Coletiva - Início das Obras de Construção da Pequena Central Hidrelétrica Pirapora e Assinatura de Convênio entre o Estado e a Confederação Andina de Fomento - 20120705

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Início das Obras de Construção da Pequena Central Hidrelétrica Pirapora e Assinatura de Convênio entre o Estado e a Confederação Andina de Fomento

Local: Pirapora do Bom Jesus - Data: 07/05/2012


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, uma conquista muito importante, uma nova hidroelétrica que deverá gerar 25 megawatts dentro aqui da Região Metropolitana de São Paulo, no município de Pirapora do Bom Jesus. Nós já tínhamos aqui uma barragem, há 50 anos, a barragem de Pirapora, mas a barragem servia apenas para regularização das águas do Rio Tietê e não para a geração de energia elétrica. Fizemos o estudo, verificamos a possibilidade de gerar aqui 25 megawatts, é uma cidade de quase 300 mil habitantes, fizemos o projeto, a obra foi licitada, contratada e começa hoje. Deve ficar pronta em 22 a 24 meses. Geração de energia aqui dentro da Região Metropolitana, com impacto ambiental praticamente nenhum, porque a barragem já existe, é só fazer o túnel e instalar as máquinas e vai gerar, imediatamente, 250 empregos aqui na região. A EMAI já tem uma hidrelétrica aqui em Rasgão, menor, no município de Pirapora, será uma segunda hidrelétrica. Assinamos com a CAF, com a Cooperação Andina de Fomento, um estudo de todo o potencial inexplorado de pequenas hidroelétricas nos rios de São Paulo. Então, esse estudo vai mostrar todas as oportunidades ainda inexploradas para a gente construir pequenas hidroelétricas de um megawatt, dois, três, quatro, cinco, gerando energia com baixíssimo impacto ambiental e energia renovável. São Paulo, que já é campeã de energia renovável no Brasil, 55%, nossa meta é ir para 69% até 2020, que é um exemplo para o mundo. Isso é o que melhor nós podemos apresentar na Rio + 20, que é aumentar na matriz energética as energias renováveis. Seja pequena hidroelétrica, seja eólica, seja biomassa, enfim, uma energia limpa.


JORNALISTA: Governador, como é essa pequena hidroelétrica?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, a eliminação da espuma, ela vai se dar com o tratamento de esgoto. Quer dizer, essa é questão que assim se deve fazer. Nós estamos avançando. Nos tínhamos baixa coleta de esgoto na Região Metropolitana e baixo tratamento. Então nós estamos avançando para até 2018 nos termos a Região Metropolitana universalizada, ou seja, 100% de água tratada, quase 100% de esgoto coletado, quase 100% de esgoto tratado. Está andamento o chamado Projeto Tietê 3. Especificamente aqui, por que a espuma aparece? Porque há uma queda d’água. É que nem um liquidificador, você liga o liquidificador, se você tem detergente, se você tem esgoto não tratado, aquilo forma uma espuma. Por isso que aqui, com a queda d’água, você vê aqui o v ertedouro aqui, com a queda d’água é como ligar um liquidificador, aí gera a espuma. Principalmente no inverno. Porque no verão tem muita água dilui. Mas no inverno é pouca água e o problema aumenta. Com a hidroelétrica você tem mais movimento da água com a aeração, então, à medida que você tem uma aeração melhor, diminui a espuma. Tanto é, que isso acontece na nossa hidroelétrica de Rasgão. Se a gente for verificar, aqui mesmo no município, lá em Rasgão, a espuma é menor.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Mas a solução definitiva é o esgoto.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: A solução definitiva é a universalização da coleta e do tratamento de esgoto. Agora, queria fazer um outro alerta. Mesmo que o esgoto estivesse todo ele tratado, espuma não teria, mas teria a chamada poluição difusa. Que é a sujeira: é o pneu, a garrafa pet, o plástico, é sujeira. E aí é um trabalho de limpeza pública das cidades, não deixando sujeiras nas ruas, para quando a chuva levar para o rio. E de educação ambiental. De não se jogar nada na rua. Tá bom?