Coletiva - Governo vai concluir em junho vacinação de pessoas com deficiência e comorbidades 20211905

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Coletiva - Governo vai concluir em junho vacinação de pessoas com deficiência e comorbidades 20211905

Local: Capital – Data: Maio 19/05/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde, muito obrigado pela presença de todos. Vamos dar início a mais uma coletiva de imprensa, aqui na sede do Governo de São Paulo. Primeira notícia de hoje é: O Governo do Estado de São Paulo mantém a fase de transição do Plano São Paulo até o dia 31 de maio, porém a partir do dia primeiro de junho, inicia a nova fase do plano, com a ampliação dos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e também com o aumento da testagem, portanto, até o dia 31 de maio vamos manter a atual fase de transição do Plano São Paulo, com funcionamento das atividades até às 21 horas, com as mesmas limitações que estão em vigor, porém, a partir do dia primeiro de junho, entraremos numa nova fase do Plano São Paulo, com a ampliação do horário de funcionamento das atividades econômicas até às 22 horas e 60% de ocupação dos locais. Vamos também iniciar, no dia primeiro de junho, um amplo programa de testagem rápida de pessoas sintomáticas nos municípios em todo Estado de São Paulo. A secretária de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, juntamente com os coordenadores do centro de contingência do Covid-19, Paulo Menezes e João Gabardo, darão mais detalhes sobre estar informações do Plano São Paulo. Vacinação, o Governo do Estado de São Paulo vai finalizar a vacinação de pessoas com deficiência e com comorbidades no mês de junho, e iniciar a imunização da faixa etária entre 55 e 59 anos a partir do dia primeiro de julho, pessoas com 55, 56, 57, 58 e 59 anos a partir do dia primeiro de julho serão vacinadas aqui em São Paulo. Neste mês de junho, o governo vai completar plenamente e vacinação de todas as pessoas com comorbidade e deficiência no Estado de São Paulo. Repetindo, portanto, a partir do dia primeiro de julho, voltaremos a vacinar a população em regularidade na faixa etária de 55 a 59 anos. E vamos completar a imunização também dos profissionais de educação, neste período, a partir de primeiro de julho, para retomar as aulas no segundo semestre com total segurança. Entre os dias primeiro e 20 de julho, serão vacinadas as pessoas de 55 a 59 anos de idade, e entre os dias 21 e 31 de julho vamos vacinar os profissionais da educação, que ainda precisam ser vacinados, na faixa de 18 a 46 anos, um público total de um milhão e 700 mil pessoas neste programa de vacinação. A coordenadora do programa estadual de vacinação, a Dra. Regiane de Paula, aqui ao meu lado, dará mais detalhes sobre esta nova etapa da vacinação em São Paulo. Terceira informação, o Governo do Estado de São Paulo zera impostos sobre medicamentos para câncer, AIDS, diálise e gripe. Aprovamos ontem, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, aliás, obrigado aos deputados que, em tempo recorde, aprovaram esse projeto do Governo do Estado de São Paulo, concedendo a isenção de impostos para aquisição de insumos e equipamentos para estes setores, que representam uma parcela significativa do tratamento de saúde contra câncer, AIDS, diálise e gripe, para hospitais públicos, entidades beneficentes e fundações privadas de saúde, que atendam o SUS, Sistema Único de Saúde. Lembrando também que medicamentos genéricos já estavam isentos de ICMS aqui no Estado de São Paulo, por uma recente decisão que tomamos e que anunciamos aqui. O nosso secretário da saúde, Jean Gorinchteyn, dará mais detalhes a esse respeito. E a última boa informação é que o Governo do Estado de São Paulo, não é uma informação da saúde, mas é uma informação correlata à saúde, que o Governo do Estado de São Paulo acaba de captar 530 milhões de reais para investir na despoluição do Rio Pinheiros, adicionalmente aos quatro bilhões de reais, que já faz como investimento na limpeza e despoluição do Rio Pinheiros que, volto a afirmar aqui, até o final do ano que vem, até o final de 2022, o rio será entregue limpo e despoluído para a população do Estado de São Paulo. O governo captou 100 milhões de dólares, cerca de 530 milhões de reais junto ao Internacional Finance Corporation, que é o braço do Banco Mundial, em parceria com o Banco Santander, e estes recursos serão destinados às obras de despoluição do Rio Pinheiros e também ao apoio de comunidades para o processamento em cooperativas do lixo, o lixo que era antes jogado em ribeirinhos, em riachos, em córregos, agora serão processados em cooperativas, organizadas nas próprias comunidades, nas comunidades mais carentes aqui da capital de São Paulo, no entorno do Rio Pinheiros, para que o que era lixo se torne renda, e como renda evite também a poluição ambiental, isso vai melhorar a condição de saúde pública, por isso que eu mencionei que há uma correlação também com a área de saúde. Quero agradecer aqui ao Banco Santander e ao Banco Mundial pelo apoio e pela destinação desses 530 milhões de reais para esta iniciativa. E, sobre esse tema, Nelson de Souza, presidente do Banco Desenvolve São Paulo e o secretário Marcos Penido darão mais detalhes sobre esta iniciativa, uma iniciativa que contribui e acelera o programa de despoluição do Rio Pinheiros em São Paulo. Vamos, então, pela ordem, no primeiro tema que foi aqui apresentado, da transição do Plano São Paulo, com Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. É muito importante, nesse momento, nós temos aqui alguns slides pra relembrar essa transição que nós estamos realizando, durante esse período aqui do final do mês de abril, início do mês de maio, nós tivemos avanços muito importantes na retomada das atividades e, ao mesmo tempo, com um modelo de transição e controle da pandemia, que nos permitiu ter os resultados e as conquistas que foram mencionadas pelo governador, com uma redução muito grande de óbitos e também de casos, e agora uma estabilidade nessa última semana de casos de internações, lembrando que o modelo vigente que nós temos hoje permite o funcionamento de todas as atividades até às 21 horas, com toque de recolher das 21 horas às cinco da manhã, e a ocupação permitida até 30%. Nós estamos agora mantendo esse modelo, né, de atividades, com o toque de recolher às 21 horas até às cinco da manhã, com uma expansão da ocupação pra 40%, e na próxima página, somente para detalharmos, as regras vigentes do dia 24 de maio até o dia 31 de maio, como eu disse, permitem o funcionamento das atividades das seis da manhã às 21 horas, e agora com a expansão da ocupação pra 40%, foi o pedido de muitos estabelecimentos comerciais, pra que possam continuar funcionando, com responsabilidade, com os protocolos, mas já fazendo um avanço importante aqui de permissão de fluxo controlado de pessoas. E o mais importante, a esperança, esse passo que nós estaremos dando a partir do dia primeiro de junho, um novo modelo, uma nova etapa, onde nós temos aqui uma expansão do horário de funcionamento das atividades até às 22 horas, então o toque de recolher passa para as 22 horas, das 22 às cinco da manhã, a permissão do funcionamento das atividades comerciais, religiosas, serviços em geral, restaurantes, salões de beleza, atividades culturais, eventos sociais culturais, academias de esportes, todos passam a ter a permissão de funcionamento até as 22 horas e com a manutenção do toque de recolher das 22 às cinco da manhã, e a extensão da permissão de ocupação para até 60%. A recomendação do teletrabalho pra atividades administrativas não essenciais ainda continua sendo muito importante e, além disso, nós estamos lançando, em paralelo a esse novo momento, um trabalho de testagem rápida nos municípios, secretário Jean vai dar mais detalhes, e nos próximos dias nós vamos trazer aqui o detalhamento disso, com o modelo que foi recomendado pelo centro de contingência, pra que possamos ter esse novo avanço, tanto no setor público, quanto no setor privado, hoje nós já temos disponível um novo modelo de teste antígeno, que permite que possamos fazer um trabalho de controle maior da pandemia, e que é fundamental, dado que houve tantos atrasos no cronograma nacional de vacinação. Nesse esforço, pra finalizar, eu queria agradecer o setor privado, que tá muito mobilizado, governador, nós tivemos associações do setor de comércio, de shoppings, de eventos culturais, sociais, de negócios, todos engajados pra que que possamos juntos, a partir da semana que vem, ter essa estratégia de testagem rápida, junto com eventos piloto, pra que esses testes sejam realizados, e a população que participa desses ambientes seja monitorada nas duas semanas seguintes, esse detalhamento está sendo realizado agora, pra que possamos trazer esses eventos pilotos a partir da semana que vem. Então, a gente teve a força tarefa do controle das aglomerações, e vamos ter agora essa força tarefa da esperança, com eventos sendo realizados de forma responsável, controlada, pra que possamos dar esse passo tão importante. Acho que tem mais uma página final, que só resgata exatamente que desde o início da gestão da pandemia, nós já tínhamos trazido a importância desse pilar de testagem e monitoramento da transmissão, os protocolos e o engajamento municipal e regional. Então, esse passo, a partir de primeiro de junho, conta muito com essa estratégia de testagem, agora com teste rápido de antígeno, que não existia no momento desse desenho da estratégia, que vai permitir que nós possamos fazer isso. E, obviamente, contando com o todo, o trabalho, participação ativa dos prefeitos e dos setores econômicos se responsabilizando por esse trabalho com seus funcionários e seus clientes. Tem uma página final, essa aqui, que destaca exatamente isso, de um lado a abordagem municipal, onde os municípios deverão analisar de uma forma bastante regular, a partir de agora, e decidir a necessidade de aplicação de medidas restritivas locais, caso com a testagem fique claro que há uma situação mais grave em municípios específicos. E toda a frente de testagem e monitoramento da transmissão vai incluir essa estratégia de distribuição de testes rápidos pra prefeituras e metas de testagem, que serão detalhadas e publicadas no Diário Oficial até o final dessa semana, municípios também deverão ter a estratégia de monitoramento de contatos atualizada, e a testagem em ambientes privados, juntamente com esses eventos teste, que eu acabei de mencionar. Mencionei os setores, então associações como [ininteligível] diversos sindicatos setoriais, a [ininteligível] das associações comerciais, todos estão engajados nesse processo, teremos reunião com o governador no início da semana que vem, pra que possamos lançar oficialmente essa nova etapa, com o compromisso e a união da sociedade, pra que possamos ter uma retomada responsável e manter o controle da pandemia. Muito obrigada, governador, pela liderança, pela confiança, e agradeço a todos que estão participando conosco nessa transição.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Ainda neste tema, duas manifestações importantes, dos coordenadores do centro de contingência do Covid-19. Paulo Menezes, que é o seu coordenador e, na sequência, João Gabardo, coordenador executivo. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Em primeiro lugar, como coordenador do centro de contingência, eu gostaria de reconhecer e agradecer a sua liderança, governador, no enfrentamento dessa pandemia, seguindo a ciência, seguindo a medicina, baseado nas recomendações do centro de contingência. Esses dias nós tivemos muitas discussões, avaliando a situação da pandemia no Estado de São Paulo, e as recomendações foram exatamente de manter por mais uma semana a transição da forma como ela foi apresentada, e a ampliação da testagem, utilizando novas tecnologias, pra que a gente tenha essa possibilidade de controle da transmissão mais eficiente. De forma que a gente fica com muito otimismo pelos próximos semanas, pelos próximos meses e também desse avanço da vacinação, que nós observamos, não é na velocidade que nós gostaríamos, todos nós, mas ela avança e já mostra resultados em que permitem que com que se faça esse avanço cuidadoso e progressivo. Só para dar alguns números importantes. Em janeiro as pessoas com 70 anos ou mais, representavam 35% de todas as internações no estado de São Paulo, e em abril esse número cai para 20,4%. Em UTI, pessoas com 70 anos ou mais representavam mais de um terço, 37%, em abril já 21% de todas as internações. Uma redução de 43% no total de internações por faixa etária. E isso vai continuar acontecendo, porque já tivemos a vacinação dos 60 anos ou mais, estamos tendo a vacinação das pessoas de 50 a 59, com comorbidades, e isso permite a gente continuar esse progresso de forma segura. Importante ressaltar que ainda temos uma transmissão alta de vírus, como é mostrado pelos indicadores de casos por 100 mil, que se mantém estável. Tínhamos semana passada 376 casos por 100 mil, essa semana temos 380 casos por 100 mil a cada 14 dias. Também nas internações por 100 mil, observamos essa estabilidade, cerca de 70 internações por 100 mil habitantes a cada 14 dias, de forma que o centro de contingência continua acompanhando os indicadores, e auxiliando o governo nesse enfrentamento. É necessário também dizer que todas as pessoas precisam continuar todos os cuidados para evitar transmissão do vírus, evitar novas infecções através do uso de máscara, da manutenção de distanciamento social sempre que se estiver fora de casa, no ambiente de trabalho, ou no comércio, no setor de serviços. Porque o vírus continua presente, e nós precisamos todos contribuir para poder superar essa fase que, felizmente, eu vejo com muito otimismo nos próximos meses.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Avançar sim, mas com prudência, com cautela e com proteção. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu quero só corroborar com as palavras do doutor Paulo, dizer que nós estamos cientes, que nós estamos com números em patamares ainda elevados, estamos cientes de que nós ainda vamos conviver mais alguns dias com números elevados, tanto em número de internações, quanto em número de óbitos, número declaração caso. Se viu que os países que avançaram na vacinação passaram por isso, em um período inicial após o início da vacinação, e quase todos houve o aumento do número de casos, sem uma correspondência nas internações e nos casos graves. E hoje as projeções que se fazem, muito mais do que avaliar locais, horários, elas são muito mais baseadas em comportamento das pessoas. E o comportamento das pessoas diz respeito ao uso de máscaras, por exemplo, se nós tivermos uma garantia, uma segurança de que, sei lá, 95%, 96% da população esteja utilizando máscaras, nós teremos uma projeção positiva da evolução da pandemia. Se nós tivermos um comportamento das pessoas que são vacinadas, de que elas não podem voltar à vida normal, que elas precisam ainda manter distanciamento, precisam manter as medidas de precaução, nós vamos ter logo adiante redução do número de casos, e redução do número de internações. Os países passaram por isso, nós vamos passar também, nós acreditamos que ainda nos próximos 15, 30 dias, no máximo, até metade do mês que vem nós vamos conviver com números elevados. Não são números próximos ao que nós tínhamos no início, na fase mais aguda da pandemia, mas nós vamos manter ainda um número elevado para depois de três, quatro semanas, nós experimentarmos então uma redução pelo efeito da vacina. Quando eu falo esse comportamento, nós temos duas variáveis fundamentais para analisar, o comportamento das pessoas e a velocidade de vacinação. Quanto maior for a velocidade de vacinação, menor será esse tempo que nós vamos ainda passar para começar a experimentar as reduções, quanto maior for o comportamento das pessoas na utilização das máscaras, na higienização das mãos, no distanciamento social, menor será esse tempo que ainda nós vamos passar até chegar no momento de decréscimo dos números. Então é isso, os cuidados são fundamentais, o comportamento das pessoas é que vai nos determinar a velocidade da redução. Por isso as orientações precisam ser destacadas, para todos, para a população não vacinada, e para a população vacinada, os vacinados não podem achar que eles podem voltar à vida normal. Há necessidade de manter o regramento, distanciamento, higienização das mãos e uso de máscaras, com isso nós vamos acelerar esse processo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Dois depoimentos importantes dos coordenadores do centro de contingência do Covid-19, sobre as medidas que estão sendo adotadas, repito, avançando, mas com cautela e com prudência, e recomendando às pessoas também que continuem a usar máscara, continuem a fazer o distanciamento social, 1,5 metros, se possível, em relação à outras pessoas, cuidado especialmente nas aglomerações para o transporte público, uso de álcool em gel, e usar o hábito sanitário de lavar as mãos com frequência. Obrigado, então, Paulo Menezes, e João Gabbardo. Vamos agora falar sobre vacinação com Regiane de Paula. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então eu trago aqui o cronograma de vacinação do mês de maio, nós já tivemos vários anúncios, e agora a gente inicia então no dia 28 de maio pessoas com deficiência permanente, e pessoas com comorbidades, de 40 a 44 anos. No dia 28 de maio, um quantitativo de público-alvo de 760 mil pessoas. Em julho a gente já espera também finalizar todas as comorbidades e as deficiências permanentes. Mas nós precisamos que o Ministério da Saúde cumpra com o seu calendário vacinal, aquele calendário vacinal que está no seu site ele precisa ser cumprido para que a gente possa avançar. Eu vou aqui usar uma fala do doutor Gabbardo, que acabou de dizer, que nós precisamos de ritmo de vacinação, e esse ritmo de vacinação se deve à compra de mais vacinas, à chegada de mais vacinas, e é muito importante que o Governo Federal esteja muito atento, porque nós precisamos realmente dar celeridade a esse processo. Então só para que a gente possa mostrar, governador, quais são as pessoas com comorbidades no próximo grupo, para que vocês possam então uma vez mais, que muitas pessoas estão tendo uma série de dificuldades, nos perguntando quem são as pessoas a serem vacinadas de 40 a 59 anos com comorbidades, o quadro está aí. Doenças cardiovasculares e doenças crônicas. Também nós vamos mostrar os critérios para vacinação, que são das gestantes e puérperas com comorbidades. Nesse momento nós não tivemos ainda uma sinalização, governador, do Programa Nacional de Imunizações, para que possamos vacinas todas as gestantes sem com comorbidades, aguardamos também uma sinalização do Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações. As pessoas com comorbidades dos critérios não estão aí, e com deficiência permanente também, quais são os critérios necessários, e essa é mais uma atualização para que as pessoas possam olhar, rever, está no site. Da Secretaria de Saúde no site do governo, e qualquer dúvida, nesse site que as pessoas podem tirar dúvidas. E aqui a gente traz uma projeção de calendário de vacinação para julho. Então em junho nós esperamos com vacinas terminar todas as comorbidades até 18 anos, e também as pessoas com deficiência, não só aquelas com deficiências permanentes, que está no BPC, mas todas, governador, com deficiência permanente. Em julho a gente pretende vacinar então, de acordo com a perspectiva de vacinação, levando em consideração a projeção de entregas de vacinas, disponíveis, como eu já falei, de acordo com o site do Ministério da Saúde, de 1 a 20 de julho, as pessoas de 55 a 59 anos de idade. Por isso que nós não inclusive marcamos qual deve ser esse início, porque nós temos uma previsibilidade de chegada de vacinas. Então à posteriori, a gente traz o início quando será. E também do dia 21 ao dia 31 de julho, profissionais da educação, de 18 a 46 anos, para que a gente possa ter no segundo semestre na volta às aulas com mais segurança. Então nesse momento essa é a projeção de calendário de vacinação para o mês de julho. Esperamos que o ministério cumpra com o seu calendário de vacinação, envie as doses, para que a gente possa fazer isso. E nesse momento o nosso vacinômetro nós temos de doses aplicadas 15.080.074 milhões de doses aplicadas, sendo que de primeira dose. 9.930.534 milhões, e de segunda dose, aquilo que eu sempre ressalto, e que é muito importante, governador, a gente falar, que é as 5.149.540 milhões de pessoas que completaram seu esquema vacinal. O que isso significa? Que tomaram as duas doses da vacina, e que, portanto, estão imunizados com duas doses da vacina. O governador me passou aqui. Então assim, a nossa expectativa é que a gente tenha o início da vacina no dia 1 de julho, do que eu mostrei para vocês. Há uma expectativa de início de 59 a 55 anos, no dia 1 de julho. Mas a gente aguarda então as doses do Ministério da Saúde, para que a gente possa, como eu já falei, o doutor Gabbardo foi muito feliz na fala dele, que a gente tenha celeridade, e não que a gente tenha uma diminuição de ritmo de vacinação nesse momento. É isso, governador. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Vamos agora para ainda no tema da saúde, falando sobre a redução, ou melhor, a eliminação dos impostos aqui do governo do estado de São Paulo, para medicamentos e também os dados atualizados da saúde, com o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na vigésima semana epidemiológica do ano de 2021, por favor, o primeiro diapositivo. Nós, hoje temos em São Paulo 3.129.412 milhões de casos diagnosticados de Covid-19, infelizmente, 105.852 mil pessoas perderam as suas vidas nessa pandemia. A taxa de ocupação nos leitos nas Unidades de Terapia Intensiva estão em 79% em todo o estado, e a grande São Paulo em 76,9%. O número de internados nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva, hoje já contabilizam 10.129 mil casos, 3 mil casos, ou seja, 3 mil leitos a menos, ocupados, do que nós tínhamos no dia 1 de abril, em que foi o pico da segunda onda. Mas esse número ainda é elevado, uma vez que comparando com o primeiro pico da pandemia, que nós tínhamos 6.500 mil pacientes internados nos nossos leitos de Unidades de Terapia Intensiva. Tivemos um maior incremento, mas levemente, nas unidades de enfermaria. E isso se consagra tudo aquilo que foi dito, a importância, o impacto da vacinação fazendo com que haja a internação exatamente em casos muito mais leves, e que não necessitem a internação em unidades mais complexas, como as Unidades de Terapia Intensiva. Próximo. Tivemos o número de casos levemente incrementados, esse número de casos, na sua incrementação estão também relacionados com a maior testagem, portanto, o incremento relacionado à uma maior testagem. Hoje São Paulo testa diariamente 25 mil pessoas, 75% desses testes são aqueles RTPCR, que é um teste ultrassensível, molecular, que faz esses diagnósticos. Mas conforme já foi dito pela secretária Patrícia Ellen, nós estaremos fazendo uma política de testagem muito mais ampla, para que mais casos sejam diagnosticados de forma precoce, através de uma tecnologia muito mais rápida, muito mais sensível e muito mais barata. Nós traremos isso na próxima semana, e isso estará sendo tanto disponibilizado para a nossa rede pública, de assistência à saúde, mas também teremos o apoio dos setores, os setores privados que tanto nos apoiam e entendem a necessidade dos controles da pandemia no nosso estado. As taxas de internação estiveram praticamente contabilizados, como disse, leve incremento em enfermaria. E os óbitos tiveram uma queda significativa. E mais uma excelente notícia, sob à liderança do governador João Doria, foi enviado para a Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, um projeto de governo, do governo do estado, para que houvesse a isenção do imposto ICMS, dessa forma, medicamentos, que estão voltados a tratamentos de doenças, como câncer, AIDS, a hemodiálise e a Gripe, tiveram essa isenção de imposto com 11% a menos de incremento nos seus custos finais, especialmente voltados tanto para os hospitais públicos, para os hospitais beneficentes, filantrópicos, como as Santas Casas, e as fundações privadas de saúde, que façam a assistência ao Sistema Único de Saúde. E isso só foi possível ser realizado pela reforma administrativa que o governo do estado de São Paulo fez, de uma forma muito corajosa, fazendo com que dessa maneira o recurso fosse adequadamente usado naquilo que é importante, e nesse caso, na saúde da nossa população. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E agora a última intervenção, antes das perguntas, é do Nelson de Sousa, presidente do Banco Desenvolve São Paulo, sobre a captação de R$ 530 milhões para o programa de limpeza de despoluição do Rio Pinheiros. Nelson.

NELSON DE SOUSA, PRESIDENTE DO BANCO DESENVOLVE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. De uma maneira inédita, uma captação de US$ 100 milhões, em uma parceria entre o Banco Santander, que é um banco privado, e o Banco Desenvolve São Paulo, que é o banco do empreendedor do estado de São Paulo, banco público, e IFC, que é o braço financeiro do Banco Mundial. É um arranjo financeiro inédito, trazendo R$ 530 milhões, ou US$ 100 milhões, para financiar as empresas que estão logrando êxito nos editais do programa importantíssimo, que é o novo Rio Pinheiros. Em condições favoráveis, já temos uma linha de crédito aprovada, chamada Linha Economia Verde, com prazo de amortização de até dez anos, com dois anos de carência. E também o governador determinou que lancemos uma linha de crédito especificamente para as cooperativas, para melhorar mais ainda as famílias que vivem à margem do Rio Pinheiros ou dos seus afluentes, que são vários. E tudo isso em obra de infraestrutura e de coleta e saneamento e tratamento de água, para que tenha emprego, tenha renda e tenha principalmente saúde e qualidade de vida para essas populações. Então é Desenvolve São Paulo fazendo com que as coisas aconteçam de maneira rápida. Quero aqui, governador, agradecer todo empenho aí da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, na pessoa do Penido. E também agradecer esses parceiros que fizeram com que esse arranjo financeiro acontecesse, que é os colegas do Sérgio Rial, presidente do Santander, junto com a Patrícia Audi, e toda a equipe do Santander. A equipe do IFC, o Rogério, os diretores Rogério Santos e Rogério Piloto. E a equipe do Desenvolve São Paulo, não tenho dúvida que será a primeira captação em dólares, porém, não é passado o risco cambial para as empresas que estão tomando crédito, ou as cooperativas que vão tomar esse crédito, é feita uma proteção cambial, ou um hedge cambial, para que sejam emprestados na moeda local, em reais, e não passar esse risco para essas empresas. Então é isso, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nelson de Sousa, presidente do Banco Desenvolve São Paulo. Renovo aqui os cumprimentos ao Marcos Penido, nosso secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, aqui presente, e também ao Sérgio Rial, presidente do Banco Santander, a Patrícia Audi, vice-presidente do Banco Santander. E da mesma forma, a direção do Banco Mundial, aqui no Brasil. Vamos agora para as perguntas, pela ordem teremos a TV Record, a Bloomberg, a Rádio e TV Bandeirantes, o Portal IG, o SBT, e a TV Globo, Globo News. Começando com você, Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, bem-vinda. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos, antes da minha pergunta, governador, eu queria dois esclarecimentos, se possível. A respeito da taxa de isolamento, que a gente já faz algum tempo que não vejo atualizada, divulgada, pelo menos. E a respeito também do percentual, quanto que aumentou o percentual, doutor Jean, de casos e internações que hoje não tinha no gráfico, ficaram essas dúvidas. A respeito da minha pergunta, é realmente sobre essa nova fase do plano São Paulo, que dessa vez ficou sem uma cor, ficou sem um nome, e eu queria entender melhor, ela começa dia 1, vai até quando? Tem alguma programação a respeito disso? Agora ela não é mais regionalizada, mas pelas características gerais que vocês passaram de horário de funcionamento, e capacidade, ela corresponderia, se não estou enganada, à fase verde, de menor restrição. Já é hora de a gente abrir dessa forma, e deixar a cargo dos municípios, eventuais medidas restritivas? A gente comentou muito já aqui, o próprio comitê, falando que se um município restringe, o outro não, muitas vezes, as pessoas migram para outra cidade, e isso também acaba aumentando a circulação. Então a minha pergunta é, com o aumento de casos e internações, já é hora para essa abertura? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Bom, vamos primeiro aos esclarecimentos, em relação à Patrícia, a taxa de isolamento, depois o Jean Gorinchteyn, depois em relação à nova fase comentarão o doutor Paulo Menezes, que é o coordenador do centro de contingência, e a própria Patrícia Ellen. Começando aqui... Ok, e aí a Patrícia depois já faz tudo de uma única vez. Então Jean Gorinchteyn, na sequência, Paulo Menezes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós tivemos essa semana um incremento do número de casos em 11%, e quando eu digo essa semana, nós estamos comparando à décima nona semana, estamos na vigésima, estamos comparando a décima nona com a décima oitava. Então um aumento, um incremento de número de casos, nós tivemos essa semana 12.573 mil casos, frente a 11.320 mil casos, que nós tínhamos na semana anterior. E a internação, especialmente com relação aqueles valores de internações que ocorreram nos leitos de enfermaria, nós tivemos o incremento de 2,6%. Passamos de 2.244 mil para 2.303 mil, 60 pacientes de uma semana à outra, estamos falando de 60 pacientes de internações e enfermaria, nos nossos 645 municípios de São Paulo. Então dessa forma, estamos praticamente dentro daquilo que nós esperamos, sempre atento a esses números, por isso essa fase ainda estendida, com olhar muito atento, de muita responsabilidade do governo do estado de São Paulo, para que tenhamos as estratégias e as melhores estratégias. Como disse, além das testagens que estaremos fazendo, mantivemos todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva que nós já tínhamos aberto, ou seja, atenção e responsabilidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Então vamos agora com Paulo Menezes, sobre a nova fase, a pergunta da Daniela Salerno, que depois será complementada pela Patrícia.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Daniela, primeiro eu queria ressaltar que nós teremos uma extensão da fase de transição da forma como ela está hoje, por mais uma semana, nós vamos completar assim seis semanas de fase de transição seguidas, após as fases vermelha e emergencial, quando nós conseguimos reduzir significativamente a transmissão do vírus. Nessas seis semanas nós observamos primeiro uma redução importante, de transmissão, com redução de internações, de casos e óbitos. E agora temos um momento de estabilização. Há sim nos últimos dias alguns números que mostram um aumento de casos, e um aumento muito discreto de internações da semana anterior para a semana passada. De forma que mais uma semana de transição nós vemos como necessário para mantermos a segurança. Em relação à nova fase, eu acho que existem já alguns números que permitem poder planejar dessa forma, principalmente em função da manutenção dos protocolos, e do avanço da vacinação. Em relação aos protocolos, eu queria dizer que a nova fase não é nada parecida com verde, ela é talvez, se eu for dar uma cor, eu diria que é mais parecida com amarelo, no sentido de que nós temos uma capacidade bastante limitada ainda, de ocupação nos estabelecimentos, e um horário máximo de funcionamento até às 22h. Essa é a perspectiva para junho. E junto com isso nós observamos o avanço de melhora de alguns indicadores importantes, especialmente das internações de pessoas idosas, tanto em enfermaria, como em UTI, e dos óbitos, principalmente de pessoas idosas, que são aqueles que mais contribuem para internações e óbitos. Então eu penso que é possível nós termos essa perspectiva, baseados nos dados que nós estamos acompanhando sistematicamente. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Patrícia.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, sobre a taxa de isolamento, Daniela, nós temos uma estabilidade da taxa no último mês, especificamente os números mais recentes que nós temos é de domingo e segunda-feira, no domingo o estado teve uma média de isolamento de 48%, a capital, de 47%, e na segunda-feira, dia 17, que é a última data que nós temos disponível, o estado foi 40%, a capital 39%. Eu até peguei o histórico aqui das últimas quatro semanas, e está bem parecido com o que nós tivemos durante toda a fase de transição. Mas o Gabbardo trouxe um ponto importante, que tem a ver até com essa próxima etapa, ela é diferente por quê? Nós estamos atuando de uma forma mais cirúrgica no comportamento das pessoas também. O Gabbardo trouxe que é muito importante acelerar a vacinação, doutora Regiane colocou a importância de o Governo Federal honrar o cronograma nacional, que foi estabelecido, e se possível, até acelerar, porque a gente teve dez atrasos consecutivos. E do outro lado, como é que a gente apoia no comportamento com essa nova estratégia que está disponível agora, que não estava há alguns meses atrás, que é esse teste de antígeno, que tem uma precisão semelhante ao PCR, fica disponível em 15 minutos, e com uma redução de custo muito significativa. Então é nesse trabalho que nós estamos investindo, tanto no aspecto público, quanto no privado. A duração dessa nova etapa vai ser inicialmente do dia 1 ao dia 15 de junho, e como tudo que nós fizemos até agora, nós realizaremos o monitoramento. Lembrando que há elementos novos muito importantes, que precisam ser implementados exatamente para termos uma retomada segura das atividades com esse trabalho de testagem muito mais fortalecido nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Daniela. Vamos agora à uma pergunta online, é da Bloomberg, seu correspondente, André Romani. André, mais uma vez, obrigado, boa tarde. Você já está em tela, sua pergunta, por favor.

ANDRÉ ROMANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. queria entender um pouco melhor como que a saúde e o centro de contingência estão vendo dado específico sobre ocupação de leitos de UTI. Nessa semana um dado setorial ganhou destaque, e mostrou alguns indícios de crescimento na ocupação de hospitais privados, que inclusive foi um setor, hospitais privados, que acabou antecipando um dos piores momentos da pandemia. Enfim, o que vocês estão vendo nessa situação? Mesmo com esse aumento não sendo refletido na taxa que o governo divulga? Enfim, já está em 78%, 79%. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, André. A pergunta será respondida pelo coordenador do centro de contingência do Covid-19, doutor Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. André, eu mencionei que houve, de fato, um ligeiro aumento no número de pacientes internados na última semana, mas é um aumento bastante discreto. Os hospitais privados eles podem funcionar como um termômetro, mas eles também recebem muitas pessoas que vem de fora do estado de São Paulo. Então, às vezes, o que está acontecendo no hospital privado não reflete exatamente o que está acontecendo na população do estado de São Paulo. O dado que nós teremos de taxa de ocupação é 78%, ele depende também do número de leitos disponíveis, e isso tem uma certa mobilidade, os hospitais eles também, na medida em que o leito está desocupado eles passam a utilizar para outras necessidades, de forma que não é o melhor indicador nesse momento, a taxa de ocupação. Eu trago aqui uma tabela que exemplifica o que eu venho falando em termos de impacto da vacinação progressivamente na proporção de pessoas internadas nos hospitais do estado de São Paulo. Aqui eu quero chamar a atenção para a redução progressiva da contribuição relativa de pacientes internados em UTI, com Covid-19, de janeiro a abril. Nós iniciamos a vacinação dos idosos na metade, segunda metade de janeiro, 90 anos ou mais, começaram a ser vacinados. E a gente pode ver como progressivamente eles caíram de 3% para 0,9% de total de internações. Entre os de 80 e 89 anos que foram vacinados um pouco depois, nós começamos também a observar uma redução bastante importante, representavam quase 13% em janeiro, e em abril, menos de 5% do total de internações. Entre os 70,79 anos, que foram vacinados mais recentemente, também nos últimos dois meses, particularmente no mês de abril, a gente vê uma redução relativa no total de internações. E agora nós temos essa faixa de 50 a 69 anos, os de 60 a 69 anos tendo tomado a sua primeira dose, e os de 50 a 59 anos com comorbidades, também tendo toma sua primeira dose, eles representam quase 50% do total de internações hoje, de forma que a nossa expectativa é de que nas próximas poucas semanas nós iniciemos a enxergar o impacto disso na redução de internações desse grupo etário. Além disso, as projeções por modelos matemáticos feita pela equipe do professor Dimas, pelo Instituto Butantan, para os próximos meses, também mostram baseados no avanço da vacinação, que nós vamos ter uma redução progressiva, devemos ter ainda um aumento de casos e internações talvez como o doutor Gabbardo mencionou, na próxima semana, e progressivamente vamos ver a redução desses indicadores, e nós vamos poder retomar com segurança progressivamente todas as atividades econômicas. Acho que seria isso, obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, André Romane. Obrigado, Paulo Menezes. Agora vamos com a Rádio e TV Bandeirantes, com a Maira Djaimo. Maira, boa tarde. Bem-vinda mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria entender se realmente a melhor estratégia nesse momento é avançar o estado inteiro de forma uniforme e não regionalizar? Porque a gente tem nove regiões de saúde com taxa de ocupação acima de 90%, Bauru ou Barretos? Barretos, se não me engano, ontem estava com 96,6% de ocupação, e mesmo assim vai ter essa flexibilização também. E também queria entender aqueles eventos-teste que estava ali no slide. Como assim? São Paulo vai começar a se preparar para fazer eventos nesse momento? Eu queria entender um pouquinho melhor isso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Vamos pela ordem, responderão à sua primeira pergunta João Gabbardo e Marco Vinholi, e a segunda a Patrícia Ellen. Então João Gabbardo, depois Marco Vinholi.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Maira, não houve flexibilização nenhuma significativa anunciada hoje, para a próxima semana. Os dados que nós temos são para as próximas quatro semanas, como eu falei inicialmente, nós ainda vamos conviver em uma situação de estabilidade e um possível aumento desses números. Tentando ser um pouco mais objetivo e tentando arriscar um pouco mais nessas previsões, para você ter uma ideia, vamos falar em número de pacientes internados nas enfermarias. Nós temos hoje entorno de 12 mil pessoas internadas nas enfermarias, 12 mil. No pico, na pior fase, nós tínhamos 18 mil pessoas internados em enfermarias. É possível que dentro das próximas duas, três até no máximo quatro semanas, a gente possa chegar a 13 mil pessoas internadas. Então a gente tem uma previsão de um pequeno aumento que não vai chegar nem próximo do que nós tínhamos na fase mais dura do enfrentamento da pandemia em São Paulo. Leitos de UTI, hoje nós temos entorno de 10 mil pessoas internadas em leitos de UTI. Nós tivemos no período mais dramático, 13 mil pessoas internadas em leitos de UTI. O que nós estamos projetando? Até as próximas quatro semanas nós vamos chegar no máximo a 11 mil pessoas internadas em UTI, então a gente tem uma previsão de um pequeno aumento, que não vai chegar próximo do que nós tínhamos anteriormente, 13 mil. E quando nós tínhamos 13 mil, nós tínhamos leitos suficientes para atender a população, nós ficamos no máximo com 92% de ocupação. Em relação ao número de óbitos, hoje a nossa média móvel de sete dias está entorno de 500 óbitos, no período mais difícil nós estávamos com 850 óbitos, temos expectativa de que nos próximos dias ainda possa aumentar, é possível que nós cheguemos no máximo a 600 óbitos como média móvel, bem distante dos 800. Mas tudo isso com as projeções com todos os modelos matemáticos, em que a progressão da vacinação, e com a redução das internações dos casos graves já mostrados pelo doutor Paulo na população vacinada, a gente tem, e isso aconteceu em todos os outros países, a gente vai ter redução, com certeza, do número de casos graves, aqueles que resultam em internação e resultam em óbitos. Mesmo que a gente conviva ainda com o número por um pouco mais de tempo com o número de casos identificados, pelo aumento da testagem, por uma falsa sensação de segurança que as pessoas adquirem com a vacinação, elas acham que vacinadas elas podem arriscar um pouco mais. As pessoas têm uma ansiedade de voltar à uma vida mais próxima da normalidade. Tudo isso reflete esse aumento do número de casos, à medida em que a vacinação aumenta. Mas como falei anteriormente, não existe correlação entre esse aumento do número de casos e o número de casos graves que levam as pessoas à internação e levam as pessoas aos óbitos. Então são com essas projeções que nós estamos trabalhando, nós estamos trabalhando em cima de números, nós estamos trabalhando em cima de cenários, nós estamos trabalhando em cima de projeções. E todas as nossas orientações são baseadas nesses cenários que nós temos. Então não existe nenhum tipo de flexibilização que não seja prevista, não tem nada que seja recomendado aqui para o governador tomar as medidas na Secretaria de Saúde, que não sejam baseadas no cenário epidemiológico que nós estamos vivenciando, e aquilo que nós estamos projetando para os próximos dias. Insisto, ainda estaremos durante três semanas, no máximo quatro semanas, nesse patamar de número elevados, para depois então nós termos uma redução. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeita e completa resposta. Obrigado, Gabbardo. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Bom, o Gabbardo colocou de forma clara os números gerais, e de que forma gente a teve a evolução ao longo desse período desde o dia 28/3, já essa queda e essa estabilidade entorno de todo o estado de São Paulo, e quando a gente observa uma média próxima a 78% de internação no estado, a gente verifica essa estabilidade colocada pelo Gabbardo. Algumas regiões como Barretos, por exemplo, têm ao longo dessas semanas uma mexida nos números, um pouco para cima, um pouco para baixo. Mas eu quero aqui relembrar o que nós estamos fazendo agora, de fato, é aumentar a parceria com os municípios, eles têm autonomia e a responsabilidade para agir sempre que necessário. Nós estamos colocando aqui as melhores práticas que foram feitas no mundo todo para poder trabalhar a questão da contensão da pandemia, mais testes e a questão da política de monitoramento de contatos. Então esse avanço com os municípios vai fazer a gente conseguir evoluir também no território. Sempre que necessário o município agindo aumentando as restrições dentro desses limites.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, Vinholi. E finalmente sobre o tema de eventos, a testagem, com Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Vamos sim, Maira, realizar pilotos de eventos durante o mês de junho, para entender com cautela e responsabilidade o que pode avançar nas próximas etapas. Acho que até o doutor Paulo deixou claro, exatamente por isso essa nova etapa de junho, ela não se parece com a fase verde, porque a fase verde tinha protocolos exatamente para públicos maiores. Então nós demos um passo diferente agora, que é iniciar testes de modelos de eventos em diferentes áreas, para entender como que nós podemos evoluir nas próximas semanas. E isso será realizado com testes, com o uso de máscaras. Eu recebi algumas perguntas aqui sobre máscaras, que nós não falamos de máscaras hoje, nós falamos muito de testes, mas só para deixar muito claro que uso de máscaras é fundamental e continua sendo obrigatório no estado de São Paulo, e faz parte de todos os protocolos que nós temos em todas as áreas. Os testes vão ser realizados com controle de público, com testagem, com monitoramento, e são poucos testes em ambientes controlados, que nós estamos desenhando nesse momento para anunciarmos nas próximas semanas, e monitorarmos para então podermos avançar com as próximas etapas de retomada dessas áreas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Maira. Antes da próxima pergunta, que é do Felipe Freitas, do Portal IG, pode vir aqui ao microfone, queria agradecer a presença da deputada estadual Luciana Gurgel, que veio do Amapá e está aqui conosco, obrigado pela sua presença. Também do Rossieli Soares, secretário da Educação, que está aqui ao nosso lado. Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente. Vinícius Lummertz, secretário de Turismo. General Campos, secretário de Segurança Pública. E Cleber Mata, secretário de comunicação. E José Henrique Germann, assessor especial de saúde. Muito obrigado a todos por estarem aqui acompanhando a coletiva. Agora sim, com você, Felipe Freitas. Boa tarde.

FELIPE FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Com esse possível aumento no número de casos e internações aqui no estado de São Paulo, eu gostaria de saber que plano o governo traça para a que dos insumos, oxigênio, kits intubação. Como estão os níveis dos estoques atualmente? E se o governo já se prepara para uma possível falta desses insumos? Como está sendo tratada essa questão internamente? E também uma declaração que o senhor, governador, deu hoje, de que o próximo lote de insumos que a China vai enviar para a gente, não vai ser mais 4 mil, vai ser 3 mil. Eu gostaria de saber o que esses mil litros a menos representam em termos de doses, de fato, para o Instituto Butantan? Quanto a gente vai perder com esses mil litros a menos, e como estão essas tratativas para esses novos lotes de insumo? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Respectivamente Jean Gorinchteyn e Dimas Covas responderão às questões. Jean Gorinchteyn no primeiro tema, dos insumos, depois Dimas Covas, sobre insumos para a vacina.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Obrigado, governador. Quando nós vamos imaginar nas políticas de estratégia, nós temos que, primeiro manter todos os leitos das nossas Unidades de Terapia Intensiva, mais de 14 mil leitos estão ainda mantidos, e aqueles que foram revertidos tem a possibilidade de rápida reintrodução na contabilidade para Covid-19. E isso se deixou muito claro para todos os hospitais da rede pública, filantrópica, e aqueles hospitais privados que tem a sua assistência ao Sistema Único de Saúde. Por outro lado, sempre a atenção aos insumos, nós fizemos aquisição de mais de 2 mil cilindros de oxigênio, que foram acompanhados muito pela própria imprensa no auge da nossa segunda onda. Esses 2 mil cilindros eles têm a possibilidade, a capacidade de acolher exatamente os municípios menores que não tem aqueles grandes tanques que possam ser abastecidos com o oxigênio vindo pelos caminhões. Então dessa forma nós criamos uma grande estrutura hoje de logística, que aprendemos muito bem, no sentido de garantir oxigênio para todos os municípios, todos os 645 municípios do nosso estado. Quando nós falamos dos kits intubação, que reúnem duas medicações básicas, tanto os anestésicos, quanto os relaxantes musculares, para os pacientes que precisam ser sedados para intubação, nós já estamos finalizando agora uma aquisição de mais de 9 milhões de testes, desculpa, de kits de doses desses medicamentos em mercado internacional, seguindo todos os ritos necessários de lisura ética e técnica, para que nós possamos abastecer não só os nossos hospitais da linha direta, e os hospitais estaduais, mas também continuar acolhendo os municípios, que é exatamente isso que nós temos feito ao longo de toda a pandemia, especialmente no momento mais crítico, nenhuma das nossas instituições, sejam municipais, estaduais ou filantrópicas, deixaram de serem acolhidas e assistidas. Então estamos muito atentos e continuando o nosso trabalho de excelência no governo do estado de São Paulo.


JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Sobre o tema dos insumos da China, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Felipe, o Butantan tinha uma previsão da entrega de 12 milhões de doses em maio, 6 milhões em junho, para totalizar esse volume nós precisaríamos de 10 mil litros, o que deveria estar disponível no começo de maio. Em uma primeira previsão, no início dessa semana, chegou a informação da Sinovac que havia solicitado 4 mil litros de autorização, e ontem foram autorizados efetivamente 3 mil litros de insumos. Então com isso esse cronograma, essa expectativa de entrega de 12 milhões para o ministério, não se cumprirá, e aguardamos a próxima remessa de matéria-prima. Ontem ocorreu, quer dizer, na madrugada de hoje, ocorreu uma reunião na China entre o embaixador brasileiro e a Sinovac, e essa reunião as informações foram muito positivas, e esperamos que, de fato, isso surta efeito a partir de agora, junto ao governo chinês, para que haja sensibilização para liberação de mais doses. Do ponto de vista da Sinovac não há problema, a Sinovac hoje produz 200 milhões de doses por mês, então tem uma grande capacidade de produção, e nós temos aqui a capacidade também de envase, que é muito elevada, mais de 1 milhão de doses por dia, se chegar matéria-prima. Então estamos aguardando, esses 3 mil chegarão agora no dia 25, já tem voo marcado, então chegarão esses 3 mil, e já aguardamos notícias do próximo embarque.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe Freitas. Obrigado, então, Jean Gorinchteyn e Dimas Covas. Vamos agora para a penúltima intervenção, que é do SBT, com a sua jornalista Flávia Travassos. Flávia, boa tarde.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Governador, ontem eu conversei com alguns infectologistas, e a maioria disse que esse pequeno incremento no número de casos e de internações já pode ser o início de uma terceira onda. Já que o estado vai começar a flexibilizar a partir do dia 1 de junho, eu entendi que o centro de contingência aposta nessa testagem para controlar a pandemia. Eu queria saber na prática como é que isso vai funcionar. Bom, de que forma que essa testagem pode realmente aí impedir que número de casos e consequentemente de internações pare de crescer. E só a gente tirar uma dúvida da gente, as escolas continuam funcionando com 35% de ocupação, bom, é um serviço essencial, a gente viu aí que restaurantes, o comércio vai chegar a 60% de ocupação, se o governo do estado pretende aumentar também a capacidade nas salas de aula, nas escolas? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, são três em um. Aliás, a turma hoje aqui veio preparada, todas as intervenções aqui [Ininteligível], três em um. Nós vamos com o Jean Gorinchteyn, a primeira intervenção, e Paulo Menezes na sequência, e o Rossieli Soares que está aqui, responderá o tema da educação, Flávia. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Muito bem, nós temos que entender que todos esses dados que estão sendo mostrados estão sendo avaliados, e por isso essa fase de flexibilização muito mais lenta, gradual e segura, até para que nós possamos olhar melhor esses dados. O que nós temos de diferente da condição de hoje em relação ao que nós víamos, seja na primeira onda ou na segunda onda, é a vacinação. Nós temos hoje 21% da nossa população adulta tendo recebido pelo menos, uma dose da vacina. E é exatamente essa população adulta que recebeu a vacina e que mais interna. Nós vimos que 77% das internações e óbitos estão em idosos, e nós já tivemos uma diminuição, impacto de diminuição de internação e óbito na população desses idosos que terminaram praticamente agora na semana passada. E estamos avançando nas comorbidades, 72% daqueles que morreram, tem, pelo menos, uma comorbidade. Ou seja, a comorbidade é um fator que nós chamamos de agravante para a evolução de morte. Então dessa maneira nós estamos em uma condição muito diferente. A realização da testagem ela é uma forma de atuar sobre os casos, porque nós vimos em outros países que tiveram uma taxa de vacinação muito alta, que o número de casos ainda continua. O impacto acaba sendo em morte e internação, especialmente em formas graves. Então nós precisamos controlar a pandemia, nós precisamos conviver com a pandemia, e controlá-la. Para que isso possa ser possível nós temos que diagnosticar casos, sintomas leves, dor de cabeça, dor de garganta, nariz entupido, já pode ser um preditivo de se tratar de Covid-19. Mas a gente também tem que lembrar que a gente está agora no outono e inverno, podem ter outras viroses. Então nós precisamos fazer a testagem através de uma metodologia muito simples, que é um teste de antígeno, que em 15 minutos eu consigo fazer o diagnóstico e dizer isso é Covid-19 ou não é Covid-19, com 97% de segurança e acurácia. Com isso eu tenho a possibilidade não só de fazer com que esse indivíduo deixe de circular em uma população, como ao mesmo tempo rastrear se vier positivo todos aqueles que estão no seu entorno, pai, mãe, tio, avô, para fazer o diagnóstico mesmo naqueles que estejam assintomáticos. Então a responsabilidade do governo do estado de São Paulo no controle da pandemia desde a vacinação, ampliação da assistência, mas também na identificação precoce do número de pacientes com sintomas muito leves e que possam ser realmente cerceados e isolados de forma precoce.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado, Jean. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Eu só gostaria de complementar que o secretário Jean falou, lembrando de alguns momentos importantes. O primeiro deles foi no início de janeiro, quando nós víamos tendo um aumento de casos e internações, e havia aquela grande preocupação sobre as festas de fim de ano, as aglomerações, que, de fato, resultaram no aumento de transmissão. O centro de contingência avaliou, fez a recomendação, o estado tomou medidas restritivas mais intensas, e houve um controle daquele momento. Em um segundo momento houve um novo crescimento, dessa vez muito mais rápido, ficou claro depois que de fato foi muito em função da variante P1, e nesse momento a partir de março foram tomadas novas medidas, fase vermelha, fase emergencial, e com isso conseguimos controlar essa segunda onda, que foi extremamente violenta, até, né? E nesse momento nós continuamos trabalhando da mesma forma, trabalhando todos os componentes para o enfrentamento da pandemia, a testagem é um deles, o centro de contingência não está só se baseando nessa nova estratégia de testagem, mas nós entendemos que ela vai sim contribuir também na medida em que o diagnóstico é muito mais rápido, e as medidas de isolamento de casos e contatos ela pode ser mais eficiente reduzindo a transmissão do vírus. Agora, é preciso junto com isso continuar avançando, e hoje foi mostrado a perspectiva de avanço da vacinação, e também a continuidade de todas as medidas que evitam transmissão do vírus, como uso de máscara, distanciamento e os protocolos em cada setor. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. E agora sim no tema da educação, Flávia, Rossieli Soares, secretário da Educação que aqui está.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Flávia, obrigado pela pergunta. Primeiro, nós estamos trabalhando, obviamente junto com a área da saúde, temos a nossa comissão médica, que junto com o centro de contingência nos dão o norte com a Secretaria de Saúde do estado de São Paulo. Nós vamos ter uma revisão sim sobre protocolos, sobre quantitativos. Nós vamos anunciar na próxima semana o que nós vamos discutir com a área médica ainda durante essa semana. Mas certamente terá sim uma revisão na área da educação. Destacando duas coisas importantes, o estado de São Paulo é o primeiro estado, e queria muito agradecer, governador João Doria, hoje já é um dia de muita emoção por começarmos a vacinar os professores, isso é um passo dos profissionais da educação, não somente os professores, isso é um passo gigantesco que a gente deu, com aqueles de 47 anos ou mais. E o anúncio de hoje, primeiro, vacinar todas as pessoas com comorbidades, inclusive os nossos profissionais, são quase 100 mil profissionais da educação com comorbidades que serão vacinados nesse próximo mês agora de junho. Depois vacinar também os profissionais da educação de 18 anos até 46 anos, ali a partir do dia 21 de julho, nos garante que nós teremos um segundo semestre muito melhor, é um passo, governador, muito importante. Queria agradecer muito obrigado, agradecer muito a equipe da saúde. E aí eu vou pedir licença ao doutor Jean, porque hoje eu quero agradecer em nome da Regiane, por toda a parceria, toda a equipe que tem ajudado, é um dia de hoje de muita emoção, de alegria, em nome dos profissionais da educação, governador, parabéns. Isso é um gesto de que realmente a educação é essencial, e esses profissionais são centrais para uma sociedade melhor. Na semana que vem aí a gente retorna com mais detalhes dessa revisão do plano da educação. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Flávia, obrigado mais uma vez. Agora vamos à última intervenção, que é da Daniela Gemignani, da TV Globo, Globo News. Daniela, mais uma vez, bem-vinda. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta é para o doutor Dimas, sobre o que diz o contrato entre o Butantan e a Sinovac, no sentido do prazo de entrega do IFA, no caso de um atraso, existe alguma multa estabilizada, se o governo da China é quem acaba atrasando, acaba impedindo esse embarque a quem recorrer? Nesse sentido a dúvida. E também para o senhor comentar, por favor, porque mais cedo o ex-ministro Eduardo Pazuello falou que não teve nenhuma intervenção do Presidente Jair Bolsonaro em relação à compra, contratação de vacinas da Coronavac. Ele disse que ele nunca mandou desfazer nenhum contrato. Gostaria também que o senhor comentasse sobre isso, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, o contrato com a Sinovac é por volumes, dois contratos feitos com o ministério, e isso foi imediatamente o primeiro deles de 46 milhões, atendido pela Sinovac, integralmente, e o segundo de 54 milhões, tem prazo até setembro, para integralização de todos os volumes. Não em multa, porque nesse momento não há inadimplência na entrega dos volumes já contratados. Bom, com relação à declaração do Pazuello, eu acho que é ele que tem que responder, nós tivemos dificuldade na assinatura do contrato, esse contrato foi assinado no dia 7 de janeiro desse ano, sendo que a primeira proposta foi em julho do ano passado. Então é só fazer as contas, e nós temos aí um pouco mais de seis meses, um contrato que não foi assinado, embora tenha sido proposto no meio do ano passado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Daniela, eu vou aqui, embora não tenha sido convidado a responder, porque você dirigiu a pergunta especificamente ao Dimas Covas, mas eu recomendaria ao Eduardo Pazuello, que foi ministro da Saúde, que tome Fosfozol, para melhorar um pouquinho a sua memória, aparentemente ele está com deficiência de memória. Muito bem, com isso nós encerramos a coletiva de hoje, obrigado aos jornalistas que aqui vieram. Obrigado, cinegrafistas, fotógrafos, aos amigos que também aqui compareceram, tenham todos uma boa tarde. Se protejam, por favor, usem máscara, distanciamento social, álcool em gel em suas mãos. Sigam os protocolos e façam suas orações, orações pelo nosso bem, pelo bem do Brasil. Obrigado, boa tarde.