Coletiva - Início das obras do Complexo Viário de Jundiaí e dos acessos no km 110 (Bairro Jardim São Francisco, Sumaré) e no km 84,6 (Valinhos), na SP-330 - Via Anhanguera 20162004

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Início das obras do Complexo Viário de Jundiaí e dos acessos no km 110 (Bairro Jardim São Francisco, Sumaré) e no km 84,6 (Valinhos), na SP-330 - Via Anhanguera

Local: [[]] - Data:Abril 20/04/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Hoje nós estamos iniciando uma das grandes obras do estado de São Paulo, R$ 204 milhões de investimentos, 700 empregos que vão ser gerados, o grande trevo da Av. Nove de Julho e o viaduto das Valquírias. Isso vai beneficiar muito os que se utilizam da Rodovia Anhanguera e, especialmente, melhorar a mobilidade urbana nesta que é das maiores cidades brasileiras que é a cidade de Jundiaí. Nós já fizemos o chamado Trevo de Itu, que é aqui em Jundiaí, já foi entregue, a quarta e a quinta faixa da Bandeirantes ligando Jundiaí até São Paulo, e lançamos hoje a concessão para o setor privado de cinco aeroportos estaduais: o aeroporto de Jundiaí, Campo dos Amarais, em Campinas, Bragança Paulista, Ubatuba e Itanhaém. Devemos ter mais de R$ 90 milhões de investimentos. Novos hangares, novas oportunidades de trabalho. Hoje, a aerovia é o modal de transporte que mais cresce, e infraestrutura e logística é um dos caminhos pro Brasil recuperar o emprego e o desenvolvimento. Aqui em Valinhos também estamos iniciando hoje a reconstrução do acesso de Valinhos, em 90 dias vai ser entregue, e em Sumaré também estamos iniciando hoje o acesso ao Jardim São Francisco, vai ser entregue também em 90 dias. Então, hoje é um dia importante, a realização de uma obra necessária para o aglomerado urbano de Jundiaí.

REPÓRTER: Governador, na Rodovia Edgar Máximo Zamboto que liga Campo Limpo Paulista até Jarinú, foi anunciado uma duplicação há alguns anos, até o custo foi estimado em R$70 milhões. Como é que está essa obra, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não foi duplicação. Nós fizemos o recapeamento, nós fizemos acostamento, nós fizemos obras de segurança, entregamos no final do ano também um importante viaduto aqui no município, aliás, o prefeito está aqui conosco, então... Foram R$ 70 milhões, exatamente, e todas as obras já foram entregues.

REPÓRTER: Governador, há um inquérito pelo Ministério Público em relação ao Hospital Regional de Jundiaí, mesmo por meio de encaminhamentos, né, vai se vendo a baixa quantidade de atendimento. O governo pretende rever alguma coisa nesse sentido para desafogar o Hospital São Vicente, o Hospital Municipal?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o governo... Primeiro há uma crise na saúde brasileira porque o Governo Federal está saindo do financiamento da saúde, então se você pegar do Oiapoque até o Chuí, a saúde é um problema hoje. Quer dizer, para ter uma ideia, o AME de Jundiaí até hoje não foi credenciado, quer dizer, uma barbaridade. Nós temos 52 AMEs, nenhum recebendo dinheiro do SUS, UTIs sem receber dinheiro do SUS, Hospital do Câncer 100% financiado pelo estado, toda a Rede Lucy Montoro. Quem está segurando a peteca são os estados e as prefeituras municipais. Jundiaí não tinha AME, nós fizemos o AME, ele já está em operação. Nós fizemos em 2004... 2014, 89 mil atendimentos, procedimentos; 2015, 95 mil atendimentos, procedimentos para Jundiaí e região. Jundiaí não tinha hospital estadual, nós construímos um hospital novo que é o hospital regional, estamos... já estamos com dez leitos de UTI e 70 leitos em operação, começam agora mais dez leitos para atender a cidade e região das chamadas doenças raras. Um exemplo de doença rara, lúpus eritematoso. Então vão ter dez leitos para esse tipo de doença. A hemodinâmica já está em operação desde o dia 11 de abril, nós já fizemos 12 cateterismos aqui em Jundiaí que são procedimentos de grande complexidade, cardíacos. Já fizemos angioplastia, e temos uma expectativa de ter mais de mil procedimentos ou cateterismo ou angioplastia por ano. Então estamos investindo, Jundiaí não tinha Hospital Regional, fizemos o primeiro hospital do estado, não tinha AMEs, fizemos também o AME, e São Paulo é o estado que tem hoje melhor serviço do país. Tanto é que todo mundo de outros estados acabam vindo para São Paulo.

REPÓRTER: O senhor secretário de Segurança foi chamado ontem pelo vice-presidente para uma conversa. Eu gostaria que o senhor falasse para gente como é que o senhor vê essa possível parceria do Governo Federal.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o secretário Alexandre de Moraes, secretário da Segurança, ele até já declarou hoje, ele não foi convidado, e nós já demos o nosso... a nossa opinião, e vou defendê-la no partido, de que o PSDB deve apoiar, não é, o futuro governo, acho que nós temos que ter respeito pelo presidente Dilma e pela instituição da presidência, mas completado o ciclo, não é, do afastamento no Senado, confirmado este fato, devemos ajudar o novo governo porque passa por grande dificuldade a economia brasileira, o desemprego é alto, a economia está enfraquecendo, né, o PIB está caindo, então nós vamos ajudar. Tudo o que for de interesse do brasileiro, do povo, do país, nós vamos ajudar. Mas eu entendo que o PSDB não deve ocupar nenhum cargo, nenhuma pasta, não há nenhuma razão para ocupar espaço em governo, ajudar o Brasil isso sim, mas sem está tendo participação governamental.

REPÓRTER: Sobre a H1N1, um momento aí de aproximadamente 50% de casos no Brasil. Eu queria saber, no estado de São Paulo como é que isso está sendo tratado, se o senhor tem um plano quanto isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós estamos hoje já no dia 20, dia 30 começa a vacinação em todo o estado de São Paulo, nossa meta é vacinar 13 milhões de pessoas, é uma vacina tríplice: H1N1, H3N2 e vírus B. E a população prioritária são as crianças de seis meses a cinco anos, as pessoas acima de 60 anos de idade, gestantes, doentes crônicos, imunodependentes e profissionais de saúde. A vacina não é em nenhum lugar do mundo 100%, mas ela tem uma eficácia alta. Então, de cada dez pessoas, oito estariam protegidas. E mesmo aquelas que pegassem a gripe, ela terá uma carga de viremia menor, então é uma gripe mais leve. Então a vacina, quem tiver na população de risco deve vacinar, porque tem uma proteção acima de 80%, e no caso de ter a gripe ela será mais branda, porque a reação dos anticorpos que a vacina provoca, diminui a carga de viremia e a gripe passa a ser menos forte.

REPÓRTER: Governador, é visível a sensibilidade a preocupação com a mobilidade de vocês, a mobilidade urbana. Eu gostaria de saber, dentre os governantes aqui dessa região, quais os que estiveram insistentemente conversado com o senhor e cobrando essa obra?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, toda grande obra é fruto de muitas mãos. Então, Executivo, Legislativo, deputado, sociedade organizada, população, a gente sentia, né, que era uma necessidade. E a gente vem... Governar é escolher, então nós... Lá atrás era o Trevo de Itu, o grande gargalo, fizemos um novo trevo aqui em Jundiaí. Depois a Bandeirantes para chegar em São Paulo, fizemos as novas faixas da Bandeirantes. Agora o trevo da Nove de Julho, o viaduto da Valquíria. Nunca termina, né, você sempre está devendo, né, mas o importante é tirar as coisas do papel, e em um momento difícil, né, que o dinheiro está curto.

REPÓRTER: Falando em momento difícil, gostaria que o senhor falasse para gente como que a administração estadual está avaliando a questão da merenda. Falaram que alguns funcionários teriam participado.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, é importante explicar isso. existe uma lei federal que determina que do recurso passado para merenda, que é pouco, não é muito, 30% você tem que comprar de agricultura familiar. Isso é lei, você tem que fazer. Então, em cinco anos nós fizemos três chamadas para a agricultura familiar, nessas chamadas as cooperativas se apresentaram de agricultor familiar, era um tipo de compra, era suco de laranja, se apresentaram, teve disputa, ganhou o menor preço, o produto foi entregue e o estado não perdeu nada. O que é que depois se verificou? E foi o Governo do Estado que investigou através da Polícia Civil. Em seis estados, São Paulo e mais cinco estados, e mais de 20 municípios, o que é que esta cooperativa que fez um estelionato, o que é que ela fazia? Ela oferecia um produto que não era da agricultura familiar, ela era uma cooperativa de fachada que entrava nessas chamadas obrigatórias e entregava o produto, só que não era da agricultura familiar. Nós investigamos, nós descobrimos, o Ministério Público também apoia e já prendemos as pessoas. Não tem nada comprovado em relação a servidor público, mas se tiver vai responder, a lei é para todos, então investigação e punição. Agora, queria deixar claro que o governo que investigou, o governo que é o maior interessado que não houve prejuízo nenhum porque o produto foi entregue.

REPÓRTER: Governador, em relação “Detecta”. Em fevereiro na seccional, o senhor disse que provavelmente em março, não é, seriam assinados os convênios com as cidades da região de Campinas para implantação do “Detecta”. Como que está essa questão?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Conrado, eu vou verificar, não tenho de cabeça, mas eu verifico e peço para Isabela já passar para você ainda agora à tarde, o cronograma direitinho.

REPÓRTER: Falando sobre rodovias ainda. O trecho da SP-79 que liga Itu a Sorocaba está com um pedaço inacabado. Essas obras elas estão atrasadas, eu queria saber se o senhor tem alguma perspectiva de quando será o término.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós temos três lotes. Temos o lote um com 96% executado, o lote dois com 98% executado, e temos aquela ponte estaiada, maravilhosa lá sobre o rio Tietê que deve está 91% executado. O que é que acontece? A obra já está, inclusive, sendo utilizada. Acontece que às vezes você tem problema de desapropriação, e quando o proprietário não concorda tem que ir para Justiça, a Justiça tem que definir o valor. Então ela está praticamente pronta, falta questões pontuais que são desapropriatórias, mas é coisa rápida, termina. E finalmente vamos entregar, além da rodovia toda, a grande ponte e os acessos lá em Salto, sobre o rio Tietê que até vai ser um cartão postal da cidade que é uma cidade turística. Então, Salto vai competir com Itu, em termos de tamanho da ponte lá. A última.

REPÓRTER: Governador, com tantas obras que nós temos, e com a crise econômica, dificuldade em arrecadação, o que cabe para esfera do Governo e o que cabe para CCR AutoBan? Como é que vocês...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Como é que é? REPÓRTER: O que cabe para esfera do Governo e o que cabe para CCR AutoBan, para dividir já que as arrecadações tão caindo e a crise econômica só cresce? GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, esses 204 milhões eles são integralmente da concessionária. É importante a população entender, essa é uma reforma do estado, o estado que era executor de tudo, o DER fazia tudo, o estado que era provedor de tudo, pagava tudo, ele é hoje o estado regulador e fiscalizador, aí a importância da ATESP. Se você tiver uma boa regulação e uma boa fiscalização a população ganha muito, ganha muito. Então todo o investimento é privado, né? E nós fiscalizamos, regulamos, cobramos essa é a nova visão. Então, a obra de Valinhos, as novas pistas da Bandeirantes, o Trevo de Itu é tudo contrato de concessão, como nós vamos ter investimento nos aeroportos. Eles serão também investimentos privados, está bom? Categoria 20 de abril de 2016 [[]]