Coletiva - Início das obras do Hospital Regional do Litoral Norte 20162507

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Início das obras do Hospital Regional do Litoral Norte

Local: [[]] - Data:Julho 25/07/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha. Hoje nós estamos começando uma obra de grande necessidade, de grande importância para o litoral norte, que é a região que mais cresce no Estado de São Paulo e que tem uma população flutuante nos finais de semana, nos períodos de férias, enorme, quase triplica ou quadriplica a população de turistas. Aqui neste local entre Caraguatatuba e São Sebastião, perto aqui da divisa, entre a SP ligação São Sebastião, Caraguá e o contorno de Caraguá, começa a obra, R$196 milhões, obra, equipamentos de última geração, mobiliário, 24 meses de obras, 202 leitos, sendo 40 leitos de UTI, seis andares de prédio, heliponto, o hospital de média e alta complexidade para a região. Esse já iniciou hoje a obra. E vamos fazer aqui também, já está licitado sete Caps, Cento de Atendimento Psicossocial, quatro UBSs novas, duas UBSs reformadas e uma ala da psiquiatria na Santa Casa da Caraguatatuba. Então, investimentos importantes aqui para a região, 450 empregos vão ser gerados aqui na obra. E depois, pronto o hospital, entre emprego direto e indireto, 2.500 empregos. O setor de serviços de saúde, ele é altamente empregador. Então, uma referência e uma segurança para o litoral norte, vai salvar muitas vidas e promover a saúde.

REPÓRTER: O que o senhor fala dessa área que foi escolhida para fazer o hospital? Ela é uma área estratégica ou não?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, ela tem duas vantagens, não é? Por isso foi escolhido. Primeiro é para tender quatro municípios. Então, você está aqui entre Caraguá, divisa com São Sebastião e também atenderá Ilhabela e Ubatuba. Depois o acesso, não é? Você está entre a SP aqui às margens da SP, da rodovia que vai Caraguá-são Sebastião e do lado do contorno de Caraguá. Então, com acesso bastante fácil também. Então, uma área boa, uma área plana que atenderá aqui a região.

REPÓRTER: Governador, dentro da discussão do hospital regional tinha a proposta de se construir o centro de reabilitação Lucy Montoro em São Sebastião. Dentro desse pacote que o senhor anunciou não foi contemplado. Tem alguma previsão?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não. Ainda não. Nós estamos fazendo... porque aqui na região nós acabamos de entregar mais um AME, o AME lá de Lorena, e, além disso, dois hospitais novos, um já está bem adiantado, que é o hospital de São José dos Campos, é a maioria cidade da região que não tinha hospital estadual. E o litoral norte pelas características aqui do turismo, a população flutuante, e a distância também do vale. No futuro, claro que outros investimentos poderão ter. O que nós já decidimos são sete Caps, quatro UBSs, duas UBSs reformadas e a parte de psiquiatria.

REPÓRTER: Governador, o senhor falou até sobre a questão de geração de empregos nessa área, e a gente sabe que a litoral tem um problema meio específico assim em relação a trazer esses profissionais, atrair esses profissionais da área da saúde, principalmente médicos, não é, em algumas especialidades para cá. Como que o senhor avalia isso? O governo já tem alguma previsão assim de conseguir? Porque vai ter a hospital com essas proporções, mas como que fica a questão do pessoal?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós não temos, embora muito se divulgue, falta de médico no Estado de São Paulo, você não tem. Se você pegar a número de médicos por habitante o que você tem é uma distribuição errada. Então, você tem cidades até com médicos acima do necessário e outras abaixo. Agora, primeiro, o hospital novo, aparelhado, com essas condições, tudo quanto é médico vai querer trabalhar aqui, não é? Porque você ter um hospital de média complexidade, de alta complexidade, com retaguarda, não é? O que o médico sempre tem receio é de estar no local sem condição de trabalho. Aí você vai ter aqui as melhores condições de trabalho.

REPÓRTER: Me corrija se eu estiver errada, o hospital de São José vai ser entregue em 2018, começou em setembro do ano passado. Esse também vai ser no mesmo ano que as obras ainda vão começar.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Esse vai ser entregue, esse em 24 meses. O de São José, eu... como é PPP, deixa eu... ele está mais adiantado, não é?

REPÓRTER: É, ele começou em setembro.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O hospital de São José eram 30 meses. Aqui são 24 meses. Lá são 30 meses. Está executado 25%. Trinta meses, então... deixa eu ver aqui a data. É, setembro de 2018. É que lá é 30 meses o contrato, aqui o contrato é mais curto, é de 24 meses. Ambos serão entregues em 2018. O de São José já está um quarto dele pronto e o daqui começa hoje. E o AME de Lorena já em operação.

REPÓRTER: Tá. Eu vou uma pergunta da Secretaria da Fazenda. Em Taubaté ainda há técnicos em greve, são duas semanas, dos 40 funcionários, 15, de todos, estão trabalhando. Existe uma negociação com eles? Existe alguma previsão de terminar essa greve, como é que está essa negociação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eles têm um pleito de passarem a ser de nível superior. Quando foi feito o concurso público lá atrás, o próprio nome diz, técnico, não é? Técnico é nível médio, não é nível superior. Então, há uma discussão jurídica, não é? Agora, eu queria destacar o seguinte, o salário médio, médio dos técnicos da Fazenda é R$4.500, esse é o salário médio dos técnicos da Fazenda, e não tem nenhuma razão para fazer greve, não é? O governo está permanentemente aberto ao diálogo e todos sabem da dificuldade que o Brasil está passando. A maioria dos estados em dificuldade até de pagar a salário. Então, com a queda de arrecadação nós chegamos ao chamado limite prudencial, não é? Então, ou seja, aquele limite que você não pode dar reajuste enquanto não subir a arrecadação, está bom?

REPÓRTER: Governador, por gentileza, até pegando o gancho da Rodovia dos Tamoios que o senhor comentou, o senhor até citou ela como uma rodovia do primeiro mundo, não é? Hoje há uma grita muito grande, até fugindo um pouco do assunto, dos moradores do litoral, que a rodovia, ela está repleta de radares móveis, inclusive, e a velocidade dela em alguns trechos é até de 60 por hora, sendo que houve uma promessa de 100 por hora. De repente o senhor não considera a rodovia tão segura assim a ponto de não aumentar a velocidade?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, há sempre que se fazer essa boa combinação, não é? A maioria causa de morte antigamente era homicídio, nós tínhamos 13 mil assassinatos no Estado de São Paulo, reduzimos para 12 mil, 11 mil, dez mil, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, o ano passado foram 3.962 mortes. E nós queremos reduzir mais ainda, esse ano deve menor. Então, das chamadas causas externas a maior causa era homicídio, hoje é acidente rodoviário. Andar em uma rodovia ou na cidade de carro ou de moto é duas vezes mais perigoso do que ter um homicídio. Então, nós precisamos reduzir acidente rodoviário. São mais de 7.500 mortos por no Estado de São Paulo. Grande parte dessas mortes é velocidade, porque se você está mais devagar pode bater, mas nem sempre é fatal. De outro lado, o objetivo não é arrecadatório, então eu já determinei à Secretaria dos Transportes que faça uma análise, se a gente puder, com segurança, segurança, melhorar, não é, aumentar a velocidade, o limite de velocidade, será feito. Mas precisamos ter segurança, o objetivo é poupar vida, pessoas que estão vindo com a família para lazer, para férias não terem aí uma tragédia. Sobre a Tamoios, nós já entregamos o trecho da serra, até o Alto da Serra, de São José até o Alto da Serra, estamos em obra, os túneis já estão sendo feitos, será a melhor rodovia, mais moderna do país, mais do que a segunda pista da Imigrantes, ela terá o túnel mais longo com o menor impacto ambiental. E chegando aqui, o contorno de Caraguá. Então, você não vai chegar e ter congestionamento, você vai chegar e já distribui o tráfego. Quem vai para Caraguá, vai para Caraguá, quem vai para São Sebastião, Ilhabela, pega a nova rodovia, uma nova autoestrada, sai dentro lá no porto, da balsa. Quem vai para Ubatuba não irá até Ubatuba, mas já sai já bem depois da área urbana de Caraguatatuba.

REPÓRTER: Governador

REPÓRTER: Aproveitando um gancho sobre isso pegando a relação do hospital aqui. O senhor falou desse acesso e o local estratégico para poder atender essas cidades. Só que o contorno vai até uma parte de Caraguá e ainda, não é, se não for feito nada ali vai ter, de certo modo, um afunilamento sentido Ubatuba, e também em Ilha Bela tem a questão já que está meio crônica que é o fato da balsa que nem sempre estão todas em operação, e às vezes as pessoas chegam lá ilhadas lá por bastante tempo, então para acessar o hospital elas precisariam também do acesso de Ubatuba e Ilha Bela, como é que fica essa questão?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, Roma não se fez em um dia, não é? Você vai fazendo por etapas. Então é evidente que a tendência é de ter uma pista duplicada como como nós estamos fazendo de Caraguá até São Sebastião, você vai ter duas autoestradas, um binário a tendência é essa também, você ter duas pistas até Ubatuba. O que nós estamos fazendo, coube no orçamento, é o mais necessário que é dentro da área urbana das cidades, então a gente tira o trânsito de dentro de Caraguá, ninguém precisa passar por dentro da cidade, mas eu concordo a tendência no futuro vai ser prolongar essa autoestrada até Ubatuba, não é? Você ter tudo, tudo duplicado aqui no litoral. Em relação à balsa hoje não há nenhum problema, hoje nós temos sete balsas, está operando com cinco porque não está havendo mais necessidade, mas tem mais duas aí de retaguarda, nós estamos estudando adquirir mais balsas. Aí não tem como você tem o canal de toque-toque tem que ser por balsa. Está bom?

REPÓRTER: Governador, por gentileza, só mais uma última pergunta. Com relação a travessia de balsa em São Sebastião foi sancionado uma lei na Câmara dos Vereadores que dá prioridade na fila de acesso aos veículos com placa de São Sebastião, Ilha Bela, porém a Dersa se posicionou contra e disse que não vai cumprir. O senhor tem algum posicionamento em relação a isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, essa é uma análise jurídica, preciso verificar se juridicamente pode você estabelecer a prioridade que as travessias tem para os idosos e pessoas e pessoas com deficiência. Então a prioridade é sempre idosos e pessoa com deficiência. Mas nós vamos analisar juridicamente, está bom? Abraço. Categoria 25 de julho de 2016 [[]]