Coletiva - Hospital de Campanha do Ibirapuera encerra atividades com 99% de aprovação dos usuários 20202509

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Coletiva - Hospital de Campanha do Ibirapuera encerra atividades com 99% de aprovação dos usuários 20202509

Local: Capital - Data: Setembro 25/09/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom. Muito obrigado pela presença dos jornalistas nesta coletiva de imprensa. Aos técnicos cinegrafistas, fotógrafos, profissionais, nossos convidados especiais que estão aqui também acompanhando a coletiva, secretários de estado, parlamentares, dirigentes de estatais. Aqui à frente a presença do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo; Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde; Rossieli Soares, secretário da Educação; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; e Marco Vinholi, secretário de Desenvolvi mento Regional. Também participam da coletiva, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã; José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19, pelo estado de São Paulo. Assim como João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. E atam a participação especial do Bruno Caetano, que é o secretário municipal de Educação da capital de São Paulo. Nas informações de hoje começamos exatamente com educação, o governo de São Paulo lança hoje o Programa Professor Conectado, que vai fornecer 161 mil computadores para os docentes da rede estadual de educação. Um investimento de R$ 322 milhões do governo do estado de São Paulo, para subsidiar a compra de 161 mil computadores pelos professores da rede estadual de ensino pelos próximos 24 meses. E os docentes poder&a tilde;o escolher e comprar computadores no valor até de R$ 2 mil, que o governo do estado de São Paulo garante a transferência do valor diferente para a conta do professor, a conta bancária do professor que fizer essa aquisição. Computadores são ferramentas essenciais no processo de aprendizagem moderna, e São Paulo dá um passo gigantesco ao proporcionar a todos os seus professores a utilização de um computador na sua casa e na sala de aula. Com esse programa estamos garantindo que os professores de São Paulo estejam em sintonia com a tecnologia do século 21. Segunda informação de hoje, também na área da educação, o governo do estado de São Paulo paga R$ 352 milhões para professores e outros profissionais da educação. O valor de R$ 352 milhões será depositado ainda hoje, na conta de 166 mil servidores qu e atuam em 4.166 escolas públicas estaduais, e que cumpriram as metas de desempenho em 2019. O valor médio que cada servidor receberá será superior a R$ 2 mi. É um justo reconhecimento, aos professores, diretores, agentes de organização, e todos os profissionais de educação que levaram o estado de São Paulo a liderar novamente o ranking nacional do IDEB - Índice de Desse da Educação Básica, conforme já divulgamos essa semana aqui em coletiva de imprensa. Uma vitória para São Paulo, uma proposta e um programa e uma meta de governo atingido pelo ensino do estado de São Paulo. E muito devemos aos profissionais da educação do nosso estado. Por isso a recompensa com R$ 352 milhões aos professores, diretores e agentes da educação no estado de São Paulo. Terceira informação para a área da sa&uacu te;de, o hospital de campanha do Ibirapuera encerra as atividades agora dia 30 de setembro, e encerra com 99% de aprovação dos pacientes que foram ali tratados. O declínio da pandemia em todo o estado de São Paulo, mais acentuadamente aqui na capital de São Paulo, sob comando de Bruno Covas, permite que neste momento o governo do estado possa determinar o fechamento do hospital de campanha do Ibirapuera após cinco meses de atividade contínuas. Ao longo deste período o hospital de campanha do Ibirapuera atendeu 3.200 pacientes, e foi fundamental no enfrentamento da COVID-19. Esse hospital de campanha foi importante não somente para os pacientes da capital de São Paulo, mas também para pessoas que precisaram de atendimento de 106 municípios no estado que ali foram acolhidos, tratados e salvos no hospital de campanha do Ibirapuera. Pesquisa espontânea da Secretaria de Saúde do estad o de São Paulo, indica que 99% dos pacientes consultados aprovaram integralmente o atendimento recebido no hospital de campanha do Ibirapuera. Com o encerramento das atividades, todos os equipamentos deste hospital de campanha do Ibirapuera serão doados para entidades assistenciais, e unidades de saúde pública do estado de São Paulo. O hospital de campanha do Ibirapuera é o último dos hospitais de campanha que ainda estava em operação aqui no estado de São Paulo, todos, aliás, na capital e no estado, cumpriram bem a sua missão de salvarem vidas. E quero, portanto, fazer um agradecimento especial aos médicos, enfermeiros, todos, auxiliares de enfermagem, e todos os profissionais de saúde que atuaram nesses hospitais de campanha em São Paulo. Lembrando que Bruno Covas como prefeito, com o apoio do governo do estado de São Paulo, colocou em funcionamento no Anhembi, o primeiro hospital de campanha do Brasil. Última informação, mas não menos importante, é sobre a vacina, a vacina do Butantã. O Butantã amplia a testagem da Coronavac para mais quatro centros de pesquisa, sobre isso falará Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã. O Butantã decidiu ampliar, com apoio da ANVISA, as testagens da terceira fase da Coronavac, para mais quatro centros que a partir de agora começam a ser feitos. Em Barretos, no interior do estado de São Paulo, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Cuiabá, no Mato Grosso, e Pelotas, no Rio Grande do Sul. Lembrando que a vacina do Butantã, a Coronavac, juntamente com o Laboratório Sinovac, já vem sendo testada em 12 centros de excelência aqui em cinco estados brasileiros, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no estado do Paraná. Sobre isso fala rá na sequência o presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas. E pela ordem dos anúncios feitos aqui, começamos com a educação, exatamente com o secretário da Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Bom dia, a todos. Vou fazer uma breve apresentação apenas para explicar alguns detalhes do Programa Professor Conectado. Mas gostaria de começar salientando o pagamento de bônus, foi algo solicitado pelos profissionais da educação, e que havia um compromisso de pagar até o final de setembro, hoje está sendo depositado na conta, já foi, a bem da verdade, mais de R$ 352 milhões que atendem a 166 mil servidores das escolas que atingiram os resultados. E saliento que foram resultados muito importantes. O estado de São Paulo lidera na rede pública no primeiro ao quinto ano, no Brasil, e voltamos à liderança no sexto ao nono ano, e tivemos o maior crescimento da história, tanto do sexto ao nono ano, quanto no ensino médio. Então gostaria de deixar ess e registro, governador, porque os profissionais da educação são, sem dúvida nenhuma, os profissionais mais importantes em uma sociedade, e fale sim todo o tipo de reconhecimento e apoio que pudermos dar, mesmo em tempos difíceis, é fundamental continuar tendo esses avanços. Parabéns, portanto, governador João Doria. Pode passar. Falando um pouco do Programa do Professor Conectado, o governo do estado em outros momentos já auxiliou os professores, mas em geral, faziam auxílio simplesmente financiando juros, por exemplo, de mercado, quando o professor ia fazer a compra. Nós nesse ano estamos fazendo de forma inédita um apoio muito maior aos professores. E vou explicar rapidamente qual é o formato do funcionamento. Pode passar. Lembrando que a inclusão digital, isso está no plano nacional de educação, metas específicas, e de forma geral enraizado na educação, na nossa página nacional comum curricular tem uma competência específica sobre cultura digital, que é fundamental para os nossos estudantes, e só alcançamos se tivermos suporte aos nossos professores. O próprio currículo paulista. E obviamente as missões que nos foram dadas durante esse processo de pandemia, onde aprendemos muito junto com os nossos professores profissionais da educação, que a tecnologia ela será uma grande aliada, especialmente, mesmo com o retorno, mas especialmente nesse momento onde teremos que recuperar e apoiar muito os nossos estudantes. Então é fundamental para que a gente tenha uma mudança criativa de inclusão digital, que a gente traga o maior número de suportes possíveis aos nossos profissionais, e também aos nossos estudantes. Pode passar. O Programa Professor Conectado, ele vai trazer um a poio de R$ 2 mil aos nossos docentes, na aquisição, temos feito pesquisas de mercado, teremos logicamente outras formas aí de apoio e de incentivo, vou já falar sobre isso. Mas o primeiro grande objetivo desse programa é atualização dos equipamentos dos docentes, que a gente viu nesse momento, temos docentes que não possuem, ou que possuem equipamentos antigos, e esse apoio será fundamental para os nossos professores, que serão 161 mil, mais os professores coordenadores, ou seja, a equipe pedagógica da escola estará recebendo esse suporte, se desejar. A maioria dos professores já manifestou interesse em trocar os seus equipamentos, e consideram o computador adequado para o trabalho, como uma das coisas mais importantes nesse momento. Pode passar. Nós temos duas etapas, o foco neste primeiro momento agora de novembro é o professor, e o professor coordenador, em novembro j& aacute; é ele podendo fazer a aquisição, durante o mês de outubro nós vamos publicar tanto o decreto, quanto a resolução da secretaria, com as regras detalhadas do programa, e também faremos um credenciamento que vou explicar já, já. Pode passar. Então a Secretaria de Educação vai fazer diversas parcerias para o fornecimento, tanto do crédito, quanto condições especiais aos docentes, temos conversado com muitos parceiros para que inclusive o preço não seja o preço de mercado, mas seja inclusive um preço cada vez mais atrativo, considerando que é fundamental a função do professor para a sociedade. E temos tido resposta muito positiva em breve, com o crescimento na rua, nós teremos grandes notícias também nesse sentido. O professor não será obrigado a comprar aquele equipamento, ele se rá de uma escola, mas a gente vai trazer opções que o mercado vai estar ofertando, ele poderá inclusive comprar de fora do credenciamento, desde que com os requisitos mínimos estabelecidos pela secretaria. Portanto, o professor adquiri e escolhe o seu equipamento. Ele pode inclusive escolher um equipamento que custe mais de R$ 2 mil, a diferença será custeada por ele, temos professores, isso eu tenho feito em muitos reuniões em lives com os professores dentro dos centros de mídias do estado de São Paulo, onde são dezenas de milhares todas as vezes conectados, esse tema já foi tratado inúmeras vezes, esse é um ponto importante. Obviamente nós estamos olhando para garantir aquilo que é um equipamento necessário para as funções que nós hoje entendemos como primordiais, e é um passo gigantesco que nós estamos dando hoje. Pode p assar. Dentro do programa ainda, as instituições parceiras, portanto, vão apresentar propostas para o fornecimento dos créditos e das soluções, a gente vai selecionar as instituições que apresentarem as propostas dentro da especificação mínima estabelecida pela secretaria. Todas elas que apresentarem serão apresentadas aos professores, será opção do professor escolher, nenhuma delas será imposta aos nossos professores, e mesmo aquelas de fora do credenciamento, que por ventura, não participem, ou seja, um lojista pequeno de uma cidade poderá também estar ofertando o crédito aos nossos professores, desde que equipamento com a condição mínima para a forma de participação do programa. Então é muito importante que nos apresentemos todas as opções, mas com condições muito especiais aos nossos professores. Pode passar. Teremos algumas condicionalidades, a cada momento durante os 24 meses que durará o programa, o professor ele deverá aderir ao programa, então, portanto, a partir de novembro. A formação, terá uma formação que ele terá de fazer todos os meses durante esse período, ligada ao uso da tecnologia e à aprendizagem, e obviamente terá de utilizar os sistemas da secretaria como uma contrapartida, uma condicionalidade para que ele permaneça recebendo. Isso é importante, porque também nos ajudará no avanço no uso das plataformas digitais na área de educação, e também casamos com algo fundamental, que é o apoio à formação dos nossos profissionais. Pode passar. O investimento será de R$ 232 milhões durantes esses dois anos, para aquisiçã o desse computadores, e obviamente o incentivo ao uso da tecnologia, que é uma ferramenta hoje pedagógica mais do que necessária, é um passo importante que não é o único, mas certamente é um dos passos mais importantes que nós temos a dar com o apoio aos nossos professores. Eu agradeço. Saliento que este programa atenderá, governador, aos professores concursados, aos professores chamados categorias O, e outros professores, enfim, todas as categorias poderão estar participando do programa se o professor assim desejar. E nós vamos estar para a nossa própria rede, deixo aqui o recado aos professores, durante a semana que vem explicitando mais detalhes, explicando para a rede e construindo todo esse processo em conjunto com toda a educação. É um grande passo para o estado, e é necessário sim que a educação invista em tecnologia, e que diminua as desigualdades. Eu acho que esse é um tema que a educação não pode fugir, seja o Ministério da Educação, seja a Secretaria de Educação do estado. E saliento isso porque é fundamental esse suporte aos nossos profissionais. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Antes da próxima intervenção, quero registrar aqui e agradecer a presença do General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo; Antonio Imbassahy, secretário especial de governo em Brasília; A Célia Leão, secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência; Cleber Mata, secretário de Comunicação; Mariana Carvalho, deputada Federal pelo PSDB; Rubens Risek, secretário municipal de governo; Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, ambos da Prefeitura de São Paulo; Carlos Cruz, presidente da Associação Paulista de Municípios; Sebastião Misiara, presidente da União dos Vereadores do estado de São Paulo. A todos, muito obrigado por estarem aqui acompanhando essa coletiva. Agor a para falar sobre o hospital Ibirapuera, o encerramento das atividades deste último hospital de campanha no estado de São Paulo, e também apresentar os números da COVID-19 em São Paulo, Jean Gorinchteyn, secretário de saúde do estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na trigésima nona semana epidemiológica, ainda estamos em quarentena. Temos essa semana um cenário de estabilidade no plano São Paulo, e também no controle da pandemia no nosso estado. Nessa semana ainda, tivemos índices que mostraram quedas expressivas tanto no número de óbitos, quanto de internações, nós tivemos 14% de redução no número de óbitos, 12% de redução no número das internações, e reduzindo também o número de casos em 2%. Lembrando que estamos hoje chegando à marca de 5 milhões de testes realizados. Então à despeito de testar mais, ainda estamos em descenso, em queda do número de casos no nosso estado. As taxas de ocupação de leit os nas Unidades de Terapia Intensiva estão as melhores, de todo o plano São Paulo. Nós ressaltamos semana passada que nós tínhamos menos de 48%, tanto na capital, quanto no estado, bem como em todo o interior. Essa semana os índices ainda melhores, 46,3% no estado, 45,3% na grande São Paulo. Com esses índices existe a possibilidade, a permissão de fazer com que hospitais que focaram exclusivamente no atendimento da COVID-19, possam ser encerrados. Um bom exemplo, o próprio hospital de campanha do Ibirapuera, tenha as suas atividades encerradas, conforme colocação do próprio governador agora no dia 30, esse hospital que mostrou a importância no acolher os pacientes, salvando vidas, com os seus 268 leitos, sendo 28 deles de Unidade de Terapia Intensiva. Foram 800 profissionais da saúde, médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, que merecem o nosso agra decimento. O primeiro diapositivo, por favor. São Paulo registra hoje 964.921 casos, com óbitos de 34.877 casos. Tivemos 105 mil altas hospitalares em toda a história. Próxima, por favor. A média diária de novos casos nessa semana mostrou descenso, estando muito próxima à vigésima quarta semana epidemiológica lá em junho. Próximo. Novas internações também tiveram uma queda significativa, com índices anteriores à décima sétima, décima oitava semana epidemiológica lá em maio, antes que nós tivéssemos ascensão e maior número de casos com gravidade, inclusive, deles nas nossas estatísticas. Próximo. Número de óbitos também com queda significativa, já com 158, nós tínhamos isso, também entre a décima nova e vigésima semana ep idemiológica lá em maio. Próximo. Hospital de campanha do Ibirapuera se encerra, foram 3.189 pacientes atendidos, cerca de 2.431 pessoas pacientes que foram recuperados, ou receberão alta direto para suas casas, ou aqueles que necessitaram de assistência muito mais importante e em Unidades de Terapia Intensiva melhores aparelhadas, foram transferidos para hospitais. Conforme o que o governador colocou, 99% dos pacientes tiveram satisfação, se sentiram bem acolhidos e referenciaram a qualidade do atendimento. Próximo. Todos os itens desse hospital serão doados para tanto instituições assistenciais, bem como para a rede pública estadual de assistência, hospitais, ambulatórios, médicos de especialidade, são cerca de 268 colchões sem camas, 12 aparelhos de televisão, 74 vasos sanitários, 119 torneiras, 14 chuveiros, 62 cubas de porcelana, 53 primeira s de aço inox, e quatro tanques de aço inox. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Antes de passar para Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, para falarmos sobre a vacina, e já que estamos falando sobre saúde, desejo como cidadão, como brasileiro e também como governador de São Paulo, a plena recuperação do Presidente Jair Bolsonaro, que foi operado há pouco no Albert Einstein, aqui ao lado do Palácio dos Bandeirantes, e que ele se recupera clinicamente e possa estar em breve de volta às suas atividades. Vamos agora falar sobre a vacina com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Obrigado, governador. Boa tarde. Essa semana nós tivemos importantes anúncios em relação à segurança da vacina, já aplicada em mais de 50 mil chineses, um perfil de excelência em termos de segurança, em torno de 5,3%, apenas, das pessoas que receberam a vacina apresentaram efeitos colaterais. E hoje, governador, nós trazemos uma nova e boa notícia, a ANVISA autorizou a ampliação do número de voluntários para o estudo de fase três aqui no Brasil, de 9 mil para 13 mil voluntários, e também a ampliação do número de centros, de 12 centros para 16 centros, agora que vão estar localizados em sete estados e no Distrito Federal. Esses novos centros em Campo Grande, em Cuiabá, Pelotas e Barretos, vão acelerar a realização desse estudo de fase três . E importante, que essa ampliação ajuda a obtenção dos resultados, porque o número de casos esperados se mantenha. Então se nessa coorte de 13 mil pessoas que serão vacinas, que estão em processo de vacinação, o que acontecerá até o dia 15 de outubro será essa coorte de 13 mil. Nós tivemos 61 casos de COVID-19, nós podemos fazer a análise interina, ou seja, é a primeira análise da eficácia da vacina, é uma análise mais rigorosa, e se passar nessa primeira análise, nós podemos prosseguir com o registro. Se ainda não for suficiente vamos para a análise primária que acontecerá quando nós tivermos 154 casos, aí sim com a análise primária, com o objetivo de demonstrar, pelo menos, 50% de eficácia da vacina, nós poderemos prosseguir com o registro peran te à ANVISA. Então dentro da nossa programação, governador, dentro do nosso planejamento, teremos esses resultados antes do final do ano, e, portanto, cumprindo o cronograma de estar com essa vacina pronta, disponível para ser utilizada em dezembro desse ano. Essa informação é importante, governador, e agradeço a oportunidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. E agora encerrando as nossas intervenções, antes das perguntas, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Um dos temas que tem dominado a discussão, seja do poder público, seja na sociedade, é a data do retorno às aulas, quando que isso vai acontecer aqui na cidade de São Paulo. A prefeitura, além de preocupada com a data do retorno às aulas, que tem relação com a rede pública municipal, com a rede pública estadual e com a rede privada, ela também tem a sua preocupação de como é que vai se dar esse retorno às aulas, e aí em especial falando naquilo que é a nossa responsabilidade, que é a rede pública municipal. Alguns dos itens já foram sendo anunciados ao longo dos dias, tanto por mim, quanto pelo secretário Bruno Caetano. O primeiro deles, o conselho municipal de educação já definiu que quando tivermos retorno às aulas aqui na cidade, nós teremos uma faculdade dos pais enviarem ou não os filhos para as escolas. Então isso será facultado o retorno às aulas para as crianças. Segunda questão, as escolas já estão sendo preparadas, os recursos já foram liberados para cada diretor de escola poder adquirir insumos para adotar o protocolo e a compra de equipamentos para proteção dos alunos e dos professores. Terceiro, nós já anunciamos também a compra dos 465 mil tablets, com acesso à internet, seja para as crianças acompanharem as aulas à distância, seja depois do momento da retomada das aulas para elas poderem acompanhar o conteúdo e utilizarem esse equipamento dentro da sala de aula. Quarto, a primeira ação a ser desenvolvida, quando tivermos retorno às aulas, será aplicação de uma prova diagnóstica para poder veri ficar como é que está o aprendizado e estabelecer um projeto pedagógico que possa demonstrar de que forma será o reforço escolar e a recuperação dos conteúdos. Toda criança importa para a Prefeitura de São Paulo. Pois bem, hoje nós gostaríamos de anunciar a realização do Censo Sorológico da Educação Municipal. Nós vamos tesar os 102 mil profissionais da educação do município, e os 675 mil alunos acima de quatro anos de idade. Portanto, vamos testar 777 mil pessoas aqui na cidade de São Paulo, o que equivale à população da cidade de São José dos Campos, testes sorológicos, para poder verificar como está a prevalência do Coronavírus em todos os alunos da rede municipal, e nos profissionais da educação. A primeira etapa desse censo começa semana que vem, dia 1 de outubro, quando nós vamos testar os 93 mil profissionais até 60 anos de idade, 45 mil alunos do nono ano do ensino fundamental, 41 mil alunos do terceiro ano do ensino fundamental, e os 2.400 alunos que nós temos no ensino médio. Serão, portanto, nessa primeira fase que se inicia na semana que vem, 181 mil pessoas, elas serão testadas dentro das escolas, essa vai ser uma ação conjunta entre a Secretaria de Saúde a secretaria da Educação. O cronograma será divulgado pela Secretaria de Educação. A Secretaria de Saúde já vai começar a partir de hoje a soltar os editais para poder comprar mais insumos, mais testes, mais logística para poder realizar a segunda fase desse censo sorológico. E assim que possível nós vamos também anunciar de que forma nós iremos testar, e como será feito aqui na cida de de São Paulo para as crianças de zero a três anos. Que tem um outro tipo de comportamento, é uma ação mais específica, mas desde hoje a gente já anuncia esse censo sorológico para todos os 675 mil alunos acima de quatro anos de idade, e 102 mil profissionais da área da educação. A ideia é definir e estabelecer dados que possam orientar a prefeitura, saber quem é que está imune, e organizar o retorno às aulas da forma mais segura possível para os alunos, para os professores, para os diretores e para os pais e familiares desses alunos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Vamos agora às perguntas, temos aqui presencialmente vários jornalistas, e também virtualmente que nos acompanham pelas imagens da TV Cultura, e que podem participar também da coletiva. Pela ordem, já inscritos aqui presentes, a Rádio CBN, a TV Cultura, a CNN, a Rádio Capital, a Rede Brasil, Rede TV, TV Globo e Globo News. E, online, já também a inscrição do Jornal da Espanha, El País. Começamos então com a Rádio Jovem Pan, com você, Beatriz Manfredini. Obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. São duas perguntas, por favor, a primeira para o doutor Dimas Covas, sobre a vacina. Com essa ampliação da quantidade de voluntários, vai mudar algum critério, ou são os mesmos critérios de antes para quem se voluntariar? Que já teve contato com a COVID-19, todos aqueles critérios que a gente conhece, como é que vai ficar isso? E para o prefeito Bruno Covas, por favor. Se já tem alguma previsão de término aí desse inquérito com as crianças e professores, se a gente pode esperar mesmo aquele retorno presencial mais ou menos por volta do início de novembro? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Beatriz. Então vamos pela ordem, com Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Obrigado pela pergunta, Beatriz. Muda um critério importante, quer dizer, até os 9 mil o critério era profissionais de saúde em contato com COVID-19 que não tiveram a infecção pregressa. Com essa ampliação é possível se incluir os mecanismos profissionais de saúde em contato com o COVID-19, mas que já podem ter tido a infecção pregressa. Isso é exatamente para controlar uma das variáveis do estudo, que tem aparecido recentemente na literatura, que é a possibilidade da reinfecção. Então isso completa aí a abrangência do estudo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, então. Vamos agora a você, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só para retificar, não é o inquérito, é agora um censo, o que nós vamos fazer não de forma amostral, mas com todos os alunos e profissionais. A expectativa é que nos 15 primeiros dias de outubro a gente consiga concluir esses testes nessa primeira etapa, envolvendo os profissionais abaixo de 60 anos, os alunos do ensino médio e do terceiro e nono ano do ensino fundamental. E, portanto, ainda em outubro a gente tenha esses dados para ajudar a vigilância sanitária, a prefeitura a definir o que acontece em novembro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Obrigado, Dimas. E obrigado, Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan. Ramos agora à TV Cultura, com a jornalista Maria Manso. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. A partir do fechamento do hospital do Ibirapuera, a gente também se pergunta sobre os outros leitos, se a gente está com uma ocupação de 46%, os outros 54% de leitos dedicados ao atendimento dos pacientes de COVID-19, eles estão sendo usados para outros pacientes? Vão começar quando a serem usados? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado. A pergunta será respondida por Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso, nós estamos fazendo de forma gradual, assim como reza o plano São Paulo, no sentido de fazer com que essas unidades que eram exclusivamente voltadas ao COVID-19, sejam encerradas. Estamos agora também de forma gradual fazendo com que algumas unidades hospitalares, hospitais que são cardiológicos, maternidades, que são hospitais que estavam destinados exclusivamente ao COVID-19, também retornem para as suas vocações. E passaremos dessa maneira a centralizar os atendimentos em algumas unidades hospitalares. Lembro que tudo isso deve ser feito de uma forma também faseada, garantindo dessa maneira de forma segura, que se eventualmente nós tivermos qualquer aumento das estatísticas, nós tenhamos ainda as mesmas qualidades de assistência à nossa população. Por isso vai acontecer também de forma lenta e gradual nas próximas semanas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maria, obrigado pela pergunta. Vamos agora ao Jornal El País, ao seu correspondente aqui no Brasil, Gil Alessi, o Gil já está aqui em tela. Obrigado por participar da coletiva, sua pergunta, por favor.

GIL ALESSI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Minha pergunta é para o senhor e para o Dimas Covas. Vem sendo prometida essa vacina para dezembro, e nós só tivemos 5.600 voluntários que de fato receberam a dose da Coronavac até o momento, de um total de 9 mil, se fala nessa ampliação para 13 mil. Isso cria uma expectativa e uma pressão. Em dois meses existe tempo hábil para dar esse salto no número de voluntários que recebem a dose da vacina? Para chegar a dezembro com uma vacina segura?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gil, a resposta é sim, positiva, mas quem vai explicar os detalhes é o presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Gil, na data de ontem nós já tínhamos 6 mil voluntários vacinados, e com a ampliação para 13 mil, o cronograma não muda, porque ocorre também a ampliação do número de centros. E, portanto, a data limite que nós estabelecemos, que é 15 de outubro, permanece. E, portanto, a disponibilidade da vacina em dezembro também permanece essa previsão. Obviamente que o uso da vacina depende do registro da vacina perante à ANVISA, e aí o resultado do estudo de fase três é fundamental. Aguardamos esse estudo com muita expectativa, esperança de que eles possam aparecer muito rapidamente a partir do dia 15 de outubro. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Gil, eu completo apenas dizendo a você, não é hora de vacilar, é hora de vacinar. Obrigado então, Gil Alessi, correspondente do El País, continua aqui conosco acompanhando a coletiva. Vamos agora à pergunta presencial da CNN, com a jornalista Tainá Falcão. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Ok. A minha pergunta, eu vou continuar com o doutor Dimas, para pedir para ele voltar um pouquinho mais no início da sua fala, doutor, quando você explicou o motivo dessa ampliação dos testes nessa última fase. O senhor falou agora do cronograma que se mantém. E sobre o registro com a ANVISA, o senhor já me falou uma vez que isso funciona rapidamente, mas como é que acontece na prática? Então quando vocês tiverem os testes concluídos e enviarem os resultados para a ANVISA, o que acontece a partir daí para conseguir a vacinação em dezembro?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Tainá, o estudo de fase três, com essa ampliação para 13 mil voluntários, ele facilita a obtenção de resultados, ou seja, você ampliou a população que está sendo vacinada. Mas os objetivos do estudo permanecem. Então quando nós tivermos em toda essa coorte de 13 mil voluntários, 61 casos de COVID-19, nós podemos fazer a chamada análise interina, é uma análise que procura demonstrar a eficácia, e ela é feita com muito rigor, nesse primeiro momento ela é feita com muito rigor, se a vacina for de fato eficaz, isso será demonstrado com 61 casos. Caso ainda persista alguma dúvida, nós vamos para a análise primária, que é quando nós atingimos 154 casos, e aí seguramente o objetivo é demonstrar uma eficácia de 50%, d e no mínimo 50%. Com esses dados, com essa eficácia demonstrada, seja com 61 ou seja com 154, os dados são oferecidos à ANVISA, que vai analisar então todo o dossiê, e também paralelamente a isso a ANVISA está certificando o produto. Quer dizer, ela está acompanhando o desenvolvimento de todo o processo de formulação que vai ocorrer no Butantã a partir de outubro. E a Sinovac já disponibilizou para a ANVISA, a partir do dia 20 de outubro, o acesso à nova fábrica, a nova fábrica que foi anunciada ontem lá na China, em Pequim. Então a partir de 20 de outubro a ANVISA do Brasil poderá visitar, se achar necessário, as instalações dessa fábrica. E se houver aí um entendimento da nossa ANVISA com a ANVISA chinesa, que lá chama CBC chinês, isso poderá até ocorrer virtualmente. Então t odo esse processo está em andamento, a ANVISA está sendo extremamente cooperativa, também no sentido de agilizar todos os trâmites anteriores ao registro, daí a nossa grande expectativa de que possamos ter essa vacina até o final desse ano.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Tainá Falcão, da CNN. Muito obrigado, Dimas Covas. Vamos agora para a Rádio Capital, com a jornalista Carla Mota. Carla, boa tarde, mais uma vez. Muito obrigado, pela presença. Sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Governador, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta lançou, está lançando o livro no qual ele elogia a sua atuação no combate ao Coronavírus, logo no início da pandemia. Eu gostaria de ouvir o seu comentário sobre isso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, muito. O livro está sendo lançado agora, eu acho que será um livro com grande vendagem, e grande leitura também, do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Fico grato pela menção que ele de forma generosa faz no seu livro ao nosso trabalho aqui. E nós temos um enorme orgulho de ter aqui aquele que foi secretário executivo do Ministério da Saúde com o Luiz Henrique Mandetta enquanto ministro, João Gabbardo, hoje nosso coordenador executivo do comitê de saúde de São Paulo, e que está conosco já há quatro meses atuando, ajudando, contribuindo para salvar vidas dos brasileiros em São Paulo. Portanto, além de ter sido um excelente ministro, Luiz Henrique Mandetta ainda nos ofereceu como legado o seu secretário executivo de saúde, que hoje es tá atuando aqui em São Paulo. Desejo sucesso, sorte, paz e saúde ao Luiz Henrique Mandetta. Vamos agora à Rede Brasil, com Gilvandro Oliveira. Obrigado por estar aqui mais uma vez, conosco, na coletiva. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

GILVANDRO OLIVEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, aos colegas. Governador, sendo bem franco, feliz com o avanço, porque nós conversamos isso há duas semanas atrás, dezembro. Mas eu estou preocupado com essa segunda onda acontecendo no Reino Unido, Manaus em alerta. Não dá para essa vacinação, o Instituto Butantã, ANVISA, aqui no Brasil iniciar isso em novembro?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vou dividir a resposta à sua pergunta com exatamente Dimas Covas, e também vou pedir a intervenção do João Gabbardo. Mas eu quero lhe dizer que tudo, apesar da velocidade, nós gostamos aqui de caminhar com velocidade, mas temos que fazer passo-a-passo de forma serena e equilibrada, e dentro dos padrões da ciência também. Nós aqui não sobrepomos o interesse político sobre o interesse da saúde e da ciência, mas procuramos avançar tomando decisões. E essa é a postura do governo de São Paulo. Nós não damos aqui nenhum passo, atropelando a ciência. E a ciência fala agora e ajuda na resposta, com o Dimas Covas e João Gabbardo. Dimas. Começamos então com o João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Em relação à antecipação da vacina eu vou deixar para o doutor Dimas falar. Sobre essa questão da segunda onda, nós temos já nas entrevistas coletivas colocado a preocupação que o centro de contingência tem com essa elevação do número de casos que vem ocorrendo em vários países da Europa, e muitos deles inclusive com medidas restritivas em relação ao distanciamento social e as medidas que preconizam, que são preconizadas para a redução da possibilidade da transmissão da doença. Importante destacar que esses movimentos que tem ocorrido nos países da Europa, ele é o aumento do número de casos, mas ele não é acompanhado, pelo menos, até o presente momento, de internações hospi talares, de utilização de leitos de UTI, e ele tem uma letalidade extremamente baixa, é baixíssima a letalidade nesta fase que os países da Europa está nesse momento. E não obstante à essa situação, nós temos acompanhado com bastante cuidado a evolução aqui em São Paulo, e os indicadores que nós temos acompanhado, não nos apontam preocupação em relação a um possível aumento da transmissibilidade, todos os indicadores que nós estamos acompanhando são positivos. Agora, nós continuamos ainda em quarentena, as medidas continuam sendo as mesmas, de evitar aglomeração, evitar sair se for desnecessário, principalmente as pessoas portadoras de doenças crônicas, aos idosos. E uma questão que é extremamente importante, é que as pessoas que estiverem com sintomas, el as devem independentemente de terem feito exames, testes, comprovações, elas devem ficar isoladas em casa, juntamente com os seus contatantes. Então essa é a situação do estado de São Paulo, nós estamos absolutamente tranquilos em relação à evolução dos nossos indicadores, se houver a necessidade de qualquer tipo de retorno nós faremos, o centro de contingência fará. Neste momento não há nenhuma indicação para qualquer medida diferente daquilo que está previsto no plano São Paulo seja tomado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Gilvandro, vou pedir também a intervenção do José Medina, médico e coordenador executivo, geral do centro de contingência do COVID-19.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Gilvandro, em relação à Inglaterra, que você mencionou, como o doutor Gabbardo falou, o número de casos é semelhante ao do primeiro pico, e nós até imaginamos que controlado esses podem aparecer outros picos, em função do número de pessoas suscetíveis, que é grande ainda, tanto no Brasil como nos outros países. Então isso pode acontecer. E o que a Inglaterra fez e que começou a recomendar todos os cuidados que nós já recomendamos aqui de novo. Então a idade média desse grupo de pessoas nessa segunda onda, é entre 20 a 39 anos, no primeiro pico foi superior a 60 anos. Eles determinaram que o país todo ficará na fase quatro, que é equivalente à fase amarela nossa, por pelo menos, seis meses. Fechamento de bares e restaurantes e estabelecimentos até às 22h, que é uma medida que nós já tomamos aqui no estado de São Paulo, e que seguramente vai permanecer até dezembro. Fechamento de discotecas e pista de dança, que aqui também já está abrangido no nosso plano. E também o uso mandatório de máscaras, inclusive em restaurantes ao se levantar da mesa. Tem outras restrições que eu não preciso mencionar, mas as restrições que foram colocadas na Inglaterra, reforçadas na Inglaterra agora, são as mesmas que nós estamos utilizando, e que também nós reforçamos aqui as recomendações. O governador sempre faz isso, para que nós não tenhamos um retrocesso com o número maior de casos nos próximos meses, embora esse risco exista, a população do estado de São Paulo ainda mantém 42% de isolamento no estado todo, 43% de isolamento na capital, e talvez isso esteja contribuindo bastante para a contenção dos níveis da pandemia que nós estamos encontrando agora, ou até redução.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Gilvandro, vou pedir também intervenção do Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, para complementar a resposta à sua questão. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gilvandro, especialmente falando do estado de São Paulo, nós temos uma realidade que fez exatamente o plano São Paulo abrir de forma muito gradual todas as nossas atividades, a exigência do uso de máscara, o cumprimento da lei, especificamente nos estabelecimentos, sejam eles nos serviços de alimentação ou comércio. Isso fez com que nós tivéssemos uma realidade diferente de países da Europa. Os países da Europa tiveram uma ascensão muito rápida do número de casos, com descenso muito rápido, mas claramente aconteceu a abertura dos comércios, bares e restaurantes, discotecas. Isso aconteceu em Israel, isso aconteceu em vários países da Europa, algumas cidades e estados americanos. Isso não aconteceu no nosso estado, e é essa política de austeridade e preocupação com a segurança da nossa população, que vai fazer com que esses índices continuem baixando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, então, Gilvandro, muito obrigado pela pergunta. Obrigado, Gabbardo, Medina e Jean. Vamos agora à penúltima intervenção, que é da Rede TV, Carolina Riguengo. Muito obrigado, por estar mais uma vez aqui conosco. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde. Minhas perguntas são direcionadas à saúde. Por orientação do fique em casa muitas pessoas que tinham necessidade de exames periódicos, como diabéticos, pessoal que tinha que fazer exames de mama, ginecológicos, deixaram de ir aos locais dos exames, assim como também muita gente deixou de fazer atividade física, como uma caminhada fora de casa. Eu queria saber a orientação de vocês para essas pessoas. E também hoje foi divulgado um estudo publicado na Revista Science, que mais de 10% das pessoas com COVID-19, grave, produzem anticorpos que ao invés de protegê-los do vírus pioram a infecção ao boicotar o sistema imunológico. Queria que vocês falassem a respeito, da impressão de vocês, avaliação de vocês sobre esse estudo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, no primeiro tema, o Jean Gorinchteyn vai responder, no segundo, o João Gabbardo, e se o Medina desejar, pode complementar também. Por favor, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, a gente fez um pacto com a sociedade para ficar em casa, as pessoas acolheram essa solicitação, tivemos um índice, principalmente nas primeiras semanas epidemiológicas, altos índices de isolamento. Mesmo com essa flexibilização, temos atingindo ainda níveis de isolamento social que beira 43% a 45%, mesmo nos finais de semana onde existe uma tendência natural das pessoas saírem mais. É claro e é natural que as pessoas devam retomar as suas vidas de forma também gradual, mas sempre consciente, fazendo e seguindo todos aqueles ritos sanitários que a gente sempre fala, é manter as regras sanitárias, evitar as aglomerações, evitar o contato entre as pessoas no cumprimento. Estar se utilizando das máscaras, bem como a higienização das mã os. Então mesmo que as pessoas optem por fazer caminhada ao ar livre, retomar ao seu médico, o próprio médico já também está criando na sua assistência, seja no consultório, na rede privada, seja nas unidades de saúde também, todos os rituais sanitários no sentido de garantir que essas pessoas sejam acolhidas de forma segura, isso é importante. Então que as pessoas mesmo que saindo para fazer uma caminhada, não esqueçam dessas regras sanitárias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Eu vou pedir, Carolina, também ao Edson Aparecido, secretário da Saúde da cidade de São Paulo, a maior cidade do país, para também complementar na mesma linha dessa segunda pergunta que você fez. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós havíamos suspenso todos os procedimentos eletivos em 23 de março, mas nós já retomamos há quase 35 dias, não só as consultas, mas também todo o processo de retomada de exames, e também de algumas cirurgias. Alguns dos hospitais nossos, inclusive que eram hospitais híbridos no tratamento da COVID-19, e também no tratamento de outras especialidades, nós já fizemos reversão inclusive de leitos. Então esse processo já voltar a chamar as pessoas, os pacientes, seja para as consultas nas Unidades Básicas de Saúde, seja para os exames dos nossos ambulatórios de especialidade, e seja também eventualmente para algum tipo de cirurgia, o município já retornou há 35 dias atrás.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Edson. Carolina, então, muito obrigado pelas perguntas. vamos agora à última intervenção, e às últimas perguntas... Não, desculpe, perdão, o estudo da revista, eu estava aqui acelerando demais. Perdão, Carolina. Que será respondido pelo Gabbardo, eu tinha pedido ao Gabbardo para responder.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Nós vamos dividir aqui. Eu só queria dar, governador, um pouco mais de relevância para essa questão da atividade física que foi colocada pela Carolina. Talvez além dos aspectos diretos, os prejuízos que nós tivemos com o COVID-19, os óbitos, as pessoas que tiveram a situação de maior gravidade, o maior prejuízo para a saúde pública, não só do Brasil, como do mundo inteiro, foram essa necessidade e esse afastamento que as pessoas tiveram dos serviços de saúde, e interromperam as suas ações preventivas. As mulheres deixaram de fazer exames superventivos, os diagnósticos precoces que foram deixados de serem feitos. E a inatividade física é uma das coisas que mais nos preocupa, porque de todas as medidas individuais de hábito s que as pessoas possam ter, aquela que tem o maior impacto sobre a saúde pública é a atividade física. A atividade física ela não é só importante para a regulação e o controle das doenças crônicas, como hipertensão, o diabetes, ela é fundamental para os idosos, para prevenção da osteoporose, ela é fundamental para os idosos, para manutenção do seu equilíbrio, e com isso reduzir a possibilidade de quedas e acidentes domésticos. Então acho que nós precisamos estimular a nossa população, que assim como é necessário voltar às Unidades de Saúde para reestabelecer os seus planos de prevenção de doenças e diagnóstico precoce, que elas possam voltar a fazer atividade física. Isso é extremamente relevante. E não há necessidade de ter uma acadêmica, ou de comprar um tênis de R$ 600 para fazer isso, as pessoas podem fazer isso em casa, elas podem fazer isso com as suas atividades domésticas, pelo menos, 30 minutos de atividade física por dia, não há necessidade de ser alguma coisa de impacto, não há necessidade de correr. Ela pode caminhar. É fundamental que pelo menos, 30 minutos, todos os dias as pessoas voltem a fazer atividade física, se possível, uma intensidade um pouquinho maior, porque isso tem impacto, sobre o controle dessas doenças. E, no obstante, que mesmo para o COVID-19, é fundamental que a atividade física fortalece a questão da imunidade das pessoas, então ela ajuda na recuperação, ela evita inclusive os casos mais graves, como ela também tem um impacto muito importante na reação inflamatória, que também é uma das complic ações do COVID-19. Então essa questão da atividade física que você levantou eu considero como uma das mais relevantes preocupações que a saúde pública deve ter daqui para frente. Em relação à pesquisa, o doutor Dimas vai falar.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Existem alguns dados que apontam no sentido que você mencionou, de agravamento das manifestações clínicas, a dependência da intensidade da resposta imunológica. Quer dizer, a doença, o COVID-19 é uma doença inflamatória sistêmica, quer dizer, não é só uma pneumonia. Ela não está restrita apenas a um órgão, ela atinge o organismo como um todo, e é uma resposta inflamatória, quer dizer, boa parte dos sintomas que as pessoas apresentam, principalmente os casos mais graves, são dependentes dessa resposta inflamatória exacerbada. Então existem alguns estudos que mostram quanto maior a resposta imunológica, e principalmente em pacientes que estão em risco, as manifestações clínicas podem ser mais importantes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, Carolina, agora sim completas as respostas às suas perguntas. obrigado, Gabbardo, obrigado também ao Edson Aparecido, e a você, Dimas Covas, e ao Jean. Vamos agora sim à última pergunta, que é sua, William Kury, da TV Globo, Globo News. Will, obrigado pela presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

WILLIAM KURY, REPÓRTER: Boa tarde. A minha pergunta é mais uma dúvida. O prefeito anunciou o censo sorológico aqui na cidade de São Paulo, que é diferente, bem diferente do inquérito sorológico já começando no dia 1 de outubro, tendo os primeiros resultados da primeira fase até o fim da primeira quinzena. Mas eu quero saber se há uma expectativa de conclusão do censo inteiro? E quando que a prefeitura deve tomar uma decisão? Porque os dados vão auxiliar nessa tomada de decisão sobre a volta às aulas? Já será a partir dos primeiros dados em outubro, ou vai ter que esperar a conclusão do censo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: O secretário Edson Aparecido para responder.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, nós devemos então fazer essa primeira etapa, como esclareceu o prefeito, 181 mil testes feitos pelos profissionais de saúde das nossas Unidades Básicas. A Secretaria de Educação vai convocar os professores e também os pais, com os alunos. A primeira etapa nós devemos consumir cerca de 15 dias, mas já nesse período a gente inicia o processo para estruturação da compra de insumos, de toda a logística para a testagem das outras 577 mil pessoas envolvidas. Nós devemos levar no mínimo 30 dias, 40 dias para fazer todo esse procedimento. E evidentemente à luz dos resultados que vão aparecendo da testagem que for feita, isso tudo vai compilar um conjunto de dados, para ao final desse processo, desse censo, poder eventualmente isso contribuir para a decisão do prefeito em relação à volta às aulas. Mas nós devemos utilizar entre 30 a 35, 40 dias para o conjunto de quase 900 mil testes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado Edson Aparecido, secretário de Saúde da cidade de São Paulo. Obrigado, a você, William Kury. Obrigado, a todos os jornalistas que aqui vieram à essa coletiva de imprensa, aos técnicos, fotógrafos, cinegrafistas, aos que como jornalistas participaram remotamente dessa coletiva. E a você, que nos assiste ao vivo pela TV Cultura na sua casa. Lembrando sempre, use máscara, não saia de casa ou do seu ambiente de trabalho sem estar vestindo a sua máscara, faça o distanciamento social de 1,5 metros em relação á uma ou mais pessoas. Lave as suas mãos com água corrente e sabão, e se não puder, use álcool em gel. Se proteja, proteja sua família, faça suas orações. Bom final de semana a todos, na segunda-feira estaremos de volt a, obrigado.