fazer uma consideração. Pois não.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Eu acho que essa questão da mensagem, ela é extremamente importante. Ontem, meu colega Esper Kallas já naquele momento da ótima notícia sobre a eficácia da vacina chamou atenção para a situação epidemiológica que nós estamos vivendo e da necessidade de que nós todos contribuamos para o enfrentamento da pandemia, para reduzir a circulação e transmissão do vírus ao longo desse período. Então, a mensagem do Centro de Contingência é de que os horários estabelecidos para o funcionamento noturno também são uma indicação de que após esse horário as pessoas devem procurar se recolher, procurar não se expor porque, inclusive, não há mais nada funcionando nos setores econômicos. Então, a nossa mensagem é de que todos precisamos continuar contribuindo para reduzir o contato, para reduzir a transmissão do vírus, especialmente nesse período, onde não há atividade econômica. O Centro de Contingência recomenda muito que as pessoas façam isso, o que não significa restringir ninguém, inclusive, gente pode pensar que os trabalhadores têm horários distintos para poder circular e eles vão continuar circulando, mas gente quer que isso seja feito com segurança.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo. Próxima intervenção, Lucas Teixeira, do portal UOL.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, secretário. Eu vou fazer três perguntinhas rápidas, valem uma, rapidinho. A primeira, só para reforçar essa questão da reclassificação, os números são acompanhados praticamente ao vivo, quer dizer que se haver uma piora, sei lá, daqui a 15 dias, vocês podem fazer uma intervenção e reduzir de fase antes do dia 5 de fevereiro? A questão segunda, entender melhor, secretário Vinholi, a Grande São Paulo virou uma só, isso era uma coisa que os prefeitos vinham falando. Queria entender melhor porque essa decisão. E, por último, se há uma data do envio completo da divulgação do estudo completo da CoronaVac. Respostas rápidas. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Lucas, era uma pergunta só, mas tudo bem. Reclassificação, primeira pergunta, eu vou passar para o João Gabbardo. A segunda para Marcos Vinholi e a terceira eu mesmo respondo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DO COMITÊ DE CONTENÇÃO DO CORONAVÍRUS: O Lucas fez perguntas rápida, né? Agora espera respostas rápidas também. Lucas, a secretária Patrícia já falou sobre essa questão, a qualquer momento nós podemos reclassificar. Então, nós continuaremos analisando os dados das regiões. Isso é feito diariamente, e, se for necessário, sim, serão reclassificados. E eu quero aproveitar essa oportunidade para dizer que esses números que o secretário Jean mostrou no início, de aumento da pandemia, são muito preocupantes para todo nós, muito preocupantes, né? Agora, nós aprendemos durante o processo dessa epidemia que o problema não são os ambientes controlados, onde ocorre o aumento transmissibilidade. O aumento transmissibilidade ou ele ocorre nos bares, no lazer noturno, nas atividades que ocorrem à noite, nas baladas, nas festas, nas comemorações, é nesse ponto que o plano mudou consideravelmente, porque gente está pedindo para as pessoas, orientando as pessoas para que durante o dia possam exercer suas atividades normais com todos os cuidados em relação ao distanciamento, quem poder não sair, não saia, quem precisar sair, saia com cuidado. Mas que a partir de determinado horário, que pode ser 22h na fase amarela, pode ser 20h na fase verde, as pessoas procurem não participar de nenhum tipo de evento, seja em bar, seja em restaurante, seja em festas, seja comemoração, porque é isso que hoje todas as evidências como os locais onde a transmissibilidade da doença ocorre com maior capacidade, com maior intensidade. Então, gente deixa de penalizar tanto determinadas atividades que funcionam de uma forma controlada, para nos ser mais específicos, mais cirúrgicos naquelas atividades que são mais propícias para a transmissão do vírus.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Obrigado, secretário.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. João Gabbardo. Passo a segunda pergunta para o secretário Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, há pelo menos mais de um mês a Grande São Paulo tem uma estabilidade na sua capacidade hospitalar. Então, no momento em que nós olhamos a capacidade hospitalar aqui da Grande São Paulo, nós tínhamos uma ocupação, acima de 80% ao longo de um período agudo da pandemia, nós fizemos essa análise dividida. No momento que nós temos uma ocupação hospitalar estável, hoje em 65%, nós fazemos essa análise conjunta tendo em vista que a evolução da pandemia na Grande São Paulo é algo muito próximo. Já a capacidade hospitalar tem diferença entre as regiões.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Marco Vinholi. E a terceira... a terceira pergunta, eu responderei. Hoje, pela manhã, o Instituto Butantan pediu, de forma oficial, pontualmente às 9h da manhã do dia de hoje o registro emergencial da vacina do Butantan contra Covid?19. Junto com ela foi enviado um dossiê de cerca de 10 mil páginas para serem analisadas por aquela agência. Esses dados, após a sua análise serão totalmente democratizados talvez de deliberações, fazendo com que todo e qualquer cidadão tenha acesso a essas informações. Muito bem. Próxima pergunta, Graziele Castro, do Portal Metrópoles.

GRAZIELE CASTRO, REPÓRTER: Eu tenho uma pergunta do Gabbardo. Eu queria saber se existe a possibilidade de São Paulo adiantar a vacinação, caso o Governo Federal comece a vacinar antes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Graziele. Passo então, a palavra para Dr. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DO COMITÊ DE CONTENÇÃO DO CORONAVÍRUS: Isso já ficou... no meu entendimento ficou claro na fala inicial do secretário Jean. O plano que São Paulo prevê o início da vacinação no dia 25 de janeiro. Se o programa nacional de imunizações de alguma maneira antecipar, eu estou baseado na declaração do ministro, de ontem, o seu primeiro prazo seria iniciar a vacinação até o dia 20 de janeiro. Então, se o programa nacional de muni imunização iniciar no dia 20 de janeiro, por óbvio que o programa estadual também será antecipado e nós vacinaremos todo mundo no mesmo dia, que é o que nós queremos, que o Rio Grande do Sul, que São Paulo, que o Mato Grosso, que o Amazonas, comecem a vacinar no mesmo dia. O que pode não acontecer é que e esse o programa nacional decidir por postergar a data de início da vacinação para depois do dia 25 de janeiro, São Paulo não abrirá mão da sua programação de iniciar a vacinação no dia 25 de janeiro. Espero ter sido claro em relação a essa questão.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. João Gabbardo, passo para a penúltima intervenção, do jornalista Fábio Diamante, do SBT.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Secretário, só fazer um troca, que nosso colega vai entrar ao vivo. Eu fico na próxima.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Claro. Então, passo a palavra agora para Guilherme Balza, da TV Globo, Globo News.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Vamos lá, boa tarde a todos. A minha dúvida é com relação ao contrato de exclusividade que foi firmado entre o Butantan e o ministério, esse contrato, ele cobre o que, exatamente, cobre todas as vacinas do acordo com a Sinovac, só as vacinas que já chegaram, as que vão chegar, vão ser produzidas daqui pra frente, e como que... E atrelado a isso, como que o estado pode ter autonomia pra fazer o seu calendário de vacinação, se tem esse acordo de exclusividade, se tem esse contrato que foi firmado? E, por fim, como é que fica o acordo que foi feito com acho que mais de 900 municípios e 12 estados que iriam receber as vacinas da Sinovac? É isso.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Guilherme, nós reforçamos que a associação, a assinatura do contrato que foi estabelecido entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde garantem que sejam fornecidas até abril 46 milhões de doses da vacina contra Covid para todo o país. Dessa maneira, nós entendemos que a proporcionalidade dos estados garantem que, dessa forma, eventualmente, os estados possam se antecipar nesse programa, seguindo todos os ritos do programa nacional de imunização, aliás, isso é uma prerrogativa do próprio ministério, que entende que assim que liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, esse registro emergencial, de forma imediata, os estados poderão se fazer valer a sua prerrogativa de vacinarem a sua população, respeitando todos os ritos e critérios deste programa nacional de imunização, de uma forma totalmente democrática, pra que todos, assim como o Sistema Único de Saúde o é, tenham a possibilidade de terem acesso a essa vacina, principalmente o público mais vulnerável. Obrigado.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Jean, só adicionando, Guilherme Balza, é usual nos contratos de vacina do Butantan com o Ministério da Saúde, essa cláusula, assim como existe também, no contrato da vacina da gripe, que é fornecida pelo Butantan.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Assim é feito, por exemplo, pra vacinação da gripe, por exemplo, segue-se todos os ritos e normas técnicas do programa nacional de imunização, São Paulo, por várias ocasiões, antecipou o calendário, exatamente entendendo que, frente a circulação de um vírus que ameaçasse a sua população, pudesse, então, estar, sim, a protegendo. Assim aconteceu há dois anos, o Amazonas fez isso, o Estado de São Paulo fez isso, e não será diferente em relação ao próprio coronavírus, seguindo todo ritual e normas estabelecidas pelo programa nacional de imunização.

REPÓRTER: Ter autonomia de ter, fazer essa escolha antes, não quer dizer que a vacinação da Coronavac estará dentro do programa nacional de imunização.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Seguindo os critérios do programa nacional de imunização, nós teremos todos os critérios, assim como, volto a fazer um paralelo para a gripe, nós temos alguns grupos que são prioritários, de primeira fase, de segunda e terceira fase, assim o faremos, seguindo esses ritos, com as doses que estiverem sendo disponibilizadas para a nossa população. Sim. Muito bem, próxima intervenção de Fábio Diamante.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, secretário, obrigado. Eu queria só tirar uma dúvida em relação a essa mudança no Plano São Paulo, quando a fase laranja, ela se aproxima ali da amarela, a impressão que a gente tem é que a vermelha, ela está distante, ela ficou um buraco ali entre as duas, os senhores mesmo disseram aqui que a história já mostrou que mais importante do que fechar setores é controlar o funcionamento deles, a gente pode entender que o Governo do Estado tá tentando ao máximo evitar um fechamento, medidas mais drásticas, como a gente tem visto na Europa, e outros países que estão passando exatamente por esse momento, como o nosso? Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou dividir essa pergunta, ou melhor, as respostas, tanto com a secretária Patrícia Ellen, e pelo coordenador do centro de contingência, Dr. Paulo Menezes. Patrícia, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: É, a linha é exatamente, Fábio, aprender com o que tá sendo feito, nós tivemos aqui semanas muito intensas de análise da pandemia e dos protocolos que estão sendo utilizados nos setores econômicos, o que nós vimos em momentos de fechamento de alguns setores específicos, que funcionam muito bem, a gente fecha o que tá funcionando bem e deixa espaço pro que não está cumprindo o protocolo, e aí há aglomerações. A meta principal, acho que você descreveu muito bem, é evitar aglomerações e voltar a reduzir o fluxo de pessoas em horários específicos, isso é o que tá acontecendo no mundo inteiro, né, se está colocando até medidas muito mais drásticas em outros lugares do mundo, depois das 18, depois das 20 não permitir circulação de pessoas, mas nunca foi essa a abordagem do Governo de São Paulo, né, então é uma abordagem onde a gente faz a gestão através das atividades e sempre no modelo de confiança também com a população, né, e com os ambientes, mas você colocou corretamente, o grande objetivo nesse momento é reduzir a circulação do vírus e pra reduzir a circulação do vírus, nós precisamos reduzir aglomeração e isso acontece, principalmente, no período da noite, né, então, esse é o foco principal, nós precisamos lembrar também, isso eu agradeço ao centro de contingência, eles fizeram uma análise de saúde com relação aos ambientes e às atividades, e nós estamos fazendo a análise econômica, nós também estamos no limite na questão econômica, com o fim do auxílio emergencial, com a exaustão as pessoas, nós estamos lutando, neste momento, contra o coronavírus, contra o desemprego e precisamos garantir que essa luta seja um luta aqui do Governo do E, né, esse foi o compromisso do governador João Doria, é sempre trazer isso de uma forma baseada na ciência, protegendo vidas em primeiro lugar, mas também com olhar pra quem mais precisa e, neste momento, a situação das pessoas é bastante grave. Muito obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia, passando agora a complementação do Dr. Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Eu quero complementar com dois comentários, o primeiro deles é em relação a fase vermelha, na nossa experiência, desde o início da pandemia e, particularmente, desde junho, quando o Plano São Paulo começou a funcionar, a fase vermelha, ela é determinada, principalmente, pelo acesso a cuidados intensivos de saúde, então, praticamente todas as vezes que nós tivemos que tomar essa decisão de fase vermelha, foi em função de taxas altas de ocupação de leitos, isso faz sentido, porque nós estamos próximos de poder chegar a uma situação de desassistência, interrompemos a circulação das pessoas de uma forma mais rígida e rigorosa pra poder rapidamente ter uma situação de maior conforto. Então, essa é a lógica da fase vermelha. O outro comentário é que os nossos indicadores, especialmente de casos, pra fases amarela e laranja, eles são, eles estão hoje muito abaixo dos indicadores correspondentes desses países que estão tomando medidas mais rigorosas, por exemplo, hoje a taxa de casos novos por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo, ela é quase que quatro vezes abaixo da que o Reino Unido está observando já faz semana e só agora tomou aquela medida mais rigorosa. Então, acho que é importante a gente deixar claro que a nossa situação aqui é, realmente, uma situação que preocupa, que requer ação, que requer participação de todos, mas acho que também é importante a gente ter claro que em muitos lugares, inclusive internacionalmente, que nós estamos vendo medidas mais rigorosas, a situação, ela está muito mais fora do controle do que aqui no Estado de São Paulo, então, o centro de contingência está seguro de que nós estamos trabalhando com faixas bastante adequadas pras classificações.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo, vale ressaltar que todas essas medidas, tanto de reclassificação, quanto de revisão do Plano São Paulo entram em vigor a partir da segunda-feira próxima, será amanhã, estará amanhã um ofício no Diário Oficial por um decreto do próprio governador. Queremos lembrar que é importante que no momento em que houve um aumento do número de casos, de óbitos e internação, mais do que nunca nós precisamos o apoio da população, a mesma população que nos atendeu quando nós falávamos fique em casa enquanto melhoramos a saúde, hoje nós entendemos que a própria condição das pessoas, econômicas, até porque nós temos muitos trabalhadores informais, fazem com que as pessoas precisem ir pra rua, então saiam com responsabilidade, saiam com segurança, usem máscara, evitem as aglomerações e cobrem de todos aqueles que estiverem próximos, no seu ambiente familiar, social, que também respeitem essas regras, porque só assim nós impediremos que as pessoas adoeçam e morram, principalmente os vulneráveis, a vacina já está muito próxima, próxima mesmo, mas até conseguirmos vacinar toda nossa população ainda demorará, precisaremos muito mais vacinas, enquanto isso, nós pedimos pra que a população ainda esteja atendendo aos nossos chamados por muitos meses ainda a frente. Muito obrigado a todos e uma boa tarde.