Coletiva - Início de Obras da Policlínica São Bento 20142910

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Início de Obras da Policlínica São Bento

Local: Região de Santos - Data:Outubro 29/10/2014

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, hoje nós estamos começando praticamente, após as eleições, um novo mandato, e governar é escolher, e quem escolhe é o povo, é a população. E a mensagem foi muito clara em todo o Brasil, a grande demanda é saúde, saúde gratuita e de qualidade para população, e perto, com acesso para população. Então fizemos um convênio com o prefeito Paulo Alexandre, estamos liberando hoje 4,4 milhões para construção de duas grandes policlínicas, uma aqui no Morro de São Bento e outra na ponta da praia. E quero também dizer que já temos lá, Rede Hebe Camargo aqui em Santos, trouxemos o Icesp para cá, já está funcionando quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Fizemos convênio com a Santa Casa para trazer unidade cardiológica, UTI cardiológica para os nenéns recém-nascidos, unidade neonatal. Incluímos a Santa Casa de Santos, que é a primeira do Brasil como a Santa Casa estruturante, então ela recebe mais de dois milhões por mês do Estado para atender os pacientes e ampliar o atendimento. Trouxemos também o Hospital Emílio Ribas aqui para o Guarujá, fizemos um convênio com a Prefeitura para um novo hospital dos estivadores, teremos aqui o ano dos idosos, vai ser o primeiro do estado, um AME voltado a melhor idade. E também a Rede Lucy Montoro, que é para atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. E fora os investimentos que nós estamos fazendo em todas as cidades da região, inclusive, mais do que dobrando o Hospital Regional de Itanhaém, que está sendo feito uma nova torre, nós vamos passar para 240 leitos, será uma referencia também, para toda a região.

REPÓRTER: Governador, assim, lá em Brasília, a presidente Dilma se colocou de novo, à disposição do governo do Estado para essa questão da falta da água, ela disse o seguinte: “Podemos agir com o Governo de São Paulo se ele tiver iniciativa”, eu queria que o senhor comentasse.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, toda a parceria, né? Toda a parceria, o que quê eu queria observar, nós estamos terminando o período da estiagem, enfrentando a maior seca que a região Sudeste teve nos últimos 84 anos. Essa seca, ela pegou uma faixa, ela pegou o Norte do estado de São Paulo, o Oeste do estado de São Paulo, o Sul de Minas Gerais e o Triângulo Mineiro, então ela pegou muito a região da Cantareira, porque as águas da Cantareira vêm de Minas, elas não nascem em São Paulo, elas vêm todas de Minas. São Paulo tem água na Região Metropolitana, é muito pouco, é 700m de altitude, a gente vai buscar água longe. Para ter uma ideia do trabalho que foi feito, nós tirávamos do Cantareira 33 metros cúbicos por segundo, e a Região Metropolitana consome 66. Então, metade do abastecimento de toda a Região Metropolitana, 22 milhões de pessoas, vinha do Cantareira, hoje é 19. Nós vamos reduzir para 18, vai entrar mais um metro cúbico por segundo do Guarapiranga, agora no mês de novembro. Então foi feito um trabalho enorme. O segundo, além de obras de engenharia e investimento, foi o bônus, que a partir do dia agora de sábado, ele passa a partir do dia primeiro de novembro na Região Metropolitana a ser expandido. Quem economizar 10% de consumo de água, ou até 15, ganha 10% de bônus, quem economizar de 15 a 20, ganha 20%, e quem economizar 20% ganha 30% de bônus. Foi o único governo do Brasil, que deu um estímulo para o uso racional da água. Toda a ajuda é bem-vinda, toda a ajuda é bem-vinda! Nós trabalhamos em parceria, então o Governo Federal é um grande parceiro e nós vamos encaminhar, já temos vários pleitos, e vamos encaminhar...

REPÓRTER: Governador, várias pessoas já estão vindo à Baixada Santista lavar roupas! A Baixada Santista está preparada para isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso não tem a menor procedência, isso é uma pergunta ridícula.

REPÓRTER: E esses bônus? Governador! Esses bônus já não estão na hora da gente oferecer aqui também? Aqui a gente ainda não tem esse problema, e esse bônus já não devia acontecer aqui na Baixada?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não. Aonde, aonde nós estamos fazendo esse estímulo? Aonde você tem uma crise hídrica maior, que é a região de São Paulo e de Campinas.

REPÓRTER: Mas aqui então não vai ter...?

REPÓRTER: Governador, na região aqui da Baixada Santista a gente enfrenta e em muitas cidades da região, problemas eventuais de abastecimento de água. Como há esse problema em São Paulo, a gente sabe que algumas pessoas podem antecipar um pouquinho a temporada, existe um planejamento para nossa região?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós fizemos aqui, dois grandes investimentos, que é Mambu-Branco e Jurubatuba, então eles estão prontos, nós estamos preparados aí para o verão. Foram feitos dois grandes investimentos aumentando capitação de água, aumentando reservação de água e aumentando tratamento de água. Aliás, o Papa, que deve estar aqui, o Papa que foi até quatro meses atrás, diretor da Sabesp, pode até detalhar melhor todos esses investimentos.

REPÓRTER: Governador, ontem em uma entrevista, a presidente, como eu lhe disse, criticou o governo do Estado, ela avisou o governador, o senhor, sobre a crise da água, só que ela está pedindo ao mesmo tempo uma união, você acha que são posições contraditórias da presidente, governar com união e criticar o senhor?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Já está aceita, já está aceita.

REPÓRTER: Porque ela reclamou que em fevereiro também, de novo, ela tentou ajudar, mas não conseguiu; o senhor foi por outros lados.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, deixa, deixa eu fazer uma observação bastante objetiva de como o governo Federal também pode ajudar, além dos recursos financeiros que nós vamos encaminhar. O que nós sempre estudamos? Uma interligação entre a Represa do Jaguari, que é a do Paraíba, e a Represa de Atibainha, que é a do Cantareira, então nós sempre defendemos: Olha, água no mundo inteiro, no mundo inteiro, é para abastecimento humano, depois abastecimento de animais, depois produção de alimentos, isso é uma regra internacional, é água é para beber. A Represa do Jaguari, nós viemos ali preservando, ela estava com 40%, porque essa água é que iria garantir água, para abastecimento humano do Vale do Paraíba, abastecimento humano do Rio de Janeiro, abastecimento de Campinas, a Operador Nacional do Sistema, que é governo Federal, obrigou a fazer a abertura das águas, soltar as águas, obrigou a ponto de ameaçar uma intervenção na Cesp, e ainda tocou uma multa na Cesp, então a represa que tinha 40%, hoje ela tem 12%, e para quê que foi grande parte dessa água? Para produzir energia elétrica, a Represa de Paraibuna tem 5%, então caindo a 0,4 por dia, e não é para abastecimento humano, grande parte dessa água, não é! Então é preciso, como?

REPÓRTER: A desoneração que o senhor fala?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, é preciso verificar, eu acho que iria colocar três coisas. Primeiro, o governo Federal, ele priorizou energia elétrica e não abastecimento humano, através do Operador Nacional de Sistema, nós precisamos priorizar é abastecimento das pessoas de São Paulo, do Vale do Paraíba, de Campinas, do Rio de Janeiro, porque depende da água do Paraíba do Sul, temos que preservar para todos. Segunda coisa, o governo Federal precisa tirar o imposto de água, quer dizer, é inacreditável, a prefeitura quanto cobra de imposto de água? Zero. Quanto o Estado cobra de imposto de água? Zero. E o governo Federal, só a Sabesp paga 680 milhões de PIS-Cofins, você tributa a água, transforma as empresas em arrecadadoras de impostos federais, isso é no Brasil inteiro, há quatro anos foi prometido pela presidenta, nós vamos retirar os impostos do saneamento, para o Brasil avançar no saneamento, não foi feito, a terceira, nós aceitamos de bom grado, queremos todo o apoio e toda parceria.

REPÓRTER: Governador, em são Paulo Aécio teve 100 milhões de votos a mais que a Dilma. Queria saber quanto que Geraldo Alckmin tem nessa vantagem que ele conseguiu aqui no estado?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso é dos paulistas, não é pessoal.

REPÓRTER: Governador, o senhor falou agora que vai pedir recursos para o governo federal, vai entregar...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Claro.

REPÓRTER: O que vai ser pedido e quando?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós vamos... Nós já temos um conjunto de pleitos na área federal. Nós vamos... É, quais são as obras maiores? Uma é São Lourenço, está feita com investimento do governo e privado, está contratada está toda em obra. Nós vamos chegar a três mil trabalhadores na nova adutora, novo sistema São Lourenço. A outra que nós imaginávamos pedir recurso federal e incluir no PAC é a interligação das represas. Agora, à medida que a represa passou de 40 para 10, para 12%, isso tem que ser rediscutido. Aliás, nós estamos estudando até de retirar a represa do Jaguari, que é do estado, como geradora de energia. Porque ela gera muito pouca energia, gera muito pouca energia, ela é muito insignificante do ponto de vista elétrico. Nós vamos pedir para encerrar a concessão e manter a represa de Jaguari só para abastecimento humano, aí o Operador Nacional do Sistema não poderá mais fazer o que fez. Então a nossa proposta é que encerre, encerre essa represa, ela não gerará mais energia, porque é muito pouco e é um mega de um reservatório. Para ter uma ideia do que estamos falando as cinco represas do Cantareira tem 960 milhões de metros cúbicos, as cinco. Jaguari do Cantareira, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Só a represa do Jaguari do Paraíba tem um bilhão e 100 milhões de metros cúbicos de reservação. Isso resolve todos os problemas.

REPÓRTER: E ai em que prazo?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então, eu estou chamando a atenção porque isso aí não é só Brasil. Isso é regra internacional. A prioridade da água é abastecimento humano, depois as outras atividades, dentre elas energia elétrica. E por que é assim? Porque água você não tem substituto, energia elétrica, você tem termoelétrica, você tem cogeração, você tem biomassa, você tem fotovoltagem, você tem eólica, você tem outras possibilidades.

REPÓRTER: Governador, só para reforçar então. Na nossa região, na baixada santista, o senhor acredita que não vai haver nenhum problema de abastecimento?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós fizemos aqui dois grandes investimentos que foi, Mandu Branco, que é o novo sistema e Jurubatuba. Está tudo pronto, é captação, tratamento e aumento de reservação.

REPÓRTER: Governador, ontem a presidente Dilma Rousseff sofreu a primeira grande derrota na Câmara depois de eleita. O senhor acha que ela vai ter dificuldades de governar para a oposição?

GOVERNADOR GERALDO ALCKBMIN: Eu entendo que é inadiável a reforma política, inadiável! Vou dar um exemplo da assembleia de São Paulo: eram 15 partidos políticos, 15, a partir do ano que vem, vão ser 21. Eu tenho impressão, não tenho certeza, que lá no Congresso Nacional acho que são 29...

REPÓRTER: 28!

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: 28 partidos. Não tem como. Isso dificulta a governabilidade, você fragilizou os partidos, fica difícil. Então, a reforma política é inadiável para a gente melhorar esse trabalho. Mas quero reiterar aqui a nossa disposição, diálogo, parceria. O Brasil é uma federação e o que caracteriza República Federativa é a parceria entre os entes federais. Quando nós trabalhamos juntos aqui, quem ganha é a população não tem disputa.

REPÓRTER: Governador e com relação às outras cidades aqui da baixada?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Todas, todas, independentemente do partido político...

REPÓRTER: Quais são estes novos investimentos...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: ... Aliás, a primeira parceria que acabei de assinar foi com o prefeito da capital Fernando Haddad, acabamos de assinar, 3.860 apartamentos do Casa Paulista junto com o Minha Casa, Minha Vida.

REPÓRTER: Governador o senhor falou sobre o VLT que seria inaugurado um trecho de Barreiro o suficiente até conselheiro Nébias, assim no primeiro trimestre, isso não vai acontecer de acordo com o MPU. Aliás, um trecho vai só depois da rodovia dos imigrantes em 2016. O que o senhor tem a dizer sobre o VLT agora?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o VLT, agora na segunda quinzena de novembro, ainda no mês de novembro, ele começa a operar a chamada operação assistida, então ele já começa agora no final do mês de novembro operação assistida e operação comercial no primeiro trimestre do ano que vem.

REPÓRTER: Aí...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Só um momentinho. Tem um roteirinho que tem ali as datas, das estações das entregas, olha vamos pegar aqui.

REPÓRTER: Tem EMTU? Ela informou que não ficará pronta no primeiro trimestre.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Segunda quinzena, agora no fim de novembro. Operação assistida e a entrega das estações Mascarenhas, entre as estações Mascarenhas e José Monteiro em São Vicente. Temos 5 estações concluídas já. Mascarenhas de Moraes, São Vicente, Emmerich, Nossa Senhora das Graças e José Monteiro. Tem um outro “paper” que tem as próximas estações, falem.. Nós estamos inclusive, vamos fazer a audiência pública agora, para fazer o projeto até Samaritá e até Valongo. Então, nós estamos entregando as obras que estão ficando prontas. Aqui está melhor. Então nos temos cinco estações concluídas, Mascarenhas de Moraes, São Vicente, Estação Emmerich, Nossa Senhora das Graças e José Monteiro. Cinco prontas. Operação assistida começa entre duas estações em novembro, e até março operação comercial. Entregas previstas para novembro, esse mês agora, a estação Itararé, João Ribeiro e Nossa senhora de Lourdes, mais três. Então, seis e meio quilômetros serão entregues em dezembro entre as estações Mascarenhas de Moraes e Bernardino de Campos. E vamos entregar em dezembro a estação Pinheiro Machado, Bernardino de Campos e Porto. Audiência pública hoje, 29 de outubro, em São Vicente para apresentação do trecho Barreiros, Samaritá - 7,4 quilômetros projeto básico e elaboração. Trinta e um de outubro, audiência pública - daqui a dois dias - em Santos para apresentação do trecho conselheiro Nébias, Valongo - oito quilômetros - estamos na fase também de licenciamento ambiental. Então, tudo está sendo feito, estamos suando a camisa para a população poder ter esse grande transporte metropolitano de qualidade não poluente beneficiando a vida da população.

REPÓRTER: Governador, pode...

REPÓRTER: Governador, é a ponte pênsil... Região de Santos